KAY FRANCIS LEAL VIEIRA DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA MESTRADO EM PSICOLOGIA SOCIAL KAY FRANCIS LEAL VIEIRA DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO JOÃO PESSOA PB 2008

2 Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências Humanas Letras e Artes Departamento de Psicologia Mestrado em Psicologia Social Núcleo de Pesquisa: Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO Kay Francis Leal Vieira Mestranda Maria da Penha de Lima Coutinho Orientadora João Pessoa PB

3 Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social Mestrado em Psicologia Social Núcleo de Pesquisa: Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO Kay Francis Leal Vieira Dissertação de mestrado, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Psicologia Social. João Pessoa

4 Universidade Federal da Paraíba Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social Mestrado em Psicologia Social Núcleo de Pesquisa: Aspectos Psicossociais de Prevenção e Saúde Coletiva DEPRESSÃO E SUICÍDIO: UMA ABORDAGEM PSICOSSOCIOLÓGICA NO CONTEXTO ACADÊMICO Kay Francis Leal Vieira Dissertação aprovada em 25 de fevereiro de BANCA AVALIADORA Profª Dra. Maria da Penha de Lima Coutinho (UFPB) Orientadora Profº. Dr. Valdiney Veloso Gouveia (UFPB) Membro Profª Dra. Natália Ramos (Universidade Aberta de Lisboa) Membro 4

5 Aos meus filhos, Pedro e Júlia, que abriram mão de momentos especiais; que sentiram minha ausência e sofreram por ela, ora por saudade ora por impaciência; à vocês que vêem com alívio e felicidade este fim de etapa, meu reconhecimento pelo sacrifício, pois souberam amar o suficiente para suportar as dificuldades da caminhada para podermos juntos compartilhar a alegria da vitória. 5

6 AGRADECIMENTOS À Deus, fonte de inspiração e sabedoria, pelas oportunidades e pela força interior necessária para seguir adiante; Ao meu esposo Jairo, por todo o amor, companheirismo e compreensão nos momentos de ausência e estresse, e por sempre acreditar em mim; Aos meus filhos, Pedro e Júlia, pelo que eles são e pelo que eles transformaram a minha vida; Aos meus pais, primeiras referências do saber e do gosto pelos estudos, em especial à minha mãe e amiga, Kay, pela ajuda, demonstrando na prática que ser avó é ser mãe duas vezes; Ao meu irmão David, pela amizade e companheirismo; Às minhas avós, Leó e Lindalva, pela grandiosa sabedoria transmitida em meio a tanta simplicidade; À minha cunhada Silvia, pelo suporte e ajuda necessários nessa caminhada; À minha irmã Elayne, que mesmo à distância sempre representou uma fonte de incentivo, força e credibilidade; À professora Dra.Maria da Penha de Lima Coutinho, de quem levo ensinamentos tanto na vida profissional quanto pessoal, pela brilhante orientação e pela confiança em mim depositada; Ao professor Dr. Valdiney, por toda ajuda e contribuições nesse trabalho e por me mostrar que as aparências enganam ; À professora Natália, pela gentileza e disponibilidade em fazer parte da banca avaliadora; Ao professor Natanael, pela acessibilidade e gentileza com que trata as pessoas que o cercam; À professora Ana Alayde, por toda colaboração e conhecimentos transmitidos em meio a tanta doçura; Aos meus colegas do Núcleo de Pesquisa, com especial gratidão à Evelyn, pela amizade, disponibilidade e carinho, e à minha amiga Alexandra, com a qual sempre pude contar durante essa caminhada; Às minhas colegas de Mestrado, pelas experiências e conhecimentos compartilhados, em particular à Camila, minha amiga de tantos anos, pelos momentos vividos e pelo carinho demonstrado; Aos estudantes de Psicologia, pela participação na coleta de dados e pela demonstração de confiança neste estudo; À CAPES, pelo apoio financeiro, fundamental para a realização desta pesquisa. 6

