DEFINIÇÕES PONTE VIADUTO
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- Alexandre Maranhão Fragoso
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2 DEFINIÇÕES PONTE VIADUTO
3 DEFINIÇÃO Ponte obra destinada a permitir a continuidade de uma via de qualquer natureza sobre um obstáculo Viaduto Classe de ponte cujo obstáculo não contém água Viaduto de Acesso Extensão da ponte sobre o obstáculo seco que antecede o trecho da ponte sobre a água
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5 Estrutura de Pontes ESTRUTURA DE PONTES
6 ESTRUTURA A estrutura de uma ponte está dividida de modo geral em superestrutura, mesoestrutura e infraestrutura.
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8 Superestrutura Lajes e vigas responsáveis por suportar o estrado (estrutura por onde se trafegam) e transmiti-los para a mesoestrutura; Mesoestrutura Elementos que absorvem as ações da superestrutura e as transmite para os elementos da infraestrutura; Infraestrutura Elementos de fundações que tem como premissa receber todas as ações e transmiti-las ao solo ou rocha.
9 COMO SÃO CLASSFICADAS AS PONTES?
10 São várias as possibilidades para classificar as pontes: 1. Extensão 2. Durabilidade 3. Tráfego 4. Desenvolvimento Planimétrico 5. Desenvolvimento Altimétrico 6. Sistema da Superestrutura 7. Material da Superestrutura 8. Posição do Tabuleiro 9. Mobilidade dos Tramos 10. Estaticidade da Superestrutura 11. Sistema Construtivo
11 CLASSIFICAÇÃ DAS PONTES Extensão 2 m Bueiro 2 m < x 10 m Pontilhões > 10 m Pontes Durabilidade Permanentes Provisórias Desmontáveis Tráfego Rodoviárias Pedestres Aquedutos Ferroviárias Aeroviárias Canal Mistas Desenvolvimento Planimétrico Retas Curvas
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13 Ponte Levadiça Fort Lauderdale (Miami) Ponte Levadiça (Holanda)
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15 CLASSIFICAÇÃ DAS PONTES
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17 CANAL DO PANAMÁ
18 CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES Desenvolvimento Altimétrico Horizontais ou em Nível Rampas Retilíneas Curvilíneas Sistema da Superestrutura Viga Pórtico Arco Penseis Atirantadas
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21 PONTE EM VIGA (alma cheia)
22 PONTE EM ARCO (arco-íris Niágara)
23 CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES Hongkong Tsin Ma Bridge Ponte Pensil Projeto de Ponte na Bahia Ponte Estaiada
24 CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES Material da Superestrutura Madeira Alvenaria (pedra, tijolos) Concreto Armado Concreto Protendido Aço Posição do Tabuleiro Superior Intermediário Inferior Mobilidade dos Tramos Basculante (pequeno vão) Levadiça Corrediça Giratória Estaticidade da Superestrutura Isostática Hiperestática Sistema Construtivo Moldado in loco Pré-moldado Balanços Sucessivos Aduelas ou Segmentos
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26 CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES As pontes de concreto podem ainda ser classificadas como sendo: De pequenos vão (até 30 metros); De médio vãos (30, 60, 80 metros); De grandes vãos (acima de 80 metros). Essa classificação não obedece uma regra geral e por isso podem variar dependendo do autor. Humm! Entendi!
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28 PONTES DE CONCRETO ARMADO
29 ELEMENTOS DA SUPERESTRUTURA (em relação a seção transversal)
30 ELEMENTOS DA SUPERESTRUTURA Pista de rolamento largura disponível para o tráfego normal dos veículos; Acostamento largura adicional à pista de rolamento destinada à utilização em casos de emergência, pelos veículos; Defensa (Seção Trasnversal) elemento de proteção aos veículos, colocado lateralmente ao acostamento; Passeio largura adicional destinada exclusivamente ao tráfego de pedestres; Guarda-roda elemento destinado a impedir a invasão dos passeios pelos veículos; Guarda corpo elemento de proteção aos pedestres.
31 ELEMENTOS DA SUPERESTRUTURA (em relação a seção longitudinal)
32 ELEMENTOS DA SUPERESTRUTURA (Seção Longitudinal) Comprimento da ponte (também denominado de vão total) distância, medida horizontalmente segundo o eixo longitudinal, entre as seções extremas da ponte; Vão (também denominado de vão teórico e de tramo) distância, medida horizontalmente, entre os eixos de dois suportes consecutivos; Vão livre distância entre as faces de dois suportes consecutivos; Altura de construção distância entre o ponto mais baixo e o mais alto da superestrutura; Altura livre distância entre o ponto mais baixo da superestrutura e o ponto mais alto do obstáculo.
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34 Considerações para o Projeto de Pontes Nos detenhamos primeiramente aos requisitos básicos Nas construções, de uma maneira geral deve-se atender os seguintes quesitos: segurança, economia, funcionalidade e estética. No caso das pontes, dois destes quesitos merecem ser destacados: a estética e a funcionalidade (grifo nosso) Mounir Khalil El Debs e Toshiaki Takey (2009)
35 Considerações para o Projeto de Pontes Vejamos agora as peculiaridades de projetos de uma ponte, assim entenderemos melhor os passos para a concepção!
