Sector da Produção de Energia

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1 INSTITUTO NACIONAL DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA INDUSTRIAL GUIA TÉCNICO Sector da Produção de Energia Lisboa Julho 2003

2 ELABORADO POR: INETI Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial DMTP Departamento de Materiais e Tecnologias de Produção DEECA Departamento de Engenharia Energética e Controlo Ambiental Estrada do Paço do Lumiar, 22, Lisboa Telf / Fax COORDENAÇÃO DO PNAPRI: Engº. José Miguel Figueiredo EQUIPA TÉCNICA: Engº. António Baeta Neves Engº. Rui Gomes Engº. José Cunha Eng. Manuel Caldeira Coelho Julho /72

3 INDICE GERAL 1- INTRODUÇÃO 8 2- OBJECTIVOS E METODOLOGIA CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR Classificação CAE Universo de estudo Estrutura do sector eléctrico português Produção de energia eléctrica Transporte de energia eléctrica Distribuição de energia eléctrica Dados estatísticos de caracterização dos operadores Distribuição geográfica Centrais Termoeléctricas Aproveitamentos Hidroeléctricos de potência média/elevada Mini-hídricas Parques Eólicos Cogeração 21 4 PROCESSO PRODUTIVO Centrais Termoeléctricas convencionais Central Termoeléctrica de ciclo combinado (Tapada do Outeiro) Aproveitamentos de fontes de energia renováveis Utilização de resíduos vegetais (biomassa) Aproveitamentos hídricos: Centrais hidroeléctricas Centrais eólicas Produção combinada de calor e de energia eléctrica (cogeração) Caracterização Energética das Centrais de Produção de Electricidade Continente 36 Centrais Termoeléctricas a funcionarem com combustíveis fósseis 36 Centrais Termoeléctricas com utilização de biomassa 37 Centrais Hidroeléctricas 37 Centrais Eólicas Região Autónoma dos Açores Região Autónoma da Madeira Comparação das características dos produtores de energia por região 44 Julho /72

4 5 RESÍDUOS INDUSTRIAIS Classificação e quantificação dos resíduos Continente 47 Produção de electricidade 47 Transporte e Distribuição de Electricidade Regiões Autónomas Análise da quantidade global de resíduos produzidos por tipo de central Análise das quantidades de resíduos inorgânicos de processos térmicos produzidos em centrais termoeléctricas POTENCIAL DE PREVENÇÃO 62 Cinzas e resíduos de combustível provenientes do processo de produção de energia térmica em centrais a fuelóleo 62 Cinzas e resíduos de combustível provenientes do processo de produção de energia térmica em centrais a carvão. 63 Óleos lubrificantes e hidráulicos 63 Óleos isolantes Medidas de prevenção da produção de resíduos provenientes de combustíveis e de processo de combustão 64 Uso de combustíveis sólidos e líquidos de boa qualidade 64 Utilização de combustíveis gasosos 65 Aumento da eficiência energética das centrais termoeléctricas Medidas de prevenção da produção de resíduos de óleos lubrificantes Medidas de prevenção da produção de resíduos de óleos isolantes Medidas de boa gestão de resíduos Considerações finais sobre tecnologias estudadas 69 Bibliografia e endereços consultados 72 Julho /72

5 INDICE DE QUADROS Quadro 1 Subclasses que constituem o sector da energia 11 Quadro 2 Universo das empresas abrangidas pelo levantamento da quantidade de resíduos gerados e o número total de empresas existentes 12 Quadro 3 Operadores do sistema electroprodutor no Continente em Quadro 4 Operadores dos sistemas de transporte de energia eléctrica no Continente em Quadro 5 - Volume de negócios, em 2000, das duas sub-classes 18 Quadro 6 Características dos operadores do sistema eléctrico nacional do Continente 18 Quadro 7 Características globais das centrais eléctricas e sua localização 19 Quadro 8 Indicadores de funcionamento dos vários tipos de central no ano Quadro 9 Caracterização das centrais termoeléctricas do Continente em Quadro 10 Central eléctrica com utilização de biomassa 37 Quadro 11 Centrais hidroeléctricas no Continente pertencentes ao Grupo EDP 38 Quadro 12 Centrais mini-hídricas do Continente não pertencentes ao Grupo EDP 39 Quadro 13 Centrais eólicas do Continente (ano 2000) 40 Quadro 14 Centrais Termoeléctricas dos Açores (ano 1999) 41 Quadro 15 Centrais Hidroeléctricas dos Açores (ano 1999) 42 Quadro 16 Centrais eólicas dos Açores (ano 1999) 42 Quadro 17 Centrais Geotérmicas dos Açores (ano 1999) 42 Quadro 18 Centrais termoeléctricas da Madeira (ano 2000) 43 Quadro 19 Centrais Hidroeléctricas da Madeira (ano 2000) 43 Quadro 20 Centrais Eólicas da Madeira (ano 2000) 44 Quadro 21 Produção nacional de energia eléctrica em Quadro 22 Resíduos gerados no Continente, em 2000, na produção de electricidade, segundo a classificação CER 48 Quadro 23 Classificação dos resíduos produzidos no transporte e distribuição de energia eléctrica 51 Quadro 24 - Quantidade total anual de resíduos gerada pelos subsectores de produção, transporte e distribuição de electricidade no continente no ano Quadro 25 Classificação dos resíduos produzidos nas centrais dos Açores 55 Quadro 26 Produção de resíduos versus indicadores de funcionamento no ano de Quadro 27 - Resíduos de combustão por central termoeléctrica do Continente 57 Quadro 28 Produção de cinzas e escórias por tipo de central em Quadro 29 Indicadores de funcionamento das centrais termoeléctricas 58 Quadro 30 Indicadores de funcionamento das centrais termoeléctricas 59 Quadro 31 Comparação da eficiência energética de centrais termoeléctricas 68 actualmente comercializadas Quadro 32 Centrais termoeléctricas e tecnologias inovatórias associadas 71 Julho /72

