O Manejo Ecológico de Pragas e Doenças

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O Manejo Ecológico de Pragas e Doenças"

Transcrição

1 O Manejo Ecológico de Pragas e Doenças Dra. Andrea Brechelt Rede de Ação em Praguicidas e suas Alternativas para a América Latina (RAP-AL) 1

2 Agradecimento Agradeço a todos os escritores e a todas as escritoras deste mundo por me darem a possibilidade de aprender com seus livros, manuais e folhetos. Espero, de coração, que este manual seja estudado com a mesma intensidade com a qual eu tenho lido as publicações de vocês e espero também que seja útil para muita gente. A Autora Título: Manejo Ecológico de Pragas e Doenças Autora: Dra. Andrea Brechelt Fundação Agricultura e Meio Ambiente (FAMA) República Dominicana Editado por: Rede de Ação em Praguicidas e suas Alternativas para a América Latina (RAP-AL) Av. Providencia No. 365 Dpto.41, Santiago de Chile, Chile Tel. /Fax: Primeira Edição: Abril de 2004 Impressão: Revisão: María Elena Rozas, Agnes Valvekens e Fernando Bejarano G. Responsável pela Edição em português: Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor CAPA - Núcleo de Santa Cruz do Sul. Rua Thomas Flores, fundos Caixa postal Santa Cruz do Sul - Brasil - RS Tradução e revisão: Hildegard Susana Jung Jaime Miguel Weber (CAPA) A publicação deste Manual foi possível graças ao apoio de: HIVOS, Fundo Biodiversidade /Holanda; Sociedade Sueca pela Conservação da Natureza. 2

3 Índice 1. Introdução 2. A problemática da agricultura convencional 3. O conceito de pragas 4. As causas da aparição de pragas 5. Os inseticidas como uma solução 5.1 Organoclorados 5.2 Organofosforados 5.3 Carbamatos 5.4 Piretroides 6. O conceito de Manejo Integrado de Pragas (MIP) 7. Medidas para a proteção natural dos cultivos contra pragas e doenças 7.1 Cultivos mistos e diversificação 7.2 Rotação de cultivos 7.3 Ritmo natural dos insetos 7.4 Preparação do solo 7.5 Cercas vivas 7.6 Armadilhas 7.7 Organismos benéficos Os diferentes tipos de organismos e seus efeitos Métodos de utilização 7.8 Extratos de plantas O Nim (Azadirachta indica A. Juss), Fam. Meleaceae A Violeta (Melia azedarach), Fam. Meliaceae O Alho (Allium sativum), Fam. Liliaceae A Pimenta Picante (Capsicum frutescens), Fam. Solanaceae O Papaia (Carica papaya), Fam. Caricaceae O Guanabano (Annona muricata), o Mamão (Annona reticulata), Fam. Anonaceae O Fumo (Nicotiana tabacum), Fam. Solanaceae O Piretro. (Chrysanthemum cinerariefolium), Fam. Asteraceae Outros inseticidas botânicos Outros extratos 8. Reflexões finais Anexos Literatura consultada Tabelas 3

4 4

5 1. Introdução A agricultura moderna, com a implementação de monocultivos em grande escala, tem provocado vários problemas no que se refere às doenças e pragas resistentes e especializadas nas plantas cultivadas. A utilização excessiva de praguicidas de origem química e sem prévia assistência técnica, em lugar de resolverem o problema, tem produzido fortes danos à produtividade da agricultura, ao ser humano e à natureza. Atualmente, muitas instituições estão em busca de alternativas menos prejudiciais, aproveitando as defesas naturais dos organismos e reorganizando completamente as técnicas de cultivo tradicionais. 2. A problemática da agricultura convencional O crescimento da população mundial e, por conseqüência, o aumento da necessidade alimentícia, causaram há aproximadamente 30 anos o início da revolução verde, que tinha como única prioridade o aumento da quantidade de alimentos a qualquer custo. Desde então, realmente tem sido possível ver no mundo uma mudança extraordinária na tecnologia agropecuária e, sem dúvida, um aumento na produção. Mas ao mesmo tempo também começaram a aparecer efeitos negativos que não haviam sido calculados. Para poder aumentar a produção, havia que aumentar notavelmente a aplicação de insumos agrícolas. Como as plantas se alimentam dos nutrientes do solo e avançam em seu crescimento segundo a disponibilidade destes nutrientes no lugar, se começou a utilizar fertilizantes sintéticos em grandes quantidades. Além de uma maior produção, o uso destes fertilizantes tem várias desvantagens fortes. Os nutrientes aplicados desta maneira praticamente não realizam nenhum tipo de intercâmbio com o solo e uma grande parte deles se perde por erosão no solo e por livre liberação, o que pode causar um efeito muito negativo para a água e por conseqüência para os arroios e rios. A concentração inadequada de certos nutrientes na água causa um crescimento anormal das plantas e animais e um uso exagerado de oxigênio, causando um colapso neste ecossistema. Por outro lado, o aumento da produção agrícola e especialmente a produção em monoculturas, tem criado um aumento extraordinário de insetos, pragas e doenças especializados exatamente neste cultivo. Na natureza não existem pragas. Fala-se de praga quando um animal, uma planta ou um microorganismo, aumenta sua densidade a níveis anormais y afeta direta ou indiretamente à espécie humana, seja porque virá a prejudicar sua saúde, sua comodidade, prejudique as construções ou os prédios agrícolas, florestais ou currais, dos quais o ser humano obtém alimentos, forragens, têxteis, madeira, etc. Ou seja, nenhum organismo é praga per se. O conceito de plaga é artificial. Um animal se converte em praga quando sua densidade aumenta de tal maneira, que causa uma perda econômica ao ser humano. A multidão de problemas fitos sanitários se combate há muito tempo com inseticidas químicos. Muito mais ainda na agricultura convencional, onde são considerados 5

6 Tabela 3: Fatores que determinam a toxicidade dos pesticidas. Fatores que intervêm durante Tipo de Contato o contato com o pesticida Condições climáticas Contato com a pele Tipo e condições de cultivo Tipo de pesticidas Concentração aplicada Formulação Ingredientes inertes Contato por deglutição (oral) Método de aplicação Condições da equipe Duração da aplicação Direção do vento Contacto por aspiração Atenção durante o trabalho Entre outros fatores Fonte: Schwab, A. (adaptado) (1989). Efeitos Sintomas diretos: Enjôo, vômito, contrações espasmódicas, coma. Sintomas crônicos: Prejuízos ao fígado e aos rins, esterilidade, mudança de hemograma, tumores, reações alérgicas, mudanças dermatológicas, entre outros. como a única solução para referidos problemas, causando efeitos imediatos para reduzir expressivamente a população de insetos, de maneira efetiva e no momento oportuno. Mas este uso discriminado de químicos na proteção dos cultivos tem causado graves problemas à saúde humana e ao meio ambiente. Também não pôde eliminar ou reduzir as pragas e doenças que têm atacado as plantações. A situação é ainda pior. A aplicação permanente de substâncias químicas tem feito com que os insetos e outros organismos se mostrassem resistentes a estas substâncias, significando que já não surtem nenhum efeito, e que requerem una dose cada vez maior. Se no ano de 1938 existiam somente 7 espécies de insetos resistentes aos 5 grupos de inseticidas más importantes (DDT, Aldrim, Dieldrim, Endrim, Heptacloro, Organo-fosforados, Carbamatos, Piretrinas), hoje em dia praticamente não existem organismos daninhos de importância econômica que não tenham desenvolvido resistência, no mínimo, contra uma dessas substâncias ativas. Estes efeitos têm aumentado de uma maneira extraordinária os custos de produção, com resultados muitos negativos no que se refere à competitividade no mercado mundial, tanto no preço, como na qualidade do produto. Existem diferentes classes de pesticidas (Tabelas 1 e 2 no anexo). Entre eles, de uma 6 maneira geral, os inseticidas são os mais tóxicos para o ser humano. Mas os pesticidas com menos toxicidade aguda também correm o risco de permanecer por longo tempo na cadeia alimentícia, chegando de maneira concentrada ao ser humano, como por exemplo, os organoclorados. Outros são sumariamente cancerígenos ou causam mutações e reações alérgicas. A toxicidade dos pesticidas para o aplicador depende da forma de contato e das condições físicas do homem (Tabela 3). Como especialmente ocorre na região tropical, onde os aplicadores não usam roupa de proteção e muitas vezes não conseguem ler as instruções e indicações, as intoxicações são muito freqüentes e muitos casos terminam com a morte (Tabela 4). Tabela 4: Estimativa das intoxicações por pesticidas ao ano em nível mundial Intoxicações Mortes Fontes 500,000 5,000 WHO ,640 Coppelstone ,000 13,800 Bull ,000 Sim 1983 milhões 1.5 milhões 28,000 Levine 1986

