UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO PROGRAMA DE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE URBANO

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1 12 UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO PROGRAMA DE MESTRADO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE URBANO ALEXANDRA MARIA GÓES NEGRÃO URBANIZAÇÃO E POLUIÇÃO SONORA: estudo de caso sobre os efeitos extra-auditivos provocados pelo ruído noturno urbano BELÉM 2009

2 13 ALEXANDRA MARIA GÓES NEGRÃO URBANIZAÇÃO E POLUIÇÃO SONORA: estudo de caso sobre os efeitos extra-auditivos provocados pelo ruído noturno urbano Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano da Universidade da Amazônia como requisito para obtenção do grau de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano. Orientadora: Profª. Dra. Elcione Maria Lobato de Moraes. BELÉM 2009

3 14 ALEXANDRA MARIA GÓES NEGRÃO URBANIZAÇÃO E POLUIÇÃO SONORA: estudo de caso sobre os efeitos extra-auditivos provocados pelo ruído noturno urbano Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano da Universidade da Amazônia como requisito para obtenção do grau de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano. Orientadora: Profª. Dra. Elcione Maria Lobato de Moraes. BANCA EXAMINADORA Profª. Dra. Elcione Maria Lobato de Moraes Orientadora UNAMA Profa. Dra. Cinthya Lynch UNAMA Prof. Dr. Antônio Marcos Araújo IESAM Apresentado em: / / Conceito: BELÉM 2009

4 15 Ao meu amado filho Rafael, pela demonstração eterna de amor, amizade, compreensão e companheirismo. São para você todas as minhas conquistas! A minha família, em especial minha mãe e irmãos, que me apoiaram e me incentivaram em todos os momentos.

5 16 AGRADECIMENTOS A Deus, pelos momentos de equilíbrio, força e perseverança! A Universidade da Amazônia, pela oportunidade para a realização do curso. Aos moradores do bairro do Umarizal, pela paciência, disponibilidade e confiança no meu trabalho. A minha orientadora, professora Drª Elcione Lobato de Moraes, pela dedicação, paciência e competência. Aos professores do curso do mestrado, pelos ensinamentos repassados. As minhas queridas amigas Cinthya, Heloisa, Francisca e Socorro, pela amizade sincera e apoio fundamentais para a conclusão do curso. As minhas amigas-irmãs Andréa, Christiane e Diolen por todos os momentos que compartilhamos e pela amizade sempre presente e confiante, nos momentos que eu mais precisava.

6 17 Não haveria som se não houvesse o silêncio...não haveria luz se não fosse a escuridão. Lulu Santos

7 18 RESUMO A presente pesquisa tem como objetivo analisar os efeitos extra-auditivos provocados pelo ruído noturno na população do bairro do Umarizal, na cidade de Belém. Para tanto foi aplicado um questionário com 21 perguntas, numa amostra de 200 indivíduos de ambos os sexos, na faixa etária entre 18 e 67 anos, residentes próximo a locais de entretenimentos noturnos. A pesquisa foi realizada em duas áreas do bairro, divididas de acordo com a concentração de locais de entretenimentos, para com isso comparar o nível de incômodo, assim como a percepção dos efeitos extra-auditivos por parte da população. Os resultados obtidos constataram que 82,5% da população classificam o ruído noturno como intenso ou muito intenso, 72% sentem incômodo com o ruído noturno, 76,5 % relacionam os prejuízos à saúde à exposição ao ruído noturno, sendo que os efeitos extra-auditivos mais citados foram: insônia e irritabilidade (37%), insônia e estresse (29%) e insônia (10%). Entretanto, os dados da pesquisa não demonstram haver relação entre os níveis de incômodo e o sexo do entrevistado; por outro lado, há discrepância entre as diferentes faixas etárias, onde constatouse que o nível de incômodo com o ruído é maior na faixa entre 18 e 42 anos, que nas demais faixas. Já os resultados referentes aos efeitos extra-auditivos mostram que não há diferença entre as faixas etárias, visto que pessoas de ambos os sexos se queixam dos sintomas de cefaléia, irritabilidade e insônia em igual proporção. Palavras-Chave: Ruído urbano. Efeitos extra-auditivos do ruído. Qualidade de vida urbana.

