TRILOGIA SUJA DE HAVANA: VERDADES DESMASCARADAS 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TRILOGIA SUJA DE HAVANA: VERDADES DESMASCARADAS 1"

Transcrição

1 TRILOGIA SUJA DE HAVANA: VERDADES DESMASCARADAS 1 Mariana Barbosa Batista 2 Roberto Henrique Seidel 3 Introdução Pedro Juan Gutiérrez, escritor, escultor, pintor e também poeta, possui inúmeras habilidades e se envereda por diversos campos artísticos. Nascido em Matanzas (Cuba), em 1950, começou a trabalhar aos 11 anos de idade, vendeu sorvete, serviu ao exército cubano, foi trabalhador agrícola até trilhar sua trajetória como jornalista e escritor. Escreveu O rei de Havana (1999), Animal tropical (2000), Nosso GG em Havana (2004), O ninho da serpente: memórias do filho do sorveteiro (2005), Coração mestiço (2007) e Trilogia suja de Havana (1998), seu livro mais divulgado. Além disso, é autor do livro de contos Melancolia dos leões e dos de poesia como Esplendidos peces plateados, Fuego contra los herejes, Yo y una lujuriosa negra vieja, Lulú la perdida y otros poemas de John Snake e Morrer em Paris. É de se destacar que o autor recebeu já diversos prêmios 4. Descrito pelo Jornal New Yok Times como A lewd, impious and brilliant novel of con-temporary Cuba 5, o romance Trilogia suja de Havana, de Pedro Juan Gutiérrez, desde seu lançamento em 1998, vem conquistando respeito e proporcionando renome ao autor na literatura mundial. Com sua linguagem embutida de realidade e crueldade, o romance consegue romper com os padrões da literatura do século XXI. Como o próprio autor descreve, ele acredita numa arte atormentada, cheia de pesadelos e desespero. Para ele, o decorativo, a beleza do que é comum não lhe interessa e fazer arte significava ir além dos padrões, o rompimento faz dessa arte algo novo e realmente relevante. 1 Trabalho resultante da disciplina de Fundamentos da Teoria Literária, sob a responsabilidade do Prof. Dr. Roberto H. Seidel, no curso de Especialização em Estudos Literários, da Universidade Estadual de Feira de Santana UEFS. 2 Estudante do curso de Especialização em Estudos Literários, da Universidade Estadual de Feira de Santana UEFS Orientador; Prof. Adjunto de Teoria Literária do Curso de Letras, da Especialização em Estudos Literários e do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Diversidade Cultural PPGLDC/UEFS; Docente Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural Pós-Crítica/UNEB II. 4 Animal tropical (Prêmio Afonso García-Ramos de Romance 2000, na Espanha, atribuido conjuntamente pelo Cabildo de Tenerife e Editorial Anagrama) e Carne de cão (ganhador do prêmio no Itália Narrativa Sur del Mundo). 5 Tradução nossa: Um romance lúbrico, irreverente e brilhante da Cuba contemporânea. Anais eletrônicos 146

2 A Trilogia suja de Havana é escrita em forma de contos, nos quais não há uma linearidade. A descrição é feita sob uma ótica ampla e singular de Cuba. Não há personagens fixos, apenas o narrador-personagem Pedro Juan é significativo. Este personagem é um exjornalista, capaz de qualquer coisa para sobreviver e obcecado por sexo. Sendo um livro quase que autobiográfico, o autor Pedro Juan descreve em entrevista ao Jornal do Brasil o que o motivou na escrita desta obra: Faz trinta e cinco anos que não convém falar nada de desagradável nem preocupante nos jornais. Tudo tem de estar bem. Uma sociedade-modelo não pode ter crimes nem coisas feias. Mas a verdade é que é preciso saber. Se não tem toda a informação não se pode pensar, nem decidir, nem opinar. A gente se transforma num tonto, capaz de a-creditar em qualquer coisa. Por isso eu estava tão desiludido com o jornalismo e come-cei a escrever uns relatos muito crus. Em tempos tão dilacerados não se pode escrever com suavidade (GUTIÉRREZ, 2003 grifo nosso). Nesse estudo, portando, buscar-se-á, por intermédio desses relatos crus, revelar es-sa forma contemporânea de Pedro Juan Gutiérrez. Nesta, a escrita já não se baseia apenas em padrões estéticos, formas e normas; o que interessa é retratar a realidade sem masca-ramentos ou adornos. Trata-se de uma obra polêmica, densa e que, embora, escrita sem rebuscamento, consegue revelar vertentes diversas dessa literatura em constante transfor-mação, perpassada pelo realismo, naturalismo, neo-realismo, hiper-realsimo, até se encon-trar nessa contemporaneidade. 1 Realismo X Naturalismo 1.1 Realismo O Realismo surge na segunda metade do século XIX, com o objetivo de transformar a forma com que se escrevia na época, deixando para trás os moldes românticos de um estilo que tematizava preponderantemente o amor platônico e idealizava a mulher; invade o mundo literário com uma nova linguagem: a do objetivismo e da impessoalidade na escrita. Há a necessidade de inserir nessas produções a impressão de uma verdade constituinte do reflexo total da realidade. Embora deseje essa realidade, há uma busca de uma perfeição formal, essa mergulhada no pessimismo, visto que os valores burgueses e as crenças religiosas entravam em descrédito, encontrando no racionalismo a tradução da análise dessa sociedade: Arrancar-lhe a máscara hipócrita, eis o propósito do romance realista (MOISÉS, 1996, p. 25). Anais eletrônicos 147

3 Não se buscava fugir da realidade, o interesse era apontar as falhas e não mais omitilas. Essa visão nova servia como forma de estimular transformações nas instituições e no próprio comportamento humano. Os heróis dão espaço a pessoas comuns com problemas, limitações e repletas imperfeições. O romance realista foi uma grande máquina de desfazer ilusões. A seu tempo e em seu lugar estas personagens, de que está cheia a ficção realista, foram figuras da verdade. Livraram-se de tradições envelhecidas, não eram enganadas pela moral, e pagavam a sua clarividência como o envelhecimento do coração (SCHWARZ, 1977, p. 53). 1.2 Naturalismo O naturalismo segue vinculado com as teorias cientificistas e ideológicas européias, tais como, o evolucionismo, o determinismo, o positivismo e o socialismo. Essas teorias científicas determinam o caráter sociológico e biológico: o primeiro é determinado pelo meio e o segundo pelo determinismo de raça e dos temperamentos hereditários. A perspectiva evolucionista de Charles Darwin inspirava os naturalistas. Estes acreditavam ser a seleção natural que impulsionava a transformação das espécies. Este traço pode ser encontrado no seguinte trecho da personagem, como descreve o narrador Pedro Juan, de Trilogia suja de Havana: A vida é assim, meu senhor, um processo de seleção de descarte (p. 15) 6. Os escritores naturalistas certas vezes recorrem a personagens patológicos a fim de a- presentar protagonistas com características doentias, criminosas, histéricas, maníacas e bêbadas. Assim ocorre em Trilogia suja de Havana de Pedro Juan Gutiérrez; nessa sua obra autobiográfica, descreve o protagonista isento de escrúpulos e obcecado por sexo (PAL- LONTTINI, 2002, p. 96): Dada a enorme sucessão de cenas de sexo descritas e sem que isso implique nenhum moralismo, que de fato não existe o autor-narrador-personagem faz de si mesmo um esplêndido atleta sexual, cujas façanhas, naturalmente, a ninguém é dado comprovar, já que, a essa altura, acabaram por ser confundidas com a ficção. Pedro Juan enquadra-se na literatura contemporânea. Entretanto, traz marcas do realismo e do naturalismo ao retratar objetivamente a realidade. No realismo, a mulher era criticada por sua ociosidade que a levava ao adultério, ao idiotismo ou à prostituição. E, a partir do naturalismo, o sexo passa a ser tratado como uma necessidade biológica feita por interesse, dinheiro ou mera distração. Veja-se como o narrador-autor-personagem o coloca: ali estavam todos pecando. Pecando freneticamente. Um negro e uma negra trepavam, senta-dos 6 Citações da obra Trilogia suja de Havana serão indicadas, daqui para adiante, meramente entre parênteses. Anais eletrônicos 148

4 de frente um para o outro em cima do muro do Malecón (p. 174). Para o autor, o sexo é algo instintivo, primitivo: É que o sexo não é para gente escrupulosa. O sexo é um intercâmbio de líquidos, de flu-ídos, de saliva, hálito e cheiros fortes, urina, sêmen, merda, suor, micróbios, bactérias. Ou não é. Se é só ternura e espiritualidade etérea, reduz-se a uma paródia estéril do que poderia ser. Nada (p. 11). Para Massaud Moisés (1996, p. 28), a visão pessimista, ao se instalar no pensar realista, utiliza a ciência para apoiar os ideais do romance naturalista, destacando seus aspectos patológicos, anormais, conduzindo, não raro, ao obsceno ou asqueroso. A partir daí, o homem passa a ser um caso patológico, um personagem esférico, por agir instintivamente pela sobrevivência, trazendo como descrição de suas personagens definições grotescas ou zoomórficas, assim como na definição feita por Gutiérrez: Os primeiros que se aproximaram do cadáver esmagado contra o asfalto foram os cachorros vira-latas. Comeram um bom pedaço do cérebro sangrento e quente. Acharam um belo pitéu para o desjejum (p. 110). Segundo Alfredo Bosi (1995, p. 169), o realismo se tingirá de naturalismo, no romance e no conto, sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das leis naturais: O escritor realista tomará a sério as suas personagens e se sentirá no dever de descobrir-lhes a verdade, no sentido positivista de dissecar os móveis do seu comportamen-to. No século XX, todas essas definições de realismo e naturalismo passam a ter um signifi-cado mais amplo, ultrapassando aspectos biológicos e psicológicos que eram marcas desses movimentos literários; passa-se a considerar a sociedade globalizada, e em todos os seus aspectos políticos, econômicos e culturais. A literatura, portanto, passa a representar essas mudanças, revelando um realismo, ainda mais abrangente e sem fantasias do que o do séc. XIX. 2 Neo-realismo A realidade, para cada artista, aparece de forma distinta; cada um possui um conceito diferenciado, não podendo defini-la definitivamente. O neo-realismo (novo realismo) surge como resposta artístico-literária às desigualdades sociais geradas pela crise econômica mundial dos finais de 1929 (ORIHUELA, 2005, p. 76), superando a visão do homem como um ser individual. O mundo social do neo-realismo não fica restrito apenas ao psicológico ou biológico do realismo, passa a integrar a sociedade global no plano econômico, político, histórico e cultural. Bosi compreende o neo-realismo como um novo realismo. É um realismo Anais eletrônicos 149

