Cadeia: Madeira e Móveis

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1 Universidade Estadual de Campinas Instituto de Economia Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (UNICAMP-IE-NEIT) Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) ESTUDO DA COMPETITIVIDADE DE CADEIAS INTEGRADAS NO BRASIL: impactos das zonas de livre comércio Cadeia: Madeira e Móveis Nota Técnica Final Campinas, Dezembro de 2002 Documento elaborado pela consultora Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes (ESALQ-USP) com apoio, na área de acesso a mercados, do consultor André Meloni Nassar Coordenação Geral do Projeto: Luciano G. Coutinho (NEIT-IE-UNICAMP), Mariano F. Laplane (NEIT-IE-UNICAMP), Nelson Tavares Filho (MDIC), David Kupfer (IE-UFRJ), Elizabeth Farina (FEA-USP) e Rodrigo Sabbatini (NEIT-IE- UNICAMP).

2 SUMÁRIO página 1. INTRODUÇÃO A CADEIA PRODUTIVA DA INDÚSTRIA DE MADEIRA E MÓVEIS TENDÊNCIAS MUNDIAIS DO SETOR A INDÚSTRIA DE MÓVEIS MUNDIAL Evolução do comércio internacional de madeira e móveis Evolução do comércio internacional: México e China Evolução do comércio internacional do México Evolução do comércio internacional da China A CADEIRA PRODUTIVA DE MADEIRA E MÓVEIS DO BRASIL Evolução da produção Evolução da produtividade do trabalho 1994/ Comparação da produtividade do trabalho entre Brasil e Estados Unidos Pólos moveleiros Diferenças de competitividade entre os pólos moveleiros COMPETITIVIDADE DA CADEIA PRODUTIVA DE MADEIRA E MÓVEIS DO BRASIL Matéria-prima Matéria-prima de base florestal Matéria-prima processada Qualidade da madeira Produção de móveis: tecnologia, design e mão-de-obra Tecnologia Design... 61

3 6.2.3 Mão-de-obra Vendas EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL Destino das exportações e origem das importações brasileiras de madeira e móveis Potencial de crescimento das exportações brasileiras de móveis BARREIRAS COMERCIAIS, NORMAS E REGULAMENTOS, POLÍTICAS FLORESTAIS, BARREIRAS DE MERCADO E CERTIFICAÇÃO VOLUNTÁRIA Normas técnicas e regulamentos para a cadeia produtiva de madeira e móveis Políticas e regras comerciais que afetam competitividade da cadeia produtiva Certificações voluntárias Barreiras tarifárias impostas pelo Brasil aos demais países Barreiras tarifárias impostas ao Brasil pelos Estados Unidos, México, Canadá e União Européia CONSEQÜÊNCIAS DAS DESGRAVAÇÕES TARIFÁRIAS MATRIZ DE RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS ANEXOS...125

4 ANEXOS página ANEXO I Nomenclatura do sistema harmonizado Comparação entre os sistemas de códigos internacionais de produtos (SH e SITC) Exportações e importações dos principais países do comércio internacional de madeira e móveis por produto (SITC) ANEXO II Tabelas comparativas das principais características dos pólos moveleiros brasileiros ANEXO III Comércio exterior de madeiras do Brasil a 8 dígitos (Sistema harmonizado) ANEXO IV Destino e origem das exportações e importações de madeira do Brasil por blocos econômicos (4 dígitos do Sistema Harmonizado) ANEXO V Destino e origem das exportações e importações de móveis do Brasil por blocos econômicos (4 dígitos do Sistema Harmonizado) ANEXO VI Tarifas impostas ao Brasil por produtos (8 dígitos do Sistema Harmonizado)

5 1. INTRODUÇÃO Neste documento faz-se uma caracterização da Cadeia Produtiva da Indústria de Madeira e Móveis, procurando-se evidenciar aspectos relativos à sua competitividade, bem como os riscos e oportunidades que podem emergir dos processos de liberação comercial, em especial os acordos de livre comércio com a União Européia e com a Alca. Objetiva-se fornecer subsídios técnicos para as negociações comerciais da Alca e com a União Européia. Foram identificados os principais aspectos da cadeia produtiva de madeira e móveis no exterior e no Brasil, as tendências mundiais do setor, a evolução do comércio internacional de madeira e móveis do Brasil e de outros países, tais como análises específicas para China e México, os problemas de competitividade da cadeia brasileira, incluindo a comparação da produtividade do trabalho entre Brasil e Estados Unidos e as características dos principais pólos moveleiros bem como as diferenças de competitividade entre eles. Neste trabalho também foram listadas e analisadas as barreiras tarifárias e não-tarifárias impostas pelos países importadores aos produtos brasileiros e pelo Brasil, detalhadas por produto da cadeia e os impactos decorrentes de uma desgravação das tarifas decorrentes de acordos comerciais. É importante salientar que o diagnóstico sobre a competitividade da cadeia produtiva foi baseado no documento Fórum de Competitividade. Diálogo para o Desenvolvimento, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secretaria do Desenvolvimento da Produção), que detalha os principais gargalos da cadeia de madeira e móveis, bem como as metas, as políticas prioritárias, as estratégias e as ações a serem efetivadas para superar as dificuldades apontadas. Baseados em outros trabalhos sobre o setor, adotou-se, para a análise dos dados os seguintes cortes do Sistema Harmonizado: 4407, 4410, 4411, 4412, 9401, 9403 e Alguns 1 Estes cortes referem-se aos produtos: 4407: madeira serrada ou fendida longitudinalmente, cortada em folhas ou desenrolada, mesmo aplainada, polida ou unida pelas extremidades, de espessura superior a 6 mm; 4410: painéis de partículas e painéis semelhantes (por exemplo, painéis denominados oriented strand board e waferboard ), de madeira ou de outras madeiras lenhosas, mesmo aglomeradas com resinas ou outros aglutinantes orgânicos; 4411: painéis de fibra de madeira ou de outras matérias lenhosas, mesmo aglomeradas com resinas ou com 1

6 dados sobre comércio internacional de madeira e de móveis foram elaborados a partir da base de dados ONU-PCTAS, que é apresentada no sistema Standard Industrial Trade Classification (SITC). Desta forma, no Anexo I encontram-se os códigos do Sistema Harmonizado, bem como um quadro comparativo entre os dois sistemas. outros aglutinantes orgânicos; 4412: madeira compensada (contraplacada), madeira folheada e madeiras estratificadas semelhantes; 9401: assentos, mesmo os transformáveis em camas, e suas partes; 9403: outros móveis e suas partes (escritórios, cozinhas, salas, dormitórios de madeira, plásticos, metais, vime, bambu, etc.); e : colchões. 2

7 2. A CADEIA PRODUTIVA DA INDÚSTRIA DE MADEIRA E MÓVEIS Os elos da cadeia de Madeira e Móveis que serão objetos deste estudo compreendem os seguintes segmentos: Preparação da Madeira, Assentos Mesmo os Transformáveis em Cama e suas Partes, Outros Móveis e suas Partes (Móveis de Metal para Escritório, Outros Móveis de Metal, Móveis de Madeira para Escritório, Outros Móveis de Madeira, Móveis de Plástico, Móveis de Vime, Ratam, Bambú e Materiais Semelhantes, Partes de Móveis) e Colchões. O sistema industrial de base florestal é mostrado na figura 1. Dentro dele situa-se o subsistema da indústria moveleira, o qual é mostrado na figura 2. Nota-se pela figura 1 que a indústria moveleira é responsável pela segunda transformação industrial da madeira. O subsistema da indústria moveleira (figura 2) depende, a montante, da indústria siderúrgica, fornecedora de metais para móveis, da indústria química, fornecedora de colas, tintas, PVC, vernizes e vidro, da indústria de couro, indústria têxtil e da indústria responsável pelo processamento da madeira. A indústria moveleira pode ser segmentada tanto em função dos materiais que os móveis são confeccionados, como também de acordo com os usos a que se destinam. Quanto aos usos, existem os móveis de madeira para residência (que contemplam os móveis retilíneos seriados, os móveis torneados seriados e móveis sob medida) e os móveis para escritório (móveis sob encomenda e móveis seriados). 3

8 FIGURA 1 - Sistema Industrial de Base Florestal Consumo doméstico Lenha e carvão Siderurgia e uso energético Consumo industrial Indústria moveleira Indústrias de equipamentos e insumos Empresas de prestação de serviços Extração vegetal Silvicultura Processamento mecânico da madeira (serrarias e fábricas de compensados, lâminas e painéis industrializados) Construção civil Exportação Madeira Sólida Gráfica e editoração Celulose e papel Embalagens Consumo doméstico, industrial e comercial Indústrias a montante Produção de Madeira Primeira Transformação Industrial Segunda Transformação Industrial ou consumo final Fonte: Adaptado de BACHA, C.J.C. Cadeia madeira/móveis couro/calçados, têxtil, madeira/móveis e fertilizantes (2000) in Apoio a instalação dos Fóruns de Competitividade nas cadeias produtivas 4

9 FIGURA 2 - Subsistema da indústria moveleira Indústria de equipamentos Indústria siderúrgica (metais para móveis) Indústria química (cola, tintas, resinas plásticas e espumas de poliuretano e verniz para móveis) Indústria de couro Indústria moveleira (móveis de madeira, metal, plástico e outros) Mercado Externo Indústria têxtil (tecido para estofados) Mercado Interno Processamento mecânico da madeira (serrarias e fábricas de compensados, lâminas e painéis industrializados) Fonte: Adaptado de BACHA, C.J.C., idem 5

10 É importante notar que embora alguns programas de governo utilizem o conceito de cadeia produtiva, a política adotada busca priorizar a idéia do aumento das exportações de produtos com maior valor adicionado, no caso, móveis. Contudo, há que se prestar a devida atenção aos eventuais problemas de coordenação ainda não suficientemente considerado nas discussões. Por exemplo, o direcionamento de madeira exportada em bruto para o mercado interno, com o objetivo de abastecer a indústria moveleira e contribuir para o aumento do valor adicionado exportado, dependerá da lucratividade relativa entre os mercados interno e externo. Outro ponto a ser ressaltado é que os problemas de competitividade relacionados às etapas posteriores à fabricação do móvel (comercialização, financiamentos, acompanhamento dos mercados externos, ambiente competitivo externo, fatores valorizados, etc.) estão sendo tratados no Programa Brasileiro de Incremento às Exportações de Móveis (PROMÓVEL 2 ), além dos programas da Agência de Promoção das Exportações (APEX). 2 O Promóvel foi criado em novembro de 1998, pouco depois da Agência de Promoção ás Exportações (APEX), do Governo Federal. 6

11 3. TENDÊNCIAS MUNDIAIS DO SETOR Durante a década de 90, a cadeia produtiva de madeira e móveis em termos mundiais sofreu grandes transformações com conseqüentes ganhos de produtividade, não somente no que se refere à introdução de equipamentos automatizados na área produtiva e à utilização de novas técnicas de gestão, como também ao uso de outras fontes de matérias-primas, já que por questões ambientais a utilização de madeiras nobres encontra hoje uso restrito. Em relação à matéria-prima para a confecção de móveis, conforme Gorini (2000), o desenvolvimento de tecnologia moderna reduziu as dificuldades existentes na utilização de madeiras menos nobres, permitindo que novas espécies reflorestáveis passassem a ser utilizadas. Dentre elas destacam-se o pinus (que substituiu a Araucária no Brasil); o eucalipto (que embora ainda seja usado em menor escala no Brasil, já é utilizado na Nova Zelândia, Austrália, Chile); e a seringueira (na Malásia, Indonésia, Filipinas e Ceilão já começam a surgir móveis feitos a partir de seringueira). É importante destacar que a norma ISO-4000 deverá inibir o uso de madeira de lei e estimular o uso de madeira de reflorestamento Além do aumento do uso de madeira oriunda de reflorestamento, outra tendência verificada tanto no Brasil como internacionalmente é o crescimento do uso de medium-density fiberboard (MDF), sendo que para reduzir custos, mas mantendo o padrão de qualidade, verifica-se a mistura de diversos materiais no mesmo móvel (MDF nas partes frontais, fundos de chapa dura e as laterais feitas de aglomerado). Segundo Gorini (2000), estas transformações influenciaram o mercado consumidor, tendo havido uma massificação no consumo, especialmente no segmento de móveis lineares retilíneos (fabricados a partir de painéis de madeira), sendo que neste segmento em países desenvolvidos o ciclo de reposição sofreu grande redução, aumentando o dinamismo da indústria. Conforme a autora, outra tendência verificada nos países desenvolvidos, principalmente Estados Unidos e Europa, é que o novo modo de vida da sociedade priorizou maior funcionalidade e conforto do móvel, tendo crescido consideravelmente a linha ready to assemble e do it yourself, eliminando a necessidade do montador, reduzindo o custo de frete e de montagem. 7

12 Alguns países, como Taiwan, que têm participação importante no mercado internacional, vêm desenvolvendo uma linha de produtos de maior valor agregado em mercados pouco explorados, como por exemplo, móveis de metal e grande diversidade de estilos. Por sua vez, a Itália continua agregando valor a seu produto por meio do design, conseguindo obter uma renda adicional por confeccionar um móvel diferenciado (Gorini, 2000). Portanto, com exceção de casos em que se fabrica estes produtos de alto valor agregado, como na Itália, a concorrência é via preço, sendo a eficiência um importante fator de competitividade. Segundo a autora as tendências para o futuro são de um móvel prático, padronizado, de baixo custo, e confeccionado a partir de madeira de reflorestamento. 8

13 4. A INDÚSTRIA DE MÓVEIS MUNDIAL A produção mundial de móveis está estimada em US$ 200 bilhões, sendo os países desenvolvidos responsáveis por 79% deste total, e os restantes 21% correspondem à produção de móveis nos países emergentes. China, México e Polônia vêm apresentando crescimento da atividade moveleira devido a investimentos recentes em novas plantas, construídas visando incremento das exportações (BNDES, 2002b). Os principais produtores e consumidores de móveis estão listados na tabela 1. Tabela 1. Principais países produtores e consumidores de móveis (1996). País Consumo Aparente Produção US$ milhões % US$ milhões % Estados Unidos , ,2 Alemanha , ,8 França , ,8 Itália , ,5 Reino Unido , ,8 Japão ,4 - - Espanha , ,6 Subtotal , ,8 Outros , ,2 Total Fonte: Gorini (2000) Nota-se que o consumo dos EUA, Alemanha, França, Reino Unido, Japão e Espanha foram maiores que as suas respectivas produções. Por outro lado, a produção da Itália superou o consumo interno em aproximadamente 37%. O Japão é um importador líquido de móveis, já que a produção é praticamente inexistente. No ano de 1999 o comércio mundial de móveis foi da ordem de US$53 bilhões, sendo que os maiores exportadores foram Itália, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, China, França, México, Polônia, Bélgica e Indonésia. Os maiores 9

14 importadores foram Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Japão, Canadá, Bélgica, Países Baixos, Suécia e Áustria. Características dos principais países produtores de móveis 3 Estados Unidos: indústria fragmentada (aproximadamente unidades), distribuída em várias partes do país, sendo que a produção é concentrada na Carolina do Norte, que detém aproximadamente 1/3 das fábricas de móveis de uso residencial. Principal segmento: móveis para uso residencial (US$ 24 bilhões de dólares em 1996, empregando 260 mil pessoas), sendo que os 25 maiores fabricantes produziram aproximadamente metade deste total. O valor da produção do segundo maior segmento (móveis para escritório) foi de US$ 10 bilhões em Principal matéria-prima utilizada: madeira, especialmente carvalho, pinheiro e freijó, sendo que o consumo de chapas e painéis reconstituídos atingiu 46 milhões de m 3 em As importações de madeira, em especial de molduras de pinus originárias do Chile (segmento madeira serrada e material de construção) vêm crescendo significativamente ao longo dos anos. O mercado para componentes apresenta tendência de crescimento, especialmente o de molduras de madeira (1,3 milhões de m 3 em 1990 para 2,6 milhões de m 3 em 1996). Mercado de móveis casuais/funcionais (ready to assemble) vem crescendo bastante nos anos recentes, com destaque para móveis de escritório. Esta tendência deve ser considerada nas estratégias de exportação para este país. Os 300 maiores produtores de móveis de madeira faturaram US$35,5 bilhões em 1997, empregando pessoas. União Européia: O valor da produção de móveis na União Européia em 1996 foi de 62 bilhões de euros, representando 2% da produção de manufaturados e 2% do volume total de empregos ( empregos). O desempenho verificado iguala-se ao ano anterior, o que pode ser explicado, segundo Gorini (2000), pela tendência de não crescimento demográfico, 3 As informações apresentadas para Estados Unidos, União Européia, Itália e Alemanha foram baseadas em Gorini (1998; 2000). 10

15 pela queda dos investimentos na construção civil e pelas políticas recessivas com efeitos sobre o consumo privado. Os principais produtores, que representaram aproximadamente 70% do valor total da produção, são: Alemanha, Itália, França e Reino Unido. Coexistem dois modelos organizacionais distintos: o modelo alemão, no qual predominam as empresas médias e grandes (as dez maiores empresas são responsáveis por 25% da produção), com vantagens decorrentes das economias de escala, e o modelo italiano, na qual pequenas firmas têm vantagens competitivas advindas do design e da inovação tecnológica, atendendo nichos específicos de mercado. Neste caso, nota-se alto grau de terceirização da produção (partes e componentes fabricados por firmas terceirizadas). O valor da produção de partes e componentes para móveis totalizou, em 1996, 2,374 milhões de euros, sendo que a Itália é o maior produtor deste segmento e a Alemanha o principal consumidor. Alemanha: A indústria moveleira deste país possui cerca de 1200 empresas, sendo uma das mais desenvolvidas da Europa, embora possua um mercado estagnado, com tendências de queda no consumo. Apesar de existir a preferência por móveis de madeira sólida, as restrições ambientais internas e dos países exportadores de madeira nativa (leste Europeu e sudeste Asiático) impedem que os mesmos sejam produzidos com este tipo de madeira. Os móveis feitos com madeira sólida são normalmente de madeira de reflorestamento (pinus), sendo um mercado que privilegia a madeira certificada. Há grande volume de importação de partes e componentes provenientes da Comunidade Européia e leste Europeu, sendo comum a terceirização de etapas da produção ou implantação de subsidiárias em outros países visando redução de custos. Itália: Indústria extremamente fragmentada, composta de pequenas e médias empresas (das empresas, têm menos de 10 operários, fornecendo peças e componentes para grandes empresas, e apenas 35 empresas têm mais de 200 empregados). Há forte participação da economia informal. As principais matérias primas utilizadas são chapas reconstituídas e painéis, sendo a madeira sólida empregada somente na fabricação de mesas, cadeiras e alguns componentes de móveis. 11

16 O design italiano é um fator de competitividade importante, sendo padrão de modernidade no mercado mundial, favorecendo a utilização conjunta de diversos materiais (madeira, metal, vidro, pedra). Outros países: Conforme BRASIL (2002) alguns países em desenvolvimento, como Malásia, Taiwan e México, podem apresentar-se como competidores do Brasil em determinados mercados, porque provavelmente apresentam níveis de tecnologia semelhantes ou superiores ao nacional. A China, que se destaca como o maior exportador mundial de móveis de vime (segmento de menor intensidade tecnológica e intensivo em mão-de-obra), vem aumentando suas exportações de móveis de madeira e de metal, tomando a posição anteriormente ocupada por Taiwan. Por sua vez, as exportações deste país perderam dinamismo na década de 90, o que pode ser explicado pelo custo da madeira e da mão-de-obra, pela falta de trabalhadores especializados e ausência de design próprio (BRASIL, 2002). 12

17 4.1 Evolução do Comércio Internacional de Madeira e Móveis O comércio mundial dos produtos da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis vem crescendo acentuadamente nos últimos anos. Entre 1995 e 1999 o total comercializado aumentou 15%, passando de aproximadamente US$82 bilhões para US$94,56 bilhões. É interessante observar que o crescimento do setor de móveis (em torno de 26%) foi bem maior que o de madeiras (3,8%), o que indica que os países têm procurado exportar produtos com maior valor agregado. Tabela 2. Evolução do comércio internacional de madeira e móveis ( ) (em bilhões de US$ nominais). Produto Madeira 40,03 42,05 43,44 38,28 41,56 Móveis 42,10 45,76 47,29 50,26 52,99 Total 82,12 87,80 90,73 88,54 94,56 Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) A evolução das exportações e participações dos 20 principais países da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis estão na tabela 3. Os 20 países respondem por mais de 86% do comércio internacional. Nota-se que o Brasil possui pequena participação neste mercado, ocupando a 18 a posição, com participação de 1,54% em Considerando que o país possui fontes importantes de matéria-prima e um parque industrial moveleiro instalado, pode-se afirmar o potencial de crescimento é substancialmente grande se eliminados os gargalos existentes à competitividade. 13

18 Tabela 3. Participação (%) dos 20 maiores exportadores no comércio mundial de madeira e móveis Classificação País 1995 (%) 1996 (%) 1997 (%) 1998 (%) Canadá 14,87 15,98 16,48 16,36 17,54 2 Itália 10,86 10,98 10,29 10,61 9,56 3 Estados Unidos 8,21 7,92 8,68 8,48 8,10 4 Alemanha 7,58 7,19 6,80 7,95 7,33 5 Indonésia 6,10 5,95 5,23 3,09 4,27 6 Malásia 5,47 5,48 5,00 3,67 4,16 7 China 2,53 2,57 3,25 3,50 4,09 8 Suécia 4,85 4,59 4,43 4,41 3,99 9 França 3,84 3,70 3,56 4,01 3,79 10 Bélgica/Luxemburgo 3,13 3,00 3,00 2,99 3,09 11 Áustria 3,13 2,88 2,78 3,01 3,04 12 México 1,32 1,84 2,25 2,32 2,64 13 Polônia 2,18 2,28 2,44 2,75 2,63 14 Finlândia 3,36 2,74 2,86 2,87 2,56 15 Dinamarca 2,81 2,46 2,35 2,51 2,23 16 Espanha 1,63 1,82 1,87 2,08 1,97 17 Reino Unido 1,75 1,89 1,93 2,00 1,89 18 Brasil 1,47 1,37 1,46 1,33 1,54 19 Países Baixos 1,61 1,42 1,17 1,14 1,25 20 República Tcheca 0,91 0,99 0,95 1,36 1,18 (%) Participação 20 maiores (%) 87,60 87,02 86,78 86,43 86,83 Total mundo* Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) * em milhares de dólares Analisando-se os dados da tabela 3 nota-se elevada estabilidade na participação do comércio internacional da cadeia produtiva de Madeira e Móveis entre os principais países exportadores. Além disso, existem aproximadamente 10 países que dominam as exportações e são importantes concorrentes no comércio internacional. Contudo, alguns países destacam-se por terem apresentado aumento da participação do comércio internacional de madeira e móveis entre 1995 e 1999: o Canadá passou de aproximadamente 14,9% para 17,5%; a China (cresceu de 2,5% para 4,1%) e o México (que passou de 1,3% para 2,6%). O México tem importante participação no Nafta enquanto a 14

19 China tem como principais parceiros comerciais os Estados Unidos e Japão. A evolução do comércio internacional destes dois países (China e México) está detalhada no item 4.2. Em relação aos principais importadores da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, nota-se na tabela 4 que a participação dos 20 maiores países representam aproximadamente 90% das importações mundiais, que totalizaram em 1999 aproximadamente US$100 bilhões de dólares. Além disso, existem cinco países que são responsáveis por mais de 50% das aquisições de madeira e móveis no mercado internacional: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e França, sendo portanto importantes mercados a serem analisados. Enquanto a participação da maioria dos países praticamente não se alterou ou se reduziu, os Estados Unidos aumentaram suas importações em aproximadamente 46% entre 1995 e 1999, passando de US$17,4 bilhões de dólares para US$ 30,4 bilhões de dólares. 15

20 Tabela 4. Participação (%) dos 20 maiores importadores no comércio mundial de madeira e móveis Classificação País (%) (%) (%) (%) (%) 1 Estados Unidos 20,70 22,61 24,37 27,03 30,23 2 Alemanha 12,39 11,52 10,38 11,19 9,29 3 Japão 12,80 12,87 12,18 7,36 8,47 4 Reino Unido 5,45 5,52 5,92 6,07 5,87 5 França 5,34 5,13 4,71 5,15 4,97 6 Canadá 3,16 3,05 3,49 3,69 3,91 7 Países Baixos 4,06 3,82 3,48 3,30 3,46 8 Itália 3,83 3,42 3,29 3,60 3,40 9 Bélgica/Luxemburgo 3,47 3,28 3,35 3,51 3,29 10 Suíça 2,86 2,56 2,13 2,33 2,19 11 Espanha 1,63 1,64 1,72 2,03 2,15 12 Hong Kong 2,19 2,19 2,45 2,17 2,10 13 Áustria 2,39 2,32 2,02 2,09 2,01 14 China 1,42 1,24 1,42 1,49 1,69 15 Dinamarca 1,53 1,29 1,49 1,69 1,53 16 República da Coréia 1,84 1,85 1,65 0,59 0,86 17 Suécia 1,28 1,18 1,18 1,33 1,34 18 Noruega 1,18 1,17 1,20 1,28 1,10 19 México 0,80 0,87 1,02 1,15 1,23 20 Austrália 0,98 0,91 0,96 0,93 1,00 35 Brasil 0,20 0,26 0,34 0,32 0,20 Total 20 maiores 89,51% 88,44% 88,42% 87,98% 90,27% Total mundo* Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) * em milhares de dólares A evolução das exportações, importações e participação dos países por produto específico da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis encontra-se no Anexo I. Os dados para a construção das tabelas são da base de dados ONU-PCTAS, que utiliza do sistema de classificação dos produtos SITC (Standard International Trade Classification), diferente da nomenclatura adotada pelo Sistema Harmonizado (SH). Desta forma, o Anexo I traz também a relação entre os códigos dos dois sistemas para possibilitar a comparação com demais dados do SH utilizados no trabalho. 16

21 Especificamente em relação às exportações de móveis, Gorini (2000) salienta que a Itália, que é o maior exportador mundial de móveis, é competitiva em todos os segmentos, sendo que seu sucesso deve-se ao design e à qualidade de seus produtos, além de preços competitivos. Porém, é altamente dependente de matéria-prima importada. A Alemanha, que é o segundo maior país exportador de móveis, é pouco competitiva em certos segmentos da indústria e depende de importações para suprir a demanda interna. Da mesma forma, os Estados Unidos têm também grande dependência das importações. A tabela 5 traz a evolução das exportações de móveis dos 10 maiores exportadores. Embora o comércio internacional seja basicamente suprido pelos países desenvolvidos, é interessante notar que o déficit crescente nestes países abre espaço para a penetração das exportações de alguns países em desenvolvimento, caso da China, México Polônia e Indonésia, que juntos representaram 17% das exportações mundiais em A tabela 6 traz a evolução das importações de móveis dos dez principais países. Nota-se que os Estados Unidos, que também são grandes exportadores, são os maiores importadores de móveis, tendo aumentado suas importações em 96% entre 1995 e Reino Unido, Japão e Países Baixos são grandes importadores e exportam pequenos volumes. 17

22 Tabela 5. Exportações de móveis dos 10 principais países em milhares de dólares. País Itália Alemanha Canadá Estados Unidos China França México Polônia Bélgica-Luxemburgo Indonésia Total 10 maiores Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) Tabela 6. Importações de móveis dos 10 principais países em milhares de dólares. País Estados Unidos Alemanha França Reino Unido Japão Canadá Bélgica-Luxemburgo Países Baixos Suíça Áustria Total 10 maiores Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) O fluxo das exportações dos principais produtos dos 8 maiores exportadores de madeira e móveis para os principais países importadores no ano de 1999 pode ser visualizado na tabela 18

23 7. Na coluna 1 encontram-se os principais países exportadores, e na linha 1 os principais importadores. Os números entre parênteses indicam o principal produto exportado (Sistema SITC, ver Anexo I para correspondência com Sistema Harmonizado). A coluna 10 indica quanto os dez maiores importadores compraram dos principais produtos exportados pelo país exportador, e a última coluna traz o total das exportações daquele país. Nota-se que o Canadá é um grande exportador de madeira serrada (2482 e 2484) e que suas vendas de madeira estão concentradas para dois países: Estados Unidos e Japão sendo o principal produto o 2482 (madeira serrada de coníferas). As vendas de móveis deste país são mais pulverizadas entre diversos compradores. A Itália exporta para um grande número de países, possuindo como principal produto o 8211 (assentos). Os Estados Unidos são exportadores de madeira e móveis, com venda de 8211 (assentos) principalmente para o Canadá. A Alemanha vende principalmente o produto 8215 (outros móveis e suas partes) e seus principais parceiros comerciais estão na Europa. As principais exportações da Indonésia são de madeira compensada (6343), e da Malásia são dois itens: 6343 (madeira compensada) e 8215 (outros móveis e suas partes), sendo que estes países exportam principalmente para Estados Unidos e Japão. Por sua vez, a Suécia exporta principalmente o item 2482 (madeira serrada) e a França tem exportações variadas: 8211 (assentos e suas partes), 8215 (outros móveis e suas partes) e também compensado (6343). Enquanto a Suécia exporta para países da Europa e também para o Japão, a França vende principalmente para a Europa. O Reino Unido e Países Baixos constituem um grupo de grandes importadores de móveis, sem grande expressão nas exportações. O Reino Unido adquire madeira principalmente da Suécia, mas sua produção de móveis, de acordo com os dados disponíveis, é quase totalmente voltada para o mercado interno. 19

24 Tabela 7. Principais fluxos de produtos entre os maiores exportadores/importadores mundiais de madeira e móveis, em milhares de US$ FOB do ano de Principais importadores mundiais de madeira e móveis Exportadores EUA Alemanha Japão Reino Unido França Países Baixos Itália Canadá 10 maiores importadores Total exportação Canadá (2482) (2484) (2482) (2482) (2484) (2484) (2482) Itália (8211) (8211) (8215) (8211) (8211) (8211) (2485) (8211) Estados Unidos (6341) (2482) (8211) (8211) (8211) (2484) (8211) (8211) Alemanha (8211) (2482) (8215) (8215) (8215) (2482) (8215) Indonésia (6343) (6342) (6343) (6343) (8217) (6342) (2485) (6343) Malásia (8215) (2485) (6343) (8215) (2484) (8215) (6343) Suécia (6342) (2482) (2482) (2482) (2482) (2482) (2482) (8218) (2482) França (8215) (8211) (8217) (8211) (6343) (8211) (8211) Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) O código do produto está entre parênteses. - significa que não havia estatística 20

25 4.2 Evolução do Comércio Internacional: México e China O crescimento das exportações dos produtos da cadeia produtiva de madeira e móveis do México e da China nos últimos anos destaca-se dos demais países analisados. A partir de 1995 o México passou a fazer parte do Nafta, com importantes alterações na sua balança comercial com o Canadá e principalmente com os Estados Unidos. A análise da evolução dos dados de comércio internacional da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis do México antes e após a entrada do Nafta é interessante para este trabalho. Embora as condições macroeconômicas, de logística e de competitividade entre Brasil e México sejam distintas, algumas similaridades existentes entre a estrutura de produção moveleira daquele país com a do Brasil permitem que se use os dados do México como referência dos impactos sobre a balança comercial brasileira de madeira e móveis em eventual entrada na ALCA. A evolução do comércio internacional da China é assunto de interesse nacional, considerandose o tamanho de seu mercado consumidor, seu potencial de produção, sua entrada na OMC e o crescimento de suas exportações de móveis verificado nos últimos anos. A seguir apresentase alguns dados da evolução do comércio internacional do México e da China Evolução do comércio internacional do México Para verificar se houve ganhos de comércio da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis com a entrada do México no Nafta, em 1995, apresenta-se dados da evolução da balança comercial de madeira e móveis do México com os Estados Unidos e com o Canadá. Os dados disponíveis para o México abrangem o período , enquanto para o Canadá estendem-se de 1992 a A tabela 8 traz a evolução da balança comercial de madeira e móveis entre México e Estados Unidos. É interessante observar o grande crescimento ocorrido no superávit da balança comercial mexicana de madeira e móveis entre 1989 e 2001, que passou de US$166 milhões para aproximadamente US$1,86 bilhões. O setor de móveis contribuiu de forma positiva para o saldo comercial, enquanto o de madeira foi negativo durante todo o período analisado, tendo aumentado seu déficit ao longo do período. 21

26 Tabela 8. Comércio internacional de madeira e móveis México Estados Unidos (milhares de US$ nominais) Exportações Madeira Móveis Total Importações Madeira Móveis Total Saldo comercial Madeira Móveis Total Fonte:United States International Comission (USITC) e Data Intal versão

27 Para avaliar o efeito da entrada do México no Nafta é importante analisar as taxas de crescimento verificadas entre 1989 e 1994 e entre 1995 e Entre 1989 e 1994 o saldo da balança comercial mexicana praticamente não se alterou, passando de aproximadamente US$ 166 milhões para US$ 167,4 milhões, tendo apresentado em três anos (1991, 1992 e 1993) saldos negativos. Durante este período o setor moveleiro foi superavitário e o setor de madeira apresentou saldos comerciais negativos. A taxa de crescimento anual média do saldo da balança comercial entre 1989 e 1994 foi de 0,1%. Após a entrada no Nafta, em 1995, nota-se grande crescimento do saldo comercial da Cadeia de Madeira e Móveis entre México e Estados Unidos, que passou de aproximadamente US$541,8 milhões para US$ 1,86 bilhões. Neste período, a taxa de crescimento média anual do saldo comercial foi de 22,8% ao ano. Também entre 1995 e 2001 o setor moveleiro foi responsável pelo saldo comercial positivo (de US$616 milhões para US$2,09 bilhões entre 1995 e 2001, implicando num crescimento médio anual de 22,6%), enquanto o saldo negativo do setor de madeira aumentou de US$74,5 milhões para US$235,3 milhões no mesmo período. Portanto, para a Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis mexicana a entrada no Nafta trouxe conseqüências positivas para o saldo da balança comercial com os Estados Unidos. O detalhamento das exportações, importações e saldo por seção do sistema harmonizado estão na tabela 9. 23

28 Tabela 9. Comércio internacional de madeira e móveis México EUA, por seção do SH (milhares de US$ nominais) Exportações Total Importações Total Saldo comercial Total Fonte: Fonte:United States International Comission (USITC) e Data Intal versão

29 Em relação aos ganhos de comércio internacional do México com o Canadá após a entrada no Nafta, nota-se que embora os valores sejam bem menores que os verificados com os Estados Unidos, houve também aumento do saldo da balança comercial, que passou de US$172,3 milhões em 1995 para US$307,5 milhões em Tabela 10. Comércio internacional de madeira e móveis México Canadá (milhares de US$ nominais) Exportações Madeira Móveis TOTAL Importações Madeira Móveis Total Saldo comercial Madeira Móveis Total Fonte: Statistics Canadá ( Os dados sobre comércio entre México e Canadá por seção a 4 dígitos do Sistema Harmonizado estão na tabela

30 Tabela 11. Comércio internacional de madeira e móveis México Canadá, por seção do SH (milhares de US$ nominais). Exportações Total Importações Total Saldo comercial Total Fonte: Statistics Canada ( Analisando os dados do comércio de madeira e móveis entre o México e seus parceiros comerciais do Nafta (EUA e Canadá), observa-se claramente sua vantagem comparativa na produção de móveis, cujo saldo da balança comercial mostrou-se positivo durante o período analisado, com aumentos das taxas de crescimento após a entrada no Nafta. 26

31 O principal parceiro comercial do México são os Estados Unidos, do qual adquire matériaprima para sua indústria de móveis, apresentando déficits persistentes do saldo comercial de madeira, e exportando móveis em escala crescente. O saldo comercial total é favorável ao México, principalmente em relação ao comércio com os Estados Unidos. Nota-se uma necessidade crescente de comprar matéria-prima por parte do México, notadamente após a criação do Nafta. O Canadá adquire quantidades muito menores de móveis do México, comparando-se com os valores transacionados com os Estados Unidos, o que pode ser explicado pelo relativo menor mercado interno. Nos últimos anos nota-se um leve crescimento no saldo comercial, indicando um provável limite dos ganhos obtidos do livre comércio. Deve-se notar que as importações de madeira do Canadá pelo México cresceram consideravelmente após a entrada no Nafta: em 1995 elas eram aproximadamente US$ 52 mil e em 2001 totalizaram um valor de cerca US$ 1,43 milhões. Pode-se concluir que a abertura comercial entre os países participantes do Nafta foi altamente benéfica para o México, que se tornou rapidamente um exportador de móveis e importador de matéria-prima (principalmente dos Estados Unidos, embora importe menores quantidades de madeira também do Canadá), tornando-se os Estados Unidos seu principal parceiro comercial. O menor custo da mão-de-obra e a proximidade com fontes de abastecimento da indústria parecem ser causas importantes das tendências verificadas. Segundo Abimóbel (2002), uma tendência verificada após a entrada no Nafta foi o surgimento de empresas maquilladoras, que são as maiores contratantes de mão-de-obra do setor moveleiro. O mecanismo de maquilla consiste na importação temporária de produtos para serem processados e reexportados aos mercados de origem. São empresas associadas a grandes grupos estrangeiros (principalmente americanos), de alta tecnologia, sendo responsáveis por mais da metade da produção mexicana de móveis. A maior parte das maquilladoras tem a produção concentrada em dormitórios, salas de jantar e de estar. 27

32 4.2.2 Evolução do comércio internacional da China A tabela 12 traz a evolução do comércio internacional da China entre 1995 e 1999.A China tem apresentado grande crescimento nas exportações de móveis, tornando-se um importante participante do mercado internacional. Conforme citado anteriormente, a participação da China nas exportações mundiais de madeira e móveis passou de 2,53% em 1995 (aproximadamente US$2 bilhões) para 4,09% em 1999 (US$3,9 bilhões). Em 1999 o saldo comercial da cadeia produtiva chinesa foi de US$2,17 bilhões, sendo saldo positivo de US$3,35 bilhões de móveis e negativo de US$1,18 bilhões de madeira. Tabela 12. China: Comércio internacional de madeira e móveis em milhares de US$ nominais Exportações Madeira Móveis Total Importações Madeira Móveis Total Saldo comercial Madeira Móveis Total Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) Na tabela 13 apresenta-se a evolução das exportações, importações e saldo comercial por classes de produto. 28

