POLUIÇÃO SONORA. Luís Filipe F. Ferreira DTABN, ESAS, IPS

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1 Luís Filipe F. Ferreira DTABN, ESAS, IPS

2 Som é qualquer variação de pressão que o ouvido pode detectar. Quando uma fonte sonora, como um diapasão, vibra, provoca variações de pressão no ar ambiente,, que se sobrepõem à pressão do ar. Comparada com a pressão do ar (em Pascal), a variação da pressão sonora é perceptível pelo ouvido humano na gama de 20mPa a 100 Pa,, para um indivíduo duo médio m em plena posse das suas capacidades auditivas. Fonte: Agência Portuguesa para o Ambiente/Instituto do Ambiente

3 É usual exprimir o nível n de pressão sonora em decibel, db.. O decibel é uma razão logarítmica entre a pressão sonora verificada e o valor de referência. A escala de valores de nível n de pressão sonora varia entre 0 db (limiar da audição) e 130 db (limiar da dor).

4

5 Ruído é... um som desagradável ou indesejável. A percepção do ruído depende das pessoas, dos momentos e dos locais. É por isso que é difícil determinar objectivamente a incomodidade.

6 RUÍDO AMBIENTE o ruído associado às actividades em casa, na escola, na rua. RUÍDO PROFISSIONAL/OCUPACIONAL o ruído a que os trabalhadores se encontram sujeitos no seu local de trabalho.

7 Um dos métodos m para avaliar o ruído é o NÍVEL SONORO CONTÍNUO NUO EQUIVALENTE (LAeq) representa a energia sonora média m num ambiente ao longo de um determinado período de tempo. O LAeq é o índice que normalmente aparece nas leis de controlo da poluição sonora.

8 Para a Organização Mundial de Saúde (1993) o limiar da incomodidade para ruído continuo situa-se se em cerca de 50 db(a), Leq diurno,, e poucas pessoas são realmente incomodadas para valores até 55 db(a) - no período nocturno os níveis n sonoros devem situar-se se 5 a 10 db abaixo dos valores diurnos para garantir um ambiente sonoro equilibrado.

9 O ruído é uma das principais causas da degradação da qualidade do ambiente urbano.

10 Os transportes são os principais responsáveis, embora o ruído de actividades industriais e comerciais possa assumir relevo em situações pontuais.

11

12 O ruído é um problema de saúde públicap

13 Os efeitos mais frequentes traduzem-se em perturbações psicológicas ou fisiológicas associadas a reacções de 'stress' e cansaço. O ruído interfere com as comunicações e provoca perturbações no sono, na capacidade de concentração e hipertensão arterial.

14 Principais problemas associados ao ruído: Redução da capacidade auditiva; Perturbação do sono; Interferência com a comunicação; Interferência na aprendizagem; Efeitos fisiológicos; Desassossego.

15 Os efeitos do ruído dependem: Tipo de ruído; Intensidade; Tempo de exposição; Características da pessoa.

16 Segundo dados da Agência Europeia para a Segurança a e Saúde no Trabalho, a surdez profissional é um problema que está a aumentar, afectando, em 1997, 1 em cada 4 trabalhadores portugueses incapacitados. É a 2ª causa principal de incapacidade profissional permanente em Portugal. Foi estimado que em 2001 havia cerca de trabalhadores expostos a níveis n sonoros acima dos 85 db.

17 O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO EM PORTUGAL (2000), aprovado em D. L. nº n 292/2000 de 14 Novembro, em vigor desde Maio de 2001, estabelece: As câmaras são obrigadas a produzir de mapas de ruído e a elaborarem, de dois em dois anos, um relatório rio sobre o ambiente acústico, a apresentar à Assembleia Municipal.

18 Carta ruído global diurno - Lisboa

19 Carta ruído global nocturno - Lisboa

20 O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO EM PORTUGAL (2000), aprovado em D. L. nº n 292/2000 de 14 Novembro, em vigor desde Maio de 2001, estabelece: Nenhum hospital, escola, prédio de habitação pode ser construído em áreas onde o ruído ambiente, de dia seja superior a 55 db,, caso se trate de uma zona sensível (de ocupação exclusivamente habitacional ou por equipamentos públicos), p ou 65 db nas zonas mistas (onde também m háh comércio e serviços). À noite,, os limites máximos m são, respectivamente, 45 db e 55 db.

21 O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO EM PORTUGAL (2000), aprovado em D. L. nº n 292/2000 de 14 Novembro, em vigor desde Maio de 2001, estabelece: As actividades ruidosas permanentes têm de corrigir a sua situação se o ruído ambiental usual é aumentado de 5 db de dia ou 3 db à noite

22 O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO EM PORTUGAL (2000), aprovado em D. L. nº n 292/2000 de 14 Novembro, em vigor desde Maio de 2001, estabelece: Junto de habitações, hospitais, escolas, as obras só podem ser realizadas à noite, entre as 18 horas e as 7 horas,, se o empreiteiro tiver uma licença a especial de ruído, passada pela câmara municipal.

23 O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO EM PORTUGAL (2000), aprovado em D. L. nº n 292/2000 de 14 Novembro, em vigor desde Maio de 2001, estabelece: Espectáculos, culos, feiras, mercados, competições desportivas, necessitam de uma licença a de ruído do, independentemente do dia e da hora. O barulho de obras de remodelação dentro de casas, escritórios rios e estabelecimentos comerciais é interdito entre as 18 e as 8 horas e aos fins-de de-semana. O licenciamento de obras de construção civil depende da apresentação de um projecto acústico.

24 O REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO EM PORTUGAL (2000), aprovado em D. L. nº n 292/2000 de 14 Novembro, em vigor desde Maio de 2001, estabelece: Aeroportos: : passaram a ser proibidas as descolagens e aterragens entre a meia-noite e as 6 horas.. O Governo pode autorizar um determinado número n de voos nocturnos, em situações de interesse público, p desde que o aeroporto tenha um sistema de monitorização de ruído. Infra-estruturas de transporte devem ter planos de monitorização e de redução do ruído.

25 NOVA REGULAMENTAÇÃO ÃO: D. L. 146/2006 D. L. 9/2007 REGULAMENTO GERAL DO RUÍDO

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