Máme^o zxp(là.lmtnta.l. São Paulo, izvzktlko de í9si i.r! Cemro áí Paslofaí rergueirc

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1 Máme^o zxp(là.lmtnta.l. São Paulo, izvzktlko de í9si i.r! Cemro áí Paslofaí rergueirc : A RESENHA surge como resposta a necessidade de infor raação e debate sentida hoje pelos setores de vanguar da da classe operária. Surge para apoiar e subsidiar suas lutas. Problemas de tempo e dinheiro dificultam aos operários o acesso a dados, noticias e polêmicas. Com a intenção de suprir essa dificuldade a RESENHA passará a veicular periodicamente (semanal?, quinzenal?) uma seleção de matérias analíticas abrangendo a variada gama de opiniões e posições divulgadas atra ves da imprensa alternativa e grande imprensa, co- brindo 19 publicações. BIBLIOTECA Este exemplar visa apresentar a proposta, recolher a preciações e sugestões bem como fazer o levantamento de assinaturas. A RESEMHA sairá por enquanto quizenalmente e será re cabida mediante assinatura mensal ou semestral. En.dzn.zq.o& pafia. eo/ta-eáponcíêncxa..' ** Rua VltiQÜlo da Carvalho Pinto, 6ZS S. P aula - S P - CEP ** Pm fmnclòco leitão,57 - S. Paulo ~ SP Opi nlão: Nome:., Onde quer receber: Rua Cidade S Estado CEP Como quer pagar: mensal semestral [ *** PREÇO POR EXEMPLAR: CR$ 30,00. *** SE VOCÊ QUISER RECEBER PELO CORREIO (PELO PROCESSO RÁPIDO), CUSTA APENAS CR$ 50,00.

2 A QUEM SERVE ESSE PACTO SOCIAL? - Tribuna da Luta Operária. 17 a 30/1/81. ^ Nesta virada de ano, fala-se com insistêiacia na necessidade de um pado sociai entre trabalhadores e patrões, em nome do combate à recessão. A idéia foi levanlada por capitalistas como osr. Cláudio Bardelía, considerada viável por lideres sindicais co- - mo Jacõ Bittar e agora conta com o aval de'figurões do governo como o ministro Delfim Netto. rsso coloca em pauta certas questões importantes, ÜgadasaoS acordos com a burguesia, ao comportamento do movimento operário nas fases de crise da economia capitalista, ao papel dos sindicatos.- Questões que merecem a atenção dos operários com consciéncii de classe. UM PACTO ANTIOPERÁRIO Pelo que se comenta na imprensa, o pacto dos srs. Bardella. Delfim & Cia., a pretexto de esconiurar a crise econômica do capitalismo, significa descarregála de vez sobre os trabalhadores. Implica ^o fim dos reajustes automáticos para novas faixas de assalariados, ou, pior ainda, na volta aos reajustes apenas uma vez por ano. Ora. os objetivos que os operários com consciência de classe se colocam para a luta dos trabalhadores e para eventuais negociações com os patrões não são nem poderiam ser desta ordem. São a conquista do que foi roubadoaos brasileiros explorados nos anos de d itad ura, cm todos os terrenos. E, com especial destaque, devido à crise, a reconquista da estabilidade no emprego, surrupiada pela ditadura j^i-no tempo de Castelo Branco. Os acordos com a burguesia, em si, não são nem bons nem ruins para ostrabalhadores. Depende do acordo e das condições concretas em que éacerlado. Qualquer operário que tenha vivido uma greve sabe disto, justificam-se os acordos que trazem benefícios imediatos para os explorados e p mais importante que permitam a eles acumular forças pára as batalhas futuras contra o capital. E a proposta de Bardella não faz nem urb3 coisa nem muito menos a * otflía., ", '. ^UNIDADE SE IMPÕE Porém na luta ena negociação com t) capital, o trabalhador precisa ter trunfos. Além de outros fatores, como o regime fkilítico, de maior ou nienox liberdade para os explorados, influem neste confronto de interesses dois fatores contraditórios: tím deles é a concorrência entre os patrões, que pressiona os salários para cima e se manifesta com mais força nas fases de expansão econômica c redução do desemprego. O outro éy concorrência entre os operários, que pressiona os salários para baixoeseacentua nas épocas de crise e desemprego crescente. Coloca-se então, para o movimento operário, a necessidade de neutralizar este segundo fator, de impedir que os traballiadores, na busca de um ganha-pão, terminem concorrendo entre si e levando à rebaixa dos salários reais. Esta tendência aumenta mais ainda em época de crise, como a atual. Ea forma historicamente provada para contrariá-la é a união dos operários, organizados cm suas entidades sindicais de classe. No sindicato, o que se impõe não é o interesse individualdecada trabalhador, emeoncorrência com seus companheiros de exploração. É o interesse coletivo do conjunto dos explorados, que se contrapõe ao dos expiorado-. res. Essa comunhão de interesses. I quando é forte o bastante, com 1 uma marca de classe definida, consegue muitas ve/.es. mesmo em tempos de cnse, fazer frente à ; voragem do capitai. E consegue também educar os operários na antevisão de um mundo novo, livre de toda exploração. *o PCB e o governo*o PCB e o governo*o PCB e o governo*o PCB e o governo* PC OS COMUNISTAS E o" DIALOGO DO PRESIDENTE - Voz da Unidade n Ganharam corpo, nestes primeiros quarenta dias do ano, os esforços convergentes das forças oposicionisias no sentido de uma melhor I definição e do fortalecimento de sua ação unitária. A convergência tem-. se mostrado tão ampla e flexível que está absorvendo, de forma inédita nestes anos de autoritarismo e arbítrio, setores reticentes e importantes áreas governamentais. Basta lettjbrar. neste particular, a dimensão adquirida pela candidatura Djalma Marinho e as conversações que líderes democráticos vêm mantendo entre si e com importantes próceres do governo, entre os quais o próprio vice-presidente da República. Aureliano Chaves. Uma visão apressada da situação poderia responsabilizar exclusivamente o ano eleitoral pelo aumento dos contatos entre as forças democrática'. Os comunistas reconhecem que a proximidade das eleições pesa de forma específica no processo e têm pautado sua atuação pela busca de candidatos e programas comuns, capazes de unificar os partidos de '. oposição, organizar a participação das massas e reduzir o espaço de manobra do PDS. Mas não são simplistas e não ignoram que os movimentos em curso na sociedade refle^ tem em primeiro lugar a evolução 3o quadro político mais geral, com todas as suas contradições e potencialidades. Não é, portanto, acidental que, em sua recente viagem a Europa, o presidente Figueiredo tenha reafirmado com insistência sua disposição de "garantir a abertura e promover a normalização política do país". E que tenha manifestado sua disposição de "dialogar com todos, inclusive com o PC". Num momento como este, é mais do que oportuno relembrar que os comunistas sempre estiveram abertos ao diálogo com todas as forças políticas, inclusive governamentais, respeitando seus indispensáveis momentos "de cúpula" mas defendendo a necessária construção de uma base de massas para quaisquer acordos ou pactos. Os comunistas, para ficarmos apenas no período pós-64, não se têm furtado de apresentar propostas e sugestões para superar os graves problemas que afligem o cotidiano do povo brasileiro. Longe disso: dispõem de um programa claro e de um leque de proposições voltadas para aquele fim, entre as quais avulta, como eixo e elemento síntese; a luta pela conquista das mais amplas liberdades democráticas e pela Assembléia Nacional Constituinte. E é oportuno destacar também, alto e bom som, que -não se poderá construir a estabilidade democrática sem o fim da exclusão dos comunistas da vida política legal do país. preciso, portanto, que o presidente da República transforme suas palavras em atos e que, nos programas e conversações de todas e cada uma das correntes interessadas na democratização do Brasil, não falte a reivindicação da legalização do Partido Comunista. Mais rapidamente nos aproximaremos desta conquista essencial para a democracia, não apenas para o PC se desde já, em todos os momentos da luta pelas liberdades, a presença dos comunistas for encarada com a naturalidade de quem recebe o abraço e o beijo da mulher amada.

3 O ítamaraty quis ser mais realista que o rei, fez bobagem. Esquecida de que o Partido Comunista Português vive dentro da lei, disputa eleições e não está obrigado à clandestinidade, a diplomacia brasileira recusou-se a convidar seus deputados para a recepção que o presidente Figueiredo ofereceu às autoridades portuguesas, no Palácio de Queluz, na segunda-feira, dia 2. No dia seguinte, a indelicadeza foi cobrada ao presidente, durante entrevista coletiva no mesmo Palácio de Queluz. Figueiredo, então, surpreendeu a todos, principalmente ao ítamaraty. "Não havia por que não convidálos, tanto mais que eles representam um órgão da Assembléia do Estado português", garantiu. O presidente falava baseado na informação de que o convite fora feito. Na verdade, a embaixada, talvez informada tardiamente de que tal espécie de anticomunismo já não estava na moda, tentara corrigir o erro à última hora, ou seja, no próprio dia da recepção. Não foi possível, mas Figueiredo aproveitou a oportunidade para estender suas considerações sobre o comunismo e os comunistas para além das fronteiras portuguesas. "Eu já tive ocasião", afirmou o presidente, "de dizer, no Brasil, que a minha mão está estendida para dialogar com todos os setores, inclusive o próprio Partido Comunista, se é que desse diálogo possa resultar algo em beneficio do progresso e da normalização política do país. Eu não teria por Saí essa conversa com o PC? ISTOÊ 11/2/1981 que não recebè-los. Creio que, f»esta questão, deve ter havido um malentendido. Da minha,-arte, não faço restrição. Eu diria aoc senhores que eu hão sou um anticomunista, eu sou contra os comunistas, porque não aceito o regime comunista. Mas isso não significa que eu não os aceite como seres humanos, como cidadãos, e que, por vezes, até defenda algumas idéias que os comunistas também defendem". CONTRADIÇÃO. Em São Paulo, o secretário-geral do Comitê Central do PCB, Giocondo Dias, saudou satisfeito "o fato novo", disse estar pronto a dialogar "com qualquer partido, ou com o governo, "desde que seja para interceder em favor dos interesses do povo"". Mais animado, o ex-deputado Hércules Corrêa já queria nomear uma delegação do PCB para conversar com Figueiredo, em Brasília, e propôs que se esquecesse o passado: "O que aconteceu ontem não importa mais, em política é preciso trabalhar com o quadro existente, com dados reais. Vamos ficar com a idéia, agora exposta pelo presidente Figueiredo, de que ele não é anticomunista". Mais comedido, um tanto cético, o ex-secretário-geral Luís Carlos Prestes ditou para ISTOÉ: "Os homens a gente conhece não pelo que dizem, mas pelo que fazem. A posição do presidente Figueiredo, está em contradição com toda a sua prática, em dois anos de governo". Prestes considera a Lei de Segurança o maior obstáculo para a legalização do PCB e garante, ortodoxo: "Ela será conquistada pelas massas, não será um favor do governo". Na sexta-feira, dia 6, chegou às bancas o jornal "Voz da Unidade", que trazia "a resposta dos comunistas a Figueiredo", como se fosse um documento oficial da organização. A resposta considera positiva a declaração presidencial, afirma que os comunistas estão em condições de dialogar e apresentar propostas para aperfeiçoar o processo de democratização, mas não apresenta qualquer disposição de esquecer o passado, como propôs Hércules Corrêa. "Num hipotético diálogo com Figueiredo", diz o jornal, "começariam (os comunistas) por lhe perguntar sobre os destinos dos muitos cidadãos brasileiros desaparecidos no tempo em que o regime não nutria o mínimo respeito aos direitos mais elementares dos homens". Com esse preâmbulo, não há dúvida, o diálogo não passará de hipótese. como se desejassem iniciá-io pelo fim e, graças a essa não pouco i sutil diferença de enfoque, é possível apostar que, apesar do fato novo acontecido em Portugal, ainda não será desta vez que os comunistas começarão a tratar de sua carta de alforria junto aos poderes competentes. Almyr Gajardoni GIOCONDO ACHA QUE "COERÊNCIA" SERIA LEGALIZAÇÃO DO PCB - O secretário-gerai do Partido' Comunista Brasileiro, Giocondo Dias. classificou ontem. em Sáo Paulo, de "positivas" as declarações do presidente Figueiredo, feitas em Lisboa, de que aceitaria conversar com -^ Parttóo Comunista. Entretanto. Dias afirmou que o presidente, para ser "coerente", precisa dar conteúdo às suas declarações enviando, por exemplo, uma mensagem ao Congresso Nacional tornando possível a iegaiizaçao "não sò do PCB mas de todas as correntes políticas existentes no Brasil.". ', "Eu espero afirmou que a prática r política do presidente Figueiredo e de seu go-, verno confirmem as suas palavras." Giocondo Dias nâo quis fazer umgt avaliação política das declarações de Figueiredo "por ser prematuro", mas admitiu que elas nâo revelam, a principio, uma mudança na correlação de forças dentro do sistema. No entanto, o secretário do PC lembrou que Figueiredo "deve ter medido bem as suas palavras" e que elas realmente podemtranscender às circunstâncias. FALTA DE LIBERDADE _ Para o secretárlo-geral do PCB, a realidade Interna do Pais está longe de se identificar com as declarações de Figueiredo. Isso porque continua em vigência a Lei de Segurança Nacional e "13 sindicalistas, inclusive o Lula, estão :ameaçados de serem condenados por terem participado de uma greve por melhores salários". Existe também a falta de liberdade de organização partidária, lembrou, e quando o Jornal comunlsía "Voz da Unidade" quis promover uma festa foi proibido. "Essa é a nossa realidade, a qual o presidente í precisa mudar se quiser ser coerente". MESMAS OPINIÕES... ' l Figueiredo revelou também em Lisboa defender muitos pontos de vista que sáo comuns ao Partido Comunista, como maior salário e melhores condições^ de trabalho para_ os operários. Dias, por seu ládoreíirmóu que isso è o mínimo que as pessoas devem defender, mas "que no fundamental nso existe concordância en- tre o presidente e o PCB: "Por exemplo, nós discordamos totalmente da política econõmicaíínanceira desenvolvida pelo governo porque : ela è contrária aos interesses da classe tra- Jwlhadora". NATURAL, As 'declarações do presidente, para ó se-. cretárlo-geral do PCB, nâo deveriam ser en- caradas como "um escândalo" como foram. Segundo afirmou, a prática desse diálogo político deveria ser encarada com naturalidade í se vivêssemos realmente num regime democrático". Lembrou que as "democracias burguesas" da Europa, onde o-capitalismo prospera, permitiram a legalização dos PCs, e na França é muito comum o secretário do PCF. George Marchais, ter reuniões com o presidente Giscard D'Ésfalng". E acrescentou: "Nem por isso o presidente da França è considerado um comunista." i UM PASSO A FRENTE...'... ; No Rio, outro dirigente do Partido Comunista Brasileiro, José Sales, que è membro do Comitê Central, declarou que, apesar de reconhecer o i avanço político ocorrido no Pais, "a prática do regime nos últimos anos. não tem sido a da mão ' esfendlda". Sempre cauteloso ao interpretar o pronunciamento do presidente Figueiredo, o dirigente. do PCB afirmou que "quando uma pessoa de- > clara que nâo é anticomunista, ]á significa um passo a frente, um sina! dos tempos, pois ser an- licomunlsta t colocar-se na posição de querer ' acabar com eles sem lhes reconhecer o direito de debater livremente as Idéias"... José Sales explicou que os comunistas não estão Interessados em "desmascarar" a retórica da "mão estendida", mas acham que ela deve se transformar em atos concretos. "Divergir dos comunistas é uma coisa normal - afirmou, mas impedir que exponhamos nossas Idéias ' livremente e participemos do debate nacional, mantendo o partido na Ilegalidade, é que é o problema.". ;.

