LINUX TERMINAL SERVER PROJECT COMO INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO INTERNA PARA A FATEC TATUÍ

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1 LINUX TERMINAL SERVER PROJECT COMO INSTRUMENTO DE COMUNICAÇÃO INTERNA PARA A FATEC TATUÍ EONÁ MORO RIBEIRO 1, SAMUEL ANTONIO VIEIRA², DAIANE APARECIDA PEREIRA FLOR DE SOUZA³. 1 Profª Drª.do Curso de Tecnologia em Gestão Empresarial - FATEC Tatuí SP - ² Profº do Curso de Tecnologia em Gestão Empresarial FATEC Tatuí SP - 3 Aluna de Graduação do curso de Tecnologia em Gestão Epresarial. FATEC-Tatuí SP - RESUMO Os investimentos em Tecnologia da Informação (TI) e em Comunicação pelas organizações vêm se tornando um importante instrumento para geração de posicionamento estratégico. Diante disso, foi possível verificar o grande crescimento da área de TI, e, daí, seus principais problemas sociais e ambientais, porque há um grande número de hardwares que se tornam obsoletos por não serem capazes de desempenhar funções cada vez mais exigentes para determinados tipos de trabalho. Uma solução para esse tipo de problema foi a criação de terminais leves que levou ao desenvolvimento de um projeto LINUX TERMINAL SERVER PROJECT (LTSP). Tal projeto foi criado por James McQuillan nos Estados Unidos em Atualmente, vem sendo trabalhado por vários desenvolvedores ao redor do mundo. Por sua vez, a FATEC Tatuí utiliza os componentes provenientes de máquinas caça-níqueis para a criação do Projeto LTSP na Instituição. Assim, tornou-se imperativo um estudo que evidenciasse as perspectivas desse Projeto de modo que possa contribuir para a Comunicação Interna dessa unidade de ensino. Os principais resultados desse trabalho indicaram que o termo Tecnologia de Informação e Comunicação podem e devem trabalhar juntos para haver soluções que visem colaborar com o benefício institucional. Desse modo, o objetivo principal desse trabalho é utilizar o LTSP - Linux Terminal Server Project, já desenvolvido pelos alunos do curso de GTI Gestão da Tecnologia da Informação, e adaptá-lo como instrumento de aprimoramento da comunicação interna da FATEC - Tatuí. Nesse trabalho, serão analisados os benefícios da criação de terminal leves com a Tecnologia Linux e sua utilização como ferramenta de comunicação interna. PALAVRAS-CHAVE: Linux terminal server project. Comunicação interna. Fatec-tatuí. 1- INTRODUÇÃO Mediante o contexto atual da sociedade, é possível perceber que a tecnologia da informação e os processos de comunicação estão interligados, e o avanço de ambos é impressionante; cada um tem seu papel fundamental no desenvolvimento das áreas de atuação do ser humano. Diante desse avanço, não podemos deixar de citar o computador pessoal (PC), já que esse aparece como uma das principais ferramentas utilizadas na área da comunicação, permitindo aos usuários acesso rápido a todos os tipos de informações e tecnologias. Atualmente, os computadores estão disponíveis em todos os lugares e para seu funcionamento são utilizados softwares e hardwares que vêm se desenvolvendo com uma velocidade gigantesca. Os softwares utilizados são capazes de realizar funções e tarefas cada vez mais extraordinárias, no entanto exigem que os hardwares estejam preparados para processarem rapidamente esses comandos. Frente a essa evolução, o tempo útil dessas máquinas torna-se cada vez menor, criando, assim, uma série de problemas sociais e ambientais.

2 Uma das questões mais discutidas é a o que fazer com essas máquinas que, apesar do pouco uso, tornaram - se obsoletas para muitos processos; no entanto o custo de atualização desses equipamentos é muito elevado. Ainda existem outros problemas quando se realiza o descarte dessas máquinas. Há, por exemplo, o impacto ambiental provocado pelos materiais utilizados em sua composição - basicamente plásticos e metais pesados que são altamente tóxicos e que levam muitos anos para se decompor. Outro problema comum que pode ser percebido é a grande dificuldade que as empresas, universidades e outras organizações possuem no processo de gerenciar um número crescente de computadores distribuídos em seus vários setores. Esses computadores geralmente funcionam de forma distribuída, ou seja, cada máquina possui seu próprio sistema operacional e sua unidade de armazenamento, e o serviço de gerenciamento e manutenção é repetido individualmente em cada máquina existente. Ao pensar no reaproveitamento de máquinas obsoletas, uma das opções de se estender a sua vida útil e diminuir os custos com o gerenciamento e manutenção é utilizá-las como terminais leves. Esses terminais são representados por um servidor que ligará as máquinas através de uma rede. O servidor possuirá um poder de processamento maior, o qual será responsável por realizar todo o processamento. Por meio disso, torna-se possível utilizar programas atuais através dessas máquinas obsoletas, pois elas possuirão, em sua configuração mais básica, a função de comunicação com o servidor para exibir os resultados do processamento do servidor ao usuário. Umas das vantagens desse tipo de tecnologia é que a computação fica centralizada em um único ponto; assim, o trabalho de gerenciamento passa a ser concentrado nesse único local, eliminando o retrabalho de configuração, como, por exemplo, o backup e instalação e remoção de software. Vale ressaltar ainda que o interessante desse terminal é que ele também possa ser utilizado não apenas como computador comum, com suas funções básicas, mas também possa ser usado como instrumento de comunicação interna dentro das organizações e instituições educacionais. Dentro da FATEC Tatuí, um projeto de Linux Terminal Server Project (LTSP) já está sendo desenvolvido. Esse permite a reutilização de máquinas de baixo desempenho e também a utilização de peças vindas da desmontagem de caças-níqueis cedidas para a Instituição, surgindo, assim, a construção de terminais leves com tecnologia LTSP. Esse projeto 1, já em andamento, será utilizado como referencial a partir do qual serão desenvolvidos e aprimorados os processos de comunicação interna na FATEC Tatuí. O desenvolvimento da comunicação interna ligada à TI é atualmente um dos principais pontos dentro de qualquer organização e deve ser tratado com muita cautela, levando em conta sempre todos os setores da empresa ou Instituição; dentro desse contexto, nada melhor para desenvolver o processo de comunicação interna que a utilização de ferramentas e instrumentos de tal área. 2- TERMINAIS LEVES Os terminais leves, ou conhecidos por thin clients, são computadores privados de recursos de hardware de alto desempenho, que interligados em rede, servem-se do processamento de um servidor para realizar seus aplicativos (FERRETI, 2004). Quase sempre eles se conectam apenas com uma interface gráfica do servidor de aplicações, passando assim a ser uma janela deste para com o usuário. Terminal Leve também pode ser considerado um tipo de especial de computador que não possui CPU, e nem armazenamento próprio; é apenas um dispositivo de entrada e saída que funciona como uma janela que provê acesso a outro computador localizado em algum lugar. O conceito que 1 O projeto LTSP LINUX TERMINAL SERVER PROJECT é orientado pelo Professor Samuel Antonio Vieira e desenvolvido pelos alunos Eduardo Tochiho Hanry, José Roberto Paes, Renato Fernando Antunes de Almeida e Samuel Martins Rodrigues, todos do 3ºSemestre de GTI da FATEC Tatuí.

