Métodos Tempos e Movimentos
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- Caio Medina Maranhão
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1 Métodos Tempos e Movimentos O homem é a medida de todas as coisas Protágoras de Abdera (Abdera, 480 a.c. - Sicília, 420 a.c.) Assim como Sócrates, Protágoras foi acusado de ateísmo, tendo seus livros queimados em praça pública. Parte 2/2
2 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO A preparação para cronometragem Dependendo do tipo de operação a ser analisada, a forma de execução do estudo de tempos pode variar. Contudo são citados por Barnes (1977) alguns passos fundamentais do MTM: 1.. É um operário padrão? Quais as condições para realização da tarefa? Condições da máquina Dispositivos existentes Posicionamento do operador em relação a máquinas e equipamentos 2.. Quanto mais elementos, mais apurado fica o estudo! Quanto mais elementos, maior o trabalho empregado no estudo!
3 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO A preparação para cronometragem 3.. Verificar o cronômetro (digital / analógico) Verificar a melhor forma de registro (volta zero / contínuo) 4.. Um ciclo significa uma medição completa da atividade (todos os elementos) Verificar a quantidade de tempos eliminados (acima ou abaixo de 15% da média em cada elemento) Verificar se foi cronometrado um número suficiente de ciclos (na prática a quantidade nunca é menor que 5 medições) 5.. Perceber se foi entendido que se mede a tarefa (não o operador) Perceber as condições atuantes na operação (em especial do operador)
4 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO A preparação para cronometragem 6.. Poeira Ruído Distâncias Movimento do corpo do operador Repetição da tarefa, etc. 7.. Incluir as tolerâncias ao tempo do operador.
5 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Determinação do número de cronometragens Apenas uma tomada de tempo não é suficiente para se determinar o tempo de uma atividade, pois haverá distorções que devem ser eliminadas. É necessário que se façam várias tomadas de tempo para obtenção de uma média aritmética destes tempos. Quantas tomadas de tempo são necessárias para que a média obtida seja estatisticamente aceitável? É necessário utilizar um cálculo estatístico para determinar o número de observações NC número de cronometragens Z coeficiente de distribuição normal para uma probabilidade determinada R amplitude da amostra Er erro relativo da média d 2 coeficiente em função do número de cronometragens realizadas preliminarmente x média dos valores das observações
6 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Determinação do número de cronometragens Na prática costuma-se utilizar o grau de confiabilidade entre 90% e 95%, e erro relativo aceitável entre 5% e 10%. ISTO SIGNIFICA QUE... Supondo que seja encontrada uma média de cronometragens no valor de 10 segundos para um grau de confiabilidade de 95% e um erro de 5% significa que, estatisticamente, existe 95% de certeza que o tempo da atividade está entre 9,5 segundos e 10,5 segundos. Exemplo prático: Um analista de processos de uma grande fábrica de produtos de linha branca cronometrou a operação de montagem de determinada porta de um modelo de refrigerador. Foram feitas sete cronometragens iniciais e obtidos os seguintes valores em segundos:
7 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Determinação do número de cronometragens ELEMENTO Montagem porta A empresa determinou, como regra geral, que o grau de confiança para os tempos cronometrados fosse de 97,5%, com um erro relativo inferior a 5%. A quantidade de cronometragens registradas foi adequada? 2 Vejamos... 10,5 10,3 9,3 9,2 9,5 9,9 10,0 NC = x = (10,5 + 10,3 + 9,3 + 9,2 + 9,5 + 9,9 + 10,0) / 7 x = 9,8 segundos R = 10,5 9,2 R = 1,3 (amplitude) Z = 1,96 (conf. tabela 1 para grau de confiança de 97,5%) d 2 = 2,704 (conf. tabela 2 para 7 tomadas de tempo) 2 1,96 * 1,3 NC = NC = 3,7 0,05 * 2,704 * 9,8 cronometragens
8 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Determinação do número de cronometragens Isto significa que... Foram realizadas 7 cronometragens iniciais Utilizando estes valores preliminares, a fórmula determinou que apenas 4 cronometragens seriam suficientes. Como o valor obtido com a fórmula é inferior ao número de cronometragens inicialmente executado, significa que a tomada de tempos foi válida e é possível utilizar a média encontrada de 9,8 segundos como sendo o tempo cronometrado necessário para a realização da tarefa, com 95% de chance de acerto. Este cálculo deve ser repetido para cada elemento da atividade; se uma atividade foi subdividida em 8 elementos, então efetua-se o cálculo para cada elemento e toma-se o maior valor NC encontrado.
