O futuro não precisa ir para o lixo

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1 Ano 21 N 4 julho/dezembro 2013 ISSN O futuro não precisa ir para o lixo Desafios da Política Nacional de Resíduos Sólidos Ricardo Abramovay: Brasil perde R$ 8 bilhões pela precariedade da reciclagem A situação de catadores e profissionais de limpeza urbana

2 foto: Thinkstock Senac Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Departamento Nacional Av. Ayrton Senna, 5.555, Barra da Tijuca Rio de Janeiro - RJ - Brasil Conselho Nacional Antonio Oliveira Santos Presidente Departamento Nacional Sidney Cunha Diretor-geral A revista Senac Ambiental é uma publicação semestral produzida pelo Gerência de Marketing e Comunicação do Senac Nacional. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. Sua reprodução em qualquer outro veículo de comunicação só deve ser feita após consulta aos editores. Contato: Expediente Editor Fausto Rêgo Colaboraram nesta edição Carolina Massote, Francisco Luiz Noel, Gabriel Fonseca, João Roberto Ripper, Luiz Claudio Marigo, Mário Moreira e Verônica Couto Editoração Gerência de Marketing e Comunicação Projeto gráfico e diagramação Cynthia Carvalho Produção gráfica Sandra Amaral Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Senac ambiental / Senac, Departamento Nacional. n. 1 (1992)-. Rio de Janeiro : Senac/Departamento Nacional/Gerência de Marketing e Comunicação, v. : il. color ; 26 cm. Semestral. Absorveu: Senac e educação ambiental. ISSN Educação ambiental Periódicos. 2. Ecologia Periódicos. 3. Meio ambiente Periódicos. I. Senac. Departamento Nacional. CDD Ficha elaborada pela Gerência de Documentação Técnica do Senac/DN.

3 Editorial Uma edição especial foto: Thinkstock Tema da Conferência Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos transformada em lei há três anos, depois de duas décadas de negociações estabelece princípios e atribui responsabilidades a todos os integrantes da cadeia produtiva de bens de consumo. Os desafios são imensos. Por isso dedicamos ao tema boa parte desta edição. Falamos da Conferência Nacional e do fim dos lixões, analisamos a situação de catadores e profissionais responsáveis pela limpeza urbana, conversamos com Ricardo Abramovay, que é uma das vozes mais conceituadas no debate sobre o problema do lixo. Mas também temos lindas reportagens sobre a pesca artesanal na fronteira Brasil-Uruguai e o espetáculo de rara beleza da floração da piúva, no Pantanal. Boa leitura!

4 Sumário 6 Capa Sólidos desafios Em sua quarta edição, Conferência Nacional do Meio Ambiente produziu 60 propostas para implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 12 Entrevista Contra a sociedade do desperdício Professor do Departamento de Economia da USP, Ricardo Abramovay defende a gestão responsável do ciclo de vida dos produtos e o fim da cultura do desperdício. 4 Senac Ambiental

5 20 Trabalho Risco diário Profissionais de limpeza urbana enfrentam condições insalubres e convivem com alta taxa de acidentes no trabalho. Modelo de coleta do lixo é o grande responsável. 30 Reciclagem Lixo que rende Ao delegar responsabilidades aos produtores de resíduos sólidos, legislação beneficia catadores. Apesar das dificuldades, setores envolvidos com reciclagem são otimistas. 36 Notas 40 Flora Primavera pantaneira Espetáculo raro e que dura apenas alguns dias, floração da piúva é uma das mais espetaculares manifestações da natureza. 48 Comunidades Pesca artesanal resiste Agronegócio e avanço da monocultura de arroz reduzem espécies de peixe nas lagoas Mirim e dos Patos, na fronteira do Brasil com o Uruguai. 58 Educação Ambiental Conhecimento na bagagem Por que jovens brasileiros foram buscar na Austrália especialização em disciplinas relacionadas a meio ambiente e sustentabilidade 68 Ecoturismo Nas águas do Velho Chico Passeio à foz do rio São Francisco é um dos mais bonitos e emocionantes do país. Cenário encanta pela beleza e pela diversidade. 74 Estante Ambiental julho/dezembro

