Esporte-lazer: Bem-estar social no aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil

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1 Esporte-lazer: Bem-estar social no aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, Brasil Recepción: agosto 2009 Aprobación: octubre 2009 Cayo Marcus Lames Silva 1 Manoel José Gomes Tubino 2 Federação Internacional de Educação Física (FIEP) Resumo: Foi realizada uma abordagem descritiva, analisada de forma pp qualitativa, com base etnográfica interpretativo. Quanto ao método de interpretação, o conteúdo obtido, a partir da entrevista semi-estruturada concebida (12 entrevistados), foi utilizado como suporte a Análise de Discurso linha francesa, Pêcheux de Orlandi (2003). Assim, através da Análise de Discurso, pode-se apontar que a pratica do esporte-lazer do entrevistado está intimamente ligado ao Prazer proporcionado e a busca por uma Convivência harmoniosa, numa ambiência. A vitória ocorre através do ser permitido 1 realizá-la (autonomia) e na auto superação (técnica, física e convívio). O estilo de vida deve ser de modo a 1 Não depende da própria 1 Graduação em Educação Física pelo Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos (1998). Pós Graduado em Ciência do Treinamento de Auto Nível (2002). Mestre em Ciência da Motricidade Humana (2006). Delegado Adjunto da Federação Internacional de Educação Física (FIEP), professor do Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos. Autor do livro: Papai...Mamãe...o que é a ética? Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Esporte e Identidade Cultural e Ética Profissional em Educação Física. 2 Especialização em Ensino Programado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1969), mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976), doutorado em Educação Física pela Universite Libre de Bruxelles (1982) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988). 67

2 vontade.proporcionar, mesmo que provisoriamente, uma liberdade, que por sua vez deve estar ligada, por múltiplos sentidos, com o prazer, pois sem ele não existirá continuidade, entretanto, talvez, o mais interessante é que não foi esquecida a importância da convivência (a mais associada dentre as palavras indutivas). Palavras-chave: Esporte-Lazer; Bem-Estar Social; Esporte; Aterro do Flamengo Abstract: A descriptive approach was accomplished and analyzed in a qualitative way on an ethnographic interpretative basis. The content obtained from a semi-structured interview was interpreted with the speech analysis aid French line, Pecheux - from Orlandi (2003).Therefore, through speech analysis it can be pointed out that the interviewed one s sport leisure practice is closely related to the pleasure provided and seek for harmonious living together, ambience. The victory occurs through being permitted (autonomy) and through self-overcoming (technique, physical and living). The lifestyle must provide freedom at least temporarily and it must be related through multiple senses to pleasure, because without it there won t be continuity (flowing, accomplishing, practicing). However, the most interesting is that the importance of living (the most associated among inductive words) was not forgotten. Keywords: Sport-leisure; Social well-being; Sport; Aterro do Flamengo. 1. Introdução O Homem, intencionalmente ou não, está sempre procurando atender suas necessidades. Essa afirmativa justifica-se desde a Idade da Pedra, onde a vida deste Homem era em função da sua obrevivência. Avançando na história, reporta-se a necessidade de acumular riquezas dos burgueses, que em sua época viveram a chamada Revolução Industrial. Com o aproveitamento da velocidade das 68

3 máquinas, surge a reivindicação de se utilizar um tempo destinado à realização de algo de vontade própria; algo prazeroso, em fim, o que viria a ser chamado de lazer, ou tempo livre de lazer. Sem contrariar a esses princípios do lazer, Tubino (2001) percebe que dentre as dimensões sociais do esporte, ou seja, a intencionalidade da utilização do esporte existe uma que respeita e atende a esses princípios supracitados. Nomeando-a como esporteparticipação ou esporte-lazer. Acredita-se que este esporte-lazer realize uma contribuição ao desenvolvimento social, atendendo as necessidades do contexto. Assim, para compreender as necessidades dos praticantes do esporte-lazer, deve-se considerar a atual civilização que se vive. Após alguns processos civilizatórios (que nunca estarão terminados), dentre eles a sociedade do capitalismo ilimitado (Bourdieu, 1997), a sociedade dos meios de comunicação de massa (Tubino, Informação Verbal) e a sociedades dos descartáveis (Vargas, Informação Verbal), o lazer passa a ser percebido como uma prática vital a existência humana. As doenças silenciosas, como o stress, atacam cada vez mais os que adotam um ritmo de vida frenético e sem a presença do prazer 69

