EMPRESA JÚNIOR COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EMPRESA JÚNIOR COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO"

Transcrição

1 ISSN EMPRESA JÚNIOR COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO Jose Lindenberg Julião Xavier Filho (Universidade Federal do Ceará (UFC)) Sandra Maria dos Santos (Universidade Federal do Ceará (UFC)) Rogério dos Santos Chagas (Universidade Federal do Ceará (UFC)) Jesuína Maria Pereira Ferreira (Universidade Federal do Ceará (UFC)) Resumo A prática como atividade de ensino, por meio do Estágio Supervisionado, é legalmente vigente em muitos cursos superiores no Brasil, com mais ênfase em cursos de formação profissionalizante. O estágio é uma fase complementar ao estudo da teooria e deve promover uma reflexão do futuro profissional sobre a realidade de atuação, considerando as especificidades de contexto e atualizações demandadas pelo ambiente que, no caso do curso de administração, é o corporativo. Disso, diversas são as modalidades possíveis de estágio supervisionado onde a relação teoria e prática podem ser desenvolvidas num contexto de praxis. Deste modo, a Empresa Júnior, como um laboratório para o administrador, tem o potencial para promover o estágio supervisionado privilegiando a prática-teoriaprática para os alunos do curso de Administração de empresas. Assim, o presente artigo tem como questão norteadora de pesquisa como a Empresa Júnior pode contribuir com a formação acadêmica do Administrador?. O objetivo desta pesquisa é explorar as relações existentes entre a Empresa Júnior e o aprendizado de alunos do curso de Administração de Empresas. As principais considerações teóricas demonstram que a Empresa Júnior, quando considerada uma prática pedagógica do curso, transforma-se em uma potente ferramenta de aprendizado por aproximar o aluno de sua função real enquanto futuro administrador e tomador de decisões, tendo como um fator qualitativo a reflexão das práticas organizacionais promovida por professores que acompanharão o estágio supervisionado, pois pode ser inserida no projeto pedagógico do curso como uma prática pedagógica.

2 Palavras-chaves: Aprendizado em Administração; Estágio Supervisionado; Empresa Júnior; Teoria e Prática no ensino de Administração 2

3 1. INTRODUÇÃO A prática como atividade de ensino, por meio do Estágio Supervisionado, é legalmente vigente em muitos cursos superiores no Brasil, com mais ênfase em cursos de formação profissionalizante. Além da obrigatoriedade prevista na legislação, diversos autores, tais como Piconez (1991), Zabalza (2004) e Pimenta (2006), argumentam a potencial contribuição desta prática para a formação profissional do estudante, embora suas pesquisas tenham sido voltadas para a formação de professores. No entanto, pelo caráter social da profissão estudada por tais autores professor e a estudada neste trabalho administrador, seus achados podem ser comparados, principalmente pela característica mutável das situações onde tais profissionais atuam. Em trabalho recente, Festinalli, Canopf e Bertuol (2007) pesquisaram qual a visão dos estagiários, a partir da sua experiência no estágio, da contribuição deste à sua formação profissional, encontrando que o estágio supervisionado pode ser considerado um momento ímpar de aprendizado do acadêmico, já que proporciona condições de ensaiar sua atuação profissional sob acompanhamento de docentes, alicerçado pela instituição de ensino (FESTINALLI; CANOPF; BERTUOL, 2007, p. 13). Os resultados da pesquisa de Festinalli, Canopf e Bertuol (2007) com concluintes do curso de graduação em administração apontam que 79% dos alunos concordam que a experiência do estágio demonstrou que teoria e prática são diferentes. Além disso, 81% dos respondentes concordaram com a afirmativa que o estágio contribuiu na formação profissional, porém a experiência na organização, baseada apenas na observação da rotina, foi indicada por eles como maior beneficio do estágio. Almeida, Lagemann e Sousa (2006) pesquisaram a importância do estágio supervisionado para a formação do administrador, procurando identificar as características das organizações e perfis sócio-econômicos que poderiam propiciar maior aproveitamento da prática do estágio. Tais autores argumentam que o estágio supervisionado pode se constituir numa ferramenta para o desenvolvimento das habilidades e competências necessárias ao administrador. A sala de aula garante o contato inicial com capacidades, conhecimento e aquisição de bases científicas, porém, isso parece ser insuficiente, uma vez que administrar 3

4 envolve em grande parte a conjugação de ciência e técnicas aplicadas às organizações, como afirmam Mintzberg e Gosling (2003). Com a realidade evidenciada em tais pesquisas, seguindo os preceitos de Mintzberg e Gosling (2003), tem-se o entendimento de que o aprendizado se dá em decorrência do contato entre conceitos e experiência, teoria e prática, cuja associação cria oportunidades para reflexões que, em última instância, fomentam o desenvolvimento do estagiário. Para Fávero (2001), a formação profissional não é fruto, nessa perspectiva, da simples freqüência a um curso de graduação, mais do que isso, só é alcançada a partir do comprometimento com a construção de uma práxis, alicerçada na capacidade de compreensão das relações entre teoria e prática, possíveis a partir da realização do estágio curricular. Aliando a discussão da relação teórico-prática ao estágio supervisionado, este tem a finalidade de aproximar o acadêmico da realidade onde irá atuar, não se constituindo, portanto, como o momento prático do curso, mas como uma aproximação crítica à prática. No entanto, o estagio supervisionado no curso de Administração, embora legal e largamente utilizado, sofre em seu caráter pedagógico uma vez que nem sempre o aluno de administração consegue estagiar num contexto semelhante a atuação do administrador, o que empobrece a atividade do estagio supervisionado. Sendo assim, diversas pesquisas lançam olhares sobre a relação entre teoria e prática no curso de administração e, recentemente, uma nova forma de estágio tem se desenhado nas universidades formadoras de administradores: A empresa Júnior. Deste modo, o presente artigo tem por questão de pesquisa a Como a Empresa Júnior pode contribuir com a formação acadêmica do Administrador? O objetivo desta pesquisa é explorar as relações existentes entre a Empresa Júnior e o aprendizado de alunos do curso de Administração de Empresas. Assim sendo, utilizou-se a técnica qualitativa do esquema e da síntese, tendo-se como orientação a aplicação combinada dos traços defendidos por Salomon (1991): fidelidade ao texto original; estrutura lógica do assunto; adequação ao tema estudado e funcionalidade; utilidade de seu emprego; e cunho pessoal. A síntese e análise concentramse nas idéias centrais e detalhes mais relevantes, como meio de facilitar o processo de compreensão, aprendizagem e exposição do material trabalhado em termos de seus conceitos, origens, implicações e aspectos técnicos. Este artigo está estruturado em 3 seções, afora a introdução. Na seção 2 serão discutidas a teoria e prática na aprendizagem e a aprendizagem significativa. Na seção 3, discute-se a experiência no contexto do curso de administração de empresas, dando ênfase a 4

5 discussão da Empresa Júnior como atividade pedagógica. Por fim, na seção 3 apresentam-se as principais considerações a respeito do artigo. 2. REFERENCIAL TEÓRICO Na seção 2.1 apresentam-se a discussão sobre a relação entre teoria e prática na aprendizagem, em seguida, na seção 2.2, aborda-se a aprendizagem significativa TEORIA E PRÁTICA NA APRENDIZAGEM Para o estudo da relação ensino-aprendizagem recorre-se prontamente a pesquisadores da pedagogia. Deste modo, para Piconez (1991) a mais de duas décadas tem se revisado e ampliado os estudos da relação teoria/prática, aparecendo vigorosas reflexões críticas, buscando ações educativas mais comprometidas com a construção de uma escola adequada e democrática. Piconez (1991. p. 9) questiona-se: Que significado tem sido atribuído à prática de ensino/estágio supervisionado na formação do professor, se a prática de ensino pré-serviço assume posturas artificiais em relação às reais condições da escola brasileira?. Nota-se que os conceitos trazidos à tona nesta seção referem-se, em grande parte, à formação do professor para o exercício do magistério. Contudo, conforme já colocado, o contexto onde o professor e o administrador exercem sua função se aproximam em relação às características peculiares, tais como a mutabilidade dos ambientes e a complexidade de competências e habilidades necessárias à atuação eficiente do profissional. Para Piconez (1991) o contexto relacional entre prática-teoria-prática apresenta importante significado na formação do profissional, uma vez que orienta a transformação do conceito de unidade, ou seja, de teoria e prática relacionadas e não apenas justapostas ou dissociadas. O caráter complementar, ou mesmo suplementar, conferido à teoria aplicada no ensino/estágio supervisionado, ou ainda, uma teoria colocada no começo dos cursos e uma prática colocada na final deles sob a forma de estágio supervisionado constituem a maior evidência da dicotomia existente entre teoria e prática. Dessa forma, as orientações para os estagiários têm sido dirigidas em função das atividades programadas a priori para instituição que forneceu o estágio, sem que tenham surgido das discussões entre educador-educando, no cotidiano da sala de aula e com caráter pedagógico. Assim, o conhecimento da realidade através dos estágios não tem favorecido, nem possibilitado a reconstrução ou redefinição de teorias que sustentem o trabalho do 5

