DIREITO INTERNACIONAL E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: A INTERDEPENDÊNCIA VERSUS TEORIA DA DEPENDÊNCIA NA REGULAMENTAÇÃO DE UMA NOVA ORDEM INTERNACIONAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DIREITO INTERNACIONAL E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: A INTERDEPENDÊNCIA VERSUS TEORIA DA DEPENDÊNCIA NA REGULAMENTAÇÃO DE UMA NOVA ORDEM INTERNACIONAL"

Transcrição

1 Publicado no DVD Magister Número 34, outubro/novembro de 2010 DIREITO INTERNACIONAL E AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: A INTERDEPENDÊNCIA VERSUS TEORIA DA DEPENDÊNCIA NA REGULAMENTAÇÃO DE UMA NOVA ORDEM INTERNACIONAL Mohamed Adi Neto Mateus Soares de Oliveira Lucas Henrique I. Marchi SUMÁRIO: Introdução; 1. Sociedade Internacional; 2. Novos Protagonistas da Sociedade Internacional; 3. A soberania no contexto contemporâneo; 4. Relação da Interdependência com a Teoria da Dependência das Relações Internacionais; Considerações Finais; Referências Bibliográficas. RESUMO: Trata-se de um artigo que busca esclarecer a relação de duas teorias envolvidas no contexto internacional. De um lado, a interdependência existente junto aos sujeitos do Direito Internacional Público e, de outro, a questão da dependência envolvida entre os teóricos das relações internacionais. Com base nessa relação, busca-se neste trabalho, demonstrar como, em virtude da evolução das relações internacionais, vista sob todos seus ângulos, as normas jurídicas internacionais estão se desenvolvendo, conferindo, inclusive, novas personalidades e capacidades jurídicas internacionais. PALAVRAS-CHAVE: Sociedade Internacional, Direito Internacional Público, Relações Internacionais, Interdependência e Dependência. INTRODUÇÃO Tratando-se do estudo de Direito Internacional Público, é imprescindível que o faça seguindo os rumos da história, haja vista seu caráter evolutivo. Convém destacar que o contexto histórico sempre se desenvolveu num ritmo histórico próprio, em função da evolução da sociedade internacional que, por sua vez, sempre refletiu nas mutações ocorridas na seara do DIP.

2 Historicamente, muitos autores afirmam que o DIP pode ser dividido em dois períodos distintos. O primeiro, da sua formação, vai até a Revolução Francesa. Já o segundo, também conhecido como período de seu desenvolvimento, parte da Revolução Francesa em 1789 até os dias atuais. Tendo em vista que o Direito Internacional Público deve ser considerado, antes de qualquer coisa, como um direito intersocial ou intergrupal, suas origens, bases normativas, são encontradas na Antiguidade e na própria Idade Média. Tais bases eram encontradas nas primeiras alianças formadas entre grupos sociais da época, as quais, apesar de não envolverem Estados Soberanos, posto que estes não existiam na época, detinham um certo grau de organização social e política, motivo pelo qual, afirma-se que alí já se encontravam as bases para a formação de um Direito Internacional. Todavia, este artigo tratará do Direito Internacional na sua fase de desenvolvimento, num contexto em que os Estados Soberanos detinham a "soberania clássica" ou "absoluta", até se chegar aos dias atuais, englobando os novos sujeitos da sociedade internacional. Na busca de explicações no tocante a atual conjuntura das relações internacionais, bem como sua regulamentação pelo Direito Internacional, há de se proceder em algumas reflexões acerca dos aspectos básicos do modelo clássico das normas internacionais. Caso contrário, não haverá a possibilidade de se desenvolver uma linha de raciocínio, na busca da compreensão da relação entre a evolução do DI e sua normatização das relações num âmbito internacional. Far-se-á, para tanto, esta análise, abordando, ainda, os novos atores internacionais, as novas fontes e as formas de aplicação das regras. 1. SOCIEDADE INTERNACIONAL Ao se falar em sociedade internacional, na óptica do Direito Internacional, surgem algumas questões a serem analisadas e refletidas. Conforme leciona JO, esses pontos podem ser resumidos nas seguintes questões: "Quais são os componentes da sociedade internacional? A quem o DI se destina? Quais são os atores do sistema legal internacional? Tais indagações estão ligadas à questão sobre os sujeitos do DI" 1. No sentido tradicional, apenas os Estados possuíam reconhecimento de sujeito internacional público, ao passo, que, atualmente, outros sujeitos estão participando ativamente da sociedade internacional, citando-se como exemplo, os próprios indivíduos e as Organizações Internacionais. Consequentemente, torna-se pertinente trabalhar, ainda que de forma superficial, com dois conceitos que caminham de forma simultânea e paralela, a personalidade e a capacidade jurídica internacional. Quando se fala que uma organização é uma pessoa legal ou sujeito de direitos, busca-se afirmar que tal instituição tem personalidade legal reconhecida por uma sociedade determinada na qual possui certa capacidade para entrar em relações legais, ser sujeito de direitos e obrigações. Sabe-se, que, na sociedade humana, personalidade legal quer dizer a existência como participante na mesma, sendo sua aptidão legal para ser sujeito de direitos. Trata-se, destarte, do

3 reconhecimento do seu valor humano, como sujeito capaz de exercer direitos e contrair obrigações, garantidos no ordenamento legal da sociedade. Já a capacidade decorre da personalidade, haja vista que ela demonstra o poder de intervir por si mesmo, enquanto a personalidade dá a idéia de o direito ser protegido pela lei, mesmo sem capacidade. Dessa forma, diz-se que é a própria sociedade quem permite e confere a determinada "pessoa", pública ou privada, a personalidade legal, observando que a capacidade e a personalidade podem ter conceitos variados de uma sociedade legal para outra, por isso, fala-se que é a característica da sociedade quem determina ambos os conceitos aqui trabalhados. No plano internacional, enfrenta-se o problema da tentativa de formar um conceito legal aceitável por todos os Estados. Na seara do Direito Internacional Público, o reconhecimento da personalidade internacional significa o reconhecimento de sua existência legal na sociedade internacional, ressaltando que a entidade que tem personalidade legal internacional pode exercer direitos e contrair deveres, conforme a sua capacidade legal internacional reconhecida pelo DI. Até o séc. XIX os Estados eram as únicas pessoas reconhecidas pelo DIP, não havendo legislações internacionais conferindo capacidade jurídica internacional a outros sujeitos. Isto se justifica, na medida em que o contexto da época era marcado pelo caráter estatocêntrico posto que todo o poder era concentrado nos Estados Soberanos. Todavia, a sociedade internacional evoluiu no sentido da necessidade em reger diretamente as atividades dos novos participantes, resultando, assim, no surgimento de novos atores internacionais. O sujeito de tal sociedade é o titular de direito ou obrigação, podendo gozar plenamente ou limitadamente desses direitos, conforme a sua capacidade legal, ao mesmo tempo em que poderá ser totalmente incapaz por falta de regras internacionais aplicáveis ao mesmo. Os Estados, por exemplo, já gozaram de maior capacidade legal internacional, tendo exclusiva jurisdição territorial e pessoal, ao passo que, no caso das organizações internacionais, suas respectivas capacidades legais internacionais são medidas conforme seus tratados constitutivos, limitando-se ainda, aos países que a reconhecem. Mas o que é sociedade internacional? Tarefa árdua diz respeito à discussão conceituação da sociedade internacional, uma vez que se vislumbram, doutrinariamente, diversos posicionamentos, muitos deles com opiniões conflitantes a respeito das pessoas legais internacionais. De certa forma, este trabalho entende que a sociedade internacional é o conjunto de sociedades nacionais, somado a outros autores internacionais, tais como às empresas transnacionais, os organismos internacionais, às organizações não governamentais e os indivíduos. A este respeito, DOLINGER compreende que a sociedade internacional nada mais é do que o conglomerado das sociedades internas dos Estados Soberanos. Neste sentido: As hipóteses aventadas para ilustrar a dimensão internacional das normas jurídicas do direito interno demonstram que além das sociedades internas, regidas por sua própria legislação, existe uma outra