9 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Tabela 1 Coeficiente da distribuição normal
10 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Tabela 2 Coeficiente d 2 para o número de cronometragens iniciais
11 ELEMENTOS DO ESTUDO DE TEMPO Observações sobre o número de cronometragens A fórmula do cálculo do número de ciclos a serem cronometrados foi desenvolvida em bases estatísticas. O tamanho da amostra vai depender: a. Do grau de confiança desejado: Assim, quanto maior o grau de confiança, maior o valor de Z (ver tabela 1). Como Z está no numerador da fórmula, quanto maior Z, maior o tamanho NC b. Da dispersão entre os valores individuais da população: Quanto maior a amplitude da amostra, maior o valor de NC, uma vez que R também está no numerador da fórmula. c. Do erro tolerável: Quanto maior o valor do erro tolerável Er, menor o tamanho da amostra. d. Da média das observações: Quanto maior for o valor da média, menor será o tamanho da amostra necessário. Isto está relacionado ao fato que o grau de precisão na mensuração do tempo de atividades longas é maior que na mensuração de atividades curtas. e. Do tamanho da amostra inicial: Quanto maior o tamanho da amostra inicial, mais precisa será a mensuração. Como se percebe d 2 aumenta à medida que aumenta o número de cronometragens iniciais.
12 ESTUDO DE MOVIMENTOS Dificuldade de movimentos A melhor seqüência de movimentos é aquela composta do menor número de elementos para a execução do trabalho:. O rendimento do trabalho merece atenção constante por parte do pessoal de análise de tempos e movimentos. Todos os movimentos são verificados e medidos (tempos e distâncias)
13 ESTUDO DE MOVIMENTOS Dificuldade de movimentos Os movimentos manuais são aqueles não mecânicos executados pelo operador. Os principais são: Movimento Aumento da dificuldade dedos dedos e mãos dedos, mãos e antebraços dedos, mãos e antebraços e braços dedos, mãos e antebraços e braços e tronco A economia de movimentos pode ser conseguida com o posicionamento adequado do operador, da máquina e demais equipamentos e dispositivos, com movimentação de rotação sempre no sentido horário (dedos e mãos).
14 ESTUDO DE MOVIMENTOS Condições de Trabalho O posicionamento de equipamentos e dispositivos é fundamental para melhoria dos tempos e redução dos movimentos do operador. Como dito, os estudos MTM auxiliam na verificação das necessidades de equipamentos. As condições de trabalho também devem ser analisadas (,,,, ETC.), pois o tempo necessário para execução dos elementos é básico e constante para um determinado grau de habilidade do operador. As interrupções de fluxo de trabalho, devido à defeitos nas peças ou posições erradas de ferramentas, desfaz o ritmo, ocasiona perda de tempo e força maior de concentração.
