ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO ANÁLISES COMPLEMENTARES

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1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO PLANALTO DE ARAXÁ NÚCLEO DE PESQUISAS ECONÔMICAS E SOCIAIS INFORMATIVO ANO I Nº III MAIO 2007 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO ANÁLISES COMPLEMENTARES Profº Dr. Vitor Alberto Matos ARAXÁ MG

2 Introdução Neste informativo o Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais do Centro Universitário do Planalto de Araxá aprofunda suas análises relacionadas ao tema desenvolvido no Informativo n 0 02 ampliando informações sobre o desenvolvimento humano desta região. Nosso objetivo é adicionar aspectos que, em termos mundiais, anualmente são destacados pelos Relatórios de Desenvolvimento Humano (RDH). Para tanto utilizaremos como fonte de informações internacionais o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2006 (disponível em pnud.org.br/idh) graças à atualidade de seus dados. As edições dos RDH, mesmo utilizando informações de dois anos anteriores, anualmente avaliam a situação do desenvolvimento humano no mundo e, neste sentido, sempre atualizam dados já apresentados em anos anteriores. Apesar de em todos eles a questão das desigualdades entre países receber grande destaque, neste relatório o tema central sobre a água potável e as desigualdades causadas pela sua falta salienta um fato que choca a todos devido aos contrastes que se descortinam a partir de uma leitura mais atenta da seguinte citação as lacunas profundas em termos de bem-estar e de oportunidades de vida dividem os povos do mundo (RDH, 2006 p. 263). Em relatórios anteriores, sob as mais diversas formas de expressão encontramos esta mesma frase procurando explicitar as mesmas questões apresentadas atualmente. Os exemplos que vêm a seguir procuram materializar através de dados as situações de privação em que se encontram grandes contingentes populacionais do globo. Neste relatório constata-se que pessoas mais pobres nas áreas urbanas dos países em desenvolvimento não só pagam pela aquisição de água mais do que os residentes da mesma cidade que têm rendimentos mais elevados, como também despendem mais por este bem do que as populações dos países mais ricos 1 (RDH, 2006 p. 52). Tais contrastes mostram que o conceito de globalização, muitas vezes euforicamente alardeado por analistas centrados nos aspectos financeiros, gerenciais e estratégicos, passa a ser alvo de profundas críticas quando analisado sob a ótica do desenvolvimento humano. De modo figurado, as lacunas que dividem os povos do 1 A expressão pagam mais deve ser entendida tendo por base a idéia de que o custo do dispêndio de R$ 1,00 para uma pessoa que ganha R$ 100,00 é muito maior, dada a quantidade de necessidades que pessoa deve satisfazer, do que o mesmo custo para uma pessoa que ganha R$ ,00.

3 mundo deram origem a uma aldeia global atualmente constituída por poucas grandes avenidas denominadas ruas dos ricos e por um número cada vez maior de pequenas vielas chamadas ruas dos pobres. O combate mundial contra estas desigualdades, organizado pelas Nações Unidas, está definido nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, um conjunto de metas com limites temporais acordados internacionalmente visando a reduzir a pobreza extrema, a alargar a igualdade de gêneros e a promover oportunidades de saúde e educação. No âmbito regional, o ponto fulcral da avaliação sobre a vontade e determinação da comunidade em conhecer e traduzir tais compromissos em ações concretas está centrado na busca destes objetivos. Nosso objetivo então será o de tratar estes aspectos centrando-nos na análise das condições de bem-estar presentes na Microrregião do Planalto de Araxá. Os dados e análises que apresentaremos a seguir estão organizados de acordo com as seguintes seções: 1 Uma visão geral do IDH no mundo; 2 O IDHM e o Planalto de Araxá; 3 Indicadores específicos sobre as Condições de Vida da população; 4 Acesso a Bens de Consumo e Vulnerabilidade Familiar na região. Como sempre, todas as informações contidas neste informativo foram retiradas das estatísticas do IBGE (ibge.gov.br) e do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (ipea.gov.br). 1 Uma visão geral sobre o IDH no mundo 2 Observando nossa aldeia global de condomínios e favelas em termos de desenvolvimento humano saltam aos nossos olhos contrastes alarmantes relativos a seus diversos habitantes. Os índices de um país de IDH alto, se comparados aos de um país de IDH baixo, escancaram diferenças profundas entre ambos. Os rendimentos médios destas populações chegam a ser 40 vezes maiores; a esperança de vida em um grupo de 31 países pobres que abarca cerca de 9% da população mundial é de 46 anos, ou seja, 32 anos a menos do que a dos países ricos; a taxa de matrícula nos três níveis escolares chega a ser cinco vezes maior nos países avançados. 2 Esta parte do informativo resume o item O estado do desenvolvimento humano do Relatório de Desenvolvimento Humano 2006 que contêm informações relativas ao ano de 2004 (ver RDH 2006 p.263 em pnud.org.br).