4 o s expurros no PT*os expurgos no PT*os expurgos no PT*os expurgos no PT*os e lima convulsão inicrna, eis como pode ser ilcfinula a situação d-) Paüído dos Trabalhadores cm Pcmanibuco, com a decisão da Executiva Regional de expulsar sumariamente o ex-vice-prefeito de Recife c exdeputiido federai Anhur Lima Cavalcante. He foi expulso com mais dois militantes. segundo a Executiva regional do PT, porque vinham defendendo publicamente posições que não estão decididas pelo partido: a ddesa da Assembléia Nacional Constituinte < a necessidade de uma frente de oposições que deveria se desdobrar com um candidato mico ao governo de Pernambuco. Além disso, a direção justificou a sua oedida extrema com o argumento de que vrthur Lima e os outros dois expulsos ti- 'tham unw visão parlamentarista queosleva- *a a pnvilegiar a açãt» parlamentar c tinham projetos eleitorais pessoais, acusando-os onda de "fa/cr aliciamento no P F para idesôcs ao PMDB". Além de Arthur Lima. '>tam expulsos f red Navarro, ex-candidato ^ presidência do Sindicato dos Bancários de Pentambuco, (lambem correspondente de Movimento em Recife), e Antônio Melo Martins, cx-viie-prcsidente da UBES. A medida não contou nem mesmo com a unanimidade da Lxccutiva regional do PI de Pcrnainbucu O vice-presidente do partido e presidente do Sindicato dos I letricitários de IcrtBtmbuco. Ldvaldo Gomes de Souza, PT EXPULSA LIDE R«rif» Por se colocarem «favor d«convocação de ura» Assembléia Contücuinte, para pôr fim ao arbítrio e a anarquia que imperam no pai», trê» expressivo» Bderes políticos pemambucanoi foram expulsos do PT; Arthur Lima Cavalcanti. Antônio Sérgio Martins e Frederico Navarro. Contrariamenle ao pensamento dos dirigentes do PT no Estado, os três eram favoráveis às principais teses das correntes oposicionistas mais conseqüentes, Além da Constituinte e da (rente das oposiçoes, Arthur Lima, Antônio Sérgio e Frederico Navarro ressal- «avam a importância das eleições Para governador em 82, e se colo- Numa referência às cisões internas do PC Chinês, o expurgo dos miiitanies do PT de Pernambuco, no dia 28 de janeiro, em meio a agressiva troca de acusa-. ft cs. jà mereceu um rótulo: o caso do "Bando dos Três". Acusados de "traisâo". foram expulsos, sem quaisquer possibilidades de defesa, o industrial Arlur tinta Cavalcanti, o líder bancário I red Navarro, e o ex-preso político Antônio Sérgio Martins. Ao justificar a medida. 0 PT aponta, por exem- Pto. o fato de o "Bando dos Três" ter assumido publicamente posições políticas contrárias ao programa partidário e andar de namoro com o PMDB. Prova disso seria o discurso de Artur Lima Cavalcanti, ex-prefeilo do Recife, durante hotnenauem aos de? anos de atividade parlamentar do senador Marcos Freire. De- EXPURGOS NO PT DE PERNAMBUCO - Movimento n* 292 divulgou imediatainente uma nota ólícial. tachando de "uni grave erro político" a expulsão de Arthur Lima, lembrando ainda i iu o\ acusados sequei tiveram opctiiunuladc de defesa e que as posiçiíes defendidas por cies (.oiistítiicm-se num fator norma! ja que sobre elas o partido não tem posição. Nem a favor, nem contra. Medida mais radical íoi tomada por outro membro da Executiva. Ceei Heleniw Prcstcllo, que em nota oficial protestou contra a expulsão e disse defender as mesmas posições dos expulsos. Ao defender-se das acusações, Arthur Uma Cavalcante considerou como "ridícula e fascista" a decisão da Ixecutiva regional do PT. Em nota oficial considerou que a questão mais importante são as questões políticas, reafirmando a sua defesa da Assembléia Nacional Constituinte Livre e Soberana, como resposta à crise do regime e explicou que havia também divergência quanto a importância política das eleições de IV82. Para Arthur Lima, é fundamental impor uma derrota ao regime nas eleições de 1982 e o caminho para isto seriam as coligações partidárias, com candidatos únicos das oposições. No caso de Pernambuco isto implicaria o PF apoiar o candidato do PMF)B, que, segundo Arthur Lima, é o partido com maior penetração popular. Os três membros expulsos nâo aceitaram a medida e reivindicaram uma atitude da RES QUE DEFENDEM A cavam contra o» objetivo» do governo de dividir a classe trabalhadora através da pluralidade dos sindicatos. Montaram uma farsa Segundo revelou i reportagem do HORA DO POVO, Antônio Sérgio Martins, "temendo a profunda repercos»»o da saída dos trís com essas posições, resolve m farer uma farsa para fugir da luta política e nos expulsar". Numa reunilo do PT, convocada sem este fim e sem a presença dos três. foi decretada covardemente sua expulsio. Há três meses atrás, houve um inquérito com Arthur Uma e Antônio Sérgio no PT, tentando evi- CONSTITUINTE - Hora T«r que se debatesse abertamente as posiçfes assumidas por eles. e nio cumprindo com a sua palavra, o presidente do PF-PE nlo publicou * «ia deste inquérito até agora, PMDB receberá ostrês O presidente do PT-PE, Joíc Roberto Nascimento. "O Peixe", divulgou o fato à imprensa sení revelar o motivo da expulsão, m- mesmo dia. Arthur Uma. Antônio Sérgio e Frederico Navarro, souberam do (ato pelos jornais e 48 horas depois, ainda nio haviam sido comunicados dos porquês da espulsáo.' 0 bando dos três fendeu a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte. preocupação descartada do programa do PT. Há outras acusações, O PT de Pernambuco não aceita a posição defendida peto "bando" de aproximar-se dos demais partidos oposicionistas, com vistas a uma aliança para as eleições de "colocando-a acima da organização independente dos trabalhadores, negando no fundo a própria razão de ser do partido". Ao optar pelo PT em julho do ano passado, ó ex-prefeito limitou-se a justificar e pedir perdão por causa de sua origem. Declarou que não havia incoerência "entre sua origem burguesa e suas posições políticas", E que ingressaria no partido entusiasmado pcia proposta de organizar "o povo pela base". Hoje, expulso, afirma: "O fato deve-se à estreileza de grupelhos fascistas e sectários, que se entrechocam em doutrinarismos semânticos'*. Ele defende-se dos ataques garantindo que sempre agiu de acordo com as orientações recebidas da direvão nacional, no sentido de confirmar, ou não. a punição, c reivindicam uma retratação pública, "pois tivemos o nosso passado de combatentes da democracia c do socialismo grossamente denegrido". Segundo eles. o PT em Pernambuco, "com honrosas exceções*" é constituído de "40 estudantes estreitos e sectários que fa/em o partido ser inviável em Pernambuco". A direção nacional não se posicionou sobre o assunto e aguarda a volta de Lula para tratar do problema. Até lá. pode ser tarde demais, pois o PMDB de Pernambuco já soltou uma nota defendendo o passado de luta de Arthur l ima c dizendo que as portas do partido estavam abertas para os militantes que foram expurgados do PT. Seja qual for o resultado, a expulsso de Arthur Lima dificultará mais ainda a viabilização do PT cm Pernambuco, já que ele era o único nome com uma grande expressão estadual. E seus efeitos geradores já começaram a se fazer sentir até mesmo no Rio Grande do Norte, onde o coordenador Estadual do Partido. Rivaldo Fernandes,desligou-sedo PT, afirmando explicitamente que o fazia pelo fato de o PT nâo ter uma postura positiva em relação àconstituinte. O caso de Pernambuco chamou a atenção do PT pela forma radical com o que a Executiva tratou o problema, abrindo um grave precedente de expulsões por divergências políticas. (Tibérío Camilo) do Povc n ç 72 T5s expulsos confessaram que e PT é realmente um partido "estreito, sectário e divisionisla. que tem uma bjisc social de pmicik estudantes, poucos trabaltudures e poucos profissionais liberais, que nâo chegam a 200 em lodo o tstado". "Os políticos e as correntes a <ies ligadas devem vir para o PMDB. o partido mais consesjuenie na luta contra o regime -JitatoHsl, e seu exemplo deve ser seguido pelos militantes mais conscientes do PT e por todos aqueles que queiram contribuir para acabar com a turma dos pançudos que vêm explorando o povo. Afinal, o PMDB já é uma (rente do povo todo, com diversas correntes pohtkas". comissão nacional do PT, inclusive do próprio Luis Inácio da Silva. Em carta aberta ao Partido dos Trabalhadores. Artur Lima Cavalcanti, Fred Navarro c Antônio Sérgio Martins denunciam a ilegitimidade dos expurgos. "Não houve sequer direito a defesa. Essas c outras arbitrariedades, indignas de um partido que se pretende democrático no trato de suas questões internas, só são explicáveis pelos dezessete anos de repressão, que conseguiram fazer penetrar métodos autoritários de repressão em setores da própria oposição. Enquanto se aprofundam as cisões internas no PT-PE, o destino político do industrial Artur Lima Cavalcanti c dos outros expurgados será ingressar no PMDB, aceitando o convite feito pelo presidente regional, Jarbas Vasconcelos. Aliás, eles já declararam que no PMDB "se sentirão em casa". De fato, antes do surgimento do PT, eles militavam no extinto MDB. o J

5 *o P a esquerja*o PT e a esquerda**? PT e a esquerda*opt e a esquerda*o PT APRENDER E ENSINAR NO INTERIOR DO PARTIDO P. sabido que o relationamenlo do PT com as correntes do esquerda no seu mierior nunca foi isento de contradições c até mesmo, em»ii<;iins momenios. de conflitos..o prohlema das "duas camisetas" ~ designação caricatural e negativa da relação sempçe esteve presente desde <> início. Isht se explica: em boa narte pelas incompreensíies de setores da própria esquerda diante do PT e. em decor- Érência, suas pnlticas. Mas por outro íado, também a dire- * ção do partido, portadora de todas as suas virtudes bem.^^f ^^^ como limitaçses, ainda nao conseguiu elaborar uma vi- - :;i s; i() correta tio problema e daí retirar conseqüências prálifitih positivas para o ft e a luta dos jabalhadores em geral. Muitas vezes, 'f;i tusive, esta caiència abriu espaço pira declarações e posturas até mesmo reücionárias fie alguns militantes, com o que tanto o PT como a esquerda só tiveram a perder. Mas tudo indica que sfto coisa» de um partido novo e, ainda em formação. Prov;} disso é agora a iniciativa de ApotÒnio de Carvalho, antigo combatente revolucionário, ex-dirígenfe comunista e hoje membro da direção nacional do PT. Kle acaba de produ/ir. com o aval da direção, um texto de 18 laudas para discussão sobre "O Partido doa Trabalhadores e as demais correntes políticas de esquerda", R a primeira contribuição oficial ao debate, cada vez mais urgente dentro das i üeirns do partido e que, como tal, deve ser objeto de profunda reflexão e discussão entre todoa Of j^tistas. É com este objetivo que EM TEMPO tendo pontos de concordância e de divergência com o-documento. que esclareceremos nas próximas odições ~ divulga agora trechos do texto. A análise das relações entre o PT c as dema correntes políticas exige, aind. ie rapidamente, o estudo de aljíurs «icmenlos iniciaii Mais p«rlicularmcnie. o contexio em que hoje se movem estas cnnentcs, seus elementos prinóp-m de convergência, suas diferenças mais marcantes'. E as condições que dai decorrem para uma prática política comum. Antes de tudo, porque a esquerda, nos períodos mais recentes, passa por uma situação relativamente difícil; a crise de vanguarda do movimento operário e popular. Uma crise que tem caráter internacional e abrange o conjunto do movimento sindical e comunista, como tainlicin o Mstcma Jc EMUUOS que procuram abi ir caminho à cimsintçüo do socialismo, tia apresenta, no Biusil. alguns latotcs agravantes acuniuladov no periodo iiittenoc 1 ais como a inllticncia ainda superficial das correntes de esquerda no movimento operário c entre os trabalhadores em geral; uma aproximação à realidade social e econômica do pais ainda bastante precária; um domínio limitado da teoria, t, sobretudo, a indefiniçào. hoje ainda, de uma via própria, nacional, para um podei autônomo dos trabalhadores, a caminho de uma sociedade sem exploradores e sem explorados (...) O P i surge, cm boa medida, à margem desse contexto. Nasce de rai/es próprias, no seio dos trabalhadores, c com particularidades inéditas e signilteativas. E. assim, um Icnômcno inteiramente novo no conjunto da vida política c social do pais. {...) O VI apresenta, assim, sua imagem própria, original partido de massa e de luta; partido amplamente democrático: punido centralindo. em bases amplamente democráticas e representativas. E. ao mesmo tempo, um partido que se constrói como uma organi/açâo ampla e legal, empenhado na consolidaçãoe noalaigamenu» contínuo, sob a pressão organizada e autônoma idas massas trabalhadoras, do espaço político legal existente. (.) J São marcas diferenciais evidentes. NSo constituem, no entanto, a fonte de embaraços e íncompreensôcs maiores parado diálogo franco ca prática comum. (...) As dificuldades de relacionamento mais comuns tem outra origem. Ao centro dekis, estão, lundamcmalmeme. as condições de nascimento e de construção que fa/cm do PT, nítida c irrevcrsivelmenie. um partido político de tipo mn o - c mio uma frente política de massas; um partido legal, intimamente ligado aos movimenios sociais e- chamado a \ oiuir-sc. ampla c prioritariamen- í :e. paru a pr.aica política de massas; e, ainda. \ am punido profundamente denmcrático, mas apoiado nos critérios de centrali/açâo necessános á garantia de uma prática política homo- "neti e unificada. (...) Daí decorrem tràf vias ou atitudes deforma das de relacionamento, no iiueríor da estrutura partidária. A.primeir.i c a aceitação apenas formal do PT como partido político de massas, do nuc resulta a luta política e ideológica, cm seu interior, para transformá-lo, a curto ou a médio pra/o. numa frente política de massas: um acordo tático e, portanto, transiiório e de alcance limitado, entre entidades diversas, em torno de objetivos conjunturais - e sob o direito reconhecido de tendência e de fração. (...) A segunda c a aceitação do PI'. já sob a \ isão de sua continuidade e de seu descnvolvimenti'. Náo á base c ao impulso de suas características próprias, nem no sentido de uma frente de massas: e sim. a médio c a longo prazos, batendo-sc por sua transformação como vanguarda nurxista-lcnimsta da classe operária. A condição básica jwa is»o sei ia a unülo dos militantes comunistas, sob a perspectivada conquista de seu papel hegemônico, no intei iot da orgam/açâu. (...) Três lições que a esquerda precisa aprender O PT nâo é uma frente política de massas, não deve se transformar na vanguarda marxistaleninista da classe operária e nso pode acobertar práticas fracionistas. A terceira é a prática eleii\u do direito de tendência, equiparado ao direito de fração. Não se julga o Fl por sua orientação política ou por seus Estatutos, segundo a vontade coletiva do conjumode seus militanics.exprcssa em suas convenções, mas segundo a idéia do que de deve (ou deveria) ser, a juízo de cada corrente em questão. Exprime-se na propaganda pública de palavras de ordem contrárias á orientação partidária, (como a convocação imediata de uma Assembléia Nacional Constituinte, ou o lema tríplice de partido sem patrões, governo dos trabalhadores, e a visão tá(ica da eliminação da exploração capitalista) ou «través da adesão coletiva da redação de tal jornal, sem ter em conta os Estatutos, ao lado da defesa de teses ^»líticasv(ueins o correspondem às resoluções do P f. Seria difícil, assim, deixar de reconhecer que certas correntes políticas não procuram CXCN cer. ao interior de nossa organização, o papel Em Tempo n avançado de clememos de movaçâo e desdobramento, no semijo.ias torefas e caraetensticas por IJUL o PI se deime. <?omo seii, de esperar à lu/ de sut rondiçáodv ponadoras de tradições e exper.ências anteriores, de sua reavaliação crítica do caminho percorrido, de seus propósitos de vincuiuçãc à cüncia social da classe opcráriii e aos ensinamentos do movimcto operário internacional. É. no entanto,»».pie nosti.i a a lálise das áreas íundamentais d; l uncion.miei to c de aliv idade onde são aguda; as exigèticias de afirmação e presença politva e ite amadurecimento ideológico,io Pi. I iiitoilaselas.essascoiremesdào a impressão de aeantoii,.r-se num.t postura de expcctat.vii e mesmo, em alguns ca^os, íle omissão Não dão. por e.\cmpli» v a utençüo necessária a exigências de aprimoramento de nossa estrutura d. panido wseeme e de seu fuikion.imenui, ao mesmo tempo, amplo e democrático, hom.gémoe ttnilicido, Contentain-sc. iiv sse semiuvi. com o sistema de organização di que disp.iem em sua enudade original e não s,u., no coihvxui das características do I I. um componeme crldor como portadoi del.iiciativas. ino.açtvs. Não se inieress.im tampouco, de maneira pameutar. pela deimiçâoe-pelo enriqtiecimentoem bases novas de nossa poütka setorial: no plano dos sindicatos, dos trabalhadores do campo, dos estudantes, da intelectualidade e dos demais movimentos sociais. I m boa parte, porque ja estão definidas estas oi ientações no interior de cada «.orrente. segundo sua visão particular. Em pine. porque se trataria, na melhor das hipótese», de transferir ao PT, sob sua influência, a orientação própria já definida e em fase de aplicação. O mesmo poderia dizer-se quanto a análise da conjuntura econômica c da conjuntura política em movimento. Jà têm uma análise feita, quase sempre invodierável aos efeitos novos da realidade viva c à^ SUüS sugestões. Isso explica, em parte, porque eontrariameme a todas as espectativas. não exercem uma atividade pioneira na aplicação de nossa orientação poliika no quadro concreto e em movimento de nossas resoluções. Dai. o» exemplos de inércia de sua política e de seus métodos próprios. Alguns deles são típicos cm certas regiões, no quadro da prática social o predomínio do esforço de agitação. A dinàmica da pratica política de massas é substituída assim pela dmãmica da agitação c propaganda No plano mais restiito do funcionamento interno, o debafe necessário da situação concreta e de suas exigências na busca de respostas políticas às questões impostas pela realidade - e mesmo a assimilação dos documentos de orientação geral, como o Programa e os Estatutos - cedem iujiar freqüentemente