15 ESTUDO DE MOVIMENTOS Dispositivos Outro aspecto relevante diz respeito ao formato dos recipientes de alimentação dos componentes, geralmente conhecidos como. O desenho adequado de uma caixa alimentadora pode eliminar problemas relacionados à lesão por movimentos repetitivos, ocasionada por tensões musculares resultantes da necessidade de utilização de uma classe de movimento mais alta Alimentador incorreto, pois para a coleta de peças, a parte situada sob o punho é fina e imprópria para apoio de maior eficiência: abertura mais ampla para a coleta de peças (operador não movimenta o punho para baixo em busca da peça) borda arredondada sob o punho (apoio na aresta)
16 ESTUDO DE MOVIMENTOS Dispositivos A forma do alimentador pode permitir que as peças sejam apanhadas com mais rapidez, além de observar os princípios básicos de ergonomia. Quantidade de peças coletadas por minuto, conforme o tipo de alimentador Fonte: PEINADO, J.; GRAEML, A. R., 2007 Existem milhares de dispositivos em produção, contudo os objetivos são produtividade na tarefa ergonomia do operador.
17 ESTUDO DE MOVIMENTOS O Casal Gilbreth Diante da execução de um estudo de tempos torna-se possível determinar o. Em 1912, Frank Bunker Gilbreth e Lilian Molle Gilbreth enfatizou o estudo dos movimentos, em detrimento do estudo de tempos, que era a ênfase de Taylor. Foram criados padrões, racionalizando as tarefas de produção e aumentando a produtividade.
18 ESTUDO DE MOVIMENTOS O Casal Gilbreth Preocupados também em minimizar a fadiga, os Gilbreth propuseram o REDESENHO DO AMBIENTE DE TRABALHO, A REDUÇÃO DAS HORAS DIÁRIAS DE TRABALHO, A IMPLANTAÇÃO E O AUMENTO DE DIAS DE DESCANSO REMUNERADO. Frank inventou dispositivos com o objetivo de evitar o desperdício de movimento. Lillian dedicou-se a psicologia, ajudando seu marido nos estudos sobre fadiga. A eficiência e minimização de movimentos eram exemplos do que Gilbreth perseguia. 18
19 ESTUDO DE MOVIMENTOS Movimentos do Operador Eles classificaram os movimentos em: alcançar, pegar, mover, colocar em posição, juntar, desmontar, usar, soltar procurar, encontrar, escolher, examinar atraso inevitável, atraso evitável, segurar e tempo de descanso. Gilbreth dividiu as atividades manuais de qualquer tarefa em 19 movimentos básicos e atribuiu um a cada um deles. Desta forma, ao descrever um método utilizando tais símbolos, foi permitido ter uma visão do todo e das partes, permitindo organizar melhor o raciocínio e racionalizar a tarefa. Partindo da base de Gilbreth, Maynard, desenvolveu novos símbolos e atribuiu uma medida de tempo para cada movimento básico.
20 ESTUDO DE MOVIMENTOS THERBLIGS são sinais, uma representação gráfica das atividades do corpo do operador. Tais atividades são descritas em termos de movimentos básicos e padronizados. Procurar Posicionar Achar Inspecionar Escolher Apanhar Transportar carregado Transportar vazio Soltar Montar Desmontar Usar Descansar Estes símbolos são utilizados para a montagem do diagrama SIMO ou diagrama do operador (4) 4 Em geral os movimentos do operador são filmados e analisados quadro a quadro, preocupando-se com milésimos de segundo na operação, uma vez que a operação é feita em alta escala.
21 DIAGRAMAS MTM Diagrama do Operador Diagrama SIMO para uma parte da montagem de um porta de correr Fonte: Moreira, 2008
22 DIAGRAMAS MTM Diagrama do Operador O melhor coeficiente de eficiência é atingido quando as duas mãos começam e terminam seus movimentos ao mesmo tempo e não permanecem inativas (desta forma, o trabalho cansa menos, estabelecendo o equilíbrio do corpo). Usar as mãos de forma alternada representa uma quebra de capacidade de produção do operador.
23 Diagramas MTM Os diagramas visam economia de movimentos não mecanizados. Existem quatro tipos de diagramas: Mostra todas as operações do produto, desde a saída da matéria-prima do almoxarifado até a entrada do produto acabado no estoque. Este se preocupa com o transporte do material dentro da produção. Analisa a quantidade de máquinas que podem ser operadas por um só operador, sem que haja fadiga. Analisa principalmente os movimentos das mãos do operador; é também chamado de diagrama mão esquerda / mão direita ou diagrama Simo.
