UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ FERNANDA LOPES REGINA A PROPAGANDA IDEOLÓGICA DO IPES ( )

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ FERNANDA LOPES REGINA A PROPAGANDA IDEOLÓGICA DO IPES (1961 1964)"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ FERNANDA LOPES REGINA A PROPAGANDA IDEOLÓGICA DO IPES ( ) CURITIBA 2010

2 FERNANDA LOPES REGINA A PROPAGANDA IDEOLÓGICA DO IPES ( ) Monografia apresentada à disciplina Orientação Monográfica I, como pré-requisito à conclusão do Curso de Ciências Sociais do Departamento de Ciências Sociais, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná. Orientador: Profª. Drª. Luciana Fernandes Veiga CURITIBA

3 Há soldados armados Amados ou não Quase todos perdidos De armas na mão Nos quartéis lhes ensinam Uma antiga lição: De morrer pela pátria E viver sem razão... Geraldo Vandré Em memória de meu pai. 2

4 Dedico este trabalho a pequena família da qual faço parte, minha mãe Ana e minhas irmãs Patrícia e Priscila, sem as quais eu não teria forças para caminhar. Aos grandes amigos que surgiram ao longo dessa caminhada vindos de diferentes direções, Alexsandra, Kássia e Érika, que me ajudaram a continuar quando eu achei que não poderia mais e que hoje fazem parte de todas as minhas conquistas. Aos amigos com quem dividi bons momentos durante esse período e dos quais jamais vou esquecer, Lidiane, Édina e Angel. À Professora Luciana por ter desde o início acreditado no projeto. À atenção e prestatividade de Satiro Nunes do Arquivo Nacional. E, sobretudo a Deus pela força de todos os dias. 3

5 RESUMO A principal questão apresentada neste trabalho diz respeito à propaganda política e seus efeitos sociais, políticos e econômicos. Para ilustrar este quadro, a presente análise busca elucidar de forma exemplificada, algumas das principais questões presentes nas teorias da Comunicação, da Sociologia e da Ciência Política. O objetivo central é saber de que forma o discurso pré-64 influenciou a população como um todo, mobilizando os indivíduos através de uma doutrina ideológica respaldada no desenvolvimento e no anticomunismo a fim de se buscar o apoio de diferentes classes para a efetivação do Golpe. PALAVRAS-CHAVES: Propaganda. Regime Militar, Forças Armadas, IPES. 4

6 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 Índice do PIB de 1920 a 1980 pg. 47 QUADRO 2 PIB de 1920 a 1980 por setores pg. 48 QUADRO 3 Bancada dos principais partidos na Câmara Federal pg. 62 QUADRO 4 Tipologia dos documentários pg.109 QUADRO 5 Ocorrência das metas do IPES nos documentários pg

7 SUMÁRIO RESUMO 4 LISTA DE QUADROS 5 INTRODUÇÃO 8 Capítulo I PROPAGANDA E POLÍTICA I.1. Propaganda 12 I.2. A Indústria Cultural e os Meios de Comunicação de Massa 14 I.3. A Propaganda Política 22 I.3.1. Estado Poder e Ideologia 22 I A Propaganda Político-Ideológica 30 I.4. A Propaganda Nazista 35 I.5. A Propaganda Varguista 40 Capítulo II BRASIL: II.1. Sociedade, Economia e Política 47 II.2. Os Interesses de Classes 56 II.2.1. Os Trabalhadores 60 II.2.2. Os Militares 66 II.2.3. Os Empresários 79 II. 3. A Difusão Ideológica 85 Capítulo III O IPES III.1. Fundação 89 III.2. Estrutura 93 Grupo de Levantamento da Conjuntura (GLC) 94 Grupo de Assessoria Parlamentar (GAP) 95 Grupo de Opinião Pública (GOP) 96 Grupo de Publicações/Editorial (GPE) 98 Grupo de Estudo e Doutrina (GED) 99 III.3. A Propaganda Golpista 100 6

8 Capítulo IV PROPAGANDA IPESIANA NOS DOCUMENTÁRIOS DE JEAN MANZON IV.1. O Gênero Documentário no Brasil 104 IV. 2 Os Filmes Ipesianos 108 CONCLUSÃO 114 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 115 7

9 INTRODUÇÃO As pesquisas documentais tiveram nas últimas décadas um crescimento significativo na quantidade total de trabalhos realizados. Se analisarmos, por exemplo, o caso da América Latina, veremos que principalmente a partir da década de 80, que para muitos países significou o fim de seus regimes autoritários, houve intensa luta para que os documentos provenientes do período em questão se tornassem públicos, sobretudo por ter-se tratado de um momento político absolutamente complexo, em que todas as atividades governamentais eram sigilosas e confidenciais. No caso brasileiro, os documentos estão sob inteira responsabilidade do Governo Federal, conforme a Lei nº de A consolidação desta política fica a cargo do Conarq - Conselho Nacional de Arquivo órgão colegiado que atua vinculado a Casa Civil da Presidência da República. O órgão central do Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos SIGA é o Arquivo Nacional, localizado nos estados do Rio de Janeiro e Brasília. Desde 1990, estão sob a custódia do AN os documentos do período do Regime Militar ( ), provenientes da extinta Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça DSI/MJ ( ). Em 2005 somaram-se a estes, outros também oriundos de órgãos extintos que faziam parte do quadro institucional da época, como o Serviço Nacional de Informação SNI ( ) da Comissão Geral de Investigações CGI ( ) e do Conselho de Segurança Nacional CSN ( ), tendo seu acervo sobre repressão passado de páginas de texto para páginas da mesma natureza. Os documentos disponibilizados pelo Arquivo Nacional do Rio de Janeiro possibilitaram a René Armand Dreifuss, a realização de sua obra-prima 1964: A Conquista do Estado Ação Política, Poder e Golpe de Classe. Através deste livro, Dreifuss trouxe a tona uma questão absolutamente desconhecida pela maior parte da população, qual seja, a existência de um instituto criado em 1961, formado quase que majoritariamente por empresários multinacionais que tinham como objetivo principal a derrubada do governo João Goulart: o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES, nosso objeto estudo. A presente pesquisa encontra respaldo no trabalho precursor de Dreifuss no que diz respeito à análise do IPES enquanto um órgão disseminador de vasta propaganda política que resultaria em 1964 com o Golpe Militar. 8