6 INDICE DE FIGURAS Figura 1 Fronteira de um sistema produtor de energia eléctrica 14 Figura 2 Localização das centrais eléctricas no continente 20 Figura 3 Taxa de utilização das centrais em Figura 4 Preço do MWh produzido por cada tipo de central em Figura 5 Distribuição da potência instalada por cada tipo de central em Figura 6 Produção de energia em GWh por tipo de central em Figura 7 Distribuição das vendas de energia por tipo de central termoeléctrica em Figura 8 Preço do MWh produzido por cada tipo de central termoeléctrica em Figura 9 Distribuição da mão-de-obra directa por cada tipo de central termoeléctrica em Figura 10 Distribuição da produção de energia por tipo de central termoeléctrica em Figura 11 Esquema de uma central termoeléctrica a carvão 27 Figura 12 Esquema de uma central termoeléctrica a fuelóleo nº4 27 Figura 13 Esquema de uma central de ciclo combinado 28 Figura 14 Esquema da central de queima de resíduos florestais de Mortágua 29 Figura 15 Esquema de um aproveitamento hidráulico para produção de energia eléctrica 31 Figura 16 Aproveitamento da energia do vento para produção de electricidade 32 Figura 17 Turbinas eólicas 32 Figura 18 Esquema de uma central de cogeração com motor alternativo 34 Figura 19 Esquema de uma central de cogeração com turbina de vapor 35 Figura 20 Transporte de energia eléctrica em alta tensão 52 Figura 21 - Distribuição Percentual dos Resíduos Industriais gerados no continente pelos sectores de Produção, Transporte e Distribuição de Electricidade no ano Figura 22 Cinzas e escórias produzidas por cada tipo de central termoeléctrica em Figura 23 Cinzas e escórias produzidas por unidade de vendas para cada tipo de central termoeléctrica em Figura 24 Cinzas e escórias produzidas por MW de potência instalada por cada tipo de central em Figura 25 Cinzas e escórias produzidas por MWh de energia eléctrica produzida por cada tipo de central em Figura 26 Distribuição percentual de cinzas e escórias produzidas por cada tipo de central em Figura 27 Cinzas e escórias produzidas por MW de potência instalada por cada tipo de central em Julho /72

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8 AGRADECIMENTOS Agradece-se a todas as pessoas, instituições e empresas que de alguma forma prestaram a sua colaboração para a elaboração deste Guia Técnico. Agradece-se a disponibilidade, o atendimento e toda a colaboração prestada pelas empresas visitadas. Julho /72

9 1- INTRODUÇÃO A Comunidade Europeia, através da Resolução do Conselho de Ministros da União Europeia 97/C76/01, de 24 de Fevereiro de 1997, define a actual estratégia comunitária em matéria de gestão de resíduos, numa perspectiva que visa dar prioridade a uma postura nitidamente preventiva em detrimento de uma estratégia meramente curativa. Esta posição situa-se dentro de uma estratégia mais alargada e que tem por base o conceito de desenvolvimento sustentável e o facto de estar demonstrado a nível mundial que existem benefícios, na adopção deste tipo de estratégia, não só em termos ambientais mas também em termos económicos e sociais. Neste sentido, através da Resolução do Conselho de Ministros nº 98/97, de 25 de Junho de 1998, Portugal define a estratégia de gestão de resíduos industriais que, para além de reafirmar o princípio da responsabilidade do produtor pelo destino a dar aos resíduos que produz, refere, especificamente, que uma eficiente gestão de resíduos industriais passa necessariamente pela separação dos restantes tipos de resíduos, nomeadamente dos urbanos, bem como pela sua tipificação e separação em banais e perigosos, com um tratamento diferenciado para cada um deles. Assim, de forma a dar cumprimento às resoluções anteriores, surge em 1999 o Decreto-Lei nº 516/99, de 2 de Dezembro que aprova o Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Industriais (PESGRI), o qual define as directrizes gerais a tomar no âmbito dos resíduos industriais produzidos em Portugal. Na sequência da implementação do PESGRI, surge a necessidade da adopção de medidas preventivas, sobrelevando-se às curativas, como forma de redução dos resíduos industriais gerados. Estas medidas, para além dos benefícios ambientais inerentes têm, na maior parte dos casos, uma correspondência ao nível dos benefícios técnico-económicos para a empresa, dado que à maior eficiência de utilização dos fluxos, corresponde uma maior incorporação das matérias-primas e subsidiárias nos produtos finais, logo a um menor consumo e uma menor produção de resíduos. Neste contexto surge o Plano Nacional de Prevenção de Resíduos Industriais (PNAPRI). Trata-se de um instrumento que tem por objectivo fornecer um conjunto de directrizes no âmbito de prevenção e da sua implementação junto do tecido industrial português. Associados à elaboração do PNAPRI surgem os Guias Técnicos Sectoriais Julho /72

10 que constituem um conjunto de ferramentas específicas e que se pretende que dêem resposta às solicitações próprias de cada sector industrial. Julho /72

11 2- OBJECTIVOS E METODOLOGIA Com a elaboração deste Guia Sectorial, pretende-se colocar à disposição dos interessados dados e orientações que ajudem na identificação e na caracterização de medidas e/ou de tecnologias já comercializadas que permitam reduzir a quantidade e/ou perigosidade dos resíduos gerados na produção, transporte e distribuição de energia eléctrica, de uma forma economicamente viável. As componentes principais deste Guia são as seguintes: Caracterização do sector em termos das tecnologias utilizadas na produção de energia eléctrica e da localização geográfica das centrais produtoras de energia; Caracterização dos resíduos gerados e a sua relação em termos quantitativos e qualitativos com as várias tecnologias utilizadas na produção de electricidade; Caracterização das tecnologias conducentes à minimização da produção de resíduos por kwh eléctrico produzido e que permitam, sempre que possível, a redução da sua perigosidade; Estabelecimento de um conjunto de boas práticas e de estratégias para uma melhor gestão de resíduos e sua prevenção, substituindo práticas curativas e pontuais de menor eficácia na solução dos problemas no médio prazo. A execução deste Guia envolveu um vasto trabalho de recolha e tratamento de informação variada, proveniente de várias fontes, com destaque para as empresas do sector e entidades a elas ligadas, para fontes de informação oficiais e pesquisas bibliográficas em bases de dados nacionais e internacionais. Além disso, efectuaramse visitas a centrais eléctricas representativas das várias tecnologias utilizadas em Portugal. Julho /72

