Teoria de Jogos. Danilo G. Muniz

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Teoria de Jogos. Danilo G. Muniz"

Transcrição

1 Teoria de Jogos Danilo G. Muniz

2 Introdução à teoria de jogos Onde será que esse cara vai investir? John Nash

3 Introdução à teoria de jogos Teoria evolutiva de jogos é um modo de pensar sobre evolução no nível dos fenótipos em que a aptidão de cada fenótipo depende de sua frequência na população John Maynard-Smith

4 Em outras palavras... Método (um pouco matemático) para gerar previsões evolutivas quando a aptidão de um indivíduo depende tanto da própria estratégia, quanto da estratégia dos outros membros da população.

5 O que tem a ver com jogos?

6 E como funciona? Como montar um modelo de teoria de jogos? Qual o cenário? Qual a teoria ecológica? Quais as estratégias possíveis? Análise e conclusões Como essas estratégias interagem entre si? Matriz de payoffs

7 Pressupostos dos modelos População infinita (vamos trabalhar com proporções) Existem N estratégias (fenótipos) diferentes na população Indivíduos realizam interações um-a-um Encontros são totalmente ao acaso Interações entre os indivíduos influenciam sua aptidão (fitness)

8 Matriz de ganhos (payoffs) A matriz é lida do ponto de vista das linhas... na interação com: Ganho líquido... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo 1 a b Fenótipo 2 c d

9 Uma população qualquer... Matriz de payoffs... na interação com: Frequências fenotípicas Ganho líquido... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Frequências Fenótipo 1 a b Fenótipo 2 c d s 1 s 2

10 Aptidão dos fenótipos Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo 1 a b Fenótipo 2 c d Frequências s 1 s 2 w 1 = a s 1 + b s 2 w 2 = c s 1 + d s 2

11 É como multiplicar matrizes! Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo 1 a b Fenótipo 2 c d X Freq. s 1 s 2

12 É como multiplicar matrizes! Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo 1 a b Fenótipo 2 c d Freq. s 1 X = s 2 Aptidões w 1 w 2 w 1 = a s 1 + b s 2 w 1 = c s 1 + d s 2

13 Mas essas aptidões servem pra quê?

14 Frequência na próxima geração Equação do replicador s (t+1) = s (t) w ഥw Aptidão média da população ഥw = w 1 s 1 + w 2 s 2 s 1(t+1) = s 1(t) w 1 ഥw s 2(t+1) = s 2(t) w 2 ഥw

15 Estratégias evolutivamente estáveis

16 Estratégia evolutivamente estável Evolutionary stable strategy (ESS) Uninvadable strategy 1) Estratégia que não pode ser invadida por uma estratégia mutante inicialmente rara 2) Consegue invadir uma população quando Inicialmente rara

17 Como identificar o invencível?... na interação com: Ganho líquido... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo Estratégia evolutivamente estável pura

18 Como identificar o invencível?... na interação com: Ganho líquido... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo 2 2 1

19 Nem sempre existe um invencível... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo Frequências 0,5 0,5 w 1 = 0,5 + 1 = 1,5 w 2 = 1 + 0,5 = 1,5

20 Estratégia evolutivamente estável mista... na interação com: Ganho líquido... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo Frequências 0,5 0,5 Estratégia evolutivamente estável mista

21 ESS mista Poderia ser imaginada como um ESTADO EVOLUTIVAMENTE ESTÁVEL Estado populacional que, mesmo se perturbado, tende a se reestabelecer

22 Nem sempre existe um invencível... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo Frequências 0,3 0,7 w 1 = 0,3 + 1,4 = 1,7 w 2 = 0,6 + 0,7 = 1,3

23 Nem sempre existe um invencível... Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo Frequências 0,7 0,3 w 1 = 0,7 + 0,6 = 1,3 w 2 = 1,4 + 0,3 = 1,7

24 Voltamos ao estado estável Fenótipo 1 Fenótipo 2 Fenótipo Fenótipo Frequências 0,5 0,5 w 1 = 0,5 + 1 = 1,5 w 2 = 1 + 0,5 = 1,5

25 Jogo gavião-pombo

26 Modelo gavião-pombo (hawk-dove) O gavião e o pombo simbolizam dois tipos de estratégias Agressividade Paciência

27 Modelo gavião-pombo (hawk-dove) Modelo de disputa intraespecífica Duas estratégias - Sempre luta pelo recurso - Sempre foge da luta - Divide o recurso com outro pombo

28 Modelo Gavião-pombo V = valor do recurso ; C = custo da luta... na disputa contra: Ganho líquido... V C 2 V 0 V 2

29 Modelo Gavião-pombo Equações de aptidão (fitness) w g = s g V C 2 + s p V w p = s p V 2 ѡ: aptidão; s: proporção (share) de cada estratégia ; g: gavião; p: pombo; V: benefício da vitória; C: custo da luta

30 Modelo Gavião-pombo V = 5; C = 2... na disputa contra: Ganho líquido... V C 2 = 1,5 V = 5 0 V 2 = 2,5

31 Modelo Gavião-pombo V = 2; C = 5... na disputa contra: Ganho líquido... V C 2 = -1,5 V = 2 0 V 2 = 1

32 A ESS nem sempre é a mesma... E agora?

33 Modelo Gavião-pombo Quando a população entra em equilíbrio? w g = w p s g V C 2 + s p V = s p V 2

34 Modelo Gavião-pombo Vamos calcular a proporção de gaviões em equilíbrio... V C s g 2 V C s g 2 + s p V = s p V + 1 s g V = 1 s g V 2 2 Substitui (s p ) por (1-s g ) s g V s gc + V s 2 2 gv = V s gv 2 2 Faz as multiplicações

35 Modelo Gavião-pombo s g V s gc + V s 2 2 gv = V s gv 2 2 s g V 2 + s gv 2 s gc 2 + V s gv = V 2 s gc 2 + V = V 2

36 Modelo Gavião-pombo x 2 s gc 2 + V = V 2 s g C + 2V = V V = s g C s g = V C

37 Modelo Gavião-pombo V = 1

38 É agora que entra a equação do replicador? Deve ser né...