8 19 ABSTRACT This research has as objective analyzes the extra-auditory effects provoked by the night noise in the population of the neighborhood of Umarizal, in the city of Belém. For so much a, questionnaire with 21 questions was applied, in a sample of 200 individuals of both sexes, in the age group between 18 and 67 years, close residents to places of night entertainments. The research was accomplished in two areas of the neighborhood, divided in agreement with the concentration of entertainments places, to that to compare the indisposition level, as well as the perception of the extra-auditory effects on the part of the population. The obtained results verified that 82,5% of the population classify the night noise as intense or very intense, 72% feel uncomfortable with the night noise, 76,5% relate the damages to health to the night noise exhibition, and the extra-auditory effects more mentioned were: insomnia and irritability (37%), insomnia and stress (29%) and insomnia (10%). However, the data of the research don't demonstrate any relation between the indisposition levels and the interviewee's sex; on the other hand, there is discrepancy among the different age groups, and was verified that the indisposition level with the noise is larger in the age groups between 18 and 42 years, that in the other age groups. But the referring results to the extra-auditory effects show that there are not differences among the age groups, because people of both sexes complain about the cephalalgia, irritability and insomnia symptoms in equal proportion. KEYWORDS: Urban noise. Extra-auditory effects of the noise. Quality of urban life.

9 20 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Faixa etária dos participantes da pesquisa 44 Tabela 2 - Tempo de moradia dos participantes da pesquisa 44 Tabela 3 - Cruzamento entre sexo e incômodo com ruído noturno 45 Tabela 4 - Cruzamento entre idade e incômodo com o ruído noturno 46 Tabela 5 - Cruzamento entre morar em local ruidoso e classificação do ruído 48 Tabela 6 - Período do dia mais ruidoso 49 Tabela 7 - Nível de incômodo com o ruído 49 Tabela 8 - Quanto esse ruído incomoda 50 Tabela 9 - Aumento do ruído com o tempo de moradia no local 51 Tabela 10 - Tipo de ruído que aumentou com o tempo de moradia no local 51 Tabela 11 - Tipo de ruído agradável no local onde moram os participantes 52 Tabela 12 - Tipo de ruído desagradável no local onde moram os participantes 52 Tabela 13 - Classificação do ruído noturno do local onde mora 53 Tabela 14 - Se os participantes se incomodam com o ruído noturno 54 Tabela 15 - Nível de incômodo com o ruído noturno 54 Tabela 16 - Cruzamento entre classificação do ruído noturno e incômodo com ruído noturno 54 Tabela 17 - Se o ruído noturno atrapalha as atividades dos participantes 55 Tabela 18 - Atividades que são atrapalhadas pelo ruído noturno 56 Tabela 19 - Atitudes para impedir ou minimizar o incômodo causado pelo ruído noturno Tabela 20 - Cruzamento entre classificação do ruído e atitudes para impedir ou minimizar o incômodo causado pelo ruído noturno Tabela 21 - Cruzamento entre classificação do ruído noturno e prejuízo à saúde 59

10 21 Tabela 22 - Efeitos do ruído sobre a saúde dos participantes 60 Tabela 23 - Cruzamento entre efeitos do ruído sobre a saúde e prejuízo à saúde 61

11 22 LISTA DE SIGLAS ABNT CONAMA CBD db Hz IBAMA IBGE LCCU MAB NBR OIT PAIR WHO Associação Brasileira de Normas Técnicas Conselho Nacional de Meio Ambiente Central Business District Decibel Hertz Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Lei Complementar de Controle Urbanístico Mapa Acústico de Belém Norma Brasileira Regulamentar Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida por Ruído World Health Organization

12 23 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos 15 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA CONSIDERAÇÕES SOBRE URBANIZAÇÃO A urbanização e a verticalização em Belém O bairro do Umarizal POLUIÇÃO SONORA E RUÍDO URBANO Fontes de ruído Ruído e legislação EFEITOS DO RUÍDO URBANO SOBRE A SAÚDE Efeitos auditivos Efeitos extra-auditivos ESTUDOS SOBRE OS EFEITOS DO RUÍDO NOTURNO SOBRE A 37 POPULAÇÃO 3 METODOLOGIA 39 4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 44 5 CONCLUSÃO 63 REFERÊNCIAS 65 APÊNDICE A - QUESTIONÁRIO 71 APÊNDICE B - CARTA EXPLICATIVA SOBRE O PROJETO 72 APÊNDICE C - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO ANEXO A MAPA DO BAIRRO DO UMARIZAL 73 77

