A importância do Atestado de Óbito

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1 RAIOS-X Impresso Especial /04/BR/PA CRM-PA CORREIOS MENSAGEM DE NATAL Natal... Fim de ano... Hora de balanço... Avaliar os projetos e as realizações... Planejar para o futuro! Em 005, três grandes temas balizaram as ações dos médicos: a luta pela aprovação da Lei do Ato Médico, a implantação da CBHPM e a revalidação dos Títulos de Especialista. A lei de regulamentação da profissão médica ainda tramita no Congresso em busca de um consenso, principalmente com as demais profissões da área de saúde, que ainda não entenderam que a medicina não quer tirar o espaço de ninguém - apenas definir o seu. Quanto à CBHPM, o Pará vem sendo apontado como referência nacional, com os melhores resultados e as melhores conquistas pela efetiva implantação da classificação. O Pará já está partindo para uma fase posterior, que é a discussão dos índices de reajuste dos valores praticados. Também houve a Resolução 77/005, que estabelece os critérios para as revalidações do Título de Especialista. Inicialmente a resolução suscitou dúvidas e questionamentos. Aos poucos, porém, vai se encaminhando para sua operacionalização, que deve contemplar um grande programa de Educação Continuada. Estes três exemplos demonstram que os resultados são obtidos com a luta e a união da categoria médica.vamos acreditar em nós na busca de uma medicina séria, competente e com compromisso social. Santarém homenageia médicos Os conselheiros Waldir Mesquita (esq.) e Antonio Cordero (dir.), com o secretário de Saúde de Santarém, Emmanuel Silva (centro) Convênio com academia Os médicos inscritos no CRM-PA têm mais uma opção para cuidar da boa forma. O Conselho do Pará assinou um convênio especial para médicos com a Equilibrium Academia Ltda. Entre os serviços oferecidos pela academia estão a avaliação física e a nutricional, além do teste ergoespirométrico. As modalidades físicas são inúmeras, indo desde o body jump, passando pela exclusividade da Equilibrium a power ball e as mais conven- cionais como step, localizada e a forever young (para a 3ª idade). A academia possui ainda estacionamento gratuito durante duas horas, lanchonete com nutricionista e massoterapia. Para os inscritos no CRM-PA há isenção de taxa de matrícula, 50% de desconto para familiares, entre outras vantagens. A academia fica na Av.Alcindo Cacela 609, no Umarizal, e os telefones são e Cine-Med recebe prêmio O pôster Projeto Cine-Med: o estudo da ética em saúde, do Hospital Universitário João de Barros Barreto, obteve o º lugar no I Congresso Brasileiro de Hospitais Universitários e de Ensino, que aconteceu de 3 a 5 de outubro, no Rio de Janeiro, promovido pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários e de Ensino (Abrahue). O trabalho foi apresentado pelo coordenador de Atividades Acadêmicas do HUJBB, Luiz Alberto Moraes e pela diretora da Divisão de Ensino do Hospital, Aderli Góes. O projeto Cine-Med cinta com o apoio do Conselho regional de Medicina do Pará. Também participaram do evento, Elisa Sá, Eliseu Paes Marques, Ana Vicentina e Ilma Pastana. Feliz Natal e um próspero 006! São os votos da Diretoria e dos funcionários do CRM-PA Importante: registro de médicos Atenção, médicos registrados no Conselho Regional de Medicina do Pará: atualizem seus endereços junto ao CRM-PA. Isso pode ser feito pelo site do Conselho (www.cremepa.org.br), via ou ainda na sede do CRM-PA, à avenida Generalíssimo Deodoro, 3, entre Oliveira Belo e Diogo Moia. A falta de atualização cadastral acarreta em prejuízos ao pleno exercício de seus direitos. Hamilton Braga O Dia do Médico, comemorado em 8 de outubro, foi lembrado com sucesso em Santarém pela Delegacia do Oeste do Pará. Os médicos fizeram uma festa muito bonita e animada, capitaneada pelo delegado do CRM-PA em Santarém, o médico Waldir Mesquita. Além da confraternização, os médicos discutiram assuntos diversos como a CBHPM e a situação da medicina no interior do Estado. ANO VIII Nº 59 / SETEMBRO-DEZEMBRO DE 005 A importância do Atestado de Óbito O CRM-PA e a Sespa trabalham para que os médicos preencham o documento corretamente. Pág. 6 PARA USO DOS CORREIOS - Motivo da devolução Mudou-se Desconhecido Ausente Endereço insuficiente Recusado Falecido Não existe o nº indicado Não Procurado Outro Novos médicos recebem suas carteiras e uma lição de amor à profissão. Pág. 0

2 EDITORIAL Médico possui a confiança do Brasil PESQUISA IBOPE Brasil confia nos médicos Para medir a confiança do brasileiro nas instituições, o Ibope fez pesquisa. O médico recebeu o primeiro lugar na avaliação dos entrevistados. OIbope divulgou dados de pesquisa realizada em maio de 005 para avaliar a confiabilidade do brasileiro nas instituições do país. Entre as dezessete instituições avaliadas, a confiança nos médicos ficou em primeiro lugar com 85% de respostas positivas. Em segundo, vieram as Forças Armadas com 75%. Do outro lado da fila, estão os partidos com % e seus políticos com % de manifestação de confiança. Esses dados são muito relevantes, uma vez que a pesquisa foi realizada por um órgão de inquestionável respeito, não foi encomendada e nem recebeu qualquer interferência das entidades médicas. Paradoxalmente, os gerentes dos sistemas de saúde dedicam à classe médica um carinho bem diferente àquele povo. No sistema público, os médicos, com muita freqüência, sequer são considerados como classe. Os governantes, entretanto, ainda ten- Endereço: Avenida Generalíssimo Deodoro, 3. Fone: (09) Fax (09) Cep Belém - Pará José Antonio Cordero da Silva - Presidente; Maria de Nazaré Paes Loureiro - Vice-presidente; Aristóteles Guilliod de Miranda - º secretário; tam jogar sobre os nossos ombros o ônus das mazelas da saúde pública. No setor privado, a situação não é diferente. Isso se dá, em grande parte, por nossa luta nacional pela valorização da remuneração médica, buscando reaver parte do muito que perdemos na última década. Mas isso não deve abalar a categoria médica. A relação de confiança que estabelecemos com a população deve ser calcada no reconhecimento do seu direito a um atendimento de qualidade à saúde. É isso que nos garante o primeiro lugar na preferência popular, fator fundamental na conquista das nossas reivindicações. Estamos felizes com os 85% e sonhamos com o dia que, trabalhando em condições dignas e devidamente reconhecidas pelos administradores da saúde, por certo iremos alcançar patamares maiores. É essa confiança do povo com o médico que fez com que a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos fosse tão bem sucedida no Pará. O conselheiro Marcus Vinícius Brito escreve com exclusividade sobre a CBHPM para o Jornal CRM-PA, à página 8. Mas é necessário ver que nem tudo são flores. Os médicos também precisam atentar para as suas inúmeras atribuições, como, por exemplo, o correto preenchimento Antônio Jorge Ferreira da Silva - º secretário; Joaquim Pereira Ramos - Tesoureiro Altino Mendes de Nóvoa Neto - º Tesoureiro Maria de Fátima Guimarães Couceiro - Corregedora Arthur da Costa Santos - Vice-corregedor Conselheiros: Altino Mendes Nóvoa Neto; Antônio Cerejo Ribeiro de Almeida; Antônio Gonçalves Pinheiro; Antônio Jorge Ferreira da Silva; Amaury Braga Dantas; Aristóteles Guilliod de Miranda; Arthur da Costa Santos; Benedito Pedro Resque de Oliveira; Jaime Roberto Seráfico de Assis Carvalho; Joaquim Marinho de Queiroz Junior; Joaquim Pereira Ramos; José Antonio do atestado de óbito. Nossa matéria central lança um alerta sobre isso e traça um panorama sobre a notificação de óbito no Pará. Ainda não temos um serviço de verificação de óbito e o médico preenche incorretamente o atestado. Leia com atenção a matéria às páginas 6 e 7. A tão debatida resolução sobre a recertificação de especialidade médica foi aprovada. O médico paraense e vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Antônio Pinheiro fala sobre esse assunto na página 5 deste número. Também publicamos a resolução com o valor das anuidades, um artigo sobre tétano acidental e neonatal no Estado do Pará. Além disso, nosso entrevistado à página 3, o diretor do Hospital Geral do Exército de Belém, Dr. Coqueiro, fala sobre as mudanças que implementou naquela instituição. Temos ainda muitos outros assuntos de interesse da categoria médica. Tenham uma boa leitura! Cordero da Silva; José Roberto Tuma da Ponte; Maria do Carmo de Lima Mendes Lobato; Maria de Fátima Guimarães Couceiro; Maria Izabel de Souza Morhy; Maria de Nazaré Paes Loureiro; Rosangela Brandão Monteiro; Teiichi Oikawa; Waldir Paiva Mesquita; Adrienne Bentes de Melo e Silva; Ana Lúcia Carvalho dos Santos; Carlos Eduardo Cardoso Martins; Edson Yuzur Yasojima; Eduardo Oliveira Braga; Fernando Augusto Fonseca Monteiro; Francisco Ferreira de Souza Filho; Ilcioni Gomes Pereira; Jorge Wilson Tuma; Juvenal de Araújo Lima Junior; Leucy Paz da Silva; Marcus Vinicius Henriques Brito; Paulo Sérgio Guzzo; Roberto Amorim de Menezes; Roberto Borges Guerra; Robson Tadachi Moraes de Oliveira; Rosa Ma Mesquita Milhomem Costa; Rosa Marilda Figueiredo da Conceição; Rui Sérgio Monteiro Barros; Terezinha de Jesus de Oliveira Carvalho. Jornal CRM-PA Jornalista responsável: Soraya Pessoa (MTb 9) Textos e reportagens: Ailson Braga Projeto gráfico e editoração eletrônica: Soraya Pessoa e Hamilton Braga Publicidade: Periodicidade: bimestral Tiragem: exemplares Distribuição: gratuita Profissionais da medicina merecem crédito da população ERRAMOS - Na edição passada publicamos erroneamente à página 3, na entrevista do Dr. Cravo, diretor do Hospital da Marinha, que ele havia feito um curso de marketing. Aproveitamos para retificar aqui o nome do curso e pedirmos desculpas por qualquer incômodo: CURSO DE POLÍTICA E ESTRATÉGIA MARÍTI- MA DA MARINHA. Anuncie no jornal do CRM-PA e faça bons negócios Estudo mostra que 8% dos brasileiros têm confiança nos médicos. É a instituição que mais merece crédito no País. P esquisa realizada pelo Ibope Opinião entre 8 e de agosto de 005 mede a confiança da população nas instituições nacionais Os médicos do Brasil tiveram uma grata surpresa este ano. Uma pesquisa realizada pelo Ibope Opinião entre os dias 8 e de agosto em todo o País indicou o grau de confiança dos brasileiros nas instituições nacionais. O estudo vem sendo realizado desde 989 e a última edição mostrou que 8% da população brasileira confia em seus médicos. Mas como sempre há o outro Médicos cassados O Conselho Regional de Medicina do Estado do Ceará CRM-CE informou através de ofício 3773/05-SEC que o médico Anahi Denise Tercarioli Fabio obteve o seu registro cancelado com a decisão judicial publicada no Diário da Justiça de /0/005 a favor da Universidade Federal do Ceará e do CRM/CE. O CRM do Rio de Janeiro também enviou os nomes de médicos que tiveram seus CRMs cassados: Lisandro Rafael Jara Benitez (não atendeu ao requisito do visto de permanência), Ruben Ernesto Guerrero Obando (cassado pelo CFM em 7 de abril de 005) e Carlos Ricardo Bartra San Martin (não apresentação do certificado Celpe-Bras de nível avançado), Carlos Alberto de Moura Pinheiro e Paulo André Pereira Santos (cancelamento das inscrições). O CRM de Santa Catarina comunicou o cancelamento do registro de diploma de Médica Cirujana de Cristiane Rimedarlyn Molon (Universida Católica de la Asunción Paraguai). lado da moeda, há instituições nas quais os brasileiros não confiam: partidos políticos (88%), Câmara dos Deputados (8%) e Senado Federal (76%). Já entre as instituições em que os brasileiros mais confiam estão os médicos (8%), a igreja católica (7%) e as forças armadas (69%). A crise de valores que o Brasil atravessa se refletiu na pesquisa: 90% dos brasileiros não confiam nos políticos. Foram entrevistados.00 eleitores em 43 municípios do país. A margem de erro é de, pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. Isenção para médicos a partir dos 70 anos Desde o último dia 4 de setembro, o Conselho Federal de Medicina editou a Resolução.773/005, que fixa os valores das anuidades de pessoas físicas e jurídicas. Neste número do Jornal CRM-PA publicamos à página 4, a íntegra da resolução, mas apresentamos aqui um resumo sobre os principais pontos do documento. A anuidade do médico está fixada em R$ 356,0 e deverá ser paga até 3 de março de 006. Se for quitada até 3 de janeiro, o valor será de R$ 338,0, ou R$ 345,3 se for paga até o dia Nível de confiança Anuidade de fevereiro de 006. Quando se tratar de primeira inscrição, em qualquer CRM do País, o pagamento da anuidade será efetuado de forma proporcional ao número de meses e com desconto de 30%. Atenção: médicos que tenham completado 70 anos até a data do vencimento da anuidade estão isentos. A anuidade de pessoas jurídicas será cobrada de acordo com as classes de capital social. O mínimo é de R$ 378,00 para capital até R$ 4.450,00 e o máximo de R$ 6.77,00 para capital acima de R$,39 milhões. O pagamento até o final de janeiro permite desconto de 5%, ou de 3% se o pagamento for efetuado até o final de fevereiro. Para anuidade de pessoas físicas ou jurídicas estão previstos multa de % e juros de % ao mês em caso de atraso. % CRM-PA CRM-PA

