MUNICÍPIO DE LONDRINA Plano Municipal de Saneamento Básico Relatório de Diagnóstico da Situação do Saneamento

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1 2.4 ASPECTOS SÓCIO-ECONÔMICOS A análise do meio sócio-econômico apresenta uma descrição da dinâmica populacional de Londrina e da forma como os setores da economia se comportam no município, além de abordar aspectos como saúde, educação, infraestrutura, entre outros. Devido ao comum levantamento de dados e descrições estatísticas por regiões administrativas do Estado, algumas informações apresentadas serão referente à mesorregião Norte Central Paranaense, cuja Londrina faz parte como principal pólo econômico e social Dinâmica Populacional e Dimensão Social A história da ocupação em larga escala da maior parte dos municípios que compõem a mesorregião Norte Central Paranaense, deflagrada essencialmente a partir da década de 1940, confunde-se com a da expansão acelerada e extensiva da fronteira agrícola estadual, capitaneada pela atividade cafeeira. O estilo de ocupação da fronteira agrícola que predominou no Paraná, em particular nas áreas do Norte Central, baseou-se fundamentalmente no regime de colonização dirigida, na maior parte dos casos patrocinada por capital privado, nacional e mesmo internacional. Os próprios empreendimentos colonizadores viabilizaram a construção de estradas e de pontes e o prolongamento dos trilhos férreos que garantiram o acesso viário dos novos colonos, possibilitando a comunicação das propriedades rurais e o escoamento da produção. Para dar suporte às atividades agrícolas em expansão, inúmeros centros urbanos foram se formando, em um movimento frenético de adensamento populacional. O intenso surgimento de cidades verificado na região no transcorrer do processo de ocupação refletiu-se no incremento do seu grau de urbanização, que em 1970, ocupava a terceira posição do Estado, embora ainda abaixo de 50%. Nesse contexto de acelerado crescimento populacional, a mesorregião Norte Central Paranaense alcançou o início da década concentrando aproximadamente 1,5 milhões de habitantes, área mais populosa do Estado, particularmente em termos rurais. A mesorregião Norte Central desenvolveu uma trajetória de urbanização bastante similar à do próprio Estado do Paraná. Em 1970, possuía 39,9% da população vivendo nas áreas urbanas, com um grau pouco superior ao do Estado, então de 36,1%. Em 2000, essa proporção segue sendo superior à média estadual (81,4%), alcançando 88,4% da população nas áreas urbanas, situando a mesorregião como a segunda mais urbanizada do Paraná. Acompanhando o padrão médio do Estado, até 1970 mais de 90% dos municípios da mesorregião registravam proporções superiores a 50% da população vivendo no meio rural, reduzindo, em 2000, para 16,5% (29% no Estado). Em 2000, Londrina possuía um grau de urbanização de 96,94% e as cidades que fazem limite a ela também possuem altos graus de urbanização, configurando um aglomerado altamente urbanizado. Esse processo, além de ter provocado grande transformação na distribuição geográfica da população, causou intensos impactos na estrutura urbana e nas condições de gestão das cidades, Gestão Ambiental 80