7 A idéia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más. (Friedrich Nietzsche) 7

8 RESUMO Na atualidade os fenômenos da depressão e do suicídio encontram-se cada vez mais presentes em todos os espaços sociais.embora nenhum acontecimento ou conjunto de circunstâncias possam prever o suicídio, existem certas vulnerabilidades que tornam um indivíduo mais propenso a cometer esse ato do que outros. Dentre essas vulnerabilidades há um grande destaque para as doenças mentais, sendo a mais comum, a depressão, responsável por 30% dos casos mundialmente relatados. Esta pesquisa objetivou apreender as representações sociais dos estudantes de Psicologia acerca da depressão e do suicídio, bem como investigar o índice epidemiológico destes fenômenos no contexto acadêmico. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do CCS/UFPB e compreendeu uma pesquisa descritiva, com procedimentos multimétodos. Participaram do estudo 233 alunos, de ambos os sexos, matriculados no curso de Psicologia de uma universidade pública. Na coleta dos dados utilizou-se a técnica da Associação Livre de Palavras, o Inventário de Depressão de Beck (BDI), a Escala de Ideação Suicida de Beck (BSI), o questionário sócio-demográfico e Entrevistas em Profundidade. A Associação Livre foi utilizada com três estímulos indutores: depressão, suicídio e eu mesmo e seus dados foram processados pelos softwares Tri-Deux- Mots, e Evoc. Para a análise do BDI e da BSI foi utilizado o programa estatístico SPSS. Os conteúdos apreendidos pelas Entrevistas em profundidade foram submetidos à Análise de Conteúdo Temático.O BDI avaliou um índice de 10,73% de estudantes com a sintomatologia depressiva.constatou-se mediante análise da BSI, a presença da ideação suicida em 11% da amostra. Os dados analisados com a utilização dos softwares anteriormente citados demonstraram similaridades em suas descrições, atuando como complementares na compreensão das representações sociais da depressão e do suicídio. Mediante a análise de conteúdo temático das entrevistas, observou-se que os fenômenos pesquisados encontravamse bastante presentes no cotidiano dos participantes, uma vez que estes demonstraram suas representações enfatizando fatos ocorridos em suas relações interpessoais. Através da análise dos dados pôde-se observar que a depressão foi representada semelhante a descrição clínica categorizada nos distúrbios psicoafetivos. O suicídio emerge como uma fuga frente às adversidades advindas do meio ambiente somada a fragilidade da subjetividade dos jovens acadêmicos. A autoimagem dos estudantes, de uma forma geral, emerge de forma positiva, coincidindo com o que se espera dos acadêmicos de psicologia. As auto-representações assumem contorno diferenciado em relação ao tempo de vínculo ao curso de psicologia, ora ancorado em manifestações referentes à proximidade do enfrentamento da realidade profissional, ora concentrando-se em manifestações sóciocognitivas. O índice epidemiológico da depressão, assim como a presença da ideação suicida entre os jovens acadêmicos demonstra a necessidade de uma maior atenção a essa população, no sentido de promover diferenciados serviços de apoio psicológico na formação desses futuros profissionais. Palavras-chave: Depressão; Suicídio; Estudantes de psicologia; Representação Social. 8