10 Fundado oficialmente em 29 de novembro de 1961, o IPES tornou-se o reduto da conspiração civil contra o governo Goulart, agremiando diversos backgrounds ideológicos e forças de ação para que o objetivo pudesse ser alcançado. A questão mais controversa e principal alvo das críticas ao trabalho de Dreifuss está posta em relação a primazia do econômico, ou seja, o alto grau de importância que o autor teria atribuído ao Instituto, enquanto força de ação para a tomada do poder de Estado; para os críticos, esta avaliação economicista do momento em questão, subestimaria a verdadeira essência militar do Golpe. Nosso trabalho, tanto quanto o de Dreifuss, busca analisar esta questão pela única maneira possível: a análise de documentos. Seguramente a máxima de que muitas vezes os fatos dizem mais do que as provas, é absolutamente aplicável, mas as fontes documentais continuam sendo a única maneira concreta de analisarmos períodos nos quais não estivemos presentes. Explicamos ainda que, ao utilizarmos como principal referência o autor em questão, não temos a intenção de diminuir a influência e a participação das Forças Armadas na conspiração golpista, pelo contrário, pretendemos demonstrar ao longo do trabalho que mais do que uma congruência de interesses, houve no período um intercâmbio de posições entre os empresários e os militares, com a diferença que enquanto uns utilizaram-se das armas de fogo, outros apelaram para as armas de efeitos simbólicos. Nosso principal objetivo é trazer à discussão de que forma o IPES disseminou sua ideologia contrária ao populismo, nacionalismo, sindicalismo e comunismo entre os diferentes setores da sociedade, ou seja, de que maneira a propaganda empreendida pela classe economicamente dominante encontrou respaldo e apoio na população como um todo, inclusive no interior das Forças Armadas para que houvesse antes de 1964 no imaginário coletivo a necessidade da interferência dos militares. Para que esta análise seja possível, utilizaremos como base, a teoria marxista clássica que trata da luta de classes nas sociedades capitalistas e alguns de seus desdobramentos mais contemporâneos, aspectos teóricos de comunicação como a propaganda, com ênfase em seu caráter político e a análise de alguns documentos audiovisuais (documentários) que foram produzidos sob o rígido controle do IPES para fins já mencionados. No primeiro capítulo apresentaremos as diferenciações entre publicidade e propaganda tomando a segunda como um meio persuasivo para a obtenção de fins não 9

11 comerciais, mas como proveniente de um processo histórico do avanço do capitalismo que possibilitou um aumento significativo das indústrias o que consequentemente possibilitou a criação de uma Indústria Cultural e a disseminação dos meios de comunicação. Na seqüência, falaremos mais detalhadamente sobre a propaganda, revisitando os textos clássicos da ciência política para explicar a disseminação ideológica a partir dos conceitos de Estado, Poder e Ideologia e para encerrarmos o capítulo, traremos dois exemplos práticos da utilização da propaganda política: o nazismo, na Alemanha e o varguismo, no Brasil. No segundo capítulo faremos uma contextualização do período democrático brasileiro, de 1945 a 1964 no que diz respeito à configuração social, econômica e política do país para na seqüência falarmos sobre os interesses presentes na cena política detalhando as classes atuantes no conflito ideológico, a saber, os trabalhadores, reunidos nos sindicatos, os militares e suas concepções doutrinárias e os empresários que viam no liberalismo a única maneira de garantir a manutenção de seus interesses. É importante notar que apesar da importância no anticomunismo para os debates existentes na época, não dedicamos um item em especial para ele neste segundo capítulo que tem como intenção situar o estado de coisas no Brasil no período em questão. Para que pudéssemos trazer de forma mais condizente e fiel os acontecimentos, acabamos por diluir o tema entre os diferentes pontos apresentados, sem a necessidade de explicalo detalhadamente, pois o trabalho tornar-se-ia repetitivo e desgastante, já que é um ponto em comum ao discurso das três classes. Para encerrarmos o capítulo, faremos uma retrospectiva dos meios de comunicação no Brasil, trazendo os principais veículos de informação que o país possuía, bem como os índices de crescimento alcançados pelos mesmos. No terceiro capítulo, chegaremos ao ponto principal de nosso trabalho, ou seja, o IPES. Iniciaremos com sua fundação e de que forma ele foi aos poucos estabilizando-se e garantindo sua atuação. Veremos também como eram realizadas suas atividades, seus principais membros e seu corpo de diretrizes. Este é o capítulo de introdução do Instituto, que como dito anteriormente, foi apresentado por Dreifuss em nada menos que cerca de 900 páginas. Faremos uma reconstituição dos dados trazidos pelo autor unicamente com as informações pertinentes ao desenvolvimento de nossa pesquisa que analisa o Instituto no tocante à propaganda, ou seria inviável a conclusão do trabalho. 10

12 É importante dizer também, que embora nosso trabalho trate do regime militar, nosso objeto de estudo é o IPES e a propaganda pré-golpe, deste modo o período limite de análise no trabalho é de 1961, ano de sua fundação a Por fim, analisaremos o mais importante dado documental que fez parte do arcabouço de propagandas que o Instituto difundiu ao longo de sua campanha, os documentários produzidos pelo IPES através de um dos maiores fotógrafos e documentaristas que já passaram pelo país, o francês Jean Manzon que adquiriu vasta experiência como diretor de cinema no período em que trabalhou no Departamento de Imprensa e Propaganda DIP de Getúlio Vargas e que continuou atuando a serviço do governo após

13 Capítulo I PROPAGANDA E POLÍTICA I.1. Propaganda A propaganda permitiu-nos conservar o poder, a propaganda nos possibilitará a conquista do mundo. Adolf Hitler Os termos Propaganda e Publicidade são utilizados no Brasil indistintamente e usualmente acabam por designar a mesma idéia, de forma que as características que definem cada um deles são colocadas em xeque sem levar em conta que uma confusão terminológica pode comprometer o resultado final de uma pesquisa. Erbolato (1985) define publicidade como: 1. Arte de despertar no público o desejo de compra, levandoo à ação. 2. Conjunto de técnicas de ação coletiva, utilizadas no sentido de promover o lucro de uma atividade comercial, conquistando, aumentando ou mantendo clientes. 1 A publicidade está associada, portanto, à atividade comercial, ou seja, à promoção de produtos ou serviços, visando o estímulo à compra por parte do público consumidor. Acreditamos que esta seja uma classificação primária para o termo, mas é, no entanto, o suficiente para esclarecermos sua finalidade e podermos diferenciá-lo da propaganda, que é o nosso real objeto de trabalho. Ainda segundo Erbolato (1985): [a propaganda é um] conjunto de atividades que visam influenciar o homem, com o objetivo religioso, político ou cívico, mas sem finalidade comercial. 2 A partir desta definição, conseguimos identificar a principal diferença entre os termos através de uma simples relação entre objetos e objetivos: publicidade 1 ERBOLATO, Mario. Dicionário de Propaganda e Jornalismo. Campinas: Papirus, 1985, p Ibdem, p

14 comercial e propaganda ideologia. Embora a segunda, tal qual a definição proposta, tenha se inspirado na outra surgida nos Estados Unidos, ela adquiriu contornos próprios e consequentemente, uma função terminológica própria. A propaganda trata da divulgação de idéias com a finalidade de influenciar opiniões e ações de outros indivíduos ou grupos relativamente a fins predeterminados, ela opera no intuito de despertar e influenciar os sentimentos do público receptor. 3 Por isso, ao longo de sua evolução, ela alcançou uma significativa importância no processo de desenvolvimento das sociedades. Inúmeros estudos partem deste pressuposto e analisam a influência que ela teve na difusão de idéias que guiaram importantes transformações nos campos econômico, político e social. Segundo Pinho (1990), a propaganda pode ser classificada, segundo sua natureza, em nove categorias, a saber: ideológica, política, eleitoral, governamental, institucional, corporativa, legal, religiosa e social. O estudo do conjunto destas categorias, sem dúvida alguma, possibilita uma compreensão mais abrangente do conceito em si, mas esta não é a intenção deste trabalho. Iremos nos ater a duas categorias fundamentais e elucidativas para nossa apresentação: a política e a ideológica. A propaganda política consiste basicamente na transmissão de idéias políticas e de programas ou filosofias partidárias. Ela é comumente utilizada para influenciar a opinião pública através dos meios de comunicação, atuando pelo processo da persuasão, que segundo Garcia (1999) é a sua marca distintiva. O conteúdo de sua mensagem é estabelecido a favor de uma causa, quase sempre associada à classe dominante e esta mensagem traz embutida em si, uma ideologia, entendida aqui como um conjunto de idéias a respeito da realidade. Decorre dela, então, a propaganda ideológica que segundo Pinho (1990) tem a função (...) de formar a maior parte das idéias e convicções dos indivíduos e, com isso, orientar todo o seu comportamento social. As mensagens apresentam uma versão da realidade a partir da qual se propõe a necessidade de manter a sociedade 3 Até mesmo o indivíduo final é diferente, na publicidade é consumidor, na propaganda é público receptor. 13

