CARTA DO DIRETOR DA ESCOLA JUDICIÁRIA ELEITORAL TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

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1 CARTA DO DIRETOR DA ESCOLA JUDICIÁRIA ELEITORAL TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Brasília/DF, 18 de julho de Para colaborar com o cumprimento da missão da Justiça Eleitoral de garantir a legitimidade do processo eleitoral e o livre exercício do direito de votar e de ser votado, a Escola Judiciária Eleitoral foi constituída com a finalidade de atuar na capacitação dos magistrados e dos demais agentes públicos envolvidos na aplicação da legislação eleitoral e também de contribuir para a promoção da cidadania e para o aperfeiçoamento da democracia, como bem sintetizado na descrição da missão da EJE, no VII Encontro CODEJE, realizado em Florianópolis em 1º de abril de Revelam-se, aqui, os três eixos de atuação da EJE capacitação de magistrados e de agentes públicos, aprimoramento das práticas eleitorais e políticas e educação para cidadania, que se interconectam no objetivo comum de fortalecer a democracia e o processo eleitoral, mas encontram espaço próprio de reflexão e ação. Embora tenha a EJE/TSE o dever de estabelecer, promover e consolidar as políticas, diretrizes e estratégias gerais (art. 2º da Resolução TSE nº /2016), o exercício legítimo dessa competência de coordenação deve levar em consideração as necessidades, vocações e experiências das EJEs regionais. A desejada unidade de ação da Escola Judiciária Eleitoral exige a identificação de projetos que possam ser expandidos ou replicados, com economia de recursos humanos e financeiros, explorando os recursos tecnológicos e os meios de comunicação disponíveis a partir de focos de atuação em comum. Com a finalidade de fomentar o diálogo entre a EJE/TSE e as EJEs regionais, apresentam-se as seguintes reflexões iniciais, considerando-se os eixos de atuação da Escola. Propõe-se que, no eixo capacitação, a Escola Judiciária Eleitoral volte seus esforços para a formulação de cursos e para a elaboração de materiais didáticos e de publicações que partam de

2 problemas emergidos da prática eleitoral, que explorem as interconexões do Direito Eleitoral com outros campos do conhecimento, jurídicos ou não, e que promovam o diálogo com agentes de diversas áreas. Não se deve olvidar, ainda, a importância de as ações de capacitação indicarem com precisão o público-alvo e o objetivo pedagógico esperado, para que se defina a espécie ação recomendada, que pode passar pela organização de uma publicação ou pela realização de seminários e cursos, certificados ou não. Com isso, pretende-se ressaltar a vocação da educação profissional não simplesmente para a aquisição de conhecimento, como também para o desenvolvimento de competências, o que habilita o agente a solucionar problemas, aptidão cuja importância se evidencia frente ao dinamismo típico da área eleitoral. Para além da capacitação dos agentes que atuam na aplicação da legislação eleitoral, a Escola Judiciária Eleitoral pode contribuir para o fortalecimento da democracia, com ações que estimulem o aperfeiçoamento das práticas eleitorais e políticas, tendo como foco o processo e o sistema eleitoral e político, os agentes políticos e os cidadãos. Aqui, os desafios que se apresentam para a EJE talvez sejam maiores, havendo clara necessidade de que sua atuação seja mais premente e de que sua capacidade de difundir boas práticas seja mais palpável. Passados mais de 30 anos desde o início do processo de redemocratização do país, que culminou com a promulgação da Constituição Cidadã, há certo consenso no sentido de que ainda há muito a fazer para aprimorar a democracia no Brasil, em especial no que toca ao incremento das relações entre representantes e representados, problema que resta evidenciado pelo déficit de responsabilização política dos agentes políticos. Esse déficit de controle político-democrático do poder revela que há muito a avançar a partir da reflexão sobre as práticas eleitorais e políticas e sobre as ações educativas voltadas à promoção da cidadania. No eixo aprimoramento das práticas eleitorais e políticas, a Escola Judiciária Eleitoral tem condições de criar fóruns de discussão, em bases não partidárias, para refletir sobre a reforma do sistema eleitoral e político, aproveitando-se do conhecimento de prática eleitoral advindo da função da Justiça Eleitoral de regular, organizar e executar as eleições e de resolver conflitos, bem como do ambiente propiciado pela Academia para reflexão. Ainda nesse eixo de atuação, deve-se considerar que o aprimoramento das práticas eleitorais e políticas não passa apenas pela reformulação da legislação, pois exige ainda que os agentes políticos estejam preparados para o modelo de representação política que hoje se espera dos governantes. Isso traz a possibilidade de a Escola Judiciária Eleitoral atuar como difusora do Direito Eleitoral perante os agentes políticos, missão relevante ao se considerar, por exemplo, os 5.568

3 municípios brasileiros com eleições 1 e o fato de que, nas eleições de 2012, foram eleitos vereadores. No eixo educação para cidadania, pode-se cogitar diversas ações voltadas ao fortalecimento das práticas democráticas na sociedade, com o escopo de conscientizar que a autêntica democracia pressupõe a existência de uma comunidade que conceba a participação na vida política não apenas como um direito, mas como uma responsabilidade. Considerando o compromisso da democracia brasileira com o pluralismo político e com a emancipação, parece importante atuar em faixas da população que estão iniciando ou irão iniciar sua vivência democrática ou segmentos da sociedade que, por alguma circunstância, foram ou estão apartados da vida política. Apontando alguns desafios e pontos de partida para a gestão que ora se inicia, a EJE/TSE convida as EJEs regionais a participarem ativamente do VI ENEJE, cujo objetivo é oferecer subsídios para a elaboração do plano de trabalho da EJE/TSE. Com os cordiais cumprimentos do Prof. Dr. Fábio L. Quintas 1 IBGE. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Perfil dos municípios brasileiros: Rio de Janeiro: IBGE, 2016.