3 utilizado se relaciona à configuração de minicomputadores e mainframes que realizam operações com grandes quantidades de informações de entrada e saída (NORTON, 1997). Também existe outro paradigma que vem sendo estudado com outro olhar: a questão de computadores pessoais serem utilizados como clientes de um servidor de aplicativos. Em relação a esse conceito, temos o LTPS Linux Terminal Server Project, o WTS Windows Terminal Services, os quais funcionam como servidor encarregado de realizar todo processamento e armazenamento de dados enquanto os clientes exibem imagens na tela e enviam de volta os movimentos do mouse e caracteres digitados. Os terminais leves são versões modernizadas e melhoradas dos antigos terminais burros. A principal diferença é que, ao invés de aplicativos de texto simples, são usados aplicativos gráficos quase que sem nenhuma limitação e com suporte de placas de som, impressoras e drives de dispositivos locais nos terminais (MORIMOTO, 2008). Existem diversas tipos de tecnologias empregadas em terminais leves, entre elas podemos destacar: O Windows Terminal Service - WTS, o Linux Terminal Server Project-LTSP. O WTS é uma criação da Microsoft. O funcionamento do Windows Terminal Service é o mesmo utilizado no LTSP, solução que melhor será detalhada no próximo item. O WTS utiliza protocolos de propriedades da Microsoft, tendo como principal o protocolo Remote Desktop Protocol RDP. Como exposto anteriormente, o WTS é um serviço criado pela Microsoft, devendo então ser necessário a compra de licenças adicionais as do servidor. Existem duas formas de adquirir licenças para esse tipo de terminal: a licença pode ser definida pela quantidade de máquinas que serão utilizadas; a outra é definida pelo número de usuários que podem se conectar de qualquer máquina que tem acesso ao servidor WTS (MORIMOTO, 2008). 2.1 SERVIDORES DE TERMINAIS Os Servidores de Terminais ou Servidor de Aplicações é um servidor com Interfaces Gráficas, que utiliza um sistema operacional multi usuário, que permite a gerência e abertura de Ambientes Gráficos (sessões) de usuários remotos. Divide-se então, o sistema operacional em: Nativo, ou seja, aquele que o usuário utiliza em seu computador pessoal e sistema operacional Visualizado, ou seja, aquele que ele necessita para executar suas aplicações e funções. Para o usuário, é como se o sistema operacional remoto estivesse em sua própria máquina. No entanto, existem algumas restrições para esses usuários, por exemplo, acesso aos dispositivos locais de sua máquina. Se houver o desejo ou a necessidade de utilizá-los, estes deverão ser montados remotamente no servidor. Existem diversas maneiras de acessar remotamente o ambiente gráfico de um servidor. Uma das primeiras soluções de acesso remoto que mais se desenvolveu foi o VNC (Virtual Network Computing); com ele o usuário pode se utilizar de (praticamente) qualquer sistema operacional e acessar, assim, qualquer ambiente gráfico ou outro sistema operacional. Essas características ajudaram a difundir o seu uso, mesmo apresentando uma qualidade de imagem e um tempo de resposta não muito rápido. O VNC é estabelecido no protocolo RFB- Remote Frame Buffer. Todos os eventos do mouse e teclado são enviados para o servidor e acrescentados ao buffer, o mesmo acontece (mas de maneira inversa) com as imagens enviadas ao dispositivo de vídeos. Desde o lançamento da plataforma NT (New Technology), o Windows trouxe com ele o sistema de acesso remoto RDP (Remote Desktop Protocol) estabelecido no protocolo T.128. Inicialmente criado para o uso em administração remota de servidores, permitia apenas o acesso de um usuário por vez. Logo se pode perceber o potencial do mesmo e um curto espaço de tempo a Microsoft lançam seu primeiro Servidor de Terminais, o Windows NT 4.0 Server- Terminal Server Edition. Juntamente com RDP, surge uma série de funcionalidades que permitem ao usuário realizar outras funções, tais como: redirecionamento do áudio, encriptação de dados, redirecionamento de sistemas de arquivo, redirecionamento de impressora, entre outras que se fazia necessário no VNC. No entanto, um dos protocolos exclusivos e um dos mais antigos do UNIX é o XDMCP; este é

