AULA 07 Tipos de avaliação



Documentos relacionados
INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO: PLANOS, PROGRAMAS E PROJETOS

AULAS 03 E 04 A linguagem dos projetos

AULA 11 Desenhos, recursos e obstáculos

Diretoria Central de Projetos. Elaboração de Projetos Públicos

Programa de Capacitação em Gestão do PPA Curso PPA: Elaboração e Gestão Ciclo Básico. Elaboração de Planos Gerenciais dos Programas do PPA

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

Orientações e dicas para montar um projeto de extensão Ricardo T. Neder

Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos práticas do PMI

ED 2180/ maio 2014 Original: espanhol. Pesquisa sobre os custos de transação dos produtores de café

Projeto Político-Pedagógico Estudo técnico de seus pressupostos, paradigma e propostas

Tecnologia em Gestão Pública Desenvolvimento de Projetos - Aula 9 Prof. Rafael Roesler

MASTER IN PROJECT MANAGEMENT

CURSO: LICENCIATURA DA MATEMÁTICA DISCIPLINA: PRÁTICA DE ENSINO 4

EDITAL SENAI SESI DE INOVAÇÃO. Caráter inovador projeto cujo escopo ainda não possui. Complexidade das tecnologias critério de avaliação que

SAD orientado a MODELO

Gerenciamento de Riscos em Segurança da informação.

11 de maio de Análise do uso dos Resultados _ Proposta Técnica

Unidade III GESTÃO EMPRESARIAL. Prof. Roberto Almeida

ANEXO I ROTEIRO PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS FIA Cada projeto deve conter no máximo 20 páginas

Maria Alice Setubal IV Seminário Internacional de Avaliação Econômica de Programas Sociais

Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. Oportunidades Iguais. Respeito às Diferenças.

Roteiro SENAC. Análise de Riscos. Monitoramento e Controle de Riscos. Monitoramento e Controle de Riscos. Monitoramento e Controle de Riscos

Por que Projetos Sociais?

F.1 Gerenciamento da integração do projeto

Ministério do Desenvolvimento Agrário Secretaria de Desenvolvimento Territorial. Sistema de Gestão Estratégica. Documento de Referência

EDITAL CHAMADA DE CASOS

Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

O Trabalho escrito atenderá ao disposto no Manual de Normatização de Projetos Finais da ESAMC.

Aula 1 Introdução à Avaliação Econômica de Projetos Sociais

MANUAL PARA APRESENTAÇÃO DE PROJETOS SOCIAIS. Junho, 2006 Anglo American Brasil

AULAS 11 E 12 Dos objetivos aos indicadores da avaliação

Metodologia de Gerenciamento de Projetos da Justiça Federal

Escola de Políticas Públicas

PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA

PESQUISA-AÇÃO DICIONÁRIO

ESTRATÉGIA E PLANEJAMENTO CORPORATIVO

GUIA PARA O RECONHECIMENTO DOS PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Orientações para a elaboração do projeto escolar

Dados do Ensino Médio

CONCURSO PÚBLICO ANALISTA DE SISTEMA ÊNFASE GOVERNANÇA DE TI ANALISTA DE GESTÃO RESPOSTAS ESPERADAS PRELIMINARES

Conteúdo. Disciplina: INF Engenharia de Software. Monalessa Perini Barcellos

1.3. Planejamento: concepções

PROCESSO DE TRABALHO GERENCIAL: ARTICULAÇÃO DA DIMENSÃO ASSISTENCIAL E GERENCIAL, ATRAVÉS DO INSTRUMENTO PROCESSO DE ENFERMAGEM.

O Valor da TI. Introduzindo os conceitos do Val IT para mensuração do valor de Tecnologia da Informação. Conhecimento em Tecnologia da Informação

Diretrizes Consolidadas sobre Prevenção, Diagnóstico, Tratamento e Cuidados em HIV para as Populações-Chave

Processos Gestão do Projeto Político-Pedagógico

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade

12/09/2015. Conceituação do SIG. Introdução. Sistemas de Informações Gerenciais Terceira Parte

Qual a diferença entre certificação e acreditação? O que precisamos fazer para obter e manter a certificação ou acreditação?

ISO/IEC 12207: Gerência de Configuração

14 de dezembro de 2012 MONITORAMENTO DO PROGRAMA APRENDIZ LEGAL/ FUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO

Avaliação de Projetos Sociais

Gerenciamento de Problemas

Conceitos básicos em Monitoramento e Avaliação. Professor: Marconi Fernandes de Sousa Período: Julho de 2013.

Abordagem de Processo: conceitos e diretrizes para sua implementação

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO SECRETARIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ORDEM DE SERVIÇO Nº 1/SETIN, DE 30 DE SETEMBRO DE 2010

Os PROJETOS como AÇÕES SOCIAIS ESTRATÉGICAS. Domingos Armani

Gestão e Sustentabilidade das Organizações da Sociedade Civil. Alfredo dos Santos Junior Instituto GESC

PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 3 O QUE É PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES?