3 NOVOS MÉDICOS ENTREVISTA Carteiras e lição de ética No dia de outubro último, mais de 50 médicos receberam seus documentos junto ao CRM-PA. Dirigindo a cerimônia estavam o presidente do Conselho, José Antonio Cordero, o primeiro-secretário Aristóteles Guilliod de Miranda e o conselheiro Roberto Tuma. O juramento solene foi feito pelo médico André Tuma. José Antonio Cordero lembrou aos novos médicos a importância de sua profissão e alertou quanto aos aspectos éticos que a norteiam. A relação médico-paciente é sagrada. Pensem sempre que ali está um ser humano; que podia ser o pai ou a mãe de vocês, afirmou, ratificando o peso do tratamento humanístico que deve ser dado pelo médico à vida de outrem. Cordero informou ainda que a maioria das denúncias que chegam ao Conselho deriva de problemas existentes na relação médico-paciente. O presidente do CRM-PA também chamou a atenção dos novos médicos para os seus deveres junto à entidade e explicou as funções do Conselho. Essa instituição tem um caráter, antes de tudo, de orientar e prevenir para que o A turma dos novos profissionais de medicina do Pará recebeu, junto com seus documentos, uma lição de amor à profissão. Cordero também fez a defesa do Ato Médico e da CBHPM. ato médico seja executado de maneira correta, punido o mau exercício da medicina, salientou. Cordero falou ainda das lutas da categoria médica, citando a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), como uma das condições para que o exercício da medicina ocorra com dignidade, além de discorrer, entre outras coisas, sobre o ato médico e o Código de Ética Médica. Eu me SOCIEDADE MÉDICO-CIRÚRGICA DO PARÁ Passagem Bolonha, 34 Nazaré Belém-PA CNPJ / emociono ao ver tantos rostos jovens aqui e espero, quem sabe, que vocês assumam, no futuro, um lugar nessa casa e se tornem conselheiros. Exerçam sua profissão com amor, finalizou José Antonio Cordero. Lei de Utilidade Pública:.64 de Fone/fax: / fone: Ailson Braga/ MIRITI MULTIMÍDIA O diretor do Hospital Geral do Exército de Belém (HGeBe), o Coronel-Médico José Carlos de Souza Coqueiro ou simplesmente Dr. Coqueiro é cirurgião geral formado, em julho de 979, na Universidade Federal do Pará. Ele fez concurso para cirurgião geral do PSM de Belém, curso de especialização em Administração Hospitalar e curso de Aperfeiçoamento em Auditoria Médica. Dr. Coqueiro falou sobre as mudanças que o HGBe passou depois que ele assumiu a direção da instituição e sobre o atendimento prestado pelo hospital aos militares e à comunidade do entorno. Quando o senhor assumiu a direção do HGeBe? Fale sobre essa experiência. Assumi em de janeiro de 00. Trata-se de uma experiência interessante porque nasci neste hospital, venho de uma família de militares e fui criado aqui nos corredores desta instituição. Depois que entrei no Exército, uma das metas que coloquei para mim foi dirigir o HeG- Be. Trata-se de uma exceção eu estar dirigindo o HGeBe por tanto tempo porque o prazo é de dois anos. Venho aceitando os convites feitos pelos meus superiores. A instituição tem interesse e eu também. Mas devo entregar o cargo logo. Quais mudanças o senhor fez aqui? As mudanças foram na área assistencial. Nós implantamos ferramentas modernas de gerenciamento. Isso nos permitiu organizar a parte assistencial de forma que essa parte pudesse reverter em qualidade no atendimento. Nós instituímos o agendamento eletrônico prévio com hora marcada e JOSÉ CARLOS DE SOUZA COQUEIRO Gerenciamento moderno a serviço da Saúde O diretor do Hospital Geral de Belém fala sobre o funcionamento do hospital e, principalmente, das mudanças gerenciais que implementou na instituição em sua administração com isso eliminamos a fila. O hospital foi informatizado em todos os setores para otimizar o atendimento aos nossos usuários. No ambulatório, podese agendar pelo telefone. Com uso da informática, na emergência, a confecção de fichas é muito rápida e na parte administrativa o trabalho ficou muito rápido. Tudo isso agiliza a assistência. Implementamos um programa de qualidade no qual o foco passou a ser o nosso cliente. Fale sobre esse programa. Esse programa de qualidade modificou a cultura do atendimento em nosso hospital. Todas as ações técnicas e administrativas desenvolvidas visam a satisfação do nosso cliente. O nível de satisfação dos nossos usuários - que é o nosso foco principal - melhorou sensivelmente. As reclamações diminuíram e quando ocorreram foram de pronto solucionadas porque implantamos a Ouvidoria, que é um canal aberto com o usuário para receber reclamações, críticas, sugestões e elogios. Quem é o usuário do HGeBe? São os militares, dependentes, pensionistas e funcionários civis do Ministério do Exército dentro da jurisdição da 8ª Região Militar da 8ª Divisão do Exército, que inclui os Estados do Pará, Amapá e parte do Maranhão. Explique a estrutura de atendimento do hospital. Temos leitos, ampliamos e modernizamos o nosso CTI com todos os equipamentos de ponta. Cada leito tem seu equipamento completo; aptos a atender os doentes críticos, como são os do CTI. Temos CTI Neonatal, também ampliado e modernizado. As instalações foram reformadas internamente, obedecendo critérios da moderna arquitetura hospitalar e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O nosso laboratório foi reaparelhado, é 00% automatizado, temos centro de diagnóstico cardiológico, com exames de ponta, ergométrico informatizado, entre outros. As enfermarias foram modernizadas com material adequado e um visual mais humanizado. Isso dá conforto ao paciente. De uma maneira geral houve uma humanização em todo o nosso atendimento. O hospital existe há quanto tempo? O hospital foi fundado em 890, mas não aqui neste local. Já esteve em Manaus, no Amazonas, voltou, e em Belém mesmo, ocupou vários pontos da cidade como no Arsenal, no antigo presídio São José e, em 93, chegou ao Umarizal, neste local. No hospital trabalham 408 pessoas, sendo 30 militares e 06 civis. Temos 63 médicos, 0 dentistas, nove farmacêuticos, três fisioterapeutas, um fonoaudiólogo, um nutricionista, um oficial especialista em estatística, além de dois assistentes sociais e sete oficiais que são de outras armas e que prestam serviço na área administrativa. O hospital trabalha com a comunidade? Sim. O Hospital Geral do Exército de Belém apesar de ter uma clientela certa, tem uma responsabilidade social grande. Além de tentarmos participar junto com a comunidade da vizinhança, fazemos parceria com Tribunal de Justiça do Trabalho, com atendimento médico odontológico ao povo em geral. Mas nosso foco também é levar o atendimento médico às comunidades carentes do entorno dos locais onde realizamos nossos exercícios e treinamentos. Defina o trabalho do HGeBe. O Hospital Geral do Exército de Belém é comprometido com qualidade e atualização tecnológica, procura fazer com que seus pacientes tenham atendimento adequado, atualizado e moderno. Hoje o hospital usa ferramentas modernas de gestão e isso fornece dados para o dirigente atuar com prontidão nos problemas. Isso nos ajuda a tomar decisões sobre políticas de atendimento. Temos um programa que é o Atendimento Médico Domiciliar que funciona paralelamente ao processo de hospitalização. Os atendimentos são muitos? Os atendimentos ambulatoriais, de junho de 004 a junho de 005, foram na ordem de ; são feitas 40 consultas por dia de ambulatório; e atualmente a gente faz mais de consultas por mês. Nós assistimos a cerca de 5 mil usuários. Fizemos mais de 5 mil exames de laboratório por mês. Isso demonstra a nossa capacidade e o nível de nossa automação. Na odontologia temos atendimentos por mês mais de.500, e na média do ano 3 mil atendimentos ano.o hospital, dentro da visão desse gerenciamento moderno para dar um atendimento de qualidade contamos com assessoria e atuação de várias comissões de alto nível como a de Auditoria Médica, a de Ética Médica e a Comissão Interna de Planejamento Familiar, de Controle de Infecção Hospitalar que atua em todos os departamentos do hospital diuturnamente e de Excelência Gerencial, que pauta o nosso trabalho. CRM-PA 0 3 CRM-PA

