CURSO ONLINE: A DEMANDA E A OFERTA

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Transcrição:

CURSO ONLINE: A DEMANDA E A OFERTA

2 Adam Smith (filósofo e economista) A base histórica da Demanda e a Oferta é iniciada através do pensamento da Escola Clássica (liberalismo econômico). Seu principal membro era Adam Smith, que não acreditava na forma mercantilista de desenvolvimento econômico e sim na concorrência que impulsiona o mercado e consequentemente faz girar a economia. Tem como base fundamental a busca no equilíbrio do mercado (oferta e demanda) via ajuste de preços, pela não-intervenção estatal na atividade econômica, prevalecendo a atuação da "ordem natural" e pela satisfação das necessidades humanas através da divisão do trabalho, que por sua vez aloca a força de trabalho em várias linhas de emprego. A Evolução do Pensamento Econômico É deste contexto que a evolução do pensamento econômico se torna de suma importância para os mercados da era moderna. E a economia de um mercado por si só é uma grande fonte de receitas, entretanto, necessita da oferta e da demanda para equilibrá-lo.

3 Mercados Podemos definir mercado (já em uma concepção mais moderna) como: O espaço geográfico, tecnológico ou cultural onde se encontram os produtores e os seus públicos alvos, bem como outras entidades que direta ou indiretamente estão ligadas à atividade empresarial. Estamos conectados a mercados o tempo todo, mesmo que não percebamos. Mercados podem ser o shopping, internet, rua (feiras), exposições, etc. Vamos entender um pouco mais sobre mercados.

4 MO OPL MPS OPS CP

5 MO MONOPÓLIO OLIGOPÓLIO OPL Caracterizado pela existência de um único vendedor. O monopólio é desvantajoso para os consumidores, pois pode ocorrer a queda da qualidade do produto ou serviço da empresa uma vez que não existe concorrências para competir. A legislação comercial brasileira proíbe a criação de monopólios e práticas monopolistas no país. Caracterizado por poucos vendedores para muitos compradores. No oligopólio, muitas vezes ocorre a criação de um cartel, onde as poucas empresas dominantes fazem um acordo para manter o preço do produto ou serviço comercializado. Talvez o maior exemplo de oligopólio no Brasil seja o mercado de telecomunicações, no qual poucas empresas controlam todo o mercado. MPS MONOPSÔNIO OLIGOPSÔNIO OPS É um mercado em que há apenas um único comprador. Exemplo: Uma grande cooperativa de laticínios que se compromete a comprar toda a produção de uma determinada região, garantindo matéria-prima para seus diversos produtos derivados do leite. Caracterizado pela existência de um pequeno número de compradores ou ainda que, embora haja um grande número de compradores, uma pequena parte destes é responsável por uma parcela bastante expressiva das compras ocorridas no mercado. O setor do aço no Brasil é um exemplo de Oligopsônio. Não há mais que quatro grandes grupos econômicos que concentram a produção de aço no país.

6 MO OPL CP CONCORRÊNCIA PERFEITA Por fim, temos a Concorrência Perfeita, que é caracterizada pelos seguintes fatores: MPS 1- Grande número de pequenos vendedores e compradores; 2- Há livre entrada e saída de empresas no mercado; 3- Perfeita mobilidade dos recursos produtivos; 4- Perfeita transparência, ou seja, perfeito conhecimento pelos compradores e vendedores, de tudo o que ocorre no mercado. Como se percebe por suas características, o mercado de concorrência perfeita não é facilmente encontrado na prática, embora possa se afirmar que os mercados que mais se aproximam dela são os mercados de produtos agrícolas. OPS O mercado de concorrência perfeita é estudado pelos economistas para servir como um paradigma (referencial de perfeição) para análise dos outros mercados.

Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 7

8 1º Fase - Emergência 2º Fase - Crescimento A fase de emergência caracteriza-se pelo aparecimento de novas competências ou oportunidades que permitem o surgimento de empresas ou a entrada em novos negócios de empresas já existentes. Surgem, assim, novos produtos e novas respostas às necessidade. A fase de crescimento é caracterizada por uma taxa de expansão mais elevada, fazendo aumentar a atratividade do negócio, atraindo, assim, cada vez mais concorrentes. O fator-chave de sucesso nesta fase é dotar-se de meios que permitam que a empresa cresça mais rapidamente do que os seus concorrentes. A fase de Maturidade é caracterizada por uma estabilização dos fatores de evolução do jogo concorrencial. É a fase em que o mercado está em seu auge. O declínio é a última fase do ciclo de vida de um mercado e é acompanhada por uma modificação progressiva da estrutura da concorrência. Nesta fase é normal o desaparecimento de empresas, bem como fusões e aquisições entre os concorrentes, o que é visível na indústria farmacêutica, nas tecnologias de informação ou nos fabricantes de automóveis. Os concorrentes sobreviventes repartem entre si o mercado, cujo volume vai decrescendo a um ritmo mais acelerado, até que alguém ou alguma empresa faça emergir um novo produto ou serviço, respondendo às novas necessidades de um grupo de consumidores. 3º Fase - Maturidade 4º Fase - Declínio

9 Existem diversos fatores que contribuem diretamente para a evolução dos mercados. Vejamos a seguir alguns deles.

10 VARIAÇÕES SAZONAIS O consumo de muitos produtos varia ao longo do ano. A venda de chocolates, por exemplo, aumenta no Inverno e o consumo de gelados sofre significativo acréscimo no Verão. EFEITO DE SUBSTITUIÇÃO DE PRODUTOS A substituição de muitos produtos por novos com desaparecimento ou não dos antigos provoca alterações qualitativas e quantitativas nos mercados. Por exemplo, o surgimento das máquinas de barbear elétrica permitiu, não só a criação desse mesmo mercado, mas também a expansão do próprio mercado concorrente o das lâminas de barbear.

11 O TEMPO Muitos mercados evoluem naturalmente ao longo do tempo, à medida que o consumo desses produtos se vai expandindo e entrando nos hábitos das pessoas, como por exemplo, o dos microondas. Atualmente, temos até produtos que são preparados exclusivamente pelo uso do microondas. GRAU DE CONCORRÊNCIA O aparecimento de novos concorrentes no mercado leva à dinâmica de desenvolvimento desses mercados. Exemplo: mercado de sistemas operacionais Mobile.

12 MERCADOS CONDICIONADOS Existem mercados que estão condicionados pelo desenvolvimento de outros, como é o caso do mercado da TV por cabo, o qual está condicionado pelo mercado dos televisores. A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA COMO GERADORA DE NOVOS MERCADOS As Empresas procuram na tecnologia, atualmente, grandes fontes de inspiração para novos produtos e também para a criação de vantagens competitivas para produtos já existentes. É o caso de câmeras fotográficas, que filmam, são à prova d água e que podem se conectar na internet através de Wi-Fi.

13 Segmentar um mercado consiste em dividi-lo em distintos subconjuntos de clientes, podendo cada um desses, semelhante no seu interior, ser escolhido como um alvo de mercado específico. Existem três grandes critérios usados e que se baseiam nas características gerais dos consumidores, que são: Geográficos, Sócio Demográficos e Psicográficos.

14 Critério GEOGRÁFICO O mercado é dividido em unidades territoriais, tais como países, regiões, cidades, bairros, etc. Esta é uma forma muito comum nas grandes empresas que possuem forças de vendas, pois normalmente distribuem regiões específicas a cada um dos vendedores, independentemente de combinarem este critério com outros.

15 Critério SÓCIO DEMOGRÁFICO Este tipo de segmentação consiste em decompor o mercado com base em critérios como: idade, gênero, dimensão da família, tipo de casa, rendimento, nível de estudos, profissão, nacionalidade, religião, etc.

16 Critério PSICOGRÁFICO Este critério tem a ver com a classe social, o estilo de vida e a personalidade. A classe social exerce uma profunda influência nas decisões de consumo relativamente a locais de frequência, escolha de automóveis, produtos alimentícios, vestuário e práticas culturais.

