PEDIATRIA. Pediatria

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1 PEDIATRIA Pediatria

2 Autoria e colaboração Adriana Prado Lombardi Graduada em Medicina e especialista em Pediatria pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade São Francisco. Especialista em Neonatologia pela Maternidade de Campinas. Pós-graduada em Homeopatia pela Escola Paulista de Homeopatia. José Roberto Vasconcelos de Araújo Graduado em Medicina e especialista em Pediatria pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Membro da Sociedade Médica de Pediatria. Médico pediatra atuante em Emergência e Enfermaria do Hospital do Complexo Hospitalar Ouro Verde, e em Unidade Básica de Saúde, em Campinas. Marcelo Higa Graduado em Medicina pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS). Especialista em Alergologia e Imunologia pelo Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Maria Teresa Luis Luis Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Pediatria pelo Hospital Municipal Infantil Menino Jesus. Especialista em Nutrologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Juliana Tiemi Saito Komati Graduada em Medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná. Especialista em Pediatria pela Secretaria de Estado da Saúde Hospital Infantil Cândido Fontoura. Especialista em Gastroenterologia Pediátrica pelo Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Mestre em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria pela UNIFESP. Título de especialista em Pediatria pela Associação Médica Brasileira (AMB), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Gabriel Fernando Todeschi Variane Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Especialista em Pediatria pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP). Título de especialista em Pediatria (TEP) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Especializando em Neonatologia pelo Serviço de Neonatologia do Departamento de Pediatria da ISCMSP. Instrutor do Curso de Suporte Avançado de Vida em Pediatria PALS (Pediatric Advanced Life Support), treinado e credenciado pela American Heart Association. Danniella Corrêa Netto Pedroso Lenharo Graduada pela Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (FCMBB). Especialista em Pediatria e em Neonatologia pelo Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (ICr-FMUSP). Título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Ana Thamilla Fonseca Graduada pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (UNISA). Residente em Pediatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Atualização 2016 Danniella Corrêa Netto Pedroso Lenharo Assessoria didática Ronald Reverdito

3 Apresentação O estudante de Medicina, pela área escolhida considerado um apaixonado por desafios, depois de anos submetido a aulas teóricas e plantões em diversos blocos deve enfrentar uma maratona ainda maior: a escolha de uma especialização, sobretudo se esta exige pré-requisito, seguida da conquista do ingresso em um centro e programa de Residência Médica de renome. Mas isso só é possível com o auxílio de um material didático prático, bem estruturado e preparado por quem é especialista no assunto, e a Coleção R3, da qual fazem parte 4 volumes só de Pediatria, foi desenvolvida nesse contexto. Os capítulos baseiam-se em temas recorrentes nas provas dos principais concursos do Brasil, com pré-requisito em Pediatria, ao passo que os casos clínicos e as questões são comentados a fim de oferecer a interpretação mais segura possível de cada resposta. Bons estudos!

4 Índice Capítulo 1 - Introdução à neonatologia Introdução Conceitos Avaliação da idade gestacional ao nascimento Retardo/restrição de crescimento intrauterino Tocotraumatismo Triagem neonatal ( teste do pezinho ) Resumo Capítulo 2 - Reanimação neonatal (atendimento ao recém-nascido na sala de parto) Introdução Exame inicial Alimentação do recém-nascido...41 Resumo Capítulo 3 - Alterações do sistema nervoso do neonato Crânio Hemorragia intraventricular e leucomalácia periventricular Lesão de nervos periféricos Lesões hipóxico-isquêmicas Resumo...53 Capítulo 4 - Distúrbios respiratórios no recém-nascido Apneia do recém-nascido Síndrome do desconforto respiratório (doença da membrana hialina) Taquipneia transitória do recém-nascido Síndrome de aspiração meconial Resumo...67 Capítulo 5 - Enterocolite necrosante neonatal Introdução Epidemiologia Manifestações clínicas Diagnóstico Classificação estadiamento de Bell Tratamento Prevenção...73 Resumo...74 Capítulo 6 - Icterícia e hiperbilirrubinemia no recém-nascido Introdução Fisiologia da bilirrubina Etiologia da hiperbilirrubinemia indireta Icterícia neonatal Manifestações clínicas Diagnóstico diferencial entre as causas de icterícias neonatais Kernicterus Tratamento da hiperbilirrubinemia...81 Resumo Capítulo 7 - Alterações sanguíneas do recém-nascido Anemia no recém-nascido Doença hemolítica do recém-nascido Policitemia Doença hemorrágica do recém-nascido...93 Resumo Capítulo 8 - Recém-nascidos de mães diabéticas Introdução Fisiopatologia Manifestações clínicas Exames laboratoriais Tratamento Outras causas de hipoglicemia Resumo Capítulo 9 - Infecções no período neonatal Sepse neonatal Infecções congênitas Mortalidade neonatal e prematuridade Resumo Capítulo 10 - Nutrição do lactente Introdução Aleitamento materno Fisiologia da amamentação Técnicas de amamentação Contraindicações Introdução de novos alimentos Alimentação no 2º ano de vida Suplementação de vitaminas e ferro Resumo Capítulo 11 - Cardiopatias congênitas Circulação fetal Apresentação clínica Avaliação da criança com cardiopatia congênita Lesões cardíacas congênitas acianóticas Lesões cardíacas congênitas cianóticas Resumo...163