33 Tabela 13. China: Comércio internacional por seção SITC 4 (em milhares de dólares nominais) Exportações Produto Wood,conifer, sawn Wood,conif,worked,shaped Wood,non-conifer, sawn Wood,non-conif.wrkd,shpd Veneer,plywood sheets Densified,reconstit.wood Plywood,solely of wood Oth.plywood,venrd.panels Fibreboard Wood, simply shaped, nes Total Madeira Convertible seats,parts Mattresses, etc Metal furniture nes Furniture,nes,of wood Furniture nes,othr.matrl Parts,mtl,wood furniture Total Móveis Total Madeira e Móveis Importações Produto 2482 Wood,conifer, sawn Wood,conif,worked,shaped Wood,non-conifer, sawn Wood,non-conif.wrkd,shpd Veneer,plywood sheets Densified,reconstit.wood Plywood,solely of wood Oth.plywood,venrd.panels Fibreboard Wood, simply shaped, nes Total Madeira Convertible seats,parts Mattresses, etc Metal furniture nes Furniture,nes,of wood Furniture nes,othr.matrl Parts,mtl,wood furniture Total Móveis Total Madeira e Móveis Saldo Comercial Total Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 4 O Anexo 1 traz tabela comparativa entre as seções do Sistema Harmonizado e o sistema SITC. 29

34 Os dados referentes ao comércio internacional de madeira e móveis da China por produto indicam claramente uma forte tendência de aumento das exportações de móveis, em especial os produtos referentes aos códigos 8211 (que correspondem aos produtos da seção 9401 do Sistema Harmonizado: Assentos e suas Partes) e 8215 (pelo Sistema Harmonizado: a , que se referem aos móveis de madeira). O aumento das exportações de móveis trouxe a necessidade de aumentar a importação de madeira para suprir sua indústria. Nota-se que entre 1995 e 1999 as importações de madeira chinesas passaram de aproximadamente US$1,1 bilhões para US$1,6 bilhões. Os principais produtos de madeira importados foram os itens: 2484 (madeira serrada, corresponde aos itens a do Sistema Harmonizado,); 6341 e 6344 (compensados, item 4412 do Sistema Harmonizado,) e 6345 (painéis de madeira, seção 4411 do Sistema Harmonizado). O Brasil tem condições de aumentar suas exportações destes itens para a China. A tabela 14 traz os dez principais produtos exportados (que correspondem a aproximadamente 60% das exportações totais) e os dez principais produtos importados pela China (ao redor de 40% do total importado pela China), e os principais destinos e origens destes produtos. Nota-se que o país possui como principal comprador de seus produtos os Estados Unidos e, em menor escala, o Japão. As exportações são direcionadas a poucos países, por outro lado, as importações são extremamente pulverizadas e seus parceiros comerciais concentram-se na Ásia, países próximos geograficamente tais como Indonésia e Malásia. Importante característica de suas importações é o grande número de produtos de madeira comercializados, destacando-se compensados e chapas de fibra. O mercado chinês pode apresentar oportunidades de exportação de produtos de madeira do Brasil. Por outro lado, apresenta-se como importante concorrente no mercado internacional de móveis, possuindo vantagem comparativa em mão-de-obra barata e numerosa, e proximidade geográfica do Japão, um importante importador. Para se aproveitar das vantagens comparativas algumas empresas americanas produtoras de móveis começam a se instalar na China, onde produzem e exportam móveis para os Estados Unidos. Em relação aos móveis brasileiros, embora os produtos chineses de uma forma geral tenham qualidade inferior, possuem acabamento superior aos nacionais. 30

35 Tabela 14. China: principais produtos comercializados e parceiros comerciais. Exportações Produto País Estados Unidos 8211 Convertible seats,parts Estados Unidos 8215 Furniture,nes,of wood Japão 8212 Mattresses, etc Hong Kong 8215 Furniture,nes,of wood Estados Unidos 8212 Mattresses, etc Estados Unidos 8213 Metal furniture nes Japão 8215 Furniture,nes,of wood Hong Kong 8211 Convertible seats,parts Japão 2484 Wood,non-conifer, sawn Japão 8211 Convertible seats,parts Total 10 maiores Total exportações Importações Produto País Indonésia 6343 Plywood,solely of wood Malásia 6341 Veneer,plywood sheets Indonésia 6344 Oth.plywood,venrd.panel Malásia 6343 Plywood,solely of wood Alemanha 6345 Fibreboard Camboja 6341 Veneer,plywood sheets Rep. Coréia 6344 Oth.plywood,venrd.panel Malásia 6345 Fibreboard Tailândia 6345 Fibreboard Austrália 6345 Fibreboard Total 10 maiores Total importações Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 31

36 5. A CADEIA PRODUTIVA DE MADEIRA E MÓVEIS DO BRASIL As indústrias de fabricação de produtos de madeira e a moveleira no Brasil são bastante pulverizadas. No ano de 2000 a Cadeia de Madeira e Móveis tinha estabelecimentos, sendo ligados à fabricação de móveis e os demais voltados ao processamento da madeira. Nas atividades de processamento de madeira, a grande maioria dos estabelecimentos estava ligada ao desdobramento da madeira. No segmento de fabricação de artigos do mobiliário, os móveis com predominância de madeira representaram 85% dos estabelecimentos em 2000 (MTb-Rais, 2000). Tabela 15. Número de estabelecimentos (atividades selecionadas) - Brasil Desdobramento de madeira Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada Fabricação de artigos do mobiliário Fabricação de moveis com predominância de madeira Fabricação de moveis com predominância de metal Fabricação de moveis de outros materiais 916 Fabricação de colchões 341 Fonte: elaborado a partir de MTb-Rais (2000) O número de estabelecimentos formais da indústria moveleira é bastante diferente do número total de estabelecimentos existente. Conforme a Abimóvel, o número total de empresas produtoras de móveis, incluindo as informais, deve chegar a empresas. O faturamento do setor moveleiro apresentou, entre 1999 e 2001, um crescimento da ordem de 33%, passando de R$ 7,3 bilhões em 1999 para R$ 9,7 bilhões em 2001, acompanhando a elevação do PIB per capita e da redução da taxa de juros praticada pelo comércio, o que elevou o consumo de móveis (BNDES, 2002a). 32

37 Os empregos gerados pelas atividades de preparação da madeira foram de aproximadamente 152 mil, e os ligados à atividade de fabricação de móveis foram da ordem de 189 mil no ano de 2000, totalizando aproximadamente 341 mil empregos na cadeia de madeira e móveis (MTb-Rais, 2000). Nota-se que na atividade moveleira 77% dos empregos estão na categoria de móveis com predominância de madeira. Tabela 16. Número de empregados (atividades selecionadas) - Brasil Desdobramento de madeira Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada Fabricação de artigos do mobiliário Fabricação de moveis com predominância de madeira Fabricação de moveis com predominância de metal Fabricação de moveis de outros materiais Fabricação de colchões Fonte: elaborado a partir de MTb-Rais (2000) Em 1999, a Cadeia de Madeira e Móveis ocupava aproximadamente 7,5% dos empregos da Indústria de Transformação, sendo que a maior concentração dos empregos encontrava-se no segmento de Preparação da Madeira e em Outros Móveis e suas Partes, que juntos detinham aproximadamente 90% dos empregos no referido ano. (MTb-Rais, 1999). Segundo IBQP/PR (2002), entre 1994 e 1999 o total do número de empregos da Cadeia Madeira e Móveis passou de aproximadamente 312,5 mil para aproximadamente 344,6 mil, representando um crescimento de 10,3% no período. Nota-se observando a tabela 17 que as maiores concentrações do emprego encontram-se nas sub-cadeias de Preparação da Madeira 5 e em Outros Móveis. A fabricação de móveis com predominância de madeira (código CNAE ) é, individualmente, o elo responsável pela maior geração de empregos na cadeia. Em termos de evolução do emprego na cadeia, todas as sub-cadeias, com exceção de 5 Esta sub-cadeia agrega os códigos de atividade desdobramento da madeira, código CNAE e fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, e prensada..., código CNAE

38 Colchões, aumentaram o número de empregos entre 1994 e 1999 (aumento acumulado de 10,3%). A atividade de fabricação de colchões (código CNAE ), que compõe a subcadeia de Colchões, reduziu o emprego em 20% de 1994 a Nota-se também que a participação dos empregos de outros móveis e suas partes passou de 44,1% para 47,1% entre 1994 e 1999, sendo que a participação de Preparação da Madeira foi reduzida. Tabela 17. Número de Empregos e Taxa de Crescimento 1999/94. Número de Empregos Atividades 1994 % 1999 % Variação 1999/94 Preparação da Madeira , ,7 4% Outros Móveis e suas Partes , ,1 17,7% Assentos mesmo os transformáveis em cama e suas partes , ,8 18,4% Colchões , ,4 (20%) Total ,3% Fonte: IBQP/PR (2002), elaborado a partir de MTb-Rais Em relação à distribuição do número de empregados por estabelecimento, percebe-se analisando os dados da tabela 18 que na fabricação de produtos de madeira, na atividade de desdobramento de madeira, 84% das empresas emprega até 19 empregados. Na atividade de fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada aproximadamente 80% dos estabelecimentos têm até 50 empregados. Portanto, em ambas atividades a maior parte das empresas apresenta reduzido número de empregados. 34

39 Tabela 18. Número de estabelecimentos por porte e classe de atividades Fabricação de produtos de madeira (2000) FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MADEIRA N o de estabelecimentos N o de Empregados Desdobramento de Madeira Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada Até De 5 a De 10 a De 20 a De 50 a De 100 a De 250 a De 500 a ou mais 0 1 Fonte: elaborado a partir de MTb-Rais (2000) Na indústria moveleira a maioria dos estabelecimentos tem até 20 empregados (tabela 19). Na fabricação de móveis com predominância de madeira, 88% dos estabelecimentos têm até 20 empregados; na fabricação de móveis com predominância de metal, este percentual é de 80%; na fabricação de móveis com outros materiais, tem-se que 85% dos estabelecimentos têm até 20 empregados, e na fabricação de colchões a participação das empresas com até 20 funcionários é de 67%. Portanto, a maioria das empresas emprega número reduzido de empregados. 35

40 Tabela 19. Número de estabelecimentos por porte e classe de atividades. N o de Empregados Móveis com predominância de madeira FABRICAÇÃO DE MÓVEIS N o de estabelecimentos Móveis com predominância de metal Móveis de outros materiais Fabricação de colchões Até De 5 a De 10 a De 20 a De 50 a De 100 a De 250 a De 500 a ou mais 0 0 Fonte: elaborado a partir de MTb-Rais (2000) 5.1 Evolução da Produção Conforme IBQP/PR (2002), o crescimento da produção verificado na cadeia Madeira e Móveis entre foi de 17,6%, menor que o da média verificado para a indústria brasileira, de 24,2%. Setorialmente sua evolução foi bastante diferenciada com dois segmentos registrando queda: Assentos (12,2%) e Colchões (7,5%), e outros apresentando aumentos com taxas diferenciadas: Preparação da Madeira (9,8%) e Outros Móveis (50,7%). 36

41 Tabela 20. Indicadores de Produção Física (%) 1992/2000 (Base: ano anterior = 100) PREPARAÇÃO DA MADEIRA -1,3 5,6-4,5-3,4 3,2 3,3-5,2 8,6 4,2 9,8 ASSENTOS MESMO TRANSF. -17,8 0,1 1,1 2,0 22,9-0,5-8,5-12,4 5,4-12,2 OUTROS MÓVEIS E PARTES -12,2 28,3 2,1 7,1 14,7-0,2-4,4 1,5 10,2 50,7 COLCHÕES -2,0 17,3-4,5 1,8 3,2-4,3-8,2-7,5-1,4-7,5 TOTAL -6,1 11,8-2,1 0,7 8,7 1,2-5,4 3,2 6,0 17,6 Total da Indústria -3,7 7,5 7,6 1,8 1,7 3,9-2,0-0,7 6,5 24,2 Fonte: IBQP/PR (2002), elaborado a partir de dados do IBGE-PIM-PF Observa-se na tabela 21 que os subsetores que compõe o setor Outros Móveis e suas Partes tiveram uma evolução diferenciada ao longo da década, sendo que três segmentos apresentaram crescimento (Móveis de Madeira para Dormitórios, Outros Móveis de Metal e Móveis de Madeira para Cozinha), enquanto outros dois reduziram-se (Outros Móveis de Madeira e Móveis de Madeira para Escritório). É interessante notar que o segmento Outros Móveis de Metal, que vinha apresentando bastante dinamismo entre 1993 e 1997, reverte a trajetória de crescimento a partir de Por sua vez, com os segmentos Outros Móveis de Madeira e Móveis de Madeira para Escritório ocorre o oposto: a partir de decréscimos consecutivos da produção, apresentam em 2000 crescimento de 6,7% e 12,1% respectivamente. Tabela 21. Indicadores de Produção Física (%) 1992/2000 Outros Móveis e suas Partes (Base: ano anterior = 100) OUTROS MÓVEIS DE METAL -10,7 9,6 10,1 26,8 24,2 14,6-0,4-2,1 0,0 89,5 MÓVEIS MADEIRA ESCRIT. -11,0 37,1 2,9-11,9-3,1 8,2-14,5-13,0 12,1-3,4 MÓVEIS MADEIRA COZINHA 7,0 38,0-5,8-5,2 15,9-1,4-2,3 3,0 3,3 56,6 MÓVEIS MADEIRA DORMIT. -14,6 23,8 9,6 16,6 25,5 3,7-0,1 8,4 13,4 116,0 OUTROS MÓVEIS MADEIRA -19,4 30,1-5,2-0,2-7,9-16,0-20,9-26,1 6,7-52,0 TOTAL -12,2 28,3 2,1 7,1 14,7-0,2-4,4 1,5 10,2 50,7 Fonte: IBQP/PR (2002), elaborado a partir de dados do IBGE-PIM-PF 37

42 5.2 Evolução da Produtividade do Trabalho A partir dos dados de variação do Número de empregos e da Produção Física da cadeia Madeira e Móveis obteve-se a evolução da Produtividade do Trabalho (IBQP/PR, 2002). Pela tabela 22 nota-se que para um crescimento do emprego entre 1994 e 1999 de 10,3% a expansão do produto foi de aproximadamente 8%, o que indica um desempenho negativo da produtividade do trabalho de 2,1%. Embora os segmentos de maior peso dentro da cadeia, como Preparação da Madeira e Outros Móveis e suas Partes, tenham apresentado ligeiro aumento da produtividade do trabalho, o resultado negativo foi influenciado pelo segmento de Assentos mesmo os Transformáveis em Cama e suas Partes, que aumentaram o emprego em aproximadamente 18% sem aumento da produção no período analisado. Tabela 22. Indicadores de Produção Física, Emprego e Produtividade = 100 Emprego Produção Física Produtividade Preparação da Madeira 104,0 105,9 101,8 Assentos.mesmo os transformáveis em camas e suas partes 118,4 100,0 84,5 Outros Móveis e suas partes 117,7 119,0 101,1 Colchões 80,0 85,4 106,7 TOTAL 110,3 107,9 97,9 Fonte: IBQP/PR (2002), elaborado a partir de dados do IBGE-PIM-PF e MTb-Rais 5.3 Comparação da Produtividade do Trabalho do Brasil e Estados Unidos Embora o conceito de competitividade da cadeia produtiva seja mais amplo, procurou-se comparar a Produtividade do Trabalho do Brasil e de alguns países da cadeia de Madeira e Móveis para avaliar-se um indicador de competitividade. Os dados devem ser analisados com cautela, primeiramente porque os anos para os quais os dados foram estimados nem sempre coincidem, bem como não há uma comparação direta entre as atividades entre os países. Contudo, a comparação serve como um indicador das diferenças de produtividade entre Brasil e Estados Unidos. 38

43 Os resultados encontrados para a produtividade do trabalho no Brasil em 1999 constam na tabela 23, e indicam haver uma discrepância muito grande não só entre as produtividades médias dos diferentes segmentos da cadeia, como também dentro da mesma atividade, no qual o limite superior, dado pelos 10% das empresas mais competitivas difere enormemente das 10% menos competitivas. Entre os segmentos nota-se dois patamares distintos de produtividade média, um ao redor de R$21mil por trabalhador e outro na faixa de R$12 mil por trabalhador. No primeiro encontram-se os segmentos de Fabricação de móveis com predominância de metal (R$22.724/trabalhador); Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada (R$21.985/trabalhador); Fabricação de Colchões (R$21.811/trabalhador); e Fabricação de móveis de outros materiais (R$18.214/trabalhador). Os demais se encontram no patamar de produtividade do trabalho mais baixo: Desdobramento da madeira (R$12.246/trabalhador); e Fabricação de móveis com predominância de madeira (R$11.422/trabalhador). Tabela 23. Produtividade do Trabalho da Cadeia de Madeira e Mobiliário Brasil 1999 Código CNAE - DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE PRODUTIVIDADE DO TRABALHO (em R$ mil/trabalhador) DA ATIVIDADE LIMITE SUPERIOR (10% mais competitivas) LIMITE INFERIOR (10% menos competitivas) 2010 Desdobramento de madeira Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada ou aglomerada 3611 Fabricação de móveis com predominância de madeira Fabricação de móveis com predominância de metal Fabricação de móveis de outros materiais Fabricação de colchões Fonte: Adaptado de IBQP/PR (2002). Elaborado a partir da Pesquisa Industrial Anual - PIA Empresa (Tabulações especiais IBGE) 39

44 Embora não exista completa correspondência entre as duas fontes de dados do Brasil e Estados Unidos, procurou-se uma comparação entre as atividades semelhantes. Observando as tabelas 23 e 24, nota-se que em todos os segmentos a Produtividade do Trabalho do Brasil é menor. Salvo poucas exceções, a indústria nacional possui tecnologia defasada e sua mão-deobra é pouco qualificada. 40

45 Tabela 24. Produtividade do Trabalho 1 na cadeia de Madeira e Mobiliário Estados Unidos (1997) CDG NAICS - DESCRICAO DA ATIVIDADE Serraria Fabricação de lambris e compensado de madeira de lei Fabricação de lambris e compensado de madeira mole Fabricação de produtos de madeira reconstituída Madeira cortada, serrada e aplainada Outros trabalhos de serraria (inclusive assoalhos) Fabricação de armários e balcões de cozinha em madeira Fabricação de estofados domésticos Fabricação de móveis domésticos não estofados Fabricação de móveis domésticos metálicos Fabricação de móveis domésticos (exceto de madeira ou metal) Fabricação de mobília institucional Fabricação de armários de madeira para televisão. Rádio e máquinas de costura Fabricação de mobília de madeira para escritório Fabricação de mobília de escritório (exceto madeira) Fabricação de mostruários, divisórias, estantes e armários Fabricação de colchões Fabricação de aparelhos e mobília para laboratório PRODUTIVIDADE DO TRABALHO (em R$ mil)/trabalhador) Fonte: Adaptado de IBQP-PR (2002). Elaborado a partir dos dados do Censo Econômico dos Estados Unidos Nota 1. Os dados foram ajustados considerando a paridade entre as moedas e a taxa de cambio vigente no período. 41

46 5.4 Pólos Moveleiros A indústria de móveis no Brasil teve seu início em três pólos: na década de 50, na cidade de São Paulo e em seus municípios vizinhos (Santo André, São Bernardo e São Caetano) surgiu o pólo pioneiro. Nas décadas seguintes emergiram os outros dois pólos moveleiros: no Rio Grande do Sul, nos anos 60, e Santa Catarina, na década de 70 (Brasil, 2002). Atualmente, existem pólos moveleiros desenvolvidos em outros estados, como Minas Gerais (Uberaba, Uberlância), Espírito Santo, Paraná, e em estágio embrionário começam a surgir também nas demais regiões do país, tais como nas regiões de Macapá e Santana (AP); Paragominas (PA); Fortaleza (Sobral), Juazeiro e Igatu (CE); Teresina (PI); Caruaru, Afogados, Garanhuns, Gravatá e Lajedo (PE); Brasília (DF) e Itapetininga (SP), conforme Brasil (2002). A tabela 25 6 traz uma resumo descritivo dos principais pólos moveleiros. 6 O número de empresas que consta na referida tabela refere-se às afiliadas aos sindicatos locais. 42

47 Tabela 25. Características dos principais pólos moveleiros do Brasil PÓLO MOVELEIRO UF N O DE EMPRESAS EMPREGOS PRINCIPAIS MERCADOS PRINCIPAIS PRODUTOS Ubá MG Bom Despacho e Martinho Campos MG, SP, RJ E BA MG MG Linhares e Colatina ES SP, ES e BA Arapongas PR Votuporanga SP Mirassol, Jaci, Bálsamo e Neves Paulista SP Todos os estados Todos os estados SP, MG, RJ, PR e NE Tupã SP SP São Bento do Sul e Rio Negrinho SC Bento Gonçalves RS Lagoa Vermelha RS Fonte: Gorini (2000) Exportação PR, SC e SP Exportação Todos os estados Exportação RS, SP, PR, SC Cadeiras, dormitórios, salas, estantes e móveis sob encomenda Cadeiras, dormitórios, salas, estantes e móveis sob encomenda Móveis retilíneos (dormitórios e salas) e móveis sobre encomenda Móveis retilíneos, estofados, de escritório e tubulares Cadeiras, armários, estantes, mesas, dormitórios, estofados e móveis sob encomenda de madeira maciça Cadeiras, salas, dormitórios, estantes e móveis sob encomenda em madeira maciça Mesas, racks, estantes, cômodas e móveis sob encomenda Móveis de pinus, sofás, cozinhas e dormitórios Móveis retilíneos, móveis de pinus e metálicos (tubulares) Dormitórios, salas, moveis de pinus, estantes e estofados 43

48 A indústria brasileira de móveis está localizada, basicamente, no Sul e Sudeste do país: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro concentram 82% das empresas da indústria de móveis (figura 3). Os fabricantes de móveis estão localizados em torno dos pólos regionais. Figura 3 Distribuição espacial das empresas da indústria de móveis (mercado formal) OUTROS 18% RJ 4% SP 25% SC 11% PR 13% MG 14% RS 15% Fonte: MTb-Rais (2000) O Estado de São Paulo detém cerca de 40% do faturamento do setor e concentra 80% da produção nacional de móveis de escritório. Neste Estado a produção é dispersa geograficamente, porém existem dois pólos bem definidos: o da Grande São Paulo e do Noroeste Paulista. Neste último, deve-se destacar a região de Votuporanga, a qual abriga aproximadamente 700 empresas voltadas, principalmente, para a produção de móveis residenciais de madeira. A grande maioria das empresas deste pólo (de pequeno e médio porte) produz móveis torneados de madeira maciça. Há também a indústria de móveis da cidade de Mirassol, a qual produz basicamente móveis residenciais de madeira. Da mesma forma que no pólo de Votuporanga, as grandes e médias empresas atuam no segmento de móveis retilíneos seriados e as pequenas empresas concentram sua produção em móveis torneados de madeira maciça. 44

49 Já a indústria de móveis da Grande São Paulo tem na diversidade da produção sua principal característica, destacando-se, porém, o segmento de móveis para escritório, onde as empresas líderes atendem a aproximadamente 80% deste mercado. O Estado do Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de móveis, representando em média 20% do valor da produção nacional. Sua produção é comercializada predominantemente no mercado doméstico e apenas 10% do valor da produção são exportados, embora esteja havendo um esforço no sentido de aumento das exportações, impulsionado pelo Promóvel. Não obstante, as exportações deste Estado representaram aproximadamente 30% do valor total das exportações nacionais. No Estado existem 3,2 mil fabricantes de móveis, sendo que 70% situam-se na região de Bento Gonçalves, que é o maior pólo moveleiro do Rio Grande do Sul, responsável por 9% da produção nacional e está voltado principalmente para a fabricação de móveis retilíneos seriados (de madeira aglomerada, chapa dura e MDF), os quais destinam-se ao mercado interno. O município é também um pólo exportador importante de móveis confeccionados em pinus. Depois de Santa Catarina, é o maior exportador deste tipo de móveis. O Estado de Santa Catarina é o terceiro maior produtor de móveis do país, mas é o maior exportador, sendo responsável por aproximadamente 50% das exportações brasileiras de móveis. O principal pólo moveleiro do Estado - São Bento do Sul é também o maior centro exportador do país, com quase 40% do total das exportações nacionais. Incluindo-se as regiões produtoras vizinhas (Campo Alegre e Rio Negrinho), contabiliza-se 400 empresas, que empregam 10 mil funcionários. O pólo de São Bento do Sul é especializado em móveis torneados de madeira maciça, especialmente pinus, sendo que a grande maioria das empresas da região, independente do porte, opera com exportações. Grande parte da produção é de móveis para uso residencial (80% da produção). No Estado do Paraná há o pólo moveleiro de Arapongas, voltado para a produção de móveis populares. Destaca-se no segmento de estofados, contando com mais de 40 empresas. A indústria moveleira de Arapongas concentra-se na produção de móveis residenciais populares destinados ao mercado interno. Entretanto, possui também algumas médias e grandes empresas de alta tecnologia que exportam parte da sua produção, sendo responsáveis por aproximadamente 7% das vendas externas de móveis do país. 45

50 O pólo moveleiro de Ubá localiza-se no estado de Minas Gerais e se destaca por possuir a maior fábrica de móveis do país, a Itatiaia, que atualmente concentra-se na produção de armários de aço para cozinha. O pólo reúne, ainda, um conjunto de aproximadamente 300 empresas, na sua maioria de pequeno e médio portes, voltadas quase exclusivamente para a produção de móveis residenciais de madeira e aço, destinados principalmente ao mercado interno Diferenças de competitividade entre os pólos moveleiros É importante notar que a produtividade difere bastante entre os pólos (BRASIL, 2002), o que torna os impactos decorrentes dos processos de liberalização comerciais futuras, em especial acordos de livre-comércio com a UE e com a ALCA, distintos conforme as regiões produtoras. BRASIL (2002) lista as principais características de cada pólo moveleiro relativas às matérias primas utilizadas; à estrutura produtiva; ao ambiente institucional e organizacional; à distribuição; e ao mercado consumidor. Identificam-se os principais produtos e mercados; a estrutura produtiva; o porte da indústria; características da mão-de-obra; equipamentos; design; destinação de resíduos; informalidade; difusão de normas técnicas; sistemas de informações; distribuição; e nível de exigência do consumidor interno. O Anexo II traz dados elaborados a partir do referido trabalho. Observa-se que existe uma grande diferença de competitividade entre os pólos dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina em relação aos demais, sendo que somente estes dois pólos, principalmente o de Santa Catarina, atualmente têm nível de qualidade e competitividade compatível com o mercado externo. Os demais pólos, conforme apontado no estudo, têm deficiências variadas, geralmente ligadas à falta de qualidade, ao uso equipamentos obsoletos, carência de mão-de-obra especializada, falta de cultura exportadora, dentre outras questões. Estes problemas não somente impedem que os mesmos exportem, como também indicam que podem ter problemas com a entrada de produtos importados decorrente de acordos de livre comércio. 46

51 Conforme Pinto Neto (2002) 7, o pólo de Votuporanga, que emprega pessoas e possui 700 empresas, tem somente 12 empresas de grande porte, com capacidade para realização de investimentos em equipamentos modernos. Embora a região esteja se preparando para reduzir a diferença de nível tecnológico e qualificando a mão-de-obra (atualmente existem 350 alunos cursando o Centro de Tecnologia instalado na região), é necessário mais tempo para a retirada das barreiras impostas pelo Brasil à importação de móveis, de modo a permitir que os investimentos feitos em capacitação de mão-de-obra e melhoria da qualidade tornem-se efetivos. Percebe-se, portanto, que a redução das barreiras tarifárias impostas pelo Brasil trarão impactos diferenciados sobre os diferentes pólos produtores, tema discutido detalhadamente no capítulo 9. 7 João Araújo Pinto Neto. Coordenador do Polo Moveleiro de Votuporanga. Brasília, MDIC, I Workshop, Abril

52 6. COMPETITIVIDADE DA CADEIA PRODUTIVA DE MADEIRA E MÓVEIS DO BRASIL 8 Gargalos identificados à competitividade no Brasil As principais questões relativas à competitividade relacionam-se à matéria-prima, à produção propriamente dita (tecnologia e design) e às vendas. Rangel (1993) afirma que os fatores básicos da competitividade a nível internacional podem ser resumidos em quatro pontos básicos: tecnologia, especialização da produção, design e estratégias comerciais. Num trabalho mais recente, Gorini (1998) identifica os seguintes fatores de competitividade da indústria moveleira: matérias-primas, tecnologia, mão-de-obra e design. Evidentemente, matérias-primas, tecnologia, mão de obra e design são componentes de custo que afetam os preços e a qualidade dos produtos. No entanto, para que as empresas tenham sucesso em suas estratégias precisam coordenar adequadamente fornecedores e distribuidores. Essa coordenação engloba a capacidade de informar fornecedores de suas necessidades em termos de qualidade (atributos físicos do produto), quantidade e regularidade de fornecimento. A coordenação da cadeia produtiva torna-se tão mais importante quanto mais a concorrência se faz com base em atributos de qualidade diferenciação de produto. Para garantir que seu produto chegue ao comprador com as propriedades visadas na estratégia de produção e comercialização da empresa, é necessário que a coordenação se estenda aos segmentos a jusante da fábrica. Sendo assim, os instrumentos utilizados para coordenar a cadeia produtiva constituem também um importante fator de competitividade. A característica marcante da organização industrial do setor é a grande verticalização do processo produtivo. Trata-se, portanto, de um arranjo organizacional bastante diferente de países como a Itália, por exemplo. No Brasil ainda é comum que as empresas produtoras de móveis assumam todas as etapas de produção após adquirir a madeira serrada, isto é, desde a secagem e pré-processamento da madeira, até a fabricação do móvel propriamente dito. Há 8 Este capítulo baseou-se em grande parte no documento do Fórum de Competitividade do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (2001) 48

53 também casos em que a própria empresa mantém reflorestamentos, buscando obter matériaprima adequada às suas necessidades. Alguns trabalhos consideram que a integração da indústria moveleira é excessiva, o que acarretaria ineficiências em todo o processo, já que a desverticalização da produção poderia contribuir para uma maior flexibilização da produção, bem como para a redução dos custos industriais. No entanto, esta conclusão só deve ser tirada depois de uma análise detalhada das transações com fornecedores e distribuidores de forma a garantir a estratégia de concorrência adotada pela empresa. Assim, tendo em mente a necessidade futura de aprimoramento da análise referente aos mecanismos de coordenação, buscou-se neste documento evidenciar os principais gargalos existentes na cadeia madeira/móveis, de modo a orientar o processo de decisão para eventuais políticas governamentais Matéria-prima As principais matérias primas utilizadas pela indústria moveleira atualmente são as chapas de madeira processada/reconstituída - aglomerado e médium density fiberboard (MDF) - e madeira maciça proveniente de florestas plantadas (pinus e eucalipto), sendo que o uso de madeira serrada de floresta nativa vem se reduzindo ao longo do tempo. Estima-se que cerca de 60% da madeira maciça utilizada pela indústria moveleira sejam provenientes de plantios, com crescente uso do eucalipto (principalmente para a fabricação de camas e salas de jantar), o que se verificou após a implantação da serraria da Aracruz (BNDES, 2002b). Quanto aos aspectos de competitividade da matéria-prima para a indústria moveleira, deve-se considerar aqueles relativos à base florestal, ao processamento da madeira e à sua qualidade. 49

54 Matéria-prima de Base Florestal Em relação à quantidade disponível de matéria-prima, o Programa Nacional de Florestas (PNF), do Ministério do Meio Ambiente, aponta para um déficit de matéria-prima florestal oriunda de reflorestamento. De acordo com o PNF 9, estudos conduzidos pela Sociedade Brasileira de Silvicultura SBS e associações setoriais identificam a existência de um desequilíbrio entre a oferta e a procura de madeira, para atender às projeções de crescimento da indústria de base florestal a partir do início desta década. Segundo o documento Contribuição do Grupo de Trabalho Madeira e Móveis 10 ao Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva da Indústria e Madeira e Móveis do MDIC, para suprir todos os segmentos industriais são cortados cerca de 450 mil ha/ano de pinus e eucalyptus e a área reflorestada anualmente tem sido de 150 mil ha, ocasionando, portanto, um déficit de 300 mil ha/ano. A persistir esta tendência, a exaustão dos estoques de madeira ocorrerá na metade desta década. Embora o Programa de Florestamento e Reflorestamento executado entre tenha resultado em superávit de madeira na época, seu término ocasionou um descompasso entre a expansão do consumo e a oferta de matéria-prima, o que pode comprometer o potencial de expansão de segmentos importantes, como o de papel e celulose, o moveleiro, o de siderurgia, o de carvão vegetal, e a produção de chapas e de madeira sólida. Bacha (2000) salienta que a capacidade de produção anual de madeira de reflorestamento já está igual ao consumo. Além disso, considerando-se que a taxa de crescimento da área anualmente reflorestada é menor que o crescimento da demanda, que a produtividade não está crescendo e que não se pode contar com oferta maior de madeira nativa, percebe-se que a questão da oferta de madeira torna-se um gargalo importante, já que pode ocorrer a falta num futuro próximo. 9 BRASIL. Programa Nacional de Florestas PNF. Brasília: MMA/SBF/DIFLOR, p. 10 As entidades que constituem este grupo de trabalho são: ABIMCI, ABIMOVEL, ABIPA, ABPM, ABRACAVE, CPTI, Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal, IBAMA/LPF, IPT e SBS. 50

55 Outro aspecto relevante à competitividade é que o aproveitamento da madeira (bem como sua qualidade, tratada no tópico seguinte) está intimamente relacionado ao sistema de manejo, ao sistema de corte e extração, à tecnologia empregada no processamento primário e à capacitação e treinamento de mão-de-obra. Na Amazônia, por exemplo, o rendimento médio da matéria-prima é de 30% a 35%, sinalizando o elevado grau de desperdício, e impactos negativos sobre o meio ambiente, decorrentes dos resíduos gerados. É importante também notar que os resíduos da extração e industrialização da madeira acabam por ser destinados para a produção de energia, por meio de queima, para uso doméstico e produção de carvão ou, simplesmente para a queima a céu aberto. O aproveitamento eficiente deste resíduos teria impactos positivos em toda a cadeia produtiva, beneficiando desde as indústrias de processamento primário até a indústria de móveis. Deste modo, o aprimoramento das técnicas de corte, de manuseio e de extração da madeira, bem como o aprimoramento tecnológico no seu beneficiamento são necessários para melhorar a eficiência nas serrarias e laminadoras Matéria-prima processada A análise do segmento produtor de sólidos de madeira, especificamente no que diz respeito às matérias-primas básicas da indústria moveleira, indica que a demanda por serrados de florestas nativas concentra-se nos móveis sob encomenda e vem caindo nos principais pólos moveleiros. Os serrados de florestas plantadas, por outro lado, têm sido cada vez mais utilizados: o pinus vem se constituindo na principal matéria-prima das empresas exportadoras de móveis e o eucalipto apresenta um potencial bastante promissor. No segmento de painéis reconstituídos observa-se, de um lado, uma demanda crescente por aglomerados e MDF e, de outro, uma relativa estabilidade no consumo de chapas de fibra dura. A indústria moveleira utiliza basicamente: AGLOMERADO: tampos de mesas, laterais de portas e de armários, racks, divisórias, laterais de estantes; 51

56 MADEIRA SERRADA: tampos de mesa, frontal e lateral de balcões, assento e estrutura de cadeiras, estruturas de camas, molduras, pés de mesa, estrutura de sofás, laterais de gavetas, embalagem, pés de cama, pés de racks, estrados, acabamento de móveis; COMPENSADO: fundos de gaveta, armários, roupeiros, tampos de mesa, laterais de móveis, braços de sofá, fundos de armários, prateleiras; MEDIUM DENSITY FIBERBOARD (MDF): componentes frontais, internos e laterais de móveis, fundos de gaveta, estantes, tampos de mesa, racks; e CHAPA DE FIBRA DURA (HARDBOARD): fundos de gavetas, de armários e de racks, tampos de móveis, móveis infantis e divisórias. O parque industrial brasileiro produtor de serrados é composto por aproximadamente empresas, e cerca de 60% das serrarias existentes estão localizadas na região Centro-Oeste e Norte do país (tabela 26). Tabela 26. Capacidade Instalada das Unidades de Serrados no Brasil. PORTE CAPACIDADE INSTALADA N DE SERRARIAS % Pequeno < m 3 /ano m 3 /ano ,65 24,75 Médio m 3 /ano m 3 /ano ,52 0,16 Grande m 3 /ano > m 3 /ano 2-0,02 TOTAL Fonte: ABIMCI. A indústria de madeira sólida no Brasil: estudo setorial. Em termos gerais, a produção e o consumo de madeira serrada vêm crescendo a taxas praticamente iguais. De acordo com a ABIMCI, o crescimento médio da produção foi de 3,1% ao ano enquanto o consumo cresceu 3,2% ao ano. Vale notar que a indústria moveleira consome apenas algo em torno de 15% da produção total de madeira serrada. 52

57 A indústria de painéis (aglomerado, MDF e de chapas de fibra) obteve um faturamento em 2001 de cerca de US$ 500 milhões, sendo que as exportações de US$ 60 milhões são oriundas do comércio de chapas duras. Dentre os painéis, os de madeira aglomerada são os mais consumidos no mundo, cuja produção alcançou 84 milhões de m 3 em A produção nacional ocupou o nono lugar com 2% do volume produzido (BNDES, 2002a). No que se refere aos painéis de madeira aglomerada, convém destacar que os pólos moveleiros são os principais mercados consumidores, posto que entre 80% e 90% do volume produzido são destinados à fabricação de móveis, absorvidos diretamente pela indústria. A taxa de utilização da capacidade instalada da indústria produtora de painéis de aglomerado, que foi de 75% em 1997 e 1998, passou a 100% em A evolução prevista para o aumento da capacidade instalada de aglomerado para o período de , segundo a ABIPA é: 2001: mil m 3 /ano; 2002: mil m 3 /ano; 2003: mil m 3 /ano; 2004: mil m 3 /ano. Mesmo considerando os projetos que prevêem a ampliação da capacidade produtiva de 3,0 milhões para 5,5 milhões m 3 /ano até 2004, não é provável haver um excesso de oferta em relação à demanda, já que a demanda vem crescendo a taxas elevadas. Em relação ao MDF, a produção mundial foi da ordem de 18,3 milhões de m 3, e o consumo mundial vem crescendo cerca de 20% ao ano em média entre 1996 e 2000, destacando-se o crescimento do Brasil (64,6% ao ano) e da Alemanha (40,6% ao ano), sendo os principais consumidores os Estados Unidos, China e Alemanha, os quais são responsáveis por aproximadamente 50% do total demandado (BNDES, 2002a). No Brasil, o MDF começou a ser produzido em 1997, e utiliza principalmente espécies selecionadas de pinus em função de suas propriedades agroindustriais e de sua valorização no mercado. A oferta nacional de MDF é voltada predominantemente para o mercado interno e vem substituindo as importações. Segundo a ABIPA, no ano de 2001 a capacidade instalada total das empresas produtoras de MDF será de mil m 3 /ano, representando um acréscimo de 173%, em relação ao ano anterior. A evolução prevista para a capacidade instalada é a seguinte: 2002: mil 53