6 foto: thinkstock

7 Capa Sólidos desafios Fim dos lixões em 2014 está mantido. Mas ainda é preciso criar mecanismos para gerar riqueza a partir do que sobra do consumo. Fausto Rêgo Dentro de casa, o lixo se acumula e incomoda. É um estorvo. Quando a lata chega ao limite da capacidade, você retira o saco (de plástico, geralmente) e leva os resíduos, devidamente embalados, para o lado de fora. Vão se juntar a outros saquinhos semelhantes dos seus vizinhos. O lixo ainda incomoda, mas agora um pouco menos, já que está na rua. O caminhão da prefeitura passa e faz a coleta. Pronto, o problema acabou. Acabou? julho/dezembro

8 Lixão de Gramacho, no Rio de Janeiro, está hoje desativado. PNRS mantém para 2014 o prazo para o fim dos lixões em todo o país Política Nacional de Resíduos Sólidos O lixo nosso de cada dia pode ir para o lado de fora, mas permanece inevitavelmente dentro do planeta. Por isso, mais do que providenciar uma destinação adequada para os resíduos que geramos, devemos encontrar maneiras de reduzi-los. Nos últimos dez anos, a população brasileira cresceu quase 10%. Nos últimos seis, o lixo produzido no país passou de 213 mil toneladas por dia para 273 mil toneladas por dia. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostram que o Brasil gerou 64 milhões de toneladas de resíduos em 2012, dos quais 37,5% não tiveram destinação adequada. A Abrelpe estima que seria preciso investir R$ 6,7 bilhões para o país coletar e destinar adequadamente todos os resíduos sólidos que produz. O que fazer com os resíduos sólidos é um dos maiores desafios ambientais. No Brasil, após mais de duas décadas de muita negociação, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi finalmente aprovada há três anos, na forma da Lei /2010. Em seu artigo primeiro, a PNRS resume seus objetivos: disciplinar a gestão integrada e o gerenciamento dos resíduos sólidos, fazendo uso de princípios, objetivos e instrumentos que a viabilizem e atribuindo responsabilidade aos geradores, ao poder público e às pessoas físicas ou jurídicas responsáveis, direta ou indiretamente, pela geração de resíduos sólidos e as que desenvolvam ações relacionadas à gestão de resíduos sólidos. O texto se fundamenta em três conceitos básicos [mais informações no box]: gestão integrada (com a coordenação de ações de caráter nacional, estadual, microrregional, intermunicipal e municipal); responsabilidade compartilhada (que estabelece a divisão de responsabilidades entre todos os setores da sociedade, fomentando a reavaliação de padrões de consumo e a redução de possíveis impactos ambientais); logística reversa (mecanismo que gera obrigações, especialmente do setor empresarial, quanto ao recolhimento de produtos e embalagens após o consumo, de modo a reassegurar seu reaproveitamento no mesmo ciclo produtivo ou sua inserção em outros ciclos). A PNRS estabeleceu metas para eliminação dos lixões (terrenos onde todo tipo de resíduo é depositado a céu aberto, sem qualquer controle, proteção ao meio ambiente ou preocupação com as normas de saúde pública), determinou a elaboração foto: D Arcy Norman, sob licença CC 8 Senac Ambiental