4 protocolo padrão do servidor gráfico X11. Na maioria dos sistemas Linux e BSD, se utilizam dele mesmo ele não sendo um servidor de terminais, ele é utilizado via comunicação interna (sockets) nestes Sistemas Operacionais (GERONIMO, 2007). O XDMCP oferece uma qualidade de imagem superior ao VNC, gerando também um tráfego de rede de maneira proporcional. Para a instalação de um servidor, é necessária a configuração dos serviços como: Servidor de DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) ele será encarregado de atribuir os endereços de IP para cada terminal, juntamente com a localização do Kernel; do Servidor de TFTP (Trivial File Transfer Protocol) ele é responsável de baixar o Kernel, ou núcleo, para os terminais; O Servidor X, XDMCP e Gerenciadores de Janelas serão responsáveis por disponibilizar o ambiente gráfico para os terminais e o Servidor SSH têm com função autenticar e tunelar os comandos enviados ao servidor, serviço utilizado a parti da versão 5.0 do LTSP, essas configurações darão suporte ao funcionamento dos terminais leves. 2.2 PROJETOS DE TERMINAL COM SERVIDOR LINUX O LTSP é a sigla para Linux Terminal Server Project ou Projeto de Servidor de Terminal Linux. Esses modelos são terminais leves, um projeto de código aberto criado e mantido por James McQuillan nos Estados Unidos em Atualmente, o projeto está em grande expansão e conta com a contribuição de vários desenvolvedores ao redor do mundo, inclusive o Brasil. O principal objetivo do projeto é reunir um conjunto de ferramentas administrativas para facilitar a utilização de estações de trabalho de baixo custo, utilizando máquinas obsoletas para sua construção, essas funcionam terminais de caracteres ou gráficos de um servidor GNU/Linux (FERRETI, 2004). O Linux Terminal Server Project também pode ser considerado um conjunto de aplicações ligado diretamente aos servidores que proporcionam a capacidade de executar Linux em um computador. O LTSP trabalha com a licença GNU GPL de software livre. No funcionamento de terminais leves o servidor é responsável pela parte pesada do trabalho, ou seja, é usado para executar programas, armazenar os dados e enviar para os clientes as instruções para montar as janelas que serão exibidas. Já os clientes são responsáveis de montar as janelas e enviar os movimentos do mouse e das teclas digitadas no teclado (MORIMOTO, 2006). A figura abaixo demonstra a estrutura básica para o funcionamento de um Servidor LTSP. Figura 1 - Ilustra a estrutura básica para o funcionamento de uma solução baseada em LTSP. Fonte: Disponível em:< Remoto-com-LTSP/pagina2.html> Acesso em 15 nov./2010. O LTSP é uma solução extremamente promissora para a criação de terminais leves com o sistema operacional GNU/Linux. Para seu funcionamento, é necessária a combinação de serviços fornecidos pelos protocolos TFTP, DHCP e XDMCP que permitem que as estações não apenas rodem

5 aplicativos instalados no servidor, mas realmente dêem boot via rede, baixando todos os softwares de que precisam diretamente o servidor. Não é necessário dispositivo de armazenamento nas estações apenas a memória ROM da placa de rede ou então um diqueste de boot (MORIMOTO, 2006). Em uma aplicação típica do LTSP, a máquina servidora processa serviços como Distribuição Dinâmica de IP, Autenticação dos Usuários, Compartilhamento de Diretórios e Sistemas de Arquivos Raiz, além de aplicações do Openoffice, navegadores de internet, cliente de , entre outros. No entanto, podemos ter as seguintes opções de terminais gráficos para um sistema construído em LTSP (REZENDE, 2008). Utilização de Thin Client, que são máquinas projetadas especificamente para funcionar como terminais gráficos, possuindo assim como características baixo poder de processamento, baixo consumo de energia, tamanho e custo de manutenção reduzidos; Estações de trabalhos criadas com o propósito de serem servidores gráficos, por este motivo geralmente são capazes de realizarem o boot via rede, desprovidas de dispositivos de armazenamento e com o poder de processamento reduzido; As estações de trabalho obsoletas, que entendem se por obsoletas aquelas estações que possuem um poder de processamento insuficiente para executar os softwares atuais no modelo tradicional devido ao aumento das necessidades de processamento ocasionadas pela evolução desses softwares. Para o funcionamento do terminal é necessário a configuração e instalação de alguns serviços citados abaixo: (REZENDE, 2008). Servidor de DHCP responsável de atribuir os endereços de IP para cada terminal juntamente com a localização do Kernel. os terminais; estações; Servidor de TFTP é encarregado de baixa o Kernel, ou núcleo, para Servidor de NFS faz o mapeamento dos arquivos utilizados nas Servidor X, XDMCP e Gerenciadores de Janelas responsáveis por disponibilizar o ambiente gráfico para os terminais; Servidor SSH responsável pela autenticação e tunelamento dos comandos enviados ao servidor, serviço utilizado a partir da versão 5.0 do LTSP. 3 A COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E A COMUNICAÇÃO INTERNA A Comunicação Empresarial representa uma grande preocupação nas instituições, sejam públicas ou privadas, a qual não podemos jamais esquecer. Ela é responsável por todas as ações de comunicação realizadas dentro e fora das organizações, de modo que promova uma imagem positiva da empresa para os colaboradores e para a sociedade; sem contar que, também, por meio dela, visa-se à conquista de novos consumidores e à promoção de produtos. Na realidade, a comunicação empresarial diz respeito à somatória de todas as atividades de comunicação da empresa. Elaborada de forma multidisciplinar a partir de métodos e de técnicas de relações públicas, jornalismo, lobby, propaganda, promoções, pesquisa e marketing, é direcionada à sociedade, a formadores de opiniões, a consumidores e a colaboradores (trabalhadores, fornecedores e parceiros). Ela tem sempre como referência básica o planejamento estratégico. (NASSAR, 2007.) Com isso, postula-se a importância de perceber que é, através da comunicação, que surge a percepção dos objetivos da empresa, mas, para que as metas veiculadas pelo comunicar, sejam

