KAY FRANCIS LEAL VIEIRA DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "KAY FRANCIS LEAL VIEIRA DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA MESTRADO EM PSICOLOGIA SOCIAL KAY FRANCIS LEAL VIEIRA DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO JOÃO PESSOA PB 2008

2 Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Humanas Letras e Artes Departamento de Psicologia Mestrado em Psicologia Social Núcleo de Pesquisa: Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO Kay Francis Leal Vieira Mestranda Maria da Penha de Lima Coutinho Orientadora João Pessoa PB

3 Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social Mestrado em Psicologia Social Núcleo de Pesquisa: Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO Kay Francis Leal Vieira Dissertação de mestrado, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Psicologia Social. João Pessoa

4 Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social Mestrado em Psicologia Social Núcleo de Pesquisa: Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO Kay Francis Leal Vieira Dissertação aprovada em 25 de fevereiro de BANCA AVALIADORA Profª Dra. Maria da Penha de Lima Coutinho (UFPB) Orientadora Profº. Dr. Valdiney Veloso Gouveia (UFPB) Membro Profª Dra. Natália Ramos (Universidade Aberta de Lisboa) Membro 4

5 Aos meus filhos, Pedro e Júlia, que abriram mão de momentos especiais; que sentiram minha ausência e sofreram por ela, ora por saudade ora por impaciência; à vocês que vêem com alívio e felicidade este fim de etapa, meu reconhecimento pelo sacrifício, pois souberam amar o suficiente para suportar as dificuldades da caminhada para podermos juntos compartilhar a alegria da vitória. 5

6 AGRADECIMENTOS À Deus, fonte de inspiração e sabedoria, pelas oportunidades e pela força interior necessária para seguir adiante; Ao meu esposo Jairo, por todo o amor, companheirismo e compreensão nos momentos de ausência e estresse, e por sempre acreditar em mim; Aos meus filhos, Pedro e Júlia, pelo que eles são e pelo que eles transformaram a minha vida; Aos meus pais, primeiras referências do saber e do gosto pelos estudos, em especial à minha mãe e amiga, Kay, pela ajuda, demonstrando na prática que ser avó é ser mãe duas vezes; Ao meu irmão David, pela amizade e companheirismo; Às minhas avós, Leó e Lindalva, pela grandiosa sabedoria transmitida em meio a tanta simplicidade; À minha cunhada Silvia, pelo suporte e ajuda necessários nessa caminhada; À minha irmã Elayne, que mesmo à distância sempre representou uma fonte de incentivo, força e credibilidade; À professora Dra.Maria da Penha de Lima Coutinho, de quem levo ensinamentos tanto na vida profissional quanto pessoal, pela brilhante orientação e pela confiança em mim depositada; Ao professor Dr. Valdiney, por toda ajuda e contribuições nesse trabalho e por me mostrar que as aparências enganam ; À professora Natália, pela gentileza e disponibilidade em fazer parte da banca avaliadora; Ao professor Natanael, pela acessibilidade e gentileza com que trata as pessoas que o cercam; À professora Ana Alayde, por toda colaboração e conhecimentos transmitidos em meio a tanta doçura; Aos meus colegas do Núcleo de Pesquisa, com especial gratidão à Evelyn, pela amizade, disponibilidade e carinho, e à minha amiga Alexandra, com a qual sempre pude contar durante essa caminhada; Às minhas colegas de Mestrado, pelas experiências e conhecimentos compartilhados, em particular à Camila, minha amiga de tantos anos, pelos momentos vividos e pelo carinho demonstrado; Aos estudantes de Psicologia, pela participação na coleta de dados e pela demonstração de confiança neste estudo; À CAPES, pelo apoio financeiro, fundamental para a realização desta pesquisa. 6

7 A idéia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más. (Friedrich Nietzsche) 7

8 RESUMO Na atualidade os fenômenos da depressão e do suicídio encontram-se cada vez mais presentes em todos os espaços sociais.embora nenhum acontecimento ou conjunto de circunstâncias possam prever o suicídio, existem certas vulnerabilidades que tornam um indivíduo mais propenso a cometer esse ato do que outros. Dentre essas vulnerabilidades há um grande destaque para as doenças mentais, sendo a mais comum, a depressão, responsável por 30% dos casos mundialmente relatados. Esta pesquisa objetivou apreender as representações sociais dos estudantes de Psicologia acerca da depressão e do suicídio, bem como investigar o índice epidemiológico destes fenômenos no contexto acadêmico. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do CCS/UFPB e compreendeu uma pesquisa descritiva, com procedimentos multimétodos. Participaram do estudo 233 alunos, de ambos os sexos, matriculados no curso de Psicologia de uma universidade pública. Na coleta dos dados utilizou-se a técnica da Associação Livre de Palavras, o Inventário de Depressão de Beck (BDI), a Escala de Ideação Suicida de Beck (BSI), o questionário sócio-demográfico e Entrevistas em Profundidade. A Associação Livre foi utilizada com três estímulos indutores: depressão, suicídio e eu mesmo e seus dados foram processados pelos softwares Tri-Deux- Mots, e Evoc. Para a análise do BDI e da BSI foi utilizado o programa estatístico SPSS. Os conteúdos apreendidos pelas Entrevistas em profundidade foram submetidos à Análise de Conteúdo Temático.O BDI avaliou um índice de 10,73% de estudantes com a sintomatologia depressiva.constatou-se mediante análise da BSI, a presença da ideação suicida em 11% da amostra. Os dados analisados com a utilização dos softwares anteriormente citados demonstraram similaridades em suas descrições, atuando como complementares na compreensão das representações sociais da depressão e do suicídio. Mediante a análise de conteúdo temático das entrevistas, observou-se que os fenômenos pesquisados encontravamse bastante presentes no cotidiano dos participantes, uma vez que estes demonstraram suas representações enfatizando fatos ocorridos em suas relações interpessoais. Através da análise dos dados pôde-se observar que a depressão foi representada semelhante a descrição clínica categorizada nos distúrbios psicoafetivos. O suicídio emerge como uma fuga frente às adversidades advindas do meio ambiente somada a fragilidade da subjetividade dos jovens acadêmicos. A autoimagem dos estudantes, de uma forma geral, emerge de forma positiva, coincidindo com o que se espera dos acadêmicos de psicologia. As auto-representações assumem contorno diferenciado em relação ao tempo de vínculo ao curso de psicologia, ora ancorado em manifestações referentes à proximidade do enfrentamento da realidade profissional, ora concentrando-se em manifestações sóciocognitivas. O índice epidemiológico da depressão, assim como a presença da ideação suicida entre os jovens acadêmicos demonstra a necessidade de uma maior atenção a essa população, no sentido de promover diferenciados serviços de apoio psicológico na formação desses futuros profissionais. Palavras-chave: Depressão; Suicídio; Estudantes de psicologia; Representação Social. 8

9 ABSTRACT At our present time the depression and suicide phenomenon have become ever more present in all social levels. Although no event or set of circumstances can foresee suicide, certain vulnerabilities exist that makes an individual more inclined to commit this act than others. Amongst these vulnerabilities, mental illness is the most prominent, of which depression is responsible for 30% of the cases world-wide. To instrumentalize this inquiry, a psychosocial method was used, anchored to the Theory of the Social Representations of Moscovici and in the Theory of the Central Nucleus of Abric. This research objectified in understanding the social representations of Psychology students concerning depression and suicide, as well as investigating the epidemiologic index of these phenomena in the academic context. This study was approved by the Ethics Committee of CCS/UFPB and undertook a descriptive research with multi-method procedures. The study comprised of 233 students of both genders and registered the Psychology course of a public university. In the collection of the data, the Free Association of Words technique, the Inventory of Depression of Beck (BDI), Suicidal Idealization Scale of Beck (BSI), a social-demographic questionnaire and an in depth interview were all used. The Free Association was used with three inductive stimuli: depression, suicide and I-myself and the data were processed by the Tri-Deux-Mots and Evoc software. For the analysis of the BDI and the BSI the SPSS statistical program was used. The contents learned from the in depth interviews were submitted to the Analysis of the Thematic Content. The BDI evaluated that 10.73% of the students has depressive symptomology. BSI analysis also evidenced the presence of the suicidal idealization in 11% of the sample. The data analyzed with the use of software previously cited demonstrated similarities in its descriptions, acting as complementary in the understanding of the social representations of depression and suicide. By means of the analysis of thematic content of the interviews, it was noted that the researched phenomena was quite present in the daily life of the participants. Where they show that their representations emphasize facts occurred in their interpersonal relationships. The analysis of the data showed that depression was represented similar to the clinical description categorized in the psycho-affective disturbances. Suicide emerges as an escape front to the adversities of the environment added to the fragility of the subjectivity of the young academics. The auto-image of the students, in general, emerges as positive one, coinciding with what is expected of psychology students. The auto-representations assume differentiated contours in relation to the time of bond to the psychology course, however anchored in referring manifestations to the proximity of the confrontation of the professional reality and concentrating in social-cognitive manifestations. The epidemiologist index of depression, as well as the presence of the suicidal idealization among the young academics, demonstrates the necessity of an increased attention to this population on the part of the of superior education institutions. So to promote specific services of psychological support in the formation of these future professional. Word-key: Depression; Suicide; Psychology Students; Social representation. 9

