SÚMULA VINCULANTE E SEUS REFLEXOS JURIDICOS

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1 FERNANDO SIQUEIRA GUIMARÃES SÚMULA VINCULANTE E SEUS REFLEXOS JURIDICOS Trabalho de Monografia apresentado à Universidade Católica de Brasília como exigência parcial para aprovação na disciplina monografia, sob a orientação do Professor Msc. Marcos Bemquerer Costa. Brasília 2005

2 FERNANDO SIQUEIRA GUIMARÃES SÚMULA VINCULANTE E SEUS RELFLEXOS JURÍDICOS: Monografia apresentada à Banca examinadora da Universidade Católica de Brasília como exigência parcial para obtenção do grau de bacharelado em Direito sob a orientação do Professor Msc. Marcos Bemquerer Costa. Aprovado pelos membros da banca examinadora em / /, com menção ( ). Banca Examinadora: Presidente:Msc. Marcos Bemquerer Costa Universidade Católica de Brasília Integrante: Prof. Universidade Católica Brasília Integrante: Prof. Universidade Católica Brasília

3 Dedico o presente trabalho a minha filha, e especialmente a minha querida esposa, por estarem sempre presentes em minha vida, tornado-a mais feliz.

4 Agradeço aos meus pais, Irene e Gener pelo insubstituível auxílio na condução da minha vida pessoal e profissional. Que Deus os fortaleçam todos os dias!

5 De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimarse da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa

6 RESUMO GUIMARÃES, Fernando Siqueira. Súmula Vinculante e Seus Reflexos Jurídicos Nº de folhas f. Trabalho de conclusão de curso de graduação - Faculdade de Direito, Universidade Católica de Brasília, Taguatinga, O presente trabalho monográfico versa a introdução da Súmula Vinculante de uso exclusivo do Supremo Tribunal Federal no sistema jurídico brasileiro, após a promulgação da Emenda Constitucional Nº 45, de 31 de dezembro de Com o escopo de realizar uma análise minuciosa dos seus reflexos jurídicos, confrontando a opinião de grandes autores sobre o assunto, este trabalho demonstra que o Supremo Tribunal Federal já editava decisões com efeito vinculante, Como também, pretende-se com este, decantar analiticamente o contexto social e político que receberá esse novo instituto, com a promessa de dar celeridade à prestação jurisdicional, proporcionando ao jurisdicionado maior segurança, eficiência, igualdade e legalidade. Palavras-chave: súmula, súmula vinculante, efeito vinculante, Supremo Tribunal Federal.

7 ABSTRACT GUIMARÃES, Fernando Siqueira. Stare Decisis and its Legal Reflections Graduation conclusion work Law School, Catholic University of Brasília, Taguatinga, The present monograph concerns with the introduction of the Stare Decisis of exclusive use of the Supreme Court of Brazil in the brazilian legal system, after the enactment of the Constitutional Amendment n. 45, on December 31st, With the purpose of making a detailed analysis of its legal reflections, by confronting great authors on the subject, this work demonstrates that the Supreme Court of Brazil has already published decisions with binding effect. Also, it aims to analytically examine the social and political contexture that will receive this new institute, which promises to speed up jurisdictional service, providing the citizen a greater amount of security, efficiency, equality and legality. Key words: abridgment, stare decisis, binding effect, Supreme Court of Brazil.

8 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABREVIATURAS Art. por artigo Id por idem Ibid por ibidem Cf. por confronte ou confira Obs. por observação SIGLAS ADC Ação Direta de Constitucionalidade ADI Ação Direta de Inconstitucionalidade ADPF Ação Direta de Preceito Fundamental CPC Código de Processo Civil CPP - Código de Processo Penal EC Emenda Constitucional LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal MPO - Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão STF - Supremo Tribunal Federal STJ - Superior Tribunal de Justiça TST Tribunal Superior do Trabalho