4 em suas vivencias, atendendo apenas realizações de subsistência financeira 3, ou ainda, de ganância financeira 4. Com a prática do esporte-lazer são realizadas intervenções positivas nas vivencias dos seus praticantes. O profissional de Educação Física intervêm, a partir da sua atuação, nas áreas da educação (conforme contempla a Lei de Diretrizes e Base) e na área da saúde (conforme resolução nº 218 de 6 de março de 1997), ganhando status de Interventor Social. Há que se observar a influencia dessas áreas na transformação do Ser Humano. Cabe evidenciar que, para este estudo, este interventor social deve ser visto como o especialista da atividade física, o orientador, mas não o condutor. Ele é o condutor da recreação (atividades recreativas). O lazer deve ser regido pelo princípio da opcionalidade (fazer e deixar de fazer quando bem entender, sem compromisso com a obrigatoriedade, bem como a escolha da atividade e mudança desta). 3 Refere-se à aceleração dos afazeres de trabalho diário em função de atender a subsistência, ou seja, para sobreviver é preciso trabalhar horas a mais, seja no mesmo trabalho, seja adquirindo trabalhos diferentes. 4 Refere-se a aceleração dos afazeres de trabalho diário em função de sempre almejar mais, de acumular. 70

5 Pensando o bem-estar social, esse pode ser atingido quando se sacia uma ou mais carências sociais, transformando o individuo a um estado, momentâneo, de prazer. É um direito de todos. É a forma de um indivíduo expressar, satisfações sob todas as formas, demonstrando a relação do seu convívio na sociedade, portanto ser sociável. Neste sistema estão inclusas as exigências naturais e espirituais do homem. Buscando atender as necessidades vitais do grupo, pois é através dos anseios e frustrações desses indivíduos que se compõem uma sociedade (Meireles, 1976). Assim, considerando o profissional de Educação Física como um agente subsidiador da prática do esporte-lazer, e que esta prática esportiva intervem de forma positiva na vivencia de seus praticantes, surge a curiosidade científica de saber qual o bemestar proporcionados pela prática do esporte-lazer. Visto que já fora detectado, em pesquisa (Cf. Lames, 2006), numa análise observacional direta que o espaço da praia do Aterro do Flamengo parece ser o mais democrático entre as demais praias da Cidade. Logo, consta um favorecimento a diversas classes econômicas e culturais, atendendo desta forma a intenção do estudo que não pretendia focar particularidades em 71

6 termos de classe, até por entender que a prática do esporte-lazer deve ser oportunizado a todos. Tendo em vista os reduzidos estudos realizados na dimensão do esporte-lazer (regido por princípios bem definidos Prazer; Inclusão e Opcionalidade), que não é o mesmo que esporte e o lazer, e consecutivamente o desconhecimento científico do bem-estar que é proporcionado por essa pratica social-esportiva. Essa redução e desconhecimento possibilitam o problema do estudo. Desta forma, esse estudo objetivou identificar o bem-estar social proporcionado ao sujeito que realiza a prática do esporte-lazer no espaço conhecido como Aterro do Flamengo. 2. Pensando o tema O Ser humano está inscrito numa pluralidade de relações sociais e participando de uma pluralidade de identificações coletivas (Cunha, 1995, p.14), este ser é produto de uma competição desde o primeiro ato anterior à vida a fecundação entretanto a competição deve configurar principalmente a capacidade de transcender e transcendermo-nos a nós mesmo, 72