10 SUMÁRIO LISTA DE TABELAS xi LISTA DE FIGURAS xiii APRESENTAÇÃO CAPÍTULO I 1. DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA Objetivo Objetivos geral Objetivos específicos CAPÍTULO II 2. DEPRESSÃO Desenvolvimento Sócio-histórico da Depressão Diagnóstico e Classificação da Depressão Etiologia Teorias Explicativas Explicações Psicodinâmicas Explicações da Aprendizagem Explicações Cognitivas Explicações Fisiológicas Explicações Humanístico-Existenciais Tratamento da Depressão CAPÍTULO III 3.SUICÍDIO Concepção Sócio-histórica do Suicídio Definições do Suicídio Teorias Explicativas do Suicídio Teorias Psicológicas A Teoria Psiquiátrica As Teorias Sociológicas Epidemiologia Tipos de Suicídio Fatores de Risco e fatores de Prevenção Estratégias Nacionais de Prevenção do Suicídio Depressão e Suicídio

11 CAPÍTULO IV 4. A TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS Uma abordagem dimensional Uma abordagem estrutural As representações sociais da depressão e do suicídio CAPÍTULO V 5. MÉTODO Tipo de Estudo Locus do Estudo Amostra Instrumentos Técnica de Associação Livre de Palavras Escala de Ideação Suicida de Beck BSI Inventário de Depressão de Beck - BDI Entrevistas em Profundidade Aspectos Éticos Procedimento para coleta dos dados Análise dos Dados Análise da Técnica de Associação Livre de Palavras Análise do Inventário de Depressão de Beck-BDI Análise da Escala de Ideação Suicida de Beck BSI Análise das Entrevistas CAPÍTULO VI 6. RESULTADOS E DISCUSSÃO Perfil dos participantes Resultados e discussão dos dados apreendidos pela TALP Análise e discussão dos dados obtidos pelo software Tri-Deux-Mots Análise e discussão dos dados obtidos pelo software EVOC Resultados e discussão dos dados apreendidos pelo BDI Resultados e discussão dos dados apreendidos pela BSI Resultados e discussão dos dados apreendidos pelas Entrevistas CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A Autorização do Comitê de Ética do CCS/UFPB ANEXO B Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ANEXO C Inventário de Depressão de Beck - BDI ANEXO D Escala de Ideação Suicida de Beck - BSI

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Perfil sócio-demográfico dos estudantes do curso de Psicologia (N=233) Tabela 2 Freqüência de maiores escores do Inventário de Depressão de Beck BDI (N=25) Tabela 3 Perfil dos estudantes com depressão segundo o Inventário de Depressão de Beck BDI (N=25) Tabela 4 Perfil dos estudantes com Ideação Suicida segundo a Escala de Ideação Suicida de Beck BSI (N=27) Tabela 5 Freqüência de ideação suicida conjuntamente com a depressão (N=27) Tabela 6 Classes, Categorias e Subcategorias emergentes da Análise de Conteúdo Temático, com suas respectivas freqüências e percentagens

13 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Análise Fatorial de Correspondência das Representações Sociais da Depressão e do Suicídio Figura 2 Quadrante de distribuição das evocações livres dos estudantes de Psicologia no Teste de Associação Livre de Palavras para o estímulo-indutor depressão (N=233) Figura 3 Quadrante de distribuição das evocações livres dos estudantes de Psicologia no Teste de Associação Livre de Palavras para o estímulo-indutor suicídio (N=233) Figura 4 Percentagens de participantes com sintomatologia da depressão (N=233) Figura 5 Freqüência de escores no Inventário de Depressão de Beck BDI(N=233) Figura 6 Percentagem de participantes com ideação suicida.(n=233) Figura 7 Percentagem de estudantes que conhecem entre seus colegas universitários alguém que já tenha pensado / tentado ou consumado o ato suicida Figura 8 Presença de ideação suicida em indivíduos com histórico de tentativas prévias de suicídio Figura 9 Percentagens das Classes Temáticas das Entrevistas Figura 10 Percentagem das Categorias pertencentes à Classe Temática DEPRESSÃO Figura 11 Percentagem das Subcategorias pertencentes à Categoria Descrição da DEPRESSÂO Figura 12 Percentagem das Subcategorias pertencentes à Categoria Manifestações da DEPRESSÂO Figura 13 Percentagem das Subcategorias pertencentes à Categoria Fatores desencadeantes da DEPRESSÃO Figura 14 Percentagens das Subcategorias pertencentes à Categoria Tratamento da DEPRESSÂO Figura 15 - Percentagens das Categorias pertencentes à Classe Temática SUICÍDIO Figura 16 - Percentagens das subcategorias pertencentes à Categoria Descrição do SUICÍDIO

14 Figura 17 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Personalidade Suicida.123 Figura 18 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Tipos de Suicídio Figura 19 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Fatores contribuintes do SUICÍDIO Figura 20 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Métodos do SUICÍDIO.133 Figura 21 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Correlação DEPRESSÃO/SUICÍDIO

15 1. APRESENTAÇÃO: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir da década de 1990, a depressão vem ocupando uma posição de destaque, no rol dos problemas de saúde coletiva; sendo considerada a quarta de todas as doenças mais onerosas, em todo o mundo. Desde o seu surgimento vem sendo conceituada e classificada de modo diferente, adotando parâmetros, autores e escolas distintas, suscitando controvérsias com relação ao termo. No senso comum, o termo designa alterações psicológicas simples e perturbações psiquiátricas graves, a flutuações de humor ou de caráter. Pode designar tanto um estado afetivo normal quanto um sintoma, uma síndrome, uma doença ou várias doenças (Coutinho, 2005). De acordo com Paim (1983), nos estados depressivos, as funções psíquicas encontramse perturbadas em seu conjunto. Os sintomas mais destacados são: a tristeza vital, a angústia e a inibição da psicomotricidade. Entretanto, afirma o autor, ao lado desses sintomas axiais, os enfermos deprimidos se queixam de um sentimento de impotência psíquica, que os impede de realizar as suas tarefas habituais, diminuição da capacidade de concentração e enfraquecimento da vontade. A memória se encontra comprometida em suas capacidades de fixação e de evocação. Na maioria dos casos, os pacientes revelam redução da atividade voluntária: permanecem quase sempre sentados ou deitados, numa atitude de inércia, com a fisionomia triste, abatida e contraída; revelando uma expressão de profundo sofrimento. Nos casos mais acentuados, a expressão fisionômica reflete tristeza, inquietação e grande ansiedade. A depressão emerge como resultante de uma inibição global da pessoa que afeta a função da mente, altera a maneira como a pessoa vê o mundo, sente a realidade, entende as coisas e manifesta suas emoções. Deste modo, segundo Camon (2001), é considerada uma 15

