AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO

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1 AGENCE BRÉSILIENNE DE COOPÉRATION - LA COOPÉRATION TECHNIQUE DU BRÉSIL EN AFRIQUE BRAZILIAN COOPERATION AGENCY - BRAZILIAN TECHNICAL COOPERATION IN AFRICA AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO A COOPERAÇÃO TÉCNICA DO BRASIL PARA A ÁFRICA

2 1 A COOPERAÇÃO TÉCNICA DO BRASIL PARA A ÁFRICA MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES - MRE AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO - ABC Ministro de Estado das Relações Exteriores Embaixador Celso Luiz Nunes Amorim Subsecretário-Geral das Relações Exteriores Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto Subsecretário-Geral de Cooperação e de Promoção Comercial Embaixador Ruy Nunes Pinto Nogueira Diretor da Agência Brasileira de Cooperação Ministro Marco Farani

3 Foto: Acervo ABC/MRE

4 ÍNDICE PREFÁCIO APRESENTAÇÃO ANGOLA ARGÉLIA BENIN BOTSUANA BURKINA FASO CABO VERDE CAMEROUN CÔTE D IVOIRE GANA GUINÉ-BISSAU LIBÉRIA MALI MARROCOS MOÇAMBIQUE NIGÉRIA QUÊNIA SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE SENEGAL SERRA LEOA TOGO TUNÍSIA ZÂMBIA CPLP - A COOPERAÇÃO COM A COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA PROJETO COTTON

5 Foto: Acervo ABC/MRE

6 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 5 PREFÁCIO Embaixador Celso Amorim Ministro das Relações Exteriores Desde o início do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil vem intensifi cando seu diálogo com os países da África. A estratégia de aproximação com a África é ao mesmo tempo parte do esforço de concretização da vocação universalista do País e de resgate da identidade nacional na formulação de política externa. Abrimos 16 novas embaixadas em solo africano. Nosso comércio com a África mais que quintuplicou entre 2002 e O Presidente Lula realizou dez viagens ao continente, visitando vinte países, alguns dos quais mais de uma vez. Tudo isso mostra que o Brasil tem um compromisso de longo prazo com a África. Uma das formas pelas quais esse compromisso melhor se expressa é por meio de uma cooperação técnica que busca semear capacidade para o desenvolvimento autônomo. A cooperação técnica é um instrumento central da ação externa brasileira. A cooperação que o Brasil promove, num verdadeiro espírito Sul-Sul, privilegia a transferência de conhecimento, a capacitação, o emprego da mão-de-obra local e a concepção de projetos que reconheçam a realidade específi ca de cada país. A solidariedade que anima o relacionamento do Brasil com outros países em desenvolvimento é pilar fundamental de nossas ações de cooperação com a África. É com orgulho, portanto, que o Brasil vem colocando à disposição dos países africanos iniciativas como o Escritório da Empresa Brasileira de Agropecuária, em Acra; uma fábrica de antiretrovirais e o Escritório da Fundação Osvaldo Cruz, em Maputo; uma fazenda modelo de produção de algodão, em instalação no Mali; centros de formação profi ssional; e numerosos projetos de energia renovável, agricultura tropical, combate ao HIV e à malária. A participação do Presidente Lula como convidado de honra na XIII Cúpula da União Africana é ocasião propícia para o retrato que este livro pretende oferecer das ações de cooperação técnica brasileiras para a África em curso ou em negociação. Além de simbólica, por ocorrer na instância máxima da organização, a presença do Presidente brasileiro dá destaque à possibilidade de que instrumentos celebrados com a Comissão da União Africana sirvam de abrigo para a multiplicação de novas iniciativas. Vários dos desafi os africanos não são estranhos ao Brasil, país que ainda comporta muita desigualdade. Contribuir para o desenvolvimento africano, por meio do compartilhamento das soluções que encontramos para nossos próprios problemas, é o objetivo central de nossa cooperação técnica. Como mostra esta publicação, muito já foi feito. Mas a disposição brasileira de continuar fazendo e a potencialidade de novas parcerias nos garantem que estamos apenas começando a trilhar um caminho muito promissor.