24 DIAGRAMAS MTM Diagrama de Processo O diagrama de processo focaliza as operações do produto. É composto por cinco símbolos básicos. MATERIAL Exemplo: 1. Material (barra ᴓ 2 SAE 1045) 2. Cortar (serra) 3. Fazer rebaixo (torno) 4. Fresar (5) (fresadora) 5. Inspeção (com paquímetro) 6. Tratamento térmico 7. Estoque ATIVIDADE FLUXO DO MATERIAL OPERAÇÃO INSPEÇÃO DO LOTE (teste) ESTOQUE SÍMBOLO 5 Uma fresadora é capaz de grande variedade de trabalhos tridimensionais. O corte pode ser efetuado em superfícies situadas em planos paralelos, perpendiculares, ou formando ângulos; pode construir ranhuras circulares, elípticas, fresagem em formas esféricas, côncavas e convexas, com rapidez e alta precisão.
25 DIAGRAMAS MTM Exercícios Aço Cortar Forjar (prensa) Fazer rosca Inspeção Estoque Aço Prensar Inspeção Estoque Aço Cortar Furar Prensar Fazer rosca Inspeção Estoque Item comprado Observar que cada peça segue para o estoque; de lá são retiradas para a montagem deste produto (os mesmos itens podem ser utilizados para usos diferentes, daí a opção da empresa por colocá-los em estoque).
26 DIAGRAMAS MTM Avaliação da Operação Antes mesmo de iniciar o trabalho é interessante avaliar se a operação está preparada para um estudo de tempos. Observar se pode ocorrer redução do tempo de ciclo através da alteração das ferramentas Ver se é possível aproximar os materiais da área de trabalho a fim de reduzir o tempo de manuseio Verificar se o equipamento está operando corretamente Observar se o produto encontra-se dentro dos padrões de qualidade Se as condições de segurança na operação estão satisfatórias Analisar a possibilidade de aumentar a velocidade da ferramenta sem interferir na sua vida útil ou na qualidade do produto
27 DIAGRAMAS MTM Avaliação da Operação A partir da padronização da operação que se deseja fazer um estudo de tempos pode se iniciar o processo de cronometragem. Depois de ter estudado o método de execução da tarefa (o processo) é importante analisar o fluxo de matériasprimas dentro da produção. Isto retira tempos mortos (esperas indesejadas). Como é o fluxo na produção? Quais são as esperas? Quantos transportes ocorrem? Qual a distância percorrida? Esta medida deve ser considerada a fim de poupar tempo e dinheiro em um estudo que possa vir a se tornar desatualizado e, portanto, inútil.
28 DIAGRAMAS MTM Diagrama de Fluxo O diagrama de fluxo acompanha a fabricação do produto, deste a entrada da matéria-prima até a saída para a estoque final, mostrando também as inspeções, estoques temporários (lote aguardando inspeção ou carga máquina) e os transportes. Existem 5 símbolos do diagrama. SÍMBOLO ATIVIDADE DEFINIÇÃO (6) Ocorre quando um objeto é alterado intencionalmente em qualquer de suas características, quando é separado de outro objeto, montado ou preparado para outra operação. Um transporte ocorre quando um objeto é deslocado de um lugar para outro. Quando um objeto é examinado ou testado para identificação ou é verificado para fins de qualidade ou quantidade em qualquer de suas características. Demora ou espera pode ser entendida com um estoque temporário; ocorre quando certas condições não permitem (ou não exigem) o desempenho imediato para o próximo passo do processo Uma estocagem (ou estoque final) ocorre quando um objeto é retido ou protegido contra uma remoção não autorizada.