4 Uma característica dos resultados numéricos do IDH é a estreita relação existente entre o comportamento do IDH e o do indicador de rendimento. Em outras palavras, os indicadores de desenvolvimento humano tendem em média a subir ou a descer com o rendimento. Rendimentos médios muito baixos contribuem significativamente para a exclusão social materializada em elevados níveis de privação traduzidos em perda da possibilidade de acesso a níveis satisfatórios de alimentação, à educação de qualidade e à saúde e assistência médica. Os diferenciais numéricos do IDH mostram que certos grupos de países são muito mais efetivos na transformação de riqueza material em oportunidades de saúde e educação. Mesmo tendo demonstrado grandes progressos em termos de desenvolvimento humano, os avanços destes resultados mostram que a tão pretendida convergência entre o mundo desenvolvido e o mundo em desenvolvimento ainda revela profundas assimetrias. Nestes últimos, a esperança de vida aumentou nove anos enquanto nos primeiros, o aumento foi de sete anos. Como conseqüência verificar-se-á em um futuro bem próximo que esta maior expansão nos paises em desenvolvimento implicará maiores aumentos populacionais nestas regiões e agravamento das demandas por maiores oportunidades de saúde, educação e emprego. Algumas doenças crônicas como a AIDS e a tuberculose, principalmente nos países africanos, ainda são o grande responsável pela mortalidade elevada entre as mulheres, fato que contribui para a queda nos indicadores de esperança de vida do segmento feminino e para o aumento dos diferenciais de oportunidade entre os gêneros. Relativamente à mortalidade infantil os resultados são mais animadores uma vez que a mortalidade infantil tem diminuído. Embora as discrepâncias ainda sejam muito elevadas e se verifique um aumento da mortalidade até cinco anos por 1000 nascidos vivos no intervalo entre 1980 e 2004, as taxas de crescimento deste indicador têm caído em várias regiões do globo. Em certos países a geração de renda cresceu em média 4% ao ano desde 1990, entretanto a tendência de redução da mortalidade infantil caiu de 2,9% ao ano para 2,2%. Se em 1990 as taxas de alfabetização de adultos situavam-se em 75%, em 2004 estavam em 82% e indicavam que ocorria uma redução dos analfabetos em todo o mundo. Entretanto, verifica-se que esta queda é maior no segmento masculino do que no feminino mostrando que o segmento feminino ainda é responsável por cerca de 2/3

5 do analfabetismo entre adultos. Embora se observem números animadores entre os adultos, no ensino primário ainda se verifica um grande contingente de crianças fora da escola. Neste sentido as perspectivas para o futuro mostram-se, segundo o relatório, muito assustadoras, uma vez que a educação primária é apenas o primeiro degrau a se buscar em um mundo baseado no conhecimento. Se voltarmos nossos olhos para o Brasil, as interpretações não serão muito diferentes, embora com muita certeza em algumas regiões os resultados sejam melhores do que os de muitos países situados nas ruas dos pobres. Em outras palavras, em nosso país também se encontram exemplos como os que listamos acima. Se observarmos o conjunto dos indicadores de renda dos municípios brasileiros no período da década de 90 verificaremos que a desigualdade de renda medida pelo índice de Gini aumentou em mais de 60% dos mesmos. O índice de Gini procura medir o grau de desigualdade existente em uma distribuição de indivíduos relativamente à renda domiciliar per capita, ou seja, ele quer avaliar a extensão com que uma distribuição de rendimentos (ou consumo) de indivíduos ou famílias, num país ou região, se desvia de uma distribuição perfeitamente igual. Por esta razão ele numericamente varia entre 0 e 1. Caso todos os habitantes desta região tenham a mesma renda, o valor do índice será igual a 0 e indicará uma perfeita distribuição da renda entre todas as pessoas. Se apenas um indivíduo desta região absorvesse toda a renda gerada e os outros indivíduos nada possuíssem, o índice seria igual a 1 e teríamos uma distribuição altamente concentrada. 2 O IDH-M no Planalto de Araxá Neste item nosso objetivo é avaliar esta microrregião com relação às ações visando a atingir as metas de desenvolvimento humano, ou seja, queremos analisar com um pouco mais de detalhes o comportamento e as relações existentes entre os valores do IDH-M e algumas variáveis fundamentais para este indicador. Anteriormente já explicamos que os valores para o IDH-M medem, em termos percentuais, o esforço realizado em cada localidade com vistas a estas metas. Sendo assim, quanto mais próximo da unidade estivermos maior será a universalidade com que nossos objetivos estarão sendo atingidos.

6 TABELA 01 PLANALTO DE ARAXÁ Desigualdades de Desenvolvimento Humano segundo cidades da Microrregião e Indicadores das Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira Desigualdades Altos Ponte Juliana IDH M ,736 0,692 0,727 0,730 0,691 0,712 0,676 0,710 0,741 0,720 IDH M ,799 0,786 0,797 0,803 0,789 0,777 0,774 0,797 0,786 0,780 RMM pc ,20 187,58 253,31 227,71 149,47 211,74 170,54 173,99 213,76 203,98 RMM pc ,69 250,90 385,45 305,83 269,18 273,63 246,01 272,41 275,09 240,09 EVN ,41 67,73 68,23 67,73 69,63 70,07 67,73 66,61 71,48 70,07 EVN ,08 74,61 72,45 74,61 72,99 72,99 74,61 73,33 72,99 74,61 MORT ,13 30,23 28,85 30,23 25,18 24,08 30,23 27,82 20,70 24,08 MORT ,42 16,36 21,73 16,36 20,33 20,33 16,36 19,45 20,33 16,36 MORT ,29 47,90 45,75 47,90 40,02 38,29 47,90 44,14 32,98 38,29 MORT ,11 17,92 23,80 17,92 22,27 22,27 17,92 21,30 22,27 17,92 REND. 20% R ,10 61,45 54,95 56,54 49,81 65,63 58,97 61,62 64,28 55,31 REND. 20% R ,33 58,33 54,82 65,90 62,69 62,20 60,05 58,94 59,94 51,56 REND. 80% P ,90 38,55 45,05 43,46 50,19 34,37 41,03 38,38 35,72 44,69 REND. 80% P ,67 41,67 45,68 34,10 37,31 37,80 39,95 41,06 40,06 48,44 TX. ALFAB ,95 79,63 84,02 87,26 79,25 82,32 76,25 84,95 87,15 84,44 TX. ALFAB ,92 87,03 89,97 87,96 89,34 87,63 84,66 90,02 89,10 88,19 FECUND ,46 2,75 2,52 2,74 2,20 2,77 2,44 2,51 2,82 2,52 FECUND ,05 2,46 2,12 2,58 2,12 2,58 2,34 2,14 2,37 2,34 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano * As siglas utilizadas representam: IDH-M Índice de Desenvolvimento Humano Municipal; RMM pc Rendimento Médio Municipal per capita; EVN Esperança de Vida ao Nascer; MORT 1 Mortalidade até 1 ano de vida; MORT 5 Mortalidade até 5 anos de vida; REND. 20% R Percentual da Renda Domiciliar Apropriada pelos 20% mais ricos da população; REND. 80% P Percentual da Renda Domiciliar Apropriada pelos 80% mais pobres da população; TX. ALFAB. Taxa de Alfabetização; FECUND. Taxa de Fecundidade.

