SOCIABILIDADES E RELAÇÕES DE GÊNERO: REFLEXÕES SOBRE O TRÂNSITO EM FLORIANÓPOLIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SOCIABILIDADES E RELAÇÕES DE GÊNERO: REFLEXÕES SOBRE O TRÂNSITO EM FLORIANÓPOLIS"

Transcrição

1 1 SOCIABILIDADES E RELAÇÕES DE GÊNERO: REFLEXÕES SOBRE O TRÂNSITO EM FLORIANÓPOLIS TORNQUIST,C.S. Antropóloga e professora da UDESC Rua das Acácias, 121 A3-304 Florianópolis SC Resumo Esta pesquisa propõe-se a analisar as relações que se estebelecem durante acontecimentos como acidentes e incidentes no contexto do trânsito urbano de Florianópolis, sobretudo nos casos que apresentam relação com questões de gênero. A partir da noção de não-lugar e também nos estudos de gênero, nos propomos a discutir estas situações enquanto rupturas com os lugares de passagem, onde os sujeitos sociais estabelecem relações e expressam suas representações sobre o Outro, tanto asquelas marcadas por processo de identificação quanto por processos conflitivos. Parte-se da hipótese de que estas situações apesar da sua fugacidade exprimem conflitos sociais, sejam eles relativos ao gênero, sejam conflitos entre gerações, classes sociais ou etnias. Os eventos que compõe o quadro trágico das estatísticas sobre a chamada violência no trânsito são analisados como fatos sociais, para-além de suas dimensões psicológica e epidemiológica, ponto de vista que remete ao modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil, fortemente privatizado e rodocêntrico, no qual a posse de um automóvel particular é vista como grande símbolo da supermodernidade. Palavras chave: trânsito relações de gênero não-lugar Resumé Cette recherche se propose d analiser les relations qui s établissent au cours d événements tels que les accidents et les incidents dans le trafic urbain de Florianópolis, surtout dans les cas qui ont rapport à la question du genre. Fondés sur la notion de non-lieu et en plus, sur les études de genre, on se propose à discuter ces situations en tant que ruptures des lieux de passage, où les sujets sociaux établissent des relations et expriment leurs réprésentations de l Autre soit celles marqueés par le processus d identification, soit celles marquées par le processus de conflit. On part de l hypothèse selon laquelle ces relations malgré leur fugacité expriment les conflits sociaux en soi, en ce qui concerne les réprésentations de genre (masculin/féminin) et générationales(jeunes/vieux), et même des conflits de classe et étniques. Les événements qui composent le cadre tragique des statistiques dites la violence du trafic urbain sont envisagés ici comme des faits sociaux qui portent au-delà des dimensions psychologique et épidémiologique, point de vue qui mène au modèle de dévelloppement choisi au Brésil: fortement privatisé et rodocêntrico, c est-à-dire, qui a fait de l automobile particulier le symbole vif de la «super modernité. Mots clés: relations de genre trafic urbain non lieu

2 2 Radar flagra 29 mil abusos de velocidade nas rodovias. (Diário Catarinense,5/2/06) Garota morre em acidente de trânsito quando voltava com irmã do desfile das escolas de samba. O motorista do carro, junto com dois caroneiros, fugiu sem prestar socorro.( ANotícia, 22/2/07) Cresce 46% o número de motoristas detidos por embriaguez nas BRs de SC.(DC,5/2/07) No ranking nacional, SC é um dos estados que mais mata pedestres (AN, 14/12/06) Gastos com vítimas consome o dobro do orçamento da saúde(trânsito mais acidentes= R$1,2 bi) AN, 15/12/06) Notícias como estas, tão comuns nos dias atuais, além de indicarem uma evidente preferência da mídia por situações trágicas e de reiterar certas noções de risco e de segurança, apontam para uma realidade social preocupante, como sugerem as estatísticas recentes e estudos sobre o tema das violências e da saúde pública.(d AGOSTINI, 2004, ZALUAR, 1998). Fazendo eco a esta escalada das violências na cidade e no trânsito, têm surgido, também, movimentos em prol da segurança nas estradas e ruas, recomendando comportamentos mais adequado por parte de jovens 1 e dos demais condutores. No âmbito dos movimentos sociais, notadamente o ambientalista, campanhas e ações em prol de formas alternativas de mobilidade urbana têm, também, sido empreendidas, entre elas, lutas em prol de transportes coletivos fluviais, marítimos, ferroviários e ciclovias. Cada sociedade elabora suas noções de risco e de perigo, estas não são, portanto, nem universais, nem ahistóricas. Neste sentido, há que se problematizar as representações acerca dos riscos ligados aos acidentes, pois, como mostram, entre outros, os estudos de Mary Douglas, a delimitação de fronteiras entre o seguro e o inseguro é bastante relativa, variando, inclusive, dentro de uma mesma sociedade (DOUGLAS, WILDAWSKI, 1998). A existência de um secular imaginário de risco, ligado ao tema das violências urbanas, tem acentuado a chamada fala do crime ou cultura do medo colocando em cheque a própria possibilidade de uma vida pública, no sentido das sociabilidades urbanas, marcadas pelo convívio com a diferença e a heterogeneidade. No Brasil, país de forte tradição relacional, no qual as pessoas confiam mais nas relações privadas e nos laços familiares, e menos nas relações impessoais, individuais e universais. Segundo Da Matta(1986), esta secular desconfiança do mundo público se articula com processos contemporâneos que têm sido observado em outras sociedades, desde os EUA, seja a 1

3 3 Argentina(SARLO,2001;CALDEIRA,2001): a rua, emblema da vida pública aparece como um lugar de perigo, evocando riscos e medos, lugar vazio de direitos e de respeito, ameaçado pela existência de um Outro desconhecido e perigoso. Claro está que estes processos, observados, sobretudo, nas últimas décadas, décadas de políticas neo-liberais e de ajustes estruturais que levaram, entre outros aspectos, a intenso processo de privatização do trabalho, do lazer, da comunicação, e de recolhimento da vida pública que tem sido observado por vários autores nas últimas décadas(caldeira,2001; SARLO, 2001)). Ao mesmo tempo, não se pode pensar na problemática do trânsito sem relacioná-lo ao modelo de desenvolvimento que priorizou, sobretudo a partir dos anos 60, a lógica rodocêntrica, em detrimento de outras formas de transporte, como transporte fluvial e marítimo, ferroviário e cicloviário, bem como o transporte privado e particular, em detrimento dos transportes públicos e de espaços para pedestres(silveira:2005;cecca, 2001). O caso de Florianópolis é instigante, dada sua condição insular, pois esta expansão tem promovido um abandono avassalador dos meios tradicionais (marítimos e lacustres) de transporte humano e de carga, com sérios prejuízos ao meio ambiente e a qualidade de vida urbana. A opção pelo modelo de desenvolvimento atual, focado num certo modelo de turismo (FERREIRA, 2005), no consumo de luxo, no rodocentrismo, na privatização do lazer e das comunicações, se fez, sobretudo a partir dos anos 80, e, no caso do transporte, vem se dando no sentido da expansão da malha viária e da frota de automóveis particulares. Obviamente tal escolha não difere daquela que predomina no país como um tendo, tendo em vista determinantes estruturais. Mas Florianópolis chama atenção pelo fato de tratar-se de fenômeno bem mais recente e intenso do que o vivido por outras capitais, e pelas suas características insulares, que lhe conferea chamada vocação turística, e certa fragilidade ambiental (CECCA,1996) Esta frota de automóveis, entre 1994 e 2006, aumentou mais de 40% 2 segundo dados do Detran-SC, aumento este que, associado à expansão da malha rodoviária, tem trazido inequívocos prejuízos ambientais e sociais, como também tem mostrado autores na área da geografia e do urbanismo (PIIMENTA, 2005; MONTEIRO:2005). Por outro lado, vários pesquisadores têm observado o aumento significativo, na região da Grande Florianópolis, da violência urbana. Em Santa Catarina, a região da grande Florianópolis apresentou as mais altas taxas do Brasil para acidentes de trânsito 2 Em 1994,a frota de automóveis em Florianópolis era de , em fevereiro de 2006, chegou a (fonte:www.detran.sc.gov/estatística/acesso em 08/04/07)