13 24 N385u Negrão, Alexandra Maria Góes Urbanização e poluição sonora: estudo de caso sobre os efeitos extra-auditivos provocados pelo ruído noturno urbano / Alexandra Maria Góes Negrão -- Belém, f. Dissertação de Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano --Universidade da Amazônia, Orientadora: Profª. Drª Elcione Maria Lobato de Moraes. 1. Ruído urbano. 2. Efeitos extra-auditivos do ruído. 3. Qualidade de vida urbana. 4. Poluição sonora I. Moraes, Elcione Maria Lobato de. II. Título. CDD

14 25 1 INTRODUÇÃO Desde o início do século XX o mundo vem passando por um intenso processo de reorganização; mudanças econômicas e tecnológicas, como resultado do desenvolvimento do capitalismo e da revolução industrial, estão gradativamente substituindo os recursos naturais do planeta. A transformação da natureza, dando lugar a um ambiente urbano construído e modificado, produzido pela sociedade moderna possui, dentre outras coisas, excesso de população, vegetação nativa devastada, solos cobertos por asfaltos, rios e áreas de preservação poluídos. O desenvolvimento e a tecnologia trouxeram impactos negativos ao meio ambiente, como por exemplo, a poluição. (GRAEML; RIBAS, 2006). como: De acordo com o inciso III do art. 3º da Lei nº 6.938/81, poluição pode ser considerada A degradação da qualidade ambiental, resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Farias (2006), enfatiza o conceito de poluição, associando-a a uma modificação das propriedades biológicas, físicas, químicas e sociais que possa resultar em prejuízos ao meio ambiente e à qualidade de vida da coletividade. O ser humano apreende o meio ambiente através de seus sentidos, sendo por meio desses que a poluição se faz perceber. Assim, é por meio do olfato, do tato, da visão, do paladar e da audição que a poluição chega ao ser humano, direta ou indiretamente. O mesmo autor classifica os tipos de poluição em: hídrica, visual, do solo, nuclear e a sonora. De acordo com a World Health Organization (WHO,1999), a poluição sonora é a terceira causa de poluição do planeta, estando apenas atrás da poluição do ar e da água. Tratase de um importante agravo ao homem e ao meio ambiente, pois se configura como o tipo de poluição que afeta o maior número de pessoas. A poluição sonora é caracterizada como sendo um agente agressor e desconfortável, sendo considerada sinônimo de ruído. Assim, ruído ou poluição sonora é definida como todo som indesejável, sendo interpretações subjetivas e desagradáveis ao som. O critério de

15 26 distinção é o agente perturbador, que pode ser variável, envolvendo o fator psicológico de tolerância de cada indivíduo (ZANNIN, et al 2002; MACHADO, 2003; SALIBA, 2004; FARIAS, 2006). Pimentel-Souza (2000) acrescenta, ainda, que a poluição sonora não pode ser vista apenas como um problema de desconforto acústico, uma vez que a mesma passou a constituir um dos principais problemas ambientais dos grandes centros urbanos e, consequentemente, uma preocupação com a saúde pública. Afeta, portanto, o interesse difuso e coletivo, à medida em que os níveis excessivos de ruído causam deteriorização na qualidade de vida da população. A população residente em centros urbanos pode ficar perturbada física, mental e psicologicamente como conseqüência da poluição sonora, independente do tipo de fonte geradora do ruído. Essas perturbações geram sintomas extra-auditivos, que, na maioria das vezes, só vão ser associados à presença do ruído quando estão comprometendo a qualidade de vida das pessoas (NUDELMAN et al, 2001; SALIBA, 2004). Zannin et al (2002), reforça que, esses efeitos extra-auditivos, quando provocados pela poluição sonora, influenciam negativamente os ambientes laboral e/ou ambiental dos sujeitos envolvidos. Muitos desses efeitos, tais como a cefaléia, a irritabilidade, a insônia e o estresse, não são diretamente associados à presença do ruído porque não aparecem bruscamente, são consequências de uma exposição contínua, que sofre influência do tempo e da intensidade do ruído. No ambiente urbano, as fontes de maiores queixas por parte da população são as do tráfego rodado, seguido pelo ruído oriundo de casas noturnas. Neste último caso, o ruído estende-se pela noite adentro, agredindo violentamente o ambiente acústico das zonas residenciais, uma vez que inviabiliza o silêncio, criando um barulho de fundo sem trégua, agora invadindo o cérebro dia e noite. Estes fatores podem acarretar um descontrole do ritmo biológico do homem, provocando o que a literatura denomina como reações psicossociais ou efeitos extra-auditivos. (PIMENTEL-SOUZA, 2000). Kwitko (2001); Nudelman et al (2001) e Saliba (2004) referem que a exposição constante causa um incômodo denominado de estresse, sendo este variável de pessoa para pessoa e que depende de fatores psicofisiológicos. Desta forma, o nível de estresse ao ruído, assim como a percepção do mesmo por parte do sujeito é subjetiva. Esta subjetividade leva o indivíduo a analisar, avaliar, perceber e controlar o seu nível de estresse ao ruído de diferentes maneiras, dependendo também das situações da exposição.

