A RESPONSABILIDADE CIVIL DAS EMPRESAS DE COMÉRCIO ELETRÔNICO

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1 A RESPONSABILIDADE CIVIL DAS EMPRESAS DE COMÉRCIO ELETRÔNICO Vinícius Barbosa Scolanzi 1 Patrícia Irina Loose 2 RESUMO A Internet tem sido usada, a cada dia com mais freqüência, nas relações de compra e oferta de produtos e serviços. Assim, o número de consumidores lesados ao fazer compras on-line tem aumentado significativamente e, portanto, esse campo merece toda atenção. Este trabalho destina-se ao estudo da responsabilidade civil dos comerciantes eletrônicos, mais precisamente do site e-commerce MercadoLivre que tem sido alvo de denúncias de consumidores que foram lesados ao adquirirem produtos através do mesmo para, depois, expandir os resultados obtidos com essa investigação a outras empresas que atuam no mesmo ramo. A princípio, foi pertinente traçar breves considerações sobre a Internet e o e-commerce e fazer uma análise sobre a responsabilidade civil no âmbito mercantil. Posteriormente, a possibilidade de se imputar ao MercadoLivre a responsabilização por danos a terceiros suscitou a necessidade de se estudar, especificamente, as relações comerciais as quais ele possui participação, bem como todas as variáveis que com ela se relacionam. Por fim, o trabalho permitiu considerar que, no tocante à responsabilidade civil, é possível imputar às empresas de e- commerce o dever de reparar danos causados a consumidores devido às práticas de comércio as quais elas atuam como fornecedoras, aplicando os dispositivos encontrados no Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Palavras-chave: E-commerce; Internet; Direito do Consumidor; responsabilidade civil. ABSTRACT Internet has been used, every day with more frequency, in the relationships of purchase and offer of products and services. So, the number of consumers harmed when they buy things "on-line" has been increasing significantly and, therefore, that field deserves all attention. This article aims to study the "electronic" merchants' civil responsibility, more precisely of the MercadoLivre s e-commerce web site, that has been targed of accusations of consumers that were harmed when they acquired products through this one, for later to expand the results obtained with that investigation to other companies that act in the same area. At first it was pertinent to trace brief considerations about the Internet and the e-commerce and to do an analysis about the civil responsibility in the mercantile ambit. Later, the possibility to impute MercadoLivre the responsibility for damages caused consumers suscitaded the necessity of studying, specifically, the commercial relationships which he possesses participation, as well as all the variables it has a relation to. Finally, this article allowed considering that, concerning the civil responsibility, it is possible to impute to the e-commerce companies the duty of repairing damages caused to consumers as a result of the trade practices which they act as suppliers, applying the devices found in the Brazilian s Consumer s Defense Code. Key-words: E-commerce; Internet: Consumer s right; civil responsibility. 1 Bacharelando em Direito pela Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos. Endereço eletrônico: 2 Professora da Faculdade Estácio de Sá de Ourinhos (SP). 1

2 INTRODUÇÃO A Internet tem revolucionado o mundo dos negócios. Devido à comodidade que ela proporciona por possibilitar compras sem que os consumidores saiam de casa, as compras on-line estão se tornando íntimas da população. Tendo em vista este tipo de comércio, como não há uma relação direta entre o consumidor e o fornecedor dos produtos ou serviços ofertados na rede e, às vezes, nem há garantias que este de fato existe, aquele freqüentemente é lesado e não tem condições de reclamar por seus direitos. Desse modo, esse tipo de comércio é o palco ideal para a prática de fraudes e estelionatos, pois o fornecedor tem a chance de permanecer às obscuras por meio de dados e informações falsas passadas para o consumidor. Por este motivo, o presente trabalho destina-se a estudar a responsabilidade civil dos comerciantes eletrônicos em sua atividade mercantil, mais especificamente a responsabilidade civil do MercadoLivre para, posteriormente, ampliar o resultado deste estudo às outras empresas que atuam como fornecedores de produtos e serviços na Internet. 1. A INTERNET E O E-COMMERCE 1.1 Definição de Internet Entende-se por Internet um grande grupo de computadores interligados em rede de modo a permitir que seus usuários, em qualquer lugar do planeta, intercomuniquem-se e troquem idéias, dados, arquivos, informações etc. Para isto, basta estar na frente de um computador conectado a um provedor 3. Lévy (2000, p. 255) imputa à Internet a seguinte definição: O nome Internet vem de iternetworking (ligação entre redes). Embora seja geralmente pensada como sendo uma rede, a Internet na verdade é o conjunto de todas as redes e gateways que usam protocolos TCP/IP. Note-se que a Internet é o conjunto de meios físicos (linhas digitais de alta capacidade, computadores, roteadores etc.) e programas (protocolo TCP/IP) usados para o transporte de informação. A Web (WWW) é apenas um dos diversos serviços disponíveis através 3 Provedor é a central que propicia o acesso dos computadores à Internet. 2