9 de planos de metas do poder público nos âmbitos nacional, estadual e municipal, bem como a adoção de planos de gerenciamento de resíduos sólidos na iniciativa privada. Além disso, formaliza a inclusão dos catadores de materiais recicláveis ou reutilizáveis nas cadeias de logística reversa e coleta seletiva. Olhando para o futuro próximo, a PNRS é um passo decisivo para que o Brasil cumpra uma das metas do Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas, que tem como objetivo reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa: obter um índice de reciclagem de resíduos de 20% já em Nova riqueza foto: shutterstock Nos três anos que se seguiram à criação da PNRS, sua implementação progrediu muito lentamente em um país tão grande e complexo como o nosso. A elaboração dos planejamentos regionais ainda não é realidade em todos os estados e se concretizou apenas em aproximadamente 10% dos municípios. É preciso avançar. Um dos autores de Lixo zero gestão de resíduos sólidos para uma sociedade mais próspera, Ricardo Abramovay, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (e nosso entrevistado nesta edição, veja a partir da página 12), defende a PNRS, mas alerta que, embora previsto na lei e necessário, o fechamento dos lixões (e sua substituição por aterros controlados) é uma medida tímida. Imprescindível mesmo, afirma, é reduzir o que jogamos fora e gerar riqueza a partir daquilo que sobra do consumo. Esse é o mecanismo capaz de desencadear verdadeira transformação. Abramovay considera importante o reconhecimento do trabalho dos catadores, mas acha que as grandes corporações devem ser responsáveis pelos sistemas de coleta e recuperação dos resíduos gerados pelo consumo dos produtos que fabricam, assim como já ocorre em países desenvolvidos. O sistema de logística reversa tornou-se, após a aprovação da PNRS, obrigatório em algumas cadeias produtivas consideradas prioritárias: descarte de medicamentos; embalagens; óleos lubrificantes e seus resíduos; lâmpadas e aparelhos eletroeletrônicos. Mas há que se resolver a questão dos custos de coleta, destinação e transporte. Hoje o cenário mostra um jogo de empurra. A iniciativa privada reluta em absorver o custo em detrimento de maior rentabilidade. E a população, de maneira geral, rejeita a cobrança da taxa do lixo, o que não impede que esse custo seja repassado ao consumidor de forma subliminar, embutido em outros tributos. Desoneração fiscal e concessão de incentivos tributários para viabilizar a implantação da PNRS podem ser a solução, como já destacou recentemente a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, em julho, o jornalista especializado em meio ambiente Washington Novaes é categórico: as Legislação estabelece necessidade de mecanismos para recolhimento de embalagens pós-consumo julho/dezembro

10 A importância desse assunto levou o governo federal a dedicar ao tema a quarta edição da Conferência Nacional do Meio Ambiente, realizada de 24 a 27 de outubro, em Brasília (DF). O processo preparatório envolveu uma extensa mobilização que levou à organização de 643 conferências municipais ou microrregionais (que envolveram, ao todo, municífoto: shutterstock indispensáveis transformações demandarão muito esforço. Não há alternativas a não ser a sujeira, a degradação de áreas urbanas e o desperdício, vaticinou. Conferência Três conceitos A gestão integrada dos resíduos sólidos inclui todas as ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos, incluindo os planos nacional, estaduais, microrregionais, intermunicipais, municipais e os de gerenciamento. Os planos de gestão sob responsabilidade dos entes federados devem tratar de questões como coleta seletiva, reciclagem, inclusão social e participação da sociedade civil durante a elaboração, implementação e monitoramento, estabelecendo meios de controle e fiscalização da sua implementação e operacionalização. A gestão integrada envolve também os resíduos de serviços de saúde, da construção civil, de mineração, de portos, aeroportos e fronteiras, industriais e agrossilvopastoris. A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. Está relacionada com a não geração, redução, reutilização e reciclagem, conforme o artigo 9º da PNRS estabelecidos na ordem de prioridade na gestão e no gerenciamento dos resíduos sólidos. Tanto a redução da geração de resíduos sólidos, do desperdício de materiais, da poluição e dos danos ambientais quanto o estímulo ao desenvolvimento de mercados, produção e consumo de produtos derivados de materiais reciclados e recicláveis são objetivos da responsabilidade compartilhada. Isso envolve toda a sociedade na discussão de temas como a reavaliação dos padrões de consumo, reciclagem de materiais, oportunidade de novos negócios com viés socioambiental, ecodesign, diminuição dos impactos ambientais inerentes ao nosso modo de vida e inclusão social. A logística reversa engloba de forma sistêmica diferentes atores sociais na responsabilização da destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. Gera obrigações, especialmente do setor empresarial, de realizar o recolhimento de produtos e embalagens pós-consumo, assim como reassegurar seu reaproveitamento no mesmo ciclo produtivo ou garantir sua reinserção em outros ciclos produtivos. De acordo com a PNRS, o sistema de logística reversa tornou-se obrigatório para as seguintes cadeias de produtos: agrotóxicos, seus resíduos e embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes. A partir de acordos setoriais firmados entre o poder público e o setor empresarial, os sistemas de logística reversa serão estendidos a produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, considerando, prioritariamente, a viabilidade técnica e econômica da logística reversa, bem como o grau e a extensão do impacto à saúde pública e ao meio ambiente dos resíduos gerados. Fonte: Texto orientador da Conferência Nacional do Meio Ambiente Resíduos Sólidos 10 Senac Ambiental