16 27 O estresse é um dos principais sintomas extra-auditivos, oriundo de uma exposição constante ao ruído urbano. Este sintoma provoca o aparecimento de outros sintomas secundários, como cefaléia, insônia, irritabilidade, ansiedade, nervosismo, dentre outros. (ZANNIN et al, 2002) O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2005), numa pesquisa realizada em domicilios do país sobre a qualidade de vida das famílias, constatou que a poluição sonora se constituiu como o tipo de poluição ambiental de maior queixa. Nesta pesquisa, a cidade de Belém/PA foi considerada a "capital do barulho", de acordo com a percepção de seus próprios moradores. Na capital paraense, 44,2% das famílias entrevistadas pelo IBGE declararam morar em ruas barulhentas, assim como se sentirem incomodadas com a presença do ruído. Moraes; Lara (2004), realizaram uma pesquisa denominada Mapa Acústico de Belém (MAB), que teve como objetivo diagnosticar os níveis de ruído diurno na cidade, identificando e caracterizando as principais fontes de ruído, assim como as zonas de maior e menor intensidades sonoras. Esta pesquisa compreendeu os períodos entre 7 e 22 horas, não tendo sido realizada no período noturno, entre 22 e 7 horas. Pesquisando também os dados subjetivos, através de questionários aplicados à população, as autoras referem que 70% da população testada afirma morar e/ou trabalhar em local ruidoso, demonstrando incômodo com o ruído das vias. Dentre os bairros pesquisados pelo MAB, o bairro do Umarizal aparece com elevado índice de poluição sonora, oscilando entre 60 e 70 db(a), sendo este último nível encontrado com maior freqüência (MORAES; LARA, 2004). O bairro do Umarizal, atualmente, tem as áreas mais valorizadas da cidade e está sofrendo intensos investimentos imobiliários. As mudanças não são somente no número de edificações, mas também no padrão de qualidade das construções, evidenciando que a oferta de moradia atende às classes alta ou média alta. Estes fatores contribuíram para caracterizar o bairro como sendo um grande centro de lazer noturno, com restaurantes, bares, boates e casas de show para atender a demanda da população (FERREIRA, 2007). Machado (2004), enfatiza que as mudanças ocorridas no bairro em relação à vida noturna, acarretam malefícios para a própria população que utiliza seus serviços. Dentre esses malefícios, destaca-se a poluição sonora, provocada não somente pela emissão de músicas eletrônicas e ao vivo, mas também pelo aumento na circulação de tráfego rodado e de pessoas.

17 28 Desta forma, torna-se importante a realização de uma pesquisa que busque a resposta para a seguinte questão: até que ponto o ruído urbano noturno provoca efeitos extra-auditivos na população do bairro do Umarizal? 1.1 OBJETIVOS Objetivo geral Analisar os efeitos extra-auditivos provocados pelo ruído noturno urbano na população do bairro do Umarizal Objeivos específicos: Identificar as queixas dos moradores em relação ao ruído noturno; Caracterizar o nível de incômodo causado pelo ruído noturno; Comparar o nível de incômodo causado pelo ruído de acordo com o sexo e a idade dos pesquisados.