3 da Internet, e as duas palavras não significam a mesma coisa. Fazendo uma comparação simplificada, a Internet seria o equivalente à rede telefônica, com seus cabos, sistemas de discagem e encaminhamento de chamadas. A Web seria similar a usar um telefone para comunicações de voz, embora o mesmo sistema também possa ser usado para transmissões de fax ou dados. 1.2 A Internet na atualidade Atualmente, a Internet possui cerca de 40 mil redes 4 que interliga mais de 600 milhões de usuários 5 e é mais de 300 mil vezes maior que sua genitora, a ARPANet. Em se tratando de Brasil, 14% da população têm acesso à rede 6 e, de acordo com Franco Junior (2003, p. 13), em 2000, o Brasil já se havia tornado o segundo país do mundo em número de provedores de acesso à Internet e já mostrava a maior taxa de crescimento mundial em número de usuários acessando-a. Devido a sua magnitude e a rapidez com que proporciona comunicação instantânea entre os usuários da rede, ela se tornou um dos principais meios de comunicação e prestação de serviços do mundo. Porém, ela pode ser considerada perigosa, já que ainda não há leis que limitam o acesso e nem os atos praticados pelos internautas. Segundo Scorzelli (1997, p. 17), não há órgão de controle desta fantástica rede de computadores chamada Internet. A Internet é por isso, considerada, anárquica, por não estar submetida a governos, leis ou polícia. 1.3 E-commerce Há definições suficientemente complexas para caracterizar o e-commerce. Franco Junior (2003, p. 25) profere que o e-commerce é a parte visível do e-business. É por meio dele que as transações de compra e venda de produtos e serviços acontece. Mas o que é e- Business? Como funciona? O que mais ele engloba se o e-commerce é apenas uma parte dele? Enfim, para fins desta pesquisa não é necessário uma definição tão exata e complicada de e-commerce, muito menos é preciso ter o conhecimento de todos esses outros conceitos que ela abrange. Basta saber do que se trata o e-commerce. 4 Disponível em Acesso em 18 de maio de Acessível em Acesso em 18 de maio de Acessível em Acesso em 18 de maio de

4 O termo e-commerce nada mais é do que uma denominação técnica para comércio eletrônico, ou seja, para o comércio estabelecido através da Internet. A IBM, uma das pioneiras no uso do e-commerce, o define da seguinte maneira: O e-commerce, numa definição objetiva, é a capacidade de comprar e vender produtos e serviços pela Internet. Indo um pouco mais a fundo, o conceito abrange também a exposição de bens e serviços on-line, a colocação de pedidos, a emissão de faturas, o atendimento ao cliente e o manuseio de pagamentos e das transações. 7 Em suma, é essa a idéia que deve ser aplicada à palavra e-commerce neste trabalho. 1.4 A evolução do e-commerce no Brasil O comércio eletrônico, muito embora extremamente significativo, é jovem. Há apenas cinco anos era simplesmente uma criança que tentava dar seus primeiros passos, porém, uma criança muito esperta e astuta. Segundo dados do site e-commerceorg, os indicadores de crescimento não poderiam ser melhores: em seus primeiros anos de vida, 2001, o e-commerce lucrava anualmente 549 milhões de Reais, que passaram para 850 milhões em 2002, milhões em 2003, milhões em 2004 e milhões em Para 2006, a previsão é um faturamento de milhões de Reais, ou seja, 56% a mais do que no ano anterior 8. O número de consumidores que se habilitam a essa prática também aumenta arduamente; em 2003 eram milhões, contra milhões em 2004 e milhões em 2005; ou seja, entre 2003 e 2005 houve um crescimento de pouco mais de 90% no número de consumidores on-line 9. Em suma, pode-se considerar que o crescimento apresentado pelo comércio eletrônico no Brasil é extremamente elevado, cerca de 355% entre 2001 e 2005 e, se a previsão para o faturamento em 2006 estiver correta, entre 2001 e 2006 essa taxa subira para 610%. Tais números relacionados com as taxas também colossais de crescimento do número de compradores podem ser indicativos de que, num futuro iminente, o e-commerce derrube o comércio tradicional e, assim, é necessário desde já que a população seja educada sobre o assunto para evitar danos futuros ao realizarem compras através da Internet. 7 Disponível em: Acesso em 19 de maio de Dados todos retirados de 9 Dados todos retirados de 4

