CARTA REGIONAL DE COMPETITIVIDADE ALGARVE

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1 CARTA REGIONAL DE COMPETITIVIDADE ALGARVE 160

2 1.TERRITÓRIO A região do Algarve, que representa apenas pouco mais de 5% da superfície total do País, revestese de características territoriais muito particulares: uma extensa faixa litoral que se estende suavemente para Norte até às primeiras elevações do barrocal, sub-região natural de transição para a serra, zona interior do Algarve, a Norte do litoral urbano e do barrocal e que inclui os relevos do Espinhaço de Cão, Monchique e Caldeirão. FIGURA 1 - REGIÃO DO ALGARVE Uma análise da organização territorial permite identifi car quatro sub-sistemas territoriais (sistematizados nos vários Instrumentos de Gestão Territorial, em particular no actual Plano Regional de Ordenamento do Território): Sub-sistema Litoral - abrange a faixa entre Lagos e Tavira, da orla costeira ao barrocal, que integra uma área de elevado valor ambiental (a Ria Formosa), e que, sendo intensamente urbanizada, enfrenta uma elevada pressão demográfi ca, imobiliária e turística. Este subsistema integra o conjunto de centros urbanos com maior peso populacional (Lagos, Portimão, Lagoa, Albufeira, Quarteira, Faro, Olhão e Tavira) que constituem um eixo litoral de cidades estruturado a partir da Estrada Regional 125/Via Infante de Sagres (VLA/A22) e da linha ferroviária regional; Sub-sistema Costa Vicentina - que corresponde sensivelmente aos municípios de Vila do Bispo e de parte de Aljezur e Lagos, abrangendo importantes espaços naturais integrados nas zonas envolventes do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, bem como locais com valor simbólico elevado ligados aos Descobrimentos Portugueses e aos Oceanos (como é o caso de Sagres); Sub-sistema Guadiana - que corresponde aos municípios de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Alcoutim, abrangendo os territórios de fronteira e espaços naturais de grande sensibilidade (Reserva Natural do Sapal de Castro Marim, Vila Real de Santo António e Bacia do Guadiana), a par de núcleos urbanos com valor patrimonial (Tavira, Vila Real de Santo António, Alcoutim e Castro Marim); Sub-sistema Serra/Barrocal - constitui uma área de transição da serra despovoada e 161

3 o litoral, que apresenta características predominantemente rurais. Integra um conjunto de aglomerados disseminados ao longo do eixo viário longitudinal serrano (ER 124/ER 267) entre Alcoutim e Aljezur, com funções de suporte directo e abastecimento de bens e serviços às populações da Serra. De referir também o papel dos centros urbanos de Barrocal (Silves, Loulé e São Brás de Alportel) que poderão servir de charneira entre as dinâmicas do Interior e do Litoral. FIGURA 2 - SUB-SISTEMAS TERRITORIAIS DO ALGARVE Adaptado de: PROT Algarve O Algarve é a região portuguesa que, relativamente à população residente, apresenta um maior número de centros urbanos, consolidando uma estrutura tradicional polinucleada. Ao longo das últimas décadas, a estruturação territorial da base económica regional conduziu a uma matriz de povoamento marcada pelo desenvolvimento dos centros urbanos litorais e suas envolventes periurbanas, e pelo esvaziamento das aglomerações do interior rural pertencentes ao barrocal e à serra. O estudo do INE intitulado Sistema Urbano Nacional: Áreas de Infl uência e Marginalidade Funcional considera a existência de um Sistema Urbano Regional do Algarve, polinucleado e assente em dois grandes eixos do litoral: Faro/Olhão/Loulé (com prolongamento a São Brás de Alportel e a Quarteira/Vilamoura e, em complementaridade, a Tavira) e Portimão/Lagos (com prolongamento a Lagoa/Silves). È possível desagregar estes dois principais eixos nos seguintes sub-sistemas urbanos: Rede articulada de cidades Faro/Olhão, Loulé e Quarteira - trata-se de uma rede urbana centralizada em Faro, capital regional que polariza todo o sotavento algarvio e que concentra os principais serviços ligados à administração pública e ao aeroporto; Vila Real de Santo António - cidade que, apesar da sua reduzida dimensão, desempenha um papel central na articulação com Espanha (em particular com a Província de Huelva) e na polinucleação constituída por Vila Real de Santo António/Monte Gordo/Castro Marim e o aglomerado de Tavira; Eixo de cidades Portimão/Lagos - constitui o principal pólo do barlavento algarvio e benefi cia de uma importante complementaridade entre ambas as cidades, em particular na procura turística. Este subsistema permite a articulação com o eixo Vila do Bispo/Aljezur/ Monchique; 162

4 Albufeira - detém uma elevada centralidade regional e inter-regional, devido à confl uência do IP1 com a Via do Infante, o que torna esta cidade um dos principais destinos turísticos do Algarve. Constitui um pólo-charneira entre os eixos Faro/Loulé/Olhão e Portimão/Lagos, que apesar da relativa autonomia apresenta uma tendência de ligação cada vez mais intensa a ambos os eixos, em particular com Faro. A hierarquia urbana e a organização territorial do Algarve pouco se alteraram nas últimas décadas: Faro destaca-se na região; Portimão continua a posicionar-se como um centro sub-regional; num terceiro nível hierárquico emergem sete centros urbanos (Lagos, Silves, Albufeira, Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António). A evolução acentuada da vocação económica do Algarve nas últimas décadas, marcada pelo desenvolvimento da actividade turística, implicou notórias mutações do modelo territorial, sendo visíveis duas importantes linhas de tendência: (1) uma pressão cada vez mais intensa sobre os principais centros urbanos, nomeadamente naqueles que possuem maior vocação turística; (2) uma redução dos dinamismos socio-demográfi cos, económicos e territoriais de diversos espaços não integrados no litoral, sendo que a integração dos pequenos centros do interior passará pelo reforço das acessibilidades transversais, que permitam estabelecer boas e rápidas ligações entre o litoral e o interior. De acordo com o PROT Algarve, nesta ligação litoral-interior do Algarve têm ganho importância os seguintes eixos de articulação (com forte potencial de desenvolvimento no futuro): Eixo Albufeira/Guia - com um papel crescente na área central da região, corresponde a um espaço urbano que poderá atingir 70 mil habitantes em 2030 e faz a articulação com as aglomerações de Faro-Loulé-Olhão e do barlavento, bem como entre o Algarve e o resto do País; Eixo Silves/Loulé/São Brás de Alportel - com um papel relevante na articulação dos espaços e centros do interior com os pólos urbanos do litoral, em particular através da inserção nas principais aglomerações urbanas da região; Eixo Aljezur/Vila do Bispo/Lagos - sub-sistema urbano designado como Triângulo Vicentino, em que se apoiará a dinamização do território do Sudoeste da região; Eixo Transversal Serrano constitui uma rede secundária assente na promoção e valorização dos centros tradicionais do interior, localizados ao longo de um eixo que percorre transversalmente o território da serra. Um dos problemas de cariz territorial mais evidente do Algarve prende-se com a excessiva ocupação do território, em particular nas áreas da orla costeira Sul, na faixa compreendida entre Lagos e Tavira, sujeitas a uma forte pressão urbanística, que muitas vezes se fez acompanhar por uma falta de enquadramento urbanístico das construções, produzindo manchas de elevadas densidades de construção, descaracterizadas e com baixa qualifi cação urbana. De acordo com o estudo Competitividade e Coesão das Regiões Portuguesas, o Algarve apresenta, no seu conjunto, uma densidade populacional inferior à do País (79,8 hab/km 2 contra 113,2 hab/ km 2 para a média nacional) e densidades de construção muito aproximadas (32,2 edifícios/km 2 e 55,8 alojamentos/km 2 no Algarve e 34,4 edifícios/km 2 e 55 alojamentos/km 2 em Portugal). Todavia, existem profundos contrastes entre o conjunto das freguesias do litoral sul e as restantes freguesias algarvias. No primeiro grupo de freguesias, que contempla apenas 21,5% do território algarvio, concentra-se cerca de 65% da população residente algarvia e 71% dos alojamentos, o que resulta em densidades populacionais e de construção muito elevadas. 163