18 29 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE URBANIZAÇÃO O processo de ocupação da terra, assim como as diferentes formas de uso do território ocupado pelo homem, se constituíram fatores importantes para a compreensão do crescimento urbano. As noções de espaço habitado, assim como de terra habitada sofreram modificações a partir da Revolução Industrial e especialmente após os anos 50 do séc. XX; onde se observou um significativo avanço no processo de urbanização, principalmente nos países subdesenvolvidos. (CORRÊA, 1999) O fenômeno da urbanização pode assim ser definido como um processo social que concentra parte da população em um certo espaço, no qual desenvolveram-se aglomerações funcional e socialmente interdependentes, articulados em relações hierarquizadas. Este processo não deve ser visto apenas como determinante de mudanças promissoras no espaço urbano e no desenvolvimento de uma cidade, pois é responsável também por gerar nocividade à população, principalmente às que afetam a saúde. (CASTELLS, 1983) Faissol (1994) afirma ainda que o dinamismo da urbanização, o crescimento demográfico, as migrações de tipo campo-cidade, a industrialização e as mudanças no mercado de trabalho explicam boa parte das alterações territoriais ocorridas no país desde os anos 50. Segundo o autor, é inegável que o êxodo rural, ou seja, a saída da população de áreas rurais estagnadas e/ou semi-estagnadas para centros urbanos em expansão, foi parte importante para o processo de urbanização no Brasil. Soares (2007) reforça esta idéia pontuando que as décadas de 50 e 60 foram as mais promissoras para o crescimento das atividades industriais no país. O mandato do então Presidente da República Juscelino Kubitchek de Oliveira foi determinante para que isto acontecesse, uma vez que seu governo federal foi responsável pelo crescimento em 80% da indústria nacional, reforçada pela contrução da cidade de Brasília e da Rodovia Belém- Brasília. Desta forma, o intenso e contínuo crescimento da industrialização no país foi um dos fatores que mais contribuiu para a urbanização das grandes metrópoles, causando o que os autores definem como inchaço urbano. As grandes metrópoles brasileiras apresentam então uma semelhança no processo de urbanização, obedecendo quase sempre os mesmos critérios e a mesma lógica para a

19 30 ocupação da terra, o que afirma Santos (2005). Para o autor, todas as cidades brasileiras apresentam problemáticas semelhantes, apenas se diferenciando em tamanho, região e atividades exercidas. Enfatiza que quanto menor a aglomeração, menor a diversidade de sua ecologia social; quanto mais populosa e mais vasta, mais diferenciadas a atividade e a estrutura de classes, e mais o quadro urbano é compósito, deixando ver melhor suas diferenciações. Retrata ainda que as grandes cidades ocupam espaços entremeados de vazios, sendo definidas como cidades espraiadas. Nelas ocorre uma interdependência de categorias espaciais, como: tamanho urbano, modelo rodoviário, carência de infra-estrutura, especulação fundiária e mobiliária, problema de transporte, extroversão e periferização da população, criando o modelo de centro-periferia. Essas categorias se sustentam e se alimentam, tornando o crescimento urbano como produto dessa interdependência. O mesmo autor afirma, ainda, que o modelo rodoviário urbano é um fator determinante para o crescimento disperso e de espraiamento das cidades. A especulação, por exemplo, acentua o problema de acesso à terra e à habitação, assim como a deficiência de residências leva novamente à especulação e assim, a população mais pobre é conduzida para a periferia, aumentando o tamanho urbano. O funcionamento da sociedade urbana transforma os lugares de acordo com suas exigências, favorecendo desta forma, a valorização de determinados pontos da cidade. Esta valorização promove a diferenciação das atividades, uma vez que as mais dinâmicas tendem a se instalar em lugares mais privilegiados, assim como as pessoas com maiores recursos econômicos buscam alojar-se em lugares mais convenientes. Essa estrutura influencia na organização e no planejamento urbano, que se revela como um problema estrutural, aumentando a problemática e intensificando a desigualdade (SANTOS, 2005). Para Corrêa (1999), o espaço urbano capitalista é um produto social, reflexo de ações acumuladas durante o tempo por agentes que produzem e consomem o espaço, agentes estes que são: a) os proprietários dos meios de produção; b) os proprietários fundiários; c) os promotores imobiliários; d) o Estado; e) os grupos sociais excluídos. A ação desses agentes sociais leva a uma constante reorganização espacial, trazendo uma característica peculiar do espaço urbano: o mesmo é mutável. Porém, mesmo sendo continuamente transformado, modificado, não deixa de ser fragmentado e articulado, mantendo o desequilíbrio sócioespacial. Souza (2003) analisa a cidade como sendo uma entidade sócio-espacial complexa, composta por processos sociais envolvidos na dinâmica da produção do espaço. Esta dinâmica favorece o uso de diferentes espaços da cidade, conforme as atividades que ali predominam.

