DIAGNÓSTICO DO AGRONEGÓCIO (P4)

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1 GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO Contrato nº 034/ 2015 DIAGNÓSTICO DO AGRONEGÓCIO (P4) JANEIRO 2016

2 DIAGNÓSTICO AGRONEGÓCIO Palmas TO, 30 de novembro de 2015.

3 DIAGNÓSTICO AGRONEGÓCIO Este documento tem por finalidade apresentar as informações de cadeias produtivas agropecuárias prioritárias do Estado do Tocantins, como também a rede suporte para a produção. O objetivo deste documento é fornecer dados e informações para elaboração de estratégias para o desenvolvimento do agronegócio no Estado do Tocantins. Palmas TO, 30 de novembro de 2015.

4 SUMÁRIO 1. RESUMO EXECUTIVO Programa de Desenvolvimento através de Polos de Produção: Plano de ação para cada Polo de Produção: Conclusão INTRODUÇÃO INFORMAÇÕES GERAIS DO ESTADO DO TOCANTINS População Vegetação Relevo e Topografia Clima e pluviometria Hidrografia Produto interno Bruto Ocupação Territorial Mercado Interno RESUMO CADEIAS PRODUTIVAS DETALHAMENTO DAS CADEIAS PRODUTIVAS SELECIONADAS Cadeia Produtiva de Grãos Bovinocultura de Corte Bovinocultura de Leite Ovinocaprinocultura Piscicultura Cadeia Produtiva da Fruticultura Apicultura Cadeia Produtiva da Mandioca Cadeia Produtiva da Avicultura Cadeia Produtiva de Látex (seringueira)... 68

5 5.11 Eucalipto Bioenergia SUPORTE PARA PRODUÇÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS Jazidas de calcário/fosfato Logística Ensino/qualificação profissional Perímetros irrigados Difusão Agrotecnológica Plano de Agricultura de Baixo Carbono Armazenagem Agricultura Familiar Linhas de credito Central de Abastecimento Cooperativismo e Associativismo Assistência Técnica e Defesa Sanitária RESULTADO VISITA DE CAMPO CADEIAS PRODUTIVAS DA SOJA E BIOENERGIA Produtores Revendas (sementes, defensivos e maquinarias) Companhia de Armazenagem Companhia de Transporte Trader (exportadores) Agroindústrias (Usinas) Logística do transporte de álcool Agroprocessadoras (esmagadora Porto Nacional) Instituições de apoio Resumo e Conclusões

6 8. RELATÓRIO FOTOGRÁFICO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

7 LISTA DE FIGURAS Figura 01 Topografia do Estado do Tocantins... 9 Figura 02 Precipitação média anual - Tocantins Figura 03 Hidrografia do Tocantins Figura 04 Evolução PIB no Estado do Tocantins Em milhões de reais Figura 5 Mercado Interno Figura 06 Comparativo de área de plantio entre as culturas no Estado do Tocantins, Figura 07 Produção de Grãos Figura 08 Área Total Figura 09 Área Plantada de Soja (mil toneladas) Figura 10 Área Plantada de Milho (mil toneladas) Figura 11 Área Plantada Arroz (mil toneladas) Figura 12 Produtividade de Soja, Milho, Arroz (Mil Toneladas) Figura 13 Estados com maior Produção Nacional de Soja 2014 (mil toneladas) Figura 14 Estados com maior Produção Nacional de Milho 2014 (Mil Toneladas) Figura 15 Estados com maior Produção Nacional de Arroz 2014 (Mil Toneladas) Figura 16 - Mapa com regiões produtivas de milho, soja e arroz Figura 17 Comparativo Evolução Rebanho Figura 18 Evolução do Rebanho TO Figura 19 Exportações de carne bovina do Tocantins Figura 20 Comparativo entre a produção, disponibilidade e a exportação da carne no Brasil Figura 21 Relação Vacas Ordenhadas e Produção de Litros de Leite Figura 22 Relação Vacas Ordenhadas X Produtividade Figura 23 Produtividade em Mil/Litros Figura 24 Relação Produtividade por Região Figura 25 Evolução Rebanho do Tocantins Figura 26 Destino das Importações de Carne Ovina em Figura 27 Relação do Volume de Abates inspecionados... 45

8 Figura 28 Evolução da Piscicultura Figura 29 Percentual de produção total do potencial Figura 30 Produção de peixes anual em toneladas Figura 31 Relação da Evolução da Produção de Pescado em Toneladas Figura 32 Relação do destino da Produção de Peixes abatidos no Tocantins Figura 33 Produção de Frutas no Brasil (Abacaxi/Melancia/Banana) Figura 34 Produção de Abacaxi nas Microrregiões do Tocantins ( ) 53 Figura 35 Produção de Melancia nas Microrregiões do Tocantins ( )53 Figura 36 Produção de Banana nas Microrregiões do Tocantins ( ). 54 Figura 37 Distribuição da Área Plantada de Frutas no Tocantins Figura 38 Evolução da Área Plantada de Frutas no Tocantins Figura 39 Ranking da Produção de Frutas por município Figura 40 Evolução da Produção de Mel no Tocantins Figura 41 Comparativo da Área Plantada de Mandioca (Toneladas) Figura 42 Produção de Mandioca (Toneladas) Figura 43 Distribuição dos Cerrados, incluídas as áreas de transição com outras formações Figura 44 Estados/Regiões com maior Produção de Mandioca (Toneladas) Figura 45 Municípios com maior produção no estado do Tocantins Figura 46 Consumo dos derivados da mandioca (per capita) Figura 47 Relação de Produção de Carne de Frango no Brasil Figura 48 Relação Produção x Exportação x Importação Figura 49 Relação de Comparativo de Exportação de Carnes de frango e outras carnes Figura 50 Mapa com Municípios com Sistema de Integração de engorda de frangos Figura 51 Relação do Consumo Per Capita de Carne de Frango Figura 52 Produção Látex coagulado (toneladas) Figura 53 Ranking dos Estados na Produção de Látex (toneladas) Figura 54 EVOLUÇÃO DO PLANTIO DE SERINGUEIRA (TONELADAS).. 70 Figura 55 Evolução Da Área Colhida De Borracha Natural (Mil Toneladas) Figura 56 Florestas Plantadas no Brasil (2014) Figura 57 Áreas de Florestas Plantadas no Tocantins (hectare) Figura 58 Evolução das Áreas de Eucalipto no Tocantins (hectare)... 73

9 Figura 59 Produtividade do Eucalipto (m³/há/ano) Figura 60 Plantios de Eucalipto por Microrregião/Tocantins em 2014 (hectare) 75 Figura 61 Produção Biodiesel e Etanol no Brasil, em m³ Figura 62 Evolução da Área Plantada com Cana-de-açúcar no Brasil (ton.) Figura 63 Evolução da Área Plantada com cana-de-açúcar no Brasil (ton.) Figura 64 Produtividade da cana-de-açúcar (toneladas) Figura 65 Área colhida de Cana-de-açúcar na região de Pedro Afonso Figura 66 Localização das jazidas calcário/fosforo do Estado do Tocantins Figura 67 Situação do Modal rodoviário do Estado do Tocantins Figura 68 Estágio de construção Ferrovia Norte/Sul Figura 69 Hidrovia do Rio Tocantins Figura 70 Comparativo de vantagem logística do porto de Itaqui em relação a outros portos do país Figura 71 Localização das Instituições de ensino no Estado do Tocantins Figura 72 Potencial de Irrigação no Estado do Tocantins Figura 73 Localização dos Projetos Hidroagrícolas Figura 74 Evolução das obras de Perímetros Irrigados até Figura 75 Volume de Negócios (ano) Figura 76 Número de Expositores Figura 77 Munícipios com/sem Regularização Fundiária Figura 78 Programa de aquisição de alimentos Figura 79 Famílias de agricultores por categoria Figura 80 Número de comunidades Quilombolas no Tocantins Figura 81 Meta aplicação do FNO no Estado do Tocantins Figura 82 Volume Anual da Produção Comercializada (ton) Figura 83 Total de cooperativas ativas do ramo agropecuário, em Figura 84 Números de cooperativas atuantes no Tocantins por ramo de atuação em termos percentuais, em Figura 85 Panorama das associações do estado do Tocantins Figura 86 Situação da ocupação dos lotes original do PRODECER Figura 87 Situação da ocupação dos lotes originais do PRODECER Figura 88 Participação produção COAPA na região de Pedro Afonso Figura 89 Custo de Produção hectare de SOJA ano Figura 90 Análise produtividade por ha de SOJA na Região Pedro Afonso

10 LISTA DE TABELAS Tabela 01 Polos de Produção... 4 Tabela 02 População do Estado do Tocantins por microrregião Tabela 03 Ocupação Territorial do Estado do Tocantins Tabela 04 Evolução Percentual da Produção Tabela 5 Evolução Percentual da Área Plantada Tabela 06 Área Plantada de Grãos Tabela 07 Produtividade de Soja (mil toneladas) Tabela 08 Produtividade do Milho (mil toneladas) Tabela 09 Produtividade do Arroz (mil toneladas) Tabela 10 Principais Municípios Produtores de Grãos no Estado do Tocantins 24 Tabela 11 Empresas comercializadoras de soja/milho no Tocantins Tabela 12 Relação das Beneficiadoras de Arroz no Estado do Tocantins Tabela 13 Avanço da Produção animal do Tocantins Tabela 14 Municípios com maiores rebanhos do Estado Tabela 15 Exportações de couros e peles Estados da Região Norte Tabela 16 Relação dos frigoríficos Estado do Tocantins Tabela 17 Relação de Curtumes do Estado do Tocantins Tabela 18 Relação Indústrias / entrepostos de captação de Leite do Tocantins.. 40 Tabela 19 Área e produção de pescado no Estado do Tocantins Tabela 20 Relação dos Frigoríficos de Pescado Tabela 21 Ranking da Produção Nacional (Toneladas) Tabela 22 Produção Anual, Área Plantada e Produtividade, Tabela 23 Plantios de Eucalipto no Tocantins em 2014 (hectares) Tabela 24 Produção de Etanol (m³) Tabela 25 Autorização para operação e comercialização ANP Tabela 26 Evolução das entregas de Biodiesel das unidades produtoras Tabela 27 Relação das Empresas/Indústrias de calcário no Estado do Tocantins Tabela 28 Ocupação dos Projetos de Irrigação Tabela 29 Compromissos do Programa do Plano ABC (até 2010) Tabela 30 Metas do Programa do Plano ABC (até 2020) Tabela 31 Municípios com imóveis transferidos e com futuras regularizações... 91

11 Tabela 32 Custo de Produção hectare de Soja ano Tabela 33 Principais fornecedores de Insumos na Região de Pedro Afonso Tabela 34 Lista dos armazéns e silos cadastrados na Conab na região de Pedro Afonso

12 2 1. RESUMO EXECUTIVO O diagnóstico é o processo de coleta, avaliação e organização dos dados mais importantes para o desenvolvimento do agronegócio tocantinense. O seu objetivo é identificar a situação atual de cadeias produtivas selecionadas como prioritárias para contribuir para o desenvolvimento sustentável do Estado do Tocantins. As cadeias produtivas selecionadas para o estudo são: grãos; carne, couro e leite; ovino caprinocultura; piscicultura; fruticultura; apicultura; mandioca; avicultura; seringueira; madeira de eucalipto; flores tropicais e bioenergia. Nas Informações Gerais do Estado do Tocantins, faz-se uma descrição das informações gerais do estado, de aspectos socioeconômicos como: população, produto interno bruto, ocupação do território e mercado interno e das condições naturais, como: vegetação, relevo, topografia, clima e pluviometria e hidrografia. No Detalhamento das cadeias produtivas selecionadas, são relatadas as informações de cada cadeia produtiva selecionada, analisando a evolução da produção, os locais de produção no estado, o mercado atual para a venda da produção e as empresas que comercializam em cada cadeia produtiva. Em Suporte para produção das cadeias produtivas, foram organizadas as informações sobre os suportes para a produção das cadeias produtivas referente à oferta de calcário/fosfato, a infraestrutura logística, a qualificação profissional, aos perímetros irrigados, a difusão agrotecnológica, ao plano de agricultura de baixo carbono, armazenagem, agricultura familiar, credito fundiário, linhas de crédito, central de abastecimento, cooperativismo e associativismo, assistência técnica e defesa sanitária. O Resultado visita de campo cadeias produtivas da soja e bioenergia apresentam os resultados de uma pesquisa a campo na região de Pedro Afonso, com objetivo de analisar duas cadeias produtivas: da soja e da cana-de-açúcar, a região foi selecionada devido ser pioneira na produção de grãos no cerrado tocantinense, a partir de iniciativa do projeto PRODECER. Com o diagnóstico, segue algumas considerações observadas sobre o cenário atual do agronegócio no Estado do Tocantins: 1. Apesar de todo potencial agropecuário e espaço para a produção, ainda é incipiente a produção no estado se compararmos com a produção nacional e de outras regiões;

13 2. É baixa a agregação de valor nos produtos agrícolas, com poucas empresas integradoras e de transformação com sede no Estado; 3. A produção é dispersa no território, sem constituir polos de produção estruturados e com cooperação entre os elos da cadeia (principio para formação de arranjos produtivos locais); 4. Baixo nível de integração entre empresas e produtores, gerando excluídos no processo produtivo, principalmente médios e pequenos produtores; 5. Baixa competitividade da produção devido a distância dos grandes centros, não sendo aproveitado o potencial logístico do estado 6. Falta de sinergia entre as instituições que atendem o agronegócio, que contam com bom quadro técnico, mas que fazem ações similares de forma desconectadas. Detalhamento do diagnostico realizado em campo focando interesse das tradings internacionais, principalmente as japonesas, empresas como a Mitsui, Mitsubishi, Toyota Tsusho, Sojitiz, Marubeni já atuam na região do cerrado, algumas com produção própria, outras com distribuidoras de insumos, silos e armazéns, logística, mas todos com firme propósito de originação da produção diretamente com produtores visando estabilidade no recebimento da safra independente das condições de mercado. O programa de desenvolvimento do agronegócio em TO deve focar no aumento da originação da safra pelas empresas japonesas ou asiáticas com parceria mais solida da cadeia produtiva principalmente entre produção e comercialização com a devida logística e recursos financeiros que possibilitem avanço maior do aumento da produção. O Tocantins ainda possui 5 milhões de hectares disponíveis para agricultura, principalmente áreas de pastos degradados, o que significa que são áreas que não há necessidade de desmatamento. O desafio que se pretende almejar é dobrar área de produção nos próximos 04 anos com crescimento de 25% ao ano, atingindo área de produção de 02 milhões de hectares de soja com produção de 7,2 milhões de toneladas. O perfil dos produtores de soja no Tocantins é composto por pequenos a médios agricultores, que cultivam entre 500 a hectares de áreas plantadas. A nova cara da produção agrícola do Estado é composta por famílias vindas principalmente da Região Sul do País e grupos empresariais. 3

14 Outra característica importante de TO, é que devido a existência de muitas manchas de solos aptos para cultivo de grãos e condições de precipitação variável conforme região, são bastante pulverizadas as regiões produtoras aptas de grãos. Devida a pulverização das áreas produtivas, surgiu a possibilidade de formatar em POLOS DE PRODUÇÃO com características diferentes, mas que com devido tratamento permitirá desenvolver o cluster especifico de cada polo Programa de Desenvolvimento através de Polos de Produção: a) POLOS (CLUSTER) DE PRODUÇÃO: Tabela 01 Polos de Produção CLUSTER PRODUÇÃO Norte (Araguaína) pecuária Pecuária Nordeste (Campos Lindos) Soja, milho e algodão. Leste (Mateiros e Dianópolis) Soja, milho e algodão. Oeste (Pium, Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia e Dueré). Soja, milho e algodão, arroz, pecuária. Centro-Sul (Porto Nacional, Silvanópolis e Peixe) Soja, milho e algodão, arroz, pecuária. Centro-Norte (Pedro Afonso) Soja, milho e algodão, arroz, pecuária. hectares. Estimativa e potencial de produção de grãos nos polos de produção 3 milhões de Especificamente na região Oeste (Pium, Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia e Dueré), pretende-se desenvolver agricultura irrigada, no sistema de subirrigação de baixo custo que viabiliza irrigação de grãos, com possibilidade de cultivar 03 safras por ano. Esta região denominada PRODOESTE tem hectares de várzea plana com possibilidade de irrigação com sistema sub-irrigação, que com construção de barragens de contenção nos rios existentes na região possibilitando irrigação durante época de pouca chuva. Esses hectares com 03 safras significam área equivalente de hectares sequeiro, o que torna a região extremamente competitiva em custo e baixo risco de produção devido a irrigação.

15 Essa região permite que sejam construídos programas especificas de produção planejada, como atualmente já é a maior região de produção de sementes de soja na entressafra de outras regiões com qualidade sanitária (sem doenças) e alta germinação, pois colhe em agosto/setembro para distribuição para outras regiões que plantam em outubro e novembro. Esta região permitirá produção especifica de soja para consumo humano (tofu, edamane, orgânica, etc.) e outras culturas especificas Plano de ação para cada Polo de Produção: Atividades: Planejamento/ordenamento para o desenvolvimento sustentável; (i) (ii) (iii) (iv) (v) Gestão Ambiental; Apoio para a adequação ambiental; Produção responsável. Escoamento safra infraestrutura do governo Financiamento investimento e custeio dos produtores a) ESTRATEGIA OPERACIONALIZAÇÃO: Criar ambiente de negócio econômico e socialmente justo, ambientalmente correto e sustentável com melhoria da segurança para possibilitar melhor relacionamento das empresas que participam da cadeia produtiva (empresas de sementes), fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos, armazenagens, logística e comercialização para fins de plano de securitização dos recursos financeiros para produção de investimento de abertura de novas áreas, custeio, investimentos dos produtores. (i) Troca de insumos por produção (barter) das empresas de insumos com produtores; (ii) Aquisição da produção antecipada pelas tradings japonesas; (iii) Assistência técnica pelas empresas de insumos; (iv) Fornecimento de recursos financeiros de securitização pelos Compradores finais do Japão.

16 6 b) INVESTIMENTOS DE INFRAESTRUTURA Os investimentos decorrentes dos estudos dos polos de produção que cabe ao governo deverão ser realizados com os devidos estudos para verificar possibilidade de financiamento pelo governo japonês ou bancos privados japoneses ou outras fontes internacionais. Dentro deste foco, há necessidade urgente de infraestrutura de responsabilidade governamental, como a construção da ponte interligando região de produção com terminal ferroviário de Palmas, construção de ponte no rio Araguaia que permitirá transporte de 05 milhões de ton. de grãos do MT para Ferrovia Norte Sul colaborando acentuadamente na competividade da FNS. c) INVESTIMENTO AGROINDUSTRIAL Conforme clusters formatados nos polos de produção, deverão ser realizados os devidos estudos de agroindustrialização que vai permitir análise conjunta com as tradings ou empresas compradoras finais do Japão para formatação de consorcio ou outra forma de parceria. d) RECURSOS FINANCEIROS DE CUSTEIO E INVESTIMENTOS AOS PRODUTORES DE GRÃOS DE TO Atualmente existem mecanismos de alavancagem financeira denominada FIDC que permite fornecimento de recursos a taxas competitivas diretamente pelos compradores finais numa operação de baixo risco para aplicador. Uma das opções é desenvolver esta modalidade para empresas estrangeiras que atuam no varejo de cada pais. Os parceiros tomadores daqui serão as grandes empresas fabricantes e distribuidoras de insumos que serão responsáveis diretamente pelo fornecimento de insumos aos produtores responsáveis pela compra antecipada de grãos em troca de fornecimento de insumos e investimentos aos produtores. A construção de silos e assistência técnica dos produtores serão da responsabilidade dos fabricantes de insumos que também necessitará de recursos de securitização para seus investimentos.

17 7 e) PPP (PARCERIA PUBLICA PRIVADA) Uma das principais opções de desenvolvimento da infraestrutura necessária é o incremento do PPP. O Estado de Tocantins já tem negociado com BIRD recursos financeiros para estruturar a implementação dos PPPS que o Estado necessita, sendo que o primeiro modelo de PPP que se pretende implementar. 1.3 Conclusão Com a implementação da Ferrovia Norte Sul e provável hidrovia Tocantins/Araguaia, o Estado de TO, se tornará uma das regiões mais competitivas para produção de grãos e carnes visando mercado externo. Para melhor aproveitamento desta posição de logística privilegiada aliada a condições edafoclimáticas propicias para produção, o Estado deve criar marco regulatório (infraestrutura, econômico, social, tributos, ambiental, etc.) confiável e atrativo no mais curto espaço de tempo para que as empresas privadas entrem pesadamente com seus investimentos, pois o TO é uma das poucas fronteiras agrícolas disponíveis para aumentar o volume da produção de alimentos em 40% nos próximos 20 anos conforme informações da ONU. 2. INTRODUÇÃO O Estado do Tocantins vem apresentando um crescente desenvolvimento no setor do agronegócio, sendo considerada a nova fronteira agrícola do Brasil, juntamente com os estados participantes do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Vários são os fatores que proporcionam o bom cenário atual a nível regional e que surgem como potencialidades para melhores resultados do Tocantins em termos nacionais. A topografia do estado é 82% plana, a precipitação média entre os anos de 1995 e 2013 foi de mm e a luminosidade fica entorno de horas/ano. Além disso, verifica-se a grande presença de rios e a vasta disponibilidade de áreas para irrigação cuja utilização é apenas 3,5% do potencial total. Convém ressaltar que em 2011 o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de 4,1 trilhões de reais, sendo que o valor gerado pelas atividades agropecuárias representou 4,65% desse montante. No Tocantins, no mesmo período, a agropecuária foi responsável por 15,60% do PIB estadual, ou seja, mais de 10% acima da média nacional.

