A PROPOSTA: QUEM PODE DEDUZIR A DOAÇÃO DO IR APURADO?

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1 PROMOVER A DOAÇÃO/DESTINAÇÃO DE PARTE DO IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS FÍSICAS: UMA ÓTIMA OPORTUNIDADE PARA O IEPTB-MG AGIR, TAMBÉM, NO CONTEXTO SOCIAL! Dando continuidade a proposta apresentada no III Encontro Estadual do Instituto de Estudos de Protestos do Brasil - seção Minas Gerais, tenho o prazer de me dirigir aos associados do IEPTB-MG, novamente, com o objetivo de firmarmos o compromisso de assumir a responsabilidade social. Nas linhas abaixo, seguem as orientações para que essa importante oportunidade seja aproveitada por todos vocês. Então, mais uma vez, convido-os a fazerem a diferença na vida daqueles que serão beneficiados por essa ATITUDE! A PROPOSTA: Destinar, de maneira conjunta, de 3% até 8% do Imposto de Renda Apurado Anualmente a uma ou a mais Entidades escolhidas pelo IEPTB-MG, dentre aquelas que recebam doações efetuadas aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente, ou aos Fundos do Idoso, ou a Projetos de Incentivo à Cultura, ou a Projetos de Incentivo à Atividade Audiovisual, ou ainda aos Programas: Pronas Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência; Pronon Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica. QUEM PODE DEDUZIR A DOAÇÃO DO IR APURADO? Todos os contribuintes que entregam a DIRPF Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, no modelo completo (por deduções legais). POR QUE FAZER? 1º - Porque vocês estarão aproveitando a oportunidade de destinar uma parte do altíssimo imposto que pagam, à entidades/projetos sociais que trarão benefícios diretos à sociedade. E poderão acompanhar os resultados. 2º - Porque estarão cumprindo com a Responsabilidade Social e permitindo que essa ação conjunta possa ser utilizada como Marketing Social pelo IEPTB-MG. A IMPORTÂNCIA DE ASSUMIRMOS A RESPONSABILIDADE SOCIAL: Assumir a Responsabilidade Social é, senão outra coisa, perceber que existe uma ratoeira em nossa cozinha. Vocês se lembram da história da ratoeira na cozinha? Quando há uma ratoeira na cozinha o problema é de TODOS! Então, é melhor nos comprometermos com a solução, não é mesmo?

2 DE QUE MANEIRA ISSO PODE SER FEITO? A partir da definição do Projeto a ser beneficiado, a destinação poderá ocorrer de duas formas: 1ª Opção Até 31/12, de cada ano, poderão ser doados até 8% do total de IR apurado no exercício. Sendo a doação efetuada diretamente ao Fundo Municipal, Estadual ou Federal a que o Projeto/Entidade estiver vinculado, respeitados os limites de: Até 6% se direcionados a: - Fundos da Infância e da Adolescência; - Fundos do Idoso; - Investimentos e Patrocínios em: obras audiovisuais; projetos culturais; projetos desportivos e paradesportivos. Cumulativamente aos anteriores + 1%, para cada, se direcionados a: - Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) - Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) As doações efetuadas diretamente aos Fundos/Projetos, até 31/12 de cada ano, deverão ser comprovadas por documentação fornecida pelos Conselhos Gestores desses Fundos. Ressalta-se que a doação deverá ser efetuada por meio de documento de arrecadação/depósito específico, sendo direcionada ao Fundo Municipal, Estadual ou Federal a que a entidade beneficiária estiver vinculada. (Não é diretamente para a entidade e sim ao respectivo Fundo) Nesses casos, o doador deverá receber do Conselho Gestor - responsável pelo Fundo o comprovante da doação; onde estará especificado o nome, o número do CNPJ ou CPF do doador, a data e o valor efetivamente recebido em dinheiro; além do número de ordem do comprovante, o nome, o número do CNPJ, o endereço do emitente e ser firmado por pessoa competente para dar a quitação da operação. As doações efetuadas no decorrer do ano, diretamente aos Fundos, de acordo com as entidades e projetos escolhidos, devem ser lançadas na opção Doações, na Declaração Anual de Imposto de Renda. Conforme tela a seguir:

3 2ª Opção Até 30/04, de cada exercício, na própria Declaração Anual do Imposto de Renda, poderão ser doados ao Fundo da Infância e da Adolescência até 3% do IR apurado, respeitado o limite global de 6% ao ano. Ou seja, se durante o ano já tiverem sido doados 6% a algum Fundo e ou Projeto, essa opção não poderá ser realizada. No entanto, se durante o ano tiver sido doado menos do que o limite global de 6%, na DIRPF poderão ser doados ao Fundo da Infância e da Adolescência até 3% do IR apurado. O próprio programa da DIRPF, após completar o preenchimento de todos os dados, informa qual o limite poderá ser doado na própria Declaração Anual. Por isso, para a doação na própria declaração é necessário completar o preenchimento de todas as informações inerentes à renda, às despesas e às demais deduções. Somente depois de fazer isso será possível determinar o limite da doação/destinação. É importante destacar que a modalidade de doação/destinação de até 3% do IR apurado, na própria Declaração de Imposto de Renda Anual, somente será dedutível se efetivada por meio do recolhimento do DARF, até 30/04 (data limite para transmissão da DIRPF e vencimento da cota única e ou 1ª cota do IR). Lembrando que a entrega da DIRPF também deverá obedecer à mesma data. A destinação/doação na Declaração Anual poderá ser efetuada ainda que o resultado tenha sido IR a ser restituído, desde que tenha sido apurado IR devido. Ou seja, se o contribuinte tiver recolhido durante o ano, por meio do Carnê Leão, ou sofrido retenções de IR em valor total superior àquele apurado como devido, terá direito a restituição. Nesse caso, como o limite de 3% é definido com base no IR devido, poderá ser efetuada a destinação/doação ao Fundo da Infância e da Adolescência sobre tal base de cálculo. Em razão de ser recolhido um novo DARF à parte, referente à destinação/doação, esse valor somar-se-á ao da restituição. Sendo assim, o valor a restituir será maior. Vejamos os exemplos no quadro a seguir:

4 COMPARATIVO IMPOSTO DE RENDA COM E SEM DESTINAÇÃO/DOAÇÃO IR A PAGAR SEM DOAÇÃO IR A PAGAR COM DOAÇÃO RESTITUIÇÃO SEM DOAÇÃO RESTITUIÇÃO COM DOAÇÃO IR APURADO , , , ,00 IR RETIDO (IRRF) , , , ,00 DOAÇÃO 0,00 (ZERO) 3.000,00 * (3% X ) 0,00 (ZERO) 3.000,00 (3% X ) RESULTADO IR A PAGAR OU A RESTITUIR , , , ,00 * AS DOAÇÕES EFETUADAS NA DIRPF SÃO RECOLHIDAS POR MEIO DE DARF. SOMENTE PODEM SER DEDUTÍVEIS SE RECOLHIDAS ATÉ 30/04/2014 E SE A DECLARAÇÃO FOR ENTREGUE DENTRO DESSE PRAZO.