12 3- CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR 3.1 Classificação CAE A área da produção e distribuição de energia integra-se na Secção E da Classificação das Actividades Económicas (CAE), a qual se refere concretamente à PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ELECTRICIDADE, GÁS E ÁGUA Nesta Secção, a Divisão 40 abrange a PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ELECTRICIDADE, DE GÁS, DE VAPOR E ÁGUA QUENTE, e a Classe 4010 A PRODUÇÃO, TRANSPORTE E DISTRIBUIÇÃO DE ELECTRICIDADE Considerou-se o sector eléctrico do continente definido na Classe 4010, uma vez que os resíduos provenientes da produção de gás, de vapor, de água quente e de gelo são contabilizados no âmbito dos estudos dos sectores industriais em que se integram. O sector eléctrico está ainda distribuído por duas subclasses, referidas no Quadro 1, de acordo com a CAE. Quadro 1 Subclasses que constituem o sector da energia Subclasse CAE Produtos principais Produção de electricidade Energia eléctrica Transporte e distribuição de electricidade Serviço A CAE PRODUÇÃO DE ELECTRICIDADE integra as actividades Produção de electricidade de origem térmica clássica, hidráulica, geotérmica, eólica, nuclear, solar, maremotriz e de qualquer outra origem. Inclui as centrais eléctricas que produzem electricidade para consumo próprio das empresas de que dependem, com possibilidade de venda de excesso a terceiros. Neste estudo não foram consideradas as centrais eléctricas associadas a empresas industriais, em que grande parte das centrais são do tipo termoeléctrico de cogeração (produção combinada de calor e de energia eléctrica). Julho /72

13 3.2 - Universo de estudo Com a colaboração de várias entidades (DGE, COGEN - Associação Portuguesa de Cogeração, CELPA Associação ligada à indústria da pasta de papel) e com a boa receptividade das empresas contactadas, de que se destaca o Grupo EDP, foi possível proceder ao levantamento do sector eléctrico português no que se refere à sua caracterização técnica e à geração de resíduos. No Quadro 2 é apresentado, de acordo com o que se referiu, o número total de empresas existentes no Continente e as respectivas potências instaladas, versus as que disponibilizaram os valores das quantidades de resíduos gerados e que constituem o universo deste estudo. Dada a forma como está estruturado o sector eléctrico, verifica-se que este universo representa cerca de 97% da potência eléctrica instalada, a qual se concentra em apenas 8% dos produtores de energia eléctrica que estão integrados na rede eléctrica nacional. Quadro 2 Universo das empresas abrangidas pelo levantamento da quantidade de resíduos gerados e o número total de empresas existentes Subclasse Produção de electricidade Transporte de electricidade Distribuição de electricidade Entidades que integram a rede eléctrica nacional do Continente Nº Potência instalada total (MW) Produção de energia (GWh/ano) Nº Entidades que disponibilizaram os dados referentes à quantidade de resíduos gerados em 2000 Entidades abrangidas Potência Instalada (MW) (Universo do estudo) Ao Nº. de empresas do sector (%) da amostra relativa À potência eléctrica instalada À produção de EE do Continente em _ _ _ 100 Fontes: DGE; EDP No que se refere aos sistemas de cogeração (produção combinada de calor e de energia eléctrica), em que a maioria se constitui em empresas independentes da empresa mãe, apenas foi abrangida a central termoeléctrica localizada no Barreiro, do Grupo EDP. Esta central tem características e estatuto que a distinguem das restantes, por estar integrada na rede eléctrica nacional de serviço público, não estar Julho /72

14 ligada exclusivamente a uma dada empresa industrial e dispor de uma potência instalada relativamente elevada. As restantes terão sido já abrangidas pelos estudos levados a efeito nos respectivos sectores. No entanto, a cogeração, pelo contributo que dá à produção de energia eléctrica (no seu conjunto representava, em 2000, 1 344MW de potência eléctrica instalada, correspondente a 12% da potência total instalada no continente), deve ser considerada no seu conjunto um produtor significativo de energia eléctrica e calor. Os resíduos produzidos por estas instalações são habitualmente integrados nos restantes resíduos da empresa em que se integra, quer se tenha ou não constituído uma empresa independente. Assim, os resíduos produzidos integram os valores constantes dos respectivos guias sectoriais classificados noutras CAE, não sendo possível a sua contabilização separada. Apesar da colaboração das Associações dos Industriais de cogeração no sentido de divulgar o questionário pelos seus associados, a taxa de respostas foi muito baixa, praticamente sem expressão. De notar ainda que, neste tipo de instalações, os resíduos produzidos resultam não só da produção de electricidade, mas, também, de calor, principal razão de ser da cogeração. Deste modo só faria sentido tratar os valores obtidos se neste estudo fossem integrados os sistemas de produção de energia térmica (calor) praticamente comuns a todas as empresas das indústrias transformadoras, cujos resíduos, no entanto, já foram objecto de quantificação nos estudos sectoriais desenvolvidos. No que se refere ao transporte e distribuição de energia eléctrica, o primeiro da responsabilidade de uma entidade ligada ao Estado, a REN (Rede Eléctrica Nacional) e a segunda, da responsabilidade da EDP - Distribuição (Grupo EDP), os elementos recolhidos abrangem toda a rede. 3.3 Estrutura do sector eléctrico português O abastecimento de energia eléctrica é assegurado pela produção de energia eléctrica em centrais com características técnicas muito diferenciadas entre si e em fases muito diferentes da sua vida útil. Trata-se de um sector envolvendo pouca mão-de-obra, verificando-se actualmente o acentuar da tendência para a redução de pessoal na medida em que as centrais vão sendo automatizadas. De registar o caso das hídricas e eólicas que, por serem geridas por telecomando, dispensam o pessoal condutor afecto a essas centrais. Nas centrais termoeléctricas a tendência para a contratação Julho /72

