FATEC FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS RENATO KAZUO KONISHI STEPHEN MAKIYA RIBEIRO

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1 1 FATEC FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS RENATO KAZUO KONISHI STEPHEN MAKIYA RIBEIRO BANCO DE DADOS GEOGRÁFICOS: UMA SOLUÇÃO DE BAIXO CUSTO PARA EMPRESAS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 2009

2 2 RENATO KAZUO KONISHI STEPHEN MAKIYA RIBEIRO BANCO DE DADOS GEOGRÁFICOS: UMA SOLUÇÃO DE BAIXO CUSTO PARA EMPRESAS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE Trabalho de graduação apresentado à Fatec de São José dos Campos, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de Tecnólogo em Banco de Dados Orientador: Prof. Carlos Augusto Lombardi Garcia SÃO JOSÉ DOS CAMPOS 2009

3 3 RENATO KAZUO KONISHI STEPHEN MAKIYA RIBEIRO BANCO DE DADOS GEOREFERENCIAL: UMA SOLUÇÃO DE BAIXO CUSTO PARA EMPRESAS DE PEQUENO E MÉDIO PORTE Trabalho de graduação apresentado à Fatec de São José dos Campos, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título do título de Tecnólogo em Banco de Dados Orientador: Prof. Carlos Augusto Lombardi Garcia Fabiano Morelli - Doutor em Ciências Rogério Marinke - Especialista Carlos Augusto Lombardi Garcia - Mestre / / DATA DE APROVAÇÃO

4 4 AGRADECIMENTOS Agradecemos ao professor Carlos Garcia, pelo apoio e encorajamento contínuos na pesquisa, aos professores Fernando Masanori, Giuliano Bertoti e Rogério Marinke, pelos conhecimentos transmitidos, e a nossa família pelo apoio e compreensão nos momentos em que estivemos ausentes.

5 5 Só sei que nada sei. Platão

6 6 RESUMO O poder do consumidor sobre as empresas nunca foi tão intenso como nos tempos atuais. Com o advento de novas tecnologias, proporcionam-se novos meios para aumentar a satisfação dos consumidores. No cenário das empresas, aquele que utiliza tecnologia para tomadas de decisões conquista clientes. Afinal, fazer com que bens materiais ou serviços cheguem ao instante certo, nos lugares exatos e na condição desejada é um verdadeiro obstáculo a ser enfrentado. Devido à importância que os dados espaciais ocupam na atividade de tomada de decisão, o Sistema de Informação Geográfica (SIG) possibilita inúmeras aplicações a partir da utilização de dados geograficamente referenciados para resolução de problemas de localização. O SIG é um sistema que permite capturar, modelar, manipular, recuperar, consultar, analisar e apresentar dados geograficamente referenciados. No mercado imobiliário, o SIG pode ser aplicado em pontos comerciais ou industriais, na identificação do potencial de vendas das diferentes regiões, e na identificação para melhor imóvel para o cliente. O objetivo desse trabalho é prover uma solução SIG de baixo custo para ser utilizada por empresas, em particular as pequenas e médias do setor imobiliário, para realização de novos negócios. Palavras-chave: SIG, Small SIG, Baixo custo, Banco de dados geográfico.

7 7 ABSTRACT The power of the consumer above the companies has never been as intense as in modern times. With the advent of new technologies, new means are provided to increase consumer satisfaction. In the companies context those that use information technology for strategic planning have succeed in conquest new customers. This is because get the material goods or services been delivered in the right moment; in the right place; and the desired condition is a real obstacle that overcomes. Due to the importance of spatial data have in the decision making activity, the Geographic Information System (GIS) enables many applications to use geo-referenced data for solving location problems. The GIS is a system that allows you to capture, model, manipulate, retrieve, query, analyze and display geographically referenced data. In the housing market, the GIS can be applied in industrial or commercial spots, identification of potential sales in different regions, and to identify best property for the client. The aim of this work is to provide a low cost solution of GIS to be used by companies, in particular those small and medium on property commercialization sector, to support new business. Keywords: GIS, Small SIG, lower cost, Geographic data base.

8 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Exemplo de mapa cadastral Figura 2 Tabela de dados descritivos e dados geográficos Figura 3 Representações vetoriais em duas dimensões Figura 4 Exemplo de representação matricial Figura 5 Diferentes representações matriciais para um mapa Figura 6 Representação vetorial e matricial de um mapa temático Figura 7 Arquitetura dual e arquitetura integrada Figura 8 Exemplo de superposição de camadas Figura 9 Casos de leucemia em pontos de poluição Figura 10 Mapa com pontos Figura 11 Mapa da rede viária Figura 12 Popografia de uma região Figura 13 Imagens registradas entre um intervalo de tempo Figura 14 Mapa de localidades de terremotos Figura 15 Análise da distância entre dois pontos Figura 16 Imobex Figura 17 Demonstrativo de recibo do imobiliário Figura 18 Funções de análise espacial imobiliário Figura 19 Demonstração de um ponto Figura 20 Os pontos em modo tabular Figura 21 Área no plano cartesiano Figura 22 Polígonos e linhas em modo tabular Figura 23 Tabela de dados descritivos do imóvel Figura 24 Arquitetura desktop Figura 25 Diagrama de caso de uso de contexto Figura 26 Diagrama de caso de uso de contexto Figura 27 Modelo entidade relacionamento operações de armazenamento Figura 28 Tela de login do sigmob Figura 29 Tela principal do sigmob Figura 30 Menu da tela principal Figura 31 Tela para inserção de informações para cadastro de imóvel Figura 32 Tela de busca por atributos... 56

9 9 Figura 33 Tela dos resultados dos imóveis Figura 34 Tela de utilização da vista de educação Figura 35 Tela de utilização da funcionalidade de distância Figura 36 Tela de utilização da funcionalidade de raio Figura 37 Tela para exibição das informações de um imóvel selecionado Figura 38 Tela para exibição de relatório de pesquisa... 62

10 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Motivação Objetivo Abordagem utilizada Organizações do Trabalho SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIGS) Conceitos básicos Características Banco de Dados Geográficos Representações Geométricas Arquitetura Layers e Vistas Funções de Análise Espacial Principais áreas de aplicação do SIG MODELAGEM DE SIG IMOBILIÁRIO Funcionalidades Pertinentes ao Ramo Imobiliário Requisitos do Sistema Estrutura do Banco de Dados Tecnologias OpenSource Modelos do sistema CONSTRUÇÃO Tecnologias utilizadas Protótipo do sistema CONCLUSÕES Contribuições e Conclusões Trabalhos Futuros REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 65