7 No Planalto de Araxá, os valores do IDHM em todos os municípios revelam que entre 1991 e 2000 ao mesmo tempo ocorreu uma melhora significativa nos resultados e sua evolução em direção a uma distribuição mais homogênea (Gráfico 01 e Tabela 01). O comportamento dos indicadores demonstra que houve crescimento no período e, em 2000, os diferenciais no valor do índice não são tão discrepantes como em Portanto, mesmo que o caminho com vistas à universalidade em seus valores ainda seja longo, já se percebe que existem disposição e ações bastante generalizadas quanto a este objetivo. GRÁFICO 01 PLANALTO DE ARAXÁ: Índice de Desenvolvimento Humano segundo Municípios 1991 e ,85 0,8 0,75 0,7 0,65 0,6 Araxá Campos Altos Ibiá Nova Ponte Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Juliana Tapira IDHM1991 IDHM2000 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano Dados constantes da Tabela 01. Como já é sabido, além de em todos os municípios desta região os melhores desempenhos encontrarem-se nos resultados do IDH-E, seguidos pelo IDH-L, os números que a região apresentou em 2000 devem-se em grande parte ao excelente desempenho da dimensão educação e justificam nossa afirmação anterior de que aqui ocorreu um intenso movimento para elevar os níveis educacionais em todos os níveis de escolaridade. Entretanto, todos devem entender que o IDH-M é um índice compartilhado, ou seja, todas as dimensões envolvidas no seu cálculo devem possuir a mesma relevância no planejamento das ações destinadas à sua obtenção. Algumas especificidades que retiramos dos resultados e apresentamos a seguir são exemplos interessantes. As informações mostram que em todos os dois períodos do intervalo analisado, a cidade de Ibiá apresenta-se como a de maior renda média municipal per capita da região; no

8 entanto, neste mesmo período é a quarta no ranking do IDH-M. Na década de 90 a cidade de Santa Juliana situava-se em primeiro lugar relativamente ao índice geral IDH-M, no entanto colocava-se em terceiro lugar com relação à dimensão longevidade e em quarto lugar no tocante à dimensão educação. Nos exemplos acima se observa que as ações visando a atingir os objetivos de desenvolvimento humano não se deram com equilíbrio em todas as dimensões. O município de Nova Ponte apresentou o maior crescimento do IDHM observado na região (Tabela 01) e, mesmo obtendo resultados menos expressivos no IDHM-R fica evidente que este desempenho deve-se aos excelentes números do IDHM-E e IDHM-L (Gráfico 02). Apesar de obter resultados crescentes nos valores do IDH-M a cidade de Pratinha apresentou os piores resultados na região. 1 GRÁFICO 02 NOVA PONTE: Relação entre o IDH-M e seus Sub-Índices 1991 e ,8 0,6 0,4 0,2 0 IDH IDH-R IDH-L IDH-E FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano Dados constantes da Tabela 01. Em todas as análises sobre o IDH apresentadas nos Relatórios de Desenvolvimento Humano encontramos observações mostrando uma correlação positiva que se verifica entre o IDH e o IDH-R, ou seja, aumentos no PIB per capita induzem aumentos no IDH. Os dados sobre o comportamento do IDHM e sobre a Renda Média Municipal per capita nesta região explicitam que esta correlação também se verifica em relação aos municípios se considerarmos os resultados do IDH-M e o IDHM-R. Em todas as cidades o crescimento ocorrido nos valores da Renda Média Municipal per capita entre 1991 e 2000 se traduziu em aumento nos valores do IDH-M mostrando que maiores níveis de rendimento implicam maiores oportunidades de acesso à saúde e à educação. Em 1991 o comportamento dos indicadores segue uma trajetória muito semelhante com os números sempre abaixo de 0,750 (Gráfico 03).

9 GRÁFICO 03 PLANALTO DE ARAXÁ: IDHM e IDHM-R segundo Municípios 1991 e ARAXÁ CAMPOS ALTOS IBIÁ NOVA PONTE PEDRINÓPOLIS PERDIZES PRATINHA SACRAMENTO SANTA JULIANA TAPIRA IDHM 1991 IDHM-R ARAXÁ CAMPOS ALTOS IBIÁ NOVA PONTE PEDRINÓPOLIS PERDIZES PRATINHA SACRAMENTO SANTA JULIANA TAPIRA IDHM 2000 IDHM-R 2000 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano Dados constantes da Tabela 01. Em 2000, apesar de a homogeneidade da distribuição tornar-se mais evidente a partir da diminuição das mudanças de trajetória e de a correlação ficar evidente, uma vez que o aumento no valor do IDHM resulta de um aumento no IDHM-R (Gráfico 03), ainda encontramos algumas assimetrias entre as cidades da região. O município de Campos Altos, mesmo demonstrando um grande avanço nos números do IDHM o segundo maior da região ainda continua com baixos índices de IDHM-R. Embora na cidade de Tapira também se observe crescimento no IDHM, a variação do IDHM-R foi muito pequena relativamente aos outros municípios. Mesmo tendo demonstrado crescimento nos números do IDHM, Tapira perde posições no ranking intermunicipal ocupando a última posição quando o indicador é a renda média municipal.