5 2. SOBRE O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 2.1 Definição de consumidor O Código de Defesa do Consumidor foi bastante abrangente em suas definições de consumidor, fornecedor, produto e serviço. Em seu artigo segundo, define-se consumidor como sendo toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final 10 (compreendendo como destinatário final aquele que retira o produto do mercado e o consome, sem utilizá-lo para gerar lucros). O Código inclui ainda, na categoria de consumidor, a coletividade de pessoas, determináveis ou indetermináveis, que tenham interferido nas relações de consumo. Segundo Bulgarelli 11 (apud, GRINOVER et al, 2005, p.38), no CDC, o consumidor pode ser acatado como aquele que se encontra numa situação de usar ou consumir, estabelecendo-se, por isso, uma relação atual ou potencial, fática sem dúvida, porém a quem se deve dar uma valorização jurídica. Dessa forma, aquele que adquire um bem com o intuito de aplicá-lo em qualquer meio de produção que seja, não é considerado consumidor e, logo, não encontra respaldo no Código de Defesa do Consumidor. 2.2 Conceito de fornecedor Em relação ao conceito de fornecedor, situado no artigo terceiro do diploma em questão, o legislador foi mais abarcante ainda, considerando como fornecedor não apenas a pessoa física ou jurídica que se relaciona diretamente com o consumidor, como também todos aqueles que contribuíram para que o produto ou serviço chegasse ao consumidor. Dessa forma, produtores, construtores, fabricantes, importadores e inclusive comerciantes são considerados fornecedores, basta que pratiquem atividade comercial de forma habitual e com geração de lucros que constituem renda. Nas palavras do artigo terceiro: Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de 10 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 4 de junho de BULGARELLI, Waldírio. Tutela do consumidor na jurisprudência de lege ferenda, in Revista de direito mercantil, Nova Série, ano XVII, nº 49,

6 produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços Conceito de bem e serviço: Para fins de comércio, considera-se bem qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial 13 ; serviço consiste em qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, de crédito e securitária, salvo as decorrentes de relações de caráter trabalhista Definição de relações de comércio Compreendem relações de comércio todos e quaisquer atos de compra e venda de produtos ou serviços bem como a oferta destes. Desse modo, a publicidade também é considerada relação de comércio e, logo, também é regrada pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. 3. RESPONSABILIDADE CIVIL 3.1 Noção básica A sociedade não está livre de conflitos; muito pelo contrário, conflitos são inerentes à vida em conjunto. Os seres humanos são diferentes e, assim, pensam e agem de forma distinta uns dos outros e isto, quase sempre, resulta em litígios os quais o ordenamento jurídico de determinado local deve absorver. Araldi (2006) pontua que: A vida em sociedade impõe regras de conduta aos seres humanos. No convívio diário, nas relações sociais, no exercício das atividades profissionais, no 12 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 10 de junho de BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 10 de junho de BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 10 de junho de

