PONTO 1: Nacionalidade PONTO 2: Direitos Políticos. NACIONALIDADE - ART.12 CF: faz parte de um núcleo de direitos fundamentais.

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1 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PONTO 1: Nacionalidade PONTO 2: Direitos Políticos NACIONALIDADE - ART.12 CF: faz parte de um núcleo de direitos fundamentais. Conceito: (Paulo Bonavides) é vínculo jurídico, político, declaração de direitos, a partir do art. 12 da CF. O conceito surge a partir do séc. XVIII (era das revoluções). A fonte de Nacionalidade vem do LIBERALISMO. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o presidente que mais lutou pela nacionalidade. Para nacionalidade povo e cidadão não tem diferenciação. Os artigos 14 e 15 CF fazem diferenciação. Povo e cidadão são assimétricos. Povo tem menos valor que o cidadão. CIDADANIA arts e 15 2 da CF (é o direito político ativo (eleitor) e passivo (representantes). POPULAÇÃO: tem a marca da nacionalidade. Ambos têm o direito de igualdade. Ex: estrangeiro possui direito a igualdade, mas não tem direito a cidadania. NAÇÃO: é o espaço cultural em que vivemos. Valores abstratos que estão dentro da CF. Ex. 3º do art. 12 CF 3. 1 Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I - plebiscito; II - referendo; III - iniciativa popular. 2 Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; II - incapacidade civil absoluta; III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII; V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, 4º. 3 Art. 12. São brasileiros: 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados;

2 2 CIDADÃO: aquele que tem a plenitude da nacionalidade. Pode votar e ser votado. É a parte política da constituição. BRASILEIRO NATO (Art. 12, inciso I da CF 4 ) -ORIGINÁRIO - a vontade do brasileiro é unilateral não podendo modificar as cláusulas duras (petreas) da constituição. III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática; VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999) 4 Art. 12. São brasileiros: I - natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 54, de 2007) II - naturalizados:> a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.(redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição.(Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 2º - A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição. 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados;

3 3 As alíneas do art. 12 da CF determinam: a filhos de estrangeiros devem nascer em território nacional, pais não podem estar a serviço de seu país. b - filhos brasileiros nascidos no estrangeiro quando o pai ou mãe a serviço do Brasil. c filhos de brasileiros registro em órgão competente jus solis por analogia (embaixada brasileira)(saiu do texto constitucional após a ECR nº 03/94), ou vier a residir no Brasil (depois da maioridade)(saiu do texto constitucional após a ECR nº 03/94) a qualquer tempo, declarando a manifestação de vontade. c filhos de brasileiros registro em órgão competente jus solis por analogia (embaixada brasileira)(arrumou o texto constitucional após a EC nº 54/07), ou vier a residir no Brasil (depois da maioridade)(arrumou o texto constitucional após a EC nº 54/07) a qualquer tempo, declarando a manifestação de vontade. Congresso de Viena de 1992/48 é a ratificação da carta de direitos universais do homem. Os países assumiram a obrigação de não criar dificuldades ou impedimentos para que as pessoas adquirissem vínculos jurídicos com seu país. Surgindo a ECR nº 03/94. Ampliando a possibilidade de quem não é brasileiro virar se respeitadas as exigências. II (do art. 12 da CF) brasileiros naturalizados (secundário) III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática; VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da Defesa(Incluído pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999) 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional; II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)