7 Na Região Tropical: Aplicou-se 15 % dos pesticidas em nível mundial! Registrou-se 50 % das intoxicações por pesticidas! Registrou-se 75 % dos casos de morte por pesticidas! Algumas investigações têm mostrado que 50% das intoxicações e 75% dos casos de morte por pesticidas acontecem em países da região tropical, apesar de que ali sejam aplicados somente 15% dos pesticidas utilizados a nível mundial. A OMS tem classificado os praguicidas segundo a sua toxicidade aguda, para advertir aos agricultores sobre o grau de periculosidade: Categorias Toxicológicas OMS (Organização Mundial da Saúde)! Contaminação do ar (organofosforados).! Contaminação do solo (organoclorados).! Contaminação da água (organoclorados e organofosforados).! Formação de resistências contra os pesticidas.! Eliminação dos inimigos naturais (produtos não seletivos).! Redução da população de abelhas.! Envenenamento de aves e peixes.! Redução da biodiversidade, entre outros. Até há muito pouco tempo atrás, muita gente pensava que os países em vias de desenvolvimento não tinham os fundos necessários para manterem seus recursos naturais, ou melhor, seus sistemas ecológicos intactos. A prioridade tem sido a produção de alimentos para uma população cada dia maior. Isto tem significado uma luta da tecnologia contra a natureza. Categoria toxicológica Ia Extremam ente perigoso Ib Altamente perigoso II Moderada mente perigoso II I Ligeirame n-te perigoso DL50 para o rato (mg/kg de peso do corpo Oral Dérmica Sólidos Líqui Sóli- Líqui a -dos a dos a -dos a 5 ou 20 ou 10 ou 40 ou meno meno meno meno s s s s >5-50 >20- >10- >40- > > > 500 > > > > > 4000 b Conhecendo com o tempo os efeitos negativos desta forma de agricultura, pouco a pouco está sendo mudado o conceito da produção agrícola outra vez. O consumidor tem pedido produtos sadios, o agricultor pede mais segurança e o ecologista demanda a proteção do meio ambiente. Agora sabemos que somente a integração com as condições naturais permitirá uma produção estável, ecologicamente sadia, economicamente rentável e permanente. Os conceitos da agricultura orgânica asseguram esta estabilidade da produção agrícola, sem causar danos irreparáveis aos seres humanos, ao meio ambiente e sem usar muitos recursos econômicos. Nota: Esta tabela não mostra o efeito crônico Os pesticidas chegam de duas diferentes formas ao consumidor: com os resíduos nas hortaliças, ou através da cadeia alimentícia, concentrando-se e causando danos irreparáveis e permanentes à saúde humana (Tabela 5 no anexo). O impacto sobre o meio ambiente depende do tipo de fertilizante e pesticida. Os danos mais comuns são os seguintes: 7 3. O conceito de pragas Na natureza, como resultado de múltiplas pressões seletivas ocorridas no curso de milhões e milhões de anos, os organismos têm desenvolvido mecanismos de sobrevivência e reprodução que explicam sua existência atual. Mas, além de sua presença, advertimos que existe certo equilíbrio nas quantidades de plantas, animais e microorganismos. Ou seja, a ação combinada

8 de múltiplos fatores abióticos e bióticos, explica que os organismos mostrem uma abundância que, mesmo sendo variável, ela se mantém mais ou menos constante em torno de um valor médio típico. Assim, cada espécie em cada localidade exibe certa abundância característica ou típica; segundo a magnitude desse valor, uma espécie será pouco ou muito abundante. Pode-se afirmar que, na natureza, por causa do efeito recíproco de alguns organismos sobre outros, sob certas condições ambientais, estes muito raramente incrementam suas densidades, muito além de suas populações médias e, quando o fazem, com o tempo a situação retorna ao seu estado normal. Em outras palavras, na natureza não existem pragas. Chama-se de praga quando um animal, uma planta ou um microorganismo aumenta sua densidade a níveis anormais e como conseqüência disso, afeta direta ou indiretamente à espécie humana, seja porque prejudica a sua saúde, sua comodidade, prejudique as construções ou os prédios agrícolas, florestais ou destinados ao gado, dos quais o ser humano obtém alimentos, forragens, têxteis, madeira, etc. Ou seja, nenhum organismo é praga per se. Ainda que alguns sejam em potencial mais daninhos que outros, nenhum é intrinsecamente mau. O conceito de praga é artificial. Um animal se transforma em praga quando aumenta sua densidade de tal maneira, que passa a causar uma perda econômica al ser humano. Pragas-Chave São pragas que aparecem de forma permanente em grandes populações, são persistentes e muitas vezes não podem ser dominadas pelas práticas de controle; se não são aplicadas medidas de controle, podem causar severos danos econômicos. Somente poucas espécies adquirem esta categoria entre as plantações, geralmente porque não possuem inimigos naturais eficientes. Nesta categoria de pragas se baseiam as estratégias de controle nas plantações. As pragas-chave mais importantes na região tropical são as Moscas Brancas, os pulgões e as larvas de lepidópteros, entre outros, em vários cultivos. Pragas ocasionais São espécies cujas populações se apresentam em quantidades prejudiciais somente em certas épocas, enquanto que em outros períodos perdem importância econômica. O incremento populacional de uma maneira geral está relacionado com as mudanças climáticas ou com os desequilíbrios causados pelo homem. Pragas potenciais É preciso entender que, a grande maioria das espécies que aparece dentro de uma plantação, tem populações baixas, sem afetar a quantidade e a qualidade das colheitas. Mas se, por alguma circunstância, desaparecessem os fatores de controle natural, estas pragas potenciais poderiam passar às categorias anteriores. Por exemplo: a aplicação exagerada de inseticidas, que também mata os benéficos, e as monoculturas, entre outras atividades, pode causar esta mudança. Pragas migratórias São espécies de insetos não residentes nos campos cultivados, mas que podem chegar a eles periodicamente, devido a seus hábitos migratórios, causando severos danos. Podemos citar como exemplo as migrações de lagostas. A classificação de pragas pode sofrer algumas variações de apreciação, dependendo do sistema de produção agrícola. Aqui podemos citar como exemplo a agricultura de baixos insumos externos e a agricultura ecológica; nesta última, a dinâmica das pragas está condicionada pela biodiversidade gerada pelas características do sistema. Em um sistema conduzido dentro dos parâmetros da agricultura ecológica, as 8

9 pragas-chave reduzirão sua ação nociva, uma vez que se evita contar com somente uma espécie de planta, o que provocaria um incremento maior de sua população. Isto dependerá do tipo de cultivo, as dimensões da área de cultivo, as características do desenvolvimento da praga, as condições ambientais, etc., de tal maneira que a diminuição da colheita pela ação de uma praga-chave pode depender muito destes e outros fatores. A grande quantidade de problemas fitossanitários é combatida há muito tempo com inseticidas químicos. Muito mais ainda na agricultura moderna, onde são tratados como a única solução para referidos problemas, causando efeitos imediatos para reduzir expressivamente as populações de insetos de maneira efetiva e no momento oportuno. Mas, como resultado, vem provocando uma situação mais grave ainda. Especialmente na região tropical, se apresentam grandes problemas de intoxicações de agricultores y operários, efeitos residuais nos produtos agrícolas, contaminações de solo, água e ar, pragas resistentes contra praticamente todos os inseticidas disponíveis no mercado e como conseqüência de tudo isto, a destruição dos sistemas ecológicos. Nos sistemas agrícolas tradicionais, os métodos de proteção vegetal são basicamente preventivos, influenciando de maneira negativa as condições ambientais para as pragas e de maneira positiva para os insetos benéficos. Os sistemas ecológicos, além disso, são associações entre plantas, animais, microorganismos e os componentes abióticos. Cada ser vivente tem seu hábitat e sua convivência com outros seres vivos. Esta relação tem se desenvolvido durante um longo processo de adaptação e seleção. As regiões dedicadas à agricultura devem ser tratadas como sistemas ecológicos. Isto significa que é preciso adaptá-las às condiciones locais e levar em conta as leis ecológicas, para o desenvolvimento agropecuário. 4. As Causas do Surgimento das Pragas. É necessário analisar quais são os fatores que diferenciam os ecossistemas naturais dos ecossistemas artificiais (cultivos agrícolas, plantações florestais, fazendas de gado), para então tentar entender as causas do surgimento das pragas. Alguns destes fatores serão mostrados a seguir: Para suprir as suas necessidades alimentícias, de vestuário e de moradia, o ser humano tem transformado áreas de vegetação natural, de grande complexidade estrutural, em áreas uniformes de cultivos que, em certos casos, podem chegar a centenas de hectares plantados com um só tipo de cultivo. Na monocultura se apresenta uma superabundância de alimento, muito concentrado fisicamente - enquanto que, na natureza, o alimento é mais escasso e está mais espalhado-; essa disponibilidade do recurso permite que um organismo herbívoro ou inclusive patogênico possa alcançar níveis epidêmicos, de praga. Em conexão com a simplificação dos ecossistemas naturais, tem-se eliminado a vegetação silvestre que, segundo tem sido documentado em alguns casos, serve como fonte de alimento ou refúgio aos inimigos naturais (parasitas e predadores) das pragas, pelo que a densidade destes diminui e, de maneira concomitante, aumenta a densidade da praga. Certos cultivos exóticos, ao serem introduzidos em uma nova região, podem ser atacados por organismos que nunca haviam estado em contato com eles, e que se alimentam de plantas silvestres. Esta mudança de preferência, acrescentada à plantação extensiva do novo cultivo, favorece a conversão em praga de um organismo previamente inofensivo. Na natureza, e inclusive nas plantações, há alguns organismos que atacam aos outros e são denominados inimigos naturais. Estes podem ser classificados como predadores, parasitas ou 9

