ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO



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CESUMAR CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO 1 Ana Carolina Ignácio da Silva 2 Flavio José Patrocínio 3 Marcia Tathiane da Silva Ribeiro Mantovani 4 Mariane Ichisato 5 Renata Cristina Torrezan Resumo O produto antes de chegar às prateleiras para consumo de empresas e pessoas, passa por várias fases dentro de uma indústria, onde são feitas pesquisas de mercado e viabilidade, que alimentam o planejamento, o projeto do produto e as estratégias de produção. Com base nestes dados surgem os protótipos que são testados em relação a sua resistência e aprovação do público-alvo, em seguida são enviados para a produção e comercialização. Nesta fase de comercialização o produto tem um ciclo de vida, que da inicio na sua introdução no mercado, depois com o tempo passa por um crescimento de vendas, consequentemente vem à fase da maturidade, quando as vendas se estabilizam, nesta etapa a organização tem que rever suas estratégias de produção, e definir se vai efetuar alguma melhoria no produto já existente, se vai lançar um novo produto ou se vai simplesmente tira-lo do mercado, e infelizmente chega à fase do declínio quando as vendas do produto tendem a cair. Outro fator relevante na produção é o layout industrial da planta da empresa, que deve ser adequado para que a haja eficiência nas operações. O estudo dos tempos e métodos também ajuda muito devido conseguirem apropriar os movimentos e técnicas de maneira que evitem acidentes de trabalho e fadiga, e gere produtividade e motivação aos funcionários. Este artigo vai explorar diversas literaturas para explicar porque as empresas passam por todas estas fases. Palavras-chaves: Administração da produção, produção, produto. 1 Acadêmica do curso de Administração do Cesumar. ana_silva_inacio@hotmail.com 2 Acadêmico do curso de Administração do Cesumar. flabsolut@hotmail.com 3 Acadêmica do curso de Administração do Cesumar. tmantovani2006@gmail.com 4 Acadêmica do curso de Administração do Cesumar. mari.ti90@hotmail.com 5 Acadêmica do curso de Administração do Cesumar. rtorrezan1@gmail.com

CESUMAR CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ 1. INTRODUÇÃO O presente artigo apresenta os conceitos de produtividade, eficiência e eficácia; explica de maneira simples como é desenvolvido e projetado um produto, qual a influência da estratégia de produção e quais são as fases do ciclo de vida deste produto. Cita também a importância de um estudo de tempos e métodos e o adequado uso do arranjo físico da indústria, para aplicar melhorias nas operações e processos produtivos. O objetivo deste artigo é explicitar os principais tópicos abordados pela administração da produção, que irão servir de base para o desenvolvimento de um produto. 2. ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO A estratégia de produção inclui decisões relacionadas ao mix de produtos e cobre escolhas envolvendo marca, embalagem, rótulo e outros elementos que compõem o produto (LONGENECKER; MOORE, 2007, p. 258). A estratégia de produção pode ser vista como parte de um processo de planejamento que coordena os objetivos/metas operacionais com os objetivos mais amplos das organizações. Uma vez que os objetivos amplos das organizações mudam com o tempo, a estratégia de produção precisa ser modelada para antecipar as necessidades futuras, para se adaptar mais rápido as mudanças do mercado (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006, p. 38). Antes de elaborar as estratégias é preciso analisar as perspectivas financeiras da empresa, as perspectivas dos clientes, a perspectiva interna, a perspectiva do aprendizado e do crescimento (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006). 3. PRODUTIVIDADE, EFICIÊNCIA E EFICÁCIA 3.1. Produtividade Para Lacombe (2009, p. 502) produtividade é a relação entre os produtos obtidos e os recursos ou fatores de produção empregados na sua obtenção. [...] é quociente que resulta da divisão entre a produção obtida e um dos fatores empregados na produção (insumo). [...] indica a eficiência com a qual os fatores de produção estão sendo utilizados.