15 de empreiteiros afectos às diferentes actividades relacionadas com a condução e manutenção das centrais é cada vez maior. Neste estudo, esta situação é designada por mão-de-obra indirecta Produção de energia eléctrica Sistema produtor é definido pela instalação onde se situa o conjunto de equipamentos que contribuem para a produção de energia eléctrica, geralmente designado por central eléctrica. Esta definição é independente do tipo de central, ou seja, das tecnologias que utiliza ou do tipo de fonte de energia que aproveita. A Figura 1 permite definir a fronteira espacial dum produtor de energia eléctrica, a qual coincide com a fronteira dos fluxos de energia e materiais que se verificam através de uma central. Emissões Abastecimento: Formas de energia Produtos Equipamentos Sistema produtor de energia eléctrica (Centrais eléctricas) Fornecimento de energia eléctrica à rede Resíduos Figura 1 Esquema de um sistema produtor de energia eléctrica Fisicamente, o ponto de interligação à rede situa-se ao nível dos transformadores que elevam a tensão produzida na central para alta ou muito alta tensão. A montante, uma vez que a produção de energia eléctrica não é mais que a transformação de uma forma de energia em outra forma de energia, existirá sempre um sistema de alimentação de energia, quer eléctrica para consumo próprio, quando a central se encontra parada, quer do tipo da fonte que a central irá utilizar para Julho /72

16 produção de electricidade. No caso das centrais que utilizam fontes de energia renováveis, a fonte existe no local mesmo sem a central, o que implica que será pertença da central todo o sistema que altera as condições físicas da fonte energética para a tornar transformável em energia eléctrica. É o caso das barragens nos aproveitamentos hidroeléctricos. Ao contrário, as centrais eólicas serão, neste aspecto, as que menos necessitam de construções para alterar as condições de fluxo da fonte de energia, o vento, pois quanto menos forem as construções existentes nas proximidades que afectem o escoamento do ar tanto melhor. Por outro lado, dada a particularidade da sua situação, normalmente em zonas de difícil acesso e afectando a paisagem, a interligação com a rede de transporte de energia eléctrica é feita, em geral, a distâncias de alguns quilómetros, geralmente através do uso de cabos enterrados, até às subestações elevatórias da tensão. Relativamente às centrais termoeléctricas, as quais dependem do abastecimento de combustíveis, quer seja carvão, fuel, gasóleo ou gás natural, a delimitação varia de caso para caso. No caso do gás natural, a responsabilidade da central inicia-se após o sistema de contagem de gás à pressão de utilização. No caso do carvão que é abastecido por via marítima, o seu transporte até ao sistema produtor poderá ser assegurado pela central. Se no caso da central de Sines a sua localização está perto do porto de descarga, já a central do Pego tem de ser abastecida por caminho-de-ferro desde Sines, sendo este transporte da sua responsabilidade. No caso dos combustíveis líquidos, a responsabilidade da central inicia-se a partir da entrega do fuel e da sua transferência para os depósitos de armazenagem da empresa. Sendo Portugal um país de reduzidos recursos em combustíveis fósseis, a política governamental tem privilegiado a diversificação das fontes de energia importadas, quer em termos geográficos, quer em termos de tipos de combustíveis fósseis. Desta forma, a produção de energia eléctrica é assegurada através de combustíveis líquidos resultantes da refinação do petróleo de variadas proveniências, logo de qualidade muito diversa, da importação de carvões, e, mais recentemente, da importação de gás natural do Norte de África. A produção de electricidade por via térmica é assegurada por 3 empresas, se se considerar, para simplificar, o Grupo EDP como um único operador. Os outros 2 são a Tejo-Energia (Central do Pego a carvão) e a Turbogás (central de ciclo combinado a gás natural localizada na Tapada do Outeiro em Gondomar). Julho /72

17 Os aproveitamentos hidroeléctricos de média e elevada potência pertencem à EDP. Quanto às denominadas mini-hídricas (centrais hidroeléctricas de baixa potência), dividem-se entre o Grupo EDP com 29 centrais (em média, cerca de 10 MW de potência instalada/central), com um total de 295 MW de potência instalada, e outros operadores que detêm as restantes 48 mini-hídricas existentes, num total de 191 MW (em média, cerca de 4 MW de potência instalada/central). As centrais eólicas, actualmente em franco desenvolvimento, apresentavam em 2000 uma potência instalada de 76 MW, sendo 30 MW provenientes de 3 parques eólicos pertencentes ao Grupo EDP. Veja-se o Quadro 3, onde se esquematiza o organograma das empresas do sector electroprodutor em Portugal. Quadro 3 Operadores do sistema electroprodutor no Continente em 2000 PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA Grupo EDP Rede eléctrica de serviço público CPPE Hidrocenel HDN TER Enernova Centrais termoeléctricas Centrais hídricas Centrais hídricas Centrais hídricas Centrais eólicas Outros Rede eléctrica de serviço público Turbogás Central de ciclo combinado da Tapada do Outeiro Tejo-Energia Vários Central termoeléctrica do Pego Centrais Mini-hídricas e eólicas Transporte de energia eléctrica O sistema de transporte de energia eléctrica em alta e muito alta tensão, incluindo os respectivos postes e catenárias, é da responsabilidade da REN (Rede Eléctrica Nacional) pertença do Estado. Julho /72

18 Distribuição de energia eléctrica O Grupo EDP é o único operador da rede de média e baixa tensão, com a responsabilidade pela distribuição de energia eléctrica desde os pontos de interligação com a rede de alta e muito alta tensão até ao utilizador final. São de sua gestão as subestações de transformação de muito alta e alta tensão para média e baixa tensão no caso dos utilizadores que recebem energia em média e baixa tensão, respectivamente. Para os utilizadores abastecidos directamente em alta tensão, as subestações alta-média tensão são propriedade do respectivo utilizador. Fazem parte do seu património e gestão todo o demais equipamento necessário ao transporte de energia e transformação de voltagem em média e baixa tensão. Para os utilizadores alimentados directamente em média tensão, os postos de transformação média-baixa tensão são da responsabilidade destes. No Quadro 4 está esquematizado o organograma dos sub-sectores de transporte e de distribuição de energia eléctrica em Portugal. Quadro 4 Operadores dos sistemas de transporte de energia eléctrica no Continente em 2000 TRANSPORTE DISTRIBUIÇÃO REN Grupo EDP EDP-Distribuição Transporte em alta e muito alta tensão Transporte de energia em baixa tensão até aos utilizadores Dados estatísticos de caracterização dos operadores No Quadro 5 apresentam-se os volumes de vendas verificados em 2000 e no Quadro 6 resumem-se as características principais dos operadores do sistema de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica. Julho /72