4 4 (D AGOSTINI, 2004:8). A OMS classifica como causas externas da morbimortalidade, as lesões causadas por acidentes, em geral, não-intencionais, é a segunda causa de morte prematura a primeira sendo atribuída aos homicídios. Estes dados foram alvo de atenção de Raquel D Agostini(2004) que analisou o período de , em capitais brasileiras:tal análise epidemiológica se concentra na região da Grande Florianópolis e analisa os dados referentes a mortalidade por causa externas. A variável idade (geração)foi privilegiada, em função dos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, mas há outros que chamam atenção: a variável sexo, ou gênero, do envolvidos em acidentes, e é sobre estes aspectos que nos interessa trabalhar nesta investigação, ainda em fase inicial. O trânsito urbano: não- lugar e sociabilidades Muito embora possamos identificar o trânsito, no contexto das sociedades supermodernas ou pós-modernas, como um espaço de passagem, um não-lugar, destinado a encurtar distâncias entre lugares e garantir a mobilidade das pessoas de forma eficiente e rápida, instrumental e técnica, não é raro que estes espaços sejam, paradoxalmente, transformado em lugares de permanência indesejada: se um lugar pode definir-se como identitário, relacional e histórico, um espaço que não pode se definir ou identificar nem relacional e nem histórico definirá um não-lugar(...) a supermodernidade é produtora de não-lugares, isto é, de espaços que não são em si lugares antropológicos (AUGÉ, 2005,p.73) Porém, segundo Augé, tanto lugares quanto não-lugares, são polaridades fugidias, que se intercalam a alteram num jogo incessante, de modo que, talvez possamos pensar nos momentos de parada do fluxo de trânsito como momentos onde as práticas simbólicas se colocam, tomando, assim, o não-lugar, de passagem, como um lugar praticado, no qual as relações face-a face irrompem, com toda as suas possibilidades (identificações, oposições, conflitividade, etc.). Podemos ver os acidentes de trânsito como acontecimentos: interrupções que fazem emergir a descontinuidade, que tendem a surpreender e suspender um suposto fluxo normal, que, no entanto, não tem sido interpretada como fruto das ações humanas: El tránsito es um escenario de extrema relacionalidad. Constituye un sistema relacional y funcional en el cual sus usuários no profesionales varián de condición constantemente (...) No hay ciudadanos que se encuentren al margen del tránsito, aunque el uso del mismo varie de acuerdo a cada situación personal, que es una situación social: implica a la división social del trabajo, principalmente). Pero la intereacción social, y, sobre todo, la

5 5 producción de acontecimientos no advienen desde una lógica identitária a priori. La violencia se ejerce desde el anonimato, sin identidades predefinidas Una violencia sin cara, despersonalizada y anónima- que operaría mas acá de la Razón occidental (ROSSAL; FRAIMAN, 2007,p.4) Paradoxalmente, portanto, este não-lugar pode tornar-se um lugar: isto aconteceria, segundo entendemos, quando determinadas acontecimentos irrompem e interrompem o fluxo das vias urbanas e instalam ali demandas de sociabilidade, ainda que muitas delas marcadas pelo inusitado e pelos acidentes e /ou incidentes. Não poderia deixar de sê-lo porque por detrás de cada veículo- ou melhor, dentro de cada veículo há passageiros, condutores, caroneiros, e fora deles(e suscetíveis a eles), há pedestres, ciclistas, passantes, pessoas, enfim, como colocam ao autores acima citados. Há também, como focam estes autores, os motoristas de ônibus e condutores de veículos de transporte coletivos. Estes, tanto quanto os demais condutores e nãocondutores, estão submetidos, em seu cotidiano, à divisão do trabalho, à fragmentação de suas atividades, às extenuantes horas que separam suas casas de seus locais de trabalho, do trabalho dos momentos de descanso, se é que podemos falar em uma separação tão radical nestes tempos onde o mercado tudo invadiu - do lazer ao transporte, da saúde o corpo à saúde da alma, das relações conjugais, às subjetividades como um todo (BAUMAN, 2004). Neste sentido, este trabalho de investigação elegeu metodologias qualitativas (observação participante, coleta de narrativas orais e grupos focais) para aprofundar a análise dos dados quantitativos, com a qual se iniciou a pesquisa. Assim, a análise destes dados, poderia ser extremamente útil para pensar a temática do gênero e das subjetividades que envolvem o que estamos chamando de sociabilidades do/no trânsito, que tomaremos como foco neste estudo. Nosso foco se deslocará para as narrativas que falam dos acidentes e dos incidentes de trânsito, sem desconsiderar as análises da mortalidade por causas externas (trânsito), foco de estudo de vários outros autores. Assim, seriam priorizadas as formas como os perigos e riscos associados ao mundo da rua (e do trânsito) aparecem nas narrativas das pessoas que nele vivem (sejam condutores de veículos, sejam agentes de trânsito, sejam pedestres e/ou usuários de transportes coletivos). O recurso à metodologia qualitativa das narrativas pretende identificar as representações de pessoas que vivenciaram acontecimentos dramáticos( trágicos ou não) no trânsito, procurando analisar quais as representações e sistemas classificatórios são acionados

6 6 para explicar e reordenar os fatos que de alguma maneira o afetaram. Tereza Caldeira(2001) em seu recente estudo sobre o que ela denomina de fala do crime, em São Paulo, mostra a rentabilidade deste recurso, bastante adequado à abordagem proposta aqui. Assim, tomando a chamada violência no trânsito (uma das múltiplas facetas das violências urbanas dos tempos líquidos em que vivemos), de estamos desenvolvendo uma pesquisa de cunho qualitativo, que busca analisar alguns aspectos destas sociabilidades do trânsito em Florianópolis. A pesquisa elegeu como recorte temporal o período de 1995 até 2005, em função de dois aspectos: disponibilidade dados estatísticos acerca da temática, de um lado, e, de outro, pelo período envolver a promulgação do Código Nacional de Trânsito, em 1997 e seus desdobramentos, muitos ainda desconhecidos de muitos cidadãos. Nesta etapa da pesquisa, estamos analisando os dados disponíveis no DETRAN, no IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) e na Secretaria de Segurança Publica, referentes às mortes e acidentes com vítimas no trânsito em Florianópolis, buscando perceber quais as mudanças que o referido código ( ou não) tanto nos dados auferidos por estes órgãos públicos, quanto a própria forma com que estes são coletadas. Pretendemos observar se certas representações acerca de risco e de perigo apresentam ecos com estes dados, e de que forma. Particularmente, nos interessam dois marcadores sociais : o pertencimento de gênero e de geração e quais suas relações com os acidentes de trânsito. Pois, como se sabe, seguradoras de automóveis costumam cobrar preços muito mais altos de condutores homens e situados abaixo dos 35 anos (considerados jovens ), costuma-se dizer também que mulheres sofrem menos acidentes tendo em vista sua maior temeridade em conduzir veículos. Tratam-se de duas representações que circulam em nossa sociedade, e que instigam o cientista social a verificar até que ponto a forma de coletar os dados contém algum bias que reitere estas noções, e em que medida estas idéias efetivamente podem ser mensuráveis a partir dos dados estatísticos e epidemiológicos. Representações sociais, gênero e relações de poder A noção de representação social nas ciências sociais remonta a Durkheim que, inaugurando a Escola Sociológica Francesa, de orientação construcionista, sublinha a existência de uma sociedade quando há uma unidade representacional entre

7 7 pessoas/seres de uma determinada sociedade. As representações coletivas são anteriores aos indivíduos, e guardam uma especificidade que é, propriamente, social: A sociedade é uma realidade sui generis: ela tem seus caracteres próprios. (...)As representações que as exprimem têm, portanto, um conteúdo completamente diferente que as representações puramente individuais e pode-se, de início, estar seguro de que as primeiras acrescentam muitas coisas às segundas (DURKHEIM, 1983,p. 216) É inegável a importância da categoria representação coletiva/social para analisar os fenômenos contemporâneos, como a temática do trânsito proposta aqui, na medida em que, já aqui no deparamos com algo muito caro às ciências sociais, como um todo, e bastante ausentes das representações(!) midiáticas, que é a noção de que tragédias, dramas, eventos que acontecem no trânsito são fruto de relações sociais, são obras de seres sociais e de instituições coletivas. Ou seja, longe de representar acontecimentos que advém do campo da fatalidade, além das relações sociais, temos aqui, como um ponto fundamental na critica a esta posição, a possibilidade de realizar uma análise sociológica que permita desnaturalizar os acidentes e incidentes de trânsito. Pelo fato de estar com freqüência na mídias e pelo fato de ser associado com o crescimento das violências urbanas, os acidentes de transito fazem parte do imaginário do risco contemporâneo, sublinhando, paradoxalmente, a fragilidade da vida no contexto do aumento da longevidade da população. Longe de se tratar de uma decorrência natural decorrente do crescimento urbano, tal fenômeno deve ser analisado de uma perspectiva que considere o conjunto de fatores sociais e históricos que o envolvem: juvenilização e feminização dos condutores, expansão da indústria automobilística, políticas públicas relacionadas ao transito, padrões de masculinidade, feminilidade e/ou juvenilidade, planejamento urbano, entre outros. As ciências sociais, particularmente, podem contribuir para ampliar a perspectiva de análise deste problema contemporâneo justamente por des-naturalizar o fenômeno, mostrando suas complexidades e, sobretudo, a possibilidade de modificação das condutas que se relacionam ao trânsito, seja no âmbito dos comportamentos pessoais (por exemplo, respeito às leis, conscientização dos cidadãos, etc) como no âmbito das políticas públicas e modelos de desenvolvimento (as políticas e lógicas que presidem os transporte em cada país e região, o inventivo a determinados meios de transporte e o desestímulo de outros, etc).