15 nas condições em que se encontra ou de transformá-la em sua estrutura econômica, regime político ou sistema cultural. 4 Neste trabalho utilizaremos a definição propaganda político-ideológica para designar este processo conjunto de atuação das duas categorias de propaganda, entendida pelo viés sociológico, como um objeto particular constituinte de uma análise mais ampla que busca esclarecer o andamento do processo de dominação social de determinada classe por outra em determinado momento histórico, dada a relevância de seu caráter ideológico. No entanto, faremos uma breve análise histórica do surgimento da propaganda encontrando respaldo na teoria sociológica oriunda da Escola de Frankfurt, que tem em Theodor W. Adorno, seu mais importante representante diante de seus estudos realizados junto a Max Horkheimer sobre a Indústria Cultural. I.2. A Indústria Cultural e os Meios de Comunicação de Massa Foi somente na década de 1830 que a literatura e as artes começaram a ser abertamente obsedadas pela ascensão da sociedade capitalista, por um mundo no qual todos os laços sociais se desintegravam exceto os laços entre o ouro e o papel-moeda (...) 5 Na citação apresentada, Hobsbawn refere-se às profundas transformações que o século XIX assistiu. Neste período houve uma significativa mudança no funcionamento das sociedades contemporâneas, atingindo assim, todos os seus elementos constituintes, tais quais a política, a economia, a cultura, etc. De forma geral, segundo as teorias que analisam este processo, as antigas relações tradicionais foram suplantadas por outras. Os indivíduos passaram a se constituir em uma massa homogênea sem diferenças político-ideológicas, sem vínculos comunitários, desintegrando desta forma, as culturas locais diante da transição econômica que o século XIX apresentou. 4 GARCIA, Nelson Jahr apud PINHO, José Benedito. Propaganda Institucional - Usos e Funções da Propaganda em Relações Públicas. São Paulo: Summus Editora, 1990, p HOBSBAWM, Eric J. p. 22. Disponível em <http://www.scribd.com/doc/ /a-era-das- Revolucoes-Eric-J-Hobsbawm>. Acesso em: 18 de fevereiro

16 Na seqüência de sua exposição, Hobsbawn faz uma citação à La comédie humaine de Honoré de Balzac, considerada uma obra-retrato das mudanças sociais sofridas pela sociedade francesa na primeira metade do século XIX, período de transição do Antigo Regime e a consolidação da sociedade burguesa moderna. 6 Neste retrato cômico que Balzac faz da burguesia francesa, estão contidos os principais elementos presentes no processo de industrialização, pelo qual a Europa, sobretudo a França e Inglaterra, vinham passando, entre outros: o sistema de transporte interurbano (...), o processo da tipografia, o jornalismo nascente, a rotina dos cartórios e dos escritórios de advocacia, os comerciantes e suas listas de clientes e fornecedores, o sistema de descontos de letras, a confecção de perfumes, atas de concordatas, montagem de processos de falências etc. 7 A transição econômica do modelo liberal para o monopolista, teve início na metade do século XIX, e consolidação no século XX com o desmoronamento do liberalismo ocorrido na Revolução Industrial. A principal característica deste momento foi a mecanização e racionalização da produção, separando capital e trabalho, produzindo em função do lucro pela produção e consumo em massa. Este processo de industrialização passou a manifestar tendências monopolistas de controle de mercado e alterou de forma efetiva as sociedades. À grande concentração e centralização de capital convencionou-se chamar de capitalismo, originado com a concentração de unidades fabris e produção industrial apoiadas pelo capital financeiro, separando visivelmente a sociedade em classes, ou seja, a burguesia e o proletariado. Segundo Marx (DATA): A burguesia submeteu o campo à cidade. Criou cidades enormes, aumentou tremendamente a população urbana em relação à rural, arrancando assim contingentes consideráveis da população do embrutecimento da vida rural. Assim como subordinou o campo à cidade, os países bárbaros e 6 Embora a Revolução Industrial tenha tido início na Inglaterra (antiga Grã-Bretanha), logo espalhou-se pelo continente e seu legado pôde ser observado em vários outros países europeus, por isso à alusão de Hobsbawn ao cenário francês. 7 Disponível em < Acesso em: 18 de fevereiro

17 semibárbaros aos civilizados, subordinou os povos camponeses aos povos burgueses, o Oriente ao Ocidente. A burguesia suprime cada vez mais a dispersão da população, dos meios da produção e da propriedade. Aglomerou a população, centralizou os meios de produção e concentrou a propriedade em poucas mãos. A conseqüência necessária disso foi a centralização política. 8 O capitalismo, por sua vez, enfrentou e enfrenta crises que estão relacionadas ao seu próprio funcionamento enquanto modo de organização social, pois como analisa Marx (DATA) Há mais de uma década a história da indústria e do comércio é, simplesmente, a história da revolta das forças produtivas modernas contra as condições modernas de produção, contra as relações de propriedade que condicionam a existência da burguesia e seu domínio. Basta lembrar as crises comerciais que, repetindo-se periodicamente, ameaçam cada vez mais a sociedade burguesa. Nessas crises destrói-se uma grande parte dos produtos existentes e das forças produtivas desenvolvidas. Irrompe uma epidemia que, em épocas precedentes, parecia um absurdo a epidemia da superprodução. Repentinamente, a sociedade vê-se de volta a um estado momentâneo de barbarismo; é como se a fome ou uma guerra universal de devastação houvesse suprimido todos os meios de subsistência; o comércio e a indústria parecem aniquilados. E por quê? Porque há demasiada civilização, demasiados meios de subsistência, demasiada indústria, demasiado comércio.(nota Manifesto) 9 Uma vez que o crescimento econômico está intimamente ligado à produção, e esta por sua vez, gera uma abundância de produtos, baixa dos preços e consequentemente o corte de despesas que se convertem em demissões, baixa dos 8 O manifesto comunista 9 O Manifesto 16