6 profissional. É interessante por que Piconez (1991, p. 20) relata uma situação que ocorre com alunos estagiários do curso de formação para professor, onde os alunos-estagiários da HEM [Habilitação Específica de 2º grau para o Magistério] estiveram nas salas de aula, mas sem condições de dar explicações teóricas sobre o vivido, ou seja, a prática é desconexa da teoria, mas não por que assim seja, mas porque assim foi empreendida e por que assim é planejada. Ainda segundo Piconez (1991), o espaço do estágio deveria supor uma produção de conhecimento, que, através de um processo criador e recriador, por isso reflexivo, já não se limitasse à pura transferência e aplicação de teorias ou de conteúdos. Desta forma, como Pimenta (2006) indica, seria o estágio fomentador da prática reflexiva, ou práxis, como adiante será conceituado. Então, o que ocorre é a ausência de fundamentos teóricos justificando uma determinada prática, da mesma forma em que uma postura crítica sobre a prática pedagógica só pode existir quando há uma relação dialógica entre ela e a teoria (PICONEZ, 1991, p. 22), assim, o estágio poderia cumprir um de seus objetivos que é de possível transformação da prática. Vásquez (1977) indica que só artificialmente por um processo de abstração, podemos separar, isolar teoria da prática e vice-versa. O processo de conscientização, como Freire (2005) aponta, inicia-se com o desvelamento da realidade e a prática de transformação da realidade, por meio da prática reflexiva e libertadora, contudo, para que haja libertação, a relação íntima entre teoria e prática se faz extremamente necessária. Afirma Piconez (1991, p. 25) que a aproximação da realidade possibilitada pelo estágio supervisionado e a prática da reflexão sobre essa realidade têm se dado numa solidariedade que se propaga para os demais componentes curriculares do curso, apesar de continuar sendo um mecanismo de ajuste legal usado para solucionar ou acobertar a defasagem existente entre conhecimentos teóricos e atividade prática. Em suma, nada de teoria no vazio; nada de empirismo desconexo (PICONEZ, 1991, p. 25). Para Saviani (1983), com a problematização da prática, as questões que precisam ser resolvidas no âmbito da prática social são identificadas, e, deste modo, o conhecimento que é necessário dominar para trabalhar com tais questões pode ser identificado e buscado. Por isso Piconez (1991, p. 29) coloca que a teoria, com efeito, surge a partir da prática, é elaborada em função da prática, e sua verdade é verificada pela própria prática. Alguns elementos para o desenvolvimento de um novo desempenho pedagógico são apontados por Piconez (1991): (i) A prática de ensino/estágio supervisionado pertence ao 6

7 currículo dos cursos e deve ser repensada nesse âmbito; (ii) O projeto pedagógico do curso deve envolver seriamente o conjunto de alunos, docentes e supervisão pedagógica na sua formação; (iii) A prática do ensino/estágio supervisionado assim como a didática, não pode ser, isoladamente, responsabilizada pela qualificação profissional do aluno; (iv) A prática do ensino/estágio supervisionado precisa ampliar sua caracterização política, epistemológica e profissional, uma vez que, sendo uma atividade teórico-prática, envolve a totalidade das ações do currículo do curso e; (v) A prática do ensino/estágio supervisionado aponta para a integração teoria/prática pedagógica como um dos eixos nucleares do curso e, portanto, deve ter espaço no interior da carga horária total dos cursos. Por isso, conclui Piconez (1991, p. 32), apesar de todos os obstáculos, teremos de continuar lutando duramente, para que sejam encontrados caminhos que levem a prática de ensino/estágio supervisionado a superar formas alienadas de desenvolvimento, para dimensões mais produtivas. Para Vásquez (1977), toda práxis é atividade, mas nem toda atividade é práxis. A práxis é uma forma de atividade específica, distinta de outras com as quais pode estar intimamente vinculada. Ainda segundo Vásquez (1977), atividade é um conjunto de atos de um sujeito ativo que modifica uma determinada matéria-prima que lhe é exterior. Sendo assim, a atividade humana é preconcebida e, pelo fato de se proporem objetivos, o homem nega uma realidade efetiva, e afirma outra que ainda não existe, apenas é idealizada. Por isso, a atividade de conhecer e estabelecer finalidades em si não leva à ação. A atividade de conhecer, enquanto atividade de consciência, é uma atividade teórica, isto é, por si só não leva à transformação da realidade (material e social), não se objetiva e não se materializa, não sendo, pois, práxis (VASQUEZ, 1977). Então, práxis é, para Vásquez (1977, p. 108), uma atividade material, transformadora e ajustada a objetivos. Fora dela, fica a atividade teórica que não se materializa, na medida em que é atividade abstrata pura. Mas, por outro lado, não há práxis como atividade puramente material, isto é, sem a produção de finalidades e conhecimentos que caracteriza a atividade teórica. A teoria então, mesmo não transformando o mundo, transforma idéias que darão suporte epistemológico para a transformação do mundo. Por isso, assevera Vásquez (1977), não tem por que pensar em práxis teórica, mas sim práxis decorrente de atividade teórica e prática juntas e com finalidades pré-concebidas, críticas e mutáveis. Vásquez (1977) continua afirmando que a atividade teórica é que possibilita, de modo indissociável, o conhecimento da realidade e o 7

8 estabelecimento de finalidades para sua transformação. Mas para produzir tal transformação não é suficiente a atividade teórica. É preciso atuar praticamente (VÁSQUEZ, 1977). Para Pimenta (2006), a contraposição entre teoria e prática tem se apresentado de várias formas. A teoria se vê como tão onipotente em suas relações com a realidade que se concebe como práxis, onde a prática é considerada mera aplicação da teoria, ou, a teoria se coloca como autônoma e não reconhece na práxis possibilidade de enriquecimento. Por esta razão a prática torna-se verdade, pois não encontra respaldo teórico para suas ações. Contudo, como afirma Pimenta (2006), não há tal oposição absoluta, mas relativa. Ambas, prática e teoria, são complementares e as ações devem considerar tal complementaridade, possibilitando a práxis. Mas a prática não fala por si mesma. Exige uma relação teórica com ela. Nega-se, portanto, uma concepção empirista da prática (PIMENTA, 2006). A prática não existe sem um mínimo de ingredientes teóricos, como assevera Vásquez (1977): (i) Um conhecimento da realidade que é objeto da transformação; (ii) Um conhecimento dos meios e de sua utilização técnica exigida em cada prática; (iii) Um conhecimento da prática acumulada, em forma de teoria que sintetiza ou generaliza a atividade prática e; (iv) Uma atividade finalista, ou antecipação dos resultados objetivos que se pretende atingir sob a forma de finalidades ou resultados prévios, ideais. Ou seja, de acordo com Vásquez (1977), teoria e prática são indissociáveis como práxis, e essa prática deve ter sentido conceitual para o indivíduo. Nesta direção, a essa práxis com sentido conceitual para o indivíduo, autores como Martín e Solé (2004) dão o nome de aprendizagem significativa APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA Em 1968 o pesquisador Ausubel elaborou uma teoria que foi estimulada pela falta de abordagens que explicassem como o conhecimento era gerado pelos alunos. Dessa inquietação, o interesse de Ausubel (1968) centrou-se na análise das características dos diversos tipos de aprendizagem que se produzem especificamente no contexto escolar a partir de sua potencialidade para construir conhecimentos com significado para os alunos. Então, Ausubel (1968) postulou duas dimensões de análise: Aprendizagem significativa versus aprendizagem por recepção. 8

9 Por aprendizagem significativa Martín e Solé (2004, p. 61), concordando com Ausubel (1968), colocam que é aquela na qual a nova informação se relaciona de maneira significativa, isto é, não-arbitrária, não ao pé da letra, com os conhecimentos que o aluno já tem, produzindo-se uma transformação, tanto no conteúdo assimilado quanto naquele que o estudante já possuía. Diferente desta, na aprendizagem por recepção tem-se situações nas quais simplesmente se estabelecem associações arbitrárias, literais e não-substantivas entre os conhecimentos prévios do aluno e o novo conteúdo apresentado (AUSUBEL, 1968; MARTÍN; SOLÉ, 2004). Ausubel (1968) propõe ainda outros eixos capazes de explicar a forma de aprendizado, sendo eles a aprendizagem por descoberta e a aprendizagem por repetição. A diferença marcante é que na aprendizagem por descoberta, o conteúdo não se apresenta ao aluno, ele tem que descobri-lo por intermédio da orientação do professor. Já na aprendizagem por repetição, o conteúdo é apresentado ao aluno em sua versão final, devendo o aluno memorizar tal conteúdo. De acordo com Martín e Solé (2004), existem três condições para que o aluno possa realizar aprendizagens significativas: (i) A primeira refere-se à necessidade de que o material novo a ser aprendido seja potencialmente significativo do ponto de vista lógico; (ii) O aluno deve contar com conhecimentos prévios pertinentes que possa relacionar de forma substancial com o novo que tem de aprender e; (iii) É necessário que o aluno queira aprender de modo significativo. A chave da aprendizagem significativa encontra-se, portanto, na medida em que se produz uma interação entre os novos conteúdos simbolicamente expressados e alguns aspectos relevantes da estrutura de conhecimento que o aluno já possui com um conceito ou proposição que já seja significativo para ele, que esteja definido de forma clara e estável em sua estrutura cognitiva e que seja adequado para interagir com a nova informação (MARTÍN e SOLÉ, 2004). Dessa interação, surge a significatividade psicológica do que até esse momento era apenas uma significatividade potencial, conclui Martín e Solé (2004). Por esta razão Ausubel (1968) dá muita ênfase ao que o aluno já sabe. Portanto, o significado psicológico é, como consequência, uma experiência idiossincrática do aluno, o que não impede que tenha elementos comuns com os significados de outras pessoas para permitir a comunicação e aprendizagem. 9