5 mais amplo, mais abrangente que o realismo estrito. Por essa abrangência, o neo-realismo pode ser denominado também de realismo absoluto (BOSI apud ORIHUELA, 2005, p. 77). O neo-relismo tem como característica valorizar a razão em detrimento da fantasia. O que acontece na narrativa é semelhante ao que acontece no mundo real. Se o narrado não a- conteceu na realidade, na vida e no mundo reais, poderia ter acontecido (ORIHUELA, 2005, p. 78). Busca, portanto, denunciar e descrever racionalmente o mundo e suas concre-tudes. Essa narrativa deve ser feita tratando de fatos verossímeis, semelhantes à realidade, sem ocultá-la ou maquiá-la. Outra característica herdada é a análise psicológica das perso-nagens, dos comportamentos violentos, chocantes e patológicos do naturalismo, denunci-ando e criticando a sociedade. O neo-realismo, pois, é arte viva. Vive em toda obra artísti-ca que se manifesta como uma crítica do mundo (nacional e internacional) injusto e violento, objetivando, romântico-realistamente, a construção de um mundo humano (ORIHUELA, 2005, p. 79). 3 Hiper-realismo O hiper-realismo, também conhecido como realismo fotográfico ou foto-realismo, é um estilo de pintura e escultura, que procura mostrar uma abrangência muito grande de detalhes, tornando a obra mais detalhada do que uma fotografia ou do que a própria realidade. É definido como a arte como cópia fotográfica da realidade. Esse termo remete a uma tendência artística que tem lugar no final da década de 1960, sobretudo em Nova York e na Califórnia, nos Estados Unidos. Trata-se da retomada do realismo na arte contemporânea, contrariando as direções a-bertas pelo minimalismo e pelas pesquisas formais da arte abstrata. Menos que um re-cuo à tradição realista do século XIX, o novo realismo finca raízes na cena contempo-rânea, dizem os seus adeptos, e se beneficia da vida moderna em todas as suas dimen-sões: é ela que fornece a matéria (temas) e os meios (materiais e técnicas) de que se va-lem os artistas (HIPER-REALISMO. In: ENCICLOPÉDIA Artes Visuais Itaú Cultural, 2005). Os termos hiper-realismo ou foto-realismo, como preferem alguns, permitem flagrar a ambição de atingir a imagem em sua clareza objetiva, com base em certo diálogo cerrado com a fotografia: É natural que um autor escolha a forma como contará sua história e a forma como apresentará seus personagens, mas, aqui voltamos ao ponto inicial: dado que ele escolhe a autobiografia, ficamos necessariamente presos à noção de realismo fotográfico (PALLOT- TINI, 2002, p. 97). Anais eletrônicos 150

6 Essa clareza fotográfica mencionada por Renata Pallottini é uma marca na obra de Gutiérrez. O autor apresenta a obra como uma autobiografia, na qual suas personagens são o reflexo da realidade, são temas recorrentes do dia-a-dia e são as formas mais simples que lhe dão a ferramenta para a escrita: me sentia bem naquele cortiço pestilento, com aquelas pessoas nada cultas, nada inteligentes, que não sabiam porra nenhuma de nada, que resol-viam ou estragavam tudo aos gritos, aos palavrões, com violência, com pancada. Assim era. À merda, tudo (p.46). 4 Narrador X autor Para Pedro Juan, o livro é uma máquina de ideias capaz de promover dúvida e assombro dentro de nós. A fama de sua linguagem marcada pela sinceridade profunda e um realismo exacerbado consegue traduzir essa necessidade em promover uma literatura sem moldes ou maquiagens. Com a visão pragmática e desafiadora do seu fazer literário, defende a ideia de que o escritor certas vezes orbita entre o divino e o diabólico. Gutiérrez falou so-bre o ofício de ser escritor na Bienal do Livro do Rio, em 2005: A vida de um escritor é caó-tica, confusa, vertiginosa, porque suas explicações também o são. Em Trilogia suja de Ha-vana, Pedro Juan escreve um romance autobiográfico, o narrador personagem também leva seu nome. Portanto, para ele a escrita está repleta de traços íntimos e acontecimentos reais. Em entrevista ao Jornal O Globo revela: Gosto que a literatura seja convincente e crível. No que escrevo, fundem-se realidade e ficção. Não deve haver fronteira, uma linha que diferencie ficção e realidade. Gosto de mesclar tudo e confundir o leitor. Meus livros são autobiográficos, mesclam ficção, en-saios, memórias (GUTIÉRREZ, [online]). Essa mistura entre ficção e realidade é que faz com que a obra de Pedro Juan tenha essa singularidade. O leitor se rende ao autor, envolto nessa sedução de personagens fortes, viris e reais; não há uma compreensão do que de fato aconteceu ou o que foi criado pelo escritor. Em outra entrevista, ao se lhe perguntar se ele acreditava que a melhor ficção seria mais real do que o jornalismo, ele responde: acho que a boa literatura deve ser convincen-te. Eu utilizo e manipulo a realidade que conheço, me baseando nas circunstâncias. E crio uma nova realidade, a partir da realidade real (GUTIÉRREZ, [online]). José Saramago, em texto publicado na Revista Cult (1998, p. 26), declara que, em sua concepção, a figura do narrador não existe, e [...] que só o autor exerce função narrativa real Anais eletrônicos 151

7 na obra de ficção, qualquer que ela seja, romance, conto ou teatro. Portanto, Sarama-go acredita que é o autor que influencia suas personagens, posto que este não difere delas. Não há separação entre os dois, ambos permutam por uma só alma, um só corpo. Apesar de que Gutiérrez expresse isso de uma forma um pouco distinta, não há como deixar de perce-ber certa simetria com o que Saramago coloca. Veja-se como o próprio Gutiérrez se descre-ve em entrevista ao Jornal O Globo: Não se deve confundir o escritor com os personagens. Os personagens são uma grande mentira. O escritor é um grande mentiroso. Os melhores, com mais graça, são os que mentem e exageram. A literatura, ao falar de sexo ou do que quer que seja, deve ser em primeiro lugar agradável, amena, fácil de ler. Mas, acima de tudo, deve ser um exercício de reflexão e pensamento. Quando o leitor termina um livro deve ter idéias novas, uma visão nova sobre a vida. Esse é o interesse de se ler (GU- TIÉRREZ, [online]). O autor escreve a fim de despertar o interesse do leitor, seja com verdades concretas ou verdades simuladas, dentro de contextos diversos. Esse é o ofício do escritor: descrever de forma simples a realidade. E é a reflexão daquilo que o rodeia que o faz viver intensamente. Essa convivência lhe traz o alimento para a sua alma e para sua escrita. Veja-se como ele o expressa em entrevista Un escritor lo único que hace es reflexionar sobre lo que más conoce: la gente, los veci-nos, los amigos, las mujeres, el barrio o la ciudad en que vive. Me tocó una etapa muygrave en mi país en los años 90, a la caída del Muro de Berlín, con mucha hambre y mise-ria. Y ahí, en esa situación, escribí casi todos mis libros. Ahora, más relajado y ya sin hambre, sigo escribiendo, pero siempre con tensión y sexo y rebeldía porque soy así. No me gusta ser de otra manera. Entonces escribo tal como soy (GUTIÉRREZ, 2010) 7. A arte, para Pedro Juan, é essa confusão de sentimentos capazes de promover sensações adversas no ser humano. E assim é sua escrita, repleta de tormentas, e, tal como o de-fine Saramago, O romance é uma máscara que esconde e, ao mesmo tempo, revela os tra-ços do romancista (SARAMAGO, 1998, p. 27). A mensagem surge a partir da realidade de cada um, sendo um processo irracional e ilógico e afirma que, quando não escreve, arre-benta e explode. Para ele, fazer arte é escrever e mostrar histórias que o apaixonem, mes-mo que essa não seja de fato a realidade. Essa seria a missão da arte. 5 Arte 7 Tradução nossa. Um escritor a única coisa a fazer é refletir sobre o que mais conhece: a gente, os vizinhos, os amigos, o bairro ou a cidade em que vive. Me tocou uma etapa muito grave em meu país nos anos 90, a queda do Muro de Berlim, com muita fome e miséria. E assim, nessa situação, escrevi quase todos meus li-vros. Agora, mas relaxado e já sem fome, sigo escrevendo, porém sempre com tensão e sexo e rebeldia porque sou assim. Não gosto de ser de outra maneira. Então escrevo tal como sou. Anais eletrônicos 152