7 6 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação A COOPERAÇÃO TÉCNICA DO BRASIL PARA A ÁFRICA APRESENTAÇÃO Ministro Marco Farani Diretor da Agência Brasileira de Cooperação A cooperação com a África é prioritária para o Brasil. Nossa principal meta é garantir um desenvolvimento equilibrado e integral, em benefício das populações dos nossos países. Trata-se de relacionamento estratégico. Temos clara compreensão da importância do diálogo e do desenvolvimento de parcerias com os países africanos. Nosso relacionamento contribui para enriquecer e diversificar nossa inserção conjunta no sistema internacional. Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o Painel de Alto Nível da XII Reunião da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Acra, Gana, 21 de abril de A cooperação horizontal vem ocupando, cada vez mais, lugar de destaque na agenda diplomática brasileira. A constatação é comprovada pelo crescente número de atos internacionais fi rmados entre o Brasil e países da África nos últimos anos e, consequentemente, pelo número de projetos de cooperação técnica desenvolvidos. Em 2005, o Governo brasileiro firmou Acordos Básicos de Cooperação Técnica com Botsuana, Sudão, Burkina-Faso, Benin, Gâmbia e Guiné Equatorial e em 2006 com Zâmbia e Tanzânia. Em 2007, foram assinados acordos com a União Africana, Ruanda e Suazilândia e, em 2008, com Suazilândia e Serra Leoa. Atualmente encontram-se em negociação acordos de cooperação técnica com a Etiópia, Mali, Comores, Burundi, Libéria e Chade. Os instrumentos executivos que operacionalizam os programas e projetos de cooperação técnica brasileira a países em desenvolvimento montam a cerca de 150 desde Em 2008, cerca de 115 ações de cooperação, entre projetos e atividades isoladas, foram executadas somente com países africanos, em diversas áreas: educação, agricultura, pecuária, saúde, meio ambiente, administração pública, tecnologia da informação, governo eletrônico, cultura, energia, desenvolvimento urbano, formação profi ssional e esporte. Para o biênio , deverão ser executados 150 projetos e atividades de cooperação Sul-Sul do Brasil na África, com um orçamento total de aproximadamente US$ 38 milhões. A primeira linha de frente da cooperação brasileira junto aos países africanos envolve as nações de língua ofi cial portuguesa. A cooperação brasileira prestada a Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde corresponde a cerca de 74% do volume de recursos alocados em projetos de cooperação técnica na África. Não obstante, a cooperação brasileira tem diversifi cado seus benefi ciários nesse continente. Dessa forma, atividades de cooperação vêm sendo negociadas e desenvolvidas com novos parceiros, como Senegal, Nigéria, Namíbia