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 19 Capítulo 1-21SÚMULA E SÚMULA VINCULANTE Breve Relato Histórico Conceito de Súmula Conceito de Súmula Vinculante Da necessidade de mudança A Súmula vinculante no direito comparado 27 CAPITULO 02 - DOS REFLEXOS JURIDICOS O engessamento do judiciário Sumula Vinculante e a Separação dos Poderes Sumula Vinculante e o Livre Convecimento Motivado Jurisprudência e a Sumula Vinculante Da súmula vinculante e o duplo grau de jurisdição 41 Capítulo 3 - DOS BENEFÍCIOS DA SUMULA VINCULANTE Súmula vinculante e os principios de igualdade e legalidade Súmula vinculante e o controle difuso de constitucionalidade Do impedimento de recursos protelatórios 46 CAPÍTULO 4 - DA RECLAMAÇÃO Conceitos e requisitos da Reclamação Cautela no uso de Súmula 52 CONCLUSÃO 53 REFERÊNCIAS Erro! Indicador não definido.

10 INTRODUÇÃO O presente tema cerca-se de demasiada importância devido à amplitude da alteração Constitucional realizada pela emenda Nº45. Pois esta, trouxe consigo a reforma do Poder Judiciário, a qual se esperou quase treze anos para se concretizar. Com uma nova perspectiva ao Poder Judiciário, principalmente pela possibilidade do STF editar Súmula com efeito vinculante para os demais órgãos judiciários e o Poder Executivo. Como também, a introdução do Conselho Nacional de Justiça como um órgão não jurisdicional, com atribuição para realizar a atividade de fiscalização e correicional de todo o Poder Judiciário. Sendo estas as duas principais alterações da Reforma do Judiciário. Este trabalho fará minuciosa análise da súmula vinculante e de seus efeitos em nosso ordenamento jurídico, considerando que a prestação da justiça será alterada veemente após a edição da primeira súmula. Está alterará significativamente princípios constitucionais, como a independência e a harmonia dos poderes, o duplo grau de jurisdição, o livre convencimento motivado, o devido processo legal, etc. Nessa linha, a reforma fomenta discussões e polêmicas sobre o papel do poder Judiciário perante os demais poderes e a sociedade. Pois, sua absurda morosidade, seus paradigmas e seu gasto processual, fazem o Brasil ser alvo de críticas internacionais. Dificultando assim, o investimento externo, ou provocando um entrave na economia interna pela falta de posição jurisdicional no conflito de uma lide, perdurando processos por dez ou até vinte anos. Atinente a esse tema, deve ser palco de discussão qual Poder está prestando o seu mister de forma eficiente, produtiva e condizente com a necessidade brasileira. Pois o Legislativo, ainda recebe notificação através de ADI (ação direta de inconstitucionalidade) por Omissão, ou por mandado de injunção, para elaborar norma que sofre amargamente pela mora legiferante. O código civil que demorou vinte anos para ser sancionado, ou até a própria reforma do Judiciário que demorou treze anos para ser promulgada, e ainda a parte da PEC 29/2000, que aprovada no Senado, retornou à Câmara para

11 reapreciação, podendo ser inserida no Texto Constitucional como súmula impeditiva de recurso. Sendo assim, não está conclusa a reforma. O Poder Executivo sempre terá seus opróbrios e suas mazelas na área da educação, saúde, e principalmente na segurança, etc. Desta forma, verificamos a morosidade, ineficiência, inoperância e falta de estrutura dos três poderes. Neste trabalho analisaremos tais adjetivos no Poder Judiciário, com o escopo de verificar se a Súmula Vinculante poderá amenizar essa terrível aflição que perpassa o Estado Constituído. Perpassando principalmente pela competência do STF, como nossa Corte Constitucional, e único órgão habilitado a editar uma diretriz jurisprudencial normativa.