18 salários, subemprego, falência de empresas, podemos dizer que a deficiência do sistema econômico reflete-se principalmente no campo social: cria-se a miséria e o descontentamento, e o resultado desta união são as revoluções sociais. E, de fato, a revolução social eclodiu na forma de levantes espontâneos dos trabalhadores da indústria e das populações pobres das cidades, produzindo as revoluções de 1848 no continente e os amplos movimentos cartistas na Grã-Bretanha. O descontentamento não estava ligado apenas aos trabalhadores pobres. Os pequenos comerciantes, sem saída, a pequena burguesia, setores especiais da economia eram também vítimas da revolução industrial e de suas ramificações. Os trabalhadores de espírito simples reagiram ao novo sistema destruindo as máquinas que julgavam ser responsáveis pelos problemas. 10 É neste momento que Karl Marx leva a público o Manifesto Comunista, originário da secreta Liga Comunista formada por operários alemães que em 1847 no Congresso de Londres, através de abaixo-assinados, organizaram-se na missão de escrever para fins de publicação um programa detalhado, teórico e prático do partido. 11 A crise capitalista estava deflagrada: para Marx a maior contradição capitalista está em si mesma, na medida em que o capital origina o proletariado, que é quem dá vida ao capitalismo e por sua vez, possui a chave para a destruição do mesmo - a união de esforços contra a burguesia dominante através da luta de classes. Com este processo instaurado, ficou ainda mais difícil impor a hegemonia de forma a agrupar o proletariado tal qual a classificação de sociedade de massas; 12 surge 10 HOBSBAWM, Eric J. p. 28. Disponível em <http://www.scribd.com/doc/ /a-era-das- Revolucoes-Eric-J-Hobsbawm>. Acesso em: 18 de fevereiro O Manifesto 12 A sociedade de massas formou-se durante o processo da industrialização do século XIX, através da especialização em tarefas, a organização industrial em larga escala, a concentração de populações urbanas, a centralização crescente do poder de decisão, o desenvolvimento de um complexo sistema de comunicação internacional e o crescimento dos movimentos políticos das massas. Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/cultura_popular>. Acesso em: 20 de fevereiro

19 disso a necessidade de um mecanismo articulador mais poderoso que torne possível à burguesia manter seu controle diante das crises operárias; essa mediação começa de forma mais imperativa a ser realizada pelos meios de comunicação. O primeiro meio massivo, embora já vastamente utilizado, desde a invenção da imprensa por Gutenberg no século XV é o jornal, pois a Revolução Industrial aperfeiçoou os métodos de produção e distribuição de mídia impressa. A impressão de tipo rotativa surgida em 1847 nos Estados Unidos, que substituiu a de tipo plana, acelerou a transformação das editoras de jornais em enormes empresas. 13 Em 1821, surge na Inglaterra o jornal The Guardian, principal jornal britânico publicado até os dias de hoje. Em 1933, é fundado o New York Sun, primeiro jornal popular, vendido a um centavo de dólar. Os jornais e especialmente os tablóides da yellow press que começaram a aparecer em grande número a partir de 1870 alcançaram tiragens incríveis. Nas grandes metrópoles Barcelona, Madrid, Paris, Berlin, Londres e Nova York saíam vários jornais diários, com tiragens espantosas, alguns até com edições da manhã e da tarde. 14 Acompanhando o desenvolvimento dos jornais, há no século XIX uma revolução nas tecnologias de informação, de forma que os meios de comunicação tornam-se instituições privadas com alcance global, não somente no setor jornalístico, mas também na área de entretenimento (cultura e diversão), e é justamente neste cenário que no final da primeira metade do século XIX é cunhado na Alemanha o termo Indústria Cultural. Coelho (1997) nos diz: Seus princípios são os mesmos da produção econômica geral: uso crescente da máquina, submissão do ritmo humano ao ritmo da máquina, divisão do trabalho, alienação do trabalho É importante lembrar, no entanto, que é nessa época que os partidos operários e demais movimentos sociais também passam a utilizar-se da publicação de jornais e folhetos para a disseminação de sua ideologia. 14 Disponível em < Acesso em 20 de fevereiro

20 Este autor brasileiro dedicado ao estudo da cultura afirma que não podemos falar indústria cultural e em cultura de massa antes da Revolução Industrial e de uma economia de mercado baseada no consumo. Foi a industrialização que determinou a industria cultural e a cultura de massa. 16 A sociologia, ao analisar os meios de comunicação, ganhou notoriedade através dos estudos desenvolvidos por Theodor Adorno, Horkheimer e outros intelectuais da chamada Escola de Frankfurt. Os autores voltaram sua atenção ao chamado processo de dominação de classe, imposto pela nova ordem cultural que se desenvolvia amplamente diante da massificação dos meios de comunicação, desde século XIX, dada a emergência de grandes empresas ou organizações, como vimos anteriormente, que passaram a explorar o negócio da comunicação e da cultura, transformando-a em mercadoria. No trabalho intitulado Dialética do Esclarecimento, datado de 1947, Adorno substituiu o termo até então empregado cultura de massa por indústria cultural, partindo do princípio de que a primeira expressão retifica a distorcida imagem de que a cultura em si, emana das massas, quando na verdade, ela é um produto fabricado pela classe dominante. A indústria cultural, grosso modo, pode ser definida como o conjunto dos meios de comunicação, a exemplo do cinema, do rádio, da televisão, dos jornais e revistas, que para o autor, formam um poderoso sistema de manipulação e controle social. O controle dos meios de difusão de idéias e de informações que se verifica ao longo do desenvolvimento da imprensa, como reflexo do desenvolvimento capitalista em que aquele está inserido é uma luta em que aparecem organizações e pessoas da mais diversa situação social, cultural e política, correspondendo a diferenças de interesses e aspirações COELHO, Teixeira. Dicionário Crítico de Política Cultural Cultura e Imaginário. São Paulo: Editora Iluminuras, 1997, p COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, SODRÉ, Nelson Werneck. História da Imprensa no Brasil. 4ª ed. Rio de Janeiro: Mauad Editora, 1999, p

21 Esse controle reitera as relações de produção, ajustando-se, todavia, de acordo com o contexto no qual estão inseridas, pois a indústria cultural representa um fator de extrema importância para a formação da consciência enquanto elemento da mentalidade dominante. Para os autores, ela previamente determina às massas a direção que deve ser tomada, orientando o comportamento do indivíduo através do seu trabalho de adaptação que provém de sua ideologia. Isso acarreta o que o autor chama de satisfação substitutiva, enganando o homem ao propor o modo de organização dado como o ideal a ser buscado; a dominação técnica progressiva, se transforma em engodo das massas, isto é, em meio de tolher a sua consciência. Ela impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente 18 (NOTA) Há uma imposição, por parte daqueles que comandam os veículos de comunicação, de idéias e valores criados pela indústria cultural. Isso se constitui na tentativa de legitimação do conteúdo do material cultural produzido, revestido da ideologia dominante. Segundo o autor: A tecnologia da montagem e do efeito e o realismo exagerado faz com que o cinema ande muito rápido para permitir reflexão do seu expectador, fazendo com que o indivíduo passe a se integrar à multidão, por outro lado, o rádio enquanto comando aberto e de longo alcance passou a ser instrumento que coloca o discurso como verdadeiro e absoluto às massas. O filme sonoro e a televisão podem criar a ilusão de um mundo que não é o que a nossa consciência espontaneamente pode perceber, mas uma realidade cinematográfica que interessa ao sistema econômico e político no qual se insere a indústria cultural