11 pios) e outras em cada unidade da federação, além de conferências livres e um encontro virtual que reuniu mais de 200 mil pessoas de todo o país. O evento nacional foi a maior conferência ambiental já realizada no Brasil, com a participação de delegados e representações de governos, empresários e organizações da sociedade civil. Das mais de propostas encaminhadas pelas conferências prepara tó rias, 60 foram aprovadas pela Conferência Nacional, igualmente distribuídas entre os quatro eixos de atuação em que ela foi estruturada. No eixo Produção e Consumo Sustentável, ações voltadas para a produção de alimentos sustentáveis e segurança alimentar. Em Redução dos Impactos Ambientais, ideias sobre coleta seletiva e compostagem orgânica dos resíduos. No eixo Geração de Trabalho, Emprego e Renda, defesa do trabalho decente, destinação de recursos e investimentos em cooperativas de materiais recicláveis e desoneração tributária das cooperativas. Por fim, no eixo Educação Ambiental, capacitação de agentes e professores de educação ambiental e fortalecimento das comissões interinstitucionais de educação ambiental. O documento com todas as propostas está disponível no site www. conferenciameioambiente.gov.br. Lixões Na abertura do encontro, a ministra Izabella Teixeira ratificou agosto de 2014 como prazo para o fim dos lixões. Dirigindo-se aos prefeitos e seus representantes, lembrou a necessidade de cada município apresentar seu plano de ação e foi enfática: Acabar com os lixões não é apenas cumprir prazos, é transformar os catadores em empreendedores. Segundo ela, essa categoria deverá ter cada vez mais espaço nas políticas públicas ambientais. Não por acaso, a ideia de desenvolvimento sustentável com inclusão social foi marcante no documento aprovado ao final do encontro. Há resistência, porém, em boa parte dos municípios, sob a alegação de falta de estrutura e recursos para a instalação de aterros sanitários. A Frente Nacional dos Prefeitos defende a extensão do prazo conforme a realidade de cada município e argumenta que mais de dois terços dos governantes eleitos em 2012 não estavam no cargo quando a lei foi aprovada, responsabilizando as gestões anteriores. A legislação prevê sanções que podem levar à inelegibilidade dos atuais prefeitos. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 50,5% dos municípios brasileiros ainda convivem com os lixões. Esse percentual é muito maior nas regiões Nordeste (89,1%), Norte (84,6%) e Centro-Oeste (72,7%) e consideravelmente menor no Sudeste (18,4%) e no Sul (15,3%). Edição especial Diante da importância e do tamanho dos desafios que a questão do lixo impõe à nossa sociedade, esta edição da revista Senac Ambiental aprofunda a discussão sobre alguns dos principais temas que envolvem a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Acompanhe nas próximas páginas! Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou a atuação dos catadores foto: Walter Campanato/Agência Brasil julho/dezembro

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13 Entrevista Contra a sociedade do jogar fora Professor do Departamento de Economia da USP, Ricardo Abramovay defende a responsabilidade compartilhada na gestão de resíduos Fausto Rêgo foto: shutterstock julho/dezembro

