PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO ESTÂNCIA DE ATIBAIA

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1 - 2025

2 Saulo Pedroso de Souza Prefeito Municipal Mario Inui Vice-Prefeito Márcia Aparecida Bernardes Secretária de Educação 2

3 Conselho Municipal de Educação Representantes da Secretaria de Educação Eliane Doratiotto Endsfildz Titular Luciana Maria Alves Polidoro Suplente Representantes dos professores da Rede Municipal de Ensino Kelly Granda Titular Marcos Antonio da Silva Regis Suplente Representantes dos Diretores de Escola da Rede Municipal de Ensino Cherliana Aparecida Mita Chaves Titular Lucia Helena Fumani Suplente Representantes de pais de alunos com necessidades educacionais especiais Maria Tereza Bressani Grilo Titular Adilson de Oliveira Suplente Representantes de pais das associações de pais e alunos do município Mario Antonio Nascimento Titular Claudia Cristiane B. de Sá Suplente Representantes dos professores da Rede Estadual de Ensino Waldemar Bucky Titular Marcelo Guimarães Torres Suplente Representantes dos Diretores das escolas da Rede Pública Estadual Vera Lúcia Pires Rampa Titular José Renato Emdsfeldz Suplente Representantes das escolas particulares Anne Caroline de Oliveira Titular Irene Conceição Pedrosa Suplente Representantes do ensino superior Saulo Brasil Ruas Vernalha Titular Marli Amélia Lucas Pereira Suplente Representantes do Sindicato dos Especialistas do Magistério Oficial do Estado de São Paulo UDEMO Iete Rodrigues Reis Titular Vilma Pereira de Lima Suplente Representantes da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo APEOESP Edson dos Santos Titular Cleberson Aparecido Matoso Suplente 3

4 Representantes do Centro do Professorado Paulista CPP Ana Margarida Brito Titular Leonice Maria da Silva Suplente Representantes do Conselho Municipal dos Direitos da criança e do adolescente Márcia Cherfên Zigaib Titular Elaine Christina Santa Donadio Suplente Comissão coordenadora de atualização e adequação do PME: Representantes Poder Executivo - Secretaria de Educação Fernanda Elisa Tenório Nascimento Titular Ivete Lourenço Leano Suplente Márcia Aparecida Bernardes Titular Breno Ruiz Suplente Representantes da Sociedade Civil Organizada Alfredo Francisco Reis Neto Titular Cecília de Siqueira Campos Hernandes Suplente Representantes da Assessoria Técnico Pedagógico Cristiane Guarnieri do Amaral Rodrigues Titular Maria Lúcia Serrano Suplente Representantes da Supervisão Escolar Márcia Beraldo Titular Maria Lúcia Cerbino Suplente Representantes de Gestor da Educação Infantil Sandra Regina Fernandes Silveira Titular Rachel Teixeira de Carvalho Suplente Representantes de Gestor do Ensino Fundamental I Therezinha de Jesus Silva Titular Kelly Granda Suplente Representantes de Professores da Educação Infantil Viviane Biason Gomes Diana Titular Sirley de O. Gonçalves Suplente Representantes de Professores do Ensino Fundamental I Diego Henrique dos Reis Titular Elen Cristine Romantini Lombardi Suplente 4

5 Representantes de Pais da Educação Infantil Romolo Castagna Titular Adriane Ponce Lima Suplente Representantes de Pais do Ensino Fundamental I Marcio da Costa Bello Titular Olmiro Ferreira da Silava Suplente Representantes do Ensino Universitário Marli Amélia Lucas de Oliveira Titular Saulo Brasil Ruas Vernalha Suplente Representantes do Conselho Municipal de Educação Eliane Doratiotto Endsfeldz Titular Luciana Maria Alves Polydoro Suplente Representantes do Conselho do FUNDEB Lucia Helena Fumani Titular Silmara Canutto Duarte Suplente Representantes do Conselho da Alimentação Claudia Garcia Mendes Titular Guaraci Eiró Gonçalves Suplente Representantes do Conselho Tutelar Ivanilda Santos Titular Carmen Monari Suplente Representantes do Gestor da Unidade Escolar Estadual Ivani Regina de Moraes Titular Cristiana Rocha Pereira de Oliveira Suplente Representantes de Docente da Unidade Escolar Estadual Lívia Mariane Macedo da Annunciação Titular Fernando Barbosa Ferreira Suplente Representantes de Aluno da Unidade Escolar Estadual Tamires Vitória Bezerra Titular Pedro Lourenção Machado Suplente Representantes de Pai de Aluno da Unidade Escolar Estadual Geane Silva Bezerra Lima Titular Elaine Lourenção Machado Suplente 5

6 Equipe técnica da Secretaria de Educação para a elaboração do PME Eliane Doratiotto Endzfelds Maria Lúcia Nunes Serrano Luciana Maria Alves Polydoro Márcia Beraldo Maria Lúcia Cerbino Angelina Cebalos Breno Ruiz Cristiane Guarnieri do Amaral Rodrigues Marcela Camata Martinho Silva 6

7 METAS E ESTRATÉGIAS Nunca falo de utopia com uma impossibilidade que, às vezes pode dar certo. Menos ainda, jamais falo de utopia como refúgio dos que não atuam ou [como] inalcançável pronúncia de quem apenas devaneia. Falo da utopia, pelo contrário, como necessidade fundamental do ser humano. Faz parte de sua natureza, histórica e socialmente constituindo-se, que homens e mulheres não prescindam, em condições normais, do sonho e da utopia. As ideologias fatalistas são, por isso mesmo, negadoras de gentes, das mulheres e dos homens. (Paulo Freire. Pedagogia dos Sonhos Possíveis. Editora UNESP, São Paulo) Objetivos e Prioridades O Plano Municipal de Educação tem como macro-objetivos: 1. Elevação global do nível de escolaridade da população; 2. Melhoria da qualidade da educação em todos os níveis; 3. Redução das desigualdades sociais e regionais do Município no tocante ao acesso e à permanência com sucesso na educação pública; 4. Democratização da gestão do ensino público nos estabelecimentos oficiais, obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto político pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares. São prioridades fixadas: 1. Garantia de Ensino da Educação Infantil obrigatório, a todas as crianças de 4 e 5 anos, assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão neste nível de ensino; 2. Garantia de Ensino Fundamental obrigatório, de nove anos, a todas as crianças de 6 até 14 anos, assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão neste nível de ensino; 3. Garantia de Ensino Fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram; a erradicação do 7

8 analfabetismo faz parte desta prioridade, considerando-se a Educação de Jovens e Adultos EJA como ponto de partida e parte intrínseca deste nível de ensino; 4. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino a Educação Infantil, Ensino Médio, Educação Superior; 5. Valorização dos profissionais da educação, fazendo parte desta valorização a garantia das condições adequadas de trabalho, entre elas, o tempo para estudo e preparação das aulas, o salário digno e o Plano de Carreira para o Magistério; 6. Participação no sistema de informação e de avaliação de todos os níveis e modalidades, objetivando a melhoria do ensino e a gestão aperfeiçoada do sistema educacional. Educação Básica Níveis e Modalidades Abrangidos A educação básica compreende a Educação Infantil (0 a 5 anos) em creches e pré-escolas, com obrigatoriedade para 4 e 5 anos; o Ensino Fundamental obrigatório a partir dos 6 anos, com duração de nove anos; o Ensino Médio, com duração mínima de 03 anos. Centrada no trabalho como mediador das relações do homem com a natureza e com os outros homens, ela deverá promover o acesso ao conhecimento científico, tecnológico e artístico e, desta forma, contribuir para a formação de cidadãos que, pelo domínio gradativo desses conhecimentos e pela reflexão crítica sobre seu uso sóciopolítico, atuem na perspectiva de uma sociedade democrática e inclusiva (PNE - Proposta da Sociedade Brasileira, 1997). Nessa perspectiva a Educação Básica deve estar voltada para a formação integral do indivíduo, buscando preparar o aluno (oportunizar), em especial o da escola pública, para as novas exigências sociais, formando-o para a inserção consciente no mundo do trabalho e para o exercício pleno da cidadania. Este Plano procura dar um tratamento global à educação básica, com vistas ao atendimento pleno do direito à educação. A organização escolar deve, pois, assegurar a articulação entre as etapas da educação básica, no que se refere a princípios, objetivos e formas de implementação. Compete aos profissionais da escola e à comunidade a construção do projeto político-pedagógico e aos Conselhos de Escola, democraticamente constituídos, a aprovação e o acompanhamento desses projetos e planos escolares, com base nas diretrizes emanadas dos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal de Educação. Na Educação Básica, além de caminhar firmemente na direção de ampliar a permanência do aluno no ambiente escolar cuidando da qualidade deste, é condição que as crianças e adolescentes estejam preparados para esta inserção, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. 8

9 O Ensino Médio, revitalizado, precisa encontrar sua vocação na formação do cidadão, consciente e crítico, inserido no mundo de forma não subalterna, podendo, inclusive, constituir-se numa profissionalização terminal para quem assim o desejar. A Educação Superior, que é responsável e contribui para a formação de profissionais que sustentam o sistema educacional, as escolas e boa parte do mercado, deve com urgência, buscar referenciais outros que não o da relação mercadológica estreita, com vistas a oferecer este nível de ensino em instituição pública no Município. A Educação Especial deve ser considerada como modalidade de ensino na educação regular, fortalecendo-se na perspectiva da educação pública a satisfação das necessidades próprias de suas variadas peculiaridades, ao longo de todos os níveis e modalidades da educação e do ensino. Essa compreensão parte do pressuposto de que o nível de cidadania das pessoas deficientes, com necessidades educativas especiais, poderá desenvolver-se de forma plena, na medida em que se revertam as tendências privatizantes das atuais práticas da Educação Especial, passando a ser esta concepção renovada uma política pública. A Educação de Jovens e Adultos EJA vai continuar exigindo atenção especial, durante a vigência deste Plano já que ainda é grande o contingente populacional que não completou a Educação Básica. A educação no campo, pela sua importância cultural específica, deverá ter atendimento educacional correspondente. 9