10 Esses conhecimentos prévios e já dominados pelo aluno, Ausubel (1968) chamou de inclusores, que são, de acordo com Novak (1998 apud MARTÍN; SOLÉ, 2004), facilitadores para a passagem da informação relevante pelas barreiras perceptivas e servidores de base de união da nova informação percebida e do conhecimento previamente adquirido. Percebe-se, então, que neste processo interativo tanto o inclusor quanto o novo conhecimento são transformados. Contudo, mesmo o aluno sendo o núcleo da aprendizagem significativa por meio de seus conhecimentos prévios, é necessário entender que ele, o aluno, deve estar disposto a aprender de forma significativa, ou seja, deve estar disposto a relacionar, compreender, estabelecer relações substanciais entre os novos conteúdos de aprendizagem e o que já sabe. Se essa disposição não estiver presente no aluno, a aprendizagem, mesmo ele tendo conhecimentos que poderiam ser relacionados com o conteúdo transmitido, será memorística, ou seja, não-significativa. Deste modo, a prática proporcionada, e necessária, a formação do profissional, nesta pesquisa o administrador de empresas, deve ser significativa e, assim, carece de conteúdos teóricos curriculares. Daí a dicotomia forçada por cursos de administração de empresas em deixar o estágio supervisionado para um componente final do currículo, acreditando que como a construção teórica da realidade fora feita no transcurso do currículo, o aluno conseguirá criticar a realidade com base nos conhecimentos previamente construídos, ou seja, a prática irá se relacionar com inclusores adquiridos no currículo. Contudo, essa evidência só se confirma se, e somente se, a prática estiver relacionada com as atividades da profissão que o aluno está se capacitando. Ou seja, ele deve desempenhar as atividades na prática que está sendo capacitado na teoria. Na seção 3 discutese a experiência prática em cursos de administração. 3. EXPERIÊNCIA PRÁTICA EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO 3.1. ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL O estágio curricular supervisionado foi instituído pela Lei Federal nº 6.494, sancionada em 07 de Dezembro de 1977 (BRASIL, 1977) e revogada pela Lei Federal nº de 25 de Setembro de 2008 (BRASIL, 2008), além do Decreto Federal nº de 18 de Agosto de 1982 (BRASIL, 1982). 10

11 O decreto nº (BRASIL, 1982) considera estágio, mesmo sendo para estudantes do 2º grau, além de procedimento didático-pedagógico, de acordo com o art. 2º: [...] estágio curricular, para os efeitos deste Decreto, as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio, sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e coordenação da instituição de ensino. (grifo nosso) Entre as obrigações das instituições que estão incluídas neste decreto, cabe a elas estabelecer a duração do estágio e a carga-horária, não inferior a um semestre letivo. Neste decreto o estágio curricular não tem força de vínculo empregatício, como dispõe o art. 6º (BRASIL, 1982). Já na lei (BRASIL, 1996), voltada à formação dos profissionais da educação, prevê, em seu art. 61, inciso II, a associação entre teorias e práticas, mediante estágios supervisionados, além de novamente indicar, em seu art. 82, que as instituições de ensino estabelecerão as normas para realização de estágio. A portaria nº 8 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (BRASIL, 2001), prevê, em seu art. 1º, parágrafo 1º, que O estágio, sob responsabilidade e coordenação da instituição de ensino e controlado pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade solicitante, será planejado, executado, acompanhado e avaliado em conformidade com os currículos e deverá propiciar complementação de ensino e aprendizagem aos estudantes, o que se constitui em instrumento de integração, de aperfeiçoamento técnico-cultural, científico e de relacionamento humano. É importante mencionar que, no art. 6º da portaria nº 8 (BRASIL, 2001), há a possibilidade de desligamento do estagiário se o desempenho, tanto nas funções do estágio quanto na instituição de ensino, não for satisfatório. Contudo, a métrica desse desempenho não fica clara, devendo os envolvidos, administração pública e instituição de ensino, determinar como avaliará o desempenho do aluno estagiário. A resolução nº 4 do Conselho Nacional de Educação (CNE) (BRASIL, 2005), estabelece que, por meio de seu art. 2º, o estágio supervisionado deve integrar o projeto pedagógico do curso, pois, de acordo com o parágrafo V do referido dispositivo, o projeto pedagógico do curso abrangerá, entre outros aspectos, os modos de integração entre teoria e prática, mesmo entendimento sendo dado aos cursos e programas a distância para educação superior, conforme decreto nº (BRASIL, 2005). 11

12 Para Festinalli, Canopf e Bertuol (2007), o estágio supervisionado trata-se de uma atividade que facilita o desenvolvimento de capacidades como reconhecimento e definição de problemas, reflexão e atuação crítica, equacionamento de soluções, comunicação e expressão compatíveis com o exercício profissional, adaptação ao ambiente organizacional, elaboração e implementação de projetos e realização de consultoria em administração. Ou seja, tomar decisões. Eis a função de um administrador, como bem postura a resolução nº 4 do Conselho Nacional de Educação (CNE, 2005) quando legisla, em seu art. 3º, que: O Curso de Graduação em Administração deve ensejar, como perfil desejado do formando, capacitação e aptidão para compreender as questões científicas, técnicas, sociais e econômicas da produção e de seu gerenciamento, observados níveis graduais do processo de tomada de decisão, bem como para desenvolver gerenciamento qualitativo e adequado, revelando a assimilação de novas informações e apresentando flexibilidade intelectual e adaptabilidade contextualizada no trato de situações diversas, presentes ou emergentes, nos vários segmentos do campo de atuação do administrador. (Grifo nosso) Tal exigência legal é comprovada nos estudos de Barnard (1938), Simon (1947), Taylor (1957), Fayol (2009) e tantos outros que procuraram descrever as funções do administrador, culminando na definição, ora implícita ora explicita, que decidir é a função do administrador, como indica a resolução nº 4 do CNE (CNE, 2005) em seu art. 4º, quando descreve as competências e habilidades do administrador, todas se relacionando com a tomada de decisão. É importante destacar que tais habilidades e competências não devem ser desenvolvidas apenas em sala de aula ou em contato unicamente com a teoria. Tais habilidades e competências são formadas pela práxis, conceituada por Vásquez (1977), ou seja, a ação reflexiva e crítica das ações. A referida resolução (CNE, 2005) indica, em seu artigo 5º, que o projeto pedagógico deverá considerar, pela redação dada ao seu parágrafo IV, conteúdos complementares, tais como estudos opcionais de caráter transversal e interdisciplinar para o enriquecimento do perfil do formando. Tratando o estágio supervisionado como atividade transversal, encontrase respaldo legal para sua prática. Portanto, além das pesquisas que demonstram a importância da prática (práxis) para a formação do administrador (NICOLINI, 2003; MINTZBERG; GOSLING, 2003; MINTZBERG, 2006; ALMEIDA; LAGEMANN; SOUSA, 2006; FESTINALLI; CANOPF, BERTUOL, 2007; WINKLER et al, 2009), por meio deste dispositivo (CNE, 2005), a prática 12

13 do estágio supervisionado é encarada como uma obrigação das escolas de administração para cursos de nível superior, necessária a consolidação do conhecimento do formando. Dentre estas modalidades de estágio tratada na resolução nº 4 do CNE (CNE, 2005), pode haver a prática do estágio supervisionado na própria instituição de ensino, por meio de laboratórios, devendo a instituição estabelecer as formas de avaliação e acompanhamento do aluno-estagiário, inclusive, para cursos e programas a distância para educação superior, como estabelece o decreto nº em seu art. 10º (BRASIL, 2005). Recentemente promulgada a lei nº de 25 de Setembro de 2008 (BRASIL, 2008), conhecida como lei do estágio, estabelece por estágio, em seu art. 1º: Ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de modalidade profissional da educação de jovens e adultos. De acordo com as leis e decretos anteriormente mencionados, o estágio supervisionado deve compor o projeto pedagógico do curso. Em seu inciso 2º, a lei nº (BRASIL, 2008) indica que o estágio visa o aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. Retoma e confirma a não-obrigatoriedade do estágio supervisionado, a depender do projeto pedagógico do curso, afirmando ser obrigatório o estágio desde que conste no projeto pedagógico, pois será pré-requisito para a obtenção do diploma. Informa ainda a lei nº , no inciso 2º do art. 2º, que as atividades de extensão, monitoria e de iniciação científica na educação superior, desenvolvidas pelo estudante, somente poderão ser equiparadas ao estágio em caso de previsão no projeto pedagógico do curso, além de não criar vínculo empregatício. Como preocupação com o desempenho dos alunos estagiários a lei nº prescreve, em seu art. 7º, parágrafo III, como obrigação da instituição de ensino indicar professor orientador, da área a ser desenvolvida no estágio, como responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades de estagiário, ou seja, se o estágio é um ato educativo deve ser supervisionado por profissionais competentes naquela área, quer sejam da instituição de ensino (professor), quer sejam da parte concedente (gerente ou supervisor). 13