39 Frequência na próxima geração Equação do replicador s (t+1) = s (t) w ഥw Aptidão média da população ഥw = w 1 s 1 + w 2 s 2 s 1(t+1) = s 1(t) w 1 ഥw s 2(t+1) = s 2(t) w 2 ഥw

40 Modelo Gavião-pombo V = 1; C = 2... na disputa contra: Ganho líquido... Frequências V C 2 V 0,001 0 V 2 0,999

41 Modelo Gavião-pombo V = 1

42 Modelo Gavião-pombo V = 1; C = 2... na disputa contra: Ganho líquido... Frequências V C 2 V 0,001 0 V 2 0,999

43 Modelo Gavião-pombo V = 1 ; C = 2

44 Jogo do altruísmo

45 Modelo simplificado de altruísmo Altruísta Concede um benefício em qualquer interação Egoísta Aceita benefícios

46 Jogo do altruísmo b = Benefício de interagir com um altruísta c = custo do altruísta ao interagir... na interação com: Ganho líquido... Altruísta Egoísta Altruísta 1 + b c 1 c Egoísta 1 + b 1

47 Equilíbrio Equilíbrio ocorre quando c = 0... na interação com: Ganho líquido... Altruísta Egoísta Altruísta 1 + b c 1 c Egoísta 1 + b 1

48 Quando c > 0 b = 1 ; c = 0,5 Egoísta Altruísta

49 Quando c > 0

50 Equilíbrio Com c > 0, o altruísta sempre perece!... na interação com: Ganho líquido... Altruísta Egoísta Altruísta 1 + b c 1 c Egoísta 1 + b 1

51 Jogo do altruísmo Quando c > 0, o egoísmo é a estratégia evolutivamente estável

52 O que acontece se o altruísta for seletivo? W.D. Hamilton propõe a ideia do altruísta seletivo R. Dawkins Eu tenho uma barba verde, e serei altruísta com quem possui uma barba verde

53 Jogo do barbaverde Altruísta Concede um benefício em qualquer interação Egoísta Aceita benefícios Barbaverde Concede um benefício a outro barbaverde

54 Matriz de payoffs b = Benefício do altruísmo c = custo do altruímo... na interação com: Ganho líquido... Altruísta Egoísta Barbaverde Altruísta 1 + b c 1 c 1 c Egoísta 1 + b 1 1 Barbaverde 1 + b b c

55 Jogo do barbaverde Frequências Iniciais Altruísta: 0,7 Egoísta: 0,2 Barbaverde: 0,1

56 Jogo do barbaverde Frequências Iniciais Altruísta: 0,7 Egoísta: 0,2 Barbaverde: 0,1

57 Jogo do barbaverde Quando b > c, ser um barbaverde é uma estratégia evolutivamente estável... na interação com: Ganho líquido... Altruísta Egoísta Barbaverde Altruísta 1 + b c 1 c 1 c Egoísta 1 + b 1 1 Barbaverde 1 + b b c

58 Jogo do barbaverde Ser egoísta nem sempre é a melhor alternativa.

59 Jogo pedra-papel-tesoura

60 Jogo pedra-papel-tesoura

61 Jogo pedra-papel-tesoura Proposição teórica Explicar a coexistência contínua de estratégias alternativas

62 Jogo pedra-papel-tesoura Estratégia 1 Estratégia 3 Estratégia 2

63

64

65 Matriz pedra-papel-tesoura... na interação com: Ganho líquido... Pedra Papel Tesoura Pedra 1 ½ 2 Papel 2 1 ½ Tesoura ½ 2 1

66 Equilíbrio pedra-papel-tesoura s pedra = s papel = s tesoura... na interação com: Ganho líquido... Pedra Papel Tesoura Pedra 1 ½ 2 Papel 2 1 ½ Tesoura ½ 2 1

67 Pedra-papel-tesoura

68 Lagarto pedra-papel-tesoura Uta stansburiana

69 Lagarto pedra-papel-tesoura Defende uma fêmea só. Cooperativo. Agressivo Defende haréns sozinho Imita fêmeas e copula furtivamente

70 Pedra-papel-tesoura-lagarto-spock?

71 Jogo da razão sexual

72 Pressupostos dos modelos População infinita Existem N estratégias (fenótipos) diferentes na população Encontros são totalmente ao acaso Indivíduos realizam interações um-a-um Estratégias influenciam interações que influenciam a aptidão

73 O que acontece se houver infinitas estratégias possíveis?

74 Infinitas estratégias? Faz sentido isso? Recursos limitados Estrutura, atividade coisa assim 1 Estrutura, atividade coisa assim 2

75 Jogo da razão sexual Filhotes machos Ovos limitados Filhotes fêmeas

76 Mas e a ESS? O conceito de estratégia evolutivamente estável... 1) Estratégia que não pode ser invadida por uma estratégia mutante inicialmente rara 2) Consegue invadir uma população quando Inicialmente rara

77 ESS em um mundo infinito... Filhotes machos Filhotes fêmeas Forma ideal de divisão de recursos Razão sexual da prole

78 Fêmeas possuem uma quantidade fixa de ovos Aptidão (fitness) medida como número de netos

79 Hora de calcular um pouco...

80 Mas o que a gente tem que calcular? Aptidão de uma fêmea mutante em uma população que produz filhotes com uma razão sexual característica

81 Hora de calcular um pouco... Ovos por fêmea: N Proporção de machos na prole da fêmea mutante: S Proporção de machos gerados pelas outras fêmeas da população S Filhas: (1-S) N Filhos: S N

82 Hora de calcular um pouco... Netos gerados pelas filhas Numero de filhas por fêmea Numero de filhotes por filha (1-S) N N (1-S) N 2

83 Hora de calcular um pouco... Netos gerados pelos filhos (Machos precisam fertilizar fêmeas)

84 Hora de calcular um pouco... Netos gerados pelos filhos (Machos precisam fertilizar fêmeas) Número médio de parceiras por macho: Total de fêmeas / Total de machos (1-S )/ S

85 Hora de calcular um pouco... Filhotes por filho N [ (1-S )/ S ] N [ (1-S )/ S ] S N Número de filhos S N 2 [ (1-S )/ S ] (Total de netos gerados pelos filhos)

