figuram nas palavras; ja as propostas nao-estruturalistas procuram verificar as formas pelas quais a estrutura morfol6gica pode ser vista como objeto

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "figuram nas palavras; ja as propostas nao-estruturalistas procuram verificar as formas pelas quais a estrutura morfol6gica pode ser vista como objeto"

Transcrição

1 ABSTRACT: The goal of this paper is to argue that the appreciative and evaluative suffixes in the Portuguese have two distinct realities: one that does not change and others that change the grammatical class of the root. Este ensaio tem por objeto a descri~ao preliminar das afixa~oes apreciativa e avaliativa do Portugues Brasileiro do seculo XIX. Os dados lingliisticos foram coletados em periodicos publicados naquele seculo pelos pesquisadores envolvidos nos projetos: Projeto para a Hist6ria do Portugues Brasileiro e Estudos Diacronicos do Portugues, coordenados pelos Profs. Drs. Ataliba Teixeira de Castilho (USP) e Clotilde A. A. Murakawa (UESP), respectivamente. Camara Jr. (1974) defme Deriva~ao como a estrutura~ao de urn vocabulo, na base de outro, por meio de urn morfema que 08.0 corresponde a urn vocabulo e introduz no semantema urna ideia acess6ria que nao muda a significa~ao fundamental. Em portugues, os morfemas segmentais nestas condi~oes 88.0 os que se pospoem ao semantema e entram pois na classe de SUflXO. Camara Jr. (1974) define semantemas como os elementos formais que simbolizam na lingua 0 ambiente bio-social em que elafunciona. Para isso hli urn 'recorte' (cf. Cassirer, 1933) desse ambiente, correspondendo a urn conjunto de segmentos fonicos distintos, que 88.0 os semantemas da lingua. Eles entram em formas mais complexas e autonomas, que 88.0 as palavras, ai passando a constituir 0 que se chama.a raiz. As aplica~oes dos semantemas se multiplicam por meio do tipo de morfema chamado lexical, cuja adj~ao a raiz cria novas palavras, especializando ou ampliando 0 valor do semantema. Em portugues esses morfemas lexicais 88.0 fundamentalmente segmentos fonicos que se seguem a raiz, isto e, sufixos. Mas, 0 semantema tambem multiplica as suas aplica~oespela combina~ao com outra palavra ou particula, 0 que da, em vez da palavra derivada, a palavra composta. Os semantemas 88.0 elementos de valor concreto e particular, pois dizem respeito aos fatos e a representa~ao dos seres. Os morfemas sao elementos de valor abstrato e geral, pois dizem respeito as rela~oes entre as ideias. Semantemas e morfemas guardam entre si rela~oes muito estreitas, muitas vezes sendo dificil separa-los; contudo e necessaria a distin~ao para apreciar 0 valor de ambos. este sentido, parece possivel considerar-se que os semantemas, enquanto ideias, pertencem ao lexico, e os modemas, enquanto rela~oes, a morfologia. o estruturalismo, a morfologia derivacional foi conceituada como a parte da gramatica de uma lingua que descreve a forma~ao e estrutura das palavras, do ponto de vista sincronico independente da dedu~ao dos elementos lexicais que historicamente

2 figuram nas palavras; ja as propostas nao-estruturalistas procuram verificar as formas pelas quais a estrutura morfol6gica pode ser vista como objeto da mudan~a lingliistica e a luz que essa mudan~a irradia nos sistemas morfol6gicos sincronicos. Basilio (1980) diz que no modelo da teoria gerativo-transformacional, como tambem na teoria lexicalista, a morfologia derivacional deve dar conta da competencia do falante nativo no lexico de sua lingua, levando-se em considera~ao cada palavra como urn todo, nao havendo lugar para urna morfologia derivacional conforme a defmida tradicionalmente. 0 lexico apresentaria urna estrutura~aosubjacente defmida, sendo organizado de acordo com padroes especificos. As unidades basicas do lexico seriam os radicais ou morfemas livres aos quais poder-se-ia ou nao pospor urn ou mais tra~os categoriais. Anderson (1992) enfatiza que a morfologia e 0 estudo das rela~oes entre palavras, das unidades discretas que podem ser combinadas para formar palavras complexas. A estrutura da palavra e dos seus constituintes implicam a elimina~aodos elementos de fronteira intema comuns nas discussoes morfol6gicas e os processos derivacionais correspondem as Regras de Forma9ao de Palavras que operam inteiramente dentro do lexico de uma lingua. A ideia e a de que ha urn sistema estruturado de regras morfol6gicas dentro das linguas, subsidiando a organiza9ao dos seus sistemas gramaticais, e a estrutura da palavra nao pode ser entendida como urn produto interseccionando varias partes da gramlitica: fonologia, sintaxe, semfmtica e lexico. Considera, 0 autor, a existencia de principios que definem 0 dominio gramatical independentemente do fato de se poder localizar urn t6pico determinado da forma convencional, resgardando-se, portanto, 0 lugar da morfologia na teoria gramatical; sendo, ainda, tarefa da morfologia fomecer a ordem e a forma como as palavras sao compostas e rtllacionadas entre si. Ortega (1990), ao tratar da sintaxe intema e extema das palavras complexas, diz que quando desencadeia-se urnprocesso de afixa~ao ou composi~aoassiste-se a urn fato, em principio, puramentemorfol6gico que tern sua proprias regras sinmticas de combina~ao morfematica. Essas regras constituem a sintaxe interna da palavra. Entretanto 0 processo de afixa~ao em sua etapa final, quando 0 afixo ou elemento adjungido encontra-se na cabe~a ou nucleo da palavra, desencadeia uma serie de opera~oesrelacionadas com a sintaxe oracional que ultrapassam 0 ambito da palavra. Essas opera~oes constituem a sintaxe externa da palavra e incidem na configura~ao canonica da ora~ao muitas vezes determindas por mudan~as formais (categoriais) da palavra. Assim tra~os de carater sintatico marcam os sufixos ja no lexico. urna ora~ao como: Joao (SAg) bebe agua (SO!Tema)...-veI... [+V-:]: subcategoriza-se urna base[+v---j [+Adj]: marca-se ja no lexico esse sufixo com 0 tra~o categorial [+Adj], bebe [(Ag) (Tema)]+ bebivel: 0 produto morfol6gico e a somat6ria da imposi~ao dos tra~os do nucleo da palavra; isto e, dos tra~os sintaticos que absorve e subsidia (propicia) 0 aparecimento (a adjun~ao) do tra~o categorial em questao. A nova palavra sera urn adjetivo com determinadas caracteristicas verbais (aquele que absorveu o suflxoda base a que se associou). A esse processo da-se 0 nome de sintaxe intema da palavra; ou seja, e a parte dedicada a combinat6ria sintatica que guarda as regras de forma~ao de palavras.