7 desempenho e execução do trabalho, na mercancia, enfim, em toda e qualquer forma de relacionamento, as pessoas estão constantemente sujeitas a cometer ou sofrer ações potencialmente danosas. Não por outra razão, os sistemas jurídicos prevêem formas de reparação a serem empreendidas pelo causador do dano em favor daquele que foi lesado. Os legisladores brasileiros, atentos aos riscos da vida em sociedade descritos no texto de Araldi, criaram dispositivos legais destinados a imputar ao indivíduo que causou dano a outro, a obrigação de reparar tal lesão. Nisto consiste a Responsabilidade Civil, que basicamente consiste no dever (imputado ao agente causador do dano) de se reparar a lesão causada a outrem através de indenização, ou seja, através da liquidação do dano ou de sua compensação. O Código Civil vigente disserta sobre esse tema em seus artigos 186 e seguintes da parte geral, e nos artigos 927 e seguintes da sua parte especial, sob o título Da responsabilidade civil. 3.2 Responsabilidade objetiva e subjetiva A responsabilidade civil se subdivide em duas vertentes: a responsabilidade objetiva e a subjetiva. Esta, também denominada de teoria da culpa, fundamenta toda a responsabilidade na culpa; não havendo culpa, não há obrigação de indenizar. A responsabilidade objetiva (abalizada na teoria do risco), ao contrário, não se fundamenta na culpa, pois esta é presumida devido ao fato de, em muitos casos, ser extremamente difícil para o lesado provar a culpa do agente. Para ela, basta haver um nexo de causalidade entre a conduta do agente que supostamente causou o dano e o fato que ocasionou o dano ao lesado para se presumir a culpa do primeiro e, dessa forma, para que haja o dever de indenizar. Segundo Gonçalves (2002, p. 10): A responsabilidade civil desloca-se da noção de culpa para a idéia de risco, ora encarada como risco-proveito, que se funda no princípio segundo o qual é reparável o dano causado a outrem em conseqüência de uma atividade realizada em benefício do responsável (ubi emolumentum, ibi onus, isto é, quem aufere os cômodos (lucros) deve suportar os incômodos ou riscos), ora mais genericamente, como risco criado, a que se subordina todo aquele que, sem indagação de culpa, expuser alguém a suportá-lo, em razão de uma atividade perigosa, ora, ainda, como risco profissional, decorrente da atividade ou profissão do lesado, como ocorre nos acidentes do trabalho. O Código Civil de 2002 acata como regra a responsabilidade civil subjetiva, ao colocar a culpa ou dolo como pressupostos da responsabilidade civil, mas ele não deixa de 7

8 lado a modalidade objetiva, pois pontua, em seu artigo 927, parágrafo único, que haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem RESPONSABILIDADE CIVIL NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR 4.1 A responsabilidade civil objetiva e solidária como regra O Código Brasileiro de Defesa do Consumidor (CDC), fundamentado na teoria do risco, adota como regra a responsabilidade civil objetiva e solidária. Esta teoria, no que diz respeito ao CDC, promulga que todo aquele que exerce atividade mercantil cria o risco de dano a terceiros e, se concretizado tal dano, deve repará-lo independentemente da existência de culpa. O fornecedor obtém proveito (lucro) através de sua atividade (lícita) e, em contrapartida, deve arcar com os riscos da atividade. Além dessa teoria, o CDC atenta ao fato de o consumidor ser a parte mais fraca das relações de comércio (e não o fornecedor, como se figurava antes da Revolução Industrial). Assim, há mais um motivo para se utilizar a responsabilidade objetiva. Dessa forma, tendo em vista a vulnerabilidade e hipossuficiência do consumidor (ou seja, a falta de conhecimentos técnicos sobre os produtos a venda e de condições monetárias para travar disputa jurídica com as empresas fornecedoras) e a teoria do risco, o CDC passou a utilizar a inversão do ônus da prova, ou seja, o acusado deve provar sua inocência ao invés de o consumidor provar a culpa de quem o lesionou. A adoção da responsabilidade civil objetiva pelo CDC é evidente em seu artigo doze ( o fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores 16 ); e a responsabilidade solidária dos fornecedores é explícita no parágrafo 15 BRASIL. Código Civil. Lei nº , de 10 de janeiro de Disponível em: Acesso em 29 de agosto de BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 5 de setembro de

9 único do artigo sétimo ( tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo 17 ). Deve-se frisar, porém, que o CDC não abandonou a responsabilidade civil subjetiva, pois disciplina que, em relação aos profissionais liberais, a responsabilidade será apurada através da verificação de culpa; ao menos, que a atividade exercida pelo profissional liberal for de caráter finalista, isto é, se os resultados do serviço prestado dependem só dele. Um outro fato relevante a ser citado é a caracterização de fornecedor como sendo pessoa que exerce atividade (logo de caráter habitual) de produção, montagem, fabricação etc. Destarte, um contrato de compra e venda celebrado entre pessoas (sem que nenhuma possa ser considerada fornecedora) é regido pelo Código Civil. 4.2 Diferença entre vício e defeito O Código de Defesa do Consumidor diferencia vício de defeito da seguinte forma: vício consiste em simples inadequação do produto ou serviço para os fins a que se destinam; assim, o vício se limita à esfera do produto ou serviço, não atinge diretamente o consumidor. Em contrapartida, defeito se refere à insegurança do produto ou serviço (trata-se de vício agravado). Ele ultrapassa a esfera material e pode atingir a integridade do consumidor (acidentes de consumo). Esta divisão fica clara pelo fato de o CDC tratar sobre a responsabilidade relacionada ao defeito do produto e do serviço separadamente à responsabilidade pelo vício do produto e do serviço. 4.3 Responsabilidade pelo fato do produto e do serviço O Código em questão regra a responsabilidade relacionada ao defeito ou seja, à insegurança que o produto ou serviço apresenta e a acidentes de consumo em seu capítulo quarto, seção três. Ele trata, em seu artigo doze, sobre a responsabilidade dos fornecedores reais (fabricantes, construtores e produtores); dos fornecedores presumidos (importadores) e dos fornecedores aparentes (aqueles que colocam o nome ou a marca no produto final como, por exemplo, os franqueadores) em relação ao produto. Sempre que alguém for lesado devido 17 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 5 de setembro de