5 Capítulo 12 - Síndrome do lactente sibilante Introdução Definição Epidemiologia Etiologia Fisiopatogenia Diagnóstico Asma no período de lactente Fenótipos Tratamento Bronquiolite Fibrose cística Resumo Capítulo 13 - Refluxo gastroesofágico Introdução Refluxo fisiológico Doença do refluxo gastroesofágico Fisiopatologia Quadro clínico Diagnóstico Tratamento Conclusão Resumo Capítulo 14 - Doença diarreica Definição Classificação quanto à duração Fisiopatologia Doença diarreica aguda Diarreia persistente Diarreia crônica Resumo Capítulo 15 - Desidratação Introdução Fatores de risco na infância Fisiopatologia Classificação Quadro clínico (desidratação isonatrêmica) Tratamento (desidratação isonatrêmica) Desidratação hiponatrêmica e hipernatrêmica Resumo Casos clínicos Questões Cap. 1. Introdução à neonatologia Cap. 2. Reanimação neonatal (atendimento ao recém-nascido na sala de parto) Cap. 3. Alterações do sistema nervoso do neonato Cap. 4. Distúrbios respiratórios no recém-nascido Cap. 5. Enterocolite necrosante neonatal Cap. 6. Icterícia e hiperbilirrubinemia no recém-nascido Cap. 7. Alterações sanguíneas do recém-nascido Cap. 8. Recém-nascidos de mães diabéticas Cap. 9. Infecções no período neonatal Cap. 10. Nutrição do lactente Cap. 11. Cardiopatias congênitas Cap. 12. Síndrome do lactente sibilante Cap. 13. Refluxo gastroesofágico Cap. 14. Doença diarreica Cap. 15. Desidratação Comentários Cap. 1. Introdução à neonatologia Cap. 2. Reanimação neonatal (atendimento ao recém-nascido na sala de parto) Cap. 3. Alterações do sistema nervoso do neonato Cap. 4. Distúrbios respiratórios no recém-nascido Cap. 5. Enterocolite necrosante neonatal Cap. 6. Icterícia e hiperbilirrubinemia no recém-nascido Cap. 7. Alterações sanguíneas do recém-nascido Cap. 8. Recém-nascidos de mães diabéticas Cap. 9. Infecções no período neonatal Cap. 10. Nutrição do lactente Cap. 11. Cardiopatias congênitas Cap. 12. Síndrome do lactente sibilante Cap. 13. Refluxo gastroesofágico Cap. 14. Doença diarreica Cap. 15. Desidratação Referências bibliográficas...351