3 Paralelamente produz-se um processo pelo qual ao formar-se 0 adjetivo, um dos argumentos do verbo, 0 Agente no caso, e elidido e 0 outro argumento, no caso 0 Tema passa a ocupar a posi93.0 sintatica de SAg de uma Ora93.0 Predicativa. Por exemplo: A ligua e bebivel. Esse processo sintlitico e proprio ao que se tem chamado de sintaxe extema da palavra: urna parte da morfologia lexical que e indubitavelmente pertinente a sintaxe oracional. Dar conta da criatividade lexical consiste-se no objetivo a ser atingido quando se procura verificar as maneiras pelas quais se expressam a rela93.0 entre a morfologia e a sintaxe. Sincronicamente e em se tratando da sintaxe interna, as regularidades sintliticas sistemliticas relacionadas com a forma93.0 de determinados tipos de palavras permitem predizer que palavra pode ou n3.o ser criada. Apesar disso, pode-se formular as caracteristicas sintliticas proprias de uma palavra derivada pelo fato de esta pertencer a urn tipo morfologico determinado. A deriva93.0 morfologica caracteriza-se ou pela conserva93.0 total dos constituintes, ou pel a conserva93.0 parcial dos constituintes; ou, ainda, pelo acrescirno de um novo constituinte. A guisa de exemplifica93.0: Os pedreiros constroem as casas e A constru93.0 das casas pelos pedreiros; Os politicos criticam as decisoes govemamentais e As decisoes govemamentais S3.0 criticliveis; A roupa e larga e A roup a e alargada pela costureira. As fun90es gramaticais, por sua vez, como sujeito e objeto podem associar-se a papeis temliticos como sujeito ou objeto da a93.0, origem da a93.0 etc, havendo dois fatores que determinam os papeis exercidos pelos sintagmas nominais: as propriedades semfmticas inerentes as pe9as lexicas que S3.0 nucleo de seu sintagma e as fun90es grarnaticais exercidas pelos proprios sintagmas dentro das ora90es. As afixa90es apreciativa e avaliativa (diminutivos, aumentativos, pejorativos) ainda S3.0,segundo Ortega (1990), problemas cllissicos para as linguas romanicas. Do ponto de vista semantico, esses afixos S3.0considerados como um procedimento lexical, pertencentes a um sub-con junto dos afixos derivacionais. Este fato semantico corresponde a urn fato gramatical relevante: os sufixos apreciativos n3.o mudam a categoria lexical da base a que se agregam. Os sufixos diminutivos como -inha e aumentativos como -issimo transmitem conteudos nocionais de carater conotativo, fazendo parte da fun93.0 expressiva e emotiva da lingua gem sendo 0 referente 0 mesmo da base lexica. Por outro lado, os sufixos aumentativos como -an9a, -udo, -ado e os diminutivos -ete, -eta irnprirnem conteudos apreciativos e depreciativos as bases a que se agregam. Por exemplo: 1. La as figurinhas de jomal, aqui, as figuran~as do jomalismo. 2. Se e que 0 'Constitucional' ainda se anima li escrever artigos de fundo, deante do ferrete armado do Conde de Oeiras. 3. lancei um olhar de esguelha para as irnedia90es do Mercadinho 4. Ah leitores, leitores, nem urn pedacinho de tarde se pode gosar aspirando

4 5. Havia ali bastante gente, na maioria roupetas cobrindo hombros fradescos do semimlrio S. Jose 6. Exortamos 0 seu autor a que continue a affagar as musas, mormentc agora que as louquinhas andao espavoridas, pela coroa~ao de Mercurio-rei absoluto que impera sobre tudo e todos 7. urn completo sortimento de jaquetoes proprios para a csta~ao invemosa, e cal~as de casimira de cor de todos os gostos e excellente quajidade 8. as mais modemas c de gosto apuradissimo, gravatas clegantcs, regatas, a Jockey Club, de crepe, fustao branco e de cores, de surah, percale e mais variedades de gostos modemissimos 9. Este e 0 seculo do rechonchudo redactor do Apostolo, dos endinheirados c dos baroes Os dados parecem demonstrar a necessidade de se fazer a rela~ao entre 0 valor diminutivo ou aumentativo de urn sufixo e 0 seu valor apreciativo e/ou depreciativo como propoe Rio-Torto (1993: 72). A descri~lio apresentada ate aqui contemplou a ocorrencia de sufixos diminutivos e aumentativos coadunando-se com a literatura corrente que afirma que os chamados afixos apreciativos nlio mudam a classe gramatical da base a que adjungidos. Entretanto, observe-se os seguintes exemplos: 1. vende-se urn grande material [[em born uso] e [barato] ]. A~. 2. ao Hotel do Commercio...vende [[a dinheiro] e [barato] ] para vender muito Adj. 3. os retratos de photographia simples timo-se ainda [pelo [pre~o baratissimo]] Adj. 4. desconfiao [da barateza [do Gaucho]] 5. [A barateza [dos pre~os]] 6. urn grande armazem de seccos e molhados, ferragens, que vende [a [pre~os baratissimos ]] Adj 7. serviu bem os seus freguezes [[em boas obras] e [em barateza]] 8. especiajista no fabrico de grades, portoes, bandeiras para portas, tumulos, carramanchoes, etc., a vontade,[[gosto] e [barateza]] 9. que trabalha com perfei~ao e que vende [por [pre~os baratissimos]] Adj. 10. Pexinchas! [A casa [da barateza]], em Morretes II. A loja [do barato]. Aparentemente foi elidido neste exemplo 0 substantivo 'pre~o' ao qual 0 Adjetivo 'barato' esta qualificando. Autores como Mattoso Camara (1976:222) dizem que -ez, -ez(a) foram formas produtivas no Latim vulgar. Sandmann (1991: 34), por sua vez, diz que 'os sufixos nomina is que se mostraram pouco produtivos foram, dentre eles -eza, como em: a

5 moreneza do socialismo de Brizola'. 0 autor diz ainda, a pagina 70, que fa utiliza~ao de sufixos como -issimo (a), -errimo (a), -udo (a), -ice e -eza no Portugues contemponineo reunem as fun~oes de linguagem expressiva e apelativa as representativa e de apelo, ressaltando a for~a (for~a estilistica) do conteudo de unidades lexicais'. Tereja (1979) diz que a deriva~ao sufixal deve ser vista sob duas 6ticas complementares: 0 aspecto categorial ou de classes de palavras e seu aspecto significativo ou semantico; somando-se a isto a necessidade de se averiguar se 0 adjetivo que e a forma-base para a nominaliza~ao realiza-se como uma fun~ao atributiva ou predicativa. o adjetivo, passa a ocupar uma posi~ao independente e do ponto de vista lexical adquire uma autonomia semantica, quando funciona como predicativo; supondose para isso ao menos duas etapas: passagem do adjetivo atributivo para predicativo e de fun~ao predicativa a substantiva~ao nominalizadora. Assim em 'la altura de esta montanha', 0 vocabulo ou lexema 'altura' que significa 'dimensao vertical' pressupoe como primeira etapa que a 'montanha' tenha a 'qualidade de ser alta' e que esta qualidade tenha-se nominalizado como 'altura'. esse processo produz-se uma mudan~a de fun~ao sintatica que carrega a deriva~ao lexical nas suas duas vertentes: categorial e semantica. A forma 'barateza' utilizada no Portugues jornalistico do seculo XIX, em desuso ou pouco utilizada no seculo atual, parece ter urn comportamento paralelo ao descrito por Tereja. este sentido vai tambem a proposta de Faitelson-Weiser, apresentada em Rio-Torto (1993: 87) que propoe a existencia do que chamou de 'lexicaliza~ao exocentrica heter6gena'; isto e, ocorre a lexicaliza~ao exocentrica heter6gena quando por efeito de urn sufixo pre-categorizador, 0 derivado passa a nao mais pertencer a mesma especie gramatical e nem ao mesmo campo de defini~ao semantic a da base. As tres formas, baratol barateza/ baratissimo, co-ocorrentes no seculo XIX, permitem 0 estabelecimento de uma grada~iio: normal superlativo barato + barateza baratissimo + Observa-se tambem que 0 sufixo -eza muda a classe gramatical da base a que se agrega nao ocorrendo 0 mesmo quando se adjunge 0 SUflXO -issimo. Assim: barato (Adj.) -+ baratissimo (Adj.) barato (Adj.) -+ barateza () A descri~ao dos fatos lingiiisticos do Portugues daquele seculo permite observar que 0 ultimo par apresenta mudan~as de fun~iio sintatica e semantica em rela~ao a sua forma-base, e que sobretudo procede, para 0 Portugues, 0 argumento de que os sufixos apreciativos e avaliativos apresentam duas realidades distintas: aqueles que niio mudam de classe gramatical (diminutivos e aumentativos nas suas formas sinteticas) e aqueles que mudam a classe gramatical da base a que se agregam, nao