5 O Algarve é a região portuguesa onde a taxa de crescimento do número de alojamentos familiares clássicos foi mais acentuada nas últimas décadas. Esta dinâmica, associada quer ao crescimento demográfi co quer à expansão do turismo, levou à criação recente (desde 1981) de um conjunto signifi cativo de novas freguesias nos municípios situados na orla costeira. Apesar de ter um elevado número de pólos urbanos, é claramente uma região de residência sazonal, havendo um grande número de lugares com índices de construção extremamente elevados e taxas de residência bastante reduzidas. A estruturação territorial (e económica) da região do Algarve decalca as principais infra-estruturas de acessibilidade, destacando-se o papel do transporte rodoviário para o padrão actual de povoamento e ocupação do território. A estrutura rodoviária da região é composta por um eixo ocidental constituído pela EN-120, uma via transversal de elevada capacidade (A22 ou Via Longitudinal do Algarve), um eixo oriental relativo à EN-122 (Beja/Vila Real de Santo António) e duas ligações ao exterior em vias de alta capacidade (IP1/A2 para Norte e Via Rápida para Huelva/Sevilha a nascente). Além destas vias com maior capacidade, há a destacar a EN125 que se desenvolve ao longo de toda a Costa Atlântica entre Vila do Bispo e Vila Real de Santo António e que, apesar da conclusão da A22, continua a assegurar a função de ligação intra-regional entre diversos municípios vizinhos ou próximos. As infra-estruturas ferroviárias da região são constituídas pela Linha do Sul (entre Barreiro/Lisboa e Tunes) e pela Linha do Algarve (entre Lagos e Vila Real de Santo António). No entanto, faltam ainda infra-estruturas que permitam ligações rápidas, cómodas e efi cientes, o que tem conduzido à sobre-utilização do transporte rodoviário. O comboio só tem signifi cado no eixo Boliqueime/Tavira, com especial concentração entre Faro e Fuzeta. De realçar ainda a falta de ligação da ferrovia aos Portos de Faro e Portimão, ao aeroporto de Faro e à zona de expansão da Universidade de Faro (Gambelas), bem como a falta de interconectividade que retira competitividade a este meio de transporte. Quanto ao transporte marítimo, das duas infra-estruturas portuárias existentes (Portimão e Faro), apenas esta se encontra vocacionada para o tráfego de mercadorias. Todavia, a sua localização e desarticulação com qualquer dos restantes modos terrestres, continuam a determinar-lhe uma importância muito rudimentar. Quanto aos portos, verifi ca-se uma tendência de especialização de Faro na área comercial e de Portimão na vertente turística (navios de cruzeiro e passeios ao longo da costa). O porto de Faro situa-se na vizinhança da cidade de Faro no interior da ria Formosa e movimenta granéis líquidos e sólidos, principalmente combustíveis e cimento. Movimenta também alfarroba e aço em varão para a construção civil. Poderá desenvolver-se com base no transporte de cabotagem, não apenas para o abastecimento regional de combustíveis (líquidos e gases liquefeitos) em ligação com um sistema de pipeline para um parque de armazenagem (no Patacão), mas também com um terminal ro-ro, tanto para transporte de veículos ligeiros, como para carga contentorizada que circula por estrada. O Porto de Portimão situa-se na margem direita do estuário do rio Arade a montante da marina. Movimenta essencialmente aço em varão para a construção civil, madeira em toros para a indústria da pasta de papel. Este Porto é o principal porto de escala dos cruzeiros turísticos. As principais infra-estruturas aeroportuárias da região são o Aeroporto de Faro (um dos pilares de suporte à economia da região, em particular do turismo) e o Aeródromo de Portimão. O aeroporto de Faro é o segundo maior aeroporto nacional em termos de passageiros transportados, representando cerca de 23% do total de passageiros transportados nos aeroportos portugueses. 164

6 2. DEMOGRAFIA A região do Algarve tem apresentado nas últimas décadas um signifi cativo dinamismo demográfi co, destacando-se no contexto nacional como um dos territórios com maior crescimento da população residente (que nas últimas três décadas cresceu cerca de 47%). Em 2009 residiam na região cerca de 434 mil habitantes, o que representou um aumento da população residente de 27% relativamente a Contudo, a variação demográfi ca não se processou de igual forma em todo o território regional, à semelhança do que já vinha a suceder em décadas anteriores: o eixo Faro/Loulé/Olhão concentra 40% da população algarvia e, se se juntar o município de Portimão, esta proporção sobe para 51%. O eixo litoral Lagos/Olhão concentra cerca de 80% da população residente no Algarve. Verifi ca-se um generalizado e persistente decréscimo populacional nos municípios do interior serrano, sobretudo em Alcoutim (-18%) e Monchique (-5%), ao mesmo tempo que os municípios do litoral continuam a apresentar fortes crescimentos - nomeadamente em Albufeira (51%), Loulé (27%), Vila Real de Santo António (25%), Lagoa (23%), Lagos (18%), Portimão (15%) e Faro (14%). O Algarve é a região do país onde se observam as maiores discrepâncias na relação entre a população residente e a população fl utuante, o que comporta indubitáveis refl exos no ordenamento do território. Albufeira, por exemplo, tem uma população fl utuante na época alta cerca de 800% superior à população residente. Pelo contrário, São Brás de Alportel e Monchique apresentam variações quase residuais no contexto regional. FIGURA 3 - POPULAÇÃO RESIDENTE