22 Em um estudo sobre a comunicação de massa, Lazarsfeld e Merton (1973), apontam para o fato de que os meios de comunicação de massa, utilizados enquanto instrumento de dominação podem ser tanto utilizados para o bem quanto para o mal, sendo a última proposição mais viável quando a propaganda é desenvolvida de maneira indiscriminada e sem adequado controle. Não se pode concluir, entretanto, que há uma indiscriminada assimilação das informações transmitidas por parte das massas, mas que elas tendem a incorporar as práticas apresentadas, como necessárias à sua necessidade, substituindo o processo de manipulação pelo de influência, como veremos mais adiante. A sujeição social ocorre em diferentes níveis de controle organizado. Segundo Lazarsfeld e Merton: Os meios de massa outorgam prestígio e acentuam a autoridade de indivíduos e grupos legitimando-lhes o status. O reconhecimento pela imprensa, pelo rádio, pelas revistas ou pelos noticiários cinematográficos é a prova de que alguém triunfou, de que alguém é suficientemente importante para destacar-se das vastas massas anônimas, de que o procedimento e as opiniões de alguém são tão significativos que fazem jus à atenção pública 20. Coelho (1997) aponta em seu trabalho para as análises de Norberto Bobbio filósofo político italiano, para o qual a indústria cultural é incompatível com a democracia, pois o uso feito da informação pela indústria cultural produz doutrinação, que tende a reduzir ou eliminar o sentido da responsabilidade individual, considerada fundamento da democracia. 21 Para o autor, não é a cultura em si o que deve ser analisado nos estudos sobre a Indústria Cultural, mas sim a barreira que ela cria para que os indivíduos não alcancem a alcancem, evitando desta forma eventuais críticas aos modos culturais dominantes. 20 LAZARSFELD, Paul F. e MERTON, Robert K. Comunicação de Massa, gosto popular e ação social organizada. In: ROSENBERG Bernard e WHITE, David Manning. Cultura de Massa. São Paulo: Cultrix, 1973, p Disponível em Acesso em: 25 de fevereiro COELHO, Teixeira. Dicionário Crítico de Política Cultural Cultura e Imaginário. São Paulo: Editora Iluminuras, 1997, p

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA?

COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? COMO A PROPAGANDA FUNCIONA? Definição: a manipulação planejada da comunicação visando, pela persuasão, promover comportamentos em benefício do anunciante que a utiliza. Funções: cabe a propaganda informar

Leia mais

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO

SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO SÉCULO XIX NOVOS ARES NOVAS IDEIAS Aula: 43 e 44 Pág. 8 PROFª: CLEIDIVAINE 8º ANO 1 - INTRODUÇÃO Séc. XIX consolidação da burguesia: ascensão do proletariado urbano (classe operária) avanço do liberalismo.

Leia mais

Principais Sociólogos

Principais Sociólogos Principais Sociólogos 1. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI

PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI PALAVRAS-CHAVE: GRAMSCI; SOCIEDADE CIVIL; HEGEMONIA A SOCIEDADE CIVIL EM GRAMSCI Introdução O pensamento político moderno, de Hobbes a Hegel, caracteriza-se pela tendência a considerar o Estado ou sociedade

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Evolução do Pensamento

Evolução do Pensamento Unidade I Evolução do Pensamento Administrativo Prof. José Benedito Regina Conteúdo da disciplina EPA Parte 1 - Conceitos gerais da administração Parte 2 - Evolução histórica: Abordagens administrativas

Leia mais

Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais

Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais INTRODUÇÃO À sociologia Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais introdução à S Maura Pardini Bicudo Véras O CIO LO GIA Marx, Durkheim e Weber, referências fundamentais Direção editorial Claudiano

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli

Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho. Direitos Autorais: Faculdades Signorelli Karl Marx e a Teoria do Valor do Trabalho Direitos Autorais: Faculdades Signorelli "O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens,

Leia mais

Ministério de Ação Social, que tem a função de coletar todos os documentos oficiais referidos a essa área.

Ministério de Ação Social, que tem a função de coletar todos os documentos oficiais referidos a essa área. 1 Introdução O objetivo desta dissertação é analisar os Pressupostos políticoideológicos, determinantes e direção do terceiro setor no âmbito das políticas sociais no contexto de consolidação do neoliberalismo

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Diálogos - Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História ISSN: 1415-9945 rev-dialogos@uem.br Universidade Estadual de Maringá Brasil Perosa Junior, Edson José Como mudar

Leia mais

A história do Balanço Social

A história do Balanço Social C A P Í T U L O 1 A história do Balanço Social D esde o início do século XX registram-se manifestações a favor de ações sociais por parte de empresas. Contudo, foi somente a partir da década de 1960, nos

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda DISCIPLINA: Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA: 06/02/2012. CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br QUESTÕES DE VESTIBULAR e-mail: especifico@especifico.com.br Av. Rio Claro nº 615 Centro

Leia mais

2. Abordagens empíricas da Comunicação

2. Abordagens empíricas da Comunicação 2. Abordagens empíricas da Comunicação A Abordagem Empírico-Experimental (ou da Persuasão) é o nome dado a um conjunto de estudos de base psicológica (ainda sob forte influência behaviorista, mas já se

Leia mais

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo

1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo Prof. Dr. Elydio dos Santos Neto AS CONTRIBUIÇÕES DE ANTONIO GRAMSCI PARA COMPREENDER A ESCOLA E O PROFESSOR NA ESTRUTURA DA SOCIEDADE CAPITALISTA 1. O pensamento marxista e o contexto contemporâneo No

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA

A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA A EDUCAÇÃO E A ESCOLA NUMA PERSPECTIVA GRAMSCIANA CARDOSO NETO, Odorico Ferreira i ; CAMPOS, Cleanil Fátima Araújo Bastos ii ; FREITAS, Cleyson Santana de iii ; CABRAL, Cristiano Apolucena iv ; ADAMS,

Leia mais

Categorias Sociológicas

Categorias Sociológicas Categorias Sociológicas Fato Social DURKHEIM, E.; AS REGRAS DO MÉTODO SOCIOLÓGICO.São Paulo, Abril, Os Pensadores, 1973 p. 389-90. O que é fato social O objeto de estudo da Sociologia é o fato social.

Leia mais

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1

O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 O INTELECTUAL/PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA E SUA FUNÇÃO SOCIAL 1 Efrain Maciel e Silva 2 Resumo: Estudando um dos referenciais do Grupo de Estudo e Pesquisa em História da Educação Física e do Esporte,

Leia mais

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1

O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 O MUSEU E SUA FUNÇÃO SOCIAL PELO MAPEAMENTO DAS REDES SOCIAIS DOS MUSEUS Weidson Leles GOMES 1 Resumo: O presente Artigo busca abordar a pretensão dos museus de cumprir uma função social e a emergência

Leia mais

MARX, Karl Contribuição à Crítica da Economia Política

MARX, Karl Contribuição à Crítica da Economia Política ////////////////////////// Ficha de Leitura * ////////////////////////// MARX, Karl Contribuição à Crítica da Economia Política Introdução [À Crítica da Economia Política] Prefácio [Para a Crítica da Economia

Leia mais

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM R E S E N H A A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM TRABALHO PIONEIRO SALLES, VICENTE. O NEGRO NO PARÁ. SOB O REGIME DA ESCRAVIDÃO. 3ª EDIÇÃO. BELÉM: INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ, 2005. JOSÉ MAIA BEZERRA