6 justificando 0 tratamento dado aos sufixosapreciativos e avaliativos encontrados na literatura ate 0 momento. RESUMO: A descri~iio dos Jatos lingiusticos observados, no Portugues do seculo XIX, permite argumentar que os SUflXOS apreciativos e avaliativos apresentam duas realidades distintas: aqueles que niio mudam de classe gramatical e aqueles que mudam a classe gramatical da base a que se agregam, noo justificando 0 tratamento dado aos SUflXOSapreciativos e avaliativos encontrado na literatura atual. PALA VRAS-CHA VE: Morfologia Derivacional, AflXa~iio, SUflXOS, Unidades Gramaticais. ADERSO, S.R. A - Morphous Morphology. Cambridge Studies in Linguistics, 62. Cambridge University Press BASiLIO, M. Estruturas Lexicais do Portugues: uma abordagem gerativa. Ed. Vozes Ltda. Petr6polis (outras edi~oes: 1979,1988) CAMARA Jr., J. M. Principios de Lingiiistica Geral. Livraria Academica: 4 3 ed. Rio de Janeiro Historia e Estrutura da Lingua Portuguesa. Padrao Livraria Editora Ltda. Rio de Janeiro ORTEGA, S.V. Fundamentos de Morfologia. Editorial Sintesis. Espanha RIO-TORTO, G. M. O. S. Forma~iio de palavras em portugues. Aspectos da constru~o de avaliativos. Tese de Doutorado. Universidade de Coimbra. Portugual SADMA, A. J. Competencia Lexical - produtividade, restri~oes e bloqueio. Editora UFPR. Curitiba TEREJA, A. D. Gramatica y Derivaci6n Lexical, in Revista Espanola de Lingiiistica (R.S.E.L.). ADo 9. Fasc

1.0. Transitividade e intransitividade na gramatica tradicional e na gramatica gerativa

1.0. Transitividade e intransitividade na gramatica tradicional e na gramatica gerativa ABSTRACT: This paper presents a study of arbitrary null objects in Brazilian Portuguese. The main focus of this research is to discuss the relations of verbal transitivity and intransitivity in the subcategorization

Leia mais

GENEALOGIA DO SUFIXO UDO

GENEALOGIA DO SUFIXO UDO GENEALOGIA DO SUFIXO UDO Alice Pereira SANTOS 1 Resumo: O presente trabalho trata dos significados desempenhados pelo morfema -udo ao longo do tempo, buscando descrever sua seqüência cronológica. O corpus

Leia mais

A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com

A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com XVIII CONGRESSO NACIONAL DE LINGUÍSTICA E FILOLOGIA A MORFOLOGIA EM LIBRAS Flancieni Aline R. Ferreira (UERJ) flan.uerj@hotmail.com RESUMO Neste trabalho, discutiremos sobre o estudo morfossintático da

Leia mais

A ESTRUTURA ARGUMENTAL NAS NOMINALIZAf;OES: UMA QUESTAO LEXICAL

A ESTRUTURA ARGUMENTAL NAS NOMINALIZAf;OES: UMA QUESTAO LEXICAL A ESTRUTURA ARGUMENTAL NAS NOMINALIZAf;OES: UMA QUESTAO LEXICAL Serafina Maria de Souza PONDE (Univ. Fed. da Bahia) ABSTRACT: study of the morphological process of derivation based on the idea that the

Leia mais

3 Pressupostos Teóricos

3 Pressupostos Teóricos 3 Pressupostos Teóricos 3.1 Os princípios teóricos de Harris 3.1.1 A aceitabilidade como fonte do conhecimento sintático A sustentação metodológica de referência para o desenvolvimento desta pesquisa é

Leia mais

RESENHA DE MANUAL DE MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS, DE MARIA NAZARÉ DE CARVALHO LAROCA

RESENHA DE MANUAL DE MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS, DE MARIA NAZARÉ DE CARVALHO LAROCA QUADROS, Emanuel Souza. Resenha de Manual de morfologia do português, de Maria Nazaré de Carvalho Laroca. ReVEL, vol. 7, n. 12, 2009. [www.revel.inf.br]. RESENHA DE MANUAL DE MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS, DE

Leia mais

(1) PALAVRA TEMA FLEXÃO MORFOLÓGICA RADICAL CONSTITUINTE TEMÁTICO

(1) PALAVRA TEMA FLEXÃO MORFOLÓGICA RADICAL CONSTITUINTE TEMÁTICO Alina Villalva 1 Radical, tema e palavra são termos familiares à análise morfológica, mas que, de um modo geral, têm sido mal aproveitados pelos diversos modelos que a praticam. Na verdade, estes conceitos

Leia mais

(1) Ha muita cadeira na sala. (2) Tres cafes por favor.

(1) Ha muita cadeira na sala. (2) Tres cafes por favor. ABSTRACT: Following the tradition of English grammar, some authors have distinguished between count and non-count nouns in Portuguese. The present paper resumes this discussion and develops the hypothesis

Leia mais

PREDICADOS SECUNDARIOS E A NATUREZA ASPECTUAL 00 PREDICAOO prlmario

PREDICADOS SECUNDARIOS E A NATUREZA ASPECTUAL 00 PREDICAOO prlmario PREDICADOS SECUNDARIOS E A NATUREZA ASPECTUAL 00 PREDICAOO prlmario ABSTRACT: This paper argues that stative predicates cannot occur with subject oriented secondary predicates. We are assuming a view that

Leia mais

REVEL NA ESCOLA: MORFOLOGIA DISTRIBUÍDA

REVEL NA ESCOLA: MORFOLOGIA DISTRIBUÍDA SCHER, Ana Paula. ReVEL na escola: Morfologia Distribuída. ReVEL, v. 13, n. 24, 2015. [www.revel.inf.br]. REVEL NA ESCOLA: MORFOLOGIA DISTRIBUÍDA Ana Paula Scher 1 Universidade de São Paulo Os processos

Leia mais

Flexão e derivação sufixal: semelhanças e diferenças José Mario Botelho (UERJ)

Flexão e derivação sufixal: semelhanças e diferenças José Mario Botelho (UERJ) Flexão e derivação sufixal: semelhanças e diferenças José Mario Botelho (UERJ) Introdução Não há dúvida de que flexão e derivação sufixal compõem dois fenômenos semelhantes, uma vez que constituem os referidos