12 Capítulo 1 SÚMULA E SÚMULA VINCULANTE 1.1 Breve Relato Histórico Provavelmente o ponto mais controvertido, antagônico e polêmico da reforma introduzida pela EC-45/2004, é o das súmulas vinculantes. Esse é um velho tema recorrente toda vez que se cuida da reforma do Judiciário. É a questão da adoção oficial de uma interpretação fixa, que se impunha a todos, e que foi objeto de larga discussão durante o império. José Afonso da Silva reponta o início da idéia no Brasil da mais alta instância Jurisdicional editar algo que vinculasse os demais órgãos: Desta forma é que José Thomaz Nabuco de Araújo apresentou um projeto, em 1843, conferindo ao mais alto tribunal do Império o Supremo tribunal de justiça, o direito de julgar definitivamente as causas em que concedesse revista, porque para ele, era uma anomalia que um tribunal inferior pudesse julgar, em matéria de direito, o contrário do tinha decidido o primeiro tribunal do Império. 1 O insigne autor acima cita Joaquim Nabuco 2 para explicar que em 1855, a Seção do Conselho Justiça de Estado, em face de arestos (decisões) contraditórias dos tribunais inferiores, lembra a conveniência de uma medida legislativa no sentido de estabelecer uma interpretação com força dos antigos 1 SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 24º ed. São Paulo: Malheiros, p Idem Ibidem, p.564. Apud. O Autor faz referência a Joaquim Nabuco. Um Estadista do Império. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1975.

13 assentos na Casa de Suplicação 3. Houve até parecer que aconselhava a proposta de uma lei que autorizasse o conselho de Estado a dar autêntica interpretação às leis, o que foi repelido pela maioria esmagadora do próprio conselho, com argumentos de que a interpretação autentica de lei não poderia, sem subversão do principio do direito público, pertencer senão ao poder Legislativo. Cabendo assim a interpretação doutrinária inteira, e, necessariamente ao magistrado, na aplicação de lei aos fatos, e é por isso que os assentos são vedados aos nossos tribunais. 4 O conceito de assentos, oferecido por João Mendes Junior como distinção dos arestos, nos ajuda a entender sua versão moderna revestida nas súmulas vinculantes: Não confundamos os arestos com os assentos. Os assentos são atos do poder Judiciário, não resolvem litígios hic et nunc, isto é, são determinações sobre a inteligência das leis, quando na execução delas ocorrem duvidas manifestadas por julgamentos divergentes: os arestos são casos julgados entre certas e determinadas partes litigantes. Os assentos associam o Poder Judiciário ao Poder Legislativo, ao passo que os arestos mantêm o Poder Judiciário na esfera de suas atribuições: os assentos são leis, ao passo que os arestos são simples exemplos que podem ser seguidos ou não em casos semelhantes e que não obrigam senão às próprias partes. 5 Os mesmos conceitos e distinções poderiam ser feitos hoje, guardando as devidas proporções, em relação aos julgados, as jurisprudências e às súmulas vinculantes. Observa-se que à época houve muita discussão acerca do tema, tal a sua importância para ser realmente constituída. 3 Cf. SILVA, José Afonso da. Curso... Op. cit. p. 564 e Idem, ibid., p Idem, ibid., p.565.

14 1.2 Conceito de Súmula Para conceituar a Súmula é necessário observar a opinião e o entendimento de vários autores (as), sendo um deles Sérgio Sérvulo da Cunha:...as súmulas são enunciados que, sintetizando as decisões assentadas pelo respectivo tribunal em relação a determinados temas específicos de sua jurisprudência, servem de orientação a toda a comunidade jurídica. 6 Em seu Dicionário Jurídico, Maria Helena Diniz 7 apresenta o significado de súmula como sendo um conjunto de teses jurídicas reveladoras da jurisprudência predominante no tribunal, traduzidas em forma de verbetes sintéticos numerados. Resumos de decisão judicial colegiada. O eminente filólogo De Plácido e Silva 8 explica que a origem da palavra vem do latim summula, caracterizando resumo, epítome, breve. Condensação de vários acórdãos do mesmo tribunal, que adotem idêntica interpretação de preceito jurídico em tese, ementa de sentenças ou acórdão. Para Marcus Cláudio Acquaviva 9 é de ordem latina summula, que significa sumário, resumo. Ementa reveladora da orientação jurisprudencial de um tribunal papa casos analógicos. A respeito das súmulas, dispõe o regimento interno do Supremo Tribunal Federal que a jurisprudência assentada será compreendida na forma de Súmula do mesmo. A inclusão de enunciados na Súmula, bem como a sua alteração ou cancelamento, será discutida pelo Plenário, quando obtiver maioria absoluta. É de 6 Cf. SILVA, José Afonso da. Curso... Op. cit. pág DINIZ, Maria Helena. Dicionário Jurídico. Vol. 4, 1ª ed. São Paulo: Saraiva, SILVA, De Plácido. Vocabulário Jurídico. Rio de Janeiro: Editora Forense, ACQUAVIVA, Marcus Cláudio. Dicionário Jurídico Brasileiro Acquaviva. 11 ed. São Paulo: Editora Jurídica, 2000.