18 Atualmente os setores prioritários, são as cadeias produtivas de produção de grãos, a bovinocultura de corte e leite, as florestas plantadas (seringueira e eucalipto), a produção de mel, a fruticultura, a bioenergia (biodiesel e etanol), a ovinocaprinocultura, a piscicultura, da produção de mandioca, de flores tropicais e avicultura. Neste sentido, algumas políticas e estratégias são fundamentais para a sustentabilidade do setor do agronegócio no Tocantins, sendo possível ressaltar: (1) a inclusão da agricultura familiar no sistema produtivo, (2) a difusão tecnológica e assistência técnica, (3) o fomento a agricultura de baixo carbono e o (4) fortalecimento da cultura do cooperativismo e associativismo, (5) a melhoria do sistema logístico e armazenagem e a (6) segurança cientifica e a defesa sanitária INFORMAÇÕES GERAIS DO ESTADO DO TOCANTINS 3.1 População Com relação a população, o Estado do Tocantins teve um crescimento de 20% entre os anos 2000 e 2010, em 2000 a população do Estado era de pessoas em 2000 e em Segue abaixo tabela com população por microrregião. Tabela 02 População do Estado do Tocantins por microrregião. Posição Nome da Microrregião Área em km² População Número de Municípios 01 Bico do Papagaio ,856 km² Araguaína ,499 km² Miracema do Tocantins ,860 km² Jalapão ,435 km² Porto Nacional ,989 km² Rio Formoso ,340 km² Gurupi ,292 km² Dianópolis ,643 km² Total ,858 km² Fonte: IBGE, Censo 2010.

19 9 3.2 Vegetação A vegetação do Tocantins é bastante variada; apresenta desde o campo cerrado, cerradão, campos limpos ou rupestres a floresta equatorial de transição, sob forma de "mata de galeria", extremamente variada. Em área, o cerrado ocupa o primeiro lugar no estado do Tocantins. As árvores do cerrado estão adaptadas à escassez de água durante uma estação do ano. Caracterizamse por uma vegetação campestre, com árvores e arbustos esparsos. 3.3 Relevo e Topografia O relevo do estado do Tocantins pertence ao Planalto Central Brasileiro. Caracteriza-se, sobretudo, pelo solo sob cerrados, predominando, na sua maioria, superfícies tabulares e aplainadas, resultantes dos processos de pediplanação. O estado, num todo, é caracterizado por variadas gamas de rochas ígneas e metamórficas do complexo cristalino e unidades sedimentares de diversas idades. Conforme gráfico abaixo, 82% da área do Estado é plana. Figura 01 Topografia do Estado do Tocantins Fonte: EMBRAPA

20 Clima e pluviometria O clima predominante no estado é o tropical seco, que é caracterizado por uma estação chuvosa (de outubro a abril) e outra seca (de maio a setembro). É condicionado fundamentalmente pela sua ampla extensão latitudinal e pelo relevo de altitude gradual e crescente de norte a sul, que variam desde as grandes planícies fluviais até as plataformas e cabeceiras elevadas entre duzentos e seiscentos metros, especialmente pelo relevo mais acidentado, acima de seiscentos metros de altitude, ao sul. A precipitação média entre 1995 a 2013 foi de 1.898,6 mm. Abaixo segue mapa com pluviometria do Estado. Figura 02 Precipitação média anual - Tocantins Fonte: SEPLAN/Governo do Estado.

21 Hidrografia A hidrografia do estado do Tocantins é delimitada a oeste pelo Rio Araguaia e ao centro pelo Rio Tocantins. Ambos correm de sul para norte e se unem no município de Esperantina, banhando boa parte do território tocantinense. A bacia do Araguaia (cor azul do mapa 3) representa 37,7% do total da hidrografia do estado, e a bacia do Tocantins (cor rosa do mapa 3) representa os outros 62,3%. Os principais rios da bacia Araguaia são os rios: Araguaia, Kaiapó e Javaes e os principais da bacia do Tocantins são os rios: Sono, Balsas Paranã e Manoel Alves. Figura 03 Hidrografia do Tocantins Fonte: SEPLAN/Governo do Estado 3.6 Produto interno Bruto O PIB (Produto Interno Bruto) do Estado do Tocantins teve um crescimento significativo no período de 2000 a 2012, com aumento de 241% no período. Em 2000 o PIB do estado era milhões de reais e em milhões de reais.

22 12 Figura 04 Evolução PIB no Estado do Tocantins Em milhões de reais Fonte: IBGE 3.7 Ocupação Territorial A tabela abaixo apresenta a ocupação territorial do Estado do Tocantins: Tabela 03 Ocupação Territorial do Estado do Tocantins Fonte: SEPLAN/Governo do Estado.

23 Mercado Interno Segue no mapa uma apresentação gráfica do mercado interno do Estado do Tocantins, a distância é medida da cidade de Palmas-TO. Figura 5 Mercado Interno Fonte: SEAGRO/TO 4. RESUMO CADEIAS PRODUTIVAS Grãos Apesar de apresentar crescimento na produção de milho, feijão e arroz, destaca-se no estado o aumento na produção de soja. Na safra de 2010/2011 a produção anual de soja foi 1,2 milhões de toneladas e na safra de 2013/2014 a produção subiu para 2,05 milhões de toneladas. Com inicio das atividades da Ferrovia Norte Sul, a competitividade da soja e milho produzidas no Estado de Tocantins serão bastante otimizadas sendo que estas culturas serão o carro-chefe dos proximos anos. Com cenário de continuidade de aumento desta produção, já encontra-se em fase de obras a primeira esmagadora e processamento da soja no estado, o que gerará oportunidades para os pequenos produtores rurais devido ao programa selo combustível social, onde a empresa para participar de leilões precisa comprar uma parte dos pequenos produtores, como também a oportunidade de desenvolver um projeto de encadeamento produtivo com a empresa,

24 devido a necessidade de fornecimento de insumos e serviços o que pode ser feito pelos pequenos empreendedores da região (SEAGRO, EMBRAPA, 2014). Alem da soja, o milho com cambio favorecido tem se configurado como bastante competitiva com exportação americana e atraves da FNS se tornará uma cultura competitiva e esta dobradinha deverá incrementar que o processamento de aves/suinos seja consequencia natural para exportação de frangos e suinos via FNS. 14 Bovinocultura de Corte e Leite A Bovinocultura de corte continua sendo o destaque da pecuária estadual e tem atraído empresas e conquistando novos mercados sendo registrado cabeças de bovinos em Com avanço da tecnologia do sistema de produção lavoura-pecuáriafloresta, e com logística da FNS cada vez mais será profissionalizada a sua produção. Quanto a bovinocultura de leite, convém salientar que em todo estado que em 2014 foram produzidos litros de leite, sendo uma atividade em sua maioria feita pela agricultura familiar ou por pequenos produtores (ADAPEC, SEAGRO, 2014). Ovinocaprinocultura O Brasil detém aproximadamente 2% do rebanho mundial de caprinos e ovinos com um rebanho de aproximadamente 25,975 milhões de cabeças e 69% deste está localizado no Nordeste, região que ocupa o segundo lugar no ranking nacional (IBGE, 2010). Indicadores mostram que a produção de ovinos e caprinos representa uma opção na oferta de carne, leite e derivados, favorecendo o aspecto alimentar, especialmente da população rural. No Tocantins, o número de ovinos saltou de em 2011 para mil em Com a implementação da tecnologia existente na EMBRAPA de carcaça mais homogenea e qualificada e com implementação de pequenos frigorificos em locais estrategicos poderá ser uma boa alternativa de renda para pequenos produtores de TO. Tal informação reforça o crescimento do setor que atualmente se encontra em expansão no Estado e no Brasil (ADAPEC, 2014). Piscicultura O Estado apresenta um enorme potencial para o desenvolvimento da atividade aquícola e pesqueira, além dos fatores naturais (clima, baixa declividade e rios) no

25 estado existem 04 plantas industriais com SIF (Sistema Inspeção Federal), sendo que a oferta atual não consegue atender esta demanda, se tornando a atividade uma grande oportunidade para os produtores. A produção de 2014 alcançou toneladas, produzidos em tanques escavados, no entanto o grande potencial para a atividade está na instalação de tanques redes nas represas formadas pelas usinas hidrelétricas. No mercado interno atual a procura de produto com qualidade é maior que a oferta, sem considerar o mercado externo favorável o que faz que devemos analisar e encarar o desenvolvimento da piscicultura de maneira bastante profissional. Hoje com um total de hectares de lamina de água, o potencial de produção alcançaria 882 mil toneladas ano. O projeto mais adiantado é no lago de Palmas com área definida, licenciamento ambiental liberado e licitação feita para 230 empreendimentos aquícolas. O desafio é a estruturação do arranjo produtivo e apoio a produção aos aquicultores, desde o financiamento, assistência técnica, logística e comercialização do pescado. 15 Fruticultura A produção de frutas no Tocantins aumentou 63,52% em quatro anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2014). Em 2010, a produção foi de 170 mil toneladas, já em 2013 este número saltou para 278 mil toneladas, com destaque para a produção de abacaxi, banana e melancia. O Tocantins tem mais de 3,5 milhões de hectares disponíveis para produção agrícola por meio da irrigação, e para a produção de frutas são destacados três projetos hidro agrícolas: São João, Manuel Alves, e Gurita. O estado é um dos maiores produtores brasileiros de abacaxi e as principais culturas produzidas são abacaxi, banana, melancia, caju, melão, limão, coco, manga. Para cada hectare plantado, 23 mil frutos são colhidos e a expectativa para este ano de 2015 é fechar com a colheita de mais de 90 mil toneladas do fruto (IBGE, 2014, SEAGRO, 2014). Apicultura A produção de mel no Tocantins em 2014 foi de 118 toneladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2014). São mais de produtores envolvidos neste processo, divididos em 52 Associações e duas Cooperativas

26 Apícolas, sendo o município de Nova Olinda, na região norte do estado, o maior produtor. De acordo com a União Nordestina de Apicultura e Meliponicultura (UNAMEL), o Brasil é o nono maior produtor de mel, ficando atrás de países como China, Estados Unidos e Argentina e é o quinto maior exportador, com 16,7 mil toneladas vendidas ao exterior. Nos últimos dez anos, as regiões Norte e Nordeste, consideradas as novas fronteiras apícolas do Brasil, foram as que mais cresceram em produção de mel (IBGE, 2014). 16 Mandioca A produção de mandioca do Estado é realizada basicamente por produtores familiares que se caracterizam por uma produção destinada à comercialização in-natura da raiz e a farinha de mesa, que são beneficiadas em casas de farinhas rústicas e/ou agroindústrias de pequeno porte, para consumo próprio, venda em mercados e feiras livres próximas às unidades produtoras. O Estado do Tocantins é o decimo oitavo colocado como produtor de mandioca com uma área cultivada de hectares e uma produtividade de 18,15 toneladas em 2014 (IBGE, SIDRA), representando estatisticamente o sétimo lugar no ranking de produtividade, sendo a quase totalidade da produção destinada à produção de farinha de mesa. Em 2012 foi instalada no estado a primeira indústria de amido de mandioca, a Anil Indústria de Fécula e Polvilho, localizada no município de Aparecida do Rio Negro, com capacidade para processar 100 toneladas de raiz por dia. Avicultura O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial dos maiores produtores de carne de frango, sendo superado apenas por Estados Unidos e China. A avicultura brasileira é uma das mais desenvolvidas do mundo, com índices de produtividade excepcionais graças a programas de qualidade com destaque para a genética, nutrição, manejo, bioseguridade, boas práticas de produção e de preservação do meio ambiente (UBA, 2009). Como atividade que se expande no Estado do Tocantins garantindo campo de atuação para médios, grandes produtores e como alternativa para a agricultura familiar,

27 a avicultura no estado conta com quase 7,3 milhões de aves em potencial para o abate. Aproximadamente 4,8 milhões de aves em sistema de confinamento de granjas e 2,5 milhões na produção familiar (ADAPEC, 2013). A produção de frango cresceu de 2003 para 2011 mais de 400% no estado do Tocantins, e a expectativa é de mais crescimento para os próximos anos. Atualmente a região norte do estado conta com duas grandes empresas que trabalham com sistema de produção integrada entre empresas e pequenos produtores e são responsáveis pela maioria da produção de frangos no Estado. A produção anual das duas empresas soma mais de 2,7 milhões de quilos de frango por ano (SEAGRO, 2014). 17 Florestas Plantadas (Látex e Eucalipto) O eucalipto continua sendo a cultura mais plantada de reflorestamento, representando 92% do plantio do estado. Apesar de ser feito por grandes empresas de reflorestamento, surge várias oportunidades para pequenos negócios e também como suprimento e fomento para o setor moveleiro. A seringueira apresenta uma grande oportunidade para o pequeno produtor e agricultura familiar, sendo uma cultura permanente e que permite a diversificação produtiva, a cultura apresentou um aumento considerável nos últimos 4 anos, quando em 2011 a área plantada era de hectares passando para hectares em (SEBRAE,2014). Bioenergia A cadeia produtiva de bioenergia no estado do Tocantins é composta pela produção do etanol a partir da cana-de-açúcar na região de Pedro Afonso e do Biodiesel na região de Pedro Afonso. O Biodiesel produzido em torno de 360 m 3 /dia abastecerá os mercados nas regiões norte e nordeste, a operação é feita pela GRANOL no município de Porto Nacional. Quanto a cana-de-açúcar em 2013, a área colhida de cana-de-açúcar foi de 22,3 mil ha, tendo uma moagem de mil toneladas de cana e uma produção de 173 mil litros de etanol. (IBGE, 2013).

28 18 Flores Tropicais Não foram encontrados dados oficiais sobre a cadeia de Flores Tropicais do Estado, mas a região sul do estado tem desenvolvido impelmentação de flores tropicais voltadas para fornecimento no mercado de Goiania e Brasilia. 5. DETALHAMENTO DAS CADEIAS PRODUTIVAS SELECIONADAS 5.1 Cadeia Produtiva de Grãos Evolução do plantio de grãos no Estado Os principais grãos produzidos no Estado do Tocantins são a soja, milho e o arroz. A soja consolidou-se como a principal cadeia produtiva agrícola, com 68,07% da área plantada em 2015, segundo levantamento da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). Ao todo, o estado tem 849,63 mil hectares de soja plantada, apresentando um aumento de 13,5% em relação a 2014, comum aumento de 101 mil plantados. AREA PLANTADA ARROZ 10% OU TROS 4% MILHO 18% SOJA 68% Figura 06 Comparativo de área de plantio entre as culturas no Estado do Tocantins, Fonte: IBGE

29 19 A produção também aumentou sobremaneira, conforme a Conab, o Tocantins teve em agosto a quantidade de 2.476,02 mil toneladas de soja. No ano passado (2014), a quantidade foi de 2,059,09 toneladas de soja, um aumento de 416,92 mil toneladas de soja, ou seja, 20,2% a mais do que a safra passada. Já no período entre os anos de 2011 e 2014, a área plantada de grãos teve um acréscimo de 56,11%, com aumento de 53,11% de produção. Conforme gráficos e tabelas abaixo: Figura 07 Produção de Grãos. Fonte: IBGE Tabela 04 Evolução Percentual da Produção. Evolução Percentual da Produção ( ) Arroz 11,96% Feijão -71,28% Milho 77,39% Soja 67,78% Total 53,11% Fonte: SEAGRO/Governo do Estado

30 20 Figura 08 Área Total Fonte: IBGE Tabela 5 Evolução Percentual da Área Plantada. Evolução Percentual da Área Plantada ( ) Arroz -19,11% Feijão -28,42% Milho 56,44% Soja 84,93% Total 54,16% Fonte: SEAGRO Produção de Grãos e a Região do MATOPIBA No ano de 2014 a área plantada de grãos (soja/milho/arroz) aumentou 5,33% frente à área plantada em Nessa avaliação, o Tocantins liderou com maior acréscimo de área plantada de grãos, com uma participação de 27,06%, seguido pela Bahia (11,04%), Maranhão (8,94%) e Piauí (7,34%). Na evolução individual apenas o arroz apresentou declínio na expansão de área cultivada. Conforme gráficos e tabelas abaixo: Tabela 06 Área Plantada de Grãos Área Plantada De Grãos (Soja, Milho, Arroz) MA TO PI BA BRASIL Crescimento 8,94% 27,06% 7,34% 11,04% 5,33% Fonte: IBGE

31 Mil Toneladas Mil Toneladas Mil Toneladas Área Plantada - SOJA MA TO PI BA Área Plantada Área Plantada Diferença Crescimento 20,02% 34,07% 13,64% 5,37% Figura 09 Área Plantada de Soja (mil toneladas). Fonte: IBGE Área Plantada - MILHO MA TO PI BA Área Plantada Área Plantada Diferença Crescimento 7,92% 26,73% 5,70% 21,53% Figura 10 Área Plantada de Milho (mil toneladas). Fonte: IBGE Área Plantada - ARROZ MA TO PI BA Área Plantada Área Plantada Diferença Crescimento -5,03% -5,39% -15,40% -12,98% Figura 11 Área Plantada Arroz (mil toneladas). Fonte: IBGE

32 MA TO PI BA TOTAL MA TO PI BA TOTAL MA TO PI BA TOTAL 22 Evolução na Produtividade no Plantio de Grãos Com referência a produtividade de Grãos, destaca-se a cultura do milho, representando 18,12% acima da produção do ano anterior. Tal ganho é justificado pela tecnificação nos plantios de primeira e segunda safra do grão Produtividade SOJA MILHO ARROZ Produtividade 2013 Produtividade 2014 Figura 12 Produtividade de Soja, Milho, Arroz (Mil Toneladas) Fonte: IBGE Tabela 07 Produtividade de Soja (mil toneladas) SOJA MA TO PI BA TOTAL Produtividade Produtividade Crescimento -1,18% 0,24% 42,22% 10,03% 9,40% Fonte: IBGE Tabela 08 Produtividade do Milho (mil toneladas) MILHO MA TO PI BA TOTAL Produtividade Produtividade Crescimento 6,54% 0,87% 102,22% 13,92% 18,12% Fonte: IBGE

33 Toneladas Toneladas 23 Tabela 09 Produtividade do Arroz (mil toneladas) ARROZ MA TO PI BA TOTAL Produtividade Produtividade Crescimento 28,36% 10,35% 88,64% -25,61% 13,56% Fonte: IBGE Nos gráficos abaixo, indicam-se o comparativo entre os estados e a região do MATOPIBA: SOJA MT PR RS GO MATOPIBA MS MG Produção Figura 13 Estados com maior Produção Nacional de Soja 2014 (mil toneladas). Fonte: IBGE MILHO MT PR GO MS MG MATOPI BA RS SP SC Produção Figura 14 Estados com maior Produção Nacional de Milho 2014 (Mil Toneladas). Fonte: IBGE

34 Toneladas 24 ARROZ RS MATOPIBA SC MT Produção Figura 15 Estados com maior Produção Nacional de Arroz 2014 (Mil Toneladas) Fonte: IBGE. Principais Regiões Produtivas do Estado Tabela 10 Principais Municípios Produtores de Grãos no Estado do Tocantins ARROZ MILHO SOJA Município % Município % Município % Lagoa da Confusão 47,17 Campos Lindos 47,85 Campos Lindos 11,09 Formoso do Araguaia 25,76 Goiatins 4,69 Lagoa da Confusão 7,13 Dueré 7,58 Dianópolis 4,69 Porto Nacional 5,19 Pium 6,22 Darcinópolis 4,28 Dianópolis 5,01 Cristalândia 2,13 Palmas 4,00 Mateiros 4,91 Porto Nacional 3,74 Monte do Carmo 3,79 Taguatinga 2,51 Santa Rosa do 3,72 Tocantins Fonte: IBGE

35 Dueré 2 Dianópolis 3 Darcinópolis 4 Palmas 5 Porto Nacional 6 Taguatinga 7 Campos Lindos 8 Mateiros 9 Monte do Carmo 10 Santa Rosa do Tocantins 11 Goiatins 12 Lagoa da Confusão 13 Formoso do Araguaia 14 Pium 15 Cristalândia 6 Figura 16 - Mapa com regiões produtivas de milho, soja e arroz. Fonte: SEAGRO/2014

