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1 Leticia Pedroso

2 Hipócrates foi o primeiro a usar a palavra diagnóstico, que significa discernimento, formada do prefixo dia, através de, em meio de + gnosis = conhecimento. Diagnóstico é discernir pelo conhecimento.

3 A tecnologia médica propriamente dita só se desenvolveu no decorrer do século XX, com o diagnóstico por imagens, endoscopia, métodos gráficos, exames de laboratório e provas funcionais.

4 Maior segurança ao médico e o apoio necessário para tomada de decisões importantes no tocante à conduta e ao tratamento, seja nos casos de urgência, seja nas doenças crônicas. Reduziram as laparotomias exploradoras e as chamadas terapêuticas de prova. Ampliaram e diversificaram os métodos terapêuticos e os procedimentos cirúrgicos.

5 Avaliação Primária / Reanimação A. (Airway): Via Aérea e Coluna Cervical B. (Breathing): Respiração C. (Circulation): Circulação D. (Disability): Estado neurológico E. (Exposure / Environmental control): Exposição / Hipotermia Reavaliação Avaliação Secundária (Detalhada) Tratamento Definitivo

6 Radiografias de crâneo visualizam fraturas, disjunção de suturas cranianas e afundamentos anatpat.unicamp.br

7 Ferimento por Arma de Fogo FAF Fonte: anatpat.unicamp.br

8 Tomografia computadorizada O 1º tomógrafo computadorizado foi construído para fins de diagnóstico em 1972 pelo engenheiro Godfrey Newbold Hounsfield, obtendo imagens do crânio utilizando a radiação ionizante para medir descontinuidades cerebrais. Brasil = o tomógrafo chega em 1977 nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

9 Indicações de TC de crânio no TCE Todos pacientes com TCE moderado ou grave Todos pacientes com TCE leve com alteração neurológica: Confusão mental Perda da consciência > 2 min Amnésia Sinais focais Pupilas isocóricas História de coagulopatia Convulsões pós traumáticas Intoxicação

10 Radiografias Trauma cervical Perfil Todas as 7 vértebras Alinhamento Corpos vertebrais Espaço intervertebral Diâmetro do canal medular Partes moles 1 7

11 RX Cervical Antero Posterior Corpos vertebrais Integridade da cortical Distância entre os pedículos

12 Atenção A radiografia deve ser feita com o colar cervical Manter a cabeça alinhada com o corpo Tomografia computadorizada investigar áreas suspeitas ou mal visualizadas nas radiografias

13 Tomografia Computadorizada Cervical sensibilidade e especificidade de 98% para fraturas menor sensibilidade que a ressonância para estudo das partes moles superior ao RX para definição de fraturas complexas, determinar a extensão das fraturas e identificar fragmentos livres

14 Radiografia de tórax Confirma a presença de ar ou líquido no espaço pleural. Auxilia na determinação da extensão do hemotórax e confirma a presença ou ausência de fraturas do tórax, assim como alterações mediastinais.

15 Avaliação do Rx de tórax Confirmar a identificação do paciente - SEGURANÇA Traquéia e Brônquios - avaliar alinhamento Espaços pleurais - presença anormal de fluídos ou ar Parênquima pulmonar - presença de infiltrado (contusão pulmonar, aspiração ) Mediastino presença de ar ou sangue que pode deslocar as estruturas do mediastino/ suspeitar de lesão cardíaca ou vascular Diafragma - suspeitar de rotura ( estomago, ou tubo gástrico acima ) Estrutura ÓSSEA Clavícula (lesões de grandes vasos) Escápula (lesões da via aérea, de grandes vasos, contusão pulmonar) Costelas (pneumotórax, lesões graves da via aérea ou de grandes vasos) Enfisema subcutâneo ( entrada de ar nos tecidos) Tubos e acessos (tubo traqueal; tubo gástrico; dreno; catéter central)

16 Tomografia Computadorizada no Trauma Torácico Visualiza alterações não detectadas na radiografia convencional, sendo mais sensível na avaliação do parênquima pulmonar e da cavidade pleural. Fraturas esternais e escapulares são bem evidenciadas pela tomografia computadorizada, sendo ela ainda, método de grande sensibilidade na detecção de lesões.

17 Vídeo toracoscopia Com finalidade diagnóstica e terapêutica. A indicação em trauma está restrita aos casos em que o paciente está hemodinamicamente estável, em que há suspeita de lesões menores tanto parenquimatosas quanto parietais. Lacerações pulmonares, ou lesões de vasos intercostais, que causam sangramento lento mas contínuo, podem ter seu diagnóstico e seu tratamento feitos. Tratar lesões diafragmáticas por arma branca ou por PAF. Outras indicações no trauma são: hemotórax coagulado e empiema pós-traumático.