8 O texto literário apresenta uma diversidade de signos, dos quais a escrita se compõe e é essa pluralidade que promove uma compreensão dos distintos sentidos que a narrativa pode tomar, sejam estes claros ou estejam nas entrelinhas do texto. Pedro Juan faz com que esses signos se tornem transparentes, numa linguagem coloquial e atormentada. Não me interessa o decorativo, nem o bonito, nem o doce, nem o delicioso. Por isso sempre duvidei de uma escultora que foi minha mulher durante algum tempo. Havia em sua escultura um excesso de paz para que pudesse ser boa. A arte só serve para alguma coisa se é irreverente, atormentada, cheia de pesadelos e desespero. Só uma arte irritada, indecente, violenta, grosseira, pode nos mostrar a outra face do mundo, a que nunca vemos ou nunca queremos ver, para evitar incômodos a nossa consciência (p. 102 grifo nosso). Cabe, portanto, ao escritor tocar nas feridas da sociedade, sem temê-las e, por intermédio desse espaço, as mudanças e os questionamentos passam a permear a mente do leitor. Para o autor, o dever primordial desse fazer literário está na quebra de barreiras. Na bienal do livro de Pernambuco em 2009, Pedro Juan afirma que todo aquele que queira ser escritor deve ter claro que sua missão essencial é romper sempre um pouco com a fronteira do silêncio. Portanto, cabe a ele denunciar as mazelas dessa sociedade. Faz ainda uma comparação entre sua escrita, a origem de suas obras e com o escritor brasileiro: Meus li-vros são focados não em Cuba, mas em um bairro específico chamado Centro Havana. Um processo parecido com o de Paulo Lins, no livro Cidade de Deus, obra adaptada ao cinema por Fernando Meirelles e Kátia Lund. Perceba essa relação na obra homônima: O principal personagem do filme Cidade de Deus não é uma pessoa. O verdadeiro prota-gonista é o lugar. Cidade de Deus é uma favela que surgiu nos anos 60, e se tornou um dos lugares mais perigosos do Rio de Janeiro, no começo dos anos 80. Para contar a es-tória deste lugar, o filme narra a vida de diversos personagens, todos vistos sob o ponto de vista do narrador, Buscapé. Este, um menino pobre, negro, muito sensível e bastante amedrontado com a ideia de se tornar um bandido; mas também, inteligente suficien-temente para se resignar com trabalhos quase escravos (PIERRY, 2006, p. 1). A realidade apresentada na obra de Paulo Lins é semelhante àquela abordada por Gutiérrez, pois em ambos há personagens pobres, marginalizados e escravizados pelo sistema. No entanto, a maior relevância se dá ao lugar em que estes indivíduos estão inseridos. O ambiente, em especial, o Centro Havana, no caso de Gutiérrez, é que compõe essa atmos-fera densa de personagens reais e sólidos. Estes são o retrato da miséria, do descaso e do desrespeito político e social. Portanto, sua literatura está impregnada dessa densidade: na-da de paz e tranquilidade. Quem consegue o repouso no equilíbrio está perto demais de Deus para ser artista (p. 102). Anais eletrônicos 153

9 Sua literatura é classificada por alguns no chamado realismo sujo, que foi descrito pelo próprio autor, em entrevista à Revista Bravo (1999 [online]), como um estilo que indaga as zonas mais baixas e sujas da realidade. Para o autor, descrever essa realidade é o que lhe dá vida, mas esse ofício nem sempre agrada, pois as pessoas estão acostumadas com o belo, uma alegoria irreal da sociedade. Descreve a realidade tal como ela se apresenta, muda a- penas nomes, revelando: este é meu ofício: revolvedor de merda. Ninguém gosta disso. Não tapam o nariz quando passa o caminhão do lixo? (p. 101). Ao tratar da literatura feita por Pedro Juan, percebe-se que este tende a valorizar grupos sociais marginalizados, perseguidos ou ignorados pela sociedade por conta das crenças e moralismos dominantes. Assim, a partir do viés de problematização das relações de gênero, dentro do contexto de tratamento das questões de sexualidade, o termo heteronormativi-dade que vem do grego hetero, diferente ; e de norma, esquadro, em latim pode ser de grande utilidade. Esse termo esse é frequentemente usado em debates pós-moder-nistas e feministas. Aqueles que empregam este conceito frequentemente apontam para as dificuldades enfrentadas pelos sujeitos que mantêm um ponto de vista dicotômico da sexua-lidade, meramente calcado no masculino e no feminino, quando a realidade da sexualidade humana é muito mais complexa, indo para além da mera dicotomia macho-fêmea. Nas obras de Gutiérrez, a heteronormatividade é constantemente questionada 8. 6 Realidade nua e crua É a partir dessa realidade sem máscaras, desnuda e controversa que Pedro Juan consegue retratar através da literatura sua verdade, não importa qual seja ela: A realidade pode ser vulgar, feia, incômoda e inquietante, mas tenho que aceitá-la porque é realidade, afirma. Para o escritor, portanto, não importa que sua literatura tenha traços vulgares, o que interessa é o espírito da época, as pessoas e suas inquietações; é preciso tocá-las com simplicidade, mas com firmeza. Perceba-se: Rogelio tinha acabado de morrer e imaginei muitas coisas de sua vida. Não é um bom conto. A realidade é melhor. No duro. A gente a aceita como está na rua. Agarra-a com as duas mãos e, se a força dá, ergue-a e a deixa cair sobre a página em branco. Pronto, é fácil. Sem retoques (p. 100). 8 Sobre esta questão, veja-se o trabalho de Souza (2009), que analisa a personagem travesti Sandra no ro-mance O rei de Havana, do Gutiérrez. Anais eletrônicos 154

10 Descrito pela Revista Bravo como a figura mais talentosa da nova e rebelde literatura cubana, Gutiérrez consegue descrever, sem qualquer moralismo, as sucessivas cenas de sexo, nas quais se comporta como um exímio atleta sexual, a fim de revelar suas façanhas. Busca escandalizar o leitor, como afirma Renata Pallottini (2002, p. 95), no artigo Havana por lentes sujas : o autor, explicitamente, segue a trilha aberta por Henry Miller: muito sexo, muita miséria. Gutiérrez consegue romper totalmente com os padrões, suas descri-ções dão um ar malicioso e espontâneo a sua obra, mostrando uma liberdade que contrasta com aquele país. Aí me ocorreu fazer aquilo de que eu gosto sempre: entrar nela por trás e, de pé, fazer com que ela se dobrasse da cintura para cima. Isso me deixa louco. Mas quando ela fez o que eu pedi, suas nádegas se abriram e do cu saiu um grande fedor de merda fresca. Ti-nha cagado. Sou porco, mas nem tanto. Aquilo me baixou o pau e me deu uma fúria ter-rível (p. 223). Ao contrário do que acontecia no romantismo, em que a mulher era idealizada, o realismo de Pedro Juan descreve a mulher forma completamente diferenciada, pois não a concebe pelos padrões de beleza estabelecidos. Diz detestar perfumes e maquiagens: Não gos-to de mulheres bonitas, nem limpas, nem perfumadas. Nem as educadas e finas. Gosto das sujas, com suor, que não raspam os sovacos, e com muito pelo por todo o lado (p. 223). Tal visão é impensável para os padrões sociais. Gutiérrez revela a mulher por diversas vezes co-mo prostituta, biscateira ou como uma eventual companheira do prazer: de forma que tem comida e dólares, e é isso que as mulheres querem. Amor não existe mais! (p. 85). Ainda que esta mulher apresente-se como voluptuosa e interesseira, isto surge como reflexo da realidade vivida pela sociedade cubana, pois era preciso fazer de tudo pra sobreviver diante da miséria testemunhada, e os meios usados não importavam. 7 Silêncio sobre a realidade de Cuba Gutiérrez deixa claro que não fala de política; entretanto, em toda a sua obra há marcas da crítica ao governo cubano, ainda que estas sejam dissimuladas e estejam nas entrelinhas do seu texto. Em entrevista à Revista Veja, o escritor cubano diz ter horror à política, mas esta talvez fosse a maneira de continuar a produzir sua literatura em um regime repressor. A crise era violenta e penetrava até o menor cantinho da alma da gente. A fome e a mi-séria são como um iceberg: a parte mais importante não se vê a olho nu. Mas é preciso ir aos poucos, companheiro, sem perder o controle. Pouco a pouco nos inserimos nesse mundo complexo e na economia de mercado, mas sem abandonar os princípios, etc. Ah, caralho! Os inesquecíveis anos 90! [...] (p. 115). Anais eletrônicos 155