4 sociedade, maior, composta pelo encontro de elementos destas sociedades nacionais, que compõe a sociedade internacional 2. No campo das Relações Internacionais, OLIVEIRA, trabalha com o conceito de Raymond Aron, entendendo, como sociedade internacional: o conjunto que engloba o sistema interestatal, a economia mundial - o mercado mundial ou sistema econômico mundial - os fenômenos transnacionais e supranacionais, aplicando-se o adjetivo internacional a todos os aspectos ora distinguidos. Ao conjunto de todas essas relações entre Estados e entre pessoas privadas, que se permitem sonhar com a unidade da espécie humana, pode-se chamar de sociedade internacional, ou sociedade mundial 3. Existem diversos ângulos na tentativa de defini-la. De um lado é um conjunto interestatal, vale dizer, trata-se das relações emergentes entre as diferentes unidades atuando como atores no cenário mundial, quer como detentoras do poder público, quer como expressão das vontades e das aspirações dos indivíduos e grupos que a compõem. Por outro lado, as relações se estabelecem através de fronteiras existentes entre estas unidades, indivíduos, grupos, empresas transnacionais e demais atores internacionais, por meio da economia, cultura, política, enfim, de todas as relações atualmente globalizadas. Mas, se a sociedade internacional é composta por diversos sujeitos internacionais, mister se faz identificarmos e conceituarmos os mesmos, destacando, ainda, suas características essenciais. Entre as suas principais características, figura-se a pluralidade, como já dito antes, de atores internacionais que as compõem. É consenso entre os estudiosos, do tema em pauta, apontar os Estados, as organizações internacionais, as organizações não governamentais, grupos particulares, empresas transnacionais, igreja, sindicatos, partidos políticos e os indivíduos como seus protagonistas. 2. NOVOS PROTAGONISTAS DA SOCIEDADE INTERNACIONAL Por conta deste cenário, marcado por sucessivas mudanças e fragmentações operadas no cenário mundial, somado ao desenvolvimento no paradigma da interdependência, consolidado nos anos setenta, acentuou-se o surgimento de um número cada vez mais heterogêneo e ampliado de protagonistas, de natureza tão diversificada como os seus objetivos, destacando-se os políticos, econômicos, culturais e tecnológicos. O Estado, em se tratando de um dos sujeitos mais antigos ou, para muitos, o mais antigo, nos termos de JO, pode ser considerado, em todas as suas esferas, como sendo o "participante mais ativo nas relações legais internacionais. A maioria das normas legais da sociedade internacional está ligada às atividades internacionais do Estado, ou para exigir obrigações ou para dar direitos sendo também o sujeito mais sólido e efetivo" 4. No mesmo sentido, PELLET, citando o Parecer nº 1 emitido pela Comissão de arbitragem para a ex- Iugoslávia, compreende que "Estado é normalmente definido como uma coletividade que se

5 compõe de um território e de uma população submetida a um poder político organizado. Ele se caracteriza pela soberania" 5. Esse quadro vem se modificando radicalmente nos últimos anos, tendo em vista o aumento significativo da participação das organizações internacionais, dos indivíduos, ambos vislumbrados como sujeitos, atrelados ao papel de atores como as organizações não governamentais, empresas transnacionais. Como resultado desses novos sujeitos e atores, constatar-se-á uma evolução das normas jurídicas internacionais, refletindo, inclusive, na subdivisão do Direito Internacional em novos ramos, como, por exemplo, Direito Internacional Econômico, Direito Internacional dos Direitos Humanos, Direito da Integração, Direito do Comércio Internacional, dentre outros. No tocante às organizações internacionais, apesar dos conflitos, a ideia de cooperação entre comunidades constituiu uma pretensão muito antiga na história da humanidade. Vislumbrava-se, por meio de associações entre os povos e suas diversificadas relações, a possibilidade de criação de organismos a fim de garantir a paz universal, posicionamento constante e de preocupação dos grandes pensadores em todos os tempos. Outra modificação ocorrida através da evolução das relações internacionais dentro da sociedade internacional foi o reconhecimento dos indivíduos como sujeitos de determinados direitos em tal órbita. A par da discussão da amplitude da capacidade jurídica dos indivíduos, se plena ou semi-plena, o que, diga-se de passagem sai fora do foco deste artigo, não há como deixar de tecer algumas considerações sobre esta temática. A primeira refere-se ao plano de normas jurídicas, onde se percebe uma enorme proteção (no âmbito teórico-normativo) dos direitos da pessoa humana. Em segundo lugar, nota-se que os indivíduos possuem atualmente uma personalidade jurídica ativa e passiva, podendo, inclusive, serem chamados para responder juridicamente na seara internacional. Tal assertiva pode ser conferida por inúmeros textos internacionais, a exemplo da Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, da Convenção Americana sobre os Direitos Humanos de O papel das Cortes internacionais, através do importante papel desenvolvido por suas jurisprudências também corroboram a capacidade jurídica internacional do ser humano. Quando o assunto tratado refere-se à conceituação das organizações internacionais, nos deparamos com uma dificuldade generalizada, ou seja, ausência de consenso entre os autores para se definir as organizações internacionais. Tal fato deve-se ao fenômeno das OIS encontrarem-se em constante e dinâmica evolução, configuradas por diferenças estruturais, dotadas de objetivos diversificados e competências específicas, o que, por vezes, constitui um obstáculo para que se almeje uma definição única de organizações internacionais. Contudo, observar-se-á a existência de algumas definições que abrangem todas as características deste instituto, tais como, internacionalidade, composição interestatal e base convencional. STRENGER, citando os comentários de MANIN, compreende que as OIS são "entidades constituídas pela vontade comum dos Estados, dotadas de órgãos próprios, investidos de certa permanência e

6 encarregada de cumprir as funções de tipo internacional que lhe são atribuídas por ato constitutivo" 6. No mesmo sentido, Manoel Medina as defini "como todo grupo ou associação que se estende por cima das fronteiras de um Estado e que adota uma estrutura orgânica permanente" 7. A composição interestatal é o primeiro elemento formador da organização internacional. A base convencional pode ser definida como a segunda característica fundamental de tais institutos, explicando-se isto, pelo fato de que para se criar uma OI é necessário a existência de um ato jurídico formal. Esta base formal pode ser expressada por tratados multilaterais (quando se envolvem nações diversas) negociados através de conferências intergovernamentais, nascendo-se daí, o chamado direito derivado ou secundário que deverá reger estes organismos internacionais. A terceira característica fundamental das organizações internacionais é a autonomia jurídica, isto é, a personalidade jurídica que as distinguem dos Estados-membros e de outros organismos internacionais, não obstante, a capacidade de ser sujeito de direitos e obrigações perante o Direito Internacional. Fato curioso é a excessiva capacidade legal que as Organizações Internacionais vem adquirindo nos últimos anos, criando estruturas de poder paralelo aos seus membros, ou, às vezes, até superiores as estes, como no caso da União Europeia. Desta forma, as organizações internacionais (sociedade singulares), constituídas pela justaposição de Estados teoricamente soberanos, mas, na realidade apresentando dimensões de poder bastante desiguais, fato este, entre outros, que vem consolidando, atualmente, tais organizações, como sujeito internacional com um Tratado internacional próprio, a exemplo da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados de As organizações internacionais são classificadas por diversos critérios, tais como: finalidades, componentes e suas competências. No tocante as finalidades desenvolvidas pelas OIS, são gerais ou especiais, ao refletirem o que está contido em tratados ou em outros documentos de constituições. Finalidade geral significa que a mesma tem objetivos diversos, consideradas úteis, subdividindo-se em interesses de escalas universais, como a ONU, ou regionais, como a OEA. Por outro lado, grande parte das organizações internacionais, são criadas com fins definidos e atividades específicas, podendo apresentar mais de um objetivo, citando-se, a título exemplificativo, a Organização de Cooperação para fins Militares, a OTAN, a Organização para fins Econômicos, a exemplo das Comunidades Europeias /1957, hoje União Europeia , organizações com finalidades comerciais como a Organização Mundial do Comércio - OMC-. Quanto aos componentes, econtrar-se-ão dois tipos de organizações internacionais, aquelas com vocações universais e regionais, sendo, a primeira, formada por um número ilimitado de membros, aberta à participação potencial de todos os países do sistema de Estados. Conforme Odete Maria, em relação às organizações com finalidades universais, em 1995 existiam 34 dessas organizações, sendo a ONU, a mais conhecida. No tocante as outras, as demais organizações de caráter universal mais conhecidas são os dezesseis organismos especializados das Nações Unidas, os quais apresentam independências ordenativas e de seus objetivos instrumentais