10 EDUCAÇÃO INFANTIL Concepção e análise da Educação Infantil no Município A Constituição Federal de 1988 garantiu o direito à educação aos filhos e dependentes dos trabalhadores, desde o nascimento até 05 anos, na Educação Infantil. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei 9.394/96 consubstanciou um grande avanço ao garantir o acesso a todas as crianças desta faixa etária, incluindo esta etapa de ensino na Educação Básica. A Educação Infantil é, talvez, a mais importante etapa da Educação Básica, porque constrói a base para a formação de atitudes frente ao conhecimento, e de habilidades necessárias para o contínuo desenvolvimento da criança. As creches e pré-escolas são espaços para explorar o mundo, fantasiar, brincar, ter acesso às fontes de informação, aos livros, à organização coletiva de tempo e espaço, à convivência social, à descoberta e troca de experiências. A criança de zero até 5 anos tem o direito de educar-se sob a orientação de profissionais competentes e bem informados, que planejem e avaliem as ações pedagógicas, como uma etapa importante do processo de desenvolvimento humano. No Brasil, a educação das crianças menores de 7 anos tem uma história de 160 anos, sendo que, Atibaia conta com 61 anos de história correspondente. Seu crescimento, no entanto, deu-se principalmente a partir dos anos 70 e foi mais acelerado a partir de Uma análise das necessidades da Educação Infantil precisa assinalar as condições de vida e desenvolvimento das crianças brasileiras. A pobreza que afeta a maioria delas, que retira de suas famílias as possibilidades mais primárias de alimentá-las e assisti-las, tem de ser enfrentada com políticas abrangentes que envolvam a saúde, a nutrição, a educação, a moradia, o trabalho, o emprego, a renda e os espaços sociais de convivência, cultura e lazer; pois, todos esses são elementos constitutivos da vida e do desenvolvimento da criança. O efeito sinérgico de ações na área da saúde, nutrição e educação está demonstrado por avaliações de políticas e programas. Daí porque a intervenção na infância, mediante programas de desenvolvimento infantil, que englobem ações integradas de educação, saúde, nutrição e apoio familiar, faz desta política importante instrumento de desenvolvimento econômico e social. 10

11 A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica. Ela estabelece as bases da personalidade humana, da inteligência, da vida emocional, da socialização. As primeiras experiências da vida são as que marcam mais profundamente a pessoa; quando positivas tendem a reforçar ao longo da existência as atitudes de autoconfiança, de cooperação, solidariedade e responsabilidade. As ciências que se dedicaram à criança nos últimos 50 anos, investigando como se processa seu desenvolvimento, coincidem em afirmar a importância dos primeiros anos de vida para o mesmo e a aprendizagem futura. Na distribuição de competências referentes à Educação Infantil, tanto a Constituição Federal, quanto a Lei de Diretrizes e Bases LDB são explícitas na co-responsabilidade das três esferas de governo Municípios, Estado e União e da família. A articulação com a família visa, mais do que qualquer outra coisa, ao mútuo conhecimento de processos de educação, valores, expectativas, de tal maneira que a educação familiar e a escolar se complementem e se enriqueçam, produzindo aprendizagens coerentes mais amplas e profundas. Nas últimas décadas, diretrizes oficiais e referenciais de âmbito nacional foram estabelecidas para apoiar a elaboração da proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil como forma de ajudá-las a responder à autonomia determinada pela LDB, que reconhece a riqueza e a diversidade das realidades brasileiras desde que respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino. Normas comuns foram definidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil DCNEI. Elas reforçam princípios, fundamentos e procedimentos que devem orientar a organização, articulação, desenvolvimento e avaliação das propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil, de acordo com os princípios éticos (da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum), políticos (dos direitos e deveres de cidadania, do exercício do pensamento crítico e do respeito a ordem democrática) e estéticos (da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais). As particularidades desta etapa de desenvolvimento exigem que a educação infantil cumpra duas funções complementares e indissociáveis: Cuidar e Educar, complementando os cuidados e a educação da família. A Educação nesta fase deverá acontecer de forma integrada, favorecendo o desenvolvimento infantil, nos aspectos psicomotor, emocional, intelectual e social, promovendo a ampliação das experiências e dos conhecimentos infantis, estimulando o interesse da criança pelo processo de transformação da natureza e pela dinâmica da vida social. Deve também contribuir para que sua interação e convivência na sociedade sejam produtivas e marcadas pelos valores de solidariedade, liberdade, cooperação e respeito. 11

12 A criança, como todo ser humano, é um sujeito social e histórico, pertence a uma família que está inserida em uma sociedade, com uma cultura, em um determinado momento histórico. É profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve o que lhe confere a condição de ser humano único. Desde que nasce e mesmo antes, na gestação, a criança está imersa nas práticas sociais de algum grupo de pessoas que atuam como seu ambiente de aprendizagem e desenvolvimento. Suas formas de sentir, pensar e agir, embora influenciadas por fatores inatos não resultam apenas deles. Elas são construídas conforme as possibilidades de participação da criança em seu meio sociocultural em atividades onde interage com diferentes parceiros. Creches e pré-escolas têm, dentre outros, o compromisso de garantir as crianças nelas matriculadas o direito de viver situações acolhedoras, seguras, agradáveis, desafiadoras, que lhes possibilitem apropriar-se de diferentes linguagens e saberes que circulam em nossa sociedade, selecionados por seu valor formativo em relação aos objetivos expostos. Defende-se que as práticas culturais selecionadas pelos professores, a partir do projeto pedagógico de sua unidade escolar, sejam estimuladoras do desenvolvimento das crianças, acolhedoras de suas diversidades e promotoras de: 1. Um pensar criativo e autônomo, conforme a criança aprende a opinar e a considerar os sentimentos e a opinião dos outros sobre um acontecimento, uma reação afetiva, uma ideia, um conflito, etc.; 2. Uma sensibilidade que valoriza o ato criador e a construção de respostas singulares pelas crianças, em um mundo onde a reprodução em massa sufoca o olhar; 3. Uma postura ética de solidariedade e justiça que possibilite à criança trabalhar com a diversidade de pessoas e de relações que caracteriza a comunidade humana, e a posicionar-se contra a desigualdade, o preconceito, a discriminação e a injustiça; Em decorrência disso, espera-se que as situações criadas cotidianamente nas instituições de educação infantil ampliem as possibilidades das crianças viverem a infância de modo a: 1. Conviver, brincar e desenvolver projetos em grupo; 2. Cuidar de si, de outros e do ambiente; 3. Expressar-se, comunicar-se, criar e reconhecer novas linguagens; 4. Compreender suas emoções e sentimentos e organizar seus pensamentos; 5. Ter iniciativa e buscar soluções para problemas e conflitos; 6. Conhecer suas necessidades, preferências e desejos ligados à construção do conhecimento e de relacionamentos interpessoais; 7. Formular um sentido de si mesmo que oriente as ações da criança. 12

13 Alguns princípios básicos podem guiar a efetivação do compromisso apresentado: 1. O desenvolvimento da criança é um processo conjunto e recíproco; 2. Educar e cuidar são dimensões indissociáveis de toda ação educacional; 3. Todos são iguais, apesar de diferentes: a inclusão de crianças com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 4. O adulto educador é mediador do processo de aprendizagem da criança em sua aprendizagem. 5. A parceria com as famílias das crianças é fundamental. Objetivos Gerais das Instituições de Educação Infantil As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) consideram que a função sociopolítica e pedagógica das unidades de Educação Infantil inclui: 1. Oferecer condições e recursos para que as crianças usufruam seus direitos civis, humanos e sociais; 2. Assumir a responsabilidade de compartilhar e complementar a educação e cuidado das crianças com as famílias; 3. Possibilitar tanto a convivência entre crianças, bem como entre adultos e crianças, quanto à ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes naturezas; 4. Promover a igualdade de oportunidades educacionais entre as crianças de diferentes classes sociais no que se refere ao acesso a bens culturais e às possibilidades de vivência da infância; 5. Construir novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa. Cuidar e Educar na Educação Infantil Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional, apontam para a necessidade de que as instituições da educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam 13

14 com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham com as maiores. As novas funções para a educação infantil devem estar associadas aos padrões de qualidade. Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que consideram as crianças nos seus contextos sociais, ambientais, culturais e, mais concretamente, nas interações e práticas sociais que lhes fornecem elementos relacionados as mais diversas linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção de uma identidade autônoma. Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança e o acesso, pelas crianças aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidar significa valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. O desenvolvimento integral depende tanto dos cuidados relacionais, que envolvem a dimensão afetiva e os cuidados com os aspectos biológicos do corpo, como a qualidade da alimentação e dos cuidados com a saúde, quanto da forma como esses cuidados são oferecidos e das oportunidades de acesso a conhecimentos variados. O cuidado precisa considerar principalmente, as necessidades das crianças, que quando observadas, ouvidas e respeitadas, podem dar pistas importantes sobre a qualidade do que estão recebendo. Os procedimentos de cuidado também precisam seguir os princípios de promoção à saúde. Para se atingir os objetivos dos cuidados com a preservação da vida e com o desenvolvimento das capacidades humanas, é necessário que as atitudes e procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicos sobre o desenvolvimento biológico, emocional, e intelectual das crianças, levando em consideração as diferentes realidades socioculturais. (RCN para a Educação Infantil 1998, p. 25) Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua singularidade, ser solidário com suas necessidades, confiando em suas capacidades. Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida e quem é cuidado. Além da dimensão afetiva relacional do cuidado, é preciso que o professor possa ajudar a criança a identificar suas necessidades e priorizá-las assim como atendê-las de forma adequada. Assim cuidar da criança é, sobretudo dar atenção a ela como pessoa que está em contínuo crescimento e 14

15 desenvolvimento, compreendendo sua singularidade, identificando e respondendo às suas necessidades. Isto inclui interessar-se sobre o que a criança sente, pensa o que ela sabe sobre si e sobre o mundo, visando à ampliação deste. Avaliação na Educação Infantil A avaliação, como estabelecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI), não deve ter a finalidade de promoção das crianças, mas sim o acompanhamento do seu desenvolvimento. Por isso, deve ser contínua e não ocorrer apenas em alguns momentos. Deve contemplar os objetivos pretendidos e as múltiplas facetas do desenvolvimento infantil propostas no projeto pedagógico das Creches e Préescolas. As instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico e para avaliação do desenvolvimento das crianças, sem objetivo de seleção, promoção ou classificação, garantindo: 1. A observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e interações das crianças no cotidiano; 2. Utilização de múltiplos registros realizados por adultos e crianças (relatórios, fotografias, desenhos, álbuns etc.); 3. A continuidade dos processos de aprendizagens por meio da criação de estratégias adequadas aos diferentes momentos de transição vividos pela criança (transição casa/instituição de Educação Infantil, transições no interior da instituição, transição creche/pré-escola e transição pré-escola/ensino Fundamental); 4. Documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil; IV - documentação específica que permita às famílias conhecer o trabalho da instituição junto às crianças e os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança na Educação Infantil; 5. A não retenção das crianças na Educação Infantil. 15