14 foto: GST HBK A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é um passo importante, mas não vai resolver sozinha todos os problemas do país em relação ao lixo que produz. Autor de livros sobre a questão ambiental e Lixo zero: gestão de resíduos para uma sociedade mais próspera é o mais recente, o professor Ricardo Abramovay, do Departamento de Economia e do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, entende que há princípios éticos que devem permear a PNRS para que o Brasil enfrente a cultura do descarte e do desperdício e passe a gerir de forma responsável o ciclo de vida de seus produtos. Quem suja deve se responsabilizar pelo que faz, ele afirma. Isso inclui os gastos com separação do lixo, coleta, transporte e reaproveitamento. O consumidor, por sua vez, deve compreender que o custo resultante das medidas necessárias à gestão adequada dos resíduos sólidos é pago de forma indireta: com preservação dos recursos naturais, cidades mais limpas e maior qualidade de vida. O desafio mais importante, anuncia, é fazer no setor de embalagens, eletrônicos, pilhas e lâmpadas aquilo que já se faz com pneus, baterias automotivas, óleos lubrificantes, embalagens de óleos lubrificantes e embalagens de agrotóxicos: o setor privado (em coordenação com o setor público, claro) organiza e paga pelo recolhimento e pela destinação correta dos remanescentes daquilo que ofereceu ao consumidor. Senac Ambiental O prazo para implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos termina em 2014, mas algumas das suas diretrizes ainda permanecem no papel. Ainda é razoável imaginar que a PNRS será integralmente implementada nesse período? Que expectativa podemos ter em relação a isso? 14 Senac Ambiental

15 Ricardo Abramovay Seria ilusório imaginar que a gestão dos resíduos sólidos vai mudar da água para o vinho numa certa data. É um processo. O que tem data e isso provavelmente não será cumprido é o fim dos lixões, dos aterros controlados, e a generalização dos aterros sanitários. Em 2007, lixões e aterros controlados recebiam 60% dos resíduos brasileiros. Hoje isso baixou para 40%. Os maiores municípios conseguiram avançar na implantação dos aterros sanitários. Para pequenos municípios é mais difícil, pois exige a formação de consórcios que supõem mudar a lógica com a qual se encara o tema. Mas acabar com os lixões não é o mais importante na PNRS. Este é o mínimo dos mínimos para uma sociedade do século 21. Mas nem de longe é o desafio mais importante. Senac Ambiental E quais os grandes desafios para o Brasil em relação à PNRS? Ricardo Abramovay O fundamental é que o Brasil deixe de ser uma sociedade do jogar fora e se converta em uma sociedade saudável na maneira como gere o ciclo de vida de seus materiais. Este é um princípio ético, um valor subjacente à PNRS. Os remanescentes do consumo devem ser reinseridos e revalorizados por sua nova inserção na vida econômica sob a forma de bens e serviços que agreguem valor aos materiais que até então eram considerados lixo. Isso supõe a responsabilidade compartilhada, como diz a lei. O ponto de partida desta partilha está na revelação de custos socioambientais hoje ocultos. O princípio tem de ser o do poluidor pagador. A empresa que Hoje os lixões e aterros sanitários ainda recebem 40% dos resíduos gerados no país foto: Marcello Casal/Agência Brasil julho/dezembro

16 Galpão de cooperativa de reciclagem no Distrito Federal: gestão adequada do lixo é um dos maiores desafios oferece um produto ao consumidor tem de responder pela organização e pelo pagamento do sistema que vai permitir que esse bem seja devidamente coletado e reaproveitado, transformado em nova fonte de riqueza. Isso vai onerar o consumidor, claro, que passará a pagar por um custo cuja gratuidade, até aqui, se exprimia em destruição de ecossistemas, em cidades sujas, rios e mares poluídos. O desafio mais importante é fazer no setor de embalagens, de eletrônicos, de pilhas e lâmpadas aquilo que já se faz com pneus, baterias automotivas, óleos lubrificantes, embalagens de óleos lubrificantes e embalagens de agrotóxicos: o setor privado (em coordenação com o setor público, claro) organiza e paga pelo recolhimento e pela destinação correta dos remanescentes daquilo que ofereceu ao consumidor. Senac Ambiental A gestão adequada do lixo implica mudanças no modelo econômico, no estilo de vida e nos padrões de consumo. Isso leva tempo e demanda investimento em educação. Em que é possível avançar em curto e médio prazos? Ricardo Abramovay Nos países que mais avançaram nessa direção, esse investimento foi feito pelo próprio setor privado. Na política europeia de Ponto Verde [mais informações no box], as empresas pagam campanhas publicitárias interessantes que levam informação precisa ao consumidor sobre o que ele deve fazer com seus resíduos. Dizer que o consumidor não coopera por razões culturais é um equívoco. Se houver informação em campanhas inteligentes e orientação precisa nos próprios produtos, o consumidor tende a ter um comportamento foto: Agência Brasil 16 Senac Ambiental

