Conteúdo 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL

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2 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL 2 Conteúdo 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL... 4 Qual a prevalência da hipertensão arterial?... 4 O que é a hipertensão (HTA) arterial?... 4 O que é a pressão arterial (PA)?... 4 Quais são os sintomas mais comuns de hipertensão?... 5 Consigo sentir que tenho tensão alta, sem fazer a medição com o aparelho?... 5 Com que frequência devemos medir a PA?... 6 Como se faz o diagnóstico correcto da hipertensão arterial?... 6 O que é o M.A.P.A?... 7 Quais os valores normais da pressão arterial?... 8 Como se classifica?... 8 O que é a "hipertensão da bata branca"?... 9 É importante a medição em casa?... 9 Como escolher o aparelho para medição da PA? Como medir correctamente a pressão arterial em casa? Quais são as principais complicações da HTA? No coração No cérebro No rim Nos vasos sanguíneos No olho Quais as causas e factores de risco? O que é uma crise hipertensiva? O que é a hipertensão maligna ou emergência médica? Qual a diferença entre tensão arterial maligna e urgência hipertensiva? Qual o tratamento da hipertensão arterial? Quais os medicamentos mais usados para a hipertensão arterial (anti-hipertensivos)? Quais as principais classes de medicamentos anti-hipertensivos? Pode associar-se mais do que um anti-hipertensor para o mesmo doente? Quais os efeitos secundários mais frequentes? Diuréticos mais usados Diuréticos tiazídicos Os diuréticos tiazídicos mais utilizados são:... 19

3 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL 3 Diuréticos de alça Diuréticos poupadores de potássio Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs) Os IECA mais utilizados são: Antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II) Os ARA II mais utilizados são: Inibidores dos Canais de Cálcio Os inibidores do canal de cálcio mais utilizados são: Beta-bloqueadores Os beta-bloqueadores mais utilizados são: Vasodilatadores directos Bloqueadores alfa Agonistas alfa-2 adrenérgicos Tensão arterial baixa A pressão arterial pode diminuir por várias razões: Concluindo... 31

4 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL 4 37 RESPOSTAS SOBRE HIPERTENÇÃO ARTERIAL Este livro pretende ser um contributo importante para ajudar muitos doentes a compreender e controlar melhora sua hipertensão e ao mesmo tempo alertar muitas pessoas que podem ser hipertensas sem o saber, correndo graves riscos de saúde! Qual a prevalência da hipertensão arterial? A hipertensão arterial sistémica, mais conhecida como tensão alta, é uma das doenças com maior prevalência a nivel global, afectando cerca de um terço da população. A hipertensão pode surgir em qualquer idade, mesmo durante a gravidez, sendo mais comum na população adulta e nos idosos. Estima-se que até 80% da população idosa seja hipertensa. O que é a hipertensão (HTA) arterial? A hipertensão é definida pela elevação permanente ou intermitente da pressão sanguínea arterial sistólica e/ou diastólica acima de 140 e 90 mghg. O que é a pressão arterial (PA)? A pressão arterial é a pressão que o sangue exerce nos vasos sanguíneos ao ser bombeado pelo coração para o resto do corpo. A pressão arterial, vulgarmente denominada por pressão arterial máxima ou sistólica, corresponde à contração do coração e a mínima ou diastólica, corresponde ao relaxamento. É por refletir a atividade do coração que a medição da pressão arterial é tão importante.

5 Quais são os sintomas mais comuns de hipertensão? 5 Quais são os sintomas mais comuns de hipertensão? Normalmente, a hipertensão não causa sintomas e, por isso, a maioria das vezes é diagnosticada, por acaso, quando o doente vai ao médico por outra razão. Contudo, embora raramente, o doente poderá sentir dores de cabeça quando a tensão arterial estiver demasiado elevada. Os outros sintomas possíveis estão geralmente relacionados com as principais complicações da hipertensão crónica e podem ser: Súbita perda de visão Tonturas Problemas de coordenação motora Dores no peito Palpitaçõe Aumento de peso e volume devido à retenção de líquidos Consigo sentir que tenho tensão alta, sem fazer a medição com o aparelho? Achar que é possível advinhar se a tensão está alta ou normal baseado na presença ou na ausência de sintomas é um erro muito comum e grave! Se não mede a sua tensão arterial simplesmente porque não tem nenhum sintoma, pode muito bem ser hipertenso sem saber. Por outro lado, um doente que é hipertenso, mas também não mede a tensão arterial periodicamente, pode ter a falsa sensação de a ter controlada. Não existe nenhuma maneira de avaliar a tensão arterial sem a medir com um esfigmomanómetro, aparelhos que existem nas Farmácias e também portateis para medir em casa. O facto de algumas pessoas terem dor de cabeça ou mal estar quando apresentam tensão arterial elevada não significa que estes sintomas sirvam de prova. Estas pessoas podem ter picos de hipertensão assintomáticos sem saberem. É curioso que a dor aumenta a pressão arterial, sendo difícil saber nestes casos se a tensão subiu por causa da dor de cabeça ou se a dor de cabeça surgiu por causa da tensão alta.