Leia mais

PRINCÍPIO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA

PRINCÍPIO DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

Propaganda ideológica. Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia

Propaganda ideológica. Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia Propaganda ideológica Baseado no livro: O que é Propaganda Ideológica de Nelson Jahr Garcia Propagandas: comerciais e eleitorais Estão em todo parte: televisão, rádio, cartazes; veículos; objetos... As

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS SOCIOLOGIA DO DIREITO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS SOCIOLOGIA DO DIREITO PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS SOCIOLOGIA DO DIREITO P á g i n a 1 Questão 1. Émile Durkheim demonstrou por meio de seus estudos a relação entre as manifestações de solidariedade existentes na sociedade

Leia mais

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração

Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração Antecedentes Históricos da Administração: Os primórdios da Administração No decorrer da história da humanidade sempre existiu alguma forma simples ou complexa de administrar as organizações. O desenvolvimento

Leia mais

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos:

Idealismo - corrente sociológica de Max Weber, se distingui do Positivismo em razão de alguns aspectos: A CONTRIBUIÇÃO DE MAX WEBER (1864 1920) Max Weber foi o grande sistematizador da sociologia na Alemanha por volta do século XIX, um pouco mais tarde do que a França, que foi impulsionada pelo positivismo.

Leia mais

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels

A ideologia alemã. Karl Marx e Friedrich Engels A ideologia alemã Karl Marx e Friedrich Engels Percurso Karl Marx (1817-1883) Filho de advogado iluminista Formou-se em Direito, Filosofia e História pela Universidade de Berlim; não seguiu carreira acadêmica

Leia mais

Revolução de 1930. Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições.

Revolução de 1930. Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições. Revolução de 1930 Revolução de 1930 Fatores: Crise de 1929. Movimento Tenentista. Resultado das eleições. Revolução de 1930 Responsável pelo fim da chamada Política café com leite Política café com leite

Leia mais

FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO

FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO FONTES PRIMÁRIAS SOBRE A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: BOLETINS E CIRCULARES DO APOSTOLADO POSITIVISTA (1881-1927) APRESENTAÇÃO João Carlos da Silva 1 A produção da IPB reúne uma farta publicação de

Leia mais

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s)

ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) ENSINO DE GEOGRAFIA, CULTURA POPULAR E TEMAS TRANSVERSAIS: uma proposta de transversalidade a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s) Kálita Tavares da SILVA 1 ; Estevane de Paula Pontes MENDES

Leia mais

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO

RELAÇÕES DE TRABALHO DICIONÁRIO RELAÇÕES DE TRABALHO Conjunto de normas e princípios que regem a relação entre aquele que detém o poder de contratar outro para desenvolver determinada atividade e aquele que mobilizado para tal executa

Leia mais

TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS

TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS TÍTULO: NEUROMARKETING: UMA NOVA FORMA DE FAZER PROPAGANDA. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO AUTOR(ES): FELIPE

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação

Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social (Dirco) Políticas Públicas de Comunicação Universidade Federal de Uberlândia Diretoria de Comunicação Social Políticas Públicas de Comunicação...a presença ativa duma universidade, revigorada ao contato de seu núcleo mais vivo e ciosa do seu espaço

Leia mais

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA FORMAÇÃO DE Universidade Estadual De Maringá gasparin01@brturbo.com.br INTRODUÇÃO Ao pensarmos em nosso trabalho profissional, muitas vezes,

Leia mais

1 A sociedade dos indivíduos

1 A sociedade dos indivíduos Unidade 1 A sociedade dos indivíduos Nós, seres humanos, nascemos e vivemos em sociedade porque necessitamos uns dos outros. Thinkstock/Getty Images Akg-images/Latin Stock Akg-images/Latin Stock Album/akg

Leia mais

Aula 10.1. Avaliação da Unidade II Pontuação: 7,5 pontos

Aula 10.1. Avaliação da Unidade II Pontuação: 7,5 pontos Aula 10.1 Avaliação da Unidade II Pontuação: 7,5 pontos 1ª QUESTÃO (1,0) Em seu discurso de despedida do Senado, em dezembro de 1994, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou o fim da Era Vargas,

Leia mais

TEORIA SOCIAL CLÁSSICA E MODERNIDADE: REFLEXÃO À LUZ DE KARL MARX RESUMO

TEORIA SOCIAL CLÁSSICA E MODERNIDADE: REFLEXÃO À LUZ DE KARL MARX RESUMO TEORIA SOCIAL CLÁSSICA E MODERNIDADE: REFLEXÃO À LUZ DE KARL MARX Iara Barbosa de Sousa 1 RESUMO A presente reflexão tem enfoque no debate acerca de um clássico autor nas Ciências Sociais e sua relação

Leia mais

Política e Comunicação - A comunicação com pensamento

Política e Comunicação - A comunicação com pensamento Política e Comunicação - A comunicação com pensamento Onde o comunicador não é considerado protagonista da história da organização, não pode haver comunicação eficaz. Paulo Nassar No mundo da comunicação

Leia mais

Democracia ou Socialismo? Resumo

Democracia ou Socialismo? Resumo 1 Democracia ou Socialismo? Estudantes de graduação do 6 o. período do curso de História da UFV 1 Gustavo Bianch, Paulo Santana, Bolívar Dias Jr., Carlos Henrique de Oliveira, Luiz Fernando Lopes, João

Leia mais

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 TEXTO NUM. 2 INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 Max Weber, O indivíduo e a ação social: O alemão Max Weber (1864-1920), diferentemente de Durkheim, tem como preocupação central compreender o indivíduo e suas

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS

IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS IDEOLOGIA, EDUCAÇÃO E EMANCIPAÇÃO HUMANA EM MARX, LUKÁCS E MÉSZÁROS Maria Teresa Buonomo de Pinho * O objetivo deste artigo é examinar o caráter de ideologia da práxis educativa e o papel relativo que

Leia mais

Manoel Reinaldo Silva Rego 1

Manoel Reinaldo Silva Rego 1 161 CAMPOS, Pedro Henrique Pedreira. Estranhas Catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988. Rio de Janeiro: EDUFF, 2014. 444 p. PASSAGEM DESBOTADA NA MEMÓRIA A RELAÇÃO

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL A INFLUÊNCIA DA COMUNICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE RESPONSABILIDADE SOCIAL NO BRASIL Introdução A partir da década de 90 as transformações ocorridas nos aspectos: econômico, político, social, cultural,

Leia mais

12 Guia prático de história oral

12 Guia prático de história oral parte i Fundamentos 12 Guia prático de história oral 1. TEMA Ao longo dos últimos anos, muitas abordagens se somam à chamada história oral, termo, contudo pouco explicado e confundido com gravações de

Leia mais

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares

Walter Benjamin - Questões de Vestibulares Walter Benjamin - Questões de Vestibulares 1. (Uem 2011) A Escola de Frankfurt tem sua origem no Instituto de Pesquisa Social, fundado em 1923. Entre os pensadores expoentes da Escola de Frankfurt, destaca-se

Leia mais

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL Prof.ª Mônica Ferreira dos Santos José Augusto Guilhon de Albuquerque é sociólogo e professor da USP. No Serviço Social alguns autores já usaram seu referencial. Weisshaupt

Leia mais

Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. múltiplas dimensões foram pouco analisadas de forma globalmente

Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. múltiplas dimensões foram pouco analisadas de forma globalmente Golpe Militar: As Mudanças na Grade Curricular do Estado de Santa Catarina. RESUMO O Regime Militar brasileiro, implantado por um golpe de Estado em 1964, durou vinte e um anos e mudou a face do país.