19 Quadro 5 - Volume de negócios, em 2000, das duas sub-classes Subclasse CAE Volume de negócios (10 6 PTE) (10 6 EUR) Produção de electricidade Transporte e Distribuição de Electricidade Quadro 6 Características dos operadores do sistema eléctrico nacional do Continente Subclasse Tipo de central Nº de Centrais Nº de entidades Nº de trabalhadores Termoeléctrica Produção de electricidade Hidroeléctrica Mini-hídrica *** Parque Eólico ** Produção de electricidade e calor Cogeração * Transporte Distribuição * Na maioria dos casos é mão-de-obra afecta à empresa mãe apresentando, quando muito, 1 técnico. Uma excepção é a central de cogeração da EDP no Barreiro com 97 trabalhadores, ainda que este número inclua as pequenas centrais termoeléctricas de ponta do Alto do Mira (Amadora) e de Tunes. ** Pessoal directamente ligado às centrais da EDP *** Pessoal encarregado de todas as actividades, incluindo o telecomando das centrais da EDP. Julho /72

20 3.4 Distribuição geográfica A distribuição geográfica dos produtores de energia eléctrica integrados na rede eléctrica de serviço público é apresentada no Quadro 7 e na Figura 2, tendo como base os dados relativos ao ano de 2000 fornecidos pelas empresas. Nesse Quadro refere-se, também, o tipo de fonte de energia que cada grupo de centrais utiliza Centrais Termoeléctricas A região Lisboa, Pego, Setúbal e Sines, (Vale do Tejo e estuário do Sado) dispõem de uma potência instalada superior a MW. A região do Porto dispõe de uma potência instalada de MW, referentes a 2 centrais termoeléctricas situadas ambas na Tapada do Outeiro, embora a antiga central dual-fuel (fuel+carvão) se encontre em fase de desactivação. Por esse motivo, em 2000, apenas produziu 0,9 % da sua capacidade nominal. Quadro 7 Características globais das centrais eléctricas e sua localização Tipo de central Nº Centrais Fonte de energia Número Potência instalada (MW) Localização geográfica Termo eléctrica Hidro eléctrica GN-C. combinado Tapada de Outeiro Carvão Pego e Sines Fuel Setúbal e Barreiro Fuel+carvão Tapada do Outeiro Fuel+GN Carregado Biomassa 1 9 Mortágua Gasóleo Tunes Gasóleo Alto de Mira Albufeira e fio de água Cávado-Lima Douro Tejo-Mondego Mini hídrica Albufeira e fio de água Norte e Centro Parque Eólico 15 Energia eólica Norte Litoral-(centro e sul) Julho /72

21 Figura 2 Localização das centrais eléctricas no continente Julho /72

22 Aproveitamentos Hidroeléctricos de potência média/elevada Localizados na sua maioria no norte, como se observa do Quadro 7, os aproveitamentos situados no Douro e na região Cávado-Lima apresentam uma potência instalada de MW. O centro, com os aproveitamentos da divisão Tejo- Mondego, totaliza 884 MW Mini-hídricas Encontram-se situadas, na generalidade, nas regiões norte e centro com um total de 486 MW de potência instalada Parques Eólicos Por motivos ligados fundamentalmente às características de intensidade e direcções dominantes do vento, estes parques têm vindo a localizar-se no litoral (centro e sul) e nas regiões montanhosas do norte e centro (Serra do Marão e linha Montejunto- Estrela). São exemplos do 1º caso, o parque de Sines (o mais antigo do Continente, 1991), com 1800kW de potência e composto por 12 aerogeradores e o parque de Igreja-A-Nova (Concelho de Mafra) apenas com 2 aerogeradores e uma potência nominal de 3 MW. Alguns aerogeradores instalados em 2000, apresentam potências unitárias de 2 MW/gerador, superiores aos do parque de Idanha-a-Nova, instalados em É, no entanto, nas regiões montanhosas do norte e centro que se encontram os parques com potências nominais da ordem dos 10 a 12 MW, atingindo alguns, o número de 20 aerogeradores. Têm, no entanto, potências unitárias/gerador bastante inferiores aos valores actualmente possíveis, da ordem de 2 MW Cogeração Como se referiu anteriormente, a produção combinada de calor e de energia eléctrica, rege-se por legislação específica e encontra-se associada a empresas industriais ou de serviços, sendo por isso mais numerosa nas zonas industrializadas com características que as adequam melhor à rentabilização deste tipo de investimento. É o caso dos têxteis e das celulósicas entre outros exemplos possíveis. Globalmente, com se referiu já, representavam em 2000, uma potência instalada de MW Julho /72

23 correspondente a cerca de 12% do total do continente e distribuída por 114 cogeradores. Destaca-se a central de cogeração do Barreiro, já referida, que se integra na rede eléctrica nacional e fornece vapor a clientes vizinhos. Esta central faz parte do levantamento efectuado a que se refere este Guia. No Quadro 8 apresentam-se diversos indicadores de funcionamento em 2000 por tipo de central, tendo-se agrupado na designação combustíveis fósseis, o gás natural, o fuelóleo e o carvão, excepto o fuel usado na central de cogeração do Barreiro. Quadro 8 Indicadores de funcionamento dos vários tipos de central no ano 2000 Centrais Número de trabalhadores Volume vendas (10 6 PTE) Volume vendas (10 6 EUR) Produção energia em (2000 GWh) Potência instalada (MW) Termoeléctricas com combustíveis fósseis Biomassa , Cogeração (Barreiro) , Centrais hidroeléctricas Mini-hídricas , Eólicas , Total Na Figura 3 apresenta-se, por tipo de central, a relação entre a produção de energia e a potência instalada, verificando-se que as centrais termoeléctricas apresentam uma taxa de utilização mais elevada. Julho /72

24 kwhano/kwinst (%) Eólicas Mini-hídricas Hidroeléctricas Cogeração Barreiro Biomassa Combustíveis fósseis Figura 3 Taxa de utilização das centrais em 2000 Na Figura 4 apresenta-se o custo médio da produção de energia. O preço médio do MWh produzido na central do Barreiro (cogeração) refere-se à totalidade da energia vendida (térmica e eléctrica). PTE / kwh Eólicas Mini-hídricas Hidroeléctricas Cogeração Barreiro Biomassa Combustíveis fósseis Figura 4 Preço do MWh produzido por cada tipo de central em 2000 Nas figuras 5 a 10 ilustram-se a importância relativa dos vários tipos de centrais termoeléctricas, no ano 2000, no que se refere a: potência instalada, energia produzida, cobertura das necessidades do mercado, preço da energia e emprego. Julho /72