11 11 1 INTRODUÇÃO 1.1 Motivação O poder do consumidor sobre as empresas nunca foi tão intenso como nos tempos atuais. Melhorias na qualidade ou no tempo de entrega de um produto, de um serviço prestado, da redução da carga tributária ou da rotação de uma determinada mercadoria no ponto-de-venda têm por objetivo a competitividade, visando a satisfação do cliente. Afinal, segundo Ronald H. Ballou (2007), fazer com que bens ou serviços corretos cheguem às instantes e lugares exatos e na condição desejada é um verdadeiro obstáculo a ser enfrentado, ainda mais tendo em vista que tanto os recursos quanto os seus consumidores estão espalhados numa ampla área geográfica. Segundo Nazário (1998), os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) possibilitam inúmeras aplicações a partir da utilização de dados geoespacial para resoluções de problemas de localização. Seja de pontos comerciais ou de fábricas, no roteamento de veículo, na identificação do potencial de vendas das diferentes regiões, identificação de anomalias, como fluxos inadequados, desbalanceamento das regiões de entregas e outros. A empresa Porto Seguro - seguradora de carro - prestava serviço com uma central de atendimento que recebia os chamados de seus associados via telefone. E se deparava com o seguinte problema: não gerava rota para as viaturas de apoio (dois mil guinchos), conseqüentemente a precisão do atendimento decaiu tanto no tempo quanto na logística. Para solução desse problema, a empresa contratou uma consultoria de solução SIG para desenvolver um software com o seguinte objetivo: obter maior precisão do cálculo de distância por conhecer as ruas e a localização dos pontos de interesse. Houve uma distribuição para os dois mil guinchos entre os melhores pontos para atendimento, provocando uma otimização de tempo no atendimento por parte da central de atendimento. A exatidão das informações disponibilizadas por um SIG tem demasiada importância para empresas que utilizam objeto de localização, porém essa qualidade necessita de um alto investimento financeiro por parte da empresa. Alguns dos principais softwares de SIG estão avaliados acima de mil doláres - somente a licença unitária. Um exemplo do alto custo é o software ArcGis, somente o valor por estação está em torno de mil e quinhentos

12 12 dólares (Esri, 2009). Conseqüentemente, isso dificulta o acesso a essas aplicações para uma empresa de pequeno porte. Para esse trabalho é esperado que seja desenvolvido um modelo de Sistema de Informação Geográfica que atenda um baixo custo de implantação para pequenas e médias empresas e obter resultados positivos com utilização do sistema para tomadas de decisões. 1.2 Objetivo Desenvolver um modelo que proporcione, para pequenas e médias empresas do ramo imobiliário, um SIG de baixo custo, a partir de um estudo no cenário de soluções existentes no ramo imobiliário e um estudo das tecnologias opensource para diminuir o custo do SIG. 1.3 Abordagem utilizada A abordagem utilizada consiste no estudo da área do SIG e no ramo imobiliário. Adota-se neste trabalho a seguinte metodologia: a) Definir os assuntos pertinentes ao cenário de pesquisa; b) Reunir referências bibliográficas relevantes do cenário de pesquisa; c) Obter requisitos no plano de negócio de uma empresa que presta o serviço em distintos locais, para sincronizar com as finalidades do SIG; d) Analisar os SIGs existentes no mercado para definir um baixo custo operacional de um SIG; e) Informar os distintos cenários em que o SIG pode ser utilizado, analisando profundamente o ramo imobiliário para implantação de um protótipo de um SIG de baixo custo; f) Criar usabilidade adequada para o público de pequenas e médias empresas, delimitando o uso para diversas áreas de uma empresa.

13 Organizações do Trabalho No capítulo 2 são descritos os conceitos básicos necessários para modelagem de um SIG aplicado no ramo imobiliário. No capítulo 3 é feita a modelagem de um SIG de baixo custo aplicado no ramo imobiliário, utilizando como base os conceitos apresentados no capítulo 2 para aplicação de um modelo nos aspectos funcional e arquitetural de um SIG. No capítulo 4 é feito um detalhamento das funcionalidades do protótipo implementado e a listagem das tecnologias utilizadas para a implementação do Sistema de Informações Geográfico Imobiliário (SIGIMOB). No capítulo 5 são apresentadas as considerações finais deste trabalho.

14 14 2 SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS (SIGs) Neste capítulo, serão introduzidos conceitos básicos necessários para modelagem de um SIG aplicado no ramo imobiliário. Serão abordados conceitos sobre dados geográficos, vantagens e desvantagens no uso de diferentes estruturas de armazenamento desses dados, descrição das principais funções de análise espacial, tecnologias necessárias para o desenvolvimento de um SIG e um estudo sobre os SIGs existentes no cenário imobiliário. Este capítulo está segmentado da seguinte forma: Conceitos básicos; Características; Banco de Dados Geográficos; Layers e Vistas; Funções de Análise Espacial; Principais áreas de aplicação. 2.1 Conceitos básicos Um SIG é um sistema de informação computacional que permite capturar, modelar, manipular, recuperar, consultar, analisar e apresentar dados geograficamente referenciados (Câmara, 2005). Os SIGs então são ferramentas desenvolvidas para trabalhar com esse tipo de informação e trazem enormes benefícios devidos a forma precisa, rápida e sofisticada de manipular informações espaciais (Goodchild, 1993). A capacidade de armazenar tanto dos atributos descritivos como das geometrias de diferentes tipos de dados geográficos é o diferencial dos SIGs para os sistemas de informação convencionais (Câmara, 2005). É estimado que cerca de 80% dos processos de decisão são orientados por algum tipo de referência espacial e que a utilização de SIG pode gerar uma economia em torno de 20% comparada aos processos que não utilizam esta tecnologia (FRANK, 2002). A apresentação de dados geográficos tem como principal desafio a extração de informações, que são usadas para visualizar o problema, possibilitando observar e estudar os relacionamentos geográficos envolvidos, podendo também apresentar alternativas à solução do problema considerado (Egenhofer, 1990). Essas

15 15 técnicas têm avançado significantemente nos últimos anos, assumindo papel importante para o gerenciamento de recursos. Entende-se então que SIG é uma ferramenta com capacidade de análise, armazenamento, manipulação e apresentação de informações geográficas tendo como objetivo ocultar a complexidade das operações realizadas. 2.2 Características Uma das principais características de um SIG é sua capacidade de manipular dados espaciais e descritivos de forma integrada, promovendo uma forma consistente para análise e consulta aos dados. Desta forma, é possível ter acesso às informações descritivas de um fenômeno geográfico a partir de sua localização e viceversa. Como pode ser observado na Figura 1. Figura 1 Exemplo de mapa cadastral. Fonte: (GEOBRASIL, 2006) Na Figura 1, os atributos espaciais são os países da América do Sul representados no mapa e os atributos descritivos são PIB e, população dos respectivos países. Em relação à figura anterior, serão demonstrados a seguir os quatro aspectos que caracterizam um dado geográfico segundo (Câmara, 1996): a) A descrição do fenômeno geográfico: População b) A posição (ou localização) geográfica: Brasil

16 16 c) Os relacionamentos espaciais com outros fenômenos geográficos: juntos, os fenômenos geográficos População e Área formam o fenômeno geográfico Densidade Demográfica 2.3 Banco de Dados Geográficos Banco de Dados Geográficos (BDG) é a integração, numa única base de dados, de informações geográficas provenientes de fontes diversas tais como dados cartográficos, dados de censo e cadastro urbano e rural, imagens de satélite e modelos numéricos de terreno (Câmara, 2005). Em SIGs, é possível permitir a associação de informações não-espaciais a um banco de dados geoespacial. Por exemplo, considerando uma aplicação de cadastro urbano em uma prefeitura que já dispõe de um sistema para cálculo do IPTU baseado num cadastro alfanumérico de bairro. Neste caso, pode-se desejar associar o cadastro alfanumérico a dados geoespaciais contendo a localização geográfica e as dimensões destas propriedades. Para entender estas entidades, introduz-se a noção de objeto nãoespacial. Assim, a noção de objeto não-espacial engloba qualquer tipo de informação que não seja geoespacial e que se queira agregar a um SIG. Considerando uma tabela de bairros e uma tabela de polígonos, a primeira possui valores alfanuméricos de bairros como nome, população e área, a segunda possui valores em relação à localização dos bairros no mapa. De modo tabular as tabelas são representadas conforme a figura 2:

17 17 Figura 2 Tabela de dados descritivos e dados geográficos. Fonte: (TerraLib, 2006). O relacionamento entre as tabelas é feito pelo atributo object_id da tabela Polygons1 que referencia registros na tabela BairrosSP Representações Geométricas No BDG, os objetos espaciais possuem diferentes representações geométricas para representá-los da melhor maneira possível. São essas as representações vetoriais e matriciais. No caso de representação vetorial, consideram-se três elementos gráficos: ponto, linha poligonal e área (polígono), conforme a figura 3.