6 PT e a esquerda^o PT e a esquerda*o PT e a esqueida*o PT e a esquerda*o PI continuação da pagina anterior i ihi»u!.it!v'i.)t;;i tüwtl >.':<) i!c v)lii.>ute<itcó' -.as c ntcn'. J,'W.;I<., sem rr ;.\i> Jtrctii <. stnsinn mi p'itk.i-.oli.ii V-o u iijio üi.ai d. pradca poliík.i. J Mihi-liin. *,ã<'\lii\ i Mgs. titia^ de lolmli/.pvãu Ju («afiii c ilo M..í aininuâo n-dluíti nal. No ctitanln, íim..ii 'UO potímcilk itt witjiiiür» cia icm,111 jupcl msi.i alti a IvsçntfVH...r. Num tluplti as x:cu! IH. entido di- aprimoranicm.t c o;, ciincicii/asã- cicióa cu> carueferístitas próprias < orifiiia. do I' í e, ponanti>. de M:II,-ara!ir im-vad r no quailro a.nplo do movinanio operaúu '. nopidar. 1. rcciftrocamemo, tu cotr.v-.mo pari ulai tk vacu.i.po de rnksâo, no interít- de cada entkiade. no apiofundanwnto de MI.I reavaiiuitão ciíticu do caminho percorrido, iia aproíímdvs" ; >os trabalhadores, aos nunimentos sociais eu realidade em dc*-nvolv.nwnio. Elas sâ«. inclusive, um dos. três componentes hoic iiwispcnsáscis à SilirmavàDí aocreicimentodo PI. Hni priineirui lugar, a perspcctk.i de UOM.í ciclos de lutas, com no\..s avanços dos trabalhadores....) Im secundo lu^ir. a ;>roíunda lide :dadt à classe operária e ai>s trav.ilhndore- emgcrul.iic suas lideiancas caideud.s tus lutas, de suas dispunib lidades para a assimilação de nouis cnsinamemoseda nova espcríéncia políttcacn curso. (...) No entanto as esquerdas são hoje um dos três componentes indispensáveis a afirmação e ao crescimento do PT. Neste sentido elas tem um papel muito alto a desempenhar, f m Uicciro lujjar, a» correntes pi micas de eaqucrdi. lí\usessàocumadasa ' sempenhar ini pajvl signiti.-ati\o nos desimbramcnto» e avanços do PI. Issacontriouivaodcpcnuerá. entretanto antes c icitr.. de tudo. de sua capaeúiade.le assimihis^üò ua imagem orii.ina! ao PI cnn,, paitido político de ma-sas t. sinmliaheamemc» com. e.xprcssüo política fiel dos tubalhadoies e reflexo direto da.iova qualidade do mininunip opciárioc po u!ar. As correntes de squerda tim. pens. no PT. uma dupla íuncão Jeensinamento, soba visão de uma ciência s<j< ial e «e apreiidiwgi-in, face as novas realidades. 1 lá todas as coi;dicòes para que as d.fwuldades de relacionui.ivnto sejam apenas Tansuónas. I ias se explicam pelo próprio processo oas lutas de massjis. ijiie fc/ emergir t PT na «na política. I. simuitanjameitte, pelo contexto em que, no-rúltimos icmpos, se desenvolvem as forças i eorremes de esquerda, O pnmciro passo para sua superação é o debate franco e abei to no interio! de nossas íüeiras. Sobre a nova a-ididade das lutas oe Ciasses. Sohrc o papel positivo c alto das correntes políticas que se reclamam do movimento opetário e popular. Sobre o elemento original c a qualidade nova.que o PT ira/ consijío. sobre sua -ignilicaçao. F. sobtv sua viabilidade hoje dilicíl de comestar. E. em conseijüència. sobre suas relações com as correntes iic esquerda, dentroc fora da organização, no quadro das tarefas políticas que os trabalhadoi es estão chamado» a enfre»- tar. O segundo passo é a visâoempta da esfera de avâo comum e das exigênciiu. não apenas ae avianç^ i-rmes no relacionamento interno, mas também no quadro mais ampiodas torçss populares e do movimemo.dcmoctáuto em ««ai. (...) A definição precisa das resptwtós políticas aos problemas concretos colocadi* na orílcm do dia - e dos eixos prioritários do refacion»' mento sob suas formas dilerenciadas. impdese. pms. como um elemento á mais na busca e na abertura de caminhos para wm relacionai mento justo e construtivo em nossa» fileira». 0 PT NASCE DA CRISE DA ESQUERDA Por José Dirceu (*) En TEMPO N O documento sobre a esquerda lançado pcia direção do PT inicia-se com uma análise da crise da esquerda brasileira e com a afirmação de que o PT surge, à margem desta crise c do contexto cm que se movem as correntes de esquerda. Seria necessário, cm nosso entendimento, aprofundar esta análise e ligá-la com o surgimento do próprio FF. Para entendermos como.que a organização de um partido como o PT surge no Brasil exatamente pela incapacidade da esquerda superar sua crise;. Frente a, por um lado, uma esquerda isolada do movimento social, dividida, dogmática ao elaborar propostas desligadas da realidade do país e, por outro lado, frente a partidos políticos kgais como o MDB, incapazes de superar seu caráter elitista, elcitoreiro e parlamentar, as lideranças e dirigentes surgidos da luta real que os trabalhadores e vários outros setores sociais travaram nos últimos anos contra a política econômica no regime, aprenderam, na prática, a necessidade de um partido político kgal. de massas e de luta, democrático, que organizasse os trabalhadores brasileiros. Logo, o surgimento do PT tem muito a ver com a esquerda e com sua crise. Apolônio aponto para a dificuldade que tem a esquerda de assimilar o PT como efe é partido de novo tipo - e, a partir desta constatação, critica as atitudes deformadoras daqueles que vêem o PT como frente pohüca de massas, como um futuro partido marxista leninista ou ainda como um partido onde existiria o direito de fração ou tendência. Nós entendemos que é necessário c esta é a proposta de Apolônio discutir porque estas tendências de esquerda vêem o PT desta maneira, e que política propõem para sua orpnizaç&o, que programa propugnam para a conjuntura e para o partido: como organizar o PT e como garantir a democracia interna; que política levar no movimento sindical, estudantil, etc; qual é a tática mais correta para a atual conjuntura; e, principalmente, como organizar c kvar a luta social à imensa maioria dos trabalhadores do país sem cair na agitação expontaneista, c como propagar o Programa e os Estatutos do PT sem cair nas discussões teóricas, sem relação com a realidade do dia a dia do trabalhador. Nós entendemos que a ünka resposta a esta. questão do relacionamento das tendências dentro do PT é encarar estes probtemas que o partido enfrenta. Não piodemos, no entanto, perder de vista que o PT será aquilo que os traba- Ihadores, e inclusive a esquerda que nele milita, consigam construir na prática social, na luta política que se trava hoje no Brasil. O PT não poderá ficar apenas vivendo do que foi, e de como surgiu, mas deverá ver um fator de crescimento e avanço da luta dos trabalhadores e da luta política geral no país, sob pena de se transformar numa lembrança na memória dos trabalhadores e do povo brasiteiro, ( ) Saé Diw«l foi prc^deiüe da í 'EE «S* SSo Pwilo cm \<m <t Moal-nmt i milrwis* 4o PT piutlcu. A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA E INTERNACIONAL DO PT Por Paulo Skromov (*) EM TEMPO N Há um aspecto centrai no trabalho do companheiro Apolônio que gostaria de aprofundar. Antes de tudo é preciso dizer que o PT, desde a sua pré-história, é uma iniciativa da esquerda; no caso, dos setores mais conseqüentes da esquerda do movimento sindical. Mais do que isso, o Partido dos Trabalhadores no seu atual grau de construção significa já o inicio da concretização da antiga aspiração da classe operária e dos trabalhadores brasileiros à sua emancipação política. Apesar desta aspiração cm ter seu próprio partido político ser algo natural e inerente à própna condição objetiva do proletariado na sociedade de classes capitalista, ela é, por isso mesmo, também, uma formulação clássica elementar do marxismo. A meu ver o texto do companheiro Apolônio começa bem quando principia com uma, ainda que rápida, avaliação da questão da "crise da vanguarda do movimento operário e popular. Uma crise de caráter internacional que abrange o conjunto do movimento sindical e comunista, como também o sistema de Estados que procuram abrir caminho à construção do socialismo". De fato, a monumental obra de construção partidária que significou para a classe operária os movimentos da social democracia c do Comintcm cm seus períodos heróicos, interrompida há várias décadas, sem que um movimento internacional com a mesma envergadura os sucedesse, é o conteúdo mais profundo desta crise. Isto significou uma interrupção prolongada no processo de organização de partidos operários de massas, tão comum até o fim dos anos 20. É por isso que os grandes partidos nacionais e construídos pelos trabalhadores os partidos trabalhistas, socialistas é comunistas datam invariavelmente do período que vai de 1880 a 1930, isto é, nasceram do movimento da H ou da HI Internacionais. Nestas décadas de crise da "vanguarda operária e popular" esse processo de construção de partidos de massas é completamente interrompido. Este quadro revela a importância extraordinária e a significação, desde já histórica e internacional, do Partido dos Trabalhadores. Nesse sentido o PT significa a recuperação de um processo de organização operária cuja experiência poderá até mesmo contribuir decisivamente para abrir a via da superação dessa crise. Diante desta questão transcedentai o posicionamento e o papel dos diversos agrupamentos de esquetda só poderá ser de apoio incondicional a essa iniciativa da vanguarda sindical. Esses grupos deverão intervir com lealdade e de foitna positiva no processo de construção do partido, fornecendo os quadros que cimentarão a sua necessária estruturação e que impulsionarão os seus avanços políticos nos processos de luta que inevitavelmente o PT t«á que enfrentar. ( ) Paulo Skromo» i pnrááeiút «to SMicato do* Cnurrtra* de SSkt Paulo «mlsunie do FT. s

7 sso contra o?: sindicalistas* processo contra os sindicalistas* proo«querem BOTAR A CLASSE OPERARIA NA CADEIA - Hora do Povo n» 7 3 Governo em pânico tenta caiar a voz do trabalhador Povo esmagará tentativa fascista de prender por 15 anos cada um dos treze sindicalistas perseguidos peia LSM Knquunto cs «Iravessadorej da vtd» nacional andam i solta gozando de toda a iiberdade, o governo tem o descaramento de querer botar ctaue operlría na ca- <tcia. A intençlo doa ineptos é prender treze sindicaliitm do ABCD entre eles Alemio, Lula e Chmarzinho que representam oa interessei e a lut* dos mais de 350 mil operirios da regilo. O medo que o governo tem é tio grande que foi acionada a famigerada lei de (in)segurança Nacional lendo ainda o detpíante (W pedir ao tribunal um total de 145 anos de prísku pura os sindicalistas. Ditadura vai ser Jurada. No seu desespero punitivo o governo esti isolado e fechado num 'pequeno gmpinho que n5o tem muitas saídas. Procura envolver a justiça na sua insanidade. Por isso Cotno peças de um quehraobc ças que vai sendo pouco a pouco montado, o processo contra Lula e seus do/c companheiros veio sendu pacientemente trabalhada pelo governo nos últimos meses, Acomevat pela oposição em transferir o processo com pressuposto na lei de greve para a Lei ile Segurança Nacional, de um tribunal civil para um tnbunal militar. Contra esse enc.iminhamcnto, o advogado dos acusados, l.uís Eduardo (ireenhalg, impetrou um recurso no ano passado mas. sem sucesso. Igualmente revelador foi o afastamento, por motivo de férias, do procurador titular da Justiça Militar, Décio Gomes de Araújo, às vésperas do julgamento. De acordo com informações que circulavam cm Brasília, o procurador esuria indeciso mesmo quanto a correção do enquadramenfo dos líderes sindicais na Lei de Segurança Nacional. A medida que, no entanto, melhor aplaina o caminho da condenação foi a tomada pelo novo procurador, José de Lrcitas Júnior, ao acrescentar mais uma possibilidade de condenação reclamando o eiuiuadramenio dos acusados também nas penas do anigo 42 que re/a sobre o "crime de propaganda subversiva* 1. O artigo 42, ao permitir a condenação sob penas mais leves (este artigo prevê penas de um a três anos de reclusão enquanto a Condenação pelo artigo 36, por "crime de incitamento à desobediência coletiva das leis", prevê penas de dois a doze anos de detenção), ao mesmo tempo que isuawa a decisão para os juizes da auditoria militar e do Supremo Tribunal Militar, se encaixa melhor nos propósitos governamentais de cassar os direitos políticos de Lula com um mínimo de desgaste interno c de repercussão ex^rna. pediu a prisso dos iíderes operários que comandaram a greve do A8CD em abril do ano passado. Tudo porque o«operários resolveram nlo aturar» exciuracio. porque dcodiram quv dali tnn dianfe. nso iam imls aceitar a laha ila v> nmki cm suas casas. E de!.iii>. í isso que esti poi acontecer, denlri> de pouco tempo. Nâo há K' v vtnm. Lei de Scituranv». ou qual quer outro jabacul? que consiga impedir o que o povo já decidiu. F muita falta de vergonha prender alguém por fa/cr greve. Como se não haslassc é acionada para tal a decrépita l.sn conhecida como Lei de Segurança da» Multinacionais, eorrputos, cnireguis la\ e tudo que nâo presta Também jogaram a I SN contra o HORA DO POVO c nâo conseguiram nos calar. No nosso caso, o governo insiste em nio apurar as denúncias sobre contas na Suí- ça qne circularam cru mciiis nnlilares c que IU!~ divulgamos, O ga vemo está contra a verdade. I!m todos os exemplos t o pequenino grsipo dos cinco, isohdo danacíloque aprova Uidoquv vier das multinacionais e revrime qualquer anseio do Imbalhador, Ainda cm ianetru deste ano, a n quíssima (giaças ao suor do trabalhador brasileiro) Volkswagen cometeu um crime ao mandar para o olho da rua nada menos que ires mil operários e o governo nio enquadrou os gringos que dominam a empresa ita Lei de Segurança Nacional. Sc dependesse da vontade do governo, o trabalhador brasileiro uipara a cadeia ou amargar o desemprego. Acontece que as coisas no [$rasil já nfio dependem exclusivamente dos desejos da ditadura. V. estio muito engonados se pensam que vlo ficar por cima Uma acusação forjada Onde um procurador, talvez envergonhado, pede o seu afastamento da função de acusação, e o novo substituto, ao que tudo indica, nem sequer teve o trabalho de ler o processo antes de pedir a condenação. Na sua fúria anti-popular a ditadura não se satisfez em espancar, prender, seqüestrar, intervir em sindicatos e cassar dirigentes dos trabalhadores. Agora, os militares querem é condenar na sua "justiça" o que há de mais representativo da classe operária como forma de deixar bem claro para quem veio a abertura. As duas peças acusatórias redigidas pelos procuradores se assemelham num ponto: parecem mais um discurso político onde a condenação aparece como suposto do que uma articulação de areumentos ou de provas condenatórias. Logo nl^ff procurador 1 " 5^81^0' Dácio afirma Pque 01- exemplo, a grk«dos o ttabalhadores do ABC se deu "FpniZ de retvmdtcaçõcs de melhoria sàfcria! c S Pretençôc8 t^balhistas" (grifo Por outro lado. a acusação repetida e do ABC concitaram os grevistas à prática, de piquetes e ao uso da vidè^sh fistea contra aqueles que táo ads < paralisação" nio conss^iu ifusda durante o processo. As própritesf nhas de acusação Euclides Rim o S Antomo da Silva e João RoK A^T apontadas pela poucia como^umas S vtolênaa por parte dos piqisteam ter vt.to qualquer um dos acusada S parnepantes de piquetes ou mesmolt ainda muito tempo. Nào vào çonsvguir obrigar o povo a aceitar a opressüo de braços oru7ados. O llf conclama lodiw os seus leitores a estarem presentes no üramk A lo Público em solidariedade nos sindicalistas perseguidos pela Ixi de Segurança Nacional no Paço Municipal de SSo Bernardo, dia 15- de fevereiro ás 10 horas da manha e no dia 16 a anoiarem. com sua presença no trmbunal, os trabalhadores no momento em que se Comete essa violência. lambem no Rio de Janeiro a Unidade Sindical está conv<kan<h «tn ato público no dia 12 de íevereiro no Sindicato dos Metalúrgica em Belo Hori/onte e outras capitais estào sendo organizadas grandes manifestaçfies públicas. Na verdade quem vai estar cm lulgamenui sao os fascistas uue irnam en nio aceitar sua falen- Em Tempo n' 122 tando à greve. A polícia tem acesso farto, por sua vc?. a um sem número de volantes do sindicato pedindo aos trabalhadores: "nio enfrentem a poucia, não aceitem provocações. Nós somos pacíficos e ordeiros. Depois que a diretoria foi presa, cada metalúrgico tomou-se um diretor do sindicato". Mas, os conflitos se multiplicaram. E poderia ser de outra forma com a quantidade de provocadores que invadiram o ABC. fato que é confirmado por um sem número de depoimentos no tribunal? (ver matéiia ao lado). A outra peça acusatória. do procurador substituto, é amda mais haira. mais subjetiva, sugenndo inclusive a opinião professada por várias pessoas, inclusive o deputado Aírton Soares, de que o autor sequer tena lido o processo para redigi-lo I>epo.s de afirmar que a absolvição dos acusados sena "admitir que um grupo de smd.cahstas. seduzidos peia miragevi de uma atuação política revolucionária c com capaedade de liderança sobre a classe profissional a que pertencem L pais uma espeae de soberania "prónria" propõe o seu enquadramento ntiso Jo; ZlZ\Tr prat,cados **'<* «càsaos podem configurar o crime de pronaganda subversiva, conforme está imx - tona narrativa «vestibular"kgnfots. F.nfim, seriacômico se n3o fosse tráuico. Pcs Uma eventual condenação do S de um fll ^ Si? nif,car u^ P^ ae um a 5 anos de prisão, a cassação de seus d.re.tos de concorrerem rcvr K o S polucos (com a intervenção nos sine os também, pela CLT. não jsdcm Sr toda a vtda ser eleitos para cawlt ca*) e podem ter. acesso^s ses : srfc-s-d^s-

8 : a viageta de Lula^a viagens de i.ula*a viagem de Lula^a viagem de Lula^a viagen Em Tempo n Os sucessos da comitiva do PT pelo exterior > Os europeus estãao estarrecidos: no Brasil, um tribuna! militar irá julgar dirigentes sindicais por uma greve, como se se tratasse, segundo seus padrões, de uma guerra civil. A indignação diante desta ameaça é tio grande que, somada ao prestígio que Lula e o PT alcançam hoje a nível internacional, pode-se já ter como certo o saldo da viagem empreendida pela ddegãção-do partido ao exterior sucesso total, Centrais sindicais de todos os países até agora visitados, bem como partidos políticos operários e democráticos todos foram unânimes em garantir o envio d delegados seus no dia do julgamento e telegramas de protesto ao governo brasileiro. Frente a este quadro o regime militar está enfrentando uma fone pressão para levar a cabo seus propôsitps repressivos sobre o movimento operário brasileira Enquanto Figueiredo, na França e em Portugal, ao lado de negócios comerciais para desafogar a dívida externa, tentava vender a imagem da abertura chegando até a proclamar o direito do povo às «deiçfles diretas para presidente cm 1984 Lula e seus companheiros faziam-lhe um forte contraponto, polarizando os setores oposicionista» destes países com sua» denúncias. Pois, na verdade, a Comitiva do PT foi recebida quase que à altura de uma comitiva de chefe de estado por várias personalidades européias. A começar çelo Papa, passando entre outros pelo f residente do Partido Social Democrata aíemlo Wilfy Brandt, pelo presidente do Partido Socialista francês François Mitterrand, além de figuras à margem do poder mas igualmente importantes comp Lcch Walcsa, ou Otelo Saraiva cm Portugal. Não será nada fácil para Figueiredo condenar Lula agora que ele foi recebido e reconhecido por várias figuras do cenário internacional com as quais o governo brasileiro tem todo interesse em manter as mais cordiais e diplomáticas ralações. Tudo isso vem a demonstrar o isolamenf o não somente interno como intemac.onaí cia política social do regime atual A repercussão que causaria no exterior a noticia contada ao vivo pelos delegados de todas estas forças aqui presentes no julgamento sobre como um tribunal, ba&csdo auma lei de guerra c feriando os fatos a seu bel prazer, pode COí- enar os dirigentes sindicais, seguramente já está nos cáfculos do regime. Por isso mesmo, as autoridades militares a esta alturajá devem estar preparando alguma saída honrosa dentro do processo. Depois do encontro com o Papa c com Walcsa, a passagem de Lula pela França foi o ponto alto da viagem. Dada a força do PS, do PC e de outros setores de esquerda, no pais, as manifestações públicas Uverem também seu lugar ao lado das audiências com as lideranças políticas. A expectativa agora volta-se para os Estados Unidos, onde a comitiva do PT chegará proximamente após ter passado por Portugal, Suíça, Bélgica e Holanda. Isto porque a singularidade do sindicalismo americano bem como o fato de seus grandes partidos políticos não serem de base operária, em certa medida, i ma incógnita no que diz respeito ã sua d sposição de compromissos maiores na s.^ dariedade com os dirigentes do ABC e do PT. De resto, desde já, começa a se preparar aqui no Brasii a recepção missiva à delegação do PT para o dia 13 no aeroporto de Congonhas. Pois não haverá maior coroamento da viagem do que uma manifestação de milhares de pessoas no aeroporto no dia da chegada de Lula e «eus companheiros. LULA COMPROU A PASSAGEM ERRADA - O sr. Luis Ignácio da Silva foi à Europa buscar apoio para o movimento sindical brasileiro. Mas tudo indica que sua viagem não trará benefícios para a classe operarei. Lula encontrou-se com o líder polonês Lcch Waleta. que o aconselhou a "evitar fazer política". Mas como, se a política está no antro de todas as questões do movimento operário? O governo e os pciegos é que tem interesse em impedir os sindicatos de fazer política. Eles sabem que um movimento sindical apolítico c impotente para enfrentar o capitalismo. Os operários aprendem a cada dia que os sindicatos devem recusara política partidária burguesa, mas devem ter uma política, independente, de classe, proletária. O próprio Walcsa, na atual crise polonesa, faz política: procura desviar a luta operária para o caminho antisociaüsía da w autogestão". Na Itália, Lula encontrou-se em Enrico Berlinguer, que dificilmente poderia colaborar com os trabalhadores brasileiros. Diante das dificuldades que o capitalismo italiano atravessa, o partido de Berlinguer prega um "'governo de homens honestos", Procura desviar a atenção dos trabalhadores, da exploração capitalista para a desonestidade dos exploradores, da luta contra o capitalismo para a colaboração de classe no "saneamento" do capitalismo. *Em nosso país, com o agravamento da situação, o movimento operário luta à frenl.as forças populares, em união com i<^jos os democratas, para liquidar o regime militar e conquistar a liberdade, Procura alcançar suas reivindicações imediatas c criar as condições para colocar os destinos do país na mão Tribuna da Luta Operária n ç 32 do povo c marchar para o socialismo. Se abandonasse este caminho de íuta para trilhar o da conciliação e da colaboração de classe, só poderia facilitar as coisas para os exploradores jogarem as conseqüências da crise sobre as suas costas. ttb Prosscguihdo sua viagem, Lula encontrou-se» com líderes ligados ao Partido Social-Democrata da Alemanha. A social-democracia aiemà está no poder. Representa oficialmente o imperialismo ale«mão. Para os operários de São Bernardo em particular, a multinacional alemã Volkswagen é o inimigo n que será qiu > representantes do partido do governo alemão podem oferecer como ajuda aos trabalhadores brasileiros? Desde a \ Guerra Mundial a scdal-democracia traiu a classe operária, passou a defender a burguesia e o imperialismo. No Brasil, a luta pela unidade dos trabalhadores e a luta pela Central Única dos Trabalhadores, longe de procurar acordos com a sociaktemocracia, precisa üvrar-se de sua mlluência para conseguir vitórias. QÉL O sr. Luis Ignácio vice insistindo na tese errôw^f nea de que a classe operária não deve procurar uma definição ideológica. Mas, na sua viagem, ele fez sua opçio, por encontrar-se com líderes ami-socialistas, com conciliadores e sociaklcmocratas. Lula comprou a passagem errada. Os trabalhadores conscientes, que optaram pelo marxismo-leninismo, pelo socialismo e pela revolução e que defendem ura movimento sindical independente e combativo consideram que essa viagem foi um erro.