16 META 1 Acesso EDUCAÇÃO INFANTIL Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 04 (quatro) a 05 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 03 (três) anos até o final da vigência deste PME. ESTRATÉGIAS EDUCAÇÃO INFANTIL 1.1 Construir uma concepção humanística de infância, e desenvolvimento da criança, que fundamente o currículo e o projeto político pedagógico deste nível de ensino, com base na contribuição dos trabalhadores em Educação Infantil e nos conhecimentos acumulados na área. 1.2 Ampliar a oferta da Educação Infantil, de forma a atender, no mínimo 50% da população de até 3 anos de idade e 100% da população de 4 e 5 anos de idade. 1.3 Cumprir as normas emanadas dos Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil, e dos Parâmetros Básicos de Infraestrutura para as Instituições de Educação Infantil (Ministério da Educação, Brasil, 2006), e as orientações das Diretrizes Nacionais Curriculares para Educação Infantil (MEC 2010). 1.4 Propiciar a participação em programas de formação dos profissionais da Educação Infantil, mediante parcerias com a União e o Estado, universidades e institutos superiores de educação, organizações não-governamentais e outras, com vistas aos seguintes resultados: Assegurar que até o final da década de vigência do PME todos os professores de Educação Infantil tenham habilitação específica de nível superior; Manter programa de formação em serviço, para a atualização permanente e o aprofundamento dos conhecimentos dos profissionais que atuam na Educação Infantil, bem como para a formação do pessoal auxiliar. 16

17 1.5 Assegurar que a cada dois anos, todas as escolas de Educação Infantil do Município atualizem o seu Projeto Político Pedagógico com base nas Diretrizes Nacionais, nas Diretrizes Municipais (2014), nas normas complementares estaduais e municipais e nos Referenciais Curriculares Nacionais 1.6 Instituir mecanismos de colaboração entre os setores de educação, saúde e assistência na manutenção e expansão das instituições de Educação Infantil, prioritariamente nas que atendem crianças de zero até 3 anos de idade. 1.7 Estabelecer com a colaboração dos setores responsáveis pela educação, saúde, assistência social e organizações não-governamentais, encaminhamentos aos programas de orientação e apoio aos pais com filhos entre zero e 5 anos de idade, em vulnerabilidade social. 1.8 Manter e apoiar o Programa Creches Comunitárias, reafirmando-o como política pública do Município, e implantando-o em todos os bairros, onde houver necessidade. 1.9 Fomentar a criação de Creches pelas Empresas Privadas ou incentivar a manutenção de Convênios com Creches Comunitárias para suas funcionáriasmães trabalhadoras, incentivando a responsabilidade social destas empresas Ampliar a jornada para 5 horas diárias, das crianças da Pré-Escola, desde que atendida toda a demanda citada na estratégia Implementar ou fazer implementar os ajustes necessários para a legalização das escolas ou, se for o caso, tomar providências para o fechamento daquelas que apresentarem funcionamento irregular Ampliar a oferta da Educação Infantil, de forma a atender, no mínimo 50% da população de até 3 anos de idade e 100% da população de 4 e 5 anos de idade através de construção de novas unidades escolares em parcerias com o Governo Federal e Estadual. 17

18 ENSINO FUNDAMENTAL Concepção e análise do Ensino Fundamental De acordo com a Constituição Brasileira, o Ensino Fundamental é obrigatório e gratuito. O Art. 208 preconiza a garantia de sua oferta, inclusive para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. É básico na formação do cidadão, pois de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu Art. 32, o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo, constituem meios para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de se relacionar no meio social e político. É prioridade oferecê-lo a toda a população brasileira. Existe hoje, no Brasil, um amplo consenso sobre a situação e os problemas do Ensino Fundamental. A exclusão da escola de crianças na idade própria, seja por incúria do Poder Público, seja por omissão da família e da sociedade, é a forma mais perversa e irremediável de exclusão social, pois nega o direito elementar de cidadania, reproduzindo o círculo da pobreza e da marginalidade e alienando milhões de brasileiros de qualquer perspectiva de futuro. De acordo com a tabela abaixo do censo de 2013 estavam matriculados no ensino fundamental alunos distribuídos nas diferentes séries como mostra a tabela abaixo. TABELA 37 18

19 A existência de crianças fora da escola e as taxas de analfabetismo estão estreitamente associadas. Trata-se, em ambos os casos, de problemas localizados, concentrando-se em bolsões de pobreza existentes nas periferias urbanas e nas áreas rurais. Na maioria das situações, o fato de ainda haver crianças fora da escola não tem como causa determinante o déficit de vagas; está relacionado à precariedade do ensino e às condições de exclusão e marginalidade social em que vivem segmentos da população brasileira. Não basta, portanto, abrir vagas. Programas paralelos de assistência às famílias são fundamentais para o acesso à escola e a permanência nela, com aprendizagem, da população muito pobre, que depende para sua subsistência, do trabalho infantil. Diretrizes e objetivos para o Ensino Fundamental As diretrizes norteadoras da Educação Fundamental estão contidas na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e nas Diretrizes Curriculares para esse nível. A educação brasileira, nesta última década, passou por transformações intensas, relativas, sobretudo, ao ingresso das crianças na Educação Básica. A entrada aos seis anos no Ensino Fundamental desafiou os educadores a definir mais claramente o que se espera da escola nos anos iniciais de escolarização. O Ensino Fundamental deverá garantir o acesso, a permanência e a qualidade de ensino para todas as crianças na escola, tendo como princípios norteadores da sua ação pedagógica a autonomia, a responsabilidade, a solidariedade, respeito ao bem comum e a ética; princípios políticos dos direitos e deveres da cidadania, da criticidade, e respeito à ordem democrática; e princípios estéticos da sensibilidade, criatividade e diversidade nas manifestações artísticas e culturais. Este Plano postula manter o Ensino Fundamental universalizado, sob a responsabilidade do Poder Público, considerando a indissociabilidade entre acesso, permanência e qualidade da educação escolar. A consecução desses objetivos deverão perpassar pela relação indissociável entre o conhecimento, a linguagem e o afeto, elementos imprescindíveis nos processos de ensino e aprendizagem, cujo diálogo é o fundamento do ato de educar, concretizado nas relações entre as gerações, seja entre os alunos ou entre os próprios professores. A concretização desse direito não se refere apenas à matrícula, mas ao ensino de qualidade, até a conclusão. A oferta qualitativa deverá regularizar os percursos escolares, permitindo que crianças e adolescentes permaneçam na escola o tempo necessário para concluir o nível, eliminando o analfabetismo e elevando gradativamente a 19

20 escolaridade da população no Município. O atendimento em jornada ampliada, oportunizando orientação no cumprimento dos deveres escolares, prática de esportes, desenvolvimento de atividades artísticas, e alimentação adequada, no mínimo em duas refeições, será um avanço significativo para diminuir as desigualdades sociais e ampliar democraticamente as oportunidades de aprendizagem. A avaliação diagnóstica é um procedimento de ensino a ser adotado com o objetivo de se estabelecerem relações entre a proposta de ensino, o perfil pedagógico da turma e as necessidades de aprendizagem específicas de cada aluno. O planejamento pedagógico, por sua vez, como projeto de trabalho do professor, só se torna efetivo se elaborado a partir da articulação entre a proposta de ensino e os sujeitos da aprendizagem. Uma prática de ensino consistente tem em sua conformação esse conjunto de elementos bem definidos e pressupõe uma construção singular de cada professora com seu grupo de alunos, ao mesmo tempo em que requer um trabalho coletivo envolvendo todo o corpo docente e os demais profissionais na sua elaboração. Essa construção cotidiana da prática educativa exige dos seus profissionais a capacidade de fazer escolhas, criar, recriar, pesquisar, experimentar e avaliar constantemente suas opções. Em outras palavras, somente uma prática pedagógica autônoma garante as condições para o exercício profissional competente e para a construção de uma educação comprometida com a qualidade referenciada socialmente. Para garantir qualidade de ensino é preciso que as escolas repensem seu papel, organizem suas propostas pedagógicas, elaborem o Projeto Político Pedagógico, pensado, planejado, elaborado e executado de forma coletiva na Unidade Escolar. Não menos importante é conceber a escola como espaço de convivência e diálogo cultural, respeitando as formas de ser e modos de conviver dos atores educacionais, garantindo uma concepção de ensino e aprendizagem. Outro aspecto que demanda cuidado e está diretamente ligado a qualidade do ensino é a formação inicial e continuada do professor que deve fortalecer a ação educativa na escola e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Da mesma forma é preciso garantir a melhoria da infraestrutura das unidades escolares, contemplando desde a construção física, com adaptações adequadas para pessoas com deficiência, até espaços especializados para as atividades artísticas, culturais, esportivas, recreativas e aquisição de equipamentos e mobiliários pedagógicos. Temos também que considerar a especificidade da escola rural que requer um tratamento diferenciado, pois a oferta de Ensino Fundamental, além de chegar a todos, deve seguir o princípio da igualdade e da equidade. Neste sentido, as classes isoladas e multisseriadas devem ser substituídas por escolas nucleadoras, localizadas na zona rural, consideradas as peculiaridades 20

21 regionais e a sazonalidade; devem ter, também, Projeto Político Pedagógico elaborado de acordo com as especificidades de cada segmento. O Poder Público municipal, no cumprimento das suas responsabilidades, proporcionará Educação Infantil e Ensino Fundamental nas comunidades rurais, inclusive para aqueles que não o concluíram na idade prevista. Queremos alcançar a atualidade do currículo, valorizando um paradigma curricular que possibilite a interdisciplinaridade, e novas perspectivas no desenvolvimento de habilidades para dominar esse novo mundo que se desenha. Os temas estão vinculados ao cotidiano da maioria da população. Além do currículo composto pelas disciplinas tradicionais, propõem a inserção de temas transversais como: ética, meio ambiente, pluralidade cultural, trabalho e consumo, prevenção a drogas e violência entre outros. Finalmente, o Município continuará participando do Censo Escolar, do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e do Sistema Estadual de Avaliação do Rendimento Escolar (SARESP). O sistema Municipal de educação tem seu próprio processo de avaliação externa denominada Avaliação Unificada. 21

22 META 2 Acesso ENSINO FUNDAMENTAL Universalizar o ensino fundamental de 9 anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PME. ESTRATÉGIAS ENSINO FUNDAMENTAL 2.1 Realizar e manter o mapeamento, por meio de censo escolar das crianças fora da escola, visando a localização da demanda, cabendo a cada instância governamental (municipal, estadual e federal) informar os dados correspondentes; 2.2 Garantir a continuidade e progressão da Jornada Ampliada ou Estendida às crianças e adolescentes nas redes públicas de ensino, durante a vigência deste Plano, visando o oferecimento de atividades esportivas e culturais diversificadas, complementando a alimentação escolar. 2.3 Universalizar o atendimento escolar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, públicos ou conveniados. 2.4 Consolidar e ampliar progressivamente o programa de atendimento às crianças e jovens com deficiência e necessidades educacionais especiais, tendo como infraestrutura o Centro de Apoio e Atendimento ao Desenvolvimento Educacional CAADE atendendo os alunos da Rede Municipal inclusive com a possibilidade de formação de núcleos ou polos regionais do mesmo; 2.5 Ampliar e realizar adequações para as demais esferas de atuação (estadual e federal) também atender os alunos com deficiência e necessidades educacionais especiais. 22