2 que passaram a administrar um abrupto crescimento das demandas. Alguns dos municípios da mesorregião situam-se, desde os anos 70, entre aqueles que vêm crescendo mais do que a média do Estado (como por exemplo, Londrina, Maringá e Cambé, desde 1970, e Arapongas Ibiporã, desde 1980). O crescimento intenso dos pólos e o extravasamento de sua ocupação em direção ao território de seus municípios vizinhos tiveram início em Londrina, que incorporou, numa mancha única, Cambé e Ibiporã. A mesorregião Norte Central pode, em síntese, ser caracterizada como área de convivência de espacialidades de concentração e espacialidades de forte esvaziamento, já que muitos de seus municípios vivem o êxodo rural e até mesmo urbano 10 municípios perdem população urbana, entre 1991 e 2000, e 15 têm o crescimento dessa população inferior a 1% ao ano, correspondendo, em conjunto, a 31,6% dos municípios da mesorregião. Suas espacialidades concentradoras, as aglomerações urbanas de Londrina e Maringá, já foram institucionalizadas como regiões metropolitanas, conforme faculdade constitucional delegada ao Estado, apontando para um reforço também de ordem política, além do forte potencial de integração geográfica e articulação funcional, num conjunto de maior complexidade Região Metropolitana de Londrina Em geral, os processos de urbanização acelerada e de metropolização no Brasil ocorreram simultaneamente à concentração de atividades industriais, por força das oportunidades de mercado e das óbvias vantagens oferecidas pela existência de significativos contingentes humanos migrando para os grandes centros urbanos. 1 O crescimento das metrópoles brasileiras resultou, fundamentalmente, de um processo de expansão do núcleo central e de absorção gradativa de espaços periféricos. A vertiginosa expansão das áreas metropolitanas brasileiras remeteu a problemas urbanos, como, por exemplo, demandas crescentes de transporte público, uma dimensão que os países europeus, de mais antiga e ordenada industrialização e urbanização, jamais conheceram. A formação de grandes cidades num curto espaço de tempo, as quais igualam ou mesmo superam em população as principais cidades dos países desenvolvidos, passou a exigir uma contínua aplicação de quantias significativas na implantação de novas estruturas de transporte e na ampliação das existentes. Porém, os recursos disponíveis nunca atenderam, nem de longe, às demandas de transporte geradas pelo crescimento intenso das regiões metropolitanas do país. É importante observar que o crescimento populacional tem-se mostrado bem mais intenso nas áreas metropolizadas do que propriamente nos municípios pólos. Em outras palavras, as cidades pólos estão crescendo a taxas bem inferiores às registradas nos municípios vizinhos. A desaceleração desse crescimento deve-se ao fato das cidades pólos já estarem densamente povoadas e porque aí o custo da terra é demasiadamente elevado para os migrantes oriundos de outras áreas urbanas ou mesmo das zonas rurais. 1 Flávio Villaça (1998, p.49) entende que a expressão metrópole, no Brasil, está fortemente associada à importância social, econômica e cultural de um núcleo urbano. Para ele, o mesmo ocorre, por extensão, com as expressões área metropolitana e processo de metropolização. Nesse sentido, prefere utilizar, para definir fusão de áreas urbanas, o termo conurbação. Gestão Ambiental 81

3 A Constituição de 1988 transferiu da União para os estados a responsabilidade de criar regiões metropolitanas. Em 2000, o Brasil já possuía 22 Regiões Metropolitanas - RMs. Segundo o IBGE, elas reuniam 63,7 milhões de habitantes, ou seja, 37,5% da população do país. Tabela A4. Região Metropolitana de Londrina, participação dos municípios 1991, 2000, Municípios Metropolitanos População % da RM População % da RM Contagem Populacional 2007 População % da RM Crescimento populacional de 1991 a 2000 Crescimento populacional de 1991 a 2007 Bela Vista do Paraíso , , ,02-0,44% -0,23% Cambé , , ,52 19,43% 5,33% Ibiporã , , ,09 19,86% 7,13% Jataizinho , , ,52 7,94% 0,74% Londrina , , ,10 14,60% 11,36% Rolândia , , ,20 12,87% 8,15% Sertanópolis , , ,09 5,99% 2,23% Tamarana , ,47-12,09% Região Metropolitana ,21% 46,05% Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. A Figura a seguir apresenta mapa com os municípios que integram a Região Metropolitana de Londrina. Gestão Ambiental 82

4 Figura A10. Região Metropolitana de Londrina, Fonte: Coordenação da Região Metropolitana de Londrina - COMEL Aspectos sócio-econômicos Nos últimos anos, ocorreu uma intensa modernização da base produtiva paranaense e consequente concentração em alguns Pólos Regionais, que acabou por estabelecer algumas disparidades (revelados por indicadores econômicos e sociais). Influenciados por aquela dinâmica modernizadora, o município de Londrina também foi afetado. Gestão Ambiental 83