6 atingidas é fundamental principalmente a existência de uma comunicação interna, ou seja, é primordial que as pessoas que fazem parte da organização se comuniquem de forma eficaz e transparente. Por sua vez, é evidente a importância da comunicação voltada ao público interno, mas não é novidade que o calcanhar de Aquiles de qualquer empresa, não importa o porte ou ramo de atividade é a comunicação interna (TOMASI, 2009, p. 66). Isso é uma realidade porque muitas empresas ainda não tratam a comunicação interna como estratégica e sistêmica. E, se a comunicação não circula dentro da empresa, o funcionário desconhece a organização em que trabalha sua filosofia e seus valores e se torna um analfabeto empresarial (RIBEIRO et al, 2009). Contudo, a divulgação das informações que levem a um estado de espírito de participação só é possível por intermédio das inúmeras mídias internas: vídeos, jornais, revistas, alto-falantes internos, painéis eletrônicos, folhetos, jornais-murais. Além disso, deve haver formas de comunicação direta, tais como reuniões, peças de teatro participativas, entre outras. Mas é preciso ressaltar que a comunicação interna não se reduz à mera divulgação de informações, pelos meios citados acima; ela sugere comprometimento com a cultura organizacional, com a identidade empresarial, para que os funcionários adquiram conhecimento profundo desses pontos. Segundo Nassar (200-, apud TOMASI, 2009, p. 59), trata-se da comunicação que tem como base um processo profundo, cotidiano e permanente de conhecimento recíproco entre o emissor e o receptor organizacional. Paulo Nassar nos fala, dessa forma, em uma comunicação permanente, contínua, que não deve ser voltada apenas para emergências, mas deve ser sim, parte integrante da cultura organizacional; esse é o maior desafio nas organizações, tanto públicas como privadas. Desse modo, a pretensão da comunicação interna é instaurar um clima positivo, buscando veicular informações com credibilidade para o cumprimento das metas, tendo sempre o foco no funcionário, mostrando que não só o lucro é importante, mas também o bem-estar da organização. Enfim, a comunicação voltada aos trabalhadores ou público interno deve ter credibilidade, conseguindo, assim, o apoio dos funcionários em seu caminho estratégico de gerar lucro e bem estar à organização. 3.1 A COMUNICAÇÃO INTERNA EXISTENTE NA FATEC-TA Dentro da Fatec Tatuí pode-se observar algumas ferramentas que são utilizadas para haver a comunicação, sendo elas: o site da Instituição, os quadros de informações (painéis de informações, murais), o jornal FATECANO, a revista SAPERE, os s desenvolvidos para os alunos, e o mais novo instrumento desenvolvido e o foco deste trabalho: os monitores, construídos com o material dos caça-níqueis. Será abordada, de maneira sucinta, sobre cada ferramenta utilizada na Instituição. Conforme verificação feita em 16 de maio de 2011, o site da Instituição, cujos responsáveis por emitir informações são funcionários, diretamente ligados ao diretor e ao vice-diretor, e cujos responsáveis pelo funcionamento são os funcionários da área de TI, tem como principal objetivo proporcionar acesso às notícias voltadas, por exemplo, aos programas de graduação, já que veiculam textos e fotos sobre eventos, congressos realizações que ocorrem no âmbito institucional. Tal site convida também o público interno e a comunidade ao acesso de outros conhecimentos, por meio de publicações e links para associações, fundações e institutos voltados à Educação. Permite também aos usuários a realização de consulta online do acervo existente na biblioteca da Instituição, criando, dessa forma, uma ponte de comunicação. Outro ponto importante desse canal é que o mesmo também é utilizado como um instrumento de acesso para o Jornal FATECANO (que, no início, era apenas eletrônico, mas, em maio de 2010, por meio de patrocínio externo, tornou-se impresso; apesar disso, cada edição é também disponibilizada, em forma eletrônica, pelo site) e para a Revista Eletrônica SAPERE. Ainda, de acordo com verificação realizada no dia 13 de maio de 2011, os quadro de informações (painel de informações e murais) são as ferramentas de comunicação utilizadas na entrada principal da Instituição, para divulgação de palestras, vagas de estágios e informações

7 voltadas, sobretudo, aos alunos. De maneira geral, essas informações são emitidas pelos funcionários da Secretaria Acadêmica. Além desse painel, existe um mural implantado na entrada da biblioteca, cujos responsáveis são os funcionários dessa dependência, e, através dele, são transmitidas informações claras e diretas referentes à própria biblioteca; Ademais, conforme Ribeiro et.al (2009), o jornal FATECANO foi, a partir de abril de 2009, desenvolvido por um grupo de alunos de Gestão Empresarial da FATEC- Tatuí durante as aulas de Comunicação Empresarial, ministradas no 1º semestre do curso. Os responsáveis por esse Jornal trimestral, que trabalha com informações instantâneas (atividades ocorridas na Instituição que envolvem seu público interno), mas, sobretudo, com informações duradouras (entrevista com o público que compõe a unidade de Ensino, ou seja, diretor, vice-diretor, professores, funcionários, alunos; matérias em que os professores, alunos e funcionários manifestam sua voz entre outras) são a Profª. Dra. Eoná Moro Ribeiro e a Profª. Me. Maria Cecília Pereira e os alunos Carlos Renato Guilherme; Daiane Souza; Daniele Clemente; João Éder Miguel; Luma Ferreira; Raquel Moreschi; Phillip Lira, Vanessa Muniz, Victor do Amaral. Por sua vez, a revista SAPERE da Faculdade de Tecnologia de Tatuí, criada em julho de 2009, é uma forma de comunicação específica. Editada semestralmente e distribuída livremente pela internet, possui caráter científico e acadêmico sendo dedicada preferencialmente às áreas de Automação Industrial, Manutenção Industrial, Gestão Empresarial, Produção Fonográfica e de Tecnologia da Informação, tratadas sob enfoque multidisciplinar. Um dos seus objetivos é ser um veículo de divulgação da produção científica dos discentes e dos docentes da Fatec Tatuí e das instituições educacionais, que visem publicar seus artigos. O responsável por essa revista é o vicediretor da Faculdade, Prof. Dr. Anderson Luiz de Souza. Já os s foram desenvolvidos através de um convênio entre o Centro Paula Souza e a Microsoft. Os alunos das FATECs estão recebendo um pelo qual terão o direito de baixar softwares originais e gratuitos da Microsoft, como o Sistema Operacional Windows. Esse será utilizado também para qualquer comunicação entre os discentes, entre o Centro Paula Souza e os alunos das Fatecs, bem como entre os professores e a própria Fatec-Tatuí com seus alunos. Pelo descrito, pode-se afirmar que a comunicação na FATEC-TA é valorizada, já que existem diversos meios que a disponibilizam e que visam a atingir o público interno. 4 PROJETO LTSP E A COMUNICAÇÃO INTERNA DA FATEC TATUÍ Apesar de os meios de comunicação já existirem na FATEC-TA, não deixa de ser interessante o desenvolvimento de outro canal de comunicação interna, ou seja, o desenvolvimento dos monitores, cuja meta é transmitir informações mais objetivas, com maior dinamicidade e regularidade. Além disso, sua característica principal é a de veicular informações específicas de acordo com o local em que forem instalados; ou seja, se, por exemplo, um deles for instalado no pátio, dissipará informações, sobretudo, voltadas aos discentes. Esses monitores, que serão implantados em vários pontos do prédio da FATEC-TA e que serão gerenciados através do Projeto LTSP, foram criados com peças vindas de máquinas caçaníqueis cedidas para a instituição O Projeto LTSP, como já transcorrido, tem como principal objetivo reunir um conjunto de ferramentas administrativas para facilitar a utilização de estações de trabalho de baixo custo, utilizando máquinas obsoletas para sua construção; essas funcionam a partir de terminais de caracteres ou de gráficos de um servidor GNU/Linux (FERRETI, 2004). No entanto, nesse trabalho, a estação LINUX TERMINAL SERVER PROJECT, será utilizada como um objeto, onde o terminal servirá como base e instrumento de comunicação interna para a Instituição. Será utilizada sua rede para gerenciar os computadores envolvidos nos processos, ou seja, através do servidor que estará interligado com os computadores (monitores) instalados pelo prédio, as informações serão distribuídas e gerenciadas por um único ponto (servidor).