MARKETING ESTRATÉGICO

FTAD Formação Técnica em Administração Módulo de Gestão de Materiais ACI Atividade Curricular Interdisciplinar Prof. Marcus Fontes

Estratégia de negócio, segmentação e posicionamento Prof. Dr. Raul Amaral

A IMPORTÂNCIA DE PROGRAMAS DE GESTÃO DE DOCUMENTOS NO ÓRGÃOS E ENTIDADES INTEGRANTES DO SIGA

Gerência de Projetos

APLICACAÇÃO DE METRICAS E INDICADORES NO MODELO DE REFERENCIA CMMI-Dev NIVEL 2

ASPECTOS HISTÓRICOS: QUANTO A FORMAÇÃOO, FUNÇÃO E DIFULCULDADES DO ADMINISTRADOR.

Gerenciamento de Projetos Modulo II Ciclo de Vida e Organização do Projeto

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia

1. Esta Política Institucional de Gestão de Continuidade de Negócios:

PERFIL DA VAGA: GERENTE DE CONTEÚDOS E METODOLOGIAS

ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA Organograma e Departamentalização

Planejamento e Gerência de Sistemas de Informação sob o Ângulo da Gestão por Processos (*)

Porque estudar Gestão de Projetos?

NÚCLEO TÉCNICO FEDERAL

Análise do Ambiente estudo aprofundado

Existem três categorias básicas de processos empresariais:

PLANOS DE CONTINGÊNCIAS

Módulo - Controladoria

Tópico 30 e 31 Plano de Continuidade dos Negócios (PCN) Continuidade do Negócio

TERMO DE REFERÊNCIA Nº 4030 PARA CONTRATAÇÃO DE PESSOA FÍSICA PROCESSO DE SELEÇÃO - EDITAL Nº

PESQUISA QUANTITATIVA e QUALITATIVA

ISO 9000:2000 Sistemas de Gestão da Qualidade Fundamentos e Vocabulário. As Normas da família ISO As Normas da família ISO 9000

Reunião de Abertura do Monitoramento Superintendência Central de Planejamento e Programação Orçamentária - SCPPO

Universidade de Brasília Faculdade de Ciência da Informação Disciplina: Projeto de Implementação de Sistemas Arquivísticos Profa.

AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO-CURRICULAR, ORGANIZAÇÃO ESCOLAR E DOS PLANOS DE ENSINO 1

PROGRAMA DESENVOLVIMENTO RURAL CONTINENTE DESCRIÇÃO DA MEDIDA Versão:1 Data:28/10/2013

Curso de Engenharia de Produção. Organização do Trabalho na Produção

PLANEJAMENTO OPERACIONAL: RECURSOS HUMANOS E FINANÇAS MÓDULO 16

AS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS

Modelagem e Simulação Material 02 Projeto de Simulação

Transcrição:

1 AULA 07 Tipos de avaliação Ernesto F. L. Amaral 31 de março de 2011 Avaliação de Políticas Públicas (DCP 046) Fonte: Cohen, Ernesto, e Rolando Franco. 2000. Avaliação de Projetos Sociais. São Paulo, SP: Editora Vozes. pp.108-117.

AVALIAÇÕES NÃO SÃO IGUAIS 2 As avaliações possuem diferenças quanto: 1) Ao tempo de sua realização. 2) Aos objetivos procurados. 3) Aos seus realizadores. 4) À escala que assumem. 5) À alçada decisória que são dirigidas.

1) DIFERENÇAS DE TEMPO 3 Na economia, há distinção clássica entre avaliação exante e ex-post. Avaliação ex-ante: realizada ao começar o projeto, antecipando fatores considerados no processo decisório. Avaliação ex-post: ocorre quando projeto está em execução ou já foi concluído, sendo que decisões são tomadas com base nos resultados alcançados.

AVALIAÇÃO EX-ANTE 4 Proporciona critérios racionais para realizar decisão qualitativa: Projeto deve ou não ser implementado? Permite ordenar projetos segundo eficiência para alcançar objetivos perseguidos. Análise custo-benefício (ACB) e análise custoefetividade (ACE) são metodologias que permitem realizar avaliação ex-ante. ACB é mais adequada para projetos econômicos. ACE é mais adequada para projetos sociais.

AVALIAÇÃO EX-POST 5 É preciso distinguir situação dos projetos que estão em andamento daqueles que já foram concluídos. Estes projetos são avaliados para que se adote decisões qualitativas (sim ou não) e quantitativas (questão de grau). Nos projetos em execução: Decisão qualitativa se refere a continuar ou não com projeto, com base nos resultados obtidos até o momento. Se sim, decisão quantitativa se refere a manter formulação original ou introduzir modificações na programação.