6 Adriana Prado Lombardi / José Roberto Vasconcelos de Araújo Marcelo Higa / Juliana Tiemi Saito Komati / Ana Thamilla Fonseca Danniella Corrêa Netto Pedroso Lenharo Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diarreia pode ser definida como o aumento do número de evacuações (no mínimo, 3 num período de 24 horas) e diminuição da consistência das fezes, podendo levar a desidratação e desequilíbrio hidroeletrolítico, sendo esses os principais fatores determinantes de morbimortalidade. Uma criança em aleitamento materno exclusivo pode evacuar de 8 a 10 vezes por dia, sem caracterizar diarreia, tornando-se necessário saber o hábito intestinal normal. Quanto à fisiopatologia, podese classificá-la em secretora, osmótica ou invasiva. Na classificação quanto à duração, as diarreias agudas têm até 14 dias, sendo que com mais de 14 dias são persistentes, enquanto as crônicas duram mais de 30 dias. A Doença Diarreica Aguda (DDA) tem sua maior origem infecciosa, podendo ser viral (o rotavírus é o principal, seguido do adenovírus), bacteriana (E. coli, Shigella sp., Salmonella sp. e Campylobacter jejuni) ou parasitária (Giardia lamblia, Entamoeba histolytica). O aspecto comum à diarreia aguda, não importando o agente, é o seu risco potencial de causar desidratação e distúrbios eletrolíticos, um dos principais fatores determinantes da morbimortalidade. Uma vez que a DDA é autolimitada, seu tratamento se baseia na manutenção do estado nutricional e da hidratação, bem como na correção de distúrbios eletrolíticos, caso ocorram. O uso de antibiótico restringe-se a imunodeprimidos, diarreia causada por Vibrio cholerae, evolução para quadro séptico e doença prolongada. Na diarreia persistente, o principal agente envolvido é E. coli enteroaderente, e os principais fatores de risco são: desnutrição energético-proteica, desmame precoce, menores de 1 ano, baixas condições socioeconômicas e uso de antibiótico durante o quadro de DDA. O tratamento inicia-se com dieta sem lactose e sacarose; há necessidade de suplementação vitamínica e de minerais. A diarreia crônica pode ter várias causas a serem investigadas, sendo que os exames iniciais são PPF de 3 amostras, hemograma e cultura de fezes. Descartando-se infecção, a investigação aprofunda-se em intolerâncias, reações de alérgicas, fibrose cística, doença celíaca e outras patologias, e o tratamento segue de acordo com a causa. 14 Doença diarreica

7 192 R3 CLÍNICA PEDIATRIA MÉDICA - HEMATOLOGIA 1. Definição Importante Em recém-nascidos e lactentes jovens, o conceito de diarreia deve ser aplicado com muito cuidado. Nessa população, amamentada exclusivamente ao seio, fezes amolecidas (eventualmente líquidas) e evacuações após cada mamada são eventos normais e esperados. Dica A diarreia secretora é o tipo caracterizado por maiores volumes fecais (>10mL/kg/h), com sódio fecal elevado (>85mEq/L). A doença diarreica na infância é um importante e extenso capítulo das afecções pediátricas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a diarreia pode ser definida como o aumento do número de evacuações (no mínimo, 3 evacuações num período de 24 horas) e diminuição da consistência das fezes. Crianças em aleitamento materno exclusivo podem evacuar 8 a 10 vezes por dia, sem que isso signifique diarreia. Portanto, é importante saber o hábito intestinal normal da criança. 2. Classificação quanto à duração A - Diarreia aguda Diarreia com duração média de 4 a 6 dias (algumas vezes poucas horas) e máxima de 14 dias, de causa infecciosa (bactéria, vírus ou parasitas), com má absorção e/ou secreção de água e eletrólitos, com evolução autolimitada e benigna, na maioria dos casos. B - Diarreia persistente É definida como aquela que se origina de episódio de diarreia aguda, de etiologia presumivelmente infecciosa, se prolongando por mais de 14 dias, levando à instabilidade hidroeletrolítica e ao comprometimento do estado geral e nutricional, principalmente em lactentes. C - Diarreia crônica É a diarreia com duração superior a 30 dias ou a ocorrência de 3 episódios no período de 60 dias, consequente ao maior conteúdo de água fecal, associada ou não à síndrome de má absorção. 3. Fisiopatologia Ocorrerá diarreia sempre que houver quebra de equilíbrio entre absorção e secreção de solutos no trato gastrintestinal. Pode-se classificá-la em secretora, osmótica ou invasiva. A - Diarreia secretora Dica Geralmente, os sintomas da diarreia osmótica melhoram com o jejum. É caracterizada pelo aumento de secreção intestinal de água e eletrólitos. Esse fenômeno pode ser ocasionado por toxinas bacterianas que aumentam a concentração intracelular dos nucleotídeos cíclicos (como o AMP e o GMP) e do cálcio, promovendo a secreção ativa de água e eletrólitos. A desidratação ocorre rapidamente. B - Diarreia osmótica Caracteriza-se pela retenção de líquidos no intestino para manter a isotonicidade intraluminal. Pode ser ocasionada por prejuízo na absorção de carboidratos por deficiência de dissacaridases, como a lactase. Essa