58 m 3 /ano; 2003: mil m3/ano; e, 2004: mil m 3 /ano. A tabela 27 fornece o panorama da indústria de painéis reconstituídos. Tabela 27. Painéis Reconstituídos. Ano Produto Produção (A) Importação (B) Exportação (C) Consumo Aparente (D) A/D (%) , , , Aglomerado , , , , , , ,04 Chapa ,48 De fibra , , , , , ,00 MDF , , , , , , ,37 Total , , , ,46 Fonte: ABIPA Nota-se que o aumento da produção de painéis de aglomerado entre 1994 e 2000 (que foi da ordem de 15% ao ano) foi um pouco menor que o aumento do consumo (16,5%). Conforme 54

59 BNDES (2002b), o crescimento da oferta com conseqüente aumento da concorrência na produção de aglomerado fez com que houvesse uma queda de preços deste produto nos anos de 2000 e Este mesmo comportamento de preços é esperado, segundo o BNDES (2002b), para os painéis de MDF, com a entrada de novas capacidades de produção a partir de Em 2001, entraram em operação duas novas plantas de produção de MDF (no Paraná) com capacidade total de 500 mil m 3, significando um aumento de 46% sobre a produção de 2000 (BNDES, 2002a). A tabela 28 mostra a evolução dos preços no mercado nacional de chapas de MDF. Nota-se que para todos os tipos de acabamento os preços em dólares 11 vem apresentando tendência de redução. Porém, conforme BNDES (2002a), os preços em reais tiveram comportamento oposto, subindo 60%. Tabela 28. Evolução dos preços de painéis de fibra de média densidade- MDF. US$/m 3 Tipo de Acabamento In natura 366,65 314,01 262,22 353,02 270,79 BP (laminado baixa pressão) 517,14 474,24 429,71 564,08 421,83 Fonte: BNDES, a partir de STCP Entre 1997, ano em que se inicia a produção nacional de MDF, e 2001 a produção passa de aproximadamente 30 mil m 3 para 609 mil m 3, indicando uma taxa média de crescimento anual de 123%. O consumo do produto, embora cresça a taxas anuais médias altas (45% ao ano), apresentou crescimento inferior ao da produção. O aumento da produção levou à redução das importações deste produto dos países vizinhos (Chile e Argentina). Os financiamentos realizados pelo BNDES para a expansão e modernização tecnológica da indústria de painéis de madeira entre 1997 e 2001 acumularam o montante de US$250 milhões, o que permitiu a quase duplicação da produção de painéis de aglomerado e de MDF (BNDES, 2002a). 11 Preços em dólares convertidos pelo dólar médio do ano. 55

60 A produção atual de chapas de aglomerado e de MDF é concentrada em poucos fornecedores, listados na tabela 29, o que pode trazer conflitos distributivos ao longo da cadeia produtiva. Toda a produção é sustentada por florestas plantadas, sendo que as empresas Placas do Paraná, Tafisa e Berneck utilizam 100% de pinus na fabricação de painéis de aglomerados e/ou MDF, a Eucatex utiliza 100% de eucalipto e a Duratex e a Satipel usam ambos as espécies em proporções variadas (BNDES, 2002). Tabela 29. Fabricantes de Painéis de Madeira Aglomerada e de MDF no Brasil. Empresas Aglomerado MDF Berneck Sim Não Duratex Sim Sim Eucatex Sim Não Masisa Não Sim Placas do Paraná Sim Sim Satipel Sim Não Tafisa Sim Sim Fonte: BNDES (2002b) No que se refere à produção dos painéis de compensado, predominam no Brasil as pequenas e médias empresas, situadas em sua maioria na região sul e, em especial, no Paraná. Uma das principais características do setor é a inexistência de barreiras à entrada, devido ao baixo volume de investimentos requerido. Isto faz com que a oferta seja bastante heterogênea, pois a produção é feita por unidades de diferentes níveis tecnológicos. Segundo a ABIMCI, a taxa média de crescimento da produção de compensado no período foi de cerca de 1,1% ao ano, enquanto que o consumo caiu cerca de 6,1%. O crescimento das exportações e a substituição de parte do consumo de compensados por painéis reconstituídos são responsáveis por esta queda (tabela 30). Convém também notar que, até 1998, metade da produção de compensado era feita na região Amazônica e a outra metade era produzida nas regiões Sul e Sudeste. No entanto, dado que algumas espécies de madeiras nativas utilizadas em sua fabricação têm restrições de 56

61 exploração devido às questões ambientais, e reduzida utilização do manejo sustentável das florestas nativas, o compensado de madeira tropical pode continuamente perder mercado mediante substituição da madeira de nativas por madeira de pinus. Conforme a ABIMCI, o principal segmento consumidor de compensados é a indústria moveleira (45%), seguida pela construção civil (34%) e embalagens (17%). Em relação às exportações, nota-se pelos dados da tabela 30 que desde 1998 o mercado externo absorve aproximadamente 60% da produção nacional de compensados e laminados. Tabela 30. Compensados e Laminados (1000 m 3 ) Ano Produção (A) Consumo (B) Exportação (C) A/B (%) C/A (%) ,43 27% ,00 29% ,13 33% ,34 39% ,60 51% ,62 47% ,79 47% ,02 39% ,00 39% ,27 61% ,00 59% ,00 57% Fonte: De acordo com o Fórum de Competitividade de Madeira e Móveis (2001), as tendências para a indústria de madeira processada são as seguintes: a demanda nacional de serrados de florestas nativas crescerá 3% a.a. e as de plantadas 5% a.a. e os serrados de eucalipto contribuirão com 10 a 15% dos serrados oriundos de plantações; substituição parcial e gradativa na demanda de serrados de madeira de florestas nativas por serrados oriundos de florestas plantadas; 57

62 a demanda nacional por compensados e laminados deverá crescer 3% a.a, sendo que o consumo nacional de compensados em 2005 será da ordem de 1,0 a 1,2 milhão m 3 (50% de madeira de Pinus e 50% de madeira de florestas nativas 12 ); a produção nacional de painéis reconstituídos deverá alcançar 5,4 milhões m 3 em 2004 e o crescimento maior será no segmento de MDF, que projeta quadruplicar a produção nos próximos 5 anos. A indústria de aglomerados deverá produzir 3,2 milhões de m 3 em 2004 e sua produção será quase totalmente direcionada para atender o mercado interno, principalmente de móveis. Considerando o Programa Nacional de Florestas (PNF) e as posições dos participantes do Fórum, ressalta-se a questão da potencial escassez de madeira, pois: a distância dos centros consumidores, os questionamentos ambientais e os aspectos institucionais têm limitado a expansão da produção de madeira tropical. Ademais, o aproveitamento das toras é ineficiente, com baixo grau tecnológico e o sistema de exploração florestal predominante é o extrativismo itinerante, que acaba por causar distorções na oferta de madeira. Há ainda o problema de que muitas madeiras de boa qualidade e padrão não são conhecidas no mercado externo e interno; a indústria de painéis reconstituídos, consumidora de Eucalyptus e Pinus, consumirá 10 milhões de m 3 /ano a partir de 2004, o que implica na necessidade de dobrar em curto prazo as áreas florestais ligadas a esta indústria; limite estimado de produção sustentada de toras de Pinus é de 7 milhões m 3 /ano, de modo que, se a demanda for superior a este valor ter-se-á, necessariamente que consumir os estoques em crescimento ou importar madeira; já se nota a diminuição dos estoques de toras de Pinus para laminação e para serrados e, frente às reduzidas taxas de plantio nos anos 80 e 90, o problema tende a se agravar; 12 A capacidade instalada deste segmento é de 2,2 milhões m 3 /ano. 58

63 a indústria de compensados também pode ser afetada pela escassez de toras no mercado, embora esteja projetando uma demanda futura aquém da sua capacidade instalada; diante da ampliação da produção das indústrias de celulose e papel, haverá dificuldades para a oferta de toras de eucalipto no curto e médio prazo Qualidade da madeira No entanto, não é apenas a quantidade de madeira um fator limitante. Há problemas também quanto à qualidade da madeira processada. Existe uma grande carência de fornecedores especializados no processamento da madeira serrada para a indústria moveleira. O problema não se restringe às madeiras nativas. As empresas moveleiras que adquirem madeira serrada de pinus enfrentam problemas ligados à alta incidência de nós, secagem (teor de umidade e rachaduras) e ao desdobro inadequado (desbitolamentos). Devido a esta questão muitas empresas possuem plantios próprios de pinus ara garantir a qualidade da matéria-prima, o que implica num grande nível de verticalização. Desta forma, ressalta-se a necessidade das empresas avaliarem qual a forma mais eficiente de se adquirir a matéria-prima. Uma alternativa possível seria a adoção de contratos com os fornecedores da madeira ou com as serrarias, especificando os requisitos técnicos necessários. Ou seja, existe um problema de coordenação afetando toda a cadeia produtiva que merece um detalhamento futuro maior. A variabilidade da matéria-prima afeta o desempenho do maquinário mais moderno, geralmente importado e preparado para absorver variações dimensionais bem mais restritas do que aquelas apresentadas pela madeira serrada disponível. Da mesma forma, o PNF salienta que a Amazônia contribui com 85% da produção anual de madeiras oriundas de florestas nativas, e que em geral o processamento das toras é ineficiente, com um aproveitamento, após o desdobramento, de apenas 35% do estoque removido. Gorini (1998) afirma que a concorrência com produtores informais, trabalhando em sua maior parte com serrarias obsoletas (gerando desperdícios no processamento da madeira em 59

64 tora entre 40% e 60%), também é um fator limitador de maiores investimentos no plantio e processamento da madeira reflorestável destinada ao setor moveleiro. A grande informalidade existente no setor moveleiro gera ineficiências em toda a cadeia industrial, dificultando, por exemplo, a introdução de normas técnicas que atuariam na padronização dos móveis, assim como das suas partes e componentes intermediários. São recentes os investimentos de empresas do setor de papel e celulose com foco na produção de matéria-prima (madeira serrada) para a indústria moveleira, como por exemplo a serraria da Aracruz. Porém, em que pesem as elevadas sinergias da produção destinada aos dois setores, os altos investimentos na secagem da madeira e a sua incipiente difusão na indústria moveleira nacional dificultam maiores investimentos nessa área. 6.2 Produção de Móveis: Tecnologia, Design e Mão-de-Obra Os fatores de competitividade da etapa de produção de móveis contemplam as questões de tecnologia, especialização da produção, design e mão-de-obra Tecnologia Os pólos que mais investiram em tecnologia foram os de Bento Gonçalves e o de São Bento do Sul. Basicamente, os investimentos foram em sua maioria realizados na aquisição de equipamentos com controle numérico computadorizado - CNC, pelas empresas de maior porte, e são, geralmente, importados da Itália, Alemanha e Espanha. Conforme Gorini (1998), embora na década de 90 a indústria de móveis tenha investido pesadamente no parque de máquinas, em automação e controle de qualidade, com conseqüente aumento da escala de produção das principais empresas do setor, as empresas mais modernas, geralmente ligadas ao comércio internacional, são poucas dentro de um universo grande de empresas desatualizadas tecnicamente e com baixa produtividade, tendo se restringido às grandes e médias empresas do setor. Portanto, percebe-se que o nível de tecnologia não é uniforme em todo o setor moveleiro, e que são necessários investimentos de modo a permitir que mais empresas possam concorrer com o produto externo. 60

65 A autora ressalta que a alta verticalização da produção doméstica aumenta os custos industriais, e que a terceirização das etapas sucessivas de produção (tal qual ocorre na Itália) traria aumento de eficiência. Assim, surge novamente o problema de governança entre os elos da cadeia produtiva. O setor moveleiro também acredita que um maior grau de desverticalização seria mais eficiente, a partir da comparação feita com a Itália. No entanto, não existem ainda no país condições institucionais (normas técnicas, padronização, etc.) que permitam tal grau de desverticalização. Além disso, as características das transações podem requerer este grau de verticalização. Desta forma, o alto grau de verticialização atualmente encontrado pode ser a estrutura mais eficiente, cabendo estudos adicionais relativos a esta questão. No segmento de móveis de pinus podem ser identificados alguns gargalos, principalmente no que tange às etapas de preparação da madeira e de acabamento do móvel. Embora muitas empresas possuam plantios próprios de pinus para garantir a qualidade da matéria-prima, os níveis de acabamento e usinagem são tecnologicamente inferiores aos apresentados pelos europeus, considerando-se empresas do mesmo porte. Estes fatores acabam comprometendo a competitividade das empresas, tornando o processo de desverticalização da produção mais difícil Design Embora o Brasil tenha potencial competitivo para ampliar as exportações de móveis feitos a partir de madeira de reflorestamento, tem um problema importante a ser superado que é a falta de um design genuinamente nacional, já que hoje a maioria dos móveis exportados é cópias modificadas dos produtos do exterior. O desenvolvimento de um novo design envolve vários aspectos, tais como a diminuição do uso de insumos, a redução do número de partes e peças envolvidas num determinado produto, além da redução do tempo de fabricação. Design é mais que um avanço na estética, significa o aumento da eficiência global na fabricação do produto, incluindo-se aí as práticas que minimizem a agressão ao meio ambiente. 61

66 No que se refere aos novos materiais, verificam-se grandes mudanças decorrentes das inovações ocorridas nas indústrias química e petroquímica que permitiram a introdução de um expressivo número de inovações na indústria moveleira. No entanto, a indústria moveleira nacional não possui pessoal especializado em design. As exceções são as empresas líderes, as quais possuem profissionais mais especializados, como arquitetos, engenheiros, desenhistas e designers. Além disso, apenas três dos sete pólos registram um nível de difusão apreciável de equipamentos CAD, os quais são utilizados quase exclusivamente pelas grandes empresas. Via de regra, as pequenas e médias empresas não investem em design próprio. A estratégia utilizada por elas é a cópia e adaptação do design das empresas maiores. O desafio, portanto, é superar esta cultura de cópia, disseminada em parte do setor, por meio de estratégias que contemplem a importância do design como elemento de agregação de valor ao móvel, favorecendo o desenvolvimento de uma cultura de desenvolvimento de produto e inovação com correspondente registro de patente para sua proteção legal. A dificuldade de adoção de um design pelas empresas menores, visto que pessoal especializado exigiria escala e escopo nem sempre existentes nestas empresas, poderia ser viabilizado por condomínios ou pelas associações de classe. Algumas iniciativas importantes para tentar solucionar a falta de design do móvel brasileiro estão sendo tomadas. Vários projetos conjuntos entre iniciativa privada e governo 13 estão sendo desenvolvidos para a criação de núcleos de desenvolvimento de design, nos quais bolsistas do CNPq especialistas do setor, equipados com computadores, atendem as empresas moveleiras, procurando disseminar a cultura do design e desenvolver uma metodologia para desenvolvimento de novos produtos. 13 Um dos 16 projetos do Promóvel é a criação de 12 núcleos de desenvolvimento de design, sendo que dois já foram implementados. 62

67 6.2.3 Mão-de-Obra É importante notar, que apesar da indústria moveleira ser intensiva em mão-de-obra, as inovações tecnológicas visando aumento da produtividade exigem maior qualificação do pessoal, sendo de grande importância os investimentos em treinamento e capacitação. Ademais, há a necessidade de se aperfeiçoar as condições de saúde e segurança ocupacional em toda a cadeia produtiva da indústria de madeira e móveis, com o objetivo de reduzir problemas relacionados ao elevado número de acidentes e doenças do trabalho, aumento do uso de dispositivos de proteção e redução da informalidade de vínculo empregatício. Os principais centros destinados à formação de mão-de-obra e ao desenvolvimento tecnológico da indústria moveleira no Brasil estão localizados em pólos moveleiros e são geridos pelo SENAI. Estes centros são responsáveis por atividades de aprendizagem industrial e cursos profissionalizantes, treinamentos operacionais específicos, cursos técnicos formais de segundo e terceiro graus, assistência técnica e convênios tecnológicos com empresas para o desenvolvimento conjunto de produtos utilizando novos materiais. 6.3 Vendas Estudos realizados junto ao setor moveleiro já apontaram que o preço, a marca e o design (apelo visual) são fatores importantes para o sucesso na comercialização de móveis. Outros fatores que merecem destaque são: o prazo de entrega e a assistência ao consumidor, além da tradição da empresa, no caso de móveis sob encomenda. Os principais problemas relativos a comercialização de móveis, no mercado interno referemse aos prazos de entrega. No pós-venda, existe um grande número de reclamações no PROCON, sendo que os problemas relevantes são de transporte, estocagem e montagem. Quanto ao mercado externo, pode-se destacar os seguintes gargalos: logística de distribuição, falta de depósitos em mercados estratégicos, baixa participação em feiras internacionais, reduzida a escala para exportação, falta de cultura exportadora. 63

68 Em relação às políticas para superação das dificuldades de acesso ao mercado externo, que incluem tanto as de âmbito geral como às específicas desta cadeia, devem ser ressaltadas as ações da ABIMÓVEL/PROMÓVEL, formalizados no documento Programa Brasileiro de Incremento à Exportação de Móveis (PROMÓVEL). 64

69 7. EVOLUÇÃO DO COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL Embora as exportações brasileiras da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis tenham aumentado consideravelmente nos últimos anos, o país ainda detêm fatia insignificante do mercado internacional (em torno de 1,5%). As exportações brasileiras de móveis são concentradas em poucos países. Conforme Abimóvel (2002), 10 países foram responsáveis por mais de 85% das exportações nacionais no ano de 2000: Estados Unidos (23,5%); Argentina (16,2%); França (14,3%); Reino Unido (7,8%); Alemanha (7,5%); Países Baixos (6,8%); Uruguai (5,7%); Irlanda (2,1%); Porto Rico (1,7%) e Portugal (1,3%). A evolução do destino das exportações brasileiras de móveis por país está na tabela 32 65

70 Tabela 32. Evolução do Destino das Exportações Brasileiras de Móveis 1997/90 (US$ mil FOB) Países Taxa Média Anual (%) USA França Argentina Alemanha Holanda Reino Unido Uruguai Paraguai Chile Martinica Porto Rico Guadalupe e Deps Suécia Bolívia México Subtotal Outros Total Fonte: Gorini,

71 Em relação à evolução da balança comercial da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, notase que esta sempre se manteve positiva ao longo do período analisado. A tabela 33 traz os dados da balança comercial dos produtos de madeira e de móveis. Tabela 33. Balança Comercial da Indústria de Madeira e Móveis. US$ mil dólares FOB Anos Produtos de Madeira Móveis Total Exportação Importação Saldo Exportação Importação Saldo Exportação Importação Saldo Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) É importante observar que entre 1989 e 2001 as exportações da Cadeia de Madeira e Móveis cresceram consideravelmente, passando de aproximadamente US$ 373 milhões para US$1,44 bilhões de dólares. Em relação à participação nas exportações brasileiras totais também houve aumento, passando de 1,17% em 1989 para 2,7% em O segmento Produtos de Madeira embora tenha aumentado suas exportações (passando de US$326 milhões em 1989 para US$ 963,5 milhões em 2001), reduziu sua importância relativa nas exportações da cadeia, que representavam aproximadamente 88% em 1989 e em 2001 passaram a representar 66,5%. Este fato deve-se ao crescimento relativamente maior das exportações do setor moveleiro. A tabela 34 traz a evolução da balança comercial dos produtos de madeira, desmembrados a quatro dígitos do Sistema Harmonizado (4407: madeira serrada; 4410: painéis de partículas; 4411: painéis de fibra; 4412: madeira compensada). 67

72 A análise das exportações do segmento de madeira revela que as exportações de madeira serrada (4407) representaram em 2001 aproximadamente 55% do total exportado, seguido das exportações de compensado, que representaram ao redor de 37%. Os dois segmentos em conjunto foram responsáveis por mais de 92% das exportações. Quanto às importações verificadas em 2001, os painéis de fibra representaram aproximadamente 42%, seguidos dos painéis de aglomerados (32%) e de madeira serrada (22,1%). Do saldo comercial o segmento de madeira serrada, de menor valor agregado, foi responsável por aproximadamente 56%, o de compensado por 38%, seguidos de painéis de fibra (4,8%) e de painéis de aglomerado (0,2%). Nota-se que o saldo comercial do segmento madeireiro é crescentemente positivo, sendo que as importações representaram em 2001 aproximadamente 3,4% das importações. 68

73 Tabela 34. Brasil: Exportações, Importações e Saldo Comercial do Setor de Madeira para Móveis Valores em US$ FOB correntes Código NCM Exportações % do total % do total % do total % do total % do total , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,4 Total Madeira , , , , ,0 Importações % do total % do total % do total % do total % do total , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,2 Total Madeira , , , , ,0 Saldo Comercial ( ) ( ) Total Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 69

74 Observando-se os dados da tabela 34, nota-se que o Brasil possui vantagem comparativa na produção e comércio de madeira, principalmente 4407 (madeira serrada) e 4412 (compensados). A depreciação do câmbio a partir de 1999 beneficiou as exportações, aumentando o superávit no comércio destes produtos. O Anexo III traz dados sobre o comércio exterior do Brasil de madeira a 8 dígitos do Sistema Harmonizado. Detalha-se para as exportações e para as importações: evolução dos valores e participações de cada produto, e as taxas de crescimento por produto para períodos selecionados. Traz-se também a evolução do saldo comercial de madeira. Optou-se pela apresentação dos dados a 8 dígitos devido ao sistema de tarifas dos países União Européia, dos Estados Unidos, Canadá e México, que para alguns produtos têm tarifas distintas a 8 dígitos. Analisando-se os dados do Anexo III percebe-se que existem 4 produtos que são responsáveis por mais de 60% das exportações de madeira e que apresentam altas taxas de crescimento: (madeira serrada de não coníferas), (madeira serrada de outras madeiras tropicais), (madeira compensada com espessura inferior a 6 mm), (outras madeiras compensadas). A tabela 35 traz a evolução da balança comercial do setor moveleiro a 4 dígitos do sistema harmonizado (9401: assentos; 9403: outros móveis e suas partes; 9404: colchões). Tabela 35. Móveis: evolução das exportações, importações, saldo e participação por seção do SH (4 dígitos) em milhões de US$ anuais nominais Produto Exportação % % % % % ,20 53,0 46,57 14,6 65,02 17,7 74,14 15,2 78,51 16, ,32 44,8 267,15 83,9 299,30 81,7 413,40 84,6 404,83 83, ,07 2,2 4,66 1,5 2,01 0,5 1,29 0,3 0,94 0,2 Total 47, , , , , Importação % % % % % ,53 60,7 53,77 61,6 116,35 67,1 115,09 80,2 117,99 85, ,31 31,4 32,43 37,1 49,86 28,7 25,12 17,5 18,42 13, ,33 7,9 1,11 1,3 7,30 4,2 3,26 2,3 1,76 1,3 Total 4, , , ,46 138, Saldo comercial ,66-7,21-51,32-40,95-39, ,01 234,72 249,44 388,29 386, ,74 3,56-5,29-1,97-0,82 total 43,42 231,07 192,82 345,36 346,12 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 70

75 Em relação às exportações de móveis, entre 1989 e 2001 elas passaram de US$ 47,5 milhões para US$ 484,3 milhões, o que implica numa taxa média de crescimento anual de aproximadamente 21% durante o período. Contudo, ao se analisar o crescimento das exportações, deve ser observado que existiram dois padrões de crescimento distintos ao longo da década de 1990, já que de 1989 a 1995 as taxas médias de crescimento anuais foram da ordem de 70%, o que se explica, em parte, pela reduzida base inicial de exportação nesse período (US$47,5 milhões em 1990). A partir de 1995 nota-se um crescimento bem menos pronunciado, com taxas médias anuais de crescimento de aproximadamente 7,5%. Também contribuíram para o desempenho do início da década de 90 os seguintes fatores: melhoria da capacidade produtiva da indústria ocorrida neste período; transformações no Leste Europeu, que permitiram que o Brasil exportasse para os Estados Unidos e Europa para suprir empresas daquele região que deixaram de exportar no início da década de 90, e o avanço das negociações do Mercosul. Outro fator relevante que contribuiu para o aumento das exportações brasileiras de móveis foi o salto tecnológico da indústria moveleira, propiciado pelos investimentos em equipamentos modernos, tendo a participação do BNDES no investimento do setor moveleiro no período 1990/1998 alcançado o montante acumulado de US$ 181 milhões. No que se refere às importações de móveis, os dados indicam um que entre 1995 a 2001 as importações tiveram um crescimento anual médio de aproximadamente 8% ao ano. A partir destes dados, nota-se que a competitividade, em uma economia aberta, deve ser considerada importante tanto para as empresas exportadoras, quanto para as que atuam apenas no mercado interno, que passam a concorrer com os produtos importados. É interessante observar que a partir da abertura da economia brasileira, no início dos anos 90, as importações de móveis apresentaram uma tendência de crescimento até o ano de 1998, sendo que a partir de 1999 esta tendência se inverte, o que pode ser explicado pela desvalorização cambial no início de

76 Ao se analisar separadamente o comportamento das exportações de móveis por seção do sistema harmonizado a 4 dígitos, nota-se que os produtos mais exportados em 2001 são os da seção 9403 (outros móveis e suas partes), que também apresentou crescimento das exportações maior que os demais. Enquanto em 1989 este segmento detinha 44,8% do total exportado, em 2001 passou a representar aproximadamente 84% do total exportado. Por sua vez, as exportações de assentos (9401), que tinham uma participação de aproximadamente 53% em 1989, perdem a importância, passando a deter 16,2% do total exportado em Por outro lado, em relação à importações, o segmento de assentos (9401) passou a representar 85% do total importado em 2001, sendo que seu saldo comercial é deficitário desde As importações de outros móveis e suas partes (9403), que representavam aproximadamente 31% em 1989 reduziram sua participação para 13,3% em A seguir apresenta-se os dados para o setor de móveis a 8 dígitos do sistema harmonizado (tabelas 36 a 39). Da mesma forma que apresentado para o setor de madeiras (Anexo III), expõe-se os dados das exportações e importações: evolução dos valores e participações, e taxas de crescimento para períodos selecionados. Traz-se também a evolução do saldo comercial de móveis. 72

77 Tabela 36. Evolução das exportações brasileiras de móveis e participação a 8 dígitos do SH Em milhões de US$ FOB Exportações de móveis 1989 % 1995 % 1997 % 2000 % 2001 % ASSENTOS EJETAVEIS,PARA VEICULOS AEREOS 0,00 0,0% 0,32 0,1% 0,00 0,0% 0,40 0,1% 0,02 0,0% OUTROS ASSENTOS P/VEICULOS AEREOS,EXC.EJETAVEIS 0,11 0,2% 0,25 0,1% 0,24 0,1% 0,00 0,0% 0,73 0,2% ASSENTOS PARA VEICULOS AUTOMOVEIS 0,90 1,9% 3,98 1,3% 1,96 0,5% 3,25 0,7% 4,44 0,9% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE MADEIRA 1,41 3,0% 1,63 0,5% 0,09 0,0% 0,01 0,0% 0,02 0,0% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE OUTS.MATERIAS 0,04 0,1% 0,03 0,0% 1,50 0,4% 0,97 0,2% 0,59 0,1% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE MADEIRA 0,44 0,9% 0,02 0,0% 0,06 0,0% 0,95 0,2% 1,22 0,3% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE OUTRAS MATERIAS 0,02 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,02 0,0% 0,03 0,0% ASSENTOS DE CANA,VIME,BAMBU OU DE MATERIAS SEMELHANTES 0,00 0,0% 0,15 0,0% 0,01 0,0% 0,02 0,0% 0,08 0,0% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE MADEIRA 9,28 19,5% 8,56 2,7% 5,44 1,5% 19,02 3,9% 20,40 4,2% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE MADEIRA 2,40 5,0% 14,22 4,5% 10,44 2,8% 12,29 2,5% 11,53 2,4% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE METAL 3,84 8,1% 1,55 0,5% 1,78 0,5% 4,77 1,0% 3,44 0,7% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE METAL 1,20 2,5% 4,79 1,5% 6,48 1,8% 7,32 1,5% 6,68 1,4% OUTROS ASSENTOS 0,05 0,1% 0,60 0,2% 0,98 0,3% 0,94 0,2% 1,02 0,2% PARTES P/ASSENTOS,DE MADEIRA 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,27 0,1% 0,38 0,1% 0,26 0,1% PARTES P/ASSENTOS,DE OUTRAS MATERIAS 5,49 11,5% 10,47 3,3% 35,76 9,8% 23,79 4,9% 28,06 5,8% MOVEIS DE METAL P/ESCRITORIOS 0,69 1,5% 0,99 0,3% 0,87 0,2% 0,89 0,2% 0,62 0,1% OUTROS MOVEIS DE METAL 1,01 2,1% 4,05 1,3% 7,29 2,0% 14,16 2,9% 14,22 2,9% MOVEIS DE MADEIRA P/ESCRITORIOS 2,32 4,9% 7,59 2,4% 10,65 2,9% 18,28 3,7% 16,78 3,5% MOVEIS DE MADEIRA P/COZINHAS 0,90 1,9% 31,35 9,8% 23,09 6,3% 26,59 5,4% 23,63 4,9% MOVEIS DE MADEIRA P/QUARTOS DE DORMIR 4,60 9,7%107,71 33,8%112,55 30,7%149,73 30,6%152,56 31,5% OUTROS MOVEIS DE MADEIRA 6,20 13,0% 90,86 28,5%125,37 34,2%177,48 36,3%161,18 33,3% MOVEIS DE PLASTICOS 0,21 0,4% 1,32 0,4% 1,17 0,3% 1,54 0,3% 1,72 0,4% MOVEIS DE OUTRAS MATERIAS,INCL.ROTIM,VIME,BAMBU,ETC. 0,22 0,5% 2,03 0,6% 1,01 0,3% 0,82 0,2% 0,76 0,2% PARTES P/MOVEIS,DE MADEIRA 0,00 0,0% 0,00 0,0% 14,34 3,9% 20,15 4,1% 27,89 5,8% PARTES P/MOVEIS,DE OUTRAS MATERIAS 5,17 10,9% 21,25 6,7% 2,97 0,8% 3,77 0,8% 5,45 1,1% COLCHOES DE BORRACHA/PLASTICOS ALVEOLARES 0,93 1,9% 2,75 0,9% 1,70 0,5% 0,52 0,1% 0,34 0,1% COLCHOES DE OUTRAS MATERIAS 0,15 0,3% 1,92 0,6% 0,31 0,1% 0,76 0,2% 0,60 0,1% Total 47,59 100% 318,38 100% 366,33 100% 488,83 100% 484,28 100% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) Em relação à participação de cada segmento do setor moveleiro nas exportações, nota-se em 2001 a importância de Outros Móveis de Madeira (33,3%) e Móveis de madeira para dormitório (31,5%), que além de serem os principais segmentos exportadores, tiveram aumento considerável das exportações entre 1989 e 2000 (em 1989 as participações eram respectivamente 13% e 9,7%). Os demais segmentos tiveram participação menor nas exportações de móveis em 2001: Móveis de Madeira para Cozinha (4,9%); Partes de Assentos de outros Materiais (5,8%); Partes de Móveis de Madeira (5,8%) ; Estofados com Armação de Madeira (4,2%); Móveis de Madeira para Escritório (3,5%). As demais posições tiveram participação menor que 1% no total das exportações. Merece destaque, contudo, o desempenho das exportações de partes de móveis, cujas exportações praticamente inexistiam em 1989 e saltaram para US$ 28 milhões em

78 Tabela 37. Taxas de crescimento médio anual das exportações de móveis (em %). Exportações de móveis ASSENTOS EJETAVEIS,PARA VEICULOS AEREOS ,1% -95,0% OUTROS ASSENTOS P/VEICULOS AEREOS,EXC.EJETAVEIS 16,8% 14,0% 19,6% ASSENTOS PARA VEICULOS AUTOMOVEIS 14,2% 28,1% 1,8% 36,6% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE MADEIRA -31,5% 2,5% -54,2% 70,0% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE OUTS.MATERIAS 25,9% -6,4% 69,3% -38,9% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE MADEIRA 8,8% -42,8% 106,8% 28,3% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE OUTRAS MATERIAS 2,1% -28,9% 46,8% 41,2% ASSENTOS DE CANA,VIME,BAMBU OU DE MATERIAS SEMELHANTES 39,1% 115,7% -10,3% 267,2% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE MADEIRA 6,8% -1,3% 15,6% 7,3% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE MADEIRA 14,0% 34,5% -3,4% -6,2% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE METAL -0,9% -14,0% 14,2% -27,9% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE METAL 15,3% 25,9% 5,7% -8,8% OUTROS ASSENTOS 27,8% 49,6% 9,3% 8,3% PARTES P/ASSENTOS,DE MADEIRA ,6% PARTES P/ASSENTOS,DE OUTRAS MATERIAS 14,6% 11,3% 17,9% 17,9% MOVEIS DE METAL P/ESCRITORIOS -0,9% 6,1% -7,5% -30,2% OUTROS MOVEIS DE METAL 24,6% 26,0% 23,3% 0,4% MOVEIS DE MADEIRA P/ESCRITORIOS 17,9% 21,9% 14,1% -8,2% MOVEIS DE MADEIRA P/COZINHAS 31,2% 80,5% -4,6% -11,1% MOVEIS DE MADEIRA P/QUARTOS DE DORMIR 33,9% 69,1% 6,0% 1,9% OUTROS MOVEIS DE MADEIRA 31,2% 56,4% 10,0% -9,2% MOVEIS DE PLASTICOS 19,2% 35,9% 4,5% 12,1% MOVEIS DE OUTRAS MATERIAS,INCL.ROTIM,VIME,BAMBU,ETC. 11,1% 45,4% -15,1% -7,2% PARTES P/MOVEIS,DE MADEIRA ,5% PARTES P/MOVEIS,DE OUTRAS MATERIAS 0,4% 26,6% -20,3% 44,5% COLCHOES DE BORRACHA/PLASTICOS ALVEOLARES MESMO ROCOB -8,1% 19,9% -29,5% -35,5% COLCHOES DE OUTRAS MATERIAS 12,5% 53,4% -17,6% -21,1% Total 21,3% 37,3% 7,2% -0,9% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 74

79 Quanto às importações de móveis, nota-se que as mesmas embora representem um valor pequeno, tendo sempre parcela marginal no total das importações brasileiras, aumentaram consideravelmente entre 1989 e 2001, passando de US$4,2 milhões para US$138 milhões, indicando um crescimento médio anual de 34% no período. Em termos comparativos, as importações crescerem a taxas médias anuais maiores que as exportações (21% no período) e que as importações totais do Brasil (crescimento médio de 8,7% entre 1989 e 2000). Percebe-se que houve uma diversificação considerável da pauta de importação ao longo da década de 90: o segmento Partes de Assentos de outros Materiais ( ) teve um crescimento considerável e consistente entre 1989 e 2001, passando de aproximadamente 8,1% do total importado em 1989 para 48% das importações. De forma similar, as importações de Outros Assentos para Veículos Aéreos ( ) aumenta a participação nas importações de 1,5% para 25% entre 1989 e No ano de 2001, os principais segmentos importadores foram: Partes de assentos de outros Materiais (47,9%); Outros Assentos para Veículos Aéreos, exceto Ejetáveis (25%); Partes de Outros Móveis (4,15%); Outros Móveis de Metal (3,6%); Assentos para Veículos de Automóveis (3,2%); Outros Assentos (2,9%) e Partes para Móveis de outros Materiais (2,8%). 75

80 Tabela 38. Evolução das importações brasileiras de móveis e participação a8 dígitos do SH Em milhões de US$ FOB Importações de móveis % 1995 % 1997 % 2000 % 2001 % ASSENTOS EJETAVEIS,PARA VEICULOS AEREOS 1,50 35,9% 5,50 6,3% 1,15 0,7% 27,93 19,5% 0,00 0,0% OUTROS ASSENTOS P/VEICULOS AEREOS,EXC.EJETAVEIS 0,06 1,5% 0,75 0,9% 11,02 6,4% 0,00 0,0% 34,60 25,0% ASSENTOS PARA VEICULOS AUTOMOVEIS 0,35 8,4% 2,38 2,7% 4,95 2,9% 3,06 2,1% 4,42 3,2% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE MADEIRA 0,12 2,8% 1,25 1,4% 0,14 0,1% 0,17 0,1% 0,17 0,1% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE OUTS.MATERIAS 0,00 0,0% 0,07 0,1% 2,83 1,6% 1,68 1,2% 1,77 1,3% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE MADEIRA 0,00 0,0% 0,19 0,2% 0,0 7 0,0% 0,02 0,0% 0,02 0,0% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE OUTRAS MATERIAS 0,01 0,3% 0,09 0,1% 0,14 0,1% 0,04 0,0% 0,06 0,0% ASSENTOS DE CANA,VIME,BAMBU OU DE MATERIAS SEMELHANTES 0,00 0,0% 0,52 0,6% 1,03 0,6% 0,78 0,5% 0,76 0,5% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE MADEIRA 0,00 0,1% 3,09 3,5% 5,36 3,1% 1,04 0,7% 0,90 0,6% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE MADEIRA 0,00 0,0% 2,44 2,8% 0,98 0,6% 0,96 0,7% 0,50 0,4% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE METAL 0,06 1,6% 1,80 2,1% 3,36 1,9% 1,63 1,1% 1,30 0,9% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE METAL 0,02 0,5% 1,49 1,7% 3,62 2,1% 2,93 2,0% 3,07 2,2% OUTROS ASSENTOS 0,06 1,5% 19,51 22,4% 17,17 9,9% 4,13 2,9% 4,01 2,9% PARTES P/ASSENTOS,DE MADEIRA 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,77 0,4% 0,11 0,1% 0,17 0,1% PARTES P/ASSENTOS,DE OUTRAS MATERIAS 0,34 8,1% 14,68 16,8% 63,75 36,7% 70,60 49,2% 66,24 47,9% MOVEIS DE METAL P/ESCRITORIOS 0,09 2,2% 0,82 0,9% 2,24 1,3% 1,63 1,1% 0,62 0,5% OUTROS MOVEIS DE METAL 0,85 20,3% 8,11 9,3% 10,05 5,8% 6,52 4,5% 5,01 3,6% MOVEIS DE MADEIRA P/ESCRITORIOS 0,06 1,4% 0,73 0,8% 1,51 0,9% 1,14 0,8% 1,30 0,9% MOVEIS DE MADEIRA P/COZINHAS 0,01 0,2% 0,34 0,4% 0,93 0,5% 0,39 0,3% 0,34 0,2% MOVEIS DE MADEIRA P/QUARTOS DE DORMIR 0,01 0,3% 1,04 1,2% 1,50 0,9% 0,28 0,2% 0,32 0,2% OUTROS MOVEIS DE MADEIRA 0,23 5,4% 4,95 5,7% 9,05 5,2% 3,43 2,4% 2,64 1,9% MOVEIS DE PLASTICOS 0,03 0,8% 9,16 10,5% 10,92 6,3% 3,80 2,6% 2,81 2,0% MOVEIS DE OUTRAS MATERIAS,INCL.ROTIM,VIME,BAMBU,ETC. 0,03 0,7% 3,41 3,9% 3,02 1,7% 1,53 1,1% 0,74 0,5% PARTES P/MOVEIS,DE MADEIRA 0,00 0,0% 0,00 0,0% 1,87 1,1% 0,79 0,5% 0,74 0,5% PARTES P/MOVEIS,DE OUTRAS MATERIAS 0,01 0,1% 3,85 4,4% 8,77 5,1% 5,61 3,9% 3,89 2,8% COLCHOES DE BORRACHA/PLASTICOS ALVEOLARES MESMO ROCOB 0,11 2,7% 0,26 0,3% 0,38 0,2% 0,30 0,2% 0,49 0,4% COLCHOES DE OUTRAS MATERIAS 0,22 5,2% 0,85 1,0% 6,92 4,0% 2,96 2,1% 1,27 0,9% Total 4,17 100% 87,31 100% 173,50 100% 143,46 100% 138,16 100% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) A tabela 39 traz as taxas de crescimento médias anuais das importações para os segmentos de móveis para períodos selecionados. 76