14 A concretização desse processo depende de uma estrutura de coordenação e acompanhamento pedagógico e do desenvolvimento da relação universidade-empresa. Por outro lado, a possibilidade de não inclusão do estágio no currículo do curso é uma alternativa de enxugamento de estrutura nas IES, que alocavam horas de pessoal para coordenação, orientação e trâmites burocráticos com organizações concessoras. Pimenta (1995) defende que se o curso de graduação tem por finalidade principal a formação do profissional, logo, deve ser natural que a prática seja uma preocupação sistemática no currículo. Festinalli, Canopf e Bertuol (2007) afirmam que no caso da formação do profissional em Administração, o acadêmico poderia adquirir as habilidades da prática profissional estando presente nas organizações de negócios para observar, compreender e adotar as práticas avaliadas como eficazes e utilizadas pelos administradores experientes. Fayol (2009), autor clássico da administração, enfatiza que a atividade administrativa não é unicamente concebida na prática, nem tampouco apenas na sala de aula, na verdade entende Fayol (2009, p. 38) que a capacidade administrativa pode e deve adquirir-se, assim como a capacidade técnica, primeiramente na escola e depois na oficina. Contudo, a repetição não forma a práxis, nos moldes de Vásquez (1977), pois o espírito crítico deve estar presente e por isso a supervisão de um professor que, embora devesse ter vivência prática (BENNIS; O TOOLE, 2005), pode suprir com rigor crítico as experiências vividas pelo estudante. Deste modo, como afirma Mintzberg e Gosling (2003, p. 9), a sala de aula é o lugar para afastar e refletir, enquanto a organização é o lugar para ligar o que foi aprendido à prática atual. Em trabalho recente e crítico, Bennis e O toole (2005) discorrem sobre o desvio do caminho das escolas de negócio, ou seja, como as escolas de negócios perderam seu caminho. Entre as suas argumentações estão, nitidamente, o foco empregado pelas atuais escolas topranking de negócios, que passaram de formar administradores capacitados para o mercado para produzir pesquisadores com elevado rigor científico, o que compromete a prática exigidas pelas empresas. Desta forma, segundo Bennis e O toole (2005), as escolas de negócios se distanciaram da prática, e um exemplo ilustrativo foi um fato de uma escola de negócio top-ranking onde o comitê de avaliação de currículo propôs uma alteração nas disciplinas para acompanhar a necessidade de mercado. Tal proposta foi negada e o argumento foi, de acordo com Bennis e O toole (2005, p. 102), que the problem, in the words of one faculty member, was that we are not qualified to teach it. Essa sentença é assustadora, dado que se professores de escolas 14

15 de negócio, e não generalizando tal afirmativa, não estão preparados para ensinar o necessário, somente duas coisas podem acontecer: (1) Ou o necessário atualmente é errado, enobrecendo a posição dos professores ou; (2) As escolas de negócios estão ensinando qualquer coisa menos gerenciamento de empresas. Daí, a retomada para visualizar a prática como imbricada à teoria. Não há condições de formar administradores desvinculados da prática. Mesmo a legislação indicando como facultativa a presença de estágios, contudo, parece não haver condições de formar profissionais das ciências sociais aplicadas, especificamente, administradores, sem a prática. Administradores não atuam em laboratórios, com condições planejadas e controladas, mas sim na realidade mutável da sociedade, sendo influenciado e influenciando-a continuadamente, decorrendo disso reflexões teóricas aplicadas à sua prática, recorrendo ao que Pimenta (2006) chamou de prática-teoria-prática, ou práxis, nos termos de Vásquez (1977) O DESENVOLVIMENTO DAS EMPRESAS JÚNIOR EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL De acordo com a Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Júnior CBEJ), Empresa Júnior é uma associação civil, sem fins lucrativos, constituída exclusivamente por alunos de graduação de estabelecimentos de ensino superior, e que presta serviços e desenvolve projetos para empresas, entidades e sociedade em geral, nas suas áreas de atuação, sob a supervisão de professores e profissionais especializados. Segundo a Federação das Empresas Júnior do Estado do Ceará (FEJECE), toda empresa Júnior se localiza no ambiente acadêmico e todos os projetos e serviços seguem orientação obrigatória de professores ou profissionais na área, com o objetivo de sempre garantir um padrão de qualidade elevado. As idéias iniciais e os conceitos fundamentais das empresas Júnior foram desenvolvidos na França, na década de 60, e trazidos para o Brasil em 1988 pela Câmara de Comércio e Indústria Franco-Brasileira. Em termos quantitativos, o movimento brasileiro expandiu-se tanto que de 1988 a 1995, em sete anos portanto, surgiram 100 empresas, número que foi atingido, no país de origem, França, em 19 anos, entre 1967 e 1986 (CBEJ, 2009). São objetivos das Empresas Júnior: (i) Proporcionar ao estudante aplicação prática de conhecimentos teóricos, relativos à área de formação profissional específica; (ii) Desenvolver o espírito crítico, analítico e empreendedor do aluno; (iii) Intensificar o relacionamento 15

16 empresa-escola; (iv) Facilitar o ingresso de futuros profissionais no mercado, colocando-os em contato direto com o seu mercado de trabalho e; (v) Contribuir com a sociedade, através de prestação de serviços, proporcionando ao micro, pequeno e médio empresário especialmente, um trabalho de qualidade a preços acessíveis. No Brasil, de acordo com a CBEJ, depois de dezenove anos no país, o Movimento de Empresas Júnior (MEJ) cresceu, profissionalizou-se e amadureceu. Atualmente, são mais de universitários espalhados em cerca de 700 Empresas Júnior e realizando mais de projetos por ano (CBEJ, 2009). Uma análise dos dados revela que existem cursos de graduação em Administração em andamento no Brasil em 2009 (INEP, 2009), e nestes, somente 700 Empresas Júnior estão em funcionamento e vinculadas à Brasil Júnior. O total de cursos apontados pelo INEP (2009) considera os cursos sob a categoria de Gerenciamento e Administração. Isso indica aproximadamente 22% dos cursos de graduação em Administração possuem Empresa Júnior vinculadas à Brasil Júnior. Contudo, se esta mesma comparação for feita em número de alunos envolvidos à Empresa Júnior e o número de alunos matriculados nos cursos de graduação em Administração a realidade é bem diferente, dado que, de acordo com o INEP (2009), matrículas foram efetivadas em 2008 (INEP, 2009) e, de acordo com a Brasil Júnior, existem cerca de alunos atualmente envolvidos com Empresas Júnior. Neste caso, tem-se que apenas 2,54% dos alunos matriculados estão em contato com Empresas Júnior EMPRESAS JÚNIOR COMO ATIVIDADE PEDAGÓGICA EM CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO Para Bordenave e Pereira (2006, p. 121), a escolha adequada das atividades de ensino é uma etapa importante de sua profissão [professor]. É nesta tarefa que se manifesta a verdadeira contribuição de seu métier. As atividades de ensino são os veículos usados pelo professor para criar situações e abordar conteúdos que permitam ao aluno viver as experiências necessárias para sua própria transformação (BORDENAVE; PEREIRA, 2006, p. 124). Desta forma, é responsabilidade do professor, quando da gestão de uma disciplina ou programa de ensino, e da instituição, quando do projeto pedagógico do curso, vislumbrar as atividades necessárias para o desenvolvimento teórico e prático do aluno. 16

17 Para Bordenave e Pereira (2006), a escolha da atividade de ensino mais adequada é também determinada pela etapa do processo de ensino, ou seja, a depender da etapa do processo há atividades mais adequadas. Bordenave e Pereira (2006) ao discorrerem sobre as etapas indicam basicamente 3: (i) Problematização; (ii) Teorização e; (iii) Aplicação, que envolve fixação, transferência e generalização do aprendido, notadamente as atividades de estágio supervisionado. Em seu livro, Bordenave e Pereira (2006) indicam algumas atividades da etapa de aplicação, dessas, retira-se, por exemplo, algumas atividades que podem ser facilmente entendidas como possíveis para o curso de administração de empresas, entre elas elaborar projetos, executar projetos em equipe ou individual, calcular custos de operação análise e avaliação de projetos entre outras. Conforme apontado por Vásquez (1977), Piconez (1991), Nicolini (2003), Martín e Solé (2004), Zabalza (2004), Bennis e O toole (2005), Mintzberg (2006), Pimenta (2006), Almeida, Lagemann e Sousa (2006), Festinalli, Canopf e Bertuol (2007) e Winkler et al (2009), além das legislações citadas, a prática do estágio não tem contestação quanto à sua necessidade e seu potencial educativo para os alunos, indicando ainda Mintzberg e Gosling (2003, p. 9) que a educação gerencial tem de se estender pela organização, usando o trabalho e causando impacto. Contudo, a relação entre a prática do estágio supervisionado e a Empresa Júnior não é, por um lado, tratada em estudos sobre estágio supervisionado, por outro, estudada do ponto de vista de inclusão no projeto pedagógico. Mesmo para a Brasil Júnior, entidade maior do MEJ, a Empresa Júnior conta com uma gestão autônoma em relação à direção da instituição de ensino, centro acadêmico ou qualquer outra entidade acadêmica, mostrando a separação da Empresa Júnior e o projeto pedagógico. O art. 6º da lei nº indica que o local do estágio pode ser selecionado a partir do cadastro de partes cedentes, organizado pelas instituições de ensino ou pelos agentes de integração (BRASIL, 2008), ou seja, legalmente a Empresa Júnior poderia ser a via normal para o estágio supervisionado no curso de administração, tendo, por conseguinte, diversas vantagens educativas, dentre elas: (i) Imediato acompanhamento do professor orientador; (ii) Facilidade de aplicação dos instrumentos de avaliação; (iii) Supervisão direta e constante do professor, o que potencializa a reflexão sobre a prática (práxis), dado que Mintzberg e Gosling (2003, p.6) afirmam que tudo o que os administradores fazem está colocado entre a reflexão e a ação ; (iv) Desenvolvimento de atividades de gestão com constante tomada de 17