23 2.6 Assegurar no Projeto Político Pedagógico da escola, a partir da aprovação deste Plano: O atendimento dos deficientes e de pessoas com necessidades educativas especiais, e também as crianças, adolescentes e jovens em liberdade assistida ou egressos da Fundação CASA Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente A recuperação paralela e contínua aos processos de ensino e de aprendizagem, com aferição constante e sistemática dos resultados em todas as etapas e modalidades de ensino, de modo a atingir e/ou superar as metas das avaliações internas e externas (ANA, Provinha Brasil, SARESP, Prova Brasil), e seus devidos índices (IDEB, IDESP); O desenvolvimento da educação ambiental, tratada como tema transversal, será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente, em conformidade com a Lei Municipal 2667/95, consolidando o Programa Fruto da Terra como política pública. 2.7 Garantir acesso ao ensino público e gratuito aos que, por algum motivo, não frequentaram a escola na idade esperada cabendo esta garantia a cada instância governamental (municipal, estadual e federal); 2.8 Monitorar o fluxo escolar, viabilizando o término da evasão e da repetência, por meio de programas especificamente planejados e buscando a integração da família com a escola; 2.9 Exigir, até o término do plano vigente, a adequação das escolas já em funcionamento e aos novos projetos aos padrões mínimos e em conformidade com a legislação: infraestrutura física, material, equipamentos, espaços para a prática de aulas de educação física e esportes, recreação com brinquedos de playground, informática com acesso a internet. Biblioteca, laboratório de ciências e equipamento multimídia, acessibilidade para alunos deficientes ou com necessidades educativas especiais, conforme a legislação vigente Garantir, a continuidade, a todos os alunos das zonas rurais e urbanas, com a colaboração financeira da União e parceria com o Estado, o transporte escolar, bem como o provimento da alimentação escolar, implantando gradativamente, de acordo com a necessidade, o Projeto: Alimento certo na hora certa. 23

24 2.11 Levar em consideração as realidades e necessidades pedagógicas e, gradativamente, tornar as salas multisseriadas em salas com um único professor para cada ano escolar Manter e garantir em todas as unidades da Rede Municipal a avaliação externa, levando em consideração os descritores, capacidades, habilidades e o planejamento anual para elaboração. As Redes Estaduais e particulares deverão garantir seus sistemas de avaliações Consolidar e ampliar as parcerias com outras secretarias e entidades para garantir os Projetos Educativos, Culturais e Esportivos, na Jornada Ampliada; 2.14 Disponibilizar prédios públicos escolares nos finais de semana com vistas ao desenvolvimento de atividades esportivas, culturais e de lazer, incentivando também o trabalho voluntário para estas Atender a legislação já existente no município em relação à quantidade de alunos por sala x alunos de inclusão, para garantir a qualidade de ensino oferecida aos atibaienses. 24

25 ENSINO MÉDIO Concepção e análise do Ensino Médio Analisar o Ensino Médio é estudar um nível de ensino que traz consigo problemas que resultam de embates políticos históricos. Sua identidade tem sido ambígua quanto às suas funções. Tal ambiguidade se expressa na dualidade: ensino propedêutico de um lado, que pretende preparar o aluno para continuar os estudos no nível superior, assumindo assim um caráter elitista; e, de outro lado, a busca por preparar mão de obra para o mercado de trabalho. Em ambos os casos, deixando esse nível de ensino de cumprir sua função precípua formação ampla e integral dos jovens e adolescentes. Etapa final da Educação Básica, como previsto na Lei de Diretrizes e Bases LDB o Ensino Médio, na rede estadual, tem apresentado acentuada expansão em número de matrículas, sobretudo entre 1996 a 2000, quando cresceu substancialmente, fato este que pode ser explicado pelo aumento da demanda em função do processo de universalização do Ensino Fundamental, e, também, em parte, pela maior valorização deste nível de ensino no mercado de trabalho. Em Atibaia, o processo de ampliação da oferta do Ensino Médio também ocorreu de forma significativa, em virtude do Poder Público municipal ter assumido gradativamente a responsabilidade do atendimento ao Ensino Fundamental, permitindo, assim, que as escolas estaduais no Município pudessem ampliar as vagas para o Ensino Médio. É importante ressaltar, por outro lado, que o crescimento quantitativo das matrículas no Ensino Médio não pressupõe necessariamente uma melhoria deste nível de ensino e nem sua terminalidade. Um dado a ser notado é o aumento proporcionalmente maior de matrículas no turno diurno em relação ao noturno, no decorrer da década. Embora não haja estudos específicos sobre este fato, pode o mesmo ser explicado em parte pelo aumento do desemprego, com maior disponibilidade dos jovens para estudar durante o dia, em parte pela pouca oferta de vagas no período noturno nas escolas públicas do Ensino Médio. É possível ainda considerar o fato de que os alunos passaram a concluir o Ensino Fundamental na idade própria, exigindo que a oferta de vagas fosse oferecida no período diurno. Aliada a estes fatores, acrescenta-se a exigência crescente do mercado de trabalho e dos jovens que aspiram à melhoria social e salarial e que precisem dominar habilidades que permitam assimilar e utilizar produtivamente recursos tecnológicos novos e em acelerada transformação. No Ensino Médio, a maior parte da desistência ocorre na Rede Pública. A taxa de abandono nas escolas públicas chegou em 10,4% em 2012, o que 25

26 representa 760 mil estudantes. Considerando que esse segmento de ensino é fundamental para a inserção do jovem no mercado de trabalho e ao acesso à universidade, é necessário urgência nas ações que provoquem melhoria na qualidade deste nível de ensino Diretrizes e objetivos para o Ensino Médio O aumento lento, mas contínuo, do número dos que conseguem concluir a escola obrigatória, associado à tendência para diminuição da idade dos concluintes, vai permitir que um crescente número de jovens ambicione uma carreira educacional mais longa. Estatísticas recentes confirmam esta tendência. Desde meados dos anos 80, foi no Ensino Médio que se observou o maior crescimento de matrículas do País. De 1985 a 1994, esse crescimento foi superior a 100%, enquanto no Ensino Fundamental foi de 30%. Se, no passado mais longínquo, o ponto de ruptura no sistema educacional brasileiro situava-se no acesso à escola; posteriormente, na passagem do antigo primário ao ginásio; em seguida, pela diferenciação da qualidade do ensino oferecido; hoje ele se dá no limiar e dentro do Ensino Médio. Pelo caráter que assumiu na história educacional de quase todos os países, a educação média é particularmente vulnerável à desigualdade social. Na disputa permanente entre orientações profissionalizantes ou acadêmicas, entre objetivos humanistas ou econômicos, a tensão expressa nos privilégios e nas exclusões decorre da origem social. Em vista disso, o ensino médio proposto neste Plano deverá enfrentar o desafio dessa dualidade com oferta de escola média de qualidade a toda a demanda uma educação que propicie aprendizagem de competências de caráter geral, forme pessoas mais aptas a assimilar mudanças, mais autônomas em suas escolhas, que respeitem as diferenças e superem a segmentação social. Preparando jovens e adultos para os desafios da modernidade, o Ensino Médio deverá permitir a aquisição de competências relacionadas ao pleno exercício da cidadania e da inserção produtiva: auto-aprendizagem; percepção da dinâmica social e capacidade para nela intervir; compreensão dos processos produtivos; capacidade de observar, interpretar e tomar decisões; domínio de aptidões básicas de linguagem, comunicação, abstração; habilidades para incorporar valores éticos de solidariedade, cooperação e respeito às individualidades. Há que se considerar também que o Ensino Médio atende a uma faixa etária que demanda organização escolar adequada à sua maneira de usar o espaço, o tempo e os recursos didáticos disponíveis. Esses elementos devem pautar a organização deste nível de ensino, a partir das novas diretrizes curriculares já elaboradas e aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. A disposição constitucional (Art. 208, Inc. III) de integração dos 26

27 deficientes na rede regular de ensino será, no Ensino Médio, ampliada mediante a qualificação dos professores e a adaptação das escolas quanto às condições físicas, mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos. Quando necessário o atendimento especializado, serão observadas diretrizes específicas contidas no Capítulo deste Plano dedicado à educação especial. Assim, as diretrizes do PME apontam para a criação de incentivos e a retirada de todo obstáculo para que os jovens permaneçam no sistema escolar e, aos 17 ou 18 anos de idade, estejam concluindo a educação básica com uma sólida formação geral. TABELA 38 Nos últimos anos o número de alunos inscritos no Exame Nacional de Ensino Médio-ENEM aumentou tendo em vista que o mesmo se configura como oportunidade de acesso ao ensino superior. O desempenho dos alunos da Rede Privada é melhor que o desempenho dos alunos do Ensino Médio da Rede Pública. Esse fato retrata os problemas específicos desse nível de ensino. 27

28 META 3 Acesso ENSINO MÉDIO Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até o final do período de vigência deste PME, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%. ESTRATÉGIAS ENSINO MÉDIO 3.1 Garantir a universalização do Ensino Médio público, gratuito e de qualidade para todos em especial aos que não tiveram acesso na idade esperada, aos deficientes e pessoas com necessidades educativas especiais. 3.2 Estabelecer uma discussão democrática com a comunidade escolar e com a sociedade para definição do Projeto Político Pedagógico da escola. 3.3 Dar continuidade, no prazo de quatro anos (2019), de acordo com os padrões mínimos definidos em lei e compatíveis com a realidade local: infraestrutura física, material e equipamentos, espaço para biblioteca, instalação para laboratórios de ciências, informática, equipamento multimídia; adaptação dos edifícios escolares para atendimento dos alunos deficientes e com necessidades educativas especiais. 3.4 Garantir o funcionamento de cursos noturnos regulares em todas as unidades escolares onde houver demanda, de forma a adequá-los às necessidades do aluno trabalhador, sem prejuízo da qualidade de ensino. 3.5 Apoiar e incentivar as organizações estudantis como espaço de participação e exercício da cidadania. 3.6 Buscar recursos junto aos Poderes Estadual e Federal pela continuidade do Programa de Alimentação Escolar para os alunos do Ensino Médio, incluindo o período noturno. 3.7 Manter o programa de Transporte Escolar para todos os alunos do Ensino Médio, e buscar aumento de recursos nos âmbitos federal e estadual. 28

