IDENTIFICAÇÃO Produto Rhodiola rosea extrato seco Estrutura Molecular Peso molecular DCB / DCI / Denominação científica INCI CAS Apresentação / especificação Extratto seco padronizado de raiz de Rhodiola rosea com mínimo de 3% de salidrosídeo. Descrição / Propriedades A Rhodiola rosea é uma planta nativa da Sibéria ártica muito utilizada pela cultura da Europa oriental e asiática com potencial adaptogênico, usada para: melhorar a resistência física, a produtividade, fadiga terapia de suporte em depressão, anemia, impotência e desordens do Sistema Nervoso. Tem efeito não-específico, aumentando a resistência a fatores estressores, de diferentes naturezas (física, química, biológica). Efeito normalizador, que combate/previne distúrbios causados pelos fatores estressores, agindo em vários setores do organismo.
Composição Os principais grupos de componentes químicos presentes no extrato das raízes da espécie são: a) Derivados do fenilpropano: rosavina, rosina, rosarina b) Derivados do feniletano: tirosol, salidrosídeo (rhodiolosideo) c) Flavonóides: rodiolina, rodionina, rodiosina, acetilrodalgina, tricina d) Monoterpenos: rosiridola, rosaridina e) Triterpenos: daucosterola, β-sitosterol f) Ácidos fenólicos: ácido clorogênico, ácido hidroxicinâmico, ácido gálico. Os derivados do feniletano e fenilpropano são considerados como sendo os constituintes fundamentais para obtenção das atividades terapêuticas da planta. APLICAÇÕES Indicações Nos estados de esgotamento, fadiga e astenia com diminuição da concentração e do rendimento físico e mental. Nos indivíduos submetidos a regime de exercícios físicos intensos, visando atenuar o desgaste e aumentar o rendimento físico. Posologia / Concentração A dose recomendada para adultos e maiores de 12 anos é de 400 mg, ingerida em dose única diária preferencialmente pela manhã. O tempo de tratamento dependerá da severidade e da evolução dos sintomas, não havendo restrições para o uso prolongado desse ativo. Via de administração Oral Solução Magistral Possibilidade de associações cientificamente embasadas para o paciente proporcionando melhores resultados no tratamento; Possibilidade de dosagens diferenciadas de acordo com a necessidade de cada indivíduo. Formulações
FORMULAÇÃO SUPLEMENTO PARA FADIGA CRÔNICA Rhodiola rosea ext seco...200mg Wellmune WGP...250mg PROPRIEDADES - Melhora da fadiga; - Antioxidante; - Melhora do rendimento físico; - Reforço do sistema imunológico. REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS Estudos in vitro pré-clínico estabilidade Estudos clínicos Estudo clínico fase II duplo-cego randomizado controlado com placebo avaliou performance mental em um grupo de 40 mulheres em condições estressantes, utilizando uma associação de Rhodiola r. com outros dois fitoterápicos. O resultado foi a melhora da concentração e capacidade cognitiva (1). A melhora da performance física com suplementação de Rhodiola r. foi investigada em um grupo de atletas e o resultado observado foi: A Rhodiola reduziu lactato e parâmetros de lesões musculoesqueléticas após sessão de atividade física exaustiva, portanto, pode melhorar a habilidade adaptogênica para prática de atividades físicas (2). O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade do extrato padronizado de raiz de Rhodiola rosea em indivíduos apresentando fadiga relacionada ao estresse. Foram selecionados 60 homens e mulheres entre 20 e 60 anos e randomizados em modelo duplo-cego placebo controlado. Como resultado foi observado que a Rhodiola exerce efeito anti-fadiga, melhorando performance mental e capacidade de concentração e reduzindo a resposta ao cortisol (3).