16 doença do organismo como um todo, que compromete o ser humano na sua totalidade, sem separação entre o psíquico, o social e o físico. Assim como a depressão, o suicídio vem sendo considerado um grave problema de Saúde Pública, uma vez que representa uma questão que se agrava a cada dia, traduzindo-se em índices extremamente significativos. Dados da OMS (2000), mostram que a taxa mundial de suicídio é estimada em torno de 16 por 100 mil habitantes, com variações conforme sexo, idade e país. Estima-se que as tentativas de suicídio sejam 20 vezes mais freqüentes que os suicídios consumados. Conforme Prieto e Tavares (2005), observou-se um aumento de 60% nos índices de suicídio nas ultimas décadas, considerando-se os dados do mundo inteiro. A morte por suicídio passou a ocupar a terceira posição entre as causas mais freqüentes de falecimento na população entre 15 e 44 anos de idade em alguns paises. Atualmente, segundo a OMS, os jovens representam o grupo de maior risco em 30 paises. A taxa oficial de mortalidade por suicídio, no Brasil, é estimada em 4,1 por 100 mil habitantes, para a população como um todo; estando, para o sexo masculino, em torno de 6,6 por 100 mil e para o sexo feminino, em 1,8 por 100 mil. Tanto o suicídio como a depressão, é uma realidade que nos cerca, mas que possui um caráter mascarado, visto que seus dados não são totalmente confiáveis, devido a preconceitos e tabus relacionados a essa temática. Para Cassorla (1998), as estatísticas sobre os atos suicidas são falhas e subestimadas, e isso se deve a vários fatores, que incluem desde dificuldades de conceituação até aspectos sócio-culturais. De acordo com Silva e Boemer (2006), o ato suicida tem como característica ser clandestino, ou seja, sem testemunhos, dissimulado, ocorrendo como se estivesse transgredindo regras expressas por nossa sociedade capitalista, na qual a morte é banida, não enfrentada e evitada. 16

17 Neste estudo, suicídio é entendido como o ato de pôr um fim à própria vida, a exemplo do que preconiza Durkheim (2003), que define esse fenômeno como todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, ato que a vítima sabia dever produzir esse resultado (p.15). Apesar da inexistência de estudos comprobatórios sobre a relação entre o transtorno depressivo e a ideação suicida, sabe-se que dentre os fatores psiquiátricos associados ao suicídio, em primeiro lugar está à depressão, alteração afetiva predominante no ato suicida, desde sua ideação, intenção, até o suicídio de fato (Ballone, 2003). Para o desenvolvimento do presente estudo utilizou-se o aporte teórico/metodológico da Teoria das Representações Sociais (TRS), desenvolvida pelo francês Serge Moscovici, partindo-se do pressuposto de que o grupo pesquisado, no caso os estudantes de Psicologia, têm um conhecimento socialmente construído que os permite elaborar um conhecimento prático acerca da depressão e do suicídio. Estudar essas temáticas na perspectiva das Representações Sociais significa analisá-las não apenas através dos aportes teóricos, normativos e científicos, mas com vista a um novo olhar, voltado para a construção de um conhecimento prático e compartilhado por um determinado grupo de pertença. Sendo assim, será possível perceber como essas representações emergem, os significados e as relações que estabelecem entre si, e em que medida uma determina a outra (Coutinho, 2005). Este estudo desenvolve-se em seis capítulos. O primeiro refere-se à Delimitação do Problema, cuja finalidade é de contextualizar as temáticas introdutórias, justificando assim, a relevância e o alcance da presente pesquisa, bem como apresentar os seus objetivos. O segundo e o terceiro capítulos dizem respeito à Fundamentação Teórica, sendo que aquele apresenta a temática da depressão, enquanto este aborda o comportamento suicida e a relação existente entre estes dois fenômenos. 17

18 No quarto capítulo é apresentado o aporte teórico que fundamenta a presente pesquisa, a Teoria das Representações Sociais, enfatizando a abordagem dimensional e estrutural existentes. No quinto capítulo é descrito o Percurso Metodológico, no qual se encontra delineado todo procedimento que envolve a amostra, o campo de investigação, os instrumentos utilizados e as etapas do processo de análise. O sexto capítulo apresenta os Resultados e Discussão dos Dados, bem como as Considerações Finais. 18

19 CAPÍTULO I DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA 19

20 CAPÍTULO I Delimitação do Problema A depressão, na sociedade contemporânea, vem se apresentando de forma bastante significativa, configurando índices bastante elevados. Esse transtorno ocasiona um sofrimento psíquico que interfere, significativamente, na diminuição da qualidade de vida, na produtividade e incapacitação social do indivíduo, atingindo desde crianças até pessoas idosas, rompendo barreiras de idade, classe sócio-econômica, cultura, raça e espaço geográfico (Coutinho et al, 2003). De acordo com a Organização M undial de Saúde (OMS), a depressão ocupa uma posição de destaque no rol dos problemas de Saúde Pública, possuindo uma prevalência de 17% em toda a vida. Segundo Versiani (2004), embora possa ocorrer em episódios de longa duração ou apenas uma vez na vida de uma pessoa; a depressão é considerada uma doença crônica, mais incapacitante que males como diabetes ou insuficiência cardíaca. O Ministério da Saúde afirma que a depressão acomete, ao longo da vida, entre 10% e 25% das mulheres e entre 5% e 12% dos homens (Brasil, 2006). Assim como a depressão, o comportamento suicida vem sendo considerado um sério problema de Saúde Pública, despertando interesse de pesquisadores no campo das mais diferentes ciências. Fenômeno complexo, o suicídio configura um assassinato, onde vítima e agressor são a mesma pessoa. Dutra (2002), define-o como o desejo consciente de morrer e a noção clara de que o ato executado pode resultar nisso. Conforme Botega (2007), em termos globais, a mortalidade por suicídio aumentou 60% nos últimos 45 anos. Nesse período, os maiores coeficientes de suicídio mudaram de faixa, da população idosa para a jovem. 20

21 Entretanto, sabe-se que as estatísticas sobre os atos suicidas são falhas e subestimadas, pois o número de suicídios que consta nas estatísticas oficiais é extraído das causas de morte assinaladas nos atestados de óbito. Porém, esses atestados nem sempre são confiáveis, uma vez que a família e a própria sociedade comumente pressionam para que a causa seja falsificada. De acordo com Cassorla (1998), certamente, a subestimação estatística é mais intensa quando se trata de crianças e adolescentes, em que os atos autodestrutivos são negados ou até escondidos pela família, diante de maiores sentimentos de culpa e/ou vergonha pelo ato. Além disso, como destaca Cassorla (1992), uma grande proporção de suicídios é confundida com acidentes, principalmente, quando se trata de crianças e adolescentes. Outro fator complicador, nas estatísticas, é que não existem meios de verificar os suicídios inconscientes, dentre eles os acidentes e as doenças. Diferentemente de outros sintomas, como por exemplo, a ansiedade, poucos estudos objetivam relacionar a ocorrência do suicídio e da depressão. Entretanto, sabe-se que, freqüentemente, existem pensamentos sobre a morte, nos quadros depressivos. Trata-se não apenas da ideação suicida típica, mas, sobretudo, da preferência em estar morto a viver desse jeito (Ballone, 2005). Os estudantes universitários, sempre foram considerados colaboradores da ciência, participando de várias pesquisas, nas mais diferentes áreas, tanto como participantes, opinando acerca dos mais variados objetos sociais, quanto alvo, ele próprio, de investigação. Recentemente, porém, os universitários têm despertado outro tipo de interesse nos pesquisadores, no que diz respeito à saúde e à qualidade de vida dessa população. Uma pesquisa realizada pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), por meio do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), revelou que 39% dos estudantes das 21