9 *a viagem de Lula*a viagem de Lula*a viagem de Lula*a viagem de Luia*a viagem "As ti-nsívcs sociais devem crescer <no Biüsi!) e as medidas repressivas contra ns sindicatos ocorrer.to «flo l<igo o FM! libere seus primeiros empréstimos. NSo comprometam seus capitais."! Foi assim que a revista do Centro do C oméivio Kxtcrior da Franca preparou lis empresários e poiiiicos trancesc» para receberem o general Figueiredo, que esta semana desembarca en> Paris. Nós devemos sempre ser solidários.iitro nós. trabalhadores." ( om esta Vrase. l.ech Walesa. o líder da central sindical Solidariedade, da Poiónia. recebeu Luís Inácio da Silva, o Lula. presidente do PT e líder das greves rio ABC, que foi à Europa em busca de solidariedade contra as ameaças que cie e diversos dirigentes sindicais estão solrcnclo por parte do regime, A viagem de Figueiredo tem um objetivo claro. Quarto parceiro comercial do Brasil, o imperialismo francês espera conseguir do general novas concessivs para seus negócios. Diversos acordos estõo previstos para a construção de usinas hidrelétricas e usinas de carvílo. além de contratos para o financiamento de represas e planos de desflorestamento. Afirmando que no Brasil está instalada uma verdadeira "bagunça financeira", a revista do Centro do *campanha de S. Bernardo*caTnpanha de SOLIDARIEDADE PARA LULA - Trabalho n' a i Comércio F.xterior ainda adverte os investidores: "Devem aguardar o fim da bagunça financeira, o que deverá ocorrer após 1981 e levar em conta os problemas econômicos agudos que provocarão um recuo na política de abertura democrática." O sentido destas verdadeiras ameaças n5o é dificii de entender.. O impem, üsmo francês tem receio de continuar investindo com a mesma disposição de antes, dos tempos de "milagre". Para continuar a l"a/ê-lo. exigirá novas facilidades e conccsv>cs de seu pareciro Figueiredo. Ao chefe do regime militar, por seu lado, nfto resta Outra alternativ;i senso ir aceitando todas estas imposiçftcs, Ele sabe que seu regime nilo poderia sobreviver mais de 24 horas sem o apoio do capitalismo internacional apoio este que seu governo agradece explorando ainda mais o povo. reprimindo ainda mais seus lideres, como Lula. Aliás. njto deixa de ser sintomático que desde já a imprensa francesa anuncie novas medidas repressivas contra os sindicatos no Brasil,. Justamente porque está enfrenumdo um inimigo táo >thleroso o regime militar e seus aliados inqxmialistas é que Lula necessita da solidariedade internacional dos trabalhadores, Daí. a importância desta sua viagem onde conseguiu o apoio dos principais partii!os operários da Europa. Muitos deles \e comprometeram a enviar delegaçítes ao Brasil por wasiâo de sey julgamento, marcado para Ib de fevereiro, onde o regime pretende condená-lo por liderar a greve do ABC. O apoio dos partidos e centrais sindicais destes países pthle desempenhar um papel decisivo para impedir sua condenação. E demonstra, por outro lado. que níto s5o apenas os empresários que estüo preocupados com o Brasil mas que as lideranças dos trabalhadores de todo o mundo compreendem a importância das lutas levadas pela classe operária no Brasil. A busca desta solidariedade internacional e o efetivo apoio recebido vai colocando, na ordem do dia. a necessidade dos trabalhadores se organizarem por cima das fronteiras de cada país, numa Internacional capaz de reali/ar sua unidade contra os patróes de todo o mundo. É esta a tradiçáo do movimento operário desde a 1 Internacional, fundada no século pas^i sado. E é esta a tradiçso que começa a ser esl>oçada na solidariedade internacional a Lula e seus companheiros. Bern«rdo*campanha de S. Bernardo*camp. DIRETORIA l QUEM NEGOCIA Trabalho n 9 92 Na reuniso da Comissào de Salá- à Diretoria cassada e à Comissão de Sa- lhadores esse odiado instrumento do rios, realizada no último dia lários: eles não reconhecem outro sindi- governo para o atrelamento dos sin- 31 na sede do Fundo de cato, diretoria e comissão senão a que dicatos. Osmar, Wagner e Alemão se Greve, e presidida por Devanir elegeram e que se reúne hoje no Fundo de opuseram a esta proposta, da mesma Ribeiro, Gilson Menezes e Eipeditc Greve e na porta das fábricas. forma como haviam defendido assem- Soares (diretores cassados), que contou De fato, numa dessas idas a portas bléias no sindicato interventor. ' com a presença de 80 metalúrgicos da de fábricas, em pouco menos de Í5 Esse procedimento, objetivamente, Comissão, importantes decisões foram minutos, atendendo ao pedido da dire- resulta na defesa da estrutura sindical. tomadas. toria, os metalúrgicos da Ford contri- De fato, defensores da política da Uni- Em nome da Diretoria cassada buíram com mais de oitenta mii cru- dade Sindical (Joaquim e os Décio Maque vem assumindo a direção dos me- zeiros para o Fundo de Greve. lho em São Paulo, Pimentel, BNH e talúrgicos. Devanir Ribeiro afirmou Assim, a Comissão de Salários, junto Brigadistas no Rio), eles procuram imque ninguém está autorizado a procu- som a Diretoria, confirmou as assem- pedir os metalúrgicos de encaminharar o interventor do sindicato para pe- bléias nos bairros já programadas, e as rem sua campanha salarial sem o apadir a sede do sindicato para fazer reu- reuniões por empresa continuarão sen- relho do Sindicato-CLT; mas a Diretohi^es. Desautorizou, assim, a atitude do feitas na sede do Fundo de Greve ou ria cassada e a Comissão de Salários, de Ostnarzinho, que havia alguns dias diretamente na porta da fábrica. Para com as decisões que tomou, têm plena antes procurado o interventor e pedide não deixar lugar a quaisquer dúvidas, confiança no apoio da categoria, e, a sede do sindicato para fazer reuniões, decidiu-se também levar como propos- apesar de todos os obstáculos, inclusive concordando com condições humilhan- ta à assembléia geral da categoria que com o sindicato sob intervenção, acretes, como a exigência de que tais reu- serão suas representantes nas negocia- ditam que podem e devem realizar sua niões fossem presididas pelo interven- ções a atual diretoria (cassada) e um» campanha salarial, de forma indepenior. Devanir afirmou que em hipótese comissão eleita na assembléia. dente, não admitindo em nenhum mo-, nenhuma se fariam tais reuniões sob Foi reafirmada ainda a necessidade mento qualquer legitimidade à interessas condições no sindicato. Ele aâo de se aprovar uma pauta que contenha venção e ao interventor do Ministério admitia nem mesmo a presença do reivindicações de interesse de todos o$ do Trabalho. interventor em qualquer reunião do^ trabalhadores, visando buscar a unida- Os defensores da política da Unidade metalúrgicos, quanto mais sua presi' de do movimento. Neste sentido, fordência, Sindical, dos sindicatos pelegos que se mou-se uma subcomissão sob a respon- sustentam no imobilismo e no imposto f Somente uma assembléia geral sabilidade de um dos Diretores para disse Devanir poderia autorizar uma sindical que sufocam todas as mobiliprocurar todas as entidades e catego- zações, têm plena consciência de que os tal atitude. Mas ele não acreditava que rias com campanhas salariais no próisto viesse a acontecer, pois seria legimetalúrgicos do ABC podem dar um ximo período inclusive a UNE, cuja timar a intervenção no sindicato ~ c os golpe mortal nesta estrutura viciada e diretoria está pensando em decretar trabalhadores tem ódio mortal da inanti-operária dos sindicatos no Brasil. uma greve nacional dos estudantes em tervenção e do interventor. Devanir Demonstrando que podem levar suas abril, caso não sejam atendidas suas lembrou que nas portas das fábricas a lutas sem depender do Ministério do reivindicações. ÍDirctoriá tem discutido com os traba- Trabalho, sem estar subordinados à Entre as preocupações que considelhadores sua situação, e consultado os sua regulamentação; e exigindo o reram de interesse geral, está o imposto trabalhadores se deve ou não jjonduzii conhecimento das lideranças eleitas pesindical, tendo sido aprovada a realià campanha salarial junto com a Comis los trabalhadores (como a Diretoria zação de uma manifestação de protesto vão de Salários,e os trabalhadores têm cassada e a Comissão de Mobilização) contra o imposto sindical em março, $ido unânimes em reafirmar seu apoie como seus únicos e legítimos represenépoca em que é descontado dos traba- tantes. rp

10 'campanha de S. Bernardo*campanha de S. Bernardo*campanha de S. Bernardo*camp Lágrimas de crocodilo Durante 15 minutos Emilson Moura, o Alemão, chorou na presença dos W membros da Comissão de Salários dos Metalúrgicos de São Bernardo t Diadema, repetindo convuisivamente que não era um traidor, que havia sf afastado do movimento por algum tempo em virtude de seríssimos problemas financeiros e familiares, decorrentes do seu desemprego. Constrangidos, mas não convencidos com a choradeira do Alemão, os metalúrgicos ouviram depois as palavras de Gilson Menezes, diretor cassado e 'Nâo sou traidor" {Aiemão, aos prantos) Trabalho n ç 92 presidente do Fundo de Greve, que afirmou serem as dificuldades financeiras um problema pelo qual passam hoje os milhares de metalúrgicos desempregados ou ganhando baixos salários. O que Gilson estranhava, entretanto, é que com tais dificuldades o Alemão andasse viajando por todo o Brasil particularmente pelo Rio de laneiro, onde foi apoiar o pelego Pimentel contra Lula t seus compa' nheiros da chapa 2 nas eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos, Gilson denunciou então um ataque que sofreu de Alemão e seus guarda-costas: contou que durante a campanha de 1980 o Alemão, querendo a todo custo ser o último orador da assembléia, derrubou-o e tomou à força o microfone, ajudado pelos seus guar* da-costas. Segundo Gilson, ele sempre soube que Alemão era um caireirisia que se insinuou nas boas graças da Diretoria "pam aparecer e fazer carreira " 0 ESQUEMA DO GOVERNO PARA 0 FIM DA INTERVENÇÃO NO ABC - Gazeta Mercantil 3/2/81 de 20 dias afastado de Desse' ponto de vista, representação testada. Do por Arioíto T«ix»lro Brasília, por recomendaçso entende-se que os substitu- seu sitio, em Atibaia. Mace- - de Broiilio médica, para tratamento de tos dos atuais interventores do comandou os entendi- Em 150 dias os sindicato$ saúde. A pauta prioritária poderio utilizar a estrutura mentos com os trabalhadometalúrgicos do ABC pau* de Macedo "é resolver a de base dos metalúrgicos, res. Alencar Rossi. durante lista deverão e»ur livre» d» questio do ABC", disse deixada pelas antigas lide- 15 dias, foi seu emissário, intervonçso federal. A» lun- também ontem o secretário ranças «indicai». Farão aa- em continuas viagens do l«s govcrnaüvai» serem das Relaçdet do Trabalho, semblétas. mobilizarão as sitio para Slo Bernardo c designadas para SSo Ber- Alencar Rossi. comistses de salário e, se Santo André. nardo do Campo e Diadema O novo sistema adsninia- quiserem, poderio negociar e Santo André terío cinco trativo provisório dos sindí» um acordo separado dos O mandato das juntas por meses para convocar e fa- cates poderá ter de três a sindicatos do interior. Essa um prazo mais elástico do zer eleições. Antes, até V de cinco operários em cada tática foi a uülitada pelas previsto anteriormente abril, a campanha talaria! e junta. E possív«l que entre diretorias depostas nas três (falava-se em 90 dias) teria a negociação de um acordo eies apareça um dos mem- últimas segociaçoes com os uma justificativa. Elas ficade trabalho com os empre- bros da comiitlo de repre- empresários do Grupo 14. rão com mais tempo para sários, era tese. estarto teniantes dos «mpregados da Federação da* Indús- negociar o acordo, quase ocupando as atividades dos $a Volkswagen do Brasil, trias do Estado de Slo Pau- dois meses, até abril, e três nomeados. eleito em dezembro. lo (FIESP). meses para conduzir o pro- O secretário Alencar Bos- cesso eleitoral. Com isso, o A indicação daí juntas po- si afirma que eles dcfinirso ministro estaria tentando derá acontecer ainda esta sozinhos "a sua própria es- O critério de escolha das evitar a sobreposição de semana, segundo apurou es- tratégia para conduzir as juntas teria obedecido à se- suas campanhas. O edital te jornal, ontem, cm negociações e a campanha guinte orientação do minis- de eleições só será publica, Brasüia. O ministro do Tra- salarial. As juntas deverão tro do Trabalho: os indica- do no começo de abril. E, balho, Murlllo Macedo, pre- realmente representar os dos serio operários com nos termos da Portaria nt tende reassumir o MtnUté- metalúrgicos e seus interes- prática sindical efetiva e 1437, elas ocorrerão 90 dias rio amanh*. Ele ficou cerca ses". capacidade de liderança e depois, no loteio de julho. 'eleições em 0sa3co*eleiçõe8 em Osas co*e1.eiçoes em Osasco*eleições em Osasco* PORQUE VOTAR NA CHAPA 1 - Movimento n' 292 Por que votar fia Chapa I, em O- sasco? Pura revjionder a esta pergunta. Movimenu> condensou u- ma reportagem publicada no jornal I ribuna da l.uta Operária. que apoia a Chapa!! )ais aspectos d a t ra ha 1 h o de diretoros da anüjja diretoria do Sindicato dos Me- Utiurgicos de Osasco. são as principais ra- «vs paia se votar na Chapa I. a unitkavào dos trabalhadores atra\és do Sindicato c a presemam idade dentro da labrica.. A chapa 1 sem mais conseqüência, no trabalho sindical que soa adversária, apesar de apre>eniai certas deblüdades. Na campanha cleitorai. a chapa 1 demonstra certa timidez c não kv campanha nas portas de fábrica. enquanto a Chapa 2, que conta com apoio efetivo do Pi. está utilizando cerca de 20 carros c megaiones.. í í>os 24 membros da chapa i, Forçs Operária. í 1 fa/em parte da atual diretoria que. sem dúvida, reergueu o Sindicato,. Hoje o Sindicato tem 16'mil sócio», cm 42 jiil trabalhadores, o que!oi possível conseguir "entrando tias fábricas" em vc/ de. iicgar fomente até as portas. O Sindicato exigiu assembléias no interior das fábricae cheirou a íazer reuniões, como na Po!i\ óx. tom $00 operários, c não mèhósprcibu íwniiuma luta especifica. A Chapa i le\anta o problema da emabii lidajjc de emprego e da organização dtí çòmissõc!» de empresa para resistir à expioração patronal. Mas nào Juta Somente poi melhores salários. Por isso "levanta a bandeira da Constiiuinte. convocada com liberdade por um novo governo", explica Clemente, um membro Ua Chapo l. u a gente sabe que uni dos culpados pelos baixos salários é o governo que só dclende os patrões e manda u policia bater nih. grevistas... Pot isso levantamos no programa a :iaborayào de nuvas leis,,a comcçnr pelas rabaihistas. atrav^da Constituinte'*. A maior preocupação dos integrantes a Chapa I wç» Operária c com a fiaude nas ekiçòes. Isto porque o ai uai presidente, Henos Amorina. está apoiando a chapa adversária.' negou-se a di\ idir os mesános cwcüdeto entre as duas concorrentes. "E eles nos chamam de pelegos. Quem realmente pode Jar uma de peiego são eles. os membros da Chapa 2. utili/andi>-se da legislação eíeitoral do governo para ganhar o Sind^ató'. di/ i oschi. o candidato a presidente r^' Chapa I