7 FIGURA 4 - TAXA DE CRESCIMENTO EFECTIVO DA POPULAÇÃO Fonte: INE. O crescimento efectivo (crescimento natural + saldo migratório) da região do Algarve é claramente positivo (de mais de 57 mil habitantes entre 1991 e 2009), o que se deve ao saldo migratório positivo (já que o crescimento natural foi muito ténue, de 0.9%, em 2009). No entanto, alguns municípios, como Alcoutim, Castro Marim, Monchique e Vila do Bispo, registaram um crescimento efectivo negativo. A taxa de crescimento natural foi mais forte nos municípios do litoral, concentrando-se no eixo entre Lagos e Faro. Todo o restante território regional apresenta uma dinâmica natural negativa. O índice de envelhecimento é elevado no Algarve (122,8 no ano 2009), mas, contrariamente às restantes regiões do País, verifi ca-se uma tendência de diminuição deste indicador (em 2001 era de 128 idosos por cada 100 jovens) em virtude dos saldos migratórios positivos dos territórios litorais. Todavia, nos municípios serranos a realidade é bem diferente: o número de idosos chega a ser três vezes superior ao dos jovens com menos de 15 anos. 3. ACTIVIDADES ECONÓMICAS, POLOS INDUSTRIAIS E CLUSTERS Em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes do Algarve rondava os 7.4 mil milhões de euros (o equivalente a 4.4% do total nacional). Em termos de Valor Acrescentado Bruto (VAB), a relevância nacional da sub-região rondava os mesmos valores. Naquele ano, o PIB per capita a preços correntes da região era de 17.0 milhares de euros, valor ligeiramente superior ao registado a nível nacional (de 15.8 milhares de euros) e apenas ultrapassado pelas regiões Lisboa e Região Autónoma da Madeira. O índice de disparidade do PIB per capita da região em relação à média nacional permite aferir que 166

8 o Algarve apresenta um PIB per capita cerca de 8% acima do valor médio nacional. Embora o Algarve represente apenas 4% da economia nacional, é responsável por cerca de metade do turismo internacional de Portugal e, em consequência, por cerca de 8% das exportações nacionais de bens e serviços. Noutra perspectiva, o Algarve é responsável por cerca de 5% do total da procura fi nal da economia nacional. A região representava, em 2010, apenas pouco mais de 0,2% dos fl uxos do comércio internacional em Portugal. Em 2009, a taxa de cobertura das entradas pelas saídas na sub-região foi de 41% (abaixo da média nacional de 62%). De referir que o Algarve é a região do país em que as exportações têm menor relevância no VAB (a par da Região Autónoma da Madeira), sendo ainda a única região que regista uma tendência decrescente. Esta situação é consequência da especialização da região nas actividades turísticas e do facto de o Algarve não ser uma região de localização preferencial para as empresas industriais. Em 2009, cerca de 141 mil indivíduos desenvolviam a sua actividade económica no Algarve, o equivalente a cerca de 3.8% do emprego total do país. As actividades económicas mais representativas em termos de emprego são: o comércio por grosso e a retalho (18%), a construção civil (14%), o alojamento e restauração (12%) e as actividades primárias da agricultura, produção animal e silvicultura (10%). Os municípios que apresentam os maiores pesos do emprego no sector primário são, num primeiro nível, Aljezur, Monchique e Alcoutim, sobretudo devido à actividade agrícola, e num segundo nível, os municípios de Vila do Bispo, Silves, Castro Marim, Olhão e Tavira, valores que no caso dos dois últimos municípios são explicados, sobretudo, pelo peso da sua actividade piscatória. Infl uenciado pela forte especialização do Algarve na cadeia de valor turística, o sector terciário encontra-se claramente sobre-representado na região em termos de emprego, comparativamente com a média nacional. Alguns municípios como Portimão, Albufeira, Faro e Lagos registam os pesos do emprego no sector terciário acima da média regional de 71,4%. A forte polarização do mercado de trabalho pela lógica empregadora/remuneradora do turismo difi cultou a criação no Algarve de uma base industrial relevante, tendo mesmo contribuído para o declínio das tradicionais actividades industriais da região. Em 2009, cerca de 58 mil empresas tinham sede no Algarve, destacando-se os municípios de Loulé (18% do total de empresas com sede na região), Faro (15%), Portimão (13%) e Albufeira (11%). No que respeita aos sectores de actividade económica mais representativos, são de referir: o comércio por grosso e a retalho (25% do total de sociedades da região), as actividades imobiliárias (24%), a construção civil (18%) e o alojamento e restauração (14%). Os sectores industriais representam apenas cerca de 5% do total de empresas com sede nos municípios algarvios. Destacam-se os seguintes sectores industriais: indústrias metalúrgicas de base e de produtos metálicos (20% do total de empresas industriais com sede na região), indústrias alimentares e das bebidas (19%) e as indústrias da madeira e da cortiça (11%). É no município de Loulé que se concentram a maioria das sociedades industriais sedeadas na região (18% do total), seguindo-se os municípios de Faro (15%), Olhão (11%) e Portimão (10%). No seu conjunto, estes municípios detêm mais de metade do total de sociedades industriais da região. Em 2008, a taxa de natalidade de empresas no Algarve ultrapassou a média nacional (15.8% contra 14.2%). A taxa de mortalidade de empresas foi, em 2007, de 16.0%, valor ligeiramente inferior ao registado a nível nacional (16.1%). 167