AVALIAÇÃO EX-POST (continuação) 6 Nos projetos concluídos: Decisão qualitativa se refere ao uso futuro da experiência realizada. Se sim, deve-se seguir implementando este tipo de projeto, já que benefícios gerados superam custos. Os próximos projetos devem utilizar mesma formulação por ser a mais eficiente disponível? Ou deve-se reprogramar para alocar melhor recursos aos fins que se pretende alcançar? Se não, deve-se interromper a realização de experiências semelhantes, quando benefícios não superam custos.

AVALIAÇÃO EX-POST: DURANTE E DEPOIS 7 Na avaliação ex-post é possível diferenciar entre: Durante: avaliação de processos ou concomitante; avaliação contínua; análise da eficiência operacional. Depois: avaliação terminal; avaliação de impactos. Lembremos que: Avaliação de processos é realizada durante a implementação do projeto ou em sua fase de operação. Avaliação de impactos pode ser realizada durante ou depois de finalizar o projeto.

AVALIAÇÃO DE PROCESSOS 8 Determina a medida em que os componentes de um projeto contribuem ou são incompatíveis com os fins perseguidos. Como é realizada durante implementação, afeta organização e operações. Procura detectar dificuldades de programação, administração e controle, com objetivo de corrigi-las e diminuir custos de ineficiência. Não é balanço final, mas avaliação periódica. Objetivo central é medir eficiência de operação do projeto.

AVALIAÇÃO DE IMPACTO 9 Procura determinar em que medida projeto alcança seus objetivos. Busca compreender quais são efeitos secundários (previstos e não previstos) do projeto. Pode ser realizada durante ou depois de finalizar o projeto.

DECISÕES NA AVALIAÇÃO EX-POST 10 Projetos em andamento: avaliação de eficiência operacional; ou avaliação de impactos. Decisões qualitativas: não (não continuar projeto); sim (continuar projeto). Decisões quantitativas: manter ou modificar programação do projeto atual. Projetos terminados: avaliação de impactos. Decisões qualitativas: não (não realizar projetos similares); sim (realizar projetos similares). Decisões quantitativas: manter ou modificar formulação de novos projetos.

2) DIFERENÇAS DE OBJETIVOS 11 Avaliações se diferenciam pelos seus objetivos: tipos de problemas e perguntas que respondem, decisões que envolvem, potenciais usuários de seus resultados. Avaliação de processos: (1) olha para frente (correções ou adequações); (2) procura afetar as decisões cotidianas, operativas; e (3) usuários são próprios funcionários que administram projeto. Avaliação de impacto: (1) olha para trás (projeto funcionou ou não), descobrindo causas; (2) se dirige para fora, além do projeto. É útil para decidir sobre sua continuação, formular projetos futuros e tomar decisões sobre política; e (3) usuários são aqueles que têm capacidade de decidir sobre orientações mais gerais (autoridades).

3) DIFERENÇAS DE REALIZADORES 12 É possível distinguir avaliações com base nos agentes que as realizam: Externa ou interna: podem ser diferenciadas segundo a participação ou não do avaliador na equipe executora do projeto. Mista: pode combinar os dois tipos de pessoas. Participativa: incorpora os beneficiários.

AVALIAÇÃO EXTERNA 13 Realizada por pessoas alheias à organização agente. Tais avaliadores teriam mais experiência em avaliação, comparando resultados com outros projetos similares, em termos de eficácia e eficiência. É criticada por dar mais importância ao método de avaliação do que ao conhecimento substantivo da área beneficiária do projeto. Ponto forte: avaliador tem conhecimento da metodologia de avaliação. Ponto fraco: não possui conhecimento substantivo da área e das especificidades do projeto. Metodologia única e suposta objetividade do avaliador são contestadas.

AVALIAÇÃO INTERNA Realizada dentro da organização gestora do projeto. Elimina os atritos de interesse da avaliação externa, já que avaliados (beneficiários) passam informações para pessoas conhecidas (gestores). Avaliadores internos não sentiriam que estão sendo examinados por sua atuação, mas que avaliação seria uma instância de reflexão sobre atividades realizadas. Avaliadores têm conhecimento substantivo do projeto e dos beneficiários, não enfatizando metodologia. Há menores garantias de objetividade: avaliadores teriam idéias preconcebidas por interesse ou por valor, diminuindo avaliação independente e imparcial. Não elimina choque de interesses entre diferentes atores que estão gerindo o projeto. 14

AVALIAÇÃO MISTA 15 Procura combinar as avaliações externa e interna. Objetivo é de que avaliadores externos realizem seu trabalho em contato e com participação dos membros do projeto (gestores). Pretende-se superar dificuldades e preservar vantagens de ambas avaliações.