81 Tabela 39. Taxa de crescimento médio anual das importações de móveis (em %) Importações de móveis ASSENTOS EJETAVEIS,PARA VEICULOS AEREOS - 24,2% OUTROS ASSENTOS P/VEICULOS AEREOS,EXC.EJETAVEIS 69,3% 51,3% 89,4% ASSENTOS PARA VEICULOS AUTOMOVEIS 23,5% 37,6% 10,9% 44,3% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE MADEIRA 3,2% 48,9% -28,5% 1,6% ASSENTOS GIRATORIOS,DE ALTURA AJUSTAV.DE OUTS.MATERIAS 91,8% 117,1% 69,5% 5,7% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE MADEIRA ,8% -25,9% ASSENTOS TRANSFORMAVEIS EM CAMAS,DE OUTRAS MATERIAS 13,9% 37,2% -5,4% 45,6% ASSENTOS DE CANA,VIME,BAMBU OU DE MATERIAS SEMELHANTES 102,5% 285,2% 6,4% -3,3% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE MADEIRA 56,8% 202,0% -18,6% -14,1% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE MADEIRA 108,1% 464,9% -23,3% -48,2% ASSENTOS ESTOFADOS,COM ARMACAO DE METAL 28,4% 74,0% -5,3% -20,3% OUTROS ASSENTOS C/ARMACAO DE METAL 52,2% 105,5% 12,8% 4,8% OUTROS ASSENTOS 41,2% 159,6% -23,2% -2,9% PARTES P/ASSENTOS,DE MADEIRA ,5% PARTES P/ASSENTOS,DE OUTRAS MATERIAS 55,2% 87,4% 28,6% -6,2% MOVEIS DE METAL P/ESCRITORIOS 17,4% 44,2% -4,4% -61,6% OUTROS MOVEIS DE METAL 16,0% 45,7% -7,7% -23,1% MOVEIS DE MADEIRA P/ESCRITORIOS 29,3% 51,8% 10,2% 13,6% MOVEIS DE MADEIRA P/COZINHAS 34,0% 80,0% -0,2% -14,1% MOVEIS DE MADEIRA P/QUARTOS DE DORMIR 32,9% 114,7% -17,7% 15,3% OUTROS MOVEIS DE MADEIRA 22,7% 67,2% -10,0% -23,0% MOVEIS DE PLASTICOS 45,4% 157,4% -17,9% -25,9% MOVEIS DE OUTRAS MATERIAS,INCL.ROTIM,VIME,BAMBU,ETC. 31,1% 121,8% -22,5% -51,7% PARTES P/MOVEIS,DE MADEIRA ,4% PARTES P/MOVEIS,DE OUTRAS MATERIAS 73,7% 201,3% 0,1% -30,7% COLCHOES DE BORRACHA/PLASTICOS ALVEOLARES MESMO ROCOB 13,0% 14,9% 11,2% 63,3% COLCHOES DE OUTRAS MATERIAS 15,9% 25,5% 7,0% -57,1% Total 33,9% 66,0% 8,0% -3,7% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 77

82 7.1 Destino das exportações e origem das importações brasileiras de madeira e de móveis A tabela 40 traz a evolução do valor e das participações das exportações brasileiras de madeira para o Mercosul, Nafta, Aladi, União Européia e para o resto do mundo. Nota-se que durante todo o período analisado as exportações brasileiras de madeira para o Nafta e para a União Européia totalizaram mais de 50%, sendo que em 2001, 63% das exportações foram para estas duas regiões. É interessante notar que para o Mercosul as exportações de madeira não ultrapassaram 5%, durante todo o período analisado. 78

83 Tabela 40. Evolução das exportações, importações e saldo de madeira do Brasil e participação (%) em milhões US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 3,69 1,1% 24,45 3,2% 38,43 5,0% 44,99 4,7% 37,84 3,9% Nafta 77,68 23,8% 192,36 25,4% 232,72 30,0% 311,21 32,3% 324,57 33,7% Aladi 1,15 0,4% 11,22 1,5% 10,64 1,4% 14,14 1,5% 25,65 2,7% União Européia 89,11 27,3% 250,95 33,2% 231,38 29,9% 294,21 30,5% 279,44 29,0% Ásia 3,18 1,0% 52,48 6,9% 63,04 8,1% 76,39 7,9% 79,63 8,3% Resto do mundo 151,06 46,4% 225,26 29,8% 198,38 25,6% 222,25 23,1% 216,33 22,5% Total 325,87 100% 756,73 100% 774,60 100% 963,19 100% 963,47 100% Importação Mercosul 15,16 93,1% 35,97 84,6% 54,95 64,9% 31,76 67,2% 22,74 70,6% Nafta 0,26 1,6% 0,24 0,6% 2,51 3,0% 1,11 2,4% 0,68 2,1% Aladi 0,85 5,2% 5,18 12,2% 15,43 18,2% 6,95 14,7% 1,87 5,8% União Européia 0,01 0,0% 0,81 1,9% 10,83 12,8% 6,82 14,4% 6,69 20,8% Ásia 0,00 0,0% 0,02 0,1% 0,49 0,6% 0,49 1,0% 0,06 0,2% Resto do mundo 0,00 0,0% 0,28 0,7% 0,41 0,5% 0,14 0,3% 0,16 0,5% Total 16,28 100% 42,50 100% 84,62 100% 47,27 100% 32,20 100% Saldo comercial Mercosul -11,47-11,52-16,52 13,23 15,10 Nafta 77,42 192,12 230,21 310,09 323,89 Aladi 0,30 6,04-4,79 7,19 23,78 União Européia 89,10 250,14 220,55 287,39 272,75 Ásia 3,18 52,46 62,55 75,91 79,57 Resto do mundo 151,06 224,98 197,98 222,11 216,17 Total 309,60 714,23 689,98 915,92 931,27 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) Os dados mostram que o Brasil está ficando cada vez mais dependente do comércio de madeira com o Nafta e a União Européia, diminuindo o comércio com outros países (Resto do Mundo) de aproximadamente 50% para menos de 25%. Isto indica o estreitamento das relações entre o país e um pequeno número de parceiros comerciais. O principal produto exportado (4407) é praticamente comercializado com estes dois blocos de países, enquanto o segundo grupo de produtos mais importante (4412) é comercializado principalmente com outros países (mais de 40% das exportações vai para Resto do Mundo). O crescimento das importações de madeira chinesas, em função do aumento de sua produção e exportação de 79

84 móveis, pode representar possibilidades de expansão das exportações brasileiras de madeira (serrada, compensado e painéis) para este país. Percebe-se que as importações brasileiras de madeira têm três origens principais: Mercosul (que representou 71% das importações em 2001 e durante todo o período foi o maior exportador de madeira para o Brasil), Aladi e União Européia. Não se deve esquecer, contudo, que o saldo das exportações brasileiras de madeira sempre foram positivos durante o período analisado. O Anexo IV traz a evolução do valor e das participações das exportações brasileiras de madeira para o Mercosul, Nafta, Aladi, União Européia e para o resto do mundo por tipo de produto a 4 dígitos do Sistema Harmonizado (4407, 4410, 4411 e 4412). Em relação ao destino das exportações de móveis, nota-se pela tabela 41 que a partir de 1989 as exportações para o Mercosul passaram de 7% das exportações totais para 19%, ou seja, houve um crescimento da participação das exportações para este mercado. Para o Nafta, embora a participação ainda seja importante (35% em 2001), elas se reduziram em relação à 1989 (quando representavam 55% das exportações de móveis). Para a União Européia, as exportações tiveram crescimento até 1997 (quando chegaram a representar 44% do total), tendo declinado a partir deste período, totalizando 27% do total exportado em

85 Tabela 41 Evolução das exportações, importações e saldo de móveis participação (%) (em milhões US$ nominais) Bloco econômico Exportação Mercosul 3,44 7,2% 41,14 12,9% 67,73 18,5% 111,31 22,8% 91,17 18,8% Nafta 25,80 54,2% 75,89 23,8% 67,71 18,5% 122,97 25,2% 166,85 34,5% Aladi 1,83 3,8% 6,05 1,9% 11,07 3,0% 10,01 2,0% 15,55 3,2% União Européia 8,20 17,2% 138,99 43,7% 162,05 44,2% 172,11 35,2% 131,49 27,2% Ásia 0,15 0,3% 2,39 0,7% 1,06 0,3% 1,86 0,4% 1,71 0,4% Resto do mundo 8,17 17,2% 53,93 16,9% 56,71 15,5% 70,57 14,4% 77,51 16,0% Total 47,59 100% 318,38 100% 366,33 100% 488,83 100% 484,28 100% Importação Mercosul 1,15 27,6% 20,86 23,9% 27,93 16,1% 9,19 6,4% 6,50 4,7% Nafta 0,60 14,3% 21,02 24,1% 59,70 34,4% 47,04 32,8% 43,67 31,6% Aladi 0,00 0,0% 0,14 0,2% 1,24 0,7% 0,34 0,2% 0,04 0,0% União Européia 0,37 9,0% 30,74 35,2% 66,88 38,5% 71,34 49,7% 72,78 52,7% Ásia 0,50 11,9% 5,83 6,7% 10,28 5,9% 8,80 6,1% 9,09 6,6% Resto do mundo 1,55 37,2% 8,72 10,0% 7,47 4,3% 6,77 4,7% 6,08 4,4% Total 4,17 100% 87,31 100% 173,50 100% 143,46 100% 138,16 100% Saldo comercial Mercosul 2,29 20,28 39,80 102,12 84,67 Nafta 25,20 54,87 8,02 75,93 123,18 Aladi 1,83 5,90 9,83 9,67 15,51 União Européia 7,82 108,25 95,17 100,77 58,71 Ásia -0,34-3,44-9,23-6,93-7,38 Resto do mundo 6,62 45,21 49,23 63,81 71,44 Total 43,42 231,07 192,82 345,36 346,12 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) Quanto às importações de móveis feitas pelo Brasil, nota-se que a participação do Mercosul cai bastante (em 2001 representaram apenas 4,7%), crescendo a participação do Nafta (31,6% em 2001) e da União Européia (52,7% em 2001). O anexo V traz a evolução do comércio internacional de móveis por seção do Sistema Harmonizado a 4 dígitos por blocos econômicos. 81

86 7.2 Potencial de crescimento das exportações brasileiras de móveis No que se refere ao potencial de expansão das exportações, Gorini (1998) afirma o seguinte: quanto à América Latina, há um grande potencial de crescimento das exportações brasileiras, principalmente considerando-se a proximidade geográfica 14 e a vantagem competitiva da indústria brasileira, pois a maioria dos países tem desvantagem tecnológica em relação ao Brasil. Além disso, estes a países não apresentam restrições ambientais; a possibilidade de crescimento das exportações brasileiras para a Europa fica restrita aos móveis de madeira de reflorestamento e a outros tipos de móveis (metal, madeira aglomerada, bambu, vime, junco e estofados), devido às restrições ambientais lá existentes; no que se refere aos EUA, a dimensão de seu mercado interno, o baixo volume relativo das exportações brasileiras para este país, a proximidade geográfica e o fato das restrições de caráter ambiental serem inferiores às européias, tornam os EUA um parceiro de potencial muito grande para a exportação de móveis; no caso do Japão e do Sudeste Asiático, há pouca probabilidade do Brasil desfrutar de uma posição competitiva tão forte quanto Taiwan, Tailândia, Cingapura e China, devido à posição geográfica destes países. 14 A autora ressalta que os seguintes países da América Latina poderiam ser alvos das exportações brasileiras: Venezuela, Chile, e os países da região do Caribe: Martinica, Guadalupe e Porto Rico. 82

87 8. BARREIRAS COMERCIAIS, NORMAS E REGULAMENTOS, POLÍTICAS FLORESTAIS, BARREIRAS DE MERCADO E CERTIFICAÇÃO VOLUNTÁRIA Para protegerem seus produtores domésticos, os países utilizam vários mecanismos visando dificultar o acesso aos seus mercados, denominados barreiras comerciais. Contudo, nem todas as restrições ao comércio entre países são barreiras passíveis de negociações tanto no âmbito da OMC como nas negociações de livre comércio. É importante diferenciar as barreiras passíveis de negociação nos acordos de comércio e na própria OMC daquelas impostas como restrição dos próprios consumidores, como por exemplo, a exigência de móveis fabricados com madeira certificada. Neste caso, embora os requisitos possam tornar-se um impedimento ao comércio, eles não entram na pauta de negociações entre os países, já que é uma restrição do mercado, imposta pelos consumidores. Conforme Barbosa (2001) não existe uma definição precisa para barreira comercial. Em geral, ela pode ser entendida como qualquer lei, regulamento, política, medida ou prática governamental que restrinja ou distorça o comércio internacional. No tocante às barreiras relativas ao comércio de bens, são apresentados os principais entraves relativos aos três grupos mais comuns citados pelo autor: Barreiras Tarifárias: tarifas de importação, outras taxas e valoração aduaneira. Barreiras Não-Tarifárias: restrições quantitativas, licenciamento de importações, procedimentos alfandegários, medidas antidumping e compensatórias. Barreiras Técnicas: normas e regulamentos técnicos, regulamentos sanitários, fitossanitários e de saúde animal. Com a tendência de redução de tarifas de importação decorrentes dos acordos mundiais de comércio, cresce o uso e a importância das barreiras não tarifárias pelos países como forma de dificultar as importações. As barreiras não tarifárias são mais difíceis de serem 83

88 questionadas perante os organismos internacionais de comércio, principalmente pela dificuldade no seu entendimento e comprovação. Segundo a Organização Mundial do Comércio 15, as barreiras não tarifárias envolvem impedimentos ao comércio, tais como: normas e regulamentos técnicos, licenças de importação, inspeção pré-embarque e regras de origem. Conforme o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a definição de barreiras técnicas à exportação, conforme as regras estipuladas pela OMC, é 16 : Barreiras Técnicas às Exportações são barreiras comerciais derivadas da utilização de normas ou regulamentos técnicos não transparentes ou que não se baseiam em normas internacionalmente aceitas ou, ainda, decorrentes da adoção de procedimentos de avaliação da conformidade não transparentes e/ou demasiadamente dispendiosos, bem como de inspeções excessivamente rigorosas As normas e regulamentos aplicados igualmente aos produtos produzidos nos mercados locais e aos importados, não se constituem em barreira técnica per se. Elas tornam-se barreiras técnicas quando há ausência de transparência das normas ou regulamentos aplicados, pela imposição de procedimentos morosos ou dispendiosos para a avaliação da conformidade; ou em decorrência de regulamentos excessivamente rigorosos impostos pela legislação estrangeira (Inmetro, 2002) É importante observar a diferença existente entre normas e regulamentos: ambos estabelecem as características de um produto ou processo a ele relacionado, mas o cumprimento dos regulamentos é compulsório (os produtos que não estiverem de acordo com os regulamentos não podem ser vendidos), enquanto o das normas é voluntário (não impedem que o produto seja comercializado). Os regulamentos são estabelecidos pelos governos para assegurar garantia da segurança e saúde dos consumidores; proteção dos consumidores contra práticas comerciais enganosas e compra inadvertida de produtos inadequados ao uso; proteção ao meio-ambiente. As normas são elaboradas por entidades privadas (no Brasil a ABNT), e embora tenham caráter de adesão voluntária, dificultam a entrada no produto no mercado que não atendam as características estipuladas. (Inmetro, 2002). 84

89 Em determinadas situações, mesmo que o regulamento seja atendido pelas empresas locais, ele pode ser questionado se não for legítimo, ou seja, se apresentar restrições desnecessárias e criar barreiras à entrada de produtos importados. É neste contexto de barreiras técnicas que devem ser analisadas as normas e regulamentos aplicados e enfrentados pelo Brasil. O Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (Agreement on Technical Barriers to Trade), da OMC, determina que cada país tenha seu ponto focal sobre regulamentações e normas técnicas, com informações sobre novas exigências técnicas referentes aos produtos. Os pontos focais dos diversos países recebem as informações da OMC enviadas pelos demais países e as disponibiliza para os exportadores. No Brasil, o ponto focal da OMC (TBT) é o Inmetro (vinculado ao MDIC), que além de divulgar as normas e regulamentos, pode obter as mesmas para países de interesse específico dos exportadores. Em relação às barreiras tarifárias impostas pelos países, é importante salientar que existem alguns sistemas preferenciais vigentes entre determinados países que alteram as tarifas gerais para tarifas específicas entre eles. Dentre estes sistemas, destacam-se: Sistema Geral de Preferência (SGP): foi criado em 1970, no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e permite aos países desenvolvidos conceder isenção ou redução do imposto de importação sobre determinados produtos dos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. É uma concessão unilateral de concessões tarifárias dos países desenvolvidos aos países em desenvolvimento, não requerendo reciprocidade. Deve-se salientar que em algumas situações o SGP é usado como instrumento político de pressão sobre os países que dele se beneficiam, e é aplicado de forma discriminatória, prejudicando as exportações dos demais países, contrariando o 85

90 princípio da não reciprocidade 17. Neste caso, acaba tornando-se uma barreira aos países excluídos do SGP. Os países outorgantes do benefício costumam exigir a comprovação da nacionalidade dos produtos importados, de modo a evitar fraudes, e adotam os regimes de origem, que são importantes para habilitar ao benefício preferencial aqueles bens que foram produzidos no país beneficiário, a partir de insumos e componentes importados, e que não são produtos totalmente obtidos no país beneficiário. Alguns países, como os Estados Unidos, adotam como regra uma porcentagem mínima de componentes nacionais presentes no produto final para que o país possa usufruir do tratamento preferencial. Neste país a soma do valor dos componentes inteiramente produzidos no país beneficiário e dos custos diretos das operações de processamento do produto não pode ser inferior a 35% do preço ex-fabrica do bem final a ser exportado sob o regime de preferências. Também nos Estados Unidos a decisão sobre a inclusão do país beneficiário no SGP, ou sua retirada do mesmo depende de escolha do Congresso Americano. Nação Mais Favorecida (MFN): conforme o Princípio da Nação Mais Favorecida (Most Favorated Nation - MFN) acordado na OMC, a menor tarifa aplicada a determinado país signatário da OMC deve ser estendida aos demais participantes, enquanto aos não participantes (Non Most Favorated Nation - NMFN) pode ser aplicada uma tarifa maior. 8.1 Normas técnicas e regulamentos para a cadeia produtiva de madeira e móveis As normas técnicas legítimas, de caráter voluntário, contribuem para a padronização dos produtos, aumento da qualidade e maior aceitação dos produtos nos mercados locais e internacionais. Em BRASIL (2002) nota-se que de forma geral os produtores de móveis salientam a necessidade de normas técnicas nacionais para os produtos da 17 Como exemplo cita-se a exclusão do açúcar brasileiro do SGP dos Estados Unidos, porque ultrapassaram o teto máximo das cotas de exportação para aquele país (exclusão automática). Contudo, as Filipinas, concorrentes do Brasil, que igualmente ultrapassaram as cotas de exportação, não perderam a isenção tarifária. 86

91 cadeia. Conforme o Inmetro, existem atualmente 111 normas técnicas da ABNT para madeiras e 85 para móveis. 18 A falta de normas técnicas também foi apontada pelos representantes do setor moveleiro no Workshop A Cadeia Produtiva Moveleira Paulista, realizado em São Paulo, no IPT, em maio de Na ocasião, conforme representante da ABNT, o acervo do CB15 conta atualmente com 40 normas finalizadas, sendo que as normas para móveis escolares estão prontas, e as para móveis de escritório estão em estado avançado, havendo necessidade de maior aprofundamento das normas para colchões. Foi ressaltada a importância da participação do setor privado na elaboração das normas. Em consulta à ABIMOVEL não foram constatadas barreiras técnicas impostas às exportações brasileiras de móveis. Conforme o Inmetro, o ponto focal brasileiro de barreiras técnicas às exportações disponibiliza vários serviços ao exportador, dentre eles a consulta aos regulamentos técnicos existentes no país de destino. Em caso da existência de eventual barreira técnica, o Inmetro tem o papel de analisar a denúncia e tomar as providências cabíveis junto à OMC. 8.2 Políticas e regras comerciais que afetam a competitividade da cadeia produtiva Embora não sejam consideradas barreiras ao comércio passíveis de negociações, algumas políticas brasileiras e de outros países, bem como exigências dos consumidores acabam a afetando a competitividade da cadeia produtiva brasileira. Em relação às madeiras tropicais, os Estados Unidos, que são um importante mercado importador deste produto, não impõem diretamente nenhuma barreira à entrada dessas madeiras no país. Contudo, a opinião pública americana é bastante influenciada pela associação direta bastante explorada entre as madeiras tropicais e a devastação da floresta amazônica, o que acaba se transformando numa barreira à sua importação, imposta pelos próprios consumidores. 18 No site em legislações, encontram-se as regulamentações técnicas nacionais (de caráter compulsório) existentes para os diversos produtos. 87

92 Especificamente em relação ao mogno, am abril de 1998 o Brasil solicitou a inclusão da população brasileira de mogno no Anexo III da CITES (Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Selvagem Ameaçadas de Extinção). Com isso, toda a exploração de mogno em madeira serrada e laminados (a exportação de madeira em toras já era proibida) passou a ser acompanhada de Licença de Exportação CITES, emitida pelo IBAMA. Desde 1990 o Governo brasileiro, por medidas conservacionistas, já havia estabelecido o contingenciamento das exportações brasileiras de mogno, tendo reduzido as exportações de 150 mil metros cúbicos em 1990 para 62 mil em Em 2000, a cota de exportação estabelecido foi de 50 mil metros cúbicos. Em 1996, o governo brasileiro suspendeu por dois anos a emissão de novas concessões para exploração de mogno e de virola na região amazônica, sendo que a suspensão foi renovada em 1998 e em Com esta medida em vigor, a comercialização de mogno só é permitida em planos de manejo anteriores a 1996, dentro das cotas estabelecidas pelo MMA. Certamente estas medidas afetam a produção e exportação deste produto, já que mesmo dentro das boas práticas de manejo não se permitem novas explorações de mogno. Outro ponto importante a ser ressaltado é que a maioria dos países tem políticas públicas florestais incentivando o aumento da produção de diversos tipos de madeiras, o que tem contribuído para o aumento da oferta nestes países. Estas políticas de incentivo podem alterar a competitividade da cadeia produtiva entre os países, já que a oferta de matéria-prima é um gargalo importante da cadeia produtiva. O quadro a seguir traz as principais políticas florestais em implementação em alguns países 88

93 Quadro 2. Principais políticas públicas florestais em implementação em alguns países. Continente País Principais políticas Brasil Leis 5.106/1.134: criadas nas décadas de 60/70, estabelecem sistemas de incentivos fiscais para estimular as plantações florestais em grande escala. Esta política vigorou de 1966 a 1987; Programa Nacional de Florestas: criado em 2000 visando a expansão da base florestal. Regime de Promoção às Plantações Florestais: iniciado em 1992, bonifica os custos diretos de plantio, podas e desbastes; Plano de Desenvolvimento Florestal: criado em 1995, visa a produção de florestas de alta qualidade; Projeto Florestal de Desenvolvimento: criado em 1996, financia os investimentos em plantações florestais em até 5 anos; Argentina Fundos: canaliza os fundos provenientes do sistema financeiro das atividades florestais; América Sul Lei Investimentos em Plantações Florestais: aprovada em 1998 visando a promoção de plantios, com a meta de ha/ano. Impulsiona o estabelecimento de novas indústrias. Incentivos: garantia de estabilidade tributária por 30 anos, podendo estender-se por 50 anos; isenção de Imposto Patrimonial sobre empreendimentos florestais; regime especial de depreciação acelerada (60% no primeiro ano e 40% nos anos seguintes). Decreto no : criação de um regime compensatório de investimento no processamento e comercialização de produtos florestais provenientes de florestas sem manejo, onde se estabelece formas de se obter compensação em reflorestamento e florestas naturais e no enriquecimento de florestas naturais; Paraguai Lei 422: Lei Florestal: criada em 1973, estabelece incentivos fiscais para plantações florestais; Incentivos: Isenção de 50% no imposto imobiliário; liberação de outros impostos vigentes ou novos e redução de 10% no imposto de renda gerado no aproveitamento da madeira Lei : criada em Estabelece o desenvolvimento sustentável do setor florestal, uso racional de bosques nativos, proteção de cursos d água, incremento da base florestal com plantio de espécies de rápido crescimento e desenvolvimento da indústria florestal. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; SBS, FAO, Abipa/

94 Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; SBS, FAO, Abipa/2000 Quadro 2 Principais políticas públicas florestais em implementação em alguns países continuação Continente País Principais políticas Benefícios tributários: florestas plantadas e de proteção definidas no arcabouço legal (Lei no /87) são isentas de todos os tributos nacionais e departamentais. Subsídios que beneficiam os titulares de florestas plantadas, dependendo do seu porte, alcançando o montante de até 50% dos custos fixos da atividade, até o quarto ano de manutenção. América Sul América do Norte Uruguai Chile México Estados Unidos Canadá Linhas de crédito de até 80% do investimento total, com taxas de juros promocionais de acordo com o porte do investimento. Incentivos: bônus de 50% sobre o custo do plantio no primeiro ano, linhas de crédito oficiais que subsidiam o plantio de florestas com taxa Libor + 2% representando 80% do custo do plantio, período de financiamento para Eucalyptus, 12 anos de carência de 10 anos, e para Pinus, 15 anos com carência de 13 anos. Isenção total de taxas aduaneiras à importação de equipamentos, máquinas e implementos para a atividade florestal. Decreto lei 701: criado em 1974 e modificado em É um instrumento destinado a incentivar o desenvolvimento do setor florestal por um período de 20 anos (terminou em 1994). Estabelece a bonificação de 75% dos custos de plantio e manutenção; Lei : modifica o Decreto 701. Objetiva incentivar a plantação florestal em pequenas propriedades rurais e recuperar áreas degradadas; Incentivos: desoneração fiscal de 50% sobre o faturamento bruto da empresa no respectivo ano de colheita e isenção do imposto territorial. Isenções tributárias a partir de 1992 com a nova Lei Agrária. As leis votadas em 1990 favorecem o estabelecimento de novos plantios como maneira compensatória dos efeitos das emissões de dióxido de carbono na atmosfera. Multiple Use Act, de 1960, que determina o sistema de concessões florestais até hoje vigente. As florestas são exploradas pelo setor privado através de um sistema de licenciamento, em que os detentores das licenças são responsáveis pela regeneração das mesmas e o cumprimento de normas relativas à proteção florestal, ao meio ambiente e a eliminação de resíduos (Política de elevação gradual de preços de matéria-prima). 90

95 Quadro 2 Principais políticas públicas florestais em implementação em alguns países continuação Continente País Principais políticas Europa Ásia CEE França Itália Suécia Grã- Bretanha Espanha Indonésia Malásia China Austrália Mecanismos específicos de incentivo financeiro e tributário para várias regiões, com objetivos diversos (Ambientais, Sociais e Econômicos). Implantação de novos projetos (MDF, OSB, etc.) com suporte financeiro do Estado, a taxas de juros promocionais. Não há nenhum mecanismo de estímulo à atividade a não ser os prédeterminados pela Comunidade Européia Sistemática de preços pré-estipulada adotada pela indústria florestal. Parametrização de preços em função da rentabilidade regional. Divisão do estado em Comunidades Autônomas (Constituição Espanhola de 1978), que podem assumir competências em matéria de florestas e recursos naturais, ordenando seu território para efeito de proteção ambiental. Andaluzia: isenção total tributária de impostos rurais, Catalunha: Reposição florestal obrigatória em áreas pré-selecionadas. Sistema de concessões florestais. Algumas espécies, como a Teca, recebem incentivo específico por parte do governo, desde 1964, como linhas de financiamento altamente subsidiadas para implantação em áreas pré-determinadas. Em 1985, o Governo estabeleceu um programa de plantios de florestas homogêneas, com meta de implantar 4,4 milhões de hectares nos próximos 15 anos. O suporte financeiro é proveniente das contribuições das concessões florestais de áreas tropicais. É baseado numa taxação de US$ 10,00/m3 de madeira retirada das concessões florestais tropicais, outorgadas mais uma taxa de reflorestamento (Stamp Tax) de US$ 6,00/m3, perfazendo um total de US$ 16,00 por m3. Implantação de cerca de ha/ano de florestas é o resultado deste programa. Inserção da questão florestal nos programas de migração interna, onde cada família recebe uma área florestal de 0,25ha e incentivo à utilização de florestas de rápido crescimento por pequenos proprietários. Tentativas de atração de capital japonês, principalmente via incentivos fiscais na área florestal, através de mecanismos de compensação tributária. Mecanismos de compensação de emissão de CO2 tem sido discutidos, porém sem resultados concretos. A partir do Código Florestal de 1954, pouco se avançou em termos de mecanismos financeiros efetios na consecução do industrial Máster Plan on the Wood Base Industry (IMPWBI), quer seja por meio de incentivos fiscais e tributários ou até mesmo financeiros. Apoio governamental na implantação de reflorestamento por cooperativas (doação de sementes e insumos para 50 milhões de agricultores e cerca de cooperativas para implantação de florestas). Não há nenhum mecanismo de estimulo à atividade florestal em nível federal. Agências estaduais oferecem estímulos diversos, como a Agência de Victoria. Queensland e Weslern Austrália, que fornecem estímulos tributários e plantios florestais com performances satisfatórias. Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; SBS, FAO, Abipa/

96 8.3 Certificações voluntárias As pressões exercidas por grupos de ambientalistas e de compradores dos países desenvolvidos especialmente Europa e Estados Unidos que passam cada vez mais a requerer móveis de madeira fabricados com certificação do manejo florestal sustentável e origem da matéria-prima podem representar uma barreira comercial importante aos produtos exportados. Conforme salientado anteriormente, embora esta exigência seja do mercado consumidor - não sendo enquadrada no conceito de barreira não tarifária ela afeta a competitividade da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, sendo um gargalo importante a ser vencido. Portanto, a certificação florestal torna-se um importante fator de competitividade e não somente possibilita a entrada do produto nacional em mercados que valorizam os produtos ambientalmente corretos, como evita perdas de mercados já conquistados pela falta da mesma. O processo de certificação florestal implica em custos que inicialmente podem reduzir a competitividade do produto, compensados pelo aumento de qualidade e conquista de novos mercados. É importante ressaltar que a certificação florestal é um processo voluntário, que está ligado à garantia e à credibilidade do produto. No comércio internacional já existem vários sistemas de certificação florestal operando e competindo entre si 19. É muito importante que os sistemas nacionais de certificação tenham o reconhecimento dos demais países, reduzindo os custos envolvidos no processo de certificação feito por um sistema internacional. No Brasil está sendo desenvolvido o Sistema de Certificação Florestal Brasileiro Cerflor um programa de certificação nacional voluntário seguindo os princípios internacionalmente aceitos visando acordos de reconhecimento mútuo. 19 Forest Stewardship Council (FSC); Pan-Europeu (PEFSC); além de sistemas nacionais. 92

97 O Cerflor atualmente conta com cinco normas elaboradas pela Comissão Especial de Estudos Temporária da ABNT (manejo de plantações florestais, cadeia de custódia e três normas para auditoria estão prontas). Já passaram pelo processo de consulta pública (encerrado em dezembro 2001) e foram publicadas pela ABNT em fevereiro de 2002, estando disponíveis para venda. A norma de manejo de florestas nativas está em elaboração, sendo que desde junho de 2002 estão sendo realizados testes pilotos da norma (em Sinop/MT) para verificar sua aplicabilidade em campo, para futura análise e validação. No âmbito do INMETRO, que faz as regras internas para credenciamento de organismos certificadores e uso da marca indicativa, o grupo de trabalho da Subcomissão Técnica de Certificação Florestal finalizou o regimento interno de credenciamento de organismos certificadores restando, agora, sua aprovação pelo Comitê Brasileiro de Certificação. O regulamento sobre as porcentagens de material certificado no produto e o uso da marca indicativa está em elaboração pelo grupo de trabalho. 93

98 8.4 Barreiras tarifárias impostas pelo Brasil aos demais países As tarifas impostas pelo Brasil seguem a tarifa externa comum do Mercosul (TEC), sendo que para os países do Mercosul as tarifas são nulas. A estrutura tarifária da TEC é bastante simplificada quando comparada à dos demais países, já que de forma geral existe somente uma linha tarifária para cada Seção do Sistema Harmonizado (todas as alíquotas a 8 dígitos são iguais dentro da mesma seção). A única exceção é para os itens e , da seção 9401, que têm alíquotas de 18%, enquanto as demais posições desta seção têm alíquota 19,5%. Tabela 42. Evolução das tarifas impostas pelo Brasil para os produtos da Cadeia Madeira e Móveis Posição SH Imposto Importação (Ad Valorem) % Demais posições Fonte: http: Nota-se que entre 1997 e 2000 as tarifas mantiveram-se constantes. Em 2001 todas as tarifas reduziram-se 0,5 pontos percentuais (com exceção dos itens e , cujas reduções foram de 3 pontos percentuais), e em 2002 houve nova redução de mais um ponto percentual para todas as tarifas (exceção novamente para e , cujas tarifas mantiveram-se iguais a 2001). 94

99 A redução das tarifas entre 2000 e 2001 de 0.5 pontos percentuais tiveram pouco efeito sobre as importações totais da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, que se reduziram neste período. Em 2000, as importações totais foram de US$190,73 milhões de dólares, e em 2001 elas diminuíram para US$170,36 milhões de dólares (neste período as importações de móveis reduziram-se 3,7% e as de madeira aproximadamente 32%). Provavelmente, o efeito da desvalorização da moeda brasileira teve um impacto negativo de maior proporção sobre as importações do que a redução das tarifas. 95

100 8.5 Barreiras tarifárias impostas ao BRASIL pelos ESTADOS UNIDOS, MÉXICO, CANADÁ E UNIÃO EUROPÉIA A seguir, procura-se identificar as principais barreiras tarifárias para os segmentos de madeira e de móveis, impostas pelos Estados Unidos, Canadá e México e União Européia. Diferentemente do Brasil, que impõe tarifa única para todos os produtos da mesma seção do Sistema Harmonizado a 8 dígitos, os demais países têm, para alguns segmentos, tarifas variáveis a 8 dígitos do Sistema Harmonizado. Além disso, para alguns produtos, existem vários sistemas preferenciais entre determinados países que estabelecem tarifas diferenciadas em relação às praticadas para os demais países. De forma geral os sistemas de preferência existentes são os seguintes: 96

101 Quadro 3. Barreiras tarifárias: principais acordos preferenciais existentes Estados Unidos Canadá União Européia Áreas livre comércio com Canadá, México e Israel; Países do Caribe; Países do Pacto Andino; Países da África; Tratado anti-drogas: Bolívia, Equador, Colômbia e Perú; Países GSP: é necessário verificar relação dos países beneficiários (países em desenvolvimento e subdesenvolvidos). Para alguns itens o Brasil é beneficiário, para outros não. UST: United States Tariff; MT: Mexico Tariff; MUST: Mexico-United States Tariff; CT: Chile Tariff; CIAT: Canada-Israel Agreement Tariff; GPT: General Preference Tariff (Brasil incluído sem exceção); LDCT: Least Developed Country Tariff; CCCT: Commonwealth Caribbean Countries Tariff; AUT: Australia Tariff; NZT: New Zealand Tariff. Países do Caribe; Países da África (Tratado de Lomé); LDC: Least Developed Country; Países GSP: países em desenvolvimento: para alguns itens o Brasil é beneficiário, para outros não. Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas;

102 O Brasil, na sua condição de país em desenvolvimento, goza de algumas tarifas preferenciais para certos produtos. Contudo, não há uma regra clara em relação à inclusão do país nos Sistemas Gerais de Preferências (SGP). Os casos mais interessantes são as tarifas para madeira compensada aplicada pelos Estados Unidos: além de variarem a 8 dígitos, para alguns produtos inclui-se o Brasil no SGP e em outros o Brasil é excluído. O detalhamento das tarifas por produto do Sistema Harmonizado 8 dígitos impostas pelos Estados Unidos, Canadá, México e União Européia, bem como os detalhes sobre os acordos preferenciais para cada produto estão no Anexo VI. A seguir, apresentam-se as tarifas médias de importação impostas pelos referidos países para cada posição a 4 dígitos do Sistema Harmonizado. As médias simples 20 foram calculadas para as diferentes tarifas existentes a 8 dígitos, sendo apresentadas nas tabelas a tarifa mínima, a máxima, a média, o desvio padrão e a existência de acordos preferenciais com o Brasil. 20 A média simples é a usualmente calculada nos trabalhos sobre tarifas. A ponderação por volume exportado pode resultar numa tarifa média reduzida numa situação de tarifa alta e pequeno volume exportado (que pode ser pequeno justamente pela tarifa alta). 98