8 PEDIATRIA PEDIATRIA CASOS CLÍNICOS, QUESTÕES E COMENTÁRIOS

9 Casos Clínicos Pediatria Caro leitor, CONTEÚDO MEDCEL CONTEÚDO MEDCEL Casos Clínicos R3 Este espaço é reservado para os Casos Clínicos das instituições que optam por esse formato de prova em seus concursos, além de questões dissertativas sobre condutas diagnósticas e terapêuticas elaboradas pelo corpo docente Medcel. Isso significa que o seu conteúdo é exclusivo, servindo como complementação às questões comentadas ao final do livro. Para tanto, foi extraído material de importantes provas, além de novos casos, com base nos temas mais abordados em processos seletivos para Residência Médica, o que permite estudar resolvendo testes semelhantes aos aplicados nos principais concursos do país. Temos certeza de que, com mais forma de revisar o conteúdo dos capítulos, você se sentirá mais preparado para garantir a sua vaga na especialidade e na instituição desejadas SUS-BA - PEDIATRIA 1. Uma jovem mãe leva o filho de 10 meses de vida à Unidade Básica de Saúde de um bairro periférico de Salvador para verificar a situação vacinal da criança. Foi observado que o garoto sorri pouco, emite sílabas e senta com apoio. A Caderneta da Criança mostra que nasceu com peso e comprimento adequados. Foram administradas as vacinas: BCG (1 dose), contra hepatite B (1 dose), pentavalente (3 doses), vacina inativada contra a poliomielite (VIP) (2 doses), antipneumocócica 10-valente (2 doses), contra rotavírus (2 doses), antimeningocócica C (2 doses) e contra febre amarela (1 dose). A mãe informa que está oferecendo à criança leite em pó integral e sopa de verduras batida no liquidificador. A criança não apresenta sinais de doença aguda. Diante do exposto: é observado que um Recém-Nascido (RN) apresenta icterícia que atinge a zona III de Kramer. Já eliminou mecônio, está ativo e suga bem o seio materno. O RN tem sangue tipo B positivo, sendo que a mãe tem sangue O positivo. Bilirrubina total = 15,2mg/dL, bilirrubina indireta = 13,7mg/dL e bilirrubina direta = 1,5mg/dL. Diante do exposto: a) Identifique a distribuição corpórea da icterícia, considerando a informação que atinge a zona III de Kramer. a) Indique a suplementação nutricional que deve ser recomendada para essa criança, segundo preconiza o Ministério da Saúde para a Atenção Básica. b) Indique a conduta terapêutica para esse RN SUS-BA - PEDIATRIA 2. Dezoito horas após o nascimento por parto vaginal, a termo, com peso adequado para a idade gestacional,