9 No que respeita à estrutura dimensional das empresas, a região do Algarve é caracterizada pela forte presença de empresas de pequena e média dimensão (cerca de 90% das empresas da região têm menos de 10 trabalhadores). Em municípios como Alcoutim, Aljezur e Monchique esta proporção é de 95%. A análise da distribuição dos Trabalhadores por Conta de Outrem (TCO) por empresas com menos de 10 trabalhadores ou com mais de 250 trabalhadores, também permite verifi car a predominância de empresas de pequena dimensão: cerca de 31% dos TCO da região desenvolvem a sua actividade em empresas com menos de 10 trabalhadores, valor acima da média nacional de 25% (destacando-se os municípios da Aljezur e Monchique, nos quais mais de metade dos TCO está empregada naquele tipo de empresas). Por seu turno, apenas cerca de 18% dos TCO estão empregados em empresas com mais de 250 trabalhadores (valor abaixo da média nacional de 24%), com destaque para os municípios de Faro (29%), Albufeira (24%) e Portimão (21%). FIGURA 5 - TAXA DE TCO EM EMPRESAS COM MENOS DE 10 TRABALHADORES

10 FIGURA 6 - TAXA DE TCO EM EMPRESAS COM MAIS DE 250 TRABALHADORES Fonte: INE. No seu conjunto, as empresas do Algarve atingiram, em 2009, um volume de negócios na ordem dos 7.8 mil milhões de euros. Os sectores de actividade económica mais representativos da região em termos de volume de negócios foram, por ordem decrescente de importância: comércio a retalho, excepto de veículos automóveis e motociclos (20% do volume de negócios total); comércio por grosso, excepto de veículos automóveis e motociclos (15%); promoção imobiliária (desenvolvimento de projectos de edifícios) e construção de edifícios (13%); restauração e similares (8%); alojamento (7%). Especialização da base produtiva Cerca de 3/5 da economia do Algarve estão associados directa ou indirectamente à procura turística, à construção civil e às despesas das administrações (consumos colectivos), pelo que a economia regional assenta em três pilares fracamente controlados pela região. A análise da estrutura sectorial da região do Algarve, em termos de comparação entre o peso de determinado sector económico no VAB regional e o peso que esse mesmo sector assume no VAB nacional, permite comprovar a elevada especialização da região nas actividades terciárias, sobretudo nas referidas actividades de comércio, alojamento e restauração, nas actividades fi nanceiras, imobiliárias e de apoio às empresas, mas também no sector primário (sobretudo através da relevância da pesca e, em menor grau, da agricultura). O sector da indústria assume-se como o mais sub-representado na região, o que em parte se explica pelo carácter periférico do Algarve face aos principais centros económicos nacionais (as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto) mas cujo principal factor justifi cativo é a forte expansão das actividades turísticas nas últimas décadas (que implicam o desenvolvimento de actividades terciárias de suporte, como as atrás identifi cadas). 169

11 Uma característica marcante da economia do Algarve é o fraco peso da indústria transformadora, que resultou não só do facto de este sector não ter conseguido acompanhar a forte dinâmica regional, mas também de um verdadeiro declínio do emprego industrial. Para além da sobrevivência de algumas unidades de transformação de produtos da pesca e da agricultura (semente de alfarroba) e da adaptação de algumas indústrias que antes se encontravam inseridas noutras cadeias de valor (tipografi as, construção naval), o essencial da indústria algarvia funciona dentro da lógica das actividades dominantes turismo e construção civil. Os sectores industriais que apresentam maior relevância na região do Algarve estão associados ou à exploração de recursos naturais, como as indústrias extractivas (nomeadamente as pedreiras de Sienito, Brecha, Calcário e Calcário Ornamental e as minas de sal-gema) e a indústria da madeira e cortiça, ou, são grandes fornecedores de actividades de especialização da região, como as indústrias alimentares e bebidas (sobretudo panifi cação, pastelarias e produção de aguardentes, fornecedoras das actividades de restauração e hotelaria) ou a fabricação de produtos metálicos ou outros produtos minerais não metálicos (que à semelhança das indústrias extractivas fornecem sobretudo a actividade de construção civil). Como salienta o PROT, a indústria algarvia com algum signifi cado está limitada a: fabrico de cimentos (em Loulé) e pequenas unidades de produção de cerâmicas, corte de pedra e materiais de construção; fabrico de elementos de construção em metal, principalmente em Faro, Loulé e Olhão; tipografi a e edição, principalmente em Vila Real de Santo António, mas também em Faro e Loulé; obras de carpintaria para construção (principalmente em Faro); construção naval (em Vila Real de Santo António, Lagos e Faro); pequenas unidades no sector da cortiça (São Brás de Alportel, Silves). O crescimento económico do Algarve e todo o perfi l de especialização da base económica regional estão fortemente ligados às actividades do sector do turismo e dos serviços de apoio a ele directamente relacionados. Como surge referido no PROT Algarve, no passado a organização territorial da economia algarvia era moldada pelas três zonas naturais o litoral, o barrocal e a serra mas, a expansão turística das últimas décadas, conduziu ao desenvolvimento de várias dinâmicas que introduziram uma alteração profunda daquele modelo económico-territorial marcada por: um crescimento imobiliário-turístico do litoral a expandir-se de forma dispersa para o barrocal, contribuindo para a aceleração do êxodo rural da área serrana, com maior incidência do envelhecimento e declínio demográfi co; um processo de abandono produtivo da serra, a par da evolução desfavorável das condições de mercado dos produtos tradicionais deste território; nas zonas de maior potencial agrícola do litoral/barrocal, a resposta dos agricultores para assegurar a viabilidade económica da agricultura foi a introdução de técnicas de cultivo baseadas na forçagem e semi-forçagem, num contexto em que a actividade agrícola passou a concorrer com o turismo na disputa do espaço, de água e mão-de-obra. Assim, o crescimento polarizado pelo turismo não só desestruturou o modelo económico do Algarve como introduziu na região signifi cativas dinâmicas de alteração da estrutura territorial. Tornou-se evidente o desequilíbrio na organização territorial da economia algarvia, com cerca de 2/3 da economia regional concentrada nos municípios de Faro, Loulé, Portimão e Albufeira e um 170