29 3.8 Proporcionar uma escola engajada no protagonismo juvenil, promovendo eventos, tais como festivais de música, torneios esportivos, cursos de rádio, teatro, etc. 3.9 Incentivar a permanência dos alunos na escola através do controle de frequência e desempenho de habilidades e competências, viabilizando a diminuição da retenção e evasão escolar Garantir a recuperação paralela e contínua, e a oferta de cursos profissionalizantes em períodos diversos do regular, além do oferecimento de atividades esportivas e culturais diversificadas para o Ensino Médio Expandir e divulgar o oferecimento de vagas para o Centro de Estudos de Línguas CEL. Manter o Projeto Acessa Escola, bem como novos projetos a serem implantados Manter a disponibilização dos prédios escolares nos finais de semana para atividades esportivas, culturais e curso pré-vestibular, dentro do Programa Escola da Família Incentivar a formação continuada dos profissionais que atuam no Ensino Médio Aumentar a oferta de escolas de período integral, incluindo as técnicas federais e estaduais Desenvolver indicadores específicos, a partir da avaliação interna, para todos os alunos, inclusive os alunos com necessidades especiais, elaborados por professores da Unidade Escolar após diagnostico da turma no início de cada ano letivo Implantar o processo de avaliação institucional de processo de auto avaliação nas escolas de educação básica, elaborados pela equipe da escola, para ter instrumentos que avaliem e orientem a situação em que se encontra o processo educativo, buscando elaborar um plano estratégico visando a melhoria continua na qualidade de ensino e formação continuada dos profissionais da educação através de cursos, palestras e oficinas fornecidas gratuitamente pela Secretaria de Educação Municipal e Estadual Executar as ações do (PAR) nas escolas de Educação Básica, dando cumprimento às metas de qualidade estabelecidas para a Educação Básica Pública e às estratégias de apoio técnico e financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional. 29

30 3.18 Promover a melhoria dos laboratórios de informáticas ampliando quantidade e acesso à rede mundial de computadores em banda larga de alta velocidade para os alunos, através do apoio da União, visando à utilização pedagógica das tecnologias da informação e da comunicação, adquirir através de contratação feito por cada escola de profissional especializado para fazer a manutenção de todos os equipamentos Garantir políticas de combate à violência na escola, inclusive pelo desenvolvimento de ações destinadas à capacitação de educadores para detecção dos sinais de suas causas, como a violência doméstica e sexual, favorecendo a adoção das providencias adequadas para promover a construção da cultura de paz e um ambiente escolar dotado de segurança para a comunidade, buscando parceria com ministério público e conselho tutelar Mobilizar as famílias e setores da sociedade civil, articulando a educação formal com experiências de educação popular e cidadã, com os propósitos de que a educação seja assumida como responsabilidade de todos, através de projetos elaborados pela equipe escolar para atrair a sociedade para a escola Criar políticas públicas para diminuir a evasão escolar, através de parceria com família, Ministério Público e Conselho Tutelar 30

31 EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇAO INCLUSIVA Diretrizes para a Educação Especial A Educação Especial tem sido atualmente definida no Brasil segundo uma perspectiva mais ampla, que ultrapassa a concepção de atendimentos especializados, tal como vinha sendo a sua marca nos últimos tempos. Conforme define a nova LDB, trata-se de uma modalidade de educação escolar, voltada para a formação do indivíduo, com vistas ao exercício da cidadania. Como elemento integrante e indistinto do sistema educacional, realiza-se transversalmente, em todos os níveis de ensino, nas instituições escolares, cujo projeto, organização e prática pedagógica devem respeitar a diversidade dos alunos, a exigir diferenciações nos atos pedagógicos que contemplem as necessidades educacionais de todos. Os serviços educacionais especiais, embora diferenciados, não podem desenvolver-se isoladamente, mas devem fazer parte de uma estratégia global de educação e visar suas finalidades gerais. Sua ação transversal permeia todos os níveis - educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação superior, bem como as demais modalidades - educação de jovens e adultos e educação profissional. Educação Inclusiva e Necessidades Educacionais Especiais A atenção à diversidade da comunidade escolar baseia-se no pressuposto de que a realização de adequações curriculares pode atender a necessidades particulares de aprendizagem dos alunos. Consideram que a atenção à diversidade deve se concretizar em medidas que levam em conta não só as capacidades intelectuais e os conhecimentos dos alunos, mas, também, seus interesses e motivações. A atenção à diversidade está focalizada no direito de acesso à escola e visa à melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem para todos, irrestritamente, bem como as perspectivas de desenvolvimento e socialização. A escola, nesse contexto, busca consolidar o respeito às diferenças, conquanto não elogie a desigualdade. As diferenças vistas não como obstáculos para o cumprimento da ação educativa, mas, podendo e devendo ser fatores de enriquecimento. A diversidade existente na comunidade escolar contempla uma ampla dimensão 31

32 de características. Necessidades educacionais podem ser identificadas em diversas situações representativas de dificuldades de aprendizagem, como decorrência de condições individuais, econômicas ou socioculturais dos alunos: 1. Crianças com condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais e sensoriais diferenciadas; 2. Crianças com deficiência e bem dotadas; 3. Crianças trabalhadoras ou que vivem nas ruas; 4. Crianças de populações distantes ou nômades; 5. Crianças de minorias lingüísticas, étnicas ou culturais; 6. Crianças de grupos desfavorecidos ou marginalizados. A expressão necessidades educacionais especiais pode ser utilizada para referir-se a crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas dificuldades para aprender. Está associada, portanto, a dificuldades de aprendizagem, não necessariamente vinculada a deficiência(s). Tem o propósito de deslocar o foco do aluno e direcioná-lo para as respostas educacionais que eles requerem, evitando enfatizar os seus atributos ou condições pessoais que podem interferir na sua aprendizagem e escolarização. É uma forma de reconhecer que muitos alunos, que apresentam ou não deficiências ou superdotação, possuem necessidades educacionais que passam a ser especiais quando exigem respostas específicas adequadas. Falar em necessidades educacionais especiais, portanto, deixa de ser pensar nas dificuldades específicas dos alunos e passa a significar o que a escola pode fazer para dar respostas às suas necessidades, de um modo geral, bem como aos que apresentam necessidades específicas muito diferentes dos demais. Considera os alunos, de um modo geral, como passíveis de necessitar, mesmo que temporariamente, de atenção específica e poder requerer um tratamento diversificado dentro do mesmo currículo. Educação Inclusiva e Deficiência Embora as necessidades especiais na escola sejam amplas e diversificadas, a atual Política Nacional de Educação Especial aponta para uma definição de prioridades no que se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola para quem dele necessitar. Nessa perspectiva a Legislação vigente define o público-alvo da Educação Especial, que são: estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. A esses alunos é garantido o direito ao Atendimento Educacional Especializado AEE a ser oferecido na Sala de Recursos Multifuncional, sempre no contra-turno, para não impedir ou dificultar a frequência na escola regular. Esse atendimento deve ser oferecido, prioritariamente na própria 32

33 escola regular do estudante, ou em escolas pólo (escolas próximas à escola regular em que o aluno estuda). Quando não for possível deve ser ofertado o AEE de itinerância. Em maio de estavam matriculados na rede regular de ensino em Atibaia 220 estudantes com deficiência. Formação de profissionais na perspectiva da Educação Inclusiva A formação de profissionais com capacidade de oferecer o atendimento aos educandos especiais nas creches, pré-escolas, escolas regulares de Ensino Fundamental, Médio e Superior, bem como nas instituições especializadas, deve ser uma prioridade para o Plano Municipal de Educação. Não há como ter uma escola regular eficaz quanto ao desenvolvimento e aprendizagem dos educandos especiais sem que seus professores, demais técnicos, pessoal administrativo e auxiliar, sejam preparados para atendê-los adequadamente. No Município de Atibaia, foi criado, pela Secretaria Municipal de Educação, um setor específico para atender e dar apoio à educação inclusiva o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Educacional CAADE. O setor atende aos alunos da Rede Municipal, bem como orienta e faz a formação dos profissionais da Rede Municipal na perspectiva de uma educação inclusiva. O objetivo é garantir que os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade, preconizados pela legislação e pelo MEC. 33

34 META 4 Acesso e qualidade EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados. ESTRATÉGIAS EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA 4.1 Organizar no Município, em parceria com as áreas de saúde e assistência social, programas destinados a ampliar a oferta da estimulação precoce (interação educativa adequada), para as crianças com deficiência, em instituições regulares e/ ou especializadas de educação infantil. 4.2 Generalizar em 2 anos, como parte dos programas de formação em serviço, a oferta de cursos sobre atendimento básico a educandos especiais, para os professores em exercício na Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, cabendo a cada instância governamental (municipal, estadual) e rede privada a execução das ações. 4.3 Garantira aplicação de testes de acuidade visual em todos os alunos das instituições de Ensino Fundamental, cabendo a cada instância governamental (municipal, estadual) e rede privada a execução das ações. 4.4 Promover projetos de prevenção relacionados à acuidade visual e auditiva e processos de desenvolvimento motor e cognitivo da criança na Educação Infantil em parceria com a área da saúde, de forma a detectar problemas e oferecer apoio adequado. 4.5 Garantir a vaga e criar formas de favorecer e apoiar a inclusão dos educandos com deficiência e/ou necessidades educacionais especiais, no ensino regular fornecendo-lhes o apoio adicional que se fizer necessário, 34

35 tais como: a flexibilização do currículo, confecção, aquisição de material, recursos adaptados e recursos humanos, entre outros, garantidos pela legislação vigente. 4.6 Adequar, em até cinco anos, os prédios de instituições de educação aos padrões mínimos de infraestrutura para acesso de deficientes 4.7 Assegurar, transporte escolar com as adaptações necessárias aos alunos que apresentem dificuldade de locomoção. 4.8 Articular sistematicamente as ações de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e estabelecer mecanismos de cooperação com a política de educação para o trabalho, em parceria com organizações governamentais e não governamentais, para o desenvolvimento de programas de qualificação profissional para alunos com deficiência, promovendo sua colocação no mercado de trabalho. 4.9 Estabelecer um sistema de informações sobre a população com necessidades educacionais especiais, a serem coletadas pelo Censo Educacional e pelos Censos Populacionais Assegurar a inclusão, anualmente, no Projeto Político Pedagógico das unidades escolares públicas e particulares, garantindo o atendimento aos alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, em escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados Regulamentar, em até dois anos, os termos do funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado, bem como a situação funcional dos professores para o seu exercício. 35

36 ALFABETIZAÇÃO ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetização na idade certa No Brasil temos o grande desafio de alfabetizar todas as crianças em idade apropriada uma vez quede acordo com dados estatísticos apresentados pelo governo federal 15,2% das crianças brasileiras chegam aos oito anos sem estarem alfabetizadas. Este fato, de uma alfabetização tardia, pode gerar um descompasso entre idade e aprendizagem e comprometer toda a vida escolar do estudante. Acreditamos que, estar alfabetizado significa ser capaz de interagir por meio de textos escritos em diferentes situações. Significa ler e produzir textos para atender a diferentes propósitos e ainda, este período de alfabetização deve garantir a inserção da criança na cultura escolar e nas diversas áreas do conhecimento Este processo envolve também saber utilizar a língua escrita nas situações em que esta é necessária, tendo clareza sobre as capacidades a serem trabalhadas. No Brasil temos várias leis que têm procurado garantir este direito aos estudantes brasileiros, ampliando gradativamente a permanência da criança na escola bem como procurando garantir a qualidade da alfabetização e letramento oferecidos às crianças. Nos termos da Lei nº /2006, foi ampliado o ensino fundamental obrigatório para 9 anos, com início aos 6 anos de idade. O Governo Federal, após o Decreto nº 6.094, de 24/04/2007, define, no inciso II do art.2º, a responsabilidade dos entes governamentais de alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, Temos ainda a Resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010, fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino fundamental de 9 anos, e estabelece, no art. 30, que os 3 anos iniciais do ensino fundamental devem assegurar a alfabetização e o letramento, mas também o desenvolvimento das diversas formas de expressão, incluindo da língua portuguesa, a literatura, a música e demais artes, a educação física, assim como o aprendizado da matemática, da ciência, da história e da geografia. Contamos também com a lei nº de 24 de abril de 2013 que no seu Art. 1 o dispõe sobre o apoio técnico e financeiro da União aos entes federados no âmbito do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, com a finalidade de promover a alfabetização dos estudantes até os 8 (oito) anos de idade ao final do 3 o ano do ensino fundamental da educação básica pública, aferida por avaliações periódicas. O município de Atibaia vem desenvolvendo em todos os segmentos da 36

