DOENÇAS RELACIONADAS COM ALIMENTOS
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- Diogo Vieira da Fonseca
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1 COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA SAÚDE Segurança dos Alimentos Do campo à mesa Temos todos um papel a desempenhar DOENÇAS RELACIONADAS COM ALIMENTOS ALGUMAS CONSIDERAÇÕES Maria da Luz de Lima Mendonça Médica Mestre em Saúde e Desenvolvimento Especialista em Saúde Pública Especialista em Medicina do Trabalho Praia, 7 de Abril de 2015
2 DOENÇAS RELACIONADAS COM ALIMENTOS Estão incluídas as que são transmitidas por ingestão de alimentos (contaminados ou por maus hábitos alimentares) ou por água contaminada. Têm uma elevada morbilidade tanto em países de baixa como de alta renda Podem ser uma das importantes causas de mortalidade sobretudo se atingirem determinados grupos (crianças pequenas, grávidas, imunodeprimidos) A incidência real das doenças transmitidas pelos alimentos não é conhecida.
3 Nos EUA estima-se que cerca de 2/3 das mortes anuais estejam relacionadas com alimentação desequilibrada (rica em calorias, gorduras, e álcool e pobre em fibras) correspondendo as doenças relacionadas com a alimentação as 5 da 10 principais causas de morte. Assim, a qualidade dos alimentos vai muito além da sua segurança a curto prazo (toxinfecções alimentares), incluindo a "segurança alimentar a longo prazo relacionada com as doenças crónicas não transmissíveis relacionadas com a alimentação.
4 PRINCIPAIS FONTES DE CONTAMIINAÇÃO DOS ALIMENTOS E DA ÁGUA A contaminação pode ocorrer Durante a sua produção, Preparação, Armazenamento, Manipulação Exposição, Venda e consumo. Captações Armazenamento Aduções Embalagem Distribuição Utilização
5 CLASSES DE RISCOS (APPCC) Biológicos - provenientes da matéria-prima, do ambiente e das pessoas, durante o seu processamento e em todas as etapas, até a mesa do consumidor. Químicos - ocorre desde a produção da matéria-prima até a mesa do consumidor e ingestão do alimento. Físicos - materiais estranhos podem ser considerados um perigo à segurança do alimento Classificação de acordo com APPCC (Análise de Perigos e Definição de Pontos Críticos de Controlo) para garantir a segurança dos alimentos
6 BIOLÓGICOS Microrganismos Efeitos diretos (bactérias, vírus e protozoários). Efeitos indiretos (toxinas) Bactérias salmonela, Shigella, vibrio cholerae Vírus rotavírus, vírus da hepatite A, vírus da poliomielite Parasitas e protozoários (protozoários: Entamoeba hystolítica, giardia lamblia, plasmodium; helmintas: ascaridiase) Contaminação fecal-oral ou alimentos mal confeccionados
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8 QUÍMICOS Agudo intoxicações agudas crónico - substâncias carcinogénicas e aquelas com efeitos acumulativos (metais como o mercúrio). Ex. Resíduos de material de limpeza Resíduos de pesticidas Metais tóxicos Nitratos (fertilizantes) Resíduos veterinários (hormonas, antibióticos...)
9 FÍSICOS Vidros e seus fragmentos Pedras Fios de cabelo Pregos...
10 EXEMPLOS DE DOENÇAS Parasitas: Agente de doença Giardíase giardia lamblia Amebíase ameba histolytica Ascaridíase áscaris lumbricoides Bactérias: Febre tifoide Salmonella Shiggelose Shigella Cólera Vibrio cholera Vírus: Rotavírus Ébola (1ºs casos foram associados ao consumo de carne contaminada de animais da floresta) Fluorose (alterações da qualidade química da água) Metemoglobina Substâncias introduzidas nos cursos de água por certos adubos, pesticidas, resíduos industriais Cancros
11 SITUAÇÃO SANITÁRIA DOS ALIMENTOS EX. PRAIA produtos alimentares obtidos através de sistemas de produção não controlados, Transporte de alimentos (carnes, peixes,...) não adequados Condições de abate de animais clandestinos sem vigilância Pouca responsabilização do consumidor Mercados de produtos alimentares com pouca capacidade e mal distribuídos Mercados municipal da Praia com deficientes condições de higiene e saneamento Venda de produtos alimentares em lugares públicos não apropriados e não autorizados Vendedeiras não respeitam normas de manuseamento dos alimentos
12 SITUAÇÃO SANITÁRIA DOS ALIMENTOS EX. PRAIA Alimentos importados e em mau estado de conservação Alimentos com prazos de validade vencidos produtos alimentares expostos e vendidos no chão, Monitorização da qualidade da água (?) e dos alimentos, tratamento inadequado ou não tratamento de grande parte de águas residuais que são utilizados nas regas Não aplicação das Boas Práticas Agrícolas Escassez de dados diretamente relacionados com a falta de informação, multicausalidades das patologias relacionadas com os alimentos e a água, pouca cultura de investigação epidemiológica e fraca ou ausência de respostas laboratoriais, entre outras causas.