8 8 Mas é preciso ir além de Durkheim para pensar nossa temática: as representações coletivas, particularmente em sociedades complexas, modernas, marcadas pela divisão do trabalho e pela heterogeneidade do social particularmente em contextos urbanos- não são nem unívocas nem muitos menos eternas: há relações de poder que as envolveram, bem como processo de resistência ou não-adesão de grupos e/ou indivíduos a estas. Ou seja, chamamos atenção para aspectos muito bem desenvolvidos por Pierre Bourdieu, pro exemplo, que assinala o involucramento das representações sociais com relações de poder, e, portanto, a co-existência conflitiva de diversas representações: A percepção do mundo social é produto de uma dupla estruturação: do lado objetivo, ela é socialmente estruturada porque as propriedades atribuídas aos agentes e instituições apresentam=se em combinações com probabilidades muito desiguais(...) Do lado subjetivo, ela é estruturada porque os esquemas de percepção e apreciação em especial os que estão inscritos na linguagem, exprimem o estado das relações de poder simbólico. Mas os objetos do mundo social podem ser percebidos de diversas maneiras, porque sempre comportam uma parcela de fluidez e indeterminação (BOURDIEU, 1986, p. 161) Mais do que isto, temos que considerar a capacidade de agenciamento dos sujeitos no que se refere a estas representações: muito embora as mesmas de certa forma tracem um mapa no qual os diferentes grupos, classes e/ou indivíduos circularem e que permitem em pensar em uma unidade social, estes o fazem de formas diferentes. Ainda que haja representações hegemônicas, estas jamais são compartilhadas por todos da mesma forma. E aqui, mais um acréscimo a este corpus conceitual no campo das representações: estas não se restringem ao campo da subjetividade num sentido clássico, separada do mundo material e objetivos: as praticas fazem parte, também das representações. Podemos recuperar outro clássico, desta vez, da Antropologia, seguindo a sugestão de Magnani(1986), para pensar neste aspecto: Toda crença reflete-se em todos e em cada um dos membros de uma sociedade dada e se expressa em muitos fenômenos sociais. Por conseguinte, cada crença é complexa, e, de fato, está presente na realidade social numa incrível variedade que freqüentemente é caótica, confusa e escorregadia (MALINOWSKI, 1986, p.129) Assim, e como é inevitável quando se fala em Malinowski e em antropologia, vamos passando do campo conceitual ao metodológico: para apreender as formas como os cidadãos (condutores, pedestres, passante, cidadãos enfim) perecem e representam as sociabilidades no trânsito, há que observá-los e escutá-los.

9 9 Trabalhamos com observação participante em dois locais fechados : a sala de espera do DETRAN, no setor de Renovação da Carteira Nacional de Trânsito(CNH), no qual as pessoas costumam trocar idéias acerca das provas e das exigências legais, ainda recentes; e em uma auto-escola da cidade, procurada por condutores sejam aqueles que desejam fazer sua primeira habilitação, seja aqueles que necessitam fazer o curso de renovação, passar pela prova de conhecimentos. Além disto, pretendemos selecionar uma ou duas vias públicas que apresentem situações passíveis de ser observadas as sociabilidades acima citadas, provavelmente as vias que levam às duas pontes que fazem a ligação da parte insular de Florianópolis à parte continental da capital ao restante do estado. Por ser a única forma de acesso das pessoas a ilha, as duas pontes são eterno ponto de engarrafamento, em horários de fim de tardem, bem como aqueles provocados pelos movimentos sociais da cidade que tem como praxe parar a ponte com passeatas e barricadas, como forma de chamar a atenção da população para sua reivindicações, sejam eles movimentos sindicais, sejam eles movimentos especificamente voltados a questão do transporte público, como é o caso do MPL ( Movimento do Passe Livre) que tem aglutinado, ao seu redor, uma importante discussão local acerca da crise dos transportes urbanos. Culturas urbanas: entre sociabilidades, estigmas e acusações Segundo Gilberto Velho, as sociedades modernas, complexas, urbano-industriais, são fortemente marcadas pela divisão do trabalho e pela heterogeneidade cultural, esta última sendo alvo de classificações e hierarquizações por constantes por parte de todos estas heterogeneidades costumas ser classificadas de forma hierárquica por todos os sujeitos envolvidos (VELHO,2002:17) A especificidade da vida metropolitana (e das cidades em processos intensos de crescimento e modernização), segundo a conhecida colocação de Simmel, estaria na sua heterogeneidade e variedade de experiências e costumes, que levariam a constituição de uma vida psicológica individual, de um lado, e, de outro, a conhecida atitude blasé, marcada por um certo distanciamento psíquico do seu próprio entorno.(simmel,1979). No entanto, em que pese a importância das considerações à la Escola de Chicago, sejam elas mais culturalistas, sejam, mais psicologizantes, não perdemos de vista que as sociabilidades no trânsito não podem ser analisadas sem reportar a dimensões sociais mais estruturais, entre eles a expansão da indústria automobilística), a precarização dos investimentos estatais em políticas de

10 10 transportes coletivos, a crescente fragmentação da vida cotidiana, a erosão de espaços públicos, o aprofundamento da lógica do consumo e da distinção, com suas paradoxais articulações com a cultura do medo e com a fala do crime( SARLO, 2001;CALDEIRA, 2001). O caso de Florianópolis, capital de médio porte, que tem crescido muito rapidamente nas ultimas décadas, parece ser um bom laboratório para pensar estes processos ais geria, que não lhe são particulares, embora recentes, mas também, porque há alguns aspectos convívio democrático gerado por processos sócio-políticos de acirramento e tensionamento de fronteiras simbólicas entre os diferentes grupos(nativos e estrangeiros, ou manezinhos e haoles, sobretudo a partir dos anos 80(FANTIN, 2000). Consideramos o trânsito como um espaço de sociabilidade urbana, privilegiado no sentido da heterogeneidade, pois nele circulam pessoas de vários estilos de vida, em diferentes tipos de veículos ou mesmo, sem ele. Contrariando, em certo sentido, as observações de Park (1978), que pensava em termos de um estabelecimento de rígidas fronteiras entre os diferentes grupos sociais, já bastante criticada pelas ciências sociais contemporâneas, podemos caracterizar o espaço das ruas, avenidas, estradas, servidões) como um espaço (ainda que não-lugar ) privilegiado no contato entre estes diferente indivíduos, no qual estes diferentes grupos interagem. Muito embora as características predominantes neste universo da circulação não favorecem sociabilidades mais permanentes (o que certamente varia conforme o tipo de via e conforme a função dos sujeitos nela), os momentos de conflitos, incidentes, acidentes, engarrafamentos, são momentos em que o universo privado e íntimo dos veículos é substituído pelas relações sociais entre os passantes. Neste sentido, entendendo que os automóveis e outros meios de transporte estão presos á lógica social da distinção (BOURDIEU, 2000), ou seja, são reveladores da posição social dos sujeitos que neles estão, seja como condutores ou passageiros, ou pedestres. Um conjunto de classificações sociais costuma ser acionado a partir do tipo de veículo que uma terminada pessoa (ou grupo de pessoas) está conduzindo ou usando, o ano de sua fabricação, a placa contendo suposta informação de origem daquele condutor, bem como determinados diacríticos verbais, corporais, de indumentária e/ou adereços, que não apenas servem como elementos de classificação, relacionadas ao gênero e à geração, como também à classe, à profissão, à etnia e/ou a origem.