4 RESOLUÇÕES E PARECERES ARTIGO (Publicada no D.O.U., 04 out 005, Seção I, p. 95) O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.68, de 30 de setembro de 957, regulamentada pelo Decreto nº , de 9 de julho de 958, e CONSIDERANDO ser atribuição do Conselho Federal de Medicina, ouvidos os Conselhos Regionais de Medicina, fixar o valor das anuidades e taxas devidas aos órgãos fiscalizadores do exercício da profissão médica; CONSIDERANDO as propostas encaminhadas ao Conselho Federal de Medicina pelos Conselhos Regionais de Medicina sobre os valores das anuidades e taxas a serem cobradas, visando assegurar aos órgãos fiscalizadores da atividade médica o pleno desempenho de sua finalidade legal e responsabilidade com a sociedade; CONSIDERANDO o disposto no artigo º da Lei nº.000, de 5 de dezembro de 004, que alterou o art. 5º da Lei nº 3.68, de 30 de setembro de 957; CONSIDERANDO o decidido pelo Conselho Pleno Nacional, em sessão realizada no dia 4 de setembro de 005, RESOLVE: Art. º Para o exercício de 006, o valor da anuidade de pessoa física será de R$ 356,00 (trezentos e cinqüenta e seis reais), que poderá ser pago até o dia 3 de março de 006. º O pagamento poderá ser efetuado com desconto nos seguintes prazos e valores: I - até 3 de janeiro de 006, no valor de R$ 338,0 (trezentos e trinta e oito reais e vinte centavos); II - até 8 de fevereiro de 006, no valor de R$ 345,3 (trezentos e quarenta e cinco reais e trinta e dois centavos). º Quando da primeira inscrição do médico em qualquer Conselho Regional de Medicina, o pagamento da anuidade será efetuado com base no valor estabelecido no caput do art. º desta resolução, obedecendo a proporcionalidade dos meses do ano e com o desconto de 30% (trinta por cento). Art. º Ficam dispensados do pagamento da anuidade referida no caput do art. º desta resolução os médicos que, até a data do vencimento da anuidade, tenham completado 70 (setenta) anos de idade. Parágrafo único. Esta dispensa não abrange exercícios anteriores. Art. 3º A anuidade de pessoa jurídica para o exercício de 006, que poderá ser paga até o dia 3 de março de 006, será cobrada de acordo com as seguintes classes de capital social: RESOLUÇÃO CFM N.º.773/005 Até R$ 4.450,00 - R$ 378,00 Acima de R$ 4.450,00 até R$ 6.550,00 - R$ 64,00 Acima de R$ 6.550,00 até R$ 5.500,00 - R$ 893,00 Acima de R$ 5.500,00 até R$ ,00 - R$.4,00 Acima de R$ ,00 até R$ ,00 - R$.468,00 Acima de R$ ,00 até R$ ,00 - R$ 4.57,00 Acima de R$ ,00 - R$ 6.77,00 Parágrafo único. O pagamento poderá ser efetuado com desconto nos seguintes percentuais: I - 5% (cinco por cento), para pagamento até 3 de janeiro de 006; II - 3% (três por cento), para pagamento até 8 de fevereiro de 006. Art. 4º Quando da primeira inscrição de pessoa jurídica em qualquer Conselho Regional de Medicina, o pagamento da anuidade será efetuado com base no valor estabelecido no caput do art. 3º desta resolução, obedecendo a proporcionalidade dos meses do ano. Art.5º As pessoas jurídicas compostas por, no máximo, dois sócios, sendo obrigatoriamente um deles médico, constituídas exclusivamente para a execução de consultas médicas sem a realização de exames complementares para diagnósticos, realizados em seu próprio consultório e que não mantenham contratação de serviços médicos a serem prestados por terceiros, poderão requerer ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição, até 3/3/006, um desconto de 50% sobre o valor da anuidade fixada no caput do art. 3º, mediante apresentação de declaração subscrita pelo médico responsável pela empresa, indicando o seu enquadramento nessa situação. Parágrafo único. Para a obtenção do desconto, a pessoa jurídica e os respectivos sócios médicos deverão estar em situação regular com o pagamento das anuidades de exercícios anteriores. Art. 6º Após 3 de março de 006, as anuidades para pessoa física e jurídica sofrerão os seguintes acréscimos: I - multa de % (dois por cento); II - juros de % (um por cento) ao mês. Art. 7º Os valores das taxas e serviços a serem cobrados às pessoas físicas para o exercício de 006 ficam fixados da seguinte forma: I - expedição de carteira - R$ 35,60 (trinta e cinco reais e sessenta centavos); II - inscrição no quadro de especialista - R$ 35,60 (trinta e cinco reais e sessenta centavos); III - ª via de certificado de registro de especialista - R$ 35,60 (trinta e cinco reais e sessenta centavos); IV - ª via de carteira - R$ 35,60 (trinta e cinco reais e sessenta centavos); V - ª via de cédula de identidade - R$ 35,60 (trinta e cinco reais e sessenta centavos). Parágrafo único. A pessoa física que solicitar qualquer serviço ou documento do Conselho Regional de Medicina constante do caput deste artigo deve estar em situação regular com o pagamento de sua anuidade. Art. 8º Os valores das taxas e serviços a serem cobrados às pessoas jurídicas para o exercício de 006 ficam fixados da seguinte forma: I - taxa de inscrição - R$ 396,00 (trezentos e noventa e seis reais); II - segunda via de certificado - R$ 40,00 (quarenta reais); III - alteração contratual - R$ 40,00 (quarenta reais); IV - taxa de cancelamento - R$ 40,00 (quarenta reais); V - alteração de responsabilidade técnica - R$ 40,00 (quarenta reais); VI - certidão - R$ 40,00 (quarenta reais); VII - renovação de certidão - R$ 40,00 (quarenta reais). Parágrafo único. A pessoa jurídica que solicitar qualquer serviço ou documento do Conselho Regional de Medicina constante do caput deste artigo deve estar em situação regular com o pagamento de sua anuidade. Art. 9º A cobrança das anuidades devidas por pessoas físicas e jurídicas para o exercício de 006 será feita por meio de um sistema em que a parcela do Conselho Federal de Medicina seja automaticamente creditada em sua conta corrente, no percentual estabelecido na legislação vigente. Parágrafo único. Os Conselhos Regionais de Medicina deverão repassar ao Conselho Federal de Medicina, também de modo imediato, as parcelas devidas referentes às anuidades, multas e juros, além das taxas de expedição de carteiras e cédulas de identidade, inclusive as vias, recebidas direta ou indiretamente, na forma e percentual estabelecidos na legislação vigente. Art. 0º Os carnês de cobrança serão emitidos e postados pelo Conselho Federal de Medicina ou pelos Conselhos Regionais de Medicina, respeitados os termos do artigo 9º desta resolução. Parágrafo único. Os Conselhos Regionais de Medicina que optarem pelo disposto no caput deste artigo deverão fazê-lo mediante convênio com instituições bancárias oficiais, encaminhando cópia do mesmo ao Conselho Federal de Medicina até 3 de dezembro de 005. Art. º Para fins estatísticos, ficam estabelecidos às pessoas físicas e jurídicas os seguintes critérios para a caracterização de anuidades não quitadas no prazo legal: I - o médico ou empresa com anuidade não recolhida entre os dias º de abril e 3 de dezembro de cada ano, considerase devedor; II - o médico ou empresa com anuidade não recolhida após 3 de dezembro de cada ano, considera-se inadimplente; III - anuidade não recolhida após cinco anos ou reconhecida a inexistência da pessoa física ou jurídica através dos