10 patogênicos, e mantêm certos insetos em baixas densidades (chamados pragas secundárias) que, se não existirem aqueles, alcançariam o status de praga primária. Na verdade, quando usamos exageradamente os praguicidas para combater uma praga primária, essas substâncias dizimam ou eliminam os inimigos naturais das pragas secundárias, motivo pelo qual estas podem alcançar densidades anormais e se converterem em pragas primárias. Assim, os praguicidas estarão, na verdade, fomentando a aparição de pragas. O ingresso acidental de um organismo em uma nova região ou país e o súbito incremento de suas densidades, criam um problema de praga que antes era inexistente. Com relação aos insetos, a aparição destas pragas exóticas, que muitas vezes não alcançam o status de praga no seu país de origem, se explica pelo ingresso dos inimigos naturais dessa praga, que conseguem mantê-la a baixas densidades naquele país. Certos gostos ou hábitos dos consumidores, ou pautas fixadas para a exportação de produtos agrícolas, fazem com que não se aceitem no mercado produtos com pequenos danos que não impediriam seu consumo, ou com dano aparente, puramente superficial. Ou seja, esses gostos, hábitos ou pautas convertem um dano aparente em um dano real, e ao organismo causador, de inofensivo em nocivo. 5. Os inseticidas como uma solução A maioria dos problemas fitossanitários é combatida desde séculos com inseticidas químicos. Muito mais ainda na agricultura moderna, são tratados como a única solução para referidos problemas, causando efeitos imediatos para reduzir expressivamente as populações de insetos de maneira efetiva e no momento oportuno. Os inseticidas químicos pódem ser divididos em quatro grandes grupos. 5.1 Organoclorados Este grupo de inseticidas se caracteriza por: Apresentarem em sua molécula átomos de carbono, hidrogênio, cloro e ocasionalmente oxigênio. Conterem anéis cíclicos ou heterocíclicos de carbono. Serem apolares e lipofílicos. Terem pouca reatividade química. Os compostos organoclorados são altamente estáveis, característica que os torna valiosos por sua ação residual contra insetos e por sua vez perigosa, devido ao seu prolongado armazenamento na gordura dos mamíferos. Dentro deste grupo de inseticidas encontramse compostos tão importantes como o DDT, BHC, clordano e dieldrim. Estes compostos provocaram uma revolução no combate aos insetos, por seu amplo intervalo ou espectro de ação e seu baixo custo; tem sido usado de maneira intensiva para controlar pragas agrícolas e tem importância médica. Possuem baixa toxicidade para mamíferos e outras espécies de sangue quente e seus resíduos são de grande persistência no ambiente; além disso, devido ao seu alto grau de lipo-solubilidade, se acumulam nos tecidos adiposos de muitos organismos através do processo de biomagnificação na cadeia trófica. Por estes problemas mencionados, hoje em dia a comunidade internacional está tentando proibir sua produção, sua comercialização e seu uso através do Convênio de Estocolmo sobre Contaminadores Orgânicos Persistentes. 5.2 Organofosforados O desenvolvimento destes inseticidas data da Segunda Guerra Mundial, quando os técnicos alemães encarregados do estudo de materiais que poderiam ser empregados na guerra química, descobriram e sintetizaram uma grande quantidade de compostos orgânicos do fósforo. Posteriormente, os trabalhos feitos pelo químico Gerhard Schrader no campo da agricultura, permitiram comprovar que muitos dos compostos orgânicos do 10

11 fósforo apresentavam toxicidade elevada contra insetos prejudiciais. A maioria dos organofosforados atua como inseticida de contato, fumegantes e de ação estomacal, mas também se encontram materiais sistêmicos, que quando aplicados no solo e nas plantas são absorvidos por folhas, talos, cortiça e raízes, circulam na seiva, tornando-a tóxica para os insetos que se alimentam ao sugá-la. Os primeiros compostos organofosforados utilizados como inseticidas pertencem ao tipo de ésteres sensíveis do ácido fosfórico, tais como o TEPP e outros, aos que se acrescentou depois o paration Tiofosfato, que apesar de ser antigo, segue sendo de uso comum em todo o mundo. Características básicas dos Organofosforados São mais tóxicos para vertebrados que os compostos organoclorados. Não são persistentes no meio ambiente, principal causa que motivou a substituição do uso dos organoclorados pelos organofosforados. 5.3 Carbamatos Nos anos 60, apareceu um terceiro grupo de inseticidas, conhecidos como carbamatos. Os carbamatos apresentam uma persistência e toxicidade intermediária entre os organoclorados e os organofosforados, têm usos variados, principalmente como inseticidas, herbicidas e fungicidas. O carbaril é o carbamato mais conhecido e utilizado no controle de larvas e outros insetos que se alimentam da folhagem. O fato de que estes derivados tenham sido desenvolvidos mais recentemente que os organofosforados, faz com que seu comportamento, de uma maneira geral (ação, seletividade, metabolismo, etc.), não tenha alcançado o desenvolvimento que se tem obtido com os inseticidas organofosforados. Os carbamatos atuam da mesma forma que os organofosforados, inibindo a Acetilcolinesterasa nas sinapses nervosas. O problema em geral que apresentam estes inseticidas, é a sua alta toxicidade aguda, portanto, são muito perigosos para o usuário direto, o agricultor. 5.4 Piretróides A partir dos anos 80, o grupo dos piretróides tem recebido muita atenção devido a sua baixa toxicidade para os mamíferos, quase nula acumulação no meio ambiente e grande utilidade como alternativa no combate de pragas agrícolas. Infelizmente, apesar de que somente haja sido autorizado um número reduzido de piretróides, já foram registrados casos de resistência no campo e no laboratório. Este grupo de compostos tem sido sintetizado ao usar como base a estrutura química das piretrinas naturais, com as quais se compartilha algumas características toxicológicas. O piretro é um inseticida de contato, obtido das flores Chrysantemun cinerariaefolium (Compositae) que tem sido usado como inseticida desde o ano 400 a.c., na região que hoje em dia é o Irã. Era conhecido como pó da Pérsia e se presume que foi empregado para combater piolhos humanos. Atualmente, se sabe que as variedades que crescem nos planaltos do Quênia produzem as proporções mais altas de ingredientes ativos; comercialmente, são cultivadas no Cáucaso, Irã, Japão, Equador e Nova Guiné. O piretro deve sua importância a sua imediata ação (uns quantos segundos) sobre insetos voadores, acrescido a sua baixa toxicidade para animais de sangue quente, devido ao seu rápido metabolismo de produtos não tóxicos. Deste modo, a diferença do DDT, o piretro não é persistente, pois repele alguns insetos e seus resíduos são de vida curta. Estas características evitaram a exposição prolongada dos insetos ao piretro, o qual contribuiu ao escasso número de casos de resistência ao produto, apesar de ter sido empregado por muito tempo. O piretro é usado para combater pragas em alimentos armazenados, contra insetos 11