11 Vivendo na Cuba dos anos 90, durante o boicote econômico imposto pelos Estados U- nidos, Pedro Juan descreve a miséria, a fome e a falência do sistema público do país, por meio do seu pequeno universo. Até então Cuba era amparada pela União Soviética com ali-mentos, combustível e medicamentos. No entanto, após o embargo econômico norte-americano, Cuba vê-se excluída e deslocada das outras nações. Gutiérrez, a partir dos confli-tos sociais que o cercam, do seu dia-a-dia e dos acontecimentos diversos, aproveita para tecer comentários, denunciando indiretamente toda a degradação humana dessa popula-ção, como descrito na citação abaixo: É a realidade desta área da cidade. Se você caminha por Centro Habana e La Habana Vie-ja, se dá conta de que há muita pobreza, miséria, prostituição. Minha literatura se de-senvolve nesta região. E não me interessam outros lugares, por uma razão literária. Não me interessa fazer sociologia, antropologia, história, jornalismo. Me interessa fazer lite-ratura, ficcionalizar a realidade. E a literatura se faz no conflito. Me interessam as pesso-as que vivem na beira do abismo, que têm todo dia que achar um dólar para sobreviver, e que buscam esse dólar seja como for (GUTIERREZ, 2001). O interessante na escrita de Gutiérrez é que, embora descreva a miséria vivenciada pelos cubanos, ele não faz uma crítica aberta ao governo. É algo que surge nas entrelinhas de suas narrações. Críticas aparecem alegoricamente a partir da forma simples e chocante com que relata suas experiências. Em alguns episódios, trata das mazelas dessa sociedade por intermédio da ironia: O governo queria controlar a crise recolhendo tudo: pesos e dólares. Para mim, a miséria e a fome tinham aumentado. Lógico, estavam guardando todo o dinhei-ro nas arcas do rei (p. 94). Este rei é representado, obviamente, pela figura do presidente Fidel Castro que, enquanto a sociedade penava por causa do bloqueio, mantinha as aparên-cias de um regime perfeito e igualitário. Gutiérrez usa personagens secundários pra fazer essa crítica, criando diálogos sem que ele pronunciasse seu descontentamento com o gover-no. Veja-se: A solução para qualquer problema é impor regulamentos, grades, barreiras, disciplina, controle. É insuportável, Pedro Juan. Só falei assim: Você vai acabar louco, cara. Eu não agüento nem comigo, imagine se me envolvo também com os políticos, que são uns filhos da puta e sempre fazem o que lhes dá na telha. É assim em todo lugar. A política é a arte de enganar bem. E ele me respondeu, muito zangado: Por isso é que estamos assim. Por causa desse pessimismo, desse conformismo. É preciso enfrentar e denunci-ar. É preciso dizer a verdade. O sujeito era um flagelo e estava puto. Falava sempre a mesma coisa. Se continuasse assim, ia acabar entrado no eletrochoque (p. 91 grifos nossos). Ainda que exista essa marca política implícita em sua obra, o autor prefere afirmar que não escreve sobre política, mas utiliza-se de argumentos fortes e enfáticos ao dizer que a política é a arte de enganar. Essa afirmativa contradiz a postura do escritor, pois, embora este não esteja envolto na política, ele também compreende que ao governo coube apenas subme- Anais eletrônicos 156

12 ter a população aos mandos e desmandos daquela ditadura; e, portanto, enganar fazia parte, pois favorecia a permanência da dominação. Assim acontecia com a imprensa, pois a censura impedia que fossem publicadas notícias que contradiziam essa imagem de governo perfeito. Crimes não eram noticiados, nem a miséria, nem a fome pela qual sofria a população. O seguinte trecho ilustra isso: Era um crime passional. Como em qualquer lugar. Mas aqui isso não é publicado na im-prensa porque faz trinta e cinco anos que não convém falar nada de desagradável nem preocupante nos jornais. Tudo tem de estar bem. Uma sociedade-modelo não pode ter crimes nem coisas feias (p. 82). Era essa sociedade perfeita que o governo pretendia mostrar, pois não desejavam que suas mazelas e que as consequências advindas dessa política de repressão se espalhassem ao mundo. O interesse era permanecer com a imagem dessa tão sonhada sociedade-modelo, impecável e inabalável. Ainda hoje não se pode falar claramente e criticar a política. Conhecido mundialmente por suas obras, Pedro Juan não admite ser escritor em seu país, seus livros não foram lançados na ilha e nem divulgados nela, conforme relata em entrevista à Revista Playboy: Os livros não são publicados em Cuba. Por sorte! Calculo que haja uns 400 exemplares ilegais no país, que os estrangeiros trazem e fazem circular de mão em mão. Outro dia apareceu um deles no meu bairro. Um amigo o leu e veio me falar: Homem, aqui está o bairro inteiro! E eu gritei: Esconde isso, porra! Eles me matam se vêem suas histórias publicadas. Claro que eu troco os nomes, mas estão todos lá, facilmente identificáveis. (GUTIÉRREZ, [online]). Essa realidade descrita por Gutiérrez ainda não é aceita em Cuba. E, na década de 90, era mais grave: lá não se falava em fome ( consegui um pedaço de pão e um pouco de água com açúcar [p. 227]), nas condições miseráveis de moradia e, nem mesmo, na busca pela sobrevivência que consistia em empregos desumanos ( faz dias que não temos sabão [p.227]) ou a venda do próprio corpo, como descrito no seguinte trecho: Abri o álbum. Era uma coleção de mulheres peladas. Umas trezentas, pelo menos. Em todas as posições. Negras, mulatas, brancas, morenas, loiras. Alegres, sérias. Algumas em duplas, se beijando ou se abraçando ou se tocando os peitos. O que é isto, Rene? Putas, cara. Um catálogo de putas. Tem muitos taxistas que andam com essas fotos por causa dos turistas. Fazem publicidade do produto por aí, o turista escolhe, eles levam o cara para o lugar exato (p. 18). O turismo sexual em Cuba é algo estrondoso, embora o governo não admita sua existência. A verdade é que faz vista grossa, ainda que puna severamente aquele que acaso seja flagrado praticando prostituição. Contraditoriamente, esse mesmo dinheiro ganho com os turistas faz com que a economia cubana funcione. O próprio narrador-personagem envolve-se na prostituição para sobreviver, o que o leva à prisão. Graças a alguns dólares que tinha rece- Anais eletrônicos 157

13 bido de suas clientes, consegue diminuir a pena cumprida. Essa realidade não se restringe apenas à sociedade cubana, visto que são constantes em nosso cotidiano. Pedro Juan, em entrevista ao Jornal do Brasil, fala sobre as afinidades entre o povo brasileiro e o cubano: Encontrei uma zona do planeta muito parecida com minha terra caribenha. A cor das pessoas, seu modo de falar, vestir, de andar. O mesmo modo de sorrir sedutoramente. O mesmo modo de viver a noite. E a pobreza excessiva e dolorosa, até escandalosa. Tu-do igual a Cuba. Vi muitíssimas pessoas muito pobres, como em meu bairro e em meu país, mas com alegria, com humildade, com bondade, capaz de viver generosamente sua vida com grande espiritualidade. E, para mim, espiritualidade não é só orar a Deus e aos santos todo dia, mas também desfrutar com alegria a música e a dança, as cores, o sexo, a bondade e o amor, em cada minuto, saber agradecer esta vida magnífica que nos foi dada (GUTIÉRREZ, [online]). São muitas as realidades e cada país, cada nação reflete o povo que nele vive. Cabe ao escritor tratar com clareza e leveza dessas angústias e das necessidades de sua sociedade. Pedro Juan Gutiérrez diz que não faz política, por considerá-la tendenciosa e circunstancial. Já a literatura, esta sim é política, porque fala da pólis, da coletividade. Portanto, o escritor tem o ofício de escrever e contar histórias, e, para Gutiérrez, escreve-se como se vive. Essa realidade contraditória em que estamos inseridos faz com que sintamos necessidade de mostrar nossas experiências. Reafirmamos assim a radicalidade da experiência da linguagem, que sempre será políti-ca contra o homem nu, porque linguagem só funciona assim; porque algo só está no lugar de algo para alguém. [...] Dessa forma, quando acreditamos no ser humano do-tado de linguagem, afirmamos o animal literário, o animal cultural e o animal político (SEIDEL, 2007, p. 152 grifos do original). A esse homem nu, entende-se o indivíduo revelando seus caracteres básicos, assim como ocorre em Trilogia suja de Havana: o homem sem máscaras diante da dura realidade. Isso se evidencia a partir dos indivíduos em que nos tornamos, da linguagem que incorporamos, das experiências que vivenciamos e da cultura que adquirimos. Gutiérrez consegue, a- través de sua obra, apresentar esse animal literário, cultural e político, capaz de adequar-se a qualquer ambiente e dificuldade desse mundo tão real e contraditório. O próprio autor fala sobre essa arte de escrever: no fundo na minha literatura talvez exista uma necessidade de mostrar para as pessoas que este é o mundo em que estamos vivendo. E ele é terrível (GU- TIÉRREZ, 2001 [online]). Referências BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 33. Ed. São Paulo: Cultrix, GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Trilogia suja de Havana. Trad. José Rubens Siqueira. São Paulo: Cia. das Letras, Anais eletrônicos 158