Leia mais

LETRAS 1º PERÍODO. Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Conclusão

LETRAS 1º PERÍODO. Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Conclusão LETRAS 1º PERÍODO Disciplina A Disciplina B 62961 Língua Portuguesa A 68 Língua Portuguesa A 68 Ementa: Estuda os fundamentos Ementa: Estudo da base fonéticofonológica teóricos da análise lingüística,

Leia mais

PED LÍNGUA PORTUGUESA ORIENTAÇÕES ACADÊMICAS

PED LÍNGUA PORTUGUESA ORIENTAÇÕES ACADÊMICAS PED LÍNGUA PORTUGUESA ORIENTAÇÕES ACADÊMICAS Prezado aluno, O maior diferencial deste projeto pedagógico é o desenvolvimento da autonomia do estudante durante sua formação. O currículo acadêmico do seu

Leia mais

UMA REFLEXÃO SOBRE O SINTAGMA ADJETIVAL E O ADJETIVO A PARTIR DAS AULAS DE SINTAXE DO PROFESSOR ATALIBA TEXEIRA DE CASTILHO

UMA REFLEXÃO SOBRE O SINTAGMA ADJETIVAL E O ADJETIVO A PARTIR DAS AULAS DE SINTAXE DO PROFESSOR ATALIBA TEXEIRA DE CASTILHO UMA REFLEXÃO SOBRE O SINTAGMA ADJETIVAL E O ADJETIVO A PARTIR DAS AULAS DE SINTAXE DO PROFESSOR ATALIBA TEXEIRA DE CASTILHO Antonio Carlos Santana de Souza (UEMS / PPGLET-UFRGS) acssuems@gmail.com Resumo:

Leia mais

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O

Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O Linguística P R O F A. L I L L I A N A L V A R E S F A C U L D A D E D E C I Ê N C I A D A I N F O R M A Ç Ã O U N I V E R S I D A D E D E B R A S Í L I A Conceito Ciência que visa descrever ou explicar

Leia mais

o objetivo deste projeto 6 propor a analise e implementacao de urn "parser

o objetivo deste projeto 6 propor a analise e implementacao de urn parser PARSER: UM ANALISADOR SINTATICO E SEMANTICO PARA SENTEN«;AS DO PORTUGlltS Joao Luis Garcia ROSA (PUCCAMP) ABSTRACT: This work aims at the analysis and implementation 0/ a semantic parser for oral portuguese

Leia mais

Base empírica da sintaxe. Luiz Arthur Pagani (UFPR)

Base empírica da sintaxe. Luiz Arthur Pagani (UFPR) Base empírica da sintaxe (UFPR) 1 1 Gramaticalidade vs. aceitabilidade aceitabilidade [2, ps. 143144]: Aceitável é um termo primitivo ou pré-cientíco, neutro em relação às diferentes distinções que precisaremos

Leia mais

A CONTRIBUIÇÃO DOS ESTUDOS SOCIOGEOLINGÜÍSTICOS PARA A ESCOLHA LEXICAL NA RECEPÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS

A CONTRIBUIÇÃO DOS ESTUDOS SOCIOGEOLINGÜÍSTICOS PARA A ESCOLHA LEXICAL NA RECEPÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS A CONTRIBUIÇÃO DOS ESTUDOS SOCIOGEOLINGÜÍSTICOS PARA A ESCOLHA LEXICAL NA RECEPÇÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS Adriana Cristina Cristianini (USP, UNIBAN) dricris@usp.br Márcia Regina Teixeira

Leia mais

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias 1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias Objetivamos, com esse trabalho, apresentar um estudo dos processos de importação lexical do português que ocorrem

Leia mais

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 4ºANO

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 4ºANO . Interação discursiva Princípios de cortesia e cooperação Informação, explicação; pergunta. Compreensão e expressão Vocabulário: variedade e precisão Informação: essencial e acessória; implícita Facto

Leia mais

4. A nominalização em Inglês e Português. Derivados nominais e nominalizações gerundivas.

4. A nominalização em Inglês e Português. Derivados nominais e nominalizações gerundivas. 36 4. A nominalização em Inglês e Português. Derivados nominais e nominalizações gerundivas. Em inglês, diversos nominais são formados a partir do processo de adição de sufixos, como er, e ing às suas

Leia mais

ESCOLA BÁSICA FERNANDO CALDEIRA Currículo de Português. Departamento de Línguas. Currículo de Português - 7º ano

ESCOLA BÁSICA FERNANDO CALDEIRA Currículo de Português. Departamento de Línguas. Currículo de Português - 7º ano Departamento de Línguas Currículo de Português - Domínio: Oralidade Interpretar discursos orais com diferentes graus de formalidade e complexidade. Registar, tratar e reter a informação. Participar oportuna

Leia mais

Literatura Portuguesa Idade Média e Classicismo Renascentista. 6 ECTS BA Semestre de inverno / 2º.ano

Literatura Portuguesa Idade Média e Classicismo Renascentista. 6 ECTS BA Semestre de inverno / 2º.ano Literatura Idade Média e Classicismo Renascentista 6 ECTS BA Semestre de inverno / 2º.ano história e da cultura de Portugal no período estudado, domínio da língua portuguesa A unidade curricular Literatura

Leia mais

Aquisição da linguagem: desenvolvimento típico e comprometido O que a pesquisa lingüística e a psicolingüística podem informar?

Aquisição da linguagem: desenvolvimento típico e comprometido O que a pesquisa lingüística e a psicolingüística podem informar? Aquisição da linguagem: desenvolvimento típico e comprometido O que a pesquisa lingüística e a psicolingüística podem informar? Letícia M. Sicuro Correa (PUC-Rio/LAPAL) Marina R. A. Augusto (PUC-Rio/LAPAL

Leia mais

- A palavra combinada em ora~ao(oes) - sintaxe. latina. Nossos primeiros gramaticos optam por descrever

- A palavra combinada em ora~ao(oes) - sintaxe. latina. Nossos primeiros gramaticos optam por descrever CLAUDI 0 PUC/Sp CAMPOS - A palavra isolada - morfologia - A palavra combinada em ora~ao(oes) - sintaxe. - Considera~oes Nossa gramatica originou-se da gramatica latina. Nossos primeiros gramaticos optam

Leia mais

:: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica

:: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica :: Cuidados na Elaboração de uma Redação Científica José Mauricio Santos Pinheiro em 21/04/2005 Os princípios indispensáveis à redação científica podem ser resumidos em quatro pontos fundamentais: clareza,

Leia mais

RESENHA DE MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS, DE ALINA VILLALVA

RESENHA DE MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS, DE ALINA VILLALVA ROSA, Maria Carlota. Resenha de Morfologia do português, de Alina Villalva. ReVEL, vol. 7, n. 12, 2009. [www.revel.inf.br]. RESENHA DE MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS, DE ALINA VILLALVA Maria Carlota Rosa 1 carlota@ufrj.br

Leia mais

Em busca de um método de investigação para os fenômenos diacrônicos

Em busca de um método de investigação para os fenômenos diacrônicos 11 1 Em busca de um método de investigação para os fenômenos diacrônicos Grupo de Morfologia Histórica do Português (GMHP) Sobre a língua portuguesa não se desenvolveu, para além das listagens existentes

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR Página 1/3 CURSO: LETRAS - GRADUAÇÃO - LICENCIATURA GRADE: INGRESSANTES 2015/1

