CENTRO EDUCACIONAL ESPAÇO INTEGRADO Ensino Fundamental II Aluno(a): 9º ano Professor: Romney Lima Disciplina: História Data: / / FICHA 02 BRASIL REPÚBLICA INSERÇÃO DOS NEGROS PÓS-ABOLIÇÃO; IMPRENSA NEGRA E CULTURA AFROBRASILEIRA Fuga de escravos, óleo sobre tela, de François Auguste Biard (1859) GAZETA DE NOTÍCIAS. 14/05/1888. 1
PARA REFLETIR Em relação as Leis Abolicionistas, o que elas propunham, quem foi beneficiado por elas, quais as reações que provocaram na sociedade e o que elas representaram de fato para os escravizados? A IMPRENSA NEGRA Por outro lado, importantes lideranças como José do Patrocínio, André Rebouças e Luiz Gama, tomaram a frente dos movimentos abolicionistas e utilizaram imprensa para denunciar os projetos abolicionistas e os movimentos republicanos, que não incluíam a população negra. Sobre a participação dos negros na imprensa brasileira pós-abolição, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto analisa que havia uma expectativa de uma inserção maior dos negros livres com a proclamação da República, porém o que se viu foi o aumento do preconceito, conforme o editorial do jornal O Progresso de 1899: Fonte: PINTO, Ana Flávia Magalhães. De pele escura e tinta preta: a imprensa negra do século XIX (1833-1899). p. 26. UNB. 2006. 2
A Carne Autores: Marcelo Yuka, Ulisses Cappelletti, Seu Jorge A carne mais barata do mercado é a carne negra Que vai de graça pro presídio E para debaixo de plástico Que vai de graça pro subemprego E pros hospitais psiquiátricos A carne mais barata do mercado é a carne negra Que fez e faz história Segurando esse país no braço O cabra aqui não se sente revoltado Porque o revólver já está engatilhado E o vingador é lento Mas muito bem intencionado E esse país Vai deixando todo mundo preto E o cabelo esticado Mas mesmo assim Ainda guardo o direito Brigar sutilmente por respeito Brigar bravamente por respeito Brigar por justiça e por respeito Brigar, brigar, brigar Mesmo sendo a grande maioria da população hoje, muita ainda não se assumem como tal. E, confirmam os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística) de 1976, que apontou grande problema, no diz respeito ao quesito cor, constatando 133 denominações diferentes. O Brasil ainda continua sendo o segundo país mais negro do mundo com 96 milhões de negros, ficando atrás somente da Nigéria. A pesquisa realizada pelo IBGE em 2010 confirmou isto; resultando numa população de 96.795.294 de declarantes, negros e pardos. Podemos então perceber que a letra retrata, problemas como o etnocentrismo, preconceito racial, ideologia, desigualdade racial e social. Fonte: (adaptado) - biancaarierep.blogspot.com.br/2014/05/analise-das-cancoes-carne-marcelo-yuka.html 3
Questão 01 (UEMA) Os conceitos sociológicos apresentados no trecho da composição A carne são os seguintes: (A) acomodação, discriminação racial, exploração do trabalho. (B) institucionalização, igualdade social, politização. (C) marginalização, industrialização, socialização. (D) democracia, cidadania, desigualdade social. Questão 02 No cartum, há uma alusão aos rolezinhos, manifestações em que jovens, em geral oriundos de periferias, formam grandes grupos para circular dentro de shoppings. Com base no diálogo entre os guardas e nos elementos visuais que compõem o cartum, é possível inferir uma crítica do cartunista baseada no seguinte fato: (A) os jovens se descontrolam em grupos muito numerosos (B) os guardas pertencem à mesma classe social dos jovens (C) os guardas hesitam no cumprimento de medida repressiva (D) os jovens ameaçam as atividades comerciais dos shoppings Questão 03 A população negra teve que enfrentar sozinha o desafio da ascensão social, e frequentemente procurou fazê-lo por rotas originais, como o esporte, a música e a dança. Esporte, sobretudo o futebol, música, sobretudo o samba, e dança, sobretudo o carnaval, foram os principais canais de ascensão social dos negros até recentemente. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e arrogâncias de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos. CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006 (adaptado). 4
Em relação ao argumento de que no Brasil existe uma democracia racial, o autor demonstra que (A) essa ideologia equipara a nação a outros países modernos. (B) esse modelo de democracia foi possibilitado pela miscigenação. (C) essa peculiaridade nacional garantiu mobilidade social aos negros. (D) esse mito camuflou formas de exclusão em relação aos afrodescendentes. Questão 04 Diferença entre as populações de brancos e negros no Brasil (em médias) Ela apresenta as principais dimensões que caracterizam a desigualdade racial no Brasil. Com base nas médias nela apresentadas, é CORRETO afirmar que: (A) os domicílios com banheiro e água encanada representam a dimensão mais desigual, mostrando a proximidade do negro em relação ao branco. (B) a desigualdade social no Brasil aumentou significativamente, pois a proporção de pobres negros foi maior que a de brancos e a da média nacional juntas. (C) as formas de perseguição étnica e racial no Brasil são relações sociais, que refletem a desigualdade existente, apresentada na tabela. (D) há uma desigualdade forte no país entre brancos e negros, e os dados são insuficientes para perceber todas as dimensões sociais que tornam os indivíduos desiguais. 5