6 Com que frequência devemos medir a PA? 6 Com que frequência devemos medir a PA? Todos os adultos devem medir a sua tensão arterial pelo menos uma vez por ano. Devem medir pelo menos duas vezes por ano os adultos com as seguintes condicionantes de saúde: Obesos Fuamadores Diabéticos Quem tiver história familiar de hipertensão arterial Os hipertensos devem medir a tensão arterial pelo menos uma vez por semana para saber se está controlada. Como se faz o diagnóstico correcto da hipertensão arterial? Um erro comum no diagnóstico da hipertensão é rotularum doente como hipertenso baseado apenas numa medição isolada da tensão arterial. Um doente hipertenso pode ter momentos do dia em que a tensão apresenta valores normais, assim como uma pessoa sem hipertensão pode apresentar elevações pontuais de pressão arterial, devido a factores como stresse e actividade física ou seja, não se deve afirmar nem descartar hipertensão arterial apenas com uma única medição A maioria das pessoas só procura medir sua tensão após eventos de stresse emocional ou dor de cabeça, situações que por si só podem aumentar a tensão arterial pontualmente. Para se dar o diagnóstico de hipertensão arterial são necessárias de três a seis medições com resultados altos, realizadas em dias diferentes, com um intervalo maior que um mês entre a primeira e a última medição. Deste modo, minimizamse os factores externos. Um doente só é hipertenso quando apresenta a tensão arterial elevada frequentemente e várias vezes ao dia.

7 O que é o M.A.P.A? 7 O que é o M.A.P.A? Quando após algumas aferições da tensão ainda há dúvidas se a pessoa é realmente hipertensa ou apresenta apenas valores altos por ficar nervoso durante a medição da pressão arterial, o ideal é solicitar um exame chamado M.A.P.A (Monitorização Ambulatória da Pressão Arterial). Este exame é basicamente um aparelho de pressão que fica no braço do paciente durante 24 horas, aferindo e registrando seus valores da pressão arterial diversas vezes por dia, em situações diárias comuns, como dormir, comer, trabalhar, etc. Após 24 horas de medições, o aparelho é entregue ao médico que faz a interpretação dos registos da seguinte forma: Pessoas com mais de 50% das medições elevadas são consideradas hipertensas. Pessoas que apresentam entre 20% e 40% das medições elevadas não são consideradas hipertensas, mas apresentam um grande risco de desenvolver hipertensão arterial, o que já indica mudanças nos hábitos de vida e de alimentação. Pessoas com resultados normais são aqueles que apresentam a tensão controlada durante mais de 80% do dia. O M.A.P.A pode ser usado para se fazer o diagnóstico de hipertensão arterial nos casos duvidosos, mas também serve para o médico ter uma ideia da efetividade do tratamento anti-hipertensivo nos doentes hipertensos e sob tratamento. Se o hipertenso, está a tomar medicamentos e apresenta ao M.A.P.A pressões altas ao longo do dia, isto é um forte indício de que o atual tratamento não esté a ser eficaz

8 Quais os valores normais da pressão arterial? Como se classifica? 8 Quais os valores normais da pressão arterial? Como se classifica? Considera-se que uma pessoa é hipertensa, quando apresenta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores de PA (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg, determinados por um profissional treinado e utilizando um aparelho calibrado e validado. Diz-se que uma pessoa tem valores de PA normais, quando apresenta ambos os valores abaixo de 130/85mmHg. Para valores entre mmHg de PA sistólica e/ou 85-89mmHg de PA diastólica, diz-se que os valores são normaisaltos e, portanto, essa pessoa apresenta um maior risco de vir a ter HTA. A HTA define-se por graus, de acordo com os valores de PA encontrados, sendo que os graus são importantes para definir a gravidade da doença e orientar a sua abordagem. Os valores mais aceites hoje em dia sobre hipertensão são os seguintes:

9 O que é a "hipertensão da bata branca"? 9 O que é a "hipertensão da bata branca"? Dá-se o nome de hipertensão arterial da bata branca quando encontramos pessoas que só apresentam pressão arterial alta durante as consultas médicas. São pessoas que ficam ansiosas na presença do médico e a pressão sobe pontualmente. Em casa, fora das consultas, estas pessoas apresentam valores dentro dos intervalos normais. Às vezes, é difícil diferenciá-las dos hipertensos verdadeiros. Em geral, é preciso realizar o M.A.P.A para se ter certeza. A hipertensão da bata branca não é hipertensão propriamente dita, mas afecta pessoas que apresentam maior tendência de desenvolvê-la, sendo um factor de risco para hipertensão real. Estes pacientes têm indicação para mudanças nos hábitos de vida visando impedir a progressão para a doença estabelecida. É importante a medição em casa? A medição da Pressão Arterial (PA) em casa é um complemento importante à medição da PA no consultório, sendo útil na avaliação do controlo da Hipertensão Arterial (HTA). A medição em ambiente de consulta, pelo seu Médico, mostra como está a PA naquele momento. Contudo, a PA sofre várias oscilações ao longo do dia, sendo influenciada por diversos fatores tais como: Alimentação Stresse Esforço físico Medicação Assim, a auto-medição da PA em ambulatório (conhecida como AMPA), ao fornecer um maior número de medições da PA, em condições ideais, fora do contexto de consulta, permite ter uma perceção mais fidedigna do seu perfil tensional. Podemos assim comparar a PA no consultório a uma fotografia do momento e a medição da PA em ambulatório a um vídeo, tendo em conta as medições sequenciais ao longo do tempo que são feitas.