18 ) Figura 3 - Representações vetoriais em duas dimensões. Fonte: (GeoBrasil, Um ponto é um par ordenado (x, y) de coordenadas espaciais. Além das coordenadas, outros dados não-espaciais (atributos) podem ser arquivados para indicar de que tipo de ponto se está tratando. As linhas poligonais, arcos, ou elementos lineares são um conjunto de pontos conectados. Além das coordenadas dos pontos que compõem a linha, deve-se armazenar informação que indique de que tipo de linha se está tratando, ou seja, a que atributo ela está associada. Um polígono é a região do plano limitada por uma ou mais linha poligonais conectadas de tal forma que o último ponto de uma linha seja idêntico ao primeiro da próxima. No caso da representação matricial, é necessário o uso de uma malha quadriculada regular sobre a qual se constrói, célula a célula, o elemento que está sendo representado. A cada célula, atribui-se um código referente ao atributo estudado, de tal forma que o computador saiba a que elemento ou objeto pertence determinada célula. Um exemplo de estrutura matricial está representado na Figura 4, na qual a Amazônia é dividida em células de 25 x 25 km2 e o atributo envolvido é a umidade média nos três meses mais secos do ano.

19 19 Figura 4 Exemplo de representação matricial - Fonte: (Câmara, 1996). Nesta representação, o espaço é representado como uma matriz P(m, n) composto de m colunas e n linhas, onde cada célula possui um número de linha, um número de coluna e um valor correspondente ao atributo estudado e cada célula é individualmente acessada pelas suas coordenadas. A representação matricial supõe que o espaço pode ser tratado como uma superfície plana, onde cada célula está associada a uma porção do terreno. A resolução do sistema é dada pela relação entre o tamanho da célula no mapa ou documento e a área por ela coberta no terreno. A Figura 5 mostra um mapa representado por células de diferentes tamanhos (diferentes resoluções), representando diferentes áreas no terreno.

20 20 Figura 5 - Diferentes representações matriciais para um mapa. Fonte: (GeoBrasil, 2006) A resolução espacial está relacionada com a possibilidade de distinguir detalhes da imagem. Em sensoriamento remoto, é comum especificar a resolução espacial como o tamanho que cada pixel representa no mundo real em termos de distância de resolução terrestre. Neste caso quanto menor a distancia do mapa melhor se observa o conteúdo da imagem espacial. Como o mapa do lado esquerdo possui uma resolução quatro vezes menor que o mapa do lado direito, as avaliações de áreas e distâncias serão bem menos exatas que no primeiro. Em contrapartida, o espaço de armazenamento necessário para o mapa da direita será quatro vezes maior que o da esquerda. Como observado anteriormente, dados geográficos admitem tanto a representação matricial quanto a vetorial; deste modo, é relevante compará-las. Para a produção de cartas e em operações onde se requer maior precisão, a representação vetorial é mais adequada. As operações de álgebra de mapas são mais facilmente realizadas no formato matricial. No entanto, para um mesmo grau de precisão, o espaço de armazenamento requerido por uma representação matricial é substancialmente maior. Isto é ilustrado na Figura 6.

21 21 Figura 6 - Representação vetorial e matricial de um mapa temático. (GeoBrasil, 2006) A Tabela 1 apresenta uma comparação entre as vantagens e desvantagens de armazenamento matricial e vetorial para mapas temáticos. Esta comparação leva em conta os vários aspectos: relacionamentos espaciais, análise, armazenamento. Tabela 1 Representação Vetorial e Representação Matricial. Fonte: (GeoBrasil, 2006) Vetorial Matricial Armazenamento Por coordenadas (mais eficiente) Requer mais espaço de armazenamento Processamento Problemas com erros geométricos Processamento mais rápido e eficiente Adequado tanto a grandes quanto Escala de trabalho pequenas escalas Representação indireta de fenômenos Análise contínuos. (elementos espaciais: estradas, fronteiras, pontos notáveis) Mais adequado para pequenas Representa melhor fenômenos com variação contínua no espaço. (altitude num terreno)

22 Arquitetura Dada a natureza complexa e multidimensional dos dados espaciais, os BDGs precisam de estruturas que possibilitam uma representação e manipulação eficiente desses dados. Existem basicamente duas principais formas de integração entre os SIGs e os SGBDs, que são a arquitetura dual e a arquitetura integrada. A representação destas arquiteturas pode ser observada na Figura 7. Figura 7 Arquitetura Dual e Arquitetura Integrada. Fonte: (Câmara, 1996). A arquitetura Dual (à esquerda) armazena as componentes espaciais dos objetos separadamente. A componente convencional, ou alfanumérica, é armazenada em um SGBD relacional e a componente espacial é armazenada em arquivos com formato proprietário. A arquitetura Integrada (à direita) consiste em armazenar todos os dados em um SGBD, ou seja, tanto a componente espacial quanto a alfanumérica. Sua principal vantagem é a utilização dos recursos de um SGBD para controle e manipulação de objetos espaciais, como gerência de transações, controle de integridade, concorrência e linguagens próprias de consulta. Sendo assim, a manutenção de integridade entre a componente espacial e alfanumérica é feita pelo SGBD. Um SIG implementado com a estratégia dual utiliza um SGBD relacional para armazenar os atributos convencionais dos objetos geográficos (na forma de tabelas) e arquivos para guardar as representações geométricas destes objetos. No modelo

23 23 relacional, os dados são organizados na forma de uma tabela onde as linhas correspondem aos dados e as colunas correspondem aos atributos. A entrada dos atributos não-espaciais é feita por meio de um SGBD relacional e para cada entidade gráfica inserida no sistema é imposto um identificador único ou rótulo, através do qual é feita uma ligação lógica com seus respectivos atributos não-espaciais armazenados em tabelas de dados no SGBD. A principal vantagem desta estratégia é poder utilizar os SGBDs relacionais de mercado. No entanto, como as representações geométricas dos objetos espaciais estão fora do controle do SGBD, esta estrutura dificulta o equacionamento das questões de otimização de consultas, gerência de transações e controle de integridade e de concorrência. Estes problemas só podem ser resolvidos através de implementações sofisticadas das camadas superiores da arquitetura genérica, que operem coordenadamente com o SGBD convencional. 2.4 Layers e Vistas As camadas ou layers são compostas por uma coleção de elementos geográficos, denominados também como entes ou entidades espaciais ou objetos, relacionados a uma classe de informação. Em um SIG, a representação de um Ambiente real é feita através da manipulação de layers que representam aspectos geográficos de alguma região estudada. A Figura 8 contém um ambiente geográfico representado por um conjunto de perspectivas (layers) apresentadas separadamente (Filho, 2005).

