ASSIM É A VIDA CHARLIE BROWN!

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1 ASSIM É A VIDA CHARLIE BROWN! : REVELADA A IDENTIDADE DISCURSIVA DO PROFESSOR NAS TIRINHAS DE SNOOPY DE CHARLES SCHULZ POR UMA PROBLEMATIZAÇÃO DAS IMAGENS DISCURSIVAS NO CAMPO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES 1 Alex Caldas Simões 2 Considerações iniciais As recentes pesquisas na área da linguagem, em especial no campo de formação de professores dentro da Lingüística Aplicada, têm indicado que novas identidades sociais tem se formando (ROJO, 2006, BOHN, 2005; FABRÍCIO, 2006). Nesse contexto moderno/pós-moderno conflituoso, fluido, imerso em uma constante ação de desintegração e mudança, e envolto em um novo dinamismo social (BERMAN, 2007; HALL, 2004; GIDDENS, 2007) há, como explicita Stuart Hall, uma crise de identidade do sujeito, uma vez que uma mudança estrutural está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade (2004, p. 9). Esse novo cenário estrutural tem levado a formação de um sujeito diferente, fragmentado: composto não de uma única, mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou não resolvidas (HALL, 2004, p. 12). Estas identidades, portanto, não são fixas ou permanentes; alteram-se de acordo com os diferentes momentos históricos-sociais vividos por cada indivíduo ou sociedade. Dessa forma, nos cabe perguntar em relação ao campo educacional: que identidades o professor tem construído nesse novo contexto? Como tais imagens tem se perpetuado? Que implicações essas identidades formadas e/ou divulgadas pela mídia provocam no ensino e na área de formação de professores como um todo? Tendo em mente essas angustiantes questões do cenário moderno/pós-moderno e de pesquisa, procuraremos em nossa exposição refletir sobre a identidade do professor nas tirinhas de Snoopy de Charles Schulz ( ). Com este corpus de analise apresentaremos, então, as imagens discursivas formadas (ethos) advindas das proposições teóricas de Dominique Maingueneau (2005, 2008) e de Ruth Amossy (2005a, 2005b). Dessa forma procuraremos discutir nessa ordem: (a) Os conceitos de Ethos e de Cena enunciativa que nortearão este trabalho; (b) as analises das tirinhas de Snoopy de Charles Schulz que retratam o professor; e (c) a algumas considerações e implicações dessas imagens midiáticas formadas para o campo de formação de professores. Conceituando ethos discursivo e cena enunciativa 1 Sou grato aqui a professora Ana Maria Ferreira Barcelos pelas considerações realizadas a este trabalho, que foi objeto de apreciação em sua disciplina de mestrado cursada por mim durante o ano de 2009 na Universidade Federal de Viçosa (UFV). 2 Mestre em Letras pela Universidade Federal de Viçosa (UFV bolsista CAPES/REUNI).