5 COMO DEFINIR QUAL O PROJETO A SER BENEFICIADO? No caso da proposta do IEPTB-MG os critérios de definição, para a doação conjunta, serão avaliados por vocês. Acredito que possam ser levadas ao conhecimento da diretoria do Instituto, pelos próprios associados, sugestões de projetos a serem beneficiados pela ação conjunta de Responsabilidade Social, a ser promovida pelo IEPTB-MG. Nesse sentido, a cada ano poderia ser escolhido um novo projeto. Para facilitar essa definição, basta procurar informações nos Conselhos Gestores. Os Conselhos Gestores dos Direitos da Criança e do Adolescente Nacional, Estaduais ou Municipais, por exemplo, são obrigados a divulgar amplamente o calendário das reuniões; as ações prioritárias para aplicação das políticas de atendimento à criança e ao adolescente; os requisitos para apresentação de projetos a serem beneficiados e o valor dos recursos previstos para implementação das ações. Além do total dos recursos recebidos e a respectiva destinação, por projeto atendido, inclusive com cadastramento na base de dados do Sistema de Informações sobre a Infância e a Adolescência; e ainda, a avaliação dos resultados dos projetos beneficiados com recursos dos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente. Lembrando que todas essas ações são fiscalizadas pelo Ministério Público. Todas as destinações\doações cujo limite total pode ser de até 6% são direcionadas aos Fundos, controlados por Conselhos Gestores constituídos por representantes da administração pública e da sociedade civil, que têm a função de acompanhar as aplicações das destinações/doações subsidiadas e demais receitas. Já as destinações/doações limitadas a 1%, nos âmbitos do: Pronon Instituições de combate e prevenção ao câncer, e Pronas/PCD Instituições destinadas ao tratamento de deficiências físicas, motoras, auditivas, visuais, mentais, intelectuais, múltiplas e de autismo, são efetuadas diretamente a essas entidades. Nesse caso, para que sejam dedutíveis é importante certificar-se que os projetos foram previamente aprovados pelo Ministério da Saúde, por ato do Poder Executivo. Além disso, estas entidades deverão: Estar certificadas como entidades beneficentes de assistência social, na forma da Lei /2009; Estar qualificadas como organizações sócias, na forma da Lei 9.637/1998; Estar qualificadas/constituídas como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSIP), na forma da Lei 9.790/1999, e E no caso específico do Pronas/PCD: além de atender as exigências acima, prestar atendimento direto e gratuito às pessoas com deficiência, cadastradas no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde. CONHECIDAS AS REGRAS O QUE FALTA? ATITUDE! Sejam os atores principais da Responsabilidade Social, não esperem que as coisas se resolvam sozinhas. Façam acontecer e influenciem os outros a fazerem o mesmo! No final, o bem será para todos! (Lembram-se do vídeo em que o menino tem a atitude de retirar o tronco da árvore que impedia a rua?) Então, vamos fazer o mesmo? Vejam abaixo como é fácil efetuar a destinação de até 3% do IR apurado, ao Fundo da Infância e da Adolescência, na própria Declaração Anual do Imposto de Renda: Se não for você quem faz a sua Declaração do Imposto de Renda, informe ao seu Contador ou a quem tenha a atribuição de fazer a sua DIRPF, os dados do Fundo (Municipal, Estadual ou Nacional) inerente ao Projeto definido pelo IEPTB-MG para receber a doação/destinação, bem como as demais informações específicas que a entidade julgar necessárias. E solicite-o a seguir os seguintes passos:

6 1º Com a Declaração aberta, depois de preenchida, na barra lateral, clique em RESUMO DA DECLARAÇÃO, em seguida escolha a opção DOAÇÕES DIRETAMENTE NA DECLARAÇÃO ECA. (OBS.: Ao abrir a ficha, antes mesmo de preenchê-la, já aparecerá o valor disponível para doação que poderá ser deduzido do imposto devido.) 2º - Preencha a ficha com os dados do Projeto definido pelo IEPTB-MG (Valor: Informe o valor da doação veja que o próprio programa já calcula o limite da doação/destinação que poderá ser dedutível do imposto)

7 3º - Imprima e Pague o DARF inerente à doação/destinação: No canto superior esquerdo da tela, clique em: DECLARAÇÃO, depois clique em: IMPRIMIR, posteriormente clique na opção: DARF Doações Diretamente na Declaração ECA. Imprima o DARF e pague na rede bancária, impreterivelmente, até 30/04. (Verifique se a entidade solicitou que seja enviada cópia do DARF pago e ou se é necessário anotar alguma informação no DARF, após o pagamento. Geralmente é solicitado anotar o número do projeto e enviar cópia do DARF pago a entidade, para que essa possa conferir e solicitar a liberação da doação perante o Conselho Gestor do Fundo) Feito isso, parabéns por ter cumprido com a Responsabilidade Social!