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20 CABO VERDE insegurança e vulnerabilidade alimentar devido à pobreza (?), ao pouco conhecimento dos riscos relacionados com a contaminação dos alimentos e água, falta de higiene e desconhecimento/não cumprimento das normas/boas práticas alimentares, a falta de fiscalização eficaz da qualidade alimentar... Grande incidência de doenças relacionadas com a ingestão de água e alimentos contaminados o que faz com que ainda estejamos com braços com doenças da primeira era da saúde pública e persistimos na transição epidemiológica
21 IMPACTO ECONÓMICO DAS DOENÇAS Custos individuais para o doente Despesas com cuidados de saúde Custos para a família Custos para a sociedade Perdas de produtividade 21
22 MEDIDAS/RECOMENDAÇÕES O combate desses problemas de saúde requer um conjunto de estratégias eficazes que englobem diferentes setores do governo e da sociedade civil, que são corresponsáveis pela promoção de práticas alimentares saudáveis. Aposta na higiene alimentar com implementação de regras práticas com o objectivo de promover e proteger a saúde e prevenir a doença, evitando a degradação dos alimentos e prevenindo qualquer risco para a saúde pública.
23 MEDIDAS/RECOMENDAÇÕES Promover um sistema de vigilância das doenças provocadas por alimentos e água controlar as doenças, através da identificação e retirada do mercado dos alimentos contaminados, identificação e correcção de falhas no processamento e manipulação dos alimentos, identificação e tratamento de portadores sãos e doentes e conhecimento da epidemiologia das toxinfecções alimentares. Relativamente ás doenças crónicas não transmissíveis essa vigilância passa por adoção de hábitos e estilos de vida saudáveis dando ênfase a alimentação equilibrada, completa e variada.
24 MEDIDAS/RECOMENDAÇÕES Água - há necessidade de fazer a implementação de programas e projetos virados para a monitorização da qualidade da água nas suas várias vertentes incluindo a avaliação e gestão dos riscos para a saúde, protecção dos recursos hídricos, adequação dos tratamentos da água destinada ao consumo humano, com códigos de boas práticas, responsabilidade do consumidor com uma visão de promoção da saúde e atitude preventiva Como preconiza a OMS: a segurança alimentar é uma questão transversal e de responsabilidades partilhadas incluindo os setores de saúde, agricultura, negócios, comércio, meio ambiente, ensino superior, centros de pesquisa e de investigação, regulação e o CONSUMIDOR 24
25 RECOMENDAÇÕES DA OMS Promover a sensibilização e a compreensão do público em geral sobre as questões da segurança sanitária dos alimentos Projectar campanhas educacionais dirigidas aos consumidores e manipuladores de alimento Estimular a colaboração multi-sectorial para se alcançar sistemas de alimentação que sejam sólidos e duradouros Encorajar uma colaboração mais estreita entre os vários sectores envolvidos na área de alimentação (agricultura, saúde humana, saúde animal, comércio, turismo, etc) para fortalecer a prevenção, o controle e a resposta às doenças causadas por alimentos infectados Promover um envolvimento apropriado de todas as partes interessadas Ensinar as boas práticas saudáveis às pessoas nas suas comunidades Fazer escolhas inteligentes/seguras
26 PESQUISA BIBLIOGRÁFICA Lúcio Meneses de Almeida- Saúde Pública e Risco Alimentar: Algumas Considerações 22 Anamnesis Vai. 14, N.o 141 Imagens de mercado da Praia acedido a 4 de Abril de 2015 em abo+verde&biw=1242&bih=606&noj=1&site= OMS: Sua comida é Segura? Do campo para a mesa obtendo alimentos seguros: 7 de Abril de 2015
27 Muito obrigada pela vossa atenção
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