37 educação, municipal e estadual, ações para cumprir as determinações impostas pela sociedade brasileira. Temos como meta garantir professores alfabetizadores bem preparados, disponibilidade de materiais didáticos e pedagógicos apropriados e acompanhamento contínuo sobre o progresso da aprendizagem garantindo aos educandos os saberes necessários. Para que os objetivos se concretizem a Secretaria de Educação de Atibaia, preocupada com a qualidade e o nível de alfabetização das crianças, aderiu a programas em parceria com o Governo Federal que tem por objetivos investir, valorizar e capacitar todos os professores alfabetizadores, garantindo todas as ferramentas possíveis para alfabetizar com êxito as crianças do município. Dados do SARESP 2014 dos 3º anos da Rede Municipal de Ensino de Atibaia TABELA 39 Fonte: Quando comparamos o desempenho dos alunos das escolas municipais dos 3º anos do município de Atibaia com as outras Redes de Ensino, notamos que o desempenho em Língua Portuguesa e Matemática é equivalente, tendo uma variação positiva em relação às outras Redes municipais. Em relação ao desempenho dos alunos dos 5º anos em Língua Portuguesa, eles apresentam bom desenvolvimento. Em Matemática há necessidade de um investimento maior 37

38 Níveis de proficiência em Língua Portuguesa TABELA 40 Fonte: Níveis de proficiência em Matemática TABELA 41 Fonte: Os dados apontados nos resultados do SARESP 2014 mostram que nas escolas municipais de Atibaia a maioria dos alunos está com proficiência em Língua Portuguesa no nível adequado. No entanto, cerca de 11,8% dos alunos se encontram no nível abaixo do básico, o que demanda ações de recuperação intensiva. Esses alunos devem ser mapeados e atendidos para que eles possam se apropriar dos conhecimentos, habilidades e competências necessárias ao ano escolar. Em Matemática a Rede Municipal apresenta dados dentro do nível básico, com um percentual de 24,7% de alunos abaixo do básico o que indica que o componente curricular de Matemática é o mais preocupante no sentido de garantir a todos os alunos se apropriar dos conhecimentos apontados para o ano em questão. Tendo como referência os dados do Saresp o componente curricular que demanda mais atenção com relação aos alunos dos 3º anos é matemática. 38

39 META 5 Alfabetização ENSINO FUNDAMENTAL Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ANO do ensino fundamental. ESTRATÉGIAS ENSINO FUNDAMENTAL 1.1 Acompanhar o processo de alfabetização, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, articulando-os com as estratégias desenvolvidas na préescola, com qualificação e valorização dos (as) professores (as) alfabetizadores e com apoio pedagógico específico, a fim de garantir a alfabetização plena de todas as crianças com ações específicas para cada ano do ciclo de alfabetização. 1.2 Motivar e dar continuidade aos instrumentos de avaliação nacional periódica e específica para aferir a alfabetização das crianças, aplicados a cada ano, bem como estimular os sistemas de ensino e as escolas e criarem os respectivos instrumentos de avaliação e monitoramento, implementando medidas pedagógicas para alfabetizar todos os alunos e alunas até o final do terceiro ano de Ensino Fundamental. 1.3 Selecionar, validar e divulgar tecnologias educacionais para a alfabetização de crianças, asseguradas a diversidade de métodos e propostas pedagógicas, bem como o acompanhamento dos resultados nos sistemas de ensino em que forem aplicadas, devendo ser disponibilizadas, preferencialmente, como recursos educacionais abertos. 1.4 Fomentar o desenvolvimento de tecnologias educacionais e de práticas pedagógicas inovadoras que assegurem a alfabetização e favoreçam a melhoria do fluxo escolar e a aprendizagem dos (as) alunos (as), consideradas as diversas abordagens metodológicas e sua efetividade. 1.5 Repensar a organização e formação escolar, sua gestão, as regras de convivência e as práticas pedagógicas, a partir da premissa de que a escola precisa reconhecer e acolher a diversidade da população que recebe. 39

40 1.6 Promover, estimular e assegurar a formação inicial e continuada de professores (as) para a alfabetização de crianças, com o conhecimento de novas tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras, estimulando a articulação entre programas de pós-graduação stricto sensu e ações de formação continuada de professores (as) para a alfabetização; 1.7 Promover, programas de integração entre escola e família, visando efetivar o acompanhamento no rendimento escolar; 1.8 Fomentar a formação continuada dos gestores/as escolares (diretor, vicediretor, supervisores e chefes de secretaria e coordenadores) sobre as políticas públicas a serem implementadas em relação à alfabetização dos estudantes, tendo em vista que exercem papel preponderante nessa implementação. 1.9 Implantar e ampliar na rede, programas que desenvolvam a formação da alfabetização da Matemática nas séries iniciais e Educação Infantil Implantar e ampliar na Rede programas que desenvolvam a formação da alfabetização em matemática nas etapas iniciais de escolarização Realizar acompanhamento periódico pela equipe gestora do processo de construção do conhecimento dos alunos (alfabetização), verificando a aplicabilidade das propostas pedagógicas e monitorando os resultados da alfabetização, visando à adequação da metodologia, caso necessário. 40

41 EDUCAÇÃO INTEGRAL Educação em Tempo Integral Para consolidar o desafio de uma educação de qualidade devemos pensar em um novo modelo de escola que se adapte a sociedade do conhecimento. É preciso enfrentar desafios e entre eles estão a ampliação da jornada escolar, objeto de reflexão de educadores e dos sistemas de ensino no país A permanência de estudantes na escola em tempo mais longo (jornada estendida, escola de tempo integral etc.) possibilita maiores oportunidades de aprender e, com isso, uma melhoria na qualidade de ensino. Porém essa realidade ainda não está assegurada a todos os estudantes, principalmente nas redes públicas. É evidente que uma qualidade do ensino significativa não depende somente do aumento de permanência na escola. Há necessidade de várias ações que possam garantir uma formação ampla e plena dos estudantes. No Município de Atibaia algumas escolas possuem jornada ampliada com oficinas em contra turno, porém essa carga horária ainda não é obrigatória para os alunos. Contamos com quatro escolas que mantém jornadas de 7 horas se configurando realmente como escolas de tempo integral. Dessas duas são escolas estaduais e duas municipais. Além disso, todas as creches da Rede Municipal também cumprem esta jornada. 41

42 META 6 Educação Integral ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento), das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento), dos (as) alunos (as) da educação básica. ESTRATÉGIAS ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO 6.1 Mediar conflitos e soluções promovendo o debate da Educação Integral em jornada ampliada nas reuniões pedagógicas, de planejamento, de estudo, nos conselhos de classe, nos espaços do conselho escolar, nas atividades com a comunidade escolar. 6.2 Ampliar o tempo e o espaço nas escolas propiciando a todos múltiplas oportunidades de aprendizagem, por meio de acesso à cultura, arte, esporte tecnologia, atividades planejadas com intenção pedagógica e sempre alinhadas ao projeto político pedagógico da escola, contribuindo para a formação dos estudantes. 6.3 Garantir a ampliação, progressivamente, do tempo escolar, de forma a atingir o mínimo de sete horas diárias de atividades educativas, a partir de estudos e mapeamentos dos espaços, dotando-as de recursos humanos qualificados, recursos financeiros suficientes para custear suas ações, e ainda materiais e equipamentos didáticos e dotando-os de estrutura física adequada. 6.4 Manter programa de construção e reestruturação da parte física da rede pública municipal e estadual, atendendo as especificidades das etapas, modalidades e diversidades tendo em vista a implantação das escolas em tempo integral. 6.5 Estabelecer parcerias, junto às instituições públicas e privadas favorecendo o acesso gratuito dos estudantes regulamente matriculados em atividades sócio-educativas articuladas com a proposta curricular. 42

43 AVALIAÇÃO EXTERNA IDESP em Língua Portuguesa e Matemática Os alunos matriculados nas redes públicas de Atibaia participam dos processos de avaliação externa Federal (Prova Brasil, ENEM), Estadual (Saresp) e Municipal (Avaliação Unificada). São processos que se constituem em instrumentos de elaboração de políticas públicas, tendo como foco o resultado das escolas, permitindo aos gestores formular políticas de intervenção. Tendo como objetivo assegurar a qualidade dos serviços ofertados e da qualidade das aprendizagens realizadas, fortalece o direito de educação de qualidade. Os resultados do desempenho dos alunos apontam para a realidade de cada sistema, de cada escola. Gradativamente os índices de Atibaia estão evoluindo como demonstram dados do IDEB (Índice Desenvolvimento Educação Básica) resultado de dados combinados de aproveitamento dos alunos na Prova Brasil com dados de fluxo dos sistemas de ensino. A Rede municipal de ensino tem evoluído mais que a rede estadual de ensino. IDEB da Rede Municipal de Ensino Anos Iniciais: TABELA 42 Fonte: QEdu.org.br. Dados do Ideb/Inep (2013). Organizado por Meritt (2014) 43

44 GRÁFICO 7 O IDEB 2013 nos anos iniciais da Rede Pública Municipal atingiu a meta, cresceu e alcançou 6,8. A partir de agora, o importante é manter a situação apresentada para garantir mais alunos aprendendo e também um fluxo escolar adequado. Desde 2007 os índices de Atibaia têm evoluído acima das metas estabelecidas e esperadas. 44

45 Evolução do aprendizado de leitura e interpretação e matemática na Rede Municipal de Ensino de Atibaia GRÁFICO 8 De Leitura e Interpretação Texto 5º ano% TABELA 43 Níveis AVANÇADO 13% 25% 36% PROFICIENTE 29% 33% 33% BASICO 38% 31% 24% INSUFICIENTE 20% 11% 7% Fonte: Prova Brasil 2009, Inep. Organizado por Meritt Matemática- 5º Ano TABELA 44 Níveis AVANÇADO 10% 19% 29% PROFICIENTE 29% 32% 33% BASICO 35% 32% 28% INSUFICIENTE 26% 17% 10% Fonte: Prova Brasil 2009, Inep. Organizado por Meritt 45