36 26 Mercado para grãos (a) Soja A soja é uma das culturas mais difundidas no mundo. Apesar da sua grande importância econômica no mercado mundial, a exportação da soja em grão é feita para a Ásia e a União Europeia. (b) Milho Atualmente o maior importador de milho é o Japão, com expectativa de 15 milhões de toneladas importadas na safra 15/16, devido ao relevo e ao clima, esse país não produz o cereal e tem que importar todo milho consumido. Logo atrás do Japão, vêm a União Europeia e o México. (c) Arroz O crescimento da produção permitiu ao país tornar-se autossuficiente em arroz, com produção voltada ao mercado interno. Hoje apenas 5% da produção nacional são destinadas à exportação. Companhias de comercialização/agroindústrias de Grãos no Estado Tabela 11 Empresas comercializadoras de soja/milho no Tocantins TRADER S INSTALADAS NO TOCANTINS ADM BUNGE CARGIL CHS CGG GRANOL NIDEIRA FAZENDÃO AMAGGI MULTIGRAIN SODRU ALGAR GLENCORE NOVAS: EM INSTALAÇÃO GAVILON TOYOTA

37 Tabela 12 Relação das Beneficiadoras de Arroz no Estado do Tocantins Município Empresa Localização Situação Cerealista Av. Santos Dumont, Nº 922, Araguaína Magalhães Ltda. Setor Rodoviário Ativa Cariri do Tocantins Formoso do Araguaia Guaraí Cerealista Araguaia Ltda. CIA Brasileira de Agropecuária COBRAPE Elizabete Gross Hendges (Cereais Guaraí) BR 153 Fazenda Santo Antônio Parte do Lt. 05/13 Zona Rural CEP: Loteamento Pantanal de Cima, Lt. 05, Vila COBRAPE CEP: Rua 12 B, Nº 1089 Setor Planalto CEP: Ativa Ativa Ativa Gurupi Gurupi Gurupi Indústria e Comércio de Cereais Bom de Gosto CDA CIA de Distribuição Araguaia Indústria e Comércio de Cereais Sabor Brasil Rua 05 Nº 155, Setor Paulo de Tarso CEP: BR 153 Km 675, Gleba 7, 4ª Etapa, Lto. Fazenda Santo Antônio CEP: BR 153 Km 662.4, Lt.38 F Parte Remanescente do Lt. 8 CEP: Ativa Ativa Ativa Gurupi Costa e Mendes Ltda. - (Cerealista Rio Jordão) Rua Primária 02 Qd. 05 Lt. 11 Parque Agroindustrial de Gurupi CEP: Ativa Gurupi Lagoa da Confusão Araújo e Brito Ltda. CDA CIA de Distribuição Araguaia Rua 01 Nº 400, Galpão 01 Parte da Chácara 81 e 85 CX. Postal 14 CEP: TO 255 Km 91 CEP: Ativa Em implantação Lagoa da Confusão Palmas Cooperativa dos Produtores de Arroz da Lagoa Cerealista Santa Fé Ltda. TO 255 Km 91 CEP: Sul, Al. 15, Lt. 11 CEP: Ativa Ativa Palmas Ferreira e Cunha Ltda.- (Cerealista Grão de Ouro) 412 Norte, Qd. 07, Alameda 08, Lt. 17 A CEP: Ativa

38 Município Empresa Localização Situação 28 Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Porto Nacional SLC Alimentos CDA CIA de Distribuição Araguaia Maria Angélica Pontes - (Paiol Cereais) R & M Indústria e Comércio de Cereais (Arroz Natural) Gilmar Martinazzo (Cerealista Amigão) BR 153 Km 484 Cx. Postal 141 CEP: BR 153 Km 483, Qd. 02 Módulo 01 a 09 Parque Agroindustrial de Paraíso Cx. Postal 112 CEP: Av. 23 de Outubro, Nº 2490, Qd. 09 Lt.03 a 05 Jardim América CEP: Av. Waldir Lins, Nº 1061 Setor Serrano II CEP: Av. Tocantins, Nº 3137 Setor Vila Nova CEP: Ativa Ativa Ativa Ativa Ativa Fonte: SEAGRO/ Bovinocultura de Corte Evolução do rebanho bovino no Estado A bovinocultura de corte tem se destacado na economia nacional e vem assumindo posição de liderança no mercado mundial de carnes. O Brasil possui hoje o maior rebanho comercial do mundo; é o segundo maior produtor mundial de carne bovina, com cerca de 1,1 milhão de toneladas anualmente. O rebanho bovino brasileiro chegou a 212,3 milhões de cabeças em 2014, um acréscimo de 569 mil animais em relação a Com isso, o Brasil manteve-se como segundo colocado no ranking mundial, atrás apenas da Índia. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil é um dos únicos países que ainda possui potencial de crescimento da pecuária, uma vez que tradicionais fornecedores estão com restrição em sua capacidade de produção por limitações climáticas e econômicas. Com a nova realidade conjuntural que o Brasil atravessa, muitos pecuaristas estão migrando cada vez mais para o norte do país. Atraídos pelos baixos preços das terras,

39 pelas boas condições para a criação de bovinos (bom regime de chuvas, boas pastagens), incentivo do governo local e acesso facilitado a linhas de crédito para investimentos, aspectos que contribuem para a redução dos custos e viabilidade da atividade. Foi na região Norte o maior crescimento registrado no rebanho brasileiro. Houve aumento de 141,7% em dez anos, cerca de 2,56 milhões de cabeças a cada ano. 29 Comparativo da Evolução do Rebanho no Brasil, Região Norte e Tocantins BRASIL NORTE TOCANTINS Figura 17 Comparativo Evolução Rebanho Fonte: IBGE/MAPA Tabela 13 Avanço da Produção animal do Tocantins Avanço (%) Bovinos (cab.) ,71% Leite (litros/ano) ,97% Apícola (kg/ano) ,40% Ovinos (cabeças) ,64% Aves Alojadas ,16% Fonte: IBGE, ADAPEC, MAPA. Segundo o diretor do CBNA (Colégio Brasileiro de Nutrição Animal), pecuária nacional tem atualmente taxa de lotação inferior a 01 Unidade Animal (01 UA = 450 kg) por hectare. O Brasil pode dobrar o tamanho de seu rebanho sem ter que derrubar uma única árvore. Para isso basta empregar as tecnologias já disponíveis aos criadores. O principal gargalo para isto é a fonte de alimento das criações no Tocantins: as pastagens. Mesmo com grande quantidade de áreas de pastagens, muitas vezes os produtores pecam na qualidade do alimento dado aos rebanhos. (Rodrigo Patussi /CONFINAR 2014).

40 No Tocantins, no período de 2011, a agropecuária foi responsável por 15,60% do PIB estadual, ou seja, mais de 10% acima da média nacional. A cadeia produtiva da carne bovina do Estado apresenta um cenário em processo de formação, vários são os fatores que proporcionam o cenário atual no Tocantins e que surgem como potencialidades para melhores resultados. Apesar da tenra idade, o Estado do Tocantins desponta no contexto do agronegócio brasileiro, mantendo laços com sua vocação para a agropecuária. O Tocantins é um dos estados brasileiros com maior tradição na criação de bovinos de corte, contando, atualmente, com um rebanho de mais de 8 milhões de animais, distribuídos em todas as regiões do estado. 30 Evolução do Rebanho Tocantinense TOCANTINS Figura 18 Evolução do Rebanho TO Fonte: SEAGRO/ADAPEC Principais Regiões Produtivas do Estado A região norte do estado especialmente o município de Araguaína é a que se destaca na engorda de bovinos e a região sul é mais especializada na produção de bezerros cria e recria. Os principais municípios produtores de bovinos são:

41 31 Tabela 14 Municípios com maiores rebanhos do Estado Municípios Rebanho Araguaçu - TO Araguaína - TO Formoso do Araguaia - TO Peixe - TO Gurupi - TO Paraíso do Tocantins - TO Fonte: SEAGRO/2014 As regiões no Estado que registraram maior montante de exportação foram Araguaína, por meio da empresa Minerva S.A. e Gurupi pela Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados Cooperfrigu. Grande parte da exportação de carne do Tocantins tem como destino a Rússia, Venezuela, Egito, Irã, entre outros. Os principais blocos econômicos de destino da carne tocantinense é a Associação Latino Americana de Integração (Aladi), África, Oriente Médio, Ásia e a União Europeia, que tem demonstrado um interesse maior pela carne bovina tocantinense. O Estado possui programas de incentivo à industrialização (agroindustrialização) coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, pela Agência Tocantinense de Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Secretaria de Estado da Fazenda. Em números totais, 1,2 milhão de toneladas de produtos agropecuários do Estado vendidos ao exterior nos primeiros seis meses de 2015, ante 634,4 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Ao todo, entre grãos, carnes de boi e frango, couro e frutas, o agronegócio tocantinense movimentou recursos no valor de mais de US$ 542,4 milhões. Para os próximos anos a perspectiva é de aumento das exportações e de continuidade na abertura de novos mercados. Com o início das atividades da Ferrovia Norte-Sul, os fretes das cargas poderão reduzidos em 30% e, através do Porto do Itaqui (MA), a produção do Estado estará mais próxima dos mercados da Europa e da África que os produtos do Sul e Sudeste do país.

42 32 Mercado para bovinocultura de corte A exportação da carne bovina no Tocantins alcançou o valor de US$ milhões em 2013, o crescimento representou um aumento de 26,23% comparado com o valor de exportação em 2012, que foi de US$ milhões. Em volume o Tocantins exportou no ano de 2012, um total de toneladas, enquanto que em 2013 foram exportadas toneladas de carne processada mostrando um crescimento de 33,43% (SEAGRO). EXPORTAÇÕES * ATE AGOSTO DE FATURAMENTO (MIL US$) US$ / TONELADA Figura 19 Exportações de carne bovina do Tocantins Fonte: MAPA / 2014 Embora ainda não repitam o desempenho de 2014, as exportações brasileiras de carne bovina in natura e processada em outubro mantiveram seu crescimento em relação aos meses anteriores de 2015, segundo informações da Secretaria do Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO). O potencial de crescimento no presente e no futuro é excelente, tornando um importante vetor no crescimento econômico e social do Brasil.

43 % 50% Produção de Carne (Mil/Ton) Exportação (Mil/Ton) Disponibilidade (Mil/Ton) 9% Figura 20 Comparativo entre a produção, disponibilidade e a exportação da carne no Brasil Fonte: MAPA/2014 As exportações de couros e peles apresentadas pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) referentes ao mês de outubro de 2015 registraram o valor de US$ 158,262 milhões, uma redução de 36,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportados US$ 4.249,256 milhões. Houve também uma queda de 6,6% em relação ao mês anterior, quando o total foi de US$ 169,407 milhões. Quanto à quantidade, considerando somente os couros bovinos, em outubro foram embarcadas 2,902 milhões de unidades, aumento de 3,0% em relação a setembro quando o total foi de 2,818 milhões. Tabela 15 Exportações de couros e peles Estados da Região Norte DISTRIBUIÇÃO POR ESTADOS DO NORTE DA EXPORTAÇÃO DE COUROS E PELES JAN-OUT/2013 JAN-OUT/2014 JAN-OUT/ / /2013 BRASIL TOTAL % -22,60% -6,40% PARÁ ,30% -27,70% -22,10% TOCANTINS ,60% -15,60% 14,20% AMAPÁ RONDONIA ,00% -100,00% RORAIMA ,00% -100,00% Fonte: IBGE Pesquisa Pecuária Municipal/2015

44 34 Companhias de comercialização/agroindústrias de Carne no Estado Na agroindústria para o abate, são dez frigoríficos com Serviço de Inspeção Estadual, nove com Serviço de Inspeção Federal e 21 matadouros com o selo de inspeção Municipal. (SEAGRO/2015) e 4 curtumes. Tabela 16 Relação dos frigoríficos Estado do Tocantins Município Empresa Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Alvorada HBC Ind e Com Alimentos Imp. Exp Ltda Carne Bovina, Ovina e Derivados Ativa Araguaína Assocarne Carne Bovina e Suína Ativa Araguaína Minerva X/A Carne Bovina Ativa Araguaína Colmeia Gurupi Boi Forte Frigorífico Ltda LOPESCO Ind. De Subprodutos Animais Ltda Frigorífico Paulo & Maia Ltda Carne Bovina Ativa Embutido Ativa Carne Bovina e Suína Ativa Gurupi Cooperfrigu Carne Bovina Ativa Nova Olinda Masterboi Ltda Carne Bovina Ativa Palmas Entreposto Mel/WW Soares Produtos Cárneos Ativa Palmas Frigocapa Produtos Cárneos Ativa Palmas Lucas Frios Produtos Cárneos Ativa Palmas Cesílio Agroindustrial Ltda Carne Bovina e Derivados Não implantada

45 35 Município Empresa Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Porto Nacional Porto Nacional Porto Nacional Casa do Pit Dog Produtos Cárneos Ativa Paraíso Ind e Com de Alimentos e Abate de Aves Ltda Plena Indústria e Comércio de Alimentos Ltda Aves e Coelho Ativa Carne Bovina Ativa Comercial Jatobá Carne Bovina Ativa Frigorífico Ideal Carne Bovina Ativa Linguiça Porto Real Linguiça Ativa Silvanópolis Frigorífica Savana Carne Bovina Ativa Arguianópolis Aliança Araguaçu Colinas do Tocantins Dianópolis Esperantina Fátima Guaraí Matadouro Municipal/CESTE (Matadouro Particular) (Matadouro Particular) Matadouro Coli- Frigo (Matadouro Particular) (Matadouro Municipal) (Matadouro Municipal) Matadouro São Raimundo Carne Bovina x Ativo Carne Bovina x Ativo Carne Bovina Ativo Carne Bovina x Ativo Carne Bovina x Ativo Carne Bovina Inativo Carne Bovina x Ativo Carne Bovina x Ativo Guaraí Matadouro Giglos Carne Bovina x Ativo Lagoa da Confusão Abatedouro Paraíso Carne Bovina x Ativo

46 36 Município Empresa Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Lagoa da Confusão Matadouro Lagoa Carne Bovina x Ativo Natividade Novo Acordo Matadouro Frigo Castro (Matadouro Municipal) Carne Bovina x Ativo Carne Bovina Inativo Palmeirópolis Fri Palmeiras Carne Bovina x Ativo Pedro Afonso Pindorama Ponte Alta Taguatinga Sítio Novo Formoso do Araguaia (Matadouro Municipal) (Matadouro Municipal) Matadouro Frigo- Palta (Matadouro Municipal) (Matadouro Municipal) (Matadouro Particular) Carne Bovina Ativo Carne Bovina x Inativo Carne Bovina x Ativo Carne Bovina Inativo Carne Bovina Inativo Carne Bovina X Lei criada Fonte: Seagro/2014 Tabela 17 Relação de Curtumes do Estado do Tocantins Colinas Curtidora Tocantins LTDA RELAÇÃO DE CURTUMES BR-153 Couro Branco e Azul x 3000 couros/dia Gurupi JBS S.A Perimetral Leste, 236, Parque Industrial Couro Azul couros/dia Porto Nacional *Curtume Nacional Parque Agroindustri al de Porto Nacional Couro verde/azul couros/dia

47 37 RELAÇÃO DE CURTUMES Wanderlândia Durlicouros BR-153, km 127, Fazenda Ezequiel Zona Rural Couro verde/azul couros/dia * Possui registro na VISA 5.3 Bovinocultura de Leite Evolução da produção de leite no Estado do Tocantins A produção de leite no Brasil é uma das cadeias produtivas do agronegócio que tem os maiores ganhos marginais a incorporar em todos os seus elos da produção nos próximos anos. Trata-se de um setor que evoluiu menos em termos de profissionalização e organização do que outras cadeias produtivas porem apresenta grande potencial de melhoria. A EMBRAPA (2003), afirma que a Produção de Leite pela Agricultura Familiar é muito importante, pois representa mais de 58% da produção total do Brasil e ainda possui um enorme potencial de produção a ser buscado. Nos gráficos abaixo fica claro que o rebanho no Estado do Tocantins, segundo a Pesquisa de Pecuária do Município, teve significativo aumento, porém a produtividade não apresentou alterações semelhantes Relação entre vacas ordenhadas e litros de leite 6,6 6,7 5, Vacas Ordenhadas / Efetivo de rebanho no Brasil (%) Litros de Leite(1000lt) Figura 21 Relação Vacas Ordenhadas e Produção de Litros de Leite Fonte: IBGE

48 38 Relação entre Vacas Ordenhadas e Produtividade Vacas Ordenhadas Produtividade Figura 22 Relação Vacas Ordenhadas X Produtividade Fonte: IBGE Segundo BASTO et. al. (2013), terceiro maior produtor de leite bovino da região Norte do país, o Tocantins tem como meta ampliar a produção e aumentar a qualidade dos laticínios produzidos no Estado. Atualmente o Estado produz uma média de 280 milhões de litros de leite bovino por ano (SEAGRO, 2014). Entretanto, ainda está longe de atender as perspectivas da produção nacional Produtividade (mil/litros) SUDESTE SUL CENTRO OESTE NORDESTE NORTE Figura 23 Produtividade em Mil/Litros Fonte: IBGE

49 A produtividade animal cresceu em todas as regiões, exceto no Norte do País, onde o maior volume de leite produzido se deu em decorrência do crescimento do rebanho de vacas ordenhadas e não pela melhoria dos sistemas de produção FONTE: Embrapa BRASIL NORTE NORDESTE SUDESTE SUL CENTRO-OESTE -10 %LEITE % VACA % PRODUTIVIDADE Figura Fonte:IBGE 24 Relação Produtividade por Região Fonte: IBGE No Tocantins, mais de 15 mil propriedades rurais são voltadas para a produção de leite e seus derivados, predominantemente em 43 municípios tocantinenses. Principais regiões produtivas no Estado Com destaque para os municípios de maior produtividade de leite no Estado: Augustinópolis, Buriti do Tocantins, Aurora do Tocantins, Colinas, Paraiso do Tocantins, Monte Santo, Itaporã, Santa Fé do Araguaia, Muricilândia, Araguaína e Aragominas, Bernardo Sayao. Mercado para o leite do Tocantins O Leite no Tocantins é destinado à fabricação de queijos mussarela e para o consumo interno.