18 Broncoscopia Indicado como método diagnóstico, principalmente nas suspeitas de lesões laringo-traqueais e brônquicas. É capaz de identificar o sítio da lesão, determinando sua exata localização e tamanho, informações importantes para definir a conduta a ser adotada. No trauma pode também ter indicação terapêutica nos casos em que há aspiração brônquica de corpo estranho ou sangue.

19 Esôfago contrastado Indicado na suspeita de perfuração esofageana ( IODO) Inicialmente deve ser feito com contraste hidrossolúvel, caso não seja conclusivo pode-se usar o contraste baritado. Risco de aspiração brônquica, o contraste hidrossolúvel deve ser usado com cautela, uma vez que pode causar lesão pulmonar pela sua elevada osmolaridade. Exame de raio X contrastado é indicado quando há necessidade de se investigar órgãos e estruturas que não sejam visualizados pela radiografia simples.

20 RX de abdome fornece padrão das alças intestinais, pneumoperitônio, líquido livre e calcificações. ( incidências em decúbito e ortostática) Útil na presença de corpo estranho Útil nas fraturas ósseas da região pélvica.

21 USG Fast (Focused Abdominal Sonography fortrauma) Objetivo: - é identificar líquido livre na cavidade abdominal em pacientes instáveis hemodinamicamente: 1.Saco pericárdico 2.Espaço hepatorrenal 3.Espaço esplenorrenal 4.Pelve (Fundo de Saco de Douglas)

22 USG VANTAGENS avaliação rápida não invasiva baixo custo não necessita de radiação pode ser repetida sempre que necessário, acurácia 86%-97% detecta coleções superiores superiores a 250ml USG Desvantagens técnica depende do examinador uso em obesos baixa sensibilidade para líquidos com volume menor que 500ml enfisema subcutâneo distensão abdominal

23 Tomografia computadorizada abdominal É o método mais usado para avaliar o paciente estável com traumatismo abdominal fechado Retroperitônio é melhor avaliado Baixa sensibilidade p/ lesões intestinais e mesentéricas

24 Lavado peritoneal diagnóstico - rapidez relativa - disponibilidade - sensibilidade 98%I Indicações: hipotensão inexplicada e hemorragia intra-abdominal

25 Laparoscopia diagnóstica: muito limitado, invasivo, e dispendioso Considerado melhor método para avaliar lesões diafragmáticas em traumas tóraco abdominais penetrantes

26 Radiografia de membros inferiores e superiores

27 Ecocardiograma Indicado em todos os casos onde há suspeita de contusão miocárdica. É útil na avaliação da função ventricular e atrial, identifica áreas de alterações motoras de parede, anormalidades resultantes das lesões valvulares e septais, além da presença de coleções pericárdicas. Pode ser feito à beira do leito, o que facilita sua indicação mesmo em pacientes extremamente graves.

28 Eletrocardiograma Revela a presença ou ausência de arritmias que colcoca em risco e fornece uma análise mais completa da atividade elétrica do coração. As arritmias são complicações comuns depois do trauma torácico, este importante teste é muitas vezes desconsiderado.

29 Endoscopia digestiva - Permite avaliar a superfície interna do trato digestivo superior Indicações: Lesões esofágicas, hemorragias, traumas e retirada de corpos estranhos

30 Angiografias - localiza pontos sangrantes - fraturas pélvicas e hepáticas = embolização - Embolização de lesões c/ sangramento ativo - Embolização de sangramentos pós operatórios Aortografia - exclui lesão da aorta

31 Embolização arterial: - é uma técnica rápida, precisa, minimamente invasiva que tem como princípio a parada completa do fluxo de sangue na artéria lesada, sem causar isquemia ou refluxo do material embólico para outro local. Agente embolizante: Gelfoam (oclusão temporária) polyvinil álcool, adesivo tissular ou cola, Indicado: balões destacáveis - nos pacientes com trauma pélvico e hepático - pacientes com risco, deve-se realizar o menor número de intervenções até que se obtenha o controle da hemorragia. O tratamento endovascular é uma importante ferramenta nos pacientes hemodinamicamente instáveis.

32 Embolização arterial - Fratura complexa com disjunção sínfise púbica e sacroilíaca bilateral Sangramento da art. Ilíaca interna. Controle pós-embolização Fonte : Bezerra TS, Garcia D, Collet e Silva FS, Poggetti RS, Fontes B, Birolini D. Lesão da artéria ilíaca interna bilateral associada com trauma pélvico, tratada por intervenção arteriografia com embolização. Rev Med (São Paulo) abr.-jun.;86(2):

33 Uretrografia retrógrada - realizado nos pacientes com suspeita de ruptura de uretra - uso de sonda de foley com injeção de contraste iodado em frações de 10 ml - radiografias estáticas em decúbito lateral. - Indicação:Trauma de uretra anterior: associada a quedas à cavaleiro - Trauma de uretra posterior: associada a fratura pélvica - Ruptura extraperitoneal associadas a fraturas de bacia - Ruptura intraperitoneal impacto no abdome inferior em paciente com repleção vesical (mais comum em vítimas alcoolizadas).

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