15 grande valia a utilização de súmula, pois não é necessário realizar nenhum outro tipo de referência. E qualquer dos Ministros pode propor a revisão da súmula. O emérito Prof. Evandro Lins e Silva, tentando demonstrar a evolução histórica, já se aproximando do que nós temos e entendemos por súmula vinculante, o renomado autor relata: Súmula foi à expressão de que se valeu Victor Nunes Leal, nos idos de 1963, para definir, em pequenos enunciados, o que o Supremo Tribunal Federal, onde era um dos seus maiores ministros, vinha decidindo de modo reiterado acerca de temas que se repetiam amiudadamente em seus julgamentos. Era uma medida, de natureza regimental, que se destinava, primordialmente, a descongestionar os trabalhos do tribunal, simplificando e tornando mais célere a ação de seus juízes. Ao mesmo tempo, a Súmula servia de informação a todos os magistrados do País e aos advogados, dando a conhecer a orientação da Corte Suprema nas questões mais freqüentes. Houve críticas e resistências à sua implantação sob o temor de que ela provocasse a estagnação da jurisprudência ou que pretendesse atuar com força de lei. Seu criador, Victor Nunes, saiu a campo e, em conferências proferidas na época, explicou e deixou bem claro que a Súmula não tinha caráter impositivo ou obrigatório. Ela era matéria puramente regimental e podia ser alterada a qualquer momento, por sugestão dos ministros ou das partes, através de agravo contra o despacho de arquivamento do recurso extraordinário ou do agravo de instrumento. 10 O ilustre autor demonstra neste breve histórico que à época houve resistência e críticas a esse novo instituto jurídico. Algo natural, tendo em vista que o novo sempre gera certo estranhamento, e conclui seu entendimento: A Súmula é um valioso instrumento, que pode ser invocado pelos advogados como elemento de persuasão, mas não vincula nem mesmo os juízes de primeiro grau. Único sobrevivente dos ministros presentes à sessão de sua criação, reivindico o conhecimento da sua origem, da sua razão de ser, da sua finalidade e das suas limitações. 11 Com isso, retira-se que as súmulas são entendimentos firmados pelos tribunais, observando reiteradas decisões de uma tese jurídica idêntica sobre 10 SILVA, Evandro Lins e. Crime de hermenêutica e súmula vinculante. In Revista Consulex nº 5 de 31/5/ Ide ibidem, p. 40.

16 determinado tema específico de sua competência. Resolvem assim editar uma súmula, de forma a demonstrar qual o entendimento da Corte Suprema sobre o tema, e que servem como uma linha de ação, um referencial não obrigatório a todo o mundo jurídico. 1.3 Conceito de Súmula Vinculante Segundo definição de Maria Helena Diniz, súmula vinculante seria:... àquela emitida por Tribunais Superiores (STF, STJ, TST, STM, TSE) após reiteradas decisões uniformes sobre um mesmo assunto, torna obrigatório seu cumprimento pelos demais órgãos do Poder Judiciário. 12 Na opinião da eminente doutrinadora todos os tribunais superiores e a Corte Constitucional poderiam expedir a Súmula Vinculante, porém a reforma Constitucional 13 não disciplinou desta forma. A reforma deixou este imperioso fardo de editar súmula vinculante exclusivamente ao STF 14, que poderá de ofício ou por provocação, mediante 12 Cf. DINIZ, Maria Helena. Dicionário... Op. cit. p A Emenda Constitucional Nº45, disciplinou a aplicação da Súmula vinculante, no Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços do seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. 14 A PEC 29/2000, que aprovada no Senado, retornou à Câmara para reapreciação, podendo ser inserido no texto Constitucional a Súmula impeditiva de recurso, com os futuros artigos 105-A e o 111-B, possibilitando o STJ e o TST, respectivamente, adotarem essa restrição para tolher a interposição de recurso de qualquer recurso contra a decisão que houver aplicado à referida Súmula.