2 A noção teórica de ethos é antiga e, segundo Maingueneau (1988), tal conceito retoma a Grécia antiga época em que Aristóteles (1378a) entendia que tal noção era uma imagem discursiva que colaborava na legitimação argumentativa de um discurso qualquer. O ethos que constituía o caráter do orador ou imagens de si que este apresenta no seu discurso para obter a adesão do outro (MENEZES, 2006, p ) era considerado juntamente com o pathos que correspondia a adesão do outro, as paixões e os sentimentos que propiciam a felicidade do ato discursivo (MENEZES, 2006, p ) e o logos que representava a racionalidade persuasiva de um discurso (Menezes, 2006) uma das provas retóricas que compunham qualquer argumentação possível na língua. A história do conceito de ethos, portanto, foi reformulada ora pelo campo da argumentação, ora pelo campo da Análise do Discurso. Cabe destacar aqui, conforme indica Maingueneau (1988), que esta noção foi reformulada por Oswald Ducrot (1984) 3 em seu quadro pragmático de linguagem: [e]m termos mais pragmáticos, dir-se-ia que o ethos se desdobra no registro do mostrado e, eventualmente, no do dito. Sua eficácia decorre do fato de que envolve de alguma forma a enunciação sem ser explicitado no enunciado (MAINGUENEAU, 2005, p.70). Maingueneau (2005, 2008), ainda explicita, citando Ducrot (1984) 4, que o ethos está ligado a figura do locutor L 5 ou seja, aquele locutor que é a fonte da enunciação e que possui uma série de características que tornam essa enunciação aceitável ou recusável. Ao retomar os estudos pragmáticos de ethos, o autor (2005, 2008) afirma: [...] o ethos se mostra, ele não é dito. Após esta reformulação o próprio Maingueneau, no início dos anos e , propôs a sua análise do ethos inserida em uma teoria de Análise do Discurso. Para Maingueneau (2005, 2008), portanto, todo discurso (oral ou escrito) pressupõe um ethos. Cabe aqui, antes de evidenciarmos as proposições teóricas-metodológicas de Maingueneau que nortearão a nossa análise, apresentarmos as noções de ethos de Ruth Amossy (2005a e 2005b), uma vez que estas são, em parte, recuperadas por Maingueneau em sua teoria. Para autora (2005a), portanto, relembrando Roland Barthes 8, o ethos se define pelos traços de caráter que o orador deve mostrar ao auditório (pouco importando sua sinceridade) para causar boa impressão: é o seu jeito [...] O orador enuncia uma informação e ao mesmo tempo diz: sou isto, não sou aquilo. O autor [Barthes] retoma assim as idéias de Aristóteles, que afirmava em sua Retórica: é [...] ao caráter moral que o discurso deve, eu diria, quase todo seu poder de persuasão (AMOSSY, 2005a, p. 10). 3 DUCROT, Oswald. Le dire et le dit. Paris: Minuit, DUCROT, Oswald. Le dire et le dit. Paris: Minuit, Locutor, segundo Ducrot (1984), citado por Eduardo Guimarães, representa o EU. O locutor é responsável pela enunciação que vai estar no enunciado. Ele se divide em Locutor L e Locutor l. O primeiro, é o que se representa como fonte do dizer (GUIMARÃES, 1995, p. 60); e o segundo, é o locutor-enquanto-pessoa-nomundo (GUIMARÃES, 1995, p. 60). 6 MAINGUENEAU, Dominique. Genèses du discours. Liège-Bruxelles: Mardaga, MAINGUENEAU, Dominique. Nouvelles tendances em analyse du discurs. Paris: Hachette, BARTHES, Roland. L ancienne rhétorique. Aide-mémoire. In: Communications, n.16, 1970.