11 11 Nosso foco principal recai sobre a dimensão de gênero: consideramos que a entrada massiva das mulheres, de diferentes classes sociais no universo da condução de veículos têm sido uma das mudanças objetivas muito significativas, nas últimas décadas juntamente com uma série de outras mudanças que vem sendo observadas relacionadas à dimensão do gênero, como aqueles referentes a escolarização, profissionalização, entrada no mercado de trabalho, chefia de famílias, entre outras(venturi, 2004). No entanto pouca atenção tem sido dada a esta nova atribuição das mulheres, cujos efeitos certamente são imediatos sobre a organização e as dinâmicas familiares, bem como nas vias públicas e instituições ligadas ao trânsito. Nossas perguntas são: o que muda no campo das representações coma presença as mulheres no trânsito? Sua entrada neste universo pode ser caracterizada como uma conquista do ponto de vista da inclusão a um universo outrora visto como masculino e viril, ou esta mobilidade social apenas traz, para este novo cenário, as mesmas representações de gênero que diferenciam e hierarquizam as atividades feitas por homens das atividades feitas por mulheres? No seu seminal artigo Gênero, uma categoria útil de análise histórica, Joan Scott sublinha as diversas características das relações sociais de gênero, hoje praticamente um consenso no campo de estudos que leva o mesmo nome: as representações sobre os sexos (biológicos) são culturais e históricas, portanto, não são naturais, e envolvem relações de poder. Além disto, as relações, então, entre os gêneros (não, mais, sexos) são sempre relacionais, vale dizer, uma refere-se outra, reporta-se inevitavelmente a identidade oposta e/ou complementar, sendo que a construção da identidade masculina sempre traz algo de uma rechaço a condição de feminilidade, e vice-versa. As velhas frases, muito conhecidas da grande maioria de nós, como menino não chora, menina não senta com pernas abertas, homens não sabem lidar com sentimentos, mulheres não são racionais, etc, fazem todo sentido nestes processos educacionais e sociais, como muito bem mostram muitas autoras que tem se dedicado ao tema(louro, 1999). O que os estudos de gênero procuram, insistentemente, fazer, é mostrar que o dimorfismo sexual, biologicamente circunscrito aos corpos não pode ser responsabilidade pelas enormes desigualdades de gênero que atravessa as sociedades contemporâneas apesar dos movimentos feministas e homossexual, entre outros. Neste sentido, muito embora homens e mulheres sejam, diferentes, muitas das suas atribuições e papéis sociais que lhes são atribuídos repousam apenas em padrões normativos que as diferentes sociedades outorgam aos sujeitos. Obviamente, estamos

12 12 falando também de processo de hegemonização: há disputas, há conflitos, há hegemonias e contra-hegemonias, há resistências e persistências neste campo: mulheres que agem como homens, homens que parecem femininos, e todo um conjunto de classificações que não precisamos mencionar aqui para chamar atenção do leitor sobre o peso dos preconceitos e dos estigmas, inclusive de cunho hetero-normativo que recaem sobre os diferentes sexos. Assim, as perceptíveis diferenças - nas formas de agir das mulheres e de homens em grande parte advém de sua experiência históricocultural e não de atributos naturais ou propensões genéticas. Processos muito distintos de socialização desde a escola e a família e a vida pública em geral fazem com que masculinidades e feminilidades sejam construídas de maneiras distintas ainda que nunca possamos dizer que de forma homogênea, pois as resistências ou persistências são recorrentes nesta história. Entendemos por gênero as relações que tomam as diferenças sexuais como base para construções sociais que envolvem, inevitavelmente, desigualdades simbólicas e relações de poder (HÉRITIER,1999; BOURDIEU,1999). Nesta construção de desigualdades simbólicas sobre o dimorfismo biológico, emerge atributos relacionados as capacidades intelectuais e emocionais que muitas vezes servem como explicações para eventos cotidianos e para reiteração de estigmas, que tendem a essencializar e naturalizar formas diferentes de agir, dirigir, comporta-se, em geral.muitas vezes se escuta que, no trânsito, mulheres são mais cautelosas e tímidas, menos ousadas (e que por isso, provocam problemas), de outro lado, se diz que os homens, mas ousados e valentes e serem mais imprudentes nos termos das normas da direção defensiva, em função de seu temperamento natural, tendendo a provocar acidentes de maior impacto. Tal preocupação inspira-se na discussão acerca das lógicas dos campos(bourdieu, 1986), bem como nem um conjunto de estudos no campo do gênero que problematizam as noções de masculinidade e feminilidade hegemônico e como as relações de gênero se alteram com pos processo de feminização e/ou masculinização de atividades historicamente generificadas ( BRUSCHINI, C;LOMBARDI,1999:20). Além disto, nos interessa analisar como os diversos estigmas e preconceitos (além daquele relativos ao gênero) são reproduzidose/ou resignificados no contexto de uma cidade que cresce alimentada pela expansão do consumo e da indústria do turismo, no contexto de um modelo de desenvolvimento despreocupado com os limites e particularidades sócioambientais da região.

13 13 Referências BAUMAN, Zigmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Zahar, AUGÉ, Marc. Não lugares- uma antropologia da super-modernidade. São Paulo: Papirus, BRASIL. Lei n 9503 de 23/set/1997.Código de Trânsito Brasileiro. Conselho Nacional do Meio Ambiente: resoluções do CONAMA. Brasília,IBAMA, BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Rio de janeiro, Zahar, La distinction. Paris: Minuit, O Poder simbólico. São Paulo: DIFEL, BRUSCHINI, Cristina; LOMBARDI, Maria. Médicas, arquitetas, advogadas e engenheiras: mulheres em carreiras profissionais de prestígio. Revista Estudos Feministas, Rio de Janeiro/Florianópolis, UFRJ/UFSC, v.7.n.1, p. 9-24, CALDEIRA, Tereza. Cidade de Muros. Crime, segregação e cidadania em São Paulo, São Paulo, Editora 34/Edusp, CECCA. Uma cidade numa ilha. Florianópolis: Editora Insular/FNMA.Relatório FNMA Qualidade de vida. Florianópolis: Editora Cidade Futura, D AGOSTINI, Raquel. Violência e morte na região metropolitana de Florianópolis: tendências de mortalidade por causas externas( ). Florianópolis, (Mestrado em Saúde Pública). DA MATTA, Roberto. A Casa e a rua. São Paulo: Brasiliense, DURKHEIM, Émile. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983, 2 edição DOUGLAS, Mary, WILDAWSKI; Risk and culture: an essay on the selection of technological and environmental dangers. Berkeley: University of California Press, HÉRITIER, Françoise. Masculino/Feminino. O pensamento da diferença. Lisboa, Instituto Piaget, FANTIN, Márcia. Cidade Dividida. Dilemas e disputas simbólicas em Florianópolis. Florianópolis: ed. Cidade Futura: FERREIRA, Francisco.Natureza e Projeto Urbano na Ilha de Santa Catarina. In: PIMENTA, Margareth. Florianópolis: o outro lado do espelho. Florianópolis: Editora da UFSC, 2005,p LOURO, Guacira. Gênero, sexualidade e educação. Petrópolis:Vozes, MAGNANI, J. Discurso e representação ou de como os baloma de kiriwina devem encarnar-se nas atuais pesquisas In: CARDOSO, Ruth. (Org.) A aventura antropológica. São Paulo: Paz e Terra, 1986, p MONTEIRO, Carlos Augusto Figueiredo. Florianópolis: o direito e o avesso.in: PIMENTA, Margareth(org) Florianópolis:o outro lado do espelho. Florianópolis: Editora da UFSC, 2005, p PARK, Robert. A cidade: sugestões para a investigação do comportamento humano no meio urbano. In: VELHO,Otávio(org) O fenômeno urbano.rio de Janeiro: Zahar, 1979, p PRIMEIRA habilitação. Curso de formação de Condutores. Curitiba: Tecnodata, OLMA, Maria. Renovação da CNH. Curso de atualização. Porto Alegre: Águia, 3.ed.

