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Transcrição:

(Docentes, Não-Docentes, Alunos e Encarregados de Educação) NOTA IMPORTANTE Esta apresentação não dispensa e leitura do Relatório da Função Manuel Leão. Tendo como preocupação fundamental a procura da qualidade educativa, as investigações sobre a eficácia e a melhoria da Escola atribuem uma grande importância ao clima organizacional (o modo como a cultura organizacional é percecionada pelos membros de uma organização). Avaliar a qualidade educativa apenas com base em indicadores de eficácia, que se limitam a avaliar a aprendizagem académica, é reducionista. De facto, existe um amplo consenso segundo o qual a Educação de qualidade deve ser uma educação integral, ou seja, que tenha em conta as dimensões intelectual, afetiva e social, entre outras.

(Docentes, Não-Docentes, Alunos e Encarregados de Educação) Assim, a 2ª Fase do Programa AVES visou o apuramento de dados que permitissem caracterizar o clima de escola. Nesta fase foram aplicados questionários online: aos docentes ao pessoal não docente aos alunos dos 7º, 9º, 10º, 12º, 1º ano e 3º ano dos Cursos Profissionais. Também foram aplicados questionários aos pais e encarregados de educação mas, neste caso, optou-se pela aplicação em suporte de papel. Depois de recolhidos os dados, a Fundação Manuel Leão procedeu ao respetivo tratamento e análise, tendo sido produzido um Relatório Final da 2ª fase

(Docentes e Não-Docentes) Relativamente aos docentes e não docentes, a Fundação Manuel Leão utilizou um conjunto de construtos (ou dimensões) de análise do clima de escola. Cada construto agrupa um conjunto de indicadores que, por sua vez, se traduzem num conjunto de itens. 1. Recursos (4 itens) 2. Direção (4 itens) 3. Disciplina interna (2 itens) 4. Relacionamento pessoal (5 itens) 5. Sistema social (9 itens) 6. Nível de satisfação (2 itens) 7. Clima de trabalho (3 itens) 8. Eficácia (1 item) SISTEMA SOCIAL Indiadores 5.1. Relação profissional 5.2. Participação 5.3. Confiança 5.4. Autonomia 5.5. Trabalho de equipa Os questionários eras constituídos por 30 itens, com uma escala de respostas tipo Likert. Muitas das questões eram iguais para o pessoal docente e não docente

(Docentes e Não-Docentes) No tratamento e apresentação dos dados, a Fundação Manuel Leão utilizou, no Relatório, uma distinção entre o pessoal docente e o pessoal não docente que trabalham na escola-sede do Agrupamento e todos os restantes, que foram agrupados no subconjunto fora da escola-sede. Como é sabido, existem docentes que lecionam na escola-sede e também noutra escola do Agrupamento, em particular na Escola Básica André de Resende. Nestes casos, a pergunta nº 2 do questionário apenas fazia a distinção entre trabalhar na escola-sede ou não (pergunta: trabalha na escola sede? Respostas possíveis: Sim, Não). Pressupõe-se que os professores que trabalham em ambas as escolas tenham respondido em relação à escola sede mas não existe qualquer certeza sobre o sentido das suas respostas.

PESSOAL DOCENTE Clima de Trabalho Recursos Direção Sistema Social Disciplina Interna Relacionamento Pessoal Nível de Satisfação Eficácia 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Docentes que lecionam noutras escolas Docentes que lecionam na Escola sede

PESSOAL DOCENTE Nas respostas às diversas variáveis sobressai, pela positiva, o Clima de Trabalho, com valores muito próximos, tanto por parte dos docentes que lecionam na Escola sede como por parte dos docentes que lecionam noutras escolas do Agrupamento. A grande maioria dos docentes trabalha com prazer e sente-se bem na sua Escola/Agrupamento.

PESSOAL DOCENTE Na variável Recursos desde logo se nota uma diferença muito significativa relativamente às instalações. Os docentes da Escola sede manifestam um elevado grau de satisfação, que contrasta com a opinião dos docentes que trabalham fora da Escola sede. Com a entrada em funcionamento das novas instalações da EBAR, este constrangimento será, certamente, substancialmente ultrapassado. Surpreendentes são as diferenças que continuam a ser muito significativas quando se faz uma apreciação sobre a adequação dos recursos humanos. A estabilidade do corpo docente não faria pressupor uma apreciação tão diferenciada. (pontuação de 80,8 contra 57,2, apenas). O menor agrado relativamente à elaboração dos horários dos docentes é comum.