4 ESCOLA JUDICIÁRIA ELEITORAL DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL VI ENCONTRO NACIONAL DAS ESCOLAS JUDICIÁRIAS ELEITORAIS EDITAL EJE/TSE Nº 001/2016 Pelo presente edital, a Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral convida as Escolas Judiciárias Eleitorais a sugerirem temas e projetos para pauta e a submeterem artigos para o VI Encontro Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais (ENEJE). 1. APRESENTAÇÃO DO EVENTO O VI ENEJE será realizado nos dias 18 e 19 de agosto, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF), tendo como objetivo fortalecer o diálogo entre as EJEs e coletar temas e projetos prioritários, que servirão de subsídio para a elaboração do Plano de Trabalho da EJE/TSE. A primeira etapa do evento será dedicada à realização de seminário. A segunda etapa será voltada à formação de Grupos de Trabalho, compostos pela EJE/TSE e por todas as EJEs Regionais. Cada EJE Regional poderá fazer-se representar por até três membros, entre diretores, coordenadores e/ou servidores, de modo a viabilizar a representatividade de todas as EJEs em todos os Grupos de Trabalho. As inscrições são individuais e serão feitas por intermédio do link entre os dias 18 de julho e 5 de agosto de DA PROGRAMAÇÃO DO VI ENEJE Na sua etapa inicial, o VI ENEJE contará com dois seminários, com o propósito de trazer para reflexão questões envolvendo o processo eleitoral, a democracia e o papel que deve ser desempenhado pela Escola Judiciária Eleitoral, conforme programação a ser oportunamente divulgada. A segunda etapa do VI ENEJE realizar-se-á mediante a formação de três Grupos de Trabalho (GTs), correspondentes a cada um dos eixos de atuação das EJEs, quais sejam cidadania, aperfeiçoamento das práticas eleitorais e capacitação, com o objetivo de discutir e de propor

5 diretrizes para o desenvolvimento do trabalho da Escola Judiciária Eleitoral, a partir da apresentação de projetos concebidos pelas EJEs Regionais. Cada GT contará com uma equipe de coordenação, formada pela EJE/TSE e por uma EJE regional. Ficam designadas três EJEs Regionais relatoras, uma para cada eixo, a saber: capacitação, EJE/MG; aperfeiçoamento das práticas eleitorais, EJE/PR; e cidadania, EJE/DF Grupos de Trabalho: etapa preparatória Entre os dias 18 de julho e 1º de agosto de 2016, cada EJE regional é convidada a preencher o Formulário de Coleta de Temas e Projetos (http://goo.gl/forms/b8sken1ebyoxkyag2), que se refere aos três eixos de atuação das EJEs. O material recebido será organizado e estruturado em forma de relatório pelas EJEs Regionais relatoras (Relatório de Temas e Projetos), devendo enviá-lo à EJE/TSE até o dia 12 de agosto de Os Relatórios de Temas e Projetos subsidiarão a montagem da pauta dos Grupos de Trabalho, por parte da EJE/TSE, e encaminhados previamente a todos os participantes Grupos de Trabalho: metodologia de trabalho no VI ENEJE A primeira fase dos Grupos de Trabalho consistirá na apresentação e na discussão em torno dos temas e projetos coletados por intermédio dos Formulários de Coleta de Temas e Projetos e consolidados pelos Relatórios de Temas e Projetos. A segunda fase dos Grupos de Trabalho consistirá em sessão deliberativa, na qual serão eleitos cinco temas e projetos por eixo, de modo que, ao final, sejam definidos até quinze temas e projetos prioritários que subsidiarão a elaboração, por parte da EJE/TSE, do plano de trabalho para o biênio 2016/2018. Os resultados de cada Grupo de Trabalho serão sistematizados em relatórios finais dos grupos de pesquisa, que conterão a respectiva ata de cada grupo. Findos os Grupos de Trabalho, todos os participantes reunir-se-ão novamente em auditório do TSE para comunicação, por parte da direção da EJE/TSE, dos respectivos resultados e encerramento do VI ENEJE. 3. DAS PUBLICAÇÕES Propõe-se a publicação dos anais do VI ENEJE, com os relatórios elaborados nos GTs e eventuais projetos apresentados, bem como de artigos científicos que versem sobre projetos executados pelas EJEs ou que discorram sobre experiências relacionadas aos três eixos de atuação das Escolas Judiciárias.

6 Assim, ficam todos os diretores, coordenadores e servidores convidados a submeterem artigos para compor tal publicação. Também poderão ser submetidos para publicação artigos coletados (aprovados e inéditos) pelas revistas das EJEs regionais, devendo o autor ser prévia e formalmente consultado acerca do seu interesse na publicação. Os artigos poderão ser submetidos até 19 de agosto de DO CRONOGRAMA VI ENEJE 18 de julho a 5 de agosto: Inscrições. 18 de julho a 1º de agosto: preenchimento dos Formulários de Coleta de Temas e Projetos por parte das EJEs regionais e remessa à EJE/TSE. 2 de agosto: Remessa pela EJE/TSE dos Formulários de Coleta de Temas e Projetos às EJEs relatoras. 12 de agosto: Data limite para o envio pelas EJEs relatoras dos Relatórios de Temas e Projetos à EJE/TSE. 16 de agosto: Divulgação da pauta dos Grupos de Trabalho do VI ENEJE. 18 e 19 de agosto: realização do VI ENEJE. 19 de agosto: Data limite para a submissão de artigos. 20 de outubro: publicação dos Anais do VI ENEJE. Fábio L. Quintas Diretor da EJE/TSE

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