14 ROSSAL, Marcelo e FRAIMAN, Ricardo. Anomia, violencia y accidentalidad en el tránsito. Porto Alegre: VII Reunião de Antropologia do Mercosul, 2007.(mimeo) SARLO, Beatriz. Cenas da vida pós moderna;. Arte e video-cultura na Argentina contemporânea. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, SILVEIRA, Luis Roberto Marques. A defesa de um espaço público por natureza: a Ponta do Coral como um bem coletivo. In: Florianópolis: o outro lado do espelho. Florianópolis: Editora da UFSC, 2005,p SIMMEL, G. Metrópole e vida mental. In: VELHO, Otávio (org) O Fenômeno Urbano. Rio de Janeiro:Zahar,1979.p SCOTT, Joan. Gênero:uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade. vol.20(2),jul-dez VELHO, Gilberto. Individualismo e cultura.rio de Janeiro: Zahar, VENTURI, G. et al(org) A mulher brasileira nos espaços público e privado. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, ZALUAR, Alba.Masculinidades: crises e violência. In: Integração perversa: pobreza e tráfico de drogas. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2004,p

5104 - Rodocentrismo em uma cidade no sul do Brasil: o caso de Florianópolis Tornquist Carmen Susana; Dutra Cristian

5104 - Rodocentrismo em uma cidade no sul do Brasil: o caso de Florianópolis Tornquist Carmen Susana; Dutra Cristian 5104 - Rodocentrismo em uma cidade no sul do Brasil: o caso de Florianópolis Tornquist Carmen Susana; Dutra Cristian Resumo Florianópolis é um das muitas cidades brasileiras que, nas últimas décadas tem

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE

PROCESSO DE INGRESSO NA UPE PROCESSO DE INGRESSO NA UPE SOCIOLOGIA 2º dia 1 SOCIOLOGIA VESTIBULAR 11. A Sociologia surgiu das reflexões que alguns pensadores fizeram acerca das transformações ocorridas na sociedade do seu tempo.

Leia mais

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Gênero e Sexualidade nas Práticas Escolares ST 07 Priscila Gomes Dornelles i PPGEdu/UFRGS Educação Física escolar - aulas separadas entre meninos e meninas - relações de gênero Distintos destinos : problematizando

Leia mais

Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito ( ONU ) Semana Nacional de Trânsito 2012 ( Denatran ) e Dia Mundial Sem Carro

Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito ( ONU ) Semana Nacional de Trânsito 2012 ( Denatran ) e Dia Mundial Sem Carro 1 Em apoio às campanhas Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito ( ONU ) Semana Nacional de Trânsito 2012 ( Denatran ) e Dia Mundial Sem Carro A Universidade Federal de Santa Catarina e a Rede

Leia mais

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Departamento de Comunicação Social CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Aluno: Juliana Cintra Orientador: Everardo Rocha Introdução A publicidade

Leia mais

A GEOGRAFIA DAS MOTOCICLETAS NO PARANÁ: APONTAMENTOS PRELIMINARES 1

A GEOGRAFIA DAS MOTOCICLETAS NO PARANÁ: APONTAMENTOS PRELIMINARES 1 A GEOGRAFIA DAS MOTOCICLETAS NO PARANÁ: APONTAMENTOS PRELIMINARES 1 Priscila Aparecida Olivette Licencianda do Curso de Geografia pela Unicentro e Bolsista Fundação Araucária (PR) pri_xd93@hotmail.com

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

SIGNIFICADOS DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

SIGNIFICADOS DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO SIGNIFICADOS DE GÊNERO NO COTIDIANO ESCOLAR DE UMA ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE SÃO PAULO TELLES, Edna de Oliveira - USP GE: Gênero, Sexualidade e Educação / n.23 Agência Financiadora: Não contou com financiamento.

Leia mais

DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL

DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL DOS ESTUDOS DE GÊNERO ÀS TEORIAS QUEER: DESDOBRAMENTOS DO FEMINISMO E DO MOVIMENTO LGBT NA PSICOLOGIA SOCIAL Profª Drª Juliana Perucchi Universidade Federal de Juiz de Fora Desde os primeiros estudos que

Leia mais

Violência letal e gênero: decifrando números obscenos?

Violência letal e gênero: decifrando números obscenos? Violência letal e gênero: decifrando números obscenos? José Eustáquio Diniz Alves1 Sonia Corrêa2 No Brasil, a cada ano, os homicídios matam o equivalente ao número de americanos mortos em toda a Guerra

Leia mais

SUMÁRIO. Localidades da pesquisa, amostra e entrevistas realizadas por Área de Planejamento AP s 2. Caracterização do entrevistado sem carteira 04

SUMÁRIO. Localidades da pesquisa, amostra e entrevistas realizadas por Área de Planejamento AP s 2. Caracterização do entrevistado sem carteira 04 Pesquisa de Opinião Pública sobre as Campanhas Educativas para o Trânsito & da I m a g e m I n s t i t u c i o n a l da CET- RIO Relatório de Pesquisa 2008 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 03 PRINCIPAIS RESULTADOS

Leia mais

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA

HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA HOMOAFETIVIDADE FEMININA NO BRASIL: REFLEXÕES INTERDISCIPLINARES ENTRE O DIREITO E A LITERATURA Juliana Fabbron Marin Marin 1 Ana Maria Dietrich 2 Resumo: As transformações no cenário social que ocorreram

Leia mais

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte

PROJETO MUTAÇÕES: Cada um na sua, mas todos ligados em rede O mundo e o planeta Urbanização e cidades Globalização: o mundo em toda parte PROJETO MUTAÇÕES: O início do século XXI impressiona não apenas pelo volume das mudanças que se efetivaram em todos os campos da ação humana, mas também na velocidade com que elas têm se processado. Em

Leia mais

Í N D I C E PRÓLOGO 5

Í N D I C E PRÓLOGO 5 Í N D I C E PRÓLOGO 5 CAPÍTULO I - EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO Trânsito e transporte II) EDUCAÇÃO E SEGURANÇA NO TRÂNSITO Objetivos da educação e segurança para o trânsito A educação para o trânsito

Leia mais

ÍNDICE DE ACIDENTES NO PERÍMETRO URBANO DE CÁCERES

ÍNDICE DE ACIDENTES NO PERÍMETRO URBANO DE CÁCERES ÍNDICE DE ACIDENTES NO PERÍMETRO URBANO DE CÁCERES Rodrigo Barretto Vila 1 RESUMO Glaidson de Souza Pezavento Tatiani Nascimento Santos Miriam Nascimento Santos Ashley da Silva Costa 2 Com a finalidade

Leia mais

CLIENTE A Autoescola Paula está localizada na Avenida Paraná, nº 1641, no bairro Bacacheri, que compõe a região do Boa Vista. É um CFC de pequeno porte, que conta com 15 funcionários e 10 veículos. Oferecem

Leia mais

MOBILIDADE URBANA SOBRE DUAS RODAS: UM OLHAR DE GÊNERO NO USO DAS CINQUENTINHAS NA SOCIEDADE E CONSUMO ATUAL

MOBILIDADE URBANA SOBRE DUAS RODAS: UM OLHAR DE GÊNERO NO USO DAS CINQUENTINHAS NA SOCIEDADE E CONSUMO ATUAL MOBILIDADE URBANA SOBRE DUAS RODAS: UM OLHAR DE GÊNERO NO USO DAS CINQUENTINHAS NA SOCIEDADE E CONSUMO ATUAL Micheline(1); Laura (2); Marília(3) (Micheline Cristina Rufino Maciel; Laura Susana Duque-Arrazola;

Leia mais

CONCLUSÃO. Após dois anos de investigação, a constatação que chegamos é que seria irreal

CONCLUSÃO. Após dois anos de investigação, a constatação que chegamos é que seria irreal CONCLUSÃO Após dois anos de investigação, a constatação que chegamos é que seria irreal afirmarmos que todos os objetivos da pesquisa foram atingidos. Mesmo porque o campo mostrou-se muito mais amplo e

Leia mais

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Jaqueline Gomes de Jesus* 1

29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS. Jaqueline Gomes de Jesus* 1 29 DE JANEIRO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS Jaqueline Gomes de Jesus* 1 Uma história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é que eles sejam mentirosos,

Leia mais

A PRESENÇA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS

A PRESENÇA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS A PRESENÇA MASCULINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES INTRODUTÓRIAS Nilson Sousa Cirqueira 1 - UESB José Valdir Jesus de Santana 2 - UESB Grupo de Trabalho - Educação da Infância Agência Financiadora: Não

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) 15/07/2011 METALÚRGICO, 26 ANOS Não costumo fazer exame porque sinto meu corpo bom, ótimo. Nunca senti uma dor. Senti uma dor uma vez na

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA «21. Assinale a alternativa que caracteriza a acumulação primitiva, segundo o pensamento de Karl Marx. a) O processo de separação

Leia mais

Categorias Sociológicas

Categorias Sociológicas Categorias Sociológicas Fato Social DURKHEIM, E.; AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO.São Paulo, Abril, Os Pensadores, 1973 p. 389-90. O que é fato social O objeto de estudo da Sociologia é o fato social.