86 Total de netos da fêmea mutante... (1-S) N 2 + S N 2 [ (1-S )/ S ] w = N 2 1 S + S 1 S S

87 Total de netos da fêmea dominante w = N 2 1 S + S 1 S S

88 Total de netos da fêmea dominante w = N 2 w = N 2 1 S + S 1 S S 1 S + 1 S w = N S w = 2 N 2 (1 S )

89 Em busca da ESS!! S (razão sexual da prole da população)

90 Em busca da ESS!! S (razão sexual da prole da população)

91 Em busca da ESS! Encontrar o valor de S que faz com que w > w para qualquer S? w = N 2 1 S + S 1 S S w = 2 N 2 (1 S )

92 Análise de invasibilidade 1) Vários valores de S e S 2) Calcula w e w

93 Análise de invasibilidade 1) Vários valores de S e S 2) Calcula w e w w w > 0 w w <= 0

94 Análise de invasibilidade 1) Vários valores de S e S 2) Calcula w e w

95 Análise de invasibilidade

96 Em busca da ESS!! S = 0,5 S (razão sexual da prole da população)

97 Mensagens finais A teoria de jogos é um método para gerar previsões evolutivas (não só na área de comportamento!). O jogo é qualquer situação em que a aptidão de um indivíduo depende de sua estratégia e da estratégia dos outros indivíduos Boa parte da análise de um jogo é procurar a estratégia evolutivamente estável (que nem sempre existe)

98 Bibliografia

99 Hora do intervalo!

100 Jogo Gavião-pombo no excel! s (t+1) = s (t) w ഥw ഥw = w 1 s 1 + w 2 s 2... na disputa contra: Ganho líquido... V C 2 V 0 V 2

101 Jogo do cuidado parental Maynard-Smith Anim. Behav.

102 Quem cuida da prole? Fêmea guardiã Fêmea desertora Macho guardião Cuidado biparental Cuidado paternal exclusivo Macho desertor Cuidado maternal exclusivo Sem cuidado parental

103 Historinha do modelo Se o macho cuidar da prole, ele se reproduz uma vez. Se desertar, ele tem uma segunda chance Macho desertor tem probabilidade p de copular de novo Fertilidade das fêmeas Desertora: W ; guardiã: w

104 Parâmetros do modelo Macho desertor tem probabilidade p de copular de novo Fertilidade das fêmeas Desertora: W ; guardiã: w Sobrevivência da prole: P 2 >= P 1 >= P 0

105 Matriz de payoffs Fêmea Macho Guarda Deserta Guarda Deserta

106 Matriz de payoffs Fêmea Macho Guarda Deserta Guarda wp 2 wp 2 WP 1 WP 1 Deserta wp 1 (1+p) wp 1 WP 0 (1+p) WP 0

107 Hora do exercício

O MODELO DE HARDY-WEINBERG

O MODELO DE HARDY-WEINBERG Modelo simples de genética de populações: modelo de Hardy-Weinberg (Hardy 1908; Weinberg 1908). Embora faça vários pressupostos simplificadores que não são realistas, ele se mostra bastante útil para descrever

Leia mais

Seleção Natural. BIO0230 Genética e Evolução. Felipe Bastos Rocha

Seleção Natural. BIO0230 Genética e Evolução. Felipe Bastos Rocha Seleção Natural BIO0230 Genética e Evolução Felipe Bastos Rocha Charles Darwin Origem das adaptações: Seleção Natural Há fenótipos que conferem maior probabilidade de sobrevivência e/ou reprodução Gregor

Leia mais

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Microeconomía II CSA-140 Prof. Martin H. Vargas Barrenechea Lista

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Microeconomía II CSA-140 Prof. Martin H. Vargas Barrenechea Lista Questão 1 (Preferências Altruísticas) A persona 1 se importa con sua renda e com a renda da persona 2. Precisamente, o valor que ela coloca sobre sua renda é o mesmo que dá para duas unidades de renda

Leia mais

Teoria dos Jogos Repetidos

Teoria dos Jogos Repetidos Teoria dos Jogos Repetidos Os processos de interação estratégica nos quais os jogadores decidem sem conhecer as decisões dos demais podem ser tratados como jogos simultâneos. Já os processos de interação

Leia mais

Com a palavra... Lucas Carrara. A sociedade das aves e o paradoxo do altruísmo. jan abr 2002

Com a palavra... Lucas Carrara. A sociedade das aves e o paradoxo do altruísmo. jan abr 2002 12 Lucas Carrara A sociedade das aves e o paradoxo do altruísmo 13 Sistemas sociais envolvendo reprodução cooperativa foram usados para combater e refutar a teoria da seleção natural de Darwin Durante

Leia mais

Uma Introdução à Teoria dos Jogos

Uma Introdução à Teoria dos Jogos Uma Introdução à Teoria dos Jogos Humberto José Bortolossi 1 Gilmar Garbugio 2 Brígida Alexandre Sartini 3 1 Departamento de Matemática Aplicada Universidade Federal Fluminense 2 Departamento de Matemática

Leia mais

Teoria de Jogos Evolucionária

Teoria de Jogos Evolucionária Teoria de Jogos Evolucionária Edmundo de Souza e Silva - Daniel Ratton Figueiredo Universidade Federal do Rio de Janeiro Programa de Engenharia de Sistemas e Computação - COPPE Departamento de Ciência

Leia mais

Unidade III ESTATÍSTICA. Prof. Fernando Rodrigues

Unidade III ESTATÍSTICA. Prof. Fernando Rodrigues Unidade III ESTATÍSTICA Prof. Fernando Rodrigues Medidas de dispersão Estudamos na unidade anterior as medidas de tendência central, que fornecem importantes informações sobre uma sequência numérica. Entretanto,

Leia mais

Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO

Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO Modelando microevolução GENÉTICA DE POPULAÇÕES E EVOLUÇÃO Modelando microevolução Evolução: mudança na frequência de alelos ou combinações de alelos no pool gênico. Modelos de evolução deve incluir a passagem

Leia mais

Teoria dos Jogos e Estratégia Competitiva

Teoria dos Jogos e Estratégia Competitiva Teoria dos Jogos e Estratégia Competitiva 1. Jogos e Decisões Estratégicas 2. Estratégias Dominantes 3. O Equilíbrio de Nash Revisitado 4. Jogos Repetitivos 5. Jogos Sequenciais 6. Desencorajamento à entrada

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO. BG-280 Lista de exercícios 2

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO. BG-280 Lista de exercícios 2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPARTAMENTO DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO BG-280 Lista de exercícios 2 Observação: No final da lista se encontra uma tabela com valores críticos de x 2.

Leia mais

Simulação Social: Teoria de Jogos

Simulação Social: Teoria de Jogos Introdução à Modelagem do Sistema Terrestree (CST-317) Prof. Dr. Gilberto Câmara Modelo de Simulação Social: Teoria de Jogos Alunos(as): Lucía Chipponelli ([email protected]) Michelle Furtado ([email protected])

Leia mais

Bases genéticas e a evolução do comportamento

Bases genéticas e a evolução do comportamento Bases genéticas e a evolução do comportamento Comportamento = FENÓTIPO Genótipo + Ambiente 1 Efeitos de genes individuais sobre o comportamento Mutante Icebox (Ibx) herança recessiva ligada ao cromossomo

Leia mais

ICMS/PE 2014 Resolução da Prova de Estatística Professor Fábio Amorim. ICMS PE 2014: Resolução da prova de Estatística Prof.