8 Mas, novamente, vale ressaltar que a execução desse trabalho só foi possível graças ao Projeto caça níqueis. De acordo com JusBrasil (2011), as máquinas que chegaram à faculdade foram apreendidas pela polícia e estavam em delegacias. Elas estavam sem uso e seriam destruídas, mas graças à intervenção do Poder Judiciário outro destino foi proposto aos equipamentos. Algumas máquinas estavam com peças danificadas. Porém, existiam aquelas em perfeito estado e funcionamento. A FATEC Tatuí, em parceria com o Poder Judiciário, utiliza as, há quase dois anos. Por meio da utilização desses componentes, foram desenvolvidos muitos instrumentos e ferramentas, e uma delas foi à criação de monitores utilizados no Projeto LTSP, o que abriu a possibilidade de servirem também como um instrumento de comunicação, objeto de análise desse estudo. A seguir, informações importantes sobre o Projeto caça-níqueis. 4.1 DESCRIÇÃO DA MONTAGEM DOS MONITORES Como mencionado anteriormente, as máquinas caça níqueis são objetos de apreensão pela polícia devido ao seu uso na atividade ilegal de jogo de azar e outros crimes e contravenções. São destinadas pela justiça à FATEC. Todavia, não existe uma freqüência regular de entrega, uma vez que isso depende das atividades da polícia e da Justiça. No processo de desmontagem são envolvidos professores, alunos e cidadãos que cumprem penas alternativas. O projeto foi feito em parceria com o juizado criminal da cidade e também está no quadro das penas alternativas. Depois de desmontados, os componentes que serão reaproveitados são separados em salas. No entanto, não existe definição dos horários de trabalhos, não existem equipes, pois nem sempre as pessoas comparecem nos mesmos dias. Cada um pode realizar o desmonte de uma máquina sozinho, de ponta a ponta ou em duplas ou trios. As peças são separadas de acordo com cada elemento, por exemplo: material utilizado em circuitos, material para monitores, e assim por diante. Elas são destinadas a projetos de alunos, à montagem de máquinas (totens) a serem doadas para a comunidade; além disso é descartado ou vendido o lixo eletrônico e sucata de ferro. Para a montagem dos monitores, as peças são retiradas da carcaça da caças-níqueis. A seguir, é feita uma separação do que pode ser útil para a montagem. São selecionadas placas mães, pentes de memórias, fontes de alimentação, e suportes de metal para fixar na parede: então é realizada a fixação do suporte de metal junto ao monitor e á placa mãe, formando uma caixa que, após isso, é presa em algum local (parede, viga). A caixa só é fechada em um dos lados para facilitar a ventilação, já que, na maioria das vezes, ela ficará ligada por muitas horas. 4.2 A COMUNICAÇÃO INTERNA PELOS MONITORES O desenvolvimento de um Plano de Comunicação Interna para a FATEC TA, a partir dos monitores, visa, acima de qualquer interesse, à integração e à facilidade de usufruir das informações. No entanto, quando, pensamos na ideia de utilizar esse tipo de ferramenta como um instrumento de comunicação, o primeiro ponto a ser questionado, seria a diferença em relação aos canais já existentes. Além disso, é importante evidenciar quais as informações seriam transmitidas e para quem direcioná-las. Existem diversos emissores (quem emite a informação ou a mensagem; representa quem pensa, codifica e envia a mensagem, ou seja, quem inicia o processo de comunicação) e receptores (aquele que recebe e decodifica a mensagem) envolvidos no processo comunicacional da FATEC Tatuí. Quando se utiliza um meio de comunicação, como os monitores que transmite informações objetivas e de maneira rápida, é importante considerar muitos pontos: o que transmitir, como

9 transmitir, a quem transmitir e principalmente durante quanto tempo transmitir, já que essas informações poderão se tornar velhas. Assim, os monitores têm como objetivo primordial o de veicular notícias, minimizando os riscos de tornar informações importantes em informações velhas e, muitas vezes, não transmitidas por necessitarem de um canal rápido LOGÍSTICA DO PRÉDIO DA FATEC-TA E OS LOCAIS DA IMPLANTAÇÃO DOS MONITORES. Antes de selecionar os locais para implantação dos monitores, foi necessário realizar um estudo da logística do prédio da FATEC-TA. Esse estudo só possível diante da observação da planta do prédio. As imagens abaixo demonstram cada setor da instituição e como elas são divididas. Ademais, serão demarcados por números os possíveis locais para a implantação dos monitores Figura 2 - Planta do Piso Térreo da Fatec Tatuí 1 Entrada Professores/Visitantes 2 Entrada dos Alunos 3 Pátio 4 Sala dos Professores 5 Biblioteca 6 Escada para o piso superior, próximo ao elevador