10 A análise da distribuição de renda nesta região a partir dos dados do IDH-R e dos indicadores de desigualdade de renda revela duas características interessantes: a primeira se refere ao crescimento do IDH-R (Gráfico 03) no período considerado, o que mostra que a renda gerada na região sofreu um significativo incremento. A segunda característica diz respeito à concentração desta renda gerada, ou seja, em 40% das localidades, melhor dizendo, nas cidades de Araxá, Nova Ponte, Pedrinópolis e Pratinha esta renda destinou-se em grande parte ao segmento mais rico uma vez que nelas ocorreu crescimento da participação na renda dos 20% mais ricos e consequentemente queda na participação dos 80% mais pobres. Nas outras localidades, correspondendo a 60% dos municípios da região, encontramos uma distribuição tendendo para a desconcentração, uma vez que nelas a parcela da renda absorvida pelos 20% mais ricos diminuiu e os 80% mais pobres tiveram aumento em sua participação. 100 GRÁFICO 04 PLANALTO DE ARAXÁ: Desigualdade de Renda segundo Municípios 1991 e ARAXÁ CAMPOS ALTOS IBIÁ NOVA PONTE PEDRINÓPOLIS PERDIZES PRATINHA SACRAMENTO SANTA JULIANA TAPIRA % R 20% R 1991 % R 20% R 2000 % R 80% P 1991 % R 80% P 2000 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano Dados constantes da Tabela 01. Relativamente à Expectativa de Vida da população, número de anos que viveria um recém-nascido se os padrões de mortalidade predominantes no momento de seu nascimento se mantivessem os mesmos ao longo de sua vida, a correlação positiva ou aumentos na esperança de vida ao nascer determinando aumentos no IDH-M verificouse em todas as cidades; entretanto, os melhores resultados são encontrados nas cidades de Campos Altos, Nova Ponte e Pratinha, mostrando que nelas as condições

11 de saúde e de ambiente para os indivíduos são excelentes. A cidade de Sacramento neste ranking vem logo a seguir com diferenciais bastante elevados em relação ao restante das localidades. O comportamento dos índices de Mortalidade até 1 ano de idade, ou seja, as alterações no número de crianças que não irão sobreviver ao primeiro ano de vida em cada 1000 nascidas vivas, mostram que reduções nos resultados implicam maior número de crianças sobrevivendo e certamente aumentos populacionais posteriores. Os números na microrregião são muito animadores apesar de se verificarem grandes discrepâncias de resultados (Gráfico 05). As maiores reduções encontram-se nas cidades de Campos Altos, Nova Ponte e Pratinha, a menor ocorreu na cidade de Santa Juliana. Estes resultados nos ajudam a entender o papel das políticas públicas municipais relacionadas aos programas de atendimento à gestante no período prénatal e ao recém-nascido na melhoria das condições de bem-estar de uma região. GRÁFICO 05 PLANALTO DE ARAXÁ: Comportamento da Mortalidade Infantil segundo Municípios 1991 e ARAXÁ CAMPOS ALTOS IBIÁ NOVA PONTE PEDRINÓPOLIS PERDIZES PRATINHA SACRAMENTO SANTA JULIANA TAPIRA MORT MORT MORT MORT FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano Com relação à Mortalidade até 5 anos de idade os resultados são praticamente os mesmos anteriores (Gráfico 03). As cidades de Campos Altos, Nova Ponte e Pratinha, portadoras dos melhores resultados do IDH-M, também registraram as maiores quedas nos resultados (aproximadamente 30 pontos) significando maior sobrevivência de crianças; a cidade de Sacramento continua em segundo lugar e Santa Juliana volta a apresentar os piores resultados. Situação estranha ocorreu com o município de

12 Pedrinópolis, pois embora tenhamos encontrado ali a mesma expansão do IDH-M verificada em Pratinha não se observou o mesmo comportamento com relação à mortalidade até 5 anos. Provavelmente a desigualdade encontrar-se-á no indicador educação. A análise do IDH-M relativamente à dimensão educação mostra que neste período houve um grande esforço para a redução do analfabetismo na região. A taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais cresceu em todas as cidades, aproximando-se da universalidade em algumas delas. Ressalte-se que o esforço de cada município não se ateve unicamente à redução dos índices de analfabetismo; muito foi feito relativamente ao ensino médio e superior. Apesar de em tais setores os avanços terem sido significativos, o grande salto ocorreu na faixa entre 7 e 14 anos 3. Tabela 02 PLANALTO DE ARAXÁ: Esforço educacional Municipal por faixas de idade selecionadas 1991 e 2000 Localidades Crianças de 5 e 6 anos fora da Crianças de 5 e 6 anos fora da Variação Absoluta Crianças entre 7 e 14 anos fora da escola Crianças entre 7 e 14 anos fora da escola Variação Absoluta escola em 1991 (%) escola em 2000 (%) em 1991 (%) em 2000 (%) Araxá 43,67 12,02 31,65 9,87 2,43 7,44 Campos Altos 66,78 12,52 54,26 19,63 3,58 16,05 Ibiá 42,78 12,59 30,19 15,69 6,34 9,35 Nova Ponte 60,25 17,24 43,01 12,81 1,83 10,98 Pedrinópolis 59,88 15,87 44,01 21,88 3,28 18,60 Perdizes 68,01 38,39 29,62 22,90 2,22 20,68 Pratinha 61,20 21,96 39,24 21,47 5,37 16,10 Sacramento 59,94 23,81 36,13 18,23 0,84 17,39 Santa Juliana 60,99 26,15 43,84 13,40 2,04 11,36 Tapira 73,60 24,05 49,55 20,45 3,54 16,91 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano Apesar de o acesso à creche ser considerado fundamental para a formação do ser humano, no segmento entre 5 e 6 anos os resultados, embora muito bons, ainda estão aquém dos verificados na faixa entre 7 e 14 anos. Analisando os dados em âmbito municipal observamos que algumas assimetrias existem e se concentram nos municípios pequenos, com população abaixo de 50 mil habitantes. Apesar de a Tabela 02 não contemplar os adolescentes entre 15 e 17 anos que se encontram fora da escola sabe-se que houve um grande esforço regional para se chegar a resultados melhores, no entanto em algumas cidades este número ainda chega a 30%. 3 Os índices: crianças com 5 e 6 anos fora de escola, crianças de entre 7 e 14 anos fora da escola, Adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola também aparecem como indicadores de vulnerabilidade familiar uma vez que nas situações indicadas existe uma clara perda de bem-estar e de oportunidades de conhecimento que reduzem os níveis de desenvolvimento humano destes contingentes.