29 DIAGRAMAS MTM Diagrama de Fluxo O diagrama de fluxo (ou fluxograma) é definido pela ASME como sendo. O diagrama de fluxo importa-se com os setores da fábrica; é montado a partir do diagrama de processo. Exemplo: Há inspeção após a usinagem, furadeiras e retífica requerendo algum transporte de peças (distâncias ainda não mensuradas) Setor com sobrecarga (aguardar disponibilidade de máquina) Barra 3 Aço 1020 Serrar Tornear Furar Bicromatizar Retificar Teste O.1 O.2 O.3 O.4 O.5 I.1 Furadeiras Tratamento de superfície Inspeção Final Serras Almoxarifado 5 m Usinagem Estoque central 6 Resumo segundo a ASME (American Society of Mechanical Engineers) 5 20 Retíficas 20
30 DIAGRAMAS MTM Diagrama de Fluxo Nº ATIVIDADE 1 Transporte das barras até a serra 2 Serrar 3 Transporte até a usinagem 4 Aguardar máquina 5 Tornear 6 Transporte para inspeção 7 Inspeção 8 Transporte para a furadeira 9 Furar 10 Transporte para inspeção 11 Inspeção 12 Transporte para tratam. Térmico 13 Tratamento térmico 14 Transporte para retífica 15 Aguardar máquina 16 Retificar 17 Transporte para inspeção 18 Inspeção 19 Transporte para estoque central 20 Estoque
31 DIAGRAMAS MTM Diagrama de Fluxo Almoxarifado 5 Serras Almoxarifado Serras 5 Usinagem Furadeiras Usinagem Furadeiras 25 Tratamento de superfície Retíficas Trat. Superf. Retíficas Inspeção Final Estoque central Inspeção final Est. Central Nesta situação a matéria-prima se desloca aproximadamente 205 metros até o estoque de produtos acabados, mesmo desconsiderando-se os transportes internos no próprio setor (como inspeção após usinagem, após furadeiras e retíficas).
32 DIAGRAMAS MTM Diagrama de Fluxo É possível fazer estudos com alternativas de layout, na busca de reduzir as distâncias, uma vez que da maneira atual, o lote transita (mais) de 205 m. Almoxarifad o Usinagem Trat. Superf. Serras Furadeiras Retíficas Setor Setor alterado conf. Layout atual Inspeção final Est. Central Almox. Serras Almox. Est. central Almox. Serras Furadeira Usinagem Serras Insp. Final Furadeira Usinagem Trat. Superf. Retíficas Usinagem Retíficas Trat. Superf. Retíficas Est. central Insp. Final Furadeira Trat. Superf. Insp. Final Est. central ALTERNATIVA m (ganha-se 1 percurso a cada 7; = 30 m) ALTERNATIVA m (ganha-se 1 percurso a cada 7; = 30 m) ALTERNATIVA m (ganha-se 1 percurso a cada 10; = 20 m)
33 DIAGRAMAS MTM Exercícios Um dispositivo de fixação com produção mensal praticamente constante, tem o diagrama de operações conforme mostrado na figura. Pede-se elaborar o diagrama de fluxo com os símbolos ASME, contendo todos os itens do diagrama de operações. Existem armazenagens temporárias no processo, pois há fila em praticamente todas as operações devido a sobrecarga na fábrica. Sabe-se que os setores têm grandes dimensões por existirem muitas máquinas agrupadas; isto gera distâncias consideráveis entre as tarefas e por esta razão optou-se em executar as inspeções descentralizadas (no próprio setor).