7 (Banco Munidal-BIRD, Organização Mundial do Comércio-OMC, Organização Internacional do Trabalho-OIT, dentre várias outras) 8. Já aquelas dotadas de vocação regional, são restritas a um número limitado de Estados, unindo-se por afinidades, por exemplo, geográficas, econômicas e políticas. Por último, as OIS são classificadas em razão de suas competências, ressaltando que este critério contempla duas divisões, distinguindo as organizações internacionais de cooperação e de integração. O ponto fundamental destes dois tipos de organizações reside na questão da soberania, uma vez que algumas delas não transferem parcelas de competências soberanas (são as organizações mais numerosas), ao passo que existem aquelas em que seus Estados-membros concedem parcelas de soberania a uma autoridade externa, para a unidade integrada, vale dizer, uma organização internacional. As OIS de Cooperação desenvolvem funções de cooperação entre os seus Estados-membros, buscando atingir objetivos comuns, marcado pelas técnicas de negociações e de adoção de decisões por unanimidade. No tocante as OIS de Integração, também conhecidas como organismos de unificação, constituem modelos mais recentes, que pretendem integrar os Estados-membros em vez de apenas coordenálos, fato que requer transferências de parcelas de soberanias, ou seja, opera-se a unificação de Estados através da transmissão de algumas competências estatais à unidade comum, em favor especificamente de suas instituições. Além da característica de transferência de soberania, marca este paradigma a tomada de decisão por maioria e, em certos casos, por unanimidade, apresentando estrutura do tipo funcional, federal, ou mista, com as funções do legislativo, executivo e judiciário, podendo adotar decisões supranacionais, de caráter obrigatório e diretamente aplicável nos Estados membros. Em relação aos atores, extremamente atuantes na sociedade internacional, porém, sem capacidade jurídica, destacar-se-ão, primeiramente, as Organizações Não Governamentais - ONGs-. É crescente a veiculação desses organismos junto aos meios de comunicação, apresentando suas atividades e denúncias, nas últimas duas décadas do século XX, atingindo, ao final desse período, a ordem aproximada de cinco mil ONGs. Encontram-se reunidas em torno de dois grandes grupos fundamentais, os denominados organismos de concertação e de intervenção. O primeiro pode ser exemplificado pelos sindicatos, partidos políticos e esportivos, detendo nas suas características essenciais, a permanência, a continuidade de buscar posições comuns entre os parceiros, a coordenação de metas e cooperação com suas políticas de ação. Por outro lado, os organismos de intervenção, ao contrário dos grupos de concertação, limitam-se a responder desafios concretos, em favor do meio ambiente e da assistência humanitária, citando-se como exemplo o famoso grupo Greenpeace, Movimento Médicos Sem Fronteiras, dentre outros. Conforme entende o Instituto de Direito Internacional, ao referir-se as ONGs, são todos os "grupos de pessoas ou de coletividades livremente criados pela iniciativa privada, que exercem, sem ânimo de lucro, atividade internacional de interesse geral, à margem de toda preocupação de ordem

8 exclusivamente nacional" 9. Nota-se, portanto, os três caracteres essenciais para sua existência: a iniciativa privada, o elemento não lucrativo da organização e seu alcance internacional. Os grupos sociais não-estatais, como atores da sociedade internacional, se dividem em dois grandes grupos: o primeiro são as associações que não visam fins lucrativos, a exemplo das organizações não-governamentais. Já o segundo, é formado pelas associações que se envolvem com fins lucrativos, geralmente em forma de sociedades mercantis ou de corporações comerciais, um fenômeno sui generes ao adotar a nacionalidade e a legislação de um outro Estado onde se filiam. Caracterizam-se pela plurinacionalidade, ou até multinacionalidade, em razão de seu capital social e também pela transnacionalidade de seu raio de ação, por isso, diz-se que esses atores internacionais desconhecem fronteiras e nacionalidades. STRENGER, compreendendo as empresas transnacionais, as conceitua como "todas as corporações que operam econômica e comercialmente, com interesses comuns, em diversos países segundo ordens jurídicas locais, influenciadas vinculativamente por comando de centro único dominante, de irradiação político-administrativa" 10. Após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os grupos terroristas passaram a ser reconhecidos como sujeitos passivos de Direito Internacional, nos termos do Cap. VII, do Conselho de Segurança, bem como através dos arts. 41/42 da Carta das Nações Unidas. São objetos de decisões tomadas pelo Conselho de Segurança, fato que, como dito anteriormente, demonstra a diversidade da sociedade internacional, tornando-os como sujeitos passivos, sujeitos às sanções provenientes das Cortes Internacionais. Outro ponto relevante, no tocante a evolução normativa internacional, refere-se a descentralização das normas. De acordo com o entendimento da escola voluntarista, o DI nada mais é do que a consequência da expressão das vontades estatais. No entanto, há que se ressaltar o fato de atualmente não haver hierarquia entre as normas jurídicas, em detrimento da fonte de que se originam, vale dizer, tratados, costumes, decisões ou mesmo atos internacionais, sempre serão emanado para os Estados. Por outro lado, como exceções à regra da falta de hierarquia, várias normas jurídicas são impostas aos Estados, independente de suas vontades, situando as chamadas normas imperativas, vale dizer, 'jus cogens", que, conforme o entendimento do art. 53 da Convenção de Viena de 1969, não se permite nenhuma derrogação a tais normas que, muito embora sejam obrigatórias, são pouco utilizadas. Passando para o problema da aplicação do Direito Internacional, apesar da existência das normas autoritárias ou imperativas, faz-se necessário esclarecer que a maior parte das leis internacionais não possui uma força executória e, ademais, as normas jus cogens são pouco numerosas. Destaca-se ainda o aumento do recurso, por parte dos Estados, aos meios jurisdicionais de solução de controvérsias internacionais (não só no tocante aos julgamentos da CIJ, mas também, do Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio, dos novos Tribunais Internacionais, dentre outros), fato que reforça a tendência, lenta, porém, concreta, de uma

9 verdadeira comunitarização, ou seja, da ideia de que a violação de um direito por um determinado Estado traz consequências por parte dos outros membros da sociedade internacional. Como consequência imediata do crescente comércio desenvolvido na Europa no período medieval, a lex mercatoria obteve um grande crescimento junto às cidades do norte da Itália. Assim, os mercadores se deslocavam até as grandes feiras, portos e, além de suas mercadorias levadas para serem comerciadas, carregavam consigo seus usos e costumes utilizados nas respectivas relações comerciais. Atualmente, trata-se da principal fonte do Comércio Internacional, marcada por um verdadeiro sistema normativo internacional, de forma paralela àqueles advindos dos Estados soberanos, caracterizada, originada, especialmente, pelas práticas comerciais. Após tais análises, necessário frisar que o Direito Internacional reflete a transformação de 'valores da sociedade internacional' em normas jurídicas, em um determinado momento da história, com o equilíbrio de forças nesse estágio, como demonstrado neste tópico. 3. A SOBERANIA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Em relação à soberania Estatal propriamente dita, tal conceito, sob a concepção histórica, sempre teve índole política, o que, no decorrer da evolução das relações internacionais, veio a consolidar-se em jurídica. Na esfera interna de um determinado Estado Soberano, verificar-se-á que a tal conceito pode ser encarado como um poder absoluto e ilimitado. Contudo, sob o prisma internacional, os Estados soberanos não se subordinam a entes superiores e, sim, a outros da mesma hierarquia, melhor dizendo, não há, tecnicamente, entes superiores. As relações internacionais entre os Estados Soberanos são garantidas pelo próprio ordenamento jurídico internacional. Todavia, como veremos ao final deste tópico, no estágio atual, tal afirmação não é absoluta, posto que há uma notória desigualdade, fruto de diversas mudanças ocorridas atualmente. Após a segunda guerra mundial, as normas internacionais, bem como todo o sistema internacional, sofreram uma significativa transformação social, política, científica, econômica, cultural, dentre várias outras modificações estruturais. Assim, áreas estruturais do Direito Internacional foram inteiramente reestruturadas visando uma regulamentação da própria sociedade contemporânea. Como resultado dessas transformações e, especialmente pela rapidez com que elas têm ocorrido, o DIP se encontra diante da necessidade de ter que acompanhar tais evoluções e sistematizá-las, tarefa nada fácil para os operadores do Direito. Do entendimento pós-moderno de Soberania, Quintão Soares entende que: a soberania é una, pois podem existir vários Estados soberanos, mas não se admite, no mesmo Estado, a convivência de duas ou mais soberanias; a soberania é indivisível, não se admitindo a existência de várias partes separadas do poder soberano, aplicando-se à universalidade dos fatos ocorridos no Estado; a soberania é inalienável, pois quem a detém (povo, nação ou Estado) desaparece quando fica sem

10 ela; a soberania é imprescritível, dado o fato de que todo poder soberano aspira existir permanentemente 11. Todavia, quando a se diz respeito à conceituação de soberania, há dificuldades, pois, novamente, em função das mutações ocorridas na sociedade cosmopolita (interação entre as nações, internacionalização dos mercados, fluxo internacional de capitais, atual divisão internacional do trabalho, dentre várias outras causas), houve o fortalecimento das disparidades entre os Estadoscentro dos Estados-periféricos, fato que resultou numa limitação de soberania dos Estados e, consequentemente, afetou sua conceituação tradicional. Assim, resta-nos, evidenciado, que tais transformações desequilibraram os poderes que sustentavam uma igualdade soberana (conforme aquela prevista no tratado de Westfalia), em virtude de todas as transformações já comentadas e, especialmente pela velocidade com que elas aconteceram, resultando, por fim, na limitação soberana que os Estados possuem atualmente. 4. DEPENDÊNCIA X INTERDEPENDÊNCIA Analisando a dependência bem como a interdependência estatal contemporânea no tocante aos estudos das Relações Internacionais, verificar-se-á a necessidade esclarecermos, de forma genérica, duas escolas, a saber, a dependente e a interdependente. Na medida em que a sociedade internacional evoluiu e se modificou do modelo tradicionalista, sugiram novas questões a serem debatidas, tais como a existência de novos sujeitos de DIP, dos blocos econômicos e Guerra Fria, que motivaram o surgimento dessas escolas visando uma abordagem que não poderia ser explicada pelo sistema tradicional (estatocentrismo, segurança nacional, anarquia). A escola dependente, surgida nos anos cinqüenta, desenvolveu-se juntamente com o modelo interdependente, todavia, fazendo uma abordagem das relações internacionais sob o prisma econômico. Visa responder às questões oriundas do desenvolvimento econômico, com especial desenvolvimento na América Latina. Maria Odete de Oliveira, ao explicar tal escola, anota que: O paradigma dependentista reúne antecedentes junto à criação da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) órgão filiado ao Conselho Econômico e Social da ONU, com sede em Santiago-Chile, tendo na pessoa de Raúl Prebish, seu primeiro secretário. Na época da ditadura instalada na América latina, tal órgão passou a aproximar economistas, sociólogos e outros estudiosos de várias procedências e os autores da chamada teoria da dependência propriamente dita. 12 Remonta suas origens às teorias estruturalistas latino-americanas, envolvendo economistas e sociólogos (dentre eles Fernando Henrique Cardoso), trazendo a partindo da realidade, da década de cinquenta, com escopo de explicar o subdesenvolvimento dos chamados países de terceiro mundo nas décadas posteriores, bem como, sua dependência econômica em relação às superpotências.