3 Com isso Amossy (2005b) enuncia que o ethos é uma construção tanto linguageira (discursiva) quanto institucional (social). Dessa forma, o estudo do ethos deve se pautar em um estudo da interlocução que leva em conta os participantes, o cenário e o objetivo da troca verbal (AMOSSY, 2005b, p. 124) como irá desenvolver muito bem em sua teoria Maingueneau. A autora (2005b, p. 125) ainda postula o conceito de ethos-prévio chamado por Maingueneau de ethos pré-discursivo que corresponde a um ethos que precede a construção da imagem no discurso: [n]o momento em que toma a palavra, o orador 9 faz uma idéia de seu auditório e da maneira pela qual será percebido; avalia o impacto sobre seu discurso atual e trabalha para confirmar sua imagem, para reelaborá-la ou transformá-la e produzir uma impressão conforme às exigências de seu projeto argumentativo (AMOSSY, 2005b, p. 125). Amossy (2005b) em seu projeto teórico ainda esboça a idéia de estereótipo (ou estereotipagem), que desempenha um papel fundamental na constituição do ethos discursivo. Para a autora (2005b), portanto, a construção do ethos-prévio e do ethos dependem que estes sejam assumidos por uma doxa 10, ou seja, que se indexem em representações partilhadas. Afinal, será esta representação cultural pré-existente que será buscada pelo orador no momento de sua enunciação para melhor argumentar. Tendo em mente tais preceitos, podemos analisar agora as proposições teóricas de Maingueneau com maior clareza. Para o autor (2005) qualquer discurso, como já dito, possui um ethos discursivo formado por uma vocalidade específica. Essa vocalidade específica do discurso evidência uma fonte enunciativa, [...] por meio de um tom que indica quem o disse [...] (2005, p. 72). Existindo uma vocalidade, portanto, segundo o autor (2005), também existe um corpo do enunciador que, cabe ressaltar, não é o corpo real do autor. Com isso queremos dizer que um orador qualquer ao enunciar constrói um corpo de enunciador que por um tom específico evidência uma vocalidade também específica. Assim, conforme indica Maingueneau (2005, p. 72), a noção tradicional de ethos recobre não só a dimensão vocal, mas também um conjunto de determinações físicas e psíquicas atribuídas pelas representações coletivas à personagem do orador. O corpo do enunciador, o fiador 11, então, é composto por um caráter que corresponde a um feixe de traços psicológicos (MAINGUENEAU, 2005, p. 72) e por uma corporalidade que corresponde ao um estado de compleição corporal, a uma maneira de vestir-se e de mover-se no espaço social (MAINGUENEAU, 2005) que se constroem com base em estereótipos sociais. 9 Amossy (2005b) considera orador como o enunciador (ou locutor). O mesmo vale para o termo auditório: que representa para a autora o alocutário. 10 Para Amossy (2005b, p. 125) doxa corresponde ao saber prévio que o auditório possui sobre o orador. 11 O fiador, segundo Maingueneau (2005, p. 72) é uma figura que o leitor deve construir com base em indícios textuais de diversas ordens.

4 Ao considerarmos que todo discurso provém de uma cena de enunciação 12, temos, segundo Maingueneau (2005), que a figura do ethos não é somente um meio de persuasão, mas também é parte da cena enunciativa. Em resumo, então, podemos dizer que como o enunciador se dá pelo tom de um fiador associado a uma dinâmica corporal, o leitor não decodifica seu sentido, ele participa fisicamente do mesmo mundo do fiador. O co-enunciador captado pelo ethos, envolvente e invisível, de um discurso, faz mais do que decifrar conteúdos. Ele é implicado em sua cenografia, participa de uma esfera na qual pode reencontrar um enunciado que, pela vocalidade de sua fala, é construído como fiador do mundo representado (MAINGUENEAU, 2005, p. 90). Com isso, o leitor é incorporado definitivamente na cena enunciativa, e, através de uma percepção complexa advinda do material lingüístico e do ambiente, este formula o ethos discursivo efetivo. Esse ethos, portanto, é o resultado de uma interação complexa entre vários elementos: o ethos pré-discursivo, o ethos discursivo mostrado e o ethos discursivo dito 13 (cf. Diagrama 1). (Diagrama 1 Ethos discursivo efetivo. In: MAINGUENEAU, 2008, p. 19 adaptado) 12 A cena de enunciação é composta por 3 cenas: i) a cena englobante, que corresponde ao tipo de discurso (ex: político, religioso) (Maingueneau, 2005); a cena genérica, que corresponde a um contrato associado a um gênero discursivo (Maingueneau, 2005); e iii) a cenografia, que corresponde a uma construção própria daquele texto (Maingueneau, 2005). 13 A diferença entre o ethos dito e o ethos mostrado, segundo Maingueneau (2008) é muito tênue e muitas vezes é impossível distingui-los; o mesmo vale para o ethos pré-discursivo e o ethos discursivo.