9 ABSTRACT At our present time the depression and suicide phenomenon have become ever more present in all social levels. Although no event or set of circumstances can foresee suicide, certain vulnerabilities exist that makes an individual more inclined to commit this act than others. Amongst these vulnerabilities, mental illness is the most prominent, of which depression is responsible for 30% of the cases world-wide. To instrumentalize this inquiry, a psychosocial method was used, anchored to the Theory of the Social Representations of Moscovici and in the Theory of the Central Nucleus of Abric. This research objectified in understanding the social representations of Psychology students concerning depression and suicide, as well as investigating the epidemiologic index of these phenomena in the academic context. This study was approved by the Ethics Committee of CCS/UFPB and undertook a descriptive research with multi-method procedures. The study comprised of 233 students of both genders and registered the Psychology course of a public university. In the collection of the data, the Free Association of Words technique, the Inventory of Depression of Beck (BDI), Suicidal Idealization Scale of Beck (BSI), a social-demographic questionnaire and an in depth interview were all used. The Free Association was used with three inductive stimuli: depression, suicide and I-myself and the data were processed by the Tri-Deux-Mots and Evoc software. For the analysis of the BDI and the BSI the SPSS statistical program was used. The contents learned from the in depth interviews were submitted to the Analysis of the Thematic Content. The BDI evaluated that 10.73% of the students has depressive symptomology. BSI analysis also evidenced the presence of the suicidal idealization in 11% of the sample. The data analyzed with the use of software previously cited demonstrated similarities in its descriptions, acting as complementary in the understanding of the social representations of depression and suicide. By means of the analysis of thematic content of the interviews, it was noted that the researched phenomena was quite present in the daily life of the participants. Where they show that their representations emphasize facts occurred in their interpersonal relationships. The analysis of the data showed that depression was represented similar to the clinical description categorized in the psycho-affective disturbances. Suicide emerges as an escape front to the adversities of the environment added to the fragility of the subjectivity of the young academics. The auto-image of the students, in general, emerges as positive one, coinciding with what is expected of psychology students. The auto-representations assume differentiated contours in relation to the time of bond to the psychology course, however anchored in referring manifestations to the proximity of the confrontation of the professional reality and concentrating in social-cognitive manifestations. The epidemiologist index of depression, as well as the presence of the suicidal idealization among the young academics, demonstrates the necessity of an increased attention to this population on the part of the of superior education institutions. So to promote specific services of psychological support in the formation of these future professional. Word-key: Depression; Suicide; Psychology Students; Social representation. 9

10 SUMÁRIO LISTA DE TABELAS xi LISTA DE FIGURAS xiii APRESENTAÇÃO CAPÍTULO I 1. DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA Objetivo Objetivos geral Objetivos específicos CAPÍTULO II 2. DEPRESSÃO Desenvolvimento Sócio-histórico da Depressão Diagnóstico e Classificação da Depressão Etiologia Teorias Explicativas Explicações Psicodinâmicas Explicações da Aprendizagem Explicações Cognitivas Explicações Fisiológicas Explicações Humanístico-Existenciais Tratamento da Depressão CAPÍTULO III 3.SUICÍDIO Concepção Sócio-histórica do Suicídio Definições do Suicídio Teorias Explicativas do Suicídio Teorias Psicológicas A Teoria Psiquiátrica As Teorias Sociológicas Epidemiologia Tipos de Suicídio Fatores de Risco e fatores de Prevenção Estratégias Nacionais de Prevenção do Suicídio Depressão e Suicídio

11 CAPÍTULO IV 4. A TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS Uma abordagem dimensional Uma abordagem estrutural As representações sociais da depressão e do suicídio CAPÍTULO V 5. MÉTODO Tipo de Estudo Locus do Estudo Amostra Instrumentos Técnica de Associação Livre de Palavras Escala de Ideação Suicida de Beck BSI Inventário de Depressão de Beck - BDI Entrevistas em Profundidade Aspectos Éticos Procedimento para coleta dos dados Análise dos Dados Análise da Técnica de Associação Livre de Palavras Análise do Inventário de Depressão de Beck-BDI Análise da Escala de Ideação Suicida de Beck BSI Análise das Entrevistas CAPÍTULO VI 6. RESULTADOS E DISCUSSÃO Perfil dos participantes Resultados e discussão dos dados apreendidos pela TALP Análise e discussão dos dados obtidos pelo software Tri-Deux-Mots Análise e discussão dos dados obtidos pelo software EVOC Resultados e discussão dos dados apreendidos pelo BDI Resultados e discussão dos dados apreendidos pela BSI Resultados e discussão dos dados apreendidos pelas Entrevistas CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS ANEXOS ANEXO A Autorização do Comitê de Ética do CCS/UFPB ANEXO B Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ANEXO C Inventário de Depressão de Beck - BDI ANEXO D Escala de Ideação Suicida de Beck - BSI