11 Por outro lado, o modelo interdependente ou transnacionalista, surgido nos anos sessenta, tem como intenção basilar, proceder na análise da importância sobre a dimensão econômica mundial, a tecnologia das comunicações em massa, o poder das empresas transnacionais. Afasta, por si só, o fundamento do paradigma realista de que as Relações Internacionais são conflitivas por sua natureza, demonstrando uma outra faceta, qual seja, a do cooperativismo, decorrendo-se daí seu novo marco. Essa escola considera as bases da escola realista (segurança nacional, forças militares, influências diplomáticas), insuficientes para buscar soluções da nova realidade internacional, em face da proliferação dos organismos internacionais, do surgimento da interdependência, dos atores nãoestatais e dos processos das corporações transnacionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do exposto, o presente artigo entende que a evolução da sociedade internacional e, consequentemente das próprias relações internacionais, interferiram de maneira substancial no ordenamento jurídico internacional, posto que há uma necessidade de adaptação aos novos ditames da sociedade cosmopolita. Com efeito, não há como analisar o DIP sem recorrermos às Relações Internacionais. Como visto, vários paradigmas foram surgindo objetivando explicar as mutações da sociedade contemporânea, cada qual na sua época específica, em seu modo de pensar e com seus valores bem definidos com as épocas de seu surgimento. Nessa seara, surgiram mais personagens, novos valores passaram a ser considerados, enfim, novas formas de elaboração do pensamento moldaram, através dos tempos, as normas jurídicas internacionais na busca da regulamentação dos acontecimentos. Houve uma evolução de proporção grandiosa da sociedade internacional, através do reconhecimento dos novos sujeitos pelo Direito Internacional, incluindo-se: os indivíduos e as Organizações Internacionais, não se esquecendo, da capacidade passiva que os Tribunais Internacionais vem conferindo aos grupos terroristas. Como reflexo imediato dessa tendência, ocorreu a modificação das tradicionais fontes jurídicas bem como na forma de aplicação e concretização das decisões. A crescente globalização do mundo, aliada ao enfraquecimento do conceito tradicional da soberania estatal, faz com que os atores transnacionais tomem, cada vez mais, o poder do Estado, no cenário internacional, através da economia e finanças. Tais fatos podem ser explicados pelo importante papel exercido pelas Organizações Internacionais que, a cada dia, vem conquistando fundamental relevância nas Relações Internacionais, apesar da sua precariedade institucional. Todavia, tais precariedades das Organizações Internacionais, estão sendo debatidas (com acentuada morosidade), em visíveis setores, a exemplo das reformas essenciais tratadas pela ONU.

12 Tais reformas, no cômputo geral, refletem interesses de ordem econômica e segurança jurídica internacional, conforme se nota no site A principal reforma, debatida pela Organização das Nações Unidas, refere-se, precipuamente, ao melhoramento do papel institucional da entidade. Por fim, resta ao Direito Internacional, no que tange às suas fontes e a suas estruturas descentralizadas - seus sujeitos, seus órgãos de solução de controvérsias -, regular todas estas modificações, causadas pela nova realidade do sistema internacional, vale dizer, a redução do poder soberano dos Estados, o desequilíbrio econômico e, conseqüentemente, político, entre tais atores internacionais. Este fato gera uma relação de dependência e interdependência de todos, levando a uma situação crítica e delicada os operadores do direito internacional. Distante do escopo de uma conclusão pessimista, com tais assertivas, importante reportar à realidade atual. Os operadores do Direito têm que ter em vista que o direito é uma espécie de reflexo da sociedade. Mas, por conta das desigualdades econômicas, a sociedade internacional vive um verdadeiro contexto literal de injustiça. Por isso, GALEANO, com muita sabedoria, comenta estes fatores. Eis seus comentários: Este mundo, que oferece o banquete a todos e fecha a porta no nariz de tantos, é ao mesmo tempo igualador e desigual: igualador nas ideias e nos costumes que impõe e desigual nas oportunidades que proporciona. A ditadura da sociedade de consumo exerce um totalitarismo simétrico ao de sua irmã gêmea, a ditadura da organização desigual do mundo 13. Seguramente, a partir do momento que as relações de dependência econômica e poderio militar, cultural, educacional, dentre outros, que poderiam ser elecandos aqui, passarem a contar com uma regulação normativa mais firme, não só no sentido de criação de normas, mas, também, através da criação de instituições democráticas que consigam aplicar com eficácia tais leis internacionais, certamente, tais disparidades caracterizadoras do atual contexto internacional diminuirão bastante. Mas, não se deve esquecer que o direito latu sensu, que possui como uma de suas ramificações estritas, o Direito Internacional, pode e deve se adaptar às mudanças sociais, porém, isso é mais a consequência destas mudanças, do que a sua causa propriamente dita. É justamente por esquecer-se dessas transformações, que os promotores da 'nova ordem econômica internacional' falham em seus empreendimentos, não conseguindo aplicar de forma pratica e eficaz, em muitas vezes, os valores inseridos nos textos internacionais modernos. Por isso, os partidários da antiglobalização que, muitas vezes, ficam por conta de holofotes, ao invés de concretizarem seus objetivos, devem meditar muito sobre essa questão.

13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CADEIRA BRANT, Leonardo Nemer. O Brasil e os novos desafios do Direito Internacional. Rio de Janeiro: Forense, DOLINGER, Jacob. Direito Internacional privado: parte geral. 5. ed. Rio de Janeiro: Renovar, GALEANO, Eduardo. De pernas pro ar: a escola do mundo ao avesso. 8. ed. Porto Alegre: L&PM, JO, Hee Moon. Introdução ao Direito Internacional. Revista dos Tribunais: São Paulo, MEDINA, Manuel. Las Organizaciones Internacionales. Madrid: Alianza, MELLO, Celso D. Albuquerque. Curso de direito internacional público. 14 ed. vol I. Rio de Janeiro: Renovar, OLIVEIRA, Odete Maria de. Relações Internacionais: estudos de introdução. 1 ed. Curitiba: Juruá, SOARES, Mári Lúcio Quintão. Teoria do estado: introdução. 2 ed. Belo Horizonte: Del Rey, STRENGER, Irineu. Relações Internacionais. São Paulo: LTr, 1998.

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA

FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO E PRIVADO DOCENTE: Prof. Dr. Manoel Ilson Cordeiro Rocha ANO: 2017 EMENTA: Sociedade internacional e o Direito Internacional. Tratados internacionais

Leia mais

TEORIA GERAL DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS. Organizações Internacionais - UNICURITIBA

TEORIA GERAL DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS. Organizações Internacionais - UNICURITIBA TEORIA GERAL DAS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS Organizações Internacionais - UNICURITIBA ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS Foram criadas as organizações internacionais, para facilitar a convivência pacífica através

Leia mais

Direito Internacional do Trabalho. Prof.: Konrad Mota

Direito Internacional do Trabalho. Prof.: Konrad Mota Direito Internacional do Trabalho Prof.: Konrad Mota SUMÁRIO 1. Direito internacional 1.1. Divisão 2. Direito internacional público 2.1. Conceito 2.2. Objeto 2.3. Problemática central 3. Fontes formais

Leia mais

Provas escritas individuais ou provas escritas individuais e trabalho(s)

Provas escritas individuais ou provas escritas individuais e trabalho(s) Programa de DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 7º período: 2h/s Aula: Teórica EMENTA Aspectos preliminares. Relações entre o sistema interno e o externo de Direito. A sociedade internacional. O Estado. Organizações

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO ESTRUTURA ADMINISTRATIVA O estudo da Administração Pública em geral, compreendendo a sua estrutura e as suas atividades, devem partir do conceito de ESTADO, sobre o qual repousa

Leia mais

Pessoas Jurídicas. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Pessoas Jurídicas. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Pessoas Jurídicas Pessoas Jurídicas Pessoas jurídicas são entidades criadas para a realização de um fim e reconhecidas pela ordem jurídica como sujeitos de direitos e deveres. Pessoas Jurídicas Características:

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PUBLICO CACD Blenda Lara

DIREITO INTERNACIONAL PUBLICO CACD Blenda Lara DIREITO INTERNACIONAL PUBLICO CACD 2016 Blenda Lara A prova de Noções de Direito e Direito Internacional Público Qual o peso das duas matérias? O que efetivamente é o Direito Internacional SOCIEDADE INTERNACIONAL

Leia mais

Manual de Negociação

Manual de Negociação Disciplina: Processo Decisório Prof. Gustavo Nogueira Manual de Negociação Organizador: Gilberto Sarfati 1º Edição 2010 Clarissa Brandão Clarissa Brandão é advogada, mestre em Direito Internacional e Integração

Leia mais

Textos, filmes e outros materiais. Categorias/ Questões. Habilidades e Competências. Conteúdos/ Matéria. Tipo de aula.