8 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 7 e Quênia, Benin, Burquina Faso, Botsuana, Chade, Mali, Marrocos e Zâmbia, dentre outros. A ABC tem buscado implantar, desde 2008, uma nova estratégia de ação para a cooperação Sul-Sul do Brasil, que privilegia a concepção, sempre que havendo condições para tanto, de projetos estruturantes no lugar da reprodução automática do modelo tradicional de projetos pontuais. Os ditos projetos estruturantes oferecem diversas vantagens para a cooperação brasileira e, principalmente, para os países benefi ciários: aumenta-se o impacto social e econômico sobre o público-alvo da cooperação; logra-se assegurar maior sustentabilidade dos resultados da cooperação do Brasil; facilita-se a mobilização de instituições brasileiras para a implementação de diferentes componentes dos projetos; e cria-se espaço para a mobilização de parcerias triangulares com outros atores internacionais. Na linha dos projetos estruturantes, destacase a cooperação técnica da EMBRAPA em apoio à Iniciativa do Algodão em benefício dos países membros do Cotton-4 (Benin, Burkina Faso, Chade e Mali). Esse projeto foi aprovado por meio de Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Técnica entre a República Federativa do Brasil e a União Africana, para a implementação do projeto de apoio à cotonicultura nos países do C-4, cujo objetivo é o de estabelecer parceria para a promoção da cooperação técnica para o desenvolvimento sustentável da cadeia do algodão. A Agricultura apresenta-se, nesse contexto, como a área de maior demanda de países africanos pela cooperação brasileira. Devido às grandes solicitações nesse domínio, decidiuse pelo estabelecimento de Escritório de Representação da Embrapa na África, com o objetivo de atuar como agente facilitador do processo de transferência de tecnologias agropecuárias e fl orestais dessa empresa, bem como de outras instituições brasileiras a países africanos. Atualmente, encontram-se projetos de cooperação técnica em agricultura executados em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Senegal, Cameroun, Tunísia, Argélia, Namíbia, Tanzânia, Guiné-Bissau e Cabo Verde, além do grupo Cotton-4. Vale destacar que os programas bilaterais de cooperação técnica do Brasil na área agrícola na África têm estimulado o desenvolvimento de iniciativas de cooperação triangular envolvendo países desenvolvidos. Dentre outros projetos de maior impacto na África, destacam-se a instalação de Centros de Formação Profi ssional em parceria com o SENAI em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe. Tais projetos possuem como objetivo a oferta de cursos de capacitação de mão-de-obra, sobretudo nas áreas de construção civil, elétrica, hidráulica, panifi cação, informática e confecção. Na área de educação, por sua vez, destacam-se os projetos de Alfabetização de Jovens e Adultos em São Tomé e Príncipe e Moçambique, bem como a transferência da metodologia do programa Bolsa-Escola em Moçambique e São Tomé e Príncipe. Com o Governo de Angola, vale mencionar o Projeto Capacitação para Elaboração de Proposta Curricular. No tema da governança, o Brasil tem cooperado com Angola, Cabo Verde e SãoTomé e Príncipe, por intermédio do SERPRO, para a instalação de Tele-Centros, que contemplam ações no campo da inclusão digital. Na área da Saúde, a cooperação brasileira tem se concentrado, sobretudo, em ações de apoio ao combate à malária, HIV/AIDS e anemia falciforme. Cabe ressaltar o importante apoio brasileiro às ações de combate ao HIV/AIDS em Moçambique, materializado inclusive pela elaboração de estudo de viabilidade econômica para a implantação de fábrica de medicamentos anti-retrovirais naquele país. O Governo brasileiro capacitará os profi ssionais moçambicanos que atuarão na fábrica, bem como apoiará o fortalecimento institucional do órgão público responsável pelas atividades de regulação sanitária. Os gráfi cos a seguir apresentam a relação dos países africanos benefi ciados por ações de cooperação brasileira no biênio , incluindo o volume de recursos alocados e uma comparação com outras regiões do mundo.

9 8 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Foto: Acervo ABC/MRE

10 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 9 AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO ANGOLA //PROJETOS EM EXECUÇÃO APOIO À REESTRUTURAÇÃO DO TELECENTRO DE LUANDA Brasil OIT/Brasil Angola Ministério da Administração Pública Emprego e Segurança Social de Angola Projeto Combate às Piores Formas de Trabalho Infantil em Países Lusófonos da África,Organização Internacional do Trabalho OIT. Promover a inclusão digital da comunidade do Cazenga. O Projeto prevê: 1) Viabilizar o funcionamento no curto prazo do Telecentro de Luanda; 2) Realizar curso de capacitação utilizando a infraestrutura do Telecentro.

11 10 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação CAPACITAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE REFORMA CURRICULAR Brasil Secretaria da Educação Básica, do Ministério da Educação -SEB/MEC Angola Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação - INIDE/MED Doc. Projeto assinado em: 16/11/2007 Aj. Compl. Assinado em: 18/10/2007 Vigência projeto: 18 meses, a partir da assinatura do doc de projeto. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Apoiar o desenvolvimento da reforma curricular em Angola. O Projeto prevê: 1) Capacitar técnicos em educação de Angola para a análise e aprofundamento da proposta curricular implementada no país, 2) Avaliar a execução do projeto. ESCOLA DE TODOS Brasil Secretaria da Educação Especial, do Ministério da Educação SEESP/MEC Angola Instituto Nacional de Investigação e Angola Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação INIDE/MED Doc. Projeto assinado em: 14/03/2008 Aj. Compl. Assinado em: 18/10/2007 Vigência projeto: 12 meses, a partir da assinatura do doc de projeto. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Fortalecer o processo de inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais no sistema de ensino angolano. O Projeto prevê : 1)Propiciar a organização de recursos técnicos, didáticos e pedagógicos específi cos e apoiar tecnicamente a organização de serviços de atendimento educacional especializado no sistema educacional angolano; 2)Oferecer formação continuada para os professores em serviço, de modo a promover a oferta do atendimento aos alunos com defi ciência visual, auditiva, mental, Síndrome de Down e Transtornos Invasivos do Desenvolvimento; e 3)Subsidiar a prática docente para o uso e emprego do Sistema Braille Integral, do Código Matemático Unifi cado, da Orientação e Mobilidade e Atividades da Vida Diária - AVD, do Ensino da Língua Portuguesa para Surdos, da comunicação alternativa e do desenvolvimento de atividades que trabalhem os processos mentais superiores.