25 Potência instalada Cogeração Barreiro Biomassa Carvão Fuelóleo Figura 5 Distribuição da potência instalada por cada tipo de central em 2000 Produção de energia GWh Cogeração Barreiro Biomassa Carvão Fuelóleo Figura 6 Produção de energia em GWh por tipo de central em 2000 Vol vendas em % Cogeração Barreiro Biomassa Carvão Fuelóleo Figura 7 Distribuição das vendas de energia por tipo de central termoeléctrica em 2000 Julho /72

26 10^3 Euros/MWh Cogeração Barreiro 164,3 Biomassa 54,9 Carvão 35,9 Fuelóleo 53, Figura 8 Preço do MWh produzido por cada tipo de central termoeléctrica em 2000 Nº de funcionários % Cogeração Barreiro Biomassa Carvão Fuelóleo Figura 9 Distribuição da mão-de-obra directa por cada tipo de central termoeléctrica em 2000 Cogeração Barreiro % de Produção de energia Biomassa Carvão Fuelóleo Figura 10 Distribuição da produção de energia por tipo de central termoeléctrica em 2000 Julho /72

27 4 PROCESSO PRODUTIVO Resumidamente apresentam-se, em esquema, os vários tipos de centrais de produção de electricidade em funcionamento em Basicamente têm em comum as seguintes etapas:! Transformação do tipo de energia da fonte em energia mecânica! Transformação da energia mecânica em energia eléctrica! Sistemas de elevação de voltagem da energia eléctrica produzida! Sistemas de protecção eléctrica Centrais Termoeléctricas convencionais Todas as centrais termoeléctricas de elevada potência, que se podem classificar como convencionais, apresentam as seguintes fases principais:! Transformação do tipo de energia da fonte em energia mecânica " Armazenagem do combustível " Preparação e transporte do combustível " Produção de energia térmica em geradores de vapor " Produção de energia mecânica em turbinas de vapor " Transmissão de energia mecânica para os alternadores! Transformação da energia mecânica em energia eléctrica " Alternadores! Elevação da tensão " Transformadores " Sistemas de interligação à rede eléctrica nacional! Disjuntores de protecção Julho /72

28 Na Figura 11 apresentam-se esquematicamente os principais equipamentos que constituem uma central termoeléctrica a carvão, com indicação dos resíduos de processo e sua proveniência por sector. armazenagem do combustível transformação de energia química em mecânica transformação de energia mecânica em eléctrica Caldeira Turbina Vapor Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional Pilhas de carvão Lamas de ETAR (resíduos de tratamento de águas) (resíduos de combustível) (resíduos óleosos) Cinzas de fundo ou escórias e cinzas volantes retidas nos filtros. São resíduos provenientes da combustão. Óleos lubrificantes Óleos hidráulicos Óleos isolantes Figura 11 Esquema de uma central termoeléctrica a carvão A Figura 12 esquematiza o funcionamento de uma central termoeléctrica que consome fuelóleo nº 4. De notar que, neste caso, as cinzas volantes são consideradas resíduos perigosos devido à sua contaminação com fuel. armazenagem do combustível transformação de energia química em mecânica transformação de energia mecânica em eléctrica Caldeira Turbina Vapor Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional Lamas contaminadas com: fuelóleo óleos produtos químicos Cinzas volantes contaminadas com fuel e inqueimados. Cinzas de fundo contaminadas com inqueimados Óleos lubrificantes Óleos hidráulicos Figura 12 Esquema de uma central termoeléctrica a fuelóleo nº 4 Óleos isolantes Julho /72

29 4.2 - Central Termoeléctrica de ciclo combinado (Tapada do Outeiro) Este tipo de central termoeléctrica, construída para consumir gás natural, é a mais recente de todas as centrais térmicas do Continente. A designação de central de ciclo combinado provém de dispor de 2 tipos de máquinas térmicas produtoras de energia que funcionam com ciclos termodinâmicos diferentes. Diferem das centrais convencionais por incorporarem, para além do gerador de vapor para produção de energia térmica e da respectiva turbina de vapor a ele associada, uma turbina de gás, a qual produz, também, energia mecânica. A fonte de energia desta turbina é o gás natural e a fonte de energia da turbina a vapor é o calor recuperado dos gases de escape da turbina a gás, os quais apresentam temperaturas da ordem dos 500/550 ºC. Portanto, o suplemento de energia fornecido por esta turbina é gratuito em termos energéticos, aumentando significativamente o aproveitamento energético destas centrais relativamente às centrais convencionais (50/55% contra 30/38%). Na Figura 13 está representada, em esquema, uma central deste tipo. transformação de energia química em mecânica transformação de energia mecânica em eléctrica Vapor Caldeira Recuper. Turbina Vapor Gases de combustão Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional Turbina Gás Gasoduto Gás Natural GN Lamas oleosas Lamas com produtos químicos dos tratamentos de água Óleos de lubrificação Óleos hidráulicos Óleos isolantes Figura 13 Esquema de uma central de ciclo combinado Julho /72

30 O accionamento dos alternadores é feito por meio de um sistema de embraiagem mecânico que faz a acoplagem dos veios das 2 turbinas, uma vez sincronizadas as velocidades respectivas, com o veio do alternador. Como o aproveitamento da energia contida no gás natural é muito elevado e a quantidade de partículas emitidas na combustão deste gás é muito pequena, pode-se considerar este tipo de sistemas importante para a prevenção de resíduos e preservação de recursos naturais. De notar ainda que, neste caso, não existe necessidade de armazenagem de combustível, com vantagens significativas ao nível da segurança das instalações, da contaminação ambiental através da produção de resíduos e da ocupação de espaço. Pelo contrário, a utilização do fuel e do gasóleo gera resíduos perigosos. No caso da utilização de carvão e lenha produzem-se resíduos sólidos considerados, na sua maioria, não perigosos mas com elevada ocupação de espaço Aproveitamentos de fontes de energia renováveis Utilização de resíduos vegetais (biomassa) Na Figura 14 está representado o esquema de produção de energia eléctrica através de uma central termoeléctrica de queima em grelha de resíduos florestais (biomassa). As diferentes fases da produção de energia eléctrica e os resíduos gerados podem ser esquematizados de forma idêntica à de uma central a carvão, ainda que estes resíduos apresentem diferenças quantitativas e qualitativas em relação às centrais a carvão. Turbina Vapor Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional Caldeira Pilhas de resíduos florestais Resíduos Cinzas de fundo e volantes contaminadas com inqueimados Óleos de lubrificação Óleos hidráulicos Óleos isolantes Figura 14 Esquema da central de queima de resíduos florestais de Mortágua Julho /72