Textos, filmes e outros materiais. Categorias/ Questões. Habilidades e Competências. Conteúdos/ Matéria. Tipo de aula. PLANO DE CURSO DISCIPLINA: ORGANIZAÇÕES E TRATADOS INTERNACIONAIS (CÓD. ENEX 60146) ETAPA: 9ª TOTAL DE ENCONTROS: 15 SEMANAS Semana Conteúdos/ Matéria Categorias/ Questões Tipo de aula Habilidades e Competências

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA SANTIAGO DO CACÉM

ESCOLA SECUNDÁRIA MANUEL DA FONSECA SANTIAGO DO CACÉM Módulo A1: Empregabilidade I: Comunicação e Relações Interpessoais 1º Período Estratégias de autoconhecimento e de promoção da auto-estima. A Comunicação nas relações interpessoais. Tipos de comunicação

Leia mais

IV - SOCIEDADE. Para o grande Vico: O gênero humano, desde quando se tem memória do mundo, viveu e vive em sociedade.

IV - SOCIEDADE. Para o grande Vico: O gênero humano, desde quando se tem memória do mundo, viveu e vive em sociedade. IV - SOCIEDADE 1 É o homem ser eminentemente social. Tem ele a absoluta necessidade de agrupar-se, de unir-se a seus semelhantes não só para lograr atender aos fins que busca e deseja, mas também para

Leia mais

TEORIA GERAL DO ESTADO ELEMENTOS DO ESTADO. Prof. Thiago Gomes. Teoria Geral do Estado 1. CONTEXTUALIZAÇÃO. O que é necessário para formar um Estado?

TEORIA GERAL DO ESTADO ELEMENTOS DO ESTADO. Prof. Thiago Gomes. Teoria Geral do Estado 1. CONTEXTUALIZAÇÃO. O que é necessário para formar um Estado? TEORIA GERAL DO ESTADO Prof. Thiago Gomes 1. CONTEXTUALIZAÇÃO O que é necessário para formar um Estado? 1 1. A IDEIA DE ESTADO Primeira definição apresentada Estado é uma forma específica de sociedade

Leia mais

OS TERCEIROS INTERESSADOS E A HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ARBITRAL ESTRANGEIRA

OS TERCEIROS INTERESSADOS E A HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ARBITRAL ESTRANGEIRA OS TERCEIROS INTERESSADOS E A HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ARBITRAL ESTRANGEIRA Helder Corrêa Marcellino 1 RESUMO Os litígios transnacionais requerem sistema jurídico que dê suporte necessário para assegurar

Leia mais

Reconhecimento do Estado e do governo O reconhecimento do Estado não é ato constitutivo, mas declaratório da qualidade estatal Pode ser expresso ou

Reconhecimento do Estado e do governo O reconhecimento do Estado não é ato constitutivo, mas declaratório da qualidade estatal Pode ser expresso ou Soberania A soberania pressupõe um conjunto de competências que, apesar de não serem ilimitadas, não encontram poder superior no direito internacional 1 Características Reconhecimento do Estado e do governo

Leia mais

ATIVIDADES ONLINE 9º ANO 3

ATIVIDADES ONLINE 9º ANO 3 ATIVIDADES ONLINE 9º ANO 3 1) Considerando todo o histórico da União Europeia, Em que ano houve a maior ampliação do bloco, com a entrada de 10 novos membros? a) 2001 b) 2006 c) 2004 d) 2007 2) Folha de

Leia mais

FRONTEIRAS POLÍTICAS: A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE POLÍTICA NA AMÉRICA DO SUL

FRONTEIRAS POLÍTICAS: A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE POLÍTICA NA AMÉRICA DO SUL FRONTEIRAS POLÍTICAS: A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE POLÍTICA NA AMÉRICA DO SUL Jacqueline Cristina da Silva 1 RESUMO: As mudanças políticas observadas no mundo hoje remetem a questionamentos sobre o acesso

Leia mais

Notas prévias à 12ª edição 7 Agradecimentos (1ª edição) 9 Abreviaturas 11 Prefácio (1ª edição) 15 Sumário 19 Notas introdutórias 21

Notas prévias à 12ª edição 7 Agradecimentos (1ª edição) 9 Abreviaturas 11 Prefácio (1ª edição) 15 Sumário 19 Notas introdutórias 21 Índice geral Notas prévias à 12ª edição 7 Agradecimentos (1ª edição) 9 Abreviaturas 11 Prefácio (1ª edição) 15 Sumário 19 Notas introdutórias 21 1ª P A R T E O Sistema dos Direitos Fundamentais na Constituição:

Leia mais

AS RELAÇÕES ENTRE OS ORDENAMENTOS JURÍDICOS XV

AS RELAÇÕES ENTRE OS ORDENAMENTOS JURÍDICOS XV AS RELAÇÕES ENTRE OS ORDENAMENTOS JURÍDICOS XV I A pluralidade dos ordenamentos: - Um outro problema pertinente ao ordenamento jurídico é o das relações entre ordenamentos. Assim, para que possamos falar

Leia mais

TÍTULO: SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS NO DIREITO INTERNACIONAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

TÍTULO: SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS NO DIREITO INTERNACIONAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: SOLUÇÃO DE CONTROVÉRSIAS NO DIREITO INTERNACIONAL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS

Leia mais

Estado: conceito e evolução do Estado moderno. Santana do Livramento

Estado: conceito e evolução do Estado moderno. Santana do Livramento Estado: conceito e evolução do Estado moderno Santana do Livramento Objetivos da Aula Objetivo Geral Estudar o significado do Estado, sua concepção e evolução para os modelos do Estado Moderno, para a

Leia mais

A PRÁTICA DA TRIBUTAÇÃO FAVORECIDA EM UM SISTEMA DE ESTADOS GLOBALIZADOS E INTERDEPENDENTES

A PRÁTICA DA TRIBUTAÇÃO FAVORECIDA EM UM SISTEMA DE ESTADOS GLOBALIZADOS E INTERDEPENDENTES UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS - CCJ DEPARTAMENTO DE DIREITO - DIR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PPGD CURSO - MESTRADO A PRÁTICA DA TRIBUTAÇÃO FAVORECIDA

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL I

DIREITO CONSTITUCIONAL I DIREITO CONSTITUCIONAL I De acordo com Uadi Bulos, a Constituicao de 1988 qualificou a organizacao do Estado brasileiro como politico-administrativa. A ORGANIZACAO ESPACIAL E TERRITORIAL DO PODER DO ESTADO,

Leia mais

SOCIEDADE INTERNACIONAL. SUJEITOS NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. PROFA. ME. ÉRICA RIOS

SOCIEDADE INTERNACIONAL. SUJEITOS NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. PROFA. ME. ÉRICA RIOS SOCIEDADE INTERNACIONAL. SUJEITOS NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS. PROFA. ME. ÉRICA RIOS ERICA.CARVALHO@UCSAL.BR QUEM SÃO OS SUJEITOS INTERNACIONAIS? Todos aqueles entes ou entidades cujas condutas estão diretamente

Leia mais

PLANO DE ENSINO - CURSO ANUAL 2013

PLANO DE ENSINO - CURSO ANUAL 2013 A, B e D Página 1 de 6 A EMENTA : distinção e histórico. Fundamentos do Direito Internacional Público. Sujeitos de Direito Internacional Público (Estados, Organizações Internacionais e Direito Internacional

Leia mais

Política Externa do Brasil

Política Externa do Brasil Política Externa do Brasil A política externa é o conjunto de objetivos políticos que um determinado Estado almeja alcançar nas suas relações com os demais países do mundo. Definição planejada e objetiva

Leia mais

Crise na Europa e Globalização

Crise na Europa e Globalização Crise na Europa e Globalização Crise na Europa e Globalização 1. Nas últimas décadas, a Turquia vem pleiteando, sem sucesso, sua entrada na União Europeia. Apresente uma razão que tem dificultado a entrada