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Perfil sócio-demográfico dos estudantes do curso de Psicologia (N=233) Tabela 2 Freqüência de maiores escores do Inventário de Depressão de Beck BDI (N=25) Tabela 3 Perfil dos estudantes com depressão segundo o Inventário de Depressão de Beck BDI (N=25) Tabela 4 Perfil dos estudantes com Ideação Suicida segundo a Escala de Ideação Suicida de Beck BSI (N=27) Tabela 5 Freqüência de ideação suicida conjuntamente com a depressão (N=27) Tabela 6 Classes, Categorias e Subcategorias emergentes da Análise de Conteúdo Temático, com suas respectivas freqüências e percentagens

13 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Análise Fatorial de Correspondência das Representações Sociais da Depressão e do Suicídio Figura 2 Quadrante de distribuição das evocações livres dos estudantes de Psicologia no Teste de Associação Livre de Palavras para o estímulo-indutor depressão (N=233) Figura 3 Quadrante de distribuição das evocações livres dos estudantes de Psicologia no Teste de Associação Livre de Palavras para o estímulo-indutor suicídio (N=233) Figura 4 Percentagens de participantes com sintomatologia da depressão (N=233) Figura 5 Freqüência de escores no Inventário de Depressão de Beck BDI(N=233) Figura 6 Percentagem de participantes com ideação suicida.(n=233) Figura 7 Percentagem de estudantes que conhecem entre seus colegas universitários alguém que já tenha pensado / tentado ou consumado o ato suicida Figura 8 Presença de ideação suicida em indivíduos com histórico de tentativas prévias de suicídio Figura 9 Percentagens das Classes Temáticas das Entrevistas Figura 10 Percentagem das Categorias pertencentes à Classe Temática DEPRESSÃO Figura 11 Percentagem das Subcategorias pertencentes à Categoria Descrição da DEPRESSÂO Figura 12 Percentagem das Subcategorias pertencentes à Categoria Manifestações da DEPRESSÂO Figura 13 Percentagem das Subcategorias pertencentes à Categoria Fatores desencadeantes da DEPRESSÃO Figura 14 Percentagens das Subcategorias pertencentes à Categoria Tratamento da DEPRESSÂO Figura 15 - Percentagens das Categorias pertencentes à Classe Temática SUICÍDIO Figura 16 - Percentagens das subcategorias pertencentes à Categoria Descrição do SUICÍDIO

14 Figura 17 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Personalidade Suicida.123 Figura 18 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Tipos de Suicídio Figura 19 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Fatores contribuintes do SUICÍDIO Figura 20 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Métodos do SUICÍDIO.133 Figura 21 - Percentagem das subcategorias pertencentes à Categoria Correlação DEPRESSÃO/SUICÍDIO

15 1. APRESENTAÇÃO: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir da década de 1990, a depressão vem ocupando uma posição de destaque, no rol dos problemas de saúde coletiva; sendo considerada a quarta de todas as doenças mais onerosas, em todo o mundo. Desde o seu surgimento vem sendo conceituada e classificada de modo diferente, adotando parâmetros, autores e escolas distintas, suscitando controvérsias com relação ao termo. No senso comum, o termo designa alterações psicológicas simples e perturbações psiquiátricas graves, a flutuações de humor ou de caráter. Pode designar tanto um estado afetivo normal quanto um sintoma, uma síndrome, uma doença ou várias doenças (Coutinho, 2005). De acordo com Paim (1983), nos estados depressivos, as funções psíquicas encontramse perturbadas em seu conjunto. Os sintomas mais destacados são: a tristeza vital, a angústia e a inibição da psicomotricidade. Entretanto, afirma o autor, ao lado desses sintomas axiais, os enfermos deprimidos se queixam de um sentimento de impotência psíquica, que os impede de realizar as suas tarefas habituais, diminuição da capacidade de concentração e enfraquecimento da vontade. A memória se encontra comprometida em suas capacidades de fixação e de evocação. Na maioria dos casos, os pacientes revelam redução da atividade voluntária: permanecem quase sempre sentados ou deitados, numa atitude de inércia, com a fisionomia triste, abatida e contraída; revelando uma expressão de profundo sofrimento. Nos casos mais acentuados, a expressão fisionômica reflete tristeza, inquietação e grande ansiedade. A depressão emerge como resultante de uma inibição global da pessoa que afeta a função da mente, altera a maneira como a pessoa vê o mundo, sente a realidade, entende as coisas e manifesta suas emoções. Deste modo, segundo Camon (2001), é considerada uma 15