12 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 11 APOIO AO PROGRAMA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA MALÁRIA Brasil Secretaria de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde-SVS/MS Angola Ministério da Saúde de Angola Doc. Projeto assinado em: 16/10/2008 Aj. Compl. Assinado em: 18/10/2007 Vigência projeto: 18 meses, a partir da assinatura do doc de projeto. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Contribuir para a Diminuição do número de casos de malária em Angola. O Projeto prevê: 1) Contribuir para o fortalecimento das diretrizes técnicas do Programa de Controle a Malária de Angola e para o fortalecimento do Sistema de Vigilância Sanitária Epidemiológica de Angola; 2) Formar formadores em diagnóstico parasitológico da malária com controle de qualidade e em tratamento efetivo da malária; e 3) Capacitar técnicos para o controle integrado de vetores com base entomo-epidemiológica. FORTALECIMENTO DA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA E DA PRODUÇÃO AUDIVISUAIS DE ANGOLA Brasil Ministério da Cultura MinC Angola Ministério da Cultura de Angola Doc. Projeto assinado em: 20/10/2008 Aj. Compl. Assinado em: 17/07/2008 Vigência projeto: 12 meses, a partir da assinatura do doc de projeto. Vigência Ajuste: 1 ano renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Desenvolver o setor de preservação, catalogação e difusão dos acervos fi lmicos, bem como o planejamento e difusão de culturas públicas e metodologias para o desenvolvimento da cadeia cultural audivisual em Angola. O Projeto prevê: 1) Capacitar técnicos angolanos nos setores de gestão, descarte, preservação, restauração, indexação e difusão dos acervos recuperados; 2) Capacitar técnicos angolanos para gestão, criação, técnica, produção, fi nalização e difusão de peças audiovisuais.. FORTALECIMENTO DA GESTÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL DE ANGOLA Brasil Ministério da Cultura- MinC Angola Ministério da Cultura de Angola Doc. Projeto assinado em: 20/10/2008 Aj. Compl. Assinado em: 17/07/2008 Vigência projeto: 12 meses, a partir da assinatura do doc de projeto. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto.

13 12 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Preservar o patrimônio cultural de Angola para benefício das gerações futuras. O Projeto prevê: 1) Realizar seminário sobre gestão do patrimônio cultural; 2) Prover capacitação nas áreas de identifi cação e documentação do Patrimônio Cultural; 3) Prover capacitação em práticas de proteção e conservação dos bens materiais; 4) Prover capacitação em práticas de identifi cação, registro e salvaguarda do Patrimônio Cultural imaterial; 5) Prover capacitação nas práticas de promoção de bens culturais, especialmente educação patrimonial; 6) Prover capacitação em práticas de gestão museológica; 7) Monitorar e avaliar o projeto. AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO ANGOLA //PROJETOS EM NEGOCIAÇÃO CAPACITAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE DA REPÚBLICA DE ANGOLA Brasil Ministério da Saúde de Angola Angola FIOCRUZ Doc. Projeto assinado em: 10/09/2007 Aj. Compl. Assinado em: 09/07/2007 Vigência projeto: 12 meses, a partir da assinatura do doc de projeto. Vigência Ajuste: 2 anos, sendo renovado automaticamente, até o cumprimento de seu objeto.

