A crítica à razão especulativa

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1 O PENSAMENTO DE MARX A crítica à razão especulativa Crítica a todas as formas de idealismo

2 Filósofo, economista, homem de ação, foi o criador do socialismo científico e o inspirador da ideologia comunista, chave na história do século XX. Karl Marx Até agora os filósofos não fazem senão interpretar o mundo de diversas maneiras, porém trata-se de transformá-lo.

3 Fontes de seu pensamento O marxismo se fundamenta em três pilastras fundamentais: ECONOMIA POLÍTICA INGLESA HEGEL SOCIALISMO UTÓPICO FRANCÊS

4 INFLUÊNCIA DE HEGEL: MÉTODO DIALÉTICO A sociedade avança no tempo, através de conflitos e contradições, por meio de formas superiores de organização (progresso histórico). Criador do Idealismo Absoluto

5 ECONOMIA POLÍTICA INGLESA Ricardo, Adam Smith O valor de um produto se baseia no trabalho que se incorpora ao mesmo, na quantidade e qualidade do trabalho que foi requerido na sua elaboração.

6 SOCIALISMO UTÓPICO FRANCÊS Proudhon, Bakunin, Louis Blanc Necessidade de ir mais além da sociedade burguesa, das conquistas da Revolução Francesa, através das reformas sucessivas do sistema. Bakunin Proudhon

7 VERTENTES DA OBRA DE MARX Segundo Althusser, filósofo marxista, podemos distinguir duas grandes etapas em sua obra: Marx jovem Teoria da alienação, Reflexão sobre a ideologia Marx maduro Materialismo histórico

8 As Classes Sociais As desigualdades sociais são provocadas pelas relações de produção, que no capitalismo se divide em proprietários e não-proprietários dos meios de produção.

9 As Classes Sociais As relações entre as classes são de oposição, antagonismo, exploração e complementaridade.

10 As Classes Sociais Os não-proprietários vendem sua força de trabalho. Os interesses de classe são inconciliáveis (exploração).

11 As Classes Sociais As classes, porém, são complementares. Uma existe por causa da outra.

12 As Classes Sociais Desde o surgimento da propriedade privada, a história do homem é a história da luta de classes.

13 As Classes Sociais Exemplo: ideologia. É a garantia da dominação por parte da classe dominante. Tanto do proletariado, que resiste, tanto pelas formas da classe dominante.

14 TEORIA DA ALIENAÇÃO FONTES Economia: ato mediante o qual uma pessoa transmite a outra a propiedade Hegel: Objetivação do Espírito em sua obra Feuerbach: empobrecimento do homem em Deus

15 BASES ANTROPOLÓGICAS DA TEORIA DA ALIENAÇÃO O homem se mostra, desde suas origens, como um ser ativo e produtivo. A capacidade ativa e produtiva do homem se realiza no trabalho. Mediante o trabalho, o homem transforma a natureza e se transforma a si mesmo.

16 BASES ANTROPOLÓGICAS DA TEORIA DA ALIENAÇÃO O homem sempre trabalhou em grupo, de forma que o trabalho foi também um instrumento transformador das relações sociais. No trabalho o homem se realiza também como espécie, como ser genérico. A história do homem é a história do desenvolvimento crescente de suas possibilidades e ao mesmo tempo de uma crescente alienação.

17 A ALIENAÇÃO NO TRABALHO Alienação do produto (despojo) Ao transformar-se o objeto em produto e introduzir-se no mercado Escapa do controle do trabalhador.

18 Alienação do trabalho Alienação do ato de trabalho. O trabalho na sociedade capitalista não é um fim, não está orientado a propiciar o desenvolvimento do homem. Se não que é um meio para satisfazer as necessidades biológicas fora do trabalho.

19 Alienacão do trabalho Alienação da vida em geral O trabalho alienado faz com que o trabalhador seja despossuído também da vida da espécie, enquanto a natureza e a cultura, a criatividade lhe são alienadas, ao não ter aceso ao seu desfrute.

20 Outras formas de alienação Alienacão econômica Alienação social: As relações sociais se instrumentalizam Alienação política: O Estado está ao serviço das classes exploradoras Alienação religiosa: o explorado se refugia na religião para escapar da miséria

21 A superação da alienação Sociedade comunista. Suprime a desumanização O principal instrumento para superar a alienação é a luta de classes A classe operaria é a única classe Revolucionária. Não é uma generalização do ter, senão uma realização do ser do homem.

22 QUE IMPORTÂNCIA TEM O PENSAMENTO? TEORIA DAS IDEOLOGIAS A consciência é um produto social. A forma de vida existente no modo de produção capitalista é a que criou o modo idealista de pensar Marx sublinhou a dependência que existe entre o pensamento e a vida material e social do homem Serve o pensamento para transformar a realidade?

23 O caráter enganoso das ideologias Um dos riscos do pensamento é oferecer uma imagen falseada ou sublimada das condições em que se desenvolve a vida humana. Moral Filosofia Religião Toda ideologia trata de justificar e defender os interesses subjetivos dos que formulam o conteúdo ideológico

24 A crítica das ideologias Toda ideologia serve para mascarar a exploração. Para mostrar as bases da exploração precisa criticar as ideologias. A ciência critica de forma racional e objetiva a sociedade, frente às ideologias O materialismo histórico foi a teoria criada por Marx para analisar objetiva e criticamente as leis sócio-históricas, com a finalidade de promover a mudança social.