14 HIOKA, Luciana. A subversão da heteronormatividade no filme O Segredo de Brokeback Mountain. Revista Ártemis, v. 8, p , jun Disponível em: ufpb.br/revistaartemis/numero8/artigos/artigo_08.pdf. Acesso em: 12 ago HIPER-REALISMO. In: ENCICLOPÉDIA Artes Visuais Itaú Cultural. São Paulo: Itaú Cultural, [online]. Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia _ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=329&lst_palavras=&cd_idioma=28555 &cd_item=8>. Acesso em: 30 ago MOISÉS, Massaud. História da literatura brasileira. 3. ed. São Paulo: Cultrix, Ed. USP, ORIHUELA, Misael Cossio. O neo-realismo literário. La Salle: Revista de educação, Ciência e Cultura, Canoas (RS), v. 10, n. 2, p , jul./dez PALOTTINI, Renata. Havana por lentes sujas. Revista Comunicação & Educação. São Paulo, n. 23, p , jan./abr Disponível em: php/comeduc/article/viewfile/4174/3913. Acesso em: 9 ago PIERRY, Marcos. O segredo de Cidade de Deus. Revista Eletrônica de Cinema e Audiovisual, n. 1, dez [online]. Disponível em: cidade-dedeus.pdf. Acesso em: 9 ago SARAMAGO, José. O autor como narrador. Revista Cult, p , dez [Originalmente publicado em: Ler, 1997]. SEIDEL, Roberto H. Embates simbólicos: estudos literários e culturais. Recife: Bagaço, SOUZA, Marcos Santos de. Das alteridades radicais e performatividade em Pedro Juan Gutiérrez: notas sobre a construção do cotidiano no corpo da personagem Sandra, em O rei de Havana. In: Anais Eletrônicos do II Encontro Baiano de Estudos em Cultura II EBECULT. Feira de Santana: NEC/UEFS, CD-Rom. SCHWARZ, Roberto. Ao vencedor as batatas. São Paulo: Duas Cidades, Entrevistas: GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Cuba si, Cuba no. Entrevista a Jefferson Del Rios. Revista Bravo, set [online]. Disponível em: GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Política nem pensar. Entrevista a Lucila Soares. Revista Veja. Brasil, 16 mai [online]. Disponível em: Anais eletrônicos 159

15 GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Escritor tropical. Entrevista a Sérgio Sá. Correio Brasiliense, 1 abr Disponível em: Brazi-liense%20%282001%29.htm. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Caos cubano compensa vazio europeu. Jornal do Brasil, 17 maio [online]. Disponível em: %20do%20Brasil%20(cronica2%20PJ).htm. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. [Entrevista]. Entrevista a Kiko Nogueira e Helena Fruet. Revista Playboy, ago Disponível em: Playboy.htm. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Um olhar cubano no país. Entrevista a Pedro Burgos. Jornal do Bra-sil, 7 jul [online]. Disponível em: _PT_Jornal%20do%20Brasil.htm. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. [Entrevista]. Entrevista a Cristina Zarur. Jornal O Globo, Rio de Janei-ro, 9 set [online]. Disponível em: _PT_O%20Globo%20%282005%29.htm. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Coração mestiço. Entrevista a Gunter Axt. Revista Cult, [online]. Disponível em: Code=7FBAAAEB- D16E-40FB-BB4D-A FA3B&nwsCode=F64C79B6-6DA8-4FBE-86E6-4C4E2247E72A. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Pedro Juan Gutiérrez fala sobre o ofício do escritor durante a Bienal do Livro. Entrevista Releases, 3 out [online]. Disponível em: per-nambuco.com/pedro-juan-gutierrez-fala-sobre-o-oficio-do-escritor durante-a-bienal. GUTIÉRREZ, Pedro Juan. Entrevista a Mariana Barbosa Batista, mensagem de e- mail. [Texto em anexo ao presente trabalho]. BATISTA, Mariana Barbosa. Perguntas. [Mensagem pessoal]. Mensagem recebida de em 22 ago Anais eletrônicos 160

16 Anexos Entrevista ao autor, por Pedro Juan Gutierrez 18 de agosto de :04 Para: Muchas gracias, Mariana, por tu interés. Dedico muy poco tiempo a internet, pero si tienes alguna pregunta concreta sobre mi obra la puedo contestar con mucho gusto. En cambio, me gustaría saber, de un modo breve, qué te gusta y qué no te gusta en mis libros. En mi website puedes encontrar mucha información actualizada. Gracias de nuevo y un saludo cordial. Pedro Juan.- Pedro Juan 12:05 Muchas gracias, Mariana, abajo intercalo mis respuestas. Un saludo cordial---pedro Juan. 2010/8/22 mariana barbosa Para o escritor Pedro Juan o que é mais importante em sua obra? O que o influenciou a escrever uma arte atormentada e cheia de desespero? R: Un escritor lo único que hace es reflexionar sobre lo que más conoce: la gente, los vecinos, los amigos, las mujeres, el barrio o la ciudad en que vive. Me tocó una etapa muy grave en mi país en los años 90, a la caída del Muro de Berlín, con mucha hambre y miseria. Y ahí, en esa situación, escribí casi todos mis libros. Ahora, más relajado y ya sin hambre, sigo escribiendo, pero siempre con tensión y sexo y rebeldía porque soy así. No me gusta ser de otra manera. Entonces escribo tal como soy. Em que movimento literário enquadra Trilogia suja de Havana? Caso não o enquadre em nenhum movimento, quais foram eles que o influenciaram? R: No sé nada de movimientos literarios, ni me interesan. Fui periodista durante 26 años y sólo sé escribir, es decir, no me gusta analizar lo que escribo. Pero de todos modos en mi es- Anais eletrônicos 161

17 crictura han influido mucho algunos narradores norteamericanos como Hemingway. Truman Capote, Grace Paley, etc. y otros más clásicos como Chejov, Isaac Babel, Maupassant y hasta el Dostoievsky de Crimen y Castigo. Em entrevista ao Jornal do Brasil em 2003, confessou achar fascinante os livros de Clarice Lispector, disse gostar também de Rubem Fonseca e Paulo Lins. No entanto, percebo uma semelhança entre tua escrita e a de Jorge Amado (escritor baiano). Conhece alguma obra dele? O que acha dessa comparação? R: Sí, sobre todo Gabriela, clavo y canela. Y en 2008 estuve unos días en Salvador de Bahía y todas las noches paseaba ante su casa y me contaban cómo era de borracho y mujeriego. Un gran tipo, pero prefiero la experimentación de Clarice, la locura de Paulo Lins y lo raro de Rubem. Así como en Chile prefiero mil veces a Nicanor Parra y a Violeta Parra que a Pablo Neruda y Gabriela Mistral. Un saludo afectuoso y mucho éxito, chau---pedro Juan Anais eletrônicos 162

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual.

apaixonados um pelo outro. Fábio é homossexual e tem em torno de 45 anos. Madalena também tem mais ou menos a mesma idade, e é heterossexual. Apresentação Este projeto é simples e pretende levar para o público algo de elevado conteúdo artístico. O orçamento da pré-produção e da produção é pequeno, já que a peça será encenada por dois atores

Leia mais

ROMANTISMO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

ROMANTISMO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS ROMANTISMO O Romantismo foi uma estética artística surgida no início do século XVIII, que provocou uma verdadeira revolução na produção literária da época. Retratando a força dos sentimentos, ela propôs

Leia mais

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens

Para pensar o. livro de imagens. Para pensar o Livro de imagens Para pensar o livro de imagens ROTEIROS PARA LEITURA LITERÁRIA Ligia Cademartori Para pensar o Livro de imagens 1 1 Texto visual Há livros compostos predominantemente por imagens que, postas em relação,

Leia mais

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido

1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido 1. O feminino e a publicidade: em busca de sentido No estudo da Comunicação, a publicidade deve figurar como um dos campos de maior interesse para pesquisadores e críticos das Ciências Sociais e Humanas.

Leia mais

Teatro O Santo e a Porca ( 1957)

Teatro O Santo e a Porca ( 1957) Modernismo Teatro O Santo e a Porca ( 1957) Biografia Ariano Suassuna (1927-2014) foi um escritor brasileiro. "O Auto da Compadecida", sua obra prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua

Leia mais

Cara Professora, Caro Professor,

Cara Professora, Caro Professor, A olhinhos menina de rasgados Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos um belo livro de narrativa A menina de olhinhos rasgados, do premiado autor mineiro Vanderlei Timóteo.

Leia mais

Anna Catharinna 1 Ao contrário da palavra romântico, o termo realista vai nos lembrar alguém de espírito prático, voltado para a realidade, bem distante da fantasia da vida. Anna Catharinna 2 A arte parece

Leia mais

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

Leia mais

A aventura de Descartes da dúvida à certeza Prof. João Borba Nov. De 2009

A aventura de Descartes da dúvida à certeza Prof. João Borba Nov. De 2009 A aventura de Descartes da dúvida à certeza Prof. João Borba Nov. De 2009 Descartes desenvolve sua filosofia tentando combater o ceticismo pirrônico do filósofo Montaigne. Por isso, o melhor modo de entendê-lo

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação...

18 - A surpresa... 175 19 A fuga... 185 20 O atraso... 193 21 Vida sem máscaras... 197 22 - A viagem... 209 23 - A revelação... Sumário Agradecimentos... 7 Introdução... 9 1 - Um menino fora do seu tempo... 13 2 - O bom atraso e o vestido rosa... 23 3 - O pequeno grande amigo... 35 4 - A vingança... 47 5 - O fim da dor... 55 6

Leia mais

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro

edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro edgar allan poe a filosofia da composição p r e fá c i o pedro süssekind t r a d u ç ã o léa viveiros de castro sumário 9 prefácio. A lição aristotélica de Poe [Pedro Süssekind] 17 A filosofia da composição

Leia mais

IV PARTE FILOSOFIA DA

IV PARTE FILOSOFIA DA IV PARTE FILOSOFIA DA 119 P á g i n a O que é? Como surgiu? E qual o seu objetivo? É o que veremos ao longo desta narrativa sobre a abertura do trabalho. Irmos em busca das estrelas, no espaço exterior,

Leia mais

EDUCAÇÃO RELIGIOSA 7º ANO 17B, C

EDUCAÇÃO RELIGIOSA 7º ANO 17B, C EDUCAÇÃO RELIGIOSA 7º ANO 17B, C CONTEÚDOS DO EXAME Líderes religiosos, Motivação e Liderança Convivência com o grupo; Amizade e sentido de grupo Os projetos Solidários; O que é um projeto? Olhares sobre

Leia mais

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13

JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 JESUS É A LUZ DO MUNDO João 8.12 Pr. Vlademir Silveira IBME 24/03/13 INTRODUÇÃO O Evangelho de João registra 7 afirmações notáveis de Jesus Cristo. Todas começam com Eu sou. Jesus disse: Eu sou o pão vivo

Leia mais

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor,

Xixi na Cama. Cara Professora, Caro Professor, Xixi na Cama Cara Professora, Caro Professor, Estamos oferecendo a você e a seus alunos mais um livro da coleção Revoluções: Xixi na Cama, do autor mineiro Drummond Amorim. Junto com a obra, estamos também

Leia mais

A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES. Palavras-chave: Regionalismo Evolução Estética - Permanência

A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES. Palavras-chave: Regionalismo Evolução Estética - Permanência A PERMANÊNCIA DO REGIONALISMO NO ROMANCE BRASILEIRO: O CERRADO DE CARMO BERNARDES Vanilde Gonçalves dos Santos LEITE; Rogério SANTANA F L - UFG vanildegsl@hotmail.com Palavras-chave: Regionalismo Evolução

Leia mais

Tudo que você precisa saber a respeito de Deus está esta escrito no Salmo 23. Tudo que você precisa saber a teu respeito está escrito no Salmo 23.