22 instituições federais de ensino superior (Ifes) passam por alguma dificuldade emocional. Segundo o diagnóstico, realizado pelo psicólogo Marcelo Tavares, professor da Universidade de Brasília (UnB), dos 39% de alunos com crises psicológicas, pelo menos 5,5% faz uso de medicação psiquiátrica e 24% já procuraram ajuda psicológica. Além disso, estima-se que entre 10 a 20% dos estudantes das universidades federais estejam em processo agudo de crise, que requer apoio psicológico imediato. De acordo com Figueiredo e Oliveira (1995), o estudante, ao ingressar na universidade, passa por situações de crise acidentais, uma vez que sai do seu ambiente familiar e se depara com um mundo desconhecido, podendo viver vários conflitos. Isto, afirmam as autoras, gera um desequilíbrio emocional, decorrente da insegurança surgida nessas novas relações. A não superação dessa crise, decorrente da não-adaptação às novas vivências ou ao novo ambiente, poderá se constituir para o aluno em um fator causador de estresse, gerando problemas orgânicos, dificuldades de relacionamento, baixa produtividade escolar, angústias, estados de depressão e, em situações mais acentuadas, ocorrer perda do interesse pela vida, que o leva ao suicídio. O ingresso no ensino superior, conforme preconiza Almeida (2005), marca o início da transição para o mundo do trabalho, assim como a autonomia própria do jovem adulto. Este processo tem lugar numa fase importante do desenvolvimento psicossocial do estudante, uma vez que as suas preocupações e problemáticas são muitas vezes um espelho de dificuldades na resolução de tarefas normativas de desenvolvimento, características da transição da adolescência para a fase adulta. Conforme Cardoso et al (2004), o jovem adulto tem um grande desafio na construção final da sua personalidade, e é com a entrada no ensino superior que essa construção atinge o ponto crucial. Nessa fase da vida, destacam os autores, é atribuído um novo papel ao jovem, que envolve ao mesmo tempo poder e responsabilidade, exigindo do estudante grande nível 22

23 de maturidade para poder responder aos desafios que lhes são postos a nível acadêmico sem se desviar de seus objetivos pessoais. Os profissionais da saúde, dentre eles o da Psicologia, durante o curso de graduação, são preparados para cuidar, proporcionar bem-estar, salvar vidas. Palavras como depressão e suicídio, quando mencionadas, apenas é correlacionado ao aspecto clínico do tratamento. A temática é tratada de forma técnica, sem que os sentimentos a ela relacionados sejam abordados, mesmo quando esses fenômenos se tornam realidade (Igue, Rolim e Stefanelli, 2002). No que diz respeito à formação do profissional de saúde, em especial a do psicólogo, Dutra (2000) afirma que nem sempre os estudantes recebem uma formação adequada para se trabalhar com a morte, principalmente com as condutas autodestrutivas, demonstrando inabilidades para lidar com pacientes suicidas. Dessa maneira, percebe-se a necessidade de se conhecer as representações que os universitários do curso de Psicologia possuem acerca de temas como a depressão e o suicídio. Foi utilizado para tanto, a abordagem da Teoria das Representações Sociais (TRS), partindose do pressuposto de que esse grupo possui um conhecimento socialmente partilhado acerca das citadas temáticas, que os permite elaborarem um conhecimento prático em relação a elas. Segundo Moscovici (1978), a Teoria das Representações Sociais implica em compreender a realidade e sua interação com os outros. A presente pesquisa, relevante para o campo da Psicologia Social e para as ações que atendam aos problemas associados à qualidade de vida, no contexto universitário; pretende desenvolver os seguintes objetivos: 23

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH

O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH O que é Distúrbio Bipolar Bipolar Disorder Source - NIMH Distúrbio Bipolar, também conhecido como mania e depressão, é uma desordem do cérebro que causa mudanças não previstas no estado mental da pessoa,

Leia mais

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição

Fonte: Jornal Carreira & Sucesso - 151ª Edição IDENTIFICANDO A DEPRESSÃO Querida Internauta, Lendo o que você nos escreveu, mesmo não sendo uma profissional da área de saúde, é possível identificar alguns sintomas de uma doença silenciosa - a Depressão.

Leia mais

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO E- BOOK GRATUITO Olá amigo (a), A depressão é um tema bem complexo, mas que vêm sendo melhor esclarecido à cada dia sobre seu tratamento e alívio. Quase todos os dias novas

Leia mais

DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão

DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão DEPRESSÃO - Segundo a Classificação Internacional das Doenças (CID) 10ª revisão - F32 Episódios depressivos Nos episódios típicos de cada um dos três graus de depressão: leve, moderado ou grave, o paciente

Leia mais

DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA. Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015

DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA. Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015 DEPRESSÃO NO ÂMBITO DA SEGURANÇA PÚBLICA Felicialle Pereira da Silva Nov. 2015 Ser humano x Humor VARIAÇÕES : SIM( X) NÃO( ) EXTREMOS: SIM( ) NÃO( X) CONTROLE Sensações normais Saúde mental x doença mental

Leia mais

DEPRESSÃO, COMPORTAMENTO SUICIDA E ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: UMA ANÁLISE PSICOSSOCIOLÓGICA

DEPRESSÃO, COMPORTAMENTO SUICIDA E ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: UMA ANÁLISE PSICOSSOCIOLÓGICA DEPRESSÃO, COMPORTAMENTO SUICIDA E ESTUDANTES DE PSICOLOGIA: UMA ANÁLISE PSICOSSOCIOLÓGICA Kay Francis Leal Vieira Universidade Federal da Paraíba* kayvieira@yahoo.com.br Maria da Penha de Lima Coutinho

Leia mais

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH:

A seguir enumeramos algumas caracteristicas do TBH: OQUEÉOTRANSTORNOBIPOLARDO HUMOR(TBH)? O transtorno bipolar do humor (também conhecido como psicose ou doença maníaco-depressiva) é uma doença psiquiátrica caracterizada por oscilações ou mudanças de humor

Leia mais

Transtorno Bipolar. Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor

Transtorno Bipolar. Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor Transtorno Bipolar Entendendo e ajudando aqueles com mudanças as extremas de humor Introdução * O transtorno bipolar (TBP) é uma condição psiquiátrica relativamente freqüente, ente, com prevalência na

Leia mais

SUPERANDO A DEPRESSÃO RESUMO

SUPERANDO A DEPRESSÃO RESUMO SUPERANDO A DEPRESSÃO Andreza do Ouro Corrêa - andreza.correa@ymail.com Mayara Cristina Costa Mariângela Pinto da Silva Gislaine Lima da Silva - gilisilva@ig.com.br Curso de Psicologia Unisalesiano/ Lins

Leia mais

IDENTIFICAÇÃO PRIMÁRIA DE SINTOMAS DO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR E A BUSCA POR PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS

IDENTIFICAÇÃO PRIMÁRIA DE SINTOMAS DO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR E A BUSCA POR PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS IDENTIFICAÇÃO PRIMÁRIA DE SINTOMAS DO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR E A BUSCA POR PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS Cayla Aparecida de Sousa 1 ; Cícero Marcelo Félix Junior 1 ; Sandra Cristina Catelan- Mainardes

Leia mais

Depressão e Espiritualidade. Roberto Lúcio Vieira de Souza Médico Psiquiatra Diretor Técnico do Hospital Espírita André Luiz (BH)

Depressão e Espiritualidade. Roberto Lúcio Vieira de Souza Médico Psiquiatra Diretor Técnico do Hospital Espírita André Luiz (BH) Depressão e Espiritualidade Roberto Lúcio Vieira de Souza Médico Psiquiatra Diretor Técnico do Hospital Espírita André Luiz (BH) Conceitos Tristeza emoção natural. Resposta à frustração, decepção ou fracasso.