PESSOAL DOCENTE Na variável Direção constituem pontos fortes a opinião sobre o controlo que a Direção tem sobre o funcionamento do Agrupamento/Escola e também a perceção de que a gestão dos assuntos correntes é eficaz. Estas opiniões correspondem à convicção de que existe uma liderança forte e com resposta positiva na resolução dos problemas. Também sobressai o opinião sobre a existência de uma liderança aberta à inovação (ver a variável Clima de Trabalho). Merece, ainda referência positiva, a adequação na comunicação entre a Direção e os docentes (ver a variável Sistema Social). A opinião dos docentes, relativamente ao trabalho da Direção do Agrupamento é bastante positiva (ver a variável Relacionamento Pessoal).

PESSOAL DOCENTE Na variável Sistema Social são pontos fortes o profissionalismo com que os docentes consideram exercer as suas tarefas, a autonomia que sentem na execução das suas atividades e a confiança que manifestam, relativamente aos resultados do seu trabalho. Também merecem referência positiva o bom relacionamento existente entre os colegas mas apenas em relação à Escola sede porque, nas restantes escolas, um pouco surpreendentemente, é muito menor o grau de satisfação manifestado nas relações entre colegas. (talvez a forma como a pergunta está formulada induza em erro os respondentes) Pergunta: Os docentes estão insatisfeitos com as relações existentes entre colegas. São pontos fracos nesta variável, a menor partilha de atividades e momentos de lazer entre os docentes e o sentimento de que não são ouvidos pelos órgãos diretivos do Agrupamento, na tomada de decisões, com a frequência desejada.

PESSOAL DOCENTE Na variável Disciplina Interna é opinião dominante que o comportamento dos alunos permite o bom funcionamento das aulas. As questões disciplinares não constituem, na opinião maioritariamente manifestada pelos docentes, uma preocupação dominante.

PESSOAL DOCENTE Na variável Relacionamento Pessoal os docentes sentem que o seu trabalho é apreciado pelos alunos e reconhecido pelos encarregados de educação. Manifestam, também, uma apreciação muito positiva sobre o trabalho da Direção do Agrupamento. No entanto, e apesar disto, manifestam uma motivação muito baixa.

PESSOAL NÃO DOCENTE Clima de Trabalho Direção Sistema Social Nível de Satisfação Eficácia Relacionamento Pessoal Disciplina Interna Recursos 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Pessoal não docente que trabalha noutras escolas Pessoal não docente que trabalha na Escola sede

PESSOAL NÃO DOCENTE Tal como aconteceu com os docentes, também sobressai, entre os resultados relativos às diversas variáveis, o Clima de Trabalho, com os valores mais positivos. Igualmente a merecer destaque, a variável Direção, com uma valorização também bastante positiva.

PESSOAL NÃO DOCENTE Relativamente à variável Clima de Trabalho as respostas são muito idênticas às dos docentes. Também entre o pessoal não docente é relevante a opinião de que trabalham com prazer e que sentem-se bem na sua Escola/Agrupamento. Na variável Direção, à semelhança do que acontece com os docentes, constituem pontos fortes a opinião sobre o controlo que a Direção tem sobre o funcionamento do Agrupamento/Escola e também a perceção de que a gestão dos assuntos correntes é eficaz. Estas opiniões correspondem à convicção de que existe uma liderança forte e com resposta positiva na resolução dos problemas.

PESSOAL NÃO DOCENTE Também sobressai o opinião sobre a existência de uma liderança aberta à inovação (ver a variável Clima de Trabalho) e sobre a adequação na comunicação entre a Direção e os docentes (ver a variável Sistema Social). A opinião dos não docentes, relativamente ao trabalho da Direção do Agrupamento é bastante positiva (ver a variável Relacionamento Pessoal). No entanto, e ao contrário do que acontece com os docentes, regista-se uma diferença significativa nas valorizações atribuídas pelo pessoal docente que trabalha na Escola sede e os que trabalham noutras escolas do Agrupamento. As valorizações atribuídas pelo Pessoal Não Docente que trabalha fora da Escola sede registam uma diferença nesta variável que, regra geral, chega a 10 pontos (a menos). Estas diferenças são, certamente, determinadas pela maior proximidade que se verifica com a Direção do Agrupamento, na Escola sede.

PESSOAL NÃO DOCENTE Na variável Sistema Social são pontos fortes o profissionalismo com que os não docentes consideram exercer a sua atividade profissional, assim como a confiança que manifestam, relativamente aos resultados do seu trabalho. O ponto fraco é sem dúvida, a partilha de momentos de lazer e atividades entre os não docentes, considerada esporádica.