13 A taxa de fecundidade indica o número médio de filhos que uma mulher teria ao terminar seu período fértil. As informações sobre a fecundidade mostram que nesta região ocorreu pequena redução, uma vez que em todas as cidades a média ainda continua em 2 filhos. Vários fatores podem explicar tais alterações no comportamento das mulheres, entretanto para esta região, aquele que nos parece mais adequado está associado ao aumento da participação feminina na disputa por emprego no mercado de trabalho. Todos sabem que cresce cada dia mais entre as mulheres jovens e adultas o número das que procuram no trabalho fora de casa uma forma de elevar o rendimento familiar, mesmo que se observe nas profissões com menores exigências de qualificação, valores salariais com elevada diferenciação de gênero. 3 Indicadores específicos sobre as condições de vida da população Neste item adicionamos um conjunto de informações sobre os municípios da microrregião do Planalto de Araxá visando a construir um quadro ampliado sobre a realidade das condições de vida da população. Apresentados de forma desagregada estes números especificam minuciosamente vários dos indicadores que analisamos. A análise mais detalhada do Indicador de Renda começa por seu nível e composição em nossa região. A análise das informações sobre a evolução da população brasileira a partir dos últimos Censos Demográficos mostra que, embora ocorra crescimento da população de jovens, também ocorre um progressivo envelhecimento da população. Neste sentido, observa-se tanto um aumento do contingente que vive com recursos provenientes das transferências governamentais quanto o crescimento da participação das transferências governamentais na composição do rendimento da população (Tabela 03). No Planalto de Araxá este incremento também se verifica; e, na cidade de Pedrinópolis, ele aproxima-se muito dos 100% indicando que a participação das transferências governamentais nos rendimentos desta população quase dobrou entre 1991 e Por outro lado, também se observou queda na participação dos rendimentos do trabalho na composição da renda regional cujos percentuais estão bem abaixo daqueles relativos ao crescimento da participação das transferências governamentais.

14 TABELA 03 PLANALTO DE ARAXÁ Nível e Composição da Renda segundo Municípios 1991 e Composição da Renda Pessoal Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira Altos Ponte Juliana % de Renda proveniente de Transferências Governamentais 8,82 7,43 11,78 5,60 6,61 6,30 8,18 6,94 7,75 6, % de Renda proveniente de Transferências Governamentais 15,90 11,18 16,42 10,60 13,21 9,61 12,76 12,95 11,31 11, % Renda proveniente dos 85,05 87,90 83,72 88,15 89,42 89,35 86,25 86,60 88,94 87,44 Rendimentos do Trabalho 1991 % Renda proveniente dos 70,00 78,57 67,75 77,99 75,43 79,14 72,93 76,24 76,71 71,61 Rendimentos do Trabalho 2000 % de Pessoas com mais de 50% da Renda proveniente de Transf. 5,24 4,91 10,19 3,34 3,45 4,10 5,10 3,78 5,10 3,64 Governamentais 1991 % de Pessoas com mais de 50% da Renda proveniente de Transf. 11,51 7,52 14,13 7,74 9,26 6,48 9,30 8,36 7,92 7,63 Governamentais 2000 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano TABELA 04 PLANALTO DE ARAXÁ Nível de Renda Domiciliar segundo Municípios e Extrato da População 1991 e Renda Municipal per Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira capita Média (em R$) Altos Ponte Juliana 1/5 mais pobre ,78 36,21 48,24 47,26 41,99 33,72 32,89 28,03 38,24 39,51 1/5 mais pobre ,23 53,87 76,67 46,52 40,48 48,90 50,22 54,30 54,48 51,58 2/5 mais pobre ,26 69,39 100,72 93,29 79,29 60,63 54,61 57,51 74,24 73,13 2/5 mais pobre ,85 102,20 162,92 97,33 91,95 94,55 92,83 103,87 105,78 98,93 3/5 mais pobre ,72 103,01 165,20 142,06 105,35 98,24 91,41 90,81 105,95 125,73 3/5 mais pobre ,91 149,94 256,23 145,23 146,83 143,90 138,60 158,90 156,20 167,72 4/5 mais pobre ,71 152,97 256,43 212,20 154,74 171,31 170,97 157,52 163,31 217,47 4/5 mais pobre ,10 216,74 374,99 231,58 222,92 229,75 209,71 242,24 234,53 264,54 1/5 mais rico ,51 576,33 895,96 643,75 372,29 694,79 502,80 536,06 687,05 564,06 1/5 mais rico ,37 731, , ,75 843,74 851,02 732,69 802,76 824,44 620,36 1/10 mais rico ,73 918,82 997,61 956,38 531, ,03 718,58 804, ,50 750,29 1/10 mais rico , , , , , , , , ,71 865,08 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano 2000.