25 Origem histórica do capitalismo Acumulação primitiva de capital. Passagem do artesanato à manufatura. Revolução Industrial.

26 O Salário O operário, nada possuindo, vende sua força de trabalho, que se torna mercadoria.

27 O Salário Salário = valor da força de trabalho. O salário deve garantir a reprodução das condições de subsistência do trabalhador e sua família.

28 O Salário O salário depende dos bens necessários ao trabalhador, que variam conforme os costumes.

29 O Salário Depende da natureza do trabalho, destreza, habilidade educação e treinamento para o trabalho.

30 Trabalho, valor e lucro O Trabalho é uma mercadoria especial para o capitalismo, que ao invés de se desvalorizar, gera riqueza.

31 Trabalho, valor e lucro Assim, no valor de uma mercadoria incorpora-se o valor do tempo de trabalho de todos os que nela trabalharam.

32 Trabalho, valor e lucro Para Marx, o trabalha reaviva algo morto. No valor de uma mercadoria incorpora-se o tempo de trabalho necessário à produção.

33 Trabalho, valor e lucro Para lucrar, não bastaria aumentar o preço do produto (ficaria irreal ao mercado, mais caro do que custou para ser produzido).

34 Mais-valia Para lucrar, o capitalista se apropria daquilo que o proletário produziu, porém não embolsou. É no salário que se lucra.

35 Mais-valia Uma coisa é o valor da força de trabalho, outra é quanto esse trabalho rende ao capitalista.

36 Mais-valia Quanto mais mecanizada, menos importante é o trabalho; a força de trabalho vale menos, mas se produz mais. E lucra-se mais.

37 O MATERIALISMO HISTÓRICO Mediante esta teoria Marx quis explicar o desenvolvimento histórico desde a óptica da classe trabalhadora, para promover a transformação social. Método de explicação A dialética Hegel Marx História como o desenvolvimento do Espírito História como luta de classes IDEALISMO MATERIALISMO

38 MARCO DE COMPREENSÃO DO HISTÓRICO A história não pode ser considerada como uma coleção de fatos isolados. O social deve ser estudado como uma totalidade concreta, à luz de um modelo teórico abstrato, o modo de produção. TOTALIDADE SOCIAL CONCRETA (Formação social) TOTALIDADE ABSTRATA (Modo de produção)

39 O MODO DE PRODUÇÃO Modelo teórico que estuda o social como um conjunto deestruturas articuladas e onde o econômico é determinante enm última instância Infraestrutura económica Superestrutura jurídico política Superestrutura ideológica

40 A Infraestrutura econômica de uma sociedade é a forma como essa totalidade social organiza la produção material de bens, a distribução e o consumo. Da forma como os homens produzem mediante o trabalho os bens materiais, depende a organização que adotam a distribução e o consumo. A INFRAESTRUTURA ECONÔMICA

41 A PRODUCÃO DE BENS As distintas formas que adotam a produção de bens nos diferentes modos de produção dependem: FORÇAS PRODUTIVAS RELAÇÕES SOCIAIS DE PRODUÇÃO Quantidade de bens e riqueza social que uma comunidade é capaz de produzir em um momento dado São as que se estabelecem entre os homens na esfera econômica, quando trabalham

42 As relações sociais de produção Se sustentam nas relações de propriedade Se manifestam em todas as esferas da vida social Determinam as classes sociais

43 Tipos de relações sociais de produção Relações de exploração Relações de cooperação Baseadas na propriedade privada dos meios de produção Baseadas na propriedade social dos meios de produção Relações de escravidão Relações de servidão Relações capitalistas Sociedades primitivas Futura sociedade sem classes

44 As forças produtivas Dependem Relações sociais de produção Dos meios de trabalho e sobretudo da tecnologia Crescimento das forças produtivas Mudança nas relações sociais de produção Modificação da totalidade social

45 A superestrutura jurídicopolítica Conteúdo Instituições e leis Estado Hegel A máxima expressão do Espírito objetivo de um povo Mar x Instrumento de dominação das classes hegemônicas sobre as classes oprimidas

46 A mudança histórica A contradição no interior da totalidade social é o motor da mudança tanto em Hegel como em Marx Hegel As contradições têm lugar na esfera do pensamento. Marx Arrancam na infraestrutura e se expressam em todas as esferas da totalidade social.

47 Os Meios de Produção na História Escravista Feudal A forma de apropriação do trabalho excedente por parte dos homens livres se realiza através do direito de cidadania.. A apropriação do trabalho alheio se realiza pelo senhor feudal através dos tributos e das prestações pessoais Capitalista Os donos dos meios de produção se apropriam do trabalho excedente dos assalariados através da mais-valia. Se haveria de caraterizar pela propriedade coletiva dos meios de produção. Socialista

48 Crítica à Marx - Levou à uma nova análise da sociedade. - Relacionou realidade, filosofia e ciência. -Analisando de forma concreta cada sociedade, conseguiu realizar abstrações.

49 Crítica à Marx -Pensa as realidades de forma universalista. -A ciência só não seria ideológica se inserir no contexto das relações de produção.

50 Crítica à Marx -Sociedades não são doentes, são relações de conflito. -Na prática, porém, suas conclusões não se mostraram completamente corretas. Afinal de contas, é apenas ciência, provisória portanto.

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