5 Sobre as tirinhas de Snoopy A fim de contextualizarmos a tirinha de Charles Schulz ( ) para maior entendimento da seção posterior, discorrermos aqui, brevemente, sobre a história da tirinha de Snoopy e seus principais personagens. A tira Snoopy, segundo Charles Schulz (2007), foi a mais popular do mundo dos quadrinhos. Ela foi publicada pela primeira vez em 1950 e até hoje possui inúmeras reedições como a que utilizamos aqui publicada em 2006 pela editora L&PM e reeditada em A história da tira retrata o mundo de Charlie Brown: um menino adorável que se preocupa com o sentido da vida e que por vezes é incompreendido por seus amigos (SCHULZ, 2007, p. 5). Ele é muito inteligente e sonha em formar seu time de Beisebol. Charlie Brown é dono de Snoopy, um beagle-escritor de muita imaginação, um escoteiro que adora biscoitos de chocolate e que é amigo de Woodstock, um delicado passarinho amarelo que fala uma língua que só Snoopy entende (SCHULZ, 2007, p. 5). Em suas aventuras Charlie Brown é auxiliado por seus amigos (ver figura 1): (a) Lucy, que tem um consultório de psiquiatria e sempre sacaneia Charlie Brown puxando a bola de futebol americano bem na hora em que ele vai chutá-la (SCHULZ, 2007, p. 5); (b) Linus, que é o irmão mais novo de Lucy; ele tem uma relação de dependência com seu cobertor de estimação, do qual não se separa de jeito nenhum (SCHULZ, 2007, p. 5); (c) Sally, que é a irmã mais nova de Charlie Brown e á apaixonada por Linus (Cf. Schulz, 2007); (d) Patty Pimentinha, que sempre vai mal na escola, mas nunca perde o bom humor e é apaixonada secretamente por Charlie Brown para ela Minduim (Cf. Schulz, 2007); e (e) Marcie, que é uma garota míope e tímida e a melhor amiga de Patty, chamada por ela de senhor (Cf. Schulz, 2007). 14 As tiras de Charles M. Schulz foram publicadas diária e ininterruptamente por quase 50 anos o que nunca aconteceu com nenhuma outra HQ e chegaram a figurar em 2,6 mil jornais, atingindo um público de 355 milhões de leitores em 75 países e 40 línguas (SCHULZ, 2007, contra-capa).

6 (Figura 1 Foto de divulgação em baixo, da esquerda para direita: Franklin, Lucy, Linus, Patty Pimentinha e Sally; em cima, da esquerda para direita: Woodstock, Snoopy e Charlie Brown) Feito as devidas considerações, passaremos na próxima seção a observar a figura do professor nas tirinhas de Snoopy. O Ethos discursivo efetivo do professor nas tirinhas de Snoopy O primeiro aspecto a se analisar quanto ao ethos efetivo do professor corresponde à análise do ethos prévio afinal, antes de enunciar, o que a imagem física do professor nas tirinhas de Snoopy nos sugere? Ao analisarmos as tirinhas podemos constatar de imediato um apagamento da figura física da professora (no livro só há professoras) em todas as cenas do livro Assim é a Vida Charlie Brown. Como podemos perceber, em todo o nosso corpus de análise, os alunos percebem a presença da professora em sala de aula e interagem com ela quando solicitados, entretanto não visualizamos nenhum balão de fala do professor ou qualquer traço físico de sua figura forma-se, então, um ethos pré-discursivo zero 15. Esse apagamento pode nos sugerir muitas interpretações que evidenciariam por sua vez a construção de alguns ethos específicos de irrelevância, de poder, entre outros, mas que aqui não podemos confirmar ou indicar ao certo qual seria. Dessa forma, esse não-ethos discursivo se ancora, assim como as outras representações discursivas de professores, diretamente aos estereótipos sociais dessa classe: profissionais mal pagos, desvalorizados socialmente e que não conseguem adquirir instrumentos pedagógicos e de informação (Cf. CASTRO, 2003). Em nossa análise o professor aparece nas tirinhas (como podemos observar nas imagens 1 e 2) como aquele que pune e corrige, o que forma um ethos de alto saber conteudístico e de moral, afinal só corrige ou pune quem tem poder ou conhecimento para isso. As alunas na imagens abaixo (1) temem a repreensão e por isso ao perceberem que fizeram algo errado (dormir em sala de aula) logo tentam se justificar ( Estamos acordadas! (Imagem 1 SCHULZ, 2007, p. 124)). (Imagem 1 SCHULZ, 2007, p. 124) 15 Com isso queremos dizer que nas tirinhas de Snoopy não se forma um ethos pré-discursivo sobre a figura do professor. Com isso denominamos esse não-ethos pré-discursivo de ethos pré-discursivo zero.