12 caseiros e de cultivos industriais, dirigido a larvas já adultas de lepidópteros e de outros insetos fitófagos de vida livre, sempre e quando parte de seu ciclo biológico possa estar exposto à ação do contato do tóxico. O piretro é obtido a partir das flores secas de crisântemo; é extraído com querosene e dicloruro de etileno e se condensa por destilação ao vazio. São vários os fatores ambientais que degradam as piretrinas, entre eles, luz e calor. Sua baixa estabilidade impede que sejam efetivas contra pragas em condições de campo. Devido à instabilidade das piretrinas, em meio e ao desenvolvimento de outros produtos inseticidas, na década dos anos 40 se relegou o estudo das piretrinas. Ainda assim, em 1945 foi sintetizada a retrolona, a partir da piretrina I; este foi o primeiro piretróide sintético. Na atualidade, os piretróides sintéticos têm perdido quase que completamente a piretrina natural. O problema mais grave da sua utilização é o rápido desenvolvimento de resistências em algumas pragas. 6. O conceito do Manejo Integrado de Pragas (MIP) Os resultados negativos do uso exagerado dos pesticidas têm causado reações também no mundo da agricultura convencional. Tanto os serviços de extensão agrícola, como os fabricantes de insumos agroquímico e os organismos internacionais, têm procurado uma solução para os perigos graves que os químicos podem causar ao meio ambiente e à vida humana. Um compromisso que tem sido aceito todas as partes é o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Segundo a definição da FAO, O Manejo Integrado de Pragas é uma metodologia que emprega todos os procedimentos aceitáveis desde o ponto de vista econômico, ecológico e toxicológico, para manter as populações de organismos nocivos abaixo dos níveis economicamente aceitáveis, aproveitando, da melhor forma possível, os fatores naturais que limitam a propagação de referidos organismos. De acordo com esta definição, o objetivo do manejo integrado de pragas é minimizar o uso de produtos químicos e dar prioridade a medidas biológicas, biotécnicas e de fito-melhoramento, assim como às técnicas de cultivo. Se aplicássemos desta maneira, estaríamos na metade do caminho para um manejo ecológico de pragas. Mas, apesar de que o meio ambiente e as medidas ecológicas já desempenhem um papel importante nesta estratégia, a economia, sem dúvida, tem prioridade. Ainda assim, muitas das características do MIP também são importantes para o Manejo Ecológico de Pragas (MEP). Portanto, vale mencioná-las aqui: Características básicas do MIP: O controle se baseia em conhecimentos sobre os organismos nocivos e benéficos. A meta é estabelecer as populações de organismos daninhos a baixo nível de densidade, e não eliminá-los. A combinação de várias medidas de controle. A inclusão do ecossistema na estratégia do controle para conseguir manejar. A aplicação de rígidas regras de rentabilidade. Ou seja, que somente sejam implementadas medidas de controle quando o prejuízo esperado seja maior que os custos de referida medida. Isto nos leva ao conceito do parâmetro de intervenção. Realização das aplicações das medidas ao seu devido tempo; com isto se renuncia ao calendário de aplicações, por ser este um método que induz a um emprego excessivo e indiscriminado de praguicidas. O conceito dos parâmetros O parâmetro econômico indica o grau de infestação por uma praga, no qual os custos de uma medida de controle são equivalentes 12

13 ao valor monetário da perda de colheita que essa medida evita. O parâmetro de intervenção indica o grau de infestação no qual se deve implementar uma medida de controle, para evitar que a população de organismos nocivos supere o parâmetro econômico. Para a tomada de decisões com fundamento econômico no manejo integrado de pragas é relevante o parâmetro de intervenção. Para determinar com exatidão o parâmetro de intervenção é necessário conhecer os seguintes parâmetros: A relação entre população de organismos nocivos e a perda de lucros, isto é, a relação infestação - perda. Os lucros obtidos, se não intervêm na influência da população de organismos nocivos, isto é, os lucros potenciais. O preço do produto da colheita, expressando como preço desde a exploração agrícola. Os custos de uma medida de controle. A eficácia de uma medida de controle. Disto se deduz que o parâmetro de intervenção é um fator variável e na prática é difícil determiná-lo com exatidão. Além disso, é necessário um sistema permanente de vigilância do cultivo. Os instrumentos do manejo integrado de pragas Os instrumentos mais importantes do manejo integrado de pragas podem ser classificados em quatro grupos principais: As técnicas de cultivo e medidas de fitomelhoramento. As medidas de controle mecânicas e físicas. As medidas biológicas e biotécnicas de proteção vegetal. As medidas químicas É óbvio que os três primeiros pontos também são a base para o manejo ecológico de pragas. Por tanto, para explicar as diferentes medidas, teremos que passar ao capítulo da proteção natural das plantações. O mais importante neste capítulo é não esquecermos dos parâmetros de intervenção. Também na agricultura orgânica, o agricultor tem que trabalhar com um conceito econômico. Se ele aplicar um produto biológico segundo um calendário, mas sem necessidade, possivelmente não causará efeitos negativos ao meio ambiente ou ao ser humano, mas estará perdendo dinheiro. Uma agricultura orgânica sem rentabilidade não existirá durante muito tempo. 7. Medidas para a proteção natural das plantações Que medidas existem para proteger as plantações orgânicas contra animais e doenças que podem reduzir notavelmente a rentabilidade da produção também na produção orgânica? Manejo Agro-ecológico de Pragas (MAP) Controles culturais Controle manual de insetos. Eliminação de plantas ou frutas doentes. Descanso da terra. Variedades resistentes. Rotação e associação de cultivos. Manejo da densidade e das datas de semeadura. Manejo do risco para combate de ervas daninhas. Cercas-vivas para criar refúgios para os inimigos naturais. Armadilhas. Caldos minerais. Controle biológico Conservação ou fomento dos inimigos naturais das pragas. Aumento de organismos benéficos. Introdução de inimigos naturais contra pragas exóticas. Controle com plantas inseticidas Uso de pós, extratos, óleos de plantas com propriedades inseticidas, reguladores de crescimento, repelentes ou que alterem o comportamento das pragas. Fonte: Bejarano G., F. (2002) 13

Tipos de Sistema de Produção

Tipos de Sistema de Produção Tipos de Sistema de Produção Os sistemas de cultura dominantes conjunto de plantas cultivadas, forma como estas se associam e técnicas utilizadas no seu cultivo apresentam grandes contrastes entre o Norte

Leia mais

1. Manejo da Horta e Prevenção de Pragas

1. Manejo da Horta e Prevenção de Pragas 1. Manejo da Horta e Prevenção de Pragas Em agricultura orgânica sempre se busca o equilíbrio ecológico e a prevenção de problemas que afetam a saúde das plantas. Através do uso de algumas técnicas simples

Leia mais

Exercício de Biologia - 3ª série

Exercício de Biologia - 3ª série Exercício de Biologia - 3ª série 1- A poluição atmosférica de Cubatão continua provocando efeitos negativos na vegetação da Serra do Mar, mesmo após a instalação de filtros nas indústrias na década de

Leia mais

Controle Microbiano de Fernanda Goes Mendes Marina Chamon Abreu Seminário de Microbiologia do Solo 2014/1 O controle de na agricultura é um fator limitante e resulta no aumento do custo de produção; O

Leia mais

Principais pragas das hortaliças e perspectivas de controle biológico. Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisador Científico APTA/SAA - SP

Principais pragas das hortaliças e perspectivas de controle biológico. Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisador Científico APTA/SAA - SP Principais pragas das hortaliças e perspectivas de controle biológico Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes Pesquisador Científico APTA/SAA - SP Plantas cultivadas em sistema de aquaponia Alface Cebolinha

Leia mais

Manejo Integrado de Pragas de Grandes Culturas

Manejo Integrado de Pragas de Grandes Culturas Manejo Integrado de Pragas de Grandes Culturas Marcelo C. Picanço Prof. de Entomologia Universidade Federal de Viçosa Telefone: (31)38994009 E-mail: picanco@ufv.br Situação do Controle de Pragas de Grandes

Leia mais

A lagarta acabou com o meu feijão!

A lagarta acabou com o meu feijão! A lagarta acabou com o meu feijão! A UU L AL A Os brasileiros gostam muito de um bom prato de arroz e feijão. Quando vamos ao supermercado e compramos um pacote de feijão pronto para ser cozido, não imaginamos

Leia mais

Manejo de pragas. Engª. Agrª. MSc. Caroline Pinheiro Reyes

Manejo de pragas. Engª. Agrª. MSc. Caroline Pinheiro Reyes Manejo de pragas Engª. Agrª. MSc. Caroline Pinheiro Reyes O que é uma praga? *Inseto que cause danos diretos (ex. lagarta que se alimente das folhas de couve) O que é uma praga? * Inseto que cause danos

Leia mais

CONTROLE BIOLÓGICO NA TEORIA E NA PRÁTICA: A REALIDADE DOS PEQUENOS AGRICULTORES DA REGIÃO DE CASCAVEL-PR

CONTROLE BIOLÓGICO NA TEORIA E NA PRÁTICA: A REALIDADE DOS PEQUENOS AGRICULTORES DA REGIÃO DE CASCAVEL-PR CONTROLE BIOLÓGICO NA TEORIA E NA PRÁTICA: A REALIDADE DOS PEQUENOS AGRICULTORES DA REGIÃO DE CASCAVEL-PR 1 DELAI, Lucas da Silva; 1 ALVES Victor Michelon; 1 GREJIANIN, Gustavo; 1 PIRANHA, Michelle Marques

Leia mais

Uso de agrotóxicos, seus efeitos para a saúde e o ambiente e o uso de outras alternativas

Uso de agrotóxicos, seus efeitos para a saúde e o ambiente e o uso de outras alternativas Uso de agrotóxicos, seus efeitos para a saúde e o ambiente e o uso de outras alternativas Maria Irani Fernandes Moreira 1 e José Robério de Sousa Almeida 2 1 Aluna da Faculdade de Filosofia Dom Aureliano

Leia mais

Específicas. I. Harmônicas. II. Desarmônicas. I. Harmônicas 1) SOCIEDADE. Estas relações podem ser