34 DIAGRAMAS MTM Exercícios Coloque o símbolo correspondente conforme o fluxo. Nº ATIVIDADE DIST. SÍMBOLO ASME 1 Pegar documentos para digitação 2 Colocar os documentos em pastas 3 Seguir para o elevador 25m 4 Esperar o elevador 5 Seguir para o 2º andar 10m 6 Seguir para a mesa de separação 20m 7 Esperar espaço na mesa 8 Ordenar os documentos 9 Separar por cidade 10 Separar por agência 11 Colocar em malotes 12 Colocar os malotes no chão 13 Carregar o carrinho com malotes 14 Seguir para o elevador 12m 15 Esperar o elevador 16 Seguir para o 1º andar 25m 17 Seguir para a mesa de digitação 35m 18 Digitar os malotes montados 19 Conferir as quantidades 20 Distribuir os malotes 21 Coletar as assinaturas dos malotes 22 Arquivar os documentos
35 DIAGRAMAS MTM Diagrama Homem-Máquina No exemplo, o tempo do ciclo é de 3,9 minutos, o operador e a máquina ficam ociosos (ambos) 1,4 minutos, ou seja, 36% do tempo. A tarefa é reduzir esta percentagem
36 DIAGRAMAS MTM Diagrama Homem-Máquina Geralmente é designada alguma outra tarefa ao operador, como inspeção, montagens simples ou cuidar de outra máquina durante o tempo ocioso. É possível também mudar o método de trabalho, de modo que minimize os tempos ociosos, mas isto requer um estudo de todo o processo produtivo. Outro exemplo: N º ELEMENTO Tempo Homem 1 Pegar a peça e colocar na máq 11 2 Apertar as placas 25 3 Acionar a máquina 3 Tempo Máquina 4 Máquina trabalhando Retirar a peça da máquina 18 6 Limpar a placa 17 Ʃ. 74 s 158 s
37 DIAGRAMAS MTM Diagrama Homem-Máquina Percebe-se que o homem trabalha menos que a metade do tempo da máquina. É possível que ele possa operar outra máquina neste tempo ocioso resta saber quantas. Este cálculo não é tão simples como 158 / 74 = 2 máquinas: é para isso que existe o diagrama homem-máquina. Assim o tempo por peça não é apenas aquele gasto pelo homem e pela máquina, mas dependente também da quantidade de máquinas envolvidas na tarefa.
38 DIAGRAMAS MTM Diagrama Homem-Máquina ELEMENTO TH M.1 M.2 M Parado Parado Neste caso o tempo por peça ficaria T pç = O homem opera três máquinas e descansa 10 seg. no ciclo; as máquinas não param Procure iniciar o diagrama sempre pelo tempo total gasto pelo homem; vá repetindo a operação até o limite de tempo da primeira máquina; desenvolve-se o diagrama até que o ciclo se repita.
39 CONSIDERAÇÕES FINAIS Estudo de tempos Relembrenado, fez uso intensivo da cronometragem analítica para fixar o tempo-padrão do trabalho, enquanto que o casal utilizou o estudo dos movimentos para melhorar e simplificar os processos. Consiste em análise das condições de trabalho (modo de operar, ferramentas, máquinas, equipamentos, etc), com o objetivo de encontrar o melhor método de operar e estabilizar o posto ou a operação e determinar o tempo necessário para um operador qualificado efetuar o trabalho. Para esta análise, é utilizada a (ou Folha de Cronometragem), na qual é anotada a análise realizada dos tempos das operações e um esboço do layout do posto de trabalho.
40 CONSIDERAÇÕES FINAIS Métodos, Tempos e Movimentos O estudo de tempos tem por finalidade também... Determinar tempos a serem usados como base para o pagamento de incentivo à mão-de-obra direta e indireta (tais como movimentadores de materiais e preparadores de produção) É um método utilizado como base do controle de custo da mão-de-obra. Determinar a eficiência de máquinas e dos processos. Determinar o número de máquinas que uma pessoa pode operar (dentro dos limites de fadiga definidos para a tarefa) Auxiliar no balanceamento de linhas de montagem e de trabalho controlado por transportadores.