ICMS/PE 2014 Resolução da Prova de Estatística Professor Fábio Amorim. ICMS PE 2014: Resolução da prova de Estatística Prof. ICMS/PE 2014 Resolução da Prova de Estatística Professor Fábio Amorim 1 de 6 Pessoal, segue a resolução das questões de Estatística da prova realizada pela SEFAZ-PE, para o cargo de Auditor Fiscal do Tesouro

Leia mais

Seleção Natural e adaptação AULA 6

Seleção Natural e adaptação AULA 6 Seleção Natural e adaptação AULA 6 A teoria da seleção natural! Provavelmente uma das mais importantes ideiasna história da humanidade! Explicação para o surgimento das adaptações dos organismos e para

Leia mais

Aula 2: Genética da Transmissão I

Aula 2: Genética da Transmissão I LGN215 - Genética Geral Aula 2: Genética da Transmissão I Antonio Augusto Franco Garcia Maria Marta Pastina Primeiro semestre de 2011 Piracicaba SP Conceitos Essenciais A existência de genes pode ser deduzida

Leia mais

1ª e 2ª Leis de Mendel e Extensões do Mendelismo. Page 1

1ª e 2ª Leis de Mendel e Extensões do Mendelismo. Page 1 1ª e 2ª Leis de Mendel e Extensões do Mendelismo Page 1 Genética Clássica Principais eventos Page 2 Page 3 Page 4 Meiose Page 5 Meiose Page 6 Pareamento dos cromossomos homólogos Page 7 Separação dos cromossomos

Leia mais

Jogos não cooperativos

Jogos não cooperativos Jogos não cooperativos Sabino da Silva Porto Junior www.ppge.ufrgs.br/sabino Introdução Parlour games (xadrez, bridge, gamao, poker, etc) Game theory ou Teoria da decisao interativa (Aumann, 1987): situação

Leia mais

Genótipo e Fenótipo ECOLOGIA IBB-057. Como ocorre o processo de Seleção Natural? Como ocorre o processo de Seleção Natural?

Genótipo e Fenótipo ECOLOGIA IBB-057. Como ocorre o processo de Seleção Natural? Como ocorre o processo de Seleção Natural? ECOLOGIA IBB-057 Genótipo e enótipo AULA 8 e 9 I. Evolução, Adaptação e Historias de vida Genótipo e enótipo Como atua a seleção natural? Plasticidade fenotípica Que são as historias de vida? Alocação

Leia mais

A diversidade dos seres vivos sempre chamou a atenção do seres humanos. Características que evidenciam o quão os organismos estão adaptados ao meio

A diversidade dos seres vivos sempre chamou a atenção do seres humanos. Características que evidenciam o quão os organismos estão adaptados ao meio Adaptação A diversidade dos seres vivos sempre chamou a atenção do seres humanos. Características que evidenciam o quão os organismos estão adaptados ao meio ambiente são particularmente atrativas. Essas

Leia mais

Exemplos de Aplicações da Teoria das Probabilidades em Biologia. Qual a probabilidade de que o próximo nucleotídeo na seqüência seja A, C, G ou T?

Exemplos de Aplicações da Teoria das Probabilidades em Biologia. Qual a probabilidade de que o próximo nucleotídeo na seqüência seja A, C, G ou T? Exemplos de Aplicações da Teoria das Probabilidades em Biologia Exemplo 1. Suponha que se conheça a seguinte seqüência de nucleotídeos em uma molécula de DNA: AGCTTCCGATCCGCTATAATCGTTAGTTGTTACACCTCTG Qual

Leia mais

Genética de Populações e Evolução

Genética de Populações e Evolução Genética de Populações e Evolução Populações Genética de populações a palavra população geralmente não se refere a todos os indivíduos de uma espécie, mas sim a um grupo de indivíduos da mesma espécie

Leia mais

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C

CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C CADERNO DE EXERCÍCIOS 3C Ensino Fundamental Matemática Questão Conteúdo 1 Interpretação gráfica. Razão. Porcentagem. Habilidade da Matriz da EJA/FB H52 H36 H14 2 Sistema de equações do 1º grau. H38 H44

Leia mais

Unidade I ESTATÍSTICA APLICADA. Prof. Mauricio Fanno

Unidade I ESTATÍSTICA APLICADA. Prof. Mauricio Fanno Unidade I ESTATÍSTICA APLICADA Prof. Mauricio Fanno Estatística indutiva Estatística descritiva Dados no passado ou no presente e em pequena quantidade, portanto, reais e coletáveis. Campo de trabalho:

Leia mais

Seleção Natural. Fundamentos de Ecologia e Modelagem Ambiental Aplicados à Conservação da Biodiversidade

Seleção Natural. Fundamentos de Ecologia e Modelagem Ambiental Aplicados à Conservação da Biodiversidade Seleção Natural Fundamentos de Ecologia e Modelagem Ambiental Aplicados à Conservação da Biodiversidade Aluna: Michelle Andrade Furtado Profº Dalton e Profª Silvana Definição Seleção Natural pode ser definida

Leia mais

Genética II: Ligação e a Teoria Cromossômica

Genética II: Ligação e a Teoria Cromossômica Genética II: Ligação e a Teoria Cromossômica Um indivíduo possui duas cópias de cada partícula de herança (gene). Essas duas cópias são separadas durante a formação dos gametas e juntam-se novamente quando

Leia mais

Genética III: Genética Humana

Genética III: Genética Humana Página 1 de 5 Genética III: Genética Humana 1. Genética Humana Genealogias são usadas para mostrar a hereditariedade das doenças genéticas humanas. Uma genealogia em que é possível traçar o padrão de hereditariedade

Leia mais

Tamanho populacional 31/08/2010. Evolução Estocasticidade (Acaso) e Determinismo (Seleção natural) Relação entre o Censo (N) e tamanho efetivo (Ne)

Tamanho populacional 31/08/2010. Evolução Estocasticidade (Acaso) e Determinismo (Seleção natural) Relação entre o Censo (N) e tamanho efetivo (Ne) Evolução Estocasticidade (Acaso) e Determinismo (Seleção natural) Equilíbrio de Hardy-Weinberg (EHW) Os fatores evolutivos e a dinâmica populacional (p + q) 2 = p 2 + 2pq + q 2 Professor Fabrício R. Santos

