Combate ao desperdício alimentar
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- Malu Gomes Bandeira
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1 Combate ao desperdício alimentar
2 Combate ao desperdício alimentar Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), anualmente são desperdiçadas 1,3 mil milhões de toneladas de alimentos em todo o mundo, num momento em que existem 925 milhões de pessoas em risco de subnutrição. Deste desperdício, 54% ocorre na fase inicial da produção alimentar, na manipulação póscolheita e na armazenagem, e os restantes 46% ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo. Para além das perdas económicas, o desperdício alimentar gera também impactes nos recursos naturais: consequências ao nível do clima, do uso da água e do solo e da biodiversidade. Também segundo a FAO os alimentos produzidos mas não consumidos anualmente, utilizam um volume de água equivalente ao caudal do rio Volga na Rússia e são responsáveis pela emissão de 3,3 mil milhões de toneladas de gases com efeito estufa na atmosfera ao longo de toda a cadeia de valor. Desde 2012 que o Grupo Jerónimo Martins tem vindo a implementar um conjunto de ações para evitar o desperdício alimentar, complementando a sua estratégia de minimização da pegada ambiental. Uma das primeiras medidas adotadas foi a doação de produtos que, apesar de se aproximarem da data de validade, se encontram aptos para consumo, obedecendo aos critérios de qualidade e segurança alimentar. Só em 2014, mais de 95% das lojas de distribuição alimentar do Grupo em Portugal (lojas Pingo doce e Recheio) doaram o equivalente a mais de 14 milhões de euros em produtos, na sua maioria alimentares, para recolha por cerca de 600 instituições de apoio social espalhadas por todo o país. Adicionalmente, em 2014, Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar, o Grupo Jerónimo Martins implementou um conjunto de outras ações que permitiram aprofundar o seu compromisso nesta área. A incorporação de fruta e vegetais não calibrados na cadeia de valor, assim como a divulgação de receitas para a reutilização de sobras alimentares na revista Sabe Bem são alguns exemplos. Também internamente as campanhas de comunicação sob o tema Fighting Food Waste on All Fronts tiveram como objetivo sensibilizar os colaboradores para o combate ao desperdício alimentar.
3 Menos desperdício, mais produção e preços mais baixos Na área de abastecimento e envolvimento com os fornecedores, o Grupo iniciou a incorporação, em Portugal, de produtos não calibrados fruta e vegetais não normalizados, mas com qualidade para consumo nas receitas de take-away do Pingo Doce, nos produtos de vegetais prélavados e cortados para saladas e sopas do Pingo Doce e Recheio, e na comercialização a um preço inferior nas lojas Recheio, proporcionando aos seus clientes a possibilidade de incorporar estes produtos nas suas próprias cadeias de valor. quantidades, o que lhes permite um encaixe financeiro adicional. A incorporação de produtos não calibrados evitou mais de toneladas de resíduos alimentares em Na área da logística e operações, o Grupo investiu em estratégias just-in-time e na otimização das rotas de distribuição para garantir a frescura máxima e reduzir o desperdício alimentar na cadeia de abastecimento. Em Portugal, a revista Sabe Bem, distribuída nas lojas Pingo Doce, apresenta uma rubrica com receitas dedicadas à redução do desperdício alimentar, providenciando um conjunto de dicas para conservação e reaproveitamento de alimentos. Ao longo de 2014, foram também realizadas diversas ações de sensibilização junto dos consumidores nas lojas Pingo Doce e Recheio, como por exemplo, a distribuição de panfletos com dicas para o aproveitamento de alimentos junto dos consumidores do Pingo Doce e a colocação de posters nas lojas Recheio. Anteriormente, e uma vez que não lhes era atribuído qualquer valor económico, os produtos não calibrados não entravam na cadeia de abastecimento. Com o interesse do Grupo por este tipo de produtos, os fornecedores começaram a vender maiores No global, entre os produtos recolhidos pelas instituições de solidariedade e a utilização de produtos não calibrados, o projeto assegurou o aproveitamento de cerca de toneladas de produtos. No futuro, o objetivo é melhorar estes
4 indicadores e replicar a iniciativa noutras geografias onde o Grupo está presente, como é o caso da Polónia e da Colômbia. Apesar da replicabilidade a novas realidades, os maiores desafios na implementação deste projeto, seja qual for o contexto, são: a identificação de instituições de solidariedade nas imediações das lojas que cumpram um conjunto de requisitos de funcionamento; a recolha dos produtos alimentares em loja e sua triagem e armazenamento de modo a garantir que obedecem a critérios de qualidade e segurança alimentar; e o estabelecimento de parcerias com fornecedores no sentido de comercializarem produtos não calibrados. Em Portugal, o projeto mobiliza os fornecedores do Grupo, mais de colaboradores do Pingo Doce e Recheio, cerca de consumidores que visitam as nossas lojas diariamente e mais de 600 instituições de solidariedade social envolvidas. Jerónimo Martins Jerónimo Martins é um Grupo internacional com sede em Portugal e que atua no ramo da distribuição alimentar. Em 2014, o Grupo Jerónimo Martins alcançou vendas de 12,7 mil milhões de euros, um EBITDA de 733 milhões de euros e empregava um total de colaboradores. O Grupo Jerónimo Martins gere insígnias fortes nos mercados onde atua: através das cadeias de supermercados (Pingo Doce) e cash & carry (Recheio) em Portugal, das lojas discount na Polónia (Biedronka) e das de proximidade na Colômbia (Ara). O Grupo procura gerir de forma equilibrada a relação entre a necessária prosperidade económica e o contributo ativo para o desenvolvimento social e a preservação ambiental nas regiões onde marca presença. O Grupo está, por isso, comprometido com a criação de valor para além do curto prazo e com a melhoria contínua da capacidade de satisfazer as necessidades presentes de uma forma que permita às gerações futuras virem também a poder satisfazer as suas.
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