11 leíçóes em Osas co*eleiçoes etn Os asco *elei çocs em Os asco*e 1 eiçoes em Osasco A HORA DE VOTAR NA CHAPA 2 - Jorge Baptista (*) - Movimento n? 292 "Vem operário trabalhador. Checou a hota de votai na Chapa 2 O que se pode fa/cr agora Não se deixa pra depois,,." Este refrão, cantado ao ritmo di "Jardineira" pela turma da Esperança Operária (Chapa 2), encerra uma pieocupavào declarada das correntes sindie.ns fiiais combativas da região. A Oposição Sindical precisa arrancar a vitória cm Osaseo, I)e lato. as elçiç&s para o Sindicato dos Mctaliirgicos de Osasco uitrapassíjm de muito a dtmen>ão de um fato local, pois estão no páreo as grandes tendências que atualmente dividem o Mndicaüsmo brasileiro. Reunindo 42 mil metalúrgicos(16 milsindicali/ados).0- saveo ganhando a Oposivào poderá recoltkar-se como re!crcncii«prática para o movimento operário democrático, inde-.ioaquin/ão, seus pelcgos e seus car rapai os ("Hora dt) Povo". "Voz da Unidade" e agora "Tribuna Operária"). L\ cultou o II Congresso dòs Metalúrgicos pendente, autônomo e renovador que hoje aconselhando o pessoal a não se inscrever' levanta a cabeça em todo o País, Ou. se ven- cedora a Situação (Chapa I). Osasco tem tudo - c algo mais - para" se consolidar como forte reduto de um sindicalismo conciliador. carreirista c. poixamo. continuísta, Nem ao gosto da dita "Unidade Sindicar de s duas chapas em disputa têm claras as suas características, Na verdade a Chapa I - de Antônio Toschi, reunindo a meta- tlc a atual diretoria do Sindicam, refine exatamente os mais notórios desmobiü/adores das lutas locais da categoria, os antigreves. aqueles que sempre tentaram colocar "algodão entre cristais" na relação patrão empregado. Há provas, Henos Amorina. um rmxlerado amigo de Lula, presidente da entidade, chegou ao limite e desde novembro passado resolveu romper com seus diretores para aderir à Oposição Sindical. O desabafo de Amorina vale o quanto pesa: "Conheço os dois grupos. Os companheiros da Chapa 2 são desassombrados, dcsatrclados. e na última campanha salarial demonstraram um cspínlo de lula incomum. Enquanto isso. o outro pessoal (Chapa I) tentou desmobilizar a luta. difr liffijdc or essas (c outras), a turma de Toschi obteve trânsito livre para fazer campanha no interior de fábricas, notadamente na Mcta- CobtiiMiia. de l ui/ I ul.uio Vidiual / O o presidente da IU'SP, Operando assim com as benesses patronais, e montado há muito na máquina sindical que. certameme. assegura-lhe clientela e votos, Toschi poderá faturar o pleito. Tal hipótese de vitória, aliás, talvez, seja a expiicaçào para o apoio que dão a I osclu ccilos grupos que se reivindicam de esquerda: ficar com a Chapa 1 seria ficar no poder, no aparelho, no Sindicato. "Não impoita que sejam pelegos; nós estaremos tá..." - dirão os adesistas de vanguarda. Enquanto isso. a Oposição Sindical trabalha sobre suas virtudes c seus limites. A Ksperança Operária, encabeçada por José Pedro, encarna a tradição de luta do operariado de Osasco (que teve seu auge na greve de 1968, liderada por José Ibrahim); pulsa o sangue novo do sindicalismo independenn e autônomo; tem um bcloprograma para a construção de uma entidade democrática c de massas; levanta as reivindicações mais sentidas pelo operariado, Mas carece ainda de ligações de base mais amplas e mais efetivas, Apesar de tudo. a ofensiva oposicionista na campanha, o grito de guerra de Esperança Operária contra o imobilismo e a conciliação, revelam que a turma de José Pedro pode nào apenas empatar mas vencer o jogo. ( ) Jornainta, Kditor do Jornal "Batente" de Osascu. do < omilè de Apoio da Chapa 2. Hora do Povo n' 73 **() governo quer faze? o pais retroceder. Quer entregá-lo para o FMI e ainda faia em pacto social!? A classe trabalhadora não pode aceitar nenhum pacto com FMI no meio. Até hoje 86 temos recebido ordens. Um pacto neste estilo tem que ser criticado, pois as soluções nós temos e sso bem simples: defendemos por Isso a realização da CONCLAT (Conferência Nasdonal das Classes Trabalhadoras) e a Imediata convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte. Ê a única forma de sermos ouvidos! Queremos uma CONCLAT com a ampla participação de toda a ciasse trabalhadora**. De nada adiantou a verdadeira parafernália aprontada por cerca de 300 apoiadores da Chapa 2 quase a totalidade dos membros do PT da cidade de SSo Paulo oriundos de setores estudantis, intelectuais e membros das "oposiçoes sindicais" de Sto Paulo, que durante dois meses infemizaram a vida dos moradores de Osasco, sujando a cidade «provocando a desordem., A Força Operam. Chapa I. desfruta tranqüila da vitória, Com se nâo bastasse a bagunça na ddade, a chapa da grí-finagem gastou mais de Cr$ 2 UNIDADE METALÜRGICA DEU GOLEADA NOS FARSANTES mllhftes de cruzeiros na campanha pagando' ex-colaboradores, confeccionando cartazes em papel de excelente qualidade e centenas de milhares de panfletos, graças ao apoio recebido por Zk. Pedro (candidato a presidente da Chapa 2} em suas rendosas conversas com o patrto das Bombas Esso. isto foi suficiente jkra criar um grande constrangimento nos meios operários, pois o pátrio apoiou abertamente a Chapa 2 com todas as facilidades e créditos a longo prazo. Como diziam os trabalhadores na boca das urnas "* grt-finagem «acanalha daqui". UNIDADE VENCEU * ' A SAFADEZA A Chapa da Unidade, a chaf» comandada por Antônio t oschi foi, mais uma vez a grande vitoriosa, pois os metatbrgicos estilo cansados de palrocs. Para Toschi, atual secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, "foi a vitória da consciência do trabalho de base desenvolvido no» últimos três anos". Segundo o presidente, a diferença de estilo na campanha está em oue os aooi«dores da Chapa t sáo ~ em sua imensa maioria trabalhadores que tem deveres a cumprir e batem ponto, enquanto a Chapa 2 uma chapa blonica surgiu de repente e quis ganhar no grito'.', MARCENEIRO INDIGNOU-SE COM AS URNAS "EXTRAS" Envergonhando a uadkto da luta dos trabalhadores de Osasco, Menos de Amorina. atuai pramcatc, que apoiou os divislonistas utilizou-se do seu cargo, mandando confeccionar secretamente oito urnas "extras" para dar uma forcintm e tentar tirar na diferença, O marceneiro, responsável pela confecçio das umas, indignado com a sem vergonhice, informou aos integrantes da Chapa l o piano descarado. Henos, que já nlo está na idade de cometer tais delitos, foi pego em flagrante e teve suas urnas "auxiliam" apreendidas. Agora lhe resta ajustar as contas perante á cateeoria e a lei. ^Ettá^clwo agora, que o PT veio de draa. «om o objetivo d«dividir o movimento'ri»- dical, Muitos dirigentes. Inclusive nós, embarcamos imcialmente nesta idéia. No entanto, hoje percebemos que nlo passava de uma proposta para reunir inexpressivos intelectuais, como Francisco Weffort e Álvaro Moisés, que se utilizam de lideranças sindicais para por nas bocas destes lideres suas idéias daninhas", Screnu, mas preocupado com o próximo julgamento dos 13 lideres do ABC, Antônio Toschi comentou brevemente: "Nós apoiamos a campanha do ABC; contribuímos com o Fundo de Oreve passando listas internas nas fábricas. Mas a oposiçio, com a conivência de Henos de Amorina arrecadou dinheiro sem o controle do Sindicato, aprovettando-se do espirito de solidariedade dos operários, Nlo pudemos ter c menor controle obre o destino deste dinheiro, O Lula, acredito que nlo conhecendo o que está apoiando, acabou cuspindo no prato em que ««meu", LUTAMOS PFJ * orr E NÀO POR CENTRAIS PARTIDÁRIAS Para Antônio Toschi, "Luia está se perdendo, pois nto tem respeitado dirigentes sindicais democraticamente eleitos. Sem autoridade suficiente, tem se aventurado a intervir em eieiçees de vários sindicatos, apoiando chapas divisionistas % sem represematividade". No entanto, o Uder. doe metalúrgicos de Osasco afirma que continua respeitando o Lula, "pois ele í o legitimo representante dos metalúrgicos de SAo Bernardo, cassado arbitrariamente e o defendemos como tal". Ao lembrar que os divisionistas sko poucos, mas ainda existem, Tosdü afirmou: Antes mesmo de tomar posse, o, presidente da Chapa i já definiu quais serto os próximos passos na luta oos metalúrgicos de Osasco, "Entendemos que o mais importante hoje é consolidarmos a. Unidade Sindicai. Não temos o direito de julgar esse ou aquele dirigente eleito.cabe é" sua basrfazl-lo", B concluiu. "Lutamos isso sim, pela unidade de todos os sindicatos para a construção da Centrai Ünica Sindical e nto por centrais partidárias".

12 eleições era Osasco^eleiçoes em Osâsco*eleições em Osasco*eleiçÕes em Osasco* A complicada história das urnas falsas que apareceram em Osasco 'Tu não sou doido de, no fechamento de rciinlui can-eira de líder sindicai, fazer um trabalho desses, para sujar uma carreira de nove anos i frente do sindicato. Vou sair deste sindicato de cabeça erguida". Com esse argumento, Henos Amorina. atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco. município da grande Sa» Paulo, procurou defender-se, na semana passada, das acusaçfies de tentativa de fraude nas recentes etóçôés que se realizaram naquele sindicato. Henos, de fato, está saindo do sindicato. Mesmo a sua influência na entidade irá decrescer porque a chapa que apoiou, a Chapa 2, perdeu em primeira votaçso para a Chapa I, organizada por membros dissidentes da atual diretoria. As acusações de fraude envolvem, no entanto., as duas chapas, que se emaranharam em uma compiteada história de falsificação de urnas. Tudo começou quando na noite de segunda-feira dia 3, a polícia de Osasco apreendeu oito umas cní unia marcenaria da cidade que haviam sido encomendadas por Henos Amorina sob a condição de absoluto sigilo pedido por Henos ao marceneiro. Logo surgiu a acusação de que Henos pretendia fraudar no segundo escrutínio. Henos, no entanto, desmente a insinuação: "isso n;1o tem nada a ver com as eleições dos metalúrgicos, eu simplesmente servi de intermediário enfe a subsede loca! do Sindicato dos Bancáric{s de S3o Paulo e o marceneiro, para a confecção dessas umas". ;i)e fato. o representante do Sindicato dos Bancários em Osasco confirma a encomenda, v-mbora o seu depoimento não tenha convencido cs membros da Chapa l. porque etc estaria apoiando a chapa de Henos. Por outro lado. a história se complica mais quando Henos devolve a acusação de fraude á Chapa I, Segundo ele, a verdade é que quando í i encomendar as oito umas dos bancários, o.arcenciro veio cobrar-lhe a confecção de 50 urnas para as eleições de seu sindicato. A encomenda tinha sido feita por Antônio Toshi, candidato à presidência pela Chapa I c atuai secretário da diretoria, presidida por Henos (que i voto isolado entre o» sete membros da diretoria executiva). Toschi, por seu lado, confirma a encomenda de 50 urras e confirma também que estava programado o uso de apenas 26 umas nas eleições, ma* lembra que algumas umas foram danificadas, outras tiveram que ser substituídas após ficarem ccnípktas de vote» e outras simplesmente fmram de reserva. Observadores mais isentos das eleições nso descartam, no entanto, a possibilidade de que ambos, Henos c Toshi, tenham tentado fraudar as eleiçae». Afinal, a disputa eleitoral em Osasco foi acompanhada com grande interesse pelo movimento popular, era considerada estratégica na hiti pela hegemonia no movimento sindical. Do lado de Toshi estavam as forças mais ligadas ao PM DB, apoiadas pelos jornais Hora da Povo e TrfiHma Operária; do lado da Chapa Z, aglutinavam-se grande parte das forças mais ligadas ao PT, apoiadas pelos jornais ER> Tempo c / / Movimento n Companheiro entre outros. Os adeptos do jornal Voi d«unidade mantjveram-«e neutros na campanha. O acirramento da disputa, portanto, pode ter levado à tentação da fraude. Fm Osasco, porém esperava-sc que o resultado do primeiro escrutínio fosse confirmado no segundo escrutínio, que terminou no final da semana passada. A Chapa i teve no primeiro escrutínio votos e a Chapa 2, apenas 4.662, uma diferença muito grande para que a Chapa I não seja confirmada como vitoriosa. A Chapa 2 já fazia até um balanço da derrota. Para ela, foi decisivo o apoio que a Chapa I teria obtido das administrações das grandes fábricas darcgiâo Cobrasma, Brown Bovcri, Polivox e outras que permitiram a livre propaganda eleitoral da chapa de Antônio Toshi. A Chapa 2, ao contrário, era impedida de fazer propaganda nas fábricas. lais denúncias foram feitas a Movimento não só por adeptos da Chapa 2, mas também por "pcòes" nâo engajados ativamente rui disputa. Embora a Chapa I desminta essas acusações. Apesar de todas as denúncias trocadas entre as chapas, não é possível saber, no momento, qual foi o peso que tiveram no resultado final. As acusações de fraude, no entanto, trarão conseqüências para a política sindical local, pois alguns membros da derrotada Chapa 2 já faziam autocrítica de sua aproximação corn Henos Amorina, um líder de formação tradicional e eonservadom que nos últimos anos se aproxim' das posições de Luía no movimento sindical (Joté Carlos Ruy) *eleiç5es em S. Paulo*eleiçoe8 em S. Paulo*eleições em S. Paulo*eleiçõe8 em S SINDICATO RENOVADO E FORTE - Tribuna da. Luta Operária n 9 33 Recebemos do companheiro Aurélio Peres, operário ferramenteiro da Caloi, fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Fé do Sul ç organizador do Movimento Contra a Carestia e atualmente deputado federal da Tendência Popular do PMDB, o seguinte manifesto, que está sendo amplamente difundido entre os metalúrgicos de São Paulo. Companheiros metalúrgicos: O Brasif vive hoje dias tormentosos. Nos últimos 17 anos o regime dos militares levou o nosso país à mais profunda crise da sua história. Nunca a inflação esteve tão alta como a de hoje, com mais de 110% ao ano, Nunca o custo de vida subiu tanto e nunca os salários estiveram tão arrochados. Até o feijão virou comida de rico. Nunca o Brasil esteve tão endividado, espoliado e humilhado pelos capitalistas e pelos banqueiros internacionais. A dívida externa já vai além dos 60 bilhões de dólares. A miséria cresce na cidade e no campo. A fome mora no estômago de mais de 30 bilhões de brasileiros. Pioram as condições de moradia. Em São Paulo, mais de T milhão mora em favelas e para agravar cresce a praga do desemprego. Era nossa capital, de cada cem operários dez não têm onde trabalhar. Ern todos estes anos, o governo falou de "miiag^e,^ de "Brasil grande potência", mas o que se vê é a dura realidade do arrocho salarial, da falta de liberdade, da intervenção nos sindicatos e da perseguição política. Hoje, os patrões e o governo vêm descarregar o peso da crise, que eles criaram, sobre os nossos ombros. Não podemos aceitar esta situação! Os responsáveis pela crise são os banqueiros e capitalistas internacionais e seus sócios dentro do país. São os grandes fazendeiros que expulsam os camponeses da terra. É o governo que oprime o povo com esta política econômica e financeira antipopular e antinacional. Companheiros metalúrgicos: Nós é que construímos a riqueza do nosso país! Contra a crise e o desemprego vamos fazer valer nossa voz e nossos direitos. Para enfrentar esta situação.