Leia mais

Direito Internacional Público

Direito Internacional Público Direito Internacional Público Professor Diogo Sens CACD Aula 1: Caráter jurídico do DIP Conceito de DIP Direito das Gentes x Direito Internacional; Ubi societas, ubi ius: sociedade internacional; Tratado

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O Direito Administrativo e o Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Interesse Privado Fernanda Yasue Kinoshita* sábado, 3 de junho de 2006, 09:56h. 1 Conceito Segundo

Leia mais

A FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO

A FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO A FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO Natália Pereira SILVA RESUMO: O contrato é um instrumento jurídico de grande importância social na modernidade, desde a criação do Código Civil de 2002 por Miguel Reale, tal

Leia mais

A CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA

A CONSTITUIÇÃO ECONÔMICA ORDEM JURÍDICA ECONÔMICA CONCEITO A INDAGAÇÃO PROPOSTA ENVOLVE O ENTENDIMENTO DE VÁRIOS CONCEITOS INCLUÍDOS NA COMPLEXIDADE DE ORDEM, DE DIREITO E DE ECONOMIA. O CONCEITO DE ORDEM TRAZ-NOS À MENTE IDÉIAS

Leia mais

CAPÍTULO 1 DIREITO MARÍTIMO E PROCESSO CIVIL UM DIÁLOGO NECESSÁRIO

CAPÍTULO 1 DIREITO MARÍTIMO E PROCESSO CIVIL UM DIÁLOGO NECESSÁRIO PREFÁCIO CAPÍTULO 1 DIREITO MARÍTIMO E PROCESSO CIVIL UM DIÁLOGO NECESSÁRIO É clássica a afirmação de que o Estado, no exercício do seu poder soberano, exerce três funções: legislativa, administrativa

Leia mais

Direito Constitucional

Direito Constitucional Direito Constitucional Aula 02 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades, conteúdos

Leia mais

Professor Thiago Espindula - Geografia. A geoeconomia determinando as relações mundiais.

Professor Thiago Espindula - Geografia. A geoeconomia determinando as relações mundiais. A geoeconomia determinando as relações mundiais. - Geopolítica: explicar, geograficamente, as ações políticas das nações. - Geopolítica Clássica: jogo de forças das nações projetado no espaço >>> segurança

Leia mais

jurídico; em segundo lugar, mesmo que o perecimento do soberano significasse o perecimento do sistema, ainda assim não seria possível explicar nos

jurídico; em segundo lugar, mesmo que o perecimento do soberano significasse o perecimento do sistema, ainda assim não seria possível explicar nos 6 Conclusão Foi visto no segundo capítulo que, de acordo com Raz, uma teoria dos sistemas envolve quatro questões diferentes: a questão de sua existência, de sua identidade, de sua estrutura e de seu conteúdo.

Leia mais

Noções de Estado. Organização da Federação e Poderes do Estado

Noções de Estado. Organização da Federação e Poderes do Estado Noções de Estado Noções de Estado Organização da Federação e Poderes do Estado Estado É a sociedade política e juridicamente organizada, dotada de soberania, dentro de um território, sob um governo, para

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO ADMINISTRATIVO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO ADMINISTRATIVO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO ADMINISTRATIVO QUESTÃO 1 - Quanto aos princípios constitucionais da Administração Pública, assinale a alternativa correta. A. O princípio da supremacia

Leia mais

IUS RESUMOS. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Parte III. Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes

IUS RESUMOS. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Parte III. Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes Teoria Geral dos Direitos Fundamentais Parte III Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes SUMÁRIO I. TEORIA GERAL DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS - PARTE III... 4 1. A Constituição de 1988 e os direitos

Leia mais

Direito Econômico. Rodrigo Cortes Rondon

Direito Econômico. Rodrigo Cortes Rondon Direito Econômico Rodrigo Cortes Rondon Visão sistêmica Contexto: Estado contemporâneo e a economia globalizada Base analítica e conceitual: Economia e Direito Fudamento normativo: Ordem econômica na Constituição

Leia mais

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL 145 QUESTÕES DE PROVAS IBFC POR ASSUNTOS 06 QUESTÕES DE PROVAS FCC 24 QUESTÕES ELABORADAS PELO EMMENTAL Edição Maio 2017 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução

Leia mais

5 2º RELAÇÕES INTERNACIONAIS E POLÍTICA INTERNACIONAL. 5 3º o DIÁLOGO INTERNACIONAL CAPÍTULO I. INTRODUÇÃO SIº A COMUNIDADE INTERNACIONAL

5 2º RELAÇÕES INTERNACIONAIS E POLÍTICA INTERNACIONAL. 5 3º o DIÁLOGO INTERNACIONAL CAPÍTULO I. INTRODUÇÃO SIº A COMUNIDADE INTERNACIONAL índice GERAL PREFÁCIO PARA A OITAVA EDIÇÃO NOTA PRÉVIA À PRIMEIRA EDIÇÃO NOTA PARA A SEGUNDA EDIÇÃO BREVE NOTA PRÉVIA À TERCEIRA EDIÇÃO PREFÁCIO PARA A QUARTA EDIÇÃO PREFÁCIO PARA A QUINTA EDIÇÃO PREFÁCIO

Leia mais

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE As normas elaboradas pelo Poder Constituinte Originário são colocadas acima de todas as outras manifestações de direito. A própria Constituição Federal determina um procedimento

Leia mais

Definição Compreende-se por o processo de integração e interdependência entre países em seus aspectos comerciais, financeiros, culturais e sociais. A

Definição Compreende-se por o processo de integração e interdependência entre países em seus aspectos comerciais, financeiros, culturais e sociais. A Definição Compreende-se por o processo de integração e interdependência entre países em seus aspectos comerciais, financeiros, culturais e sociais. A globalização surgiu por necessidade primária do e na

Leia mais

Organização Administrativa

Organização Administrativa Organização Administrativa Formas de prestação da atividade administrativa Administração pública direta e indireta RAD 2601 Direito Administrativo Professora Doutora Emanuele Seicenti de Brito Organização

Leia mais

A FORMAÇÃO DO CAPITALISMO E SUAS FASES MÓDULO 02

A FORMAÇÃO DO CAPITALISMO E SUAS FASES MÓDULO 02 A FORMAÇÃO DO CAPITALISMO E SUAS FASES MÓDULO 02 Sistema político econômico que tem como principal foco a acumulação de capitais, ou seja, moedas, recursos ou produtos que de alguma forma representem o

Leia mais

Dicas de Direito Constitucional

Dicas de Direito Constitucional Dicas de Direito Constitucional Olá Concursando, Hoje vamos estudar um pouco de Direito Constitucional, passando pela Teoria do Direito Constitucional e abarcando também o art. 1º da Constituição Federal

Leia mais

Gênese socioeconômica e histórico da Educação Ambiental. Prof.ª Drª Ana Maria Thielen Merck

Gênese socioeconômica e histórico da Educação Ambiental. Prof.ª Drª Ana Maria Thielen Merck Gênese socioeconômica e histórico da Educação Ambiental Prof.ª Drª Ana Maria Thielen Merck Situação socioeconômica das décadas 60 e 70 no mundo Divisão de blocos econômicos ( países desenvolvidos x não

Leia mais

1ª Fase PROVA OBJETIVA DIREITO CONSTITUCIONAL

1ª Fase PROVA OBJETIVA DIREITO CONSTITUCIONAL 1ª Fase PROVA OBJETIVA DIREITO CONSTITUCIONAL P á g i n a 1 QUESTÃO 1 - Em relação às emendas à constituição é verdadeiro: I. No sistema brasileiro cabe a sua propositura ao presidente da república, aos

Leia mais

CURSO EXTENSIVO ONLINE DE DIREITO INTERNACIONAL PARA A PROVA DE JUIZ SUBSTITUTO TRF - 4

CURSO EXTENSIVO ONLINE DE DIREITO INTERNACIONAL PARA A PROVA DE JUIZ SUBSTITUTO TRF - 4 INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO E ESTUDOS DE GOVERNO DIREITO INTERNACIONAL PROF. PEDRO SLOBODA CURSO EXTENSIVO ONLINE DE DIREITO INTERNACIONAL PARA A PROVA DE JUIZ SUBSTITUTO TRF - 4 Estrutura do curso: 12

Leia mais

Teoria Realista das Relações Internacionais (I)

Teoria Realista das Relações Internacionais (I) Teoria Realista das Relações Internacionais (I) Janina Onuki janonuki@usp.br BRI 009 Teorias Clássicas das Relações Internacionais 25 de agosto de 2016 Realismo nas RI Pressuposto central visão pessimista

Leia mais

Perspectivas da Gestão Estratégica de Pessoas para as Organizações Públicas

Perspectivas da Gestão Estratégica de Pessoas para as Organizações Públicas Perspectivas da Gestão Estratégica de Pessoas para as Organizações Públicas Aleksandra Pereira dos Santos Doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações UnB Coordenadora-Geral de RH Previc