18 decisão e; (v) Dotar de experiência prática os professores e alunos no contexto real do administrador, visto as conclusões da pesquisa de Jiang e Murphy (2007) onde indicam que empresas que têm professores como executivos tiveram significativos ganhos em performance. As vantagens (iv) e (v) merecem uma especial atenção. Retornando aos comentários de Bennis e O toole (2005), percebe-se, embora os autores debatam a formação do professor dos cursos de administração, a necessidade da prática de gestão para os futuros gestores que, enquanto ingressos nas instituições de ensino, são alunos. Ora, corroborando com Bennis e O toole (2005), da mesma forma que se pede que o professor de cirurgia tenha experiência em cirurgia, deve-se pedir que o professor de administração tenha experiência com gestão que, muitas vezes, pela carreira acadêmica, não foi possível. Interessa relacionar os comentários de Bennis e O toole (2005) com os achados da pesquisa de Jiang e Murphy (2007). Para Bennis e O toole (2005) existe problema de formação para os alunos de administração em virtude do não preparo dos professores com as necessidades do mercado, ao passo que Jiang e Murphy (2007) encontram que as empresas que têm professores como executivos logram de melhor performance. Isso indica que os professores tem condições plenas de desempenhar as funções da administração, sobretudo decidir, mas que isso não está sendo valorado pela academia, dado que os indicadores acadêmicos não apontam para a experiência executiva de seus professores. Por isso, Jiang e Murphy (2007, p. 1) chamam de mito popular myth a afirmação de que os professores de administração não sabem prática. Observando as vantagens sob a ótica do aluno, muitas vezes o estágio em empresas, quer públicas ou privadas, não permitem a prática da gestão, ou seja, ao estagiário não se permite a tomada de decisões estratégicas na organização. Com isso, priva-se o estagiário do cerne da função do administrador: Tomar decisão (BARNARD, 1938; SIMON, 1947; TAYLOR, 1957; FAYOL, 2009). Obviamente é compreensível que uma empresa, quer seja ela pública ou privada, não confie que um estudante, aqui representando o estagiário, tome decisões estratégicas que terão influências diretas no futuro da organização. Justamente por isso, a Empresa Júnior desponta como uma potente ferramenta para que os alunos tenham contato com essa realidade, tenham contato com decisões. Nota-se que por meio da Empresa Júnior há uma aproximação do futuro administrador com sua função, aproximação que não necessariamente o estágio externo à instituição poderá proporcionar, além do poder de crítica proporcionado pela academia ao aluno no interior da Empresa Júnior, que já contará com um professor orientador. 18

19 Logo, permitida pela legislação, a Empresa Júnior desponta como uma ferramenta pedagógica que não está na agenda dos pesquisadores nem tampouco das instituições de ensino, perdendo um valioso mecanismo de auxílio tanto para alunos quanto para professores no processo de ensino-aprendizado, uma vez que trará experiência prática para ambos alunos e professores, tendo como vantagem a possibilidade de análise crítica/reflexiva da prática. A adoção da Empresa Júnior como práxis poderá viabilizar a consolidação do conhecimento dos alunos, dado que terão assistência dos colegas empresários e dos professores orientadores, podendo, com isso, reformar a grade curricular para potencializar os conhecimentos identificados como necessários ao futuro profissional. Além dessa possibilidade, a aprendizagem torna-se significativa, pois de acordo com Martín e Solé (2004), o aluno conta com conhecimentos prévios, quer aprender e o conteúdo é potencialmente significativo do ponto de vista lógico. Essa possibilidade de contato com um contexto próximo da realidade de sua função torna significativo o aprendizado, dado que Mintzberg e Gosling (2003, p. 4) perceberam em sua experiência que o aprendizado é muito mais eficiente quando conecta idéias interessantes às experiências vividas, fixado por meio de reflexões. Esta é uma possível relação que foi expressa na pesquisa de Festinalli, Canopf e Sousa (2007) quando estes encontraram que 79% dos concluintes por eles estudados concordam com a afirmação que teoria e prática são diferentes. Essa relação passa a ser óbvia quando se entende que nem sempre os estagiários desempenham funções para as quais estão sendo educados nas escolas de administração. Muitas vezes suas funções estão aquém de sua formação e, sendo assim, não faz sentido o que lhes é ensinado, razão pela qual outro achado interessante da pesquisa de Festinalli, Canopf e Sousa (2007), a de que 81% dos concluintes por eles estudados concordam que a rotina observada no estágio lhes serviu de modelo para sua atuação profissional. Essa realidade pode ser relacionada à aprendizagem significativa. No estágio desempenhado por tais alunos, o que lhes foi lógico e significativo foi o desempenho repetitivo de sua função, não a crítica ou a prática-teoria-prática proposta por Pimenta (2006), daí o significativo foi-lhes a rotina. Esta é outra razão na qual o desenvolvimento da Empresa Júnior como prática pedagógica tenha uma potencial contribuição para a formação do aluno de administração, preparando-o eficientemente para gozar de sua profissão: Tomador de decisões. 19

20 Desta forma, a Empresa Júnior, entendida como um laboratório, pode ser encarada como uma atividade pedagógica que tem seus objetivos muito claros: aproximar o estagiário do curso de graduação em Administração de sua função real. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao fim desta pesquisa, julga-se atingido o objetivo geral, mostrando que a Empresa Júnior pode proporcionar uma melhora significativa no aprendizado do aluno do curso de graduação em Administração, dado que aproxima o aluno do seu contexto real de atuação. Contudo, esta possibilidade já existe na legislação quando o estágio for obrigatório, estabelecido seu local em acordo. Então, a maior contribuição desse trabalho é fomentar a idéia de que, ao invés do aluno deixar a instituição para realizar o estágio, ele pudesse permanecer na instituição e, com a monitoria de professores capazes e dedicados, pudessem gozar dessa experiência, podendo refletir conjuntamente com demais colegas e professores sobre as atividades. Obviamente há estágios fora da instituição que promovem tal experiência, como os programas de trainee de grandes corporações, portanto, como consideração final deste ensaio, lança-se a idéia da inclusão da Empresa Júnior no projeto pedagógico do curso de graduação em Administração, passando, desta forma, a ter dotação orçamentária, orientador de projeto, atenção voltada ao aprendizado e, assim, podendo contribuir de forma ímpar para o desenvolvimento dos alunos. Contudo, ainda resta a necessidade de pesquisas empíricas mais conclusivas que evidenciem o desempenho de alunos que participaram da Empresa Júnior e alunos que não participaram da Empresa Júnior. Para tal mensuração, propõem-se relacionar métricas ligadas ao desempenho acadêmico do aluno; a opinião dos professores orientadores de trabalho de conclusão de curso; a opinião dos professores orientadores da Empresa Júnior e a opinião do aluno quanto à experiência da Empresa Júnior para sua formação profissional. REFERÊNCIAS ALMEIDA, D. R.; LAGEMANN, L.; SOUSA, S. V. A. A importância do estágio supervisionado para a formação do administrador. In: Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (EnANPAD), XXX, Set, Salvador (BA),

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO ESTÁGIO DOCENTE Ato educativo supervisionado realizado no contexto do trabalho docente que objetiva a formação de educandos que estejam regularmente frequentando cursos e/ou programas de formação de professores

Leia mais

DIRETRIZES GERAIS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA

DIRETRIZES GERAIS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA DIRETRIZES GERAIS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA INTRODUÇÃO O Estágio Curricular foi criado pela Lei 6.494, de 7 de dezembro de 1977 e regulamentado pelo Decreto 87.497, de 18 de agosto

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO, BACHARELADO Administração LFE em Administração de Empresas Lajeado 4811 Administração LFE em Administração

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO, BACHARELADO Administração LFE em Administração de Empresas Administração LFE em Análise de Sistemas

Leia mais

PROJETO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL SUPERVISIONADO

PROJETO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL SUPERVISIONADO PROJETO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL SUPERVISIONADO O Estágio Curricular Supervisionado tem como objetivo desenvolver junto ao estudante a capacidade de desenvolver uma leitura problematizadora da realidade

Leia mais

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) Estabelece Diretrizes Nacionais para a

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NORTE - RS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NORTE - RS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR NORTE - RS PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO CIÊNCIAS BIOLÓGICAS LICENCIATURA PLENA ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS O Curso de Ciências Biológicas, através

Leia mais

Informações sobre o Curso de Administração

Informações sobre o Curso de Administração Objetivo Geral do Curso: Informações sobre o Curso de Administração Prover a sociedade de profissional dotado de senso crítico e comportamento ético-profissional qualificado. Um Administrador criativo,

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO. 1. TURNOS: Matutino HABILITAÇÃO: Bacharelado em Administração Noturno. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 5 anos

ADMINISTRAÇÃO. 1. TURNOS: Matutino HABILITAÇÃO: Bacharelado em Administração Noturno. PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 5 anos ADMINISTRAÇÃO 1. TURNOS: Matutino HABILITAÇÃO: Bacharelado em Administração Noturno GRAU ACADÊMICO: Bacharel em Administração PRAZO PARA CONCLUSÃO: Mínimo = 5 anos Máximo = 8 anos 2. HISTÓRICO DO CURSO

Leia mais

Palavras-chave: Didática; Estágio; Formação; Teoria; Prática.