10 Em que situações o médico pode recomendar a auto-medição? 10 Em que situações o médico pode recomendar a auto-medição? Assim, o seu Médico poderá recomendar a auto-medição da PA, de forma a obter informações sobre a eficácia da medicação anti-hipertensora e em algumas situações, tais como: Avaliar a "Hipertensão de Bata Branca", definida como uma elevação persistente da PA no consultório e valores normais fora deste. Tal acontece porque, por vezes, em ambiente de consulta, algumas pessoas ficam mais ansiosas, o que contribui para um aumento transitório da PA; Avaliar a "Hipertensão Mascarada". Ao contrário do que se verifica na "Hipertensão de Bata Branca", nesta condição verificam-se valores normais de PA no consultório, mas valores elevados fora deste; Hipertensão Gestacional A Monitorização da PA em casa obedece a alguns princípios e reúne características específicas, nomeadamente no que respeita ao tipo de aparelhos.

11 Como escolher o aparelho para medição da PA? 11 Como escolher o aparelho para medição da PA? Há uma enorme variedade de aparelhos existentes no mercado, mas nem todos são recomendados. Na escolha do aparelho para medição da PA, tenha em consideração as seguintes características: Devem ser aparelhos automáticos de medição da PA no braço. Os dispositivos que pressupõem a medição no punho ou nos dedos, ainda que colocados junto ao coração, fornecem valores tensionais pouco credíveis; Escolha um aparelho validado. As especificações relativas à validação deverão constar das informações fornecidas pelo fabricante. Para verificar a lista de aparelhos validados, pode consultar Devem ser usadas braçadeiras de dimensões adequadas (pequenas, standard ou largas) de acordo com o diâmetro do braço (veja imagens abaixo Figuras 1 e 2); Idealmente devem possuir uma memória sólida para um número relevante de medições.

12 Como medir correctamente a pressão arterial em casa? 12 Como medir correctamente a pressão arterial em casa? Para ter significado clínico, é importante ter alguns aspetos em conta na medição da PA no domicílio: A PA deve ser avaliada num ambiente calmo, após 5 minutos de descanso. Não deve ter fumado, ingerido estimulantes ou feito exercício nos 30 minutos prévios à medição da PA; Deve estar na posição sentada, com as costas e braços apoiados; A PA deve ser medida no braço que evidenciou de forma consistente valores tensionais mais elevados; A avaliação da PA deve ser feita pelo menos durante 3-4 dias, preferencialmente durante 7 dias consecutivos, em 2 períodos do dia: de manhã e à tarde; Em cada avaliação da PA, devem ser feitas 2 medições, com 1-2 minutos de intervalo; Registe as medições efetuadas, bem como o dia e a hora. Partilhe este registo com o seu médico.

13 Quais são as principais complicações da HTA? 13 Quais são as principais complicações da HTA? No coração Aneurisma da aorta - A aorta é a principal artéria do nosso organismo e leva o sangue do coração para o resto do corpo. Se for sujeita a pressões elevadas durante muito tempo, a sua parede também pode enfraquecer e formar um balão (aneurisma) que, se rebentar, causa morte do doente. Enfarte do miocárdio (EM) - O enfarte do miocárdio ou ataque de coração, resulta do estreitamento e bloqueio dos vasos sanguíneos (aterosclerose) de uma ou mais das artérias que irrigam o coração, as coronárias. Caso isso aconteça o coração não recebe o oxigénio que necessita e há a morte das células do miocárdio (músculo do coração), o que traz sérias complicações ao doente. Insuficiência cardíaca - Quando a hipertensão a que o coração está sujeito é muito prolongada o seu músculo pode enfraquecer, tornando o coração menos eficiente ou incapaz de assegurar a circulação sanguínea. Neste caso, diz-se que o doente tem insuficiência cardíaca e pode dar-se a acumulação de sangue nos membros inferiores bem como a acumulação de fluídos nos pulmões, o que causa sérias dificuldades respiratórias ao doente. No cérebro Acidente Vascular Cerebral (AVC) - A hipertensão é a principal causa de AVC. Quando mantida por um longo período de tempo, pode causar rigidez e estreitamento dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. Nessas zonas podem formar-se coágulos que impedirão o sangue de passar para as restantes zonas do cérebro causando graves lesões ao doente. Aneurisma - Determinadas zonas da parede das artérias, já enfraquecidas pela crescente elevação da pressão arterial, podem formar um balão. Se esse balão rebentar, o que pode acontecer a qualquer momento, há uma hemorragia e o doente pode morrer ou ficar com graves sequelas.