Específicas. I. Harmônicas. II. Desarmônicas. I. Harmônicas 1) SOCIEDADE. Estas relações podem ser Relações Ecológicas Os seres vivos mantém constantes relações entre si, exercendo influências recíprocas em suas populações. INTRA ou INTERESPECÍFICAS Estas relações podem ser HARMÔNICAS OU DESARMÔNICAS

Leia mais

Manejo Integrado de Pragas

Manejo Integrado de Pragas Universidade Federal de Viçosa Departamento de Biologia Animal BAN 160 Entomologia Geral Manejo Integrado de Pragas Prof. Eliseu José G. Pereira eliseu.pereira@ufv.br O que é? Exemplos Organismo Praga

Leia mais

Agroecologia. Agroecossistema

Agroecologia. Agroecossistema Agroecologia Ciência integradora dos princípios agronômicos, ecológicos e sócio-econômicos na compreensão da natureza e funcionamento dos agroecossistemas. Agroecossistema Unidade de estudo da Agroecologia,

Leia mais

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica

BIOVESTIBA.NET BIOLOGIA VIRTUAL Profº Fernando Teixeira UFRGS. ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica UFRGS ECOLOGIA Conceitos e Sucessão Ecológica 1. (Ufrgs 2014) Considere as seguintes afirmações sobre conceitos utilizados em ecologia. I. Nicho ecológico é a posição biológica ou funcional que um ecossistema

Leia mais

INTOXICAÇÃO EXOGÉNA POR AGROTÓXICOS

INTOXICAÇÃO EXOGÉNA POR AGROTÓXICOS INTOXICAÇÃO EXOGÉNA POR AGROTÓXICOS CEREST ESTADUAL Enfª do Trabalho: Thaysa Zago CLASSIFICAÇÃO Inseticidas ou praguicidas: combatem insetos; Fungicidas: atingem os fungos; Herbicidas: matam as plantas

Leia mais

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa:

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: NOSSO PLANETA O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: Interações entre atmosfera, terra sólida, oceanos e a biosfera resultaram no desenvolvimento de uma grande e complexa variedade

Leia mais

Mentira: O homem não precisa plantar transgênicos Mentira: As plantas transgênicas não trarão benefícios a sociedade

Mentira: O homem não precisa plantar transgênicos Mentira: As plantas transgênicas não trarão benefícios a sociedade Como toda nova ciência ou tecnologia, ela gera dúvidas e receios de mudanças. Isto acontece desde os tempos em que Galileo afirmou que era a Terra que girava em torno do Sol ou quando Oswaldo Cruz iniciou

Leia mais

PROJETO MANEJO SUSTENTÁVEL DE VÁRZEAS GEF-PNUMA-OTCA RELATÓRIO

PROJETO MANEJO SUSTENTÁVEL DE VÁRZEAS GEF-PNUMA-OTCA RELATÓRIO PROJETO MANEJO SUSTENTÁVEL DE VÁRZEAS GEF-PNUMA-OTCA RELATÓRIO CONSULTORIA: OFICINAS DE BASE AGROECOLÓGICA NAS COMUNIDADES DE URUCURITUBA E TAPARÁ GRANDE, Município de Santarém, Pará, Brasil. CONSULTOR:

Leia mais

Carlos Massaru Watanabe/ Marcos Gennaro Engenheiros Agrônomos

Carlos Massaru Watanabe/ Marcos Gennaro Engenheiros Agrônomos DEDETIZAÇÃO Carlos Massaru Watanabe/ Marcos Gennaro Engenheiros Agrônomos TRATAMENTO DOMISSANITARIO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS Carlos Massaru Watanabe Engenheiro Agrônomo Pragas Interesse Agrícola Interesse

Leia mais

Mal de Chagas e os inseticidas

Mal de Chagas e os inseticidas Mal de Chagas e os inseticidas A UU L AL A Em 1909, o médico e cientista brasileiro Carlos Chagas estava pesquisando a malária, em Minas Gerais, quando foi informado da existência de um inseto que se alimentava

Leia mais

CAPÍTULO 02 A TEIA ALIMENTAR

CAPÍTULO 02 A TEIA ALIMENTAR CAPÍTULO 02 A TEIA ALIMENTAR Cadeia alimentar: é uma seqüência de seres vivos relacionando-se dentro de um ecossistema, onde um ser serve de alimento para outro ser. Exemplo: Capim capivara onça bactéria

Leia mais

Nabos do Norte CONSOCIAÇÕES ENTRE PLANTAS HORTÍCOLAS

Nabos do Norte CONSOCIAÇÕES ENTRE PLANTAS HORTÍCOLAS Nabos do Norte CONSOCIAÇÕES ENTRE PLANTAS HORTÍCOLAS Consociação favorável entre plantas hortícolas consiste em cultivar dentro do mesmo canteiro diferentes espécies de plantas (culturas) que se complementam

Leia mais

Biodiversidade, Agrobiodiversidade e Agroecologia

Biodiversidade, Agrobiodiversidade e Agroecologia Biodiversidade, Agrobiodiversidade e Agroecologia Hoje, um grande desafio para a agropecuária, principalmente em relação à inovação tecnológica, é a harmonização do setor produtivo com os princípios da

Leia mais

AGRICULTURA ORGÂNICA

AGRICULTURA ORGÂNICA Conceitos básicos Oficina do Grupo Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Pobreza Setembro 2009 O que é De modo geral, a agricultura orgânica é uma forma de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos,

Leia mais

Ecologia. 1) Níveis de organização da vida

Ecologia. 1) Níveis de organização da vida Introdução A ciência que estuda como os seres vivos se relacionam entre si e com o ambiente em que vivem e quais as conseqüências dessas relações é a Ecologia (oikos = casa e, por extensão, ambiente; logos

Leia mais

AGROTÓXICOS: INTOXICAÇÕES PROJETO REBÔJO

AGROTÓXICOS: INTOXICAÇÕES PROJETO REBÔJO ENCARNITA SALAS MARTIN * INTRODUÇÃO AGROTÓXICOS: INTOXICAÇÕES PROJETO REBÔJO Agrotóxicos, defensivos agrícolas, praguicidas, pesticidas ou biocidas, são denominações de substâncias químicas naturais ou

Leia mais

ECOLOGIA GERAL FLUXO DE ENERGIA E MATÉRIA ATRAVÉS DE ECOSSISTEMAS

ECOLOGIA GERAL FLUXO DE ENERGIA E MATÉRIA ATRAVÉS DE ECOSSISTEMAS ECOLOGIA GERAL Aula 05 Aula de hoje: FLUXO DE ENERGIA E MATÉRIA ATRAVÉS DE ECOSSISTEMAS Sabemos que todos os organismos necessitam de energia para se manterem vivos, crescerem, se reproduzirem e, no caso

Leia mais

Problemas e desafios Soluções e ações propostas

Problemas e desafios Soluções e ações propostas FÓRUM DAS OFICINAS DO GRUPO DE TRABALHO DE AGRICULTURA ORGÂNICA E AGROECOLOGIA I - Introdução/Apresentações II - Comercialização III - Produção/Pesquisa/Assistência Técnica IV - Produção Animal V - Impactos

Leia mais

BOAS PRÁTICAS. Fonte: Manual Boas Práticas Agrícolas para a Agricultura Familiar http://rlc.fao.org/es/agricultura/bpa

BOAS PRÁTICAS. Fonte: Manual Boas Práticas Agrícolas para a Agricultura Familiar http://rlc.fao.org/es/agricultura/bpa BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS Fonte: Manual Boas Práticas Agrícolas para a Agricultura Familiar http://rlc.fao.org/es/agricultura/bpa O QUE SÃO AS BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS (BPA)? Os consumidores estão cada vez

Leia mais

Conferência eletrônica O uso de águas servidas não tratadas na agricultura dos países mais pobres

Conferência eletrônica O uso de águas servidas não tratadas na agricultura dos países mais pobres Conferência eletrônica O uso de águas servidas não tratadas na agricultura dos países mais pobres Judith Kaspersma - RUAF Foto: Kranjac-Berisavljevic - dreno principal na cidade de Tamale, Gana Entre 24

Leia mais

XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL

XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL XIV SEMINÁRIO NACIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTROLE DE CUPINS EM POSTES DE MADEIRA MÉTODO BIORRACIONAL AUTORES : CLÁUDIO ANTÔNIO SODÁRIO ALEX SILVEIRA JOSE FRANCISCO RESENDE DA SILVA JURACY

Leia mais

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local;

A Vida no Solo. A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; A Vida no Solo A Vida no Solo A vegetação de um local é determinada pelo solo e o clima presentes naquele local; O solo é constituído por alguns componentes: os minerais, o húmus, o ar, a água e os seres

Leia mais

Controle Biológico. Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br. Postura no coleto. Posturas nas folhas

Controle Biológico. Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br. Postura no coleto. Posturas nas folhas Controle Biológico Postura no coleto Ivan Cruz, entomologista ivan.cruz@.embrapa.br Posturas nas folhas Proteção Ambiental: Controle Biológico Agrotóxicos Produtividade x Saúde do Trabalhador Rural Fonte:

Leia mais

Matéria e energia nos ecossistemas

Matéria e energia nos ecossistemas Aula de hoje Matéria e energia nos ecossistemas Matéria e energia nos ecossistemas A forma e funcionamento dos organismos vivos evoluiu parcialmente il em respostas às condições prevalecentes no mundo

Leia mais

BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE

BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE BIOINDICADORES E BIOMARCADORES DE AGROQUÍMICOS NO CONTEXTO DA RELAÇÃO SAÚDE-AMBIENTE Cláudio Martin Jonsson Vera Lúcia Castro Jaguariúna, outubro 2005. O modelo de agricultura utilizado atualmente visa

Leia mais

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE

BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 BIODIVERSIDADE BIODIVERSIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA FLORESTA TROPICAL 1 João Artur Silva 2 Márcio Ribeiro² Wilson Junior Weschenfelder² BIODIVERSIDADE Modelos de Diversidade A diversidade biológica varia fortemente

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE

EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE EXERCÍCIOS ON LINE 6 ANO - 1 TRIMESTRE 1- Leia o texto e responda as questões Todos os animais, independentemente do seu estilo de vida, servem como fonte de alimento para outros seres vivos. Eles estão

Leia mais

Testes de Diagnóstico

Testes de Diagnóstico INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NA FORMAÇÃO AGRÍCOLA agrinov.ajap.pt Coordenação Técnica: Associação dos Jovens Agricultores de Portugal Coordenação Científica: Miguel de Castro Neto Instituto Superior de Estatística

Leia mais

PLANTIO DE MILHO COM BRAQUIÁRIA. INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA - ILP

PLANTIO DE MILHO COM BRAQUIÁRIA. INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA - ILP PLANTIO DE MILHO COM BRAQUIÁRIA. INTEGRAÇÃO LAVOURA PECUÁRIA - ILP Autores: Eng.º Agr.º José Alberto Ávila Pires Eng.º Agr.º Wilson José Rosa Departamento Técnico da EMATER-MG Trabalho baseado em: Técnicas

Leia mais

José Roberto Postali Parra Depto. Entomologia e Acarologia USP/Esalq

José Roberto Postali Parra Depto. Entomologia e Acarologia USP/Esalq José Roberto Postali Parra Depto. Entomologia e Acarologia USP/Esalq O Brasil é líder na Agricultura Tropical, com uma tecnologia própria Área (ha) 450.000 400.000 350.000 300.000 Área usada Área agricultável

Leia mais

Legislação Federal e o Sistema de Registro de Agrotóxicos no Brasil

Legislação Federal e o Sistema de Registro de Agrotóxicos no Brasil Seminário Legislação de Agrotóxicos, Receituário Agronomico, Comercialização e Uso - Aspectos Técnicos e Legais Legislação Federal e o Sistema de Registro de Agrotóxicos no Brasil Engº Agrº Júlio Sérgio

Leia mais

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável E C O L O G I A Deriva do grego oikos, com sentido de casa e logos com sentido de estudo Portanto, trata-se do estudo do ambiente da casa Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que

Leia mais

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS

CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS CAPÍTULO VI - AVALIAÇÃO DE RISCOS, PROCESSOS DECISÓRIOS E GERENCIAMENTO DE RISCOS VI.1. Introdução A avaliação de riscos inclui um amplo espectro de disciplinas e perspectivas que vão desde as preocupações

Leia mais

Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico. Panorama e Desafios do Controle Biológico no Brasil

Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico. Panorama e Desafios do Controle Biológico no Brasil Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico Panorama e Desafios do Controle Biológico no Brasil Categorias do Controle Biológico e MIP Micro biológico Nutrição Vegetal Semio químicos Controle

Leia mais

Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana

Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana IV CONGRESSO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO LEITE Análise de risco em alimentos, com foco na área de resistência microbiana Perigo (hazard): agente biológico, químico ou físico, ou propriedade do alimento

Leia mais

BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS)

BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS) BICUDO DA CANA (SPHENOPHORUS LEVIS) 1. INTRODUÇÃO Uma outra praga que vem assumindo um certo grau de importância é conhecida como o bicudo da cana-de-açúcar de ocorrência restrita no Estado de São Paulo,

Leia mais

Rebrilhar Classic Alto Tráfego

Rebrilhar Classic Alto Tráfego 1 IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Nome comercial do Produto: Rebrilhar ClassicAltoTráfego Nome da Empresa: Rebrilhar Resinas e Vernizes Ltda. Endereço: Rua Luiz de Moraes Rego, nº. 505 Jardim do

Leia mais

Legislação ambiental 1: uso regular

Legislação ambiental 1: uso regular Os testes tribológicos foram conduzidos em um equipamento específico para este tipo de análise, porque trabalha com pequenas quantidades de materiais (peça, ferramenta e fluído de corte). Tal equipamento

Leia mais

3 - Formulário de Levantamento dos Impactos Ambientais Potenciais (IAP).

3 - Formulário de Levantamento dos Impactos Ambientais Potenciais (IAP). 1 - FICHAS AMBIENTAIS ANEXO 13 FICHAS DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL (Esta ficha deve ser aplicada para todos os subprojetos e contempla o levantamento e demanda da área ambiental, inclusive os povos tradicionais

Leia mais

Sistemas de manejo do solo

Sistemas de manejo do solo Sistemas de manejo do solo Introdução Uso e preparo do solo O arado. Evolução dos conhecimentos de uso e manejo do solo. O Ecossistema tropical Temperatura elevada e solos muito imteperizados 1 Sistemas

Leia mais

A origem e a importância dos insetos como pragas em plantas cultivadas. Prof. Dr. Bráulio Santos Eng. Agr., Entomologista bsantos@ufpr.

A origem e a importância dos insetos como pragas em plantas cultivadas. Prof. Dr. Bráulio Santos Eng. Agr., Entomologista bsantos@ufpr. A origem e a importância dos insetos como pragas em plantas cultivadas Prof. Dr. Bráulio Santos Eng. Agr., Entomologista bsantos@ufpr.br ORIGEM DA RELAÇÃO INSETO/PLANTA RECURSOS ALIMENTARES NATURAIS DA

Leia mais

DESENVOLVIMENTO INTELIGENTE

DESENVOLVIMENTO INTELIGENTE DESENVOLVIMENTO INTELIGENTE DOZE PRINCÍPIOS PARA MAXIMIZAR O ESTOQUE DE CARBONO E A PROTEÇÃO AMBIENTAL NAS FLORESTAS DA AMAZÔNIA Baseados nos estudos do Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais

Leia mais

Nome do produto: BIOAGLOPAR

Nome do produto: BIOAGLOPAR Data da última revisão: 09/02/2011 Pagina 1/5 1. Identificação do produto e da empresa Nome do produto: Bioaglopar NCM: 3905.21.00 - Código interno de identificação do produto: 1.3.2.002 - Nome da empresa:

Leia mais

CUIDADO! PERIGOSO SE INGERIDO,

CUIDADO! PERIGOSO SE INGERIDO, JohnsonDiversey SAFE BIO C 520 Remediador para Estação de Tratamento de Efluentes em geral e com a Presença de Contaminantes Tóxicos. Indicado para indústrias em geral. Descrição: Benefícios: Este produto

Leia mais

Cadeia alimentar 3º ano

Cadeia alimentar 3º ano Cadeia alimentar 3º ano O equilíbrio ecológico depende diretamente da interação, das trocas e das relações que os seres vivos estabelecem entre si e com o ambiente. Os seres respiram, vivem sobre o solo

Leia mais

C.A.F.E. Practices Versão 3.2

C.A.F.E. Practices Versão 3.2 Starbucks Coffee Company C.A.F.E. Practices Versão 3.2 Auto-Avaliação para Empresas de Apoio ao Produtor (PSO) Informações do Requerente Número de Requerente (ID): Nome da Entidade: Código da Entidada:

Leia mais

DESAFIOS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES ORGÂNICAS E BIODINÂMICAS. Eng.Agr. MSc. PEDRO JOVCHELEVICH doutorando em melhoramento de plantas FCA-UNESP

DESAFIOS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES ORGÂNICAS E BIODINÂMICAS. Eng.Agr. MSc. PEDRO JOVCHELEVICH doutorando em melhoramento de plantas FCA-UNESP DESAFIOS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES ORGÂNICAS E BIODINÂMICAS Eng.Agr. MSc. PEDRO JOVCHELEVICH doutorando em melhoramento de plantas FCA-UNESP Introdução No Brasil já existem mais de 19 mil propriedades orgânicas

Leia mais

Ideal Qualificação Profissional

Ideal Qualificação Profissional 2 0 1 1 Finalista Estadual - SP Categoria Serviços de Educação 2 0 1 2 Vencedora Estadual - SP Categoria Serviços de Educação 2 0 1 2 Finalista Nacional Categoria Serviços de Educação Apresentação O desenvolvimento