MATRIZ CURRICULAR Página 1/3 CURSO: LETRAS - GRADUAÇÃO - LICENCIATURA GRADE: INGRESSANTES 2015/1 Página 1/3 Período: 1 ENADE INGRESSANTE 0 ESTILÍSTICA 36 LITERATURA BRASILEIRA: CONTEMPORÂNEA 72 LITERATURA EM LÍNGUA INGLESA 72 LITERATURA EM LÍNGUA INGLESA: AS ÉPOCAS VITORIANA E CONTEMPORÂNEA 36 LÍNGUA

Leia mais

Content Area Grade Quarter Língua Portuguesa 6ª Serie Unidade I

Content Area Grade Quarter Língua Portuguesa 6ª Serie Unidade I Content Area Grade Quarter Língua 6ª Serie Unidade I Texto: parágrafos: descritivo/comparativo; reconto; resenha crítica, anedota, cartum, revista em quadrinhos Linguística: comunicação: elementos/códigos;

Leia mais

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 3ºANO

PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 3ºANO DIREÇÃO DE SERVIÇOS DA REGIÃO ALGARVE Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas (Sede: Escola Secundária José Belchior Viegas) PLANIFICAÇÃO ANUAL 2015/2016 PORTUGUÊS - 3ºANO METAS Domínios/ Conteúdos

Leia mais

O COMPORTAMENTO SINTÁTICO DOS ELEMENTOS À ESQUERDA 1 Maiane Soares Leite Santos (UFBA) may_leite@hotmail.com Edivalda Alves Araújo (UFBA)

O COMPORTAMENTO SINTÁTICO DOS ELEMENTOS À ESQUERDA 1 Maiane Soares Leite Santos (UFBA) may_leite@hotmail.com Edivalda Alves Araújo (UFBA) O COMPORTAMENTO SINTÁTICO DOS ELEMENTOS À ESQUERDA 1 Maiane Soares Leite Santos (UFBA) may_leite@hotmail.com Edivalda Alves Araújo (UFBA) RESUMO O objeto de estudo dessa pesquisa são os sintagmas preposicionados

Leia mais

RETOMANDO A DISCUSSÃO: GRAU FLEXÃO X GRAU DERIVAÇÃO Alexandre Melo de Sousa (UFAC) alex-uece@bol.com.br

RETOMANDO A DISCUSSÃO: GRAU FLEXÃO X GRAU DERIVAÇÃO Alexandre Melo de Sousa (UFAC) alex-uece@bol.com.br RETOMANDO A DISCUSSÃO: GRAU FLEXÃO X GRAU DERIVAÇÃO Alexandre Melo de Sousa (UFAC) alex-uece@bol.com.br CONSIDERAÇÕES INICIAIS: A NOÇÃO DE GRAU NAS GRAMÁTICAS TRADICIONAIS A visão clássica gramatical concebe

Leia mais

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Resenha OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Leticia Macedo Kaeser * leletrasufjf@gmail.com * Aluna

Leia mais

Escutar discursos breves para aprender e construir conhecimentos.

Escutar discursos breves para aprender e construir conhecimentos. METAS CURRICULARES 2º ANO Português Oralidade Respeitar regras da interação discursiva. Escutar discursos breves para aprender e construir conhecimentos. Produzir um discurso oral com correção. Produzir

Leia mais

A Linguística Formal e sua relação com o ensino e com a pesquisa. Prof. Dr. Aline Lorandi Prof. Doutoranda Taíse Simioni UNIPAMPA Bagé Março/2011

A Linguística Formal e sua relação com o ensino e com a pesquisa. Prof. Dr. Aline Lorandi Prof. Doutoranda Taíse Simioni UNIPAMPA Bagé Março/2011 A Linguística Formal e sua relação com o ensino e com a pesquisa Prof. Dr. Aline Lorandi Prof. Doutoranda Taíse Simioni UNIPAMPA Bagé Março/2011 Ementa A Linguística formal se dedica ao estudo da estrutura

Leia mais

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I:

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I: Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I Unidade I: 0 OS NÍVEIS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA I Níveis de análise da língua Análise significa partição em segmentos menores para melhor compreensão do tema.

Leia mais

UFRGS INSTITUTO DE LETRAS Curso de Especialização em Gramática e Ensino da Língua Portuguesa 8ª Edição Trabalho de Conclusão de Curso

UFRGS INSTITUTO DE LETRAS Curso de Especialização em Gramática e Ensino da Língua Portuguesa 8ª Edição Trabalho de Conclusão de Curso UFRGS INSTITUTO DE LETRAS Curso de Especialização em Gramática e Ensino da Língua Portuguesa 8ª Edição Trabalho de Conclusão de Curso REFLEXÕES SOBRE A DESCRIÇÃO DE SUBSTANTIVOS E ADJETIVOS EM LIVROS DIDÁTICOS

Leia mais

7 INTRODUÇÃO À SINTAXE

7 INTRODUÇÃO À SINTAXE Aula INTRODUÇÃO À SINTAXE META Expor informações básicas sobre sintaxe. OBJETIVOS Ao final desta aula o aluno deverá: levar o aluno a compreender o que seja sintaxe de regência, de colocação e de concordância.

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos DAS NOÇÕES DE MORFEMA NA DESCRIÇÃO GRAMATICAL Paulo Mosânio Teixeira Duarte (UFC) iorbrunus@gmail.com RESUMO Neste artigo, propomo-nos a estudar a entidade morfema sob os ângulos seguintes: morfema como

Leia mais

1 Introdução. 1.1 Apresentação do tema

1 Introdução. 1.1 Apresentação do tema 1 Introdução 1.1 Apresentação do tema Segundo Basílio (1987), as principais funções do léxico são a representação conceitual e o fornecimento de unidades básicas para a construção dos enunciados. Para

Leia mais

Maria Carlota ROSA. Introdução à Morfologia. São Paulo SP: Contexto. 2006. 157 pp. ISBN: 85-7244-145-X (*)

Maria Carlota ROSA. Introdução à Morfologia. São Paulo SP: Contexto. 2006. 157 pp. ISBN: 85-7244-145-X (*) João Veloso 127 Maria Carlota ROSA. Introdução à Morfologia. São Paulo SP: Contexto. 2006. 157 pp. ISBN: 85-7244-145-X (*) João Veloso Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Centro de Linguística

Leia mais

Linguagem: produtividade e sistematicidade

Linguagem: produtividade e sistematicidade Linguagem: produtividade e sistematicidade Referências: Chomsky, Noam, Syntactic Structures, The Hague, Mouton, 1957. Chomsky, Noam, Aspects of the Theory of Syntax, Cambridge (Mas.), The MIT Press, 1965.