10 à comercialização de um produto defeituoso ou em decorrência de acidentes de consumo envolvendo um produto, o fornecedor deste é obrigado a reparar o dano. Este artigo também conceitua produto defeituoso (parágrafo primeiro) como sendo os que não oferecem a segurança que deles legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes 18, como a sua apresentação, ou seja, a forma como foi colocado no mercado; os riscos que dele se espera e a época em que foi colocado em circulação, isto é, o risco que corre o fornecedor ao descobrir um defeito no produto após a sua colocação no mercado (teoria dos riscos de desenvolvimento). É pertinente salientar que, conforme o parágrafo segundo do artigo doze, a inovação tecnológica não concretiza defeito, ou seja, um produto de qualidade inferior não é considerado defeituoso pelo fato de outro com melhor qualidade ser apresentado ao mercado. A responsabilidade objetiva do comerciante é abordada no artigo treze, sendo ele responsável pelo fato do produto e do serviço quando os fornecedores que contribuíram para a chegada do produto até ele não puderem ser localizados ou não forem identificados no produto, ou quando ele não acondicionar os produtos perecíveis de maneira apropriada. O CDC pontua, ainda, que quem ressarcir o prejuízo ao consumidor prejudicado pode exercer direito de regresso contra os outros responsáveis pelo evento e que se houver mais de um autor, todos respondem solidariamente. Em seguida, o artigo quatorze fundamenta a responsabilidade dos fornecedores em relação à prestação de serviço. Sem fugir à regra, a responsabilidade aplicada é a objetiva. O fornecedor tem a obrigação de indenizar o consumidor sempre que o serviço, sobre o qual ele tem responsabilidade, apresentar algum defeito. O serviço, da mesma forma que o produto, é considerado defeituoso: Quando não fornece a segurança que dele o consumidor pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: o modo de seu fornecimento; o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; e a época em que foi fornecido BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 6 de setembro de BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 6 de setembro de

11 Novamente, o CDC adverte sobre o fato de a evolução tecnológica não caracterizar defeito. No parágrafo segundo do artigo quatorze, ele pontua que o serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. 20 É importante, também, a dimensão dada para consumidor pelo artigo dezessete, ao dizer que, para efeitos da responsabilidade civil pelo fato do produto e do serviço, equiparamse a consumidores todas as vítimas dos danos causados durante o consumo. 4.4 Responsabilidade pelo vício do produto e do serviço Como foi visto anteriormente, vício se refere à mera inadequação do produto ou do serviço para os fins a que se destina. Tais vícios, em relação a produtos, são divididos em vícios de qualidade - aqueles que tornam o produto inadequado, impróprio ou lhe diminuam o valor; e vícios de quantidade - aqueles referentes a disparidades do conteúdo do produto em relação a sua rotulagem, mensagem publicitária etc., respeitadas as variações da sua natureza. A responsabilidade em relação ao vício do produto é estudada nos artigos dezoito e dezenove do Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. O artigo dezoito rege que todos os fornecedores inclusive os comerciantes são responsáveis solidariamente pelos vícios de quantidade e qualidade do produto, e prevê, em seu parágrafo primeiro, sanções a que podem ser submetidos os fornecedores diante de um produto viciado caso o vício não seja sanado num período de trinta dias, ou em período estipulado pelas partes, não podendo ser inferior a sete e superior a cento e oitenta dias (parágrafo segundo). Os parágrafos seguintes do referido artigo regram outras medidas as quais o consumidor pode acatar para restituir os prejuízos causados pelo produto viciado; e o parágrafo sexto apresenta os produtos que são absolutamente impróprios ao uso e consumo. Sobre os vícios de quantidade, o caput do artigo dezenove regra a responsabilidade dos fornecedores da mesma forma que a responsabilidade referente aos vícios de qualidade. Seus incisos e parágrafos apresentam sanções aos quais podem ser submetidos os fornecedores à escolhe do consumidor lesado, para que a este seja restituído o dano sofrido. O fornecedor de serviços é responsável pelas atividades que exerce, ficando obrigado a reparar todo e qualquer dano que sua atividade provocar ao consumidor. Sendo o dano referente a vícios (no caso de serviços vícios de qualidade), assim como nos casos de vícios 20 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 6 de setembro de