8 PERGUNTAS E RESPOSTAS: 1 É possível fazer uma doação durante o ano, de até 3%, e depois na Declaração Anual efetuar outra doação de 3% ao Fundo da Infância e da Adolescência? Sim. Desde que obedecido ao limite máximo de 6%, o contribuinte poderá efetuar uma doação a qualquer dos Fundos, durante o ano. Se não houver atingido o limite global (6%) por ano, poderá doar até 3% ao Fundo da Infância e da Adolescência, na Declaração Anual. Veja que nesse caso essa possibilidade é restrita a esse tipo de Fundo. 2 As doações referidas nessa publicação são isentas ou não incidentes de ITCMD? Sim. Ocorre a não incidência de ITCMD. 3 Se for efetuada a entrega da DIRPF dentro do prazo, mas o DARF da doação/destinação não for recolhido até 30/04 o que acontece? Se isso ocorrer, a doação/destinação não poderá ser dedutível. Nesse caso, o contribuinte deverá retificar a sua DIRPF e retirar as informações da doação/destinação e recolher a diferença do imposto a pagar, se for o caso. 4 Se o valor do DARF for pago no prazo, e a declaração não for entregue no prazo o que acontece? O valor da doação será destinado ao Fundo, mas a declaração deverá ser retificada e o referido valor não poderá ser considerado como dedução. 5 Ao optar pela doação/destinação ao Fundo da Infância e da Adolescência, na própria Declaração Anual do Imposto de Renda, ainda que o resultado da minha declaração tenha sido IR a restituir deverei imprimir e pagar o DARF até 30/04? Sim. O DARF inerente à doação/destinação não se confunde com o IR a pagar ou a restituir. Uma vez tendo optado pela doação/destinação o DARF deverá ser recolhido, até 30/04, obrigatoriamente. 6 Se eu entregar a DIRPF antes de 30/04 e após ter recolhido o DARF da doação/destinação descobrir que o valor pago foi menor do que o que poderia, poderei retificar a DIRF e pagar um novo DARF complementar? Sim. Desde que faça esse procedimento até 30/04. 7 Se após pagar o DARF de doação/destinação descobrir que a minha DIRPF deverá ser retificada e que por isso o valor passível de doação/destinação dedutível ficará menor do que aquele anteriormente pago, o que deverei fazer? Você deverá retificar a declaração e alterar o valor passível da dedução. Se houver diferença no IR a pagar você terá de recolher o referido valor. O valor da doação/destinação pago no DARF será totalmente convertido ao Fundo escolhido, sem direito a devolução da parte excedente àquela passível de dedução. Ou seja, você terá doado mais do que poderá aproveitar como dedução. Embasamento Legal: Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999 Regulamento do Imposto sobre a Renda (RIR/1999), arts. 90 a 102; Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990; Lei nº 8.242, de 12 de outubro de 1991;Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, art. 12; Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997, art. 22; Lei nº 9.874, de 23 de novembro de 1999, art. 1º; Lei nº 8.685, de 20 de julho de 1993; com redação dada pelo arts. 12 e 13 da Lei nº , de 30 de dezembro de 2010; Medida Provisória nº , de 6 de setembro de 2001, Lei nº , de 13 de maio de 2002; Lei nº , de 19 de julho de 2006, art. 1º; Lei nº , de 28 de dezembro de 2006; Lei nº , de 29 de dezembro de 2006; Lei nº , de 2 de maio de 2007; Lei nº , de 18 de janeiro de 2012, art. 87; Lei nº , de 17 de setembro de 2012, arts. 1º a 7º, 10,13 e 14; Medida Provisória nº 582, de 20 de setembro de 2012; Instrução Normativa RFB nº 1.131, de 21 de fevereiro de 2011, alterada pelas Instruções Normativas RFB nºs 1.196, de 27 de setembro de 2011 e 1.311, de 28 de dezembro de 2012.

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