17 Critério PSICOGRÁFICO Ainda no critério Psicográfico, o estilo de vida tem a ver com o modo distintivo e característico de fazer as suas escolhas. Quanto à personalidade, existem diferenças substanciais entre os consumidores, sendo uns mais conservadores e outros mais inovadores, uns mais tímidos e outros mais aventureiros. Podemos enxergar tais critérios com o exemplo que demos há pouco tempo, do cliente que prefere um carro com mais potência, do cliente que prefere o carro com mais comodidade e espaço interno.

18 A DEMANDA A demanda significa a quantidade de um bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir por um preço definido em um mercado. A demanda pode ser interpretada como procura, mas não necessariamente como consumo, uma vez que é possível querer e não consumir um bem ou serviço por diversos motivos. Em 23 de Setembro de 2013, a Apple anunciou que vendeu 9 milhões de unidades dos novos modelos do iphone, 5S e 5C, nos primeiros três dias após o lançamento. A demanda de clientes excedeu a quantidade ofertada destes produtos.

19 A DEMANDA A quantidade de um bem que os compradores desejam e podem comprar é chamada de quantidade demandada, e depende de diversas variáveis que influenciam a escolha do consumidor pela compra ou não de um bem ou serviço, como: preço marca atendimento Bens Substitutos (ex: margarina e manteiga) localização

20 Existe uma relação inversa/negativa entre preço e quantidade denominada Lei Geral da Demanda. Quando se tratar de demanda, pense como um consumidor, ou seja, se o preço estiver subindo eu vou comprar menos. Exemplo:

21 Para entendermos bem: Quanto menor o preço do produto, maior a quantidade demandada, ou seja, quanto mais barato, maior será a quantidade de clientes procurando pelo produto. Repare que no exemplo anterior, caso estivesse gratuito, todas as 12 pessoas próximas dali iriam adquirir o refrigerante. Se o preço fosse R$1,00, apenas 8 dessas pessoas iriam adquirir o produto. Se o preço fosse R$2,00, apenas 4 pessoas iriam adquirir o produto. E por fim, se o refrigerante custasse R$3,00, ninguém iria adquiri-lo.

22 DETERMINANTES DA DEMANDA 1. DETERMINANTES POSITIVOS - aqueles que influenciam a aquisição do produto ou serviço, ou seja, são fatores que despertam o desejo de compra do bem ou serviço. Dentre eles: Aumento da renda do consumidor; Melhor localização da loja; Melhoria na qualidade do produto ou serviço. P=Preço / Q=Quantidade

23 DETERMINANTES DA DEMANDA 2. DETERMINANTES NEGATIVOS - aqueles que influenciam para a não-aquisição do produto ou serviço, ou seja, fatores que influenciam o desejo de não-compra. Dentre eles: Decréscimo da renda do consumidor; Dificuldades na localização da nova loja; Piora na qualidade do produto ou serviço. P=Preço / Q=Quantidade

24 A OFERTA A oferta é a quantidade de bens ou serviços que os produtores dos mesmos desejam vender em determinado espaço de tempo. A oferta depende de algumas variáveis, como: Quantidade Ofertada de um bem Preço deste bem Preço dos bens concorrentes O custo da produção destes bens A tecnologia empregada na produção

25 A demanda sempre influencia a oferta, ou seja, a demanda que determina o movimento da oferta. Quando há o aumento do preço de um produto, por exemplo, maior é o estimulo para a fabricação deste bem. Quando a quantidade deste bem se normaliza no mercado, há a redução de seu preço, estimulando a demanda e desestimulando a vontade dos fabricantes de produzi-lo. Sabemos que o principal objetivo dos produtores quando oferecem os seus produtos é o de maximizarem os seus lucros. Logo, é natural que, quanto mais elevado o preço, maior será a quantidade que os produtores irão querer vender. Logo, o contrário também é verdade: quanto mais baixo é o preço do mercado, menor a quantidade de produtos que as empresas irão querer vender.

