Experiências Agroflorestais na Comunidade de Boqueirão. Renato Ribeiro Mendes Eng. Florestal, Msc

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1 Experiências Agroflorestais na Comunidade de Boqueirão Renato Ribeiro Mendes Eng. Florestal, Msc

2 Localização da área de estudo

3 Dados Climáticos da Região Clima Tropical semi-úmido, com 4 a 5 meses de seca (IBGE, 2002). Temperatura A temperatura máxima, nos meses mais quentes, fica em torno de 42 o C. A mínima varia entre 14 e 18ºC. Regime pluviométrico anual Preciptação de 1400 a 1750mm, com distribuição sazonal. Vegetação Região de tensão ecológica ou de transição circunscrita numa área de predomínio de vegetação de cerrado, áreas inundáveis e áreas florestais. O IBGE (2004) inclui a região dentro do bioma Amazônia, sendo constituída de diversas fitofissionomia.

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5 Implantação das Experiências Agroflorestais Ano 2006 FASE I Levantamento de dados Tipologia das Unidades Produtivas (UPs) dos quilombolas Caracterização da população e sua dinâmica; Disponibilidade de força de trabalho; Fontes de renda; Estrutura de comercialização; Formas de ocupação do território; Características das UPs (benfeitorias); Desejo de futuro nas UPs.

6 Implantação das Experiências Agroflorestais FASE I Levantamento de dados Tipologia das Unidades Produtivas dos quilombolas 100% Renda Renda Monetária ($) (R$) 80% 60% 40% 20% Boqueirão Retiro 0% Renda UP Benefícios Benefícios Venda Venda de de mão-de-obra

7 Implantação das Experiências Agroflorestais FASE I Levantamento de dados Tipologia das Unidades Produtivas (UPs) dos quilombolas (%) Desejo de futuro UPs Boqueirão Retiro 60 Boqueirão Retiro Pomar Pasto Curral Roça Moradia Pomar Pasto Curral Roça Moradia

8 Implantação das Experiências Agroflorestais FASE II - Visita a um Sistema Agroflorestal

9 Ano Implantação das experiências Agroflorestais FASE II Reuniões em grupo e individuais

10 Ano Implantação das experiências Agroflorestais FASE II Escolha das espécies araçá-boi (Eugenia stipitata) cupuaçu (Theobroma grandiflorum)

11 Ano 2007 Implantação das experiências Agroflorestais FASE III - Implantação dos módulos experimentais

12 Ano 2007 Implantação das experiências Agroflorestais FASE III - Implantação dos módulos experimentais Unidade Produtiva Número de parcelas (5m x10m) Área total (m 2 ) São João* 30 parcelas 1500 Boa Vontade* 18 parcelas 900 Nova Esperança 18 parcelas 900 Alagoas 14 parcelas 700 Piquizal 12 parcelas 600 Boqueirão 8 parcelas 400 *UPs onde serão avaliadas todos os parâmetros do experimento.

13 Ano 2007 Implantação das experiências Agroflorestais FASE III - Implantação dos módulos experimentais Estratégia de Manejo Tradicional Capina Arranjo das espécies

14 Ano Implantação das experiências Agroflorestais FASE III - Implantação dos módulos experimentais Estratégia de Manejo Proposta Podas Introdução de espécies adubadeiras Cajanus cajan, Canavalia ensiformis Inga edulis Arranjo com enfase na manutenção de sp. arbóreas consorciadas.

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20 Agosto de 2008 Março de 2008

21 Agosto de 2008 Março de 2008

22 Agosto de 2008 Março de 2008

23 Monitoramento das experiências Agroflorestais Elemento Descritor Indicador Solo Qualidade química (1) Capacidade de Troca Catiônica (cmolc/dm 3 ) (2) Teor de Matéria Orgânica (%) (3) Profundidade do horizonte A (4) Nível de Acidez (ph) (5) Incremento do estoque de macronutrientes (Kg ha.ano -1 )

24 Monitoramento das experiências Agroflorestais Elemento Descritor Indicador Solo Qualidade física (6) Índice médio de compactação - Dap (g.cm -3 ) (7) Teor de argila (g.kg -1 ) (8) Teor de silte (g.kg -1 ) (9) Teor de areia (g.kg -1 )