Leia mais

Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder. Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008. O silêncio da cor

Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder. Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008. O silêncio da cor Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 O silêncio da cor Regina Marques Parente (UFSCar/SP) Mulheres negras, raça e gênero, identidade. ST 69: Pensamento

Leia mais

Palavras-chaves: denuncia, consumo de álcool, consumo de drogas.

Palavras-chaves: denuncia, consumo de álcool, consumo de drogas. VIOLENCIA CONTRA A MULHER E A DEPENDENCIA FINACEIRA. UM ESTUDO DE CASO NO MUNICIPIO DE PITANGA. MARLY APARECIDA MAZUR MACHADO/UNICENTRO E-MAIL: maymazur@outlook.com SIMÃO TERNOSKI (ORIENTADOR)/UNICENTRO

Leia mais

Os ritos de iniciação: Identidades femininas e masculinas e estruturas de poder

Os ritos de iniciação: Identidades femininas e masculinas e estruturas de poder Os ritos de iniciação: Identidades femininas e masculinas e estruturas de poder Por Conceição Osório Este texto foi apresentado num encontro que teve lugar em Maputo, em 2015, com parceiros da CAFOD (agência

Leia mais

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições Maria Cecília de Souza Minayo 1ª. característica: elevadas e crescentes taxas de homicídios nos últimos 25 anos Persistência das causas externas

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

UMA COMPARAÇÃO ESTATÍSTICA SOBRE O TRÂNSITO: ANTES E DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DAOPERAÇÃO BALADA SEGURA NO RIO GRANDE DO SUL

UMA COMPARAÇÃO ESTATÍSTICA SOBRE O TRÂNSITO: ANTES E DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DAOPERAÇÃO BALADA SEGURA NO RIO GRANDE DO SUL ISSN 2177-9139 UMA COMPARAÇÃO ESTATÍSTICA SOBRE O TRÂNSITO: ANTES E DEPOIS DA IMPLANTAÇÃO DAOPERAÇÃO BALADA SEGURA NO RIO GRANDE DO SUL Daniellen Thaianne de Oliveira Severo - daniii_severo@hotmail.com

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO. NÚCLEO DE DEFESA DO IDOSO E PESSOA COM DEFICIÊNCIA ALEXANDRE DE OLIVEIRA ALCÂNTARA

REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO. NÚCLEO DE DEFESA DO IDOSO E PESSOA COM DEFICIÊNCIA ALEXANDRE DE OLIVEIRA ALCÂNTARA REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO. NÚCLEO DE DEFESA DO IDOSO E PESSOA COM DEFICIÊNCIA ALEXANDRE DE OLIVEIRA ALCÂNTARA FORTALEZA, 17 de junho de 2011. VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO PESQUISA: Violência

Leia mais

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007).

Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). Anexo 1. Ementários de acordo com o Projeto Político Pedagógico do Curso de Serviço Social (2007). I. Disciplinas Obrigatórias SOCIOLOGIA CLÁSSICA Os paradigmas sociológicos clássicos (Marx, Weber, Durkheim).

Leia mais

Trabalhando a convivência a partir da transversalidade

Trabalhando a convivência a partir da transversalidade PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Trabalhando a convivência a partir da transversalidade Cristina Satiê de Oliveira Pátaro 1 Ricardo Fernandes Pátaro 2 Já há alguns

Leia mais

A (DES)CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE PINTO, Maria das Graças C. da S. M. G. Uniplac/Unifra profgra@terra.com.br GT:Gênero, Sexualidade e Educação / n.

A (DES)CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE PINTO, Maria das Graças C. da S. M. G. Uniplac/Unifra profgra@terra.com.br GT:Gênero, Sexualidade e Educação / n. A (DES)CONSTRUÇÃO DA MATERNIDADE PINTO, Maria das Graças C. da S. M. G. Uniplac/Unifra profgra@terra.com.br GT:Gênero, Sexualidade e Educação / n. 23 Introdução A maternidade tem se constituído cada vez

Leia mais

A Constituição das desigualdades

A Constituição das desigualdades Introdução Muitos estudos, especialmente na área da sociologia da educação, têm demonstrado que os projetos de democratização das sociedades modernas enfrentam dificuldades relacionadas à efetivação dos

Leia mais

Percursos Teóricos-metodológicos em Ciências Humanas e Sociais

Percursos Teóricos-metodológicos em Ciências Humanas e Sociais Percursos Teóricos-metodológicos em Ciências Humanas e Sociais Daniela Riva Knauth Departamento de Medicina Social PPG Antropologia e Epidemiologia UFRGS Pesquisa qualitativa Crítica ao Positivismo Todo

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014

Mobilidade Urbana COMO SE FORMAM AS CIDADES? 06/10/2014 Mobilidade Urbana VASCONCELOS, Eduardo Alcântara de. Mobilidade urbana e cidadania. Rio de Janeiro: SENAC NACIONAL, 2012. PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL LUCIANE TASCA COMO SE FORMAM AS CIDADES? Como um

Leia mais

RELAÇÕES DE GÊNERO NO TRABALHO DOMÉSTICO

RELAÇÕES DE GÊNERO NO TRABALHO DOMÉSTICO RELAÇÕES DE GÊNERO NO TRABALHO DOMÉSTICO Conceição Garcia Martins 1 Nanci Stancki da Luz 2 Marília Gomes de Carvalho 3 1 Introdução Na tradicional divisão sexual do trabalho, às mulheres sempre coube a

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

Incorporando a teoria e refletindo sobre a prática em dança contemporânea

Incorporando a teoria e refletindo sobre a prática em dança contemporânea Incorporando a teoria e refletindo sobre a prática em dança contemporânea Suzi Weber Departamento do Teatro da UFRGS Mestra (Université du Québec à Montreal (UQAM) Doutoranda Resumo: O corpo social refere-se

Leia mais

TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE

TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE TERRITÓRIO E LUGAR - ESPAÇOS DA COMPLEXIDADE Renata Pekelman 1 Alexandre André dos Santos 2 Resumo: O artigo pretende trabalhar com conceitos de território e lugar, a complexidade intrínseca a esses conceitos,

Leia mais

ESCOLA ESTADUAL LUÍS VAZ DE CAMÕES IPEZAL/ANGÉLICA- MS. Projeto. Trânsito Atenção Pela Vida

ESCOLA ESTADUAL LUÍS VAZ DE CAMÕES IPEZAL/ANGÉLICA- MS. Projeto. Trânsito Atenção Pela Vida ESCOLA ESTADUAL LUÍS VAZ DE CAMÕES IPEZAL/ANGÉLICA- MS Projeto Trânsito Atenção Pela Vida Ipezal/Angélica MS Maio 2015 ESCOLA ESTADUAL LUÍS VAZ DE CAMÕES. IPEZAL/ANGÉLICA-MS. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Clarindo

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas a exclusão social tornou-se assunto de importância mundial nos debates sobre planejamento e direcionamento de políticas públicas (Teague & Wilson, 1995). A persistência

Leia mais

A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR INFANTIL

A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR INFANTIL A PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO EDUCADOR INFANTIL Rita Melissa Lepre RESUMO: Neste breve artigo relataremos um extrato de uma pesquisa realizada com educadoras infantis que teve como tema as contribuições

Leia mais

TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO: DISCUTINDO ACESSIBILIDADE, MOBILIDADE E QUALIDADE DE VIDA

TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO: DISCUTINDO ACESSIBILIDADE, MOBILIDADE E QUALIDADE DE VIDA TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO: DISCUTINDO ACESSIBILIDADE, MOBILIDADE E QUALIDADE DE VIDA Marley Melo de Araújo (Universidade Federal de Sergipe); Fanny Silveira e Silva (Universidade Federal de Sergipe);

Leia mais

Projeto - Campanha de Trânsito: tenha atitudes solidárias para ir longe

Projeto - Campanha de Trânsito: tenha atitudes solidárias para ir longe Projeto - Campanha de Trânsito: tenha atitudes solidárias para ir longe Tema: Campanha de Trânsito Público alvo: O projeto é destinado a alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais (6º ao 9º ano). Justificativa

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV. Cultura Política em Perspectiva

CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV. Cultura Política em Perspectiva CONTRIBUIÇÃO PARA O DEBATE SOBRE A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA NO NAVCV Cultura Política em Perspectiva Maria Raquel Lino de Freitas Dezembro de 2006 UMA BREVE COLOCAÇÃO DO PROBLEMA Sociedade Civil Estado

Leia mais

Meio Ambiente & Sociedade. Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização.