24 24 Figura 8 - Exemplo de superposição de camadas. Fonte: (GIS, 2007) O layer é a representação de uma camada com conteúdo geoespacial ou não-espacial formado por objetos vetoriais ou objetos matriciais, o qual cada layer está associado a um conteúdo temático. Esse conteúdo temático possui diversos escopos, como; dados sócio-ecônomicos: densidade populacional, classe social, atividades econômicas; dados ambientais: topografia, gerenciamento florestal, clima; dados relevantes sobre localização: vias de tráfegos, pontos comerciais, pontos residências, pólos tecnológicos, etc.. As sobreposições de layers formam uma vista, ou seja, uma imagem final, com características separadas armazenadas em cada camada. Podem-se fazer combinações de diferentes camadas, de acordo com o interesse. Por exemplo, para concluir uma análise sobre casos de leucemia em relação a fontes de poluição, os layers necessários para obter análise são layers de pontos de casos de leucemia e pontos de fontes de poluição, resultando em uma vista sobre casos de leucemia em pontos de poluição, conforme descrito na figura 9.

25 25 Figura 9 - Casos de leucemia em pontos de poluição. No ramo imobiliário, os principais layers identificados são: imóveis residenciais, imóveis comerciais, bairros, quadras, regiões, imagem de satélite, rede viária, drenagem e pontos notáveis. Pontos notáveis são pontos no mapa, cuja finalidade é como uma facilidade para população e são representados no mapa por um símbolo representativo do local ou um ponto simples. Para o ramo imobiliário, os pontos notáveis, representam uma valorização financeira territorial ou desvalorização dependendo do empreendimento. Dentro do contexto imobiliário, os layers identificados possuem as seguintes representações geométricas: a) Pontos podem representar imóveis residenciais, imóveis comerciais e pontos notáveis. Por exemplo, a figura 10 representa um mapa com vários pontos distribuídos.

26 26 Figura 10 Mapa com Pontos. Fonte: (TerraView, 2009) b) Linhas em mapa podem representar ruas, avenidas e rios. Por exemplo, na figura 11 as linhas representam uma rede viária de uma região. Figura 11 Mapa da Rede Viária. Fonte: (TerraView, 2009)

27 27 c) Polígonos podem representar bairros, quadras, regiões e lagos. Por exemplo, na figura 12 a topografia de uma determinada região. Figura 12 - Topografia de uma Região: (TerraView, 2009) 2.5 Funções de Análise Espacial As funções de análise espacial possibilitam determinar as evoluções espaciais e temporais de um fenômeno geográfico e as interrelações entre diferentes fenômenos. Por exemplo, na análise de uma região geográfica para fins de zoneamento agrícola, é necessário escolher as variáveis explicativas (p.ex., o solo, a vegetação e a geomorfologia) e determinar qual a contribuição de cada uma delas para a obtenção de um mapa resultante (CAMARA, 1998). Alguns exemplos das principais funções de análise espacial típicos de um SIG estão apresentados na tabela abaixo.

28 28 Tabela 2 Exemplos de Análise Espacial. Fonte: (CAMARA, 1998). Análise Pergunta Geral Exemplo Localização Qual é o objeto na posição...? Quais as áreas com declividade acima de 20? Condição Onde estão os objetos com as Qual a população desta cidade? características? Tendência O que mudou...? O que está Esta terra era produtiva há 5 anos? diferente...? Roteamento Qual é o melhor caminho...? Qual o melhor caminho para o metrô? Padrão Qual é o padrão...? Qual é a distribuição de dengue em Fortaleza? 2.6 Principais áreas de aplicação do SIG O SIG possibilita resolução de diferentes segmentos em relação à localização. Podem-se executar diversas análises nas seguintes áreas: a) Tendência: Geomarketing O SIG auxilia na identificação do potencial de vendas das distintas regiões. Isto fornece informação para eventuais promoções em pontos menos nobres. Além disso, pode ser realizada segmentação de mercado, pois se existirem dados disponíveis dos clientes com suas respectivas necessidades, obtidas através de pesquisas. Conseqüentemente, fornecer padrões de serviço diferenciados. A visão espacial ajuda muito neste aspecto. Na figura 13, é um exemplo da utilização do SIG como uma ferramenta para poder avaliar tendências de uma análise de mudanças urbanas focalizando no quadrado interior, imagens atuais e no plano de fundo imagens passadas.

29 29 Figura 13 Imagens registradas entre um intervalo de tempo. Fonte: (TerraView, 2009) b) Localização de pontos comerciais - A tecnologia SIG é amplamente utilizada na geografia de mercado, que tem no estudo de localização de pontos comerciais a principal vertente. Esta abordagem possui um escopo diferenciado do estudo de localização de fábricas. Na localização de fábricas os custos com transportes e armazenagem têm um impacto muito maior. Já na definição do melhor ponto comercial, questões como mão da via, sinais de trânsito e outros aspectos mais urbanos são ressaltados. A Figura 14 é um exemplo de utilização de SIG em Planejamento Urbano. Esse mapa é essencial para a construção civil nos Estados Unidos, pois com essas informação geográficas é possível localizar os pontos que necessitam de atenção especial na construção de edificações tendo em vista as regiões sujeitas a terremotos. É possível identificar algumas representações geométricas, como estrutura vetorial delimitando as regiões e estrutura matricial variando as intensidades do terremotos.

30 30 Figura 14 - Mapa de localidades de terremotos. (GIS, 2007) c) Roteamento - A solução destes problemas é obtida através de algoritmos baseados em programação matemática. Porém, a importância que a representação visual tem no sentido de facilitar o entendimento de não especialistas é muito grande, como pode ser visto na figura 15, que apresenta o resultado de um estudo de roteamento, que determina um caminho, entre um ponto inicial até o ponto final, tendo como trajeto uma estrutura vetorial de linha. Possibilitando encontrar o menor caminho dentre os dois pontos.