Leia mais

A relação forma significado em morfologia Maria do Céu Caetano

A relação forma significado em morfologia Maria do Céu Caetano A relação forma significado em morfologia Maria do Céu Caetano Abstract: With this short paper I intend to contrast two of the main morphological analysis models, i.e. the structuralist model (cf. Bloomfield

Leia mais

Semiótica Funcionalista

Semiótica Funcionalista Semiótica Funcionalista Função objetivo, finalidade Funcionalismo oposto a formalismo entretanto, não há estruturas sem função e nem funções sem estrutura 2 Abordagens Básicas Signo função estrutural função

Leia mais

A gente em relações de concordância com a estrutura pronome reflexivo + verbo na variedade alagoana do PB 1

A gente em relações de concordância com a estrutura pronome reflexivo + verbo na variedade alagoana do PB 1 A gente em relações de concordância com a estrutura pronome reflexivo + verbo na variedade alagoana do PB 1 Ahiranie Sales Santos Manzoni 2 Renata Lívia de Araújo Santos 3 RESUMO: Este artigo analisa a

Leia mais

Luciani Ester TENANI (Universidade Estadual Paulista/SJRP - Universidade de Campinas)

Luciani Ester TENANI (Universidade Estadual Paulista/SJRP - Universidade de Campinas) Luciani Ester TENANI (Universidade Estadual Paulista/SJRP - Universidade de Campinas) ABSTRACT: Jokes are seen as texts that have some linguistic strategies, whose explanation can be relevant to study

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS ANEXO II DA RESOLUÇÃO CEPEC nº 680 EMENTAS DAS DISCIPLINAS DISCIPLINAS DA ÁREA DE PORTUGUÊS: Introdução aos estudos da Linguagem Panorama geral dos fenômenos da linguagem e suas abordagens científicas.

Leia mais

INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS LE I (2 anos) 2015

INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS LE I (2 anos) 2015 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA INFORMAÇÃO PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA INGLÊS LE I (2 anos) 2015 Prova 06 / 2015 --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

EVIDÊNCIAS DA ESTRUTURA BIPARTIDA DO VP NA LÍNGUA TENETEHÁRA

EVIDÊNCIAS DA ESTRUTURA BIPARTIDA DO VP NA LÍNGUA TENETEHÁRA EIDÊNCIAS DA ESTRUTURA BIPARTIDA DO P NA LÍNGUA TENETEHÁRA Introdução Quesler Fagundes Camargos / FALE - UFMG Fábio Bonfim Duarte / FALE - UFMG Neste trabalho, temos por objetivo investigar o estatuto

Leia mais

Contribuição das Áreas da Linguística para a Organização da Informação. Disciplina: Fundamentos da Organização da Informação Profª: Lilian Alvares

Contribuição das Áreas da Linguística para a Organização da Informação. Disciplina: Fundamentos da Organização da Informação Profª: Lilian Alvares Contribuição das Áreas da Linguística para a Organização da Informação Disciplina: Fundamentos da Organização da Informação Profª: Lilian Alvares GRUPO 4 Alunos: Ernesto João Mallen Luziaro Michel Zane

Leia mais

Vestibular UFRGS 2015. Resolução da Prova de Língua Portuguesa

Vestibular UFRGS 2015. Resolução da Prova de Língua Portuguesa Vestibular UFRGS 2015 Resolução da Prova de Língua Portuguesa COMENTÁRIO GERAL: a prova compôs-se de três textos dois breves ensaios (artigo cuja temática é universal) e uma crônica. O conhecimento solicitado

Leia mais

3. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

3. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 3. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS Este capítulo é consagrado à exposição do modelo teórico adotado, a teoria da Morfologia Distribuída, a qual vai sendo passo a passo descrita, na seção 3.1 e subseções seguintes.

Leia mais

UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA A DESCRIÇÃO DO GÊNERO DOS SUBSTANTIVOS EM PORTUGUÊS INTRODUÇÃO

UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA A DESCRIÇÃO DO GÊNERO DOS SUBSTANTIVOS EM PORTUGUÊS INTRODUÇÃO UMA PROPOSTA DIDÁTICA PARA A DESCRIÇÃO DO GÊNERO DOS SUBSTANTIVOS EM PORTUGUÊS José Mario Botelho (UERJ e ABRAFIL) INTRODUÇÃO Não há dúvida de que há uma inconsistência nos ensinamentos tradicionais acerca

Leia mais

RESPOSTA FÍSICA TOTAL

RESPOSTA FÍSICA TOTAL RESPOSTA FÍSICA TOTAL Valdelice Prudêncio Lima UEMS João Fábio Sanches Silva UEMS O método apresentado é baseado na coordenação da fala e da ação, desenvolvido por James Asher, professor de psicologia

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM DESIGN GRÁFICO 514502 INTRODUÇÃO AO DESIGN Conceituação e história do desenvolvimento do Design e sua influência nas sociedades contemporâneas no

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO DESCRIÇÃO E ANÁLISE DO COMPORTAMENTO SINTÁTICO E SEMÂNTICO DOS ADVÉRBIOS EM - MENTE Coordenador/E-mail: Gessilene Silveira Kanthack/

Leia mais

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DE LÍNGUA INGLESA (Currículo iniciado em 2010)

EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DE LÍNGUA INGLESA (Currículo iniciado em 2010) EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE LETRAS INGLÊS E LITERATURAS DE LÍNGUA INGLESA (Currículo iniciado em 2010) COMPREENSÃO E PRODUÇÃO ORAL EM LÍNGUA INGLESA I C/H 102 (2358) intermediário de proficiência

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA

PLANEJAMENTO ANUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE LÍNGUA PORTUGUESA ANO: 6º anos PROFESSOR(A):

Leia mais

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO)

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) Processo Avaliativo Unidade Didática PRIMEIRA UNIDADE Competências e Habilidades Aperfeiçoar a escuta de textos orais - Reconhecer

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL. Sondagem 2014 6º ANO. Língua Portuguesa

ENSINO FUNDAMENTAL. Sondagem 2014 6º ANO. Língua Portuguesa ENSINO FUNDAMENTAL O processo de sondagem Colégio Sion busca detectar, no aluno, pré-requisitos que possibilitem inseri-lo adequadamente no ano pretendido. As disciplinas de Língua Portuguesa e são os

Leia mais

Edital EAD UFRGS 17. Cartão UFRGS: 9173. Maria José Bocorny Finatto.Instituto de Letras. Ramal: 6711 mfinatto@terra.com.br

Edital EAD UFRGS 17. Cartão UFRGS: 9173. Maria José Bocorny Finatto.Instituto de Letras. Ramal: 6711 mfinatto@terra.com.br Portal de Serviços - SEAD - UFRGS - Edital EAD UFRGS 17 1º Coordenador Cartão UFRGS: 9173 Nome: Maria José Bocorny Finatto Unidade:.Instituto de Letras Vínculo: Professor Ramal: 6711 E-Mail: mfinatto@terra.com.br

Leia mais

TEORIA LEXICAL. Margarida Basílio

TEORIA LEXICAL. Margarida Basílio Margarida Basílio Doutora em Lingüística pela Universidade do Texas Professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro TEORIA LEXICAL Direção Benjamin

Leia mais

PROCESSAMENTO SINrATICO E SEMANnCO: UMA TENrATWA PARA SfNrESE

PROCESSAMENTO SINrATICO E SEMANnCO: UMA TENrATWA PARA SfNrESE CO~CA~AOCOORDENADA PROCESSAMENTO SINrATICO E SEMANnCO: UMA TENrATWA PARA SfNrESE DAFALA Edson Campos MAlA (UNICAMP) ABSTRACT: This paper aims at investigating certain syntactic restrictions such as pronominal

Leia mais

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓGICO

PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓGICO PLANO DE ENSINO PROJETO PEDAGÓGICO Curso: Turismo Disciplina: Língua Inglesa Carga Horária Semestral: 40 h/a Semestre do Curso: 5º Semestre 1 - Ementa (sumário, resumo) Compreensão de texto básico. Revisão