Leia mais

Jogos Equilíbrio de Nash

Jogos Equilíbrio de Nash Jogos Equilíbrio de Nash Redes Sociais e Econômicas Prof. André Vignatti Aula Passada Definição de Jogos Jogos do tipo Dilema do Prisioneiro Estratégias dominantes fácil entender o resultado do jogo Exemplos

Leia mais

7.012 Conjunto de Problemas 2

7.012 Conjunto de Problemas 2 Nome Seção 7.012 Conjunto de Problemas 2 Pergunta 1 Nos unicórnios, a cor da pelagem (marrom ou branca) é controlada por um único gene com dois alelos, A e a. O fenótipo marrom é dominante sobre o fenótipo

Leia mais

Teoria dos Jogos Parte 1

Teoria dos Jogos Parte 1 Teoria dos Jogos Parte 1 GST0190 - MÉTODOS QUANTITATIVOS PARA TOMADA DE DECISÃO 3 de novembro de 2016 Slide 1 de 20 Teoria dos Jogos - Definição é o estudo de decisões interativas, no sentido de que os

Leia mais

QUESTÕES DE GENÉTICA - PROFESSORA: THAÍS ALVES 30/05/2015

QUESTÕES DE GENÉTICA - PROFESSORA: THAÍS ALVES 30/05/2015 QUESTÕES DE GENÉTICA - PROFESSORA: THAÍS ALVES 30/05/2015 01. Em situações problemas relacionadas à genética mendeliana, um dos cálculos probabilísticos utilizados é a aplicação da denominada regra da

Leia mais

Probabilidade. Definições e Conceitos

Probabilidade. Definições e Conceitos Probabilidade Definições e Conceitos Definições Probabilidade Medida das incertezas relacionadas a um evento chances de ocorrência de um evento Exemplos: Probabilidade de jogar um dado e cair o número

Leia mais

TESTES DE HIPÓTESES. Conceitos, Testes de 1 proporção, Testes de 1 média

TESTES DE HIPÓTESES. Conceitos, Testes de 1 proporção, Testes de 1 média TESTES DE HIPÓTESES Conceitos, Testes de 1 proporção, Testes de 1 média 1 Testes de Hipóteses População Conjectura (hipótese) sobre o comportamento de variáveis Amostra Decisão sobre a admissibilidade

Leia mais

Organismos em seus ambientes. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho UESPI

Organismos em seus ambientes. Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho UESPI Organismos em seus ambientes Prof. Dr. Francisco Soares Santos Filho UESPI Em biologia, nada tem sentido, exceto à luz da evolução (Theodosius Dobzhansky) O significado da Adaptação É muito comum dizermos

Leia mais

Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade Federal de Goiás. Bioestatística. Prof. Thiago Rangel - Dep. Ecologia ICB

Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade Federal de Goiás. Bioestatística. Prof. Thiago Rangel - Dep. Ecologia ICB Licenciatura em Ciências Biológicas Universidade Federal de Goiás Bioestatística Prof. Thiago Rangel - Dep. Ecologia ICB [email protected] Página do curso: http://www.ecologia.ufrgs.br/~adrimelo/bioestat

Leia mais

PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano

PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA. Profa. Dra. Yara de Souza Tadano PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA Profa. Dra. Yara de Souza Tadano [email protected] Aula 7 11/2014 Variáveis Aleatórias Variáveis Aleatórias Probabilidade e Estatística 3/41 Variáveis Aleatórias Colete

Leia mais

Agrupamento de Escolas do Fundão

Agrupamento de Escolas do Fundão Agrupamento de Escolas do Fundão MATEMÁTICA P GPI 13 12º Ano CURRÍCULO DA DISCIPLINA E Nº DE AULAS PREVISTAS Período PLANIFICAÇÃO ANUAL Módulos a leccionar + Conteúdos Programáticos Módulo A6- Taxa de

Leia mais

Extensões da Análise Mendeliana. Explicações moleculares

Extensões da Análise Mendeliana. Explicações moleculares Extensões da Análise Mendeliana Explicações moleculares Tipos de interações Tipo Descrição 1. Herança Mendeliana Simples Termo reservado para descrever situações em que os alelos seguem estritamente os

Leia mais

Genética Humana. Faculdade Anísio Teixeira. Prof João Ronaldo Neto

Genética Humana. Faculdade Anísio Teixeira. Prof João Ronaldo Neto Genética Humana Faculdade Anísio Teixeira Prof João Ronaldo Neto Segregação Genética Herança Monogênica Monogênica ou monoibridismo aplica-se a casos em que apenas um par de alelos de um gene está envolvido

Leia mais

Teoria dos Jogos. Prof. Maurício Bugarin Eco/UnB 2014-I. Aula 2 Teoria dos Jogos Maurício Bugarin. Roteiro. Horário da disciplina: 14h15 a 15h45

Teoria dos Jogos. Prof. Maurício Bugarin Eco/UnB 2014-I. Aula 2 Teoria dos Jogos Maurício Bugarin. Roteiro. Horário da disciplina: 14h15 a 15h45 Teoria dos Jogos Prof. Maurício Bugarin Eco/UnB 014-I Roteiro Horário da disciplina: 14h15 a 15h45 Introdução: Por que pensar estrategicamente? Exemplos de situações nas quais pensar estrategicamente faz

Leia mais

Curso de Licenciatura em Biologia Evolução Biológica

Curso de Licenciatura em Biologia Evolução Biológica INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE Campus Macau Curso de Licenciatura em Biologia Evolução Biológica IFRN/Macau - Curso de Licenciatura em Biologia - Parasitologia

Leia mais

Jogos de soma zero com dois jogadores

Jogos de soma zero com dois jogadores Jogos de soma zero com dois jogadores Problema: Dada uma matriz A m n, encontrar um equilíbrio de Nash (de estratégias mistas). Jogador 1 quer encontrar p que maximize v sujeito a i p i = 1 sujeito a (pa)

Leia mais

Probabilidade e estatística

Probabilidade e estatística Probabilidade e estatística stica Genética BásicaB Licenciatura Victor Martin Quintana Flores Qual a utilidade de usar probabilidade e estatística em Genética? 1 Calcular a probabilidade de determinados

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DE LOUSADA

ESCOLA SECUNDÁRIA DE LOUSADA ESCOLA SECUNDÁRIA DE LOUSADA 2012 2013 PLANIFICAÇÃO DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA Curso Profissional de Técnico de Multimédia ELENCO MODULAR A7 Probabilidades 28 A6 Taxa de variação 36 A9 Funções de crescimento