31 Figura 15 Análise de Distância entre Dois Pontos- Fonte: (ArcInfo, 2008) 31

32 32 3 MODELAGEM DE SIG IMOBILIÁRIO Neste capítulo, foi feita a modelagem de um SIG de baixo custo aplicado no ramo imobiliário, utilizando como base os conceitos apresentados no capítulo 2 para aplicação de um modelo nos aspectos funcional e arquitetural de um SIG. Também serão abordados os requisitos no plano de negócio de uma imobiliária para sincronizar com as funcionalidades do SIG, analisar os SIGs existentes no mercado para definir um baixo custo operacional de um SIG, tecnologias necessárias para desenvolvimento de um SIG e a modelagem de um SIG destinado ao ramo imobiliário. Este capítulo está segmentado da seguinte forma: Funcionalidades pertinentes ao ramo imobiliário; Requisitos do Sistema; Estrutura do Banco de Dados; Tecnologias gratuitas; Modelos do Sistema. 3.1 Funcionalidades Pertinentes ao Ramo Imobiliário Nesta seção serão analisados os principais sistemas imobiliários encontrados para suporte de gerenciamento de imóveis, após uma breve descrição das funcionalidades existentes nesses sistemas será feito uma análise de requisitos para selecionar funcionalidades pertinentes do SIG imobiliário. Atualmente, a maioria dos sistemas utilizados por imobiliárias funcionam realizando consultas a um banco de dados, retornando informações na forma de tabelas ou relatórios. Em muitos casos são sistemas de gerenciamento de cadastros, planilhas, pequenos bancos de dados, arquivos de documentos como principais ferramentas de armazenamento de dados descritivos da rede imobiliária. Todos os sistemas de gerenciamento de imóveis encontrados não possuem nenhuma característica geográfica e são manipulados apenas dados descritivos. Não foi encontrado nenhum SIG específico para o ramo imobiliário no mercado nacional os sistemas analisados são: O IMOBEX é um sistema online de gerenciamento de imóveis com website que possibilita aos profissionais do ramo imobiliário divulgar suas carteiras de

33 33 imóveis na internet (Imobex, 2009). O próprio corretor de imóveis poderá atualizar qualquer informação e dados no site imobiliário, sem precisar contratar profissionais especializados para atualizar o site. Além das funcionalidades de cadastro, remoção, atualização e exclusão de imóveis e clientes, o sistema possui outra particularidade que é possível ocultar um imóvel através de um simples clique no botão de Status, impedindo que ele seja mostrado no seu website sem a necessidade de exclusão total do imóvel, conforme a figura 16. Figura 16 IMOBEX. Fonte: (Imobex, 2009) O Imobex possui características para diminuir a distância do corretor de imóveis com o sistema e isso é relevante para os negócios da imobiliária, pois os dados serão rapidamente atualizados. Quanto mais liberdade o usuário possuir do administrador de sistema, mais o sistema será eficaz para o usuário. Logo, o verdadeiro administrador do sistema deverá ser o próprio usuário, considerando as funcionalidades de alto nível. O Imobex não possui atributos geoespacial e não possui nenhuma funcionalidade para tomada de decisão, o sistema apenas gerencia imóveis. Outro sistema analisado pertence ao Group Software, que é uma empresa especializada no desenvolvimento de sistemas para gestão empresarial, com foco em soluções para gestão imobiliária. A empresa conta hoje uma base de mais de clientes ativos em todo o país, tendo atuação em 220 cidades, de 25 estados brasileiros. O Imobiliária21, o módulo de gestão imobiliária, possui uma característica diferente do sistema anterior, o aplicativo possui funcionalidade pertinente ao departamento

34 34 financeiro imobiliário. Conforme a lista a seguir, as principais funcionalidades do sistema (Imobiliária21, 2009), são: a) Controle administrativo, financeiro e operacional b) Cálculo completo do faturamento de locações c) Emissão de boletos de cobrança. Exemplo na figura 17. Figura 17 Demonstrativo de Recibo do Imobiliário21. Fonte: (Imobiliário21, 2009) d) Construção do website personalizado da imobiliária e) Gerenciamento via internet da carteira de imóveis f) Cálculo completo do faturamento de locações g) Acompanhamento de todas as negociações O sistema Imobiliario21 possui uma característica mais próxima de gerenciamento financeiro de imóveis e não possui nenhuma característica geoespacial que possa ser útil para tomada de decisão.

35 35 Além das descrições dos dois principais sistemas do ramo imobiliário foram levantadas funcionalidades básicas encontradas em outros sistemas imobiliários. Baseado nisto, serão preenchidas as principais necessidades no ramo imobiliário: a) Usuário final: os requisitos de usabilidade, fácil manuseio nas manipulações de dados é a principal influência para que a interface do sistema seja a mais simplificada possível. Atributos e informações necessárias para o ramo serão implantados para fácil compreensão do usuário. Ou seja, o usuário preenche objetos e funcionalidades relativas à localização de áreas excluindo quaisquer termos técnicos necessário para utilização das funcionalidades. b) Cooperação: O usuário poderá cadastrar novos atributos descritivos a localidade demarcada, assim como desenhar novas áreas no mapa gerado editando os dados geoespaciais do SIG. c) Concorrência: Mudanças de especificações dos produtos por conta do mercado de imóveis ocorrem freqüentemente nesse ramo, por vários fatores externos. Graças à característica de cooperação, adaptar essa postura ao sistema torna o aplicativo mutável e seguro para alteração de atributos; d) GeoMarketing: O SIG possui a sua funcionalidade para tomada de decisões e apresentar o imóvel ideal para o usuário tendo em vista localidades potenciais das suas necessidades. A partir da filtragem de informações que o usuário solicitou para encontrar o melhor imóvel a partir dos potenciais pontos imobiliários. 3.2 Requisitos do Sistema Tendo como base as principais necessidades do ramo imobiliário, o SIG Imobiliário além de prover a manipulação de dados imobiliários envolvendo o cadastro,

36 36 exclusão e atualização de imóveis, o sistema deve permitir que o usuário possa realizar consultas espaciais que auxiliarão a tomada de decisão, ou seja, decidir qual é o melhor imóvel. O sistema também deve prover a geração de relatórios contendo os dados completos de um ou mais imóveis que sejam relevantes para o cliente da imobiliária. O sistema deverá prover uma principal finalidade para o ramo imobiliário, como encontrar o melhor imóvel para um cliente dentro de suas condições. Para isso, as principais funções espaciais encontradas para um SIG imobiliário para atender as necessidades para encontrar o melhor imóvel são localização, condição e tendência, conforme na figura 18. Figura 18 Funções de Análise Espacial Imobiliário As funções espaciais descrita na figura 18 descrevem os três principais critérios para tomada de decisão do melhor imóvel para o usuário considerando que a localização e a tendência são definidas por atributos geográficos do imóvel e a condição por atributos descritivos do imóvel. Baseado nesses critérios, o corretor consegue encontrar para o cliente o melhor imóvel a partir de suas necessidades. A avaliação do melhor imóvel pode ser definida com as questões de exemplo na figura 18. O sucesso de qualquer empreendimento depende da participação de suas partes interessadas e por isso é necessário assegurar que suas expectativas e necessidades sejam conhecidas e consideradas pelos gestores. Partes interessadas envolvem stakeholders do cenário. O significado de stakeholders refere-se a qualquer pessoa ou entidade que afeta ou é afetada pelas atividades de uma empresa. Segundo