10 228 sic R3 pediatria R3 Casos Clínicos Caso 1 RESPOSTAS a) Ferro e vitamina A. Caso 2 a) Trata-se de icterícia que atinge o tronco até a cicatriz umbilical e os membros até cotovelos e joelhos. b) Fototerapia. c) Prematuridade, baixo peso, hipóxia persistente ou acidose, sepse, hipoalbuminemia, aumento da bilirrubina total >1mg/ dl/h. Caso 3 a) Tetralogia de Fallot. b) Estenose pulmonar, comunicação interventricular (CIV) perimembranosa; dextroposição da aorta e hipertrofia de ventrículo direito. c) Na idade do diagnóstico (ou atual). Caso 4 a) Contato pele a pele na 1ª hora de vida do recém-nascido/posicionar a criança diretamente sobre o tórax da mãe, de bruços, cobrindo-a com tecido seco. b) Aproximadamente 1 a 3 minutos (ou 1 a 3 minutos, ou após cessarem as pulsações do cordão). c) Frequência cardíaca; respiração (choro); cor da pele; tônus muscular; reatividade (ou irritabilidade reflexa ou resposta a estímulo nasal). Caso 5 a) Diarreia aguda. b) Escherichia coli êntero-hemorrágica ou enteroinvasiva e Shigella sp.; mecanismo patogênico: invasão da mucosa intestinal. c) Punção intraóssea. Caso 6 a) A apneia pode ser secundária a sepse, anemia, hipoxemia por displasia broncopulmonar, distúrbios hidroeletrolíticos ou refluxo gastroesofágico. Caso as causas secundárias para apneia sejam descartadas, a hipótese diagnóstica de apneia da prematuridade deve ser realizada, e o tratamento com cafeína, instituído. b) Os exames necessários para elucidar o diagnóstico envolvem hemograma completo + PCR + hemocultura (afastar sepse e anemia), raio x de tórax (avaliar parênquima pulmonar) e eletrólitos. c) Não há consenso para o valor de saturação-alvo na evolução de prematuros dentro da UTI neonatal. Deve-se evitar a hipóxia e, também, a hiperóxia. O valor mais aceito na atualidade compreende de 89 e 90% a 94 e 95% de saturação de oxigênio. Caso 7 a) Apresenta ainda desconforto respiratório precoce, que provavelmente é secundário a doença da membrana hialina (também conhecida como síndrome do desconforto respiratório). Faz diagnóstico diferencial com a síndrome do pulmão úmido, desconforto respiratório adaptativo ou barotrauma secundário a VPP. O raio x de tórax, exames laboratoriais e a evolução do quadro elucidarão a causa do desconforto respiratório. b) Os exames que devem ser solicitados envolvem o raio x de tórax (avaliar causa do desconforto respiratório precoce), hemograma, PCR, hemocultura (avaliar presença de sepse) e gasometria arterial (avaliar oxigenação e ventilação e possível distúrbio acidobásico do paciente). c) Trata-se de um prematuro extremo, e a oferta de aminoácidos deve ser iniciada ainda no 1º dia de vida com oferta de 1 a 2g/kg/d. A oferta de cálcio e fósforo também pode ser iniciada. Como o paciente apresenta risco infeccioso e nasceu com idade gestacional inferior a 34 semanas, a antibioticoterapia com penicilina/ampicilina + aminoglicosídeo deverá ser prescrita prontamente. d) As principais complicações que um prematuro extremo pode apresentar na 1ª semana de vida envolvem hemorragia intracraniana, persistência do canal arterial, apneia da prematuridade (devido a imaturidade do centro respiratório), pneumotórax devido a VPP, hipoglicemia, icterícia neonatal e óbito. Caso 8 a) Os cuidados que devem ser tomados frente a Recém-Nascido (RN) filho de mãe com HIV positivo envolvem lavar rapidamente o RN e evitar aspiração traumática. O RN deverá receber AZT por 6 semanas. Como a mãe não fez uso de terapia antirretroviral na gestação, o uso de nevirapina também está indicado caso RN tenha idade gestacional 35 semanas. A amamentação está contraindicada. b) Para os pacientes que apresentam risco de infecção para HIV, deverão ser realizadas coleta de PCR para HIV entre 1 a 2 meses de vida e outra coleta após o 4º mês (caso os resultados dos exames sejam negativos). Com 12 a 18 meses de vida, a sorologia para o HIV deverá ser solicitada. Caso todos os exames sejam negativos, estará descartada a transmissão vertical para o HIV. Caso a 1ª coleta de PCR para HIV seja positiva, outra amostra deverá ser solicitada imediatamente. Caso a 2ª amostra também seja positiva, realizar imediatamente o 3º exame. Caso o 3º exame de PCR para HIV seja positivo, o paciente será considerado infectado. Caso 9 a) O paciente apresenta quadro clínico típico de infecção congênita (hepatoesplenomegalia, icterícia, petéquias). Deve-se realizar a investigação diagnóstica para possível TORCH (T = toxoplasmose, O = outras, R = rubéola, C = citomegalovírus, H = herpes-simples). Devido a história de presença de vários animais domésticos, talvez a hipótese diagnóstica de toxoplasmose seja mais provável. b) Trata-se de um parto domiciliar que certamente não apresentou condições de higiene adequadas, e o diagnóstico de sepse neonatal precoce também deve ser aventado. c) Para realizar a elucidação diagnóstica, deve-se realizar hemograma, PCR, hemocultura (avaliar plaquetopenia e sepse neonatal), coleta de liquor, sorologia ou PCR para toxoplasmose