Leia mais

UM OLHAR SOBRE AUTOESTIMA DE MULHERES COM SINTOMAS DEPRESSIVOS NA VIVÊNCIA DE CONFLITOS NA RELAÇÃO CONJUGAL

UM OLHAR SOBRE AUTOESTIMA DE MULHERES COM SINTOMAS DEPRESSIVOS NA VIVÊNCIA DE CONFLITOS NA RELAÇÃO CONJUGAL UM OLHAR SOBRE AUTOESTIMA DE MULHERES COM SINTOMAS DEPRESSIVOS NA VIVÊNCIA DE CONFLITOS NA RELAÇÃO CONJUGAL Danila Rafaela do Nascimento Jeane Aparecida de Oliveira Silva Maria Betânia Soares da Rocha

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO

DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO DEPRESSÃO CONHECENDO SEU INIMIGO E- BOOK GRATUITO Olá amigo (a), A depressão é um tema bem complexo, mas que vêm sendo melhor esclarecido à cada dia sobre seu tratamento e alívio. Quase todos os dias novas

Leia mais

Bipolaridade Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 2º ano Módulo nº5- Semiologia Psíquica Portefólio de Psicopatologia Ana Carrilho-

Bipolaridade Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 2º ano Módulo nº5- Semiologia Psíquica Portefólio de Psicopatologia Ana Carrilho- Bipolaridade Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial- 2º ano Módulo nº5- Semiologia Psíquica Portefólio de Psicopatologia Ana Carrilho- 11ºB Enquadramento Filme Mr.Jones Mr.Jones é um homem

Leia mais

DROGAS E FAMÍLIA: SOBRECARGA. Silvana C. Maciel UFPB

DROGAS E FAMÍLIA: SOBRECARGA. Silvana C. Maciel UFPB DROGAS E FAMÍLIA: SOBRECARGA Silvana C. Maciel UFPB CONCEITO DE DROGA Droga é qualquer substância que, não sendo produzida pelo organismo, tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas,

Leia mais

AVALIAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS.

AVALIAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS. V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 AVALIAÇÃO DE OCORRÊNCIA DE DEPRESSÃO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS. Ângela Mari Rauth 1, Arlinda Jesus Sampaio¹,

Leia mais

Como lidar com transtornos internalizantes na sala de aula?

Como lidar com transtornos internalizantes na sala de aula? Como lidar com transtornos internalizantes na sala de aula? Rogéria Recondo Psiquiatra da Infância e Adolescência Preceptora em Psiquiatria Infantil no Hospital São Lucas da PUC Professores:cursos de capacitação

Leia mais

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico -

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Alessandro Alves Toda vez que se pretende classificar algo, deve-se ter em mente que o que se vai fazer é procurar reduzir um fenômeno complexo que em

Leia mais

HISTÓRIA HISTÓRIA DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Paradigma da alienação mental. Paradigma das doenças mentais

HISTÓRIA HISTÓRIA DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Paradigma da alienação mental. Paradigma das doenças mentais DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS Prof. José Reinaldo do Amaral Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia PSICOPATOLOGIA GERAL 2013 / 2 HISTÓRIA Paradigma da

Leia mais

ETIOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DOS QUADROS DEPRESSIVOS: UM MODELO INTEGRADO

ETIOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DOS QUADROS DEPRESSIVOS: UM MODELO INTEGRADO ETIOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DOS QUADROS DEPRESSIVOS: UM MODELO INTEGRADO Fernanda Moretti 1 Regina de Cássia Rondina 2 RESUMO A depressão é, reconhecidamente, um problema de saúde pública. É um dos processos

Leia mais

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Messiano Ladislau Nogueira de Sousa Médico Psiquiatra com aperfeiçoamento em terapia psicanalítica Abril, 2014 Sumário Conceitos

Leia mais

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8

Fator emocional. Fertilidade Natural: Fator emocional CAPÍTULO 8 CAPÍTULO 8 Fator emocional O projeto comum de ter filhos, construir a própria família, constitui um momento existencial muito importante, tanto para o homem como para a mulher. A maternidade e a paternidade

Leia mais

Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde

Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde Saúde Mental e trabalho: Contribuições da Psicologia da Saúde/reposicionamento do psicólogo nas equipes de saúde SILVIA CURY ISMAEL HOSPITAL DO CORAÇÃO DE SÃO PAULO III Congresso dos Servidores de Saúde

Leia mais

A MORTE COMO OpçÃO PESSOAL OU REFLEXO DE UMA DOENÇA

A MORTE COMO OpçÃO PESSOAL OU REFLEXO DE UMA DOENÇA A MORTE COMO OpçÃO PESSOAL OU REFLEXO DE UMA DOENÇA Por Dr. Paulo F. M. Nicolau Há estudos pormenorizados demonstrativos de que pessoas com constantes distúrbios emocionais caracterizam-se principalmente

Leia mais

Obesidade e Transtornos Alimentares

Obesidade e Transtornos Alimentares Obesidade e Transtornos Alimentares NECPAR Maringá 26 e 27 de Julho de 2013 Transtornos Alimentares (TA) Características Gerais: Severas perturbações no comportamento alimentar, que trazem sérios comprometimentos

Leia mais

O IDOSO EM CONTEXTO INSTITUCIONAL DE CURTA E LONGA PERMANÊNCIA

O IDOSO EM CONTEXTO INSTITUCIONAL DE CURTA E LONGA PERMANÊNCIA O IDOSO EM CONTEXTO INSTITUCIONAL DE CURTA E LONGA PERMANÊNCIA Aline Arruda da Fonseca Maria do Socorro Lemos de Oliveira Maria Isabel Alves Batista Oliveira Samara Melo Silva Thiago dos Santos Aguiar

Leia mais

DEPRESSÃO: UM TRANSTORNO DE HUMOR

DEPRESSÃO: UM TRANSTORNO DE HUMOR DEPRESSÃO: UM TRANSTORNO DE HUMOR Antonia Viviane Rodrigues Moreira 1 Maria Rivonilda Pereira Dos Santos¹ Jamires Laurentino Dos Santos Maryldes Lucena Bezerra De Oliveira² INTRODUÇÃO Depressão é um transtorno

Leia mais

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL

GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL GUARDA NACIONAL REPUBLICANA COMANDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS RECURSOS INTERNOS DIRECÇÃO DE RECURSOS HUMANOS CENTRO DE PSICOLOGIA E INTERVENÇÃO SOCIAL JUNHO 2013 ÍNDICE ÂMBITO... 3 INTRODUÇÃO... 4 COMO SE MANIFESTA

Leia mais

Depressão. A depressão afecta pessoas de formas diferentes e pode causar vários sintomas físicos, psicológicos (mentais) e sociais.

Depressão. A depressão afecta pessoas de formas diferentes e pode causar vários sintomas físicos, psicológicos (mentais) e sociais. Depressão Introdução A depressão é uma doença séria. Se estiver deprimido, pode ter sentimentos de tristeza extrema que duram longos períodos. Esses sentimentos são muitas vezes suficientemente severos

Leia mais

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam.

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam. Introdução O objetivo deste trabalho é compreender a possível especificidade das famílias nas quais um ou mais de seus membros apresentam comportamento adictivo a drogas. Para isto analisaremos que tipos

Leia mais

Currículo 1/307 (noite) e 1/308 (tarde e noite)

Currículo 1/307 (noite) e 1/308 (tarde e noite) Currículo 1/307 (noite) e 1/308 (tarde e noite) Nível I - 26 créditos Fundamentos Epistemológicos e História da Psicologia Ementa: Caracterização dos diferentes paradigmas de ciência e suas repercussões

Leia mais

22ª JORNADA DA AMINT NOVEMBRO/2008 DEPRESSÃO E TRABALHO. MARIA CRISTINA PALHARES MACHADO PSIQUIATRA MÉDICA DO TRABALHO mcris1989@hotmail.

22ª JORNADA DA AMINT NOVEMBRO/2008 DEPRESSÃO E TRABALHO. MARIA CRISTINA PALHARES MACHADO PSIQUIATRA MÉDICA DO TRABALHO mcris1989@hotmail. 22ª JORNADA DA AMINT NOVEMBRO/2008 DEPRESSÃO E TRABALHO MARIA CRISTINA PALHARES MACHADO PSIQUIATRA MÉDICA DO TRABALHO mcris1989@hotmail.com DEPRESSÃO 1. Afeta pelo menos 12% das mulheres e 8% dos homens

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

SUICÍDIO: Identificar, tratar e prevenir

SUICÍDIO: Identificar, tratar e prevenir SUICÍDIO: Identificar, tratar e prevenir Suicídio é a trágica e intempestiva perda de vida humana. O mais devastador e perplexo de tudo é que é representado por um ato da vontade. A palavra suicídio deriva

Leia mais

Terapia Cognitivo-Comportamental dos Transtornos Alimentares Psicologia- Ulbra/Guaíba

Terapia Cognitivo-Comportamental dos Transtornos Alimentares Psicologia- Ulbra/Guaíba Terapia Cognitivo-Comportamental dos Transtornos Alimentares Psicologia- Ulbra/Guaíba Profa. Mestre Cláudia Galvão Mazzoni Fabiana Lima Rosinski Lisiane Botelho Ferreira Patrícia dos Santos Silveira Resumo:

Leia mais

Sumário. Prefácio... 7 Nota do autor... 9. Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão...