Meio Ambiente & Sociedade. Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Meio Ambiente & Sociedade Modulo III: Geografia Humana e Cultural; Território: territorialização, desterritorialização e reterritorialização. Geografia Humana Geografia Humana: É possível dividir a geografia

Leia mais

Divulgação da importância do transporte para o ensino fundamental

Divulgação da importância do transporte para o ensino fundamental Divulgação da importância do transporte para o ensino fundamental Daniel Rech (DEPROT/UFRGS) João Fortini Albano (DEPROT/UFRGS) Resumo O presente artigo deriva de um projeto direcionado a alunos do ensino

Leia mais

5.1. As significações do vinho e o aumento de seu consumo

5.1. As significações do vinho e o aumento de seu consumo 5 Conclusão Para melhor organizar a conclusão desse estudo, esse capítulo foi dividido em quatro partes. A primeira delas aborda as significações do vinho e como elas se relacionam com o aumento de consumo

Leia mais

O processo de planejamento participativo da unidade escolar

O processo de planejamento participativo da unidade escolar O processo de planejamento participativo da unidade escolar Pedro GANZELI 1 Resumo: Nos últimos anos, com o avanço das políticas educacionais que postulam a descentralização, a gestão da unidade escolar

Leia mais

FAMÍLIA : DEMANDAS PARA O SERVIÇO SOCIAL

FAMÍLIA : DEMANDAS PARA O SERVIÇO SOCIAL FAMÍLIA : DEMANDAS PARA O SERVIÇO SOCIAL Jéssica Caroline Medeiros SILVA 1 RESUMO: O presente estudo traz à discussão a família, visualizando-a na perspectiva critica como uma construção histórica. Analisamos

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

OS EVENTOS SOCIAIS COMO ESPAÇO DE ANÁLISE DO ESTIGMA DA POBREZA

OS EVENTOS SOCIAIS COMO ESPAÇO DE ANÁLISE DO ESTIGMA DA POBREZA OS EVENTOS SOCIAIS COMO ESPAÇO DE ANÁLISE DO ESTIGMA DA POBREZA Daniele Rocha Silva * RESUMO: O estigma, enquanto pressuposto para divisão social é a base da categorização de pessoas. As relações sociais

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 7º 2º TRI

EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 7º 2º TRI 1. Coloque V para verdadeiro e F para falso: EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 7º 2º TRI ( ) a população economicamente ativa compreende a parcela da população que está trabalhando ou procurando emprego.

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA SILVA, Lourdes Helena da - UFV GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora:

Leia mais

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Fórum ONG/AIDS RS COMUNICAÇÃO EM SAÚDE Paulo Giacomini Porto Alegre, 30 de Outubro de 2014. Comunicação 1. Ação de comunicar, de tornar comum (à comunidade) uma informação (fato, dado, notícia); 2. Meio

Leia mais

ANEXO 01. CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social UFF

ANEXO 01. CURSO: Tecnólogo em Segurança Pública e Social UFF ANEXO 01 CURSO: Tecnólogo em e Social UFF SELEÇÃO DE VAGAS REMANESCENTES DISCIPLINAS / FUNÇÕES - PROGRAMAS / ATIVIDADES - PERFIS DOS CANDIDATOS - NÚMEROS DE VAGAS DISCIPLINA/FUNÇÃO PROGRAMA/ATIVIDADES

Leia mais

Inserção de mulheres na docência em teologia: um estudo quantitativo

Inserção de mulheres na docência em teologia: um estudo quantitativo Inserção de mulheres na docência em teologia: um estudo quantitativo Neiva Furlin Resumo O objetivo deste artigo é apresentar alguns resultados da pesquisa de mestrado em andamento, que se insere dentro

Leia mais

14. Comportamento no trânsito

14. Comportamento no trânsito 14. Comportamento no trânsito Aula Interdisciplinar Indicação: 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental Os usuários não devem somente observar as regras do Código de Trânsito, mas devem também ser solidários.

Leia mais

Articulando Gênero e Geração aos Estudos de Saúde e Sexualidade. GT14 Maria Ignez Costa Moreira PUC Minas Palavras-chave: Gênero Geração Gravidez.

Articulando Gênero e Geração aos Estudos de Saúde e Sexualidade. GT14 Maria Ignez Costa Moreira PUC Minas Palavras-chave: Gênero Geração Gravidez. 1 Articulando Gênero e Geração aos Estudos de Saúde e Sexualidade. GT14 Maria Ignez Costa Moreira PUC Minas Palavras-chave: Gênero Geração Gravidez. Jovens Avós e Mães Adolescentes Os altos índices de

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

O Jovem e o Trânsito ANÁLISE DAS PESQUISAS A SEGURANÇA NO TRÂNSITO NÃO É ACIDENTAL. Ministério da Saúde

O Jovem e o Trânsito ANÁLISE DAS PESQUISAS A SEGURANÇA NO TRÂNSITO NÃO É ACIDENTAL. Ministério da Saúde O Jovem e o Trânsito ANÁLISE DAS PESQUISAS SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 3 Pesquisa qualitativa 4 Pesquisa quantitativa 6 O JOVEM E O VEÍCULO 8 Habilitação 8 Dirigindo sem CNH COMPORTAMENTO 13 PERCEPÇÃO DO TRÂNSITO

Leia mais

Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação

Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Gênero, ética e sentimentos: A resolução de conflitos no campo da educação Valéria Amorim Arantes 1 Brigitte Ursula Stach Haertel

Leia mais

Aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Universidade Federal de São Carlos.

Aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Universidade Federal de São Carlos. TRANSFORMAÇÕES URBANAS NA CIDADE DE SÃO CARLOS: CONDOMÍNIOS RESIDENCIAIS FECHADOS E NOVAS FORMAS DE SOCIABILIDADE Ferreira, Francisco Barnabé 1 franbar@linkway.com.br 1 Aluno do Programa de Pós-Graduação

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL EMENTA: A ação profissional do Serviço Social na atualidade, o espaço sócioocupacional e o reconhecimento dos elementos

Leia mais

A Imaginação Sociológica em Sala de Aula

A Imaginação Sociológica em Sala de Aula A Imaginação Sociológica em Sala de Aula Natália Braga de Oliveira* Incentivar os estudantes a olhar a vida cotidiana a partir dos pressupostos da Sociologia, os desperta para a reflexão e elucidação do

Leia mais

História Oral: panorama histórico e reflexões para o presente. Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro

História Oral: panorama histórico e reflexões para o presente. Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro História Oral: panorama histórico e reflexões para o presente Profa. Dra. Suzana Lopes Salgado Ribeiro O que é História Oral? Processo de trabalho que privilegia o diálogo e a colaboração de sujeitos considerando

Leia mais

Pesquisa Qualitativa. Lideranças de Movimentos Sociais e Segmentos da População Abril 2007

Pesquisa Qualitativa. Lideranças de Movimentos Sociais e Segmentos da População Abril 2007 Pesquisa Ibope Pesquisa Qualitativa Lideranças de Movimentos Sociais e Segmentos da População Abril 2007 Metodologia Estudo do tipo qualitativo, envolvendo duas técnicas complementares: 1) Entrevistas

Leia mais

O compromisso social da Psicologia: contribuições da perspectiva Sócio-Histórica 1

O compromisso social da Psicologia: contribuições da perspectiva Sócio-Histórica 1 O compromisso social da Psicologia: contribuições da perspectiva Sócio-Histórica 1 Ana Mercês Bahia Bock 2 Pontifícia Universidade Católica de São Paulo São Paulo/Brasil O tema proposto para a reflexão

Leia mais

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I

SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEDAS GERÊNCIA DE PLANEJAMENTO, PROJETOS E CAPACITAÇÃO TEXTO I TEXTO I Igualdade de Gênero no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher As desigualdades são sentidas de formas diferentes pelas pessoas dependendo do seu envolvimento com a questão. As mulheres sentem

Leia mais

RELAÇÕES DE GÊNERO E VIOLÊNCIA

RELAÇÕES DE GÊNERO E VIOLÊNCIA RELAÇÕES DE GÊNERO E VIOLÊNCIA Caro (a) Chesfiano (a), Você está recebendo uma série de publicações intitulada Para Viver Melhor, com informações atualizadas sobre temas diversos no campo da saúde física

Leia mais

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es).