Palavras-chave: Didática; Estágio; Formação; Teoria; Prática. ESTÁGIO E DIDÁTICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS Maria do Socorro Sousa e Silva Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA Resumo O presente artigo objetiva registrar e refletir sobre a disciplina de Estágio

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE ENGENHARIA DE SOFTWARE, BACHARELADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O presente

Leia mais

MANUAL DE ESTÁGIO CIÊNCIAS CONTÁBEIS. Profa. LUCIANE ALVES FERNANDES. Coordenação de Estágio e Trabalho de Conclusão.

MANUAL DE ESTÁGIO CIÊNCIAS CONTÁBEIS. Profa. LUCIANE ALVES FERNANDES. Coordenação de Estágio e Trabalho de Conclusão. MANUAL DE ESTÁGIO CIÊNCIAS CONTÁBEIS Profa. LUCIANE ALVES FERNANDES Porto Alegre/RS 2014 ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO... 3 2. O ESTÁGIO... 3 3. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL DO ESTÁGIO... 3 4. OBJETIVOS DO ESTÁGIO... 3

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições Gerais O

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES CAPÍTULO I DA CONSTITUIÇÃO E DA FINALIDADE DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO (OBRIGATÓRIO) Art.

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UTFPR

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UTFPR Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO DA UTFPR APROVADO PELA RESOLUÇÃO

Leia mais

GESTÃO EDUCACIONAL: REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

GESTÃO EDUCACIONAL: REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO GESTÃO EDUCACIONAL: REFLEXÃO SOBRE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Ana Paula Martins Costa Graduanda de Pedagogia- UEPB Aline Carla da Silva Costa - Graduanda de Pedagogia- UEPB

Leia mais

UMA ANÁLISE DO FORMATO DO ESTÁGIO NAS LICENCIATURAS A DISTÂNCIA DA UFRN. Natal/RN, 05/2009.

UMA ANÁLISE DO FORMATO DO ESTÁGIO NAS LICENCIATURAS A DISTÂNCIA DA UFRN. Natal/RN, 05/2009. 1 UMA ANÁLISE DO FORMATO DO ESTÁGIO NAS LICENCIATURAS A DISTÂNCIA DA UFRN Natal/RN, 05/2009. Auta Stella de Medeiros Germano - SEDIS-UFRN - autastella@yahoo.com.br Categoria (Gerenciamento e Logística)

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA ASCES

REGULAMENTAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA ASCES REGULAMENTAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA ASCES NATUREZA E FINALIDADES Art. 1º. O estágio curricular do Curso de Fisioterapia da Faculdade ASCES constitui uma etapa curricular com

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA, LICENCIATURA REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições Gerais O presente

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

Credenciada pela Portaria Ministerial nº 1734 de 06/08/2001, D.O.U. de 07/08/2001

Credenciada pela Portaria Ministerial nº 1734 de 06/08/2001, D.O.U. de 07/08/2001 ESTÁGIO SUPERVISIONADO DOS CURSOS DE LICENCIATURA: EDUCAÇÃO FÍSICA (Portaria de Reconhecimento nº 428 de 28 de julho de 2014) E PEDAGOGIA (Portaria de Reconhecimento nº 286 de 21 de dezembro de 2012) ORIENTAÇÕES

Leia mais

INFORMAÇÕES DO PPC Perfil do Egresso

INFORMAÇÕES DO PPC Perfil do Egresso INFORMAÇÕES DO PPC Perfil do Egresso O Curso Superior de Tecnologia em Secretariado visa formar profissionais com competência técnica, comunicação interpessoal, postura ética, visão holística, espírito

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições

Leia mais

REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO FACULDADE SUMARÉ

REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO FACULDADE SUMARÉ REGULAMENTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO FACULDADE SUMARÉ 2008 CAPÍTULO I DA CONCEPÇÃO E FINALIDADE Art. 1º. Respeitada a legislação vigente, as normas específicas aplicáveis a cada curso e, em

Leia mais

Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Itaberaí. Projeto de Estágio Supervisionado Obrigatório: Práxis pedagógica e formação docente

Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Itaberaí. Projeto de Estágio Supervisionado Obrigatório: Práxis pedagógica e formação docente Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Itaberaí Projeto de Estágio Supervisionado Obrigatório: Práxis pedagógica e formação docente Itaberaí 2012 Sebastião Alonso Júnior Diretor da Unidade

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO (PPC)

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO (PPC) , INCLUINDO ESSE, DEVEM SER RETIRADOS DO TEXTO FINAL, POIS SERVEM SOMENTE COMO ORIENTAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO FINAL> PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO (PPC)

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE DESIGN, BACHARELADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições Gerais O estágio não obrigatório,

Leia mais

Prof. Me. Gilson Aparecido Castadelli

Prof. Me. Gilson Aparecido Castadelli Projeto de Implantação do Núcleo Tecnológico de Educação Aberta - NTEA Prof. Me. Gilson Aparecido Castadelli Ourinhos - 2012 2 1- DADOS GERAIS 1.1 UNIDADE EXECUTORA FIO - FACULDADES INTEGRADAS DE OURINHOS

Leia mais

REFLEXÕES ACERCA DO PAPEL DO PEDAGOGO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULANDO OS SABERES DO DOCENTE E DO PEDAGOGO

REFLEXÕES ACERCA DO PAPEL DO PEDAGOGO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULANDO OS SABERES DO DOCENTE E DO PEDAGOGO REFLEXÕES ACERCA DO PAPEL DO PEDAGOGO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: ARTICULANDO OS SABERES DO DOCENTE E DO PEDAGOGO BACHETI, Luciane Serrate Pacheco, FERNANDES, Márcia Alessandra de Souza, SILVA, Maria Izabel

Leia mais

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE SERVIÇO SOCIAL PLANO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO PARA ESTUDANTES DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE SERVIÇO SOCIAL PLANO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO PARA ESTUDANTES DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS CURSO DE SERVIÇO SOCIAL PLANO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO PARA ESTUDANTES DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL INTRODUÇÃO O estágio curricular obrigatório é aquele definido

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - 2014

REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - 2014 1 FACULDADE DE ESTUDOS SOCIAIS DO ESPÍRITO SANTO PIO XII CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO EM COMÉRCIO EXTERIOR I INTRODUÇÃO REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO - 2014 O currículo

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA, LICENCIATURA REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições Gerais O presente

Leia mais

CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO CURSO DE GRADUAÇÃO LICENCIATURA EM PEDAGOGIA REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO GUARUJÁ 2013 REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA CAPÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO Artigo 1º - O Estágio

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL, BACHARELADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O estágio

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

CURSO DE PEDAGOGIA MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO CURSO DE PEDAGOGIA MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO O presente Manual tem o objetivo de orientar, auxiliar e esclarecer quanto às premissas e trâmites que envolvem as atividades referentes ao Estágio Supervisionado

Leia mais

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí Instituto Superior de Educação - ISE

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí Instituto Superior de Educação - ISE DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1 Do estágio curricular supervisionado A modalidade de Estágio Supervisionado é uma importante variável a ser considerada no contexto de perfil do egresso. A flexibilidade prevista

Leia mais

NORMAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA OS CURSOS DE LICENCIATURA EM LETRAS DA PUCRS

NORMAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA OS CURSOS DE LICENCIATURA EM LETRAS DA PUCRS NORMAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA OS CURSOS DE LICENCIATURA EM LETRAS DA PUCRS CURSOS DE LICENCIATURA EM LETRAS: Habilitações: Língua Portuguesa e respectivas Literaturas Língua Espanhola e respectivas

Leia mais

Red Derechos Humanos y Educación Superior Taller 1 Metodología de la enseñanza de los DDHH en la Educación Superior (Lima, 16-17 de julio de 2012)

Red Derechos Humanos y Educación Superior Taller 1 Metodología de la enseñanza de los DDHH en la Educación Superior (Lima, 16-17 de julio de 2012) Red Derechos Humanos y Educación Superior Taller 1 Metodología de la enseñanza de los DDHH en la Educación Superior (Lima, 16-17 de julio de 2012) O Ensino de Direitos Humanos da Universidade Federal do

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE PEDAGOGIA, Licenciatura REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das disposições gerais O presente documento

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR CENECISTA DE FARROUPILHA Mantido pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR CENECISTA DE FARROUPILHA Mantido pela Campanha Nacional de Escolas da Comunidade MANUAL DE ESTÁGIO Curso de PEDAGOGIA S U M Á R I O 1. Apresentação... 03 2. Proposta de Estágio... 03 3. Aspectos legais... 04 4. Objetivo Geral... 04 5. Campo de Estágio... 05 6. Modalidades de Estágio...