Segundo Charnov (2010, p. 2) produtividade significa conseguir alguma economia de recursos no processo já existente, seja em matérias-primas para a confecção dos produtos ou realização de serviços, seja em tempo para operacionalização do processo, ou ainda, no custo da operação. 3.2. Eficiência Consiste em fazer bem-feito, [...] considerando todos os aspectos e a sua tendência, mas sem levar em consideração se o que esta sendo feito é realmente o que deveria ser feito. [...] é a capacidade de otimizar o uso dos recursos e seria medida pela relação entre os recursos aplicados e o produto final obtido. [...] esta relacionada aos meios utilizados para atingir os resultados (LACOMBE, 2009, p. 240). Eficiência é a quantidade de esforço necessário para atingir a meta da empresa. Quanto menos esforço for utilizado, mas eficiente será a organização (BERTAGLIA, 2009, p. 75). 3.3. Eficácia É fazer aquilo que efetivamente precisa ser feito, ou seja, a capacidade de determinar metas corretas e medidas certas para alcançá-las. [...] é a capacidade de se atingir resultados validos, isto é, que precisam ser atingidos (LACOMBE, 2009, p. 240). Para Bertaglia (2009, p. 75) eficácia se refere à forma como uma organização atinge as suas metas, produzindo os resultados esperados. 4. DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO O desenvolvimento do produto são as atividades que visam mais diretamente à geração e desenvolvimento de produtos bem definidos e orientados para o mercado (MOREIRA, 2004, p. 231). O desenvolvimento de produtos envolve pesquisas financeiras e de mercado, geração e filtragem de ideias, busca pelo público-alvo. O Processo de desenvolvimento do produto começa com a formação da ideia, ou seja, qual será o produto, em seguida é feita uma análise da viabilidade deste produto para a empresa. O próximo passo é o planejamento e construção do protótipo, que é submetido a testes de resistência para evitar futuros acidentes ou devoluções (LONGENECKER; MOORE, 2007).

Para Slack e Lewis (2009) o desenvolvimento do produto é dividido em seis etapas: (1) Geração do conceito; (2) Avaliação do conceito; (3) Projeto preliminar; (4) Avaliação e melhoria do projeto; (5) Protótipo e projeto final; (6) Desenvolvimento do processo de operações. O desenvolvimento de novos produtos inicia-se com uma pesquisa de mercado e de viabilidade de negócio, com base nestes dados é feito o planejamento e projeto básico do produto, após a aprovação do projeto, o mesmo segue para a engenharia detalhada que ira construir os protótipos e efetuar os testes de resistência, se o produto é não é aprovado, são efetuadas as alterações no projeto e um novo protótipo é construído e testado, se o produto é aprovado no primeiro teste o projeto é liberado e inicia-se a produção piloto, onde são produzidos um numero menor de produtos que são introduzidos no mercado e conforme a demanda se inicia a produção e vendas propriamente ditas (CHASE; JACOBS; AQUILANO, 2006). 5. PROJETO DO PRODUTO Segundo Harding (1981) o projeto pode ser o ponto inicial para um novo produto que atenda a necessidade do consumidor, este projeto pode exigir novas idéias, que devem ser desenvolvidas e incorporadas no produto sob o estudo. A função do projeto é forma a ligação entre pesquisa e desenvolvimento. Para que um produto seja projetado, primeiramente é preciso atender as necessidades do consumidor, por isto, vários fatores como os detalhes funcionais, segurança, qualidade, manutenção e descarte são analisados para atestar que o produto realmente vai atender as necessidades destes clientes (MOREIRA, 2004). Segundo Moreira (2004, p. 225) o projeto de um novo bem ou serviço começa com a geração de uma ideia, que envolve uma necessidade do cliente e uma forma de resolvê-la, e vai em frente através de várias fases de teste e desenvolvimento. [...] o projeto original esta frequentemente sujeito a constantes alterações ao longo do tempo. O projeto faz parte do desenvolvimento do produto, sendo dividido em três fases o projeto básico (envolve as decisões referente aos principais aspectos de um produto), o teste de protótipo (construção de uma miniatura do produto para testes de resistência e aprovação do público-alvo) e o projeto final