12 processo que não se tem conseguido estancar de despovoamento e perda de actividade económica da serra. As actividades tradicionais do sector primário que sustentavam o território marginal à actividade turística têm entrado em declínio acentuado. A região apresenta uma agricultura tradicional onde predominam as produções de frutos secos, o olival, a amendoeira, a alfarrobeira, a fi gueira, as culturas arvenses e a vinha. Com excepção da alfarrobeira, as demais produções têm vindo a perder relevância regional. Em paralelo, a horticultura também tem perdido importância, registando-se apenas uma evolução positiva na citricultura (o Algarve é responsável por mais de 2/3 da produção nacional de citrinos). No que respeita às actividades ligadas à exploração do recurso mar, o Algarve ainda se destaca pelos resultados positivos: representa cerca de 1/3 do valor da pesca descarregada no País (com aumento do peso relativo na última década - concentra dois dos cinco principais portos de pesca a nível nacional, Portimão e Olhão, em termos de quantidades descarregadas); detém 71% das unidades de aquicultura nacional (sobretudo em regime extensivo e com a produção a verifi car uma ligeira tendência para aumentar) e representa a quase totalidade da produção de sal marinho no País. É a região do País mais importante em termos de produção aquícola, sendo responsável por quase toda a produção de moluscos bivalves e por grande parte da produção de peixes marinhos. A aquicultura no Algarve é exclusivamente marinha e feita apenas nos sistemas lagunares, dos quais a Ria Formosa é de longe o maior e o mais importante. A actividade turística O turismo constitui o sector de actividade essencial da economia do Algarve. Na região, o sector do alojamento e restauração emprega 10,6% do pessoal ao serviço e gera 12,8% do produto criado a nível nacional no sector. Localizam-se no Algarve mais de 20% dos estabelecimentos de alojamento classifi cado existentes no País, correspondendo a cerca de 40% da capacidade de alojamento instalada. A oferta de imobiliária de lazer e as residências de férias, também estas muitas vezes alugadas sazonalmente pelos proprietários, atinge valores que têm sido estimados entre 320 mil e 500 mil camas, apesar de não existirem dados estatísticos ofi ciais. Existe, em média, um estabelecimento hoteleiro para cada residentes, ratio este superior ao de qualquer outra região do país. A oferta turística é regionalmente muito desequilibrada. Se se considerar apenas o número de estabelecimentos hoteleiros, verifi ca-se que: Cerca de 1/3 dos estabelecimentos (31,9%) encontra-se no município de Albufeira; Cerca de 62% dos estabelecimentos concentram-se nos municípios de Albufeira, Loulé e Portimão; Cerca de 85% dos estabelecimentos concentram-se nos municípios da faixa litoral Lagos- Faro. Se se considerar a capacidade de alojamento verifi ca-se que: O município de Albufeira detém quase 40% da capacidade de alojamento da região; Os municípios de Albufeira, Portimão e Loulé concentram quase ¾ da capacidade de alojamento da região; Cerca de 90% da capacidade de alojamento da região encontra-se na faixa litoral Lagos-Faro. Existe portanto uma grande concentração dos estabelecimentos hoteleiros, e portanto da capacidade de alojamento, na faixa litoral Lagos-Faro. O restante território regional detém apenas 15% dos estabelecimentos da região e 10% da capacidade de alojamento. 171

13 No PROT Algarve é possível obter uma análise da distribuição do número total de camas turísticas previstas nas Áreas de Aptidão Turística (AAT) dos Planos Directores Municipais (PDM) dos vários municípios da região: um total de cerca de 51 mil camas, com maior concentração de AAT em Castro Marim (15%) e Vila Real de Santo António (11%). Com excepção dos municípios de Alcoutim, Faro, Monchique e São Brás de Alportel, todos os restantes municípios algarvios possuem afectação do solo a Zonas de Ocupação Turística (ZOT). No âmbito da estruturação do território, é de destacar a concentração das ZOT mais relevantes junto à costa, principalmente entre os núcleos urbanos de Lagos e Loulé (eixo central Lagos/ Portimão/Lagoa/ Albufeira/Loulé) e zonas litorais da parte ocidental (Aljezur e Vila do Bispo) e, na parte oriental, Vila Real de Santo António. A região do Algarve atrai cerca de 22% dos turistas estrangeiros que procuram o destino Portugal. No que respeita à nacionalidade dos hóspedes estrangeiros, destaca-se o peso crescente de cidadãos da União Europeia. De acordo com dados disponibilizados pela AHETA - Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (os dados mais recentes de que se dipõe são relativos a fi nal de 2007), cada vez são mais importantes os mercados britânico e alemão, enquanto os mercados holandês, italiano, espanhol e francês têm perdido peso no turismo da região. Verifi ca-se uma concentração da procura britânica em Albufeira, Portimão, Praia da Rocha, Alvor e Loulé (Vilamoura, Quarteira, Vale do Lobo e Quinta do Lago); a procura alemã concentra-se sobretudo no Carvoeiro, Armação de Pêra, Portimão e em Lagos, Silves e Vila do Bispo; a procura holandesa está concentrada no sotavento, em particular em Tavira, Manta Rota, Altura e Monte Gordo. Este padrão de nacionalidades da procura turística na região do Algarve é infl uenciado pela própria lógica de investimentos de grupos empresariais, alguns estrangeiros, em estabelecimentos de alojamento turístico que funcionam como privilegiados meios de divulgação e comercialização juntos dos principais mercados emissores. FIGURA 7 -PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO DAS DORMIDAS NA REGIÃO DO ALGARVE NOVEMBRO 2007 Fonte: AHETA; Região de Turismo do Algarve. 172

14 Não se dispõe de uma análise detalhada dos investimentos ao longo dos anos nos segmentos médio-alto do turismo algarvio para comprovar/refi nar o esquema e quadro que se apresentam de seguida, relativos às fases de desenvolvimento do turismo no Algarve e às fases de investimento em campos de golfe. Considerou-se interessante evidenciar a respiração do investimento em campos de golfe, na medida em que constitui uma âncora do turismo residencial e um equipamento associado frequentemente à hotelaria de 5 estrelas. É possível identifi car vagas de desenvolvimento turístico no Algarve. Numa primeira fase, que corresponde ao período entre meados da década de 60 do século XX e 1974, registou-se uma forte procura de turistas estrangeiros possibilitada pela inauguração do Aeroporto de Faro, de várias unidades hoteleiras de gama alta e dos primeiros campos de golfe, ao mesmo tempo que a construção dos primeiros aldeamentos turísticos para a classe média permitia o crescimento da procura turística interna. No período pós-1974, e até ao início da década de 90, registou-se uma massifi cação da procura turística (sobretudo interna), com o aumento da oferta de aldeamentos turísticos, da construção de alojamentos destinados a segunda residência e de apartamentos destinados a timesharing (esta fase corresponde ao primeiro boom do imobiliário a nível mundial). Numa terceira fase, que se estendeu entre a década de 90 e o início dos anos 2000, proliferaram os investimentos de estrangeiros na aquisição de unidades hoteleiras de luxo e no desenvolvimento de resorts, alguns associados à construção de novos campos de golfe. Esta fase foi embrionária da tendência actual de forte crescimento da oferta de hotéis de 5 estrelas (e início dos de 6 estrelas) e, em particular, de resorts integrados ancorados no golfe, associado aos investimentos de grupos nacionais e estrangeiros e de investidores privados, o que permitiu impulsionar uma nova vaga de procura turística internacional. 173