10 9 7 8 Figura 3 - Planta do Piso Superior da Fatec - Tatuí 7 Entrada para a sala do vice-diretor e do diretor e para a sala de reuniões 8 Sala de Reuniões 9 Final do Corredor próximo à Sala de Som O conteúdo da comunicação em cada monitor, os responsáveis por ele e o público a ser atingido No monitor 1, que estará fixado à entrada principal, destinada a professores, diretor, vicediretor, funcionários e visitantes, circulará informações institucionais, evidenciando, por exemplo, quantos cursos existem, fotos com eventos realizados. Além disso, em dias de visitas, poderão ser disparadas mensagens de boas-vindas. Os responsáveis por essas informações serão os funcionários diretamente ligados ao diretor e ao vice-diretor. No monitor 2, localizado à entrada principal dos alunos, circularão informações principalmente destinadas a eles. Serão informações, por exemplo, sobre palestras, estágios, período de matrículas, aquisição de carteirinhas entre outras. Os responsáveis por emitir essas informações serão os funcionários da Secretaria Acadêmica. No monitor 3, ou seja no pátio, lugar de circulação de um público grande, composto por discentes, docentes e funcionários, poderá haver uma miscelânea de informações, ou seja, informações que circulam no monitor 1 e 2. Os responsáveis poderão ser os funcionários da área de TI. No monitor 4, instalado na sala dos professores, serão veiculadas notícias específicas a esse público, como palestras que serão realizadas e informações sobre data limite de entrega de notas por exemplo. Os responsáveis por dissipar essas informações poderão ser os coordenadores. No interior da biblioteca, ficará o monitor 5. Ele divulgará informações simples, relacionadas a esse ambiente, a todos que o freqüentam, como por exemplo, avisos sobre alunos que estão atrasados na entrega de livros, novidades nesse ambiente, entre outras. Os responsáveis serão os próprios funcionários da biblioteca. No monitor 6, instalado no início da escada para o piso superior, serão veiculadas as mesmas informações do monitor 3. No monitor 7, ficará à entrada para a sala do diretor, vice-diretor e sala de reuniões, poderão ser veiculadas informações para visitantes e professores. Quem ficará responsável por esse monitor serão os funcionários ligados ao vice-diretor e diretor e poderão selecionar informações que julguem importantes para o dia, a semana e o mês.

11 Na sala de reuniões, poderá ser instalado o monitor 8. Geralmente, quem frequenta essa sala são os membros da congregação da FATEC-TA e os visitantes. Poderão são dissipadas informações que o diretor julgar pertinentes. Os responsáveis por elas serão os funcionários ligados a ele. Finalmente, no monitor 9, que será instalado próximo à sala de som, será pertinente dissipar as mesmas informações do monitor 3, tendo em vista que o público que circula nesse local é composto por discentes, docentes e funcionários. As ideias propostas acima, quanto aos responsáveis por gerenciar as informações em cada monitor, foram baseadas na situação atual do fluxo de informações da Instituição; ainda houve algumas adaptações relacionadas às novas necessidades encontradas. Esse modelo é apenas uma sugestão, que poderá ser discutida com todos envolvidos nos processos comunicacionais da faculdade. A ideia principal é criar um fluxo maior na circulação das notícias;, no entanto poderá ser adaptado da melhor maneira possível Regularidade das informações Cada informação e cada público a ser atingido são envolvidos por certos tipos de informações. Dessa forma, será necessária uma decisão do próprio emissor quanto ao valor e a duração dos dados expostos nos monitores. Todas as informações deverão ser avaliadas de acordo com o grau de sua importância, tendo em vista que será necessário um esquema para controlar o tempo necessário de divulgação. Através da tabela abaixo é possível gerenciar esses conteúdos; no entanto quem determinará a regularidade dessas informações será o próprio emissor. A figura demonstra a visualização dos números do monitor, do local onde está implantado, do responsável por ele e da duração da informação disponível, que será assinalada pelo emissor. Cada emissor será responsável por uma tabela que será gerenciada semana a semana; tal tabela poderá ser digital e arquivada no próprio computador do emissor. Assim, é possível controlar e determinar os fluxos de informações. Ademais, o modelo abaixo é sugerido para controle de periodicidade das informações, no entanto poderá ser alterado de acordo com a real necessidade dos emissores. Para isso, é fundamental um estudo e discussão com todos os envolvidos no papel de emissor. SEMANA: MÊS: ANO: Número do Monitor Local Responsável Duração da Informação Monitor 1 Entrada professores /Visitantes Funcionários ligados ao diretor e vice-diretor Monitor 2 Entrada dos Alunos Funcionários da Secretária Acadêmica Monitor 3 Pátio Funcionários da Área de TI S T Q Q S S D Monitor 4 Sala dos Professores Coordenadores Monitor 5 Biblioteca Funcionários da Biblioteca Monitor 6 Monitor 7 Escada para o piso superior, próximo ao elevador Entrada para a sala do vicediretor e do diretor e para a sala de reuniões Funcionários da Área de TI Funcionários ligados ao diretor e vice-diretor Monitor 8 Sala de Reuniões Funcionários ligados ao diretor Monitor 9 Final do Corredor, próxima a Funcionários da Área de TI sala de Som