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es). A TERCEIRA IDADE NA UNIVERSIDADE ABERTA: NAVEGANDO, BUSCANDO, APRENDENDO EM UM MAR SEM FIM Elizabeth Thomaz Pereira FATEC Prof. Waldomiro May Cruzeiro, São Paulo, Brasil Objetivos: identificar as percepções

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS. Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS. Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ O que é Violência contra idosos? É um ato (único ou repetido) ou omissão que lhe cause dano ou aflição e que se produz em qualquer relação

Leia mais

5 km/h a mais, uma vida a menos

5 km/h a mais, uma vida a menos 5 a mais, uma vida a menos Respeite os limites de velocidade www.fundacionmapfre.com.br O excesso de velocidade não acontece por acidente, é uma escolha. Na correria do dia-a-dia, vivemos apressados e,

Leia mais

PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO. Vanessa Petró* 1. Introdução. Comportamento Desviante e Estigma

PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO. Vanessa Petró* 1. Introdução. Comportamento Desviante e Estigma PROFISSIONAIS DO SEXO UMA PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA DO ESTIGMA DA PROSTITUIÇÃO Vanessa Petró* 1 Introdução O presente artigo tem o intuito de desenvolver algumas idéias acerca de comportamentos desviantes

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO MASCULINA E SUAS ARTICULAÇÕES COM O RECALCAMENTO. o processo de constituição do psiquismo. A discussão será feita à luz das idéias

IDENTIFICAÇÃO MASCULINA E SUAS ARTICULAÇÕES COM O RECALCAMENTO. o processo de constituição do psiquismo. A discussão será feita à luz das idéias IDENTIFICAÇÃO MASCULINA E SUAS ARTICULAÇÕES COM O RECALCAMENTO Cristiana de Amorim Mazzini 1 O presente trabalho discorrerá sobre a identificação masculina ocorrida durante o processo de constituição do

Leia mais

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL DIRETORIA TÉCNICA DIVISÃO DE HABILITAÇÃO RACHA

DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL DIRETORIA TÉCNICA DIVISÃO DE HABILITAÇÃO RACHA DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL DIRETORIA TÉCNICA DIVISÃO DE HABILITAÇÃO RACHA Uma atitude que pode custar vidas Racha, também chamado popularmente de pega, é uma forma de corrida

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

TRÂNSITO É VIDA: TRANSITANDO NA ESCOLA

TRÂNSITO É VIDA: TRANSITANDO NA ESCOLA 1 TRÂNSITO É VIDA: TRANSITANDO NA ESCOLA Sonner Arfux de Figueiredo Prof. Me. da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade de Nova Andradina sarfux@uems.br Resumo: Constituído através de uma

Leia mais

A SATISFAÇÃO DA APARÊNCIA CORPORAL MASCULINA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A SATISFAÇÃO DA APARÊNCIA CORPORAL MASCULINA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A SATISFAÇÃO DA APARÊNCIA CORPORAL MASCULINA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Emília Amélia Pinto Costa da Silva;Priscilla Pinto Costa da Silva; Petrucio Venceslau de Moura;Talita Grazielle Pires de Carvalho;

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF Resumo A presente pesquisa se debruça sobre as relações étnico-raciais no interior de uma escola

Leia mais

Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade

Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade Os Sentidos da Prevenção à Aids na Contemporaneidade Congresso de Prevenção à Aids e de Saúde Sexual e Reprodutiva (Gapa-Bahia) Salvador, 19.03.07 Cristina Câmara Contexto social da aids no Brasil Democratização

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º, DE 2007. (Do Sr. Rogerio Lisboa)

PROJETO DE LEI N.º, DE 2007. (Do Sr. Rogerio Lisboa) PROJETO DE LEI N.º, DE 2007. (Do Sr. Rogerio Lisboa) Altera a Lei nº LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997, tornando obrigatória por parte dos fabricantes, importadores e montadores de veículos, a inclusão

Leia mais

A Sociologia de ÉMILE DÜRKHEIM (1858 1917)

A Sociologia de ÉMILE DÜRKHEIM (1858 1917) A Sociologia de ÉMILE DÜRKHEIM (1858 1917) Instituto de Filosofia, Sociologia e Política Disciplina: Fundamentos de Sociologia Prof. Francisco E. B. Vargas Pelotas, abril de 2015 I CONCEPÇÃO DE CIÊNCIA

Leia mais

Evolução do número de mortes no trânsito em São Paulo

Evolução do número de mortes no trânsito em São Paulo Nota Técnica 232 2014 Evolução do número de mortes no trânsito em São Paulo Max Ernani Borges De Paula Banco de dados de vítimas dos acidentes de trânsito fatais A Companhia de Engenharia de Tráfego realiza

Leia mais

Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade?

Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade? Aumento da participação de mulheres no mercado de trabalho: mudança ou reprodução da desigualdade? Natália de Oliveira Fontoura * Roberto Gonzalez ** A taxa de participação mede a relação entre a população

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

Visibilidade estatística da população afro-descendente da América Latina: aspectos conceituais e metodológicos

Visibilidade estatística da população afro-descendente da América Latina: aspectos conceituais e metodológicos Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) Comissão Européia Visibilidade estatística da população afro-descendente da América Latina: aspectos conceituais e metodológicos Versão preliminar

Leia mais

CARTILHA DE TRÂNSITO. Dicas para você viver mais e melhor!

CARTILHA DE TRÂNSITO. Dicas para você viver mais e melhor! CARTILHA DE TRÂNSITO Dicas para você viver mais e melhor! Este material foi concebido pela SBOT Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia com o intuito de ser um agente expressivo na prevenção

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL E DO MEIO AMBIENTE: um debate necessário

SERVIÇO SOCIAL E DO MEIO AMBIENTE: um debate necessário SERVIÇO SOCIAL E DO MEIO AMBIENTE: um debate necessário SILVA, IVANNA SILIANA DO NASCIMENTO 1, ALVES, MARIA GERALDA 2, SILVA, IRBIA SONALY DO NASCIMENTO 3, NASCIMENTO, MARIA ANAZUILA 4, LEANDRO, DARLANIA

Leia mais

Reestruturação Produtiva em Saúde

Reestruturação Produtiva em Saúde Trabalho em Saúde O trabalho Toda atividade humana é um ato produtivo, modifica alguma coisa e produz algo novo. Os homens e mulheres, durante toda a sua história, através dos tempos, estiveram ligados,

Leia mais

A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO ENSINO DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO PARA ESTUDANTES DE LICENCIATURAS DA UFPA

A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO ENSINO DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO PARA ESTUDANTES DE LICENCIATURAS DA UFPA A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO ENSINO DE PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO PARA ESTUDANTES DE LICENCIATURAS DA UFPA Resumo RODRIGUES, Sônia Eli Cabral UFPA soniaely@ufpa.br PINTO, Ivany Nascimento Ivany.pinto@gmail.com

Leia mais

Nessas e em tantas outras expressões está presente a eficácia da cultura do automóvel no modo de vida do brasileiro.

Nessas e em tantas outras expressões está presente a eficácia da cultura do automóvel no modo de vida do brasileiro. Mídia e Transito ALGUMAS REFLEXÕES Ricardo Figueiredo Moretzsohn * O fenômeno trânsito e transporte têm crescido em grandes proporções, infelizmente, muitas vezes em direção contrária à vida e aos direitos

Leia mais

A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito organiza o 1º Fórum Municipal de Educação para o Trânsito e Mobilidade.

A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito organiza o 1º Fórum Municipal de Educação para o Trânsito e Mobilidade. A Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito organiza o 1º Fórum Municipal de Educação para o Trânsito e Mobilidade. A exemplo do que ocorrerá nas principais cidades do mundo, o Fórum Municipal de

Leia mais

Os gargalos para o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de TI, no Brasil Bárbara Castro

Os gargalos para o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de TI, no Brasil Bárbara Castro Os gargalos para o ingresso e a permanência das mulheres no mercado de TI, no Brasil Bárbara Castro Dra. em Ciências Sociais (UNICAMP) Bom dia, Primeiramente gostaria de cumprimentar a todos e a todas

Leia mais