7 não só do ponto de vista econômico ou político, mas também cultural, ético e moral (Ibid, p.14). O saciar deste Homem será, em todo transcorrer da vida, o objetivo maior de todo processo, pois este Ser encontra-se em notável estado de carência, privação ou vacuidade. A busca pela felicidade parece ser ininterrupta, todavia o que sacia a carência, ou seja, faz atingir a felicidade, depende do contexto que se está vivendo. Segundo Souza Santos (2003, p.9) é extremamente diferente perguntar pela utilidade ou pela felicidade que o automóvel me pode proporcionar se a pergunta é feita quando ninguém na vizinhança tem automóvel, quando toda a gente tem exceto eu ou quando eu próprio tenho carro a mais de vinte anos. Investigar essas e outras complexidades do Homem só será possível e aceitável, quando for inteligível que o Homem é produto e produtor do próprio Homem. Assim, o homem excede infinitamente o homem (Pascal apud Cunha, 1995 p.28), isso nos dá uma idéia de quanto somos plural em nosso processo de evolução, e ainda complementa, o homem é de fato um peregrino do Absoluto, porque viver é sentir a contingência da nossa condição atual e [...] tentar supera-la! (Ibid, p. 28). 73

8 O valor da conduta motora (esporte na perspectiva de lazer) é imputado à melhora da qualidade de vida, o suprimir de forma positiva das carências e necessidades individuais de seus praticantes, pois os mesmos são estimulados, a partir desta prática, a interagir, a democratizar, a socializar, ao agir eticamente, bem como o respeito dos atos morais. Este agir será aproveitado, e respeitado, num agir intrapessoal, interpessoal, e num agir em contato com a natureza. A partir da pré-compreensão existente acerca do bem-estar social, o estudo propõe elucida-lo quando este é originado da prática do esporte-lazer, ou seja, uma compreensão subjetiva, interpretando a cosmo visão destes. Entende-se que o Bem-estar social não deve ser derivado de uma comparação interpessoal, ele representa uma condição social derivada de interpretações pessoais a circunstâncias contextuais coletivas. A abordagem de Bérgson-Samuelson exige que o bem-estar social de uma sociedade seja função do nível de proveito desfrutado por cada indivíduo dentro dela (Outhwaite & Bottomore, 1996, p. 42). 74

9 3. Dados metodológicos O estudo foi delimitado ao espaço físico conhecido como Aterro do Flamengo, situado na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro. Segundo Lames (2005) este espaço encontra-se no setor POM (Praticantes da Orla Marítima), pela divisão, concebida em estudo, feita da prática do esporte-lazer na Cidade do Rio de Janeiro. Foram pesquisados os praticantes das seguintes modalidades esportivas: Corrida, Remo, Futvoley, Futebol (quadra e areia), Patins, Voley, Tênis, Pesca, Skateboard e Frescobol. Estes esportes, salvo melhor juízo, são os mais praticados no Aterro do Flamengo. Os praticantes investigados estão na classificação Jovem Adulto (Papalia & Olds, 2000), ou seja, possuem entre vinte e quarenta anos, são de ambos os sexos, e não foram feitas distinções nas suas participações quanto a religião, raças ou classe social. O estudo justifica-se, pois cada vez mais o lazer é procurado pela sociedade contemporânea. Talvez, devido ao volume de 75

10 informações e tarefas cada vez maior, bem como o ritmo frenético que estas são, obrigatoriamente, realizadas. É mister informar que o estudo central deste artigo, com fins a sustentação de sua justificativa, foi precedido de outros dois estudos, com fins a uma sistemática delimitação do espaço a ser pesquisado: O esporte-lazer realizado na Cidade do Rio de Janeiro: Uma abordagem dimensória (Lames, 2005), onde foram definidos setores de prática do esporte-lazer na Cidade do Rio de Janeiro idealizando a Orla Marítima como espaço democrático; e Análise Histórica Descritiva da Prática do Esporte-Lazer nas Praias do Rio de Janeiro (Lames, 2006), onde, após uma análise observacional direta, pode-se identificar peculiaridades quanto à inclusão e a opcionalidade (nãoobrigatoriedade e variedade) no Parque Brigadeiro Eduardo Gomes (Aterro do Flamengo). Esses componentes foram abordados aleatoriamente 5, e só participaram realmente da entrevista quando preenchiam as condições delimitativas do estudo, ou seja: estavam na faixa 5 Atendendo, visualmente, na pré-compreesão, o perfil da faixa etária que o estudo propunha, a intencionalidade da prática da atividade, o término da atividade, o diversificar entre as modalidades, e o equilíbrio quantitativo entre o sexo masculino e feminino. 76