103 Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 4407 MADEIRA SERRADA OU FENDIDA LONGITUDINALMENTE. CORTADA EM FOLHAS OU DESENROLADA. MESMO APLAINADA. POLIDA OU UNIDA PELAS EXTREMIDADES DE ESPESSURA SUPERIOR A 6mm País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Não 8 México Não 19 Canadá Não 8 UE Sim (T.Média = 0.0) 34 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; Nota-se que os Estados Unidos e o Canadá não impõem tarifas às importações de madeira serrada (4407), que responderam em 2001 por aproximadamente 55% das exportações brasileiras de madeira para móveis. A União Européia, embora aplique uma tarifa média de 0,7% aos produtos da posição 4407, inclui o Brasil no Sistema Geral de Preferência (país em desenvolvimento), que tem tarifa zero. O México, por sua vez, impõe uma tarifa média de 16,2% aos produtos da posição 4407, tarifa bem mais alta do que à imposta pelo Brasil (7,5%) aos produtos mexicanos. Portanto, percebe-se que acordos com a União Européia não aumentariam as exportações brasileiras de madeira serrada (já que a alíquota já está zerada), e em relação à Alca, o segmento de madeira serrada teria vantagens de redução de tarifas apenas com o México. O principal produto da posição 4407 exportado para o Nafta em 2001 foi o (madeira serrada de coníferas), cujas exportações em 2001 foram da ordem de US$165,8 milhões. O segundo mais exportado foi o (madeira serrada de mogno), com total de US$15 milhões em Para a União Européia, os principais produtos exportados foram (Outras madeiras serradas), com valor de US$105,6 milhões, seguida de (madeira serrada de coníferas), no total de US$19,7 milhões em

104 Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 4410 PAINÉIS DE PARTÍCULAS E PAINÉIS SEMELHANTES (POR EX. PAINÉIS DENOMINADOS ORIENTED STRAND BOARD E PAINÉIS DENOMINADOS WAFERBOARD ). DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS LENHOSAS. MESMO AGLOMERADAS COM RESINAS OU COM OUTROS AGLUTINANTES ORGÂNICOS País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Não 3 México Não 5 Canadá Não 4 UE Sim (T.Média =4.9) 7 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; Da mesma forma que o verificado para a seção anterior, os Estados Unidos não aplicam tarifa para a posição 4410, e a tarifa média aplicada pelo Canadá é 1,3%, sendo que a máxima é 2,5%. A União Européia impõe tarifa mais elevada, mas para o Brasil existe acordo preferencial que reduz a tarifa média para 4,9%. Novamente os maiores valores são para o México (tarifa média de 22%). O Brasil, para a posição 4410, impõe tarifa às importações de 11,5%. As nossas exportações de aglomerado em 2001 foram da ordem de US$12,7 milhões, correspondendo a 1,3% das exportações de madeira para móveis. Conforme a tabela 27, notase que a produção é voltada ao mercado doméstico, já que está praticamente equilibrada ao consumo. Como a demanda interna vem crescendo a taxas elevadas, não é provável haver excesso de oferta, o que reduz as expectativas de grandes aumentos na exportação deste produto. Por outro lado, conforme BNDES (2002b), os preços internos deste produto vêm apresentando tendência de queda devido ao aumento da oferta. Desta forma, a tarifa imposta pelo Brasil, que eleva o preço do produto importado, parece não prejudicar a competitividade 100

105 da cadeia produtiva de madeira e móveis (o setor moveleiro é o grande consumidor deste produto internamente). Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 4411 PAINÉIS DE FIBRAS DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS LENHOSAS. MESMO AGLOMERADAS COM RESINAS OU COM OUTROS AGLUTINANTES ORGÂNICOS País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Sim 13 México Não 8 Canadá Sim (T.Média = 0.0) 9 UE Sim (T.Média = 4.9) 7 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; As tarifas médias impostas aos painéis de fibras (4411) pelos Estados Unidos e Canadá aos produtos brasileiros são relativamente baixas. A tarifa máxima imposta pelos Estados Unidos (6%) é para o item (painéis de fibra com densidade acima de 0,8g/cm 3 ), mas para este item o Brasil está incluído no Sistema Geral de Preferências americano e goza de tarifa zero. Para o Canadá o Brasil está também incluído no SGP e não é taxado em nenhum produto desta seção. A União Européia impõe tarifa média de 7%, sendo que para o Brasil a tarifa média aplicada é 4,9%. Novamente, os maiores ganhos seriam decorrentes de um acordo com o México, que impõe tarifas para painéis bastante superiores que as do Brasil (11,5%). Da mesma forma que o item anterior, a tendência de preços de painéis de média densidade (MDF) no mercado interno, conforme o BNDES (2002b), é declinante devido ao aumento da oferta deste produto. 101

106 Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 4412 MADEIRA COMPENSADA (CONTRAPLACADA). MADEIRA FOLHEADA. E MADEIRAS ESTRATIFICADAS SEMELHANTES País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Sim 36 México Não 11 Canadá Sim (T.Média = 2.3) 12 UE Sim (T.Média = 5.6) 16 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; O sistema tarifário da seção 4412 (madeira compensada) é o mais complexo de todos. Para Estados Unidos, Canadá e União Européia, além de existirem tarifas diferenciadas a 8 dígitos, os sistemas gerais de preferência também apresentam tarifas distintas, e para alguns produtos o Brasil é excluído. Maiores detalhes estão no Anexo VI. As exportações brasileiras de compensado corresponderam, em 2001, a aproximadamente 35% das exportações de madeira da cadeia produtiva de madeira e móveis. Os itens desta seção mais exportados (ver Anexo III) foram (16,2% do total); (11,1% do total); (4,7% do total) e (4,4% do total). Para estes itens as tarifas variam entre 0,0% a 8,0%, além de existirem diferentes sistemas gerais de preferência. Contudo, mesmo a tarifa mais alta (8.0%) é menor que a imposta pelo Brasil. O México é o país com a maior tarifa, e novamente poderia haver ganhos em acordos bilaterais com este país. 102

107 Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 9401 ASSENTOS (EXCETO OS DA POSIÇÃO 94.02). MESMO TRANSFORMÁVEIS EM CAMAS. E SUAS PARTES País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Não 25 México Não 13 Canadá Sim (T. Média = 3.3) 21 UE Sim (T. Média = 1.1) 15 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; Os Estados Unidos, o maior importador de móveis do Brasil, não impõem tarifa aos produtos da seção 9401 (assentos e suas partes), que representaram em 2001 aproximadamente 16% das exportações brasileiras de móveis. O Canadá e a União Européia, embora tenham tarifas para os produtos desta seção, incluem o Brasil nos sistemas gerais de preferência, reduzindoas para tarifas médias de 3,3% e 1,1%. O México, por sua vez, adota uma tarifa média de 16,1% (mais próxima da brasileira, de 19,5%). Novamente a redução da tarifa mexicana é a que traria maiores impactos sobre as exportações do Brasil. 103

108 Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 9403 OUTROS MÓVEIS E SUAS PARTES País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Não 23 México Não 16 Canadá Sim (T. Média = 3.0) 13 UE Sim (T. Média = 0.8) 24 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; As exportações brasileiras da posição 9403 (outros móveis e suas partes) representaram em 2001 aproximadamente 84% do valor das exportações brasileiras de móveis. Os Estados Unidos não impõem tarifas a este segmento. As tarifas médias impostas ao Brasil pelo Canadá e União Européia também são relativamente pequenas. As tarifas mexicanas médias são maiores que as brasileiras. As maiores tarifas (30%) são impostas aos itens (móveis de metal para escritório); (móveis de plástico); (móveis de outros materiais, incluindo rotim, vime, etc.). As exportações brasileiras destes produtos representam parcelas pequenas das exportações totais de móveis (respectivamente 0,1%; 0,4%; 0,2%). 104

109 Tarifas de Importação por Seção do Sistema Harmonizado Seção 9404 COLCHÕES ( e ) País/ Tarifa Tarifa Tarifa Desvio Acordos No. de itens Bloco Média Mínima Máxima Padrão Preferenciais a 8 dígitos Brasil EUA Sim (T.Média = 1.0) 3 México Não 3 Canadá Sim (T.Média = 7.8) 2 UE Não 4 Fonte: Trade Analysis System Information (TRAINS, CD-room version 6.0); Hemisferic Data Base of the Americas; Os colchões são os itens do segmento moveleiro cujas tarifas médias são as mais altas. Embora as tarifas médias americanas sejam da ordem de 4,0%, o Brasil goza da tarifa preferencial, que em média é de 1%. Para o Canadá a tarifa média enfrentada pelo Brasil é 7,8% (também está no sistema preferencial deste País), e na União Européia é de 3,7%. As exportações para o México, por sua vez, são taxadas em 30%. Em 2001, as exportações brasileiras de colchões tiveram participação de 0,2% (US$340mil) nas exportações brasileiras de móveis, menor do que as do ano anterior, quando representavam 0,3% (US$520mil). É interessante notar que da mesma forma reduziram-se as importações entre 2000 e 2001: no primeiro ano foram de aproximadamente US$3 milhões (2,3% das importações totais), e no ano seguinte foram de US$1,76 milhões (1,3%). Nota-se, portanto, que com exceção do México, que impõe tarifas altas e maiores que a do Brasil, os Estados Unidos, União Européia e Canadá impõem tarifas menores que a do Brasil para todos os produtos analisados. 105

110

111 9. CONSEQÜÊNCIAS DAS DESGRAVAÇÕES TARIFÁRIAS Ao analisar os possíveis impactos decorrentes de desgravações tarifárias e acordos de livre comércio para o setor brasileiro de madeira e móveis, procurou-se avaliar separadamente as barreiras enfrentadas pelo Brasil (não-tarifárias e tarifárias) que possam estar prejudicando suas exportações, bem como aquelas impostas pelo país aos competidores externos. Em relação às barreiras não-tarifárias encontradas pelo Brasil no mercado externo, é interessante notar que não foram identificadas barreiras técnicas que se constituam em dificuldades ou que estejam impedindo nossas exportações. As exigências dos consumidores dos países desenvolvidos, que começam a requerer alguns certificados ambientais e sociais, além dos fatores relacionados à qualidade do produto, são restrições impostas pelo mercado, e apesar de afetarem as exportações brasileiras, não são barreiras comerciais passíveis de negociações entre governos. Em relação a essa questão, já existe uma conscientização de grande parte dos exportadores nacionais quanto à necessidade de certificação de toda a cadeia produtiva num futuro próximo, sendo que as associações de classe juntamente com órgãos do governo estão trabalhando para superar este gargalo. Quanto às exportações de madeira serrada, as restrições existentes às exportações do mogno brasileiro não advém de barreiras impostas pelos países importadores, mas sim da inclusão da população brasileira de mogno no Anexo III da CITES (Comércio Internacional de Espécies de Flora e Fauna Selvagem Ameaçadas de Extinção). Portanto, a dificuldade de exportação deste produto é causada pela própria legislação ambiental brasileira e da necessidade de licença do IBAMA, advinda do ingresso do Brasil na CITES. Outro fator que afeta a competitividade do setor florestal brasileiro são as políticas florestais diferenciadas entre os países, porém, esta questão não faz parte da agenda de discussões da Alca ou acordos com a União Européia. Trata-se da definição de política brasileira voltada à expansão da base florestal de forma a atender a demanda projetada para os próximos anos, aproveitando as vantagens comparativas existentes na produção florestal nacional, e evitando as importações dos países concorrentes (que receberam fortes incentivos nos últimos anos para aumento da oferta de madeira). Em relação às barreiras tarifárias (alíquotas de importação) impostas pelos Estados Unidos, Canadá, e União Européia, verificou-se que estas são, tanto para madeira como para móveis, 107

112 mais baixas que as praticadas pelo Brasil para os produtos daqueles países. O México, em exceção, adota tarifas mais altas que as brasileiras (em média são da ordem 18% para madeira e 23% para móveis). Desta forma, excluindo-se o mercado mexicano, as negociações da Alca e da União Européia (com conseqüente redução das tarifas brasileiras impostas pelos setores de madeira e móveis) provavelmente pouco beneficiariam as nossas exportações, porque o Brasil já depara-se com tarifas baixas para a maioria dos produtos desta cadeia produtiva. Em relação ao México, existem possíveis ganhos numa negociação bilateral (que iniciou-se para diversos setores, incluindo o moveleiro), já que as tarifas impostas por este país são maiores que as do Brasil. Quanto aos impactos sobre as importações brasileiras de madeira e móveis decorrentes de uma redução tarifária, eles são variados entre e dentro dos segmentos, pois existe uma diferença grande de competitividade entre os vários segmentos que compõe a cadeia produtiva. No segmento de madeira serrada, o Brasil possui vantagens comparativas importantes na produção de madeira de reflorestamento (escala de produção, possibilitada pela estrutura fundiária brasileira, tecnologia, etc.). As importações deste segmento totalizaram em 2001 aproximadamente US$7 milhões, enquanto as exportações de madeira serrada foram da ordem de US$532 milhões. A madeira canadense, com grande participação no comércio mundial, provavelmente não chegaria ao país a preços competitivos devido aos custos de transporte. As importações deste produto originam-se do Mercosul (80% em 2001), do Nafta (7%), da União Européia (5,3%) e dos países da Aladi (5,3%). Provavelmente, a redução da tarifa brasileira imposta às importações de madeira serrada (atualmente de 7,5%) não traria impactos importantes sobre a importação deste produto, dado que as mesmas são em grande parte oriundas do Mercosul, onde a oferta é abundante, e cujas importações já não são taxadas. A indústria de painéis de madeira abrange todas as empresas produtoras de chapas (aglomerados, chapas de fibra e de MDF). A indústria de MDF possui fábricas modernas, altamente competitivas, cujos produtos têm qualidade reconhecida pelo mercado. São provenientes de florestas plantadas (algumas já certificadas), tendo inclusive destinação e uso para os resíduos do processo produtivo. A linha de aglomerado foi modernizada recentemente, aumentando sua competitividade. As linhas de produção de chapas de fibra são mais antigas, não tendo sido atualizadas recentemente e mais sensíveis à diminuição das tarifas. 108

113 O Brasil impõe ao produto importado um imposto de importação de 11,5% para qualquer um dos painéis (pelo Sistema Harmonizado: itens 4410 e 4411). As importações brasileiras de aglomerados (4410) originam-se do Mercosul (90% em 1991) e da União Européia (8,9%). As importações de painéis de fibra (4411) vêm do Mercosul (54,7%), da União Européia (34%) e dos países do Aladi (10,3%). Este cenário indica que a redução tarifária poderia aumentar as importações provenientes da União Européia e do Chile (as importações da Argentina já não são gravadas). A indústria de painéis de madeira e de aglomerados iniciou projeto para instalar e atualizar seu parque industrial, com investimentos que totalizarão US$1 bilhão em 2004, o que aumentará a produção nacional. A redução das tarifas a partir de 2005, com provável aumento dos produtos importados, dificultaria a recuperação do capital investido. Embora a indústria seja competitiva em termos de custos de produção e de qualidade do produto, as empresas nacionais concorrem com as estrangeiras em piores condições devido à maior tributação, taxa de juros elevadas, além de terem maiores dificuldades do que os concorrentes externos na logística para exportação, como qualidade dos portos, custos portuários e dos fretes marítimos (não existe uma simetria entre os custos de frete marítimos das exportações brasileiras e das importações oriundas de outros países 21 ), etc. Portanto, a desgravação das importações no prazo inicialmente previsto (2005) pode dificultar a recuperação do capital já investido e a realização de novos investimentos. Por outro lado, a tarifa para proteger a indústria nascente confere ao setor uma proteção contra a concorrência externa que pode afetar a competitividade da cadeia produtiva como um todo, na medida em que os preços dos produtos nacionais podem ser mais altos que os do mercado externo internalizados. Porém, conforme BNDES (2002b), a tendência de preços dos aglomerados e dos painéis é declinante, devido ao aumento da oferta interna destes produtos decorrente da maturação dos investimentos realizados. 21 Dentre as causas para a assimetria de custos cita-se a capacidade do navio, o giro da embarcação, o tipo de contrato (carga fechada ou compartilhamento de carga, prazo para carga e descarga), a rota traçada, etc. Por exemplo, dado o tráfego maior existente das exportações do Brasil para o México em relação às do México para o Brasil, a maior demanda nacional por frete implica em preços mais elevados cobrados pelos armadores. Da mesma forma, o ritmo crescente das exportações brasileiras para Estados Unidos e Canadá causa falta de containers de determinadas dimensões (20 pés e 40 pés), sendo cobradas sobretaxas para o reposicionamento dos mesmos. Para a União Européia a situação se inverte, já que devido ao grande número de navios operando neste tráfego a concorrência acaba favorecendo as exportações destinadas a estes mercados. 109

114 Em relação aos painéis compensados (4412), que responderam em 2001 por aproximadamente 35% (US$360 milhões) das exportações de madeira da cadeia produtiva, o Brasil aplica a alíquota de 11,5%. As exportações brasileiras deste produto destinaram-se em 2001 à União Européia (32%); ao Nafta (20%), e pulverizada para o resto do mundo (42%). Desde setembro de 2001 o Brasil saiu da lista do Sistema Geral de Preferência Americano, passando a ser taxado em 8%. As importações brasileiras, embora marginais, originam-se principalmente da União Européia (74%), do Mercosul (14,7%) e do Nafta (11,2%). A redução das alíquotas de importação pode aumentar as trocas de comércio em ambos os sentidos, mas provavelmente aumentará as exportações em magnitude maior que as importações, já que o Brasil já é exportador líquido deste produto. Para as importações de móveis, o Brasil segue a Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), que é de 19,5% para todos os produtos a 8 dígitos do Sistema Harmonizado. Por outro lado, as tarifas impostas ao Brasil, considerando-se os Sistemas Gerais de Preferência dos países desenvolvidos que incluem o Brasil, são extremamente baixas (com exceção do México). Os Estados Unidos não impõe tarifa para as posições 9401 e 9403, e taxa o Brasil com uma tarifa média de 1% na posição A União Européia, para as mesmas posições, aplica as seguintes tarifas médias: 1,1% (9401), 0,8% (9403) e 3,7% (9404). As alíquotas médias do Canadá são: 3,3% (9401), 3,0% (9403) e 7,8% (9404). Fica claro, portanto, que as exportações nacionais de móveis praticamente não sofrem restrições tarifárias, e que a pequena parcela ocupada pelo Brasil no mercado externo é decorrente da falta de competitividade do produto brasileiro. Desta forma, os dados da pesquisa mostram que não haveria aumentos de exportação de móveis decorrentes da entrada do Brasil na Alca firmando acordo comercial com a União Européia. Contudo, devem ser consideradas as negociações bilaterais com o México, que podem trazer boas oportunidades de negócios para o País. As tarifas impostas pelo México são da mesma ordem de grandeza que as brasileiras e a indústria nacional de móveis é competitiva em relação à mexicana. O México é importador líquido de madeira e de painéis de madeira, o que pode significar boas oportunidades de exportação destes produtos para o Brasil. Além disso, as exportações para o México poderiam abrir as portas do mercado americano para produtos do Brasil (por exemplo exportação de partes de móveis para serem montados no México e reexportados para os Estados Unidos). 110

115 Deve-se levar em consideração que a redução das tarifas impostas pelo Brasil aos produtos do segmento moveleiro com a entrada na Alca e acordos com a União Européia pode ter impactos significativos ainda que diferenciados conforme o tipo de produto - sobre as importações de móveis, e portanto sobre os diferentes pólos moveleiros. Embora existam grandes empresas que já exportam e que possuem parques fabris atualizados, com tecnologia moderna, estas são poucas dentro do universo moveleiro, sendo que as demais ainda não conseguem competir com o produto estrangeiro na ausência de tarifa. Os pólos moveleiros de São Bento do Sul e Rio Negrinho, de Santa Catarina, cujos principais produtos são móveis de pinus de madeira maciça (sofás, cozinhas e dormitórios), têm nas exportações seu principal mercado 22, já estando inseridos no processo de exportação. Desta forma, estão aptos a enfrentar a concorrência externa decorrente de eventual redução tarifária. Os pólos existentes no Rio Grande do Sul - Bento Gonçalves, Farroupilha e Flores da Cunha fabricam tanto móveis maciços de pinus para exportação 23 como móveis retilíneos seriados, e embora exportem em menor escala que os de Santa Catarina e tenham pouca tradição exportadora para os países desenvolvidos, já estão se capacitando para enfrentar a concorrência de outros exportadores de móveis (como os Tigres Asiáticos), bem como para atender ao consumidor interno cada vez mais exigente. A realização de investimentos em melhoria de qualidade do produto, treinamento de mão-de-obra e design estão aumentando a competitividade destes pólos, de modo a incrementar as exportações e capacitá-los para concorrer com o produto importado. Portanto, os impactos negativos sobre estes pólos tendem a ser pequenos. A redução tarifária trará efeitos adversos sobre as categorias de móveis populares e a de móveis de alto padrão. O segmento de móveis populares produzidos nos pólos de São Paulo (Votuporanga, Mirassol e Jaci), do Paraná (Arapongas) e em parte do pólo de Ubá (Minas Gerais) podem sofrer com a concorrência dos Estados Unidos, do Canadá, dos países do Leste Europeu e países asiáticos. 22 Santa Catarina é o principal Estado exportador de móveis, detendo 50% das exportações brasileiras de móveis, exportando para Estados Unidos e União Européia, com design especificado pelos importadores. 23 É o 2 o maior pólo exportador de móveis, sendo responsável por 30% do valor das exportações nacionais. 111

116 Em relação aos móveis seriados dos Estados Unidos e do Canadá, observa-se que as escalas de produção e estrutura produtiva destes países são muito mais eficientes que as nacionais: no Brasil existe o predomínio de pequenas firmas, com gestão não profissionalizada, e produtos de qualidade inferior, sendo que naqueles países a maioria das empresas têm grande porte, com elevados ganhos de escala (os Estados Unidos tem as maiores fábricas de móveis do mundo). Contudo, deve ser lembrado que os Estados Unidos são importadores líquidos de móveis (em 1999 importaram US$ 17,4 milhões de dólares e exportaram US$ 4,3 milhões de dólares) e o design americano não agrada ao consumidor nacional. Além disso, as normas e padrões seguidos pelas empresas americanas são bem mais rígidas que as do Brasil 24, o que pode tornar o produto importado embora de melhor qualidade mais caro que o nacional. A informalidade existente no segmento de móveis populares, que acaba reduzindo seus custos, pode também ser um fator de proteção ao produto nacional. Desta forma, é pouco provável grande aumento de importação dos móveis já fabricados nos Estados Unidos para o Brasil. Porém, os Estados Unidos podem montar fábricas de móveis seriados no Brasil com grandes escalas de produção (o que pode acontecer mesmo com a manutenção das tarifas de importação), inclusive com a importação de painéis de madeira americanos (em cenário de queda de tarifas), se houver melhora da economia nacional (taxas de juros, risco do País, condições dos portos, estradas, etc). Por sua vez, os países do Leste Europeu e da Ásia, incluindo a China, podem representar uma ameaça ao segmento de móveis populares, já que a qualidade dos mesmos pode ser equiparada ao nacional e os custos de produção naqueles países podem ser menores devido aos elevados incentivos existentes e menores custos de transação 25. As empresas nacionais enfrentam custos mais elevados (estrutura de impostos, taxas de juros, logística, custos portuários, etc), que dificultam a competição com o produto estrangeiro oriundo destes mercados. 24 A falta de normas e padronização do móvel nacional, que foi relatada em Brasil (2002), permite que os mesmos sejam feitos das mais variadas medidas e materiais, o que reduz a qualidade e também os custos do produto. 25 Na China, os custos dos investimentos e as taxas de juros são muito menores que as brasileiras, os volumes dos portos são muito maiores, o que reduz custos de transporte, além de haver um programa de incentivo à produção, que fica isenta do pagamento de impostos por 7 anos. 112

117 Em relação aos móveis de alto padrão, de qualidade e design diferenciados, pode haver um grande aumento das importações decorrente da redução de tarifas. A Itália, que é o maior exportador de móveis do mundo, procura expandir suas exportações (este país já exportou no passado US$ 17 bilhões anuais e nos dias de hoje exporta ao redor de US$ 8 bilhões), e o Brasil atualmente não tem condições de competir com seus produtos (embora tenha estrutura de produção semelhante à italiana, que também é pulverizada) devido ao sofisticado design italiano, que é um diferencial para os móveis e agrega muito valor ao produto. Os móveis italianos agradam ao consumidor brasileiro de alta renda e a tarifa existente certamente é uma barreira às importações. Portanto, nota-se que estrategicamente a integração com a União Européia e com a Alca não trarão vantagens à Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, porque implica na redução das tarifas nacionais sem a contrapartida de redução tarifária de outros países, sem efeitos positivos para as exportações. Quanto às importações, os impactos negativos da desgravação tarifária podem ser significativos em alguns segmentos e pólos moveleiros. Resta analisar em que medida as tarifas impostas pelo Brasil, que oneram o produto importado, podem prejudicar o consumidor nacional. Diversos problemas apontados à falta de competitividade do móvel nacional começam a ser trabalhados em programas da iniciativa privada e do governo. Dentre os programas destaca-se o Promóvel (Abimóvel), que visa o fortalecimento das empresas nacionais, capacitando-as para os desafios impostos pela globalização da economia. Estima-se serem investidos no programa R$ 10 milhões até 2003, sendo 50% desse total proveniente da Agência de Promoção de Exportações (APEX), 25% da parte dos fornecedores e 25% da Abimóvel. Desde seu início, em 1999, vários resultados já foram alcançados pelo Promóvel, destacandose as seguintes ações visando o aumento da competitividade do setor: Capacitação Gerencial (150 participantes e 680 horas de Treinamento); Adequação Plantas Fabris (232 participantes e horas Treinamento/Consultoria); ISO9000 (515 participantes e 9570 horas Treinamento/Consultoria); ISO14000 (325 participantes, Seminários em 11 pólos moveleiros); Selo Verde (Parceria com o Projeto de Capacitação para o Desenvolvimento Florestal da Sociedade Brasileira de Silvicultura); ABNT CB15 (84 Reuniões Realizadas, 54 Normas publicadas); PBQP (563 participantes e 7.440h); Treinamento Aquisição Know-how : Curso Design em Milão/ITA (22 Técnicos); Curso CNC em Rimini/ITA (22 Técnicos). Além destes programas de capacitação, foram lançadas diversas publicações sobre o setor (6 113

118 volumes abordando temas relativos ao setor moveleiro brasileiro e comércio exterior). Várias outras ações visando aumentar as exportações também foram realizadas no âmbito do Promóvel. Além dos programas da iniciativa privada, algumas políticas propostas no Fórum de Competitividade de Madeira e Móveis visam justamente ao aumento de competitividade da indústria nacional. As referidas políticas são as seguintes: a) financiamento da produção, b) política de exportação, c) política florestal, d) capacitação tecnológica e de recursos humanos, e) desoneração da produção. Para o atendimento destas políticas, diversas estratégias e ações, bem como os projetos necessários são detalhados no documento do Fórum. Portanto, constata-se que os esforços sendo realizados tanto pelos agentes do setor privado como do governo visam solucionar os principais gargalos existentes, dentre eles aqueles que objetivam aumentar a qualidade do móvel nacional. Contudo, existe um tempo necessário para a realização e implementação destes projetos, de forma a permitir que os problemas sejam superados para que a produção nacional esteja apta a enfrentar a concorrência externa. Momentaneamente, as tarifas existentes tornam os produtos importados mais caros, porém espera-se que com o aumento da competitividade decorrente dos investimentos realizados a indústria nacional esteja apta a competir com a estrangeira sem a necessidade de imposição de tarifas de importação. O prazo para a desgravação deve ser suficiente para que as ações tornem-se efetivas, não podendo ser inferior a 5 anos. 114

119 10. MATRIZES DE RECOMENDAÇÕES Diversas propostas resumidas nas matrizes de recomendações para superar os obstáculos à competitividade foram também relacionadas no documento do Fórum de Competitividade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2001), que realizou um estudo aprofundado sobre os principais entraves da cadeia produtiva de madeira e móveis e apresentou as metas e políticas prioritárias para superação dos mesmos. Algumas das sugestões apresentadas estão sendo implementadas, tanto por ações governamentais como do setor privado. Entre as iniciativas devem ser destacadas o Promóvel, e outros projetos sendo implementados por meio de apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e outros órgãos governamentais. Optou-se por apresentar duas Matrizes de Recomendações: uma para o setor de base florestal (madeira serrada, painéis de madeira e compensados) e outra para o setor moveleiro, porque os gargalos à competitividade e as ações necessárias diferem entre eles. Nas duas matrizes procurou-se identificar as recomendações referentes à Política Industrial, Comercial e Tecnológica, que estão relacionadas ao final deste capítulo. Quanto às políticas necessárias ao aumento das exportações dos produtos da Cadeia de Madeira e Móveis, nota-se que existem dois modelos de produção: uma indústria de móveis seriados (seguindo o modelo de empresas manufatureiras globais, de larga escala de produção, tais como estão sendo instaladas empresas transnacionais na China e no México), e uma indústria de móveis com um design nacional diferenciado (conforme existe na Itália). Considerando-se o grande diferencial competitivo que existe no Brasil em relação aos outros países, que é a possibilidade de utilização tanto de madeira oriunda de floresta plantada (para atender a indústria seriada de grande escala e a indústria de móveis destinados ao mercado europeu com design do importador) como de madeira certificada de floresta nativa, que pode ser utilizada na criação de um móvel com design tipicamente nacional, não há porque escolher um dos dois modelos, e sim incentivar a coexistência de ambos. Embora o móvel com design agregue mais valor ao produto e atinja um público de classe mais alta, deve ser notado que os países que têm apresentado crescimento na participação das exportações, tais como China e México, o têm feito pela expansão da produção de móvel 115

120 seriado. Deve-se considerar que o crescimento das exportação a taxas elevadas de móveis com design nacional é uma meta mais difícil de ser atingida. O aumento das exportações deve considerar, além da qualidade do produto (funcionalidade, beleza, acabamento, requisitos técnicos), um cenário de mudanças mais profundas no que se refere ao comportamento empresarial, que deve incluir melhoria no nível de informação sobre os mercados alvos, a procura de nichos de mercado, a criação de estrutura de marketing, vendas e assistência técnica adequada, e uma disposição de enfrentar os riscos advindos do comércio externo. Um outro ponto a ser observado é o papel das empresas transnacionais no crescimento das exportações dos países em desenvolvimento, já que em muitos destes países o aumento das mesmas tem grande relação com a expansão dos sistemas internacionais de produção. Neste caso, o rápido crescimento das exportações decorre da gestão profissionalizada e da cultura organizacional mais avançada destas empresas, que ao se instalarem promovem a intercambialidade técnica com as demais empresas e desenvolvem um cinturão de fornecedores competitivos, o que acaba aumentando a competitividade de toda a cadeia produtiva, dado o desenvolvimento tecnológico dos produtos e processos. Neste sentido, o aumento das exportações brasileiras pode requerer atração de investimentos estrangeiros e a entrada na Alca poderia significar expansão dos mesmos para construção de fábricas destinadas à exportação. Segundo UNCTAD (2002), na China, a participação das filiais estrangeiras nas exportações aumentou de 17% em 1991 para 50% em No ano de 2000, a participação das transnacionais nas exportações de alguns países em desenvolvimento, foram as seguintes: Costa Rica (50%), Cingapura (38%), Argentina (29%), Chile (28%), Brasil (21%). O crescimento das exportações nos referidos países alterou a pauta de exportação dos mesmos, que passou, em geral, de produtos primários de baixa tecnologia para média, ou de média para alta, ou seja, possibilitou o acesso às atividades mais intensivas em tecnologia, voltadas à exportação e a inserção nos sistemas internacionais de produção. No Brasil, a participação das filiais estrangeiras nas exportações foi de 21% em 2001, tendo alterado-se pouco em relação a 1995, quando foi de 18% (Unctad, 2002). Contudo, deve ser considerado que o aumento dos investimentos estrangeiros diretos (IED) não implica necessariamente em desenvolvimento do país anfitrião, porque a competitividade 116

121 sustentável requer uma melhoria contínua visando atividades de alto valor adicionado, o que não necessariamente coincide com a política adotada pelas empresas transnacionais. Isto requer esforços de dotação local de recursos humanos e de capacitação tecnológica, além da promoção do relacionamento entre as filiais estrangeiras e os fornecedores domésticos. 117

122 CADEIA DE MADEIRA E MÓVEIS: MATRIZ DE RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICA INDUSTRIAL, COMERCIAL E TECNOLÓGICA PARA OS PRÓXIMOS ANOS PARA A INDÚSTRIA MOVELEIRA, SOB A PERSPECTIVA DE INTEGRAÇÃO COM A ALCA E COM A UE Dimensões Recomendações Objetivos Gestão Empresarial/Governança Produtividade e Qualidade Tecnologia/Inovação/Des envolvimento de produtos e processos Financiamento/Crédito Tratamento Fiscal e Tributário Aumentar a capacidade gerencial e exportadora dos empresários Modernização do parque industrial de móveis Aumento da qualificação da mão-deobra Capacitação de recursos humanos para desenvolvimento do design e sua difusão Disponibilizar linhas de financiamento /crédito para renovação do parque industrial. Racionalizar a tributação de forma a tornar a indústria nacional mais competitiva Criação de um banco de dados sobre o setor de base florestal e industrial Outros Fatores Sistêmicos (Normas Técnicas, Certificações, etc) Definir e difundir normas técnicas para produção de móveis * Metas estipuladas pelo Promóvel ** Metas estipuladas pelo Fórum de Competitividade MDIC Melhorar a capacidade gerencial e familiarizar os produtores brasileiros com oportunidades e o processo de exportação Aumentar a produtividade do setor Aumentar a produtividade do trabalho Desenvolver um design nacional para agregar valor ao produto Aumentar qualidade dos produtos e a produtividade Aumentar a competitividade do produto nacional. Fornecer informação sistematizada sobre o setor Organização da indústria, aumento da qualidade e normalização dos produtos, possibilitando o fornecimento de partes de móveis (desverticalização da produção). Instrumentos do Executivo e Responsabilidades e metas do setor privado Legislativo Investimentos para a realização de cursos/palestras sobre capacitação gerencial e sobre comércio exterior; Participação em feiras internacionais de móveis; Apoio financeiro para realização das Organização dos cursos em parceria com o governo atividades Metas: Treinar 1000 empresários em técnicas e habilidades gerenciais e 1000 empresários em procedimentos de exportação* Aumentar para 500 empresas a base exportadora até 2004 Disponibilizar recursos para aquisição de Realização de investimentos (em parte financiados pelo BNDES) máquinas e equipamentos (BNDES); da ordem de US$ 1,9 bilhões entre (2001/04) ** Inclusão equipamentos importados sem Adequação do layout das plantas (racionalização dos fluxos de similares no mercado nacional na lista de produção) ex-tarifários (MDIC). Apoio financeiro para realização das Organização e participação com recursos (em parceria com atividades. governo) para realização dos cursos para capacitação (MDIC, SEBRAE, MEC) (SENAI e entidades do setor moveleiro) Promoção de cursos, grupos de trabalho e eventos para difusão da Apoio financeiro para realização das cultura do design (PROMÓVEL/ABIMÓVEL). atividades (MDIC, MCT, FINEP, CNPq e APEX) Metas: criar condições para implantação de design em empresas do setor moveleiro Disponibilizar recursos para renovação parque industrial (BNDES) Realização de investimentos da ordem de US$ 1,9 bilhões entre (2001/04) ** Reforma tributária (legislativo) Apoio financeiro e contratação de instituição de pesquisa (MDIC/MCT). Participação técnica do Inmetro Fornecimento dos dados à instituição de pesquisa responsável pela coleta. Ação conjunta do setor privado e governo Definir as normas técnicas para a cadeia de madeira e móveis até o ano de (ABNT/Associações de classe). 118

123 Dimensões Recomendações Objetivos Incremento de Exportações/ Substituição de Importações Logística Promoção Comercial Desverticalização da produção Adensamento da cadeia produtiva Desenvolver redes comuns de distribuição internacionais Abertura de novos mercados, facilitar a entrada de produtos brasileiros e estreitar relacionamento entre clientes externos e indústria moveleira nacional Desverticalizar a produção, incentivando a produção entre várias empresas de peças e componentes intercambiáveis para fornecer à indústria e/ou exportar Realização de consórcios de produção e exportação para pequenas empresas, a exemplo de ações realizadas na Itália; Desenvolvimento de redes de empresas e fornecedores. Reduzir custos por meio da distribuição conjunta de pequenas e médias empresas Instrumentos do Executivo e Legislativo Aumento das exportações Apoio técnico e financeiro Aumentar a eficiência com redução de custos de produção por meio da especialização e ganho de escala. Aumentar a participação das pequenas empresas no processo de produção e exportação por meio do aumento da escala * Metas estipuladas pelo Promóvel ** Metas estipuladas pelo Fórum de Competitividade MDIC Apoio técnico e financeiro Continuação Responsabilidades e metas do setor privado Atuação de associações de classe para coordenação das pequenas firmas no processo de comercialização. Diminuir custos de comercialização. Missões conjuntas de governo e iniciativa privada para exposição dos produtos e negociações de acordos comerciais Divulgação na mídia internacional Metas: Participação em feiras e exposições internacionais (pelo menos 4 anuais)* Realização de 20 missões, com participação de 200 empresários, aos principais países importadores/produtores* Aumentar exportações de móveis para US$1bilhão em 2004 ** Atuação de associações de classe para coordenação das pequenas firmas no processo de produção (necessidade de normas técnicas para padronização dos produtos) Organização dos consórcios pelo setor privado, principalmente entidades e organizações regionais Meta: 50 consórcios em 3 anos* 119

