Democracia na Sociedade Informacional: políticas necessárias ao desenvolvimento da democracia digital nos municípios brasileiros

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM DIREITO Democracia na Sociedade Informacional: políticas necessárias ao desenvolvimento da democracia digital nos municípios brasileiros Mestranda: Marciele Berger Bernardes Orientador: Prof. Dr. Aires José Rover

2 Estrutura A dissertação foi estruturada em três capítulos: Primeiro capítulo: Emergência da Sociedade Informacional Segundo Capítulo: Modelos democráticos Terceiro Capítulo: Desafios da Democracia Digital no cenário brasileiro

3 Primeiro capítulo: Emergência da Sociedade Informacional 1.1 Novos cenários desafiados pela Sociedade Informacional 1.2 Novas Tecnologias de Informação e Comunicação: A internet na convergência das transformações sociais 1.3 Incorporação da internet pelas estruturas governamentais

4 Segundo Capítulo: Modelos Democráticos 2.1 Modelos de Democracia e Formas de Participação 2.2 Déficit Democrático 2.3 Democracia e Internet: aproximação e novos espaços de deliberação

5 Terceiro Capítulo: Desafios da democracia digital no cenário brasileiro 3.1 Estudo dos portais das capitais brasileiras 3.2 Políticas necessárias ao desenvolvimento da democracia digital nos municípios

6 Terceiro capítulo 3.1 Estudo dos portais das capitais brasileiras Quadro 01: Questionário de Coleta de Dados Seção Dados de identificação Instruções de preenchimento Primeiro Grau: Ênfase na Informação e Prestação de Serviços Segundo Grau: Ênfase Sondagem de Opinião Terceiro Grau: Ênfase Transparência Quarto Grau: Ênfase na Interação e Transação Quinto Grau: Ênfase Plebiscitária Tópicos Nome da capital/estado, endereço do portal; período de aplicação (hora/dia/mês/ano), tempo de aplicação. 1- para resposta positiva; 0- para resposta negativa Informações institucionais sobre: , endereço, telefone, horário de funcionamento. Informações noticiosas sobre fatos já decididos, a decidir e histórico de notícias. Tempo de resposta a enviado com pergunta geral e específica. Informação sobre a prestação de serviços Possibilidade de obtenção de serviços por intermédio de demanda online. Possibilidade de emissão (download) de documentos via portal. Informações sobre programas de Inclusão Digital. Serviços de atendimento instantâneo: Ouvidorias e Fale conosco. Sondagem de opinião com e sem efeito deliberativo. Transparência pública quanto aos atos legislativos: lei de diretrizes orçamentárias, plano diretor municipal, contratos e licitações. Espaço para acompanhamento financeiro. Pré-legislação com potencialidade de debate popular prévio. Consulta popular, de caráter deliberativo, sobre infraestrutura. Fóruns de discussão temáticos. Operação completa de serviços online, exemplo: download e upload de documentos. Constituição popular da agenda decisória.

7 Terceiro capítulo 3.2 Políticas necessárias ao desenvolvimento da democracia digital nos municípios RovereMezzarobra(2010,p.31),oe-govpossui: duasfaces Desenvolvimento do governo eletrônico na direção e Desenvolvimento do governo eletrônico na direção e amadurecimento da democracia envolve uma sinergia entre: Políticas públicas e projetos transversais.

8 Terceiro capítulo Políticas públicas de governo eletrônico: -Foco no Usuário: Setores Estratégicos: - Inclusão Digital - Alfabetização Digital

9 Terceiro capítulo Política pública de democracia digital deve tomar como diretriz os seguintes princípios, Coleman(2003, p ): - Criar novos espaços públicos de interação política e deliberação; - Proporcionar um multidirecional de comunicações, para conectar os cidadãos, representantes do executivo; - Certificar-se de que a interação entre os cidadãos, os seus representantes eleitos e governo é significativa.

10 Terceiro capítulo Plano Diretor Municipal O Plano diretor é regulado pelo Estatuto da Cidade que é dividido em 5 capítulos, dois quais se estudou: Gestão democrática da cidade: gestão orçamentária Plano diretor: planejamento urbano e participação popular - OEstatutodaCidadeobrigaapublicidadeeacessodoPlanodiretor (art.40, 4º,IIeIII).

11 Conclusão Vivemos no contexto na Sociedade Informacional tem a internet como o seu expoente. Sendo assim, a despeito da crítica é possível visualizar seus reflexos nos sistemas democráticos. A democracia digital não visa substituir o modelo vigente, mas sim complementá-lo e aperfeiçoá-lo. Da análise dos portais executivos das capitais brasileiras verificou-se que o uso está muito aquém das possibilidades vislumbradas pela internet. O uso ainda se volta para a satisfação da demanda interna, sem maiores preocupações com a prestação de serviços para o cidadão.

12 O Índice de desenvolvimento humano elevado não significa que haja investimento em participação digital; Estratégias necessárias perpassam pela adoção de políticas públicas de governo eletrônico e democracia digital; Exemplo: Plano Diretor Digital- propicia a abertura e interação entre representantes e cidadãos. A obrigatoriedade deste dispositivo em meio digital (tanto nas fases de elaboração, quanto de revisão) contribuirá para o aprimoramento do processo democrático;

13 Internet teve papel vital nos protestos no Egito (ROBERT FISK, 2011, online).

14 Referências: BERNARDES, MarcieleBerger. Democracia na Sociedade Informacional: BERNARDES, MarcieleBerger. Democracia na Sociedade Informacional: Políticas necessárias ao desenvolvimento da democracia digital nos municípios brasileiros. Florianópolis, f. Dissertação (Mestrado em Direito), Curso de Pós Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina.

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