15 Uma das razões que explicam este fato é a provável ocorrência de saídas de pessoal do mercado de trabalho, determinadas por aposentadorias, por opção pela informalidade e pelo desemprego em um ritmo mais acelerado do que o da entrada de novos contingentes. Outro segmento que possui significativa participação na composição da renda regional é o das pessoas cuja renda auferida possui uma participação nas transferências governamentais correspondente a mais de 50% do total de seus rendimentos. A participação deste segmento no conjunto da renda regional também experimentou um incremento bastante significativo. Em algumas cidades este aumento chegou a números acima de 100%. A relevância desta análise prende-se ao fato de o rendimento mostrar a capacidade de acesso dos habitantes de uma localidade às oportunidades de consumo disponíveis; e, por conseqüência, por fornecer uma proxy aproximada do potencial da demanda e do comércio de um município ou região bem como do nível de desenvolvimento econômico existente. Sob a ótica da renda, as desigualdades entre as cidades de uma região se explicitam em três níveis distintos: a) desigualdades existentes em uma mesma cidade e em um mesmo extrato da distribuição; b) desigualdades existentes entre cidades distintas e em um mesmo extrato da distribuição; e c) desigualdades existentes entre cidades distintas e diversos extratos da distribuição (Tabela 04). As desigualdades de renda em uma mesma cidade se referem às alterações dos níveis de concentração ou desconcentração existentes. A concentração indica aumento da participação da população rica ou redução da participação dos pobres na distribuição. Em uma mesma localidade os espaços entre ricos e muito pobres estão demarcados seja pelo acesso às diversas formas de consumo seja pelas oportunidades de acesso a outros instrumentos de melhoria de qualidade de vida. A renda apropriada pelo quinto mais rico na cidade de Araxá em 1991 era 16 vezes maior do que a renda do quinto mais pobre; em 2000 este número cresceu para 19 vezes. Entretanto, na cidade Ibiá estas mesmas observações mostram queda no diferencial entre ricos e pobres entre 1991 e As desigualdades entre cidades distintas, como Araxá e Tapira ou Ibiá e Pratinha, mostram que as assimetrias relativas à renda, mais agressivas ao final da década de 1990, ocorrem com maior intensidade nos extratos de renda mais elevada onde os

16 diferenciais de oportunidades não ocorrem unicamente em razão do rendimento. Em 1991, na cidade de Ibiá o quinto mais pobre dispunha de 1,7 vezes mais rendimento do que o quinto mais pobre de Sacramento. A mudança ocorrida em 2000 indica que as desigualdades persistem, mas com menor intensidade (1,4 vezes). Estes diferenciais também são encontrados se observarmos os números de outras cidades e, mais uma vez, indicam as profundas lacunas distributivas existentes. Estas assimetrias no bem-estar também ocorrem quando analisamos cidades distintas e diversos extratos da distribuição. Em primeiro lugar, entre 1991 e 2000 as taxas de crescimento dentro de um mesmo extrato são diferentes. Em segundo lugar, neste período as maiores taxas de crescimento nos rendimentos foram encontradas nas cidades de Araxá, Ibiá e Nova Ponte indicando que a maior concentração ocorre nos segmentos mais ricos e pode ser mais bem observada no décimo mais rico. Muito provavelmente estes incrementos tenham origem no segmento industrial ou nos royalties das empresas de eletricidade. O grande destaque relativamente à concentração de renda no segmento dos ricos é o município de Pedrinópolis se comparado com cidades de desenvolvimento produtivo mais acelerado. Embora os números não tragam nenhuma informação a respeito do desenvolvimento de um mercado de consumo sofisticado impulsionado pelas classes mais ricas e com capacidade para alavancar o desenvolvimento do comércio nestes municípios, as evidências conhecidas em outras cidades mostram que este fato raramente ocorre. O mais comum é a ocorrência de transferências intermunicipais de rendimentos e emprego em razão do deslocamento dos consumidores para os centros mais desenvolvidos em busca da diversidade ou da atualidade. De acordo com as informações dos Censos, nesta região as condições de acesso a atendimento qualificado na Saúde não podem ser consideradas de boa qualidade, mesmo que se verifique crescimento dos indicadores em algumas cidades. Relativamente à disponibilidade de profissionais da educação melhor qualificados os números são muito animadores (Tabela 05) uma vez que se observa um aumento significativo nas fases educativas iniciais. Em algumas cidades este incremento chega a taxas de crescimento bem maiores do que 100%, mesmo que se verifiquem quedas acentuadas em outras.