14 Quais são as principais complicações da HTA? 14 No rim Nefrosclerose - Esta complicação da hipertensão está relacionada com danos causados ao nível das artérias mais pequenas do rim, as arteríolas. O seu endurecimento, causado pela permanente elevação da pressão arterial, leva à diminuição do fluxo sanguíneo ao nível do rim, tornando-o insuficiente. Neste caso, como o rim já não é capaz de assegurar a sua função de filtrar o sangue do organismo, essa tarefa terá de ser efetuada artificialmente por uma máquina ou, em alternativa, o doente terá que se submeter a um transplante de rim. Nos vasos sanguíneos Aterosclerose - Quando em elevada quantidade no sangue, as gorduras podem acumular-se nas paredes das artérias e formar depósitos chamados placas de ateroma, que levam ao estreitamento dos vasos e, em último caso, À sua obstrução. No olho Retinopatia - A hipertensão prolongada pode causar rigidez dos vasos sanguíneos da parte inferior do olho, da retina. Uma das complicações dessa rigidez é o estreitamento dos vasos. Com a progressão da doença, pode haver hemorragias e formação de exsudados que, juntamente com o aumento da pressão, pode levar À cegueira.

15 Quais as causas e factores de risco? 15 Quais as causas e factores de risco? Dividimos a hipertensão arterial em duas classificações, de acordo com suas causas: Hipertensão essencial (hipertensão primária) Hipertensão secundaria A hipertensão primária é aquela que surge sem uma causa definida. Esta forma de hipertensão é responsável por 95% dos casos. A hipertensão arterial primária não tem uma causa claramente identificada, mas os seus principais fatores de risco são bem conhecidos: Etnia negra Obesidade Elevado consumo de sal Consumo de álcool Sedentarismo Colesterol alto Apneia obstrutiva do sono Tabagismo Diabetes Mellitus O que é uma crise hipertensiva? A ocorrência de uma súbita e marcada elevação da PA é comumente conhecida como crise hipertensiva. A sua gravidade relaciona-se sobretudo com a magnitude da elevação tensional e rapidez de instalação, e não tanto com o valor absoluto da PA. É importante realçar que num doente com HTA existe adaptação estrutural dos vasos arteriais, estando por isso mais protegidos, relativamente aos indivíduos normotensos, das consequências do aumento súbito da PA. Em termos de valores absolutos, considera-se crise hipertensiva quando se verificam os seguintes valores da PA: PA sistólica > 180 mmhg ou PA diastólica > 120 mmhg. Se obtiver estes valores na medição da PA no domicílio, deve aguardar uns minutos e medi-la novamente. Caso persistam estes valores tensionais e não tenha quaisquer sintomas,marque consulta com o seu Médico.

16 O que é a hipertensão maligna ou emergência médica? 16 O que é a hipertensão maligna ou emergência médica? A hipertensão maligna é uma emergência médica e ocorre quando há um aumento súbito dos níveis da tensão arterial, causando lesão aguda de órgãos nobres, como rins, coração, cérebro e olhos. A hipertensão maligna normalmente ocorre com valores de tensão sistólica acima de 220 mmhg ou diastólica acima de 120 mmhg. As consequências mais comuns são: Insuficiência renal aguda Hemorragias da retina Edema da papila do olho Insuficiência cardíaca aguda Encefalopatia (alterações neurológicas) Qual a diferença entre tensão arterial maligna e urgência hipertensiva? Nem todos os doentes com níveis elevados de tensão arterial apresentam hipertensão maligna. Para que isso ocorra é preciso, além da hipertensão grave, haver sintomas e lesões agudas de órgãos nobres. Quando os níveis tensionais estão muito elevados, normalmente acima de 180/120 mmhg, mas não há sintomas ou lesões agudas de órgãos, chamamos de urgência hipertensiva. A hipertensão maligna implica internamento e redução rápida dos valores da pressão. Na urgência hipertensiva, não há necessidade de hospitalização e a pressão pode ser reduzida gradualmente ao longo de horas. Qual o tratamento da hipertensão arterial? Feito o diagnóstico de hipertensão, todos os doentes devem fazer mudanças de estilo de vida antes de se iniciar o tratamento com medicamentos. As principais são: Reduzir o peso Fazer mais exercícios físicos Deixar de fumar Diminuir o consumo de álcool Diminuir o consumo de sal Diminuir o consumo de gordura saturada Aumentar o consumo de frutas e vegetais