13 *eleições em S. Paulo*eleiçoe8 em S. Paulo*eleiçoes em S. Paulo*eleições em continuação vamos construir organizações fortes e independentes nas fábricas e no sindicato. Por tudo isto a batalha que nos espera em junho é muito importante para todos os metalúrgicos de São Paulo. É que seremos chamados para eleger uma nova diretoria que representará os 425 mil metalúrgicos da capital paulista. Essa diretoria dirigirá por 3 anos o maior sindicato dos trabalhadores de toda a América Latina. Companheiros metalúrgicos: Precisamos renovar e fortalecer o nosso sindicato. Precisamos de um sindicato que seja um instrumento de luta da categoria, que a mobilize c a organize para lutar contra o desemprego, contra a carestia de vida, por melhores salários, por transportes e moradia decentes, por assistência médica etc. Precisamos de um sindicato que una a categoria ao conjunto dos trabalhadores na luta pela liberdade c autonomia sindical, contra o enquadramento de dirigentes sindicais na Lei de Segurança Nacional e contra a intervenção governamental. Precisamos de um sindicato que mobilize a categoria, para que ela ao lado de todo o povo lute pelo fim deste governo militar c pela conquista de um regime de liberdades. Hoje o que vemos é que a atual diretoria tem procurado desmobilizar e dividir a categoria. Foi assim que agiu, por exemplo, na última campanha salarial! Companheiros metalúrgicos de S. Paulo: Chegou a hora de renovar o nosso sindicato. Vamos eleger para sua direção companheiros de luta, conhecidos da categoria, representantes honestos das bases. Vamos formai uma chapa que tenha a participação dos companheiros das fábricas e que não seja formada em conchavos na cúpula, à revelia dos í:, )a- Ihadores. É hora de darmos um bast ao pclegiüsmo, à conciliação cern os patrões c um basta à traição! Companheiros. Aprrsento-rne diante.de toda a categoria com esta proposta de renovar e fortalecer o nosso sindicato! Como metalúrgico e d.putado, eleito com quase 50 mil votos pelos companheiros operários, entendo que agora seu chamado para esta nova tarefa: organizar uma chapa que concorra às eleições de nosso sindicato e que o transforme em um instrumento de lula, da categoria. Ente :do que hoje est-ame J chamados a eleger ima nova diretoria que, além de manter e ampliar a nossa sede, a colônia de férias, a assistência aos associados, além de abrir subsedes nas áreas de concentração, seja uma dsttoria que mobilize e organize todos os metalúrgicos na luta: contra a fome; por melhores salários; contra o desemprego e pela estabilidade no emprego; pela jornada semanal de 40 horas, sem redução dos salários; por melhores condições de trabalho, transporte, saúde e moradia; pelo forlalecimento e renovação do Sindicato;por amplas liberdades; pelo fim do regime militar. Companheiros metalúrgicos: Da nossa decisão e da nossa união depende a vitória. Depende de nós a construção de um sindicato forte e combativo. Os metalúrgicos de todo o país e a classe operária esperam nossa decisão. Estou certo de que venceremos a batalha. Aurélio Peres *crise econômica*crí8e economica*crí8e economica*crí8e economica*crise econoi INFLAÇÃO DE JANEIRO FOI DE 6,6%, DIZ FGV - Folha de S. Paulo 6/2/81 RIO t Sucursa!) A Inflação em l^ííx. 0 fo1 de 6 ' 6 %i elevando a 110.9% o Índice anual, revelou ontem a Fundação Getúllo Vargas. O IPA índice de Preços no atacado, que durante a maior parte do ano passado manteve aumentos sempre superioras ao do IPC índice de preços ao Consumidor, no Rio. agora ficou abaixo: 6.1%. contra 8.1%. Para o aumento do custo de vtda, no Rio, contribuíram significativamente os Itens alimentação (elevação de ll.i%), serviços públicos <13.4%) e serviços pessoais (6,4%). Esses írès Itens explicam de 55%, 18,5% e 13%. respectivamente, o aumento do Índice de 8.4%. Nos últimos 12 meses, o IPC no Rio elevou-se»2.9%. No aumento de 6.1% dos preços no atacado, as maiores altas, segundo a Fundação, foram as dos preços de máquinas e equipamentos ligados à produção.agrícola. Já o aumento da carne bovina explica 7% da elevação do IPA. enquanto laranja, mliho. mandioca e soja combinados explicam 13%. Era base anual, o todice elevou-se em Janeiro a n»%. Com peso de 10% na taxa convenciona! da inflação (o IPA tem peso de 60% e o IPC-Rlo. 30%). o custo da construção, no Rio, subiu 4,5% em Janeiro.elevando a 112.6%.o Índice anual. O item materiais de construção, com aumento de 7% ao mês. explica quase a totalidade (92,8%) da alta. A mfede-obra elevou-se apenas 13%. A ALTA DOS PWÇOi IMS * DtMrfanlMfa. j4ib-<f, Indle» geral «1 «p r f Praçot na etocado!!!!!!!!!!!!! 4 t frwçmae consumidor no Si«,»,.*» a Cwtto d«con«iru«ion«r!e 4,'j Ultimo* 12 UO.» llf.o 112.4

14 risc Píonomica*crise econômica*crise ecoromica*crise econbmica*crise econom 0 mínimo necessário para viver HMMROO M, SU?UCV 0 Governo FederaJ demora-se a fornar uma resoiuçáo referente à definição das juntas governativas e/ou de como terminar a Intervenção nos sindicatos de metaiúr- «icos em Sáo Bernardo do Campe e Santo André. Ainda em meados de 1980, o ministro do Trabalho disse que os Interventores necessitavam algum tempo para examinar os papéis e a contabilidade. Depois que precisava examinar diversos nomes propostos. Dal a sua indisposição física e repouso para recuperação serviu como mais um pretexto. Talvei agora esteja esperando o des/echo do julgamento dos 13 trabalhadores indiciados na Lei de Segurança Nacional. Essa demora parece ser parte de alguma estratégia que poderá Influenciar as negociações coletivas de trabalbo que ocorrerão em 1981 no ABC com repercussões em todo o Pais. Mas, se de um lado os empresários, através da voz autorizada de diversos representantes do Grupo 14 da Flesp, disseram que náo desejam realizar negociações a não ser com os legítimos representantes dos trabalbadores, de oulro lado se nota uma Intensa movimentação e debate entre os metalúrgicos daquela região. Oníem e boje. especialmente através do esforço e coordenação dos exdlretores e membros das comls-, soes de salários das campanhas anteriores, diversas assembléias de metalúrgicos esíáo sendo realizadas em bairros diversos, preparatórias de reuniões maiores que deverão ser feitas proximamente com a finalidade de discutir a pauta de reivindicações Relevante é a informaçáo de que o interventor permitiu qoe reuniões possam ser realizadas no saiáo do sindicato. Como parte dos preparativos para essas discussões, na Associação Beneficente dos Trabalbadores Metalúrgicos "Fundo de Greve", em Sâo Bernardo, localizada atrás da Cooperativa dos Empregados na Volkswagen, diversos demonstrativos visuais esfáo sendo elaborados para que todos estejam conscientes dos argumente» envolvidos na campanha. Um desses demonstrativos, um cartaz que passou a ser distribuído ontem na região, refere-se ao salário-mínimo e ao quanto seria necessário para uma família com 4 pessoas poder sobreviver. Oídatícamente.mosíraquea Consíiíuíçáo Braslieira, em seu Título 3. Da Ordem Econômica Social, Artigo 165, "assegura aos trabalhadores os seguintes direitos, aiênt de outros que, nos termos da lei, visem a melhoria de sua condição social, l. Salârio-mlRiroo capaz de satisfazer, conforme as condições de cada regíáo. as necessidades normais, sues e de sua famflla". E, ainda, oue a Con- Folha de 5. Paulo 8/2/81 ALIMENTAÇAO (d«er»fo l*i n.» 3W d* 30/04/1938) 24 Ks de com» Cr«4.560,00 30 litro» d» ieif» Cr$ 780,00 18 Ko d«f»ii«o Cr$ 1.W Kg d«orroí CrS l.»t»,00 6Kodoforinha Cr* «2,20 24 KQ d» boíoto CrJ 804,00.36 Ko d» íomot» Cr* ) «o de poo Cf$ ,5 Ko á«p6 d«cof* Cr$ Kfl d«oçocor Cr* 3J2,60 3 Ko de bonho Cr*!81,50 3 Ke de moroorirw...,., Cr*, HABiTAÇAO ' Aivguel médio em S. Surnordo poro uma coso com frêt comodos, Cr* t.000,09, VESTUÁRIO f «6dia m«n»a!, Cf* 2.130,00 HIGiENE Médlemenwl f.cr* SéO.OO TRANSPORTE * Duos conduções tm morar em S.Bemordo..,..., Cr* 520,00 TOTAi MÍNIMO que uma família com quotro P»*íOOS prtcisorut por mt» Cf* ,70 solidaçâo das Leis do Trabalho, em seu Artigo 76 % defíne o saláríomínlmo como "a contraprestaçáo mínima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, e capaz de satisfazer em determinada época e região do País, as suas necessidades normais de alimentação, habiíaçso. vestuário, higiene e transporte". Considerando as quantidades mínimas necessárias para um trabalhador viver, conforme definição da Raçáo Essencial pelo Decreto Lei 399 de 30/04/1938. que Inclui 6 Kg de carne. 7,5 litros de leite, 4,5 Jcg de íeijáo, 3 Jtg de arras, i.5 irg de farinha. kg de batata, 9 kg de tomate. 6 kg de pâo. 0,6 *g de po de café, 7,5 dz de banana, 3 kg de açúcar, 0.75 kg de banha e 0,75 *g de manteiga, e levando em conta que cada família consumiria cerca de 4 vezes essas quantidades num mês. fezse um cálculo, baseado nos preços vigentes em Sâo Bernardo, de qoe seriam necessários Cr* 13,SM,78 mensais para a alimentação. Considerando ainda o aluguei médio para uma casa de 3 cômodos em Sáo Bernardo de Cr* S.OOO.OO mensais. Cr* 2.120,00 de gastos em vestuário. Cr* SM.OO 9tti higiene, e Crf 520,00 em eonáüfao (sô para o chefe da família, o que subestima o essencial), verificou-se que o salário mínimo necessário psra um trabalhador poder suprir as necessidades básicas de sua família seria da ordem de Cr$ ,70 mensais. Cálculo elaborado pelo Díeese. com base nos preços vigentes em dezembro, que considerava par* cada família aquela ração essencial acima referida multiplicada por S (2 adultas e 2 crianças que consumiriam o eoulvaiente «um adulto), estimou um custo mensal mínimo em alimentação da ordem de Cr* ,00. Como, de acordo com as pesquisas daquele órgão, a família assalariada gasta 4fi,]% de seu orçamento em alimentos, o Dleese chegou a um cálculo que o salário mínimo deveria ser da ordem de Cr* ,00 para atender as necessidades básicas citadas na lei que o Instituiu. Portanto, bem distante do nível vigente de Cr* 5.78M0. Em Sáo Paulo e no ABC ga«nham o mínimo Jegal especialmente os trabalhadores com baixo nível de qualificação como os empregados em atividades de limpeza, servente* e aprendizes. Hé um razoável contingente de operários especializados com nível de remuneração em faixas de Cr* ,00 até Cr* 60.ooe,oo mensais. Mas a maioria está numa faixa de rendimentos ainda abaixo dos Cr* ,00. Quando desempregados, como ocorreu com milhares nesse começo de ano. mesmo quando especializados, náo tem sido fácil arrumar emprego ganhando mais do que Cr* mensais. Para ot mais ativos na organização da campanha sindical e salarial a situação é mais difícil, em vista de haver algo como uma lista negra nas empresas médias c grandes. Náo se sentem, porém, intimidados. Enquanto virem que os filhos nâo estáo tendo alimentação e educação adequadas, que muitos estão morando em favelas e cortlços, em péssimas condições de higiene e saôde. indo e voltando do trabalho a pé ou em ônibus e trens sujos, com superlotação, eom pouca roupa e sem possibilidades de lazer, continuarão a achar que seu dever é ajudar oa transformação desse estado de coisas.

15 crise economi ça*c.r i se conymí ca*cr ise economí ca*cr i se pconomi ca*c r i so econô SEM CONSUMO, A POUPANÇA VAI PARA 0 OPEN MARKET CRIANDO ESPECULAÇÃO E INFLAÇÃO / Movimento n O governo brasileiro agora ijucr que a população poupe mais, consuma menos. Ampliar a poupança interna é a salvação nacional, pois nso podemos mais lançar mio despreocupadamente da poupança externa, diz o ministro Delfim Netto. O curioso nessa história é que cm 1980, o governo fe/. justame c o contrário; descstimuloua poupança, ao c ibcletçr uma correção monetária em níveis m inferiores à inflação, Para quem tinha sc : 'inheirinbo depositado em cadernetas de pr nçz a rentabilidade (incluindo juros c cc r %ão nonetária), nso passou de (>0,5% conu; v;ina nhação de 110%. "Se a correção, em 1980, v. s sscacompanhado o IN PC, a rentabilidade o s cadernetas teria haíido nos 102,8% ". di. um boletim da Haspa (uma sociedade de cr,dito imobiliário), "Se é um exercício meio inútil. O tato é que com a rentabilidade medíocre das cadernetas, muitos depositantes retiraram pane de suas economias e resolveram cortiprar mercadorias de que necessitavam. Daí o grande salto nas vendas de produtos eietrocletrônicos e o avanço na produção de bens de consumo duráveis que chegou a 11'p no ano passado. Enquanto isso, os depósitos em cadernetas 3\í o conseguiam sequer empatar com a infiaião. O saldo dos depósitos que era de CrS 5i8 >ilhões no fina!de 1979, atingiu CrS l.(k? trilhso em 31 de dezembro de Um crescimetu. de 97,3%. para uma inllação de I l(kt. Para com a decisão dp gover;,, de fazer com que a correção monetária acomf nhe mais ou menos o índice Nacional ce Preços ao Consumidor (INPC), as perfpecfivas pa-a «depositantes em cadernetas tio mais promissoras. Eles podem sonhar com unv- rntabihdadeque perca de pouco para a infla; e n3o i de goleada como aconteceu em i'. Psra o primeiro trimestre, segundo o presidente do BNH, José l.opes de Oliveira, a eotrcç montiária deve ser de I8'7, Com os juros?,deinuas renderão uns KVí. Para José Marcos Kon (' im~'ratto, presidente da Associação das t - presas de Crédito Imobiliário c Poupança de São Pavlo (Acrespi) a correção monetária cr ;! devç oscilar em torno de 80%, Essa correção, acrescida dos juros, daria ao depositante cm cadernetas uma rentabilidade de uns 90% Essa rcrraineraçâo, que e!e considera atraente, levaria oscepositantes a jogar mais dinheiro nas cadernetas cuio saldo eheijaiia no liiud deste,!io u CrS Zf tri- Ihdes um avanço de 105% cm relação ao resultado final de Assim, haveria um crescimento dos depósitos superior a ('r$ i bilhão, Sena esse, então, um indicador de que ogo\ernotinliii ra/âoc«leque a campanha do poupe mais teria dado bons rcsuliados? Não. Se a inflação superar os iosf-f. os Cr$ 2.1 bilhões de 81 não valerão mar que o CrS I bilhão de Fm termos reais (ou seja. descontada a influencia da inflação) o avanço da poupança será nulo. Aliás, para muitos economistas (das mais diversas escolas de pensamento), o governo faz papei ridículo ao pensar que í por aí que a poupança no Brasil pode crescer, Para eles. o fundamental são os lucros das empresas e o desempenho da chamada poupança compulsória (que inclui o FGTS e o PtS-PA- SFP). Dai é que vem o grosso do que é poupado e. acrescentam, só valerá a pena poupar mais se houver onde aplicar essa poupança, se ela for transformada cm investimentos produtivos. Caso contrário, a redução do consumo poderá provocar recessão e o aumento da poupança só servirá para aplicações no pwrcado financeiro, alimentando o circuito da especulação. Desse circuito só participarão, porém, os grandes investidores que podem mobilizar grandes somas de dinheiro para laz^r aplicações no open markei (mercado aberto) ou para acompanhar as oscilações das bolsas de valores, Para os pequenos, esse jogo é inacessível (no caso do open) e perigoso (no caso das bolsas, em que muita gente já tomou na cabeça). Comprar letras de câmbio e certificados de depósitos bancários também não trazvantagens, pois sua rentabilidade é semelhante á das caderneta- Segundo o boletim da Haspa. "ente 1971 i o imóvel ainda superava a caderneta de poupança que. a partir de conquistou u preferência do público, para chegar à seguinte Mluaeão. c«msbrtad.i por iesi iiisa divulgada cn outubro de 1980; de cada 100 pessoas adultas das grandes cidades. 35 depositam cm cadernetas de poupança, nove aplicam em imóveis, seis em ações, quatro fazem depósitos bancários acurto prazo.duascompram letras de câmbio e uma aplica em letras imobiliárias", Apesar desse sucesso, e da mobilização de recursos conseguida através das cadernetas de poupança (que já chegam a Í0 milhôcí) e da existência da poupança compulsória captada pelo BNH através do FGTS. o problema da habitação popular continua gravíssimo no Brasil. Dados rveentvv indkum que o détieit IcihM.i cional c de 7,5 milhões de moradias. Exatamente o mesmo de 14 anos atrás, quando foi criado o BNH. E os próprios técnicos do banco reconhecem que o déficit só não aumentou, porque o povo através do mutirão construiu muito mais casa* que o BNH. (Ricardo Buem») 0 EMPREGO, PROBLEMA StRIO EM Exame 14/1/81 Ao contrário de 1980, quando o nível de emprego industrial cresceu uma taxa ra2oaveímente satisfatória, o ano de 1981 deverá trazer dificulda des para a expansão ou mesmo a m? nutenção do nível de emprego em geral. As ameaças de dispensas no setor automobilístico somam-se os dados de novembro sobre a oferta de empre go na região da Grande São i auio, que fazem antever um quadro pessimista. Pelo quarto mês consecutivo, a oferta de emprego global apresentou queda em seu crescimento anual, e a esti mativa para a média do ano é uma da de 4% em relação a Tal resuitado sugere que as possibilidades de novas contratações no primeiro trimestre de 1981 são pouco animadoras.. As razões para a queda podem st encontradas na oferta de empregos administrativos e dç vendas. A oferta de empregos administrativos apresentou uma redução de 39% em rei^çâo a novembrq de 1379 e deverá etjcerrar o ano cqm uma média negativa de 30% em relação a Na ére$ de vendas, a pituaçáo é me- nos crftica, com uma redução média de 12%, A oferta de empregos na produção foi a que se apresentou melhor em 1980, com uma expansão de 28%. Os resultados de novembro, no entanto, mostram uma perda cie dinamismo, com uma queda na oferta de 5,4% em relação ao mès anterior. A oferta de empregos técnicos é a única com tendência ascendente e seu crescimento médio em 1980 deverá ser de 6%. Só no mê^ de novembro esse indicador cresceu 22%, situandorse no nível de julho de 1980.