AVALIAÇÃO PARTICIPATIVA 16 Objetivo é de minimizar distância que existe entre avaliador e beneficiários. A população-alvo é incluída no processo de análise como avaliador e não somente como avaliado. A estratégia participativa prevê adesão da comunidade no planejamento, programação, execução, operação e avaliação do projeto social. Ou seja, adequada implementação do projeto depende da população afetada por ele. Existem instâncias para que participação comunitária seja realizada, visando estabelecer prioridades e pensar no alcance de objetivos específicos.

4) DIFERENÇAS DE ESCALAS 17 Avaliações podem ser distinguidas ao levar em consideração número de pessoas afetadas e magnitude dos recursos necessários: Avaliação de projetos grandes. Avaliação de projetos pequenos. Existem diferenças em termos de: Estratégia da avaliação. Lógica da avaliação. Roteiro da avaliação. Técnicas de análise. Resultados da avaliação. Avaliadores.

ESTRATÉGIA DA AVALIAÇÃO 18 Nos projetos grandes, é realizada estratégia analítica e objetiva, com decomposição da avaliação nas dimensões do projeto. É possível realizar avaliações parciais de: (1) objetivos intermediários (cortes transversais); (2) progresso de objetivos específicos (cortes longitudinais e transversais); (3) análise da ligação dos processos de diagnóstico, programação e implementação; e (4) verificação da eficiência da organização-agente. Nos projetos pequenos, é seguida estratégia qualitativa, com ênfase na compreensão do conjunto e dos casos individuais que os integram. Análise faz sentido dentro do contexto do projeto, com aplicação de cortes transversais.

LÓGICA DA AVALIAÇÃO Nos projetos grandes, é predominantemente dedutiva (do universal para o particular). Objetivos derivam de modelo causal que expressa hipóteses articuladas entre si. Elabora variáveis e indicadores para estimar grau que projeto modificou realidade, em relação aos objetivos. Nos projetos pequenos, lógica da avaliação é indutiva (do particular para o universal). Ao observar realidade, avaliador julga o projeto como um todo (sem desagregá-lo em dimensões). Objetivos supõem hipóteses de caráter geral que buscam convergência do grupo focal analisado. É comum descobrir que objetivos reais do projeto se diferenciam daqueles que orientaram sua formulação. 19

ROTEIRO DA AVALIAÇÃO Em projetos grandes, são utilizados modelos experimentais e seus derivados. Isso supõe captação da realidade de forma dimensionalizada (grupo de tratamento e controle) para determinar grau de êxito ou fracasso. 20 Em projetos pequenos, análise é desenvolvida sobre realidade global. Procura-se entender o projeto a partir das articulações que indivíduos geram no tecido social da comunidade.

TÉCNICAS DE ANÁLISE Nos projetos grandes, as técnicas de análise usuais são quantitativas e, às vezes, complementadas por técnicas qualitativas. 21 Nos projetos pequenos, são utilizados arcabouços qualitativos, com técnicas da antropologia cultural e da etnografia, tais como: observação participante, entrevistas em profundidade, histórias de vida...

RESULTADOS DA AVALIAÇÃO Nos projetos grandes, resultados são gerais. Cabe diferenciar etapas, dimensões, processos ou níveis diferentes, além de fazer afirmações relacionadas às suas particularidades. Beneficiários são tratados como classes de atores e não individualmente. 22 Nos projetos pequenos, é feita consideração específica daqueles que participam do projeto, analisando também casos desviados. Trata-se de uma perspectiva individual, em que se busca compreender realidade global pelas articulações dos indivíduos na comunidade.

AVALIADORES Nos projetos grandes, avaliação é centralizada. O avaliador faz parte de uma equipe que não pode estar em permanente contato com todas pessoas envolvidas (população-alvo, administradores, implementadores), em cada um dos lugares do projeto. É preciso utilizar métodos para otimizar acesso à informação gerada como resultado da avaliação. É preciso realizar contato direto com a prática da implementação, mas interação permanente não pode ser exigência da avaliação. Nos projetos pequenos, avaliador está no próprio projeto. Propósito é compreensão global: avaliador deve ter interação permanente ou prolongada com grupo-alvo. 23

5) DIFERENÇAS DOS DESTINATÁRIOS Formulação, conteúdo, metodologia e tipos de análises dependem daqueles que serão destinatários dos resultados da avaliação. Alternativas de ação e mudanças de implementação dependem do processo de tomada de decisões. Considerando os gestores, há diferentes destinatários: Dirigentes superiores: definem políticas, estabelecem prioridades e destinam recursos com base nos objetivos da instituição. Administradores: distribuem recursos para concretização dos objetivos e geram modelos para otimizar relação insumo-produto. Técnicos: executam projetos, estão centrados em aspectos operativos e traduzem modelos para a prática. 24