17 Quais os medicamentos mais usados para a hipertensão arterial (anti-hipertensivos)? 17 A redução da pressão arterial com essas mudanças costuma ser pequena e dificilmente uma pessoa com níveis muito altos (maior que 160/100 mmhg) atinge o controle da hipertensão sem a ajuda dos medicamentos. Nas hipertensões leves, há casos em que apenas com controle do peso, dieta apropriada e prática regular de exercício físico consegue-se o controle da tensão arterial. No entanto a maioria dos doentes não aceita mudanças nos hábitos de vida e acabam por ter de tomar medicamentos anti-hipertensivos. Os doentes que já chegam ao médico com tensão alta e sinais de lesão de algum órgão alvo devem iniciar tratamento medicamentoso imediato, uma vez que essas lesões indicam hipertensão de longa data. Obviamente, as mudanças de estilo de vida também estão indicadas neste grupo. Apenas doentes com sinais de lesão de órgão alvo, insuficiência renal crónica, diabetes ou com doenças cardíacas, devem iniciar o tratamento com drogas imediatamente. Quais os medicamentos mais usados para a hipertensão arterial (anti-hipertensivos)? Existem dezenas de drogas diferentes aprovadas para o controle dos níveis de tensão arterial. Estudos recentes têm demonstrado que o mais importante no tratamento da hipertensão é reduzir a pressão arterial, e não necessariamente o tipo de droga utilizada. Actualmente, 4 classes de anti-hipertensores são considerados de primeira linha por apresentarem boa resposta no controle da tensão arterial e baixa incidência de efeitos secundários graves, são eles os diuréticos, IECAS, ARA II e os Inibidores dos canais de cálcio. Quais as principais classes de medicamentos anti-hipertensivos? Diuréticos (Tiazidicos, de alça ou poupadores de potássio) IECA (Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina) ARA II (Antagonistas do Receptor da Angiotensina) Inibidores dos canais de cálcio Beta-bloqueadores Vasodilatadores directos Bloqueadores alfa-1 Agonistas alfa-2 adrenergicos

18 Pode associar-se mais do que um anti-hipertensor para o mesmo doente? 18 Pode associar-se mais do que um anti-hipertensor para o mesmo doente? Não há nenhum problema na associação de mais de uma droga anti-hipertensiva. Alguns pacientes com hipertensão grave precisam de vários medicamentos (alguns tomam 5 moléculas diferentes) para controlar a sua tensão arterial. O tratamento com apenas uma droga, costuma ser utilizado apenas nos casos mais leves, naqueles que, sem tratamento, apresentam níveis abaixo de 160/90 mmhg. Doentes com tensões mais elevadas, principalmente com valores acima de 170/90 mmhg, dificilmente conseguirão baixar de 140/90 mmhg com apenas uma droga. Quais os efeitos secundários mais frequentes? A maioria dos anti-hipertensivos disponível no mercado é composta por drogas com muitos anos de uso clínico e um bom perfil de segurança. Todavia, como qualquer fármaco, há sempre o risco de efeitos colaterais. O efeito adverso mais comum a todas as classes é a hipotensão. Esse problema pode ser evitado com um cuidadoso controle das doses dos medicamentos, principalmente no início do tratamento. A impotência sexual é outro problema que pode ocorrer, mas costuma ser mais frequente nos pacientes idosos, que já possuem outros fatores de risco para disfunção erétil. De modo geral, se bem indicados, os antihipertensivos são drogas bem toleradas e eficazes. Diuréticos mais usados Os diuréticos são drogas utilizadas há muitos anos no tratamento da hipertensão, sendo até hoje consideradas uma das melhores opções para o seu controle. Os diuréticos podem ser utilizados como monoterapia ou como parte de uma terapia anti-hipertensiva múltipla, com mais de uma droga de classes diferentes. Em geral, salvo contra-indicações e casos especiais, sugere-se que o diurético seja a primeira ou, no máximo, a segunda droga de qualquer esquema antihipertensivo. O paciente hipertenso tratado com 2 ou 3 drogas, não sendo nenhuma delas um diurético, provavelmente está com um esquema antihipertensivo desadequado. Existem três grandes grupos de diuréticos: Diuréticos Tiazídicos Diuréticos de alça Diuréticos poupadores de potássio

19 Diuréticos mais usados 19 Diuréticos tiazídicos Os tiazídicos são a classe de diuréticos mais indicada no tratamento da hipertensão. São drogas baratas e com bons resultados, principalmente para a população negra, idosos e diabéticos. Os diuréticos tiazídicos mais utilizados são: Hidroclorotiazida (dose recomendada entre 12,5 e 25 mg por dia em dose única diária) Clortalidona (dose recomendada entre 12,5 e 25 mg por dia em dose única diária) Indapamida (dose recomendada entre 1,25 e 2,5 mg por dia em dose única diária) Metolazona (dose recomendada entre 2,5 e 5 mg por dia em dose única diária). A clortalidona é a molécula que nesta classe apresenta os melhores resultados na redução a longo prazo de problemas cardiovasculares, facto que se suspeita ser devido ao seu longo tempo de ação (mais de 24 horas), que chega a ser mais do que o dobro do da hidroclorotiazida. Nos pacientes com insuficiência renal avançada (clearance de creatinina abaixo de 30 ml/min) os tiazídicos não são drogas eficazes, com excepção da metolazona, não devendo ser o diurético de escolha para o controle da tensão arterial nestes pacientes. Entre os efeitos secundários mais comuns dos tiazídicos estão: Agravamento dos níveis de glicose nos diabéticos (este efeito geralmente só ocorre em doses elevadas) Elevação do ácido úrico Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo) Hiponatremia (sódio sanguíneo baixo) Desidratação