50 40 Companhia de comercialização/agroindústria de Leite no Estado do Tocantins Na agroindústria, de acordo com o departamento de Desenvolvimento Animal da SEAGRO, atualmente o Tocantins conta com 30 laticínios, entre Serviço de Inspeção Estadual (SIE), Serviço de Inspeção Federal (SIF) e com o selo de inspeção municipal. (SEAGRO/2013). Tabela 18 Relação Indústrias / entrepostos de captação de Leite do Tocantins Município Empresa Localização/Estratigrafia Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Araguaína Asa Agroindustrial de Alimentos S/A Av. Filadélfia n 100- Bairro JK, CEP: Usina Benefic. Leite Ativa Araguaína Laticínios Biana Com. E Ind Ltda BR-153,KM117, Zona Rural CEP: Usina Benefic. Leite Ativa Araguaína Original Laticínios Ind. E Com. Ltda Rua Araguanã, 537, Bairro JK, CEP: Usina Benefic. Leite Ativa Arapoema Arapoema Laticínio Sonho Dourado Ind. E Com de Laticínios da Serrinha Fazenda São José Mussarela Ativa Av. Tocantins n 13, Setor Agroindustrial, CEP: Fábrica de Laticínios Ativa Augustinópolis Leite Carinho Rua Pres. Kennedy nº93-a Centro Leite Pasteurizado, Mussarela e Iogurte Ativa Augustinópolis Bernardino Silva & Silveira (Laticínios 2000) Av. Goiás n 3727, Centro CEP: Usina Benefic. Leite Ativa Aurora do Tocantins Laticínio Aguiar Fazenda Lagoa Feia km 20 rod TO 110 Mussarela e leite semi e desnatado Ativa Bernardo Sayao Cremolat Ind. E Com de Laticínios Rua Dois, n Centro CEP: Fábrica de Laticínios Ativa

51 41 Município Empresa Localização/Estratigrafia Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Brasilândia Laticínios Majestade Ltda Rodovia BR-153 Km 245, Zona Rural CEP: Fábrica de Laticínios Inativo (07/2008) Buriti do Tocantins Laticínio Duarte Rua Travessa, n 105 Mussarela Ativa Buriti do Tocantins Laticínio Fortaleza Ativa Buriti do Tocantins Laticínios Mendes Rua das Crianças, n 60 Mussarela Ativa Colinas Palac - Ind e Com de Laticínios Ltda Rua 08 de Dezembro, n 245 CEP: Fábrica de Laticínios Ativa Colinas Leite Pasteurizado Colinas E.A.Alburquerque e CIA Ltda. Av Paraguai n 1312, Setor Campinas Mussarela e leite pasteur Ativa Colmeia Laticínio Pureza Lote 2, Loteamento Itaporã Leite Pasteurizado desnatado e integral, Mussarela, provolone e minas frescal Ativa Colmeia Pasteurização Leite Mel W.W..Soares Av Castelo Branco lote 45 e 31N Leite Pasteur Ativa

52 42 Município Empresa Localização/Estratigrafia Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Combinado Boa Vista Chácara das Mangueiras Mussarela e requeijão Ativa Combinado Guaraí MJ Pereira de Souza COOPAG Rua Gercina Borges Guimarães,S/N Chácara Creme de Leite, CEP: Av. Rio Grande do Sul n 3156, Setor Nova Querência Leite Pasteurizado desnatado e integral, Mussarela, Bebida Lactea e minas frescal Ativa l/dia Gurupi Jandira Com. De Prod. Alimentícios Ltda Rodovia TO 280 Km 4,55- Zona Rural Usina Benefic. Leite Itaporã do Tocantins Laticínios Guerra - Nilton D. da Silva ME Av. 15 de Novembro, s/n, Centro, CEP: Fábrica de Laticínios Miracema Leite Bem Bom LTDA- ME Rua 27 n 685 S. Universitário Leite Pasteurizado l/dia Monte Santo Milk Norte- Fabricação de Produtos do Laticínio - LTDA TO 080 km 103 Queijo ralado, Mussarela, requeijão, bebida láctea l/dia Laticínio Três Irmãos - Nova Olinda V.G. Lima - ME Rua Rui Barbosa, nº l/dia Paraíso do Tocantins Coopernorte Br 153 km 491 Leite Pasteurizado Ativa Paraíso do Tocantins Queijo Paraíso Rua 12 Qd 15 Lt 15 Pq Buritis Minas Frescal, manteiga bebida lactea Ativa Pequizeiro Palac - Ind. E Com de Laticínios Ltda Av. Imperatriz, n 592, Centro, CEP: Posto de Resfriamento Ativa Porto Nacional Nutrileite-Fabricação de Laticínios LTDA. Av 13 de Julho Qd 260 lote 8 Leite Pasteurizado, Minas frescal e ralado Ativa

53 43 Município Empresa Localização/Estratigrafia Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Santa Fé do Araguaia Laticínios Minas Queijo Ind. E Com. Ltda Fonte: SEAGRO/2014 Av. Araguaia, n 123, CEP: Fábrica de Laticínios Ativa 5.4 Ovinocaprinocultura Evolução da produção da ovinocaprinocultura no Estado do Tocantins Atentos às exigências da sociedade, a ovinocultura e a caprinocultura vêm demonstrando um crescente aumento nos últimos anos: o rebanho brasileiro conta atualmente com 16,78 milhões de cabeças distribuídas em todo o país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Distribuído em 436 mil estabelecimentos agropecuários, colocou o Brasil em 18º lugar do ranking mundial de exportação. Carne, pele e lã estão entre os principais produtos. A produção de leite de cabra é de cerca de 21 milhões de litros e envolve, em grande parte, empresas de pequeno porte. No Norte do país, os Caprinos mantiveram a estabilidade do efetivo. O aumento no rebanho de ovinos deve-se ao incentivo dos governos regionais, distribuindo matrizes para os pequenos produtores de alguns municípios, como ocorrido no Acre. As dificuldades que a cadeia vem enfrentando dizem respeito a uma produção insuficiente em quantidade e qualidade, principalmente, para viabilizar a operacionalização de frigoríficos. O intuito é estimular a formalização do abate e assim abastecer o mercado interno, que hoje é importador de carnes de outros países aponta Christiane assessora técnica da FAEG. A criação de ovinos e caprinos são atividades econômicas de grande potencial de geração de emprego, renda e inclusão social, contribuindo para a fixação do homem no campo. Representam ainda uma alternativa importante para a diversificação produtiva em regiões de ambientes tipicamente semiáridos, cujas famílias vivem uma situação de vulnerabilidade social, a exemplo do sudeste do Tocantins. O Tocantins tem fortalecido a criação de ovinos e caprinos (ovelhas e cabras). Com medidas que beneficiam esta cadeia produtiva, o Estado tem presenciado um crescimento acentuado desta cadeia produtiva. A criação de ovinos e caprinos no

54 Tocantins possui um rebanho de e , respectivamente, e vem crescendo em todo o Estado (SEAGRO 2013) Evolução Rebanho no Tocantins OVINOS CAPRINOS Figura 25 Evolução Rebanho do Tocantins Fonte: SEAGRO Novembro/2014 Regiões Produtivas no Estado Nos municípios de Barrolândia, Marianópolis, Santa Terezinha do Tocantins, Paraiso, Monte Santo, Aliança, Gurupi, Dueré e algumas partes próximas ao município de Dianópolis, são encontradas criações de ovinos e algumas de caprinos em menor quantidade. Mercado No Tocantins não possuindo frigoríficos especializados para o abate de ovinos e caprinos, compromete o mercado que é pouco desenvolvido. São encontradas as carnes destas espécies em restaurantes e algumas casas de carnes, oriundas de importações de outros estados. Em 2014, as importações brasileiras de carne ovina atingiram a marca recorde das 9,93 mil toneladas (peso de embarque), um incremento de 12% comparado a 2013, com um valor de US$ 56,8 milhões de dólares, aproximadamente 23,7 pontos percentuais acima dos valores alcançados no ano anterior.

55 Diante da manutenção do tamanho do rebanho nacional de 16,78 milhões de cabeças a demanda interna continuará sendo suprida por cortes importados. (MAPA- 2014/2015). 45 Destino Das Importações De Carne Ovina Em 2014 MG PE 2% 4% PR 2% OUTROS 2% SP 12% SC 36% RS 13% MS 29% Figura 26 Destino das Importações de Carne Ovina em 2014 Fonte: EMBRAPA 2014 A queda contínua nos abates é um fenômeno nacional. Embora os reais motivos ainda não estejam completamente claros, a redução drástica da produção formal ao longo dos últimos anos envolve tanto fatores impactando na oferta de cordeiros para plantas com SIF quanto nos registros oficiais de abate. 400 Volume de abates inspecionados Volumes de abates, mil unidades Figura 27 Relação do Volume de Abates inspecionados Fonte: Associação Brasileira de Santa Inês.

56 46 É positiva a expectativa do setor para os próximos anos, em comparação com o cenário existente em O preço da carne ovina, no Rio Grande do Sul, no primeiro semestre de 2014, atingiu R$ 8,84 o quilo. Aumento de 6,9%. Na Bahia o quilo da carne chegou a R$ 10,32, aumento de 17,5%. E, em São Paulo, R$ 11,53, elevação de 1,1% (MAPA-2014/2015). A indústria de processamento de carne, no Brasil, possui algumas particularidades: São poucos os frigoríficos especializados no processamento de ovinos e caprinos; A maioria dos frigoríficos especializados é situada no Sudeste, sobretudo em São Paulo; Muitos não possuem a certificação federal (S.I.F.); A maioria dos frigoríficos concentra suas vendas nos mercados regionais e comercializam suas próprias marcas; A maioria tem dificuldade em operar a plena capacidade. A capacidade de abate varia de 50 a animais/mês; Os maiores mercados consumidores se concentram nas regiões Sul e Sudeste. Estima-se que 90% da comercialização da carne de ovinos e caprinos sejam feitas no mercado informal. É um reflexo da baixa articulação entre produtores e indústria; Frigoríficos alegam a falta de qualidade mínima dos animais para abate; Porém, os produtores sustentam que a baixa e irregular demanda dos frigoríficos não justificam maiores investimentos na qualidade da produção animal (DATAMETRICA). No mercado formal, há muitos frigoríficos não especializados. Esses frigoríficos têm como atividade principal o processamento de suínos e bovinos. O processamento de ovinos e caprinos para eles é uma atividade secundária, geralmente intensificada durante período de pico da demanda sazonal. Políticas públicas podem reduzir significativamente os custos de integração entre frigoríficos e pequenos produtores. O direcionar das ações dos atuais programas de fomento para facilitar a integração entre frigoríficos e produtores e um pacote de incentivos aos frigoríficos para

57 desenvolverem parcerias com pequenos e médios produtores aumentaria a atratividade da integração. 47 Companhia de comercialização/agroindústria no Estado Não tem no Estado tocantinense frigorífico especializado no processamento de ovinos e caprinos. 5.5 Piscicultura Evolução produção piscicultura Para a história da piscicultura do Estado um dos marcos foi à criação, em 2002, do Centro de Produção e Pesquisa em Peixes Nativos (CPPPN), em parceria entre o governo do estado e FURNAS, no município de Palmas. Outro marco foi a inauguração da Fazenda Tamborá (município de Almas) no ano de 2003, com o primeiro entreposto de pescado do estado e uma grande área de produção. No âmbito institucional, a instalação da superintendência estadual da então Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca - SEAP (atual Ministério da Pesca e Aquicultura) em 2003 e a criação da Embrapa Pesca e Aquicultura em 2009, ambas em Palmas, foram dois marcos importantes. Figura 28 Evolução da Piscicultura O Estado apresenta um enorme potencial para o desenvolvimento da atividade aquícola e pesqueira. Além da pesca que é desenvolvida principalmente nos rios Tocantins e Araguaia, cujos principais envolvidos são as comunidades ribeirinhas, temse a exploração aquícola como uma oportunidade a ser explorada. As usinas/represas

58 representam um total de ha, o que representa um potencial de produção de 882 mil toneladas ano. 2% 48 Potencial Produção Figura 29 Percentual de produção total do potencial Produção de peixes Figura 30 Produção de peixes anual em toneladas Fonte: SEAGRO/2014 Figura 31 Relação da Evolução da Produção de Pescado em Toneladas Fonte: SEAGRO/RURALTINS/IBAMA/IBGE (*Previsto) Verifica-se um crescimento expressivo no número de piscicultores de pequeno porte em Tocantins. Apesar de não haver dados oficiais, especialistas do setor estimam

59 que existam mais de piscicultores no estado, compostos majoritariamente por pequenos produtores. (EMBRAPA 2014). Tabela 19 Área e produção de pescado no Estado do Tocantins DESCRIÇÃO ÁREA / Há PRODUÇÃO/t Fonte: SEAGRO/RURALTINS 49 Principais municípios/regiões com produção Verifica-se uma concentração da produção em quatro regiões no Estado, as quais constituem os principais polos de piscicultura: Sudeste, Bico do Papagaio, Oeste (região do Cantão), Centro (Lago de Palmas). O polo produtivo do sudeste é o mais importante e já se configura como um dos centros de produção da piscicultura nacional (Kubitza et al., 2012.) Com a perspectiva de implantação do Parque Aquícola do lago do Lajeado, é possível que o Polo do Lago se destaque como um dos maiores do estado, tendo em vista o potencial de produção estimado em mais de toneladas/ano. Apesar de pouco expressivo, do ponto de vista de volume total de produção, o polo do Oeste/Cantão se destaca pelo grande número de piscicultores familiares envolvidos. Apenas nos municípios de Divinópolis e Abreulândia há cerca de 80 piscicultores familiares, dos quais grande parte desenvolve a piscicultura com dupla finalidade: consumo e venda de excedentes. O polo do Norte/Bico do Papagaio também vem apresentando um importante desenvolvimento da piscicultura, gerada em boa parte pela proximidade com mercados das cidades de médio porte estas em pleno crescimento econômico tais como Imperatriz MA, Marabá - PA e Araguaína - TO. O estado conta com 10 estações de alevinagem, sendo nove privadas e uma pública (IFTO Araguatins). Essas estações estão distribuídas em diferentes regiões, localizadas próximas aos principais polos de piscicultura: Almas, Brejinho de Nazaré e região do Bico do Papagaio.

60 A distribuição geográfica das empresas de alevinagem é um fator favorável, uma vez que é possível para um produtor localizado em qualquer parte do estado acessar um fornecedor de alevinos dentro de um raio máximo de 368 km. Isto representa um aspecto positivo, pois à distância e o tempo de viagem têm uma grande importância em termos de custo e qualidade dos alevinos. A Fazenda São Paulo (Município de Brejinho de Nazaré), uma das pioneiras no setor de alevinagem tocantinense, possui mais de 20 anos de experiência na atividade e é também uma das maiores produtoras de alevinos do Brasil. As principais espécies produzidas são os peixes redondos (tambaqui, caranha e tambacu,) seguidos pelo curimatã, pintado, piau, tambatinga, matrinxã (piabanha), patinga (híbrido) e piraqui (híbrido). Além de alevinos, as empresas também comercializam pós-larvas e juvenis. 50 Principais Mercados para piscicultura Tradicionalmente, os pequenos piscicultores têm conseguido comercializar sua produção localmente através de feiras livres, pequenas peixarias e venda direta ao consumidor. No entanto, com o aumento do volume de produção, os produtores têm enfrentado problemas devido à saturação desses mercados locais. Como consequência, verifica-se um aumento da competição levando a queda nos preços e dificuldade em escoar a produção. Recentemente, na capital Palmas, alguns microempreendedores têm se dedicado à venda de cortes e produtos processados a partir de espécies produzidas nas pisciculturas do estado. Deste modo, já é possível encontrar uma vasta gama de produtos como filé, peixe defumado, espetinho de peixe e costelinha. Figura 32 Relação do destino da Produção de Peixes abatidos no Tocantins Fonte: SEAGRO

61 51 Principais Agroindústrias Os grandes empreendimentos localizados no estado comercializam mais de 86% de sua produção em outras unidades federativas como Goiás, Distrito Federal e São Paulo. O estado conta com três entrepostos de peixe certificados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura. A gama de produtos oriundos da piscicultura em Tocantins consiste essencialmente em espécies amazônicas e seus híbridos (tambaqui, caranha, surubim, matrinxã, etc.), dentre as quais o tambaqui e a caranha são as mais importantes, representando, aproximadamente, 75% do total de pescado processado nos abatedouros do estado. As principais espécies oriundas da pesca vendidas em Tocantins são: pirarucu, matrinxã, piau, tucunaré, pirarara e fidalgo. Tabela 20 Relação dos Frigoríficos de Pescado Município Empresa Localização/Estratigrafia Produtos Serviço de Inspeção SIM SIE SIF Situação Aliança Bonnutti Fish Indústria de Pescado BR 153, Km 625. Lot. Crixás, Lote 38 Parte. Frigorífico Ativo Rod.Almas/Pindorama Almas Agroindústria de Pescado Tamborá Km 20, S/Nº - CEP: Entreposto de pescado Ativo Almas Frigorifico Piracema Ltda. Rod. TO 040, Km 35, Margem Direita a 5km, S/Nº - Fazenda Piracema CEP: Zona Rural Entreposto de pescado Ativo

62 52 Município Empresa Localização/Estratigrafia Produtos Serviço de Inspeção Situação Brejinho de Nazaré Indústria de Pescado Barra Mansa Rod. TO 255- Porto a Fátima, Km 22 a esq. Km 18, S/Nº Zona Rural.CEP: Entreposto de pescado Ativo O setor de equipamentos é um elo ainda incipiente dentro da cadeia produtiva da piscicultura em Tocantins. O estado não conta com nenhuma empresa especializada na produção e distribuição de equipamentos aquícolas. 5.6 Cadeia Produtiva da Fruticultura Evolução da Produção da Fruticultura A cadeia produtiva da fruticultura é um dos segmentos da economia brasileira que mais tem se destacado nos últimos anos e continua em plena evolução tanto no que diz respeito à produção de frutas in natura, como na industrialização de sucos e néctares. Figura 33 Produção de Frutas no Brasil (Abacaxi/Melancia/Banana). Fonte: IBGE

63 53 Figura 34 Produção de Abacaxi nas Microrregiões do Tocantins ( ) Fonte: IBGE Dentre as culturas analisadas a melancia apresentou o maior crescimento nos últimos dez anos, elevando sua produção nacional de para toneladas/ano. A banana aumentou sua produção em 3,63% e com 15,35% o abacaxi alcançou frutos no ano de No Tocantins a evolução da fruticultura oscilou nas microrregiões do estado como mostram os gráficos abaixo: Figura 35 Produção de Melancia nas Microrregiões do Tocantins ( ) Fonte: IBGE

64 54 Figura 36 Produção de Banana nas Microrregiões do Tocantins ( ) Fonte: IBGE Em 2014 a área destinada ao cultivo de banana, melancia e abacaxi no Tocantins foi de hectares, distribuídos em 87 municípios. Figura 37 Distribuição da Área Plantada de Frutas no Tocantins Fonte: IBGE

65 55 Figura 38 Evolução da Área Plantada de Frutas no Tocantins Fonte: IBGE irrigação. A fruticultura também é desenvolvida no Estado por meio de projetos agrícolas de Principais municípios/regiões com produção no Tocantins O gráfico abaixo indica os municípios com maior índice de Produção do estado. Figura 39 Ranking da Produção de Frutas por município 2014 Fonte: IBGE

66 56 Mercados para a Fruticultura A comercialização da banana é voltada para o abastecimento do mercado interno, além de ser comercializada para os estados vizinhos, como Maranhão, Pará e Goiás. Já melancia produzida abastece todas as regiões brasileiras, com volume mais expressivo para os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pará, Maranhão, São Paulo e Rio de Janeiro. Cerca de 90 % do abacaxi produzido no Tocantins é comercializado para outros Estados. Os principais compradores são: Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. O destino da produção na Fruticultura (mercado in natura ou indústria), gera oportunidades na fabricação de sucos e refrescos alcançando diretamente o processamento de polpas que, congeladas, também podem ser transformadas em sorvetes, doces, néctares e geleias para mercados compradores, tanto atacadistas quanto varejistas. Principais Agroindústrias Não encontrado 5.7 Apicultura Evolução na Produção de mel De acordo com a Confederação Brasileira de Apicultura CBA, o mercado de mel brasileiro é da ordem de 350 milhões de dólares, tendo crescido cerda de 4,5% nos últimos 10 anos. A exportação de mel equivalente a 98, 6 milhões de dólares B em 2014 colocou o País no posto de 8º maior exportador de mel do mundo. No Estado do Tocantins atualmente a produção encontra-se no patamar de 118 toneladas ao ano, a tendência é de aumento de produção e consumo, em função da busca constante por alimentos saudáveis e orgânicos, pela diversificação no portfólio dos produtos da colmeia, bem como pela expectativa da legalização das Unidades de Extração Casas de Mel e dos Entrepostos com a obtenção do Selo de Inspeção Federal SIF.

67 57 Gráfico 33: Relaciona a Evolução da Produção de Mel em Tocantins Figura 40 Evolução da Produção de Mel no Tocantins Fonte: SEAGRO Com uma produtividade de 13,8 kg de mel por colmeia, o Tocantins se aproxima da média nacional, que é de 15 kg por colmeia. Em 2013 foram inauguradas oito casas de mel nos municípios de Brejinho de Nazaré, Aliança, Crixás, Jaú do Tocantins, Araguaçu, Formoso do Araguaia, Wanderlândia e Nova Olinda; além de dois entrepostos nos municípios Figueirópolis e Colinas. O Tocantins tem hoje apicultores associados à Federação Tocantinense de Apicultores e uma produção de mel de 118 toneladas, em 2014, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados de 2015, ainda não foram fechados. Principais municípios/regiões com produção O município com maior produção de mel é Nova Olinda. A região Central é a primeira produtora de mel do estado, onde abrange 14 municípios na região. Seguida pela região Norte é a segunda maior produtora de mel do estado, onde abrange 12 municípios na região. E sucessivamente vem região sul é a terceira maior produtora de mel do estado, onde abrange 16 municípios na região, a região do jalapão é a quarta produtora de mel do estado, onde abrange 08 municípios na região, a região Bico do Papagaio é a quinta produtora de mel do estado, onde abrange 14 municípios na região, a região Nordeste é a sexta produtora de mel do estado, onde abrange 2 municípios da região e por fim a região Sudeste é a sétima produtora de mel do estado, onde abrange 6 municípios na região.