37 37 filósofo Robert Edward Freeman (FREEMAN, 1984), os stakeholders são um elemento essencial ao planejamento estratégico de negócios. Baseado no levantamento de funcionalidades encontradas em sistemas imobiliários existentes, no principal site da rede imobiliária de São José dos Campos (Rede, 2009) e em entrevistas com funcionários de uma rede imobiliária (Entrevista, 2009), os dados necessários para o cadastramento de imóveis são: valor da propriedade ou do aluguel, área do imóvel, proprietário do imóvel, tipo de imóvel (residencial ou comercial), fotos do imóvel, rua, bairro, número, CEP, cidade, contato do proprietário, quantidade de quartos, garagem, condomínio e uma descrição do imóvel por parte do corretor. Também foram definidas as seguintes funcionalidades: a) Prover um cadastro de usuários do sistema, tanto os proprietários quanto aos inquilinos do imóvel e também do cadastramento de dados dos imóveis. b) Permitir que os usuários consultem imóveis cadastrados, proporcionando uma análise através da visualização dos dados imobiliários utilizando o mapa, permitindo que o corretor tenha acesso às informações com rapidez, facilitando as consultas dos imóveis e otimizando a análise do melhor imóvel. c) Permitir a geração de relatórios. Os relatórios são documentos gerados pela consulta executada pelo usuário. Durante a visualização do mapa, será possível filtrar os dados por atributos que o mesmo deseja visualizar. Documentar esse filtro será a função do gerador de relatório. d) Buscar o imóvel a partir de vistas formadas por layers que auxiliam no processo de tomada de decisão no ramo imobiliário, identificados no capítulo 2. Por exemplo, um layer de densidade populacional, mostrando as quantidades de pessoas em um determinado ponto, junto com um layer região, demarcando as principais regiões de uma cidade e esses dois layers sobrepostos formam uma vista. A vista é um conhecimento gerado a partir de várias informações. e) Determinar distância entre um imóvel analisado até os pontos notáveis demarcado no mapa, sendo outro fator para determinar

38 38 melhor localização do imóvel com relação aos pontos notáveis. Utilizando medidas como linha de distância e raio de distância. A seguir, serão levantadas as principais facilidades que auxiliam a tomada de decisão do melhor imóvel a partir dessas facilidades: a) Compras (supermercados, mercados, lojas...) b) Entretenimento (shoppings, teatros, livraria, clube...) c) Alimentação (restaurantes, padarias, lanchonetes, feira...) d) Saúde (hospitais, postos de saúde, academia...) e) Financeiro (bancos, caixa eletrônicos...) f) Educação (escolas, faculdades, bibliotecas...) g) Transporte (aeroporto, metrô, rodoviária, ponto de ônibus...) Cada uma dessas facilidades pode formar uma vista, com junção de layers é possível criar vistas que auxiliam no processo de tomada de decisão dos clientes da imobiliária, respondendo a pergunta principal de qual é o melhor imóvel Estrutura do Banco de Dados No banco de dados, cada estrutura vetorial possui na tabela uma coluna pertinente a sua localização no mapa. Considere um plano cartesiano, com eixo x e eixo y, conforme figura 19. Figura 19 Demonstração de um Ponto

39 39 O ponto da figura 19 possui as coordenadas (3,5; 2), portanto a localização do ponto pode ser registrada com valores numéricos. Dessa forma, os pontos em tabelas de banco de dados são armazenados da mesma maneira, conforme a figura 20, as colunas label_x e label_y representam a localização de um ponto. Figura 20 Os Pontos em Modo Tabular Para estruturas como polígonos e linhas, a tabela possui especificação diferente, neles é definida uma área em que essas estruturas são desenhadas. Por exemplo, na definição de uma área na figura 21, o retângulo possui quatro pontos ligados por linhas formando uma área.

40 40 Figura 21 Área no plano cartesiano A partir dessa área delimitada na tabela são definidas por pontos lower_x, lower_y, upper_x e upper_y. Respectivamente, lower valor mais próximo do zero e upper valor mais distante de zero. E a coluna que representa o polígono ou linha que será desenhada dentro dessa área é definida pela coluna spatial_data, como o banco é relacional e não possui uma extensão geográfica, não é possível a leitura desse atributo e fica definido como binário longo, conforme a figura 22.

41 41 Figura 22 Polígonos e linhas em Modo Tabular A tabela de pontos possui os dados geográficos de cada ponto no mapa, relaciona com uma tabela que possui os dados descritivos do ponto, no caso de imóveis. Na figura 23, por questão de visualização da figura, possui alguns atributos descritivos de imóveis. O relacionamento com as tabela dos pontos ocorre com a utilização da chave estrangeira Object_Id. Figura 23 Tabela de dados descritivos do imóvel.

42 Tecnologias OpenSource Nos últimos anos, além das tecnologias comerciais, ocorreu o surgimento de um grande número de tecnologias baseadas em software livre para trabalhar com dados geográficos. Serão abordadas a seguir as tecnologias que podem ser adotadas para criação de um SIG de baixo custo, envolvendo a manipulação de dados geográficos. A linguagem Java Standard Edition possui uma grande compatibilidade com várias plataformas e uma vasta documentação disponível gratuitamente, por conta disso a linguagem adotada para desenvolvimento do sistema é linguagem Java. A interface será desenvolvida pela biblioteca gratuita o Swing sendo uma API Java para interfaces gráficas. Por ser uma API de mais alto nível, ou seja, mais abstração, menor aproximação das APIs do sistema operacional, ela tem bem menos performance que outras APIs gráficas e consome mais memória RAM em geral. Porém, ela é bem completa, ampla documentação e os programas que usam Swing têm uma aparência semelhante a aplicativos utilizado por usuários comuns. Em relação ao tratamento dos dados geográficos, uma biblioteca de componentes geográficos tem como principal finalidade prover ferramentas para armazenar, recuperar e analisar dados geográficos. Com o Java é possível interagir com as principais bibliotecas de componentes geográficos existentes que são Terralib (INPE, 2003) e GeoTools (GEOTOOLS, 2006), sendo ambas bibliotecas free. A GeoTools é uma biblioteca de código livre que permite desenvolver soluções adaptadas aos padrões internacionais em vigor no desenvolvimento de software para informação geográfica (GEOTOOLS, 2006). Está escrito na linguagem de programação Java. O seu desenho e concepção modular faz com que numerosas implementações de software livre no âmbito dos SIG façam uso de GeoTools. Porém, não há documentação em português e possui uma alta complexidade para desenvolvedores iniciantes. A TerraLib é um projeto brasileiro de software livre que permite o trabalho colaborativo entre a comunidade de desenvolvimento de aplicações geográficas, servindo desde desenvolvimento rápido de novas técnicas até o desenvolvimento de aplicações colaborativas. Sua distribuição é feita através da Web no site TerraLib é uma biblioteca de classes escritas em C++ para a construção de aplicativos geográficos, com código fonte aberto e distribuída como um

43 43 software livre. (INPE, 2003) Destina-se a servir como base para o desenvolvimento cooperativo na comunidade de usuários ou desenvolvedores de SIG. Por conta da facilidade de acesso a informações do TerraLib, será demonstrado como utilizar a biblioteca juntamente com o Java. A TerraLib é compilada em um ambiente multiplataforma, Windows e Linux, e em diferentes compiladores C++ e propõe não somente um modelo de armazenamento de dados geográficos em um SGBD-OR, mas também um modelo conceitual de banco de dados geográfico, sobre o qual são escritos seus algoritmos de processamento. As principais tecnologias propostas neste trabalho para o desenvolvimento de um SIG Imobiliário de baixo custo são: a) Java para a camada de aplicação, utilizando o API SWING que disponibiliza uma interface amigável para o usuário. b) Terralib para a camada de acesso ao banco de dados. tecnologias gratuitas. A figura 24 ilustra o modelo de arquitetura proposto utilizando as Figura 24 Arquitetura Desktop