7 (Imagem 2 SCHULZ, 2007, p. 74) Na imagem 1, podemos ainda perceber a formação de um outro ethos. Há um ethos dito de cansaço (o sono é percebido pelo conteúdo do balão em Z ) por parte das alunas o que é recorrente nas tirinhas de Snoop sobre a sala de aula uma vez que as alunas retratadas, Patty Pimentinha e Marcie, estão sempre sonolentas em aula, o que nos sugere um ethos de monotonia por parte do professor em sua forma de ensinar. A disposição fixa das carteiras de sala de aula sempre em fileiras e uma atrás da outra também nos sugere essa mesma imagem discursiva (monotonia). Uma outra imagem discursiva evidenciada nas tirinhas nos remete a formação de um ethos discursivo mostrado de impaciência, de inabilidade para compreender ou utilizar as tecnologias e de isolamento, conforme indica a imagem 3: (Imagem 3 SCHULZ, 2007, p. 65). Por essa imagem (3), então, podemos perceber que Charlie Brown tenta explicar a sua professora o porquê havia chegado atrasado para aula. A repetição da expressão de negação não, fessora... (5 vezes) nos revela um ethos de impaciência e de incompreensão da professora, uma vez que Charlie Brown explica três vezes um mesmo fato ( [...] agente veio caminhando... (Imagem 3 SCHULZ, 2007, p. 65)) e a professora parece não entender o que ele diz por fim ela ainda duvida do seu aluno ( [...] eu também nunca sei (1) o que está acontecendo... [...] (Imagem 3 SCHULZ, 2007, p. 65) a expressão nunca sei (1) nos indica um ethos mostrado de isolamento da professora em relação as outras atividades do corpo escolar, afinal ela nunca sabe

8 nada do que acontece fora de sua sala de aula. Além do mais, a imagem acima (3) nos indica que a professora não conseguiu entender o que o computador da escola disse, o que confirma a nossa afirmação anterior sobre o ethos de inabilidade tecnológica da professora. Ainda podemos perceber com esta imagem (3), por fim, que as mãos de Charlie Brown estão cruzadas e apoiadas sobre a mesa. Ele com isso forma um ethos mostrado/dito de respeito, o que nos sugere que a professora também possui um ethos de respeito talvez advindo do medo de punição, como sugere as personagens nas imagens 1 e 3 que justificam suas condutas para não sofrerem retaliações. Já com a imagem 4, abaixo, podemos analisar a formação de um ethos de rigor por parte da professora em suas avaliações. Ela, em sua aula, enfoca a exposição (o ensinar), mas não o aprendizado de seus alunos afinal muitos alunos além de Patty Pimentinha tiram D- ( Tenho a sensação que ela recebe por D-! (Imagem 4 SCHULZ, 2007, p. 75)) o que acaba por construir um ethos de despreocupação com o aprendizado de seus alunos por parte da professora (imagem 4 e 6). (Imagem 4 SCHULZ, 2007, p. 75) Ainda podemos evidenciar (imagem 4) a formação de um ethos mostrado de riqueza/boas condições financeiras da professora, como percebe-se pelos trechos: i) Notei que a nossa professora acabou de comprar um carro novo... (Imagem 4 SCHULZ, 2007, p. 75); e, ii) Será que as professoras ganham muito dinheiro? (Imagem 4 SCHULZ, 2007, p. 75) pelo trecho selecionado (imagem 4) podemos dizer que sim, pois a professora acabou de comprar um carro (e novo!). Nas tirinhas de Snoopy, podemos evidenciar ainda a formação de um ethos mostrado de autoritarismo da professora: ela não aceita sugestões (imagem 5) ( Tudo bem... isso foi só uma sugestão... (Imagem 5 SHULZ, 2007, p. 79)) e seus alunos só interagem com ela quando solicitados ( Ela está dormindo professora... (Imagem 5 SHULZ, 2007, p. 79)), respondendo perguntas teóricas (imagem 6) ou dando explicações para sua falta de disciplina (imagem: 1,3 e 5).