16 doença do organismo como um todo, que compromete o ser humano na sua totalidade, sem separação entre o psíquico, o social e o físico. Assim como a depressão, o suicídio vem sendo considerado um grave problema de Saúde Pública, uma vez que representa uma questão que se agrava a cada dia, traduzindo-se em índices extremamente significativos. Dados da OMS (2000), mostram que a taxa mundial de suicídio é estimada em torno de 16 por 100 mil habitantes, com variações conforme sexo, idade e país. Estima-se que as tentativas de suicídio sejam 20 vezes mais freqüentes que os suicídios consumados. Conforme Prieto e Tavares (2005), observou-se um aumento de 60% nos índices de suicídio nas ultimas décadas, considerando-se os dados do mundo inteiro. A morte por suicídio passou a ocupar a terceira posição entre as causas mais freqüentes de falecimento na população entre 15 e 44 anos de idade em alguns paises. Atualmente, segundo a OMS, os jovens representam o grupo de maior risco em 30 paises. A taxa oficial de mortalidade por suicídio, no Brasil, é estimada em 4,1 por 100 mil habitantes, para a população como um todo; estando, para o sexo masculino, em torno de 6,6 por 100 mil e para o sexo feminino, em 1,8 por 100 mil. Tanto o suicídio como a depressão, é uma realidade que nos cerca, mas que possui um caráter mascarado, visto que seus dados não são totalmente confiáveis, devido a preconceitos e tabus relacionados a essa temática. Para Cassorla (1998), as estatísticas sobre os atos suicidas são falhas e subestimadas, e isso se deve a vários fatores, que incluem desde dificuldades de conceituação até aspectos sócio-culturais. De acordo com Silva e Boemer (2006), o ato suicida tem como característica ser clandestino, ou seja, sem testemunhos, dissimulado, ocorrendo como se estivesse transgredindo regras expressas por nossa sociedade capitalista, na qual a morte é banida, não enfrentada e evitada. 16

17 Neste estudo, suicídio é entendido como o ato de pôr um fim à própria vida, a exemplo do que preconiza Durkheim (2003), que define esse fenômeno como todo o caso de morte que resulta direta ou indiretamente de um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, ato que a vítima sabia dever produzir esse resultado (p.15). Apesar da inexistência de estudos comprobatórios sobre a relação entre o transtorno depressivo e a ideação suicida, sabe-se que dentre os fatores psiquiátricos associados ao suicídio, em primeiro lugar está à depressão, alteração afetiva predominante no ato suicida, desde sua ideação, intenção, até o suicídio de fato (Ballone, 2003). Para o desenvolvimento do presente estudo utilizou-se o aporte teórico/metodológico da Teoria das Representações Sociais (TRS), desenvolvida pelo francês Serge Moscovici, partindo-se do pressuposto de que o grupo pesquisado, no caso os estudantes de Psicologia, têm um conhecimento socialmente construído que os permite elaborar um conhecimento prático acerca da depressão e do suicídio. Estudar essas temáticas na perspectiva das Representações Sociais significa analisá-las não apenas através dos aportes teóricos, normativos e científicos, mas com vista a um novo olhar, voltado para a construção de um conhecimento prático e compartilhado por um determinado grupo de pertença. Sendo assim, será possível perceber como essas representações emergem, os significados e as relações que estabelecem entre si, e em que medida uma determina a outra (Coutinho, 2005). Este estudo desenvolve-se em seis capítulos. O primeiro refere-se à Delimitação do Problema, cuja finalidade é de contextualizar as temáticas introdutórias, justificando assim, a relevância e o alcance da presente pesquisa, bem como apresentar os seus objetivos. O segundo e o terceiro capítulos dizem respeito à Fundamentação Teórica, sendo que aquele apresenta a temática da depressão, enquanto este aborda o comportamento suicida e a relação existente entre estes dois fenômenos. 17