46 Evolução do aprendizado de leitura e interpretação e matemática na Rede Estadual de Ensino de Atibaia GRÁFICO 9 Leitura e Interpretação de Texto 5º ano TABELA 45 Níveis AVANÇADO 22% 20% 15% PROFICIENTE 39% 39% 49% BASICO 30% 31% 15% INSUFICIENTE 9% 10% 21% Fonte: Prova Brasil 2009, Inep. Organizado por Meritt Leitura e Interpretação de Texto 9º ano TABELA 46 Níveis AVANÇADO 5% 6% 5% PROFICIENTE 30% 28% 26% BASICO 45% 51% 49% INSUFICIENTE 20% 15% 20% Fonte: Prova Brasil 2009, Inep. Organizado por Meritt Matemática 5º ano TABELA 47 Níveis AVANÇADO 23% 16% 21% PROFICIENTE 34% 37% 49% BASICO 28% 32% 15% INSUFICIENTE 15% 15% 15% Fonte: Prova Brasil 2009, Inep. Organizado por Meritt 46

47 Matemática 9º ano TABELA 48 Níveis AVANÇADO 2% 2% 2% PROFICIENTE 15% 14% 15% BASICO 51% 60% 54% INSUFICIENTE 32% 24% 29% Fonte: Prova Brasil 2009, Inep. Organizado por Meritt Observando os dados relacionados acima é possível verificar que o percentual de aproveitamento da Rede Municipal de ensino é maior que o da Rede Estadual de ensino para os 5º anos. Os dados também demonstram que o desempenho em matemática fica abaixo do desempenho de Língua Portuguesa, fato evidenciado nas duas redes. IDEB da Rede Estadual de Ensino Anos Iniciais TABELA 49 GRÁFICO 10 47

48 O IDEB 2013 nos anos iniciais da rede estadual cresceu e alcançou 6,0, mas não atingiu a meta. Tem o desafio de garantir mais alunos aprendendo e com um fluxo escolar adequado. IDEB da Rede Estadual de Ensino Anos Finais TABELA 50 GRÁFICO 11 48

49 IDESP Atibaia (Rede Municipal e Rede Estadual) TABELA 51 Analisando os dados apontados pelo IDESP (Índice de Desenvolvimento Educação de São Paulo) percebemos que os melhores índices concentram-se nos anos iniciais e que os índices dos anos finais e do ensino médio estão abaixo da diretoria de ensino da região. São índices que estão muito distantes do que é considerado ideal, ou seja, 6,0. 49

50 META 7 Qualidade da Educação EDUCAÇÃO BÁSICA Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB. ESTRATÉGIAS EDUCAÇÃO BÁSICA 7.1 Desenvolver indicadores específicos, a partir da avaliação interna, para todos os alunos, inclusive os alunos com necessidades especiais, elaborados por professores da Unidade Escolar após diagnostico da turma no início de cada ano letivo. 7.2 Assegurar que no quinto ano de vigência deste PME, todas as escolas de Educação Básica do Município e Ensino Médio atinjam as metas projetadas no IDEB, através do cumprimento de todas as estratégias contidas nesse PME. 7.3 Implantar e garantir o programa de recuperação de ensino para todas as unidades escolares nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática. 7.4 Apoiar os professores na aplicação de uma avaliação diagnóstica para identificar as habilidades e conhecimentos de todos os estudantes da Rede. 7.5 Implantar o processo de avaliação institucional, bem como, auto avaliação nas escolas de educação básica, elaborados pela equipe da escola, para ter instrumentos que avaliem e orientem a situação em que se encontra o processo educativo, buscando elaborar um plano estratégico visando a melhoria continua na qualidade de ensino e formação continuada dos profissionais da educação através de cursos, palestras e oficinas fornecidas gratuitamente pela Secretaria de Educação Municipal e Estadual. 7.6 Executar as ações do Plano de Articulação de Recursos PAR nas escolas de Educação Básica, dando cumprimento às metas de qualidade estabelecidas para a Educação Básica Pública e às estratégias de apoio técnico e financeiro voltadas à melhoria da gestão educacional. 50

51 7.7 Acompanhar e divulgar os resultados pedagógicos dos indicadores do sistema nacional de avaliação básica, através de jornal, mural de escola, radio, reuniões de pais, internet. 51

52 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Concepção e análise da Educação de Jovens e Adultos A Constituição Federal determina como um dos objetivos do PNE a integração de ações do Poder Público que conduzam à erradicação do analfabetismo (Art.214, Inc. I). Trata-se de tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte dos governos e da sociedade. Também considerando os preceitos contidos no Art. 205 da mesma Constituição e o Art. 249, 3º, da Constituição do Estado de São Paulo, de 1989, de garantir o acesso e a permanência dos brasileiros, com idade acima de 15 anos, que foram precocemente excluídos ou que não tiveram acesso à escola, a uma educação de qualidade, torna-se fundamental voltar a atenção para esta população. Apesar de ser mais presente, não é apenas o fator regional que determina os índices de exclusão social e, consequentemente, educacional. Questões como gênero e etnia também contribuem para aumentar a exclusão. No Brasil, ser mulher, negro ou indígena, via de regra, significa estar marginalizado da sociedade. Enfrentar a erradicação do analfabetismo e a baixa escolarização da população brasileira requer ousadia para superar uma dívida social que se acumula há anos no País. Erradicar o analfabetismo pressupõe, por necessidade, investir maciçamente na Educação de Jovens e Adultos EJA considerada, hoje, uma modalidade da Educação Básica. A EJA deveria constituir-se numa prática pedagógica interdisciplinar que possibilitasse a recriação do conhecimento elaborado pela humanidade, por meio de novas sínteses necessárias para a compreensão da realidade e a resolução de problemas. O Projeto Político Pedagógico deveria partir das vivências e experiências dos jovens e adultos e, por meio do trabalho pedagógico, buscar a relação teoria e prática. Tal procedimento fundamenta-se no reconhecimento de cada pessoa como produtora do conhecimento necessário à interpretação do seu cotidiano e de suas práticas domésticas, familiares, artísticas, sociais, econômicos e políticas, que constituem a sua cultura. A Educação de Jovens e Adultos, apesar da carga horária reduzida em função do reconhecimento das experiências e dos saberes acumulados pelos alunos, não pode caracterizar-se como uma educação de menor qualidade. Assim, na EJA, é importante a presença dos diferentes componentes curriculares, e a formação adequada de professores para garantir um diálogo que permita considerar os conhecimentos anteriores do aluno adulto. Não 52

53 cabe, em nome da redução de recursos, agregar componentes curriculares por meio de unidocência correspondente aos níveis de Ensino Fundamental, 5ª até 8ª série, e Ensino Médio. É importante ressaltar, ainda, que as pessoas com deficiência constituem um contingente significativo da população excluída. Entendendo-se que a Educação Especial é parte integrante de todas as modalidades e etapas da Educação Básica, as pessoas deficientes e pessoas com necessidades educacionais especiais, não escolarizadas, deverão ter seu espaço garantido nos programas da EJA. Tendo em conta a sua enorme importância, mesmo em um Estado como São Paulo, a EJA é uma modalidade da Educação Básica que deve constituirse num dos instrumentos que viabilizam a inclusão educacional, social e econômica da população excluída. A EJA pode permitir o desenvolvimento da pessoa e a conquista da autonomia, a participação na vida da comunidade e o exercício da cidadania. Ela não pode ser uma atividade compensatória para os que não tiveram acesso à escolaridade no tempo esperado, nem pode ser uma atividade instrumental que vise apenas à alfabetização funcional ou à aprendizagem e ao treino de habilidades básicas para ocupação num simples posto de trabalho. O trabalho pedagógico na EJA exige a formação de professores preparados e competentes para essa modalidade de ensino. A formação continuada é uma das estratégias que pode contribuir para garantir a qualidade desta educação. O envolvimento e a participação dos alunos adultos nos espaços de debate da gestão das ações educacionais é fator imprescindível para garantir a continuidade dos estudos dessa parcela da população, que tanto se esforça, em sua maioria, após uma longa jornada de trabalho, para frequentar as aulas. O acompanhamento pedagógico para identificar e minimizar as causas da evasão escolar exige atenção especial nesta modalidade de ensino, pois, se excluídos uma segunda vez do sistema de ensino, os alunos adultos tendem a nunca mais retornar aos bancos escolares. Cabe ao Plano Municipal de Educação estabelecer de fato, como prioridade, a erradicação do analfabetismo e gerar as condições necessárias para construir uma Educação de Jovens e Adultos que atenda às reais necessidades da sociedade atibaiense. Se considerado que esta modalidade de ensino não participa das avaliações institucionais não há como proceder a avaliações do ponto de vista qualitativo; ou seja, a inclusão se faz pela oferta de vagas, porém sem a mesma qualidade do curso regular, não cumprindo o princípio da equidade. 53

54 META 8 Aumento da escolaridade EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. ESTRATÉGIAS EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 8.1 Assegurar que toda população acima de 15 anos tenha acesso ao Ensino Fundamental I e progressivamente ao Ensino Fundamental II e Ensino Médio regular ou supletivo, público, gratuito e de qualidade, no período de cinco anos (2020). 8.2 Manter em todas as unidades prisionais e estabelecimentos que atendam adolescentes e jovens em medidas socioeducativas, programas de Educação de Jovens e Adultos, através de Ações do Poder Público. 8.3 Implementar políticas de formação inicial e continuada para que os Profissionais em Educação sejam devidamente qualificados para a atuação nesta modalidade de educação. 8.4 Assegurar recursos financeiros, materiais e pessoal qualificado para garantir um atendimento de qualidade, mantendo programas de formação, capacitação e habilitação de educadores de jovens e adultos, cabendo esta garantia a cada instância governamental (municipal, estadual e federal). 8.5 Consolidar e ampliar as parcerias com outras secretarias e entidades para garantir os Projetos Educativos, Culturais e Esportivos. 54

55 META 9 Diminuição do analfabetismo EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional. ESTRATÉGIAS EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 9.1 Definir a EJA, no Município, como questão premente de justiça, atendimento de direito social e prerrogativa de cidadania, enquanto dever do Poder Público; 9.2 Elevar a taxa de alfabetização da população do município, com mais de 15 anos, para 93,5 % no prazo de vigência deste plano. 9.3 Garantir que a EJA promova uma alfabetização emancipadora e implemente cursos regulares ou supletivos, referentes às etapas e modalidades da Educação Básica, na forma presencial e nos períodos diurnos e noturnos. 9.4 Recuperar, sistematizar, debater e divulgar experiências exitosas de EJA, objetivando construir propostas alternativas. 9.5 Criar programas de Reforço Escolar (Plantão Pedagógico) para atendimento aos alunos desta modalidade do Ensino Fundamental I, que apresentem dificuldades de aprendizagem. 9.6 Assegurar recursos financeiros, materiais e pessoal qualificado para garantir um atendimento de qualidade, mantendo programas de formação, capacitação e habilitação de educadores de jovens e adultos, cabendo esta garantia a cada instância governamental (municipal, estadual e federal). 9.7 Assegurar que toda população acima de 15 anos tenha acesso ao Ensino Fundamental I e progressivamente ao Ensino Fundamental II e Ensino 55