14 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 13 Fortalecer a capacidade da formação em saúde pública em Angola nos campos de ensino, ciência e tecnologia, incluindo comunicação e informação. O Projeto prevê: 1) o apoio à organização e implementação do curso de Mestrado em Saúde Pública em Angola para formar profi ssionais que atuarão no ensino, investigação e cooperação técnica na Escola de Saúde Pública de Angola; 2) o apoio à estruturação de uma rede de bibliotecas em saúde em Angola; 3) o apoio à reestruturação das Escolas Técnicas de Saúde de Angola; e 4) o apoio ao fortalecimento do Instituto Nacional de Saúde Pública de Angola. APOIO TÉCNICO PARA A IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO CENTRO MILITAR DE HIGIENE E EPIDEMIOLOGIA DE ANGOLA Brasil Ministério da Saúde do Brasil / Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais Angola Direção dos Serviços de Saúde do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas / Ministério da Defesa Nacional de Angola Programa Executivo e Projeto em fi nalização. Auxiliar a formação técnica de profi ssionais com capacidades estratégicas para a gestão e operacionalização do Centro Militar de Higiene e Epidemilogia e apoiar a capacitação de profi ssionais técnicos e a formação de multiplicadores em conhecimentos básicos de vigilância epidemilogia, sanitária e diagnóstico laboratorial, e apoiar tecnicamente a implantaçãao de um centro de telessaúde no CMHE. Projeto prevê: 1) Capacitar técnicos angolanos em técnicas e procedimentos básicos de vigilância epidemiológica, sanitária e diagnóstico laboratorial e realizar estágio prático nestas áreas; 2) Capacitar médicos e gestores do CMHE em vigilância em saúde e gestão de informações estratégicas para o controle de endemias e epidemias; 3) intercambiar conhecimentos sobre as estratégias nacionais de Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária e Laboratórios de Saúde Pública e no manejo de informações estratégicas nessas áreas; e 4) Apoiar o CMHE na implementação de uma sala de telessaúde.

15 14 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação PROJETO-PILOTO EM ANEMIA FALCIFORME Brasil Ministério da Saúde do Brasil / Coordenação da Política Nacional de Sangue e Hemoderivados Angola Ministério da Saúde de Angola / Hospital Pediátrico David Bernardino Programa Executivo e Projeto em fi nalização Reduzir a taxa de morbimortalidade por doença falciforme no país. Projeto prevê: 1)Capacitar profi ssionais de saúde de Angola em tratamento básico, diagnóstico laboratorial e por imagem da doença falciforme, triagem neonatal e restauração de lesões ósseas; e 2) Implantar o sistema de cadastro de pacientes. APOIO A FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL E PROMOÇÃO SOCIAL EM ANGOLA Transferir metodologias do SENAR para Profi ssionais de Ciência Agrárias e Técnicos do IDA. Brasil Angola EMBRAPA,MAPA, EMATER-DF e SENAR MINADER

16 Foto: Site USAID

17 16 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Foto: Acervo ABC/MRE Missão de prospecção à Argélia na Área de Gestão e Monitoramento de Ecossistemas Florestais

18 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 17 AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO ARGÉLIA //PROJETOS EM NEGOCIAÇÃO CAPACITAÇÃO TÉCNICA EM PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS CARDÍACOS PEDIÁTRICOS Brasil Instituto Nacional de Cardiologia Argélia Ministério da Saúde, da População e da Reforma Hospitalar AC ass em: 23/06/2008. Vig do AC: 23/06/2010. Treinar especialistas argelinos para realização de cirurgias cardíacas pediátricas. TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO PARA PRODUÇÃO DE GEMAS LAPIDADAS, JÓIAS E ARTESANATO MINERAL Brasil Argélia ABRAGEM Ministério das Pequenas e Médias Empresas e do Artesanato AC ass em: 23/06/2008. Vig do AC: 23/06/2011. Formar cooperativas de trabalhadores através da capacitação técnica na produção e lapidação de jóias fi nas.

19 18 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação GESTÃO E MONITORAMENTO DE ECOSSISTEMAS FLORESTAIS Brasil Universidade Federal de Viçosa (UFV) Argélia Institut National de Recherche Forestière (INRF) AC ass em: 23/06/2008. Vig do AC: 23/06/2010. Transferir tecnologias ambientais para realizar monitoramento dos ecossitemas em áreas ameaçadas de degradação. DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E SUSTENTÁVEL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO TOUIL Brasil Universidade Federal de Viçosa (UFV) Argélia Institut National de Recherche Agronomique de l Algérie (INRAA) AC ass em: 23/06/2008. Vig do AC: 23/06/2010. Reforçar as capacidades técnicas argelinas em matéria de desenvolvimento integrado e sustentável e fornecer ferramentas necessárias a este fi m. CONSERVAÇÃO DE RECURSOS HÍDRICOS E SOLOS EM ZONAS ÚMIDAS DO RIO TELL ORIENTAL Brasil Universidade Federal de Viçosa (UFV) Argelia Institut National de Recherche Forestière (INRF) AC ass em: 23/06/2008. Vig do AC: 23/06/2010. Contribuir para o fortalecimento da gestão para conservação da água e do solo na Argélia. GESTÃO E NORMATIZAÇÃO DO ATENDIMENTO DE QUEIMADURAS Brasil Ministério Saúde Argélia Ministério da Saúde, da População e da Reforma Hospitalar AC ass em: 23/06/2008. Vig do AC: 23/06/2010. Contribuir para o fortalecimento da gestão na área de queimaduras, voltada à normatização do atendimento, em todas as fases e áreas de abrangência. REVITALIZAÇÃO DO VIADUTO SIDI-RACHED DE CONSTANTINE Brasil Instituto de Pesquisa Tecnológica Argélia Ministerio de Obras Públicas y Comunicaciones Apoio à revitalização do Viaduto Sidi-Rached de Constantine peritagem das estruturas e fundações da obra. Prover treinamento na manutenção e restauração da estrutura do viaduto Sidi-Rached.