PESSOAL NÃO DOCENTE Na variável Relacionamento Pessoal são pontos fortes a opinião bastante positiva do pessoal não docente em relação ao trabalho da Direção do Agrupamento e a convicção de que o seu trabalho é reconhecido pela Direção. Os pontos fracos são a menor motivação do pessoal não docente para o seu trabalho e o insuficiente reconhecimento do trabalho do pessoal não docente, por parte dos pais e encarregados de educação, em particular no que se refere à Escola sede.

PESSOAL NÃO DOCENTE Na variável Disciplina Interna é opinião dominante que o comportamento dos alunos permite o bom funcionamento das aulas. As questões disciplinares existem, como é óbvio, mas não constituem, na opinião maioritariamente manifestada pelos não docentes, uma preocupação dominante. Em relação à variável Recursos, à semelhança do registado pelos docentes, são também muito significativas as apreciações feitas pelos não docentes, relativamente às instalações e à sua adequação às atividades letivas. Os não docentes que lecionam na Escola sede do Agrupamento manifestam um elevado grau de satisfação, certamente decorrente da qualidade das instalações após a intervenção feita pela Parque Escolar. Nas restantes escolas do Agrupamento, com edifícios antigos e a precisar de intervenção, a opinião é bastante menos favorável, como também acontece com os docentes.

PESSOAL NÃO DOCENTE Ainda sobre os Recursos, merece referência particular a opinião expressa sobre a quantidade dos recursos humanos. É opinião dominante que as escolas não dispõem de pessoal não docente em quantidade suficiente, o que é atestado pela realidade de cada ano letivo. Esta opinião é mais sentida pelo pessoal não docente que trabalha fora da Escola sede do Agrupamento.

ALUNOS Os alunos dos 7º, 9º, 10º, 12º, 1º ano e 3º ano dos Cursos Profissionais responderam a um questionário intitulado Opinião sobre a Escola, com 35 itens. Utilizou-se, como medida para caraterizar a opinião/satisfação dos alunos relativamente a estes sete fatores, a média das respostas, numa escala de 100 pontos. Quanto maior é a pontuação, mais positiva é a opinião/satisfação que os alunos têm de cada um dos fatores.

ALUNOS Satisfação com a escola em geral Relação com os colegas Resultados escolares Diretores de Turma Atividades Professores Ordem, Disciplina e Ambiente de Trabalho 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 3º CP 1º CP 12º 10º 9º 7º

ALUNOS Em qualquer dos anos escolares considerados, a opinião dos alunos aponta sempre as Relações com os colegas e a Satisfação com a escola, em geral, como os 2 fatores que mais lhes agradam. Pelo contrário, os fatores Atividades e Resultados escolares são os que merecem a opinião menos favorável. O desagrado relativamente aos Resultados Escolares podem indiciar uma expectativa não correspondida quanto aos resultados e/ou quanto à justiça na atribuição das classificações. As respostas dos alunos dos cursos profissionais revelam um grau de satisfação mais baixo em todos os fatores considerados, quando comparadas com as respostas dos restantes alunos, exceto no que se refere ao fator Relação com os colegas.

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO O questionário foi aplicado aos encarregados de educação dos alunos dos 5º, 6º, 7º 9º, 10º, 12º anos e também dos 1º e 3º anos dos Cursos Profissionais. Continha 35 itens, estruturados em função de 5 fatores: 1. Funcionamento da escola e preparação dos alunos 10 itens 2. Comunicação com professores / diretores de turma 4 itens 3. Informação e participação dos pais / encarregados de educação na vida escolar 5 itens 4. Ordem e disciplina 6 itens 5. Atividades extracurriculares 3 itens Os resultados apurados, relativamente à totalidade dos encarregados de educação que reponderam ao questionário estão expressos no gráfico seguinte:

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Opinião dos Encarregados de Educação sobre a Escola Atividades extracurriculares Ordem e disciplina Informação e participação dos E. E. na vida escolar Comunicação com Professores / Diretores de Turma Funcionamento da escola e preparação dos alunos 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO O fator que mais agrada aos encarregados de educação é a Comunicação com Professores/Diretores de Turma. Revela uma opinião bastante favorável relativamente ao papel desempenhado pelos Diretores de Turma, na ligação entre as escolas do Agrupamento e as famílias, para além da convicção expressa de que a maioria dos docentes ensinam e preparam bem alunos. Os fatores Funcionamento da Escola e preparação dos alunos, Ordem e Disciplina e Informação e participação dos pais / encarregados de educação na vida escolar também merecem uma elevada pontuação na opinião dos encarregados de educação. Existe a perceção de que os ensinamentos recebidos pelos alunos correspondem às expectativas, de que os problemas de natureza disciplinar não são muito significativos e de que a Escola/Agrupamento funciona bem.