(com base das avaliações dos testes, são efetuadas as alterações se necessárias no projeto básico, neste projeto são definidos os desenhos, os processos, as especificações, procedimentos e outras informações necessárias para a produção do novo produto) (MEREDITH; SHAFER, 2002). 6. CICLO DE VIDA DO PRODUTO 6.1. Conceito Segundo Harding (1981), durante o Ciclo de vida do produto o preço é flutuante, pois na primeira fase o preço pode ser alto, devido à falta de concorrentes e de vendas, mas quando o ciclo chega na fase de declínio o preço pode cair, como decorrência do esforço de manter suas vendas. De acordo com Lacombe (2009, p. 111) o ciclo do produto é composto por fases pelas quais passa um produto, que indicam a evolução das suas vendas e dos seus lucros durante seu período de vida, envolvendo quatro estágios após o seu desenvolvimento. O objetivo do ciclo é ajudar a entender quais estratégias de promoção, preço e distribuição devem ser utilizadas em cada fase (LONGENECKER; MOORE, 2007). 6.2. Fases Segundo Lacombe (2009) as fases do ciclo do produto são: (1) Introdução de um novo produto no mercado, neste momento existe pouca concorrência e vendas; (2) Crescimento, ou seja, aumento da concorrência e das vendas; (3) Maturidade, momento em que as vendas estabilizam, e a organização deve decidir se lançam um novo produto no mercado em substituição, se baixam o preço ou retiram o produto do mercado; (4) Declínio, nesta fase as vendas e a concorrência caem. Para Moreira (2004) o ciclo se inicia com a introdução, ou seja, inicio da fabricação do produto e colocação do mesmo no mercado, em seguida vem o crescimento, ou seja, quando o produto se torna competitivo. Na fase da maturidade o produto já tem uma posição boa no mercado e as vendas se estabilizam, em seguida vem à saturação, ou seja, inicio do declínio das vendas, e ênfase nas estratégias que envolvem preço. Por fim vem o declínio,

período em que o produto perde mercado, e a empresa tem que decidir se vai tira-lo do mercado, substituí-lo ou modificá-lo. 7. TEMPOS E MÉTODOS Para Harding (1981) o estudo do tempo é a cronometragem e a análise dos movimentos (cronoanálise) de determinada operação, a fim de chegar ao tempo correto para se fazer aquele trabalho. O estudo do tempo não é uma ciência exata, pois as pessoas possuem personalidades e habilidades diferentes, e seu comportamento varia de acordo com suas condições físicas e mentais. Entretanto é essencial que unidades-padrão de trabalho sejam definidas. Segundo Barnes (1977) o estudo de tempos e métodos quando feito de forma correta gera vantagens tanto para a empresa quanto para o colaborador, pois define o tempo padrão para que uma atividade específica seja executada e proporciona melhorias nas condições de trabalho. O estudo é composto por 4 fases: (1) Identificação do problema e possíveis soluções; (2) Padronização dos métodos de operações e movimentos que os operadores exercem; (3) Determinar o tempo padrão para executar determinada tarefa, a partir da cronometragem, análise do ritmo (velocidade) e tolerância (necessidades pessoais, fadiga e período em espera); (4) Orientação e treinamento dos operadores no novo método, estipulado de acordo os resultados do estudo. 8. LAYOUT INDUSTRIAL 8.1. Conceito Segundo Lacombe (2009, p. 371) layout industrial é a arrumação das máquinas, das pessoas, dos equipamentos e dos materiais de uma fábrica com o objetivo de se obter a maior produtividade possível. O planejamento do arranjo físico envolve decisões sobre a disposição dos centros de atividade econômica em uma unidade (RITZMAN; KRAJEWSKI, 2004, p. 196). O arranjo físico depende do tipo de operação da empresa, pois influência no produto e na competitividade da organização. Para Davis, Aquilano e Chase (1999) a escolha do layout influência a longo prazo em custos e na capacidade de produção frente à demanda do mercado, por isto, deve-se identificar e avaliar a melhor alternativa para atender a necessidade da empresa a curto e longo prazo. O objetivo de um