20 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 19 Foto: Acervo ABC/MRE Encontro do presidente Lula com o presidente Boutefl ika/2006

21 20 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Foto: Domingos Tadeu/PR Presidente Lula na inauguração da embaixada de Benin em Brasília

22 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 21 AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO BENIN //PROJETOS EM EXECUÇÃO APOIO AO DESENVOLVIMENTO DO SETOR ALGODOEIRO DOS PAÍSES DO COTTON-4 (BENIN, BURKINA-FASO, CHADE E MALI) Contribuir para o aumento da competitividade da cadeia produtiva do algodão nos países do C-4. Brasil Benin EMBRAPA Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica (ITRA) BOLSA FAMÍLIA FASE PILOTO Brasil Benin Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Ministério da Família e da Solidariedade Nacional Transferir a metodologia brasileira do Programa Bolsa Família e sua gestão ao Benin.

23 22 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação PROJETO PILOTO EM DOENÇA FALCIFORME Brasil Ministério da Saúde Benin Ministério da Saúde Intercâmbio de experiências entre as Partes; fortalecimento de competências e capacidades profi ssionais de saúde do Benin em tratamento básico, diagnóstico laboratorial da doença falciforme, triagem neonatal e recuperação de lesões ósseas; defi nição de áreas de interesse comum para pesquisa médica aplicada à doença falciforme; e implementação de programas de acompanhamento contínuo de pacientes. GESTÃO DE PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL NO BENIN Brasil Benin Ministério da Cultura / IPHAN Ministério da Cultura Formar profi ssionais beninenses em gestão de patrimônio material e imaterial, restauração de monumentos e áreas afi ns, bem como em turismo cultural.

24 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 23 Foto: Acervo ABC/MRE

25 24 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Foto: Site Webshots

26 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 25 AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO BOTSUANA //PROJETOS EM NEGOCIAÇÃO ATIVIDADE ISOLADA NA ÁREA DE PREVENÇÃO E COMBATE A DST/AIDS Contribuir para a redução do impacto da epidemia de HIV/Aids/DST em Botsuana. Brasil Programa Nacional DST/Aids Botsuana Ministério da Saúde de Botsuana

27 26 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Foto: Acervo ABC/MRE

28 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 27 AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO BURKINA FASO //PROJETOS EM EXECUÇÃO MISSÃO DE PROSPECÇÃO DE PROJETOS NA ÁREA DA SAÚDE Realizar missão de prospecção para subsidiar a elaboração de projetos de cooperação técnica Brasil FIOCRUZ Burkina-Faso Ministério da Saúde de Burkina Faso

29 28 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação Foto: Site Pahte

30 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 29 AGÊNCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO CABO VERDE //PROJETOS EM EXECUÇÃO MISSÃO DE DESDOBRAMENTO DA AVALIAÇÃO ATUARIAL DE CABO VERDE E DE ELABORAÇÃO DE PROJETO DE COOPERAÇÃO EM POLÍTICAS DE INVESTIMENTO PARA O INSTITUTO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL Brasil Ministério da Previdência Social Secretaria de Políticas de Previdência Social Cabo Verde Ministério das Finanças de Cabo Verde Doc de proj ass. em: 29/01/09. Vig do proj: 08/02/09 a 08/03/09. Realizar desdobramento da avaliação atuarial cabo-verdiana com vistas à criação do fundo de pensão para os servidores públicos de Cabo Verde e elaborar projeto de cooperação em políticas de investimento para o Instituto Nacional de Previdência Social.