12 Tabela 1: Tabela de Controle de Informações. Fonte: Adaptada de (CYPRIANO, 2008.p.32) Aplicativos sugeridos para gerenciamento da comunicação Todos os pontos citados anteriormente são importantes para o gerenciamento das informações nos monitores, no entanto outro fator essencial que deve ser considerado é o aplicativo responsável por alocar essas informações e distribuir nos monitores. Hoje em dia, existem diversos sistemas responsáveis por gerenciar conteúdos disponíveis no mercado. De acordo com o (SlideShare, 2008), um Sistema de Gerenciamento de Conteúdo (SGC), (em inglês Content Management System - CMS), é um sistema gerenciador de websites, portais e intranets que integra ferramentas necessárias para criar, gerenciar (editar e inserir) conteúdo em tempo real, sem a necessidade programação de código, cujo objetivo é estruturar e facilitar, a criação, administração distribuição, publicação e disponibilidade da informação. Uma das maiores características desses softwares é a grande disponibilidade de recursos e funções existentes. Os SGCs atuam com um framework, uma base, de website pré-programado, que permite criação armazenamento e administração de conteúdo web de forma dinâmica. Não se trata de um de um mero conjunto de páginas HTML estáticas. O Sistema de Gestão de Conteúdo por si só, gera toda a codificação dos arquivos utilizados na criação de uma página de internet. Essa breve explanação é apenas uma visão geral e introdutória às vantagens de se utilizar um sistema de gerenciamento do conteúdo. Abaixo serão citadas algumas sugestões de SGCs que poderão ser estudados e talvez até ser adequado com o projeto em questão. Segundo LEMOS (2008) um dos mais simples sistemas gerenciadores de conteúdo Open Source que estão disponíveis no mercado atualmente é o Mambo. Através dele, podem ser criados vários tipos de sistemas para intranet. Desde pequenos fotologs, blogs ou páginas pessoais, até grandes portais de comércio eletrônico como lojas virtuais ou de serviço; tudo isso de forma simples e sem pagamento de licença pelo sistema. Esse pode trabalhar tanto em plataforma LINUX/UNIX quanto em WINDOWS, e utiliza apenas interface Web baseada em navegadores de internet para sua instalação e administração. Atualmente, diversos tipos de usuários têm utilizados esse sistema, entre eles usuários domésticos até grandes empresas. Algumas características do Mambo merecem destaque: editor de conteúdo WYSIWYG ((What You See Is What You Get - O que você vê é o que você tem). Significa a capacidade de um programa de computador de permitir que um documento, enquanto manipulado na tela, tenha a mesma aparência de sua utilização.); banners; notícias; administração de links; arquivos de conteúdo; conteúdo de banco de dados; 20 idiomas; módulos; e componentes. Mambo não é um típico construtor de portais, está mais orientado à criação de sites pessoais e corporativas, e sua "fortaleza" está em um núcleo muito estável, o que não quer dizer que não se possa utilizar adicionais, e sim que a equipe de desenvolvimento se orienta mais à estabilidade e os add-ons costuma correr por conta de terceiros, que desinteressadamente colaboram com o projeto para melhorar a funcionalidade sobre uma base muito estável. Uma das grandes vantagens deste SGC é possuir uma versão totalmente em português, que foi criada pela comunidade brasileira. Algumas características são: Front-end e Back-end totalmente em português do Brasil; baseada na versão com todos os patches de segurança já instalados; temas (templates) "nacionalizados"; e duas versões: lite e completa. A principal desvantagem é a falta de flexibilidade na disposição dos elementos visuais de um site, pois o usuário fica preso na estrutura apresentada pelo template escolhido pelo mesmo. Outra opção de SGC é o Joomla; este é o que mais tem crescido e obtido maior aceitação em todos os setores da sociedade. Ele possui uma quantidade enorme de recursos disponíveis, grande diversidade de extensões extras, componentes, módulos e plugins atualizados constantemente.

13 O Joomla é usado em todo o mundo para tornar mais poderosas desde páginas simples, pessoais a complexas aplicações web corporativas. Citamos abaixo algumas das maneiras de se utilizá-lo: websites corporativos ou portais; comércio online; websites de pequenas empresas; websites de organizações sem fins lucrativos; aplicações governamentais; intranets e extranets corporativas; websites de escolas e igrejas; homepages pessoais e familiares; portais de comunidades; revistas e jornais; e as possibilidades são ilimitadas. Este SGC pode ser utilizado para gerenciar facilmente o aspecto de um site, como adicionar conteúdos e imagens, adicionar catálogos de produtos, ou receber reservas online. No entanto, ele também apresenta algumas desvantagens como falta de flexibilidade na disposição dos elementos visuais de um site, pois o usuário fica preso na estrutura apresentado pelo template escolhido pelo mesmo. Outro sistema de gerenciamento é o PHP Nuke, sendo um sistema para publicação automatizada de noticias para web, semelhante ao que ocorre com os demais SGC. Esse sistema pode ser adquirido de duas formas: a primeira é a através da versão livre, que atualmente encontra-se na versão 8.0; a outra refere aquela na qual o usuário contribui para seu desenvolvimento do software e paga para realizar o download. Esse sistema também oferece uma infinidade de recursos e possibilidades para a criação e manutenção de páginas de internet. Algumas das quais citadas abaixo: ambientes de intranet; sistemas de comércio eletrônico, portais de cidades (oficiais ou não); e portais de ensino a distância. Esse sistema também apresenta algumas desvantagens em se utilizar esse SGC, já que apresenta uma pequena quantidade de templates disponíveis comparada ao Joomla, fazendo com os sites criados a partir deste Sistema tenham aparências similares. Existem diversos SGCs, o que foram citados são apenas alguns deles como sugestões de pesquisas que possam ser mais aprofundadas, já que eles são aplicativos de licença livre; no entanto o que foi possível identificar é que esses aplicativos são voltados especificamente para gerenciar conteúdo de páginas web; por isso é necessário um estudo mais aprofundado de cada um deles e como eles poderão auxiliar neste trabalho. Seria interessante envolver a equipe de TI da faculdade, já que ela está mais atualizada na área de tecnologias, nessa etapa do trabalho, porque ela poderia verificar e analisar qual o aplicativo mais indicado para gerenciar o tipo de conteúdo envolvido nos processos de comunicação, o que melhor atenderá as necessidades de gerenciamento dos monitores, já que atualmente as informações são apresentadas através de arquivos em ppt.(power Point). Outro ponto importante a ser estudado é como o servidor LTSP distribuirá as informações a cada monitor. Isso tudo por ser avaliado conhecendo se um dos SGCs disponibiliza alguma ferramenta para esse trabalho. 5 CONCLUSÃO Este trabalho teve como ponto de partida o reconhecimento de algumas questões relativas às tecnologias da informação ligadas à comunicação: suas modificações significativas, sua apropriação e uso, e, claro, suas influências nas relações da sociedade e, por conseqüência, nas organizações. Assim, propôs demonstrar como o uso do LTSP pode ser um instrumento de comunicação de sucesso e quais suas vantagens; dessa forma, foi apresentado um breve histórico do LTSP, suas características técnicas, associando-os a um processo de comunicação interna. É indiscutível, por sua vez, a importância que a comunicação interna exerce dentro de uma instituição. Ela deve fundamentar-se no conhecimento da organização e no de seu público alvo por meio de ferramentas estratégicas, visando estimular, diferenciar, promover, premiar e agrupar os integrantes de uma organização (NASSAR, 2007). Pensando nesse panorama, foi elaborado um estudo aprofundado sobre comunicação interna, seu objetivo e importância para as organizações, além disso, foi realizado um estudo sobre a comunicação interna já existente na FATEC Tatuí.