Leia mais

Curso Profissional de Nível Secundário

Curso Profissional de Nível Secundário Curso Profissional de Nível Secundário Técnico Auxiliar de Saúde 2 TAS Ano Letivo: 2014/2015 Matemática (200 horas) 11º Ano PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO A7 Probabilidades Fenómenos aleatórios. 2 aulas Argumento

Leia mais

VARIÁVEIS ALEATÓRIAS E DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE

VARIÁVEIS ALEATÓRIAS E DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE VARIÁVEIS ALEATÓRIAS E DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADE.1 INTRODUÇÃO Admita que, de um lote de 10 peças, 3 das quais são defeituosas, peças são etraídas ao acaso, juntas (ou uma a uma, sem reposição). Estamos

Leia mais

Conceitos básicos: Variável Aleatória

Conceitos básicos: Variável Aleatória : Variável Aleatória Variável aleatória (v.a.) valor numérico que é resultado de uma eperiência aleatória. Podemos ter variáveis aleatórias contínuas ou discretas. Eemplo 1: Suponha que lança duas moedas

Leia mais

Sistemas de Acasalamento. Acasalamento ao acaso. Acasalamento ao acaso. O ciclo de vida de uma população. Pressupostos de Hardy Weinberg.

Sistemas de Acasalamento. Acasalamento ao acaso. Acasalamento ao acaso. O ciclo de vida de uma população. Pressupostos de Hardy Weinberg. Pressupostos de Hardy Weinberg Produção de alelos: 1 locus autossômico 2 alelos sem mutação 1ª Lei de Mendel União de alelos: Sistema de acasalamento aleatório Tamanho populacional infinito Troca genética

Leia mais

Estudo heurístico de performance de estratégias de investimento simples baseadas na média móvel e desvio padrão no mercado ForEx

Estudo heurístico de performance de estratégias de investimento simples baseadas na média móvel e desvio padrão no mercado ForEx Estudo heurístico de performance de estratégias de investimento simples baseadas na média móvel e desvio padrão no mercado ForEx Lucas Roberto da Silva Centro de Automação, Gestão e Pesquisa em finanças

Leia mais

Nessa situação, a média dessa distribuição Normal (X ) é igual à média populacional, ou seja:

Nessa situação, a média dessa distribuição Normal (X ) é igual à média populacional, ou seja: Pessoal, trago a vocês a resolução da prova de Estatística do concurso para Auditor Fiscal aplicada pela FCC. Foram 10 questões de estatística! Não identifiquei possibilidade para recursos. Considero a

Leia mais

Tamanho populacional 18/02/2014. A estimativa do Ne é baseada em uma população idealizada: Categorias ameaçadas da IUCN

Tamanho populacional 18/02/2014. A estimativa do Ne é baseada em uma população idealizada: Categorias ameaçadas da IUCN Evolução em pequenas populações e manutenção da diversidade genética Tamanho efetivo, Deriva, Endogamia, Depressão Endogâmica, Populações geneticamente viáveis e Extinção Importância das pequenas populações

Leia mais

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE MOÇAMBIQUE ÁREA DE FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS TECNOLÓLGICAS Disciplina: Ecologia e Diversidade Biológica

UNIVERSIDADE TÉCNICA DE MOÇAMBIQUE ÁREA DE FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS TECNOLÓLGICAS Disciplina: Ecologia e Diversidade Biológica UNIVERSIDADE TÉCNICA DE MOÇAMBIQUE ÁREA DE FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS TECNOLÓLGICAS Disciplina: Ecologia e Diversidade Biológica 01. Considerando os níveis de complexibilidade e interrelações, distinguem-se

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ESTATÍSTICOS AVANÇADOS DO EXCEL PROJ.LIN

UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ESTATÍSTICOS AVANÇADOS DO EXCEL PROJ.LIN UTILIZAÇÃO DE RECURSOS ESTATÍSTICOS Fazendo regressão linear e logarítmica Relacionando variáveis e criando uma equação para explicá-las Como checar se as variáveis estão relacionadas Quando utilizar o

Leia mais

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial Inteligência Artificial Aula 6 Algoritmos Genéticos M.e Guylerme Velasco Roteiro Introdução Otimização Algoritmos Genéticos Representação Seleção Operadores Geneticos Aplicação Caixeiro Viajante Introdução

Leia mais

Deixando de odiar Matemática Parte 5

Deixando de odiar Matemática Parte 5 Deixando de odiar Matemática Parte Adição e Subtração de Frações Multiplicação de frações Divisão de Frações 7 1 Adição e Subtração de Frações Para somar (ou subtrair) duas ou mais frações de mesmo denominador,

Leia mais

Seminário GVcev. Supermercados: Estratégia de Pricing FUGINDO DA CONCORRÊNCIA DE PREÇOS. Thomaz Yazima

Seminário GVcev. Supermercados: Estratégia de Pricing FUGINDO DA CONCORRÊNCIA DE PREÇOS. Thomaz Yazima Seminário GVcev Supermercados: Estratégia de Pricing FUGINDO DA CONCORRÊNCIA DE PREÇOS Thomaz Yazima Em uma reunião de Diretoria... Vamos abaixar os preços para acompanhar os movimentos da concorrência

Leia mais

Os números foram criados para quantificar algo, seja pela proporção ou medida (comprimento, área, volume, tempo, peso, etc.).

Os números foram criados para quantificar algo, seja pela proporção ou medida (comprimento, área, volume, tempo, peso, etc.). PEDREIRA, Sinvaldo Martins [1] [2] PEDREIRA, Sinvaldo Martins. O valor dos números. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 1, Vol.8. pp.5-16, setembro de 2016. ISSN.2448-0959 RESUMO

Leia mais

Lista 7 de exercícios Jogos Conceitos Microeconomia II Professora: Joisa Dutra Monitor: Pedro Bretan

Lista 7 de exercícios Jogos Conceitos Microeconomia II Professora: Joisa Dutra Monitor: Pedro Bretan Lista 7 de exercícios Jogos Conceitos Microeconomia II Professora: Joisa Dutra Monitor: Pedro Bretan 1) Defina precisamente as noções que estão listadas abaixo: a) Jogo; b) Jogo estático de informação

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA Disciplina: BIE 5786 Ecologia de Populações Aluno: Santiago Montealegre Quijano Modelo Predador-Presa PREDAÇÃO Vamos

Leia mais

1) Qual a probabilidade de obtermos face 5 no arremesso de um dado?