4 4 a -(do inciso II do art. 12 da CF) nacionalidade secundária (comum) L 6815/80 para os que nasceram em países de língua portuguesa devendo provar residência ininterrupta por 1 ano, condição ilibada moral (é totalmente subjetivo analisado caso a caso ficando nas mãos do intérprete e não é direito público subjetivo por se tratar de expectativa de Direito, cabendo ao Presidente, em caso de divergência, dizer L 818/49, art ). b - (inciso II, art. 12 da CF) Secundária Extraordinária quinzenária + (é mais, e não 15) 15 anos, não tiver sofrido condenação penal DIREITO PÚBLICO SUBJETIVO. O presidente só deverá entregar o título, não podendo decidir. 1º - ( art. 12 da CF) português tem uma quase nacionalidade que estabelece o princípio da reciprocidade (o que pode em Portugal pode no Brasil). Não há referência a tempo. 2º - (art. 12 da CF) discriminação = rol exemplificativa 3º - (art. 12 da CF) discriminação = rol exemplificativa Art. 5º, LI 6, (art. 12, II, 2º, 3º), art ambos da CF, todos discriminam sobre nacionalidade não sendo possível modificar por lei sendo a CF taxativa. Presidente e vice, presidente da câmara, ministro do STF, carreira diplomática, oficiais da forças armadas (exército, marinha ou aeronáutica), ministro da defesa só brasileiro nato. Ambos têm a PLENITUDE DA CIDADANIA (DIREITOS POLÍTICOS). 4º, I, (do ART. 12 CF) Perda da nacionalidade SANÇÃO por sentença que transitou em julgado para brasileiro naturalizado. Quem devolve a nacionalidade perdida por sentença com transito em julgado em ação rescisória é o presidente. L818/49, art. 36, inciso III. O prazo para ingresso da ação rescisório é de 2 anos após o transito em julgado da sentença de perda da nacionalidade. 5 Art. 36. O brasileiro que, por qualquer das causas do art. 22, números I e II, desta lei, houver perdido a nacionalidade, poderá readquirí-la por decreto, se estiver domiciliado no Brasil. 1º O pedido de reaquisição, dirigido ao Presidente da República, será processado no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, ao qual será encaminhado por intermédio dos respectivos Governadores, se o requerente residir nos Estados ou Territórios. 2º A reaquisição, no caso do art. 22, nº I, não será concedida, se apurar que o brasileiro, ao eleger outra nacionalidade, o fêz para se eximir de deveres a cujo cumprimento estaria obrigado, se se conservasse brasileiro. 3º No caso do art. 22, nº II, é necessário tenha renunciado à comissão, ao emprego ou pensão de Governo estrangeiro. 6 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; 7 Art A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)

5 5 II, (do 4º, art. 12 CF) Brasileiros natos perdem a nacionalidade quando adquirirem nova nacionalidade: ** ROL TAXATIVO** a (II do 4º, art. 12 CF) quando a lei estrangeira reconhecer a nacionalidade originária. b (II do 4º, art. 12 CF) quando a lei estrangeira origina para a manutenção do Brasil ou para direitos civis. Art. 14 CF CIDADANIA: I- PLEBISCITO* II- REFERENDO* III- INICIATIVA POPULAR* - L ART. 61, 2º CF 8. Não admite votação. São exceções os incisos I, II, e III do art. 14 CF (representação direta), pois a regra é que o titular do poder é o povo através de seus representantes (representação indireta). No caso de tais exceções a natureza da DEMOCRACIA semi-direta ou semi-indireta (posição do STF). Regras do PLEBISCITO E REFERENDO admitem votação L 9709/98 ARTS. 1º 9 e 2º Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. 9 Art. 1 o A soberania popular é exercida por sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, nos termos desta Lei e das normas constitucionais pertinentes, mediante: I plebiscito; II referendo; III iniciativa popular. 10 Art. 2 o Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa. 1 o O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. 2 o O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.

6 6 O que têm em comum entre plebiscito, referendo e iniciativa popular? o cidadão participa, desde que, em PLENITUDE DE DIREITOS POLÍTICOS. EX: quem está com direitos políticos suspensos e o menor de 16 anos não podem participar do plebiscito, referendo ou iniciativa popular. INICIATIVA POPULAR: faz parte do processo legislativo de escolha por parte do cidadão de um projeto de tema que poderá vir lei complementar ou lei ordinária. Não há proibição expressa na constituição de que iniciativa popular não sirva para projeto de EC, mas não pode, sob pena de mutação constitucional **(Mutação constitucional: dar sentidos diferentes ao mesmo texto normativo). Mínimo de 1% do total do eleitorado representando pelo menos 5 Estados, dentro deste 5 Estados pelo menos 0,3% do eleitorado de cada um deles. Art. 60 CF 11 autores do projeto de Emenda Constitucional. Proposta nasce 1/3 dos Deputados OU 1/3 dos Senadores, mais da ½ das assembléias legislativas do nosso país. Sendo 27 assembléias a ½ seria 13,5 então, o STF pacificou como 14 Estados. Art. 61, 2º 12 CF. 11 Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal; II - do Presidente da República; III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros. 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio. 2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros. 3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem. 4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I - a forma federativa de Estado; II - o voto direto, secreto, universal e periódico; III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. 5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. 12 Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal

7 7 popular. O STF entendeu que por não constar no art. 60 CF EC não pode por iniciativa i i ( professor) Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição. 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

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