44 44 Como dito anteriormente, o Terralib é uma biblioteca de classes escritas em C++ e para que ocorrera a integração da linguagem Java com a linguagem C++ é necessária a utilização do Java Native Interfaces (JNI) para fazer a conexão entre estas linguagens. Para facilitar este processo, é proposta a utilização do SWIG, que é um compilador de interface que conecta programas escritos em C e C++ com outras linguagens como Java. Os resultados do processo de geração dos arquivos de conexão utilizando o SWIG são: a) Geração de um arquivo de ligação: nome_do_arquivo_wrap.c (ou.cxx) b) Geração da classe JNI.java c) Geração das classes.java que utilizam os métodos nativos As operações após este processo são: a) Criar um projeto.dll contendo os arquivos: wrap, header,.c ou.cpp ou.cxx b) Compilar o projeto para gerar a dll c) Incluir a dll no projeto java d) Incluir as classes java geradas pelo SWIG no projeto java Agora os métodos java, referentes ao c++, serão executados no c++ (dll) e seus resultados serão retornados para o java. A biblioteca TerraLib vem com um modelo de dados e algoritmos de análise geoespacial implementados. Porém, com o grande número de aplicações sendo desenvolvidas com o TerraLib, a necessidade de uma Framework de desenvolvimento se tornou clara. O TerraLib Development Kit (TDK) é uma Framework para soluções SIG desenvolvidas com o Terralib. Em relação ao armazenamento, o banco de dados geográfico tem como principal finalidade integrar as informações geográficas com informações descritivas. Os principais SGBDs geográficos são PostGis (PostgreSQL) e Oracle Spatial (Oracle).

45 45 O Terralib possui compatibilidade para integra-se também como banco de dados relacional, como o próprio PostgreSQL. a) PostgreSQL: é um sistema de gerenciamento de banco de dados objeto-relacional (SGBDOR) baseado no POSTGRES. O PostgreSQL fornece suporte às linguagens SQL92/SQL99 além da extensão espacial PostGis. 3.4 Modelos do sistema O Corretor está enquadrado como um funcionário da imobiliária que irá cadastrar informações imobiliárias, consultá-las e gerar os relatórios. Dentre suas funções estão: a) Cadastrar os imóveis e seus atributos; b) Consultar a base de dados por atributos ou por localização; c) Gerar os relatórios e disponibilizá-los para os clientes da imobiliária. O Administrador é o responsável pela administração do sistema, ou seja, possui a responsabilidade de manipular as tabelas do sistema. Novos atributos poderão ser implementados a partir da necessidade do planejamento do negócio. O administrador deve filtrar as necessidades com stakeholders para tornar o sistema cada vez mais personalizado. O Servidor de Mapas tem responsabilidade de fornecer os mapas para cadastramento de imóveis. A Figura 25 apresenta o diagrama de casos de uso de contexto do sistema. O SIG imobiliário proposto está representado por três casos de uso: Cadastrar Imóveis, Consultar Imóveis, Gerar Relatórios.

46 46 Figura 25 - Diagrama de Caso de Uso de Contexto O caso de uso Consultar Imóveis trata a principal funcionalidade do sistema, ou seja, a consulta aos dados imobiliários. Nela existem duas formas para executar a busca: por dados descritivos e por dados geográficos. Na primeira, atributos de imóveis são digitados pelo usuário e posteriormente será fornecida a localidade encontrada no visualizador de mapas. Apesar desta busca envolver vários atributos, apenas atributos considerados decisivos servirão como parâmetro de pesquisa. Na segunda, o usuário navega pelo visualizador de mapas e a partir da localidade selecionada, serão fornecidos os atributos do imóvel. O caso de uso Cadastrar Imóveis trata o cadastro de informações sobre imóveis envolvendo os dados descritivos do imóvel. O caso de uso Gerar Relatórios trata a produção dos relatórios sobre os dados manipulados. O visualizador de mapas irá mostrar os resultados obtidos da consulta de imóvel. Com o resultado demonstrado na tela, o usuário poderá selecionar um imóvel para gerar um relatório com os dados descritivos. A figura 26, representa um diagrama de caso de uso definindo as principais funcionalidades do usuário no sistema, em relação as funcionalidades geoespaciais.

47 47 Figura 26 - Diagrama de Caso de Uso de Contexto 2 usuário são: As definições das principais funcionalidades geoespaciais disponíveis ao a) Manipular Objetos Geograficos O usuário poderá criar, remover e alterar obetos geográficos de um determinado layer. Por exemplo, o usuário poderá adicionar um novo imóvel no layer de imóveis residenciais. b) Realizar Pesquisa Geográfica O usuário poderá selecionar objetos geográficos e obter os atributos descritivos. c) Manipular Vista O usuário poderá criar, remover e alterar vistas, ou seja, manipular um conjunto de layers para representar novas facilidades. Por exemplo, o usuário poderá criar uma vista esporte representada pelos layers quadra de futebol, estádios, clube, etc. d) Manipular Layers O usuário poderá criar, remover e alterar layers nas vistas existentes no sistema. Por exemplo, dentro da vista esporte o usuário poderá adicionar um layer campo de golfe. e) Manipular Canvas¹ O usuário poderá utilizar as ferramentas de visualização do canvas, por exemplo, aproximar ou distanciar imagem, medir distância entre dois pontos, mover visualização da imagem, etc.

48 48 A modelagem conceitual do banco de dados, representada na notação Modelo Entidade Relacionamento, é mostrada na Figura 27. Figura 27 - Modelo Entidade Relacionamento de Operações de Armazenamento As entidades contrato, endereço e proprietário são do tipo não geoespacial e estão demarcadas na região azul. A entidade Imóvel é do tipo geoespacial e está demarcada na região rosa. A entidade Imóvel é formada pelos atributos descritivos das entidades não espaciais, e sua localização é representada pelo atributo

49 49 object_id que faz referência às entidades geoespaciais que são gerenciadas pelo Terralib.

50 50 4 CONSTRUÇÃO Este capítulo tem a finalidade de detalhar as funcionalidades do protótipo implementado e a listagem das tecnologias utilizadas para a implementação do Sistema de Informações Geográfico Imobiliário (SIGIMOB). Protótipo do Sistema. O protótipo será apresentado da seguinte forma: Tecnologias utilizadas; 4.1 Tecnologias utilizadas SIGIMOB. Esta seção listará as tecnologias utilizadas para implementação do a) O sistema de gerenciamento de banco de dados escolhido foi PostgreSQL, por conta da licença ser gratuita também em finalidade comerciais. b) Linguagem Java Standard Edition 1.6, a linguagem possui ampla comunidades pró-ativas compartilhando informações e conhecimento com desenvolvimento Java. Contendo diversas API s para integração com outras tecnologias e para escopo do sistema, o desenvolvimento é gratuito. No caso da interface, foi utilizado a API Swing. c) Biblioteca TerraLib formada por classes escritas em C++ para a construção de aplicativos geográficos, com código fonte aberto e distribuída como um software livre.