9 (Imagem 5 SHULZ, 2007, p. 79) (Imagem 6 SCHULZ, 2007, p. 94) Com a imagem 7, abaixo, podemos construir um ethos mostrado de velhice da professora ( Menos a senhora, fessora... (Imagem 7 SCHULZ, 2007, p. 96)): (Imagem 7 SCHULZ, 2007, p. 96) Apesar de não evidenciar sua aparência física, a imagem 7 nos remete a construção etária de um pessoa com mais idade, que deve ser respeitada ( Menos a senhora, [...] (Imagem 7 SCHULZ, 2007, p. 96)). A partir desses excertos do livro Assim é Vida Charlie Brown, esperamos ter colaborado para identificação da imagem discursiva predominante do professor nas tiras de Snoopy, a saber: os professores nas tirinhas de Schulz (2007) apresentam um ethos dito/mostrado de elevação moral e de conteúdo, de monotonia em suas práticas de ensino, de impaciência, incompreensão, inabilidade tecnológica, isolamento, respeito, rigor, despreocupação com a aprendizagem dos alunos, velhice e de riqueza/boas condições econômicas. Na seção seguinte, portanto, discutiremos as implicações da construção dessas imagens discursivas para o campo de formação de professores.

10 Algumas implicações sobre as imagens discursivas do professor evidenciadas nas tirinhas de Snoopy para a área de formação de professores Segundo Freeman (1996) e Freeman & Johnson (1998), o campo teórico pertencente à área de formação de professores focalizou por muito tempo as pesquisas em educação que privilegiavam os estudos Behavioristas, onde o aprendizado se dava como um processo-produto. Nesse sentido o foco das primeiras pesquisas sobre a educação era o estudante. Somente em 1970, segundo Freeman (1996), que as pesquisas da área mudaram seu paradigma: desde então elas tentaram descobrir sobre o que os professores pensavam e o que eles sabiam sobre ensinar. Houve, então, segundo Freeman & Johnson (1998), uma emergência por reconceptualizações, na medida em que se percebeu que o pensar do professor, suas crenças e concepções de mundo, juntamente com o contexto escolar, influíam decisivamente em sua prática profissional. Levando-se em conta tais concepções teóricas, nos perguntamos: em que medida as imagens discursivas construídas pela mídia (no nosso caso as tirinhas de Snoopy) podem afetar o campo de formação de professores e as atividades profissionais dos professores (em formação, em serviço e em formação continuada)? Antes de esclarecermos essa questão cabe-nos aqui refletir um pouco sobre como é formada a identidade profissional dos professores. Teles, refletindo sobre a identidade profissional dos professores de língua inglesa, afirma que a construção da identidade do professor leva em conta traços muito particulares da experiência pessoal de cada participante: sua história de vida, suas memórias e os eventos marcantes de suas vidas (2004, p. 59). Para Pimenta & Lima a identidade é construída por um longo caminho que parte de experiências informais a formais de ensino: Assim, a identidade vai sendo construída como as experiências e a história pessoal, no coletivo e na sociedade (2004, p. 63). A partir desses pressupostos podemos considerar que a Mídia (onde também se insere as tiras), agente formador de opinião coletiva, assim como as experiências pessoais e as histórias de vida dos participantes, também colabora para construção de imagens e concepções de mundo que favorecem/dificultam a construção da identidade profissional dos professores. Ao divulgar informações e imagens sobre os professores e o ambiente escolar, a Mídia acaba se tornando um difusor importante para cristalização/perpetuação de imagens discursivas. Segundo Barros (2007) em reportagem a revista Educação, a Mídia tende a reforçar certas imagens do professor e do ambiente escolar como um todo: Superficial, que não ultrapassa o fato noticioso, não investiga fenômenos de maior significação educacional [...]. É desta forma que alguns professores que se dedicam a analisar a cobertura da imprensa sobre a educação vêem o resultado da maior parte do material publicado. (BARROS, 2007, p. 40).