20 Diuréticos mais usados 20 Diuréticos de alça Os diuréticos de alça são diuréticos mais potentes, porém o seu tempo de acção é bastante mais curto, sendo menos eficazes que os tiazídicos, não devendo ser a primeira opção de tratamento para a maioria dos pacientes. As excepções são os pacientes com insuficiência renal crónica avançada ou insuficiência cardíaca com necessidade de controle dos edemas. Nestes casos, os diuréticos de alça são os mais indicados. O diurético de alça mais usado é: Furosemida (Lasix ) A furosemida é habitualmente usada no tratamento da hipertensão arterial nas doses de 20 a 80 mg por dia, em dose única ou em duas doses diárias separadas por 6 horas de intervalo. Não se indica a prescrição da furosemida com intervalos de 12 horas entre as doses. Doses bem mais elevadas que 80 mg podem ser utilizadas em pacientes com quadros de edemas graves. Os principais efeitos colaterais da furosemida são semelhantes aos dos diuréticos tiazídicos. Diuréticos poupadores de potássio Espironolactona (Aldactone ) - Os diuréticos poupadores de potássio são diuréticos fracos, não sendo indicados para o tratamento da maioria dos casos de hipertensão. Eles, porém, podem ser usados como droga complementar nos casos de hipertensão arterial resistente ou nos pacientes com insuficiência cardíaca, mesmo que o paciente já faça uso de um diurético tiazídicos ou de alça. A dose habitual da espironolactona para hipertensão arterial é de 25 mg a 50 mg por dia em dose única diária.

21 Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs) 21 Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs) Os IECAs, são uma classe de anti-hipertensivos utilizados com muito sucesso há mais de 30 anos. Assim como os diuréticos, os IECAs são drogas que podem ser utilizadas em monoterapia ou como parte de um tratamento polimedicamentoso. Salvo contra-indicações, os IECAs podem ser utilizados em qualquer tipo de doente, mas devem ser usados como primeira escolha nos seguintes casos: Diabéticos Doentes com hipertrofia do ventrículo esquerdo Doentes com insuficiência cardíaca Doentes que já sofreram um infarte do miocárdio Doentes com proteinúria Doentes com insuficiência renal crónica Em geral, os IECAs são mais eficazes em pessoas brancas e jovens e menos eficazes em negros e idosos. Isso não significa, porém, que não se possa usar os IECA neste grupo, principalmente se o doente tiver uma das patologias acima indicadas. Os IECA são um grupo bastante explorado pela indústria farmacêutica, existindo atualmente no mercado, diversas drogas diferentes dentro desta família. Em geral, nenhum IECA apresenta nítida superioridade em relação ao outro.

22 Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECAs) 22 Os IECA mais utilizados são: Benazepril (dose recomendada entre 10 a 40 mg por dia, em dose única diária) Captopril (dose recomendada entre 25 a 150 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia) Cilazapril (dose recomendada entre 0,5 a 2,5 mg por dia, em dose única diária) Enalapril (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária ou 2 vezes por dia) Lisinopril (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária) Perindopril (dose recomendada entre 2 a 16 mg por dia, em dose única diária) Ramipril (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária ou 2 vezes por dia). O captopril é a droga mais antiga e menos utilizada desta lista por ter um tempo de acção mais curto de aproximadamente 8 horas sendo necessário tomá-lo até 3 vezes por dia. Por isso, o seu uso actualmente tem sido restrito ao tratamento pontual dos picos de tensão arterial em doentes que já estão medicados com outras drogas. A associação dos IECA com diuréticos poupadores de potássio deve ser feita com muita cautela, pois ambas são drogas que podem aumentar os níveis de potássio no sangue. O efeito colateral mais incómodo dos IECA é a tosse seca, que pode surgir em qualquer momento do tratamento e só desaparece com a suspensão da droga.

23 Antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II) 23 Antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II) Os antagonistas do receptor da angiotensina II, conhecidos pela sigla ARA II, são uma classe de anti-hipertensores relativamente nova, mas com mecanismo de ação semelhante aos IECA. Como os efeitos, a eficácia e as indicações são os mesmos dos IECA, a escolha entre uma IECA ou ARA II fica por conta de preferência individual do médico ou do doente. Preço, posologia e perfil de efeitos secundários são geralmente os factores levados em conta na hora de escolher entre um IECA ou ARA II. Os ARA II mais utilizados são: Candesartan (dose recomendada entre 16 a 32 mg por dia, em dose única diária) Irbesartan (dose recomendada entre 75 a 300 mg por dia, em dose única diária) Losartan (dose recomendada entre 50 a 100 mg por dia, em dose única diária) Olmesartan (dose recomendada entre 20 a 40 mg por dia, em dose única diária) Telmisartana (dose recomendada entre 20 a 80 mg por dia, em dose única diária) Valsartan (dose recomendada entre 80 a 320 mg por dia, em dose única diária) Assim como os IECA, os ARA II também podem provocar aumento do potássio sanguíneo. A grande vantagem dos ARA II sobre o IECA é a baixa ocorrência de tosse. A associação de um IECA e um ARA II era anteriormente indicada para o tratamento da insuficiência cardíaca e das doenças renais com proteinúria mas nos últimos anos devido à elevada taxa de efeitos secundários e problemas cardiovasculares entretanto comprovados essa associação deixou de ser utilizada.