Leia mais

Teorias de Media e Comunicação

Teorias de Media e Comunicação Teorias de Media e Comunicação (4) Teóricos Contemporâneos Rita Espanha Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação 1º Semestre 2012/2013 terça-feira, 20 de Novembro de 2012 Página 2 Jürgen

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO

A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO A CONSTRUÇÃO DO MODELO SOVIÉTICO E O SEU IMPACTO NO MUNDO Império russo (início do século a 1917) Território * Governo Maior império da Europa, estendendo-se da Ásia ao pacífico * Monarquia absoluta e

Leia mais

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Diálogos - Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História ISSN: 1415-9945 rev-dialogos@uem.br Universidade Estadual de Maringá Brasil Castanho, Sandra Maria POLÍTICA E LUTAS

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS TEORIA DO ESTADO 1. Na teoria contratualista, o surgimento do Estado e a noção de contrato social supõem que os indivíduos abrem mão de direitos (naturais)

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA. 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 3º ANO DO ENSINO MÉDIO - 23 Professor (a): ROGÉRIO MANOEL FERREIRA 2ª Recuperação Autônoma Questões de SOCIOLOGIA Questão - Sobre o significado de consciência coletiva

Leia mais

Page 1 of 8. http://www2.unifap.br/borges

Page 1 of 8. http://www2.unifap.br/borges Page 1 of 8 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Educação I Educador: João Nascimento Borges Filho Gramsci

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

Universidade Estadual do Centro-Oeste Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997

Universidade Estadual do Centro-Oeste Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997 RESOLUÇÃO Nº 094/2015-CONSET/SEHLA/G/UNICENTRO, DE 11 DE AGOSTO DE 2015. Altera os Anexos I e II, da Resolução Nº 133/2012- CONSET/SEHLA/G/UNICENTRO, de 23 de novembro de 2012, e aprova o relatório final.

Leia mais

Código de Ética do IBCO

Código de Ética do IBCO Código de Ética do IBCO Qua, 14 de Novembro de 2007 21:00 O papel do consultor de organização, no desempenho de suas atividades, é o de assistir aos clientes na melhoria do seu desempenho, tanto nos aspectos

Leia mais

NOTÍCIA INSTITUCIONAL: IMAGEM INSTITUCIONAL

NOTÍCIA INSTITUCIONAL: IMAGEM INSTITUCIONAL NOTÍCIA INSTITUCIONAL: IMAGEM INSTITUCIONAL RESUMO Caroline Ferreira 1 O objetivo deste artigo é falar sobre Noticia institucional e o interesse cada vez maior das empresas em cuidar da sua imagem institucional.

Leia mais

O Paradigma da nova liderança

O Paradigma da nova liderança O Paradigma da nova liderança Robert B. Dilts Um dos mais importantes conjuntos de habilidades Um dos mais importantes conjuntos de habilidades necessárias num mundo em transformação são as habilidades

Leia mais

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA

PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA PENSAMENTO E LINGUAGEM: ESTUDO DA INOVAÇÃO E REFLEXÃO DOS ANAIS E DO ENSINO/APRENDIZAGEM DO INGLÊS EM SALA DE AULA Adriana Zanela Nunes (UFRJ) zannelli@bol.com.br, zannelli@ig.com.br zannelli@ibest.com.br

Leia mais

COLEÇÃO PREPARATÓRIO MAGISTÉRIO PROF. ANA VITAL. Filosofia e Educação

COLEÇÃO PREPARATÓRIO MAGISTÉRIO PROF. ANA VITAL. Filosofia e Educação Filosofia e Educação A educação dentro de uma sociedade não se manifesta como um fim em se mesma, mas si como um instrumento de manutenção ou transformação social. Necessita de pressuposto, de conceitos

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL

REFLEXÕES SOBRE A QUESTÃO SOCIAL TEORIA MARXISTA NA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE CAPITALISTA Disciplina: QUESTÃO E SERVIÇO Professora: Maria da Graça Maurer Gomes Türck Fonte: AS Maria da Graça Türck 1 Que elementos são constitutivos importantes

Leia mais

A MODELAGEM MATEMÁTICA E O ENSINO DE FUNÇÕES AFINS

A MODELAGEM MATEMÁTICA E O ENSINO DE FUNÇÕES AFINS A MODELAGEM MATEMÁTICA E O ENSINO DE FUNÇÕES AFINS RESUMO Fabiane Fischer Figueiredo - UNIFRA¹ Profª. Drª. Eleni Bisognin - UNIFRA² O presente trabalho visa apresentar algumas considerações quanto ao uso

Leia mais

FICHAMENTO. Aluno(a): Odilon Saturnino Silva Neto Período: 3º

FICHAMENTO. Aluno(a): Odilon Saturnino Silva Neto Período: 3º FICHAMENTO Aluno(a): Odilon Saturnino Silva Neto Período: 3º Disciplina: Administração Contemporânea IDENTIFICAÇÃO DO TEXTO MOTTA, Fernando C. Prestes; VASCONCELOS, Isabella F. Gouveia. Teoria geral da

Leia mais

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE

OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE OFICINAS DE REESTRUTURAÇÃO CURRICULAR REFLEXÕES SOBRE O ENSINO MÉDIO INTEGRADO A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E A AÇÃO DOCENTE NASCIMENTO, Elaine Cristina Universidade Tecnológica Federal do Paraná AMORIM, Mário

Leia mais

KARL MARX (1818-1883)

KARL MARX (1818-1883) KARL MARX (1818-1883) 1861 Biografia Nasceu em Trier, Alemanha. Pais judeus convertidos. Na adolescência militante antireligioso; A crítica da religião é o fundamento de toda crítica. Tese de doutorado

Leia mais

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO

VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO VER PARA COMPREENDER: A SELEÇÃO DE IMAGENS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DURANTE O REGIME MILITAR BRASILEIRO Juliana Ponqueli Contó (PIBIC/Fundação Araucária - UENP), Jean Carlos Moreno (Orientador),

Leia mais

b) vantagens e desvantagens para o usuário que acessa Internet grátis comparadas aos serviços oferecidos pelos provedores pagos.

b) vantagens e desvantagens para o usuário que acessa Internet grátis comparadas aos serviços oferecidos pelos provedores pagos. Questão nº 1 I. Seleção de dados relevantes para o assunto em pauta, comparação, hierarquização. Devem aparecer nos textos: a) a Internet grátis desafia os provedores estabelecidos. Ressaltar as posições

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917

A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917 A REVOLUÇÃO RUSSA DE 1917 Escola Secundária de Cascais Disciplina : Sociologia -12º H Guilherme Alves, nº 13 Fevereiro de 2014 Mafalda Borges, nº 18 Introdução 1. A Rússia dos Czares 2. A Revolução - 2.1