51 Protótipo do sistema Esta seção ilustra o protótipo implementado, que abrange um exemplo da pesquisa por imóvel contendo: a) Campos para inserção de dados descritivos para pesquisa imobiliária; b) Mapa para visualização e seleção de imóveis; c) Uma tabela contendo as informações do imóvel selecionado; d) Um relatório contendo as informações de mais de um imóvel selecionado. O protótipo foi baseado nos casos de uso, Logar no Sistema, Pesquisar Imóvel, Cadastrar Imóvel e Gerar Relatório. O SIGIMOB trata do cadastro e consulta de informações sobre imóveis, e alguns desses dados como o valor de um imóvel não podem ser inseridos por qualquer pessoa. Por isso o sistema deverá restringir o acesso e os privilégios dos usuários através de senhas individuais e intransferíveis, tratando o requisito não-funcional de segurança, a Figura 28 representa a tela de login do sistema.

52 52 Figura 28- Tela de login do SIGMOB Após realizar o login, o usuário acessa a tela principal do sistema e poderá optar por cadastrar ou consultar imóveis. Não há necessidade de conhecimento dos usuários em SQL para realizar as consultas ou cadastrar imóveis, ou seja, a interface é intuitiva, visando o requisito não-funcional de usabilidade. A Figura 29 mostra a tela principal do sistema.

53 53 Figura 29 - Tela principal do SIGMOB Existem algumas opções para a comodidade do usuário caso prefira sair do sistema para realizar login como outro usuário ou obter alguma informação sobre o software. O menu da tela principal do sistema será mostrada na Figura 30. Figura 30 - Menu da Tela Principal O corretor acessará o sistema para realizar pesquisas imobiliárias e gerar relatórios de pesquisa de imóvel. Como citado anteriormente, para este protótipo foram implementados os casos de uso Logar no Sistema, Pesquisar Imóvel, Cadastrar Imóvel e Gerar Relatório, portanto as ações que o corretor realizará serão cadastro de imóveis, pesquisar imóveis e gerar relatórios de pesquisa.

54 54 Para realizar o cadastro de imóveis, o corretor deve fornecer o máximo possível de informações para que o imóvel cadastrado possa ser encontrado facilmente em uma pesquisa. Foram identificadas características imobiliárias que auxiliarão na tomada de decisão: a) Físicas: Área, número de quartos, se possui garagem e uma descrição mais detalhada da parte interna do imóvel. b) Geográficas: Endereço completo e região em que o imóvel se localiza, manipulação de vistas para ampliar margem de informações do imóvel quanto as facilidade encontradas perto da região do imóvel e fornecer a distância entre o imóvel e ponto notáveis. c) Contratuais: Se o imóvel é do tipo comercial ou residencial, se o imóvel é para locação ou venda, o preço do imóvel, o valor do condomínio, se houver, e o nome e telefone do proprietário. imóveis. A Figura 31 mostra a tela na qual é realizado o cadastramento de

55 55 Figura 31 - Tela para inserção de informações para cadastro de imóvel Para realizar uma pesquisa imobiliária, inicialmente é necessária que o usuário insira informações descritivas como a localização desejada, se a intenção é de compra ou aluguel, se é do tipo residencial ou comercial e uma estimativa de valor definida pelo cliente. Estes foram os dados identificados como necessários para a pesquisa descritiva inicial, tendo como objetivo resultados específicos esperados pelo usuário, sem descartar resultados que possam ser relevantes. Apesar da possibilidade de especificação da pesquisa, não há necessidade do preenchimento de todos os campos pelo usuário. Dessa forma, o usuário pode decidir entre uma pesquisa menos específica para obter mais resultados. A Figura 32 demonstra uma consulta para imóveis do tipo residencial para locação.

56 56 Figura 32 Tela de Busca por Atributos Os campos Por Tipo e Por Contrato devem ser de conhecimento prévio do usuário, pois não fazem parte do processo de tomada de decisão, sendo os únicos campos de preenchimento obrigatório na pesquisa por imóveis. Portanto, o usuário deve indicar se pretende encontrar um imóvel para compra ou para locação e se o imóvel é residencial ou comercial. Na figura 33, há quatro definições importantes para o entendimento do resultado dos imóveis. São elas: raio, vistas, tabela com resultados da busca e o mapa da região dos imóveis. No raio é definida uma distância em relação ao imóvel até as facilidades da vista. Nas vistas é fornecida a opção de selecionar facilidades que servirão para encontrar as facilidades que o interessam para escolher o melhor imóvel. A tabela de resultado fornece os imóveis que se enquadram na pesquisa e estão dentro da localização requerida. Os dados descritivos que estão cadastrados no banco de dados servirão de base para encontrar a localização do imóvel, ou seja, selecionar os imóveis que realmente interessam ao cliente. A área que fornece o mapa da região, na

57 57 figura 33, exibiu imóveis que foram encontrados conforme a tabela de resultados. A Figura 33 exibe a tela para seleção prévia de imóveis. Figura 33 - Tela dos Resultados dos Imóveis Após obter os resultados dos imóveis em forma de tabela e no mapa, o corretor poderá adicionar facilidades encontradas na região para auxiliar a tomada de decisão do melhor imóvel para o cliente. As vistas foram definidas no capítulo 3 na seção 3.2. Na figura 34 a vista educação está maximizada e estão selecionados os layers Faculdades e Imóveis residenciais. Logo, está exibido no mapa a faculdade pertencente aquela determinada região e o ponto do imóvel selecionado na tabela de resultados.

58 58 Figura 34 - Tela de Utilização da Vista de Educação O corretor terá todas as vistas disponíveis para apresentar para o cliente as facilidades encontradas ao redor de algum imóvel. Além de fornecer as localidades dessas facilidades, é possível apresentar a distância entre o ponto notável e o imóvel. Na figura 35, é representado um cenário de uso dessa ferramenta utilizando a vista Financeiro e os layers selecionados são: Banco, Caixa Eletrônico e Imóvel Residencial. Ao clicar no imóvel e posteriormente em algum ponto notável é fornecido a distância entre os dois pontos.

59 59 Figura 35 - Tela de Utilização da Funcionalidade de Distância Outra opção para obter distância entre um imóvel e os pontos notáveis ao seu redor é utilizar o funcionalidade Raio. Nessa opção, o corretor poderá determinar uma medida, como 100 metros, 300 metros, para obter distância do imóvel com os pontos ao redor da sua circunferência. A figura 36 ilustra um cenário de uso com a vista Alimentação, selecionando os layers Restaurantes e Padarias, utilizando a funcionalidade de Raio selecionando a distância de 500 metros.

60 60 Figura 36 - Tela de Utilização da Funcionalidade de Raio Após utilizar as vistas para tomada de decisão do melhor imóvel o corretor pode recuperar os dados descritivos do imóvel desejado. Se optar por visualizar os dados de um determinado imóvel, serão exibidos todos os dados, ou seja, a descrição completa do imóvel. Para isso, o usuário deverá selecionar o imóvel para que essas informações sejam apresentadas em uma tabela, como representado na Figura 37.

61 61 Figura 37 - Tela para exibição das informações de um imóvel selecionado Se o imóvel em questão é interessante para o usuário, este pode optar por imprimir os dados ou exportá-los para uma planilha no Excel. Caso não haja interesse pelo imóvel, existe a opção de voltar para a tela anterior para a visualização e seleção de outro imóvel para análise dos dados.

62 62 Após a análise desses dados, o usuário pode se interessar por mais de um imóvel. Neste caso, o usuário também poderá optar por gerar um relatório que contenha informações completas dos imóveis selecionados, como mostra a Figura 38. Figura 38 - Tela para exibição de relatório de pesquisa

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