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS, BACHARELADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições Gerais O estágio

Leia mais

A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes. Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI

A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes. Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI A REFLEXÃO CRÍTICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: Entre Práticas e Saberes Alciane Gonçalves Barbosa - Graduanda em Pedagogia/UFPI Maria Antonia Alves Lima Graduanda em Pedagogia /UFPI Bárbara Maria Macedo

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 13, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2006 (*)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 13, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2006 (*) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR RESOLUÇÃO Nº 13, DE 24 DE NOVEMBRO DE 2006 (*) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Turismo

Leia mais

O ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE SOCIOLOGIA

O ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE SOCIOLOGIA Dirce Pacheco e Zan O ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE SOCIOLOGIA DIRCE PACHECO E ZAN * este texto, apresento algumas reflexões sobre o estágio em cursos de licenciatura, em especial, no direcionado

Leia mais

RESOLUÇÃO N. 176/04-CEE/MT.

RESOLUÇÃO N. 176/04-CEE/MT. RESOLUÇÃO N. 176/04-CEE/MT. Estabelece Diretrizes para a organização e a realização de Estágio de alunos da Educação Profissional de Nível Técnico e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação

Leia mais

A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR

A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO ESCOLAR GLEICE PEREIRA (UFES). Resumo Com o objetivo de apresentar considerações sobre a formação do bibliotecário escolar, esta pesquisa analisa o perfil dos alunos do Curso

Leia mais

MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO - LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO - LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA 1. APRESENTAÇÃO O curso de Educação Física da FISMA, através de sua orientação de estagio supervisionado obrigatório, vem por meio de o presente documento estabelecer as diretrizes básicas da realização

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVATES REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR NÃO OBRIGATÓRIO Das Disposições

Leia mais

Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria Executiva Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria Executiva Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Presidência da República Federativa do Brasil Ministério da Educação Secretaria Executiva Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira INEP Diretoria de Avaliação da Educação

Leia mais

FACULDADE DA REGIÃO DOS LAGOS INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS ECONÔMICAS

FACULDADE DA REGIÃO DOS LAGOS INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO E CIÊNCIAS ECONÔMICAS 1. Princípios Teórico-Filosóficos A Faculdade da Região dos Lagos vem se destacando como uma das principais instituições na formação de administradores, empresários e gerentes em nossa região. Além disso,

Leia mais

O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES 1 O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES GUEDES, Shirlei Terezinha Roman 1 SCHELBAUER, Analete Regina 2 A proposta deste texto é compartilhar algumas idéias a título de primeiros

Leia mais

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE. Curso: Licenciatura em Educação Física Projeto Pedagógico

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE. Curso: Licenciatura em Educação Física Projeto Pedagógico UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E ESPORTE Curso: Licenciatura em Educação Física Projeto Pedagógico Ingressantes em 2007 Dados: Sigla: Licenciatura em Educação Física Área: Biológicas

Leia mais

O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL: perspectivas e desafios frente às novas diretrizes curriculares

O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL: perspectivas e desafios frente às novas diretrizes curriculares 590 O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL: perspectivas e desafios frente às novas diretrizes curriculares Raquel Renzo Silva - UNESP Analúcia Bueno dos Reis Giometti - UNESP INTRODUÇÃO A atualidade

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA DIRETORIA DE ESTATÍSTICAS EDUCACIONAIS NOTA TÉCNICA 020/2014 Indicador de adequação da formação do docente

Leia mais

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Concepção do Curso de Administração

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Concepção do Curso de Administração CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Concepção do Curso de Administração A organização curricular do curso oferece respostas às exigências impostas pela profissão do administrador, exigindo daqueles que integram a instituição

Leia mais

2. Disseminar o conhecimento gerado no Instituto Federal do Amazonas.

2. Disseminar o conhecimento gerado no Instituto Federal do Amazonas. Extensão ETENSÃO A implementação da politica de Extensão, no Instituto Federal do Amazonas reafirma a missão deste Instituto e seu comprometimento com o desenvolvimento local e regional promovendo a integração

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTÁGIO DO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA

REGULAMENTO DE ESTÁGIO DO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás Departamento de Áreas Acadêmicas I Coordenação de Ciências Humanas

Leia mais

A TEORIA E A PRÁTICA NO CURSO DE PEDAGOGIA: O LIMITE DO POSSÍVEL

A TEORIA E A PRÁTICA NO CURSO DE PEDAGOGIA: O LIMITE DO POSSÍVEL V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 A TEORIA E A PRÁTICA NO CURSO DE PEDAGOGIA: O LIMITE DO POSSÍVEL Celeida Belchior Cintra Pinto 1 ; Maria Eleusa Montenegro

Leia mais

Estabelece a Base Curricular, para a Formação Pedagógica dos Cursos de Licenciatura.

Estabelece a Base Curricular, para a Formação Pedagógica dos Cursos de Licenciatura. RESOLUÇÃO Nº 04/2004 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Estabelece a Base Curricular, para a Formação Pedagógica dos Cursos de Licenciatura.

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO: COMPROMISSO NA FORMAÇÃO

ESTÁGIO SUPERVISIONADO: COMPROMISSO NA FORMAÇÃO ESTÁGIO SUPERVISIONADO: COMPROMISSO NA FORMAÇÃO Resumo BUENO, Gilmar Duarte Ribeiro Eixo Temático: Didática: Teorias, Metodologias e Práticas Agência Financiadora: não contou com financiamento A temática

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí

Faculdades Integradas do Vale do Ivaí 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 1.1 Denominação Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas 1.2 Total de Vagas Anuais 80 vagas anuais 1.3 Regime Acadêmico de Oferta Seriado

Leia mais

III-Compreender e vivenciar o funcionamento e a dinâmica da sala de aula.

III-Compreender e vivenciar o funcionamento e a dinâmica da sala de aula. REGULAMENTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE PEDAGOGIA TÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO Artigo 1º -O Estágio Supervisionado de que trata este regulamento refere-se à formação de licenciados em Pedagogia

Leia mais

NORMAS DE ESTÁGIO DO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

NORMAS DE ESTÁGIO DO CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA 2015 SUMÁRIO 1 - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES... 3 2 - OBJETIVO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO... 3 3 - ACOMPANHAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO ESTÁGIO OBRIGATÓRIO... 4 4 - EXEMPLO DE ÁREAS PARA REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO...

Leia mais

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010. Carga Horária Semestral: 40 Semestre do Curso: 1º

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010. Carga Horária Semestral: 40 Semestre do Curso: 1º PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓCIO: 2010 Curso: Pedagogia Disciplina: Metodologia Científica Carga Horária Semestral: 40 Semestre do Curso: 1º 1 - Ementa (sumário, resumo) Conceito e concepção de ciência

Leia mais

PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA

PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA PROFESSORES DO CURSO DE TECNOLOGIA EM HOTELARIA: CONHECENDO A CONSTITUIÇÃO DE SEUS SABERES DOCENTES SILVA, Daniela C. F. Barbieri Programa de Pós-Graduação em Educação Núcleo: Formação de professores UNIMEP

Leia mais

O ESTÁGIO CURRICULAR: ESPECIFICIDADES E FUNDAMENTOS LEGAIS

O ESTÁGIO CURRICULAR: ESPECIFICIDADES E FUNDAMENTOS LEGAIS O ESTÁGIO CURRICULAR: ESPECIFICIDADES E FUNDAMENTOS LEGAIS O QUE É O ESTÁGIO? Estágio é um ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira INEP Diretoria de Avaliação da Educação Superior - DAES SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR

Leia mais

EIXO TECNOLÓGICO: Gestão e Negócios CURSO/MODALIDADE: Curso Técnico em Vendas Integrado PROEJA Turma 1 DISCIPLINA: Educação Física

EIXO TECNOLÓGICO: Gestão e Negócios CURSO/MODALIDADE: Curso Técnico em Vendas Integrado PROEJA Turma 1 DISCIPLINA: Educação Física MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA CAMPUS SANTA ROSA Rua Uruguai, 1675Bairro Central CEP: 98900.000

Leia mais

SUMÁRIO Apresentação O Locus da Prática Profissional Fundamentação Legal Objetivos Planejamento Competência:

SUMÁRIO Apresentação O Locus da Prática Profissional Fundamentação Legal Objetivos Planejamento Competência: SUMÁRIO Apresentação... 5 O Locus da Prática Profissional...6 Fundamentação Legal... 7 Objetivos... 8 Planejamento... 9 Competência: Da Coordenação Geral de Estágios do Curso... 10 Do Supervisor/Preceptor

Leia mais

REGULAMENTO GERAL DE ESTÁGIOS

REGULAMENTO GERAL DE ESTÁGIOS REGULAMENTO GERAL DE ESTÁGIOS Dispõe sobre os estágios realizados pelos discentes do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais - IFMG, em cumprimento da Lei nº 11.788, de 25 de setembro

Leia mais

ISSN: 1981-3031 O USO DO PORTFÓLIO: CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CURSO NORMAL.