órgãos de registro ou fiscalização, considera-se inoperante, sem prejuízo de inscrição na dívida ativa de acordo com o º do art. º da Lei.000, de 5 de dezembro de 004, e demais legislações. Art. º Os artigos 6º, 6 e 9 do Anexo à Resolução CFM nº 76, de de fevereiro de 004, passam a vigorar com as seguintes alterações: Art. 6º a) Relação de médicos componentes do Corpo Clínico, indicando a natureza do vínculo com a empresa, se associado ou quotista, se contratado sob a forma da legislação trabalhista ou sem vínculo empregatício; Art. 6 º - A filial, sucursal, subsidiária ou unidade de saúde, exceto as operadoras de planos de saúde, que tenha capital social destacado pagará anuidade limitada à metade do valor da anuidade paga pela matriz ou estabelecimento-sede. º - Quando a matriz ou estabelecimento-sede, exceto as operadoras de planos de saúde, se situar em outro estado, a filial pagará anuidade limitada à metade do valor da anuidade paga pela matriz ou estabelecimento-sede. 4º - As filiais, sucursais ou representações das operadoras de planos de saúde, independentemente de sua localização, recolherão as anuidades de acordo com a primeira faixa de capital social estabelecida anualmente. Art. 9. As empresas, instituições, entidades ou estabelecimentos, sujeitos ao registro nos Conselhos Regionais de Medicina, que se constituírem após o mês de janeiro de cada ano pagarão a primeira anuidade devida, com o pedido de registro, na proporção de / (um doze avos) por mês de atividade. Parágrafo único. As taxas de registros serão pagas integralmente. Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Brasília - DF, 4 de setembro de 005 EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE Presidente LÍVIA BARROS GARÇÃO Secretária-Geral Tétano acidental e neonatal no Pará Dilma Neves - Epidemiologista OTétano Neonatal tado do Pará, vem sendo adotada a (TNN) é uma das vacinação das mulheres em idade duas formas de fértil (5 a 49 anos), com 0 (duas) doses de vacina antitetânica ocorrência do tétano. A forma acidental acomete pessoas que entram uma proteção à mulher e à futura (dupla adulto), visando assegurar em contato com o bacilo tetânico gestante. voluntária ou involuntariamente. O esquema vacinal completo O neonatal é causado pela contaminação do cordão umbilical a cada 0 anos e em situações de consiste em 03 doses com reforço do recém nascido no momento de risco a cada 05 anos. Dessa forma sua secção, seja por instrumentos cortantes ou por material de em idade fértil e de gestantes pa- o encaminhamento das mulheres hemostasia, inadequadamente ou ra qualquer serviço de vacinação, não esterelizados, e/ou pelo uso público ou privado, consiste na de substâncias, contaminadas, que estratégia mais eficaz para alcance são depositadas no coto umbilical da meta de eliminação do TNN no tais como teia de aranha, pó de café, fumo, esterco, dentre outros. No ano de 004, 4 casos de Estado. A vacinação das gestantes, tétano acidental e 0 de TNN foram notificados no Sistema Nacio- durante o pré-natal, é a principal forma de se evitar a ocorrência de nal de Agravos Notificáveis (SIcasos de TNN. Desde 003, no NAN) gerenciado pela Secretaria Brasil e conseqüentemente no Es- Estadual de Saúde. Associado: Residência: Casos de Tétano Acidental e TNN, Pará, 004 MUNICÍPIO Belém Marituba Salinópolis Dom Eliseu Paragominas Barcarena Ponta de Pedras Breves Oriximiná Rurópolis Santarém Trairão Altamira Marabá Parauapebas Tucuruí Conc. do Araguaia São Félix do Xingu Limoeiro do Ajuru TOTAL TNN TÉTANO ACIDENTAL POR FAIXA ETÁRIA Fonte: SINAN/NUEPI/SESPA - Sistema Nacional de Agravos / Notificáveis/Núcleo Estadual de Epidemiologia/Secretaria de Saúde do Estado do Pará / Tereza Ferro (Coordenadora Estadual de Vigilância à Saúde), Jaíra Ataíde, (Coordenadora Estadual de Imunização) Bairro: CEP: Cidade: Estado: Local de Trabalho: Data do Nasc.: / / Telefone: Celular: Especialidade: Diplomado pela: Ano: Naturalidade: Estado Civil: Nº do CRM Data da admissão na SMCP: / / Categoria do Associado: ( ) Fundado Diretoria da SMCP SMCP faz cadastro e inscreve médicos A Sociedade Médico-Cirúrgica do Pará está recadastrando seus associados. Para tal, basta preencher a FICHA CADASTRAL abaixo e entregar na SMCP (endereço no verso da ficha) ou na sede do CRM-PA (Generalíssimo Deodoro, 3, entre Oliveira Belo e Diogo Móia - Umarizal). A ficha também pode ser utilizada por aqueles que quiserem se associar à SMCP. -4 Assinatura do Associado CRM-PA 4 9 CRM-PA

5 CBHPM RECERTIFICAÇÃO Vitória da classe médica Pará comemora o sucesso dos resultados da implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos Marcus Vinícius Henrique Brito OPará é um dos Estados do Brasil onde a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) está mais avançada. A vantagem disso é que os médicos paraenses já estão negociando reajustes em vários planos de saúde, enquanto em alguns Estados do País os profissionais da medicina ainda lutam pela a implantação da CBHPM. Alguns feitos da Comissão Estadual de Honorários Médicos merecem destaque, como os reajustes conseguidos em outubro. Dependendo de cada classe de plano e de cada plano propriamente dito, o reajuste e a negociação variam. As cooperativas de um modo geral, representadas pela Unimed, concederam um reajuste de 5%, o que vai corresponder a CBHPM 8%, nos procedimentos. Já com o Grupo Unidas está se negociando um reajuste entre 8% e 9%, com uma contraproposta do grupo para que esse reajuste seja aplicado a partir de janeiro, o que está sendo estudado para que isso possa ser feito, talvez, com a aplicação de um progressivo daqui até lá. Associações de prestadoras de planos de saúde fecharam conosco uma proposta na qual a consulta ficaria entre R$ 35 e R$ 36 e os procedimentos a CBHPM a 5%. Já as seguradoras, embora ainda não tenham assinado conosco, já deu para os médicos que continuam atendendo um reajuste de %. Outra vitória da comissão é a mudança de posicionamento dos planos que estavam de fora das negociações e que agora passam a integrar os mais de 50 planos que já aderiram ou à CBHPM ou à negociação. Em Belém, apenas cinco planos estão de fora das negociações: as seguradoras de um modo geral, representadas Saúde Bradesco, Sul América e AGF Saúde, e Golden Cross e Medial Saúde. Continuam em negociação embora não tenham fechado conosco e há probabilidade de acordos à vista. Esses grupos não chegam a representar 4% da população assistida. Ou seja, 96% da população assistida coberta pela CBHPM. Para mostrar como o Pará está adiantado na implantação da CBHPM, no dia 9 de setembro, houve a reunião nacional das comissões estaduais de honorários médicos e de implantação da classificação em Belém. Como temos o movimento mais avançado do País, eles queriam conhecer nossas estratégias. Foi uma reunião positiva porque houve discussões e propostas concretas a serem executadas.também nessa reunião, foram tiradas várias diretrizes. Entre elas, uma maior comunicação entre as presidências das comissões estaduais de honorários médicos. Isso será importante porque uma das táticas utilizadas pelos