11 etária entre vinte e quarenta anos; realizavam suas práticas esportivas segundo os princípios da dimensionalidade do esporte-lazer (prazer lúdico, opcionalidade e inclusão); e praticavam suas modalidades pelo menos três vezes por semana; e já praticavam a pelo menos 3 meses. A entrevista semi-estruturada colheu informações de 12 praticantes, sendo 6 do sexo feminino e 6 do masculino. O estudo do jovem adulto, para este artigo, é pertinente pois contribui para o entendimento desta fase, do Ser, neste momento da sua vida. Assim, compreender a percepção do bem-estar social do praticante do esporte-lazer perpassa pela caracterização deste ente, e que devem ser consideradas. Este é o momento, na vivencia do Ser humano, que sua saúde física atinge o ápice e começa a reduzir. As habilidades cognitivas assumem maior complexidade. As decisões acerca das profissões e do relacionamento íntimos são tomadas, ou seja, as decisões que promoverão um novo caminhar. Contribuindo com o aumento da responsabilidade, a maioria dos casais já têm filhos ou aguardam sua chegada. Segundo Papalia e Olds (2000, p. 370) Jovem Adulto é a fase compreendida entre 20 e 40 anos, e nesta fase elas tomam 77

12 decisões que as ajudam a determinar sua saúde, sua carreira e o tipo de pessoa que desejam ser. Quanto à esfera laboral, acredita-se que na sociedade ontemporânea brasileira, o jovem adulto venha sendo exigido (por sua necessidade condição econômica, ou pela obrigatoriedade imposta pelo empregador), progressivamente, cada vez mais a longínquas jornadas de trabalho. Também é possível que os empregados mais jovens tendam a ter trabalho mais desagradável e estressante ou que empregados mais velhos tenham maior probabilidade de já ter abandonado um emprego do qual não gostavam (Forteza & Prieto, 1994, Rhodes, 1993, Warr, 1994, apud Papalia & Olds, 2000, p.394). O trabalho afeta a vida cotidiana, não apenas no emprego mas também em casa, e proporciona tanto satisfação quanto estresse. (Papalia & Olds, 2000, p.396). Faz-se evidente o necessitar do tempo livre de lazer, que pode ser saciado pela prática do esporte-lazer. Considerando que as carências de um ente do Ser do Homem, que realiza o esporte na intencionalidade do lazer, são sempre em função de melhorar ou equilibrar os estados físicos ou 78

13 biológicos, psíquicos, sociais, ético e moral, pode-se então considerar que esta realização estará voltada a saúde. 4. Levantamento das prováveis categorias do bem-estar social ao praticante do esporte-lazer na região do aterro do Flamengo Conforme já enunciado, o bem-estar social de uma sociedade deve ser função do nível de proveito desfrutado por cada indivíduo dentro dela (Outhwaite & Bottomore, 1996, p. 42). Assim, quais seriam as categorias de bem-estar aproveitadas pelo praticante do esporte-lazer? Para responder tal questão, foi elaborada uma pesquisa. Foram sugeridas nove (09) prováveis categorias do bem-estar social adquiridas quando se realiza a prática do esporte-lazer. Pediu-se que fossem numeradas em ordem crescente, a começar pela mais importante conforme a concepção de cada um dos Doutores e Mestres pesquisados. Além das nove categorias sugeridas, foram disponibilizados cinco (05) espaços como opções a serem preenchidas caso o colaborador identificasse uma outra categoria não listada. 79