31 O rendimento energético destas centrais é normalmente menor que o rendimento das restantes centrais termoeléctricas, variando com as tecnologias adoptadas na queima dos resíduos florestais. A pequena central da EDP localizada em Mortágua, numa zona densamente arborizada, tem por objectivo a utilização dos resíduos florestais desta região. Podendo-se considerar uma instalação piloto, esta central tem vindo a ser objecto de modificações técnicas que obrigam a longas paragens, o que justifica a fraca produção de energia eléctrica verificada até à data e a elevada produção de resíduos, como se verificará adiante Aproveitamentos hídricos: Centrais Hidroeléctricas Definem-se dois tipos de centrais hidroeléctricas: " De albufeira " De fio de água Nas centrais hidroeléctricas não há o recurso à produção de energia térmica, pelo que não existem contaminações provenientes de resíduos de armazenagem, transporte e utilização dos combustíveis. O aproveitamento da energia associada às correntes fluviais é feito em turbinas hidráulicas. É normal considerarem-se dois tipos de aproveitamento da energia hídrica, o que dá origem a dois tipos de centrais denominadas de albufeira e de fio de água. Nas centrais de albufeira, a energia cinética da água é armazenada sob a forma de energia potencial, sendo criado artificialmente, por meio de uma barragem, uma elevação da cota das águas a montante no rio. Este tipo de aproveitamento permite a regularização dos caudais de água e uma produção de energia eléctrica relativamente estável ao longo do ano. Nas centrais de fio de água não existe barragem para armazenagem de água, mas apenas uma pequena albufeira de regularização, procedendo-se ao aproveitamento da energia cinética da água que atravessa as turbinas em cada instante. Transformações energéticas nestas centrais De uma forma simplificada, as transformações energéticas nestas centrais são, de acordo com o tipo de turbina, as seguintes:! Turbinas hidráulicas: Transformação da energia potencial ou cinética das correntes de água dos rios em energia mecânica ao veio da turbina;! Alternadores: Transformação da energia mecânica em energia eléctrica. Julho /72

32 ! Transformadores: Elevação da tensão da energia eléctrica produzida.! Disjuntores e outro equipamento de protecção e controlo. Os resíduos perigosos resultantes da actividade destas centrais provêm fundamentalmente dos óleos lubrificantes, hidráulicos e isolantes. Globalmente, a sucata e o betão resultantes de operações de manutenção destas centrais são os resíduos produzidos em maior quantidade. Na Figura 15 está esquematizada uma central hidroeléctrica com albufeira para armazenagem de energia. Barragem Turbina Hidraulica Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional Lamas oleosas Óleos lubrificantes hidráulicos isolantes Sucata e betão provenientes de intervenções de manutenção são aqui em maior quantidade Figura 15 Esquema de um aproveitamento hidráulico para produção de energia eléctrica Centrais eólicas As centrais eólicas para produção de energia eléctrica convertem a energia cinética do vento em energia mecânica por intermédio de turbinas. Cada turbina, normalmente constituída por 3 pás e com diâmetros que atingem os 60 metros, está montada numa torre, onde se localiza todo o sistema de geração de energia eléctrica. Cada unidade deste tipo constitui um aerogerador, o qual pode estar agrupado com outros em número variável num determinado local, constituindo um parque eólico. Cada turbina acciona um alternador por meio de um sistema de multiplicação de velocidade, que constitui a transmissão mecânica. A corrente alternada gerada é rectificada e posteriormente ondulada e sincronizada com a frequência da rede. A energia eléctrica Julho /72

33 produzida em cada unidade do parque eólico é colectada e enviada para transformadores de elevação de potência. A Figura 16 representa, em esquema, os vários equipamentos constituintes de um aerogerador. O transformador de elevação de tensão é comum ao parque eólico. Transmissão Alternador Corrector de corrente Transformador Rede eléctrica Nacional Óleos isolantes Figura 16 Aproveitamento da energia do vento para produção de electricidade Neste tipo de central em que as necessidades de lubrificação são reduzidas, os óleos isolantes são os principais resíduos perigosos. Na figura 17 podem-se ver pormenores das turbinas do parque eólico situado no Cabeço da Rainha, próximo da Sertã (zona centro). (1) Sensor de vento (3) Invólucro de equipamento (2) Pás reguláveis Figura 17 Turbinas eólicas Julho /72

34 São visíveis os sensores de detecção das características do vento (1), a forma aerodinâmica dos perfis que constituem as pás de orientação regulável consoante a velocidade do vento (2). O sistema de transmissão e o alternador situam-se na parte posterior da turbina alinhados com o veio. Na mesma figura pode-se ver o invólucro onde estão encerrados todos estes equipamentos (3) Produção combinada de calor e de energia eléctrica (cogeração) Nas centrais termoeléctricas deste tipo procede-se à recuperação do calor residual resultante das perdas que se verificam na produção de electricidade. Tratam-se de perdas importantes que se traduziam até há alguns anos atrás, para o caso das centrais termoeléctricas clássicas, na relação aproximada de 1 kwh de energia eléctrica produzida para 3 kwh de combustível. Ou seja, as perdas de energia em centrais termoeléctricas convencionais representavam cerca do dobro da energia eléctrica produzida. Com excepção da central de ciclo combinado da Tapada do Outeiro, todas as centrais termoeléctricas a operar em 2000 em Portugal são do tipo clássico, apresentando perdas de energia que se aproximam daquela relação. As centrais de cogeração permitem melhorar o rendimento energético global, utilizando o calor dissipado (da ordem de 2/3 da energia contida nos recursos utilizados) em processos de aquecimento. Referem-se, a seguir, os tipos de centrais de cogeração existentes: # Centrais em que as máquinas motrizes são turbinas de vapor: de contrapressão de extracção # Centrais em que as máquinas motrizes são motores alternativos Diesel (ignição por compressão) Otto (ignição por faísca) # Centrais em que as máquinas motrizes são turbinas a gás Julho /72