11 Com uma cobertura midiática superficial sobre a complexa atividade de ensinar do professor, a Mídia, por falta de especialização no assunto, constrói representações discursivas que muitas vezes não correspondem à realidade. Paulo Ghiraldelli Jr. (2007), em artigo publicado na Revista Educação, corroborando conosco, afirma que a Mídia repete jargões carcomidos, lugarescomuns e às vezes mais desinforma do que informa. Diante dessas reflexões, entendemos que explicitar as imagens discursivas do professor projetadas pela Mídia (sejam elas em tirinhas, livros, seriados, filmes ou outro) para os professores (em formação, em serviço ou em formação continuada) e analisá-las de forma crítica e contrastiva com a realidade vivida pelos professores potencializará a construção de uma identidade profissional real que favorecerá a mobilização de experiências para enfrentar situações profissionais específicas e conflituosas do campo educacional. A partir dessa reflexão, partiremos na próxima seção para as nossas considerações finais sobre as imagens discursivas do professor nas tirinhas de Snoopy e de suas implicações para o campo de formação de professores. Considerações finais A partir das proposições teóricas sobre ethos discursivo de Maingueneau (2005; 2008) e de Amossy (2005a; 2005b) analisamos em nossa exposição as imagens discursivas do professor advindas das tirinhas de Snoopy (2007) do cartunista Charles Schulz ( ) contidas no livro Assim é a vida Charlie Brown. De forma geral, em nossa análise descobrimos: (a) que nas tirinhas de Snoopy o professor não possui uma formação discursiva de ethos pré-discursivo, o que pode nos gerar muitas imagens discursivas sobre o porquê desse apagamento, mas que infelizmente em nossa análise não fomos capazes de desvendar essa problemática; (b) que os professores nas tirinhas de Schulz (2007) apresentam um ethos dito/mostrado de elevação moral e de conteúdo, de monotonia em suas práticas de ensino, de impaciência, incompreensão, inabilidade tecnológica, isolamento, respeito, rigor, despreocupação com a aprendizagem dos alunos, velhice e de riqueza/boas condições econômicas (conforme explicita o diagrama abaixo). Cabe ressaltar aqui que o estereótipo social que sustenta essas imagens discursivas parece não corresponder ao perfil de professor da atualidade, mas a um perfil de professor do passado. Conforme explicita Castro (2007), as imagens discursivas que identificamos em nosso corpus de estudo pertencem ao professor da metade do século XX: aquele que ensinava era uma mulher de fino trato advinda de uma nobre rica família que em nada dependia do seu salário para sobreviver; vivendo nessa condição a professora envelhecia e continuava a lecionar independente da revolução cultural e tecnologia que pudesse ocorrer em sua época, tanto é que seus métodos de ensino

12 continuaram pautados na monolocução, no rigor as normas morais e de disciplina, sem grandes interações em sala de aula 16. (Diagrama Formações discursivas do ethos efetivo do professor nas tirinhas de Snoopy) A partir de nossa discussão, portanto, podemos indicar que as tirinhas de Snoopy (2007) tendem a perpetuar ainda hoje a imagem discursiva do professor da metade do século passado, o que em nada colabora para construção de identidades profissionais engajadas com a realidade atual e dispostas a enfrentar os novos desafios do ensino. Surge, então, para o campo de formação de professores a necessidade de refletir criticamente sobre a divulgação e cristalização dessas imagens discursivas formadas pela mídia. Com isso espera-se que os professores (em formação, em serviço ou em formação continuada) possam construir/fortalecer suas identidades profissionais engajadas com a realidade atual, o que os preparará para mobilização de experiências profissionais para o enfrentamento de conflitos educacionais específicos. Referências Bibliográficas 16 Cabe dizer aqui que as tiras estudadas foram publicadas em 1985 e atualmente foram reeditadas em 2007.