41 CONSIDERAÇÕES FINAIS O medo do novo! Antes de se implantar um novo processo (ou melhoria) em determinada operação, deve-se estar pronto para a resistência natural criada pelos operadores ou líderes, tais como: Nunca fizemos desse jeito Já experimentamos isso antes Já tentaram isso Não é esse o nosso caso Trabalhamos assim há vinte anos Isso não dará certo Para que mudar? Está tudo tão bem! O chefe nunca concordará com isso Isso exige novo exame É muito complicado mudar O chefe é contra isso Isso não é possível É muito teórico
42 CONSIDERAÇÕES FINAIS O medo do novo! E a lista não pára por aí: No papel, tudo funciona Não temos recursos financeiros Não é rentável Não temos pessoal para isso Vocês querem inventar moda Vocês querem criar caso com o sindicato Querem ensinar o padre-nosso ao vigário? Não é de minha competência Não temos tempo para isso Isso aumentará nossas despesas Não estamos preparados para isso O caso merece reflexão Não podemos correr esse risco É preciso nomear uma comissão Isso não será eficiente aqui É muito difícil explicar É impossível. Extraído de Goguelin, Pierre. L Etude Du Travail. Suíça: Broché, 1998.
43 CONSIDERAÇÕES FINAIS Métodos, Tempos e Movimentos A Methods-Time Measurement é uma ferramenta avançada da qualidade, permitindo o conhecimento detalhado das atividades e evidenciando pontos passíveis de melhoria. Sua evolução ininterrupta ao longo do tempo levou a uma conseqüente aceitação e confiabilidade no mercado. Os aprimoramentos MTM trouxeram para a organização cientifica do trabalho o cunho cientifico. Hoje no continente europeu existem cursos de graduação e técnicos para a formação de Agentes de Tempos e Métodos, diferentemente do Brasil, onde se forma cronometristas em cursos com duração de 16 a 32 horas.
44 CONSIDERAÇÕES FINAIS Métodos, Tempos e Movimentos Atualmente, o MTM oferece uma abordagem mais atraente para os funcionários, sem deixar de ser objetiva A correta implementação do MTM atende às necessidades básicas de ergonomia dos colaboradores, além de dar eficiência às linhas de produção, possibilitando real diminuição de custos O MTM é uma ferramenta em gestão de produção e sua utilização é uma decisão estratégica por conduzir à e possibilitar também a por se complementar adequadamente aos conceitos da "Mentalidade Enxuta" e da "Teoria das Restrições".
45 Referências Bibliográficas BARNES, R. Estudo de Movimentos e de Tempos, Projeto e Medida do Trabalho. São Paulo: Edgard Blücher, GAITHER, Norman; FRAIZER, Greg. Administração da produção e operações. São Paulo: Pioneira, GOGUELIN, Pierre. L Etude Du Travail. Suíça: Broché, GRANDJEAN, E. KROEMER, K. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. 5. ed. Porto Alegre: Bookmann, PEINADO, Jurandir; GRAEML, Alexandre R. Administração da Produção: operações industriais e de serviços. Curitiba: Unicemp, RITZMAN, Larry P; KRAJEWSKI, Lee J. Administração da produção e operações. São Paulo: Prentice Hall, SILVA, A. V.; COIMBRA, R. R. C. Manual de tempos e métodos: Princípios e técnicas do estudo de tempos. São Paulo: Hemus, STEVENSON, W.J. Administração das operações de produção. 6. ed Rio de Janeiro: LTC, TAYLOR, F. W. Princípios de Administração Científica. 8 ed. São Paulo: Atlas, TOLEDO, Itys-Fibes Bueno. Produção, produtividade e eficiência. 8. ed São Paulo:. São Paulo: Itys-Fides Editora, TOLEDO, Itys-Fibes B. Tempos e Métodos. 10. ed. São Paulo: Itys- Fides Editora, TOLEDO, Itys-Fibes Buen; KURATOMI, Shoei. Cronoanálise 15. ed. São Paulo: Itys-Fides Editora, 2004.
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