36 Considerações para o Projeto de Pontes Ações Nas pontes, em geral, devese considerar o efeito dinâmico das cargas, Também necessário determinar a envoltória dos esforços solicitantes e a verificação da possibilidade de fadiga dos materiais Composição estrutural composição estrutural utilizada nas pontes difere da empregada em edifícios, em razão da carga de utilização, dos vãos a serem vencidos, e do processo de construção
37 Considerações para o Projeto de Pontes Análise estrutural existem simplificações e recomendações em função da composição estrutural, como por exemplo, o cálculo da estrutura em grelha considerando elementos indeformáveis na direção transversal Processos construtivos em razão da adversidade do local de implantação, que é comum na construção das pontes, existem processos de construção que, em geral, são específicos para a construção de pontes, ou que assumem importância fundamental no projeto.
38 Outra consideração Merece especial atenção o caso de pontes sobre rios, devido às condições de escoamento de água, riscos de solapamento da fundação e erosão nas cabeceiras. Uma boa parte de problemas das pontes são conseqüência destes aspectos. Mounir Khalil El Debs e Toshiaki Takey (2009)
39 DOIS ASPÉCTOS IMPORTANTES
40 IMPORTANTE 1 No projeto das pontes deve-se visar o atendimento das condições de uso, com um mínimo de manutenção, buscando assim evitar transtornos de uma interrupção do tráfego, que em determinadas situações pode-se calamitosa. tornar 2 Para determinadas pontes, nas quais o impacto visual no ambiente é importante, a estética assume um papel de grande destaque, justificando inclusive, em determinados casos um aumento do custo.
41 PROJETO DE PONTES PRÉ-DIMENSIONAMENTO
42 PROJETO DE PONTES Há uma longa jornada a ser seguida até obtermos de fato finalizado o projeto de uma ponte. Para tanto cabe ao projetista coletar algumas informações imprescindíveis para o projeto da ponte.
43 Informações sobre... a geometria; Informações topográficas; Informações hidráulicas/hidrológicas; Informações geotécnicas; Informações das condições locais. Com base nessas informações o projetista deve então...
44 Definir... o traçado da ponte; a seção transversal; o perfil longitudinal; o posicionamento dos apoios, encontros, etc
45 PROJETO DE PONTES Dentro deste contexto se há possibilidade de alterar a estrutura da ponte aumentando ou reduzindo vãos, consequentemente aumentando ou reduzindo elementos de apoio e de infraestrutura, observa-se que em termos de economia o representado no gráfico...
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47 VÃOS DA PONTE
48 PROJETO DE PONTES AÇÕES NAS PONTES
49 AÇÕES NAS PONTES Ações Permanentes Diretas Indiretas Distribuídas Concentradas Ações Variáveis Normais Especiais Excepcionais
50 AÇÕES VARIÁVEIS cargas móveis (ação gravitacional, força centrífuga choque lateral; efeitos de frenagem e aceleração) - as carga de construção; ação do vento; empuxo de terra provocado por cargas móveis; pressão da água em movimento; efeito dinâmico do movimento das águas; variações de temperatura.
51 CARGAS MÓVEIS A determinação do trem-tipo se dá de acordo com a NBR 7188, que divide as pontes rodoviárias em três classes: Classe 45: a base do sistema é um veículo-tipo de 450 kn de peso total; Classe 30: a base do sistema é um veículo tipo de 300 kn de peso total; Classe 12: a base do sistema é um veículo tipo de 120 kn de peso total.
52 TREM-TIPO Conjunto formado pelas cargas dos veículos e da multidão; Sempre colocado no sentido longitudinal da parte e a sua ação, uma determinada seção doo elemento a calcular, é obtida por meio do carregamento da correspondente linha de influência. (ver NBR 7188);
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55 OBSERVAÇÕES O valor de p corresponderia a uma situação normal de utilização das pontes; Situação de congestionamento alteraria o espaçamento entre veículos consecutivos de 15 m para 2 m, o que alteraria a distribuição dos carregamentos; Esta situação de congestionamento, só com veículos pesados e carregados com as cargas máximas, teria uma probabilidade muito baixa, o que permitiria considerar como uma situação de combinação excepcional; Ressalta-se que em situação de congestionamento, o efeito dinâmico das cargas seria desprezível, e portanto não precisam ser majoradas pelo coeficiente de impacto (o conceito deste coeficiente será visto posteriormente).
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58 GUARDA-RODAS E DEFENSAS Devem ser verificados para uma força horizontal de 60 kn, sem acréscimo devido ao efeito dinâmico, aplicada na aresta superior. A norma permite, para a avaliação das solicitações na implantação desses elementos, a distribuição a 45 do efeito da força horizontal.
59 PASSARELAS Classe única; Carga uniformemente distribuída de intensidade q = 5 kn/m2 não precisa ser majorada pelo coeficiente de impacto; Devem ser carregadas com carga q' sem acréscimo devido ao efeito dinâmico; A estrutura de suporte do passeio, devem ser verificadas para a ação de uma sobrecarga de 5 kn/m2, sem acréscimo devido ao efeito dinâmico.