15 FIGURA 8 - FASES DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO DO ALGARVE Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Inauguração do Aeroporto Internacional de Faro Hotéis de 5 estrelas e primeiros resorts de luxo Primeiros aldeamentos turísticos para a classe média Aldeamentos turísticos Apartamentos de 2ª residência Time-sharing Investimentos de capitalistas do Norte da Europa Grandes investimentos associados a Resorts Integrados e Golfe Procura turística Anos Turismo de Gama Alta Turismo de Massa QUADRO 1 - FASES DE INAUGURAÇÃO DOS CAMPOS DE GOLFE DO ALGARVE º ciclo do imobiliário global ( 2007) -??? 2º ciclo do imobiliário global PENINA GOLFE (1966) PORTIMÃO/ALVOR OCEÃNICO OLD COURSE (1969) VILAMOURA OCEAN GOLFE COURSE (1968) VALE DO LOBO QUINTA DO LAGO SUL GOLFE (1974) ALMANCIL PALMARES GOLFE (1975)- LAGOS OCEÃNICO PINHAL (1976) VILAMOURA BALAIA GOLFE NENHUMA INAUGURAÇÃO PARQUE DA FLORESTA GOLFE (1987) VILA BISPO SAN LORENZO GOLFE (1988) ALMANCIL QUINTA DO LAGO NORTE GOLFE (1989) ALMANCIL OCEANICO LAGUNA GOLFE (1990) VILAMOURA VILA SOL GOLFE (1991) VILA MOURA ALTO GOLFE (1991) PORTIMÃO/ALVOR GRAMACHO GOLFE (1991) CARVOEIRO PINE CLIFFS GOLFE (1991) ALBUFEIRA VALE DA PINTA GOLFE (1992) CARVOEIRO ROYAL GOLFE COURSE VALE DO LOBO (1997) VALE DO LOBO OCEANICO MILLENIUM (2000) VILAMOURA BENAMOR GOLFE (2000) TAVIRA CASTRO MARIM GOLFE (2001) CASTRO MARIM QUINTA DA RIA GOLFE (2002) VILA NOVA DE CACELA QUINTA DE CIMA GOLFE (2002) VILA NOVA DE CACELA BOAVISTA GOLFE (2002) LAGOS GOLFE DO MORGADO (2003) PORTIMÃO OCEÃNICO VICTORIA GOLFE (2004) VILAMOURA GOLFE DOIS ALAMOS (2006) PORTIMÃO SILVES GOLFE (2006) SILVES MONTE REI GOLFE (2007) VILA NOVA DE CACELA PINHEIROS ALTOS GOLFE (1992) ALMANCIL QUINTA DO VALE GOLFE (2007) CASTRO MARIM SALGADOS GOLFE (1994) ALBUFEIRA OCEANICO AMENDOEIRA GOLFE FALDO (2008) ALCANTARILHA OCEÃNICO AMENDOEIRA 174

16 PRINCIPAIS GRUPOS EMPRESARIAIS Dado o predomínio da actividade turística no Algarve consideraram-se como principais grupos empresariais aqueles que asseguravam a oferta turística mais qualifi cada/diversifi cada - e por isso mesmo potencialmente mais internacionalizada, ou seja, os que detinham a propriedade de: Hotéis e Hotéis Apartamentos de 5 estrelas; Cadeias de Hotéis de 4 estrelas, Condomínios residenciais de luxo; Resorts e Resorts integrados; Campos de Golfe e Marinas. No Algarve está em curso uma vaga de investimento em resorts integrados e em condomínios fechados associados a Hotéis e Hotéis Apartamentos de luxo que irá transformar o perfi l turístico da região, iniciando uma nova fase de internacionalização, tornada possível pelo boom imobiliário mundial de 2002/2007. Os resorts integrados são uma modalidade de turismo na qual é oferecido um conjunto de actividades e experiências. Normalmente são compostos por mais de 2000 camas e destinam-se a um leque variado de segmentos de mercado como é o caso dos turistas motivados pelos desportos náuticos, pelo turismo de saúde e bem-estar ou pelo golfe. Esta vaga de investimento tem forte expressão nas âncoras do Triângulo Dourado localizado no Algarve Central Vilamoura, Vale do Lobo e Quinta do Lago e em zonas adjacentes mas a grande novidade está no surgimento de projectos de grandes resorts integrados para o Barlavento e Sotavento do Algarve. Esta última vaga de investimento que atravessou o turismo algarvio (e de Portugal, no seu conjunto) no período 2002/2007, ou seja, investimento em condomínios de luxo, resorts e resorts integrados com campos de golfe, foi acompanhada por uma profunda mudança nos grupos empresariais do turismo algarvio caracterizada por três movimentos: Mudanças de propriedade dos principais empreendimentos turísticos do tipo resort já existentes e de várias unidades hoteleiras de 5 estrelas; Entrada de actores empresariais completamente novos na região como promotores dos novos resorts e condomínios de luxo; Expansão e diversifi cação de oferta de actores já presentes na região. Ao mesmo tempo que se verifi cava a permanência de alguns actores há muito estabelecidos no Algarve, quer desde a primeira fase do desenvolvimento turístico (1967/76), quer da terceira fase (1986/1994) associada ao boom imobiliário mundial desse período. Mudanças de propriedade dos principais empreendimentos turísticos do tipo resort já existentes e de várias unidades hoteleiras de 5 estrelas No período 2002/2007 assistiu-se à saída de cena dos dois maiores empresários turísticos do Algarve, proprietários dos três resorts que estruturaram o Triângulo Dourado (Quinta do Lago- Vilamoura-Vale do Lobo) referimo-nos a André Jordan, que esteve associado desde o inicio ao empreendimento da Quinta do Lago e que desde 1995 controlava o resort de Vilamoura, e a Sander van Gelder que desde os anos 80 dirigia o resort de Vale do Lobo. A Quinta do Lago foi vendida a um grupo irlandês (grupo O Brien), sendo de referir que a Quinta do Lago é um exemplo típico de resort integrado, contendo no seu interior múltiplas ofertas, quer de alojamento quer de residência, quer ainda de serviços que são propriedade de distintos operadores (exemplos: Four Seasons Country Club e Four Seasons Fairways da cadeia hoteleira internacional Four Seasons; o Lakeside Village, o campo de golfe e condomínio dos Pinheiros Altos, o Hotel Quinta do Lago etc.). 175