14 Por meio desse estudo, ficou evidente que seria interessante desenvolver um novo canal de comunicação: os monitores, que possuem caráter mais dinâmico e estratégico, cujo objetivo primordial é o de veicular notícias, minimizando os riscos de tornar informações importantes em informações velhas e, muitas vezes, não transmitidas por necessitarem de um canal rápido. A partir dessa constatação, verificou-se a possibilidade da implantação de monitores como um instrumento novo de comunicação interna para a Instituição. Para tal, considerou-se o Projeto LTSP, desenvolvido por alunos do curso de GTI, sob orientação do Prof.ºSamuel Vieira. O projeto LTSP tem como princípio fundamental utilizar máquinas obsoletas para a criação de um terminal com um único servidor. Lembrando que a criação desse trabalho só foi possível, graças a peças vindas das máquinas caça-níqueis, destinadas à confecção dos monitores utilizados no Terminal. Surgiu, dessa forma, a ideia de utilizar essa rede e implantar os monitores em lugares estratégicos da instituição, conforme descrito.l Apesar de o estudo quanto à implantação desses monitores, o estudo sobre os emissores e receptores das informações serem abordados com intensidade, ainda é interessante uma análise mais aprofundada de sistemas de gerenciamento de conteúdo, embora tenham sido, nesse trabalho, sugerido alguns. Sobretudo, o essencial é vislumbrar que o papel da comunicação é uma forte ferramenta estratégica, mas, se mal estruturada, pode causar sérios danos e inverter o seu objetivo; então, deve-se avaliar e estudá-la antes de qualquer decisão. De qualquer forma, o objetivo fundamental foi demonstrar que, através de novos projetos, podemos realizar estudos excelentes, e, quando estabelecidos dentro das perspectivas possíveis, podem abrir muitas frentes de pesquisa e realização delas. A comunicação interna, como já mencionada, é um importante instrumento estratégico dentro das instituições quando bem trabalhada. A partir do exposto nesse trabalho, poderão ser desenvolvidos outros olhares e, até mesmo, este estudo poderá ser reestruturado de acordo com as necessidades da Instituição. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FATEC- Tatuí (Comp.) Site oficial da FATEC Tatuí. Disponível em: <http://fatectatui.edu.br/>. Acesso em: 16 mai FERRETI, Carlos. Implantação de uma Rede de Computadores Baseada no Linux Terminal Server Project p. Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação - Universidade Federal de Lavras, Lavras. GERONIMO, Guilherme Arthur. Estudos em Terminais Leves com nós de um Cluster p. Trabalho de Conclusão de Curso Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. JUSBRASIL. JusBrasil Politica.com.br. Desenvolvido por JusBrasil, Site com informações jurídicas. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br/politica/ /fatec-ira-reaproveitarmaquinas-caca-niqueis-disponibilizadas-pela-justica-de-tatui>. Acesso em: 05 mai LEMOS, R.L.C; DE OLIVEIRA, F.I; NETO,J.P.S; GOMES, Sistema de Gerenciamento de Conteudo em Software Livre. Guia do Hardware. Disponível em: <http: >. Acesso em 3 jun

15 MORIMOTO, Carlos E. Dicionário de Termos Técnicos de Informática. In: e-book, GDHPress e Sul Editores, 2008a. 397 p. Disponível em: < l /Dicionario_de_Termos_de_informatica-3ed.pdf>. Acesso em: 15 nov MORIMOTO, Carlos E. Usando o Windows Terminal Server (WTS). In: Tutorial, Guia do Hardware, 2008b. Disponível em:<http://www.guiadohardware.net/tutoriais/wts/>. Acesso em 15 nov MORIMOTO, Carlos E. Terminais Leves com LTSP 4,2. In: Guia, Guia do Hardware, Disponível em: < >. Acesso em: 15 nov NASSAR, Paulo; FIGUEIREDO, Rubens. O que é comunicação empresarial. São Paulo: Brasiliense, p. NORTON, Peter. Introdução a informática. São Paulo: Pearson; Makron Books, p. REZENDE, Bruno. Analise de Desempenho de Terminais Leves em Laboratórios de Informática , 6, 11,12 p. Monográfica de Conclusão de Curso de Graduação Universidade Federal de Lavras, Lavras. RIBEIRO, Eoná Moro; SOUZA, Daiane Aparecida Pereira Flor.; LIRA, Phillip Galindo de Queiroz. A Comunicação Interna e o Fatecano (Jornal Eletrônico da Fatec Tatuí). Revista Sapere, Tatuí, v. 1, n. 1, dez Disponível em: pdf. Acesso em: 18 mai SLIDESHARE.slideshare.net. Desenvolvido por SlideShare, Site com informações sobre Sistema de Gerenciamento de Conteúdo. Disponível em <http://www.slideshare.net/tcelestino/sistemas-de-gerenciamento-de-contedo-presentation>. Acesso em: 03 jun TOMASI, Carolina; MEDEIROS, João Bosco. Comunicação Empresarial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

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