18 No quarto capítulo é apresentado o aporte teórico que fundamenta a presente pesquisa, a Teoria das Representações Sociais, enfatizando a abordagem dimensional e estrutural existentes. No quinto capítulo é descrito o Percurso Metodológico, no qual se encontra delineado todo procedimento que envolve a amostra, o campo de investigação, os instrumentos utilizados e as etapas do processo de análise. O sexto capítulo apresenta os Resultados e Discussão dos Dados, bem como as Considerações Finais. 18

19 CAPÍTULO I DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA 19

20 CAPÍTULO I Delimitação do Problema A depressão, na sociedade contemporânea, vem se apresentando de forma bastante significativa, configurando índices bastante elevados. Esse transtorno ocasiona um sofrimento psíquico que interfere, significativamente, na diminuição da qualidade de vida, na produtividade e incapacitação social do indivíduo, atingindo desde crianças até pessoas idosas, rompendo barreiras de idade, classe sócio-econômica, cultura, raça e espaço geográfico (Coutinho et al, 2003). De acordo com a Organização M undial de Saúde (OMS), a depressão ocupa uma posição de destaque no rol dos problemas de Saúde Pública, possuindo uma prevalência de 17% em toda a vida. Segundo Versiani (2004), embora possa ocorrer em episódios de longa duração ou apenas uma vez na vida de uma pessoa; a depressão é considerada uma doença crônica, mais incapacitante que males como diabetes ou insuficiência cardíaca. O Ministério da Saúde afirma que a depressão acomete, ao longo da vida, entre 10% e 25% das mulheres e entre 5% e 12% dos homens (Brasil, 2006). Assim como a depressão, o comportamento suicida vem sendo considerado um sério problema de Saúde Pública, despertando interesse de pesquisadores no campo das mais diferentes ciências. Fenômeno complexo, o suicídio configura um assassinato, onde vítima e agressor são a mesma pessoa. Dutra (2002), define-o como o desejo consciente de morrer e a noção clara de que o ato executado pode resultar nisso. Conforme Botega (2007), em termos globais, a mortalidade por suicídio aumentou 60% nos últimos 45 anos. Nesse período, os maiores coeficientes de suicídio mudaram de faixa, da população idosa para a jovem. 20

21 Entretanto, sabe-se que as estatísticas sobre os atos suicidas são falhas e subestimadas, pois o número de suicídios que consta nas estatísticas oficiais é extraído das causas de morte assinaladas nos atestados de óbito. Porém, esses atestados nem sempre são confiáveis, uma vez que a família e a própria sociedade comumente pressionam para que a causa seja falsificada. De acordo com Cassorla (1998), certamente, a subestimação estatística é mais intensa quando se trata de crianças e adolescentes, em que os atos autodestrutivos são negados ou até escondidos pela família, diante de maiores sentimentos de culpa e/ou vergonha pelo ato. Além disso, como destaca Cassorla (1992), uma grande proporção de suicídios é confundida com acidentes, principalmente, quando se trata de crianças e adolescentes. Outro fator complicador, nas estatísticas, é que não existem meios de verificar os suicídios inconscientes, dentre eles os acidentes e as doenças. Diferentemente de outros sintomas, como por exemplo, a ansiedade, poucos estudos objetivam relacionar a ocorrência do suicídio e da depressão. Entretanto, sabe-se que, freqüentemente, existem pensamentos sobre a morte, nos quadros depressivos. Trata-se não apenas da ideação suicida típica, mas, sobretudo, da preferência em estar morto a viver desse jeito (Ballone, 2005). Os estudantes universitários, sempre foram considerados colaboradores da ciência, participando de várias pesquisas, nas mais diferentes áreas, tanto como participantes, opinando acerca dos mais variados objetos sociais, quanto alvo, ele próprio, de investigação. Recentemente, porém, os universitários têm despertado outro tipo de interesse nos pesquisadores, no que diz respeito à saúde e à qualidade de vida dessa população. Uma pesquisa realizada pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), por meio do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), revelou que 39% dos estudantes das 21