layout é proporcionar um fluxo de trabalho, pessoas, materiais e equipamentos fluidos através da fábrica. 8.2. Tipos de arranjo físico Segundo Ritzman e Krajewski (2004) os arranjos físicos são classificados em: Arranjo físico de processo: utilizado para produção de volume reduzido e grande variedade de produtos, onde se agrupam as estações de trabalho ou departamentos em torno do processo produtivo, ou seja, o produto se movimenta entre os departamentos; Arranjo físico de produto: utilizado para produção volumosa com movimentos repetitivos ou contínuos (linha de montagem ou produção), onde as estações ou departamento são dispostos linearmente, onde os recursos são dispostos em torno do percurso do produto, ou seja, o produto segue em linha reta durante todo o processo de produção; Arranjo físico híbrido: quando a organização usa tanto o arranjo físico de processo quanto o de produto no mesmo local, para viabilizar o processo de fabricação do produto; Arranjo físico de posição fixa: onde o produto permanece fixo em um local e os funcionários que se movimentam para chegar até ele. De acordo com Davis, Aquilano e Chase (1999) os tipos de layout são: Layout de processo (ou função): onde os equipamentos e funções similares são agrupados, e o produto a ser trabalhado passa de área em área, conforme sua seqüência de operações. Layout de produto (ou de fluxo): é aquele no qual processos de trabalho ou de equipamento estão dispostos de acordo com etapas progressivas pelas quais o produto é feito (p. 265). Layout de tecnologia de grupo: agrupa máquinas distintas em células de trabalho, para produzir um número reduzido de produtos com processo e formas similares. Layout de posição fixa: onde o produto permanece no local devido seu volume ou peso e os equipamentos ou pessoas que se movimentam até o produto. Para Lacombe (2009) existem dois tipos de layout:

Layout celular: onde os recursos são agrupados em conjuntos similares, e o produto é transportado para cada célula para ser trabalhado; Layout de posição fixa: processo de produção de bens e serviços em que o produto não se move e os recursos são trazidos até ele (p. 371). 8.3. Critérios de desempenho De acordo com Ritzman e Krajewski (2004) os critérios de desempenho que podem ser adotados são: (1) Nível de investimento de capital; (2) Necessidades de movimentação de material; (3) Facilidade para retirar itens do estoque; (4) Ambiente de trabalho e atmosfera ; (5) Facilidade de manutenção dos equipamentos; (6) Atitudes dos funcionários; (7) Nível de flexibilidade necessário; (8) Conveniência do cliente e nível de vendas. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS As empresas estão cada vez mais preocupadas em estar no mercado com algum diferencial de seus concorrentes, no ponto de vista mercadológico a concorrência tem se tornado cada vez mais intensa, mesmo pequenas coisas, como especificações do produto podem ser uma vantagem competitiva. As empresas estão percebendo que os produtos estão com uma vida curta, e que os clientes estão sempre buscando novos produtos e serviços que atendam suas necessidades cada vez mais especificas, fomentando a concorrência. Os avanços tecnológicos possibilitam que as empresas se adaptem melhor, para que seus produtos estejam sempre presentes no mercado, pelo lado do cliente, isso é muito bom, por que sempre existem novos produtos com funcionalidade e aspectos diferentes, que atendem as suas expectativas e necessidades. Devido a isto é preciso que as empresas conheçam todos os conceitos explicitados neste artigo para que saibam utilizar da melhor forma seus recursos, produzindo com qualidade e garantindo sua fatia no mercado. REFERÊNCIAS BARNES, Ralph M. Estudo de Movimentos e de Tempos: Projeto e Medida do Trabalho. 6ºed. São Paulo: Edgard Bliicher, 1977. BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento. 2ª ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2009, p. 75.

CESUMAR CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ CHARNOV, Bruce H. Conceitos de Administração Empresarial e Ética. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 2. CHASE, Richard B. JACOBS, Roberts F. AQUILANO, Nicholas T. Administração da produção para a vantagem competitiva. 10ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2006, p. 38-44, 161. DAVIS, Mark M. AQUILANO, Nicholas J. CHASE, Richard B. Fundamentos da Administração de Produção. 3º ed. São Paulo: Bookman, 1999, p. 263-266. HARDING, Hamish Alan. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 1981. LACOMBE, Francisco. Dicionário de Negócios. São Paulo: Saraiva, 2009, p. 119-120, 240, 371, 502. LONGENECKER, Justin G. MOORE, Carlos W. Administração de pequenas empresas. 13ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2007, p. 252-258. MEREDITH, Jack R. SHAFER, Scott M. Administração da produção para MBAs. Porto Alegre: Bookman, 2002, p.112. SLACK, Nigel. LEWIS, Michael. Estratégia de Operações. 2ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2009, p. 247. MOREIRA, Daniel Augusto. Administração da Produção e Operações. 1ª ed. São Paulo: Thomsom, 2004, p. 225-233. RITZMAN, Larry P. KRAJEWSKI Lee J. Administração da Produção e Operações. São Paulo: Prentice Hall, 2004, p. 196-199.