26 Existe uma relação direta/positiva entre preço e quantidade, denominada Lei Geral da Oferta. Quando se tratar de oferta, pense como um empresário, ou seja, se o preço estiver subindo eu vou querer vender mais produtos, pois isso me dará mais lucro. Vamos utilizar novamente o exemplo com refrigerantes:

27 Para entendermos bem: Quanto maior o preço que o mercado demanda, maior vai ser a quantidade ofertada de produtos, ou seja, quanto mais caro o mercado tiver pagando por um produto, mais interessante será para que o empresário fabrique tal produto. Repare que, no exemplo anterior, caso fosse gratuito nenhum empresário iria produzir refrigerantes. Caso o valor do produto estivesse R$1,00, apenas um empresário iria produzir. Caso o valor fosse R$2,00, iríamos ter 3 empresários produzindo e, por fim, caso estivesse a R$3,00, todos os 5 empresários iriam produzir refrigerantes.

28 DETERMINANTES DA OFERTA 1. DETERMINANTES POSITIVOS - são aqueles que influenciam a produção do bem ou serviço, ou seja, são fatores que despertam o desejo do fabricante produzir ou expor seus produtos. Dentre eles: Diminuição dos impostos; Melhoria da tecnologia; Aumento dos subsídios. P=Preço / Q=Quantidade

29 DETERMINANTES DA OFERTA 2. DETERMINANTES NEGATIVOS - são aqueles que desestimulam a produção do bem ou serviço, ou seja, são fatores que inibi o desejo do fabricante produzir ou expor seus produtos. Dentre eles: Aumento nos impostos; P=Preço / Q=Quantidade Falha na tecnologia utilizada; Diminuição dos subsídios.

30 EQUILÍBRIO DE MERCADO O equilíbrio de mercado ocorre quando a quantidade de produtos e serviços que os consumidores desejam comprar é exatamente igual à quantidade de produtos e/ou serviços que os produtores querem vender. Não há sobras.

31 EQUILÍBRIO DE MERCADO Veja o seguinte exemplo:

32 EQUILÍBRIO DE MERCADO Repare que houve um equilíbrio de mercado entre a demanda e a oferta. Tanto a quantidade, quanto o preço, estão satisfatórios para clientes e produtores.

33 Em outras palavras, no equilíbrio de mercado não há excesso ou falta de demanda ou oferta. Existe coerência de desejos. Em mercados concorrenciais, os mecanismos de preço tendem naturalmente ao equilíbrio: Consumidores e produtores chegam em um consenso mútuo em relação ao valor do produto.

34 A LEI DA OFERTA E DA DEMANDA Na economia, a Lei da Oferta e Procura, também chamada de Lei da Oferta e da Demanda, é a lei que estabelece a relação entre a demanda de um produto (a procura) e a quantidade que é oferecida (a oferta). A partir dela, é possível descrever o comportamento preponderante dos consumidores na aquisição de bens e serviços em determinados períodos, em função de quantidades e preços.

35 Quando a oferta é maior do que a demanda, significa que existem mais pessoas vendendo do que comprando. O resultado disso é um excedente de produtos no mercado, sem compradores. Temos deflação. Os preços caem, pois todos querem vender e estão competindo entre si pelo cliente. QUANDO A OFERTA É MAIOR QUE A DEMANDA

36 QUANDO A OFERTA É MENOR QUE A DEMANDA Já quando a oferta é menor do que a demanda, existem mais pessoas comprando do que vendedores produzindo. O resultado disso é a falta de produtos no mercado. Temos inflação. Os preços sobem, pois os consumidores estão disputando entre si a aquisição de bens e produtos que estão em falta no mercado.

37 QUANDO A OFERTA É MENOR QUE A DEMANDA Um bom exemplo que encontramos em nosso dia a dia é o supermercado. Em épocas específicas como Páscoa, por exemplo, os produtos de época tendem a ficarem mais caros, pois a demanda pelos mesmos aumenta em uma proporção muito maior que o aumento de sua oferta. O mesmo vale para Natal, Dias das Mães e outras datas. É assim que funcionam os mercados.

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