17 Por sua vez, o empreendimento de Vilamoura foi dividido em duas componentes a componente resort integrado que foi adquirida na altura pelo grupo de construção civil e imobiliário espanhol da Andaluzia PRASA, em consórcio com a Caixa da Catalunha/PROCAN, tendo este útimo acabado por fi car com o controlo após a crise da imobiliária espanhola enquanto a componente campos de golfe foi adquirida um ano depois pelo grupo OCEANICO, de capitais irlandeses. Quanto ao resort integrado de Vale do Lobo, após a uma última tentativa de reconfi guração do resort sob seu controle, com a proposta da criação de uma ilha artifi cial o Projecto Nautilus Island -, van Gelder vendeu o empreendimento a um consórcio de quatro entidades portuguesas e estrangeiras, no qual a Caixa Geral de Depósitos haveria de adquirir uma posição destacada (25% do capital). Este grupo lançou as novas fases do empreendimento, bem como o novo Vale de Santo António Resort, sendo aposta de longo prazo a expansão internacional com a marca Vale do Lobo. Num sentido contrário ou seja de reentrada no turismo algarvio - o investidor saudita que lidera a JJW Hotels & Resorts, e que já tinha lançado no Algarve o resort residencial de Pinheiros Altos, em torno de um campo de golfe localizado na Quinta do Lago, adquiriu com apoio bancário o conjunto de unidades hoteleiras e campos de golfe anteriormente detidos pela cadeia Méridien o Penina Hotel & Resort e respectivo campo de golfe e o D. Filipa em Vale do Lobo, tendo associado um dos mais famosos campos de golfe do Algarve, o San Lorenzo. Atravessa actualmente difi culdades fi nanceiras. Entrada de actores empresariais completamente novos na região como promotores dos novos Resorts e/ou condomínios de luxo. Grupos Portugueses: Grupo ONYRIA - grupo proprietário do Quinta da Marinha Resort em Cascais que inclui o Hotel da Quinta da Marinha (5 estrelas), e do respectivo campo de golfe e um aldeamento de luxo; no Algarve, lançou o resort t de Palmares que integrou o campo de golfe com o mesmo nome já existente e onde vai ser construído um novo hotel de 5 estrelas - o Aqua Meia Praia. Na sua expansão internacional inclui-se a participação num empreendimento com hotel e campo de golfe e produção de vinho na região de Bordéus o Chateaux de Vigiers e mais recentemente em projectos na Turquia. Grupo IMOCOM - este grupo teve a sua origem numa PME da construção civil e materiais de construção da região Oeste; está actualmente numa fase de crescimento exponencial. No Algarve tem dois hotéis e hotéis apartamentos de luxo - o Hilton As Cascatas Golf, Resort e Spa em Vilamoura e o Conrad Resort e Spa na Quinta do Lago, no palácio Valverde e um resort com que se estreia no turismo residencial - o Monte Santo Resort no Carvoeiro (os três empreendimentos em parceria com a cadeia Hilton, que pela primeira vez se associou a hotéis em Portugal, sendo a sua marca Conrad reservada a nível mundial para hotéis de 6 estrelas). O grupo iniciou simultaneamente a sua expansão internacional para a América Latina, está presente no Brasil (Salvador da Baía) e mais recentemente num resort na Patagónia na Argentina (em ambos os casos em parceria com a cadeia Hilton), tendo também empreendimentos planeados ou em curso em Cabo Verde. Grupo CS (Carlos Saraiva) - grupo que teve a sua origem na promoção imobiliária e que iniciou a sua presença no sector do turismo como proprietário de hotéis - o CS São Rafael no Algarve, o 176

18 CS Madeira no Funchal e dois hotéis no Douro; entrou numa fase de crescimento na região com dois grandes empreendimentos o resort da Herdade do Salgados, em Albufeira e o resort da Herdade dos Reguengos, envolvendo no seu conjunto três campos de golfe; com novos hotéis de 5 estrelas o CS São Rafael, o CS Salgados Duna Hotel e o CS Palace Reguengo Hotel ; estão em desenvolvimento unidades hoteleiras em Lisboa, Porto, no Douro e no Alentejo; Grupo Amorim - a entrada deste grupo na área do turismo foi relativamente recente; depois de uma primeira aquisição do Casino da Figueira da Foz passou a estar associado como sócio minoritário de Stanley Ho na Estoril Sol - proprietária dos Casinos do Estoril, Lisboa e Póvoa do Varzim; mais recentemente iniciou a sua expansão no segmento dos hotéis e hotéis apartamento de 5 estrelas adquirindo no Algarve o Vila Lara Thalassa Resort à cadeia francesa SOFITEL, e lançando um novo hotel e condomínio fechado anexo - The Lake Resort; criou entretanto uma marca própria de hotéis na área do turismo Blue & Green ; refi ra-se que o grupo irá investir na combinação Hotel + Casino na sua participação no resort de Tróia da SONAE; mais recentemente evidenciou vontade de entrar também no segmento dos resorts integrados através de uma parceria com a Amman Resorts para o Alqueva. Grupo REAL - grupo hoteleiro com hotéis em Lisboa e Cascais e um hotel de 5 estrelas e respectivo campo de golfe no Algarve o Real Santa Eulália; tendo concluído a construção de outro hotel de 5 estrelas em Olhão o Real Marina Hotel. Grupos Estrangeiros: Grupo Oceânico - este grupo de capitais irlandeses e britânicos (actualmente sob gestão deum fundo de investimento, na sequência da crise bancária irlandesa) é dos maiores grupos presente no turismo algarvio; além de ter comprado o conjunto de dez campos de golfe associados a Vilamoura, tem em desenvolvimento um grande resort no Barlavento algarvio o Amendoeira Golf Resort (onde contará com dois campos de golfe) e outro grande empreendimento em Vilamoura - Vila Moura Golf & Garden Resort; é proprietário de vários condomínios no segmento sol praia (Belmar SPA & Beach Resort na praia de Porto de Mós, empreendimento de 5 estrelas, Quinta do Monte Resort, um condomínio de luxo, bem como vários de 4 estrelas como o Jardim da Meia Praia, os Estrela da Luz e Vila Baía na Praia da Luz). Grupo ALIBER - este grupo internacional lançou um dos maiores projectos de novos resorts do Algarve o Monte Rei Golf & Country Club, em torno de um campo de golfe com o mesmo nome, localizado no Sotavento algarvio (Vila Nova de Cacela), onde também se irá localizar outro resort que o grupo tem em desenvolvimento - o São Brás Golf Camp & Country. Grupo Van KOOTEN - grupo holandês ligado ao presidente da ENDEMOL que está a lançar outro dos grandes resorts do Sotavento algarvio - o Castro Marim Golfe & Country Club; tem laços com a família Van Gelder que vendeu Vale do Lobo. GRUPO CORTE VELHO - grupo britânico que se aliou ao asiático Six Senses para o lançamento de outro resort no Sotavento algarvio, em Castro Marim o Corte Velho. Grupo TUI/ Robinson - o grupo alemão de turismo TUI (em que accionistas espanhóis ligados à hotelaria - grupo RIU - tomaram recentemente posição accionista), através da sua afi liada ROBINSON, inaugurou o resort Quinta da Ria localizado no Sotavento algarvio (Vila Nova de Cacela) e que dispõe de dois campos de golfe - Quinta da Ria e Quinta de Cima. 177