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

Marxismo e Ideologia

Marxismo e Ideologia Rita Vaz Afonso 1 FBAUL, 2010 Marxismo e Ideologia 1 rita.v.afonso@gmail.com. O trabalho responde à disciplina semestral de Cultura Visual I do primeiro ano da Faculdade de Belas Artes da Universidade

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

1 A sociedade dos indivíduos

1 A sociedade dos indivíduos 1 A dos indivíduos Unidade Nós, seres humanos, nascemos e vivemos em porque necessitamos uns dos outros. Entre os estudiosos que se preocuparam em analisar a relação dos indivíduos com a, destacam-se Karl

Leia mais

Plano de COMUNICAÇÃO do Planejamento Estratégico da Justiça Federal

Plano de COMUNICAÇÃO do Planejamento Estratégico da Justiça Federal Plano de COMUNICAÇÃO do Planejamento Estratégico da Justiça Federal PLANO DE COMUNICAÇÃO DA ESTRATÉGIA Introdução É importante ressaltar que um plano de comunicação tem a finalidade de tornar conhecida

Leia mais

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO

SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO SOCIOLOGIA GERAL E DA EDUCAÇÃO Universidade de Franca Graduação em Pedagogia-EAD Profa.Ms.Lucimary Bernabé Pedrosa de Andrade 1 Objetivos da disciplina Fornecer elementos teórico-conceituais da Sociologia,

Leia mais

Sociologia - Resumo Romero - 2014

Sociologia - Resumo Romero - 2014 Sociologia - Resumo Romero - 2014 [imaginação Sociológica] Ao utilizar este termo Giddens refere-se a uma certa sensibilidade que deve cercar a análise sociológica. As sociedades industriais modernas só

Leia mais

Negociação: conceitos e aplicações práticas. Dante Pinheiro Martinelli Flávia Angeli Ghisi Nielsen Talita Mauad Martins (Organizadores)

Negociação: conceitos e aplicações práticas. Dante Pinheiro Martinelli Flávia Angeli Ghisi Nielsen Talita Mauad Martins (Organizadores) Negociação: conceitos e aplicações práticas Dante Pinheiro Martinelli Flávia Angeli Ghisi Nielsen Talita Mauad Martins (Organizadores) 2 a edição 2009 Comunicação na Negociação Comunicação, visão sistêmica

Leia mais

TEORIA DO CAPITAL HUMANO: CONCEITOS E POSTULADOS

TEORIA DO CAPITAL HUMANO: CONCEITOS E POSTULADOS CRÍTICAS À TEORIA DO CAPITAL HUMANO: UMA CONTRIBUIÇÃO À ANÁLISE DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO Camila Fernandes da Costa UFRN - fernandes.camila23@yahoo.com.br Emerson Nunes de Almeida UFRN - nunespedagogo@yahoo.com.br

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

Roteiro de Estudos. 3 trimestre - 2015

Roteiro de Estudos. 3 trimestre - 2015 Roteiro de Estudos 3 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia Professor: Eduardo 3ª série O que devo saber: Crescimento populacional no Brasil e no mundo. Sociedade e economia. Povos em movimento e migrações

Leia mais

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC

Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina 008ª Zona Eleitoral de Canoinhas/SC gdelbem@tre-sc.gov.br ; gdelbem@yahoo.com.br Proposta de valores no Planejamento Estratégico da Justiça Eleitoral Gestão

Leia mais

Código de Ética. PARTE I Relação com o cliente de Consultoria

Código de Ética. PARTE I Relação com o cliente de Consultoria Código de Ética PARTE I Relação com o cliente de Consultoria 1. É essencial que o Consultor estabeleça de inicio com o cliente, de forma clara, os objetivos do trabalho previsto, dos meios a serem utilizados,

Leia mais

Rompimentos Alienação e estruturas sociais Leituras do capitalismo e o direito

Rompimentos Alienação e estruturas sociais Leituras do capitalismo e o direito Marx e o Direito 1 Rompimentos Alienação e estruturas sociais Leituras do capitalismo e o direito Bibliografia: DEFLEM, Mathiew. Sociology of Law. Cambridge: CUP, 2008. FERREIRA, Adriano de Assis. Questão

Leia mais

Gustavo Noronha Silva. Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber

Gustavo Noronha Silva. Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber Gustavo Noronha Silva Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Gustavo Noronha Silva Clássicos da Sociologia: Marx, Durkheim e Weber

Leia mais

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES

A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES A FORMAÇÃO CONTRADITÓRIA DAS CLASSES DOMINANTES Luiz Carlos Bresser-Pereira Senhor, nº 24, março de 1980 Estou passando pelos corredores e ouço: Quando as empresas brasileiras forem dirigidas por administradores

Leia mais

Teoria Geral da Administração II

Teoria Geral da Administração II Teoria Geral da Administração II Livro Básico: Idalberto Chiavenato. Introdução à Teoria Geral da Administração. 7a. Edição, Editora Campus. Material disponível no site: www..justocantins.com.br 1. EMENTA

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Faculdade de Educação PROJETO DE PESQUISA

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO Faculdade de Educação PROJETO DE PESQUISA PROJETO DE PESQUISA INSTITUIÇÕES E INTELECTUAIS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL: HISTÓRIA, IDEIAS E TRAJETÓRIAS Responsável: Prof. Dr. Mauro Castilho Gonçalves O projeto investiga a história de instituições educativas

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio

Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Direitos Humanos - Ensino Fundamental e Ensino Médio Um projeto para discutir Direitos Humanos necessariamente tem que desafiar à criatividade, a reflexão, a crítica, pesquisando, discutindo e analisando

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA UNICURITIBA FACULDADE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DANNIELE VARELLA RIOS DEBORAH DONATO DE SOUZA FELIPE PENIDO PORTELA PÂMELLA ÀGATA TÚLIO ESCOLA INGLESA CURITIBA 2009 DANNIELE

Leia mais

O Poder Legislativo e a Imprensa: estudo crítico da cobertura das Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados pela imprensa escrita.

O Poder Legislativo e a Imprensa: estudo crítico da cobertura das Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados pela imprensa escrita. Câmara dos Deputados Centro de Formação e Treinamento CEFOR Programa de Pós-Graduação Nara Lucia de Lima O Poder Legislativo e a Imprensa: estudo crítico da cobertura das Comissões Permanentes da Câmara

Leia mais

O uso de cartilha paranaense nas Escolas do Estado do Paraná. Solange Apª de O. Collares/UEPG Drª Profª Maria Isabel Moura Nascimento/UEPG

O uso de cartilha paranaense nas Escolas do Estado do Paraná. Solange Apª de O. Collares/UEPG Drª Profª Maria Isabel Moura Nascimento/UEPG 1 O uso de cartilha paranaense nas Escolas do Estado do Paraná Solange Apª de O. Collares/UEPG Drª Profª Maria Isabel Moura Nascimento/UEPG O presente trabalho apresenta resultados preliminares de uma

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior.

Cotas Pra Quê? 1. PALAVRAS-CHAVE: Documentário; Educação; Sistema de Cotas; Ensino Superior. Cotas Pra Quê? 1 Sarah Rocha MARTINS 2 Luan Barbosa OLIVEIRA 3 Camilla Alves Ribeiro PAES LEME 4 Instituto de Ensino Superior de Rio Verde, Rio Verde, Goiás RESUMO Este documentário foi planejado e desenvolvido

Leia mais