Leia mais

Pessoa Jurídica. Profa. Zélia Prates

Pessoa Jurídica. Profa. Zélia Prates Pessoa Jurídica Profa. Zélia Prates Pessoa jurídica - Conceito Consiste num conjunto de pessoas ou de bens, dotado de personalidade jurídica própria e constituído na forma da lei, para consecução de fins

Leia mais

OS PARTIDOS POLÍTICOS NA CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA

OS PARTIDOS POLÍTICOS NA CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA RESUMO Este texto expõe a relevância dos partidos políticos no contexto constitucional português. Para este efeito, analisam-se as linhas que institucionalizam as organizações político-partidárias; os

Leia mais

A função social da empresa

A função social da empresa A função social da empresa Considerações iniciais A função social da empresa tem como fundamento fornecer a sociedade bens e serviços que possam satisfazer suas necessidades. A propriedade privada é um

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

DIREITO ADMINISTRATIVO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIREITO ADMINISTRATIVO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Autonomia e controle no setor público Controlar é qualquer ação tomada pela administração pública com o objetivo de atingir metas preestabelecidas. A administração

Leia mais

UNIDADE = LEI CONCEITO

UNIDADE = LEI CONCEITO UNIDADE = LEI CONCEITO Preceito jurídico (norma) escrito, emanado (que nasce) de um poder estatal competente (legislativo federal, estadual ou municipal ou poder constituinte) com características (ou caracteres)

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO CONSTITUCIONAL Aula Inaugural -Teoria Geral da Constituição Profº.. Francisco De Poli de Oliveira OBJETIVOS 1. Conhecer a Teoria Geral da Constituição; 2. Aplicar os conhecimentos aprendidos na

Leia mais

Curso Direito Empresarial Administração

Curso Direito Empresarial Administração AULA 4 Sociedades. Empresárias ou simples. Personificadas e não personificadas. Sociedades empresárias, espécies. 4.1. As sociedades empresárias A pessoa jurídica Sociedade empresária é um agrupamento

Leia mais

Curso do Superior de Tecnologia em Marketing

Curso do Superior de Tecnologia em Marketing Curso do Superior de Tecnologia em Objetivos do curso 1.5.1 Objetivo Geral O Curso Superior de Tecnologia em na modalidade EaD da universidade Unigranrio, tem por objetivos gerais capacitar o profissional

Leia mais

I A LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL (LICC)

I A LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL (LICC) SUMÁRIO Agradecimentos... 19 Nota do autor... 21 Prefácio... 23 Capítulo I A LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL (LICC) 1. Introdução ao estudo do Direito... 25 2. Características, conteúdo e funções da

Leia mais

A Reforma da Lei Autoral no Brasil

A Reforma da Lei Autoral no Brasil A Reforma da Lei Autoral no Brasil Convenção da Diversidade Cultural 2005 Convenção da Diversidade da UNESCO é um novo paradigma Uma nova possibilidade de se aperfeiçoar a regulação dos direitos autorais,

Leia mais

DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL

DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL 1 Surgimento do Estado de Direito e o Direito Moderno Necessidade de ordenamento jurídico sob tutela do Estado. Criação de órgãos jurisdicionais.

Leia mais

Conselho de Segurança, Corte Internacional de Justiça e o Direito Internacional Público. Projeto Universitários pela Paz- UFRJ e UNIC-ONU

Conselho de Segurança, Corte Internacional de Justiça e o Direito Internacional Público. Projeto Universitários pela Paz- UFRJ e UNIC-ONU Conselho de Segurança, Corte Internacional de Justiça e o Direito Internacional Público Projeto Universitários pela Paz- UFRJ e UNIC-ONU Apresentação- Resumo I- Conselho de Segurança II- Corte Internacional

Leia mais

Gestão de Negócios OBJETIVO NESTA AULA. A Pirâmide das Finanças Pessoais - AULA 01

Gestão de Negócios OBJETIVO NESTA AULA. A Pirâmide das Finanças Pessoais - AULA 01 A Pirâmide das Finanças Pessoais - OBJETIVO Formar profissionais com atuação eficaz nas empresas, apresentando uma visão holística das diversas atividades e processos que interagem nos ambientes interno

Leia mais

03/05/2017 MARIANO BORGES DIREITO ADMINISTRATIVO

03/05/2017 MARIANO BORGES DIREITO ADMINISTRATIVO MARIANO BORGES DIREITO ADMINISTRATIVO 1. O regime jurídico administrativo é composto por inúmeras normativas que conferem unidade ao Direito Administrativo brasileiro. Majoritariamente, a doutrina apresenta

Leia mais

A REGULAÇÃO COMO DIREITO FUNDAMENTAL E O PRINCÍPIO DA

A REGULAÇÃO COMO DIREITO FUNDAMENTAL E O PRINCÍPIO DA 1 / N A REGULAÇÃO COMO DIREITO FUNDAMENTAL E O PRINCÍPIO DA VEDAÇÃO DO RETROCESSO Liliane Sonsol Gondim Bacharela em Direito, Especialista em Direito Constitucional e em Direito Ambiental, Universidade

Leia mais

DIREITO CIVIL PARTE GERAL - ANOTAÇÕES DA AULA 8

DIREITO CIVIL PARTE GERAL - ANOTAÇÕES DA AULA 8 DIREITO CIVIL PARTE GERAL - ANOTAÇÕES DA AULA 8 GRUPOS DESPERSONALIZADOS Não são atribuídas personalidades jurídicas, mas podem acionar e serem acionadas em juízo. Universalidade de Direito - Art. 91º,

Leia mais

Políticas Públicas I. Modelos de Análise de Políticas Públicas. Professora: Geralda Luiza de Miranda. Julho/2011

Políticas Públicas I. Modelos de Análise de Políticas Públicas. Professora: Geralda Luiza de Miranda. Julho/2011 Políticas Públicas I Modelos de Análise de Políticas Públicas Professora: Geralda Luiza de Miranda Julho/2011 Temas Modelos de análise: Institucional e sistêmico; Elitista e pluralista; Da teoria da escolha

Leia mais

TEORIA DA EMPRESA - EMPRESA, EMPRESÁRIO E SOCIEDADES

TEORIA DA EMPRESA - EMPRESA, EMPRESÁRIO E SOCIEDADES TEORIA DA EMPRESA - EMPRESA, EMPRESÁRIO E SOCIEDADES CONCEITO Rubens Requião ensina que empresa é aquilo que o empresário ou a sociedade empresária faz, de forma que os efeitos da empresa não são senão

Leia mais

Comércio Internacional. Aula 1

Comércio Internacional. Aula 1 Comércio Internacional Prof. Roberto Caparroz Aula 1 Políticas comerciais Protecionismo e livre-cambismo Comércio internacional e crescimento econômico Barreiras tarifárias e não-tarifárias Introdução

Leia mais

Reflexões acerca da ONU e do CS-ONU. Entendimento do Sistema Internacional

Reflexões acerca da ONU e do CS-ONU. Entendimento do Sistema Internacional Reflexões acerca da ONU e do CS-ONU Entendimento do Sistema Internacional Abordagens Realismo ESTADO DE NATUREZA CONTRATO SOCIAL ESTADO POLÍTICO ASSIM: Homens: Iguais entre si Guerra de todos contra todos

Leia mais

IUS RESUMOS. Administração Pública - Parte II. Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes

IUS RESUMOS. Administração Pública - Parte II. Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes Administração Pública - Parte II Organizado por: Elaine Cristina Ferreira Gomes SUMÁRIO I. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARTE II... 3 1. Desconcentração Administrativa... 3 1.1 Diferença entre desconcentração

Leia mais

Direito Constitucional

Direito Constitucional Direito Constitucional Aula 03 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades, conteúdos

Leia mais

Conceito de Nação de Nacionalidade: o Nato e o Estrangeiro

Conceito de Nação de Nacionalidade: o Nato e o Estrangeiro Direito Internacional Profª Mestre Ideli Raimundo Di Tizio p 22 Conceito de Nação de Nacionalidade: o Nato e o Estrangeiro Nação é a comunidade forjada pela soma de um ou mais vínculos em comum das mais

Leia mais

Estratificação Social. Fronteira territorial entre o bairro Morumbi e a comunidade de Paraisópolis. Município de São Paulo.