5 Com a presente análise buscou-se através de algumas informações e indicadores (IDH-M, renda per capita, taxa de pobreza, analfabetismo, industrialização, agronegócio, entre outros) apresentar um perfil sócio-econômico de Londrina e algumas de suas particularidades. Para isso, tomaram-se como referências o Perfil do Município de Londrina (2007), o Caderno Estatístico do Município de Londrina do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - IPARDES (2008) Desenvolvimento Humano e Taxa de Pobreza A construção do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) tem particular importância ao expor as desigualdades de forma abrangente e comparativa, permitindo que diferenças nos indicadores possam se tornar instigadoras da gestão pública. Esse conjunto de indicadores compõe os índices: IDH-E (educação), IDH-L (longevidade) e IDH-R (renda), cuja média aritmética simples resulta no IDH-M. Esses índices variam de 0 a 1, sendo 1 a posição correspondente aos melhores valores. A mesorregião Norte Central compreende 79 municípios e apenas 8 deles apresentaram, em 2000, posições acima da média do Estado (0,787). Dentre eles, Londrina sobressai por apresentar IDH-M superior a 0,800, classificado como de alto desenvolvimento humano, obtendo posição de destaque no âmbito estadual, que registra 23 municípios nessa condição, distribuídos em distintas áreas do Estado. Considerando os componentes do IDH-M, a esperança de vida ao nascer, taxa de alfabetização, taxa de frequência escolar e renda per capita, observa-se que o melhor desempenho está associado à realização das políticas públicas especialmente na área de educação. Vale notar que entre 1991 e 2000 os ganhos no IDH-M tiveram forte influência desse componente, que apresentou um desempenho comparativamente bem superior aos demais, um comportamento que foi generalizado em todo o Estado. Os municípios que registram IDH-M mais baixo estão concentrados na porção sul da mesorregião. Nas melhores posições estão os pólos Londrina e Maringá e a maioria dos municípios que integram essa aglomeração. A Tabela A5 mostra os indicadores do IDH-M para o município de Londrina, no ano de 2000 e a Tabela A6 apresenta a evolução dos índices de desenvolvimento humano, desde Tabela A5. Indicadores do índice de desenvolvimento humano (IDH) de Londrina. Informação Índice Unidade Esperança de vida ao nascer 71,37 anos Taxa de alfabetização de adultos 92,93 % Taxa bruta de frequência escolar 87,28 % Renda per capita 439,35 R$ 1,00 Longevidade (IDHM-L) 0,773 Educação (IDHM-E) 0,910 Renda (IDHM-R) 0,789 IDH-M 0,824 Fonte: Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - IPARDES (2008). Gestão Ambiental 84

6 Tabela A6. Evolução dos indicadores sociais e de desenvolvimento humano de Londrina 1970/ Equipamentos e Serviços Públicos Os equipamentos e serviços públicos prestados por um município são claros indicadores da qualidade de vida das pessoas. Os principais equipamentos e serviços do município de Londrina relacionados à educação, saúde e assistência social estão descritos a seguir Educação Existem 12 centros municipais de educação infantil em Londrina, sendo 11 na área urbana e 1 na área rural. Juntos eles atendem a crianças de 3 meses a 5 anos. Existem também, 65 centros de educação infantil mantidos por entidades não governamentais, 2 deles na área rural, que atendem a crianças de 3 meses a 5 anos de idade. O gráfico da Figura abaixo mostra a evolução do número de crianças atendidas pelos centros de educação infantil, desde Figura A11. Número de crianças atendidas pelos centros de educação infantil em Londrina 2000/ Fonte: Prefeitura do Município de Londrina, Secretaria de Educação. Gestão Ambiental 85

7 Com relação ao número de estabelecimentos de ensino, segundo os dados do censo escolar de 2006, existem em Londrina 355 estabelecimentos que ofertam várias modalidades de ensino, destas, 72 são estaduais, 88 são municipais e 195 são particulares. A Tabela A7 abaixo mostra de maneira detalhadas as informações referentes à situação dos estabelecimentos de ensino de Londrina. Tabela A7. Evolução dos indicadores sociais e de desenvolvimento humano de Londrina 1970/ Saúde Londrina conta com 56 unidades básicas de saúde, no total, que possuem 220 médicos, 132 enfermeiros além de 889 atendentes gerais, estas unidades atendem a uma população de pessoas e realizam um total de atendimentos por ano. Ainda existem 447 agentes comunitários nestas unidades que realizam atendimentos por ano. O gráfico da Figura abaixo mostra a evolução dos atendimentos das unidades básicas de saúde em Londrina no período de 1999 a Figura A12. Evolução do número de atendimentos das Unidades de Saúde de Londrina 1999/ Fonte: Prefeitura do Município de Londrina, Autarquia Municipal de Saúde. Organização: PML/SEPLAN/DP/Gerência de Pesquisa e Informação. Gestão Ambiental 86