17 decisão de 2/3 dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula, que a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta. Como também nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento na forma estabelecida em lei. A súmula vinculante terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública, que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. Independente da lei que deve ser promulgada com certa brevidade, a Constituição da República já autoriza que a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula vinculante, poderá ser provocada por aqueles que têm legitimidade para propor a ação direta de inconstitucionalidade (ADI). Quanto às súmulas já existentes, o STF pode pelo mesmo "quorum" de dois terços, seguido da publicação na imprensa oficial, rever suas atuais súmulas para ensejarem a estas o devido efeito vinculante, conforme art. 8 da EC.45. Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao STF que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou sem a apreciação da súmula, conforme o caso. Desta análise retira-se que permanece a súmula como orientação jurisprudencial, que será aprovada por maioria absoluta de seus membros. Entretanto para editar-se a súmula vinculante será necessário um quorum maior, que será de dois terços. Ou seja, o legislador constituinte derivado deixou clara a preocupação de ter um consenso maior entre os ministros do STF na edição deste ato com força normativa. O efeito vinculante já estava inserido em nosso ordenamento devido às ações de inconstitucionalidades (ADI) e as declaratórias de constitucionalidade (ADC). A Carta Política em seu art. 102, 2º assim preconiza:

18 As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. 15 Juntamente com ADI e ADC, e a ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental), figura-se entre as ações que possuem efeito vinculante e produzirão eficácia contra todos. Desta forma não há motivo para o receio do efeito vinculante devido a Corte Suprema já estar acostumada a cumprir esta tarefa árdua de realizar a guarda da Carta Fundamental, determinando o cumprimento de suas decisões a todos os órgãos do próprio poder e da administração pública. 1.4 Da necessidade de mudança E necessário alterar, mudar, para tentar acelera o Poder Judiciário, não muito longe do Poder Legislativo, como já relatamos, todos estão estagnados! Quanto ao Poder Judiciário a mora, a vagareza, a inoperância é mais perceptível, frustrante e arrebatadora gerando prejuízo estatal para a sociedade. A súmula se bem utilizada pode gerar bons frutos. 1.5 A Súmula vinculante no direito comparado Para o Alexandre de Morais 16 e outros renomados autores 17 a súmula vinculante foi à tentativa do legislador constituinte derivado, observando o modelo 15 BRASIL. Constituição (1988). Constituição da Republica Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva, MORAIS, Alexandre de. Direito Constitucional. 14º ed. São Paulo: Editora Atlas, 2003.

19 anglo-saxônico, o stare decisis, da expressão stare decisis et quieta non movere 18, onde o nosso exemplo são os Estados Unidos da América, em que as decisões da Corte Suprema são acatadas como regra por todo o sistema judiciário e pela administração pública. O Constitucionalista 19 retrata que na história Americana quando da utilização do Stare Decisis 20 fortaleceu aos Direitos Humanos, dentro da questão de segregação racial que consistia a separação de crianças com raças distintas nas escolas. A Corte Suprema americana garantiu o direito a igual proteção à lei, dizendo que a discriminação era inconstitucional contrariando vários interesses. O modelo Stare Decisis seria a política de direito anglo-saxão americana de decidir uma causa do mesmo modo que as causas anteriores foram decididas, tendo o dever de cumprir ou aderir aos casos julgados anteriormente. Conclui-se na teoria da unificação da jurisprudência. Para Candido Rangel Dinamarco 21, seria o quadrinômio que, no direito americano, se invoca em justificativa do sistema stare decisis, ou seja, igualdade-segurança-economia-respeitablidade. Nesse sentido Ministro Carlos Velloso entre outros renomados autores respaldam a utilização deste sistema:... no sistema judiciário norte-americano que garante aos indivíduos, de modo amplo, a tutela jurisdicional, todos os Tribunais estão vinculados às decisões da Suprema Corte, nos casos em iguais estados de fato em que à decisão da Suprema Corte foi tomada. Isso, sem dúvida, proporciona segurança jurídica Reforma do Judiciário Primeiras Reflexões... Op. cit., p Para Teresa Arruda Wambier o Brasil, já é em muitos aspectos, pode-se dizer que tem um sistema de inspiração romano-germânico e anglo-saxônico. Isto já ocorrer em outros pontos, em que as inovações introduzidas se inspiram no sistema norte-americano Mantenha a decisão e não se perturbe o que foi decidido 19 MORAIS Alexandre de. Op. cit., p MELLO, Maria Chaves de. Dicionário Jurídico. Português-Inglês Inglês-Português. 7 ª ed. Rio de Janeiro: Elfos, 1998, p Súmula Vinculante. Op. cit. p VELLOSO, Carlos Mário da Silva. Do poder judiciário: como torná-lo mais ágil e dinâmico efeito vinculante em outros temas. Revistas dos Tribunais, ano 6, nº 25, out./ dez p. 10.