124 CADEIA DE MADEIRA E MÓVEIS: MATRIZ DE RECOMENDAÇÕES DE POLÍTICA INDUSTRIAL, COMERCIAL E TECNOLÓGICA PARA OS PRÓXIMOS ANOS PARA O SETOR DE BASE FLORESTAL, SOB A PERSPECTIVA DE INTEGRAÇÃO COM A ALCA E COM A UE Dimensões Recomendações Florestas Gestão Empresarial/Governança Produtividade e Qualidade Tecnologia/Inovação/Dese nvolvimento de produtos e processos Aumentar a capacidade gerencial e exportadora dos empresários Modernização do parque industrial de base florestal Aumento da qualificação da mãode-obra (fornecer assistência técnica e extensão em silvicultura, manejo e industrialização primária da madeira) Desenvolver sistema de gestão de resíduos na cadeia produtiva de madeira e móveis Aumentar a área florestada e o manejo florestal sustentável Serrarias, compensados e laminados Indústria de painéis X X X X X X X X Objetivos * Metas estipuladas pelo Promóvel; ** Metas estipuladas pelo Fórum de Competitividade MDIC Melhorar a capacidade gerencial e familiarizar os produtores brasileiros com oportunidades e o processo de exportação Aumentar a produtividade do setor Aumentar a produtividade do trabalho Aumentar manejo florestal sustentável Reaproveitamento de resíduos com agregação de valor, redução de impacto ambiental e geração de emprego e renda Aumentar oferta de madeira Inclusão pequenos proprietários rurais Instrumentos do Executivo e Legislativo Apoio financeiro para realização das atividades Disponibilizar recursos para aquisição de máquinas e equipamentos (BNDES); Inclusão de equipamentos importados sem similares no mercado nacional na lista de ex-tarifários (MDIC). Apoio financeiro para realização das atividades. (MDIC, MMA, MAA, MEC, SEBRAE) Apoio financeiro para realização das atividades (MDIC/MCT) Apoio financeiro para realização das atividades (MDIC, MCT, MMA, MAA) Responsabilidades e metas do setor privado Realização de cursos/palestras sobre capacitação gerencial e sobre comércio exterior; Recursos e organização do setor privado em conjunto com o governo (ABIMCI) Realização de investimentos (em parte financiados pelo BNDES) entre 2001/04 das seguintes ordens de grandeza: setor de painéis: US$ 1,0 bilhão; serrarias, compensados e laminados: US$147,2 milhões** Organização e recursos para cursos promovidos pelo setor em parceria com o governo (SENAI, ABIMCI, SBS e demais entidades setoriais) Desenvolvimento e implementação de projetos de reaproveitamento de resíduos Investimentos até 2004 da ordem de US$600 milhões** 120

125 Dimensões Recomendações Florestas Financiamento/Crédito Tratamento Fiscal e Tributário Disponibilizar linhas de financiamento/crédi to para renovação do parque industrial Disponibilizar linhas de crédito para aumento da área florestada Racionalizar a tributação de forma a tornar a indústria nacional mais competitiva Serrarias, compensados e laminados Indústria de painéis X X X X X X Objetivos Aumentar qualidade e produtividade dos produtos. Expansão área plantada; inclusão de pequenas propriedades rurais Aumentar a competitividade do produto nacional. Instrumentos do Executivo e Legislativo Disponibilizar recursos para realização de investimentos visando renovação parque industrial (BNDES) Disponibilizar recursos para expansão área plantada (MCT,MMA,MAA) Reforma tributária (legislativo) continuação Responsabilidades e metas do setor privado Aplicação recursos disponíveis Aplicação dos recursos disponíveis Outros Fatores Sistêmicos (Normas Técnicas, Certificações, etc) Implementar o Programa de Certificação Florestal (ABNT/Cerflor) para florestas plantadas e nativas X Atender exigências de mercados consumidores de outros países e atingir novos mercados Participação do Inmetro e MMA para implantar o sistema de certificação florestal (ABNT/Cerflor) e fazer sua divulgação. (MMA, MAA, MCT, MDIC,MDA) Ação conjunta do setor privado e governo (ABNT, SBS e entidades de classe). Incremento de Exportações/ Substituição de Importações Promoção Comercial Adensamento da cadeia produtiva Abertura de novos mercados, facilitar a entrada de produtos brasileiros e estreitar relacionamento entre clientes externos e indústria de madeira nacional Reorganização da indústria para aumentar a escala da produção X X X Aumento das exportações Aumento da eficiência, redução de custos e obtenção de financiamentos Apoio técnico e financeiro (MDIC) Apoio financeiro para fusões e aquisições (BNDES) Atuação das entidades de classe em missões conjuntas de governo e iniciativa privada para exposição dos produtos e negociações de acordos comerciais (ABIPA, ABIMCI) Respaldo das Associações de classe. * Metas estipuladas pelo Promóvel ** Metas estipuladas pelo Fórum de Competitividade MDIC 121

126 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABIMCI. A indústria de madeira sólida no Brasil: estudo setorial. (15 de dezembro de 2000) ABIMÓVEL. Panorama do Setor Moveleiro no Brasil. Atualização até abril ABIMÓVEL. Revista da Abimóvel. N o 19, Abril 2002 BACHA, C.J.C. Cadeia madeira/móveis in: Apoio a instalação dos Fóruns de Competitividade nas cadeias produtivas couro/calçados, têxtil, madeira/móveis e fertilizantes. São Paulo : PENSA, 2000 BARBOSA, R.A. Washington, D.C. Outubro 2001 Barreiras Comerciais dos Estados Unidos. Embaixada do Brasil. BNDES. Painéis de Madeira Reconstituída. Área de Setores Produtivos 1 SP1. BNDES Setorial, Rio de Janeiro, 2002(a). BNDES. Os Novos Desafios para a Indústria Moveleira no Brasil. BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n.15, p.83-96, 2002(b). BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Secretaria de Tecnologia Industrial. Programa Brasileiro de Prospectiva Tecnológica Industrial. Technology Foresight for Latin America. Prospectiva Tecnológica da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis. São Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Divisão de Produtos Florestais, abril Coordenação: Oswaldo Poffo Ferreira. BRASIL. Programa Nacional de Florestas PNF. Brasília: MMA/SBF/DIFLOR, p. 122

127 GORINI, A.P.F. Panorama do setor moveleiro no Brasil, com ênfase na competitividade externa a partir do desenvolvimento da cadeia industrial de produtos sólidos de madeira. Rio de Janeiro: BNDES, 1998 FÓRUM DE COMPETITIVIDADE. Diálogo para o desenvolvimento. Brasília: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Secretaria do Desenvolvimento da Produção, GORINI, A.P.F. A indústria de móveis no Brasil. São Paulo: Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário Abimóvel, p. GRUPO DE TRABALHO MADEIRA E FLORESTAS. Contribuição do grupo de trabalho madeira e florestas ao fórum de competitividade da cadeia produtiva da indústria de madeira e móveis do MDIC.s.l.: SBS, p. IBQP/PR Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Produtividade Sistêmica. Boletim IBQP/PR, v.2. n.5, jan/mar2002 IBQP/PR Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Cadeia de Madeira e Móveis. Emprego, Produção e Produtividade IBQP/PR Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Comparação Produtividades Brasil e USA RANGEL, A.S. Estudo da competitividade da indústria brasileira de móveis de madeira. Campinas: IE/UNICAMP, IEI/UFRJ, FDC, FUNCEX, REVISTA ABIMÓVEL. Manual do Promóvel. São Paulo: Abimóvel, Dezembro de UNCTAD World Investment Report 2002 site: 123

128 SIGLAS ABIMCI - Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente ABIMÓVEL Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário APIBA Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira ABPM Associação Brasileira de Produtores de Madeira ABRACAVE Associação Brasileira de Florestas Renováveis CPTI Cooperativa de Serviços e Pesquisas Tecnológicas e industriais IBAMA/LPF Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/ Laboratório de Pesquisas Florestais IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. SBS Sociedade Brasileira de Silvicultura STCP Engenharia de Projetos 124

129 Anexos Anexo I. Nomenclatura do Sistema Harmonizado Comparação entre os sistemas de códigos internacionais de produtos (SH e SITC) Exportações e Importações dos Principais Países do Comércio Internacional de Madeira e Móveis por Produto (SITC) 125

130 SISTEMA HARMONIZADO - MADEIRA CÓDIGO DESCRIÇÃO NCM MADEIRA SERRADA OU FENDIDA LONGITUDINALMENTE, CORTADA EM FOLHAS OU DESENROLADA, MESMO APLAINADA, POLIDA OU UNIDA PELAS EXTREMIDADES, DE ESPESSURA SUPERIOR A 6mm De coníferas De madeiras tropicais mencionadas na Nota 1 de Subposições do presente Capítulo Virola, Mahogany (Swietenia spp.), Imbuia e Balsa Mahogany (Swietenia spp.) Imbuia Outras Dark Red Meranti, Light Red Meranti e Meranti Bakau White Lauan, White Meranti, White Seraya, Yellow Meranti e Alan Outras De Cedro De Ipê De Pau-marfim De Louro Outras Outras De carvalho (Quercus spp.) De faia (Fagus spp.) Outras De canafístula (Pelthophorum vogelianum) De peroba (Paratecoma peroba) De guaiuvira (Patagonula americana) De cabreúva Parda (Myrocarpus spp.) De urundei (Astronium balansae) De amendoim (Pterogyne nitens) De angico preto (Piptadenia macrocarpa) Outras PAINÉIS DE PARTÍCULAS E PAINÉIS SEMELHANTES (POR EXEMPLO, PAINÉIS DENOMINADOS ORIENTED STRAND BOARD E PAINÉIS DENOMINADOS WAFERBOARD ), DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS LENHOSAS, MESMO AGLOMERADAS COM RESINAS OU COM OUTROS AGLUTINANTES ORGÂNICOS Painéis denominados oriented strand board e painéis denominados waferboard, de madeira Em bruto ou simplesmente polidos Outros Outros, de madeira Em bruto ou simplesmente polidos Recobertos na superfície com papel impregnado de melamina Recobertos na superfície com placas ou com folhas decorativas estratificadas de plástico Outros Outros PAINÉIS DE FIBRAS DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS LENHOSAS, MESMO AGLOMERADAS COM RESINAS OU COM OUTROS AGLUTINANTES ORGÂNICOS Painéis de fibras, com densidade superior a 0,8g/cm³ Não trabalhados mecanicamente nem recobertos à superfície Outros Painéis de fibras, com densidade superior a 0,5g/cm³, mas não superior a 0,8g/cm³ Não trabalhados mecanicamente nem recobertos à superfície Outros Painéis de fibras, com densidade superior a 0,35g/cm³, mas não superior a 0,5g/cm³ Não trabalhados mecanicamente nem recobertos à superfície Outros 126

131 SISTEMA HARMONIZADO MADEIRA (continuação) CÓDIGO NCM DESCRIÇÃO Outros Não trabalhados mecanicamente nem recobertos à superfície Outros MADEIRA COMPENSADA (CONTRAPLACADA), MADEIRA FOLHEADA, E MADEIRAS ESTRATIFICADAS SEMELHANTES Madeira compensada (contraplacada) constituída exclusivamente por folhas de madeira cada uma das quais com espessura não superior a 6mm Com pelo menos uma face de madeiras tropicais mencionadas na Nota 1 de Subposições do presente Capítulo Outras, com pelo menos uma face de madeira não conífera Outras Outras, com pelo menos uma face de madeira não conífera Com pelo menos uma camada de madeiras tropicais mencionadas na Nota 1 de Subposições do presente Capítulo Outras, contendo pelo menos um painel de partículas Outras Outras Com pelo menos uma camada de madeiras tropicais mencionadas na Nota 1 de Subposições do presente Capítulo Outras, contendo pelo menos um painel de partículas Outras 127

132 SISTEMA HARMONIZADO MÓVEIS CÓDIGO DESCRIÇÃO NCM ASSENTOS (EXCETO OS DA POSIÇÃO 94.02), MESMO TRANSFORMÁVEIS EM CAMAS, E SUAS PARTES Assentos dos tipos utilizados em veículos aéreos Ejetáveis Outros Assentos dos tipos utilizados em veículos automóveis Assentos giratórios, de altura ajustável De madeira Outros Assentos (exceto de jardim ou de acampar) transformáveis em camas De madeira Outros Assentos de rotim, vime, bambu ou de matérias semelhantes Outros assentos, com armação de madeira Estofados Outros Outros assentos, com armação de metal Estofados Outros Outros assentos Partes De madeira Outros OUTROS MÓVEIS E SUAS PARTES Móveis de metal, do tipo utilizado em escritórios Outros móveis de metal Móveis de madeira, do tipo utilizado em escritórios Móveis de madeira, do tipo utilizado em cozinhas Móveis de madeira, do tipo utilizado em quartos de dormir Outros móveis de madeira Móveis de plásticos Móveis de outras matérias, incluídos o rotim, vime, bambu ou matérias semelhantes Partes De madeira Outras SUPORTES ELÁSTICOS PARA CAMAS; COLCHÕES, EDREDÕES, ALMOFADAS, PUFES, TRAVESSEIROS E ARTIGOS SEMELHANTES, EQUIPADOS COM MOLAS OU GUARNECIDOS INTERIORMENTE DE QUAISQUER MATÉRIAS, COMPREENDENDO ESSES ARTIGOS DE BORRACHA ALVEOLAR OU DE PLÁSTICOS ALVEOLARES, MESMO RECOBERTOS Colchões De borracha alveolar ou de plásticos alveolares, mesmo recobertos De outras matérias 128

133 Comparação dos Códigos de Produto Sistema Harmonizado e SITC Madeira Móveis Sistema Harmonizado SITC Sistema Harmonizado SITC

134 Anexo I.I Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 2482 ( madeira serrada de coníferas) Classificação Principais exportadores Canadá 45,44% 49,21% 48,01% 46,19% 48,79% 2 Suécia 15,23% 13,57% 13,41% 13,52% 12,25% 3 Finlândia 10,13% 7,84% 8,59% 9,52% 8,57% 4 Áustria 5,95% 4,78% 4,73% 5,54% 5,98% 5 Estados Unidos 7,38% 6,70% 5,86% 4,54% 4,53% 6 Federação Russa 0,00% 3,20% 3,38% 3,23% 3,46% 7 Alemanha 1,96% 1,81% 1,93% 2,43% 2,04% 8 Nova Zelândia 1,70% 1,40% 1,54% 1,73% 1,94% 9 Latvia 0,75% 0,99% 1,44% 1,74% 1,90% 10 Brasil 0,51% 0,59% 0,77% 0,99% 1,28% Total (%) 89,05% 90,10% 89,66% 89,44% 90,75% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 31,51% 37,86% 38,14% 40,81% 43,65% 2 Japão 21,05% 20,01% 18,82% 11,50% 13,59% 3 Reino Unido 7,25% 7,08% 7,83% 8,43% 7,45% 4 Itália 6,22% 5,55% 5,13% 6,05% 5,51% 5 Alemanha 7,30% 5,97% 5,84% 6,39% 5,39% 6 Países Baixos 3,43% 3,08% 2,98% 2,75% 2,89% 7 França 2,49% 2,33% 2,26% 2,66% 2,68% 8 Dinamarca 2,95% 2,18% 2,49% 2,96% 2,47% 9 Egito 2,53% 1,91% 2,13% 2,72% 2,09% 10 Espanha 1,61% 1,37% 1,36% 1,75% 1,91% Total (%) 86,34% 87,36% 86,98% 86,01% 87,62% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 130

135 Anexo I.2 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 2484 ( a ) Classificação Principais exportadores Estados Unidos 22,82% 24,47% 27,90% 27,24% 26,83% 2 Malásia 29,49% 25,80% 20,05% 15,13% 15,36% 3 Canadá 6,14% 7,08% 8,29% 9,53% 9,03% 4 Brasil 5,58% 4,78% 5,17% 5,56% 5,42% 5 Alemanha 2,87% 2,95% 3,20% 4,79% 5,03% 6 França 4,90% 4,54% 4,04% 4,61% 4,07% 7 Bélgica e Luxemburgo 1,70% 1,79% 2,95% 3,14% 3,32% 8 Romênia 1,42% 2,19% 1,84% 2,14% 2,56% 9 Itália 1,55% 1,54% 1,53% 2,06% 2,52% 10 China 3,13% 3,24% 3,03% 2,05% 2,28% Total (%) 79,62% 78,37% 78,01% 76,26% 76,42% Total mundo Classificação Principais importadores Itália 10,70% 9,29% 9,18% 11,28% 10,39% 2 China 1,78% 2,31% 3,15% 4,59% 8,48% 3 Japão 14,99% 14,03% 13,76% 7,78% 8,40% 4 Hong Kong 1,97% 2,65% 4,44% 5,68% 6,70% 5 Estados Unidos 4,34% 4,71% 5,42% 6,69% 6,67% 6 Espanha 4,42% 4,67% 4,94% 6,30% 5,63% 7 Canadá 3,56% 3,85% 4,73% 4,83% 5,00% 8 Alemanha 5,96% 4,89% 5,08% 5,23% 4,68% 9 Países Baixos 4,56% 4,74% 4,44% 4,45% 4,56% 10 Reino Unido 4,15% 4,29% 4,50% 4,39% 3,97% Total (%) 56,44% 55,43% 59,64% 61,20% 64,48% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 131

136 Anexo I.3 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 2485 Classificação Principais exportadores Malásia 19,70% 18,23% 18,63% 14,61% 13,59% 2 Indonésia 12,11% 10,95% 10,21% 7,65% 11,03% 3 Itália 11,50% 11,33% 10,63% 12,51% 10,57% 4 Estados Unidos 4,87% 7,08% 7,70% 8,55% 7,86% 5 Canadá 3,03% 3,46% 3,92% 5,02% 5,39% 6 China 3,12% 4,61% 3,52% 3,20% 5,23% 7 Bélgica e Luxemburgo 1,94% 2,62% 2,85% 3,68% 5,12% 8 Tailândia 6,04% 5,16% 4,21% 4,16% 5,00% 9 França 5,43% 5,48% 5,29% 6,56% 4,97% 10 Brasil 2,94% 2,77% 3,57% 3,70% 4,90% Total (%) 70,70% 71,68% 70,55% 69,63% 73,66% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 9,69% 8,28% 10,03% 14,78% 17,65% 2 Japão 17,52% 17,68% 16,90% 10,65% 11,92% 3 Itália 9,11% 7,32% 7,01% 8,41% 7,98% 4 Reino Unido 5,87% 5,92% 6,60% 6,25% 6,68% 5 Canadá 2,60% 4,08% 5,17% 6,03% 6,21% 6 Bélgica e Luxemburgo 5,51% 4,96% 5,31% 5,87% 5,67% 7 Hong Kong 4,37% 5,41% 5,54% 5,75% 4,39% 8 Países Baixos 6,24% 5,42% 4,73% 4,12% 4,26% 9 Alemanha 5,52% 5,03% 4,65% 5,54% 3,99% 10 Espanha 2,36% 2,95% 2,93% 3,39% 3,57% Total (%) 68,79% 67,04% 68,88% 70,80% 72,32% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 132

137 Anexo I.4 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 6341 Classificação Principais exportadores Estados Unidos 17,20% 17,26% 18,43% 18,39% 18,91% 2 Canadá 12,78% 13,01% 13,26% 14,12% 14,88% 3 Alemanha 14,69% 14,05% 13,19% 15,36% 13,85% 4 Malásia 11,91% 12,93% 12,41% 7,82% 10,85% 5 França 6,02% 5,47% 5,58% 5,78% 5,01% 6 Itália 4,47% 4,36% 4,40% 4,56% 3,71% 7 Brasil 3,63% 3,81% 4,64% 3,23% 2,50% 8 Espanha 1,97% 1,98% 2,21% 2,07% 2,46% 9 Bélgica e Luxemburgo 3,67% 3,45% 2,75% 2,89% 2,41% 10 África do Sul 0,64% 0,57% 0,68% 0,91% 2,17% Total (%) 76,98% 76,88% 77,55% 75,12% 76,76% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 13,99% 13,95% 14,00% 15,02% 17,01% 2 Alemanha 15,81% 12,86% 12,09% 13,43% 11,43% 3 Itália 8,99% 8,31% 7,81% 9,06% 8,79% 4 China 3,31% 4,08% 6,79% 6,18% 8,33% 5 Canadá 2,57% 3,25% 4,09% 4,76% 5,71% 6 Espanha 2,68% 3,41% 4,00% 4,77% 5,47% 7 Japão 8,00% 7,81% 6,30% 3,43% 3,75% 8 França 3,67% 3,54% 3,60% 3,73% 3,49% 9 Reino Unido 3,64% 4,10% 3,71% 3,44% 3,21% 10 Bélgica e Luxemburgo 2,71% 2,78% 2,34% 2,73% 2,44% Total (%) 65,38% 64,08% 64,73% 66,55% 69,61% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 133

138 Anexo I.5 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 6342 ( a ) Classificação Principais exportadores Canadá 20,99% 21,70% 21,71% 28,93% 35,73% 2 Alemanha 12,14% 12,00% 12,04% 11,75% 9,48% 3 Bélgica e Luxemburgo 11,78% 11,14% 10,03% 9,21% 8,17% 4 Áustria 9,13% 8,01% 7,43% 7,22% 6,05% 5 França 7,35% 7,61% 7,21% 6,71% 5,83% 6 Indonésia 8,69% 9,12% 7,47% 2,67% 5,17% 7 Suécia 1,00% 0,97% 1,74% 5,07% 3,70% 8 Estados Unidos 2,69% 2,98% 3,75% 3,48% 3,46% 9 Polônia 0,95% 0,64% 1,29% 2,05% 2,50% 10 Itália 1,99% 2,13% 2,19% 2,30% 2,28% Total (%) 76,70% 76,28% 74,85% 79,37% 82,38% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 24,52% 25,99% 26,51% 33,42% 41,17% 2 Alemanha 15,27% 12,53% 11,29% 11,15% 7,92% 3 Reino Unido 8,11% 7,11% 6,83% 6,21% 5,79% 4 Países Baixos 6,64% 6,12% 5,44% 3,97% 4,29% 5 França 6,60% 5,76% 4,75% 4,71% 4,25% 6 Espanha 2,29% 2,41% 2,37% 2,57% 3,03% 7 Japão 3,37% 4,71% 5,44% 2,86% 2,82% 8 Itália 3,43% 4,32% 3,77% 3,29% 2,64% 9 Canadá 1,13% 1,41% 1,62% 1,60% 2,17% 10 Dinamarca 2,39% 2,02% 2,38% 2,36% 2,16% Total (%) 73,76% 72,38% 70,40% 72,14% 76,23% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 134

139 Anexo I.6 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 6343 ( a madeira compensada, folhas de madeira de espessura não superior a 6 mm). Classificação Principais exportadores Indonésia 46,91% 44,93% 42,71% 36,04% 36,10% 2 Malásia 19,68% 22,67% 20,13% 16,83% 18,12% 3 Finlândia 7,49% 6,75% 7,20% 10,16% 8,86% 4 Canadá 4,03% 3,63% 4,09% 5,19% 5,92% 5 Brasil 3,40% 2,99% 3,10% 3,38% 5,38% 6 Federação Russa 0,00% 2,72% 2,89% 4,48% 4,13% 7 Estados Unidos 5,24% 4,42% 5,57% 4,47% 3,48% 8 França 2,17% 2,06% 2,10% 3,14% 2,88% 9 Bélgica e Luxemburgo 0,60% 0,57% 2,09% 2,65% 2,39% 10 Itália 0,96% 1,00% 1,06% 1,44% 1,29% Total (%) 90,47% 91,73% 90,95% 87,78% 88,53% Total mundo Classificação Principais importadores Japão 29,23% 34,72% 34,11% 21,81% 30,11% 2 Estados Unidos 10,44% 11,07% 10,92% 14,58% 16,32% 3 Alemanha 8,10% 6,63% 7,12% 9,31% 6,93% 4 Reino Unido 5,79% 6,10% 6,23% 7,37% 6,73% 5 China 8,11% 5,51% 5,07% 6,56% 4,36% 6 Países Baixos 4,03% 3,50% 3,62% 4,40% 4,15% 7 República da Coréia 7,56% 6,64% 5,67% 2,50% 3,78% 8 Bélgica e Luxemburgo 1,87% 1,67% 3,34% 3,69% 3,35% 9 Hong Kong 6,42% 5,96% 5,98% 5,43% 2,68% 10 Itália 1,94% 1,91% 1,90% 3,13% 2,67% Total (%) 83,51% 83,71% 83,96% 78,79% 81,08% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 135

140 Anexo I.7 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 6344 ( a madeira compensada com pelo menos uma face de não-conífera) Classificação Principais exportadores Indonésia 23,36% 24,54% 27,32% 23,90% 21,08% 2 Áustria 9,62% 8,93% 8,58% 10,54% 9,75% 3 Malásia 8,38% 11,50% 11,86% 8,14% 8,48% 4 China 2,04% 3,72% 6,69% 3,69% 6,92% 5 Alemanha 8,87% 6,62% 5,32% 7,38% 6,39% 6 Itália 6,21% 4,74% 4,25% 5,79% 5,15% 7 Canadá 0,86% 1,43% 1,61% 1,88% 4,89% 8 República da Coréia 4,78% 4,87% 2,46% 3,18% 4,27% 9 Brasil 2,64% 2,43% 3,36% 2,66% 4,00% 10 Finlândia 2,95% 2,72% 2,07% 2,90% 3,11% Total (%) 69,71% 71,50% 73,52% 70,06% 74,04% Total mundo Classificação Principais importadores Japão 7,76% 10,66% 14,09% 9,24% 14,90% 2 Estados Unidos 7,52% 7,84% 8,10% 9,37% 14,45% 3 China 17,28% 19,36% 18,29% 16,64% 13,73% 4 Suíça 7,91% 6,49% 6,59% 8,13% 8,72% 5 Alemanha 8,87% 7,34% 7,07% 9,03% 8,66% 6 Reino Unido 6,02% 3,68% 4,11% 3,96% 4,60% 7 Áustria 3,87% 3,32% 3,20% 3,72% 3,60% 8 República da Coréia 5,98% 4,64% 3,65% 1,94% 3,37% 9 França 3,03% 3,62% 3,62% 3,83% 3,31% 10 Itália 3,36% 2,75% 2,81% 3,35% 3,09% Total (%) 71,60% 69,70% 71,53% 69,20% 78,43% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 136

141 Anexo I.8 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 6345 ( a painéis de fibra de madeira) Classificação Principais exportadores Alemanha 9,47% 12,98% 15,23% 21,02% 21,27% 2 Canadá 4,13% 4,68% 5,90% 7,91% 9,67% 3 Malásia 3,58% 3,89% 5,86% 5,50% 6,11% 4 Estados Unidos 11,01% 9,18% 8,72% 6,02% 5,93% 5 França 6,13% 5,72% 5,17% 4,99% 5,23% 6 Áustria 3,89% 4,67% 4,26% 4,76% 5,02% 7 Bélgica e Luxemburgo 2,05% 5,65% 4,04% 3,90% 4,99% 8 Itália 6,87% 5,56% 6,11% 4,93% 4,11% 9 Nova Zelândia 7,00% 5,44% 4,30% 2,78% 3,91% 10 Espanha 5,00% 4,30% 3,72% 3,46% 3,50% Total (%) 59,14% 62,07% 63,30% 65,25% 69,73% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 7,54% 9,58% 11,71% 14,27% 17,14% 2 Reino Unido 9,51% 9,95% 10,04% 9,63% 8,39% 3 China 3,15% 3,45% 4,59% 5,12% 7,48% 4 Alemanha 10,10% 9,77% 8,05% 8,71% 6,40% 5 Japão 9,82% 9,24% 8,40% 4,54% 5,10% 6 França 3,63% 3,65% 3,88% 4,57% 4,44% 7 Bélgica e Luxemburgo 4,29% 3,63% 2,74% 3,22% 3,92% 8 Países Baixos 5,28% 4,59% 3,90% 3,97% 3,80% 9 Espanha 2,75% 3,48% 3,94% 4,34% 3,70% 10 Canadá 3,85% 3,79% 3,49% 2,94% 3,33% Total (%) 59,93% 61,13% 60,75% 61,30% 63,69% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 137

142 Anexo I.9 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 6349 ( , e 4405) Classificação Principais exportadores Polônia 16,64% 11,99% 13,20% 10,34% 17,06% 2 Brasil 10,65% 27,39% 16,06% 19,09% 12,29% 3 Estados Unidos 8,58% 5,18% 7,40% 6,50% 7,96% 4 Canadá 4,44% 3,54% 4,93% 4,21% 7,67% 5 França 3,04% 4,68% 5,82% 6,80% 6,60% 6 Alemanha 10,11% 8,22% 9,25% 16,17% 6,58% 7 Honduras 1,87% 1,50% 2,54% 1,13% 4,14% 8 Bélgica e Luxemburgo 4,80% 2,84% 3,09% 2,28% 3,87% 9 Reino Unido 1,78% 0,98% 1,93% 2,81% 3,41% 10 Noruega 2,12% 1,51% 2,06% 1,26% 2,55% Total (%) 64,03% 67,82% 66,27% 70,59% 72,13% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 13,51% 9,72% 11,35% 11,10% 12,84% 2 Itália 5,15% 6,86% 6,67% 8,84% 12,73% 3 França 11,06% 12,09% 10,68% 11,56% 12,47% 4 China 4,33% 5,33% 8,72% 8,05% 10,59% 5 Países Baixos 10,38% 11,85% 10,74% 8,23% 7,49% 6 Bélgica e Luxemburgo 6,22% 4,85% 4,95% 7,92% 5,06% 7 Alemanha 6,13% 6,70% 6,67% 5,06% 4,39% 8 Reino Unido 6,44% 6,23% 4,30% 3,77% 3,60% 9 Dinamarca 2,96% 2,77% 2,03% 2,51% 2,47% 10 Suíça 3,19% 2,63% 2,45% 2,44% 2,40% Total (%) 69,34% 69,02% 68,56% 69,49% 74,04% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 138

143 Anexo I.10 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 8211 ( a assentos, mesmo aqueles transformáveis em camas e suas partes) Classificação Principais exportadores Itália 20,82% 20,37% 19,36% 18,06% 16,59% 2 Estados Unidos 10,79% 10,25% 11,71% 12,71% 11,92% 3 Alemanha 10,18% 9,37% 8,19% 8,77% 8,64% 4 Canadá 8,04% 8,35% 8,86% 8,63% 7,68% 5 México 3,41% 4,95% 5,99% 5,63% 7,08% 6 China 2,66% 2,66% 3,56% 4,12% 5,09% 7 França 4,98% 5,00% 4,86% 4,93% 4,69% 8 Polônia 3,84% 4,19% 4,31% 4,52% 4,57% 9 Bélgica e Luxemburgo 3,26% 2,97% 2,83% 2,48% 2,53% 10 Indonésia 2,35% 2,42% 1,81% 0,65% 2,36% Total (%) 70,33% 70,55% 71,49% 70,51% 71,15% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 25,48% 26,10% 28,83% 30,08% 32,60% 2 Alemanha 16,69% 16,26% 14,21% 15,27% 13,22% 3 Canadá 7,43% 6,48% 6,99% 6,87% 7,54% 4 França 7,03% 6,80% 5,60% 5,74% 5,48% 5 Reino Unido 3,66% 4,00% 4,28% 4,54% 4,98% 6 Japão 6,76% 6,65% 6,19% 4,84% 4,67% 7 Bélgica e Luxemburgo 4,77% 4,49% 4,52% 4,39% 4,07% 8 Países Baixos 3,39% 3,51% 3,14% 2,99% 3,33% 9 Áustria 2,54% 2,57% 2,20% 2,19% 2,16% 10 Suíça 3,39% 2,97% 2,37% 2,33% 2,15% Total (%) 81,13% 79,83% 78,34% 79,23% 80,20% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 139

144 Anexo I.11 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 8212 ( a colchões) Classificação Principais exportadores China 25,39% 22,42% 25,09% 23,20% 26,41% 2 Bélgica e Luxemburgo 12,21% 12,36% 11,45% 11,12% 10,26% 3 Alemanha 8,80% 9,04% 8,43% 8,85% 7,84% 4 Dinamarca 4,26% 4,35% 3,86% 4,87% 5,10% 5 Estados Unidos 4,27% 4,36% 5,29% 5,35% 4,78% 6 França 5,87% 5,24% 4,67% 4,99% 4,69% 7 Itália 3,94% 4,95% 4,72% 4,32% 4,44% 8 Países Baixos 3,12% 3,43% 2,40% 2,44% 3,19% 9 Suécia 4,25% 4,22% 3,93% 3,72% 2,90% 10 Canadá 2,01% 1,65% 2,11% 3,82% 2,66% Total (%) 74,13% 72,02% 71,96% 72,67% 72,27% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 11,12% 11,23% 12,96% 17,10% 19,34% 2 Japão 21,37% 19,38% 16,29% 11,99% 14,47% 3 Alemanha 14,14% 14,47% 13,87% 13,80% 11,80% 4 França 6,77% 7,13% 6,57% 7,49% 6,73% 5 Países Baixos 5,47% 5,45% 5,03% 4,90% 5,11% 6 Bélgica e Luxemburgo 4,00% 3,64% 3,46% 3,95% 3,67% 7 Suíça 4,72% 4,61% 4,01% 4,09% 3,52% 8 Hong Kong 4,25% 4,76% 4,00% 3,21% 3,19% 9 Suécia 2,60% 2,51% 2,92% 2,98% 3,13% 10 Reino Unido 2,31% 2,52% 2,75% 2,82% 3,07% Total (%) 76,74% 75,71% 71,86% 72,32% 74,01% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 140

145 Anexo I.12 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 8213 ( a móveis de metal) Classificação Principais exportadores Canadá 9,75% 10,15% 12,18% 14,18% 15,22% 2 Estados Unidos 13,37% 13,25% 15,09% 14,13% 13,46% 3 Itália 14,05% 14,00% 12,02% 11,24% 10,68% 4 Alemanha 12,87% 11,87% 10,36% 10,77% 8,97% 5 China 3,13% 3,38% 4,65% 5,31% 6,75% 6 França 6,19% 5,85% 5,50% 6,08% 5,89% 7 Reino Unido 5,20% 5,86% 6,16% 6,18% 5,84% 8 México 2,24% 2,90% 3,46% 3,30% 3,54% 9 Espanha 3,35% 3,30% 3,35% 3,56% 3,54% 10 Países Baixos 4,51% 4,09% 3,34% 3,24% 3,54% Total (%) 74,67% 74,64% 76,10% 77,99% 77,43% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 25,00% 25,07% 28,37% 31,78% 35,43% 2 Alemanha 12,19% 11,77% 9,46% 9,49% 7,85% 3 Reino Unido 5,51% 5,65% 5,97% 5,87% 6,16% 4 França 6,71% 6,82% 6,32% 6,06% 6,11% 5 Japão 5,89% 6,66% 6,80% 5,46% 5,86% 6 Canadá 5,11% 4,86% 5,23% 5,42% 5,13% 7 Bélgica e Luxemburgo 4,16% 3,85% 3,36% 3,14% 3,23% 8 Países Baixos 3,75% 3,67% 3,06% 2,84% 2,73% 9 Suíça 3,84% 3,42% 2,73% 2,65% 2,60% 10 Hong Kong 3,53% 2,93% 2,93% 2,06% 2,15% Total (%) 75,68% 74,71% 74,23% 74,76% 77,26% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 141

146 Anexo I.13 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 8215 ( a móveis de madeira para dormitórios, cozinhas e outros) Classificação Principais exportadores Itália 19,55% 19,76% 18,16% 17,34% 15,33% 2 Alemanha 11,71% 10,89% 10,04% 10,24% 9,68% 3 Canadá 4,73% 5,66% 7,03% 8,16% 9,28% 4 Dinamarca 9,11% 8,03% 7,66% 7,83% 7,13% 5 China 2,78% 3,02% 4,15% 4,78% 5,42% 6 França 4,31% 4,19% 4,18% 4,63% 4,44% 7 Malásia 3,34% 3,79% 4,20% 3,90% 4,41% 8 Polônia 3,83% 4,26% 4,74% 4,67% 4,18% 9 Bélgica e Luxemburgo 4,25% 3,73% 3,53% 3,37% 3,67% 10 Espanha 2,73% 3,33% 3,56% 3,78% 3,64% Total (%) 66,36% 66,66% 67,25% 68,70% 67,20% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 20,06% 20,55% 23,44% 26,77% 31,04% 2 Alemanha 17,72% 16,72% 14,52% 13,65% 10,78% 3 França 8,12% 7,64% 7,42% 7,32% 7,25% 4 Reino Unido 4,53% 4,68% 5,40% 5,75% 6,00% 5 Japão 5,76% 6,17% 5,71% 4,19% 4,40% 6 Bélgica e Luxemburgo 4,94% 4,73% 4,42% 4,48% 4,21% 7 Países Baixos 5,09% 4,75% 4,28% 4,03% 4,16% 8 Suíça 5,80% 5,05% 4,15% 4,12% 4,03% 9 Áustria 4,94% 4,73% 3,93% 3,54% 3,35% 10 Hong Kong 2,68% 2,71% 3,21% 2,82% 3,08% Total (%) 79,63% 77,72% 76,48% 76,67% 78,29% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 142

147 Anexo I.14 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 8217 ( a móveis de plástico) Classificação Principais exportadores Itália 30,99% 32,89% 32,68% 30,64% 27,66% 2 Estados Unidos 7,31% 7,16% 8,19% 9,35% 9,56% 3 China 6,34% 6,53% 7,62% 9,17% 8,18% 4 Alemanha 5,28% 5,23% 5,45% 7,77% 7,84% 5 França 5,12% 5,39% 4,94% 5,57% 6,05% 6 PHILIPPINES 6,55% 6,63% 6,67% 6,01% 5,95% 7 Indonésia 8,90% 7,76% 4,10% 1,30% 5,36% 8 Espanha 3,95% 4,96% 5,58% 4,36% 4,58% 9 Bélgica e Luxemburgo 2,09% 1,90% 2,29% 3,33% 3,69% 10 Canadá 2,36% 2,54% 2,34% 3,05% 3,31% Total (%) 78,89% 80,99% 79,86% 80,54% 82,18% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 22,26% 21,51% 23,30% 25,78% 31,73% 2 França 9,25% 9,06% 8,24% 8,78% 9,15% 3 Alemanha 9,24% 9,55% 8,82% 8,84% 6,60% 4 Reino Unido 4,56% 5,72% 5,99% 6,82% 5,48% 5 Japão 10,07% 8,61% 7,00% 4,77% 4,19% 6 Canadá 3,37% 3,07% 3,62% 4,17% 4,16% 7 Bélgica e Luxemburgo 3,68% 3,90% 3,26% 3,65% 3,70% 8 Suíça 3,98% 3,78% 3,43% 3,69% 3,32% 9 Hong Kong 3,27% 3,21% 3,29% 2,87% 3,25% 10 Espanha 2,63% 2,48% 2,74% 2,55% 2,86% Total (%) 72,31% 70,89% 69,69% 71,92% 74,43% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 143