Leia mais

Designação do Produto Food Universal (Deterg./Desinf.) - Multiusos. Aplicação

Designação do Produto Food Universal (Deterg./Desinf.) - Multiusos. Aplicação PÁGINA: 1 de 5 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO Ref.ª HSEL126 Designação do Produto Food Universal (Deterg./Desinf.) - Multiusos Aplicação Detergente neutro de aplicação geral 2. COMPOSIÇÃO Informação relevante

Leia mais

Como Eu Ensino Biomas brasileiros Material de apoio

Como Eu Ensino Biomas brasileiros Material de apoio Roteiro da atividade: Jogo da Sobrevivência Como jogar 1. Cada jogador iniciará o jogo com uma população de sessenta quatis na primeira geração e, portanto, marcará na folha-região 60 indivíduos no eixo

Leia mais

VI Semana de Ciência e Tecnologia IFMG- campus Bambuí VI Jornada Científica 21 a 26 de outubro

VI Semana de Ciência e Tecnologia IFMG- campus Bambuí VI Jornada Científica 21 a 26 de outubro Potencial da Doru luteipes (Scudder, 1876) (Dermaptera: Forficulidae) no controle da Spodoptera frugiperda (J. E. Smith, 1797) (Lepidoptera: Noctuidae). Willian Sabino RODRIGUES¹; Gabriel de Castro JACQUES²;

Leia mais

ANÁLISE DAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS SUSTENTÁVEIS UTILIZADAS POR COMERCIANTES DA FEIRA DO PRODUTOR FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL-RS.

ANÁLISE DAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS SUSTENTÁVEIS UTILIZADAS POR COMERCIANTES DA FEIRA DO PRODUTOR FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL-RS. ANÁLISE DAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS SUSTENTÁVEIS UTILIZADAS POR COMERCIANTES DA FEIRA DO PRODUTOR FAMILIAR NO MUNICÍPIO DE SÃO GABRIEL-RS. Graciela Rodrigues Trindade (1) Bacharel em Gestão Ambiental formada

Leia mais

Questão 89. Questão 91. Questão 90. alternativa A. alternativa E

Questão 89. Questão 91. Questão 90. alternativa A. alternativa E Questão 89 O esquema representa o sistema digestório humano e os números indicam alguns dos seus componentes. Nível de açúcar no sangue mg/100ml 200 150 100 50 B A 0 1 2 3 4 5 Número de horas após a alimentação

Leia mais

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura Ano Internacional dos solos

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura Ano Internacional dos solos Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura Ano Internacional dos solos Hélder Muteia Representante da FAO em Portugal/CPLP FAO-PT@fao.org www.fao.org/portugal 4 de dezembro de 2015

Leia mais

Micotoxinas: exigências do mercado brasileiro

Micotoxinas: exigências do mercado brasileiro Micotoxinas: exigências do mercado brasileiro Myrna Sabino, E-mail: myrna.sabino@globo.com INTRODUÇÃO As micotoxinas são produzidas por várias espécies de fungos e são conhecidas por vários efeitos nocivos

Leia mais

3) As afirmativas a seguir referem-se ao processo de especiação (formação de novas espécies). Com relação a esse processo é INCORRETO afirmar que

3) As afirmativas a seguir referem-se ao processo de especiação (formação de novas espécies). Com relação a esse processo é INCORRETO afirmar que Exercícios Evolução - parte 2 Professora: Ana Paula Souto Nome: n o : Turma: 1) Selecione no capítulo 7 duas características de defesa de plantas. a) DESCREVA cada característica. b) Para cada característica,

Leia mais

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS Página: 1/5 1- Identificação do produto e da empresa - Nome do produto: FOSFATO DE CÁLCIO MONOBÁSICO H 2O - Código interno de identificação do produto: F1027 - Nome da empresa: Labsynth Produtos para Laboratórios

Leia mais

APÊNDICE C DIRETRIZES VOLUNTÁRIAS PARA A INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS POLÍTICAS, PROGRAMAS E PLANOS DE AÇÃO NACIONAIS E REGIONAIS DE NUTRIÇÃO

APÊNDICE C DIRETRIZES VOLUNTÁRIAS PARA A INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS POLÍTICAS, PROGRAMAS E PLANOS DE AÇÃO NACIONAIS E REGIONAIS DE NUTRIÇÃO APÊNDICE C DIRETRIZES VOLUNTÁRIAS PARA A INTEGRAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NAS POLÍTICAS, PROGRAMAS E PLANOS DE AÇÃO NACIONAIS E REGIONAIS DE NUTRIÇÃO Objetivo O objetivo das Diretrizes é apoiar os países a

Leia mais

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS CICLOS BIOGEOQUÍMICOS O fluxo de energia em um ecossistema é unidirecional e necessita de uma constante renovação de energia, que é garantida pelo Sol. Com a matéria inorgânica que participa dos ecossistemas

Leia mais

Doce lar- Repelente de formigas à base de limão tendo por excipiente polímeros derivados da celulose.

Doce lar- Repelente de formigas à base de limão tendo por excipiente polímeros derivados da celulose. Doce lar- Repelente de formigas à base de limão tendo por excipiente polímeros derivados da celulose. Daniela Narcisa Ferreira Bonsolhos 1 1. SESI- Cat Oscar Magalhães Ferreira dbonsolhos@fiemg.com.br

Leia mais

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras

MEIOS DE CULTURA DESENVOLVIMENTO OU PRODUÇÃO DE MEIOS DE CULTURA. Necessidade Bactérias Leveduras MEIOS DE CULTURA Associação equilibrada de agentes químicos (nutrientes, ph, etc.) e físicos (temperatura, viscosidade, atmosfera, etc) que permitem o cultivo de microorganismos fora de seu habitat natural.

Leia mais

Broca da madeira. Atividade de Aprendizagem 19. Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente

Broca da madeira. Atividade de Aprendizagem 19. Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente Atividade de Aprendizagem 19 Broca da madeira Eixo(s) temático(s) Vida e ambiente Tema Interações entre os seres vivos / características e diversidade dos seres vivos / manutenção da vida e integração

Leia mais

MANUTENÇÃO DE ILHAS NA FLORESTA EN KATOONARIB PAKAWAN WATAAPAN WA KATONARUN KIDA DA'A'A WA WIZI'I KATONARUBA'A.

MANUTENÇÃO DE ILHAS NA FLORESTA EN KATOONARIB PAKAWAN WATAAPAN WA KATONARUN KIDA DA'A'A WA WIZI'I KATONARUBA'A. MANUTENÇÃO DE ILHAS NA FLORESTA EN KATOONARIB PAKAWAN WATAAPAN WA KATONARUN KIDA DA'A'A WA WIZI'I KATONARUBA'A. O que são ilhas de floresta? Uma isla de floresta é semelhante a ter uma ilha no meio do

Leia mais

23/8/2011 CADEIAS ALIMENTARES CADEIA ALIMENTAR OU CADEIA TRÓFICA PRODUTORES. Ecossitemas e Saúde Ambiental ::Profª MSC. Dulce Amélia Santos 1

23/8/2011 CADEIAS ALIMENTARES CADEIA ALIMENTAR OU CADEIA TRÓFICA PRODUTORES. Ecossitemas e Saúde Ambiental ::Profª MSC. Dulce Amélia Santos 1 CADIAS ALIMNTARS ngenharia Civil Disciplina cossistemas e Saúde Ambiental Aula - Cadeias Alimentares - Fluxo De nergia Profª Msc.. Dulce Amélia Santos As espécies que vivem em um mesmo ambiente estão ligadas

Leia mais

Controle Plantas Infestantes

Controle Plantas Infestantes Controle de Plantas Infestantes ',' Domingo Haroldo R. C. Reinhardt Francisco Alissonda Silva Xavier Aristóteles Pires de Matos Getúlio Augusto Pinto da Cunha 118 Quais são os problemas provocados pelas

Leia mais

REGULAMENTO TÉCNICO PARA REGISTRO DE ANTIMICROBIANOS DE USO VETERINÁRIO

REGULAMENTO TÉCNICO PARA REGISTRO DE ANTIMICROBIANOS DE USO VETERINÁRIO MERCOSUL/GMC/RES. Nº 3/97 REGULAMENTO TÉCNICO PARA REGISTRO DE ANTIMICROBIANOS DE USO VETERINÁRIO TENDO EM VISTA: O Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto, as Resoluções Nº 11/93 e 91/93 do Grupo

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES CIÊNCIAS

CADERNO DE ATIVIDADES CIÊNCIAS COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES CIÊNCIAS Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Este trabalho deverá ser entregue IMPRETERIVELMENTE no dia da prova. Conteúdo de Recuperação

Leia mais

ATIVIDADE INTERAÇÕES DA VIDA. CAPÍTULOS 1, 2, 3 e 4

ATIVIDADE INTERAÇÕES DA VIDA. CAPÍTULOS 1, 2, 3 e 4 ATIVIDADE INTERAÇÕES DA VIDA CAPÍTULOS 1, 2, 3 e 4 Questão 1) Abaixo representa uma experiência com crisântemo, em que a planta foi iluminada, conforme mostra o esquema. Com base no esquema e seus conhecimentos,

Leia mais

A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA

A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA A BIOMASSA FLORESTAL PRIMARIA Entende-se por biomassa florestal primaria (BFP) a fração biodegradável dos produtos gerados e que são processados com fins energéticos. Nos casos dos reflorestamentos, a

Leia mais

Agita : as moscas podem até voar, mas não vão escapar...