20 Noutro enfoque, o emérito jurista Rodolfo Mancuso propõe que o sistema judiciário, a ser utilizado pelo país está ligado à eficácia da jurisprudência, em razão direta da família jurídica a que se liga cada país, conforme já escrevemos: assim é que nos países anglo-saxões, filiados à família da common low, predomina a regra do precedente judiciário - stare decisis et quieta non movere - de sorte que aí a jurisprudência vem ao proscênio, especialmente aquela extraída de casos mais relevantes ou originais que passam a servir de parâmetro para os lhe sejam assemelhados: tornam-se leading, binding ou authoritatives precedents. 23 A origem e o sistema a ser utilizado são de extrema importância para o seu correto funcionamento. No Brasil, o sistema stare decisis tende a ser muito eficiente devido o nosso judiciário ser piramidal, com Tribunais superiores para tratar de matérias específicas. E possibilitou ao Supremo Tribunal Federal 24, assim como à Corte Suprema Americana e à Câmara dos Lordes Inglesa a não-vinculação ad eternum a seus próprios precedentes, podendo, a partir de nossas provocações, reflexões e diversas decisões futuras, alterar a interpretação dada em matéria constitucional. 23 MANCUSO, Rodolfo de Camargo. Reforma do Judiciário Primeiras Reflexões... Op. Cit., p MORAIS, Alexandre de. Direito Constitucional Op. cit., p. 510.

21 CAPITULO 02 DOS REFLEXOS JURIDICOS 2.1 O engessamento do judiciário Como é notória a atual paralisação geral do Poder Judiciário, é imprescindível a mudança para se alcançar um mínimo de celeridade. Entretanto alguns doutrinadores quando opinam sobre a súmula vinculante aterrorizam os operadores do direito de que o STF realizará uma ditadura no em nosso ordenamento jurídico. O que seria a ditadura no direito Brasileiro? O STF exercendo a sua função legitimamente constitucional poderia determinar através de sumula vinculante, decisão extremamente inconstitucional, imoral e antidemocrática, pois a indicação dos Ministros (notório saber jurídico e reputação ilibada) é de faculdade política, do Presidente da República, juntamente com o Senado Federal. O poder Judiciário é necessariamente uma pirâmide, onde possui um órgão de cúpula, que deve interpretar a Constituição. Dessa forma, o STF poderia utilizar a súmula vinculante como uma arma contra o Estado Democrático de Direito e a separação dos poderes! Como alerta, Luis Flávio Gomes 25 posiciona-se contra a súmula afirmando que motivações ocultas com interesses estreitos, com a globalização da economia e dos mercados, já que os investidores teriam mais interesse no nosso mercado se 25 GOMES, Luiz Flávio. Súmulas Vinculantes e a independência judicial. Revista dos Tribunais. p. 11 a 42.