Leia mais

Professor: Gustavo Lambert. Módulo de Português

Professor: Gustavo Lambert. Módulo de Português Professor: Gustavo Lambert Módulo de Português Classes de s Como as gramáticas e os livros didáticos apresentam o estudo das classes de palavras? Subtantivo Adjetivo Advérbio Verbo É o nome de todos os

Leia mais

ÁREA DO CONHECIMENTO: ( ) EXATAS (x)humanas ( )VIDA

ÁREA DO CONHECIMENTO: ( ) EXATAS (x)humanas ( )VIDA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA ÁREA DO CONHECIMENTO: ( ) EATAS (x)humanas ( )VIDA PROGRAMA: ( x ) PIBIC PIBIC-Af (

Leia mais

Os sufixos nominalizadores ção e mento*

Os sufixos nominalizadores ção e mento* Os sufixos nominalizadores ção e mento* Solange Mendes Oliveira 1 1 Centro de Comunicação e Expressão Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Campus Universitário Trindade - CEP 88.040-970 Florianópolis

Leia mais

P R O G R A M A. IV Unidade Prática de textos: Textos de autores portugueses e brasileiros dos séculos XIX e XX

P R O G R A M A. IV Unidade Prática de textos: Textos de autores portugueses e brasileiros dos séculos XIX e XX PERÍODO: 76.1 / 77.2 I Unidade Estrutura e formação dos vocábulos 1.1 Estruturas mórficas 1.2 - Formação do léxico português 1.3 - Processos de formação de palavras II Unidade Funções sintáticas dos termos

Leia mais

O estudo da linguagem, há pouco menos de dois séculos, ganhou um enfoque

O estudo da linguagem, há pouco menos de dois séculos, ganhou um enfoque EU GOSTO DE DOCE E EU VI A ELE NA PERSPECTIVA DA TEORIA DO CASO Daniel Mateus O Connell 1 INTRODUÇÃO O estudo da linguagem, há pouco menos de dois séculos, ganhou um enfoque diferente. Até então, as pesquisas

Leia mais

FLEXA.O PESSOAL EM GUATO 1

FLEXA.O PESSOAL EM GUATO 1 FLEXA.O PESSOAL EM GUATO 1 Adair Pimentel PalacIo UFPE Guato e uma lingua indigena brasileira falada por cerca de 50 das 220 remanescentes da tribo Guato, indios eanoeiros de Mato Grosso e Mato Grosso

Leia mais

PONTO DE CONTATO: Transferência da Palatalização do Português para o Inglês 1

PONTO DE CONTATO: Transferência da Palatalização do Português para o Inglês 1 PONTO DE CONTATO: Transferência da Palatalização do Português para o Inglês 1 Mestranda Neliane Raquel Macedo Aquino (UFT) Resumo: A aprendizagem de uma língua estrangeira LE possibilita transferências

Leia mais

Nova gramática do português brasileiro: tradição e ruptura...25. Como consultar esta gramática...35

Nova gramática do português brasileiro: tradição e ruptura...25. Como consultar esta gramática...35 SUMÁRIO Nova gramática do português brasileiro: tradição e ruptura...25 Prefácio de Rodolfo Ilari Introdução...31 Como consultar esta gramática...35 1. O que se entende por língua e por gramática...41

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE PORTUGUÊS 6.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE PORTUGUÊS 6.º ANO DE PORTUGUÊS 6.º ANO Ano Letivo 2015 2016 PERFIL DO ALUNO No final do 6.º ano de escolaridade, o aluno deve ser capaz de: interpretar e produzir textos orais com diferentes finalidades e coerência, apresentando

Leia mais

Plano da Gestão 2012-2014 Grupo de Trabalho de Línguas Indígenas (GTLI)

Plano da Gestão 2012-2014 Grupo de Trabalho de Línguas Indígenas (GTLI) Plano da Gestão 2012-2014 Grupo de Trabalho de Línguas Indígenas (GTLI) Professora Doutora Dulce do Carmo Franceschini - Coordenadora Universidade Federal de Uberlândia - UFU Instituto de Letras e Linguística

Leia mais

INSTITUTO DE LETRAS DEPARTAMENTO DE LETRA VERNÁCULAS

INSTITUTO DE LETRAS DEPARTAMENTO DE LETRA VERNÁCULAS INSTITUTO DE LETRAS DEPARTAMENTO DE LETRA VERNÁCULAS PROJETO DE PESQUISA O LÉXICO NO LIVRO DIDÁTICO PROFA. ALBA VALÉRIA SILVA SALVADOR 2013.2 SUMÁRIO 1 RESUMO... 3 2 INTRODUÇÃO... 3 3 RELEVÂNCIA PARA A

Leia mais

Formação de palavras: aquisição de alguns afixos derivacionais em português e em inglês Teresa Santos

Formação de palavras: aquisição de alguns afixos derivacionais em português e em inglês Teresa Santos Formação de palavras: aquisição de alguns afixos derivacionais em português e em inglês Teresa Santos Abstract: This paper focuses on the analysis of some derivational affixes in Portuguese (L1) and in

Leia mais

SOCIOLlNGOfSTICA E DIALETOLOGIA III Dia 29 - Local: CEL14-14:00-18:00 Coordenador(a): Sebostiao Carlos Leite Gonyolves

SOCIOLlNGOfSTICA E DIALETOLOGIA III Dia 29 - Local: CEL14-14:00-18:00 Coordenador(a): Sebostiao Carlos Leite Gonyolves SOCIOLlNGOfSTICA E DIALETOLOGIA III Dia 29 - Local: CEL14-14:00-18:00 Coordenador(a): Sebostiao Carlos Leite Gonyolves A EXPREssAo DO FUTURO Denise Gas!>enJerth. Elvine Siemens Duck. Edson Fagundes as

Leia mais

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA Curso Reconhecido pela Resolução nº do Conselho Nacional de Educação/CNE

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA Curso Reconhecido pela Resolução nº do Conselho Nacional de Educação/CNE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA Curso Reconhecido pela Resolução nº do Conselho Nacional de Educação/CNE A implantação do curso é uma solicitação que vem sendo feita pelos próprios

Leia mais

O PAPEL DAS FRONTEIRAS PROSÓDICAS NA RESTRIÇÃO DO PROCESSAMENTO SINTÁTICO

O PAPEL DAS FRONTEIRAS PROSÓDICAS NA RESTRIÇÃO DO PROCESSAMENTO SINTÁTICO 642 O PAPEL DAS FRONTEIRAS PROSÓDICAS NA RESTRIÇÃO DO PROCESSAMENTO SINTÁTICO Carolina Garcia de Carvalho Silva UFJF/CAPES Maria Cristina Lobo Name UFJF 0 Introdução Este trabalho propõe-se a investigar

Leia mais

o DID 93 integra 0 segundo tipo, e isto explica Ataliba T. de Castilho (UNICAMP)

o DID 93 integra 0 segundo tipo, e isto explica Ataliba T. de Castilho (UNICAMP) Ataliba T. de Castilho (UNICAMP) O. A elipse e a omissao de urn constituinte "estruturalmente necessario", cujo referente pode ser recuperado no texto (por ter side mencionado anteriormente ou por vir

Leia mais

Aula 1: Traços morfossintáticos

Aula 1: Traços morfossintáticos Aula 1: Traços morfossintáticos Quando pensamos nos elementos formativos da sintaxe, ou seja, com que tipos de elementos a sintaxe trabalha, pensamos automaticamente em palavras. Entretanto, essa não parece

Leia mais

mensagem e igual em italiano lasciare un messaggio ou em ingles leave a message. Dutro exemplo e escovar os dentes, que equivale a tradu~ao literal

mensagem e igual em italiano lasciare un messaggio ou em ingles leave a message. Dutro exemplo e escovar os dentes, que equivale a tradu~ao literal ABSTRACT: There are some words that fit with other ones without a justified reason. There are many possible combinations at the range of a language, but some of them are chosen and used by its native speaker.