68 58 Principais Agroindústrias Para fortalecer o setor, foram construídos com recursos da Fundação Banco do Brasil três entrepostos, em Figueirópolis, Palmas, Colinas e Axixá, além de dez casas de mel. As Casas do Mel estão nos municípios de Brejinho de Nazaré, Aliança, Crixás, Figueirópolis, Jaú do Tocantins, Araguaçu, Wanderlândia, Nova Olinda, Colinas. 5.8 Cadeia Produtiva da Mandioca Evolução da Mandiocultura no Estado do Tocantins A mandioca é hoje a mais importante cultura de subsistência tropical do mundo, sendo o Brasil é maior produtor de mandioca das Américas. Em 2014 a produção chegou a toneladas. No ranking nacional o Tocantins pulou da posição de 21º em 2012 para o 18º lugar em Tabela 21 Ranking da Produção Nacional (Toneladas) UF Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas

69 UF Sergipe Bahia Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal Fonte: IBGE O levantamento realizado sobre o plantio da cultura da Mandioca apontou para uma redução da área cultivada ao longo dos anos. Esse declínio pode ser atribuído às dificuldades de transformação da matéria-prima em produtos industrializados prontos para o consumo final, deflagrando assim barreiras na sua comercialização. 59 Figura 41 Comparativo da Área Plantada de Mandioca (Toneladas). Fonte: IBGE O rendimento médio nacional da Mandioca é de 15,14 toneladas de raiz por hectare, considerado baixo pelo potencial de produtividade que cultura pode alcançar. O Estado do Tocantins é o decimo oitavo colocado como produtor de mandioca com uma

70 área cultivada de hectares e uma produtividade de 18,15 toneladas em 2014 (IBGE, SIDRA), representando estatisticamente o sétimo lugar no ranking de produtividade, sendo a quase totalidade da produção destinada à produção de farinha de mesa. 60 Figura 42 Produção de Mandioca (Toneladas) Fonte: IBGE Principais municípios/regiões com produção da mandioca A Região de Cerrados no Brasil, com área de 274 milhões de hectares e características de Savanas, é de fundamental importância para a agricultura brasileira e representa um dos principais centros de dispersão da cultura da mandioca. Figura 43 Distribuição dos Cerrados, incluídas as áreas de transição com outras formações. Fonte: EMBRAPA

71 61 Figura 44 Estados/Regiões com maior Produção de Mandioca (Toneladas) Fonte: IBGE Censo Agrícola, Produção Agrícola Municipal. O gráfico abaixo apresenta os 10 principais municípios produtores de mandioca no ano de 2014, compondo 35% da produção do estado. Figura 45 Municípios com maior produção no estado do Tocantins. Fonte: IBGE

72 62 Principais mercados para Mandioca Grande parte da produção brasileira de mandioca é consumida pelo mercado interno. Em termos de mercado externo, a cadeia da mandioca apresenta modesta participação, sendo o mercado dominado fortemente pela Tailândia. As estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior do Governo brasileiro (SECEX) mostram que, no período compreendido entre 1996 a 2013, a receita com as exportações de raiz e derivados de mandioca (fécula e farinha) foi de US$ milhões, o que equivale a uma média de US$ 5,9 milhões por ano. Figura 46 Consumo dos derivados da mandioca (per capita) Fonte: IBGE Censo Agrícola, Produção Agrícola Municipal. Companhia de comercialização da mandioca no Estado do Tocantins No setor agroindustrial, o beneficiamento da mandioca vem ganhando visibilidade. O agronegócio de mandioca, no Brasil, garante uma receita bruta de 2,5 bilhões de dólares e 01 milhão de empregos diretos. Entre os produtos 33,9% corresponde à alimentação humana; 50,2% à alimentação animal; 5,7% aos outros usos e 0,2% à exportação, havendo uma perda de 10%; sendo que 95% das propriedades derivam das bases familiares (CUNHA, 2007). Os setores que mais utilizam a fécula são os frigoríficos, a indústria de papel e papelão e a de massas alimentícias como biscoitos, panificação e pão-de-queijo.

73 Em 2012 foi instalada no estado a primeira indústria de amido de mandioca, a Anil Indústria de Fécula e Polvilho, localizada no município de Aparecida do Rio Negro, com capacidade para processar 100 toneladas de raiz por dia Cadeia Produtiva da Avicultura Evolução na produção de carne de frango A avicultura brasileira vem se consolidando entre as mais desenvolvidas do mundo, fato este que coloca o Brasil como o maior exportador mundial de carne de frango, ficando também em terceiro lugar na produção de carne de aves (CONAB- 2013). Figura 47 Relação de Produção de Carne de Frango no Brasil Fonte: ABPA Hoje, mais de 150 mercados são importadores da carne de frango made in Brazil. Pelos portos do país, são quase 4 milhões de toneladas embarcadas anualmente, quase um terço de tudo o que se produz no país. O Brasil continua liderando as exportações mundiais de carne de frango, a produção brasileira de carne de frango cresceu significativamente entre 2000 a 2014, saltando de 916 mil toneladas em 2000, para mais de 4 mil toneladas em 2014, seguido muito de perto pelos EUA que deverão fechar o ano com mil toneladas exportadas, também de acordo com os dados do USDA.

74 O país alcançou um patamar ímpar quando o assunto é sanidade. Nunca houve qualquer registro de Influenza Aviária em território brasileiro o único país com este status dentre os grandes produtores avícolas. Toda a produção é acompanhada por um complexo e detalhado programa do Ministério da Agricultura brasileiro, o Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), que avalia os autocontroles adotados pelas indústrias avícolas. 64 Gráfico 40: Relação Produção x Exportação x Importação Figura 48 Relação Produção x Exportação x Importação Fonte: ABPA Segundo projeções do MAPA para os próximos dez anos ( ), a produção brasileira de carne de frango representará mais da metade das carnes produzidas no país em cinco anos (2019), superando a produção da carne bovina somada à suína. Figura 49 Relação de Comparativo de Exportação de Carnes de frango e outras carnes

75 Fonte: ABPA O Tocantins segue acompanhando o crescimento do setor, sendo a segunda atividade zootécnica do Estado, com um plantel de de aves, 4,8 milhões de criatórios em sistema de confinamento, 2,5 milhões na produção familiar. (SEAGRO/2013). A produção de carne de frango (com inspeção) no Tocantins cresceu 159,91% num comparativo entre os anos de 2007/2008, de acordo com relatório anual da UBA - União Brasileira de Avicultura, divulgado na primeira semana de junho. O desempenho, o melhor entre os estados brasileiros, é reflexo da política de fortalecimento da indústria por meio de incentivos fiscais e assistência técnica do governo estadual. A recente evolução relativa da produção de ave no Estado, no triênio 2005 a 2007, a qual apresentou um crescimento (36,9%) superior à média nacional (10,2%), vem reforçar a região como nova fronteira de tendência de crescimento do sistema agroindustrial de frango de corte. Em 2010 o Tocantins atingiu o volume de aves abatidas e em 2009 o Estado conseguiu alcançar a marca de frangos abatidos através do SIF (MAPA, 2011). Assim, em 2004 havia frangos de corte alojados/ciclo no Tocantins. Em 2006 esse número subiu para aves, em 2008 foi para e em 2009 para frangos. Atingiu recorde em 2010 com aves alojadas/ciclo e 106 granjas cadastradas, distribuídas nas regiões central e norte do Estado. Em 2014, este número já era de de aves/alojadas. 65 Regiões Produtivas no Estado Os municípios onde se encontram as granjas e integradoras no Estado do Tocantins são: Adrianópolis, Angico, Araguaína, Barrolândia, Cachoeirinha, Chapada de Areia, Darcinópolis, Fatima, Luzinópolis, Miracema do Tocantins, Muricilândia, Nazaré,, Palmeiras do Tocantins, Pium, Porto Nacional, Pugmil, Santa Fé do Tocantins, Tocantinópolis, Wanderlândia.

76 66 Figura 50 Mapa com Municípios com Sistema de Integração de engorda de frangos Fonte: SEAGRO/2015 Mercado para carne de frango De acordo com VOILÀ & TRICHES (2013), o aumento do consumo per capita da carne de frango está ligada a quatro fatores básicos: 1) substituição das carnes vermelhas, principalmente pela crescente preocupação com a saúde, melhores hábitos alimentares e ordem ambiental; 2) melhor coordenação da cadeia agroindustrial do frango de corte e desenvolvimento de novos produtos e marcas, aliadas ao baixo preço relativo às outras carnes (por exemplo, carne bovina e carne suína); 3) aceitação da carne de frango pela maioria da população; e 4) ganhos de produtividade na agroindústria do frango de corte em relação às melhorias tecnológicas e sanitárias.

77 67 Figura 51 Relação do Consumo Per Capita de Carne de Frango Fonte: IBGE No ano de 2012, o país consumiu 76,82% do total produzido, ou seja, 8.860,02 mil toneladas de carne de frango foram comercializadas dentro do país, ressaltando a importância do produto para alimentação brasileira e evidenciando seu potencial para o crescimento das exportações (SECEX/MIDIC/ALICEWEB, 2013). Agroindústrias e Integradoras As agroindústrias se responsabilizam pelo fornecimento de insumos (como aves para engorda, rações, medicamentos e demais insumos) e pela compra das aves junto os criadores, concentrando assim a oferta de aves. Dados do Sistema Informatizado da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (ADAPEC) revelam que existem três empresas integradoras no Estado. Duas localizam-se na região norte e uma na região central do Estado, totalizando 106 parceiros integrados até 2010 e mais de 20 municípios com avicultura industrial. Estas empresas integradoras acabam trazendo trabalho, renda e desenvolvimento às regiões em que são instaladas. Uma das indústrias integradoras tem sua produção concentrada na região norte do Estado e contava até 2010 com 60 granjas integradas instaladas nos municípios de Aguiarnópolis, Angico, Araguaína, Cachoeirinha, Darcinópolis, Luzinópolis, Muricilândia, Nazaré, Santa Terezinha, Palmeiras do Tocantins, Tocantinópolis e Wanderlândia. Possui sede em Tocantinópolis, onde também possui uma fábrica de ração produzindo a toneladas de ração por mês, além de um incubatório de ovos instalado no município de Araguaína (os ovos são oriundos do matrizeiro em

78 Brasília/DF) e um abatedouro de aves com Serviço de Inspeção Federal (SIF) em Aguiarnópolis com capacidade diária de abate de aves, que se encontra com as atividades suspensas desde A segunda empresa tem sua produção concentrada na região central do Estado e se distribui nos municípios de Barrolândia, Chapada de Areia, Fátima, Miracema do Tocantins, Monte Santo do Tocantins, Paraíso do Tocantins, Pium, Porto Nacional e Pugmil. Contava em 2010 com 27 parceiros integrados e está instalada em Paraíso do Tocantins, onde também possui uma fábrica de ração e um abatedouro de aves com SIF em atividade. Conforme RODRIGUES et al. (2009), em 2007, a compra de máquinas e equipamentos, principalmente de refrigeração, possibilitou que a empresa ampliasse ainda mais sua capacidade de abate, passando de para aves dia, um aumento de cerca de 60%. A terceira indústria e mais recente, tem sede em Araguaína com granjas instaladas na região norte do Estado, distribuídas nos municípios de Luzinópolis, Aguiarnópolis, Araguaína, Santa Fé e Wanderlândia. Possuía 19 granjeiros integrados até Tem uma fábrica de ração instalada em Araguaína e um matrizeiro de aves para postura em Babaçulândia, com capacidade de poedeiras. Os pintinhos fornecidos aos integrados vêm do incubatório da indústria em Belém/PA. Assim, em 2004 havia frangos de corte alojados/ciclo no Tocantins Cadeia Produtiva de Látex (seringueira) Evolução da Produção de Látex O látex é um material muito importante e largamente utilizado em diversos objetos de usos cotidiano, podendo ser aplicada em diversos materiais como preservativos, luvas cirúrgicas, e pneumáticos.

79 69 Figura 52 Produção Látex coagulado (toneladas) Fonte: IBGE, Censo Agrícola, Produção Agrícola Municipal. Observa-se que a produção de látex no Brasil vem aumentando, apresentando um crescimento de 85,51% em 10 anos. Os estados do MATOPIBA representam o segundo lugar na produção nacional com toneladas de borracha natural. Figura 53 Ranking dos Estados na Produção de Látex (toneladas) Fonte: IBGE O gráfico abaixo mostra a evolução no plantio de seringueira na região do MATOPIBA e em destaque o estado do Tocantins, que apresentou uma queda significativa em sua área.

80 70 Figura 54 EVOLUÇÃO DO PLANTIO DE SERINGUEIRA (TONELADAS) Fonte: IBGE Na tabela 19, observa-se a produção anual de borracha natural coagulada, a área plantada e colhida, e produtividade média dos estados que se destacam na produção. Tabela 22 Produção Anual, Área Plantada e Produtividade, Produção (Mil ton) Área Plantada (Mil ha) Produtividade (Kg/ha) MATOPIBA SP MG MT TO Fonte: IBGE Na avaliação individual o Tocantins apresenta a maior produtividade por área, apontando que existe a possibilidade de obter altos índices de rendimento coma adoção de tecnologias aplicada ao plantio, colheita e utilização de material genético adaptado às condições edafoclimáticas.

81 71 Principais municípios/regiões com produção no Tocantins O gráfico abaixo indica os municípios com maior índice de Produção do estado. Figura 55 Evolução Da Área Colhida De Borracha Natural (Mil Toneladas) Fonte: Mapeamento SEBRAE/2013/2014 Principais mercados para o látex Os principais mercados consumidores dos produtos da cadeia de borracha são: hospitalar/farmacêutico brinquedos vestuário calçados construção civil maquinário agrícola/industrial autopeças. A indústria de pneumáticos consome quase três quartos da borracha produzida no mundo. Principais Agroindústrias Não existem usinas de beneficiamento no Estado. O látex produzido é comercializado com empresas principalmente do estado de São Paulo e Goiás, que buscam o material nas propriedades rurais.

82 Eucalipto Evolução da Área Plantada de Eucalipto O setor florestal tem importância como fornecedor de energia ou matéria-prima para a indústria da construção civil e de transformação. Em se tratando de florestas plantadas o Eucalipto tem destaque significativo entre as demais espécies exploradas. Segue gráfico abaixo: Figura 56 Florestas Plantadas no Brasil (2014) Fonte: IBGE O eucalipto é responsável por 93,5% da área de florestas plantadas no estado do Tocantins, com hectares, o ano de 2014, o que representa uma área 76% maior do que a registrada em 2011, quando o estado tinha aproximadamente 76 mil hectares plantados, de acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura e Pecuária (SEAGRO).

83 73 Figura 57 Áreas de Florestas Plantadas no Tocantins (hectare) Fonte: Mapeamento SEBRAE/2013/2014 (HECTARES) GRÁFICO 49 EVOLUÇÃO DAS ÁREAS DE EUCALIPTO NO TOCANTINS Figura 58 Evolução das Áreas de Eucalipto no Tocantins (hectare) Fonte: Mapeamento SEBRAE/2013/2014 O Estado do Tocantins tem potencial para se tornar um dos líderes no segmento de florestas plantadas, alcançamos o maior índice médio de produtividade (40m³/ha/ ano), superando países líderes no mercado.

84 74 Figura 59 Produtividade do Eucalipto (m³/ha/ano). Fonte: OLIVEIRA Principais municípios/regiões com produção Os plantios com eucalipto no Tocantins são encontrados em 63 dos 139 municípios do Estado. Cerca de 67% dos plantios com eucalipto concentram-se em 10 municípios principais, conforme pode ser observado na tabela abaixo. Tabela 23 Plantios de Eucalipto no Tocantins em 2014 (hectares) Municípios Área (ha) % Brejinho de Nazaré São Bento do Tocantins Araguaína Goiatins Crixás do Tocantins Ananás Palmeirante Wanderlândia Dueré Aliança do Tocantins Outros Total FONTE: Mapeamento SEBRAE 2013/2014 A região com maior concentração de plantios é a do Bico do Papagaio (norte).

85 75 Figura 60 Plantios de Eucalipto por Microrregião/Tocantins em 2014 (hectare) FONTE: Mapeamento SEBRAE 2013/2014 Principais mercados para o Eucalipto O eucalipto pode ser usado para diversos fins, entre elas, na produção de óleos essenciais; produtos apícolas, celulose e papel, madeira serrada, postes e moirões, laminados, painéis, carvão e lenha. Os plantios de Eucalipto no Tocantins são relativamente recentes e a principal utilização atual da madeira é no mercado regional para geração de energia (associada principalmente à secagem de grãos), produção de carvão para fins siderúrgicos e madeira tratada (moirões de cerca), em todos os casos ainda em pequena escala. Companhia de comercialização/agroindústria do Eucalipto Existe perspectiva de implantação de três empresas nas Regiões Centro Norte, Centro Sul e Sul do Estado com a finalidade da produção de celulose Bioenergia Evolução da Produção de Etanol e biodiesel Os biocombustíveis, para o setor de transporte, apresentam uma ótima alternativa dentro da política energética na redução das emissões de gás carbônico. O Brasil é o líder na produção de etanol extraído da cana-de-açúcar.

86 76 Figura 61 Produção Biodiesel e Etanol no Brasil, em m³. Fonte: Anuário Estatístico de Agroenergia Evolução da Área Plantada de Cana-de-Açúcar A área plantada com a lavoura da cana-de açúcar no estado do Tocantins apresentou um crescimento 12 vezes superior ao do Brasil, comparando o mesmo intervalo de tempo, como mostram os gráficos abaixo: Figura 62 Evolução da Área Plantada com Cana-de-açúcar no Brasil (Toneladas) Fonte: IBGE

87 77 Figura 63 Evolução da Área Plantada com cana-de-açúcar no Brasil (toneladas) Fonte: IBGE Em relação à produtividade a cana-de-açúcar apresentou na safra 2013/2014 um incremento na ordem de 3,41% o que equivale a toneladas se comparado a safra anterior. Figura 64 Produtividade da cana-de-açúcar (toneladas) Fonte IBGE Principais municípios/regiões com produção de Etanol

88 Dentre a Região Norte/Nordeste, o Tocantins foi o estado que mais evoluiu na produção de Etanol, ficando à frente Do Ceará, Bahia e Pará. O município de Pedro Afonso é o que tem o maior plantio no estado, devido a implantação da usina de etanol da BUNGE. 78 Tabela 24 Produção de Etanol (m³) ESTADOS/SAFRA 2010/ / / / /2015 ACRE RONDONIA AMAZONAS PARÁ TOCANTINS MARANHÃO PIAUÍ CEARÁ R. G. NORTE PARAIBA PERNAMBUCO ALAGOAS SERGIPE BAHIA REGIÃO NORTE-NORDESTE Fonte: ANP Comportamento de área colhida de Cana de Açúcar A colheita da cana foi iniciada no ano de 2010, para consumo da usina da BUNGE conforme gráfico abaixo: 20,000 18,000 16,000 14,000 12,000 10,000 8,000 6,000 4,000 2,000 0 Pedro Afonso Tupirama Bom Jesus de Tocantins Figura 65 Área colhida de Cana-de-açúcar na região de Pedro Afonso Fonte: IBGE, A Área plantada, área colhida, quantidade produzida e valor da produção da lavoura temporária e permanente.