24 Inibidores dos Canais de Cálcio 24 Inibidores dos Canais de Cálcio Os inibidores do canal de cálcio também são drogas já utilizadas há muitos anos no tratamento da hipertensão arterial. Podem ser utilizadas em monoterapia, mas são habitualmente prescritos para ajudar no controle da tensão arterial em doentes já medicados com IECA (ou ARA II) e/ou diurético. A associação de um inibidor do canal de cálcio com um diurético costuma ser bastante eficaz no controle da hipertensão de doentes negros ou idosos. Os inibidores do canal de cálcio mais utilizados são: Nifedipina retard (mais conhecido como Adalat retard) (dose recomendada entre 30 a 120 mg por dia, em dose única diária) Amlodipina (dose recomendada entre 2,5 a 10 mg por dia, em dose única diária) Lercanidipina (dose recomendada entre 10 a 20 mg por dia, em dose única diária) Felodipina (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária). Os inibidores do canal de cálcio são anti-hipertensores fortes e devem ser iniciados com cautela em pacientes idosos, devido ao risco de hipotensão. Nestes pacientes deve-se começar com a dose mais baixa, sendo a mesma aumentada a cada 15 dias até se conseguir o controle adequado da tensão arterial. O efeito colateral mais comum dos inibidores do canal de cálcio é o edema (inchaço) nos pés e pernas, principalmente nos doentes com varizes e sinais de insuficiência venosa dos membros inferiores.

25 Beta-bloqueadores 25 Beta-bloqueadores Os beta-bloqueadores são utilizados há muitos anos no tratamento da hipertensão. Desde 2010, porém, o seu uso como medicamento de primeira escolha deixou de ser indicado. Não se deve usar beta-bloqueadores em monoterapia mas apenas como 3ª ou 4ª escolha. Entretanto, em algumas situações clínicas, o uso de beta-bloqueadores para controlar a hipertensão arterial pode apresentar efeitos benéficos, tais como: Angina de peito História de infarto do miocárdio Fibrilação atrial Hipertireoidismo Enxaqueca Hiperidrose Pacientes jovens com distúrbios de ansiedade Tremor essencial Os beta-bloqueadores mais utilizados são: Atenolol (dose recomendada entre 25 a 100 mg por dia, em dose única diária) Bisoprolol (dose recomendada entre 2,5 a 20 mg por dia, em dose única diária) Carvedilol (dose recomendada entre 12,5 a 50 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia) Metoprolol (dose recomendada entre 50 a 450 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia) Nebivolol (dose recomendada entre 5 a 40 mg por dia, em dose única diária) Propranolol (dose recomendada entre 40 a 160 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia). Os beta-bloqueadores não devem ser utilizados em pacientes com asma ou pessoas com frequência cardíaca basal abaixo dos 60 batimentos por minuto.

26 Vasodilatadores directos 26 Vasodilatadores directos Os vasodilatadores directos, são medicamentos que devem ser utilizados apenas no tratamento da hipertensão de difícil controle. Os principais são: Hidralazina Minoxidil A hidralazina é mais usada que o minoxidil por apresentar um perfil de efeitos secundários mais favorável. Em geral, indica-se o uso da hidralazina em pacientes medicados com pelo menos um diurético, um IECA (ou ARAII) e um bloqueador dos canais de cálcio, mas que ainda não conseguiram controlar adequadamente a sua hipertensão. A dose da hidralazina é de 25 a 100 mg divididos em 2 tomadas diárias. Entre os efeitos secundários mais comuns da hidralazina estão: Retenção de líquidos Taquicardia (coração acelerado) Dor de cabeça. O uso simultâneo de um diurético e de um beta-bloqueador ameniza os efeitos colaterais. A única situação em que o uso da hidralazina pode ser considerado como opção inicial é nos caso das grávidas com hipertensão grave. Como a maioria dos antihipertensores não podem ser utilizados em gestantes, a hidralazina acaba por ser uma das poucas opções disponíveis. O minoxidil é uma droga poderosíssima, sendo, habitualmente, reservada para aqueles caso de hipertensão grave que não cedem a nenhum tipo de combinação anti-hipertensiva. Geralmente são os casos de pacientes já medicados com 4 ou 5 drogas anti-hipertensivas que ainda mantêm níveis de tensão arterial acima de 200/100 mmhg. O minoxidil possui muitos efeitos secundários, sendo os mais importantes o crescimento de pelos pelo corpo (hirsutismo) e a retenção de líquidos. Muitos médicos reservam o minoxidil como última alternativa no tratamento da hipertensão. A sua grande vantagem é o facto de ser extremamente eficaz, conseguindo controlar a pressão arterial como nenhum outro anti-hipertensor.