Leia mais

WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística.

WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística. RESENHAS WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística. Tradução: Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, 2002. Ronaldo de Oliveira BATISTA Centro Universitário Nove de Julho Um número crescente de livros a

Leia mais

5 Sintaxe dos verbos haver e existir

5 Sintaxe dos verbos haver e existir 5 Sintaxe dos verbos haver e existir Há aspectos envolvidos em construções com haver e existir que são muito importantes, para encontrar as raízes das dificuldades que se apresentam no uso desses dois

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA POLO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CCE LETRAS-LIBRAS BACHARELADO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA POLO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CCE LETRAS-LIBRAS BACHARELADO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA POLO: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CCE LETRAS-LIBRAS BACHARELADO Joaquim Cesar Cunha dos Santos ATIVIDADE 07 DISCIPLINA:

Leia mais

Dr. Joaquim de Carvalho Figueira da Foz

Dr. Joaquim de Carvalho Figueira da Foz Curso Profissional de 12º H Português Planificação Anual - Módulos: 10,11 e 12 Ano Letivo: 2015/2016 Módulos Compreensão Âmbito dos Conteúdos Avaliação Leitura/descrição / Expressão de imagens oral Testes

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04

Cadernos do CNLF, Vol. XIII, Nº 04 A OCORRÊNCIA DA POLISSEMIA NOS NOMES DE EMPRESAS DE TELEFONIA Rosana de Vilhena Lima (UFES) rvlima5@hotmail.com INTRODUÇÃO A polissemia é um fenômeno das línguas naturais que contribui para a economia

Leia mais

PARSER: UM ANALISADOR SINTÁTICO E SEMÂNTICO PARA SENTENÇAS DO PORTUGUÊS

PARSER: UM ANALISADOR SINTÁTICO E SEMÂNTICO PARA SENTENÇAS DO PORTUGUÊS Estudos Lingüísticos XXVI (Anais de Seminários do GEL) Trabalho apresentado no XLIV Seminário do GEL na UNITAU - Taubaté, em 1996 UNICAMP-IEL Campinas (1997), 352-357 PARSER: UM ANALISADOR SINTÁTICO E

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2013 Conteúdos Habilidades Avaliação Produção textual COLÉGIO LA SALLE BRASÍLIA Disciplina: Língua Portuguesa Trimestre: 1º Tipologia textual Narração Estruturação de um texto narrativo: margens e parágrafos; Estruturação de parágrafos: início,

Leia mais

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CENTRO DE COMUNICAÇÃO E LETRAS CCL

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE CENTRO DE COMUNICAÇÃO E LETRAS CCL Letras Licenciatura Português/Espanhol e Português/Inglês Letras Tradução Francês/Inglês/Português Letras Licenciatura Português/Inglês e Português/Francês Ementário (não mais ofertada em Processo Seletivo)

Leia mais

A LINGUAGEM E A AQUISIÇÃO DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA

A LINGUAGEM E A AQUISIÇÃO DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA A LINGUAGEM E A AQUISIÇÃO DO PORTUGUÊS COMO LÍNGUA MATERNA Flávia Santos Silva * José Mozart de Góis * Isa Ursole Brito** Luiz José da Silva*** Sergio Luiz Malta de Azevedo**** INTRODUÇÃO Constituindo-se

Leia mais

REFERÊNCIAS DE TEMPO E ASPECTO DOS TEMPOS VERBAIS E DOS ADJUNTOS ADVERBIAIS DE TEMPO

REFERÊNCIAS DE TEMPO E ASPECTO DOS TEMPOS VERBAIS E DOS ADJUNTOS ADVERBIAIS DE TEMPO Anais do 5º Encontro do Celsul, Curitiba-PR, 2003 (1359-1367) REFERÊNCIAS DE TEMPO E ASPECTO DOS TEMPOS VERBAIS E DOS ADJUNTOS ADVERBIAIS DE TEMPO Solange Mendes OLIVEIRA (Universidade Federal de Santa

Leia mais

BAILLY, Danielle. Elements de didactique des langues. Paris: Les langues Modernes, 1984. BESSE, Henri & PORQUIER, Remy. Grammaires et didactique des

BAILLY, Danielle. Elements de didactique des langues. Paris: Les langues Modernes, 1984. BESSE, Henri & PORQUIER, Remy. Grammaires et didactique des ABSTRACT: The objective of this paper is to discuss the way linguistic knowledge should be transmitted to language teachers, pointing to the necessary modifications and to the difficulties found in this

Leia mais

Valores semánticos dos nomes sufixados em -ado no portugués europeu

Valores semánticos dos nomes sufixados em -ado no portugués europeu POSTER SESSION Valores semánticos dos nomes sufixados em -ado no portugués europeu Iovka Bojflova Tchobánova Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Alameda da Universidade 1600-214LISBOA PORTUGAL

Leia mais

FACULTADE DE FILOLOXÍA DEPARTAMENTO DE FILOLOXÍA GALEGA

FACULTADE DE FILOLOXÍA DEPARTAMENTO DE FILOLOXÍA GALEGA FACULTADE DE FILOLOXÍA DEPARTAMENTO DE FILOLOXÍA GALEGA HISTÓRIA E VARIEDADE DO PORTUGUÊS 2 José António Souto Cabo Márlio Barcellos Pereira da Silva GUÍA DOCENTE E MATERIAL DIDÁCTICO 2015/2016 FACULTADE

Leia mais

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE

JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE JAKOBSON, DUCHAMP E O ENSINO DE ARTE Terezinha Losada Resumo: A obra Fonte de Marcel Duchamp é normalmente apontada pela crítica de arte como a síntese e a expressão mais radical da ruptura com a tradição

Leia mais

O PAPEL DA RECOMPOSIÇÃO NA FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS

O PAPEL DA RECOMPOSIÇÃO NA FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS O PAPEL DA RECOMPOSIÇÃO NA FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS Marcio Rodrigues Mirapalhete Lúcia Sá Rebello 1 Resumo: Esse trabalho tem como objetivo discutir os fenômenos de formação de palavras na língua portuguesa,

Leia mais

SUPERANDO DIFICULDADES LINGUfSTICO-PEDAG6GICAS NA ELABORAC;AO DE MATERIAL DIDATICO

SUPERANDO DIFICULDADES LINGUfSTICO-PEDAG6GICAS NA ELABORAC;AO DE MATERIAL DIDATICO SUPERANDO DIFICULDADES LINGUfSTICO-PEDAG6GICAS NA ELABORAC;AO DE MATERIAL DIDATICO Denise Martins de ABREU-E-LIMA (Universidade Federal de Silo Carlos) Dirce Charara MONTEIRO(Universidade Estadual Paulista)

Leia mais