11 Questões Pediatria Introdução à neonatologia UFPR - PEDIATRIA 1. A Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso Método Canguru é uma política de saúde instituída pelo Ministério da Saúde do Brasil no contexto da humanização da assistência neonatal. Sobre esse método, considere as seguintes afirmativas: I - Seu principal objetivo consiste em favorecer a maior permanência possível do recém-nascido na posição canguru, já que há evidências científicas de que o contato pele a pele da mãe com o bebê é capaz de substituir ou reduzir drasticamente o uso de aparatos tecnológicos empregados em UTI neonatal. II - Entre suas vantagens, estão o aumento do vínculo pai mãe filho, o estímulo ao aleitamento materno, maior adequação do controle térmico do bebê, redução das taxas de infecção hospitalar e redução do estresse e da dor dos recém-nascidos. III - A 1ª etapa do método é desenvolvida durante o período de internação do recém-nascido na UTI neonatal, devendo ser iniciada quando o bebê apresentar estabilidade clínica, mesmo que ainda se encontre em ventilação mecânica ou nutrição parenteral. IV - São critérios para início da 2ª etapa: recém-nascido com peso mínimo de 1.500g, estável clinicamente e recebendo nutrição enteral plena, além de desejo, disponibilidade e aptidão maternos em participar do método. V - A 3ª etapa tem início com a alta hospitalar e deve assegurar o acompanhamento ambulatorial da criança na unidade na qual esteve internada, até que ela atinja o peso de 2.500g. Estão corretas: a) I, II b) I, III, V c) II, III, V d) I, V e) II, III, IV, V Tenho domínio do assunto Reler o comentário Refazer essa questão Encontrei dificuldade para responder UFPR - PEDIATRIA 2. Um recém-nascido a termo pesou, ao nascimento, 3.350g e teve escore de Apgar de 9 e 10, respectivamente, no 1º e 5º minutos. Permaneceu estável no alojamento conjunto, sem nenhuma alteração detectada nos exames físicos realizados pelo pediatra durante sua internação hospitalar. Suga bem ao seio materno, e a diurese e evacuações são normais. Atualmente, com 48 horas de vida, foi submetido ao teste do coraçãozinho, que evidenciou saturação arterial de oxigênio de 93% no membro superior direito e de 89% membro inferior direito. Considerando os dados apresentados, assinale a alternativa correta: a) o teste é considerado duvidoso, devendo-se manter o recém-nascido internado e reavaliar em 24 horas b) o teste é considerado duvidoso, devendo-se dar alta e marcar retorno para o recém-nascido em 48 horas para reavaliação c) o resultado do teste é considerado normal, e o recém- -nascido pode receber alta d) o resultado do teste é considerado alterado, devendo- -se realizar ecocardiograma imediatamente e) o resultado do teste é considerado alterado, devendo- -se realizar outra oximetria em 1 hora Tenho domínio do assunto Reler o comentário Refazer essa questão Encontrei dificuldade para responder UFPR - PEDIATRIA 3. Você é chamado para avaliar um Recém-Nascido (RN) cuja mãe teve diagnóstico de sífilis na gestação. Essa gestante realizou pré-natal na Unidade de Saúde e apresentou, na testagem sorológica do 1º trimestre, os seguintes resultados: anti-hiv não reagente e VDRL não reagente. Na 2ª testagem, com cerca de 25 semanas de idade gestacional, o teste anti-hiv permanecia não reagente, e o resultado do VDRL foi de 1:4, com FTA-ABA IgG reagente (++). Recebeu uma série com 2 doses de penicilina benzatina, totalizando UI. Seu parceiro não foi tratado, pois seu VDRL resultou negativo. O exame de VDRL com 32 semanas de idade gestacional foi de 1:2, e esse resultado se repetiu no momento do parto. O RN nasceu a termo, pesando 3.200g, teve escore de Apgar 9 e 10 e exame físico sem alterações. Analisando os dados apresentados relativos ao manejo da sífilis na gestação e a conduta a ser tomada com o RN, é correto afirmar que: a) a gestante foi inadequadamente tratada, uma vez que seu parceiro não foi tratado com penicilina benzatina. A conduta com o RN deve ser realizar o VDRL, o hemograma e o liquor e solicitar radiografia de ossos longos, além de tratamento com penicilina por 10 dias Pediatria - R3 Questões