22 instituições federais de ensino superior (Ifes) passam por alguma dificuldade emocional. Segundo o diagnóstico, realizado pelo psicólogo Marcelo Tavares, professor da Universidade de Brasília (UnB), dos 39% de alunos com crises psicológicas, pelo menos 5,5% faz uso de medicação psiquiátrica e 24% já procuraram ajuda psicológica. Além disso, estima-se que entre 10 a 20% dos estudantes das universidades federais estejam em processo agudo de crise, que requer apoio psicológico imediato. De acordo com Figueiredo e Oliveira (1995), o estudante, ao ingressar na universidade, passa por situações de crise acidentais, uma vez que sai do seu ambiente familiar e se depara com um mundo desconhecido, podendo viver vários conflitos. Isto, afirmam as autoras, gera um desequilíbrio emocional, decorrente da insegurança surgida nessas novas relações. A não superação dessa crise, decorrente da não-adaptação às novas vivências ou ao novo ambiente, poderá se constituir para o aluno em um fator causador de estresse, gerando problemas orgânicos, dificuldades de relacionamento, baixa produtividade escolar, angústias, estados de depressão e, em situações mais acentuadas, ocorrer perda do interesse pela vida, que o leva ao suicídio. O ingresso no ensino superior, conforme preconiza Almeida (2005), marca o início da transição para o mundo do trabalho, assim como a autonomia própria do jovem adulto. Este processo tem lugar numa fase importante do desenvolvimento psicossocial do estudante, uma vez que as suas preocupações e problemáticas são muitas vezes um espelho de dificuldades na resolução de tarefas normativas de desenvolvimento, características da transição da adolescência para a fase adulta. Conforme Cardoso et al (2004), o jovem adulto tem um grande desafio na construção final da sua personalidade, e é com a entrada no ensino superior que essa construção atinge o ponto crucial. Nessa fase da vida, destacam os autores, é atribuído um novo papel ao jovem, que envolve ao mesmo tempo poder e responsabilidade, exigindo do estudante grande nível 22

23 de maturidade para poder responder aos desafios que lhes são postos a nível acadêmico sem se desviar de seus objetivos pessoais. Os profissionais da saúde, dentre eles o da Psicologia, durante o curso de graduação, são preparados para cuidar, proporcionar bem-estar, salvar vidas. Palavras como depressão e suicídio, quando mencionadas, apenas é correlacionado ao aspecto clínico do tratamento. A temática é tratada de forma técnica, sem que os sentimentos a ela relacionados sejam abordados, mesmo quando esses fenômenos se tornam realidade (Igue, Rolim e Stefanelli, 2002). No que diz respeito à formação do profissional de saúde, em especial a do psicólogo, Dutra (2000) afirma que nem sempre os estudantes recebem uma formação adequada para se trabalhar com a morte, principalmente com as condutas autodestrutivas, demonstrando inabilidades para lidar com pacientes suicidas. Dessa maneira, percebe-se a necessidade de se conhecer as representações que os universitários do curso de Psicologia possuem acerca de temas como a depressão e o suicídio. Foi utilizado para tanto, a abordagem da Teoria das Representações Sociais (TRS), partindose do pressuposto de que esse grupo possui um conhecimento socialmente partilhado acerca das citadas temáticas, que os permite elaborarem um conhecimento prático em relação a elas. Segundo Moscovici (1978), a Teoria das Representações Sociais implica em compreender a realidade e sua interação com os outros. A presente pesquisa, relevante para o campo da Psicologia Social e para as ações que atendam aos problemas associados à qualidade de vida, no contexto universitário; pretende desenvolver os seguintes objetivos: 23

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