FARMACOLOGIA Mecanismo de ação Aumento de ATP e fosfato-creatina na mitocôndria (SNC e músculo). Reduz a liberação de adrenalina e noradrenalina. Efeitos adversos Em geral, o extrato de Rhodiola rosea L. é muito bem tolerado, sendo raros os relatos de efeitos adversos como à ocorrência de taquicardia, insônia, agitação, cefaleia e intolerância gastrintestinal. Em portadores de transtornos de ansiedade ou estados de excitação sintomas de agitação e irritabilidade podem ocorrer. Em pacientes com transtorno bipolar pode ocorrer potencialmente o desencadeamento de mania, principalmente em pacientes mais suscetíveis à ação de antidepressivos. Elevação da pressão arterial foi relatada com a utilização de extratos de Rhodiola rosea L., devendo-se evitar seu uso nesse grupo de pacientes. Contraindicações / precauções Não deve ser utilizado por crianças e por pacientes com história conhecida de alergia ao ativo. Pacientes portadores de doenças cardíacas ou que estejam em uso de medicações para tratamento de distúrbios psiquiátricos não devem utilizar esse ativo sem a devida orientação e acompanhamento médico. Interações medicamentosas Não há estudos específicos avaliando a interação do extrato de Rhodiola rosea L. com outras medicações, alimentos ou bebidas alcoólicas. Contudo, em função de seu mecanismo de ação recomenda-se evitar o uso de álcool. Pacientes que estejam recebendo outras medicações com ações sobre o Sistema Nervoso Central, tais como antidepressivos, anti-psicóticos, sedativos, ansiolíticos e estabilizadores do humor ou sobre o Sistema Cardiovascular como antiarrítmicos, digitálicos, vasodilatadores e betabloqueadores devem ser cuidadosamente avaliados antes de iniciar o tratamento com Rhodiola rosea L. Não é recomendável também seu uso antes de cirurgias e em pacientes sob
tratamento anticoagulante. FARMACOTÉCNICA Equivalência / Teor Solubilidade ph estabilidade Orientações farmacotécnicas Incompatibilidades Conservação / Armazenamento Armazenar em ambiente seco e ao abrigo de luz. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Aslanyan G, Amroyan E, Gabrielyan E, Nylander M, Wikman G, Panossian A. Double-blind, placebo-controlled, randomised study of single dose effects of ADAPT-232 on cognitive functions. Phytomedicine. 2010 Jun;17(7):494-9. Epub 2010 Apr 5. 2.. Parisi A, Tranchita E, Duranti G, Ciminelli E, Quaranta F, Ceci R, Cerulli C, Borrione P, Sabatini S. Effects of chronic Rhodiola Rosea supplementation on sport performance and antioxidant capacity in trained male: preliminary results. J Sports Med Phys Fitness. 2010 Mar;50(1):57-63. 3. Olsson EM, von Schéele B, Panossian AG. A randomised, double-blind, placebo-controlled, parallel-group study of the standardised extract shr-5 of the roots of Rhodiola rosea in the treatment of subjects with stress-related fatigue. Planta Med. 2009 Feb;75(2):105-12. Epub 2008 Nov 18. 4. Seely, D and Rana, S. Adaptogenic Potential of a Polyherbal Natural Health Product: Report on a Longitudinal Clinical Trial. ecam, 4 (3): 375-380, 2007. 5. Ponassian, A. and Wagner, H. Stimulating Effect of Adaptogens: An Overview with Particular Reference to their Efficacy following Single Dose Administration. Phytother Res, 19: 819-838, 2005. 6.. Rohloff, J. Volatiles from rhizomes of Rhodiola rosea L. Phytochem, 59: 655-661, 2002.
7. Ming, D. S. et al. Bioactive Compounds from Rhodiola rosea (Crassulaceae). Phytother Res, 19: 740-743, 2005. 8. Walker, T. B and Robergs, R. A. Does Rhodiola Rosea Possess Ergogenic Properties? Int J Sport Nutr E Metab, 16: 305-315, 2006. 9. Majewska, A. et al. Antiproliferative and antimitotic effect, S phase accumulation and induction of apoptosis and necrosis after treatment of extract from Rhodiola rosea rhizomes on HL-60 cells. J Ethnopharmacol, 103: 43-52, 2006.