13 AMOSSY, Ruth. Da noção retórica de ethos à análise do discurso. In: AMOSSY, Ruth (org). Imagens de si no discurso a constituição do ethos. São Paulo: Contexto, 2005a. p AMOSSY, Ruth. O ethos na intersecção das disciplinas: retórica, pragmática, sociologia dos campos. In: AMOSSY, Ruth (org). Imagens de si no discurso a constituição do ethos. São Paulo: Contexto, 2005b. p BARROS, Rubem. Como a mídia fala da escola. In: EDUCAÇÃO, Ano 11, n 125. Set p BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar. Tradução Carlos Felipe Moisés; Ana Maria L. Ioriatti. São Paulo: Companhia das Letras, p BOHN, Hilário I. As exigências da Pós-modernidade sobre a pesquisa em Lingüística Aplicada no Brasil. In: FREIRE, Maximina M; ABRAHÃO, Maria Helena Vieira; BARCELOS, Ana Maria Ferreira (orgs.). Lingüística Aplicada e Contemporaneidade. São Paulo, SP: ALAB; Campinas, SP: Pontes Editores, p CASTRO, Gilda de. Professor submisso, aluno-cliente Reflexões a docência no Brasil. Rio de Janeiro: Editora DP&A, p FABRÍCIO, Branca Falabella. Lingüística Aplicada como espaço de desaprendizagem redescrições em curso. In: LOPES, Luiz Paulo da Moita (org). Por uma linguística INdisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, p FREEMAN, D.; JOHNSON, K. Reconceptualizing the knowledge-base of language teacher education. TESOL Quarterly, v2, n3, p , FREEMAN, Donald. The unstudied problem : research on teacher learning in language teaching. In: FREEMAN, Donald; RICHARDS, Jack C. Teacher Learning in language teaching. Cambridge: University press, p GHIRALDELLI, Paulo. Mais problemas do que parece. In: EDUCAÇÃO, Ano 11, n 125. Set p GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. Tradução Raul Fiker. São Paulo: Editora UNESP, p GUIMARÃES, Eduardo. Os limites do Sentido: um estudo histórico e enunciativo da linguagem. Campinas, São Paulo: Pontes, p

14 HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva; Guaracira Lopes Louro. 9 Ed. Rio de Janeiro: DP&A, p. MAINGUENEAU, Dominique. A propósito do ethos. In: MOTTA, Ana Raquel; SALGADO, Luciana (orgs.). Ethos discursivo. São Paulo: Contexto, p MAINGUENEAU, Dominique. Ethos, cenografia e incorporação. In: AMOSSY, Ruth (org.). Imagens de si no discurso: a construção do ethos. São Paulo: Contexto, p MAINGUENEAU, Dominique. Termos-chave da análise do discurso. Tradução Márcio Venício Barbosa; Maria Amarante Torres Lima. Belo Horizonte: Editor UFMG, p MENEZES, William Augusto. Estratégias discursivas e argumentação. In: LARA, Glaucia Muniz Proença (org.). Lingua(gem), texto, discurso v1: entre a reflexão e a prática. Rio de Janeiro: Lucerna; Belo Horizonte, MG: FALE/UFMG, p PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e Docência. 2 Ed. São Paulo: Cortez, p ; 60-79). ROJO, Roxane Helena Rodrigues. Fazer Lingüística Aplicada em perspectiva sócio-histórica: privação sofrida e leveza de pensamento. In: LOPES, Luiz Paulo da Moita (org). Por uma linguística INdisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, p SCHULZ, Charles M. Snoopy Assim é a vida, Charlie Brown!: 3. Tradução Cássia Zanon. Porto Alegre: L&PM, p. TELLES, J. A. Reflexão e identidade profissional do professor de LE: que histórias contam os futuros professores? In: RBLA, v4, n 2, p

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