1) Qual a probabilidade de obtermos face 5 no arremesso de um dado? Porém sabemos que nem todas as características genéticas são desejáveis por produzirem fenótipos com baixa viabilidade ou produzirem deformações ou bloqueios em rotas importantes do metabolismo. Então,

Leia mais

Aula 2. ESTATÍSTICA E TEORIA DAS PROBABILIDADES Conceitos Básicos

Aula 2. ESTATÍSTICA E TEORIA DAS PROBABILIDADES Conceitos Básicos Aula 2 ESTATÍSTICA E TEORIA DAS PROBABILIDADES Conceitos Básicos 1. DEFINIÇÕES FENÔMENO Toda modificação que se processa nos corpos pela ação de agentes físicos ou químicos. 2. Tudo o que pode ser percebido

Leia mais

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE Processo seletivo PPGECB - 2013 Prova de conhecimentos em Ecologia e Evolução CPF do candidato: MS ( ) DR ( ) Instruções para a prova: 1) Não coloque NOME nas folhas de prova em hipótese alguma. Sua única

Leia mais

1. Um exemplo de número irracional é (A) 4, (B) 4, (C) 4, (D) 3,42 4,

1. Um exemplo de número irracional é (A) 4, (B) 4, (C) 4, (D) 3,42 4, 1. Um exemplo de número irracional é (A) 4,2424242... (B) 4,2426406... (C) 4,2323... (D) 3,42 4,2426406... Solução: Número irracional é o número decimal infinito e não periódico. (A) A parte decimal é

Leia mais

Conjunto de atos que um animal realiza ou deixa de realizar.

Conjunto de atos que um animal realiza ou deixa de realizar. Comportamento de animais domésticos Guilherme Soares MV, M.Sc., Doutorando UFF Comportamento Animal Resultado do modo como os vários subsistemas nervosos interagem entre si e com o mundo externo e interno.

Leia mais

Processos Estocásticos

Processos Estocásticos Processos Estocásticos Primeira Lista de Exercícios de junho de 0 Quantos códigos de quatro letras podem ser construídos usando-se as letras a, b, c, d, e, f se: a nenhuma letra puder ser repetida? b qualquer

Leia mais

À procura dos números primos

À procura dos números primos Prática Pedagógica À procura dos números primos Com eles, é possível escrever outros números. Ensine a moçada a usar essa estratégia Cauê Marques NOVA ESCOLA Beatriz Vichessi A decomposição em fatores

Leia mais

01)(UFF-2009) O decaimento de isótopos radioativos pode ser usado para medir a idade de fósseis. A

01)(UFF-2009) O decaimento de isótopos radioativos pode ser usado para medir a idade de fósseis. A 0)(UFF-009) O decaimento de isótopos radioativos pode ser usado para medir a idade de fósseis. A t equação que rege o processo é a seguinte: N= N0 e λ, sendo N 0 > 0 o número inicial de núcleos radioativos,

Leia mais

U6 - REPRODUÇÃO ES JOSÉ AFONSO 09/10 PROFª SANDRA NASCIMENTO

U6 - REPRODUÇÃO ES JOSÉ AFONSO 09/10 PROFª SANDRA NASCIMENTO U6 - REPRODUÇÃO ES JOSÉ AFONSO 09/10 PROFª SANDRA NASCIMENTO A reprodução sexuada implica a produção de células sexuais, a promoção do seu encontro e, finalmente, a sua fusão - Fecundação Gónadas Locais

Leia mais

Microeconomia. Aspectos preliminares. Tópicos para Discussão. Aspectos Preliminares. Aspectos Preliminares. Aspectos Preliminares

Microeconomia. Aspectos preliminares. Tópicos para Discussão. Aspectos Preliminares. Aspectos Preliminares. Aspectos Preliminares Microeconomia Aspectos preliminares Tópicos para Discussão O que é um mercado? Preços reais versus preços nominais PINDYCK, R. e RUBINFELD, D. Microeconomia. São Paulo: Prentice Hall. 2008. Slide 2 A Microeconomia

Leia mais

Prova Resolvida Raciocínio Lógico Quantitativo e Estatística (ANAC/2016) Prof. Guilherme Neves

Prova Resolvida Raciocínio Lógico Quantitativo e Estatística (ANAC/2016) Prof. Guilherme Neves Prova Resolvida Raciocínio Lógico Quantitativo e Estatística (ANAC/2016) 31- (ANAC 2016/ESAF) A negação da proposição se choveu, então o voo vai atrasar pode ser logicamente descrita por a) não choveu

Leia mais

Relações Ecológicas comunidade Objetivo: Elevar a capacidade de sobrevivência e gerar relações ecológicas. descendentes

Relações Ecológicas comunidade Objetivo: Elevar a capacidade de sobrevivência e gerar relações ecológicas. descendentes Os indivíduos de uma espécie interagem entre si e com os membros de outras espécies da comunidade ecológica a que pertencem, além de interagirem com o meio Ao conjunto das interações ecológicas estabelecidas

Leia mais

Observamos no gráfico acima que não passa uma reta por todos os pontos. Com base nisso, podemos fazer as seguintes perguntas:

Observamos no gráfico acima que não passa uma reta por todos os pontos. Com base nisso, podemos fazer as seguintes perguntas: Título : B1 AJUSTE DE CURVAS Conteúdo : Em matemática e estatística aplicada existem muitas situações em que conhecemos uma tabela de pontos (x; y). Nessa tabela os valores de y são obtidos experimentalmente

Leia mais

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

CONCEITOS FUNDAMENTAIS CONCEITOS FUNDAMENTAIS ECONOMETRIA É a aplicação de métodos estatísticos e matemáticos na análise de dados econômicos com o propósito de dar conteúdo empírico a teorias econômicas e confirmá-las ou não.