89 79 Principais mercados para o Etanol e Biodiesel A exportação é o principal mercado para o setor das biomassas renováveis. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e o maior exportador de etanol. Atualmente, o etanol brasileiro representa a melhor e mais avançada opção para a produção sustentável de biocombustíveis em larga escala no mundo. O país ocupa o segundo maior mercado mundial de Biodiesel, somente atrás da Alemanha, que produz e consome biodiesel há muito mais tempo. Principais Agroindústrias O setor de biocombustíveis visa divulgar as políticas públicas, referentes aos programas nacionais e estaduais relacionados à produção de biocombustíveis, tais como: o Programa Nacional de Produção de Biodiesel - PNPB e o Selo Combustível Social. E ainda, visa fomentar e monitorar a produção de biocombustíveis no estado. Tabela 25 Autorização para operação e comercialização ANP Autorização para Operação e Comercialização ANP Biotins (Paraíso do Tocantins) 81 m 3 /dia 360 m 3 /dia Brasil Ecodiesel (Porto Nacional) 81 m 3 /dia 360 m 3 /dia Fonte: ANP Tabela 26 Evolução das entregas de Biodiesel das unidades produtoras Entregas de biodiesel das unidades produtoras referentes aos leilões ANP Unidade Produtora Município (até agosto) Brasil Ecodiesel Porto Nacional V-Biodiesel Porto Nacional Granol Porto Nacional Biotins Paraíso do TO Fonte: ANP

90 6. SUPORTE PARA PRODUÇÃO DAS CADEIAS PRODUTIVAS Jazidas de calcário/fosfato O Estado possui jazidas e indústrias de calcário e fosfato, conforme mapa de localização e tabela abaixo: Figura 66 Localização das jazidas calcário/fosforo do Estado do Tocantins Fonte: SEAGRO 2014

91 81 Tabela 27 Relação das Empresas/Indústrias de calcário no Estado do Tocantins Bandeirantes Caltins Calcário Tocantins LTDA Grupo Estrondo Calcário ,00 ton/ano Ativa Couto Magalhães Mineradora Roncador S/A Wesley om.br Calcário ,00 ton/ano Ativa Dianópolis Sarp Mineração LTDA Grupo Bambuí Calcário ,00 ton/ano Ativa Formoso do Araguaia Mineração Rio Formoso Grupo Tocantins Calcário ,00 ton/ano Ativa Guaraí Calcário Guaraí Formação Pedra de Fogo Calcário -- Ativa Lagoa da Confusão Calcário Cristalândia LTDA Grupo Tocantins Ricardo Vasconcelos br Calcário ton/ano Ativa Natividade Nativa Grupo Natividade Calcário ,00 ton/ano Ativa Natividade Natical Grupo Natividade Calcário ,00 ton/ano Ativa Natividade Nacal Grupo Natividade Calcário -- Ativa Novo Jardim Calcário Dianópolis Grupo Bambuí Calcário ton/ano Ativa Novo Jardim Sarp Mineração Grupo Bambuí Calcário -- Ativa Palmeirópolis Mineradora Serra Dourada Grupo Serra da Mesa Calcário -- Ativa Rio da Conceição Fugita Mineração Grupo Bambuí Calcário 920,00 ton/ano Ativa Rio da Conceição CMOB Grupo Bambuí Calcário -- Ativa Taguatinga Calcário Taguatinga LTDA Grupo Bambuí Calcário ton/ano Ativa Taguatinga Nativo Mineradora Grupo Bambuí Calcário ,00 ton/ano Ativa Xambioá Min. Vale do Araguaia Grupo Estrondo Calcário -- Ativa

92 Logística Um dos principais gargalhos para a produção no estado do Tocantins é a distância dos maiores mercados consumidores, tornando a produção do estado cara e não competitiva, as soluções estão nos investimentos de melhoria das rodovias, da consolidação da ferrovia norte-sul e na implantação de um sistema de hidrovia. Segue abaixo, tabelas e gráficos destes 03 modais de logística. Figura 67 Situação do Modal rodoviário do Estado do Tocantins Fonte: SEPLAN/Governo do Estado Figura 68 Estágio de construção Ferrovia Norte/Sul Fonte: VALEC/Governo Federal

93 83 Figura 69 Hidrovia do Rio Tocantins Fonte: SEAGRO/SEPLAN/GOVERNO DO ESTADO Figura 70 Comparativo de vantagem logística do porto de Itaqui em relação a outros portos do país. Fonte: SEAGRO/SEPLAN/GOVERNO DO ESTADO

94 Ensino/qualificação profissional Segundo dados do CREA (Conselho Regional de Engenheiros e Agrônomos) existem no estado 917 engenheiros agrônomos, e do CRV (Conselho Regional de Veterinária) veterinários. Nas universidades são ofertadas 500 vagas para profissões ligadas ao meio rural, como engenheiros agrônomos, veterinários, zootecnistas e outros. Conforme gráfico abaixo, existe dois modelos de qualificação, o ensino técnico com 42 escolas técnicas, entre elas as escolas técnicas agrícolas (estadual e federal) e o ensino superior a partir das universidades particulares e publica (estadual e federal). Figura 71 Localização das Instituições de ensino no Estado do Tocantins Destaca-se no estado em fase de implantação do Centro Nacional de pesquisas de pesca e aquicultura e sistemas agrícolas, como também os centros já instalados da UNITINS Agro e da UFT (Universidade Federal do Tocantins). 6.4 Perímetros irrigados O estado do Tocantins apresenta o maior potencial irrigação do brasil, com aproximadamente com a capacidade de irrigar 4.8 milhões de hectares, sendo 1 milhão de irrigação nas várzeas do estado, conforme gráfico abaixo:

95 85 Figura 72 Potencial de Irrigação no Estado do Tocantins. Fonte: Ministério Integração Nacional/Governo Federal O mapa abaixo apresenta os projetos hidroagrícolas existentes no Estado e sua localização. Figura 73 Localização dos Projetos Hidroagrícolas

96 86 Tabela 28 Ocupação dos Projetos de Irrigação Projeto Projeto São João Lotes para Pequenos Produtores Lotes Empresariais Disponíveis Ocupados Disponíveis Ocupados Projeto Manuel Alves Projeto Gurita Projeto Sampaio* Fonte: SEAGRO/2014. Figura 74 Evolução das obras de Perímetros Irrigados até Fonte: SEAGRO/Governo Estadual

97 Projeto Gurita: com a disponibilidade financeira para realização da manutenção e reforma dos equipamentos de uso comum foi possível finalizar as obras, para posteriores testes junto aos técnicos do Ministério da Integração Nacional; Projeto Rio Manuel Alves: com a disponibilidade financeira advinda de recursos do governo federal está sendo possível a finalização das obras civis e continuidade das atividades de gestão integrada e meio ambiente. O Projeto Rio Sobrado - eixo 20 e o Projeto Chapada de Natividade eixo 01: desenvolveram os serviços contratados, devido à disponibilidade financeira advinda de recursos do governo federal, através de convênio; Revitalização do Projeto Rio Formoso (novo projeto): atualização dos estudos de viabilidade, elaboração do projeto executivo e obtenção do certificado de avaliação da sustentabilidade da obra hídrica (certoh) Difusão Agrotecnológica A Feira de Tecnologia Agropecuária - Agrotins tem por objetivo divulgar e transferir ao setor produtivo conhecimentos sobre pesquisa agropecuária e industrial, bem como promover a comercialização de produtos e serviços que contribuam para o desenvolvimento sustentável do agronegócio regional. A Feira AGROTINS, maior evento de tecnologia agropecuária da região norte do país, já está na sua 15º edição. Este evento vem apresentando um crescimento anual, no que tange ao tamanho da feira, número de expositores participantes do evento, público visitante e montante de negócios. Em 2015, estima-se um volume de negócios foi de R$ 606 milhões, conforme pode ser visualizado no Gráfico abaixo, segue a evolução da feira até 2014.

98 88 Figura 75 Volume de Negócios (ano) Fonte: Seagro/Governo do Estado. A AGROTINS atingiu um público de visitantes em 2014, o que corresponde a um crescimento de 31,93%, se comparado com o que foi alcançado em A respeito do número de expositores, ressalta-se que neste último evento alcançou um crescimento de 19,63%, se comparado com o início da gestão (2011), conforme pode ser visualizado no gráfico a seguir. Figura 76 Número de Expositores Fonte: SEAGRO/Governo do Estado 6.6 Plano de Agricultura de Baixo Carbono O Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC - TO), que também é chamado de Plano Estadual de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, tem

99 como objetivo levar ao setor produtivo conhecimentos tecnológicos gerados pela pesquisa agropecuária para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura, visando o desenvolvimento sustentável do agronegócio regional e o cumprimento das metas estabelecidas para o estado do Tocantins no que diz respeito ao Plano ABC Nacional. (Fonte: SEAGRO/relatório anual 2014) Para o estado foram firmados os seguintes compromissos (até 2020), no que tange aos programas do Plano ABC: 89 Tabela 29 Compromissos do Programa do Plano ABC (até 2010) Programas Compromisso (milhões de ha) Potencial de mitigação (milhões Mg CO 2 eq) Participação (%) Recuperação de 1,2 6,4 a 8 8% pastagens degradadas Integração 0,2 1,1 a 1,3 6% lavourapecuáriafloresta Sistema plantio 0,4 0,7 a 0,9 4% direto Fixação 0,2 0,3 3% biológica de nitrogênio Florestas 0,3-11% plantadas Tratamento de 0,03 0,04 1% dejetos animais Total - 8,5 a 10,5 - Fonte: SEAGRO/2014 Em 2011, no Tocantins o Plano ABC encontrou um ambiente favorável para sua implantação, já que existia uma Politica Estadual sobre Mudanças Climáticas, Lei nº 1.917, 17/04/2008 e um Comitê Técnico Gestor da Produção Integrada de Sistemas Agropecuários (CTG-PISA/TO) que incentivava ações dentro das linhas temáticas que foram precursoras do Plano ABC. A oficialização do Plano, no estado do Tocantins, deu-se por meio do decreto n 5.000, de 21 de fevereiro de 2014, bem como, a existência do grupo gestor ABC-TO, o qual é composto por 22 instituições, a atual situação das metas até 2020 é a seguinte:

100 Tabela 30 Metas do Programa do Plano ABC (até 2020) Programas Compromisso estadual (milhões de ha) Compromisso alcançado (milhões de ha) em 2014 Recuperação de pastagens degradadas Integração lavourapecuáriafloresta Sistema plantio direto Fixação biológica de nitrogênio Florestas plantadas Tratamento de dejetos animais Fonte: SEAGRO/ Armazenagem 90 Compromisso alcançado (%) 1,2 0 0,0% 0,2 0,03 17,2% 0,4 0,20 49,8% 0,2 0,39 197,2% 0,3 0,08 25,3% 0,03 0 0,0% A Companhia de Armazenamentos Gerais e Silos do Estado do Tocantins Casetins encontra-se em processo de Liquidação, porém para dar-se concluído esse processo, muitas ações são necessárias em relação à regularização dos registros imobiliários dos Armazéns. Por tratar-se de antigos imóveis, muitos terrenos onde se encontram os armazéns não possuem existência de matrícula ou algum documento que comprove a posse dos referidos imóveis e terrenos.

101 91 Figura 77 Munícipios com/sem Regularização Fundiária Fonte: SEAGRO/2014 Tabela 31 Municípios com imóveis transferidos e com futuras regularizações Municípios com imóveis transferidos Futuras regularizações cartorárias Brejinho de Nazaré, São Valério, Dueré, Guaraí, Pium, Porto Nacional, Figueirópolis, Formoso do Araguaia, Goiatins, Palmeirópolis, Paraíso do Tocantins e Peixe. Silvanópolis, Alvorada, Araguaína, Colinas, Combinado, Itaporã, Tocantinópolis, Gurupi, Augustinópolis, Pindorama, Arapoema, Miracema do Tocantins e Campos Lindos. Fonte SEAGRO/2014

102 Para isso, alguns armazéns que antes estavam em nome da antiga Companhia de Armazéns Gerais e Silos do Estado do Goiás - Casego foram patrimoniados em nome do Governo do Estado do Tocantins. Essas ações envolvem o corpo técnico da Casetins, cartórios de Registro de imóveis, Procuradoria Geral do Estado do Tocantins e Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Órgão ao qual a Casetins encontra-se vinculada). 92 Regularização cartorária dos demais armazéns e terrenos, que estão localizados em: Silvanópolis, Alvorada, Araguaína, Colinas, Combinado, Itaporã, Tocantinópolis, Gurupi, Augustinópolis, Pindorama, Arapoema, Miracema do Tocantins e Campos Lindos. A parte privada tem uma rede de armazéns que são cadastrados e certificados, conforme tabela abaixo: Município Empresa Localização Produtos Araguaína COALTO COM E IND ALIMENTOS DO TOCANTINS LTDA AV. RIO BANDEIRA Nº DAIARA DAIARA Cap. de Produção (ton) Situação Convencional 670 Ativo Araguaína COALTO COM E IND ALIMENTOS DO TOCANTINS LTDA AV. RIO BANDEIRA Nº DAIARA DAIARA Bateria de Silos Ativo Araguaína COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB AV FILADELFIA, Nº BAIRRO SENADOR Convencional Ativo Araguaína MARCO ANTONIO DE ALMEIDA TROVO RUA DAS MANGUEIRAS, Nº Silo 520 Ativo

103 93 Município Empresa Localização Produtos Araguaína COALTO COM E IND ALIMENTOS DO TOCANTINS LTDA AV. RIO BANDEIRA Nº DAIARA DAIARA Cap. de Produção Situação Silo 950 Ativo Araguaína COALTO COM E IND ALIMENTOS DO TOCANTINS LTDA AV. RIO BANDEIRA Nº DAIARA DAIARA Convencional 670 Ativo Araguaína COALTO COM E IND ALIMENTOS DO TOCANTINS LTDA AV. RIO BANDEIRA Nº DAIARA DAIARA Bateria de Silos Ativo Araguaína COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB AV FILADELFIA, Nº BAIRRO SENADOR Convencional Ativo Araguaína MARCO ANTONIO DE ALMEIDA TROVO RUA DAS MANGUEIRAS, Nº Convencional Ativo Araguaína SANTA IZABEL ALIMENTOS LTDA AV. PERIMENTRAL Nº QD. 03, LOT. 18 DAIARA Bateria de Silos Ativo

104 94 Município Empresa Localização Produtos Barra do Ouro Campos Lindos Campos Lindos Campos Lindos Campos Lindos Campos Lindos Campos Lindos Campos Lindos Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins INDUSFLORA PRODUTOS FLORESTAIS LTDA BUNGE ALIMENTOS S/A CARGILL AGRÍCOLA S/A SERRA CENTRO ARMS GERAIS LTDA UNIGGEL AGROIND DE ALGODÃO LTDA UNIGGEL AGROIND DE ALGODÃO LTDA UNIGGEL AGROIND DE ALGODÃO LTDA UNIGGEL AGROIND DE ALGODÃO LTDA AGRO INDUSTRIAL DE CEREAIS VERDES CAMPOS S/A AGRO INDUSTRIAL DE CEREAIS VERDES CAMPOS S/A ROD. TO 425 KM FAZ. PANAMBI SERRA DO CENTRO S\N ROD MUNIC FAZ BELA VISTA LTS 30 E 40 S/N ROD MUNICIPAL SERRA CENTRO EST C LINDOS /BATAVO KM 40 FAZ CAB VERD EST C LINDOS /BATAVO KM 40 FAZ CAB VERD EST C LINDOS /BATAVO KM 40 FAZ CAB VERDE EST C LINDOS /BATAVO KM 40 FAZ CAB VERD Cap. de Produção (ton) Situação Bateria de Silos Ativo Bateria de Silos Ativo Graneleiro Ativo Bateria de Silos Ativo Convencional Ativo Bateria de Silos Ativo Graneleiro Ativo Bateria de Silos Ativo BR 153, KM Convencional Ativo BR 153, KM Bateria de Silos 750 Ativo

105 95 Município Empresa Localização Produtos Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins Cariri do Tocantins Chapada da Natividade Chapada da Natividade Cristalândia AGRO INDUSTRIAL DE CEREAIS VERDES CAMPOS S/A AGRO INDUSTRIAL DE CEREAIS VERDES CAMPOS S/A AGRO INDUSTRIAL DE CEREAIS VERDES CAMPOS S/A ALVES RIBEIRO E MARTINS LTDA - ME BUNGE ALIMENTOS S.A. DOM BOSCO ARMS GERAIS LTDA LOS GROBO CEAGRO DO BRASIL S.A. LUCAS JOHANNES MARIA IERNOUTS LUCAS JOHANNES MARIA IERNOUTS ARMAZEN BARRA DO DIA BR 153, KM BR 153, KM BR 153, KM 672, ROD. BR 153, KM TODOVIA BR 153, Km 716 ZONA RURAL ROD BR 153 KM RODOVIA BR 153, Km LOTE 23 A ZONA RURAL FAZENDA BOM PROGRESSO FAZENDA BOM PROGRESSO ESTRADA CIPO KM Cap. de Produção (ton) Situação Bateria de Silos Ativo Bateria de Silos Ativo Bateria de Silos 750 Ativo Convencional Ativo Bateria de Silos Ativo Convencional Ativo Bateria de Silos Ativo Silo Ativo Convencional Ativo Convencional Ativo

106 96 Município Empresa Localização Produtos Cristalândia Cristalândia Cristalândia Dianópolis Dianópolis Dianópolis Dueré Dueré Figueirópolis EDVANIA RIBEIRO - BOA VISTA ARMS GERAIS LTDA EDVANIA RIBEIRO - BOA VISTA ARMS GERAIS LTDA IMPERADOR AGRO- INDUSTRIAL DE CEREAIS S/A AGRÍCOLA SETE CAMPOS LTDA. AGRÍCOLA SETE CAMPOS LTDA. LUIZ MARCOM CARASSA XAVANTE AGROINDUSTRIAL DE CEREAIS S/A XAVANTE AGROINDUSTRIAL DE CEREAIS S/A GRANOL INDÚSTRIA COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO S.A. AVENIDA CONTORNO Nº 731 Convencional AVENIDA CONTORNO Nº ROD TO 262 KM BARREIRA DA CRUZ RODOVIA DA SOJA - GARGANTA, KM 65 ZONA RURAL RODOVIA DA SOJA - GARGANTA, KM 65 ZONA RURAL RUA BAHIA, Cap. de Produção (ton) Situação Ativo Convencional Ativo Bateria de Silos Bateria de Silos Silo ROD DUERE/FORMOSO KM A DIR ROD DUERE/FORMOSO KM A DIR AV. BERNARDO SAYÃO CENTRO Ativo Ativo Graneleiro Ativo Bateria de Silos Ativo Convencional Ativo Ativo Graneleiro Ativo

107 97 Município Empresa Localização Produtos Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia ARMS GERAIS FORMOSO DO ARAGUAIA LTDA ARMS GERAIS LAGOA GRANDE LTDA CALUMBI ARMS GERAIS LTDA CEREAIS VALE DO JAVÃES AGROINDUSTRIAL S/A CEREAIS VALE DO JAVÃES AGROINDUSTRIAL S/A CEREAIS VALE DO JAVÃES AGROINDUSTRIAL S/A CEREAIS VALE DO JAVÃES AGROINDUSTRIAL S/A COBRAPE-CIA BRAS AGROP S/A COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO CONAB R SORROCA ESQ RUA JABURU QD A LT RUA SORROCA QUADRA E MODULO 1 N AV PAULO PARRIAO - QUADRA 31 E 32 S/Nº RODOVIA BR 242 KM RODOVIA BR 242 KM RODOVIA BR 242 KM RODOVIA BR 242 KM FAZENDA PANTANAL DE CIMA EST DA FAZ DOS RANCHOS 02 KM 25 Cap. de Produção (ton) Bateria de Silos Convencional Convencional Convencional Convencional Bateria de Silos Bateria de Silos Bateria de Silos Convencional Situação Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo

108 98 Município Empresa Localização Produtos Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia COOPERFORMOSO- COOP AGROINDL RIO FORMOSO LTDA COOPERFORMOSO- COOP AGROINDL RIO FORMOSO LTDA COOPERFORMOSO- COOP AGROINDL RIO FORMOSO LTDA COOPERFORMOSO- COOP AGROINDL RIO FORMOSO LTDA COPERJAVA-COOP M RUR VALE DO JAVAE PROJETO RIO FORMOSO 1 ETAPA PROJETO RIO FORMOSO 1 ETAPA PROJETO RIO FORMOSO 1 ETAPA PROJETO RIO FORMOSO 1 ETAPA Cap. de Produção (ton) Situação Bateria de Silos Ativo Convencional Bateria de Silos Ativo Ativo Convencional Ativo ROD TO 253 KM Bateria de Ativo

109 Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Formoso do Araguaia Fortaleza do Tabocão LTDA FUNDACAO BRADESCO JOÃO LENINE BONIFÁCIO E SOUSA SOALGO-SOC DE ARMS GERAIS LTDA SOALGO-SOC DE ARMS GERAIS LTDA MULTIGRAIN S/A 99 Silos ROD. TO 181 KM Silo Ativo AV. FORMOSO, QUADRA 67, LOTE Convencional Ativo AV JOAQUIM B DE OLIVEIRA Convencional Ativo AV JOAQUIM B DE OLIVEIRA - Depósito Ativo ROD. BR 153, KM 347,5 - Bateria de LT. ALTAMIRA S\N - Silos Ativo

110 100 Município Empresa Localização Produtos Guaraí Guaraí Gurupi Gurupi Gurupi Itapiratins Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão ARMS DE CEREAIS GUARAÍ BUNGE ALIMENTOS S/A ARMAZENADORA GUERRA LTDA GARGELTINS- GURUPI ARMS GER DO TOCANTINS LTDA GARGELTINS- GURUPI ARMS GER DO TOCANTINS LTDA ETTORE FLAVIO RICARDI AGV - ARMAZÉNS GERAIS VITÓRIA LTDA AGV - ARMAZÉNS GERAIS VITÓRIA LTDA RUA DA INDEPENDÊNCIA, Nº ROD. BR 153, KM 347 S/Nº RUA K LOTE O2 QUADRA 17 - BAIRRO VALDIR LUIZ ROD TO 255 KM 0 - SAIDA PARA PEIXE ROD TO 255 KM 0 SAIDA PARA PEIXE FAZENDA BELOS MONTES 5 - GURITA LT RURAL 76- EXTREMA 11ª ETAPA RODOVIA TO 255 S/Nº KM RODOVIA TO 255 S/Nº KM Cap. de Produção (ton) Situação Convencional Ativo Silo Ativo Convencional Ativo Graneleiro Ativo Convencional Ativo Bateria de Silos Ativo Convencional Ativo Bateria de Silos Ativo

111 101 Município Empresa Localização Produtos Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão ARMAZEM GERAIS MORRO DA PEDRA LTDA COOPERLAGO- COOP DOS PROD DE ARROZ DA LAGOA COOPERLAGO- COOP DOS PROD DE ARROZ DA LAGOA DIAMANTE AGROPECUARIA E PARTICIPAÇÕES S/A ENIO NOGUEIRA BACKER FAZENDA DOIS RIOS LTDA HELIO MARTINS COELHO JOAO PAULO GALVANGNI LAGOVALE-COOP AGROINDL DO VALE DA LAGOA LTDA ROD. TO 255, KM 90 - MARGEM DIREITA ROD. TO 255, km 91 - ZONA SUBURBANA ROD. TO 255, km 91 - ZONA SUBURBANA FAZENDA DIAMANTE S/N, TO 255, KM ROD TO 255 KM FAZ LAGO VERDE o FAZENDA DOIS RIOS S\N - LOGRADOURO DOIS RIOS ROD. TO 255 KM Bateria de Silos Bateria de Silos Cap. de Produção (ton) Situação Ativo Convencional Bateria de Silos Convencional Bateria de Silos Silo ROD. TO 255. KM 88 - Convencional ROD TO 255 KM 90 - TREVO - Convencional LAGOA/DUERE Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo

112 102 Município Empresa Localização Produtos Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão LAGOVALE-COOP AGROINDL DO VALE DA LAGOA LTDA LAGOVALE-COOP AGROINDL DO VALE DA LAGOA LTDA COOPERLAGO-COOP DOS PROD DE ARROZ DA LAGOA LUIZ ANTONIO SANTOS ANJO MARCELO PEDRO DE MORAES MARCELO PEDRO DE MORAES MIRANDA E PEREIRA LTDA - ME MIRANDA E PEREIRA LTDA - ME NELSON ALVES MOREIRA FILHO RUBENS RITTER ROD TO 255 KM 90 - TREVO - LAGOA/DUERE ROD TO 255 KM 90 - TREVO - LAGOA/DUERE ROD. TO 255, km 91 - ZONA SUBURBANA ROD. TO 374, SENTIDO LAGOA DA CONFUSÃO A DUERE, KM ROD. TO 255, KM ROD. TO 255, KM AV. VITORINO PANTA, SETOR BRANDÃO AV. VITORINO PANTA, SETOR BRANDÃO FAZENDA BARREIRINHA, TO 255, KM ROD TO 374 KM 14 - PERTO DO RIO URUBÚ Cap. de Produção (ton) Situação Bateria de Silos Ativo Convencional Convencional Bateria de Silos Convencional Bateria de Silos Convencional Bateria de Silos Bateria de Silos Ativo Ativo Ativo Ativo 520 Ativo Ativo Ativo Ativo Bateria de Silos Ativo

113 103 Município Empresa Localização Produtos Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Lagoa da Confusão Marianópolis do Tocantins Miracema do Tocantins Miranorte Palmas Palmas Palmas Palmeirante VICTOR RODRIGUES DA COSTA YOLANDA BONOW BUBOLZ YOLANDA BONOW BUBOLZ NOSSA SENHORA BOM SUCESSO ARMS GERAIS LTDA ARGEMA-ARMS GERAIS MIRACEMA LTDA ARGEMA-ARMS GERAIS MIRACEMA LTDA JOAO CARLOS MARASCA JOÃO HENRIQUE TEIXEIRA HOLZHAUSEN JOÃO HENRIQUE TEIXEIRA HOLZHAUSEN LIDER ARMAZÉNS GERAIS LTDA AV VITORINO PANTA Nº 723, ROD TO 255 KM 89 - ZONA RURAL ROD TO 255 KM 89 - ZONA RURAL Cap. de Produção (ton) Situação Convencional Ativo Bateria de Silos Ativo Convencional ROD. ESTADUAL TO 080, Convencional AV GOIAS, Nº Convencional ROD BR 153 KM CORREIO DE BURITIRANA ROD. TO 030, KM 55 - FAZ. TARUMÃ FAZENDA TARUMÃ, S/Nº TERMINAL DE GRANEIS AGRICOLAS, MARG. DA FERROVIA NORTE SUL, BL B Convencional Convencional Graneleiro Bateria de Silos Bateria de Silos Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo

114 104 Município Empresa Localização Produtos Palmeirante Palmeirópolis Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Paraíso do Tocantins Pedro Afonso Pedro Afonso Pedro Afonso Pedro Afonso Pium Pium OSVINO FABIO RICARDI GEORGES HAJJAR COOPERNORTE-COOP AGROP TOCANTINENSE LTDA J A PIRES E FILHOS LTDA MARQUES DE OLIVEIRA E MARTINS LTDA BUNGE ALIMENTOS S/A COAPA-COOP AGROP DE PEDRO AFONSO FERNANDO GRADIN HELIO MAIOLI AGROP CRISTALANDIA S/A AGROP CRISTALANDIA S/A FAZ. PARANÁ - GLEBA ANAJÁ GARÇAS Cap. de Produção (ton) Bateria de Silos ROD. PALMEIRÓPOLIS/MINAÇ U, KM Convencional ROD BR 153 KM ROD BR 153 KM 473, VILA MILENA Convencional Convencional 708 ROD BR 153 KM 476 S/Nº, VILA MILENA Convencional 900 ROD TO 010 KM 02 PEDRO AFONSO/ TOCANTÍNIA ROD PEDRO AFONSO TOCANTINIA KM 3 À DIREITA RUA JOAO DAMACENO Silo Bateria de Silos DE SÁ, S/Nº Convencional RUA PARA Nº Convencional TRANSJAVAE+ 75 FAZ STA EDWIRGENS Convencional TRANSJAVAES 75 FAZ STA EDWIRGENS Situação Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Ativo Bateria de Silos Ativo

115 105 Município Empresa Localização Produtos Cap. de Produção (ton) Situação Pium Porto Nacional AGROPECUÁRIA JAN S/A BUNGE ALIMENTOS S/A ESTRADA ESTADUAL, TO 265, KM ROD. TO 050, KM 01 - TREVO Silo Graneleiro Ativo Ativo Presidente Kennedy Santa Rosa do Tocantins Santa Rosa do Tocantins Silvanópolis Silvanópolis Silvanópolis LOS GROBO CEAGRO DO BRASIL S.A. GRANULE EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA NOVAAGRI INFRAESTRUTURA DE ARMAZENAGEM E ESCOAMENTO AGRICOLA S/A FIAGRIL LTDA GRANULE EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA KAAM ARMAZÉNS GERAIS LTDA RODOVIA BR 153, Km 286 B, ZONA RURAL ROD TO 050 KM 161 S/N RODOVIA TO 050, Km 161 ZONA RURAL RODOVIA TO 262, ENTRONCAMENTO COM A BR 010 ZONA RURAL ROD TO 050 KM 116, S/N RODOVIA TO 050, Km 110 ZONA RURAL Bateria de Silos Bateria de Silos Bateria de Silos Graneleiro Ativo Ativo Ativo Ativo Graneleiro Ativo Bateria de Silos Ativo

116 106 Município Empresa Localização Produtos Silvanópolis Talismã Talismã Tocantinópolis Tocantinópolis NOVA AGRI INFRA- ESTRUTURA DE ARMAZENAGEM E ESCOAMENTO AGRÍCOLA S.A. AGROPECUARIA GUARANI LTDA AGROPECUARIA GUARANI LTDA ASA NORTE ALIMENTOS LTDA ASA NORTE ALIMENTOS LTDA Tocantinópolis ASA NORTE ALIMENTOS LTDA GRANULE Tupirama EXPORTADORA E IMPORTADORA LTDA NOVAAGRI INFRAESTRUTURA DE Tupirama ARMAZENAGEM E ESCOAMENTO AGRÍCOLA S.A. Fonte: SEAGRO/2014 RODOVIA TO 050, Km 116 ZONA RURAL ROD BR 153 KM FAZENDA APROZIVEL ROD BR 153 KM FAZENDA APROZIVEL AV N. SRA. DE FATIMA, Nº 3447-SETOR RODA AV N. SRA. DE FATIMA, Nº 3447-SETOR RODA AV N. SRA. DE FATIMA, Nº 3447-SETOR RODA rod. to 336 km 21 s/n Rodovia TO Km 21 ZONA RURAL Cap. de Produção (ton) Situação Graneleiro Ativo Bateria de Silos Convencional Ativo Ativo Convencional Ativo Graneleiro Ativo Bateria de Silos Ativo Graneleiro Ativo Graneleiro Ativo 6.8 Agricultura Familiar Um dos principais programas para o desenvolvimento dos agricultores familiares é o projeto compra direta, que adquire alimentos de agricultores familiares para atendimento das demandas de instituições públicas, principalmente escolas e hospitais. O gráfico abaixo apresenta a evolução do projeto compra direta no estado.

117 107 Programa de Aquisição de Alimentos , , , , , , , , ,00 0, * Qtde. de Produtos Fornecidos (kg) Recursos (kg) Figura 78 Programa de aquisição de alimentos Fonte: MDS Figura 79 Famílias de agricultores por categoria Fonte: MDS Figura 80 Número de comunidades Quilombolas no Tocantins Fonte: MDS

118 108 Crédito Fundiário O Programa Nacional de Crédito Fundiário - PNCF é uma política pública complementar à reforma agrária e seu principal objetivo é reduzir a pobreza rural, consolidar a agricultura familiar e melhorar a qualidade de vida no campo, dos trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra. É definido como um conjunto de ações que visam promover o acesso a terra e a investimentos básicos e produtivos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária em áreas inferiores a quinze módulos fiscais e propriedades que não sejam passíveis de desapropriação. Além desses recursos os beneficiários do PNCF podem acessar o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF); Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) e programas que auxiliam a comercialização da produção como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O PNCF é executado pelo Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) de forma descentralizada, em parceria com os governos estaduais, por meio de acordos de cooperação técnica e implantação da Unidade Técnica Estadual (UTE). É necessária ainda a participação dos movimentos sindicais de trabalhadores rurais e da agricultura familiar e dos Conselhos Estaduais, Regionais ou Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável que deverão atuar na elaboração dos planos de reordenação fundiária, planos de aplicação de recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária e na análise e aprovação das propostas de financiamento (MDA 2009). Até 2011 o Programa Nacional de Crédito Fundiário era responsabilidade do ITERTINS, que sediava a Unidade Técnica Estadual (UTE). Em 2011, o PNCF foi transferido para SEAGRO sendo necessário um levantamento minucioso de todos os documentos relacionados ao PNCF. Na ocasião foram detectadas várias irregularidades, denúncias no ministério público, devido a documentos de posse e diversos projetos abandonados sem vistorias e acompanhamento técnico. Dos projetos contratados, aproximadamente 70% estavam inadimplentes e, devido a essa realidade houve a paralização do programa. Em 2014 com uma equipe qualificada, com a construção de um maior envolvimento dos movimentos sociais,

119 109 principalmente os sindicatos dos trabalhadores rurais e a federação dos trabalhadores na agricultura, foi possível iniciar um processo de reestruturação do Programa no Estado. O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável - CEDRUS passa a ter papel fundamental no auxílio aos beneficiários, se envolvendo no processo de reestruturação do Programa. (Fonte: SEAGRO/2014). 6.9 Linhas de credito O sistema de crédito agrícola, a sua maior parte é feito pelo Banco do Brasil, principalmente na área de custeio, cooperativa de crédito do Siscoop, bancos privados principalmente no financiamento de maquinário e o Bradesco tem uma atuação forte neste segmento e pelas próprias companhias de comercialização, que atuam muito na negociação de vinculação futura de compra de produtos (soja). Como programa de incentivo de desenvolvimento da região norte é disponibilizado o FNO (Fundo Constitucional para Desenvolvimento da Região Norte), que é operacionalizado pelo BASA (Banco da Amazônia), com taxas abaixo dos no mercado e prazos mais longos. Para 2015, o recurso disponível para aplicação no estado é de R$ 877,2 milhões, destes R$ 557,41 milhões (64% do total) são para empreendimentos rurais como agricultura familiar, agricultura de baixo carbono, agropecuária, pesca e aquicultura e floresta. Os outros 319,79 (36% do total) são para empreendimentos não rurais. Veja a divisão no gráfico abaixo:

120 110 Figura 81 Meta aplicação do FNO no Estado do Tocantins 6.10 Central de Abastecimento A Central de Abastecimento de Hortifrutigranjeiros do Tocantins (CEASA) é um espaço organizado para concentrar a comercialização de hortaliças, frutas, leguminosas, raízes e ovos e tem o objetivo de apoiar o produtor na comercialização de seus produtos. Além do espaço físico, o Estado do Tocantins, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária, oferece a prestação de serviços ao setor rural, orientações fitossanitárias, orientação ao produtor na venda dos produtos. O CEASA comercializava, em 2011, em torno de toneladas/ano, porém esta comercialização vem apresentando uma queda de 23,1% se comparadas à comercialização de 2013, a qual atingiu toneladas/ano.

121 111 Figura 82 Volume Anual da Produção Comercializada (ton). Fonte: SEGRO/ Cooperativismo e Associativismo Figura 83 Total de cooperativas ativas do ramo agropecuário, em 2014 Fonte: OCB/2014

122 112 Figura 84 Números de cooperativas atuantes no Tocantins por ramo de atuação em termos percentuais, em Fonte: OCB Figura 85 Panorama das associações do estado do Tocantins Fonte: OCB 6.12 Assistência Técnica e Defesa Sanitária A assistência técnica e a extensão rural têm importância fundamental no processo de disseminação de novas tecnologias, geradas através da pesquisa, e de conhecimentos diversos essenciais ao desenvolvimento rural no sentido amplo e, especificamente, ao desenvolvimento das atividades agropecuárias, florestal e pesqueira. Com diretrizes para promover a organização das cadeias produtivas em bases sustentáveis e competitivas, contribui nos processos de geração e validação de tecnologias, interagindo com os produtores rurais. Com o incremento de estratégias de organização, inclusão socioprodutiva e inserção competitiva nos mercados da produção

123 113 familiar e promovendo mecanismos para garantir a sucessão geracional no campo, o Estado do Tocantins desenvolve este trabalho através da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (SEAGRO) em parceria a órgãos estaduais vinculados e outras instituições patronais. o SEAGRO Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária tem como missão promover o planejamento, gerenciamento e a coordenação geral das políticas voltadas para o setor agropecuário do Estado do Tocantins, normatizando, captando e difundindo tecnologias. Tendo em seu quadro um total de: Profissional Quantidade Engenheiros Agrônomos 40 Médicos Veterinários 15 Zootecnistas 10 Técnicos de nível médio 40 o RURALTINS O Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins - RURALTINS é o órgão oficial de assistência técnica e extensão rural, responsável pela prestação desses serviços ao público da agricultura familiar e pelo apoio ao desenvolvimento do setor agropecuário do Estado. É uma autarquia criada pela Lei n.º 20/89, de 21 de abril de 1989, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, que tem como missão: Contribuir de forma participativa para o desenvolvimento rural sustentável, centrado no fortalecimento da agricultura familiar, por meio de processos educativos que assegurem a construção do pleno exercício da cidadania e melhoria da qualidade de vida". O RURALTINS com suas Unidades Locais de Execução de Serviços - ULES tem atuação e abrangência em todos os municípios tocantinenses. Essas unidades locais são coordenadas e supervisionadas por 07 (sete) Escritórios Regionais, localizados nas cidades de: Araguatins, Araguaína, Miracema do Tocantins, Paraíso do Tocantins, Porto

124 114 Nacional, Gurupi e Taguatinga. O Escritório Central, sede da administração geral do órgão está localizado em Palmas, capital do Estado. Hoje 96 escritórios estão ativos, um quadro multidisciplinar contendo: Profissional Quantidade Assistente Social 41 Biólogo 04 Economista Doméstico 08 Engenheiros Agrônomos 102 Engenheiros Ambientais 20 Engenheiros Agrícolas 05 Engenheiros Agrimensores 01 Engenheiros de Alimentos 13 Engenheiros de Pesca 07 Engenheiros Florestais 05 Geólogo 02 Médicos Veterinários 54 Técnicos Agrícolas 26 Técnicos Agropecuários 90 Zootecnistas 27 o ADAPEC A Agência de Defesa Agropecuária desde que foi criada, em 10 de dezembro de 1998, trabalha para planejar, coordenar e executar a Política Estadual de Defesa Agropecuária do Tocantins. Com uma equipe de profissionais multidisciplinar, hoje é referência em sanidade animal e vegetal no país. Presente nos 139 municípios do Estado, contam ainda com 30 barreiras fixas, 18 barreiras volantes e 10 barreiras fluviais.

125 115 Organizada em: Locais Quantidade Escritório Central Sede em Palmas 01 Delegacias Regionais 11 Escritórios Locais 77 Escritórios Seccionais 62 Barreiras Fixas 30 Barreiras Volantes 18 Barreiras Fluviais 10 Inspetores Agropecuários (Veterinários 279 e Eng. Agrônomos) Fiscais Agropecuários 518 o SENAR Para ajudar a sanar a lacuna existente no Brasil na área de assistência técnica e extensão rural onde apenas 9,3% dos produtores rurais recebem visitas regularmente (Censo Agropecuário de 2006 do IBGE), o SENAR criou o Programa de Assistência Técnica e Gerencial, em Ao longo de 2014, foram realizados em Brasília pelo SENAR Central, seis cursos preparatórios de Gestão Técnica e Econômica de Propriedades Rurais, com ênfase na metodologia de AteG (Assistência Técnica e Gerencial), totalizando assim 21 instrutores qualificados no Tocantins. Esses profissionais são os responsáveis pela capacitação dos técnicos de campo na metodologia de assistência técnica e gerencial. O SENAR Tocantins disponibiliza de infraestrutura para atuar em todo o Estado, com escritórios regionais em Araguatins, Araguaína, Gurupi, Arraias e Paranã. Com uma metodologia diferenciada a assistência técnica do SENAR promove por meio da assistência gerencial a formalização das propriedades numa empresa rural.

126 116 Os profissionais do quadro da Coordenadoria de ATeG são: Profissional Quantidade Engenheiros Agrônomos 13 Médicos Veterinários 09 Zootecnistas 01 Técnicos Agrícolas 73 Gestor Ambiental 01 Técnicos Agropecuários RESULTADO VISITA DE CAMPO CADEIAS PRODUTIVAS DA SOJA E BIOENERGIA O objetivo de visitar a região de Pedro Afonso foi conhecer a cadeia produtiva da soja e cana-de-açúcar, a região foi desenvolvida a partir de um projeto de cooperação nipo-brasileira através do projeto PRODECER, que serviu de validador de tecnologias para o desenvolvimento da agricultura no Cerrado. 7.1 Produtores O PRODECER III, terceira etapa do Programa, teve início em 1996, e foi implantado nos municípios de Pedro Afonso (TO) e Balsas (MA), com o intuito de estabelecer um sistema de produção agrícola através do desenvolvimento, aplicação e aperfeiçoamento de técnicas agrícolas compatíveis com a região. Teve como meta, também, implementar um sistema de assentamento coletivo dirigido, tornando-se um modelo de desenvolvimento para a região do cerrado; buscando o desenvolvimento de novas tecnologias apropriadas as condições locais e seleção de culturas perenes e resistentes ao período da seca. Em Pedro Afonso, o PRODECER ocupou uma área de hectares, sendo divididos em 41 lotes, beneficiando 41 colonos que vieram de outras regiões do país. Destes 41 produtores, 25 continuam como proprietários e participantes do processo produtivo nas áreas originais do projeto.