Tudo que você precisa saber a respeito de Deus está esta escrito no Salmo 23. Tudo que você precisa saber a teu respeito está escrito no Salmo 23. Tema: DEUS CUIDA DE MIM. Texto: Salmos 23:1-6 Introdução: Eu estava pesando, Deus um salmo tão poderoso até quem não está nem ai prá Deus conhece uns dos versículos, mas poderosos da bíblia e o Salmo 23,

Leia mais

O Coração Sujo. Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse? Tuca Parece cheiro de gambá morto afogado no esgoto.

O Coração Sujo. Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse? Tuca Parece cheiro de gambá morto afogado no esgoto. O Coração Sujo Personagens - Tuca - Teco - Tatá - Tia Tuca e Tatá estão conversando. Teco chega. Teco Oi, meninas, sobre o que vocês estão falando? Tuca Estávamos falando sobre... hm, que cheiro é esse?

Leia mais

Apresentação. Acompanho os acontecimentos relativos à sexualidade

Apresentação. Acompanho os acontecimentos relativos à sexualidade A Apresentação Acompanho os acontecimentos relativos à sexualidade desde 1966, ano da minha graduação na faculdade de Medicina. É difícil imaginar outro período de tempo assim curto no qual tenham ocorrido

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL ESTUDO 4 Palavra Viva RELEMBRANDO SANTIFICAÇÃO Nossos três grandes inimigos: O MUNDO A CARNE O D IABO 'Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque

Leia mais

Quando vi Fátima pela primeira vez

Quando vi Fátima pela primeira vez ... Quando vi Fátima pela primeira vez Texto de Fernando Ben, falando resumidamente sobre sua experiência nos primeiros encontros mediúnicos com Fátima. As religiões são janelas para ver o céu. Você pode

Leia mais

O Solista (The Soloist), O Alienista e outras divagações sobre as representações de loucura e normalidade APRESENTAÇÃO E PROBLEMÁTICA DESENVOLVIDA

O Solista (The Soloist), O Alienista e outras divagações sobre as representações de loucura e normalidade APRESENTAÇÃO E PROBLEMÁTICA DESENVOLVIDA O Solista (The Soloist), O Alienista e outras divagações sobre as representações de loucura e normalidade Fernanda Gabriela Soares dos Santos 1 Eu posso até parecer careta De perto ninguém é normal...

Leia mais

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra!

Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à obra! ROTEIRO DE ESTUDOS DE LITERATURA PARA A 3ª ETAPA 2ª SÉRIE Finalmente, chegamos ao último Roteiro de Estudos do Segundo ano! Você já sabe como proceder! Organize seu material, revise o conteúdo e mãos à

Leia mais

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho

A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho A influência do contexto social na obra Chapeuzinho Vermelho Guilherme Argenta Souza Ceres Helena Ziegler Bevilaqua UFSM A obra Chapeuzinho Vermelho é um clássico da literatura universal, apreciada por

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

PILARES DA VIDA LIVRO DE POESIAS. Pensar, Refletir, Amar e ter Amigos é a Maneira do Ser Humano Viver.

PILARES DA VIDA LIVRO DE POESIAS. Pensar, Refletir, Amar e ter Amigos é a Maneira do Ser Humano Viver. PILARES DA VIDA LIVRO DE POESIAS Pensar, Refletir, Amar e ter Amigos é a Maneira do Ser Humano Viver. ELDER DE SOUZA PINTO CAPITULO I: REFLEXÕES E PENSAMENTOS A ARTE DE SER Ser é a arte de se inventar

Leia mais

Onde você vai encontrar as suas futuras iniciadas?????

Onde você vai encontrar as suas futuras iniciadas????? Há 16 anos quando entrou na MK, a consagrada Diretora Nacional, Gloria Mayfield, não sabia como chegar ao topo, hoje ela dá o seguinte conselho. As lições que eu aprendi na Mary Kay para me tornar uma

Leia mais

Entendendo o que é Gênero

Entendendo o que é Gênero Entendendo o que é Gênero Sandra Unbehaum 1 Vila de Nossa Senhora da Piedade, 03 de outubro de 2002 2. Cara Professora, Hoje acordei decidida a escrever-lhe esta carta, para pedir-lhe ajuda e trocar umas

Leia mais

Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1. Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana Xavier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE

Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1. Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana Xavier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1 Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana avier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE RESUMO Este trabalho se propõe uma jornada Arcoverde adentro

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor

Belo reparo. capítulo um. No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas. Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor capítulo um Belo reparo Hoje Nova York Apartamento de Cassandra Taylor No Japão, eles têm o kintsugi a arte de remendar porcelanas preciosas com ouro. O resultado é uma peça que nitidamente foi quebrada,

Leia mais

ARTES VISUAIS E LITERATURA

ARTES VISUAIS E LITERATURA Vestibular 2009 1ª Fase ARTES VISUAIS E LITERATURA Instruções Gerais: No dia de hoje (09/11), você deverá responder às questões de Geografia, História, Artes Visuais e Literatura e de Raciocínio Lógico-Matemático.

Leia mais

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos.

É verdade que só começo um livro quando descubro uma pluma branca. Isso é um ritual que me impus apesar se só escrever uma vez cada dois anos. 1) Como está sendo a expectativa do escritor no lançamento do livro Ser como um rio que flui? Ele foi lançado em 2006 mas ainda não tinha sido publicado na língua portuguesa, a espera do livro pelos fãs

Leia mais

RESENHA: O QUE É E COMO SE FAZ

RESENHA: O QUE É E COMO SE FAZ 1 Resenha: o que é e como se faz RESENHA: O QUE É E COMO SE FAZ Ronaldo Martins Você já deve saber que o que nós chamamos "texto" corresponde a um conjunto de coisas bastante diversas. Sua certidão de

Leia mais

Análise Cinematográfica do Curta Metragem Ilha das Flores¹ Jaderlano de Lima JARDIM² Shirley Monica Silva MARTINS³

Análise Cinematográfica do Curta Metragem Ilha das Flores¹ Jaderlano de Lima JARDIM² Shirley Monica Silva MARTINS³ Análise Cinematográfica do Curta Metragem Ilha das Flores¹ Jaderlano de Lima JARDIM² Shirley Monica Silva MARTINS³ RESUMO O premiado Ilha das Flores exibe o percurso de um tomate até chegar a um lixão

Leia mais

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39 [entradas sem data] [ ] * esforço artístico neste domínio, ao invés de pensar em Ti e de me sentir inspirada pelo amor que tanto desejaria sentir. Meu bom Deus, não consigo amar Te como pretendo. És o

Leia mais

REDAÇÃO DISSERTAÇÃO AULA 5. Professora Sandra Franco

REDAÇÃO DISSERTAÇÃO AULA 5. Professora Sandra Franco REDAÇÃO AULA 5 Professora Sandra Franco DISSERTAÇÃO 1. Definição de Dissertação. 2. Roteiro para dissertação. 3. Partes da dissertação. 4. Prática. 5. Recomendações Gerais. 6. Leitura Complementar. 1.