Leia mais

A BIODIVERSIDADE NA ENCÍCLICA DO PAPA FRANCISCO LAUDATO SI

A BIODIVERSIDADE NA ENCÍCLICA DO PAPA FRANCISCO LAUDATO SI A BIODIVERSIDADE NA ENCÍCLICA DO PAPA FRANCISCO LAUDATO SI 1. Primeira encíclica na história da Igreja com este enfoque ecológico. 2. Convergência: preocupações da ciência, da sociedade e da Igreja, como

Leia mais

Evolução e etologia. Transparências apresentadas no curso de Psicobiologia. Prof. Mauro Lantzman

Evolução e etologia. Transparências apresentadas no curso de Psicobiologia. Prof. Mauro Lantzman Evolução e etologia Transparências apresentadas no curso de Psicobiologia Prof. Mauro Lantzman A perigosa idéia de Darwin Darwin demonstrou de maneira conclusiva que, ao contrario da tradição antiga, as

Leia mais

Teoria da Decisão. Rev.1)Vendedor ambulante de camisas esportivas: Paulo Lobo

Teoria da Decisão. Rev.1)Vendedor ambulante de camisas esportivas: Paulo Lobo Teoria da Decisão Rev.1)Vendedor ambulante de camisas esportivas: Teoria da Decisão Custo: $ 10 Preço: $ 35 Perda: 30 % Custos Fixos: $ 1.000 por dia Camisas não vendidas, Preço: $ 2/Unidade(Devolução)

Leia mais

Primeira Lei de Mendel e Heredogramas

Primeira Lei de Mendel e Heredogramas Primeira Lei de Mendel e Heredogramas Primeira Lei de Mendel e Heredogramas 1. O heredograma refere-se a uma característica controlada por um único par de genes (A e a). Assim, em relação a esta característica,

Leia mais

Unidade IV ESTATÍSTICA. Prof. Fernando Rodrigues

Unidade IV ESTATÍSTICA. Prof. Fernando Rodrigues Unidade IV ESTATÍSTICA Prof. Fernando Rodrigues Análise combinatória Analise combinatória é a área da Matemática que trata dos problemas de contagem. Ela é utilizada para contarmos o número de eventos

Leia mais

Genética Básica. Genética Mendeliana

Genética Básica. Genética Mendeliana Genética Básica Genética Mendeliana Coordenador Victor Martin Quintana Flores Gregor Johann Mendel 22 Julho 1822-6 Janeiro 1884 Cruzamento Hibridização Híbrido Planta de ervilha Traços constantes Facilidades

Leia mais

Otimização. Otimização e Teoria dos Jogos. Paulo Henrique Ribeiro Gabriel Faculdade de Computação Universidade Federal de Uberlândia

Otimização. Otimização e Teoria dos Jogos. Paulo Henrique Ribeiro Gabriel Faculdade de Computação Universidade Federal de Uberlândia Otimização Otimização e Teoria dos Jogos Paulo Henrique Ribeiro Gabriel [email protected] Faculdade de Computação Universidade Federal de Uberlândia 2016/2 Paulo H. R. Gabriel (FACOM/UFU) GSI027 2016/2 1 / 26

Leia mais

Ligação, permuta e mapas genéticos: ligação e permuta genética, estimativa da freqüência de permuta

Ligação, permuta e mapas genéticos: ligação e permuta genética, estimativa da freqüência de permuta Universidade Federal de Pelotas FAEM - DZ Curso de Zootecnia Genética Aplicada à Produção Animal Ligação, permuta e mapas genéticos: ligação e permuta genética, estimativa da freqüência de permuta Após

Leia mais

Teste Chi-Quadrado de Independência. Prof. David Prata Novembro de 2016

Teste Chi-Quadrado de Independência. Prof. David Prata Novembro de 2016 Teste Chi-Quadrado de Independência Prof. David Prata Novembro de 2016 Duas Variáveis Categóricas Análise de variância envolve o exame da relação entre uma variável categórica explicativa e uma variável

Leia mais

PLANO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

PLANO DE ENSINO E APRENDIZAGEM SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM MATEMÁTICA PARFOR PLANO DE ENSINO E APRENDIZAGEM I - IDENTIFICAÇÃO: PROFESSOR(A)

Leia mais

Leilões. Redes Sociais e Econômicas. Prof. André Vignatti

Leilões. Redes Sociais e Econômicas. Prof. André Vignatti Leilões Redes Sociais e Econômicas Prof. André Vignatti Leilões Serve para estudar comportamento econômicos entre indivíduos (no fundo é um jogo) Aplicação direta em publicidade nos mecanismos de busca:

Leia mais

TEMPERATURA E ESCALAS TERMOMÉTRICAS - TEORIA

TEMPERATURA E ESCALAS TERMOMÉTRICAS - TEORIA TEMPERATURA E ESCALAS TERMOMÉTRICAS - TEORIA Freqüentemente, usamos a temperatura para indicar quando um corpo está mais quente ou mais frio que outro. Para entender o conceito de temperatura, vamos pensar

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID SUBPROJETO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DO CERES CURSO DE MATEMÁTICA INTRODUÇÃO

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID SUBPROJETO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DO CERES CURSO DE MATEMÁTICA INTRODUÇÃO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID SUBPROJETO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA DO CERES CURSO DE MATEMÁTICA APOSTILA 1 ARITMÉTICA PARTE I INTRODUÇÃO Durante muitos períodos da história

Leia mais

Planificação a médio e longo prazo. Matemática B. 11º Ano de escolaridade. Total de aulas previstas: 193. Ano letivo 2015/2016

Planificação a médio e longo prazo. Matemática B. 11º Ano de escolaridade. Total de aulas previstas: 193. Ano letivo 2015/2016 Planificação a médio e longo prazo Matemática B 11º Ano de escolaridade. Total de aulas previstas: 193 Ano letivo 2015/2016 Professor responsável: Paulo Sousa I O programa Matemática B do 11º Ano - Página

Leia mais

Hipótese: ame-a ou odeia-a, mas não saia de casa sem ela

Hipótese: ame-a ou odeia-a, mas não saia de casa sem ela Hipótese: ame-a ou odeia-a, mas não saia de casa sem ela Para que serve tanta informação se não sabemos usá-la? Quem surgiu primeiro, o ovo a galinha? Quem surgiu primeiro, o ovo a galinha? As

Leia mais

Relações entre os seres vivos de uma comunidade

Relações entre os seres vivos de uma comunidade Relações entre os seres vivos de uma comunidade ANEXO CAPÍTULO 2 Aula 1/1 Relações ecológicas Relações intra-específicas Relações interespecíficas Relações ecológicas Relações ecológicas são relações que

Leia mais

Algoritmos Genéticos. Estéfane G. M. de Lacerda DCA/UFRN Outubro/2008

Algoritmos Genéticos. Estéfane G. M. de Lacerda DCA/UFRN Outubro/2008 Estéfane G. M. de Lacerda DCA/UFRN Outubro/2008 Introdução São técnicas de busca e otimização. É a metáfora da teoria da evolução das espécies iniciada pelo Fisiologista e Naturalista inglês Charles Darwin.

Leia mais