Sumário. Prefácio... 7 Nota do autor... 9. Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão... Sumário Prefácio... 7 Nota do autor... 9 Parte 1: A natureza da depressão 1. A experiência da depressão... 13 2. Causas da depressão... 27 Parte 2: Passado doloroso 3. Entenda o passado... 45 4. Lide com

Leia mais

FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO

FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO FALANDO ABERTAMENTE SOBRE SUICÍDIO MOMENTO DE DERRUBAR TABUS As razões podem ser bem diferentes, porém muito mais gente do que se imagina já teve uma intenção em comum. Segundo estudo realizado pela Unicamp,

Leia mais

IDEAÇÃO E/OU TENTATIVA DE SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA BEM COMO A UTILIZAÇÃO DE FÁRMACOS EM JOVENS DEPRESSIVOS

IDEAÇÃO E/OU TENTATIVA DE SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA BEM COMO A UTILIZAÇÃO DE FÁRMACOS EM JOVENS DEPRESSIVOS 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 IDEAÇÃO E/OU TENTATIVA DE SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA BEM COMO A UTILIZAÇÃO DE FÁRMACOS EM JOVENS DEPRESSIVOS Suzane da Costa 1 ; Daniele Custódio de Oliveira

Leia mais

QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: CLASSIFIQUE EM VERDADEIRO (V) OU FALSO (F) AS SENTENÇAS ABAIXO:

QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: CLASSIFIQUE EM VERDADEIRO (V) OU FALSO (F) AS SENTENÇAS ABAIXO: QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: 1. Um tapinha no bumbum não é considerado violência devido ao baixo grau de agressão. 2. A prática sexual com indivíduos menores de 14 anos, com o consentimento

Leia mais

SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA NO CONTEXTO PRISIONAL FEMININO: UMA ANÁLISE COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA NO CONTEXTO PRISIONAL FEMININO: UMA ANÁLISE COGNITIVO-COMPORTAMENTAL SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA NO CONTEXTO PRISIONAL FEMININO: UMA ANÁLISE COGNITIVO-COMPORTAMENTAL Maria Renata Florencio de Azevedo. Discente de Psicologia das Faculdades Integradas de Patos. E-mail: Renata-azevedo@hotmail.com.br

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE

DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE Rede7 Mestrado em Ensino do Inglês e Francês no Ensino Básico ÁREAS DE DESENVOLVIMENTO: DESENVOLVIMENTO SOCIAL E DA PERSONALIDADE Teorias Psicodinâmicas A Psicanálise de Sigmund Freud A perspectiva de

Leia mais

PONTA DELGADA AÇORES 08 a 10 de MAIO de 2013 Emmanuel Fortes S. Cavalcanti 3º Vice Presidente CFM - Brasil

PONTA DELGADA AÇORES 08 a 10 de MAIO de 2013 Emmanuel Fortes S. Cavalcanti 3º Vice Presidente CFM - Brasil PONTA DELGADA AÇORES 08 a 10 de MAIO de 2013 Emmanuel Fortes S. Cavalcanti 3º Vice Presidente CFM - Brasil Trabalho de educação continuada desenvolvido pelo CRM-AL em 2002. Atendimento de profissionais

Leia mais

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GABINETE DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO PROJETO DE LEI Nº 157/2010

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GABINETE DA DEPUTADA LUZIA TOLEDO PROJETO DE LEI Nº 157/2010 PROJETO DE LEI Nº 157/2010 A semana de conscientização sobre transtornos de aprendizagem, no âmbito do Estado do Espírito Santo. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica

Leia mais

Depressão em mulheres

Depressão em mulheres Depressão em mulheres Por que a depressão é maior em mulheres? O que é depressão? A depressão é um distúrbio de alteração do humor sério e por vezes incapacitante. Causa sentimentos de tristeza, desespero,

Leia mais

Como tem sido seus estudos? Tem conseguido manter a disciplina necessária para assegurar o nível de aprendizado exigido?

Como tem sido seus estudos? Tem conseguido manter a disciplina necessária para assegurar o nível de aprendizado exigido? Saudações concurseiro, Como tem sido seus estudos? Tem conseguido manter a disciplina necessária para assegurar o nível de aprendizado exigido? É muito importante estabelecer uma frequência no estudo,

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DO TRANSTORNO BIPOLAR NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

CARACTERIZAÇÃO DO TRANSTORNO BIPOLAR NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 CARACTERIZAÇÃO DO TRANSTORNO BIPOLAR NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA Sandra Cristina Catelan-Mainardes 1 ; Bruna Marconi 2 RESUMO: O Transtorno Bipolar (TB)

Leia mais

ORIENTAÇÃO NA GESTAÇÃO: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO

ORIENTAÇÃO NA GESTAÇÃO: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO ORIENTAÇÃO NA GESTAÇÃO: AVALIAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO Ana Paula Fernandes de Lima Juliana Bianchi Neida Garcia Marizete Pollnow Rodrigues Cláudia Galvão Mazoni RESUMO Pesquisas

Leia mais

Perguntas mais frequentes sobre. transtorno. bipolar do humor. Dra. Sonia Palma

Perguntas mais frequentes sobre. transtorno. bipolar do humor. Dra. Sonia Palma Perguntas mais frequentes sobre transtorno bipolar do humor Dra. Sonia Palma Perguntas mais frequentes Dra. Sonia Palma CRM 44219 Psiquiatra infantil, doutoranda do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP

Leia mais

Dependência Química. Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não?

Dependência Química. Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não? Dependência Química Por que algumas pessoas ficam dependentes de drogas e outras não? Os fatores relacionados ao desenvolvimento da dependência química são variados. O fator genético está bem estabelecido.

Leia mais

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde

A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde A Saúde Mental dos Trabalhadores da Saúde Tatiana Thiago Mendes Psicóloga Clínica e do Trabalho Pós-Graduação em Saúde e Trabalho pelo HC FM USP Perita Judicial em Saúde Mental Panorama da Saúde dos Trabalhadores

Leia mais

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável.

A Saúde mental é componente chave de uma vida saudável. Transtornos mentais: Desafiando os Preconceitos Durante séculos as pessoas com sofrimento mental foram afastadas do resto da sociedade, algumas vezes encarcerados, em condições precárias, sem direito a

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

PONTOS FUNDAMENTAIS QUE O MÉDICO DO TRABALHO PRECISA SABER SOBRE O TRABALHADOR COM TRANSTORNO MENTAL

PONTOS FUNDAMENTAIS QUE O MÉDICO DO TRABALHO PRECISA SABER SOBRE O TRABALHADOR COM TRANSTORNO MENTAL PONTOS FUNDAMENTAIS QUE O MÉDICO DO TRABALHO PRECISA SABER SOBRE O TRABALHADOR COM TRANSTORNO MENTAL Das Informações Éticas na Participação de Médicos em Seminários, Fóruns, Conferências, Congressos e

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA 1º SEMESTRE Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo-funcional de estruturas orgânicas na relação com manifestações emocionais.