Agita : as moscas podem até voar, mas não vão escapar... http://www.milkpoint.com.br/anuncie/novidades-dos-parceiros/agita-as-moscas-podem-ate-voar-mas-nao-vao-escapar-69463n.aspx Agita : as moscas podem até voar, mas não vão escapar... 07/02/2011 Muitas pessoas

Leia mais

Confira a lista dos 25 melhores alimentos para emagrecer:

Confira a lista dos 25 melhores alimentos para emagrecer: Emagrecer nem sempre é uma das tarefas mais simples. A fórmula parece simples (dieta + exercício + descanso) porém diferentes pessoas precisam de diferentes soluções. Uma coisa é certa: qualquer ajuda

Leia mais

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor.

Doença de Chagas. 4) Número de Aulas: as atividades serão desenvolvidas em três etapas, divididas em aulas a critério do professor. Doença de Chagas Introdução Em 1909 o pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz, Carlos Chagas, descobriu uma doença infecciosa no interior de Minas Gerais. Segundo seus estudos, era causada pelo protozoário

Leia mais

::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente?

::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente? O Meio Ambiente ::Seu João o Senhor sabe o que é o meio ambiente? Seu João: Não sei não! Mas quero que você me diga direitinho pra eu aprender e ensinar todo mundo lá no povoado onde eu moro. : Seu João,

Leia mais

Alimentos biológicos:

Alimentos biológicos: Alimentos biológicos: bons para si, bons para a natureza Em toda a UE, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a proveniência dos alimentos que consomem e com o modo como foram produzidos. Dão importância

Leia mais

O papel da Nutrição na Saúde dos Peixes. João Manoel Cordeiro Alves Gerente de Produtos Aquacultura Guabi Nutrição Animal

O papel da Nutrição na Saúde dos Peixes. João Manoel Cordeiro Alves Gerente de Produtos Aquacultura Guabi Nutrição Animal O papel da Nutrição na Saúde dos Peixes João Manoel Cordeiro Alves Gerente de Produtos Aquacultura Guabi Nutrição Animal Você éo que você come(u)! Esta éuma visão do passado Vamos prever o futuro? Você

Leia mais

Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2014. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado

Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática. Coimbra, 2012/2014. Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Crescimento, Renovação Celular e Reprodução: da teoria à prática Sandra Gamboa Andreia Quaresma Fernando Delgado Coimbra, 2012/2014 Escolher Ciência PEC282 ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA O que é um

Leia mais

Vera Lúcia de Castro Jaguariúna, 2006.

Vera Lúcia de Castro Jaguariúna, 2006. Aspectos do biomonitoramento da toxicidade perinatal pelos agroquímicos Vera Lúcia de Castro Jaguariúna, 2006. A contaminação ambiental por agroquímicos pode causar efeitos negativos aos recursos naturais

Leia mais

WORKSHOP Vantagens do registro de produtos biológicos de controle de pragas

WORKSHOP Vantagens do registro de produtos biológicos de controle de pragas MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - MMA INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS IBAMA WORKSHOP Vantagens do registro de produtos biológicos de controle de pragas AVALIAÇÃO AMBIENTAL

Leia mais

Agronegócios: conceitos e dimensões. Prof. Paulo Medeiros

Agronegócios: conceitos e dimensões. Prof. Paulo Medeiros Agronegócios: conceitos e dimensões Prof. Paulo Medeiros Agricultura e Agronegócios Durante milhares de anos, as atividades agropecuárias sobreviveram de forma muito extrativista, retirando o que natureza

Leia mais

Competências Técnicas

Competências Técnicas Missão Atender bem os clientes, com bons produtos, da maneira mais rápida possível, sempre com muita atenção, com os menores preços possíveis, em um local agradável e limpo. Competências Técnicas Formar

Leia mais

FICHA TÉCNICA DE SEGURANÇA DO PRODUTO QUÍMICO - FISPQ Data da Revisão: 06.03.06

FICHA TÉCNICA DE SEGURANÇA DO PRODUTO QUÍMICO - FISPQ Data da Revisão: 06.03.06 01. Identificação do Produto e da Empresa. Nome do Produto: Rotosafe Bro 700 001 OR 0050 nº Material: 110319 Nome da Empresa: Domingos Araújo Neto Endereço: Av. Francisco Sá, 3405 Monte Castelo Fortaleza

Leia mais

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a

ambientes de topografia mais irregular são mais vulneráveis a qualquer tipo de interferência. Nestes, de acordo com Bastos e Freitas (2002), a 1. INTRODUÇÃO Muitas e intensas transformações ambientais são resultantes das relações entre o homem e o meio em que ele vive, as quais se desenvolvem num processo histórico. Como reflexos dos desequilíbrios

Leia mais

SEGREDOS DO MUNDO DA QUÍMICA: OS MISTERIOSOS RADICAIS LIVRES

SEGREDOS DO MUNDO DA QUÍMICA: OS MISTERIOSOS RADICAIS LIVRES Universidade de Évora Departamento de Química Vânia Pais Aluna do Curso de Mestrado em Química Aplicada SEGREDOS DO MUNDO DA QUÍMICA: OS MISTERIOSOS RADICAIS LIVRES Com o passar dos anos, o aumento da

Leia mais

FICHA DE DADOS DE SEGURANÇA

FICHA DE DADOS DE SEGURANÇA FICHA DE DADOS DE SEGURANÇA PROMI FERTIL Especial Hortícolas 18-8-6 1. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO E DA EMPRESA Data de emissão: 13 / 03 / 08 Nome do produto: Promi-Fertil Especial Hortícolas 18-8-6 Uso do

Leia mais

Culturas. A Cultura do Feijão. Nome Cultura do Feijão Produto Informação Tecnológica Data Maio -2000 Preço - Linha Culturas Resenha

Culturas. A Cultura do Feijão. Nome Cultura do Feijão Produto Informação Tecnológica Data Maio -2000 Preço - Linha Culturas Resenha 1 de 7 10/16/aaaa 11:19 Culturas A Cultura do Nome Cultura do Produto Informação Tecnológica Data Maio -2000 Preço - Linha Culturas Resenha Informações resumidas sobre a cultura do feijão José Salvador

Leia mais

Saneamento Básico na Área Rural. Fontes dispersas com ênfase nos resíduos orgânicos

Saneamento Básico na Área Rural. Fontes dispersas com ênfase nos resíduos orgânicos Saneamento Básico na Área Rural Fontes dispersas com ênfase nos resíduos orgânicos MSc. Lilian F. de Almeida Martelli São Carlos, 30 de Outubro de 2013 BRASIL: o Celeiro do mundo Destaque na produção agrícola

Leia mais

ECOLOGIA GERAL A NATUREZA SEMPRE ESTEVE EM PERFEITO EQUILÍBRIO, TUDO O QUE VEM ACONTECENDO EM NOSSO PLANETA É FRUTO DA INTERVENÇÃO ANTRÓPICA.

ECOLOGIA GERAL A NATUREZA SEMPRE ESTEVE EM PERFEITO EQUILÍBRIO, TUDO O QUE VEM ACONTECENDO EM NOSSO PLANETA É FRUTO DA INTERVENÇÃO ANTRÓPICA. ECOLOGIA GERAL Aula 01 Primeiro manifesto (tenham sempre isso em mente) A NATUREZA SEMPRE ESTEVE EM PERFEITO EQUILÍBRIO, TUDO O QUE VEM ACONTECENDO EM NOSSO PLANETA É FRUTO DA INTERVENÇÃO ANTRÓPICA. APRESENTAÇÃO

Leia mais

Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos

Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos Módulo 1 Entendendo a contaminação dos alimentos Aula 1 - O que é um Alimento Seguro? Por que nos alimentamos? A alimentação é uma atividade básica para o indivíduo manter- se vivo. Precisamos nos nutrir

Leia mais

AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO DE FEIJÃO. Agostinho Dirceu Didonet Pesq. Embrapa Arroz e Feijão didonet@cnpaf.embrapa.br

AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO DE FEIJÃO. Agostinho Dirceu Didonet Pesq. Embrapa Arroz e Feijão didonet@cnpaf.embrapa.br AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO DE FEIJÃO Agostinho Dirceu Didonet Pesq. Embrapa Arroz e Feijão didonet@cnpaf.embrapa.br Feijão no agroecossistema? Sistema de produção para o feijoeiro? Manejo funcional da agrobiodiversidade

Leia mais