35 Na Figura 18 está representado o esquema de uma central de cogeração para produção combinada de calor e de energia eléctrica com utilização de motor alternativo. Numa instalação deste tipo, o vapor produzido a partir da recuperação de calor dos gases de escape do motor é utilizado na produção de calor para o processo de fabrico do cliente da central e não para geração de energia eléctrica como acontece no ciclo combinado analisado anteriormente. Cinzas contaminadas com fuel e inqueimados Gases de exaustão Caldeira de recuperação Calor Instalação fabril associada Motor Alternativo Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional Água fresca Água quente Lamas contaminadas com: Fuelóleo; Óleos usados Produtos químicos Óleos lubrificantes do motor térmico Outros lubrificantes Óleos isolantes Figura 18 Esquema de uma central de cogeração com motor alternativo No esquema da Figura 18 a máquina motriz é um motor alternativo do tipo Diesel, mas o esquema será idêntico no caso da turbina de gás ou motor Otto, diferindo apenas no tipo de combustível a utilizar. Este tipo de central de cogeração equipada com motores diesel é ainda o mais comum em Portugal, dado que os motores diesel apresentam elevados rendimentos na produção de energia eléctrica, podendo, além disso, utilizar combustíveis baratos como é o caso do fuel nº 4, ainda que necessitando de sistemas de tratamento prévio do fuel para eliminação de impurezas. A introdução do gás natural tende a alterar esta situação, dando oportunidade aos motores de ciclo Otto e às turbinas de gás de se imporem no mercado. As centrais com turbina de vapor, de utilização adequada a instalações industriais grandes consumidoras de calor relativamente à energia eléctrica, estão equipadas, na sua maioria, com turbinas de contrapressão. Julho /72

36 A central do Barreiro, propriedade da EDP, dispõe de turbina de extracção, o que aumenta a versatilidade da relação energia eléctrica/energia térmica produzidas. Com uma potência instalada de 65 MW de produção de electricidade, esta central utiliza fuelóleo nº4. Por não dispor de filtros de partículas dos gases de combustão, não recolhe os resíduos provenientes das cinzas volantes. Esta central é, como se referiu anteriormente, a única central de cogeração que faz parte deste estudo, pelas razões já apontadas. Está integrada na rede eléctrica nacional, o que implica o seu funcionamento integrado com os das restantes centrais de serviço público, permitindo uma gestão centralizada das centrais tendo em atenção o custo da produção do kwh de cada central, os recursos disponíveis por fonte de energia e a disponibilidade de cada central. Assim, estas centrais são remuneradas não só pela produção efectiva de energia eléctrica, mas pela disponibilidade de produzir energia quando para tal for solicitada. A generalidade dos cogeradores (associados a uma dada empresa) não se integram neste sistema, entregando energia eléctrica à rede quando lhes é mais vantajoso e podendo retirar-se em qualquer altura, ainda que cumprindo o que a legislação específica lhes impõe. Na Figura 19 está esquematizado um sistema de cogeração com turbina de vapor. O esquema, muito simplificado, aplica-se quer a turbinas de extracção, quer a turbinas de contrapressão, sendo este último caso, o mais comum em Portugal. Caldeira Turbina Vapor Transmissão Alternador Transformador Rede eléctrica Nacional E. eléct. para processo Vapor de baixa ou média pressão, após expansão parcial na turbina Vapor para processo Lamas contaminadas com: fuelóleo óleos produtos químicos Cinzas volantes contaminadas com fuel e inqueimados. Cinzas de fundo contaminadas com inqueimados Óleos lubrificantes Óleos hidráulicos Óleos isolantes Figura 19 Esquema de uma central de cogeração com turbina de vapor Julho /72

37 4.5 Caracterização Energética das Centrais de Produção de Electricidade Continente Uma vez analisado o sector de uma forma global apresenta-se neste capítulo uma análise energética comparativa de cada uma das centrais a operar em 2000, fazendo realçar a importância do aumento da eficiência energética como medida de prevenção de resíduos. No Quadro 9 apresenta-se a análise energética das centrais termoeléctricas existentes. Centrais Termoeléctricas a funcionarem com combustíveis fósseis Quadro 9 Caracterização das centrais termoeléctricas do Continente em 2000 Centrais Tipo de Potência Entrada Tipo Consumo de Produção Factor Rendimento Tratamento dos termoeléctricas: máquinas eléctrica em de combustível líquida de energético (2) gases de motrizes Instalada serviço combustível (t) energia carga (1) (%) exaustão (MW) (Ano) (GWh) (%) Carregado Setúbal Turbina vapor 710, Fuelóleo Gás natural ,2 36,4 Turbina a vapor 946, Fuelóleo ,5 36,7 Precipitadores electrostáticos Precipitadores electrostáticos Sines Turbina vapor Fuelóleo Carvão ,1 36,0 Precipitadores electrostáticos Pego Turbina vapor Carvão Fuelóleo ,3 38,4 Precipitadores electrostáticos Tapada do Outeiro Ciclo combinado Gás natural ,0 55,4 Precipitadores electrostáticos Tapada do Outeiro Barreiro Alto do Mira Tunes Turbina vapor 93, Turbina vapor cogeração Turbina a gás Fuelóleo Carvão Fuelóleo ,4 1,4 26,4 179 (3) 31, ,4 (49,0) Precipitadores electrostáticos Não tem Gasóleo ,6 0,8 21,9 Não tem Turbina a Gasóleo gás ,7 1,7 29,8 Não tem (1) % do tempo equivalente à potência nominal para a produção de electricidade verificada (2) % da energia contida no combustível efectivamente fornecida à rede sob a forma de electricidade Densidade do GN: 0,84 kg/nm 3 ; Densidade do gasóleo: 830 kg/m 3 Poder Calorífico Inferior do GN: kj/kg ;fuel: kj/kg; gasóleo: kj/kg;carvão: kj/kg (3) Produção de energia térmica sob as formas de electricidade e de vapor ( MWh t ) De referir que, em 2000, o rendimento da central do Barreiro foi de 16,4% na produção de energia eléctrica e de 49% na produção de energia térmica. O rendimento energético global foi, assim, de 65,4%. O baixo rendimento eléctrico justifica-se em turbinas de extracção, como é o caso, pela necessidade de produzir vapor para o Julho /72

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