8 Com relação ao número de hospitais, Londrina conta com 21 estabelecimentos com as mais variadas especialidades médicas, um total de leitos sendo que são atendidos pelo SUS, isto sem contar os leitos de Unidade de Terapia Intensiva - UTI e atendimentos de clínicas médicas, considerados apenas ambulatoriais. Londrina ainda possui 52 centros públicos de serviços odontológicos, contando com um número de 97 odontólogos, 40 técnicos em higiene dental e 148 auxiliares de consultório dentário, estes profissionais realizam atendimentos por ano. Com relação às estatísticas vitais de Londrina, as principais causas de mortes, do ano de 1996 a 2006 foram as doenças do aparelho circulatório, em primeiro, seguidas de Neoplasias, causas externas de morbidade e mortalidade e doenças do aparelho respiratório. A Tabela A8 abaixo mostra o número de óbitos segundo o tipo de doença em Londrina no ano de Tabela A8. Óbitos segundo tipos de doenças em menores de 1 ano e no total da população de Londrina Fonte: MS DATASUS Nota: CID10 Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, 10ª Revisão Internacional de Doenças Assistência Social A Secretaria Municipal de Assistência Social é responsável pelo planejamento e execução da Política Nacional de Assistência Social, cabendo a ela atualizar o diagnóstico social e análise do setor, sistematizando formas de intervenção na questão social. Atualmente são desenvolvidos diversos projetos nas áreas de atendimento à criança e ao adolescente, à família, às pessoas portadoras de deficiência e aos idosos, conforme previsto na legislação vigente. Gestão Ambiental 87

9 A assistência social conta com diversos estabelecimentos para o atendimento da população. Entre eles estão os 3 Centros de Atendimento Psicossocial CAPS, que realizam atendimentos por ano, conforme mostra a Tabela A9. Tabela A9. Centros de Atenção Psicossocial CAPS de Londrina A assistência social ainda conta com alguns programas e projetos de proteção social básica, conforme indicados na Tabela A10. Gestão Ambiental 88

10 Tabela A10. Programas e projetos governamentais municipais de proteção social básica Além destes, existem programas e projetos governamentais municipais de proteção social especial e assistência, programas sociais do governo federal, não governamentais em convênio com o município e com co-financiamento do fundo municipal de assistência social Dimensão Econômica A estrutura fundiária de Londrina e região é caracterizada pelo predomínio de pequenos e médios estabelecimentos, onde quase toda a área agricultável é explorada. Nesta região, concentra-se uma agricultura modernizada de grãos (milho, soja e trigo), café e lavouras permanentes bastantes especializadas e com grande utilização de mão de obra, porém há poucas matas. Gestão Ambiental 89

11 Agropecuária O Norte Central, quando comparado à média estadual, apresenta um grau mais elevado de utilização de força mecânica na produção agropecuária, pois enquanto no estado 52,3% dos estabelecimentos informaram o uso desse tipo de força, na região estudada esta proporção sobe para 65,3%, o que certamente é reflexo da importância que as lavouras temporárias apresentam na estrutura produtiva da região. Indicadores regionais como o da força mecânica demonstram que a mesorregião Norte Central encontra-se em situação superior à média estadual, refletindo maior dinamismo da agropecuária. A mesorregião Norte Central vem caminhando em direção a implantação de atividades de produção agropecuária caracterizadas pela forte articulação com as agroindústrias e/ou pela inserção no mercado internacional, fatores que vêm garantindo níveis de rentabilidade mais elevados aos produtores, em detrimento das atividades mais dependentes da intervenção estatal e voltadas quase que exclusivamente ao atendimento do consumo doméstico. No entanto, essas transformações também desencadearam alguns efeitos perversos para a região, como a concentração fundiária, a redução da produção de alimentos intercalados ao café e a consequente desarticulação do emprego rural. Londrina, no ano de 2005, produziu o equivalente a toneladas de alimentos, apesar de ser um Município com uma alta taxa de urbanização. De acordo com a Central de Abastecimento do Paraná - CEASA/PR, o Gráfico abaixo traz comparações dos volumes nas unidades atacadistas de alguns importantes municípios do Estado juntamente com o de Londrina , , , , , ,00 0,00 Curitiba Maringá Foz do Iguaçu Cascavel Londrina TOTAL Figura A13. Volumes nas Unidades Atacadistas CEASA/PR Toneladas/2004. Fonte: DITEC/CEASA/PR (GLFS). Gestão Ambiental 90