17 adequado. Mas o mais importante é a orientação da PNRS de que haja redução, ou seja, de que se produza cada vez menos embalagens. Esta é uma discussão fundamental: sempre que pudermos fazer em casa aquilo que compramos, haverá um ganho social imenso. Muitos produtos, hoje, poderiam ser oferecidos de forma compacta, desde que o consumidor fosse orientado a acrescentar-lhes, por exemplo, água na hora de sua utilização. Reduzir a quantidade de embalagens e conceber um tipo de design que se volte para uma desmontagem e uma reutilização fáceis e economicamente viáveis (no caso dos eletrônicos, isso é fundamental) são desafios que vão exigir muita inovação, mas que podem nos conduzir a uma sociedade melhor na maneira de utilizar os materiais de que depende. Senac Ambiental O senhor tem afirmado que a atuação do setor privado é essencial para o sucesso da PNRS. O que impede as grandes empresas de adotar no Brasil práticas de coleta e recuperação de resíduos que já executam em outros países? Ricardo Abramovay Os países que estão conseguindo reduzir a produção de resíduos e ampliar a reciclagem obedecem a quatro determinações básicas. Em primeiro lugar, o setor privado arca com os custos da logística reversa. Esperar que o pagamento da reciclagem venha das prefeituras é perpetuar a sociedade do desperdício. Esta foi a conclusão a que chegou uma recém-criada organização norte-americana chamada Recycling Reinvented, que conta com apoio da gigante global Nestlé Waters. Quem Custo ambiental: destinação inadequada polui rios e lagoas foto: Luis Sánchez, sob licença CC julho/dezembro

18 foto: Julio Avanzo, sob licença CC tem de organizar e pagar pela coleta seletiva é o setor privado. A segunda determinação é que se formem organizações públicas e não estatais, sob a direção do setor privado (como já existe no Brasil para pneus, embalagens de agrotóxicos e óleos combustíveis) e que colocam em funcionamento esta logística reversa e fazem as campanhas de informação para os consumidores. A terceira determinação é que o consumidor tem um papel decisivo, não apenas separando os materiais de maneira adequada, mas pagando de forma clara e visível a coleta de seus resíduos. A demagógica abolição da taxa do lixo no Brasil e sua demonização foram perdas importantes para a política pública, pois escondem os custos no imposto territorial e impedem que se beneficiem aqueles que fazem gestão mais adequada. Para Abramovay, a ação dos catadores é fundamental. Não é admissível que continuemos mandando riqueza para o lixo, afirma foto: Shutterstock 18 Senac Ambiental

19 Por fim, o Estado tem um papel fundamental em articular toda esta política e estabelecer metas para que ela seja levada adiante. Senac Ambiental Lixo também pode ser fonte de riqueza? De que forma estamos avançando nesse aspecto? Ricardo Abramovay O Brasil perde hoje, anualmente, oito bilhões de reais pela precariedade da reciclagem. O objetivo tem de ser lixo zero. Não é admissível, num mundo que caminha para escassez de materiais e onde a economia pressiona a oferta de serviços ecossistêmicos, que continuemos mandando riqueza para o lixo, mesmo que seja para aterros sanitários. Senac Ambiental Qual o valor da reciclagem no contexto da redução de resíduos, já que ela não contesta a cadeia de consumo? Ricardo Abramovay Quando os custos da reciclagem começarem de fato a ser pagos pelo setor privado (e, consequentemente, pelos consumidores), as pessoas passarão a se questionar a respeito da maneira como os produtos são embalados. Portanto há um potencial de contestação quanto à cadeia de consumo. Contrariamente a uma imagem comum, o Brasil não é uma sociedade de reciclagem. O papel dos catadores é fundamental, como é fundamental que eles se organizem melhor e seu trabalho seja mais valorizado, o que começa a acontecer. Esta valorização não pode vir apenas do que eles vendem. Ela tem de vir também do serviço ambiental de retirar das ruas produtos que iriam provocar danos imensos. Alguns desses produtos (latinhas, por exemplo) têm valor. Outros, não. Mas é essencial pagar para que estes que têm pouco valor também sejam destinados à reciclagem. Ponto Verde Conforme a legislação europeia sobre gestão de embalagens e seus resíduos, os embaladores e importadores são responsáveis pela destinação adequada, pós-consumo, dos materiais que produzem e comercializam. Dessa forma, ou cuidam autonomamente desse processo ou entregam a tarefa a terceiros devidamente licenciados. Surgiu daí uma iniciativa chamada Ponto Verde, desenvolvida pela organização Packaging Recovery Organisation Europe (PRO Europe), baseada em Bruxelas, na Bélgica. A entidade foi criada em 1995, reunindo um grupo de fabricantes de embalagens que assumiu o compromisso com a coleta seletiva, o reaproveitamento e a reciclagem de seus produtos. A PRO Europe criou a chancela Ponto Verde, que tem status de referência de padronização e qualidade no processo de coleta, separação e reciclagem de embalagens usadas. Os países que aderem ao sistema firmam acordos com empresas certificadas, as quais ficam responsáveis por todo o processo de descarte ou reaproveitamento, e estabelecem metas de reciclagem e destinação adequada. Saiba mais em e foto: Shutterstock julho/dezembro