16 econômi. ca^cr ise economi c,-'*cr i se ecoti5inica*cr ise econômica*crise econom iosc GKAZIANO DA SUVA í «OOOiro HCFFMMNN Alguns dados referentes ao Caõastro de íko ois Rur aís realizado pelo Incra em «978 se tornaram conhecidos e íínal do ano passado, tendo stdo publicados pela primeira vez na coluna "Palncí Econômico" da "Folha de S. Paulo", aos dias 2. 3, 5, s e 12/09/80. EvSdeníemeíite. todo cuidado é pouco nas Lnterèncias que se Podem extrair dcssss c ;^tístlca&, ainda mais por serem preliminares, Mas. por maiores que sejam o? defeitos dos dados dos cadastros, u-r.a Iníc^maçâo * de particular fldedigriidade: o número ae propriedades e suas respectivas áreas lotais. Praticamente todos oa pesqui- sadores concordam em considerar de boa qualidade esses dados do cadastro, uma vez que o declarante ter ie d«listar os documentos comprotoaiértos das «ireas de que é pror >tkrio. L é P distribuição das prypnecarl?s pt-ls seu tamanho que nos permite conhecer melhor a estrutura agrária do Brasil em!87í. Há dois levantamentos anteriores a este de realizados peio S!'. ;ma Nacional de Cadastro Rural, criado peio Estatuto da Terra de ISSí, 0 primeiro foi realizado em 1965 c atusliíado até segundo é de im, tendo sido publicades os dados referentes à sua atualizaclo até A tabela l mostra os grsnr meros desses cadastros para efeito de comparação com os dados preliminares relativos ao ano de O dado de 19C5 é reconhecidamente prodiemátlco, em parte por ser o primeiro cadastro, contendo Inclusive inmneros erros grosseiros nas informações publicadas, o qut faz com que iodas as referências sejam feitas sempre aos dados atualizados de Já o dado re ativo a 1976 é tratado com várias ressalvas, visto que superestima o número oe propriedades e a área total cadastrada lp\ algumas unidades da federação. O estado de Sâo Paulo, s6 para citar um -xempio. consta cí>m uma área total c,- as. t, ra(sa em l97b maior do que a sua superfície ferrltcrial, excluídas as águas i"!, e "ias. Por isso. nâo causa espécie o Jaio de o número de imóveis e a área total h?, aa strados em 187E serern ligeiramente inferiores aos respectivos dados de Estudos anteriores (Grszlano da Silva ~ Estrutura Agrária e Produção de subsistência na AgricuUura Brasileira") mostraram que houve uma grande evasão de deciaranies em 1972, quando se considera o prazo legal estabelecido para a sua entrega.mas, posteriormente, dada a necessidade de possuir o "número do RECONCENTRAÇAO FUNDIÁRIA - Folha de. S. Paulo 8/2/51 fncra V os proprietários furam entregando suas declaragôes, o que pode ser con- firmado pela comparação dos dados originais de 1972 com os atualizados de i97o. E Interessante notar dois aspectos dessa nâo írntrega das declarações no prazo fixado 02Í0 Incra. Primeiro, que um grande número de declarações rol entregue ainda no ano de 1972, ou seja, apenas alguns meses após. o que sugere um atraso involuntária em função de dificuldades várias. Segundo, que o atraso na entrega da tíeüaraçâo, ultrapassando o prazo legal, se verificou eom maior intensidade oas grandes propriedades, ou seja. as declarações apresentadas no período 1572/76 apresentavam uma maior proporção de grandes propriedades do que a existente entre as declarações apresentadas no prazo estipulado. iãfona^fles qu? obtivemos junto a técnicos do incra indicam que multo provavelmente tenha acontecido em 197B alguns crêem que até mesmo com a mesma Intensidade uma evasão semelhante à verificada em Ou sela, um número elevado de proprietários entregoü sua declaração no meses subse- fieru - data r^da como limite (marilo ue 1980). Todavia éde se esperar qae a evasão dos mandes proprietários nesse ano lenht ;>i&> um pouco menor do ue nos cadastros anteriores, em função a "nriorldadc agricola" do novo governo. Devemos considerar assim, as estatísticas preliminares de 1978 como comparáveis com as de 1972; mas ressalvar que elas sâo também uma grande amos- 5 a vlesada das ;ropried8des rurais existentes no Pais. vma vez que se espera que ã evasão entre os grandes Imóveis ainda tenha sido relativamente maior do que entre os pequenos. Pf/tas essas ressalvas iniciais sobre a qualidade dos dados de 1978, comparativamente aos de 1967 e podemos passar à anáiise da evolução da estrutura agrária brasileira no período recente, com as precauções devidas. íjl, t? bela,. 2 i ipr(? íente * tá»» anual do cescimento do numero de propriedades 1972/78. Podemos verificar facilmente que as pequenas propriedades viram seu S^L 861 " r «lurt<to nesses ^^ a enquanto crescia rapidamente o número das grandes propriedades, especialmente iia^k^68 - ^ ^ *** Nos anos 1967/72 - que correspondem, grosso modo. ao período que ficou conrecldo como "milagre brasileiro" S* 31 ""*; í L n,! imero «Propriedades de menos de 10 ha a uma taxa de 4,5%a. a (Há uma pequena variação na área mínima dos imóveis que necessitam ser cadastrados nesses dois cadastros, o que. entretanto, nâo é suficiente para explicar essa elevada taxa de redução). As propriedades com mais de 10 ha e menos de 100 ha nâo mostram variações significativas. Mas. as de mais de 100. todas elas crescem em número. Resumindo, poderíamos dizer que. no período do ''milagre brasileiro' 1, o número de propriedades pequenas diminuiu; o número das médias se manteve; e as grandes, especialmente aquelas propriedades muito grandes e gigantescas, aumentaram o seu número. E è interessante observarmos que esse crescimento é, regra gerai, tanto maior quanto maior o tamanho das propriedades consideradas. Ou seja, o número de propriedades superglgantes superiores a 100,000 ha cresceu mais rapidamente do que o das propriedades também gigantescas, mas que têm sua área total compreendida entre 10 e 100 milha, O quadro descrito è muito semelhante para o período seguinte, 1972/78, quando se tem um certo refluxo das taxas de crescimento da economia brasileira,' chegando-se em 1978 a uma situação descrita por muitos como de agravamento de uma crise econômica. Nos anos 1972/78. além das pequena» (como já ocorrera no período anterior)' também as propriedades médias têm o seu número reduzido. Agora, são as propriedades com área compreendida entre 100 a hectares - que poderíamos considerar como grandes propriedades na maioria das regiões do País com ex» ceçâo talvez da Amazônia que praticamente não alteram seu número. Mas, da mesma maneira que no período anteriormente analisado, o numero das propriedades muito grandes, gigantescas e superglgantes cresce rapidamente, K também agora, esse crescimento é tanto maior quanto o tamanho das proprler dades. Em linhas gerais, a tabela 2 mostra que, no período 1972/78. continuam as principais tendências Já observadas nos anos 1967/72: o número de propriedades pequenas continua se reduzindo e o número de propriedades muito grandes, es» peclalmente as com mais de 100 mil hectares, se multiplica cada vez mais rapidamente. J<wt Grtziioo d* SUv» t profmcr dwtor do Dep«r. Umfntt. de Economt» e PI«Ml»menlo ECTOSOIICO da Uakami>.( Rodolfo Homntm «prafcawr dknu <U a* eoiâdeajironomfciuuítoqartn». d*usp. / s Tob«!a J. Oarfot slefeolt rtlotive» ao» cadojfro» dm 1965/67, 1972/ Q 965 rm<ka * MilW«id»lmóv«i.o/ Milhd.» d, H«ctor.» o ioíf ^*^ 316,2,V72 2S ,1 3,< " O/ xarta 9» fnconíht.rst»», Ittç «, w oprwmcrom erro* na <í»dar<kao. Tobwlo 2. TOKO» d* utsdmmnlo qnual do ft6m«ro d* lmóv»u rurvit Mgundo o Wmonho (% E»f roto d» 6f<Ki fotol (ho) 1967/72 Meno» d«)0 _ a mcnoi d# tca«m»ocbd«1.000 ' 0 i.000om»n» d» o'» a mano» d« ' 4' mol» A'O Tofol dm imdvoí» I '4 Aroo tciol o' 6 Poof» do» dado» be»l«>«: Cadastros dm IméwljRuroi» d«1967.' 1972 « /78 Ü 0,2 1,5 4,3 9,

17 ^crise econômica*tríse e conômi. ca*c r i s e. e conômica*cr i se e con?mica*o.r ise econom MISSÃO DO FMI AVALIA A ECONOMIA - Gazeta Mercantil 5/2/61 por Reginaído H»ll«i do Rio Com o objetivo de preparar o caminho para a missão oficial que deverá vir em março ou abril deste ano, para análise da política econômica do Kovernoe elaboração do relatório anual sobre a economia brasileira, está no Brasil uma missão preliminar e extraoficial do Fundo Monetário Internacional (FMI), A vinda dessa missão, também chamada de "consultation", foi negociada em Washington, com a direçio do FMI. por representantes do governo brasileiro, Aklhiro Ikeda, da Seplan. e Antônio Caetano, do Banco Central, no inicio de dezembro do ano passado. Na verdade, ela faz parte da estratégia traçada pelo diretor daquele organismo Internacional, o brasileiro Alexandre Kafka, e aceita pelo governo, O plano de Kafka, que inspirou esse raro procedimento do FMI. foi esboçado em novembro do ano passado, quando, consultado pelo governo brasileiro, se mostrou "contrário ao estabelecimento de negociações diretas com o FMI, como pretendiam, á época, alguns banqueiros internacionais. Se- gundo Kafka. a alternativa viável consiste em assegurar um relatório anual da entidade francamente favorável ao Brasil. No mercado fin-nceiro internacional, acha o diretor do FMI, esse relatório tem a mesma respeitabilidade e os mesmo» efeitos práticos de um compromisso do governo hraslíeir;. negociado direta e forroaimenie. Por isso mesmo ttrgertua vinda desta missão, para antecipar as possíveis críticas que seriam incluídas no relatório de narço e permitir ao governo fazer os anúncios e as co pçõe» de rumo, antes do reistórlo. E, para evitar o Cunho oficial da missão, seu chefe, Lasio Beza, n5o veio. A "consultatlon" restringe-se a três economistas (dois latino-americanos e um alemão) e ao próprio Kafka, com intenção clsra dt orit atá-los. Após os entendimentos que o grupo já manteve DO Brasil, onde está desde o dia 26 <i s janeiro, entre eles com o Banco Centra!, a Seplan, o Ministério do Trabalho, a Fundação Getúlio Vargas, a Sunab, a Cscex, a Petrobrí ;, o BNH, já ressaltam, ent-e outros, alguns pontos bancos de sua avaliação e que mereceriam algumas reffoxocs por parte do governo: I persistem as dúvidas sobre as estatísticas a respeito da dívida externa, do volume de reservas cambiais e sua liquide?, efetiva. Nesse caso, eles parecem preocupados em obter mais esclarecimentos sobre a metodologia de cálculo da dívida externa brasileira, especialmente no tocante ao elevado volume de capital financeiro de curto praro: 2 o grupo ainda tem dúvidas sobre a estabilidade da política econômica, com suspeitas de que possam ocorrer novas mudanças. Seria necessário, então, o reforço no sentido de manter a mesma estratégia estabelecida nas duas últimas reuniões do Conselho Monetário Nacional, especialmente em relação â redução dos gastos públicos, á exeeuçío do orçamento monetário e à política cambial; 3 há também criticas à política de juros, pois, apesar da liberação, para misslo, segundo apurou este jornal, grande parte do crédito continua subsidiado: 4 a política salarial não parece ler convencido os técnicos do FMI. Pelo menos no encontro que manteve com o ex-ministro Octavio Gouvéa de Bulhões, no Rio, Alexandre Kafka não escondeu a impressão de que os salários estão sendo administrados "frouxamente"; S a taxa de câmbio ê considerada irrealista e os instrumentos alternativos iof e crédito subsidiado são considerados provisórios. Afora esses cinco pontos, os três economista» parecem convergir com a orientação oficial, razão, talvez, para a afirmação de Langoni, para quem "o FMI é su«ficientemente inteligente para avaliar positivamente o esforço da política econômica do governo e elaborar um relatório favorável". O presidente do Banco Central deverá acompanhar o ministro Ernane Gaivêa», da Fazenda, numa viagem, dentro de duas semanas, aos Estados Unidos e ao Canadá para "conversas rotineiras com os banqueiro» internacionais". Ou seja, negociar a manutenção do crédito necessário ao fechamento em equilíbrio das contas do balanço de pagamentos brasileiro em Na próxima segunda-feira, último dia da missão no Brasil, ela se encontrará com os ministros Delfim Netto, do Planejamento, Ernane Galvèas, da Fazenda, e com o presidente do Banco Central.. ADOÇÃO LENTA DA POLÍTICA DO FMI - Folha ds S. Paulo 8/2/S1 HB.IVAL «OS Da Sucurxal da BrosBia O governo nâo va! anunciar aenhuitt "pedido de socorro" ao Fundo Monetário Intemacionai (FMI), por temer grande desgaste políuco no plano Interno. A tática escolhida e que já está sendo implantada consiste em ir acatando gradualmente todas as normas e regras do Fundo, num movimento surdo de barganha, em busca da confiabilidade dos banqueiros internacionais. O objetivo concreto é obter facilidade de recursos para sanar as dificuldades econômicas do Brasil a curto orazo. Seni apelar formalmente ao FMI (coisa que lhe daria direito a contar com sua assistência financeira, mas ao lado de uma Ingerência técnica direta), o Brasil vai optando aos poucos pelo seu enquadramento espontâneo na orientação daquela entidade, mas trocando os seus parcos recursos pelos gordos empréstimos da comunidade financeira privada mundial que. em última análise, é quem tem condições concretas de tirar o balanço de pagamentos brasileiro do grande sufoco a que está submetido. Ir formalmente ao FMI séria submeter o governo a um desnecessário desgaste poiitico, fortalecendo as criticas e facilitando o avanço das oposlções, sem conseguir resolver os problemas das contas externas d» Pa!». E isto porque os recursos oferecidos pelo Fundo sâo liberados em períodos demasiadamente demorados. O FMI poderia socorrer o Brasil com algo em tomo de 6 bilhões, ou 7 bilhões de dólares, num período de S a 4 anos. Obviamente, esta sistemática nâo re- solveria o problema braslleitt), que exige recursos duas ou três vezes maiores, iiberados de forma rápida. Os Credores do Brasil também devem ter pensado nisso. Insistiam porém na sua Ida ao Fundo, para que pudessem se sentir mais tranqüilos em continuar bancando a divida externa brasileira, de quase USS 60 bühôes, bem como os graves déficltó registrados em nossa conta corrente (balança comercial, de ftervteos e trassfertecias unilaterais) de cada ano. Indo ao FMI, o Brasil teria de adotar todos os remédios econômicas estipulados por aquela entidade, que inclusive passaria a funcionar como uma espécie de avalista do Brasil. E naturalmente Isso conviria aos credores. Mas nâo conviria ao governo brasileiro. Falses que recorreram ao FMI, em situações desesperadoras, e por ele foram socorridos, tiveram que se sujeitar, "de cotpo e alma" ao Fundo, ineiuindo-se ai até mesmo a escolha doe seus ministros dá área econômica. Isso em pequenas economias, pequenas repúblicas sob regimes estritamente fechados, pode nâo ter repercussão alguma. Mas num Brasil politicamente mais aberto, de um PIB (Produto Interno Bruto) de US 330 bilhões, e coro ares de '"potência emergente", o risco seria muito alto para quem adotasse tâl decisão. O Brasil Ingressaria oficialmente no FMI, acataria laegralmente e com rigor todas as suas normas táticas, receberia as pequenas "tranches" a que lhe dá direito o seu nível de cotas (insuficientes para suas necessidades), e iria buscar o rêstante do dinheiro no sistema financeiro intemacionai. Este sistema» por seu turno, ficaria mais coníianíe de que nossa economia estaria senão submetida ao tratamento correto, eficaz, ao invés dessa coisa incompreensível (pelo menos para Glscard D r EsUing e para opresidente Figueiredo) de cre»- cer 8.5% com uma tssa de inflação de 110%. Assim queriam os credores. Os banqueiros estrangeiros, ao que tudo indica, nâo querem confiar no Brasil apenas pelo ''verde-amarelo" de sua bandeira, e multo menos pelas potencialidades a serem desenvolvidas no ano dos mil. Preferem, isto sim, desenvolver essa confiança pelo acompanhamento da estratégia ecanomtea adotada e pela verificação doe seus resultados. Como na sua maioria sâo conservadores e ortodoxos, esperam ver adotados aqui tratamentos também conservadores e ortodoxos, para que o Pais possa ter, em troca, seu voto de confiança. Indo ao FMI. e Brasil acenaria com a certeza deste tratamento ortodoxo, ganharia um grande avalista e receberia, em troca, a confiança e o dinheiro da comunidade- financeira intemacionai. Sem querer, «aludo, pagar o preço político desta ida penosa ao FMI. o governo brasileiro passou a estudar uma forma de "ir ao Fundo sem ir ao Fundo", ou seja. uma maneira de adotar direiunho toda a cartilha do FMI sem no entanto recorrer oficialmente a ele. Aliás, esta tem s&o ultimamente a tática preferida do ministro Delfim Neto, no comando da poü-fca econômica: em vez de marcar dia e hora para se fazer as coisas, anunetando-as com grande alarde, multo mais e estilo Siraonsen (o inventor dos "pacotes"). prefere ir fazendo o que acha deva ser leito, devagarinho, quase na surdina.