22 houvesse mais estabilidade. Se forem forças ocultas, não se sabe. Entretanto, é necessário estabilidade e igualdade nas decisões judiciais. Decisão de efeito vinculante não é algo novo para a Suprema Corte, observando que as decisões em sede de ação declaratória de constitucionalidade, juntamente com a ação direta de inconstitucionalidade e argüição de descumprimento de preceitos fundamentais já possuem efeito vinculante. O Supremo Tribunal Federal tem a necessária maturidade para dirimir esses conflitos. A ditadura já passou! Acreditamos que este argumento é inócuo e sem respaldo jurídico. Lembrando-se que é necessária a concordância de oito ministros para dar validade ao ato vinculante. Em suma, é um terror e um medo completamente desnecessário! É notória a força e o peso de editar a súmula, porém não é razoável, as partes em suas lides abusarem do seu direito de defesa, aproveitando-se da inércia e dificuldade do órgão judicante em não estabelecer uma linha de ação, onde predominará um consenso mínimo. Como mostra o Magistrado Agapito Machado, citando vários autores: Ricardo Fiúza que também não concorda com um dos principais argumentos usados contra a adoção da súmula vinculante, de que a medida implica na "hierarquização militar" do Judiciário. Não concordo com tal argumento, pois se um tribunal pode reformar ou cassar uma decisão de primeiro grau, por que não poderá o Supremo Tribunal estabelecer uma decisão definitiva Contrário à súmula vinculante, O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, acredita que o novo instrumento vai se transformar no rolo compressor da cúpula do Judiciário sobre a grande maioria dos juízes de primeiro e segundo graus, afirmando que a medida é um artifício que engessa por completo as decisões dos juízes das instâncias inferiores e que, com sua aprovação, "o Congresso cometeu um erro histórico contra a população brasileira. O Presidentes da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Jorge Maurique, e da Associação Nacional dos Magistrados na Justiça do Trabalho (Anamatra), Grijalbo Coutinho, também são contra a adoção da súmula vinculante. Segundo eles, a súmula concentra mais poderes na cúpula do Judiciário e quebra a independência e a liberdade do juiz na forma de julgar. Para Jorge Maurique, a súmula vinculante vai engessar os juízes de primeira instância. "A súmula é ruim, porque não permite que a questão judicial seja debatida nas instâncias ordinárias, indo direto à Corte Suprema". Também crítico da súmula, Grijalbo Coutinho acha que a sua aprovação foi "a medida mais drástica" da reforma do Judiciário. "Lutamos contra ela o tempo todo. A súmula vinculante é ruim porque concentra poderes ainda

23 mais nas cúpulas. Quebra, sem dúvida, a independência e a liberdade do juiz na maneira de julgar. E o pior da súmula vinculante: ela representa um retrocesso no que diz respeito à evolução das idéias e do próprio Direito". 26 Para dissuadir esse possível entendimento, discutiremos ao longo da monografia se essa não é realmente a função do STF: colocar um norte de entendimento jurídico para assegurarmos o devido respeito ao jurisdicionado, salvaguardando o direito a igualdade, legalidade, celeridade e segurança jurídica. Deve-se levar em consideração que é inútil e custoso manter a máquina judiciária ocupada com questões que já não oferecem relevo ou dificuldade. Mais que isso, tal atitude desvia atenção e recursos do Judiciário, os quais deveriam estar mais bem aplicados nas questões que tem maior atualidade e demandam reflexão e atividade criativa por parte dos magistrados. Conquanto polêmica, a súmula representa um estado de necessidade 27 mais que um idealismo, deve-se se preferir o realizável. 2.2 Sumula Vinculante e a Separação dos Poderes Ponto sensível de nossa Carta Política 28 devida à expressa previsão, já em seu art. 2º, no qual será constituído de três poderes independentes e harmônicos entre si. Combinado com este artigo está à impossibilidade de alteração ou modificação da separação dos poderes, devido cláusula pétrea sedimentada no art. 60, 4º, letra c. 26 MACHADO, Agapito. A nova reforma do Poder Judiciário: EC nº 45/04. Jus Navigandi, Teresina, a. 9, n. 600, 28 fev Disponível em:<http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.asp?id=6378>. Acesso em: 27 abr WAMBIER, Teresa Arruda Alvim et al. Reforma do Judiciário - Primeiras Reflexões sobre a Emenda Constitucional n São Paulo: editora Revista dos Tribunais, 2005, p Cf. Constituição Federal... Op. cit. p.12

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