56 Médio regular ou supletivo, público, gratuito e de qualidade, no período de cinco anos (2020). 9.8 Elaborar, a partir da aprovação deste Plano, um Projeto Político Pedagógico interdisciplinar, com fundamentação nas vivências de jovens e adultos, nos aspectos históricos, sociais, culturais e na relação teoria e prática. 56

57 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS / EDUCAÇÃO PROFISSIONAL De acordo com a determinação da Constituição Federal, parágrafo 3º do artigo 37A a educação de jovens e adultos deverá ser ofertada para aqueles que não tiveram acesso ou continuidade dos estudos no Ensino Fundamental ou Médio na idade própria. Essa oferta deverá ser articulada a educação profissional, visando à redução dos índices de abandono e evasão dessa modalidade de ensino, considerando que a maior parte dos que frequentam esse nível de ensino é da classe trabalhadora (Lei nº , de 16 de julho de 2008, e Parecer CNE/CEB nº 6, de 09 de junho de 2010). Os sistemas de ensino podem optar por diversos modelos, tais como, oferta presencial e no contra turno oferta da educação profissional, de forma semipresencial, ou seja, diminuir os dias de horas aulas presenciais complementadas com dias de atividades destinadas a formação profissional. Outra possibilidade é a oferta da EJA Integrada (Artigo 39/LDBEN/1996) por meio dos programas efetivados em parceria com o Ministério da Educação, o Projovem Urbano e o Projovem Mais. Esses programas são destinados ao público na faixa etária acima de 15 (quinze) anos e visa oferecer, concomitantemente às disciplinas do currículo básico, um curso de iniciação profissional, levando em consideração a especificidade dos alunos da EJA. Em Atibaia, em parceria com o Governo Federal, a Prefeitura Municipal mantém desde 2013 o Programa Projovem Urbano com a possibilidade de ampliação segundo a demanda. 57

58 META 10 Educação Profissional EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos, na forma integrada à educação profissional, nos ensinos fundamental e médio. ESTRATÉGIAS EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 10.1 Articular as políticas de Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional com a participação conjunta de diferentes Secretarias dos governos municipal, estadual e federal com o objetivo de proteção contra o desemprego e de favorecer a geração de renda Manter em todas as unidades prisionais, e estabelecimentos que atendam adolescentes e jovens em medidas socioeducativas, programas de Educação de Jovens e Adultos, através de Ações do Poder Público integrados com educação profissional Consolidar e ampliar as parcerias com outras secretarias e entidades para garantir os Projetos Educativos, Culturais, Esportivos e formação profissional Incentivar parcerias com o MEC através de programas que ofereçam o Ensino Profissionalizante, destinados ao público na faixa etária acima de 15 (quinze) anos e que também visem oferecer, concomitantemente às disciplinas do currículo básico, um curso de iniciação profissional, levando em consideração a especificidade dos alunos da EJA. 58

59 EDUCAÇÃO PROFISSIONAL Concepção e análise da Educação Profissional Há um consenso nacional: a formação para o trabalho exige hoje níveis cada vez mais altos de educação básica, geral, não podendo esta ficar reduzida à aprendizagem de algumas habilidades técnicas, o que não impede o oferecimento de cursos de curta duração voltados para a adaptação do trabalhador às oportunidades do mercado de trabalho, associados à promoção de níveis crescentes de escolarização regular. Entende-se, então, que a Educação Profissional não pode ser concebida apenas como uma modalidade de Ensino Médio, mas deve constituir-se como educação continuada que perpassa toda a vida do trabalhador. A Educação Profissional foi regulamentada pelo Decreto nº 2.208/1997, e normatizada no Estado de São Paulo pela Indicação CEE nº 14/97 e pela Del. CEE nº 14/97. São definidos três níveis para a Educação Profissional: Básico; Informal; Técnico, formação de nível médio e tecnológico, correspondente à Educação Superior, sem ser necessariamente um curso de graduação, por poder adotar carga horária total menor que o mínimo estipulado para a graduação. A Educação Profissional formal e não formal, enquanto parte de um processo educativo global e de uma política de desenvolvimento nacional e regional, deverá integrar-se ao sistema regular de ensino e articular-se na construção de educação pública, gratuita e de qualidade para todos. No Estado de São Paulo, o Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza CEETEPS com mais de 30 anos de existência, possui hoje mais de 100 escolas técnicas estaduais e mais de 12 Faculdades de Tecnologia, distribuídas em mais de 85 municípios, estando, inclusive, presente no Município de Atibaia ETE Prof. Cármine Biagi Tundisi localizada no Bairro de Caetetuba. 59

60 META 11 Matrículas Ensino Médio Educação Profissional Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% de gratuidade na expansão de vagas. ESTRATÉGIAS Educação Profissional 11.1 Implementar uma política de ensino técnico que esteja voltada para o desenvolvimento da pessoa e da sociedade tendo como referência as necessidades de formação profissional para o mercado de trabalho Ampliar a educação técnica no Município através de parcerias com os diversos setores do Poder Público, e, também, implantação da educação tecnológica para atendimento da demanda local e regional Manter parcerias com as instituições voltadas para a formação profissional (a exemplo do SENAI, SENAC, SEBRAE, SESI, e outros) para garantir o oferecimento de cursos de formação profissional Buscar uma progressiva ampliação de vagas públicas para formação profissional em todos os níveis e modalidades, para atendimento da demanda, na vigência deste plano Estabelecer parceria com as Secretarias Municipais e empresas onde seja realizado um levantamento das necessidades do município quanto à mão de obra qualificada, para ampliação da oferta dos cursos a serem implantados. 60

61 EDUCAÇÃO SUPERIOR Concepção e análise da Educação Superior A LDB (Lei nº /1996) define dois níveis para a Educação Superior: Graduação e Pós-graduação. Entretanto, introduziu, como novidade, uma certificação intermediária, abrindo a possibilidade de dividir a graduação em uma etapa básica, complementada por cursos sequenciais, que também podem ser oferecidos de forma independente. Analisando a realidade brasileira e paulista, a comunidade universitária organizada docentes, técnicoadministrativos e estudantes tem alertado para a dificuldade de cumprir com qualidade os objetivos da Educação Superior, se organizada nestes moldes. De fato, verifica-se, no Estado de São Paulo, que apenas as instituições de Ensino Superior privadas utilizaram-se desta abertura. Além dos dois níveis mencionados anteriormente, a LDB ainda admite como Educação Superior cursos de duração inferior a horas, estando nesta categoria aqueles que levam ao diploma de tecnólogo. As Faculdades de Tecnologia FATEC ligadas ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza CEETEPS oferecem da ordem de 5 mil vagas para cursos de 3 anos, conferindo-se aos concluintes o grau de tecnólogo. Houve recente expansão da rede de FATEC. A Escola Técnica Federal de São Paulo foi recentemente transformada num CEFET, esperandose, que calcada na qualidade reconhecida do seu ensino enquanto foi restrito ao nível médio, e espelhando-se em CEFET congêneres, em outros Estados, possa também desempenhar papel relevante no ensino tecnológico. O Ensino Superior, como patrimônio social, se caracteriza pela sua necessária dimensão de universalidade na produção e transmissão de experiência cultural e científica da sociedade. Ele é, essencialmente, um elemento constitutivo de qualquer processo estratégico e de construção de identidade social. Essa visão do Ensino Superior está intimamente associada ao conceito de educação realizada através do ensino, da pesquisa e da extensão, de forma indissociável, cujo objetivo pressupõe o aperfeiçoamento da formação cultural do ser humano, a capacitação para o exercício de uma profissão e a preparação para a reflexão crítica e a participação na produção, sistematização e superação do saber, cabendo ao Estado a responsabilidade de assegurar o acesso a esse direito social a todos os cidadãos, de forma gratuita, por meio das instituições acadêmicas. A Educação Superior é a última etapa da educação formal, sendo considerada de importância estratégica pela maioria absoluta dos países. De 61

62 fato, dentro do sistema de educação, a educação superior tem um papel especialmente relevante, pois é nesse nível de ensino que se dá a formação de docentes e técnicos que vão desenvolver seu trabalho de orientação e ensino nos demais níveis do sistema de educação. Cabem-lhe, assim, enormes tarefas que dizem respeito ao seu papel de formadoras de novas gerações, que sejam críticas e conscientes no exercício de direitos e deveres. Além de sua função como local de formação de profissionais para o sistema educacional, a Educação Superior tem cumprido historicamente uma outra missão importante, a de impulsionar o desenvolvimento técnico, científico e cultural das regiões onde se insere. O déficit na Educação Superior no Estado de São Paulo é muito significativo, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto do ponto de vista qualitativo. Configura um cenário desalentador que está pondo em risco seu papel na indução do desenvolvimento científico, tecnológico e cultural do Estado e do País. Um dos graves problemas com que se defronta a Educação Superior paulista é a privatização. Além do desequilíbrio público / privado, há em São Paulo ainda um importante desequilíbrio regional; assim, é necessário destacar as carências específicas na oferta do Ensino Superior, levando em conta necessidades e possibilidades das diferentes regiões. Em Atibaia, o Ensino Superior é oferecido por uma instituição de ensino particular que vem crescendo anualmente. Tal crescimento demonstra uma grande demanda por este nível de ensino no próprio Município e cidades vizinhas. A demanda por curso superior em outras carreiras é atendida por instituições localizadas em outros municípios, o que acarreta um alto custo para os estudantes, que, além de pagarem as mensalidades, têm que arcar com os custos de transporte ou moradia fora de Atibaia. Não parece haver margem de dúvida de que a juventude quer e precisa de um Ensino Superior público e de qualidade comparável, ou, mesmo, melhor do que aquele hoje ministrado nas universidades públicas. Neste sentido, podem ser destacadas duas questões centrais no que se refere ao Ensino Superior no Município: a seletividade, que deixa fora deste nível de ensino os jovens que não podem pagar a faculdade; e o êxodo de jovens que ingressam em universidades públicas em outras regiões do Estado, ou mesmo do País, e dificilmente regressam ao local de origem por falta de oportunidades no Município. 62

63 TABELA 52 Tem vista os dados apontados na tabela acima o número de estudantes matriculados nesse nível de ensino demonstra o interesse e amplia a necessidade de novas estratégias para ampliação de vagas, controle da qualidade dos cursos ofertados e incentivo a instalação de novos cursos e universidades na região. TABELA 53 Observa-se o aumento de matrícula de alunos nos cursos de pósgraduação, fato este justificável pela necessidade de formação na sociedade 63

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