17 TABELA 05 PLANALTO DE ARAXÁ Potencial de Atendimento Qualificado de Serviços Prioritários segundo Municípios 1991 e Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira Altos Ponte Juliana % Enfermeiros com 5,76 0,97 0,43 2,09 4,80 3,06 31,38 13,80 2,44 34,63 Curso Superior 1991 % Enfermeiros com 0,00 0,26 0,07 0,94 29,79 1,55 6,19 0,06 23,99 31,06 Curso Superior 2000 N 0 Médicos por ,29 0,00 0,00 0,49 0,82 0,00 0,00 0,00 0,00 1,14 Habitantes N 0 Médicos por ,27 0,00 0,42 1,05 0,00 1,19 0,00 0,56 0,64 0,00 Habitantes % de Professos do ensino Fundamental com 15,41 11,99 14,07 15,90 10,76 11,35 4,18 16,68 2,88 3,90 Curso Superior % de Professos do ensino Fundamental com 31,74 5,69 17,65 11,74 12,25 7,97 21,21 19,18 18,57 17,07 Curso Superior FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano TABELA 06 PLANALTO DE ARAXÁ Indicadores de Pobreza segundo Municípios 1991 e Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira Altos Ponte Juliana % de Indigentes ,10 9,86 13,76 6,34 11,71 10,85 11,03 15,42 8,07 7,28 % de Indigentes ,20 5,28 5,59 5,97 6,41 5,63 5,54 3,87 5,14 6,52 % de pobres ,76 36,11 35,46 23,64 39,02 37,33 37,12 42,20 29,45 23,80 % de pobres ,71 19,99 19,00 21,27 23,73 21,01 23,40 20,20 20,36 23,80 Int. de Indigência ,95 35,09 27,79 38,60 26,61 26,17 33,42 35,38 35,20 35,47 Int. de Indigência ,75 44,90 51,39 40,36 49,60 50,16 42,27 40,49 58,08 40,31 Int. de Pobreza ,17 36,58 40,06 33,88 34,96 37,55 39,21 41,09 36,94 35,99 Int. de Pobreza ,53 32,03 34,54 34,15 33,71 33,13 31,44 28,36 28,73 33,25 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano 2000.

18 Mais uma vez os dados sobre educação confirmam não somente o grande esforço regional como também a vocação educacional presente desde muito tempo. No entanto, ainda persistem elevados os indicadores de pobreza da população se comparados aos números encontrados em outras cidades da Mesorregião do Triângulo e Alto Paranaíba marcadas por maior expressividade regional (Tabela 06). 4 Acesso a Bens de Consumo e Vulnerabilidade Familiar na região Comparados com a realidade mundial e com algumas regiões do território nacional os indicadores de acesso ao consumo de bens essenciais podem ser considerados excelentes. Se em 1991 encontrávamos apenas a cidade de Tapira com índices de água encanada nos domicílios bem abaixo dos encontrados no restante dos municípios, em 2000 este percentual, apesar de regionalmente o mais baixo, melhorou significativamente. As mesmas observações podem ser ditas com relação à presença de banheiros no interior dos domicílios. Estes dois indicadores nos dão mostras de que já se realiza um trabalho de conscientização para a prevenção de doenças que em outras regiões são muito preocupantes. A presença da energia elétrica em números bastante bons indica que existe possibilidade de acesso a outros bens que não somente aumentam as condições de bem-estar, como também melhoram as condições de saúde e de acesso à informação e ao conhecimento. Os números sobre o consumo de bens derivados do consumo de energia elétrica mostram que boa parte da renda gerada foi dirigida para bens de consumo coletivo da família. Entretanto, fica evidente que o consumo de vários destes bens ainda é um sonho em quase 50% dos domicílios da região. O telefone e o automóvel são bens cujo consumo ainda está bem distante para um grande número das famílias. Com relação ao acesso residencial ao computador, apesar de somente em 2000 esta variável ter sido pesquisada, se pode inferir que ele ainda se mostra pouco difundido regionalmente. Os números mostram que ainda é pequeno o contingente de habitantes que se dispõe a ter em casa esta máquina de acesso ao mundo. Entretanto, devido aos programas federais que visam a disseminar este uso nas classes de menor rendimento, espera-se que estes percentuais tenham significativa evolução a partir do próximo Censo.

19 TABELA 07 PLANALTO DE ARAXÁ: Condições dos Domicílios por Acesso a Bens de Consumo segundo Municípios (em %) Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira Percentual de Pessoas em Domicílios Altos Ponte Juliana Com Água encanada ,94 83,16 84,71 90,32 85,90 80,37 65,69 87,73 94,58 77,21 Com Água encanada ,59 96,15 93,27 98,74 98,13 91,18 92,05 97,00 99,19 90,87 Com Banheiro e Água encanada ,60 78,82 77,97 86,66 82,77 73,97 53,69 83,46 86,20 64,02 Com Banheiro e Água encanada ,78 93,33 91,09 97,60 95,33 89,06 86,95 95,74 97,60 86,53 Com Automóvel ,78 18,63 20,01 32,95 19,13 23,61 25,44 30,16 27,14 26,00 Com Automóvel ,92 33,84 40,24 45,06 44,13 49,48 46,21 51,80 45,92 44,09 Com Energia elétrica ,51 92,65 88,55 93,89 88,37 76,26 75,80 89,91 90,79 73,77 Com Energia elétrica ,66 97,96 96,50 98,99 98,43 95,21 91,33 95,92 98,81 89,98 Com Energia elétrica e Geladeira ,66 52,61 64,59 74,48 59,73 48,98 52,22 69,17 66,05 50,37 Com Energia elétrica e Geladeira ,53 85,81 88,75 89,59 89,75 87,21 80,76 89,76 91,77 79,71 Com Energia elétrica e TV ,19 74,48 76,84 80,73 73,80 63,96 60,86 77,36 80,26 58,59 Com Energia elétrica e TV ,50 92,40 91,20 92,36 93,93 90,04 85,68 92,43 95,12 83,51 Com pelo menos 3 dos Bens anteriores ,75 26,08 20,73 32,97 22,62 17,27 20,76 30,56 27,18 16,99 Com pelo menos 3 dos Bens anteriores ,02 43,34 50,83 57,64 52,24 48,65 43,46 55,76 55,74 43,01 Com Telefone ,47 19,90 9,23 15,77 11,49 4,56 5,89 13,80 15,13 4,61 Com Telefone ,11 32,01 34,06 40,37 31,75 15,58 19,15 33,33 34,42 21,00 Com Serviço de Coleta de Lixo ,58 79,20 75,23 53,36 55,67 71,66 42,96 86,90 85,52 50,92 Com Serviço de Coleta de Lixo ,85 98,09 96,59 98,73 98,02 95,41 97,89 99,47 98,37 92,86 Com Computador Com Computador ,65 4,64 5,98 5,29 4,02 3,18 1,73 7,84 5,41 1,93 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano 2000.