148 Anexo I.15 Exportações e Importações dos Principais Países. Produto 8218 ( partes de móveis) Classificação Principais exportadores Itália 26,04% 25,21% 23,25% 22,60% 20,16% 2 Canadá 5,11% 5,96% 6,44% 7,51% 9,54% 3 Alemanha 11,23% 9,26% 8,58% 9,42% 8,23% 4 Estados Unidos 6,64% 6,55% 7,77% 9,26% 7,49% 5 Suécia 5,80% 5,78% 5,30% 5,38% 5,63% 6 Áustria 3,67% 4,44% 4,40% 4,76% 5,06% 7 China 1,39% 2,49% 3,92% 3,40% 4,14% 8 Bélgica e Luxemburgo 3,33% 3,53% 3,39% 2,42% 3,56% 9 Suíça 3,65% 3,61% 3,19% 3,50% 3,56% 10 Reino Unido 3,27% 3,81% 3,76% 4,17% 3,17% Total (%) 70,13% 70,64% 70,00% 72,43% 70,55% Total mundo Classificação Principais importadores Estados Unidos 15,18% 16,21% 18,29% 20,21% 24,40% 2 Alemanha 20,65% 19,28% 16,82% 16,61% 15,08% 3 Reino Unido 9,38% 9,37% 9,21% 8,88% 7,81% 4 França 8,20% 6,80% 6,23% 6,64% 6,48% 5 Japão 7,52% 7,96% 8,18% 5,44% 5,50% 6 Canadá 3,64% 3,58% 4,37% 5,22% 4,68% 7 Suíça 4,55% 4,24% 3,91% 4,06% 3,88% 8 Bélgica e Luxemburgo 3,02% 3,55% 3,14% 3,49% 3,01% 9 Dinamarca 1,53% 1,44% 1,98% 2,23% 2,70% 10 Itália 2,02% 2,13% 2,27% 2,46% 2,69% Total (%) 75,70% 74,57% 74,40% 75,24% 76,22% Total mundo Fonte: Elaborado a partir de ONU-PCTAS (fornecidos por NEIT-IE-UNICAMP) 144

149 Anexo II. Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros 145

150 Anexo II.1 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros. PÓLO MOVELEIRO: UBÁ (MG) Principais Produtos Principais Mercados Matéria-prima Estrutura Produtiva Porte da Indústria Mão-de-Obra Cadeiras, dormitórios, estantes, salas e móveis sob encomenda Interno (MG, SP, RJ e região NE) Principal: painéis de madeira (predominância de chapas de aglomerado). MDF está sendo introduzido Pouca madeira maciça: (pau marfim oriundo do Paraguai), eucalipto e pinus (estruturas de estofados) Parceria entre empresas italianas e brasileiras para trazer chapas Não há verticalização da produção Predominância de pequenas e médias empresas Abundante com baixa qualificação Senai e Intersind implantando programas educacionais (marcenaria, técnica moveleira e design de móveis) Equipamentos Design Destinação de resíduos Informalidade Difusão normas técnicas Sistema de informações Distribuição Consumidor Interno Equipamento convencionais, obsoletos, intensivo em mão-de-obra da baixa capacitação A maioria das empresas possui profissionais na área de design. Desenhos baseados em tendências de mercados e adaptações de modelos nacionais e estrangeiros. Característica geral: falta de preocupação com meio-ambiente Não existe reação das empresas formais contra as informais (pequenas marcenarias, de preços reduzidos) Normas ABNT: não contemplam a maioria dos produtos do pólo (salas e dormitórios) Associações e sindicatos de classe têm grande carência em relação ao acesso e às informações atualizadas Mercado interno: maioria das empresas possui representante nos estados e vendas em lojas multimarcas. Transporte e distribuição terceirizados Mercado externo: algumas empresas exportam para Mercosul. Consórcio de exportadores SETEX (organizado pelo Sindicato do Setor (Intersind), Sebrae e APEX), com 21 empresas. MovExport: 13 empresas buscando nichos para exportação Classes B e C, pouco exigentes. Fornecedores e distribuidores ditam as tendências Fonte: Elaborado a partir de BRASIL (2002) Prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de madeira e móveis (IPT ) 146

151 Anexo II.2 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros PÓLO MOVELEIRO: VOTUPORANGA, MIRASSOL E JACI (SP) Principais Produtos Cadeiras, mesas, armários, dormitórios, estantes, salas e móveis sob encomenda (madeira maciça). Principais Mercados Interno (todos os estados) Externo: não existe exportação (baixo nível de qualidade para exportação, falta de competitividade dos produtos e pouca experiência comercial externa) Matéria-prima Principal: tradicionais (madeira serrada e painéis). Uso maior de madeira nativa. Madeira serrada de pinus mais cara do que de nativa (nativa: R$80/m 3 ; pinus: R$400/m 3 ). Não é sentida a necessidade de certificação da madeira (principal mercado é interno). Madeiras nativas: proximidade à fonte (MS) não compromete regularidade do fornecimento. Aumento da oferta (e redução do preço) aumenta o consumo de madeira nativa, em detrimento do consumo de painéis (MDF). Estrutura Produtiva Porte da Indústria Mão-de-Obra Equipamentos Design Destinação de resíduos Informalidade Difusão normas técnicas Sistema de informações Distribuição Consumidor Interno MDF: uso crescente em substituição aos aglomerados e madeira serradas (custo maior, mas qualidade melhor) Praticamente não há verticalização da produção. A maioria das empresas usa painéis semi-acabados ou até pré-cortados, restringindo-se às empresas os encaixes, furação, acabamento das bordas e aplicação de top-coat e à cura destes. O produto final é fornecido em kits desmontados e embalados para distribuição, para montagem posterior pelas vendedoras/montadoras nos domicílios. Alta especialização na linha de produção (pouco diversificada). Predominância de pequenas e médias empresas. Aumento de mão-de-obra especializada devido a inauguração do CEMAD/FUVEC, que está reciclando a mão-de-obra do setor. Equipamentos de processamento mecânico: convencionais, obsoletos, principalmente nas linhas que utilizam madeira maciça. Mais modernos: linhas de produção que utilizam MDF. Acabamento: da maioria das indústrias é avançado tecnologicamente (raios Ultra violeta para cura instantânea de vernizes tipo poliéster e infra vermelho para resinas poliuretânicas) Cópia de móveis a partir de catálogos e revistas estrangeiras, com pequenas modificações. Característica geral: falta de preocupação com meio-ambiente Não existe reação das empresas formais contra as informais (pequenas marcenarias, de preços reduzidos) Normas ABNT: não contemplam a maioria dos produtos do pólo (salas, cozinhas e dormitórios). Dificulta padronização para produtos para exportação. Associações e sindicatos de classe têm grande carência em relação ao acesso e às informações atualizadas Mercado interno: terceirizada. Necessidade de racionalização do sistema de cargas (com adequação de lotes e volumes, através de uma central de cargas) e de adequação do transporte ferroviário, de menor custo. Mercado externo: não existem canais de distribuição (nenhuma empresa exporta) Montagem terceirizada feita por equipes mal treinadas reflete alto índice de reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor, bem como necessidade de reposição de peças. Credibilidade da indústria fica prejudicada. Fonte: Elaborado a partir de BRASIL (2002) Prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de madeira e móveis (IPT ) 147

152 Anexo II.3 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros Principais Produtos Principais Mercados PÓLO MOVELEIRO: ARAPONGAS (PR) Móveis retilíneos (cômodas, berços e guarda-roupas), estofados, móveis de escritório (estantes, racks) e tubulares Mercado interno: todos os estados Mercado externo: nível de qualidade inadequado para exportação, além da falta de experiência exportadora. Matéria Prima Estrutura Produtiva Porte da Indústria Mão-de-Obra Equipamentos Design Destinação de resíduos Informalidade Difusão normas técnicas Sistema de informações Distribuição Grandes empresas (estofados): bem posicionadas na exportação para Caribe, sul dos EUA, Europa e África, além do Mercosul. Principal: painéis à base de madeira (principalmente aglomerado, a seguir, MDF (peças usinadas de racks e estantes) e em menor escala chapas de fibras). Mudança para painéis iniciou há 5/6 anos atrás, antes se usava madeira sólida de florestas nativas. Uso de madeira sólida (sarrafos e pequenas peças para armações dos moveis) nas empresas com linhas de estofados. Problema: sarrafos não passam por processos de secagem, o que propicia aparecimento de bolor e fungos. Madeira serrada: aumento da oferta (com redução do preço), causa redução do consumo de aglomerado. Madeira de reflorestamento (pinus e eucalipto, do oeste do PR, para sarrafo) substituindo madeira macia nativa (cedro, PR e MT). Diversidade de fornecedores: Duratex, Tafisa, Berneck, Satipel, Placas do Paraná Grande maioria não é verticalizada. Algumas poucas grandes produzem alguns insumos usados na linha de produção. A maioria das empresas usa painéis crus, semi-acabados ou até pré-cortados, restringindo-se às empresas os encaixes, furação, acabamento das bordas e aplicação de top-coat e à cura destes. O produto final é fornecido em kits desmontados e embalados para distribuição, para montagem posterior pelas vendedoras/montadoras nos domicílios. Alta especialização na linha de produção (pouco diversificada). Pequenas e médias empresas representam 64% da população afiliada ao Sindicato local (com até 50 empregados). Empresas de 100 a 200 empregados representam 15% da população. Perspectiva de aumento de mão-de-obra especializada devido à inauguração recente da Universidade do Móvel / Fundação Araponguense de ensino Equipamentos de processamento mecânico: convencionais, obsoletos, principalmente nas linhas que utilizam madeira maciça. Mais modernos: linhas de produção que utilizam MDF. Acabamento: da maioria das indústrias é avançado tecnologicamente (raios ultra violeta e IR para curas instantâneas de resinas de revestimento) Cópia de móveis a partir de catálogos e revistas estrangeiras, com pequenas modificações. Característica geral: falta de preocupação com meio-ambiente Foram apontados por alguns a existência de demasiada informalidade do setor Normas ABNT: não contemplam a maioria dos produtos do pólo (salas, cozinhas e dormitórios). Dificulta padronização para produtos para exportação. Associações e sindicatos de classe têm grande carência em relação ao acesso das informações atualizadas Mercado interno: através de distribuidores e representantes. Enfatizada a necessidade de racionalização do sistema de montagem, além de treinamento das firmas terceirizadas para este serviço. Mercado externo: representantes-importadores. Consumidor Interno Montagem terceirizada feita por equipes mal treinadas reflete alto índice de reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor, bem como necessidade de reposição de peças. Credibilidade da indústria fica prejudicada. Fonte: Elaborado a partir de BRASIL (2002) Prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de madeira e móveis (IPT ) 148

153 Anexo II.4 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros PÓLO MOVELEIRO: BENTO GONÇALVES, FARROUPILHA E FLORES DA CUNHA (RS) Principais Produtos Móveis retilíneos, móveis de pinus, metálicos e tubulares Principais Mercados Interno (todos os estados) Externo Matéria Prima Principal: painéis à base de madeira (aglomerado e MDF), boa parte com acabamento de superfície FF ou BP. Oferta e preços de chapas de MDF considerados adequados (devido ao aumento da oferta no Brasil e possibilidade de importação da Argentina e Chile). Madeira serrada: uso restrito (componentes mais trabalhados ou móveis de estilo colonial). Móveis de madeira maciça exportados são de pinus e eucalipto certificados Estrutura Produtiva Praticamente não há verticalização da produção. A maioria das empresas usa painéis semi-acabados, com acabamento de superfície, executando as operações de recortes, furação e montagem com ferragens e acessórios obtidos de terceiros. Exceção: indústria de móveis de aço tubulares a verticalização da produção é bastante definida. Mão-de-Obra Necessidade de pessoas com formações relacionadas à engenharia de produção e informática. Empresas investindo em programas sociais para reduzir perda de mão-deobra treinada. Equipamentos Equipamentos sofisticados de alta tecnologia (automatizados, com trocas de dispositivos em tempo reduzido, controlados por meio de computadores), necessitando mão-de-obra qualificada. Dependência de maquinário importado e treinamento da mão-de-obra. Acabamento: predominância de uso de painéis pré-acabados pelos fornecedores (aplicação de filmes ou laminados que imitam com perfeição os materiais tradicionalmente empregados (madeira, pedra, metal, couro) Design Indústrias médias e grandes investem em design, através da terceirização. A predominância dos móveis ainda é de cópia de revistas especializadas (nacionais e internacionais). Destinação de Característica geral: falta de preocupação com meio-ambiente resíduos Informalidade Ponto forte da indústria formal: alta capacidade de controle de todas as etapas de produção (desde a pesquisa de mercado, design e assistência técnica no pós venda). Informalidade combatida através da eficiência em produtividade e melhoria de qualidade. Difusão normas Normas ABNT: não contemplam a maioria dos produtos do pólo. Dificulta o projeto e técnicas produção do móvel, bem como a escolha pelo consumidor. Sistema de Associações de classe, sindicatos e centro técnico de apoio às indústrias da região e do informações Estado têm facilidade em obter informações atualizadas sobre o setor. Pesquisas pela Internet também têm facilitado o acesso às informações. Distribuição Mercado externo: países desenvolvidos: maioria das empresas depende de poucos canais de distribuição; países em desenvolvimento: móveis considerados muito sofisticados ou caros Tradição exportadora Para os países industrializados é escassa. Contudo, algumas empresas da região já possuem experiência suficiente para concorrer com demais produtores de outros países tradicionais em exportação de móveis (como os tigres asiáticos). Consumidor Interno Cada vez mais exigente: produtores investindo cada vez mais em design, pesquisa de materiais e testes para a garantia quanto à durabilidade e desempenho mecânico. Rivalidade entre os fabricantes é um dos fatores que vem promovendo maior interação entre consumidor e produtor. Fonte: Elaborado a partir de BRASIL (2002) Prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de madeira e móveis (IPT ) 149

154 Anexo II.5 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros PÓLO MOVELEIRO: SÃO BENTO DO SUL / RIO NEGRINHO (SC) Principais Produtos Principais Mercados Móveis de pinus, sofás, cozinhas e dormitórios. Grande parte da produção é de móveis de madeira maciça (pinus), destinada à exportação. Interno (PR, SC, SP) Externo (principal mercado deste pólo). Maior pólo exportador de móveis do país (60% para EUA e 40% para EU e menos de 10% para países em desenvolvimento.maior empresa destina 70% das exportações para Europa) Matéria Prima Principal: madeira maciça de pinus (sempre que possível de florestas certificadas), madeiras sem defeitos (clears) em painéis colados e com finger joint. Uso também de madeiras nativas, algum volume de eucalipto, chapas compensadas e blockboard revestido com lâminas de madeiras decorativas. Indústrias têm grande dependência de madeiras de reflorestamento (especialmente pinus, mas com crescente importância para o eucalipto), o que traz preocupação quanto à escassez deste produto. Madeiras tropicais utilizadas originam-se de serrarias da região Norte ou Centro- Oeste. Em poucas empresas (e para linhas restritas) foi verificado o uso de painéis à base de madeira (aglomerado, chapas de fibra e MDF), destinados ao mercado interno, ou para países em desenvolvimento do Mercosul e da América Latina. Verifica-se uma tendência de crescimento do uso de MDF para a fabricação de móveis retilíneos, para atender o mercado nacional. Existe um fabricante de MDF (Tafisa) instalado no polo. Estrutura Produtiva Porte da Indústria Mão-de-Obra Algumas empresas estão se verticalizando em direção à matéria-prima através da incorporação de áreas florestais, e da produção de madeira serrada e seca em estufa. O principal motivo é garantir o auto abastecimento, já que existe a preocupação quanto à escassez da matéria-prima disponível, porque grandes grupos produtores de chapas ou de madeiras serradas para exportação estão comprando as pequenas plantações de madeira reflorestada. Predominância de micro e pequenas. Grandes empresas mecanizando as operações repetitivas, reduzindo a necessidade de mão-de-obra Local, com baixa rotatividade, mas com problema de baixa produtividade. Treinamento multifuncional é feito nas fábricas, que também dão incentivos à educação. Escassez de mão-de-obra especializada. Foram implantadas na região estruturas de formação e treinamento de mão-de-obra (Senai e Escola Técnica Tupy). Implantado Curso de Design na Universidade do Contestato. Valoriza-se a relação empresauniversidade (empresa-udesc/fetep; Senai/Fetep) 150

155 Anexo II.5 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros Equipamentos Design Destinação de resíduos Informalidade Difusão normas técnicas Sistema de informações Distribuição (continuação) Tradição exportadora Consumidor Interno PÓLO MOVELEIRO: SÃO BENTO DO SUL / RIO NEGRINHO (SC) Grandes empresas: maquinários novos (nacionais e estrangeiros). Empresas exportadoras usam máquinas de maior precisão e velocidade, preferindo maquinário importado da Alemanha e Itália. Centros de usinagem italianos proporcionam operações precisas e rápidas, com excelente acabamento Empresas voltadas ao mercado interno: usam equipamentos nacionais e estrangeiros Não são usadas máquinas de auto ajuste, que se destinam à fabricação em grandes volumes (componíveis e personalizados). Indústrias grandes com marcas conhecidas investem em design, com departamentos próprios (geralmente os projetos são desenvolvidos para mercado interno, sendo também utilizados para países árabes e da América Central). Regra geral: cópia de modelos publicados em revistas especializadas. Exportação: normalmente o design vem especificado pelo importador em projetos detalhados ou protótipos fabricados no país de origem Preocupação presente em relação à destinação dos resíduos. Resíduos de madeira não contaminados são vendidos como matéria-prima para a produção de MDF ou para granjas avícolas. Resíduos de chapas são vendidos ou doados para incineração. Existência de práticas desonestas na emissão da documentação (meia nota), o que vem sendo combatido no pólo. Informalidade afeta as empresas formais que atendem o mercado interno (custos menores das informais possibilitam cobrar menores preços). Normas ABNT: não contemplam a maioria dos produtos do pólo. Falta de padronização, normalização, especificações das dimensões básicas dos móveis, da resistência mecânica e durabilidade Falta de informação em relação aos fornecedores de insumos (produtos químicos: acabamentos, propriedades) e sobre maquinário. Pesquisa via internet facilitaram acesso às informações. Uso pequeno de instituições técnicas Mercado interno: lojas multimarcas. Alguns possuem lojas próprias, com shows rooms nas grandes cidades. Cidades menores: representantes vendem diretamente aos consumidores. Consumidor interno (maior poder aquisitivo) bastante exigente quanto aos prazos e qualidade Mercado externo: feita por agentes distribuidores, relações de confiança com os importadores já estabelecidas. Constante interação entre produtores e consumidores externos. Maior pólo exportador de móveis, sendo que a maior parte destina-se aos países desenvolvidos (60% para EUA e 40% para União Européia). Mercado importador extremamente exigente em termos de qualidade e de entrega. Cada vez mais exigente: produtores investindo cada vez mais em design, pesquisa de materiais e testes para a garantia quanto à durabilidade e desempenho mecânico. Rivalidade entre os fabricantes é um dos fatores que vem promovendo maior interação entre consumidor e produtor. Fonte: Elaborado a partir de BRASIL (2002) Prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de madeira e móveis (IPT ) 151

156 Anexo II.6 Tabelas comparativas com as principais características dos pólos moveleiros Principais Produtos Principais Mercados Matéria Prima Estrutura Produtiva Porte da Indústria Mão-de-Obra Equipamentos Design Destinação de resíduos Informalidade Difusão normas técnicas Sistema informações Distribuição de PÓLO MOVELEIRO: FORTALEZA E MARCO Salas e dormitórios Doméstico Externo: Praticamente não há exportação. Nível de qualidade inadequado para exportação (falta de competitividade dos produtos), além de pouca experiência comercial externa (existe uma empresa de maior porte, que exporta 90% de sua produção para Porto Rico). Principal: madeira nativa maciça (proveniente de Amazonas e Pará) Menor uso: florestas plantadas (pinus, de MG e SC), para estrutura de estofados, e eucalipto (sul da Bahia). Uso restrito de painéis de madeira (MDF e compensado). MDF não teve boa aceitação pelas empresas. Não há demanda por madeira certificada. Aglomerado: não utilizado no pólo. A maioria das empresas não é verticalizada em direção aos insumos. A maioria das empresas possui lojas próprias ou multimarcas, havendo grande interação com o consumidor final (venda até a montagem) Pequenas e médias empresas (maioria possui acima de 50 empregados). Linha de produção não padronizada. O pólo se ressente de mão-de-obra especializada. O treinamento é eito nas próprias fábricas. Uma empresa de maior porte e exportadora, mantém curso de princípios de marcenaria e noções práticas de medidas e escala, para jovens de 15 a 17 anos. Madeira serrada: equipamentos convencionais, obsoletos. Empresas: equipamentos nacionais, não há demanda por equipamentos importados. Intensivos em mão-de-obra não qualificada. Não há investimento em design. Segue tendência geral de cópia de móveis de feiras e exposições, com pequenas modificações. Algumas empresas utilizam-se de escritórios de design que executam projetos a pedidos de clientes. Outras executam projetos de arquitetos e designers para residências e, principalmente, hotéis, que funcionam como show room. Não existe preocupação com a destinação dos resíduos. A abundância de madeira de espécies nativas reduz o foco sobre florestas plantadas e sobre o manejo. Não foi considerada problema pelos agentes do pólo.. As normas técnicas para a maioria dos produtos contemplados pelo pólo não foram contempladas pela ABNT. As empresas que não exportam (a maioria não sente falta de normas técnicas) As associações e sindicatos de classe mostraram carência muito grande de informações sobre o setor. Mercado interno:representantes e principalmente através de estabelecimentos comerciais (muitas vezes próprios), para venda de produtos exclusivos ou de outras marcas. Mercado externo: não é comum a venda ao mercado externo. Consumidor Interno População de renda mais alta exige qualidade maior. Projetos mais elaborados são para hotéis turísticos da região, projetados por arquitetos e decoradores. Fonte: Elaborado a partir de BRASIL (2002) Prospectiva tecnológica da cadeia produtiva de madeira e móveis (IPT ) 152

157 Anexo III Comércio Exterior de Madeiras do Brasil a 8 dígitos (Sistema Harmonizado) 153

158 Anexo III.1 Evolução das exportações brasileiras de madeira e participação a 8 dígitos do SH Em milhões de US$ FOB Exportações totais e participação 1989 % 1995 % 1997 % 2000 % 2001 % Produtos da Madeira MADEIRA DE CONIFERAS,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 24,30 7,5% 86,08 11,4% 145,60 18,8% 212,67 22,1% 228,71 23,7% MADEIRA DE MAHOGANY,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 74,70 22,9% 63,10 8,3% 45,78 5,9% 28,28 2,9% 19,45 2,0% MADEIRA DE IMBUIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 3,88 1,2% 4,94 0,7% 2,99 0,4% 2,43 0,3% 1,24 0,1% MADEIRA DE VIROLA/BALSA,SERRADA,CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 10,80 3,3% 2,21 0,3% 1,78 0,2% 4,50 0,5% 2,50 0,3% MADEIRA DE DARK RED MERANTI,ETC.SERRADA,CORT.FLS.E>6MM 1,64 0,5% 0,08 0,0% 0,25 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE CEDRO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 1,08 0,3% 16,51 2,2% 12,86 1,7% 32,43 3,4% 30,52 3,2% MADEIRA DE IPE,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 1,67 0,5% 6,27 0,8% 11,05 1,4% 25,15 2,6% 36,20 3,8% MADEIRA DE PAU MARFIM,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,12 0,0% 0,93 0,1% 0,81 0,1% 0,39 0,0% 0,23 0,0% MADEIRA DE LOURO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 3,07 0,4% 0,18 0,0% 0,37 0,0% OUTRAS MADEIRAS TROPICAIS,SERRADAS/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,16 0,0% 29,33 3,0% 19,97 2,1% MADEIRA DE CARVALHO,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE FAIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE CANAFISTULA,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 3,55 1,1% 7,68 1,0% 0,02 0,0% 0,20 0,0% 0,05 0,0% MADEIRA DE PEROBA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,10 0,0% 0,15 0,0% 0,05 0,0% MADEIRA DE GUAIUVIRA,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 10,05 3,1% 144,09 19,0% 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE CABREUVA PARDA,SERRADA/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,38 0,0% 1,84 0,2% 2,67 0,3% MADEIRA DE URUNDEI,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE AMENDOIM,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,02 0,0% 0,04 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE ANGICO PRETO,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,02 0,0% 0,08 0,0% 0,01 0,0% OUTRAS MADEIRAS SERRADAS/CORTADAS EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 16,34 5,0% 47,90 6,3% 186,11 24,0% 181,84 18,9% 190,16 19,7% PAINEIS DE MADEIRA DENOMINADOS WAFERBOARD 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,10 0,0% 0,25 0,0% 0,07 0,0% OUTROS PAINEIS DE MADEIRA 1,46 0,4% 19,01 2,5% 20,47 2,6% 9,03 0,9% 10,52 1,1% PAINEIS DE OUTRAS MATERIAS LENHOSAS 0,00 0,0% 0,11 0,0% 0,02 0,0% 1,17 0,1% 2,18 0,2% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MECAN.D>0.8G/CM3 33,23 10,2% 41,36 5,5% 35,38 4,6% 39,00 4,0% 36,06 3,7% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,DENSIDADE>0.8G/CM3 40,07 12,3% 54,18 7,2% 41,69 5,4% 18,63 1,9% 20,51 2,1% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MEC.0.5<D<=0.8G/CM3 0,18 0,1% 0,23 0,0% 0,00 0,0% 0,53 0,1% 0,68 0,1% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.5G/CM3<D<=0,8G/CM3 0,01 0,0% 0,03 0,0% 0,00 0,0% 0,13 0,0% 0,02 0,0% PAINEIS DE FIBRAS MADEIRA,N/TRAB.MECAN.0.35<D<=0.5G/CM3 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.35G/CM3<D<=0.5G/CM3 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA N/TRAB MECAN N/RECOB 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,02 0,0% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA 1,76 0,5% 2,01 0,3% 1,71 0,2% 1,25 0,1% 1,29 0,1% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA TROPICAL 11,67 3,6% 32,58 4,3% 25,58 3,3% 52,52 5,5% 44,85 4,7% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA N/CONIFER 46,64 14,3% 141,69 18,7% 138,77 17,9% 107,15 11,1% 106,66 11,1% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,COM FOLHAS DE ESPESSURA<=6MM 10,08 3,1% 59,95 7,9% 58,91 7,6% 156,18 16,2% 155,83 16,2% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.CAMADA MAD.TROP. 0,00 0,0% 0,00 0,0% 3,76 0,5% 5,72 0,6% 5,22 0,5% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.PAINEL PARTICULA 8,28 2,5% 6,96 0,9% 5,81 0,8% 1,66 0,2% 1,52 0,2% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/FACE DE MADEIRA N/CONIFERA 4,74 1,5% 11,28 1,5% 16,03 2,1% 9,12 0,9% 3,59 0,4% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/CAMADA DE MADEIRA TROPICAL 0,00 0,0% 0,00 0,0% 1,09 0,1% 0,04 0,0% 0,00 0,0% OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,COM PAINEL DE PARTICULAS 0,00 0,0% 0,11 0,0% 0,07 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,FOLHEADAS OU ESTRATIFICADAS 19,63 6,0% 7,42 1,0% 14,20 1,8% 41,26 4,3% 42,32 4,4% Total 325,87 100% 756,73 100% 774,60 100% 963,19 100% 963,47 100% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 154

159 Anexo III.2 Taxa de crescimento médio anual das exportações brasileiras de madeira Em milhões de US$ FOB Produtos da Madeira Exportações MADEIRA DE CONIFERAS,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 20,5% 23,5% 17,7% 7,5% MADEIRA DE MAHOGANY,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM -10,6% -2,8% -17,8% -31,2% MADEIRA DE IMBUIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM -9,1% 4,1% -20,6% -49,0% MADEIRA DE VIROLA/BALSA,SERRADA,CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM -11,5% -23,2% 2,1% -44,4% MADEIRA DE DARK RED MERANTI,ETC.SERRADA,CORT.FLS.E>6MM - -39,7% MADEIRA DE CEDRO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 32,1% 57,5% 10,8% -5,9% MADEIRA DE IPE,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 29,2% 24,7% 33,9% 43,9% MADEIRA DE PAU MARFIM,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 5,4% 40,4% -20,9% -41,9% MADEIRA DE LOURO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM ,1% OUTRAS MADEIRAS TROPICAIS,SERRADAS/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM ,8% -31,9% MADEIRA DE CARVALHO,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM MADEIRA DE FAIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM - 30,0% -100,0% MADEIRA DE CANAFISTULA,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM -30,4% 13,7% -57,4% -76,6% MADEIRA DE PEROBA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM ,3% -68,1% MADEIRA DE GUAIUVIRA,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM -48,1% 55,9% -82,7% -70,6% MADEIRA DE CABREUVA PARDA,SERRADA/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM ,0% MADEIRA DE URUNDEI,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM MADEIRA DE AMENDOIM,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM MADEIRA DE ANGICO PRETO,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM ,9% OUTRAS MADEIRAS SERRADAS/CORTADAS EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 22,7% 19,6% 25,8% 4,6% PAINEIS DE MADEIRA DENOMINADOS WAFERBOARD ,3% OUTROS PAINEIS DE MADEIRA 17,9% 53,5% -9,4% 16,5% PAINEIS DE OUTRAS MATERIAS LENHOSAS 76,4% 88,6% 65,0% 85,7% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MECAN.D>0.8G/CM3 0,7% 3,7% -2,3% -7,5% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,DENSIDADE>0.8G/CM3-5,4% 5,2% -14,9% 10,1% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MEC.0.5<D<=0.8G/CM3 11,9% 4,1% 20,2% 29,1% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.5G/CM3<D<=0,8G/CM3 13,5% 30,7% -1,5% -81,7% PAINEIS DE FIBRAS MADEIRA,N/TRAB.MECAN.0.35<D<=0.5G/CM OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.35G/CM3<D<=0.5G/CM OUTS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA N/TRAB MECAN N/RECOB ,0% 44,6% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA -2,6% 2,2% -7,2% 2,8% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA TROPICAL 11,9% 18,7% 5,5% -14,6% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA N/CONIFER 7,1% 20,3% -4,6% -0,5% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,COM FOLHAS DE ESPESSURA<=6MM 25,6% 34,6% 17,3% -0,2% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.CAMADA MAD.TROP ,8% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.PAINEL PARTICULA -13,2% -2,9% -22,4% -8,3% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/FACE DE MADEIRA N/CONIFERA -2,3% 15,5% -17,4% -60,7% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/CAMADA DE MADEIRA TROPICAL OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,COM PAINEL DE PARTICULAS ,5% 36,8% OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,FOLHEADAS OU ESTRATIFICADAS 6,6% -15,0% 33,7% 2,6% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 155

160 Anexo III. 3 Evolução das importações brasileiras de madeira e participação a8 dígitos do SH Em milhões de US$ FOB Importações totais e participação 1989 % 1995 % 1997 % 2000 % 2001 % MADEIRA DE CONIFERAS,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,08 0,5% 0,68 1,6% 1,02 1,2% 0,19 0,4% 0,62 1,9% MADEIRA DE MAHOGANY,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,38 2,3% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE IMBUIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE VIROLA/BALSA,SERRADA,CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,04 0,1% 0,21 0,2% 0,06 0,1% 0,07 0,2% MADEIRA DE DARK RED MERANTI,ETC.SERRADA,CORT.FLS.E>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE CEDRO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,38 2,3% 0,02 0,1% 0,04 0,0% 0,00 0,0% 0,01 0,0% MADEIRA DE IPE,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 1,51 9,3% 0,02 0,0% 0,01 0,0% 0,02 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE PAU MARFIM,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 3,38 20,8% 7,42 17,5% 4,81 5,7% 1,38 2,9% 2,51 7,8% MADEIRA DE LOURO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,14 0,2% 0,03 0,1% 0,01 0,0% OUTRAS MADEIRAS TROPICAIS,SERRADAS/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,03 0,0% 0,04 0,1% 0,27 0,8% MADEIRA DE CARVALHO,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,25 1,5% 0,02 0,0% 0,13 0,2% 0,15 0,3% 0,23 0,7% MADEIRA DE FAIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE CANAFISTULA,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 3,79 23,3% 4,76 11,2% 1,62 1,9% 0,57 1,2% 0,55 1,7% MADEIRA DE PEROBA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 2,71 16,6% 2,31 5,4% 0,41 0,5% 0,09 0,2% 0,10 0,3% MADEIRA DE GUAIUVIRA,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 3,25 20,0% 6,25 14,7% 0,60 0,7% 0,40 0,9% 0,41 1,3% MADEIRA DE CABREUVA PARDA,SERRADA/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,01 0,0% 0,02 0,1% MADEIRA DE URUNDEI,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,05 0,1% 0,00 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE AMENDOIM,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,00 0,0% MADEIRA DE ANGICO PRETO,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,20 0,2% 0,12 0,2% 0,15 0,5% OUTRAS MADEIRAS SERRADAS/CORTADAS EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,18 1,1% 3,36 7,9% 8,77 10,4% 2,25 4,8% 2,15 6,7% PAINEIS DE MADEIRA DENOMINADOS WAFERBOARD 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,33 0,4% 0,00 0,0% 0,53 1,6% OUTROS PAINEIS DE MADEIRA 0,12 0,7%10,65 25,1%26,04 30,8%17,20 36,4% 9,78 30,4% PAINEIS DE OUTRAS MATERIAS LENHOSAS 0,00 0,0% 0,10 0,2% 0,76 0,9% 0,04 0,1% 0,20 0,6% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MECAN.D>0.8G/CM3 0,01 0,0% 0,15 0,3% 5,26 6,2% 4,66 9,9% 5,00 15,5% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,DENSIDADE>0.8G/CM3 0,01 0,0% 0,08 0,2% 1,44 1,7% 2,30 4,9% 1,79 5,6% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MEC.0.5<D<=0.8G/CM3 0,09 0,5% 5,24 12,3%21,01 24,8%11,56 24,5% 3,92 12,2% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.5G/CM3<D<=0,8G/CM3 0,00 0,0% 0,16 0,4% 8,38 9,9% 4,70 9,9% 2,27 7,0% PAINEIS DE FIBRAS MADEIRA,N/TRAB.MECAN.0.35<D<=0.5G/CM3 0,00 0,0% 0,07 0,2% 0,22 0,3% 0,03 0,1% 0,02 0,1% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.35G/CM3<D<=0.5G/CM3 0,00 0,0% 0,07 0,2% 1,43 1,7% 0,27 0,6% 0,11 0,3% OUTS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA N/TRAB MECAN N/RECOB 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA 0,00 0,0% 0,21 0,5% 0,29 0,3% 0,39 0,8% 0,44 1,4% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA TROPICAL 0,01 0,0% 0,01 0,0% 0,12 0,1% 0,10 0,2% 0,01 0,0% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA N/CONIFER 0,03 0,2% 0,63 1,5% 0,15 0,2% 0,22 0,5% 0,68 2,1% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,COM FOLHAS DE ESPESSURA<=6MM 0,05 0,3% 0,05 0,1% 0,17 0,2% 0,24 0,5% 0,24 0,7% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.CAMADA MAD.TROP. 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,10 0,1% 0,06 0,1% 0,00 0,0% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.PAINEL PARTICULA 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,22 0,3% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/FACE DE MADEIRA N/CONIFERA 0,06 0,3% 0,01 0,0% 0,09 0,1% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/CAMADA DE MADEIRA TROPICAL 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,COM PAINEL DE PARTICULAS 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,FOLHEADAS OU ESTRATIFICADAS 0,00 0,0% 0,19 0,4% 0,57 0,7% 0,17 0,4% 0,08 0,3% Total 16,28 100% 42,50 100% 84,62 100% 47,27 100% 32,20 100% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 156

161 Anexo III.4 Taxa de crescimento médio anual das importações brasileiras de madeira Em milhões de US$ FOB Produtos da Madeira Exportações MADEIRA DE CONIFERAS,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 18,3% 42,1% -1,4% 220,1% MADEIRA DE MAHOGANY,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM -35,0% MADEIRA DE IMBUIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM MADEIRA DE VIROLA/BALSA,SERRADA,CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 27,2% 48,9% 8,6% 9,6% MADEIRA DE DARK RED MERANTI,ETC.SERRADA,CORT.FLS.E>6MM MADEIRA DE CEDRO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM -25,8% -37,6% -11,7% 5426,3% MADEIRA DE IPE,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM -41,6% -53,4% -26,7% -87,4% MADEIRA DE PAU MARFIM,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM -2,4% 14,0% -16,5% 82,0% MADEIRA DE LOURO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM ,1% OUTRAS MADEIRAS TROPICAIS,SERRADAS/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM ,0% 586,7% MADEIRA DE CARVALHO,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM -0,7% -34,5% 50,6% 54,9% MADEIRA DE FAIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM MADEIRA DE CANAFISTULA,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM -14,9% 3,9% -30,2% -4,2% MADEIRA DE PEROBA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM -23,9% -2,6% -40,6% 16,9% MADEIRA DE GUAIUVIRA,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM -15,9% 11,5% -36,6% 0,4% MADEIRA DE CABREUVA PARDA,SERRADA/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM ,0% MADEIRA DE URUNDEI,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM ,8% MADEIRA DE AMENDOIM,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM MADEIRA DE ANGICO PRETO,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM ,0% OUTRAS MADEIRAS SERRADAS/CORTADAS EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 22,8% 62,5% -7,1% -4,3% PAINEIS DE MADEIRA DENOMINADOS WAFERBOARD OUTROS PAINEIS DE MADEIRA 44,8% 112,6% -1,4% -43,2% PAINEIS DE OUTRAS MATERIAS LENHOSAS ,0% 454,0% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MECAN.D>0.8G/CM3 71,1% 62,2% 80,4% 7,2% OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,DENSIDADE>0.8G/CM3 57,4% 46,7% 68,9% -22,1% PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MEC.0.5<D<=0.8G/CM3 37,1% 97,3% -4,7% -66,1% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.5G/CM3<D<=0,8G/CM ,5% -51,7% PAINEIS DE FIBRAS MADEIRA,N/TRAB.MECAN.0.35<D<=0.5G/CM ,1% -42,8% OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.35G/CM3<D<=0.5G/CM ,0% -59,8% OUTS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA N/TRAB MECAN N/RECOB OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA 76,7% 176,1% 13,0% 15,2% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA TROPICAL 5,6% 8,3% 2,9% -85,1% MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA N/CONIFER 30,0% 66,7% 1,3% 205,9% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,COM FOLHAS DE ESPESSURA<=6MM 14,2% -1,0% 31,8% -2,1% OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.CAMADA MAD.TROP OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.PAINEL PARTICULA OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/FACE DE MADEIRA N/CONIFERA -18,2% -28,4% -6,5% OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/CAMADA DE MADEIRA TROPICAL OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,COM PAINEL DE PARTICULAS OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,FOLHEADAS OU ESTRATIFICADAS ,9% -51,2% Total 5,9% 17,3% -4,5% -31,9% Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 157