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET-TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

Newsletter. Fernando Pessoa... Gabinete de Psicologia Clínica Dr.ª Ana Durão

Newsletter. Fernando Pessoa... Gabinete de Psicologia Clínica Dr.ª Ana Durão 2 EM 5 ENTREVISTA COM DESTAQUES Workshop Para os + Novos Para a sua Saúde Nº 3 MAIO 2008 6 NEUROFITNESS ESPECIAL EXERCÍCIOS Newsletter Gabinete de Psicologia Clínica Dr.ª Ana Durão Fernando Pessoa... Lisboa

Leia mais

Psiquiatria para o clínico Dr. André I. Petroucic Filho 07 maio 2014 Introdução Psiquiatria do dia a dia do clínico Pontos importantes sobre as principais doenças psiquiátricas Depressão, Ansiedade, Doença

Leia mais

Doenças Graves Doenças Terminais

Doenças Graves Doenças Terminais MINISTÉRIO DA SAÚDE Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP Universidade Federal de Minas Gerais Doenças Graves Doenças Terminais José Antonio Ferreira Membro da CONEP/ MS Depto de Microbiologia

Leia mais

BULIMIA TRANSTORNOS ASSOCIADOS

BULIMIA TRANSTORNOS ASSOCIADOS BULIMIA Dando continuidade ao nosso estudo sobre BULIMIA NERVOSA daremos ênfase a outros tipos de transtorno que muitas vezes são associados a BULIMIA, a características mais evidentes desse transtorno

Leia mais

Saúde Mental do Trabalhador. Grazieli Barbier Barros Terapeuta Ocupacional Especialista em Saúde Pública e da família.

Saúde Mental do Trabalhador. Grazieli Barbier Barros Terapeuta Ocupacional Especialista em Saúde Pública e da família. Saúde Mental do Trabalhador Grazieli Barbier Barros Terapeuta Ocupacional Especialista em Saúde Pública e da família. Definição Para a OMS: Saúde é um estado de completo bem-estar físico mental e social,

Leia mais

Prevenção em saúde mental

Prevenção em saúde mental Prevenção em saúde mental Treinar lideranças comunitárias e equipes de saúde para prevenir, identificar e encaminhar problemas relacionados à saúde mental. Essa é a característica principal do projeto

Leia mais

Depressão. Manual Informativo

Depressão. Manual Informativo Depressão Manual Informativo O que é? Sintomas e riscos associados Como prevenir o suicídio? Depressão e outras doenças: comorbidade Diagnóstico Tratamento: dificuldades e variantes O apoio dos familiares

Leia mais

Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES

Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES Projeto de Ações para o Serviço Psicológico do Setor Socioeducacional da Faculdade ASCES Jovanka de Freitas S. Limeira Psicóloga Setor Socioeducacional Caruaru 2014 APRESENTAÇÃO O presente projeto sugere

Leia mais

Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2. Como ter uma vida sexual plena e feliz. www.lpm.com.br L&PM POCKET

Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2. Como ter uma vida sexual plena e feliz. www.lpm.com.br L&PM POCKET Laura Meyer da Silva SEXO: MUITO PRAZER 2 Como ter uma vida sexual plena e feliz www.lpm.com.br L&PM POCKET 3 3 Quando a ejaculação prematura reforça a angústia Ejaculação rápida, ejaculação prematura

Leia mais

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.

AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com. MESA 4 AS TRANSIÇÕES FEMININAS DA PUBERDADE E DA MENOPAUSA: ASPECTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA Coordenadora: Carmen Lúcia Souza (USP) clucia@uol.com.br Relatores: Carmen Lúcia Souza Izilda Malta Torres Ruth

Leia mais

Conhecer a depressão. Psicóloga, Chou Im Keng (Karen)

Conhecer a depressão. Psicóloga, Chou Im Keng (Karen) Psicóloga, Chou Im Keng (Karen) Na vida quotidiana, quando nos deparamos com situações tristes e desagradáveis, as nossas emoções são influenciadas e caímos em desânimo e frustração. Contudo, estas sensações,

Leia mais

Faculdade de Medicina UFRGS Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal

Faculdade de Medicina UFRGS Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal Faculdade de Medicina UFRGS Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal Disciplina: Med 8834 - Psiquiatria Roteiro de Estudo de Caso Prof. Aristides Volpato Cordioli 1. DADOS DA IDENTIDADE DO PACIENTE

Leia mais

Vivemos na era da Melancolia X Entretenimento

Vivemos na era da Melancolia X Entretenimento AconselhamentoB íblico DEFINIÇÃO DA PALAVRA: Grego : SEM SAÍDA SEM ESPERANÇA Latim (depressus ) : PRESSIONAR PARA BAIXO E contrapartida, os textos bíblicos revelam pessoas que, na condição de deprimidos

Leia mais

COMPORTAMENTO SUICIDA

COMPORTAMENTO SUICIDA COMPORTAMENTO SUICIDA Magnitude, Avaliação de Risco e Manejo Neury J. Botega Universidade Estadual de Campinas SAÚDE MENTAL E MEDICINA Antiguidade Greco-Romana Idade Média Idade Moderna TOLERÂNCIA CONDENAÇÃO

Leia mais

Diagnóstico em psicoterapia. Método psicoterapêutico e da avaliação dos seus resultados. Ética dos processos terapêuticos.

Diagnóstico em psicoterapia. Método psicoterapêutico e da avaliação dos seus resultados. Ética dos processos terapêuticos. COMUNS AO DOUTORADO ANÁLISE DE VARIÂNCIA E DE REGRESSÃO Análise de regressão múltipla. Tipos mais comuns de análise de regressão. Análise de variância para planos fatoriais (ANOVA). Análise de variância

Leia mais

Ética e Psicopatologia. Concurso INSS 2012

Ética e Psicopatologia. Concurso INSS 2012 Ética e Psicopatologia Concurso INSS 2012 Ética Éticaé a parte dafilosofiadedicada aos estudos dos valores morais e princípios ideais do comportamento humano.a palavra "ética" é derivada dogrego, e significa

Leia mais

Aplicação da terapia cognitiva na depressão: análise de caso clínico

Aplicação da terapia cognitiva na depressão: análise de caso clínico Aplicação da terapia cognitiva na depressão: análise de caso clínico * Ana Carolina Diethelm Kley Introdução O objetivo do tratamento em terapia cognitiva no caso dos transtornos afetivos, grupo que engloba

Leia mais

Procedimentos médicoadministrativos em distúrbios. mentais relacionados ao trabalho

Procedimentos médicoadministrativos em distúrbios. mentais relacionados ao trabalho Procedimentos médicoadministrativos em distúrbios mentais relacionados ao trabalho Dra Ana Paula Schmidt Waldrich Médica do Trabalho CRM-SC 13.384 Doença Ocupacional Quais as formas de caracterização de

Leia mais

CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA DEPRESSÃO INFANTIL: CARACTERISTICAS E TRATAMENTO. CHAVES, Natália Azenha e-mail: natalya_azenha@hotmail.

CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA DEPRESSÃO INFANTIL: CARACTERISTICAS E TRATAMENTO. CHAVES, Natália Azenha e-mail: natalya_azenha@hotmail. CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA DEPRESSÃO INFANTIL: CARACTERISTICAS E TRATAMENTO CHAVES, Natália Azenha e-mail: natalya_azenha@hotmail.com RESUMO Este artigo teve como foco o termo depressão infantil, que é

Leia mais

Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo

Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo Promoção da qualidade de vida através de psicoterapia breve de grupo PSICOTERAPIA Categoria: GRUPO Categoria: Custos administrativos e operacionais Área: Medicina Preventiva - Programa Viver Bem Responsáveis:

Leia mais

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br

Depressão* Marcos Vinicius Z. Portela** Fonte: www.institutoreichiano.com.br Marcos Vinicius Z. Portela** Depressão* Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade para estar aqui hoje nesta breve exposição - a qual pretendo, com a ajuda de todos, transformar numa conversa

Leia mais

(31) 3292 6299 www.fredericoporto.com.br

(31) 3292 6299 www.fredericoporto.com.br (31) 3292 6299 www.fredericoporto.com.br COACHING E PSICOPATOLOGIA UMA DIÁLOGO NECESSÁRIO Frederico Porto JANEIRO NO DIA 1 º DE JANEIRO ÀS 00:00 ACONTECE O BIG BANG.. SETEMBRO NO INÍCIO DE SETEMBRO SURGE

Leia mais

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE

APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE APRESENTAÇÃO DO MÓDULO INFÂNCIA E MORTE Apresentação Seja bem vindo ao curso de Formação em Tanatologia à distancia oferecido pela Rede Nacional de Tanatologia. Você será acompanhado em seus estudos por