12 O comércio de mercadorias advindas da CEASA - unidade de Londrina - ficou em segundo lugar em 2004, perdendo somente para a unidade da capital paranaense, totalizando uma comercialização de toneladas de alimentos (16,2% do total apresentado no quadro acima). Nota-se a predominância do agronegócio no município de Londrina, com as culturas de soja, trigo e milho, três principais produtos dessa atividade. São culturas temporárias, mas que se inserem questões de alta tecnologia e grande concentração de terras. O café ainda continua com expressivo cultivo em Londrina, com ótima rentabilidade e produção. Sobre as deficiências neste setor, são identificados: o clima, que é quente e seco para a produção de algumas culturas; a utilização da adubação orgânica; estradas rurais sem pavimentação ou necessitando de reparos. Londrina também apresenta produção Pecuária e de Aves e derivados. Além do abastecimento interno do Município, parte da produção total é destinada à comercialização pelo território nacional e exportação para outros países. A Tabela A11 mostra o total de cabeças dos principais rebanhos da atividade pecuária, além da atividade avicultura no município de Londrina. Tabela A11. Principais rebanhos e avicultura no município de Londrina O uso agrícola das terras é um importante indicador do tipo de sistema produtivo vigente no município, isto conduz às políticas agrícolas e programas correlatos. A Tabela A12 mostra o uso das terras no município de Londrina no ano de Gestão Ambiental 91

13 Tabela A12. Uso das terras no município de Londrina 1995/1996. Com relação às lavouras temporárias do município de Londrina a Tabela A13 mostra que os principais produtos agrícolas em quantidade de produção e valor de produção são: soja; milho; trigo e o tomate. Tabela A13. Principais culturas temporárias do município de Londrina Quanto às lavouras permanentes, a Tabela A14 mostra que os principais produtos agrícolas em quantidade e valor de produção são: café; uva e laranja. Gestão Ambiental 92

14 Tabela A14. Principais culturas permanentes do município de Londrina Economia Urbana Indústria e Agroindústria - Os setores mais representativos da mesorregião são os tradicionais: agroindustrial, vestuário, mobiliário, açúcar e álcool e certos segmentos agroindustriais, como por exemplo, o de abate e processamento de aves. Porém, importância significativa e crescente vem sendo adquirida pelos segmentos agroquímicos, artefatos e embalagens plásticas e, ainda, equipamentos para instalações industriais e comerciais. A mesorregião Norte Central teve a segunda maior área plantada e foi a principal produtora de cana-de-açúcar do estado, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná - SEAB na safra de 1999/2000, sendo que esta produção abastece as usinas da região. É considerada o maior pólo moveleiro do Estado, segmento que apresentou uma das melhores taxas de crescimento de postos de trabalho nos últimos anos. Detém ainda, a segunda maior participação nos segmentos da indústria mecânica, de comunicação e transporte. O setor que mais ganhou dinamismo regional, com a entrada de novas empresas e reestruturação das firmas existentes, foi o de equipamentos para instalação industrial, comercial e predial. Comércio - A maior representatividade da mesorregião Norte Central ocorre no segmento Comércio e Reparação de Veículos. A menor participação ocorre no segmento Comércio por Atacado. Serviços - A mesorregião Norte Central obteve, em 2000, o segundo melhor desempenho na maior parte dos segmentos, à exceção de Atividades Imobiliárias e Aluguel de Bens Móveis e Imóveis e Atividades de Informática e Conexas. Os melhores desempenhos no setor de Serviços ocorreram nos seguimentos Serviços Prestados às Empresas, Pesquisa e Desenvolvimento, Outros Serviços e Transporte. Gestão Ambiental 93