Estratificação Social. Fronteira territorial entre o bairro Morumbi e a comunidade de Paraisópolis. Município de São Paulo. Estratificação Social Fronteira territorial entre o bairro Morumbi e a comunidade de Paraisópolis. Município de São Paulo. Ao longo da história, podemos observar sinais de desigualdades sociais em todos

Leia mais

PSICOLOGIA HOSPITALAR

PSICOLOGIA HOSPITALAR PSICOLOGIA HOSPITALAR 2012 Diogo Batista Pereira da Silva Psicólogo formado pela UNISUL em 2012. Atualmente atuando como palestrante e desenvolvedor estratégico (Brasil) Email: diogobatista.p@gmail.com

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL Raízes & Asas

DIREITO INTERNACIONAL Raízes & Asas Autor Paulo Ferreira da Cunha DIREITO INTERNACIONAL Raízes & Asas Área específica Direito Internacional Público. O Direito Internacional é uma realidade ao mesmo próxima e distante de cada um de nós. Todos

Leia mais

Direitos das Minorias

Direitos das Minorias Direitos das Minorias Federal Ministry for Foreign Affairs of Austria Direitos das Minorias Nos Estados em que existam minorias étnicas, religiosas ou linguísticas, as pessoas pertencentes a essas minorias

Leia mais

O ESTADO COMO FORMA ESPECÍFICA DE SOCIEDADE POLÍTICA. Profa. Dra. Nina Ranieri TGE I 2017

O ESTADO COMO FORMA ESPECÍFICA DE SOCIEDADE POLÍTICA. Profa. Dra. Nina Ranieri TGE I 2017 O ESTADO COMO FORMA ESPECÍFICA DE SOCIEDADE POLÍTICA Profa. Dra. Nina Ranieri TGE I 2017 Estado sociedade política que controla a população de um território definido SE diferenciada de outra organizações

Leia mais

Base territorial, Itajaí, Navegantes, CARTILHA DA GREVE

Base territorial, Itajaí, Navegantes, CARTILHA DA GREVE CARTILHA DA GREVE INTRODUÇÃO A greve é um direito inalienável dos trabalhadores, públicos ou privados. O seu exercício envolve uma série de condições e implicações, que devem ser consideradas pelo movimento

Leia mais

1948 Declaração Universal dos Direitos De acordo com a Declaração Universal dos Direitos : Os direitos humanos vêm ganhando força nos últimos tempos

1948 Declaração Universal dos Direitos De acordo com a Declaração Universal dos Direitos : Os direitos humanos vêm ganhando força nos últimos tempos DIREITOS HUMANOS 1948 Declaração Universal dos Direitos De acordo com a Declaração Universal dos Direitos : Os direitos humanos vêm ganhando força nos últimos tempos impulsionados pelos fundamentos da

Leia mais

Política Externa Chinesa após 1980: uma acensão pacífica, por Lidiane Pascoal da Silva

Política Externa Chinesa após 1980: uma acensão pacífica, por Lidiane Pascoal da Silva Política Externa Chinesa após 1980: uma acensão pacífica, por Lidiane Pascoal da Silva Este artigo visa analisar as principais características da política externa da China, principalmente a partir da década

Leia mais

TÍTULO VIII PODER LOCAL

TÍTULO VIII PODER LOCAL TÍTULO VIII PODER LOCAL CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 235.º Autarquias locais 1. A organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais. 2. As autarquias locais são pessoas

Leia mais

02/11/2016 ÓRGÃO E ENTIDADE, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO ÓRGÃO E ENTIDADE, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO

02/11/2016 ÓRGÃO E ENTIDADE, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO ÓRGÃO E ENTIDADE, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO ÓRGÃO E ENTIDADE, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO ÓRGÃO E ENTIDADE, DESCONCENTRAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO Lei 9.784/99: Art. 1º, 2º. Para os fins desta Lei, consideram-se: I - órgão - a unidade de atuação

Leia mais

Evolução da Administração Pública e do Direito Administrativo

Evolução da Administração Pública e do Direito Administrativo 1 Evolução da Administração Pública e do Direito Administrativo 2 A época medieval Não há qualquer unidade que sirva de referência a um interesse público primário nem a um aparelho organizado destinado

Leia mais

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: China. Novembro de 2011

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: China. Novembro de 2011 BRICS Monitor Especial RIO+20 Os BRICS rumo à Rio+20: China Novembro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS BRICS Monitor

Leia mais

Governança universitária em questão: panorama das tendências internacionais

Governança universitária em questão: panorama das tendências internacionais Governança universitária em questão: panorama das tendências internacionais Profª Drª Elizabeth Balbachevsky Professora Associada, Dep. de Ciência Política USP Vice Diretora: NUPPs/USP Governança: novos

Leia mais

Direito internacional público. Aula 3 As fontes de DIP

Direito internacional público. Aula 3 As fontes de DIP Direito internacional público Aula 3 As fontes de DIP Plano de aula As fontes do DIP Estatuto CIJ Novas fontes e meios auxiliares DIP Fontes 1 o art. 38, Estatuto CIJ 1. A Corte, cuja função seja decidir

Leia mais

DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA ARTIGOS 18 E 19 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA ARTIGOS 18 E 19 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA ARTIGOS 18 E 19 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL A organização político administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal,

Leia mais

A AUTONOMIA DOS CONSELHOS DE EDUCAÇÃO E O REGIME DE COLABORAÇÃO

A AUTONOMIA DOS CONSELHOS DE EDUCAÇÃO E O REGIME DE COLABORAÇÃO A AUTONOMIA DOS CONSELHOS DE EDUCAÇÃO E O REGIME DE COLABORAÇÃO Paulo Hentz paulohentz@gmail.com A TEMÁTICA Ambos os temas estão legitimados pela lei. Ambos se situam num campo de conflito entre a lei

Leia mais

ESTATUTO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS TÉCNICOS EM MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO PARANÁ SINDITTEMA-PR

ESTATUTO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS TÉCNICOS EM MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO PARANÁ SINDITTEMA-PR ESTATUTO DO SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS TÉCNICOS EM MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO PARANÁ SINDITTEMA-PR TÍTULO I DA INSTITUIÇÃO, PRERROGATIVAS, DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS Capítulo I

Leia mais

Ordenação dos ramos de Direito (tradicional):

Ordenação dos ramos de Direito (tradicional): Ramos do Direito 1 - Ordem jurídica una / demarcação de sectores) - Ramos de Direito objectivo corpos de regras gerais e abstractas que organizam aspectos da vida em sociedade - Critério de delimitação

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS

POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS POLÍTICAS PÚBLICAS AMBIENTAIS As primeiras manifestações de gestão ambiental procuraram solucionar problemas de escassez de recurso, mas só após a Revolução Industrial os problemas que concernem à poluição

Leia mais

Pedro Bandeira Simões Professor

Pedro Bandeira Simões Professor Ano Lectivo 2010/2011 ÁREA DE INTEGRAÇÃO Agrupamento de Escolas de Fronteira Escola Básica Integrada Frei Manuel Cardoso 12º Ano Apresentação nº 10 Os fins e os meios: que ética para a vida humana? Pedro

Leia mais

Rede global de interações

Rede global de interações ECONOMIA INFORMACIONAL E GLOBAL ou Rede global de interações Sociedade em rede ( Manuel Castells ) Informacional: a produtividade e a competitividade ( de empresas, regiões e nações ) dependerão basicamente

Leia mais

O soberano não representava mais seus príncipes e condes, passando a encarnar diretamente a representação do povo submetido ao seu poder!

O soberano não representava mais seus príncipes e condes, passando a encarnar diretamente a representação do povo submetido ao seu poder! Estado moderno! Europa e Estados Unidos! Centralização crescente e politização do poder! Na estrutura feudal da Idade Média, o poder ainda era uma relação de direito privado no sentido de dependência pessoal

Leia mais

O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA O ESTADO E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA ESTADO Conjunto de regras, pessoas e organizações que se separam da sociedade para organizá-la. - Só passa a existir quando o comando da comunidade

Leia mais

1-Crescimento e desenvolvimento.

1-Crescimento e desenvolvimento. ESCOLA SECUNDÁRIA C/ 3º CICLO DE MANUEL DA FONSECA Curso : Científico -Humanístico de Ciências Socioeconómicas Matriz Economia c 12º ano CONTEÚDOS OBJECTIVOS / COMPETÊNCIAS TEMPO PREVISTO (TEMPOS 45 M)

Leia mais

COMPORTAMENTO DO SALÁRIO FORMAL NA REGIÃO DOS CAMPOS GERAIS NO PERÍODO ENTRE 2002 E 2014.

COMPORTAMENTO DO SALÁRIO FORMAL NA REGIÃO DOS CAMPOS GERAIS NO PERÍODO ENTRE 2002 E 2014. 14. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido - ISSN 2238-9113 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 7.ª revisão 2005 (excertos) Princípios fundamentais. ARTIGO 10.º (Sufrágio universal e partidos políticos)

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 7.ª revisão 2005 (excertos) Princípios fundamentais. ARTIGO 10.º (Sufrágio universal e partidos políticos) CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 7.ª revisão 2005 (excertos) Princípios fundamentais ARTIGO 10.º (Sufrágio universal e partidos políticos) 1. O povo exerce o poder político através do sufrágio universal,

Leia mais

PROGRAMA DE DISCIPLINA

PROGRAMA DE DISCIPLINA PROGRAMA DE DISCIPLINA Disciplina: DIREITO INTERNACIONAL Código da Disciplina: JUR299 Curso: Direito Semestre de oferta da disciplina: 3 Faculdade responsável: Direito Programa em vigência a partir de:

Leia mais