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21 Tr abalho Risco diário Modelo de coleta de lixo é o grande responsável pela taxa de acidentes envolvendo profissionais de limpeza urbana Francisco Luiz Noel foto: Eduardo Sengès/Comlurb Lixeiro, gari, coletor de lixo, trabalhador da limpeza urbana ou, em palavras ecologicamente corretas, coletor de resíduos sólidos. As denominações variam, assim como as formas de recolhimento do lixo e as condições de segurança e saúde dos brasileiros que atuam na atividade estimados em 225 mil pessoas pelo Ministério das Cidades. Diariamente, chova ou faça sol, eles coletam mais de 150 mil toneladas de resíduos, que somam volume superior a 55 milhões de toneladas por ano. Mas, apesar da função de utilidade pública, esses trabalhadores nem sempre recebem a devida atenção no debate ambiental, ao contrário dos catadores, associados a temas de apelo popular como a reciclagem e a inclusão social. Prova de que os coletores merecem um olhar mais atento dos governos e da sociedade é a grande ocorrência de acidentes de trabalho na categoria, uma das mais afetadas pelo problema na economia formal. Em 2011, foram casos 18 por dia registrados na coleta de resíduos não perigosos, de acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT) lançado no ano passado pelo julho/dezembro

22 foto: Shutterstock Coletores estão entre as categorias com mais altos índices de acidentes de trabalho Ministério da Previdência Social. O AEAT 2011 mostra que a taxa de incidência de acidentes entre os coletores é de 65,66 por mil vínculos previdenciários. É uma das mais altas exposições ao risco no mercado de trabalho, contra média nacional de 18,13 casos por mil trabalhadores. Cortes e perfurações nas mãos, mesmo com uso de luvas, são ocorrências típicas entre os coletores. Eles também sofrem ferimentos em outras partes do corpo, entorses e quedas. Algumas podem levar à morte, como nos casos em que caem do estribo dos caminhões compactadores. No Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo, o diretor do Departamento de Saúde do Trabalho, João Capana, alerta que o número real de acidentes supera o das estatísticas. Chega ao dobro, se consideramos as subnotificações, os acidentes ocorridos no serviço público e aqueles que não tiveram benefícios da Previdência, afirma. As mortes no trabalho foram pelo menos três de janeiro a outubro de Em março, no município paranaense de Ponta Grossa, o coletor Carlos Eduardo Felipe Alves de Souza, 22 anos, morreu atropelado por um compactador da empresa Ponta Grossa Ambiental quando o motorista deu marcha a ré. No mês de junho, em Teresópolis (RJ), Luiz Fernando Pereira Barbosa, 28 anos, da Sellix Ambiental, teve morte instantânea sob o caminhão após a quebra do suporte em que se pendurava. Outro que morreu atropelado pelo compactador, em agosto, em Criciúma (SC), foi Júlio Cesar Líbero, 35 anos, ao escorregar e ser colhido por uma das rodas dianteiras do veiculo, da empresa JC Lopes. Quanto aos cortes e perfurações, grande parte decorre da negligência 22 Senac Ambiental

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