31 30 Ministério das Relações Exteriores Agência Brasileira de Cooperação CAPACITAÇÃO PARA A ATUALIZAÇÃO DA CARTOGRAFIA CENSITÁRIA DE CABO VERDE Brasil Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística IBGE Cabo Verde Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde Doc de proj ass. em: 29/01/09. Vig do proj: 08/02/09 a 08/03/09. Capacitar técnicos do Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INE) nos processos e softwares implantados para a atualização da base cartográfi ca censitária para o censo demográfi co de Cabo Verde de MISSÃO DE REESTRUTURAÇÃO DO TELECENTRO DE PRAIA Brasil Serviço Federal de Processamento de Dados - SERPRO Cabo Verde Biblioteca Nacional de Cabo Verde Doc de proj ass. em: 05/02/09. Vig do proj: 03/02/09 a 29/05/09. Reestruturar o Telecentro de Praia por meio de sua modernização e capacitação de seus técnicos. MISSÃO PARA ESTRUTURAÇÃO DE UM CURSO DE MESTRADO EM SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL Brasil Universidade Federal da Bahia Cabo Verde Ministério da Educação e Ensino Superior ICASE (Instituto Caboverdiano de Assistência Social Escolar) Elaborar projeto de mestrado em segurança alimentar e nutricional para Cabo Verde, considerando as demandas locais e a experiência brasileira na Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia. MISSÃO PARA PROSPECÇÃO DE PROJETO DE IMPLEMENTAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR E HORTO ESCOLAR Estudar as realidades locais do país visando eventual apoio à implementação da agricultura familiar e Horto Escolar. Brasil Companhia Nacional de Abastecimento Cabo Verde Ministério da Educação e Ensino Superior ICASE (Instituto Caboverdiano de Assistência Social Escolar) MISSÃO DE ACOMPANHAMENTO À FORMAÇÃO DE COORDENADORES DE CURSOS DE EDUCAÇÃO ESPECIAL A DISTÂNCIA EM CABO VERDE Subsidiar o governo de Cabo verde com acompanhamento de formação de coordenadores de cursos a distância. Brasil Ministério da Educação Secretaria de Educação Especial (SEESP) Cabo Verde Direção Geral do Ensino Básico e Secundário - DGEBS

32 Ações de Cooperação Internacional Realizadas pelo Brasil 31 MISSÃO DE PROSPECÇÃO DE PROJETO EM POLÍTICA NACIONAL DE EMPREGO Brasil Ministério do Trabalho e Emprego Cabo Verde Ministério do Trabalho, Formação Profi ssional e Solidariedade Social de Cabo Verde (MTFPS) Cabo Verde Elaborar projeto de cooperação técnica na área de Política Nacional de Emprego, com foco em políticas de emprego e rendimento, instrumentos fi nanceiros do trabalho e programa primeiro emprego. APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA CAPRINO-OVINOCULTURA EM CABO VERDE Brasil Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA Cabo Verde Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário INIDA Doc. Projeto assinado em: 12/03/08. Aj. Compl. assinado em: 13/09/07. Vigência projeto: mar/10. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Consolidar a política de expansão da pecuária em Cabo Verde, visando ao desenvolvimento rural e à geração de emprego e renda do país. APOIO AO DESENVOLVIMENTO DA HORTICULTURA EM CABO VERDE Brasil Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA Cabo Verde Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário INIDA Doc. Projeto assinado em: 12/03/08. Aj. Compl. assinado em: 13/09/07. Vigência projeto: mar/10. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Consolidar a política de expansão da horticultura em Cabo Verde, visando ao desenvolvimento rural e à geração de emprego e renda do país. FORTALECIMENTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM CABO VERDE Brasil Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF Cabo Verde Ministério da Saúde de Cabo Verde Doc. Projeto assinado em: 29/09/08. Aj. Compl. assinado em: 27/06/08. Vigência projeto: ago/09. Vigência Ajuste: 2 anos renováveis automaticamente até o cumprimento de seu objeto. Fortalecer a Atenção Primária à Saúde em Cabo Verde, com vista à melhoria da gestão do cuidado e da organização dos serviços do Sistema de Saúde cabo-verdiano.

MRE ABC CGRM CGPD CGRB

MRE ABC CGRM CGPD CGRB 1 Organograma da ABC MRE ABC CGRM CGPD CGRB 2 Competências da ABC Coordenar, negociar, aprovar e avaliar a cooperação técnica internacional do país. Coordenar todo o ciclo da cooperação técnica internacional

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