planos, em Belém, era dizer que acordos já haviam sido fechados em outros Estados, quando, na verdade, isso não havia acontecido. Era uma forma de pressão para que os médicos paraenses fechassem acordos oferecidos pelos planos. Como não havia comunicação eficiente, alguns acordos foram fechados com essa tática. Agora, o que é acordado em um Estado os demais ficam sabendo por meio de uma rede de comunicação utilizando o . Uma outra diretriz que merece destaque é o bloqueio nacional do plano de saúde Amil, embora aqui este plano tenha fechado acordo e nós estejamos fora desse bloqueio, no resto do Brasil, o plano está bloqueado. Para o nosso Estado o plano eleito para bloqueio foi a Medial Saúde. Depois da reunião nacional, houve uma reunião local, ocorrida no dia 7 de setembro, no auditório do CRM-PA, com os médicos, para deliberar algumas coisas. Entre elas, a decisão do bloqueio à Medial Saúde. Foi uma reunião mais informativa sobre as nossas conquistas e encaminhamentos, do que deliberativa. Há uma situação especial dentro das seguradoras, que é a da Saúde Bradesco. A Federação Nacional de Seguradoras, que é a da Fenaseg, é especial porque as seguradoras deveriam trabalhar o tempo todo com reembolso. Por uma questão de estratégia das seguradoras e até por falta de conhecimento da classe médica, acaba se aceitando trabalhar com a seguradora como se trabalha com o plano, ou seja, com uma tabela própria com médicos credenciados, etc. Na realidade não existe nenhum médico credenciado pela Saúde Bradesco. Qualquer médico do Estado do Pará poderia atender pela Saúde Bradesco desde que desse um recibo para o usuário e ele seria ressarcido por essa seguradora. Só que os usuários e médicos não têm conhecimento disso e acabam trabalhando da mesma forma que com os planos de saúde. O que acontece é que há uma negociação local com a Saúde Bradesco, a seguradora assinalou para fechar um acordo regional, houve uma reunião em Brasília com o presidente da Saúde Bradesco, Sérgio Galvão, fechamos uma data que seria assinada na semana seguinte pela diretoria da seguradora e comissão estadual, mas na hora de acertar tudo aqui houve uma conversa de que a assinatura de um acordo regional prejudicaria um acordo nacional. Isso ocorreu dia 8 de setembro, no dia 9 de setembro houve a reunião nacional aqui em Belém. Lá se verificou, segundo os doutores Eleuses Paiva e Samir Bitar, este presidente da Comissão Nacional de Implantação da CBHPM, que não havia nenhum empecilho para se fechar um acordo regional. Na mesma hora se entrou em contato com o doutor Sérgio Galvão, mas ele disse que ainda haveria outros entraves. Com essa postura fica claro que a seguradora quer ganhar tempo para não assinar o acordo. Há a possibilidade, entretanto de um acordo nacional pelos contratos, que não é uma aceitação da CBHPM em nenhum momento a seguradora acenou aceitar a classificação. A orientação que nós estamos dando é que os médicos continuem trabalhando pelo reembolso. Outra orientação é que os médicos entrem no site e vejam ali os modelos de contratos que a Associação Médica Brasileira fechou com a Unidas e que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu o aval. Qualquer contrato que venha diferente do que está na página, qualquer mudança na essência do contrato, seja com a presença de multa ou de como se comportar em face a glosas, tempo de entrega de faturas, o que não estiver nos contratos em termos desses dados, os médicos não devem assinar. A obrigatoriedade é dos planos de saúde de apresentar para a ANS as cópias de contratos assinados com médicos, clínicas e hospitais. A nossa orientação a não assinar o que estiver fora do padrão. Pelo futuro da medicina Antônio Pinheiro, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, falou sobre a recertificação de atualização médica, defendeu a resolução que cria esse modo de avaliação e deu detalhes da implantação dessa forma de educação continuada Título de Especialista Depois de muito estudo, de uma consulta pública, após de ouvir os Conselhos de Medicina, as sociedades especializadas, as entidades médicas e receber contribuições de todo o Brasil, as regras para a recertificação dos títulos de especialista saíram do papel e virou obrigatoriedade para os profissionais da medicina. O médico paraense Antônio Pinheiro, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), afirmou que a recertificação de atualização médica como é chamada agora definiu os rumos para o futuro da educação médica continuada. Pinheiro lembrou que desde 000, o CFM e a Associação Médica Brasileira (AMB) vinham discutindo a educação médica continuada e uma forma de valorizar a especialidade médica a partir de uma reavaliação do médico. Ninguém no Brasil, nem quem era contra, opinou que qualificar não era bom. A divergência era sobre a maneira que como foi redigida a resolução da recertificação, disse Pinheiro. Segundo o vice-presidente do CFM, havia a necessidade de se discutir o direito de quem já possuía o título de especialista, que muitos consideravam um direito inalienável. Para Antônio Pinheiro, o CFM sempre teve a posição de que o saber não é imutável, mas que a vontade da maioria devia ser respeitada. Passamos a ouvir os CRMs e os médicos de todo o País, por intermédio de uma consulta pública disponibilizada nos sites da AMB e do CFM durante 45 dias, relatou. Atualização profissional A Comissão Nacional de Acreditação (CNA) passou a disponibilizar em seu site o formulário para o credenciamento dos eventos relativos ao Certificado de Atualização Profissional (CAP) de especialistas. Os pedidos de credenciamento das atividades a serem realizadas no primeiro semestre de 006 foram enviados pela internet até o dia 5 de novembro. Para solicitar o credenciamento de um evento, o médico deverá preencher um cadastro de identificação, criando login e senha que deverão ser utilizados sempre que o profissional quiser credenciar uma nova atividade. Em seguida, aparecerão na tela as opções de evento presencial ou a distância, que dão acesso aos formulários on-line. Assim que forem aprovados pela CNA, mediante o parecer das respectivas Sociedades de Especialidade, os eventos credenciados poderão ser consultados no site por Especialidade, local, data ou pontuação. O Certificado de Atualização Profissional para os médicos que têm Título de Especialista ou Certificado de Área de Atuação foi instituído pela Resolução nº 77/005, publicada pelo Conselho Federal de Medicina em agosto. Para obtê-lo, os especialistas terão de participar de atividades credenciadas de educação médica continuada a partir de 006, somando 00 pontos a cada cinco anos. A adesão ao processo será obrigatória para os profissionais que obtiverem seus Títulos ou Certificados a partir de janeiro do próximo ano, e opcional para os demais. Mais informações pelo telefone () ou pelo com Patrícia ou Luciane. Essa consulta, de acordo com Pinheiro, recebeu enormes contribuições. Foram recebidas mais de.00 sugestões pela internet e todas, de acordo com Pinheiro, foram analisadas pela Comissão de Acreditação. Ele disse que ficou claro