127 117 Figura 86 Situação da ocupação dos lotes original do PRODECER Fonte: FAPTO Com relação aos plantios, atualmente a estimativa é que ha estejam ocupados com o plantio de cana-de-açúcar e de soja/grãos. Conforme gráfico abaixo: Figura 87 Situação da ocupação dos lotes originais do PRODECER Fonte: FAPTO A Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (COAPA) foi fundada em 27 de junho de 1998 para atender os produtores integrantes do Programa de Desenvolvimento dos Cerrados III (PRODECER III). Atende hoje a 128 cooperados e produtores de soja, e 132 cooperados da agricultura familiar, agrupados ou não em associações na região de Pedro Afonso, estendendo sua área de atuação para Bom Jesus do Tocantins, Tupirama,

128 118 Rio Sono, Guaraí, Fortaleza do Tabocão, Miracema, Santa Maria, Tocantínia, Itacajá, Itupiratins, Goiatins, Recursolândia e Centenário. A COAPA, através de seus cooperados, plantou soja em uma área de ha, possuindo a maior quantidade de soja do Estado, garantindo a seus cooperados um valor agregado na comercialização da soja e na negociação com fornecedores. Figura 88 Participação produção COAPA na região de Pedro Afonso Fonte: FAPTO A estimativa é que o custo de produção regional da soja seja de R$ 2.200,00, dividido conforme tabela apresentada, abaixo: Tabela 32 Custo de Produção hectare de Soja ano 2015 Custo de Produção - hectare de soja Descrição Custo % Sementes 300,00 14 Defensivos 450,00 20 Fertilizantes 600,00 27 Mão-de-obra 440,00 20 Maquinário/logística 410,00 19 TOTAL 2.200, Fonte: FAPTO

129 119 Observa-se que o gasto com fertilizante é o que representa maior índice com 27%, e com semente o menor com 14% segue abaixo gráfico comparativo entre os custos, representando os custos de produção apresentado nas entrevistas realizadas com produtores da COAPA: Figura 89 Custo de Produção hectare de SOJA ano 2015 Fonte: FAPTO A produtividade tida como meta do projeto inicial do PRODECER, e considerada na época muito ousada era de Kg de soja/ha, ou seja, 45 sacos/ha. A média da região, apresentada nas entrevistas é de 52 sacos/ha (3.120 quilos), um de 15% da média. Porém, alguns plantios já conseguiram uma produtividade de até 60 sacos/ha (3.600 kg). Figura 90 Análise produtividade por hectare de SOJA na Região Pedro Afonso Fonte: FAPTO

130 Revendas (sementes, defensivos e maquinarias) O nível tecnológico das máquinas e equipamentos dos produtores de soja de Pedro Afonso e região são altíssimos, igualando aos grandes centros produtores do país, e recebeu por parte dos produtores investimentos de modernização de frota nos últimos anos, já que a mecanização é uma alternativa para aumento de produtividade e falta de mão-de-obra, principalmente pela concorrência por profissionais imposta pela implantação da usina de etanol da Bunge na região, fato que obrigou o produtor a investir em maquinários. Estes equipamentos são adquiridos geralmente em feiras como a AGROTINS, já que é facilitado o credito. Na região existe uma rede de fornecedores que garante a assistência técnica para sua operação. Com relação às sementes, estima que 70% das sementes vem do próprio estado, da região de várzea de formoso, que por ter autorização de vazio sanitário é uma região produtora de semente e o restante, a maior parte, da região de formosa de Goiás. Segundo as entrevistas, cerca de 50% dos plantios utilizam sementes intactas que garantem uma produtividade maior, porém com um custo maior, na última safra o custo da semente intacta foi R$ 300,00/ha, enquanto que a semente convencional o custo foi de R$ 220,00/ha. Os defensivos são adquiridos de misturadoras de São Luiz do Maranhão e são transportados por carretas até Pedro Afonso, com um custo médio de R$ 450,00/ha. Já os fertilizantes são adquiridos das grandes multinacionais do segmento, com um custo de R$ 600,00/ha. Estes custos foram passados pela equipe de acompanhamento da COAPA. A COAPA possui uma loja de revenda e consegue atender seus cooperados com preços vantajosos, tendo em vista o aumento da quantidade negociado. Tabela 33 Principais fornecedores de Insumos na Região de Pedro Afonso REVENDA MUNICIPIO COAPA Pedro Afonso SONORA Pedro Afonso TARUMA Pedro Afonso CALTINS Araguaína FERTMAX Porto Nacional

131 121 REVENDA UNIGEL FOCO AGRO FERTILIZANTE TOCANTINS DICAL DISTRIBUIDORA DE CALCARIO SOAGRI NUTRIFOL CANAA MUNICIPIO Palmas Pedro Afonso Porto Nacional Guaraí Guaraí Guaraí Guaraí Fonte: FAPTO 7.3 Companhia de Armazenagem A região de Pedro Afonso possui 08 armazéns, com capacidade instalada de toneladas de soja. O armazém da COAPA tem capacidade para armazenar toneladas e como os outros armazéns, fazem os seguintes processos: recepção, classificação, pesagem, limpeza, secagem e armazenagem. O tempo máximo de permanência no silo é de 90 dias. O custo médio do processo de armazenagem é de R$ 25,00/t na região. Segue abaixo a relação dos armazéns da região. Tabela 34 Lista dos armazéns e silos cadastrados na Conab na região de Pedro Afonso ARMAZEM MUNICIPIO CAPACIDADE COAPA PEDRO AFONSO toneladas BUNGE PEDRO AFONSO toneladas FOCO AGRO PEDRO AFONSO toneladas NOVA AGRI TUPIRAMA toneladas MULTI GRAIN GUARAI toneladas ALGAR AGRO GUARAI toneladas FAZ. BOM RETIRO PEDRO AFONSO toneladas BUNGE GUARAI toneladas Fonte: CONAB

132 Companhia de Transporte O transporte da soja é feito por caminhões autônomos até ao terminal ferroviário de Palmeirante, com contratação direta entre produtores e caminhoneiros. A logística da produção até o armazenamento para secagem tem um raio médio de 50 km, e possuem custo no ponto mais distante, cerca de R$ 30,00/t e o mais próximo, R$ 10,00/t, tendo um custo médio R$ 22,00 para os cooperados da COAPA. A soja exportada é transportada dos silos/armazéns da região até o pátio de Palmeirante, a um custo entorno de R$ 30,00/t, é muito utilizado caminhões bitrem (caminhões com duas caçambas) que leva em média toneladas por viagem. Na volta o caminhão retorna com calcário. Do pátio a soja segue de trem pela ferrovia norte-sul até o porto de Itaqui no Maranhão, indo para o mercado externo. A empresa responsável pela operação logística da ferrovia é a VLI, empresa especializada em operações logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, e alcançou no fim de agosto uma marca inédita quanto à movimentação de grãos no Terminal Integrador (TI) Palmeirante. Somente nos oito primeiros meses deste ano, os trens que partiram da unidade operacional transportaram toneladas de soja e milho. Em julho, a estrutura, que realiza o armazenamento e o transbordo desses produtos, já havia conseguido superar o volume total carregado em todo o período de 2014, com toneladas contra as movimentadas no ano anterior. Para manter o fluxo operacional, entre janeiro e agosto deste ano, o terminal recebeu grãos transportados por caminhões que saíram dos estados do Tocantins, Mato Grosso, Piauí e Bahia. Durante o mesmo período, vagões foram carregados, possibilitando a formação de 139 composições ferroviárias. Com destino à exportação, os produtos são levados para o Porto do Itaqui, na capital maranhense, pelos trilhos da Ferrovia Norte Sul, passando pelo corredor logístico Centro-Norte. O terminal está localizado na cidade de Palmeirante, no Tocantins, região promissora para o crescimento da produção agrícola. A estrutura de 12 mil m² conta com dois tombadores de carretas, dois silos com capacidade para armazenar 6 mil toneladas cada e uma tulha com capacidade de carregamento de mil t/h. No mesmo Estado, a VLI está investindo na construção de mais dois terminais de transbordo e armazenagem de grãos: um também em Palmeirante e outro no município de Porto Nacional.

133 123 Quanto à navegação, estão sendo realizados estudos no estado para comprovar a viabilidade técnica e econômica da navegação do rio Tocantins (trecho do município de Peixe a sua foz), do rio Araguaia e do rio das mortes. Se comprovado a viabilidade técnica e econômica, é necessária no caso do rio Tocantins a construção de eclusas no Rio Tocantins. Por ser a primeira região do cerrado que desenvolveu a produção de grãos no estado, as regiões de Pedro Afonso, com seus produtores e empresas, provocaram uma discussão sobre a melhoria logística no Estado. Isto fez com que decisões governamentais fossem tomadas de forma definitivas ou que ainda estejam em planejamento. Citando que já foi feito uma experiência de navegação pela COAPA, levando soja de Pedro Afonso até Aguiarnópolis, uma espécie de manifesto para chamar atenção dos governos da importância que a logística tem sobre a produção. 7.5 Trader (exportadores) O destino da soja é 85% para o mercado externo, principalmente para a ASIA e EUROPA e 15% para o mercado interno. O vendido para o mercado interno consegue um valor melhor, porém é necessário esperar o tempo certo de venda, e as vezes o produtor precisa fazer a venda para honrar compromissos. As principais exportadoras na região são: (1) BUNGE ALIMENTOS A empresa adquire, anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de grãos, entre soja, milho, trigo, caroço de algodão, sorgo e girassol e se relaciona regularmente com clientes de todos os continentes. A Bunge é a maior exportadora do agronegócio brasileiro e destaca-se também como a maior compradora e esmagadora de soja do Brasil. (site:

134 124 (2) CARGIL Considerada uma das principais empresas do segmento, investe continuamente no comércio, processamento e na exportação de grãos e outras commodities. A comercialização é feita de forma integrada por terminais portuários, unidades processadoras, armazéns e escritórios de compra localizados nos maiores centros produtores. Os negócios estão concentrados na cadeia de suprimento de grãos e oleaginosas produção de óleos brutos, degomado, refinado e envasado, além de farelos. Atua também na comercialização de açúcar, exportação de álcool e nas operações de compra e venda de algodão. ( ). (3) MULTIGRAIN A MULTIGRAIN está entre as maiores exportadoras de soja do Brasil e mantém parcerias estratégicas com consumidores finais, no mercado interno, e também fazendo comercialização e venda do produto nos principais mercados da Europa e Ásia. A Multigrain produz diretamente do campo, através de uma malha de aproximadamente agricultores situados nos principais estados produtores como: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Tocantins, São Paulo, Paraná e Bahia. (site: multigrain.com.br). (4) ABC ALGAR A Algar Agro, pertencente ao Grupo Algar, é uma companhia brasileira de capital fechado que atua no mercado de soja desde Possui uma infraestrutura física com 17 armazéns e 1 transbordo localizados estrategicamente próximos às áreas de originação de grãos e duas unidades de processamento de soja. Além da produção, do processamento e da comercialização de soja nos mercados interno e externo, tem como produtos-âncora, de fabricação própria, o óleo de soja ABC, líder de vendas no estado de Minas Gerais, e o farelo de soja RaçaFort. O mix de produtos alimentícios voltado ao varejo também contempla azeite de oliva, extrato e molho de tomate, todos com a marca ABC. (site:

135 125 (5) CGG Trading O Grupo CGG foi criado em 2010 por empreendedores brasileiros, com mais de 30 anos de experiência no agronegócio. Hoje, atua na produção, comercialização e logística de commodities agrícolas de forma integrada. Emprega 622 colaboradores diretos, distribuídos em 31 filiais no Brasil, Argentina, Austrália, China, Estados Unidos e Holanda. Exportadora brasileira com vendas em torno de U$ 1,2 bilhão no ano de 2014 movimenta um volume de 3,3 milhões de toneladas de grãos e tem acesso direto aos principais mercados internacionais com ênfase na Asia. (site: Agroindústrias (Usinas) A usina de cana-de-açúcar Bunge de Pedro Afonso é a agroindústria que mais causou impactos econômicos na área agrícola no Estado do Tocantins, inaugurada em 21 de julho de 2011, considerada a primeira unidade GREENFIELD e a oitava usina produtora de açúcar e bioenergia de empresas no Brasil. Com investimentos totais da ordem de R$600 milhões e capacidade inicial de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, a nova usina utiliza o que há de mais moderno em tecnologia, realiza plantio e colheita totalmente mecanizados, além de aproveitar integralmente o bagaço da cana para a produção de energia elétrica, processo conhecido como cogeração que começou neste ano de Quanto à cana-de-açúcar em 2013, a área colhida de cana-de-açúcar foi de 22,3 mil ha, tendo uma moagem de mil toneladas de cana e uma produção de 173 mil litros de etanol. Localizada em um terreno de 94 ha na zona rural do município de Pedro Afonso, a unidade produz álcool combustível e energia elétrica de alta eficiência, a partir do processamento industrial da cana-de-açúcar e tem capacidade para produção de açúcar, que não ocorre por questões de mercado. O processo produtivo da usina ocorreu em duas fases: na primeira, a produção foi 100% voltada para o etanol, para o atendimento do mercado interno e exportações, na segunda seria a produção de açúcar e energia, sendo concretizada até o momento a produção de energia.

136 126 A usina Pedro Afonso consolidou uma joint venture entre a Bunge e a empresa de capital japonês Itochu, uma das principais tradings globais do Japão. Nessa iniciativa, 80% dos recursos financeiros foram investidos pela Bunge e 20% pela Itochu. A usina Pedro Afonso tem capacidade para produzir 180 Gwh por ano de energia e, a unidade poderá contribuir para o fornecimento de energia elétrica do estado do Tocantins. Foram investidos mais de 20 milhões de dólares no processo de cogeração, que consiste na queima do bagaço da cana (resíduo da produção) para gerar energia elétrica. Uma parte desta energia será utilizada internamente para operar a usina, ou seja, a unidade é autossuficiente energeticamente. Outra parte poderá ser disponibilizada ao sistema elétrico nacional, com capacidade para abastecer uma cidade de até 300 mil habitantes. A construção da usina Pedro Afonso teve início em janeiro de 2009 e em julho de 2010, a unidade já havia iniciando a operação em caráter experimental. Desde maio deste ano, a usina está em plena atividade. O plantio do canavial teve início em julho de 2007, com um viveiro de mudas em 237 ha. Hoje, são mais de 34 mil ha de cana-deaçúcar na região. Em parceria com centros de pesquisa, a Bunge se dedicou também à inovação ao desenvolver variedades de cana-de-açúcar especificas para o clima e o solo da região. Alinhada com os princípios de sustentabilidade do grupo Bunge, a unidade realiza coleta seletiva e os resíduos do processo industrial (vinhaça e resíduos sólidos de limpeza da cana) são totalmente aproveitados na fertirrigação do canavial. De toda a área plantada, 5 mil ha são irrigados, incluindo o maior pivô de irrigação do mundo, com mais de metros de extensão para atingir uma área superior a 500 ha. Além disso, a Bunge, por meio da Fundação Bunge, já está implantando em Pedro Afonso e nos municípios do entorno (Tupirama e Bom Jesus do Tocantins) o programa Comunidade Integrada, que apoia o desenvolvimento de projetos sustentáveis na região, focados no relacionamento com a comunidade, no fortalecimento da gestão pública e no apoio ao desenvolvimento humano e social. 7.7 Logística do transporte de álcool O transporte da cana-de-açúcar e todo feito por uma empresa contratada da indústria BUNGE a RODES Engenharia e transportes, contratada da usina desde a

137 127 construção da usina Criada em função da demanda de transporte local, opera com capacidade de toneladas dia, emprega diretamente 230 funcionários. O transporte de lt/dia álcool produzido pela agroindústria são armazenados e removidos por caminhões tanque da própria Bunge até um ponto de transferência para os vagões da transportadora VLI, na ferrovia norte sul a 47 km da fábrica onde e transportado até o porto de Itaqui no maranhão. 7.8 Agroprocessadoras (esmagadora Porto Nacional) O início da agroindústria na cadeia produtiva da soja foi dado à empresa Granol, instalada em Porto Nacional, a 66 km de Palmas e 250 km de Pedro Afonso. A indústria foi instalada em 2013, na compra de uma planta já existente de Biodiesel e está em processo de finalização da obra da esmagadora, com previsão de operar na próxima safra 2015/2016. O Biodiesel produzido em torno de 360 m 3 /dia abastecerá os mercados nas regiões norte e nordeste. A soja usada para a produção do óleo é comprada dos produtores do Estado. Com a esmagadora a GRANOL vai atuar no recebimento, esmagamento de soja e venda de farelo e óleo. Para fazer o armazenamento do grão foram instaladas cinco unidades nas cidades de Porto Nacional, Figueirópolis, São Valério da Natividade, Marianópolis do Tocantins e Aguiarnópolis. Estas unidades servirão para abastecer a esmagadora do estado e até mesmo de outros estados. A esmagadora de soja terá capacidade para processar 2,5 t/dia. Parte da produção abastecerá o mercado interno e a outra parte será exportada. Está previsto a geração de 350 empregos diretos. No estado a vinda da esmagadora é vista como oportunidade de geração de emprego, receita, impulsionar o comércio e incentivar outros empreendimentos na região. Vantagens também para o produtor, que terá opções de venda e local de armazenagem. A empresa foi atraída pela capacidade de produção de soja do Tocantins, e um dos principais desafios é a falta de mão-de-obra especializada. No início da obra teve que importar mão-de-obra e a intenção é empregar pessoas do local, para isto estão investindo em capacitação de pessoal, em parceria com a Prefeitura e outros órgãos.

138 Instituições de apoio As principais instituições de apoio ao desenvolvimento do agronegócio na região apontado e suas contribuições: Lista de instituição de apoio/entrevista: Embrapa IFTO Instituições Contribuições Pesquisa e Desenvolvimento Pesquisa e Desenvolvimento UFT SESI SENAR SEBRAE GOVERNO DO ESTADO/SEAGRO SISCOOP FUNDAÇÃO BUNGE Prefeitura/Secretaria agricultura Pesquisa e Desenvolvimento Capacitação Capacitação Capacitação Fomento e desenvolvimento Capacitação Apoio social Fomento e desenvolvimento Fonte: FAPTO 7.10 Resumo e Conclusões O PRODECER, na região de Pedro Afonso é considerado um projeto que cumpriu seus objetivos de desenvolver e criar uma agricultura na região de cerrado no Estado do Tocantins. O projeto apresentou ganhos nas áreas de desenvolvimento de tecnologia, nos aspectos sociais e econômicos, na melhoria da infraestrutura de logística, educacional e de saúde. O projeto é considerado o grande difusor de tecnologias de produção de grãos e cana-de-açúcar para outras regiões do estado, sendo uma espécie de campo avançado de adequação e geração de tecnologia. Nos aspectos sociais e econômicos, a região apresentava um esvaziamento populacional, por falta de oportunidades de emprego e renda, com o projeto a produção agrícola promoveu o aumento da renda per capita, o aumento e a vinda de pequenas e grandes companhias, promovendo a necessidade de mão-de-obra, que precisou ser mais qualificada e melhor remunerada, criando um ciclo virtuoso social e econômico.

139 129 Outros ganhos apontados foram na infraestrutura, a produção fez a necessidade de implantação de uma estrutura rodoviária melhor, sendo asfaltada trecho entre as cidades e também a construção da ponte sobre o rio Tocantins que liga a cidade de Pedro Afonso a BR-153, e no caso da ferrovia utilizando-se do pátio modal de Palmeirante e Guaraí. Novas escolas foram instaladas, entre elas a Escola Tecnica Federal e também uma rede de saúde melhorada. Enfim, apesar de problemas na implantação do projeto, o projeto conseguiu reverter uma questão socioeconômica de estagnação e promover a produção de alimentos e bioenergia, gerando novas oportunidades de emprego e renda.

140 RELATÓRIO FOTOGRÁFICO PEDRO AFONSO E VIZINHANÇA Sr. Benjamin hikokuro baba, produtor rural de Pedro Afonso. Outubro de Sr. José Edgar de castro, produtor rural de Pedro Afonso. Sr. Fernando Gradin, proprietário Sonora peças e implementos agrícolas, Pedro Afonso Sra Taise Ferreira da Cruz, gerente do armazém Foco Agro, Pedro Afonso.

141 131 Sra Sueli Miranda Moreira,secretaria do armazém da Bunge, Pedro Afonso Sr. Ricardo khoury, presidente COAPA Sr. Edmar Paiva, consultor agrícola de plantios de soja Sra. Maria Silvana, Agente de desenvolvimento

142 132 Área descanso fazenda brejinho lote 2 PRODECER Sr. Edmar Paiva, consultor agrícola de plantios de soja Seringueira fazenda brejinho lote 2 Prodecer Sr. Jairo Mariano, prefeito da cidade de Pedro Afonso

143 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Associação Dos Exportadores De Frango (ABEF). Disponível em: Acesso em: 20 nov ABIEC - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (2015) [email protected] Perfil Da Pecuária Do Brasil. ARCO Associação Brasileira De Criadores De Ovinos. Disponível em: Acesso em: 16. Nov EMBRAPA (2014) - Boletim De Pesquisa e Desenvolvimento - Diagnóstico da cadeia produtiva da piscicultura no estado de Tocantins - Embrapa Pesca e Aquicultura Palmas, TO. EMBRAPA (2015) - Sistemas De Produção. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária-Disponível em: Acesso em: 28. Nov FAO Organização Das Nações Unidas Para Agricultura E Alimentação. Estatísticas FAO, Disponível em: FARMPOINT. <Disponível em Acesso em: 24 de nov IBGE (2013). Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2000 a Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Rio de Janeiro, Rio de Janeiro IBGE- Anuário Estatístico Do Brasil Volume 71. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário Disponível em: Acesso em: 26 de nov IBGE (1990 a 2014). Produção Agrícola Municipal - Levantamento Sistemático da Produção Agrícola Disponível em Acesso em: nov IMAZON (2010). Fatos Florestais da Amazônia Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (IMAZON). Belém, Pará SEAGRO (2014). Relatório das atividades executadas 2011 a Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (SEAGRO). Palmas, Tocantins

144 134 SEAGRO (2012). Diagnóstico: Florestas Plantadas no Estado do Tocantins. Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário. Palmas, Tocantins. Março SEBRAE (2014). Mapeamento florestas plantadas do Estado do Tocantins 2013/2014. Serviços Brasileiros de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Palmas, Tocantins SEPLAN (2012a). Atlas do Tocantins: Subsídios ao Planejamento da Gestão Territorial. Secretaria do Planejamento e da Modernização da Gestão Pública do Tocantins. Palmas, Tocantins. Maio SEPLAN (2012b). Mapeamento das Regiões Fitoecológicas e Inventário Florestal do Estado do Tocantins: Regiões Fitoecológicas do Tocantins. Secretaria do Planejamento e da Modernização da Gestão Pública do Tocantins. Palmas, Tocantins MAPA Ministério Da Agricultura, Pecuária E Abastecimento. Disponível em: < Acesso em: 17 nov MAPA/ACS, Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Anuário estatístico da Agroenergia Secretaria de Produção e Agroenergia. União Brasileira Dos Avicultores (UBA). Disponível em: Acesso em: 21 de nov SEAGRO (29/06/2011) - Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Tocantins. Disponível em: Acesso em: 15 nov SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Informações de Mercado sobre Caprinos e Ovinos. Relatório Completo. Série Mercado. Disponível em: < Acesso em: 15 nov

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