Leia mais

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século

*Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século *Não foi propriamente um movimento ou escola literária; * Trata-se de uma fase de transição para o Modernismo, nas duas primeiras décadas do século XX; * É quando surge uma literatura social, através de

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

MATERIAL DE APOIO OFICINA EVANGELISMO PESSOAL MIN. FILIPE ARAÚJO

MATERIAL DE APOIO OFICINA EVANGELISMO PESSOAL MIN. FILIPE ARAÚJO MATERIAL DE APOIO OFICINA EVANGELISMO PESSOAL MIN. FILIPE ARAÚJO DO CONCEITO PARA PRATICA E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos

Leia mais

REPRESENTAÇÕES DE ESTUDANTES E FAMÍLIAS SOBRE UMA ESCOLA POR CICLOS

REPRESENTAÇÕES DE ESTUDANTES E FAMÍLIAS SOBRE UMA ESCOLA POR CICLOS REPRESENTAÇÕES DE ESTUDANTES E FAMÍLIAS SOBRE UMA ESCOLA POR CICLOS FORTES, Gilse Helena Magalhães PUCRS GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora: não contou com financiamento A escola por ciclos,

Leia mais

no. 49 O NU FEMININO COMO IDEAL DE BELEZA

no. 49 O NU FEMININO COMO IDEAL DE BELEZA O NU FEMININO COMO IDEAL DE BELEZA por rose klabin Escrevo-te toda inteira e sinto um sabor em ser e o sabor-ati é abstrato como o instante. É também com o corpo todo que pinto os meus quadros e na tela

Leia mais

O tema desta edição do EVP em Notícias é: Conexões

O tema desta edição do EVP em Notícias é: Conexões O tema desta edição do EVP em Notícias é: Conexões Nosso entrevistado é o Prof. Dr. Rogério da Costa, da PUC-SP. A partir de um consistente referencial teórico-filosófico, mas em uma linguagem simples,

Leia mais

Do meio das árvores secas da floresta escura emer giu o maníaco com a máscara de pele humana. Motosserra em mãos, desceu-a entre as pernas do pobre

Do meio das árvores secas da floresta escura emer giu o maníaco com a máscara de pele humana. Motosserra em mãos, desceu-a entre as pernas do pobre 1 Do meio das árvores secas da floresta escura emer giu o maníaco com a máscara de pele humana. Motosserra em mãos, desceu-a entre as pernas do pobre paraplégico, cortando-o ao meio, assim como a sua cadeira

Leia mais

Poesia AUTOR. Adélia Prado DADOS BIOGRÁFICOS Nome completo: Adélia Luzia Prado de Freitas. Poesia

Poesia AUTOR. Adélia Prado DADOS BIOGRÁFICOS Nome completo: Adélia Luzia Prado de Freitas. Poesia OBRA ANALISADA: O Coração Disparado 1978 GÊNERO Poesia AUTOR Adélia Prado DADOS BIOGRÁFICOS Nome completo: Adélia Luzia Prado de Freitas BIBLIOGRAFIA Poesia Bagagem, Imago - 1975 O Coração Disparado, Nova

Leia mais

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior.

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior. Cotas Pra Quê? 1 Sarah Rocha MARTINS 2 Luan Barbosa OLIVEIRA 3 Camilla Alves Ribeiro PAES LEME 4 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde, Rio Verde, Goiás RESUMO Este documentário foi planejado e desenvolvido

Leia mais

Por muito tempo na história as pessoas acreditaram existir em nós uma capacidade transcendental que nos emanciparia da natureza e nos faria

Por muito tempo na história as pessoas acreditaram existir em nós uma capacidade transcendental que nos emanciparia da natureza e nos faria 1 Por muito tempo na história as pessoas acreditaram existir em nós uma capacidade transcendental que nos emanciparia da natureza e nos faria especiais. Fomos crescendo e aprendendo que, ao contrário dos

Leia mais

Brújula Volume 10 Spring 2015. Topographies. Santiago Nazarian e a literatura brasileira underground. Alexandre Lima University of Texas at Austin

Brújula Volume 10 Spring 2015. Topographies. Santiago Nazarian e a literatura brasileira underground. Alexandre Lima University of Texas at Austin Brújula Volume 10 Spring 2015 Topographies Santiago Nazarian e a literatura brasileira underground Alexandre Lima University of Texas at Austin Santiago Nazarian é um escritor brasileiro, além de tradutor

Leia mais

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA

PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA PROJETO DE LEITURA PRÉ-LEITURA ATIVIDADES ANTERIORES À LEITURA INTENÇÃO: LEVANTAR HIPÓTESES SOBRE A AUTORA, SOBRE O LIVRO, INSTIGAR A CURIOSIDADE E AMPLIAR O REPERTÓRIO DO ALUNO Para o professor Ou isto

Leia mais

Jornalismo, o social e o histórico: Um breve diálogo crítico

Jornalismo, o social e o histórico: Um breve diálogo crítico Jornalismo, o social e o histórico: Um breve diálogo crítico Andrei Netto e Vinicius Netto Um diálogo eletrônico em 2006: - Queria fazer perguntas que nunca se pode fazer ao vivo ou ao telefone ou por

Leia mais

3. Meu parceiro poderia ficar chateado se soubesse sobre algumas coisas que tenho feito com outras pessoas.

3. Meu parceiro poderia ficar chateado se soubesse sobre algumas coisas que tenho feito com outras pessoas. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA NÚCLEO DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO Caro(a) participante: Esta é uma pesquisa do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná e

Leia mais

Hebe Laghi de Souza. DARWIN e KARDEC

Hebe Laghi de Souza. DARWIN e KARDEC Hebe Laghi de Souza DARWIN e KARDEC U M D I Á L O G O P O S S Í V E L CAMPINAS SP 2007 Sumário prefácio...xvii Capítulo 1 novos conhecimentos... 1 Dois livros, duas teorias um novo rumo...1 Detonando o

Leia mais

Verdade? 1. Geraldo Augusto Aquino Guimarães 2 Jefferson José Ribeiro de Moura 3 Faculdades Integradas Teresa D Ávila - Lorena, SP

Verdade? 1. Geraldo Augusto Aquino Guimarães 2 Jefferson José Ribeiro de Moura 3 Faculdades Integradas Teresa D Ávila - Lorena, SP Verdade? 1 Geraldo Augusto Aquino Guimarães 2 Jefferson José Ribeiro de Moura 3 Faculdades Integradas Teresa D Ávila - Lorena, SP RESUMO No trabalho apresentado aqui, tem-se um roteiro, um unitário com

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

Escrito por WEBMASTER Douglas Ter, 25 de Setembro de 2012 10:07 - Última atualização Ter, 25 de Setembro de 2012 10:09

Escrito por WEBMASTER Douglas Ter, 25 de Setembro de 2012 10:07 - Última atualização Ter, 25 de Setembro de 2012 10:09 BÃO OCÊ QUERIA O QUE, SALÁRIO PRESIDIARIO R$ 960,00 REAIS PROS BANDIDO, TRAFICANTE, ESTRUPADOR E ASSASINOS E UM PAI DE FAMILIA TRABALHADOR UM SALARIO MINIMO DE R$ 622,00 REAIS, AI JA É MAIS DA CONTA, ACHO

Leia mais

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1 1 O caminho da harmonia. Colossenses 3 e 4 Col 3:1-3 Introdução: Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham

Leia mais

Apoio. Patrocínio Institucional

Apoio. Patrocínio Institucional Patrocínio Institucional Parceria Apoio InfoReggae - Edição 83 Papo Reto com José Junior 12 de junho de 2015 O Grupo AfroReggae é uma organização que luta pela transformação social e, através da cultura

Leia mais

EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ

EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ EDUCAÇÃO, LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO A PARTIR DO FILME NARRADORES DE JAVÉ Geane Apolinário Oliveira Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) - Geane-cg@hotmail.com RESUMO: Este

Leia mais

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1

Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Uma narrativa, uma história e um imaginário. Fernanda Cielo* 1 Meu nome é Maria Bonita, sou mulher de Vírgulino Ferreira- vulgo Lampiãofaço parte do bando de cangaceiros liderados por meu companheiro.

Leia mais

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco!

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco! Paixão do Povo de Cristo x Paixão de Cristo Texto Base: provérbios 24.10 na Linguagem de Hoje: Quem é fraco numa crise, é realmente fraco. Na Bíblia A Mensagem : Quem Desiste num momento de crise é porque

Leia mais

SUPLEMENTO DE ATIVIDADES

SUPLEMENTO DE ATIVIDADES SUPLEMENTO DE ATIVIDADES NOME: N O : ESCOLA: SÉRIE: 1 Considerado um dos mais importantes escritores de todos os tempos, Edgar Allan Poe se inscreveu na história da literatura mundial com seu estilo inconfundível.

Leia mais

Meus Valores, Minha Vida O que realmente move você?

Meus Valores, Minha Vida O que realmente move você? Meus Valores, Minha Vida O que realmente move você? Talvez você já tenha pensado a esse respeito, ou não. Se souber definir bem quais são os seus valores, terá uma noção clara de quais são suas prioridades.

Leia mais

8 Passos para o Recrutamento Eficaz. Por Tiago Simões

8 Passos para o Recrutamento Eficaz. Por Tiago Simões 8 Passos para o Recrutamento Eficaz Por Tiago Simões Uma das coisas que aprendi na indústria de marketing de rede é que se você não tem um sistema de trabalho que comprovadamente funcione, muito provavelmente

Leia mais

A Batalha Contra a Carne. Aula - 05

A Batalha Contra a Carne. Aula - 05 A Batalha Contra a Carne Aula - 05 A Batalha Contra a Carne Textos Básicos: Gl 5.16-23; Mt 26.41 A vida cristã é uma peregrinação. Usando a linguagem das Escrituras, é uma viagem que se faz à pé. O ato

Leia mais

Priscilla Cabett SANTOS 2 Talita Maria dos Santos Galvão da SILVA 3 Luiz Antônio FELICIANO 4 Faculdades Integradas Teresa D Ávila, Lorena, SP

Priscilla Cabett SANTOS 2 Talita Maria dos Santos Galvão da SILVA 3 Luiz Antônio FELICIANO 4 Faculdades Integradas Teresa D Ávila, Lorena, SP Brasil: qual é o teu negócio? 1 Priscilla Cabett SANTOS 2 Talita Maria dos Santos Galvão da SILVA 3 Luiz Antônio FELICIANO 4 Faculdades Integradas Teresa D Ávila, Lorena, SP RESUMO Baseado na composição

Leia mais

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento

ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento ENTREVISTA CONCEDIDA AO ESCRITOR FLÁVIO IZHAKI Realizada em 21.VII.08 A PROPÓSITO DE RETRATO DESNATURAL (diários 2004 a 2007) Evando Nascimento Renomado professor universitário, autor de títulos de não

Leia mais

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves CAMINHOS Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves Posso pensar nos meus planos Pros dias e anos que, enfim, Tenho que, neste mundo, Minha vida envolver Mas plenas paz não posso alcançar.