Leia mais

Parte I COMO CONDUZIR A TIP

Parte I COMO CONDUZIR A TIP Parte I COMO CONDUZIR A TIP 1 O Que é a TIP? Visão geral A Psicoterapia Interpessoal (TIP) é uma psicoterapia específica e com tempo limitado, que foi desenvolvida durante um período de 30 anos, inicialmente

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA ANEXO II DA RESOLUÇÃO CEPEC Nº 952 EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA NÚCLEO COMUM Análise do comportamento O método experimental na análise das relações comportamentais complexas:

Leia mais

Conversando sobre o suicídio. Promoção da vida e Prevenção ao Suicídio

Conversando sobre o suicídio. Promoção da vida e Prevenção ao Suicídio Conversando sobre o suicídio Promoção da vida e Prevenção ao Suicídio Suicídio Quais são as nossas percepções? Mitos sobre o suicídio Adaptado de BEFRIENDERS INTERNATIONAL Quem vive ameaçando se matar

Leia mais

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA

SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA SAUDE MENTAL DA MULHER NOS CICLOS DE VIDA ENCONTRO MULHER DE ATITUDE Campanha de Prevenção do Câncer Cérvico C Uterino Março o 2013 Maristela C Sousa - Médica Psiquiatra DVSAM/DACC/SAS/SESA Dados Epidemiológicos

Leia mais

Psicoterapia Cognitivo Comportamental

Psicoterapia Cognitivo Comportamental Psicoterapia Cognitivo Comportamental Selma Rejane Setani Diretora Técnica de Serviço de Saúde, especialista em dependência química, especializada em T.C.C. para dependência de álcool e Outras Drogas srsetani-cratod@saude.sp.gov.br

Leia mais

PERTURBAÇÃO DE HIPERATIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO(PHDA)

PERTURBAÇÃO DE HIPERATIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO(PHDA) AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MÉRTOLA Escola EB 2,3/ES de São Sebastião de Mértola Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial 3º ano Ano Letivo: 2013/2014 Psicopatologia Geral PERTURBAÇÃO DE HIPERATIVIDADE

Leia mais

Transtornos. na Gravidez. ANA BERNARDA LUDERMIR Universidade Federal de Pernambuco Programa Integrado de Pós Graduação em Saúde Coletiva

Transtornos. na Gravidez. ANA BERNARDA LUDERMIR Universidade Federal de Pernambuco Programa Integrado de Pós Graduação em Saúde Coletiva Transtornos Mentais na Gravidez ANA BERNARDA LUDERMIR Universidade Federal de Pernambuco Programa Integrado de Pós Graduação em Saúde Coletiva INTRODUÇÃO Os transtornos mentais são muito freqüentes na

Leia mais

PSICÓLOGIA. 03. Levando-se em consideração o Código de Ética Profissional do Psicólogo está correto assinalar que:

PSICÓLOGIA. 03. Levando-se em consideração o Código de Ética Profissional do Psicólogo está correto assinalar que: PSICÓLOGIA 01. Sobre o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n 0 8.069, sancionada em 13 de julho de 1990, é correto afirmar: A A falta ou a carência de recursos materiais por

Leia mais

RESPOSTA RÁPIDA 57/2014 Informações sobre Depressão: Pondera e Amytril

RESPOSTA RÁPIDA 57/2014 Informações sobre Depressão: Pondera e Amytril RESPOSTA RÁPIDA 57/2014 Informações sobre Depressão: Pondera e Amytril SOLICITANTE NÚMERO DO PROCESSO Drª Renata Perdigão, Juiza do MUNICÍPIO DE CRISTAIS/MG Autos nº 112.14.000762-9 DATA 07/02/2014 SOLICITAÇÃO

Leia mais

Abordagem Psiquiátrica de casos Clínicos 2012.2 Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira

Abordagem Psiquiátrica de casos Clínicos 2012.2 Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira Abordagem Psiquiátrica de casos Clínicos 2012.2 Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira Transtornos Afetivos Aspectos históricos Como traçar fronteiras

Leia mais

ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REIN- SERÇÃO SOCIAL DO PORTADOR DE TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REIN- SERÇÃO SOCIAL DO PORTADOR DE TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR 17 ATUAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NA REIN- SERÇÃO SOCIAL DO PORTADOR DE TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR Ramão Américo Godoy Tatiane Barbosa Serrou da Silva Ana Maria de Oliveira Alves Resumo Este documento

Leia mais

Estudo clínico randomizado para avaliar o impacto de um programa de exercício em doentes com perturbação depressiva

Estudo clínico randomizado para avaliar o impacto de um programa de exercício em doentes com perturbação depressiva Estudo clínico randomizado para avaliar o impacto de um programa de exercício em doentes com perturbação depressiva Autores Lara Carneiro 1 António Fonseca 2 Maria Vieira Coelho 3 Maria Paula Mota 4 José

Leia mais

1º Seminário Regimes Próprios da Previdência:

1º Seminário Regimes Próprios da Previdência: 1º Seminário Regimes Próprios da Previdência: Abordando a Sustentabilidade nos Enfoques da Saúde, do Trabalho e da Previdência Pública PMPA Outubro 2006 CAPACIDADE LABORATIVA x DOENÇAS INCAPACITANTES ALIENAÇÃO

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga IlanaPinsky Maria Carmen Viana Divulgação: Maio de 2014. 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Subsecretaria

Leia mais

Fundação Cardeal Cerejeira Depressão na Pessoa Idosa

Fundação Cardeal Cerejeira Depressão na Pessoa Idosa Fundação Cardeal Cerejeira Depressão na Pessoa Idosa Rui Grilo Tristeza VS Depressão A tristeza é a reacção que temos perante as perdas afectivas na nossa vida; A perda de alguém por morte é tristeza e

Leia mais

Ansiedade Resumo de diretriz NHG M62 (fevereiro 2012)

Ansiedade Resumo de diretriz NHG M62 (fevereiro 2012) Ansiedade Resumo de diretriz NHG M62 (fevereiro 2012) Lieke Hassink-Franke, Berend Terluin, Florien van Heest, Jan Hekman, Harm van Marwijk, Mariëlle van Avendonk traduzido do original em holandês por

Leia mais

Conferencia de mulheres 2014

Conferencia de mulheres 2014 Conferencia de mulheres 2014 Emoção, origina-se de duas palavras do latim ex movere significam em movimento. O nosso corpo movimenta-se quando sentimos alguma emoção! Seres relacionais, logo, emocionais.

Leia mais

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN Precursor SMUTS 1926 EVOLUÇÃO E HOLISMO HOLISMO - GREGO HOLOS TOTAL COMPLETO - UNIFICAÇÃO Descartes séc. XVII Divisão do indivíduo em duas entidades separadas, mas inter-relacionadas:

Leia mais

Renata Mesquita Henrique Asfor

Renata Mesquita Henrique Asfor UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ UFC FACULDADE DE MEDICINA FAMED FACULDADE DE PSICOLOGIA PROFESSOR ORIENTADOR: Dr. Fábio Gomes de Matos e Souza Renata Mesquita Henrique Asfor O suicídio é uma das 10 maiores

Leia mais

TRANSTORNO DE PÂNICO: ENTENDENDO MELHOR COMO ACONTECE O TRATAMENTO NA ABORDAGEM COGNITIVO COMPORTAMENTAL.

TRANSTORNO DE PÂNICO: ENTENDENDO MELHOR COMO ACONTECE O TRATAMENTO NA ABORDAGEM COGNITIVO COMPORTAMENTAL. TRANSTORNO DE PÂNICO: ENTENDENDO MELHOR COMO ACONTECE O TRATAMENTO NA ABORDAGEM COGNITIVO COMPORTAMENTAL. * Danielle Moraes; Juliana Vieira; Marcos Fagundes. ** Cláudia Mazzoni * Alunos do curso de graduação

Leia mais

A PSICOLOGIA E A REALIDADE PATOLÓGICA

A PSICOLOGIA E A REALIDADE PATOLÓGICA A PSICOLOGIA E A REALIDADE PATOLÓGICA Chenia Lopes da Silveira 1 Carla Villwock 2 RESUMO O trabalho desenvolvido consiste em conhecer através de um Estudo de Caso Clínico o funcionamento de uma paciente

Leia mais