60 Ações excepcionais... choques de veículos; outras ações excepcionais. Referencia Normativa (ABNT) NBR 7187; 7188; 8681; 6118
61 CARGAS PERMANENTES cargas provenientes do Peso Próprio dos elementos estruturais: cargas provenientes do peso da pavimentação, dos trilhos, dos dormentes, dos lastros, dos revestimentos, das defensas, dos guarda-rodas, dos guarda-corpos e de dispositivos de sinalização; empuxos de terra e de líquidos; forças de protensão; deformações impostas (provocadas por fluência e retração do concreto, e por deslocamentos de apoios).
62 DETERMINAÇÃO DO PESO PRÓPRIO Diferente de outro material para o projeto de pontes em concreto armado ou protendido, esboça-se um anteprojeto da ponte, fixando as dimensões (pré-dimensionando) com base na observação de estruturas anteriormente projetadas; a seguir, calcula-se o peso próprio a partir do volume de concreto de cada peça.
63 VALORES USUAIS (Pesos Específicos) MATERIAL γ tf m 3 γ kn m 3 Concreto Armado 2,5 25 Concreto Protendido 2,5 25 Concreto Simples 2,2 22 Aço 7,85 78,5 Madeira 0,8 8,0 Fonte: Osvaldemar Marchetti (2013)
64 Conhecidos os pesos específicos e os volumes dos elementos obtém-se o peso próprio através da seguinte expressão, já conhecidas: Carga Permanente Distribuída Carga Permanente Concentrada q = γ v (kn m) G = γ V (kn) Em seguida deve-se fazer os esquema de cargas de cargas que agem nas vigas principais e traçase o diagrama dos EIS N, Q, M, Mt.
65 AÇÕES PERMANENTES Ações provenientes do peso de elementos não estruturais tais como: Pavimentação, lastros ferroviários, trilhos, dormentes, empuxos de terra e água, deve-se prever cargas proveniente também de recapeamento de via, entre outros.
66 ELEMENTO PESO ESPECÍFICO Pavimentação asfáltica Recapeamento Lastro Ferroviário Peso Específico do solo úmido (mínimo com ângulo de atrito máximo de 30 ) 24 kn/m³ 2 kn/m² *18 kn/m³ 18 kn/m³ *Na ausência de indicações precisas, a carga referente aos dormentes, trilhos e acessórios deve ser considerada no mínimo igual a 8 kn/m por via.
67 Empuxos ativo e de repouso EMPUXOS Devem ser considerados nas situações mais desfavoráveis. A atuação estabilizante do empuxo passivo só pode ser levada em conta quando sua ocorrência puder ser garantida ao longo da vida útil da obra. O empuxo de água e a subpressão Devem ser considerados nas situações mais desfavoráveis, sendo dada especial atenção ao estudo dos níveis máximo e mínimo dos cursos d'água e do lençol freático.
68 Há muito mais sobre as ações que atuam em pontes, entre outras considerações, nesse caso, é importante e indispensável a leitura de materiais complementares.
69 PROJETO DE PONTES CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES (Referencia principal : Projeto de Ponte de Concreto Armado com duas Longarinas de Daniel de Araújo Lima (1999)
70 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Primeira questão a ser respondida: Qual a finalidade da ponte Elementos geométricos definidores do estrado (seção transversal e carregamento); Conforme visto devem-se ainda observar dados tais como: levantamentos topográficos, hidrológicos e geotécnicos; processo construtivo, capacidade técnica das empresas responsáveis pela execução e aspectos econômicos podem influir na escolha do tipo de obra.
71 ELEMENTOS GEOMÉTRICOS DAS VIAS Dependem condições especificadas órgãos responsáveis construção manutenção vias. de técnicas pelos públicos pela e dessas Classes que determinam a velocidade da via de estradas federais: Classe I, Classe II e Classe III
72 DESENVOLVIMENTO PLANIMÉTRICO E ALTIMÉTRICO Na maioria dos casos é definido pelo projeto da estrada principalmente para pequenos cursos de água a serem transpostos; No caso de grandes rios, o projeto da estrada deve: ser elaborado considerando a melhor localização da ponte. projetar a ponte reta ortogonal (cruzar o eixo dos cursos de águas segundo um ângulo de 90 com o eixo da rodovia); procurar cruzar na seção mais estreita do rio de forma a minimizar o comprimento da ponte
73 RAIOS DE CURVATURA HORIZONTAL MÍNIMOS EM PONTES DE RODOVIAS FEDERAIS Tem finalidade de limitar a força centrífuga
74 RAMPAS MÁXIMAS EM PONTES DE RODOVIAS FEDERAIS a) Até a altitude de 1000 metros acima do nível do mar b) Esses valores poderão ser acrescidos 1% para extensões até 900 metros em regiões planas, 300 metros em regiões onduladas e 150 metros em regiões montanhosas, e deverão ser reduzidas de 0,5% para altitudes superiores a 1000 metros.
75 Não acaba aqui! Vc tem que morrer Continuamos outro dia! Não hoje!
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