162 Anexo III. 5 Saldo comercial dos produtos de madeira Em milhões de US$ FOB Saldo Comercial em milhões de US$ correntes MADEIRA DE CONIFERAS,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 24,22 85,40 144,58 212,48 228, MADEIRA DE MAHOGANY,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 74,32 63,10 45,78 28,28 19, MADEIRA DE IMBUIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 3,88 4,94 2,99 2,43 1, MADEIRA DE VIROLA/BALSA,SERRADA,CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 10,79 2,17 1,57 4,44 2, MADEIRA DE DARK RED MERANTI,ETC.SERRADA,CORT.FLS.E>6MM 1,64 0,08 0,25 0,00 0, MADEIRA DE CEDRO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,70 16,49 12,82 32,43 30, MADEIRA DE IPE,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,16 6,25 11,04 25,13 36, MADEIRA DE PAU MARFIM,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM -3,26-6,50-4,00-0,99-2, MADEIRA DE LOURO,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,00 2,93 0,15 0, OUTRAS MADEIRAS TROPICAIS,SERRADAS/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,01 0,13 29,29 19, MADEIRA DE CARVALHO,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM -0,25-0,02-0,13-0,15-0, MADEIRA DE FAIA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 0,00 0,01 0,00 0,01 0, MADEIRA DE CANAFISTULA,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM -0,24 2,92-1,59-0,38-0, MADEIRA DE PEROBA,SERRADA/CORTADA EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM -2,71-2,30-0,31 0,07-0, MADEIRA DE GUAIUVIRA,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 6,80 137,83-0,60-0,39-0, MADEIRA DE CABREUVA PARDA,SERRADA/CORT.FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,00 0,38 1,83 2, MADEIRA DE URUNDEI,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,00-0,05 0,00 0, MADEIRA DE AMENDOIM,SERRADA/CORTADA EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,00 0,02 0,03 0, MADEIRA DE ANGICO PRETO,SERRADA/CORT.EM FLS.ETC.ESP>6MM 0,00 0,00-0,18-0,04-0, OUTRAS MADEIRAS SERRADAS/CORTADAS EM FOLHAS,ETC.ESP>6MM 16,16 44,55 177,34 179,59 188, PAINEIS DE MADEIRA DENOMINADOS WAFERBOARD 0,00 0,00-0,23 0,25-0, OUTROS PAINEIS DE MADEIRA 1,34 8,36-5,57-8,17 0, PAINEIS DE OUTRAS MATERIAS LENHOSAS 0,00 0,00-0,74 1,14 1, PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MECAN.D>0.8G/CM3 33,22 41,21 30,12 34,34 31, OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,DENSIDADE>0.8G/CM3 40,07 54,10 40,25 16,33 18, PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,N/TRAB.MEC.0.5<D<=0.8G/CM3 0,09-5,01-21,01-11,04-3, OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.5G/CM3<D<=0,8G/CM3 0,01-0,13-8,38-4,57-2, PAINEIS DE FIBRAS MADEIRA,N/TRAB.MECAN.0.35<D<=0.5G/CM3 0,00-0,07-0,22-0,03-0, OUTS.PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA,0.35G/CM3<D<=0.5G/CM3 0,00-0,07-1,43-0,27-0, OUTS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA N/TRAB MECAN N/RECOB 0,00 0,00 0,00 0,01 0, OUTROS PAINEIS DE FIBRAS DE MADEIRA 1,76 1,80 1,42 0,87 0, MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA TROPICAL 11,66 32,57 25,46 52,43 44, MADEIRA COMPENSADA C/FLS<=6MM,FACE DE MADEIRA N/CONIFER 46,61 141,06 138,61 106,93 105, OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,COM FOLHAS DE ESPESSURA<=6MM 10,03 59,91 58,74 155,94 155, OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.CAMADA MAD.TROP. 0,00 0,00 3,66 5,66 5, OUTS.MADEIRAS COMPENS.FACE MAD.N/CONIF.PAINEL PARTICULA 8,28 6,96 5,60 1,66 1, OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/FACE DE MADEIRA N/CONIFERA 4,68 11,27 15,93 9,12 3, OUTS.MADEIRAS COMPENSADAS,C/CAMADA DE MADEIRA TROPICAL 0,00 0,00 1,09 0,04 0, OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,COM PAINEL DE PARTICULAS 0,00 0,11 0,07 0,00 0, OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS,FOLHEADAS OU ESTRATIFICADAS 19,63 7,24 13,63 41,09 42,24 Total 309,60 714,23 689,98 915,92 931,27 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 158

163 Anexo IV. Destino e origem das exportações e importações de madeira do Brasil por blocos econômicos a 4 dígitos do SH 159

164 Anexo IV.1 Destino e origem das exportações e importações (produto 4407) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 3,15 2,1% 11,33 3,0% 23,19 5,6% 32,00 6,2% 27,80 5,2% Nafta 35,01 23,6% 82,84 21,8% 130,73 31,8% 201,36 38,8% 212,71 40,0% Aladi 0,10 0,1% 0,40 0,1% 1,17 0,3% 2,58 0,5% 10,76 2,0% União Européia 34,69 23,4% 150,45 39,6% 135,64 33,0% 159,32 30,7% 149,85 28,2% Ásia 1,90 1,3% 45,25 11,9% 53,62 13,0% 69,01 13,3% 72,70 13,7% Resto do mundo 73,28 49,5% 89,55 23,6% 66,65 16,2% 55,24 10,6% 58,33 11,0% Total 148,14 100% 379,82 100% 411,00 100% 519,52 100% 532,14 100% Importação Mercosul 14,82 93,1% 24,65 99,1% 17,26 95,7% 3,81 71,6% 5,71 80,2% Nafta 0,25 1,6% 0,03 0,1% 0,16 0,9% 0,61 11,5% 0,49 6,9% Aladi 0,85 5,3% 0,16 0,6% 0,28 1,6% 0,07 1,2% 0,38 5,3% União Européia 0,00 0,0% 0,03 0,1% 0,08 0,4% 0,45 8,5% 0,38 5,3% Ásia 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,19 1,0% 0,25 4,6% 0,00 0,0% Resto do mundo 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,08 0,4% 0,14 2,5% 0,16 2,3% Total 15,92 100% 24,88 100% 18,05 100% 5,33 100% 7,12 100% Saldo comercial Mercosul -11,68-13,32 5,92 28,19 22,09 Nafta 34,77 82,81 130,57 200,75 212,22 Aladi -0,75 0,24 0,89 2,52 10,38 União Européia 34,69 150,42 135,57 158,87 149,47 Ásia 1,90 45,24 53,43 68,77 72,70 Resto do mundo 73,28 89,55 66,57 55,10 58,17 Total 132,22 354,94 392,95 514,19 525,02 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 160

165 Anexo IV.2 Destino e origem das exportações e importações (produto 4410) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 0,14 9,4% 2,55 13,4% 1,02 5,0% 2,28 21,8% 1,53 12,0% Nafta 0,03 2,4% 1,21 6,3% 0,38 1,9% 2,71 26,0% 2,44 19,1% Aladi 0,02 1,3% 0,18 0,9% 0,02 0,1% 0,25 2,4% 0,34 2,6% União Européia 0,04 2,6% 13,29 69,5% 17,80 86,4% 3,04 29,0% 5,33 41,8% Ásia 0,16 10,8% 0,39 2,1% 0,21 1,0% 1,50 14,3% 3,02 23,7% Resto do mundo 1,07 73,6% 1,49 7,8% 1,16 5,6% 0,67 6,4% 0,10 0,8% Total 1,46 100% 19,12 100% 20,59 100% 10,46 100% 12,77 100% Importação Mercosul 0,12 100,0% 10,22 95,0% 21,93 80,8% 16,80 97,5% 9,47 90,1% Nafta 0,00 0,0% 0,02 0,2% 0,04 0,1% 0,01 0,0% 0,01 0,1% Aladi 0,00 0,0% 0,12 1,1% 1,28 4,7% 0,31 1,8% 0,09 0,9% União Européia 0,00 0,0% 0,19 1,7% 3,86 14,2% 0,09 0,5% 0,94 8,9% Ásia 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,03 0,2% 0,00 0,0% Resto do mundo 0,00 0,0% 0,21 2,0% 0,01 0,1% 0,00 0,0% 0,00 0,0% Total 0,12 100% 10,75 100% 27,12 100% 17,24 100% 10,51 100% Saldo comercial Mercosul 0,02-7,66-20,91-14,52-7,94 Nafta 0,03 1,19 0,35 2,71 2,43 Aladi 0,02 0,06-1,26-0,05 0,25 União Européia 0,04 13,11 13,94 2,94 4,40 Ásia 0,16 0,39 0,21 1,46 3,02 Resto do mundo 1,07 1,28 1,14 0,67 0,10 Total 1,34 8,37-6,53-6,78 2,26 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 161

166 Anexo IV.3 Destino e origem das exportações e importações (produto 4411) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 0,27 0,4% 2,22 2,3% 1,52 1,9% 1,95 3,3% 1,68 2,9% Nafta 31,85 42,3% 46,61 47,7% 42,46 53,9% 36,69 61,6% 37,55 64,1% Aladi 0,10 0,1% 0,66 0,7% 0,64 0,8% 0,17 0,3% 0,47 0,8% União Européia 25,49 33,9% 21,73 22,2% 13,10 16,6% 9,07 15,2% 9,17 15,7% Ásia 1,12 1,5% 1,44 1,5% 1,53 1,9% 1,54 2,6% 1,31 2,2% Resto do mundo 16,42 21,8% 25,14 25,7% 19,54 24,8% 10,13 17,0% 8,41 14,4% Total 75,25 100% 97,80 100% 78,78 100% 59,55 100% 58,58 100% Importação Mercosul 0,10 99,5% 0,71 11,9% 15,05 39,6% 10,92 45,6% 7,41 54,7% Nafta 0,00 0,0% 0,19 3,1% 2,30 6,1% 0,38 1,6% 0,07 0,5% Aladi 0,00 0,0% 4,91 82,0% 13,79 36,3% 6,58 27,5% 1,40 10,3% União Européia 0,00 0,5% 0,10 1,7% 6,26 16,5% 5,90 24,7% 4,61 34,1% Ásia 0,00 0,0% 0,01 0,1% 0,30 0,8% 0,15 0,6% 0,06 0,4% Resto do mundo 0,00 0,0% 0,06 1,1% 0,31 0,8% 0,00 0,0% 0,00 0,0% Total 0,11 100% 5,98 100% 38,03 100% 23,92 100% 13,55 100% Saldo comercial Mercosul 0,17 1,50-13,53-8,97-5,73 Nafta 31,85 46,43 40,15 36,32 37,48 Aladi 0,10-4,25-13,15-6,41-0,93 União Européia 25,48 21,62 6,84 3,18 4,55 Ásia 1,12 1,44 1,23 1,39 1,25 Resto do mundo 16,42 25,08 19,22 10,13 8,41 Total 75,14 91,82 40,75 35,63 45,03 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 162

167 Anexo IV.4 Destino e origem das exportações e importações (produto 4412) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 0,14 0,1% 8,35 3,2% 12,70 4,8% 8,76 2,3% 6,83 1,9% Nafta 10,78 10,7% 61,70 23,7% 59,15 22,4% 70,44 18,9% 71,87 20,0% Aladi 0,93 0,9% 9,99 3,8% 8,81 3,3% 11,13 3,0% 14,09 3,9% União Européia 28,90 28,6% 65,48 25,2% 64,84 24,5% 122,78 32,9% 115,09 32,0% Ásia 0,00 0,0% 5,40 2,1% 7,68 2,9% 4,34 1,2% 2,61 0,7% Resto do mundo 60,28 59,7% 109,08 42,0% 111,04 42,0% 156,21 41,8% 149,50 41,5% Total 101,03 100% 259,99 100% 264,22 100% 373,66 100% 359,99 100% Importação Mercosul 0,12 84,7% 0,39 43,8% 0,71 49,6% 0,23 29,5% 0,15 14,7% Nafta 0,01 10,0% 0,00 0,2% 0,01 0,8% 0,12 15,5% 0,11 11,2% Aladi 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,08 5,4% 0,00 0,0% 0,00 0,0% União Européia 0,01 5,3% 0,49 55,3% 0,63 44,2% 0,38 47,9% 0,76 74,1% Ásia 0,00 0,0% 0,01 0,6% 0,00 0,0% 0,06 7,1% 0,00 0,0% Resto do mundo 0,00 0,0% 0,00 0,1% 0,00 0,0% 0,00 0,0% 0,00 0,0% Total 0,14 100% 0,88 100% 1,43 100% 0,78 100% 1,02 100% Saldo comercial Mercosul 0,02 7,96 11,99 8,52 6,68 Nafta 10,77 61,70 59,14 70,32 71,75 Aladi 0,93 9,99 8,74 11,13 14,09 União Européia 28,89 64,99 64,21 122,40 114,33 Ásia 0,00 5,39 7,68 4,29 2,61 Resto do mundo 60,28 109,08 111,04 156,21 149,50 Total 100,89 259,11 262,80 372,88 358,96 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 163

168 Anexo V. Destino e origem das exportações e importações de móveis do Brasil por blocos a 4 dígitos do SH 164

169 Anexo V.1 Destino e origem das exportações e importações (produto 9401) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 1,27 5,0% 13,15 28,2% 30,69 47,2% 32,87 44,3% 25,38 32,3% Nafta 16,49 65,5% 14,08 30,2% 9,85 15,1% 16,77 22,6% 30,85 39,3% Aladi 1,02 4,1% 3,18 6,8% 4,84 7,4% 2,29 3,1% 5,33 6,8% União Européia 3,79 15,0% 10,66 22,9% 14,03 21,6% 14,95 20,2% 7,34 9,3% Ásia 0,12 0,5% 0,17 0,4% 0,17 0,3% 0,36 0,5% 1,33 1,7% Resto do mundo 2,50 9,9% 5,32 11,4% 5,44 8,4% 6,90 9,3% 8,28 10,5% Total 25,20 100% 46,57 100% 65,02 100% 74,14 100% 78,51 100% Importação Mercosul 0,13 5,2% 14,84 27,6% 15,99 13,7% 3,27 2,8% 3,04 2,6% Nafta 0,49 19,3% 8,78 16,3% 37,12 31,9% 38,78 33,7% 39,89 33,8% Aladi 0,00 0,0% 0,01 0,0% 0,30 0,3% 0,25 0,2% 0,00 0,0% União Européia 0,30 11,9% 20,71 38,5% 53,39 45,9% 61,27 53,2% 63,90 54,2% Ásia 0,07 2,7% 2,77 5,2% 4,28 3,7% 5,41 4,7% 5,84 5,0% Resto do mundo 1,54 60,8% 6,66 12,4% 5,27 4,5% 6,10 5,3% 5,32 4,5% Total 2,53 100% 53,77 100% 116,35 100% 115,09 100% 117,99 100% Saldo comercial Mercosul 1,13-1,69 14,71 29,60 22,34 Nafta 16,01 5,29-27,27-22,02-9,04 Aladi 1,02 3,18 4,54 2,04 5,33 União Européia 3,48-10,05-39,36-46,32-56,56 Ásia 0,06-2,60-4,11-5,05-4,51 Resto do mundo 0,96-1,34 0,17 0,80 2,96 Total 22,66-7,21-51,32-40,95-39,48 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 165

170 Anexo V.2 Destino e origem das exportações e importações (produto 9403) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 1,77 8,3% 26,12 9,8% 36,73 12,3% 77,42 18,7% 65,08 16,1% Nafta 8,99 42,1% 61,81 23,1% 57,54 19,2% 106,18 25,7% 135,97 33,6% Aladi 0,61 2,9% 2,37 0,9% 5,25 1,8% 7,62 1,8% 10,10 2,5% União Européia 4,27 20,0% 127,70 47,8% 148,02 49,5% 157,15 38,0% 124,15 30,7% Ásia 0,03 0,1% 0,60 0,2% 0,56 0,2% 1,41 0,3% 0,38 0,1% Resto do mundo 5,65 26,5% 48,55 18,2% 51,19 17,1% 63,62 15,4% 69,16 17,1% Total 21,32 100% 267,15 100% 299,30 100% 413,40 100% 404,83 100% Importação Mercosul 0,69 52,9% 5,79 17,9% 8,14 16,3% 4,39 17,5% 2,83 15,4% Nafta 0,11 8,0% 11,50 35,5% 19,91 39,9% 7,17 28,6% 3,45 18,7% Aladi 0,00 0,0% 0,13 0,4% 0,59 1,2% 0,02 0,1% 0,02 0,1% União Européia 0,07 5,5% 9,93 30,6% 13,20 26,5% 9,74 38,8% 8,38 45,5% Ásia 0,43 32,6% 3,04 9,4% 5,85 11,7% 3,21 12,8% 3,07 16,7% Resto do mundo 0,01 1,0% 2,04 6,3% 2,17 4,4% 0,58 2,3% 0,67 3,6% Total 1,31 100% 32,43 100% 49,86 100% 25,12 100% 18,42 100% Saldo comercial Mercosul 1,08 20,33 28,59 73,04 62,25 Nafta 8,88 50,31 37,63 99,01 132,51 Aladi 0,61 2,24 4,67 7,60 10,08 União Européia 4,20 117,77 134,82 147,41 115,77 Ásia -0,40-2,44-5,29-1,80-2,69 Resto do mundo 5,64 46,51 49,02 63,04 68,49 Total 20,01 234,72 249,44 388,29 386,41 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 166

171 Anexo V.3 Destino e origem das exportações e importações (produto 9404) em milhões de US$ nominais Bloco econômico Exportação Mercosul 0,40 37,7% 1,87 40,2% 0,31 15,2% 1,01 78,7% 0,72 76,5% Nafta 0,31 29,2% 0,00 0,0% 0,33 16,2% 0,02 1,5% 0,03 2,9% Aladi 0,19 17,9% 0,49 10,6% 0,98 48,6% 0,10 8,1% 0,12 12,8% União Européia 0,14 13,0% 0,62 13,3% 0,00 0,0% 0,01 0,5% 0,00 0,0% Ásia 0,00 0,0% 1,62 34,7% 0,33 16,2% 0,09 7,1% 0,00 0,0% Resto do mundo 0,02 2,2% 0,06 1,2% 0,07 3,7% 0,05 4,1% 0,07 7,8% Total 1,07 100% 4,66 100% 2,01 100% 1,29 100% 0,94 100% Importação Mercosul 0,32 98,6% 0,23 20,9% 3,80 52,1% 1,53 46,9% 0,64 36,2% Nafta 0,00 1,1% 0,74 66,7% 2,67 36,6% 1,08 33,1% 0,33 18,5% Aladi 0,00 0,0% 0,01 0,9% 0,36 4,9% 0,07 2,1% 0,02 1,0% União Européia 0,00 0,3% 0,09 8,5% 0,29 3,9% 0,33 10,0% 0,51 28,9% Ásia 0,00 0,0% 0,02 1,8% 0,15 2,1% 0,18 5,5% 0,18 10,3% Resto do mundo 0,00 0,0% 0,01 1,2% 0,03 0,4% 0,08 2,5% 0,09 5,1% Total 0,33 100% 1,11 100% 7,30 100% 3,26 100% 1,76 100% Saldo comercial Mercosul 0,08 1,64-3,50-0,52 0,08 Nafta 0,31-0,74-2,35-1,06-0,30 Aladi 0,19 0,48 0,62 0,04 0,10 União Européia 0,14 0,53-0,29-0,32-0,51 Ásia 0,00 1,60 0,17-0,09-0,18 Resto do mundo 0,02 0,04 0,04-0,03-0,02 Total 0,74 3,56-5,29-1,97-0,82 Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pela NEIT/UNICAMP (Secex) 167

172 Anexo 6. Tarifas impostas ao Brasil por produto (8 dígitos do Sistema Harmonizado) 168

173 PRODUTOS DA POSIÇÃO 4407 MADEIRA SERRADA OU FENDIDA LONGITUDINALMENTE, CORTADA EM FOLHAS OU DESENROLADA, MESMO APLAINADA, POLIDA OU UNIDA PELAS EXTREMIDADES, DE ESPESSURA SUPERIOR A 6MM 169

174 440710: DE CONÍFERAS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,7/m 3 Canadá 0.0 México 13.0 (para e ) 18.0 (para e ) União Européia :MADEIRA TROPICAL (IMBUIA, VIROLA/BALSA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27/m3 Canadá 0.0 México 18.0 União Européia 2,5 para para: para : GSP (Inclui Brasil) ACP countries Preference for South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 170

175 440725: MADEIRA TROPICAL (DARK RED MERANTI), SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27/m 3 Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para : GSP (Inclui Brasil) ACP countries Preference for South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel : MADEIRA TROPICAL (WHITE LUAN), SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27m 3 México 18.0 Canadá 0.0 União Européia para: para: para : GSP (inclui Brasil) Preference ACP countries Preference for South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 171

176 440729: MADEIRA TROPICAL (CEDRO, IPÊ, PAU MARFIM, LOURO, OUTRAS TROPICAIS), SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27/m 3 Canadá 0.0 México 18.0 União Européia 2.5 para ; ; para ; ; ) 0.0 para : GSP (Inclui Brasil) ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 0.0 para : ; ;

177 440791: MADEIRA TROPICAL (DE CARVALHO), SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27/m 3 Canadá 0.0 México 18.0 União Européia : MADEIRA TROPICAL (DE FAIA), SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27/m 3 Canadá 0.0 México 13.0 para para União Européia

178 440799: MADEIRA TROPICAL (CANAFISTULA, PEROBA, GUAIVIRA, CABREUVA, URUNDEI, AMENDOIM, ANGICO PRETO, OUTRAS MADEIRAS), SERRADA, CORTADA EM FOLHAS, ESPESSURA > 6 MM)OUTRAS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: US$1,27/m 3 Canadá 0.0 México 13.0 para os demais União Européia 18.0 para: para (para as demais) 0.0 para : GSP (Inclui Brasil) ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 174

179 TARIFAS APLICADAS A 6 DÍGITOS DO SISTEMA HARMONIZADO PRODUTOS DA POSIÇÃO 4410 PAINÉIS DE PARTÍCULAS E PAINÉIS SEMELHANTES (POR EXEMPLO, PAINÉIS DENOMINADOS ORIENTED STRAND BOARD E PAINÉIS DENOMINADOS WAFERBOARD ), DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS LENHOSAS, MESMO AGLOMERADAS COM RESINAS OU COM OUTROS AGLUTINANTES ORGÂNICOS 175

180 441011: PAINÉIS DE MADEIRA DENOMINADOS WAFERBOARD Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% Canadá 2.5 México 23.0 União Européia para : GSP for LDC ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 4.9 para : GSP (Inclui Brasil) 176

181 OUTROS PAINÉIS DE MADEIRA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% Canadá 2.5 México 23.0 União Européia para : LDC ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 4.9 para : GSP countries (Inclui Brasil) : PAINÉIS DE OUTAS MADEIRAS LENHOSAS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 20% Canadá 0.0 México (para ) União Européia para : LDC ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 4.9 para : GSP countries (Inclui Brasil) 177

182 TARIFAS APLICADAS A 6 DÍGITOS DO SISTEMA HARMONIZADO PRODUTOS DA POSIÇÃO 4411 PAINÉIS DE FIBRAS DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS LENHOSAS, MESMO AGLOMERADAS COM RESINAS OU COM OUTROS AGLUTINANTES ORGÂNICOS 178

183 441111: PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, NÃO TRABALHADOS MECANICAMENTE, DENSIDADE > 0,8 g/cm 3 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 30% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para : LDC ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 4.9 para : GSP countries (Inclui Brasil) 179

184 441119: OUTROS PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, DENSIDADE > 0.8 g/cm 3 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA para: : 0.0 para : GSP Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ANDEAN trade preference act US-Mexico free trade area AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 30.0 (para ) 20.0 (para ) 45.0 (para ) Canada 0.0 para: para: : 0.0 para : UST, CCCT, LDCT, GPT, MT, MUST, CIAT, CT (inclui Brasil) México 18.0 União Européia para : LDC ACP countries Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South Africa 4.9 para : GSP countries (Inclui Brasil) 180

185 441121: PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, NÃO TRABALHADOS MECANICAMENTE, COM DENSIDADE ENTRE 0.5 g/cm 3 e 0.8g/cm 3 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 30 Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para : LDC ACP countries Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South Africa 4.9 para : GSP countries (Inclui Brasil) 181

186 441129: OUTROS PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, COM DENSIDADE ENTRE 0.5 g/cm 3 e 0.8g/cm 3 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA (1.5% + US$0,019/kg) para: para : e para : para: GSP Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area ) Rates for ANDEAN trade preference act ) US-Mexico free trade area para: GSP EXCLUI BRAZIL Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area ) Rates for ANDEAN trade preference act ) US-Mexico free trade area AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: : (25% + US$0.33/kg) : (30%) : (20%) : (45%) Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para: LDC ACP Preference for Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South Africa 4.9 para GSP (Inclui Brasil) 182

187 441131: PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, NÃO TRABALHADOS MECANICAMENTE, COM DENSIDADE ENTRE 0.35 g/cm 3 e 0.5g/cm 3 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 20% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para: LDC ACP Preference for Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South Africa 4.9 para GSP (Inclui Brasil) 183

188 441139: OUTROS PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, COM DENSIDADE ENTRE 0.35 g/cm 3 e 0.5g/cm 3 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 20% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para: LDC ACP Preference for Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South Africa 4.9 para GSP (Inclui Brasil) 184

189 441191: OUTROS PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA, NÃO TRABALHADOS MECANICAMENTE NEM RECOBERTOS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 20% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia : OUTROS PAINÉIS DE FIBRA DE MADEIRA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 20% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para: LDC ACP Preference for Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South Africa 4.9 para GSP (Inclui Brasil) 185

190 TARIFAS APLICADAS A 6 DÍGITOS DO SISTEMA HARMONIZADO PRODUTOS DA POSIÇÃO 4412 MADEIRA COMPENSADA (CONTRAPLACADA), MADEIRA FOLHEADA, E MADEIRAS ESTRATIFICADAS SEMELHANTES) 186

191 441213: MADEIRA COMPENSADA COM FOLHAS DE ESPESSURA 6 MM, FACE DE MADEIRA TROPICAL (1 DE 2 - CONTINUA NA PRÓXIMA PÁGINA) USA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros : 0.0 para: AFEGANISTÃO, GSP LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area 40.0 (para os demais) US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area 0.0 para para : : 0.0 para: GSP (EXCLUI INDONÉSIA) LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US- Mexico free trade area CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 50.0 (para ) : 0 para: GSP (EXCLUI BRASIL e INDONÉSIA) LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area : 0 para: GSP (EXCLUI INDONÉSIA) LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area : 0 para: GSP (EXCLUI BRASIL e INDONÉSIA) LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area 187

192 441213: MADEIRA COMPENSADA COM FOLHAS DE ESPESSURA 6 MM, FACE DE MADEIRA TROPICAL CONTINUAÇÃO (2 DE 2) Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros Canadá México 0.0 para : para: para: para: para : UST; CCCT; LDCT, GPT, MT, MUST, CIAT, CT (inclui Brasil) União Européia para : LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) CP contries (If planed, sanded or finger-jointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 7.0 para : GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) 5.2 para : South Africa 188

193 441214: MADEIRA COMPENSADA COM FOLHAS DE ESPESSURA 6 MM, FACE DE MADEIRA N/ CONÍFERA USA 0.0 para : Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros para: 5.1 para : para : GSP Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 50.0 (para ) 40.0 (para as demais) para : GSP (EXCETO BRAZIL) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area para: GSP (EXCETO BRAZIL) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area Canadá para: UST; CCCT; LDCT, GPT, MT, MUST, CIAT, CT (inclui Brasil) México 18.0 União para: Européia LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP contries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para : South África 4.9 para GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding 189

194 441219: OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS, COM FOLHAS DE ESPESSURA 6 MM, FACE DE MADEIRA TROPICAL USA 0.0 para : Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros para : GSP AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE:: 40% 3.4 para : para : para : LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area para : GSP LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade are Canadá México União Européia 6.0 para: para: para (para ) 7.0 (rate under tariff quota: somente para ) para : LDC (Não inclui Brasil) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act Mexico: 0.8% e para: UST; CCCT; LDCT, GPT, MT, MUST, CIAT, CT (inclui Brasil) 0.0 para: LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries 0.0 (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.6 para: South África 190

195 4.9 para : GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) : OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS FACE MADEIRA N/CONÍFERA CAMADA MADEIRA TROPICAL Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 para : Canadá 8.0 para para: para: GSP (EXCLUI BRASIL E INDONÉSIA) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area para: GSP (EXCLUI BRASIL, COLÔMBIA E INDONÉSIA) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area para: AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% para % para para: México 23.0 União 6.0 para : Européia para UST; CCCT; LDCT, GPT, MT, MUST, CIAT, CT (inclui Brasil) para: UST; CCCT; LDCT, GPT, MT, MUST, CIAT, CT (inclui Brasil) para : LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Preference for Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel GSP rate (INCLUI BRASIL): (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) e para : LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Preference for Czech Republic, Hungary, 191

196 Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel GSP rate (INCLUI BRASIL): (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) : OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS FACE MADEIRA N/CONÍFERA PAINEL PARTÍCULA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40.0 Canadá para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 3.0 para: GPT (inclui Brasil) México 18.0 União Européia para : GSP rate (inclui Brasil): 192

197 441229: OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS COM FACE MADEIRA N/CONÍFERA USA 0.0 para : Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros para : GSP (EXCLUI BRAZIL e INDONÉSIA) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area 8.0 para: para : GSP (EXCLUI BRAZIL, EQUADOR e INDONÉSIA) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area Canadá para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 3.0 para: GPT (inclui Brasil) México 23.0 União para : Européia LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 5.2 para: South África AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE:: 40% 7.0 para: GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) 193

198 441292: OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS COM CAMADA MADEIRA TROPICAL Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL Outros USA 0.0 para : GSP 0 para : 3.4 para : para para: Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area para : GSP (EXCETO EQUADOR) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade are para : GSP (EXCETO GUIANA) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade are Canadá para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% México 23.0 União 6.0 para : Européia para : : 3.0 para: GPT (inclui Brasil) 0.0 para : LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 3.1 para : South África 4.2 para e GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) 7.0 para GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and 194

199 other moulded boards: beadings or moulding) : OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS COM PAINEL DE PARTICULAS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia para : LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 4.2 para : GSP 4.2 INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) 3.1 para : South Africa 195

200 441299: OUTRAS MADEIRAS COMPENSADAS FOLHEADAS OU ESTRATIFICADAS USA 0.0 para : Canadá Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros e : 0.0 para : GSP Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area 3.4 para : para : para : : 0.0 para: GSP (EXCLUI COLÔMBIA) Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% México 23.0 União Européia 10.0 para: (rate under tariff quota 0.00%) 6.0 para: para: GPT (inclui Brasil) 0.0 para : LDC (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) ACP countries (If planed, sanded or fingerjointed: planing, sanding or finger-jointing) Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 7.0 para : GSP INCLUI BRASIL (Beading and Mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) 4.2 para : GSP INCLUI BRASIL (Beading and mouldings, including moulded skirting and other moulded boards: beadings or moulding) 196

201 TARIFAS APLICADAS A 6 DÍGITOS DO SISTEMA HARMONIZADO PRODUTOS DA POSIÇÃO 9401 ASSENTOS (EXCETO OS DA POSIÇÃO 94.02), MESMO TRANSFORMÁVEIS EM CAMAS, E SUAS PARTES 197

202 940110: ASSENTOS DOS TIPOS USADOS EM VEÍCULOS AÉREOS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 45% Canadá 0.0 México 18.0 União Européia : ASSENTOS PARA VEÍCULOS AUTOMÓVEIS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, Canadá 6.0 México para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT (inclui Brasil) CORÉIA DO NORTE: 25% União Européia para : ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel BRASIL:

203 940130: ASSENTOS GIRATÓRIOS, DE ALTURAS AJUSTÁVEIS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, Canadá para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 5.0 para: GPT (inclui Brasil) CORÉIA DO NORTE: 40.0 (para ) 45.0 (para ) México 18.0 União Européia : ASSENTOS TRANSFORMÁVEIS EM CAMAS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, Canadá para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 6.0 para: GPT (inclui Brasil) CORÉIA DO NORTE: 40% México 18.0 União Européia

204 940150: ASSENTOS DE ROTIM, VIME, BAMBU OU DE MATERIAIS SEMELHANTES Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, Canadá 9.5 México : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT (inclui Brasil) : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT para: GPT (inclui Brasil) CORÉIA DO NORTE: 60% União Européia para : GSP (inclui Brasil) ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 200

205 940161: ASSENTOS ESTOFADOS, COM ARMAÇÃO DE MADEIRA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE:40% : 0.0 para: Canadá 9.5 para : UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT (inclui Brasil) 0.0 para: México 18.0 União Européia : OUTROS ASSENTOS COM ARMAÇÃO DE MADEIRA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 42.5 (para ) 40.0 para as demais Canadá 9.5 para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 0.0 para: : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) México 18.0 União Européia

206 940171: ASSENTOS ESTOFADOS COM ARMAÇÃO DE METAL Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, Canadá 8.0 para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT CORÉIA DO NORTE: 45% 0.0 para: : 5.0 para: GPT (inclui Brasil) México 18.0 União Européia : OUTROS ASSENTOS COM ARMAÇÃO DE METAL Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 45% Canadá 8.0 para: para: México 18.0 União Européia

207 940180: OUTROS ASSENTOS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 Canadá 9.5 para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 65.0 (para ) 25.0 (para ) 45.0 (para ) 0.0 para: : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) México 18.0 União Européia

208 940190: PARTES PARA ASSENTOS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA Canadá para: para: para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT (inclui Brasil) : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 60.0 (para ) 25.0 (para e ) 42.5 (para ) 40.0 (para ) 45.0 ( para ) México União Européia 3.0 para: para : para: : 5.0 para: GPT (inclui Brasil) 0.0 para: GSP (exclui Brasil) ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 204

209 TARIFAS APLICADAS A 6 DÍGITOS DO SISTEMA HARMONIZADO PRODUTOS DA POSIÇÃO 9403 OUTROS MÓVEIS E SUAS PARTES(ESCRITÓRIOS, COZINHAS, SALAS, DORMITÓRIOS DE MADEIRA, MÓVEIS DE PLÁSTICOS, MÓVEIS DE METAIS, MÓVEIS DE OUTROS MATERIAIS, PARTES PARA MÓVEIS (DE MADEIRA E DE OUTROS MATERIAIS) 205

210 940310: MÓVEIS DE METAL, DO TIPO UTILIZADO EM ESCRITÓRIOS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTEs: 45% Canadá 0.0 México 0.0 União Européia : OUTROS MÓVEIS DE METAL Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 0.0 AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, Canadá para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT CORÉIA DO NORTE: 45% 5.0 para: GPT (inclui Brasil) México 18.0 para: para: União Européia

211 940330: MÓVEIS DE MADEIRA, DO TIPO UTILIZADO EM ESCRITÓRIOS USA Canadá 0.0 México 25.0 União Européia Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: (para ) 40.0 (para ) : MÓVEIS DE MADEIRA, DO TIPO UTILIZADO EM COZINHA USA Canadá 0.0 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros 9.5 México 25.0 União Européia para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 6.0 para: GPT (inclui Brasil) 0.0 para : GSP ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 42.5 (para ) 40.0 (para ) 25.0 (para ) : MÓVEIS DE MADEIRA, DO TIPO UTILIZADOS EM QUARTOS DE DORMIR USA Canadá México União Européia Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT 6.0 para: GPT (inclui Brasil) AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 42.5 (para (para (para ) 207

212 940360: OUTROS MÓVEIS DE MADEIRA USA Canadá 0.0 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros 0.0 para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 42.5 (para ) 40.0 (para ) 9.5 para: México para: União Européia : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) : MÓVEIS DE PLÁSTICO USA Canadá 0.0 Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros 0.0 para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 65.0 (para ) 25.0 (para ) 9.5 para: : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) México para: União Européia

213 940380: MÓVEIS DE OUTRAS MATERIAIS (ROTIM, VIME, BAMBU, ETC.) USA Canadá Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 60.0 (para ) 45.0 (para ) 9.5 para: : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT México 30.0 União para : Européia : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) GSP (exclui Brasil) ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel : PARTES PARA MÓVEIS USA Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 25.0 (para ) 60.0 (para ) 65.0 (para ) (para ) 80.0 (para ) 40.0 (para ) Canadá 0.0 México 13.0 União Européia para : GSP (exclui Brasil) ACP countries South Africa, Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 45.0 (para ) 209

214 TARIFAS APLICADAS A 6 DÍGITOS DO SISTEMA HARMONIZADO PRODUTOS DA POSIÇÃO 9404 COLCHÕES 210

215 940421: COLCHÕES DE BORRACHA/PLÁSTICOS ALVEOLARES Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA : 0.0 para: GSP LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% Canadá : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT México : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) União Européia para: LDC ACP Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 1.8 para: South Africa 2.5 para: GSP (exclui Brasil) 211

216 940429: COLCHÕES DE OUTROS MATERIAIS Tarifas Equivalentes Ad-Valorem GERAL ESPECIAL Outros USA 3.0 para : para : : 0 para : LDC Caribbean Basin Economic Recovery Act US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area: 0.6% : 0.0 para: GSP Caribbean Basin Economic Recovery Act AFEGANISTÃO, CUBA, LAOS, CORÉIA DO NORTE: 40% Canadá 9.5 US-Canada free trade area US-Israel free trade area Rates for ADEAN trade preference act US-Mexico free trade area : 0.0 para: UST, CCCT, LDCT, MT, MUST, CIAT, CT, GPT : 6.0 para: GPT (inclui Brasil) México 30.0 União Européia para : LDC ACP countries Czech Republic, Hungary, Poland, Egypt, Jordan, Morocco, Syria, Tunisia, Algeria and Israel 1.8 para : South Africa 2.5 para : GSP (exclui Brasil) 212

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