20 TABELA 08 PLANALTO DE ARAXÁ: Indicadores de Vulnerabilidade Familiar segundo Municípios 1991 e Vulnerabilidade Araxá Campos Ibiá Nova Pedrinópolis Perdizes Pratinha Sacramento Santa Tapira Familiar Altos Ponte Juliana % Pessoas de 65 ou mais morando sozinhas ,54 12,06 8,86 11,07 7,18 14,03 16,38 7,92 6,23 8,60 % Pessoas de 65 ou mais morando sozinhas ,65 16,85 12,34 14,62 13,69 15,13 15,47 17,26 12,83 13,52 % de Mulheres entre 10 e 14 anos com filhos % de Mulheres entre 10 e 14 anos com filhos ,00 0,71 0,59 0,06 0,30 0,04 0,26 0,72 1,01 0,24 % de Mulheres entre 15 e 17 anos com filhos ,78 4,19 6,27 10,55 7,43 9,84 5,13 4,51 7,59 3,22 % de Mulheres entre 15 e 17 anos com filhos ,91 5,26 4,95 6,59 8,31 4,37 2,42 2,83 6,18 4,14 % Mulheres chefe de família sem cônjuge e com filhos menores de 15 anos de idade ,12 8,88 6,35 4,28 3,45 4,81 3,38 5,54 4,35 3,89 % Mulheres chefe de família sem cônjuge e com filhos menores de 15 anos de idade ,32 5,40 4,55 5,89 4,99 2,27 2,24 4,16 3,77 3,10 % Crianças entre 10 e 14 anos que trabalham ,75 16,71 13,30 6,14 17,18 9,02 13,76 15,58 19,32 11,60 % Crianças entre 10 e 14 anos que trabalham ,03 8,00 9,76 4,37 8,21 6,84 11,45 4,93 5,16 12,12 % Crianças Pobres ,78 45,61 45,92 29,61 49,77 49,05 50,83 54,41 35,29 41,87 % Crianças Pobres ,09 30,99 27,84 32,96 37,81 32,48 35,58 31,80 30,06 35,29 % Crianças entre 4 e 5 anos fora da escola % Crianças entre 4 e 5 anos fora da escola ,25 39,42 44,42 48,42 33,60 66,55 52,82 44,32 57,47 46,58 % Crianças entre 5 e 6 anos fora da escola ,67 66,78 42,78 60,25 59,88 68,01 61,20 59,94 69,99 73,60 % Crianças entre 5 e 6 anos fora da escola ,02 12,52 12,59 17,24 15,87 38,39 21,96 23,81 26,15 24,05 % Crianças entre 7 e 14 anos fora da escola ,87 19,63 15,69 12,81 21,88 22,90 21,47 18,23 13,40 20,45 % Crianças entre 7 e 14 anos fora da escola ,43 3,58 6,34 1,83 3,28 2,22 5,37 0,84 2,04 3,54 % Adolescentes entre 15 e 17 anos fora da escola ,73 58,93 52,20 49,35 59,44 69,63 66,95 59,64 58,60 62,98 % Adolescentes entre 15 e 17 anos fora da escola ,64 5,26 4,95 6,59 8,31 4,37 2,42 2,83 6,18 4,14 FONTE: IPEA Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Dados do Atlas de Desenvolvimento Humano 2000.

21 A Tabela 08 resume alguns números que espelham uma realidade triste em termos regionais, mas que já dá sinais de melhoria devido às ações públicas de conscientização de educação. O crescimento do percentual de pessoas acima de 60 anos determinante da elevação dos níveis de envelhecimento da população brasileira não implica somente o achatamento do topo de nossa pirâmide etária, mas também a necessidade de se incrementar políticas destinadas a atingir este segmento. Sabe-se que em muitas localidades isto já é realidade, entretanto esta elevação sinaliza a urgência de se desenvolverem ações que visem a atingir este contingente. Estas pessoas constituem um novo mercado de consumo de bens essenciais para a saúde, para o conhecimento, para o vestuário, para o lazer e convívio social e ainda para a satisfação de novos desejos que muitas vezes foram deixados de lado nas escalas individuais de prioridades. Embora na maioria das cidades se observe queda nos resultados, é preocupante o número de crianças e adolescentes com filhos, de mulheres chefe de família sem cônjuge e com filhos, de crianças que trabalham, de crianças pobres e de crianças e adolescentes fora da escola. A existência de todos estes contingentes sinaliza a incapacidade e o descaso dos gestores públicos em prover soluções que minimizem tais problemas e, além do mais, em termos nacionais representam o prejuízo social causado pelos modelos de políticas macroeconômicas de desenvolvimento que têm sido empregados atualmente. Centrando nosso foco para a realidade regional nota-se que muito tem sido feito para que estes resultados sejam cada vez menores. Com relação à educação observa-se que o número de indivíduos em idade escolar que se encontram fora da escola sofreu reduções bastante significativas. O mesmo pode ser dito com relação ao número de crianças que trabalham. REFERÊNCIAS Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE. Censo Demográfico de 1991 e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2003). Relatório do Desenvolvimento Humano Oxford University Press. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2005). Relatório do Desenvolvimento Humano Oxford University Press.

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