25 Monitoramento das Experiências Agroflorestais Textura do Solo Sítio São João

26 Monitoramento das Experiências Agroflorestais Textura do Solo Sítio Boa Vontade

27 Monitoramento das experiências Agroflorestais Sítio São João Densidade aparente (Dap (g/cm 3 )) 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0, ,2 0 Presença de leguminosas Ausência de leguminosas Mata Alta Pastagem

28 Monitoramento das experiências Agroflorestais Sítio Boa Vontade Densidade aparente (Dap (g/cm 3 )) 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0, ,2 0 Presença de leguminosas Ausência de leguminosas Mata Alta Pastagem

29 Monitoramento das experiências Agroflorestais Elemento Descritor Indicador Solo Qualidade biológica (10) Estimativa da biomassa microbiana (11) Número de espécies da macrofauna (diversidade) (12) Número de minhocas (n o de indivíduos por dm 2, até 10 cm de profundidade do solo)

30 Monitoramento das Experiências Agroflorestais Sítio Boa Vontade Quantidade de Minhoca (Sitio Boa Vontade) Número de minhocas (n o de indivíduos por dm 2 até 10 cm de profundidade do solo) Mar 2008 março leguminosa s/ leguminosa Dez 2007 dezembro (n o de minhocas) (Mendes, 2008)

31 (Mendes, 2008) Monitoramento das Experiências Agroflorestais - Sítio São João Quantidade de Minhoca (Sítio São João) Número de minhocas (n o de indivíduos por dm 2 até 10 cm de profundidade do solo) Quantidade de Minhoca (sítio São João) Mar 2008 março Leguminosas s/ leguminosa Dez 2007 dezembro (n o de minhocas)

32 Monitoramento das experiências Agroflorestais Elemento Descritor Indicador Flora Diversidade (14) Número total de componentes (15) N o de componentes gerados por propagação assexuada (16) N o de componentes gerados por meio de sementes não- melhoradas (17) N o de componentes gerados por meio de sementes melhoradas (cultivares, variedades, híbridos) Dinâmica Pragas e doenças (18) N o de componentes arbóreos que apresentam regeneração natural suficiente para ser manejada (19) Aplicação prática dos conceitos de sucessão florestal (sim/não). (20) Freqüência anual de incidência de pragas e nível de dano à vegetação (21) Freqüência anual de incidência de doenças e nível de dano à vegetação

33 Monitoramento das experiências Agroflorestais Elemento Descritor Indicador Flora Estrutura (22) N o de componentes vegetais utilizados em todo ciclo do sistema (23) N o de espécies vegetais nativas (24) N o de espécies vegetais exóticas (25) Fisionomia semelhante ao ecossistema original (sim/não) (26) Incremento Corrente Anual (ICA) (DAP/ha) Mutualismo (27) N o de espécies herbáceas leguminosas fixadoras de nitrogênio (28) N o de espécies arbóreas leguminosas fixadoras de nitrogênio Fauna Estrutura (29) N o de componentes animais utilizados em todo ciclo do sistema;

34 Monitoramento das Experiências Agroflorestais Elemento Descritor Indicador Manejo Operacional Práticas culturais Uso de recursos naturais nãorenováveis (31) N o de limpeza por meio de capina (n o.ano -1 ) (32) N o de limpeza por meio de podas (n o.ano -1 ) (33) Mão-de-obra utilizada nas capinas (horas.ano -1 ) (34) Mão-de-obra utilizada nas podas (horas.ano -1 ) (35) N o de limpeza química (n o.ano -1 ) (36) Aplicações de fertilizantes químicos (kg.ano -1 ) (37) Aplicação de defensivos para controle de pragas e doenças (kg.ano -1 ) Matéria orgânica (38) N o de espécies arbóreas caducifólia ou subcaducifólia (39) Prática de adubação verde (sim/não) (40) Prática de incorporação de resíduos externos (sim/não) (41) Prática de compostagem (sim/não) Adaptado de Ferraz et al. (2002) e Daniel (2001).

35 Monitoramento das Experiências Agroflorestais Manejo operacional práticas culturais 30 Tempo operacional (horas/homem/ano) Sem leguminosas leguminosas

36 Monitoramento das Experiências Agroflorestais Manejo operacional práticas culturais 18 Tempo operacional (horas/homem/ano) Sem leguminosas leguminosas (Mendes, 2008)

37 Cinco fases distintas do processo de experimentação 1. Sensibilização para a Proposta; 2. Implantação dos SAFs; 3. Complexificação dos Sistemas; 4. Avaliação e Redesenho dos Sistemas; 5. Sistematização Participativa da Experiência.

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