que a resolução deveria ser rediscutida em plenário, principalmente no que se referia ao médico já possuidor de título de especialista. Ficou decidido que não será obrigatória a recertificação para quem já tiver título. Quem receber seu título até º de janeiro de 006, só vai fazer a recertificação se quiser. A partir dessa data, títulos designados pelas sociedades, a partir de cinco anos, precisam ser certificados, informou. Ele ressaltou que um dado interessante é que a maioria dos médicos ouvidos e que possuem título há mais de cinco anos farão a recertificação, mesmo não sendo obrigados a isso. Isso porque os critérios da recertificação são democráticos, de baixo custo e os mais fáceis possíveis. Pinheiro informou que os critérios para pontuação passam pelos custos e pela distância do evento, além de haver a possibilidade de se recertificar totalmente pela internet. O médico tem que fazer 00 pontos em cinco anos, A comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou em setembro o Projeto de Lei 3.4/04, que obriga os hospitais, maternidades, casas de saúde e clínicas médicas a se registrarem única e exclusivamente nos Conselhos Regionais de Medicina. O objetivo do projeto é garantir a fiscalização dos CRMs sobre esses estabelecimentos, que, mesmo se oferecerem serviços auxiliares, passarão a ter a medicina oficialmente como sua atividade-fim. O projeto é de autoria do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR) e recebeu parecer favorável do relator da matéria na comissão, o deputado do PP do Amapá, Benedito Dias. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será avaliado pela Comissão de Seguridade Social e Família. mas não poderá fazê-lo em menos de três anos, afirmou. Ele ratificou que, com essa medida, preserva-se a idéia de manter sempre em mente que o objetivo da recertificação é a educação continuada. A idéia é levar conhecimento, levar atualização mesmo, de verdade, ao médico, observou. Quem quiser conhecer a resolução e todos os detalhes dos critérios do anexo poderá acessá-los pelo site Também nesse site são publicados todos os eventos com a pontuação, o local de realização, os custos, professores e demais informações necessárias. Os eventos serão cadastrados até meados de dezembro e vai ser possível encontrar toda a listagem por especialidade. Mas é claro que se pensou nos casos dos eventos multidisciplinares. Quem quiser fazer um curso sobre hipertensão seja clínico, cardiologista, etc. poderá fazê-lo e pontuar, exemplificou Antônio Pinheiro. Ele destacou a amplitude do projeto e disse que, por seu alcance, a recertificação não pode receber críticas isoladas. O próximo plano do CFM é a educação médica continuada para todos os médicos do Brasil, mesmo para os não especialistas, avisou. Fiscalização de hospitais Ainda segundo o projeto de Rosenamann, todos os atos praticados nos estabelecimentos de saúde serão de responsabilidade de um diretor formado em medicina. Os demais profissionais ligados à saúde que trabalham em hospitais enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, etc. continuarão filiados a seus conselhos profissionais. Os hospitais, como pessoas jurídicas, é que terão que se filiar apenas aos CRMs. As outras atividades são acessórias e existem para possibilitar a atividade-fim, que é a medicina, justificou o autor do projeto. A proposta prevê que apenas os hospitais militares ficarão fora de regra, pois já são subordinados às normas das Forças Armadas, que prevêem um rígido controle de suas atividades. CRM-PA 8 5 CRM-PA

6 Hamilton Braga Afalta de cuidado, o despreparo e o desconhecimento por parte dos médicos de como se deve preencher corretamente o atestado de óbito traz prejuízos incalculáveis e impede que políticas públicas na área da saúde sejam criadas ou plenamente executadas. O Pará não sabe do que seus habitantes estão morrendo, já que as causas de óbitos são mal definidas. O Pará também não executa a contento as políticas de saúde pública porque médicos preenchem incorretamente os atestados de óbito. Além disso, o Estado também não possui um Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) o que faz com que não saibamos o que causa as mortes em muitas pessoas e não possamos usar mecanismos de prevenção para diminuir as causas desses óbitos, alertou Dilma Neves, do Núcleo de Epidemiologia da Secretaria Executiva de Saúde (Nuepi/Sespa). O Jornal CRM-PA ouviu com exclusividade a médica epidemiologista Dilma Neves, a assistente administrativa do Nuepi, Raquel Monteiro, e o sociólogo e sanitarista Luiz Augusto Oliveira, diretor do Nuepi, sobre o atestado de óbito e as falhas no preenchimento desse documento. A Secretaria Municipal de Saúde, na figura do dr. Lourival (a Sesma não forneceu o nome completo) não foi ouvida pelo Jornal CRM- PA. Um contato foi mantido por telefone com o dr. Lourival pedindo uma entrevista e avisando-o do assunto a ser tratado. Ele aceitou dar a entrevista, mas avisou que a Assessoria de Imprensa da Sesma teria que marcá-la e autorizá-la. Como vem se tornando habitual desde que a nova administração assumiu a Prefeitura de Belém, a Secretaria UM DOCUMENTO DESPREZADO Médicos não preenchem documento de forma correta e criam dificuldades para criação ou implementação de políticas de saúde pública. Letra ilegível e causa básica de óbito não informada ou preenchida de forma incorreta são os erros mais comuns Municipal de Saúde, por meio de sua Assessoria de Imprensa, ignora os pedidos da equipe de reportagem do Jornal CRM-PA. Todas as informações obtidas anteriormente com a Sesma sempre foram com muita insistência e renderam muitas dores de cabeça. Dessa vez o pedido foi feito à senhora Anaíza - há mais de 30 dias - que disse que entraria em contato com a data e a hora da referida entrevista. Até o fechamento desta edição, nenhuma resposta havia sido dada pela Sesma. Assunto é uma preocupação do CRM-PA As discussões em torno do correto preenchimento do Atestado de Óbito sempre foi uma preocupação da diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará. José Antônio Cordero, presidente do CRM-PA afirma que o médico possui uma responsabilidade muito grande quando se trata do Atestado de Óbito. O atestado é um documento que pode ter diversos usos. Não preenchê-lo corretamente é um desrespeito ao paciente e à sua família. Lutamos para que os médicos entendam a necessidade de preenchê-lo corretamente, afirmou Cordero. Dilma Neves informou que o Pará não tem um SVO, que é um serviço que precisa ser implantado. O SVO recebe os óbitos nos quais as causas não estão exatamente bem identificadas e que não sejam da esfera médico-legal. É um serviço que necessita de uma infra-estrutura organizada, de profissionais altamente qualificados e de plantão constante, explicou Dilma. Já Raquel Monteiro informou que, no Brasil, apenas os Estados de São Paulo, Amazonas, Paraná e alguns Estados do Nordeste como Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba possuem SVOs. O Pará ainda discute a implantação do SVO, lembrou Raquel. A médica Dilma Neves explicou que o atestado tem três grandes