27 Bloqueadores alfa-1 27 Bloqueadores alfa-1 Os bloqueadores alfa-1 têm sido cada vez menos utilizadas no tratamento da hipertensão devido à sua menor eficácia e mais efeitos secundários. Actualmente indica-se o uso de bloqueadores alfa-1 somente no controle da hipertensão arterial em homens idosos que também apresentem hipertrofia benigna da próstata, pois estes medicamentos atuam reduzindo o tamanho da próstata. Nestes casos, ela é uma boa opção para ser a 3ª ou 4ª droga do esquema anti-hipertensivo. Os bloqueadores alfa-1 mais utilizados são: Doxazosina (dose recomendada entre 1 a 16 mg por dia, em dose única diária) Prazosina (dose recomendada entre 2 a 20 mg por dia, divididos em 2 ou 3 tomadas por dia) Terazosina (dose recomendada entre 1 a 20 mg por dia, divididos em 1 ou 2 tomadas por dia).

28 Agonistas alfa-2 adrenérgicos 28 Agonistas alfa-2 adrenérgicos Os agonistas alfa 2 adrenérgicos também são utilizados apenas em casos de hipertensão de difícil controle. Devem ser a 4ª ou 5º opção de tratamento. São anti-hipertensores poderosos, mas seus efeitos secundários são muito frequentes e incluem: Sonolência Boca seca Dor de cabeça Tonturas. Outro problema dos agonistas alfa 2 é a súbita elevação da pressão arterial quando são suspensos, o chamado efeito "rebound". Os agonistas alfa-2 mais usados são: Clonidina (dose recomendada entre 0,1 a 0,8 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia) Metildopa (dose recomendada entre 250 a 1000 mg por dia, divididos em 2 tomadas por dia) Rilmenidina (dose recomendada entre 1 a 2 mg por dia, em dose única diária).

29 Tensão arterial baixa, quais os sintomas? Devo preocupar-me? 29 Tensão arterial baixa, quais os sintomas? Devo preocupar-me? Se não tiver nenhum sintoma, não há motivo para se preocupar. Os sinais e sintomas que se relacionam com a pressão arterial baixa incluem: Tonturas Desmaio Sensação de desequilíbrio Visão turva Palpitações Confusão mental Fadiga Dificuldade de concentração Pele fria e pálida Náuseas Se experimentar algum destes sintomas, a PA baixa pode ter uma causa subjacente, pelo que é importante que seja observado pelo seu Médico.

30 Tensão arterial baixa, quais os sintomas? Devo preocupar-me? 30 A pressão arterial pode diminuir por várias razões: Diminuição do volume sanguíneo: pode ocorrer como resultado de uma hemorragia abundante ou desidratação; Medicação: alguns tipos de medicação podem baixar a PA, incluindo os diuréticos e outros anti-hipertensores, alguns antidepressivos, medicamentos usados no tratamento da doença de Parkinson, entre outros; Patologias graves tais como o choque séptico (infeção grave) ou anafilático (reação alérgica) provocam um declínio importante da PA, que pode colocar a vida em risco; Problemas cardíacos: algumas condições como a insuficiência cardíaca, o enfarte agudo do miocárdio, a bradicardia (frequência cardíaca baixa) e doenças das válvulas cardíacas, podem conduzir a uma diminuição da PA; Problemas endocrinológicos: alguns problemas hormonais como o hipotiroidismo e a insuficiência supra-renal podem causar diminuição da PA; Hipotensão neurologicamente mediada: esta condição relaciona-se com um problema de comunicação entre o coração e o cérebro, e ocorre após um longo período em pé; Problemas neurológicos: a PA pode diminuir se houver algum problema com o sistema neurológico autonómico (parte do sistema nervoso que controla funções como a respiração, circulação do sangue e digestão); Repouso prolongado no leito. O que é a hipotensão ortostática ou postural? É a queda da PA resultante da mudança da posição de sentado ou deitado, para a posição de pé. Os sintomas resultantes são transitórios, durando habitualmente alguns segundos, enquanto a PA se ajusta à nova posição. Alguns gestos podem limitar os sintomas de Hipotensão: Levantar-se gradualmente Evitar estar longos períodos de tempo em pé Manter uma boa hidratação Comer frequentemente ao longo do dia

31 Concluindo 31 Concluindo Na minha prática profissional diária os problemas relacionados com a pressão arterial são sem dúvida dos mais prevalentes na população. Além dos doentes mal controlados existem imensos hipertensos que não sabem que o são e que vão colocando de forma crónica a sua saúde e vida em risco! A hipertensão é uma patologia "silenciosa" mas que mata de forma muitas vezes fulminante"! Fique bem!

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