ISSN: 1981-3031 O USO DO PORTFÓLIO: CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CURSO NORMAL. O USO DO PORTFÓLIO: CONTRIBUIÇÕES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CURSO NORMAL. Autores: Leila Carla dos Santos Quaresma¹ leilac.pedagogia@gmail.com Profª Dr. Maria Aparecida Pereira Viana² vianamota@gmail.com

Leia mais

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 1 REGULAMENTO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO CAPITULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º - Este regulamento normatiza as atividades relacionadas ao Estágio Curricular do Curso de Administração

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE BACHARELADO E LICENCIATURA DA UTFPR

DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE BACHARELADO E LICENCIATURA DA UTFPR Ministério da Educação Universidade Tecnológica Federal do Paraná Pró-Reitoria de Graduação e Educação Profissional DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE BACHARELADO E LICENCIATURA DA UTFPR Resolução

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO UFPE CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO - CAC CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO UFPE CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO - CAC CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO UFPE CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO - CAC CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA Coordenadora do Curso: Prof a Maria Cláudia Alves Guimarães IDENTIFICAÇÃO DO CURSO 1. Denominação

Leia mais

SUPERVISÃO ACADÊMICA: UMA PROPOSTA POLÍTICA DE DESAFIOS E QUALIDADE NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

SUPERVISÃO ACADÊMICA: UMA PROPOSTA POLÍTICA DE DESAFIOS E QUALIDADE NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL SUPERVISÃO ACADÊMICA: UMA PROPOSTA POLÍTICA DE DESAFIOS E QUALIDADE NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Lourdes Passaura* RESUMO: Este artigo relata a experiência de um trabalho efetuado por meio do projeto de supervisão

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA FACULDADE ASCES

REGULAMENTAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA FACULDADE ASCES REGULAMENTAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA FACULDADE ASCES NATUREZA E FINALIDADES Art. 1º. O estágio curricular do Curso de Odontologia da Faculdade ASCES constitui um momento de aprendizagem

Leia mais

ESTUDO COMPARATIVO DA LEI 9394/1996 E DA LEI 12.796/2013

ESTUDO COMPARATIVO DA LEI 9394/1996 E DA LEI 12.796/2013 ESTUDO COMPARATIVO DA LEI 9394/1996 E DA LEI 12.796/2013 1 Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: [...] Art. 3 O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

Leia mais

FÓRUNS ESTADUAIS DE APOIO À FORMAÇÃO DOCENTE: ORIENTAÇÕES PARA SUA ORGANIZAÇÃO

FÓRUNS ESTADUAIS DE APOIO À FORMAÇÃO DOCENTE: ORIENTAÇÕES PARA SUA ORGANIZAÇÃO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR - CAPES FÓRUNS ESTADUAIS DE APOIO À FORMAÇÃO DOCENTE: ORIENTAÇÕES PARA SUA ORGANIZAÇÃO (versão preliminar) Brasília, setembro

Leia mais

NORMAS E PROCEDIMENTOS TI TRABALHO INTERDISCIPLINAR

NORMAS E PROCEDIMENTOS TI TRABALHO INTERDISCIPLINAR NORMAS E PROCEDIMENTOS TI TRABALHO INTERDISCIPLINAR ARUJÁ SP 2º / 2012 APRESENTAÇÃO Mais um semestre se inicia e a Faculdade de Arujá FAR está propondo um novo modelo de Trabalho Interdisciplinar. A interdisciplinaridade

Leia mais

SOCIEDADE CULTURAL E EDUCACIONAL DE ITAPEVA - ACITA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA - FAIT

SOCIEDADE CULTURAL E EDUCACIONAL DE ITAPEVA - ACITA FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E AGRÁRIAS DE ITAPEVA - FAIT REGULAMENTO GERAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA DA FAIT ATUALIZADO EM 22 DE MAIO DE 2013. PARA VIGÊNCIA A PARTIR DE 2013 2º SEMESTRE Itapeva- SP 1 ANO DE 2013 - REGULAMENTO

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO. Curso de Graduação Tecnológica em Marketing

PROJETO PEDAGÓGICO. Curso de Graduação Tecnológica em Marketing PROJETO PEDAGÓGICO Curso de Graduação Tecnológica em Marketing Porto alegre, 2011 1 1. Objetivos do Curso O projeto do curso, através de sua estrutura curricular, está organizado em módulos, com certificações

Leia mais

RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011)

RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011) RESOLUÇÃO N o 012, de 27 de março de 2008. 1 (Modificado o Regimento pela Res. 022/2011 e 061/2011) Cria o Núcleo de Educação a Distância (NEAD) e aprova seu Regimento Interno. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

Regulamento Interno. de Estágios

Regulamento Interno. de Estágios Regulamento Interno de Estágios Índice Apresentação... 3 Capítulo 1 Caracterização e objetivo do estágio... 3 Capítulo 2 - Oferta de vagas de estágio... 4 Capítulo 3 - Duração do estágio... 5 Capítulo

Leia mais

DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN

DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN DOCÊNCIA ASSISTIDA NO ENSINO SUPERIOR: EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CURSO DE MÚSICA LICENCIATURA DA UFRN Autor: Anne Charlyenne Saraiva Campos; Co-autor: Emerson Carpegiane de Souza Martins

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA E MODELAGEM MATEMÁTICA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA E NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL RESUMO

FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA E MODELAGEM MATEMÁTICA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA E NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL RESUMO FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA E MODELAGEM MATEMÁTICA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA E NO DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL Edvard Luiz da Silva Filho, edvardluiz@folha.com.br - FMU, Brasil. RESUMO

Leia mais

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DE ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÃO DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM REDES DE COMPUTADORES CAPÍTULO I

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DE ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÃO DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM REDES DE COMPUTADORES CAPÍTULO I REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DE ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÃO DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM REDES DE COMPUTADORES Dispõe sobre o Acompanhamento e Orientação do Estágio do Curso Superior de

Leia mais

FACULDADE DE EDUCAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E TECNOLOGIA DE IBAITI - FEATI

FACULDADE DE EDUCAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E TECNOLOGIA DE IBAITI - FEATI ASSOCIAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE IBAITI FACULDADE DE EDUCAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO E TECNOLOGIA DE IBAITI - FEATI REGULAMENTO DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES DO CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS COORDENADORA

Leia mais

MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE BACHARELADO EM ODONTOLOGIA DO IMMES. Capítulo I

MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE BACHARELADO EM ODONTOLOGIA DO IMMES. Capítulo I MANUAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO DO CURSO DE BACHARELADO EM ODONTOLOGIA DO IMMES. Capítulo I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art.1 - O presente Manual tem por finalidade orientar os alunos concluintes do Curso

Leia mais

BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES

BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES Bacharelados Interdisciplinares (BIs) e similares são programas de formação em nível de graduação de natureza geral, que conduzem a diploma, organizados por grandes áreas

Leia mais

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social ORGANIZAÇÃO CURRICULAR do Curso de Serviço Social O Projeto pedagógico do Curso de Serviço Social do Pólo Universitário de Rio das Ostras sua direção social, seus objetivos, suas diretrizes, princípios,

Leia mais

DESCRITIVO DE CURSO. MBA em Liderança e Gestão de Pessoas

DESCRITIVO DE CURSO. MBA em Liderança e Gestão de Pessoas DESCRITIVO DE CURSO MBA em Liderança e Gestão de Pessoas 1. Posglobal Após a profunda transformação trazida pela globalização estamos agora em uma nova fase. As crises econômica, social e ambiental que

Leia mais

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING CAPÍTULO I

REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING CAPÍTULO I REGULAMENTO DAS ATIVIDADES DO ESTÁGIO DO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING Dispõe sobre o Acompanhamento e Orientação do Estágio do Curso Superior de Tecnologia em Marketing da Faculdade de Castanhal.

Leia mais

PROJETOS DE ENSINO I DA JUSTIFICATIVA

PROJETOS DE ENSINO I DA JUSTIFICATIVA I DA JUSTIFICATIVA PROJETOS DE ENSINO O cenário educacional atual tem colocado aos professores, de modo geral, uma série de desafios que, a cada ano, se expandem em termos de quantidade e de complexidade.

Leia mais

Universidade do Vale do Paraíba Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia

Universidade do Vale do Paraíba Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia Universidade do Vale do Paraíba Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia PASSO A PASSO PARA ATIVIDADES PRÁTICAS COMPLEMENTARES São atividades obrigatórias

Leia mais

CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DA ESTRUTURA

CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DA ESTRUTURA UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL UNISC CURSO DE LETRAS REGULAMENTO DOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA E LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (INGLESA, ESPANHOLA E ALEMÃ) CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO COLEGIADO DE ARTES VISUAIS

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO COLEGIADO DE ARTES VISUAIS ANEXO A SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO COLEGIADO DE ARTES VISUAIS REGULAMENTO ESPECÍFICO DOS COMPONENTES CURRICULARES PRÁTICAS DE ENSINO DO CURSO DE LICENCIATURA

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO RESOLUÇÃO N 72/2009 Aprova o Projeto Político-Pedagógico do Curso de Sistemas de Informação, modalidade

Leia mais

Resolução nº. 4 de 13 de julho de 2005, da Câmara de Educação Superior do CNE publicada no Diário Oficial de 19 de julho de 2005, artigo 7º:

Resolução nº. 4 de 13 de julho de 2005, da Câmara de Educação Superior do CNE publicada no Diário Oficial de 19 de julho de 2005, artigo 7º: ESTÁGIO SUPERVISIONADO I E II 1 - Resolução: Resolução nº. 4 de 13 de julho de 2005, da Câmara de Educação Superior do CNE publicada no Diário Oficial de 19 de julho de 2005, artigo 7º: O Estágio Curricular

Leia mais

ESCLARECIMENTOS SOBRE OS CURSOS DE BACHARELADO E LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

ESCLARECIMENTOS SOBRE OS CURSOS DE BACHARELADO E LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ISSN 2238-300X ESCLARECIMENTOS SOBRE OS CURSOS DE BACHARELADO E LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA Prof. Dr. Francisco Pitanga 1 A Educação Física passa por momento bastante difícil no Estado da Bahia e precisamos

Leia mais