15 Tabela A15. Valor Adicionado Segundo Ramos de Atividades Ramos de Atividades Valor (R$ 1,00) Produção primária Indústria Comércio / Serviços Recursos / Autos TOTAL Fonte: SEFA/PR. Segundo IBGE e IPARDES (2004), o setor de serviços possui extrema importância quando se trata de emprego e renda, contribuindo com 54,6% para o PIB do Município quando comparado com os ramos da Agropecuária e Indústria. No entanto, segundo dados divulgados pelo IPPUL, nas últimas décadas tanto o Paraná como Londrina têm sofrido mudanças e sua estrutura econômica, que tem provocado alterações nas participações relativas nos setores primário, secundário e terciário da economia nacional e paranaense. Tabela A16. PIB a Preços Básicos Segundo Ramos de Atividades Ramos de Atividades Valor (R$ 1,00) Agropecuária Indústria Serviços TOTAL Fonte: IBGE, IPARDES. A Tabela A17 mostra a evolução dos tipos de indústria do município de Londrina do ano de 2000 a Tabela A17. Evolução dos tipos de indústrias do município de Londrina Gestão Ambiental 94

16 Turismo O turismo é uma atividade transversal da economia, ou seja, a atividade turística sofre influências de todos os demais setores da economia, bem como influencia os outros setores. Não há informações oficiais sobre a produtividade e valores gerados com o turismo em Londrina, existem tentativas com este segmento em potencial, porém ainda não tão amadurecidas a ponto de avaliar os resultados. Entre as potencialidades turísticas encontradas no município de Londrina estão àquelas referentes ao turismo natural ou ecoturismo, voltado para apreciação de ecossistemas naturais, com destaque para: Parque Estadual Mata dos Godoy; Salto do Apucaraninha; Parque Municipal Arthur Thomas; Parque Ecológico Dr. Daisaku Ikeda, Lago Igapó, etc.; turismo cultural e histórico, com destaque para: Teatro Zaqueu de Melo; Teatro Ouro Verde; Museu de Arte de Londrina; Museu Histórico Padre Carlos Weiss, etc., além de atividades como turismo religioso, turismo esportivo, turismo de lazer, turismo de eventos e turismo rural Uso do Solo O uso do solo do município de Londrina foi adaptado de mapeamentos existentes elaborados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - SEMA nos anos de 2001/2002 (ITCG, 2008), os quais foram elaborados para todo o Estado do Paraná, portanto, é importante destacar que a escala do mapa de uso do solo utilizado para esta caracterização não possibilita a identificação de detalhes, tampouco apresenta uma classificação detalhada. A agricultura intensiva predomina no município, ocupando, com lavouras de grãos e culturas permanentes, 57,87% do território. As áreas consideradas como urbanas representam 6,93% do município, conforme o mapeamento considerado. A cobertura florestal encontra-se bastante reduzida em Londrina, porém, comparado a outros municípios a situação é relativamente boa. Ocupa uma área equivalente a 11,99% do total do território municipal. As superfícies com cobertura florestal apresentam-se com alguma expressão na região sul do município principalmente nas sub-bacias do Apertados e do Apucaraninha. Já as pastagens representam 7,85% da área total do município, caracterizadas por áreas predominantemente de pasto artificial em uso ou abandonados e por pequenas parcelas de campos naturais. Cabe ainda ressaltar que 15,33% da bacia, está caracterizada como de Uso Misto. Uso misto é a categoria que representa parcelas de agricultura associadas às áreas de pastagens, capoeira, pousio, desmatamentos e pequenas áreas de floresta, e que, pelo seu tamanho e escala de trabalho, não puderam ser mapeadas separadamente (IPARDES, 2004). Gestão Ambiental 95

17 Figura A14. Uso do Solo do município de Londrina 2001/2002. Fonte: Instituto de Terras, Cartografia e Geociências ITCG (2008). Organização: DRZ Geotecnologia e Consultoria. Gestão Ambiental 96

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