20 31 Em áreas onde há um predomínio de uso residencial, por exemplo, encontra-se um comércio de bairro, que serve para suprir as necessidades diárias e imediatas da população. Em outras áreas, observam-se a concentração de comércio e serviços, sendo denominadas pelo autor como localidades centrais intra-urbanas, onde os bens mais sofisticados são produzidos e comercializados. Estas localidades não estão dispersas no tecido urbano, mas sim tendem a se concentrar em algumas áreas do interior da cidade. Observa-se, portanto, que algumas áreas internas da cidade, quando desprovidas de zoneamento, oferecem uma mistura de usos do solo. Porém, mesmo havendo esta mistura, a maioria das cidades possui o seu centro, que corresponde muitas vezes ao centro histórico, local de fundação da cidade. No decorrer do crescimento urbano, este centro se expande e evolui até atingir as dimensões de uma área central de negócios, conhecida como Central Business District (CBD). A combinação entre o aumento das distâncias, o aumento da densidade demográfica e a renda da população, é responsável pela instalação de subcentros de comércio e serviços, o que diminui o deslocamento das pessoas para o CDB. O crescimento destes subcentros acaba favorecendo uma decadência do CBD; o comércio mais sofisticado tende a procurar áreas das cidades onde a população com maior recurso econômico está concentrada. Isto é uma forte característica dos núcleos metropolitanos brasileiros (SOUZA, 2003). Esta forma de organização espacial da cidade ou simplesmente espaço urbano é o que Corrêa (1999) define como espaço fragmentado. Para o autor, o espaço de uma cidade capitalista pode ser definido como sendo um conjunto de diferentes usos da terra, justapostos entre si. Esses usos vão definindo as áreas da urbe, como o centro, a área de lazer, de gestão, de indústria e de comércio, entre outras. Apesar desse espaço ser fragmentado, ele também é considerado articulado, pois as áreas que compõem a cidade mantém relações umas com as outras, sejam de forma puramente espacial, sejam de forma social, onde os deslocamentos das pessoas de uma área a outra determinam a dinâmica da cidade. Assim, há de se considerar que o espaço urbano é reflexo da sociedade, o que determina a desigualdade na forma de ocupação da terra. O processo intensivo e predatório do desenvolvimento urbano tem provocado a massiva concentração de populações e atividades econômicas em poucas áreas do território. Nestas cidades fragmentadas, as diferentes formas de distribuição do espaço intra-urbano, assim como do direito à ocupação do solo, evidenciaram uma forte tendência à segregação sócio-espacial. As forças de mercado e a ação elitista e excludente do Estado são responsáveis pela especulação, cada vez maior, do solo urbano (FERNANDES, 2002).