12 de produtos, o consumidor pode exigir qualquer uma das sanções dispostas nos incisos e parágrafos do artigo vinte do CDC para sanar seu prejuízo. 4.5 Excludente de responsabilidade Alguns artifícios de exclusão de responsabilidade dos fornecedores, como por exemplo a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar 21 (artigo vinte e cinco), são estritamente vedados pelo CDC. Além disso, este postula que a ignorância do fornecedor em relação à inadequação de produtos e serviços não caracteriza excludente de responsabilidade. Em contrapartida, o CDC indica algumas situações em que o fornecedor não é responsável pelos danos causados ao consumidor: se ele comprovar que não colocou o produto no mercado (por exemplo: se um lote de mercadoria for roubado e colocado em circulação por terceiros); se o defeito não existe ou se o culpado pelo dano é exclusivamente o consumidor ou terceiro. Há de se observar que a culpa exclusiva do consumidor ou terceiro exclui totalmente a responsabilidade do fornecedor, mas a culpa concorrente entre o consumidor e fornecedor somente atenua a responsabilidade deste. Além desses casos, há exclusão de responsabilidade por causa fortuita ou de força maior. Embora não esteja previsto no CDC, a doutrina e a Jurisprudência a acatam como excludente de responsabilidade quando o fato referente à causa fortuita ocorre após a colocação do produto no mercado ou após a execução do serviço. 5. O MERCADOLIVRE 5.1 O que é MercadoLivre Fundada no Brasil em 2 de agosto de 1999 sob o nome MercadoLivre Atividades de Internet Ltda., a empresa de comércio eletrônico MercadoLivre constitui o maior complexo de e-commerce da América Latina, com mais de 15,5 milhões de usuários. Além de presente na nação brasileira, encontra-se presente também na Argentina, Colômbia, Chile, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela e possui parceria com grandes empresas como Google, 21 BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11 de setembro de Disponível em: Acesso em 6 de setembro de

13 MSN, Yahoo, AOL, ICQ, UOL, Terra, Cidade Internet, CanTV, Starmedia, Grupo Clarin, BOL, Organizações Globo, Inktomi, Kazaa, IG, Grupo Abril, HPG, Grupo Televisa, Virtualia e Data Full, entre outras. O MercadoLivre consiste em uma plataforma virtual de comércio. Ele permite que seus usuários devidamente cadastrados comprem e vendam os mais diversos tipos de produtos pagando uma taxa sobre o valor destes, referente aos serviços prestados pelo site. Ele conta, também, com um sistema de avaliação de seus usuários o qual, assim que consumada uma venda entre eles, o consumidor qualifica a sua relação com usuário fornecedor e este avalia aquele. Segundo o próprio MercadoLivre, sua comunidade de compra e venda possui 90% dos usuários pessoas físicas ou pessoas jurídicas de pequeno e médio porte, mas grandes empresas também usam a plataforma disponível no site para venderem produtos O cadastro no MercadoLivre Para utilizar o MercadoLivre, basta cadastrar-se preenchendo um formulário no qual deverá ser inserido o nome e sobrenome do futuro usuário, bem como o seu e telefone fixo. Além disso, deve-se escolher um apelido pelo qual o novo usuário será identificado pelos outros indivíduos que utilizam o site e, por fim, deve-se escolher a sua senha secreta de acesso. Os dados dos usuários são confidenciais de modo que somente depois de concretizado um negócio entre dois usuários é que o consumidor terá acesso aos dados do vendedor. Percebe-se que este cadastro pode ser facilmente falsificado, pois não exige outros dados pessoais que sejam mais difíceis de serem burlados, e isto muito contribui para que ocorram lesões aos usuários consumidores. 5.3 Das relações de comércio As relações comerciais estabelecidas através do MercadoLivre possuem grande complexidade e, por isto, são difíceis de serem estudadas genericamente. Sabe-se que o usuário vendedor pode optar por vender um produto através do sistema de Leilão, no qual o 22 Disponível em: Acesso em 21 de outubro de

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