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO O fator Atividades Extracurriculares é o que menos agrado proporciona os encarregados de educação. Neste fator estão incluídas, também, opiniões sobre os serviços educativos complementares proporcionados pela Escola, como salas de estudo, comemoração de efemérides e visitas de estudo. Certamente, a entrada em funcionamento das novas instalações da EBAR irá resolver alguns destes problemas e, no presente ano letivo, iniciouse o projeto das Academias que teve uma adesão muito significativa por parte dos alunos e encarregados de educação, contribuindo para uma melhor preparação dos alunos e para um salto qualitativo na resposta educativa por parte do Agrupamento. Iniciativas destas, que no próximo ano continuarão, constituem respostas concretas para proporcionar um acréscimo do agrado nos encarregados de educação e na comunidade educativa.

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO 3º CP 1º CP 12º 10º 9º 7º 6º 5º 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Atividades extracurriculares Ordem e disciplina Informação e participação dos E. E. na vida escolar Comunicação com Professores / Diretores de Turma Funcionamento da escola e preparação dos alunos

ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO Análise do Relatório Final A análise dos dados por anos escolares torna-se mais complexa mas são de slientar as seguintes conclusões, que, aliás, se enquadram nas anteriormente descritas: O fator Comunicação com Professores/Diretores de Turma é o mais pontuado pelos encarregados de educação dos alunos de todos os anos, com uma única exceção, relativa aos encarregados de educação dos alunos do 3º ano dos cursos profissionais, que atribuíram uma maior pontuação ao fator Ordem e Disciplina, embora a diferença não seja significativa. O fator Atividades extracurriculares surge como o que menor satisfação suscita nos encarregados de educação dos alunos de todos ao anos, exceto na valorização atribuída pelos encarregados de educação dos alunos do 1º ano dos cursos profissionais, cuja média das pontuações mais baixas recaiu sobre o fator Informação e participação dos Encarregados de Educação na vida escolar. A diferença de valorização também é, no entanto, muito pouco significativa.

A elevada percentagem de respondentes aos questionários (87% dos alunos, 78% dos docentes, 57% entre o pessoal não docente e 64% dos encarregados de educação). Sobressai pela positiva, entre os resultados relativos às diversas variáveis, o Clima de Trabalho, tanto entre o pessoal docente como entre o pessoal não docente do agrupamento. A perceção sobre o controle que a Direção tem sobre o funcionamento do Agrupamento e o reconhecimento da existência de uma liderança aberta à inovação. A opinião manifestada sobre o baixo grau de motivação dos docentes. O profissionalismo com que os docentes consideram exercer as suas tarefas, assim como a autonomia que sentem na execução das suas atividades e a confiança que manifestam, relativamente aos resultados do seu trabalho.

O bom relacionamento existente entre os docentes na Escola sede do Agrupamento. Nas restantes escolas, um pouco surpreendentemente, é bastante menor o grau de insatisfação manifestado nas relações entre colegas. A Disciplina Interna, o Relacionamento Pessoal e a Eficácia são variáveis que merecem uma atenção particular. Entre os alunos, em qualquer dos anos escolares considerados, as opiniões apontam sempre as Relações com os colegas e a Satisfação com a escola, em geral, como os 2 fatores que mais agradam. Pelo contrário, o fator Atividades surge como um dos que merecem a opinião menos favorável por parte dos alunos. O fator Comunicação com Professores/Diretores de Turma é o mais pontuado pelos encarregados de educação. O fator Atividades extracurriculares surge como o que menor satisfação suscita nos encarregados de educação do agrupamento.

O que fazer com estes dados? Uma das questões cruciais tem a ver com o que fazer com estes dados: - Como fazer chegar às pessoas os dados aqui disponibilizados? - Que interpretações se poderão fazer? - Quais os pontos fortes e os pontos a melhorar? Que variáveis os poderão explicar? E como e quando poderão ser melhorados? - Como melhorar a opinião sobre o estabelecimento de ensino por parte dos alunos, dos docentes e não docentes e dos encarregados de educação? - Que compromissos estabelecer entre os professores, entre professores e alunos, entre professores e encarregados de educação? - Que outros dados, aqui não referenciados, que são importantes para dar conta das dinâmicas escolares? E que metodologias e instrumentos podem ser adotados? - Que programa concreto de ação educativa para os próximos dois/três anos (em termos de objetivos concretos, estratégias, atividades, recursos, datas, intervenientes...)?