19 Expansão e diversificação de oferta de actores já presentes na região: Grupo Pestana - o maior grupo hoteleiro português com origem na Madeira e presença em Portugal, no nordeste do Brasil, Argentina e Venezuela na América Latina; em África está presente em Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde,e Africa do Sul; na Europa tem hotéis em Londres e Berlim.No Algarve o grupo detém um conjunto de hotéis dos quais o Pestana Alvor Praia de 5 estrelas e vários de 4 estrelas situados no Barlavento algarvio - Pestana Alvor Atlântico em Alvor, Pestana Delfi m Pestana D. João II; conta ainda com três campos de golfe Silves Golf, em Silves e Vale da Pinta e Gramacho no Carvoeiro; com a aquisição destes últimos em 1996 iniciou um investimento no imobiliário turístico construção e venda de apartamentos, moradias e villas ; a sua evolução no sentido de estar presente neste sector do turismo residencial, levou à criação de uma marca própria para este segmento - Pestana Residence (ver Caixa 2). Grupo Espirito Santo - este grupo está actualmente presente no Algarve no segmento dos hotéis com a marca TIVOLI Tivoli Lagos e Tivoli Carvoeiro - bem como dois hotéis situados respectivamente nas Marinas de Portimão e de Vilamoura (os três primeiros de 4 estrelas e este último de 5 estrelas) e conta com uma nova unidade de 5 estrelas o Tivoli Vitoria - estando igualmente presente na gestão de campos de golfe; Grupo Vila Galé - grupo hoteleiro actuando em Portugal e no Brasil onde detém no conjunto 23 hotéis; tem actualmente no Algarve uma rede de hotéis de 4 estrelas - em Armação de Pêra, no Carvoeiro, em Albufeira, Vilamoura e Tavira - e um hotel de 5 estrelas na Meia Praia, em Lagos. Grupo VIOLAS/SOLVERDE - é um grupo com origem em Espinho que se destaca a nível nacional pela presença no segmento dos Casinos, detendo os três Casinos do Algarve Vilamoura, Monte Gordo e Praia da Rocha - e um dos hotéis de 5 estrelas mais emblemáticos da 1ª fase da expansão turística da região o Hotel Algarve na Praia da Rocha; vai promover dois novos campos de golfe em ligação com este hotel que é o seu fl agship no Algarve. Grupo Atlântica - é um grupo que detém o VILA SOL Hotel, campo de golfe e pequeno resort associado e o Vale do Ancão Hotel tendo projectos de expansão para o Alentejo e Douro. Permanência de alguns actores estrangeiros há muito estabelecidos no Algarve: Grupo VIGIA - grupo britânico com forte presença no barlavento algarvio em empreendimentos de turismo residencial, quer em torno do golfe com os resorts Parque da Floresta (campo de golfe ) - quer do sol & mar Quinta da Fortaleza, The View e Quinta de São Roque; mais recentemente expandiu a sua oferta para o Alentejo com o resort Parque do Redondo Lakeside, que virá a ter um campo de golfe. Grupo IFA/UNITED INVESTMENTS este grupo imobiliário e turístico do Kuwait, um dos que maior crescimento tem tido a nível mundial, detém há muitos anos o empreendimento Pine Cliffs Resort e o Hotel de 5 estrelas nele integrado o Sheraton Algarve explorado pela cadeia Starwood (Luxury Colection); estão actualmente a lançar um resort de luxo na serra algarvia - o Quinta do Freixo Resort. Grupo EMERSON - este grupo imobiliário britânico é uma das mais antigas presenças no Algarve, onde se instalou em 1970, detendo um campo de golfe e resort associado. Grupo VILA VITA - grupo alemão detentor de um Hotel Apartamento de luxo VILA VITA PARK. 178

20 Síntese: A Figura seguinte procura sintetizar a informação recolhida sobre grupos empresariais do Turismo no Algarve, obedecendo aos seguintes critérios: 1) Consideraram-se - como se referiu no início - apenas os grupos empresariais proprietários no Algarve de Hotéis e Hotéis Apartamentos de 5 estrelas; Cadeias de Hotéis de 4 estrelas, Condomínios residenciais de luxo; Resorts e Resorts integrados; Campos de Golfe e Marinas. 2) Dividiram-se estes grupos em dois conjuntos principais: Os que estão mais especializados na oferta de alojamento hotéis e hotéis-apartamentos, admitindo já nalguns casos uma oferta residencial complementar da oferta de alojamento - ocupam a parte superior da Figura; Os que estão claramente especializados na oferta de residência sob a forma de resorts integrados, resorts e/ou condomínios de luxo, sendo que os promotores destes resorts podem atrair para o seu empreendimento hotéis e hotéis-apartamentos que funcionem como factor de complementaridade. 3) Considerou-se em seguida o investimento em campos de golfe como o factor distintivo dos grupos, surgindo um terceiro conjunto - os que estão centrados na exploração de campos de golfe ou em que existem subgrupos especializados nesta actividade - e dividindo-se os anteriores entre os que detêm campos de golfe e os que não são proprietários deste tipo de oferta. 4) Teve-se em conta a cada vez maior integração entre os dois conjuntos inicialmente considerados, tendo-se criado um espaço próprio para localização de grupos que tendo começado por pertencer ao conjunto especializado na oferta de alojamento estão a evoluir para a oferta de turismo residencial, que constitui o factor principal do investimento actualmente em curso no Algarve. 5) Distinguiram-se os grupos nacionais (com a cor laranja) e os internacionais (com a cor verde). 179

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