12 Comentários Pediatria Introdução à neonatologia Questão 1. O Método Canguru tem por definição constituir um modelo de assistência perinatal voltado para um cuidado humanizado que reúne estratégias de intervenção biopsicossocial. O contato pele a pele tem início com o toque evoluindo até a posição canguru. Deve ser iniciado de forma precoce e crescente, por livre escolha da família, por tempo que ambos os pais entendem ser prazeroso e suficiente. A posição consiste em manter o RN de baixo peso, em contato pele a pele, em posição vertical junto ao peito dos pais ou de outros familiares. Sempre deve ser realizado de maneira orientada, segura, acompanhada de suporte assistencial de uma equipe de saúde treinada para tal. O método descrito não deve ser considerado um substitutivo da UTI neonatal, nem da utilização de incubadoras, uma vez que essas situações têm indicações bem definidas. O método é desenvolvido em 3 etapas: - A 1ª etapa se inicia no pré-natal da gestação de alto risco seguido da internação do recém-nascido na UTI neonatal. Dentre os diversos cuidados especiais, estão acolher os pais e a família na unidade; esclarecer sobre as condições de saúde do RN e os cuidados dispensados, sobre a equipe, as rotinas e o funcionamento da unidade; estimular o livre e precoce acesso dos pais à unidade, sem restrições de horário; propiciar, sempre que possível, o contato com o bebê; - Na 2ª etapa, o bebê deve permanecer de maneira contínua com sua mãe e a posição canguru será realizada pelo maior tempo possível. Esse período deve funcionar como um estágio pré-alta hospitalar. Dentre os critérios para iniciar a 2ª etapa relacionados ao bebê, estão estabilidade clínica, nutrição enteral plena (peito, sonda gástrica ou copo) e peso mínimo de 1.250g; - A 3ª etapa caracteriza-se pelo acompanhamento da criança e da família no ambulatório e/ou no domicílio até atingir o peso de 2.500g, dando continuidade à abordagem biopsicossocial. Gabarito = C Questão 2. O teste da oximetria de pulso ( teste do coraçãozinho ) é um método de triagem de cardiopatias consideradas críticas no período neonatal. A seguir, daremos uma explicação sobre o teste da oximetria, sua interpretação e conduta. Deve-se realizar a aferição da oximetria de pulso, em todo recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional >34 semanas, antes da alta da unidade neonatal. Deve-se fazer aferição no membro superior direito e em um dos membros inferiores. Deve ser realizado entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar. Resultado normal: saturação periférica maior ou igual a 95% em ambas as medidas (membro superior direito e membro inferior) e diferença menor do que 3% entre as medidas do membro superior direito e membro inferior. Resultado anormal: caso qualquer medida da SpO 2 seja menor do que 95% ou houver diferença igual ou maior que 3% entre as medidas do membro superior direito e membro inferior, uma nova aferição deverá ser feita após 1 hora. Caso o resultado se confirme, um ecocardiograma deve ser feito dentro das 24 horas seguintes e o paciente transferido a UTI neonatal. Gabarito = E Questão 3. O recém-nascido apresenta mãe cujo VDRL na gestação positivou na gestação. São considerados tratamentos inadequados para sífilis materna a aplicação de qualquer terapia não penicilínica, ou penicilínica incompleta (tempo e/ou dose); a instituição de tratamento dentro dos 30 dias anteriores ao parto; além dos casos de manutenção de contato sexual com parceiro não tratado. Trata-se de provável sífilis primária (apresentava sorologia inicialmente negativa), e o tratamento com 2.400UI de penicilina cristalina seria adequado, mas, como o parceiro não tratou sífilis, o tratamento é considerado inadequado. Devemos, então, avaliar o recém-nascido quanto à possibilidade de sífilis congênita. Investigação por meio de coleta de sorologia (VDRL) do recém-nascido, liquor, hemograma e raio x de ossos longos deve ser feita. As opções de tratamento envolvem o segmento dos exames e do fluxo segundo algoritmo relatado a seguir: Pediatria - R3 Comentários

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