eixos de análise: o ético e/ou médico, o estatístico e o jurídico. O jurídico, de acordo com Dilma, é o que mais mete medo ao profissional médico porque é aí que se define morte. Se ele está morto, o que causou esta morte? Se for uma morte violenta pode gerar um processo criminal e o médico pode ser chamado para prestar informações, tanto se ele preencheu, corretamente ou incorretamente, o atestado. A vertente estatística é a mais importante para Dilma porque a confiabilidade dessa premissa depende do correto preenchimento do atestado por parte do médico. A parte estatística nos diz o que está matando essas pessoas no Estado ou no município. Com esses dados, pode-se planejar programas de intervenção. Não só o setor saú- Dilma Neves - O médico precisa ver o atestado de óbito com mais responsabilidade Atestado de Óbito de, mas outros setores, em parceria com o de saúde, podem pactuar na redução dessa mortalidade, como, por exemplo, os homicídios resultantes de agressões; os suicídios resultantes de depressão em adolescentes. Aí nós temos as mortalidades por doenças infecciosas, as diarréias que têm uma ligação com o saneamento. Então, saneamento segurança pública educação, esta no caso da prevenção, se juntam ao setor de saúde para elaborar formas de intervenção. Precisamos que a estatística nos diga isso,lembrou a infectologista. Declaração precisa ser preenchida com fidedignidade Mas Dilma ressaltou que para que para haver estatísticas confiáveis é preciso que a declaração de óbito seja preenchida com fidedignidade. O nome, o endereço, enfim, todos os dados precisam estar preenchidos corretamente. Ela lembrou que no final da declaração existe temos o campo privativo do médico. O Código de Ética e uma portaria do CFM dizem que esse documento deve ser preenchido com letra legível, defendeu. O preenchimento das linhas do atestado, de acordo com Dilma, também precisam estar preenchidos corretamente. Nós temos quatro linhas, mas a da causa básica é a mais importante estatisticamente porque é o que faz saber como e onde intervir. A codificação, dentro do que está expresso na Classificação Internacional de Doenças (CID-0) também é um problema. Em raríssimos casos os médicos codificam, criticou. Ela afirmou que quando o médico quando preenche com letra legível dá para codificar corretamente junto ao Sistema de Codificação de Mortalidade, tanto na Secretaria de Saúde do Estado ou do município. Mas se o médico não tem letra legível, ressaltou a infectologista, ele vai deixar o entendimento do óbito ao profissional de nível médio que está alimentado do sistema. E aí fica difícil ter confiabilidade nas informações do médico.nem sempre a maneira que o médico preenche as linhas do atestado é correta, destacou. Ela contou que nos Estados Unidos, as causas básicas eram feitas por profissionais das secretarias de saúde. Para minimizar erros, o governo norte-americano passou a tarefa da codificação das causas básicas, isso em 999, para os médicos. O Seletor de Causas Básicas de Óbitos foi criado e instalado dentro do programa informatizado de informação de causa básica, para minimizar erros nesse campo do atestado. Quando o médico não preenche de forma correta e fidedigna as causas nas seqüências que elas devem ser eu tenho uma codificação errada. Eu não vou ter fidedignidade nas minhas estatísticas e vou ter um problema na confiabilidade do que o médico preencheu. Existem muitos estudos publicados tanto no Brasil como internacionalmente, sobre causas de óbitos, e que esbarram no problema da confiabilidade dos dados, disse. Objetivo é obter uma estatística confiável Ela destacou que preencher atestado de óbito não se aprende na faculdade. No entanto, isso deveria ser discutido em todas disciplinas. Não só ao atestado, mas o próprio sistema de informação de mortalidade deveria ser ensinado já que é um sistema considerado universal, opinou Dilma Neves. Segundo a infectologista, a solução é mobilizar e treinar os médicos para preencher o documento como deve ser e respeitar o atestado como um documento de importância fundamental para a saúde do Brasil. Dilma disse que o problema é tão grave que as chamadas causas mal definidas somam 35% de todas as causas de morte no Pará. Dessas, 0% possuíam assistência médica. Se eu tenho alguém que morre com assistência médica, mas não sei de quê ela morreu, então houve um erro de preenchimento no atestado de óbito, lamentou a médica. Ela disse que a intenção não é só reduzir as causas mal definidas com assistência médica, mas buscar o preenchimento correto para que se possa ter uma estatística confiável de mortalidade das causas definidas. Precisamos saber o que está matando as pessoas. Porque se os médicos forem adequadamente treinados e eles souberem preencher o atestado vamos ter uma mudança a médio e longo prazos, observou. Acreditam que é um mero documento formal e legal Ele criticou a postura de muitos médicos quanto à importância do atestado de óbito: Acham que é um mero documento formal e que é uma exigência legal para o sepultamento. Mas não é só isso. O setor de saúde depende disso e, em outra ponta, está o trabalho do médico. Pois com esses dados dá para saber como o médico deve trabalhar para melhor atender as necessidades de saúde da população. Luiz Augusto Oliveira, diretor do Nuipe destacou o interesse do CRM-PA no que se refere ao debate sobre o assunto. Há um treinamento sendo planejado em parceira com a Sespa e o CRM- PA para capacitar os médicos no correto preenchimento do atestado e que será divulgado quando estiver todo agendado, informou Luiz Augusto. Raquel disse que Sespa, com apoio do Ministério da Saúde, tem investido muito em treinamento de codificação em muitos municípios paraenses para a correta codificação, mas há reclamações dos outros profissionais da saúde sobre a não presença do médico nesses treinamentos. O médico deveria ser o principal interessado, opinou. Raquel Monteiro - O Pará ainda discute a implantação de um SVO Dilma finalizou dizendo que o atestado de óbito deve ser preenchido com calma, acompanhado do prontuário. Não pode ser um documento preenchido com pressa nem com descaso, opinou Dilma Neves. Para o CRM-PA, é necessário que haja um maior comprometimento dos profissionais médicos em relação à quantidade e qualidade das informações contidas nas declarações de óbito. Campos específicos do documento devem receber atenção Não somente quanto às suas causas básicas, como também aos campos de identificação e os específicos como em caso de mulheres em idade fértil e de menores de um ano. É preciso que o médico tenha em mente a relevância dos dados como faixa etária, raça, escolaridade, profissão, etc., em todas as análises de morbidade e mortalidade e também do papel que estas informações representam em todo o processo de planejamento das ações em saúde pública. Para o Conselho do Pará a solução do problema, de forma definitiva e responsável, encontra-se na decisão política do Estado e do município criarem um Serviço de Verificação de Óbito. CRM-PA 6 7 CRM-PA

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