Leia mais

Amelia Peláez & Genaro de Carvalho. Jerusa Pires Ferreira. Para Carlos Venegas. arte

Amelia Peláez & Genaro de Carvalho. Jerusa Pires Ferreira. Para Carlos Venegas. arte arte Painel de Genaro de Carvalho no Hotel Tropical de Salvador, antigo Hotel da Bahia Comparando o comparável: Amelia Peláez & Genaro de Carvalho Jerusa Pires Ferreira Para Carlos Venegas 96 REVISTA USP

Leia mais

Guimarães Rosa O maior escritor brasileiro da segunda metade do século 20

Guimarães Rosa O maior escritor brasileiro da segunda metade do século 20 Guimarães Rosa O maior escritor brasileiro da segunda metade do século 20 Características Gerais Cenário: o Sertão brasileiro. Recorrência ao grego e latim. Processo fonético na criação escrita. Fala regionalista

Leia mais

ROMANTISMO NO BRASIL - PROSA

ROMANTISMO NO BRASIL - PROSA AULA 12 LITERATURA PROFª Edna Prado ROMANTISMO NO BRASIL - PROSA Na aula passada nós estudamos as principais características da poesia romântica no Brasil.Vimos o fenômeno das três gerações românticas:

Leia mais

Amor em Perspectiva Cultural - Artur da Távola & Érico Veríssimo

Amor em Perspectiva Cultural - Artur da Távola & Érico Veríssimo Page 1 of 5 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Cultura Educador: João Nascimento Borges Filho Amor em Perspectiva

Leia mais

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL.

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. Como sabemos o crescimento espiritual não acontece automaticamente, depende das escolhas certas e na cooperação com Deus no desenvolvimento

Leia mais

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE

COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE COMO AVALIAR O TEXTO LITERÁRIO CRITÉRIOS DE ANÁLISE Literatura Infantil aspectos a serem desenvolvidos A natureza da Literatura Infanto-Juvenil está na Literatura e esta é uma manifestação artística. Assim,

Leia mais

A alma da liderança Por Paulo Alvarenga

A alma da liderança Por Paulo Alvarenga A alma da liderança Por Paulo Alvarenga A palavra liderança é uma palavra grávida, tem vários significados. Desde os primórdios dos tempos a humanidade vivenciou exemplos de grandes líderes. Verdadeiros

Leia mais

O CORTIÇO 13 de maio de 1890

O CORTIÇO 13 de maio de 1890 O CORTIÇO 13 de maio de 1890 intenção Descrever as habitações coletivas. Diagnóstico do país: descarado alpinismo social dos negociantes portugueses. Usar a literatura como denúncia dos preconceitos e

Leia mais

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP Depressão e Qualidade de Vida Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP 1 Percepções de 68 pacientes entrevistadas. 1. Sentimentos em relação à doença Sinto solidão, abandono,

Leia mais

O Livro das Luas. O Caminho das Feras. O ecus

O Livro das Luas. O Caminho das Feras. O ecus O Livro das Luas Ou O Caminho das Feras O ecus Publicação do Therian Círculo Por..A+A. Em Janeiro de 2010 Prefácio Esta é uma obra que tem como objetivo primo revelar práticas concernentes à Theriantropia

Leia mais

CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL G. MARQUEZ. Autora (Aluna) Ludmila Maurer

CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL G. MARQUEZ. Autora (Aluna) Ludmila Maurer ENSAIO LETRAS CEM ANOS DE SOLIDÃO, DE GABRIEL G. MARQUEZ Autora (Aluna) Ludmila Maurer Orientadora: Professora Ana Lúcia Barbosa de Moraes, da Universidade Estácio de Sá - Campus Nova Friburgo Resumo:

Leia mais

Introdução ao Realismo

Introdução ao Realismo Lista de Exercícios Pré Universitário Uni-Anhanguera Aluno(a): Nº. Professor: Daniel Série: 2 Disciplina: Literatura Data da prova: 15/02/2014. Introdução ao Realismo P1-1 BIMESTRE Os textos seguintes

Leia mais

PDF created with pdffactory Pro trial version www.pdffactory.com

PDF created with pdffactory Pro trial version www.pdffactory.com Tema:Humor Você vai ler a seguir um fragmento da peça teatral Lua nua, de Leilah Assunção, que foi encenada em várias cidades do país entre 1986 e 1989, sempre com grande sucesso de público e de crítica.

Leia mais

Autora: Marilda Confortin Curitiba PR Brasil

Autora: Marilda Confortin Curitiba PR Brasil Mulher Autora: Marilda Confortin Curitiba PR Brasil Publicação e distribuição gratuita autorizada pela autora para oficinas, feiras e eventos culturais dentro do programa Paranização do Centro Cultural

Leia mais

1) O valor instituído por Deus para o testemunho

1) O valor instituído por Deus para o testemunho O magnífico efeito do testemunho Pr. Harry Tenório (Mateus 10.18) - E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios.

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Palácio do Planalto, 12 de março de 2003 Minha cara ministra Emília Fernandes, Minha cara companheira Benedita da

Leia mais

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS

MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS MEMÓRIAS DE PESQUISA: A HISTÓRIA DE VIDA CONTADA POR MULHERES VIGIADAS E PUNIDAS 1 Introdução O presente estudo se insere no contexto do sistema penitenciário feminino e, empiricamente, tem como tema as

Leia mais

Auto-liderança: uma jornada espiritual

Auto-liderança: uma jornada espiritual Auto-liderança: uma jornada espiritual Nos últimos séculos os humanos têm sido cruéis com a vida no planeta. O paradigma mecanicista, ao dar o primado à razão e negligenciado as dimensões emocional e espiritual,

Leia mais

Quem tem boca vai a Roma

Quem tem boca vai a Roma Quem tem boca vai a Roma AUUL AL A MÓDULO 14 Um indivíduo que parece desorientado e não consegue encontrar o prédio que procura, aproxima-se de outro com um papel na mão: - Por favor, poderia me informar

Leia mais

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES

APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES APOSTILA DE FILOSOFIA E ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES 2º. Bimestre Capítulos: I Ética: noções e conceitos básicos II Processo de Decisão Ética III - Responsabilidade Social Apostila elaborada pela Profa. Ana

Leia mais

Como Falar e Fazer Missões Urbanas Hoje

Como Falar e Fazer Missões Urbanas Hoje Como Falar e Fazer Missões Urbanas Hoje Missão Urbana IGREJA BATISTA DA CONCÓRDIA Pr. Fernando Herculano Gonçalves 2 Introdução...04 A Urbanização...05 Como Falar de Missão Urbana...06 Como Fazer Missão

Leia mais

LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS

LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS LITERATURA E AUTORIA FEMININA: REFLEXÕES SOBRE O CÂNONE LITERÁRIO E MARTHA MEDEIROS Mestranda Kézia Dantas Félix 1, UEPB 1 Resumo: Neste artigo estudo o debate estabelecido em torno do cânone literário,

Leia mais

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicas-para-jovens Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos As dinâmicas de grupo já fazem parte do cotidiano empresarial,

Leia mais

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu

L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu 5 L0NGE, atrás em monte, sol cair e céu ficar em fogo. Fraco, Eu subir monte, pés d Eu molhados em erva fria. Não haver erva em cima em monte. Só haver terra, em volta, monte como cabeça de homem sem cabelo.

Leia mais

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar

E sua sede começa a crescer Em angústia e desespero Enquanto os ruídos da cachoeira Da grande cachoeira das eras O convoca para mergulhar Mergulhar Uma Estória Pois esta estória Trata de vida e morte Amor e riso E de qualquer sorte de temas Que cruzem o aval do misterioso desconhecido Qual somos nós, eu e tu Seres humanos Então tomemos acento No dorso

Leia mais

www.rockstarsocial.com.br

www.rockstarsocial.com.br 1 1 Todos os Direitos Reservados 2013 Todas As Fotos Usadas Aqui São Apenas Para Descrição. A Cópia Ou Distribuição Do Contéudo Deste Livro É Totalmente Proibida Sem Autorização Prévia Do Autor. AUTOR

Leia mais

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena

JANEIRO DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. escrito por: Antפnio Carlos Calixto. Filho. Personagens: Dana de. Oliveira uma moça. simples ingênua morena OSUTERBOS DE 2013,SEXTA FEIRA DIA 11. JANEIRO escrito por: Antפnio Carlos Calixto Filho Personagens: Dana de Oliveira uma moça simples ingênua morena olhos pretos como jabuticaba,1.70a,sarad a cabelos

Leia mais

SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano

SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano 1 SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano assumiu o compromisso de fazer memória da vida singular

Leia mais

IDENTIDADE Equipe docente da disciplina Ser Humano em relações Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix

IDENTIDADE Equipe docente da disciplina Ser Humano em relações Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix IDENTIDADE Equipe docente da disciplina Ser Humano em relações Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix Traduzir- se (FERREIRA GULLAR) é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. é multidão:

Leia mais

NADJA VLADI - Editora da revista Muito.

NADJA VLADI - Editora da revista Muito. NADJA VLADI - Editora da revista Muito. Jornalista, doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Faculdade de Comunicação da UFBA. Atualmente atua como editora-coordenadora da revista Muito do

Leia mais