18 ísa econômi ca *cr i se econômi ca*cr i s e econômí ca*cr i SP econorai ca*c r i se econon. II e questionado Visão, 9defevereiiode 1981 Economistas consideram que a orientação oficial, poupar mais e consumir menos, é antagônica em suas metas: criar mais empregos e conter a inflação, E temem que acabe provocando a recessão. No inicio de janeiro, o ministro Delfim Netto recebeu em Brasília um arupo de cinqüenta empresários (os maiores anunciantes do país) c lhes disse: se nío elevarmos a poupança interna, teremos desemprego e recessão. Ao mesmo tenipo, lançou uma campanha publicitária, visando a aumentar a poupança e a reduzir o consumo, na qual o Governo investirá, em principio, l bilhão de cruzeiros. A partir desse momento, o mercado de opiniões entrou cm alta. As manifestações iniciais sobre o assunto foram consideradas emocionais. Mas estão sendo confirmadas pela análise fria de alguns economistas: elevando a poupança interna e inibindo o consumo, é possível que se criem desemprego e recessão. Para entender o que o ministro do Planejamento pretende é preciso recordar alguns conceitos básicos de teoria econômica. A medida que ê gerado o produto nacional, também c gerada a renda nacional, que c canalizada para todos aqueles que participaram do processo de elaboração do produto, sob a forma de salários, juros, aluguéis, lucros e outras formas de remuneração. Com essa renda, a sociedade faz duas coisas: ou conwme, adquirindo bens e serviços; ou Poupa, aplicando-a em ativos financeiros (títulos, ações, letras, cadernetas de poupança, etc.) ou deixando-a reservada sob a fr^ma de ativos monetários (dinheiro no banco ou no bolso). No seu conjunto, essa poupança nacional destina-se a dois fins importantes: ou financia o próprio consumo (é o ca- «o das instituições financeiras que cap ' im fundos que depois scrâo utilizados como crédito para as compras a prazo); ou financia o investimento, ou seja, a consirução da infra-estrutura da economia, como a ampliação de fábricas, a implantação de novas empresas, estrada"*, portos, etc, que vão gerar novos empregos na economia. Como o Brasil precisa criar, segundo esumativas oficiais, entre 1,5 milhão e '.«milhão de novos empregos por ano. naiuralmcnte vai precisar de uma alta taxa de investimento. Em outras palavras, vai precisar de uma alta taxa de Poupança, que no caso do Brasil é baixa: hoje, é de ló^o aproximadamente da renda nacional, com o restante destinando-se ao consumo. O que Delfim Netto pretende é elevar essa taxa a uns 20%. se possível até a um pouco mais. Oistorçfte, _ 0 g randc p ro blema è Que- se um país não tem uma taxa de investimento suficientemente alta, mas icm a obsessão do crescimento acclerauo, fenômeno que tem dominado o Brasil nos úliimos anos, vai ter que dar um leito de obter recursos para isso. Dois são os caminhos mais comuns, npssp raso: o primeiro consiste cm "criar" dinheiro do nada, simplesmente pondo em funcionamento a "guitarra", a máquina de fazer dinheiro (com isso, aumenta-se a base monetária e, conseqüentemente, gera-se inflação); o segundo é captar recursos no exterior, o que também pode ser inflacionário, na medida cm que o ingresso de divisas muitas vezes leva à emissão de papel-moeda quando é feita a conversão cambial, a troca do dinheiro que entra por cruzeiros. E, se a teoria diz isso, a prática o demonstra claremente no Brasil. Agora, o Governo colocou-se diante de um dilema; quer frear o processo inflacionário c ao mesmo tempo investir mais, duas coisas que, pelo que foi dito, se revelam abertamente cm conflito. Para solucionar esse antagonismo, a receita de Delfim prevê a adoção de uma série de medidas em conjunto, das quais as principais são: Estimular a poupança e penalizar o consumo. A primeira providência nesse sentido foi a liberação das taxas de juro, acompanhada da oferta de crédito (cuja expansão, no primeiro trimestre, não poderá ir além de 5%). Conter a expansão inflacionária por meio da redução da expansão dos meios de pagamento. Neste ano, os meios de pagamento deverão crescer SO^o (passando de 1,4 trilhão para 2,1 trilhões de cruzeiros), contra 70% no ano passado. E promoção do equilíbrio do orçamento monetário sem a emissão de mais recursos. Para isso, o déficit previsto -de 250 bilhões de cruzeiros deverá ser coberto, em princípio, pelo aumento da arrecadação do IOF (cerca de 80 bilhões de cruzeiros, relativos à diferença a ser obtida nas operações cambiais) e pela transferência de recursos de poupança, captados pela Caixa Econômica Federal, que deverão somar 100 bilhões de cruzeiros (antes do finai de janeiro, a CEF jà havia transferido ao Governo 5 bilhões de cruzeiros). Mas, com isso, parte dos recursos que seriam destinados ao financiamento de habitações populares terá outro destino: e o BNH já anunciou que, neste ano, vai financiar apenas 140 mil das 550 mil casas populares previstas no seu orçamento originai. Riscos O economista José Paschoal Rossetti, professor titular do Departamento de Economia da Universidade Mackenzie, salienta; "O Governo corre um risco ao adotar esse modelo. Se a poupança for por demais estimulada, corre-se o risco de frear demasiadamente o consumo; e, ainda que se tenha capacidade para investir muito, haverá momentaneamente um hiato de demanda em relação á produção corrente, e isso pode gerar desemprego". E acrescenta: "Ao mesmo tempo, temos hoje no Brasil uma expectativa inflacionária muito grande. Os agentes econômicos (políticos, empresários, a própria população) parecem acreditar muito mais na inflação do que na recessão. Todos são contra a recessão. E apresentam, em contrapartida, uma expectativa inflacionária. Com isso, não obstante a oferta monetária seja contida, a.sim como a oferta de crédito, a inflação poderá continuar cm conseqüência dessa reação. A expectativa inflacionária gera o aumento aa velocidade de circulação da moeda, que, de certa forma, pode neutralizar a contenção da oferta monetária. Somando-se tudo isso, podemos ter, ao mesmo tempo, o risco de uma recessão efetiva combinada com uma inflação que continuará por certo tempo. Em seguida, deverá vir um período de inflação já com alguma estagnação. E finalmente virá um período recessivo puro. Isso naiuralmcnte a prevalecerem as medidas". Investimentos Por outro lado, acentua o economista Paulo Rabello de Castro, da Fundação Getúlio Vargas, "enquanto a poupança reage a curto prazo, o investimento apresenta comportamento diverso, dependendo principalmente da confiança que o investidor depositar no desempenho da economia". E isso, a seu ver, está intimamente relacionado com o comportamento do próprio Governo, que, no Brasil, é um dos maiores investidores. Mas também vê um elemento de contradição no atual modelo: a política salarial do Governo, que considera "uma fonte de consumo adicional, que pode prejudicar os propósitos do Governo". E explica: "O caráter de semestratidade da correção dos salários coloca os ganhos dos trabalhadores acima da inflação oficial". E propõe, como solução, que se adote a negociação direta como prática no mercado de trabalho, cm oposição à rigidez da lei. Rossetti, por sua vez, além dos receios manifestados anteriormente, acredita que um problema adicional, que não pode ser deixado de lado. diz respeito à administração das contas externas do país: "Supondo-se uma balança comercial otimisticamente equilibrada, ainda deveremos ter neste ano um déficit na balança de serviços da ordem de 10 a II bilhões de dólares e também teremos que amortizar nossa divida externa, algo entre 7 e 8 bilhões de alares; isso significa que necessitaremos de 17 a 19 bilhões de dólares em 1981 para fechar o balanço de pagamentos". Nesse particular, a confiança que os investidores externos tiverem no Brasil vai desempenhar papel decisivo. O

19 *Polonia*Polonia*Poloni **Polonia*Polônía*PolÔnia*Polônia*Polonia*Polonia*Polo < G traímeníe se destaca spen&s o caráter sindical do momento operário polonês. Qual é o bai«nço que você faz deste movimen- 10? Assistimos na Polônia, depois do mês de junho dp 19H0,o movimento tmi> íonc de auto-organizaçâo da ciasse operária que conhecemos desde a revolução russa. No espaço de menos de três meses, uns 8 a 10 milhões de trabalhadores se organizaram espontaneamente em quase t'>das as fábricas, nas empresas comerciais, no transporte, banco;;, instituições de ensino, hospitais e universidades. Em relação a maio de 1968 na França, para não faiar da Catalunha em!93ft, foi um formidável passo adiante. A úrica comparação possível é com a a-volução russa tíc 1917, onde evidentemente o movimento dos sovkts ultrapassou o que se passa atualmente na Polônia, sobretudo do ponto de visía da consciência política c da permanência t duração do movimento. A imprensa burguesa ir-!?rnacional a imprensa a serviço da bun c-aua ca e. in{cii/me«te, também em parte, es dirigentes do movimento operário poíoncs, por ra/ôçs diversas, tentaram apresentar este formidável movimento de massas espontâneo como um movimento essencialmente sindicai. A crise do POUP é grande: 40 a 60% dos membros do partido pertencem ao Soiídariedàde. Pata-sc muito do Sindicato Solidariedade, que é a instituição criada pelos trabalhadores. Na realidade, se observarmos a atividade dos trabalhadores que se organizam, independentemente das estruturas que existiam anteriormente na Polônia, controladas pela busooracia c pelo Partido, percebe-se imediatamente que é impossível resumir este movimento a fórmula "atividade sindica!" É verdad': que no início haviam reivindicações de tipo sindicalista, contra a alta dos preços c pelo aumento de salários, pela redução do tempo de trabalho, sobretudo nas minas de carvão. Mas olhando mais de peno. assim como na França em 68. na Itália em 69, na Espanha e Portuí»! cm 74 e 75, os trabalhadores espontaneamente deram às suas reivindicações, mesmo sindicais, um sentido de classe, progressista, que incorpora Kxla a experiência da ciasse operária internacional nos últimos anos, e isto é muito mais evidente na Polônia, onde por causa da burocracia faltam informações. Notadamentc. uma das coisas maislmpressionantes nas reivindicsçôcs sindicais í o avanço sistemático de todas as reivindicações para defender as categorias menos bem pagas, para reclamar aumentos iguais para todos, ou mesmo aumentos maiores para as categorias com salários menores. É necessário Miblinhar que estas reivindicações foram colocadas pelos trabalhadores dos arsenais navais, que são os trabalhadores mais bem pagos do pais, e que deiiberadamente sacrificaram seus interesses de categoria e corporativos de grupo aos interesses de classe. Da greve de massas ao socialismo da autogestão Por Fl«vk> Koutxii, de Parij A eclosão de um forte movimento operário de oposição na Polônia questionou o ^modelo* de socialismo burocratizado que é construído sem os trabalhadores e até mesmo contra eles. Por meio da greve de massas, os operários poloneses conquistaram o seu sindicato livre, o M SolMariedade, \ e agora usando os.mesmos métodos de luta proletários corsqulâtam os sábados livres e o acesso dos sindicatos à imprensa e ao^ meios de comunicação. Além disso o movimento de massas também colocou objetivamente na ordem do dia o tema de um socialismo democraticamente autogerído por conselhos de trabaltiadores. Publicamos nesta edição uma entrevista exclusiva para o EM TEMPO com Ernest Mandei teórico marxista beijp e um dos principais dirigentes da IV Internacional em tomo da questão da luta operária anti-burocrética na Polônia. Em Tempo n Que mvindkações quauêstívas sio essas que fi^-oximam o movimento operário polonl:. da èxpcrüncis uitenudoatl do proietsmdo? O eonííok operário, por exemplo? : - Os trabalhadores compccndcm qoe a situação econômica é má, eles aceitam* em parte, "o argumento da burocracia, íih clusive da camada liberal e rcíomústa, de que não adianta grande coisa aumentar os salários nominais se a produção não aumenta, argumento que é falso, mas deixemos isto de iado. Os burocratas argumentam que não adianta aumentar os sslanos pois isto fará aumentar os preçoia É por isto que os trabalhadores apoiaram as reivindicações salariais das camadas mais mal pagas, e não avançaram des mesmos reivindicações salariais. Falo dos operários das grandes fábricas, dos operários mais bem pagos, que tèm ás vezes na Polônia salários três vezes mais elevados que as camadas menos bem pagas. A ocupação soviética não tem como quebrar um movimento de 10 milhões de operários, a mensos que organizem um banho de sangue. Mas será o começo do fim da burocracia soviética. Os operários começaram a questionar desde o inicio a situação econômica má ca razão por que tudo vai tão mal. Eks começaram a exigir que fosse revelada a situação econômica reai do pais, que se colocassem as carta: na mesa. E em um pais com uma economia nào-capitalista nào se trata de abrir o livro de contas e de abolir o segredo comercial, que i a expressão do controle operário. Em um país onde os rrieios de produção são nacionalizados, onde o estado dirige toda a economia, é preiso determinar a responsabilidade daqueles que fizeram o plano, a responsabilidade daqueles de decidiram os mvev timentos, examinar se esses investimentos foram feitos corretamente, se o.plano era justo ou não. Se ele era justo porque não foi aplicado, de quem era a responsabilidade. E isto foi uma verdadeiro inundação de revelações no pais, de escândalos, de má administração c de corrupção burocrática. Em Gdansk, por exemplo, que permanece como o centro mais avançado da luta, a burocracia havia decidido construir uma segunda fábrica de material préfabricado para a construção de edifícios. Os operários disseram "i uma loucura, já existe uma fábrica que trabalha apenas com 30% de sua capacidade". Os operários relevaram que nas minas foram introduzidos, a preço muito elevado, comprado com divisas estrangeiras, knowhow de tratamenio de certos minerais, quando havia know-how polonês, mais avançado e barato. Os operários disseram

20 l'olònia*polônia*polônia*poi i * Polônia *Polônr a* l'olonia*pclônia* Polo 1$ Ernest Mandei exclusivo - continuação - Em Tempo 122 abertamente: "Os Pt rmsávcis que tomaram estas decisões foram comp'ados por empresas estrangeiras, receberam "pots du vin' ("Bola")". E começaram a revelar uma' lista de pessoas que recebiam "bolas" extremamente elevadas, da parte de firm;is estrangeiras. O caso mais escandaloso, foi o caso. que apareceu cm toda a imprensa mundial, do diretor da televisão que acumulou mais de i miíhlc de dólares cm conta nos bancos estrangeiros, além de 'cr entrado num escândalo de prostituiíào. I udo isso apareceu em praça pública. O controle operário, no caso,?evesliu-se de uma luta pela sutogesíso do plano? A idéia de uma política econômica alternativa que possa ultrapassar a crise -vonòmica da Polônia é enorme, foi aceita praticamente por iodo mundo, inclusive, ité mesmo pelo grupo überal da burocra- -ia. A reação de uma boa parte dos militantes sindicais do sino;.ato. jtüaricdade tos uma rcaçs' ijuito sã, '.%to é nosso pais. esta c nos a ^nomia. queremos colaborar e faar grandes esforços por uma '' 'va política econômica mas com a condido de que tenhamos todas as informa- Tôcs e com a condição de que controkmcs i aplicação desta política c que n5o sejamos enganados como fomos ourante os altimos anos por estes dirigentes incompetentes e corruptos", di7ern cr- operários. Walesa retruca à provocação dos jornalistas franceses: w se os operários poloneses podem dirigir a Polônia porque os operários franceses não seriam capazes de dirigir a França?* Mas se os operários estão todo o tempo procurando os respori.\cis individuais. Hei estão muito seguros de que o que está rm jogo não são Cí? responsáveis indivi- Ju^is. mas o sistema de direção. Se há um MMema de centraüsmo burocrático de planificação que se apoia exclusivamente nos mieresses dos burotratas para realizar o plano, então a corrupção é inevitável. Eles upòem. contra o pia,-o burocrático, solu- T-(x.s de autogestão. isto é.de geüâo operá- n^v, c gestão dcscciitrali/ada, com poder optftáno controlado democra..catnenle. O que vai diretamente no sentido do programa da IV Imemacionai e das propostas que os marxistas-revolucionários sempre dotenderam em maténa de revolução poutica para os estados operários buro- -ratizados. Há um duplo poder estabelecido entre os sindicatos e a«. Instituições burocráticas? A força do movimento operário polonês é enorme e o seu conteúdo politizo e uil que penetra profundamente no» artido. O Pantdo Operário Unificado da r oionia é o partido da bunkracia.é o partwo que governa, mas ek- tem sempre una "ase operária. Segundo cifras diferentes Jadas no último Q itè Centrai, porque hou v e cifras d es dadas por diversos oradorís. entre 4(1 e 6090 de membros do particíc são membroí do sindicato Solidariedade. Istq dá uma idéia da amplitude do movimento e da crise que se abate íobre o Pa- m uma quinzena de cif jades, os t de base do Partido decidiram adotar uma estrutura informal, lorí/ontal, de ligação ontre as células de ;mpresas com a estrutura do Soiidarieda* de. ligação esta que tinha sido condenada zomo anti-esiau:? ária pela direção do Pa'rlido Formararr-se frações e tendências. Se este movimento se estende, será difkaà direção burocri/.ica controlar a situação. Tudo isto ind ; ca qus há uma dinâmica de confronto que foi desencadrada na F -'.ônia. A burocracia soviética está consciente, a burguesia -mpcriaüsta está conscienu, uns e outros querem eviiar a todo preço, rrlo twdo de que isto pode significar pa.-s o mundo, sobretudo n* Europa. Mas c dificil er romo cks oodem evitá-lo a curto e médio prazo. «Ias a invasão soviética nio pôs um Rm ao movlsuento ds massas R3 T becoslováqu»»? Geralmente se conhece mal no mundo o que se passou na Tchecc.lováquia. A in-vi,âo soviética não acabou com o ascenso do movimento de mzssas. pelo contiário, ela a acentuou. O ponto culminante do movimento de massas aconteceu seis meses após a ocupação. O que quebrou o movimento na Tchecoi.ováquia não fei a ocupação, que não tinha força paia isso, mas a capitulação dos seguidores de Dubcck no PC e que dirigiam o movimento e gozavam da confiança dos trabalhadores. Este capitulação desorientou totalmente os trabalhadores. É preciso nf o esquecer que foi preciso excluirdo PC tcheco mais de um milhão c meio de membro* para normalizar a situação. Na Polônia, c c:ta é a grande diferença, os operários não tem cunfiança, não tem nenhuma ajuda do POUP. Em 1956 e 1970 os operários air ia tinham alguma esperança c aceitaram a mudança na direção. Em várias cidsdes membros de base do Ferido criaram u^íia esíruturí. informal de Kgaçac entre as células e a estruiur» do Solidar:dade, apesar da proibição da direção do pai tido. Desta vez não há nenhuma ilusão que possa acalmar este movimento, Ele precisara ser quebrado c o problema é qae a burocracia não sabe como. A ocupação soviética não tem como quebrar um movimento de 10 milhões de operários, a menos que organizem um banho de sangue, o que é irmensável na condição mundial da Europa. Além disso, é muito provávei que os soldados soviéticos não erteutem o mrssacrc. A burocracia será ohrigada a negociar, a discutir com os trabalhadores. A ocupação nada resolverá e as suas conseqüências sobre o resto da Europa Oriental, sobretudo na União Soviética, são graves c podem ser o começo do fim para a burocracia soviética. Posso parecer otimista mas não o sou. Não enxergo uma vitória rápida se não há uma direção revolucionária, Há uma confusão ideológica enorme. Os operários tem uma força espontânea, uma capacidade de organização, eles demonstrara uma inteligência política absolutamente extraordinária e sobre o Íilano tático raramente vimos coisas semehantes. Isto mostra un- fenômeno mundial de maturação da classe operária sobre a qual demos ênfase no último Congresso Mundial da IV lntcm~" ; onal. Mas tudo isso não é ainda o últi o passo. O último passo é a tomada do ;«der, é a constituição de umè :epúb!ic2 de Conselhos Operários como forma de exercício do poder. Ora, isto exige um Partido Revolucionário, de vanguarda, uma visão de conjunto sobre todoa os problemas, compreendidos aí todos os problemas da luta de classes internacional E isio não existe atualmente, mas sntes que isto amadureça é preciso tempe Quais ssío as eowliçscé para uma restsitència eficai contrai ocupaçio soviética? jt 4 A conquiste principal dos operários foi a organização fábrica por fábrica e cidade por cidade. Foi o Comitê Inter-Fábnca por cidade a base do movimento da peve de julho-agosto. Esta é a base dos sindicatos e é muito difícil destruí-la. Uma estrutura nacional pode ser desmantelada, mas uma estrutura de fábrica para ser destruída é preciso fazer como os capitalistas e islo não pode ser feito na Polônia. Seria preciso despedir dezenas, centenas, milhares de operários e isto não pode ser feito numa economia socializada. Aí a diferença com os países capitalistas é clara. Para desmantelar este movimento será preciso um verdadeiro massacr;. O movimento é tão bem organizado no território polonês que. logo. não acredito nisso. Acredito que na hipóteje de uma ocupação soviética, ela será um golpe duro, evidentemeiítc retardará o amadurecimento nacional, a centralização nacional, mas não destruirá o movimento, não resolverá nada para a burocracia. E o preço internacional que ela f ag»rá por isso será terrível. I^íô movimenio comunista internacional será uma crise terrível. A radicaüiaçio do confronto dos operários com o poder'.urocrálico poderá lev«r a ura questlotemento da opçio socialista? Eu gostaria de dizer que a afirmação de que há uma infiltração de um movimento anti-socialista, contra-rcvolucionário. no sindicato Solidariedade, no tjdpvimcnto dos operários poloneses, é umá mentira.vergonhosa. Todos os sindicatos constituídos depois de julho, em todas as cidades e a nível nacional através do Solidariedade, afirmaram sua relação com o socialismo e com o sistema social e econômico

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