21 32 Machado (2004); Ferreira (2007) e Oliveira (2007) analisam que a intensa e desordenada urbanização dos grandes centros é responsável pela transformação da paisagem da cidade. Surge assim o fenômeno da verticalização como forma de atender a demanda de uma população que busca concentrar-se em espaços urbanos cada vez menores. Oliveira (2007) define verticalização como sendo um processo urbanístico que ocorre em metrópoles e consiste na construção de grandes e inúmeros edifícios. Na maioria das cidades brasileiras, este fenômeno ocorre de maneira indiscriminada, sem obedecer a um planejamento urbano ou projeto urbanístico, sendo mais intenso em pontos mais favorecidos da cidade o que repercute em problemas ambientais diversos. A mesma autora relata que este fenômeno foi observado diferentemente no continente europeu e no americano. Na Europa, observou-se uma expansão mais contida, enquanto que na América, este processo atingiu diferentes estágios de desenvolvimento, ocorrendo de maneira mais acelerada. No Brasil, a verticalização atingiu não somente as grandes cidades, mas também aquelas de médio porte A urbanização e a verticalização em Belém Com a ocupação da região Amazônica, incialmente Belém experimentou uma lenta evolução demográfica. No início do século XX, recebendo influência direta do ciclo da borracha, observou-se um forte impulso no crescimento populacional da metrópole, além de benefícios para sua infra-estrutura, sendo o mais significativo a implantação de energia elétrica. Estes fatores contribuíram para um aumento populacional, chegando até mesmo a dobrar o número de habitantes no período de 1900 a Com o declínio do ciclo da borracha e consequente queda da economia, ocorrido entre 1920 e 1940, a densidade demográfica decresceu, diminuindo em aproximadamente habitantes. Em meados do século XX, com o retorno da economia da borracha e a consolidação de outras formas de atividades industriais, a tendência foi o aumento da população. Nesta década, o processo de verticalização começou a tomar forma nas áreas centrais da cidade, obedecendo a uma lógica de ocupação do espaço mais valorizado na época. As construções surgiram incialmente na Avenida Presidente Vargas, via de acesso ao porto e às contruções comerciais das grandes companhias de navegação. Nesta avenida estavam concentrados os principais hotéis, restaurantes, lojas e cafés, se tornando o principal

22 33 corredor econômico do centro comercial, onde transcorria a vida social da cidade (MACHADO, 2004). Mesmo com esta evolução da densidade demográfica, somente a partir da década de 50 que Belém passou a sofrer um arrefecimento do crescimento populacional. Isto teve influência do grande salto na industrialização do país, assim como pela construção da Rodovia Belém-Brasília. Desta forma, Belém passou a receber migrantes do sul e nordeste do país, além de ser palco de ocupação da população da região interiorana do estado do Pará, que buscava na metrópole melhores condições de vida e de trabalho. Assim, durante as últimas décadas, Belém passou a exercer um grande poder de atração da população de outras regiões, sendo vítima de um desordenado processo de urbanização, com seus principais efeitos nocivos (MACHADO, 2004; SOARES, 2007). Impulsionada por esse crescimento populacional, a verticalização se estendeu para alguns pontos dos bairros ainda da área central, mas que fugiam do eixo da Avenida Presidente Vargas, como os bairros de Batista Campos e Nazaré. Observou-se que na década de 60 houve uma concentração de edificações de forma mais acentuada nestes bairros, principalmente ao redor das praças Batista Campos e da República. No decorrer desta década, a malha urbana começou a se estender para os bairros mais afastados da região central, em conseqüência de um progressivo aumento populacional (OLIVEIRA, 2007). É inegável que o fenômeno da verticalização é consequência do aumento populacional. Somente nas décadas de 70 e 80, a taxa de crescimento populacional de Belém (45,42%) foi superior à taxa do Brasil como um todo (25,92%), perdendo apenas para a do Estado do Pará (54,91%), porque nesta época a população deu origem a municípios do seu entorno (MACHADO, 2004; FERREIRA, 2007; SOARES, 2007). Tanto Machado (2004) quanto Oliveira (2007) mencionam que a partir da década de 80, em virtude de um considerável aumento de ofertas, acentuada especulação imobiliária e também pela explosão demográfica, a verticalização foi se estendendo para os bairros mais afastados, fugindo da região central. Porém, nas duas últimas décadas outras mudanças no processo de verticalização foram evidentes, como o aumento dos níveis de densidades construídas e acentuada elevação dos gabaritos dos edifícios. Estes fatores promoveram uma segregação sócio-espacial que favoreceu os segmentos de alta classe e de alta classe média. Na ocupação do solo urbano vê-se em Belém um contraste entre as regiões mais espraiadas da periferia com as grandes edificações fortemente concentradas nas regiões mais favorecidas e de maior poder aquisitivo.

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