14 Após o somatório das pontuações, surgiram as quatro categorias que, segundo a opinião dos colaboradores, são as que melhor representam em termos de importância o bem-estar social ao praticante do esporte-lazer. Representadas por: Convivência Humana (85 pontos); Estilo de vida/qualidade de vida (81 pontos); Prazer (78 pontos); e Liberdade (74 pontos). As quatro prováveis categorias, depois de eleitas, serviram de norte a elaboração do roteiro de entrevista com a finalidade de serem identificadas, de que forma e porque, bem como sua representatividade aos praticantes do esporte-lazer do Aterro do Flamengo. 5. Pesquisa de campo O instrumento utilizado no estudo foi um roteiro de entrevista (entrevista semiestruturada em anexo), onde a captação do conteúdo a ser analisado foi registrado num gravador de fita K7. O roteiro de entrevista foi composto por quatro etapas: 1- Abordagem (uma pergunta/apresentação); 2- Identificação do entrevistado (sete perguntas); 3- Filtro (quatro perguntas, sendo uma de assinalar alternativas - anexo); e 4- Perguntas Específicas (doze perguntas). 80

15 O roteiro confeccionado foi validado por sete professores especialistas no assunto. Dentre eles evidenciam-se três pesquisadoras, que realizam suas práticas sobre a forma de entrevista e utilizando, para o tratamento dos dados, a Análise de Discurso da linha de Eni Orlandi. No intuito de não obter uma visão unilateral, tal roteiro foi submetido a um professor pesquisador, que pode contribuir com seus conhecimentos na área social, mais especificamente - cultura social urbana. Por se tratar de uma atividade de lazer, um momento de realização própria e privacidade, acreditava-se que alguns praticantes poderiam se sentir incomodados, invadidos, ou mesmo agredidos, com a abordagem, desta forma, objetivando garantir a continuidade da pesquisa, a explicação aos praticantes foi no intuito de conquistar a atenção e a confiança, enfatizando o cunho científico e sua importância. O procedimento de uma abordagem semi-estruturada faz-se importante por tratar de padronizar a mensagem que se pretende passar. Antes de coletar um conteúdo para o tratamento de uma Análise de Discurso (AD), é preciso perceber que, 81

16 empiricamente, o produtor do discurso fará uma AD no seu primeiro contato com ele (abordagem). Essa idéia pode ser compreendida na chamada relação de forças. Segundo essa noção, podemos dizer que o lugar a partir do qual fala o sujeito é constitutivo do que ele diz. Assim, se o sujeito fala a partir do lugar de professor, suas palavras significam de modo diferente do que falasse do lugar de aluno (Orlandi, 2003, p.39). Num outro momento, já fora do ambiente de entrevista, a gravação das entrevistas foi transcrita de forma mais fiel possível procurando preservar as interlocuções. Ainda como estratégica metodológica, foi empregada a técnica da Análise de Discurso (AD) estudada por Eni Puccinelli Orlandi (2003). Atentou-se para os comportamentos dos entrevistados, conforme sugeri esta técnica, levando-se em conta as verbalizações, o silêncio, as hesitações, os risos, os lapsos e a má vontade, registrados em função de sustentarem as análises. Repensando o campo da linguagem, o que a Análise de Discurso questiona é o que é deixado para fora, no campo da lingüística: o sujeito e a situação. É preciso entender que existe uma construção em conjunta do social com o lingüístico. Melhor 82

17 ainda, defini-se o discurso como um objeto social cuja especificidade está em que a sua materialidade é lingüística (Ibid, p.27). Acredita-se que exista relevância, no trato metodológico, ao utilizar a Análise de Discurso, em pesquisas sociais, pois é no discurso que o homem produz a realidade com a qual ele está em relação (Ibid, p. 39). Tal tratamento contempla, ainda, o conceito de contexto aos seus resultados. Ela confronta-se com a noção tradicional (hermenêutica) da interpretação e produz um deslocamento no que é ler o arquivo hoje (Pêcheaux, 1982, apud Orlandi, 2004, p. 41). 6. Esporte Desde sua época mais primitiva, as atividades físicas, que mais tarde viriam se tornar modalidades esportivas demonstrava sua capacidade de promover uma intervenção social. Sua representatividade a vida social se deu paralelamente à formação das civilizações. O Cong-Fou e o Jiu-jitsu, através do caráter 83

18 guerreiro e utilitário, serviram de defesa aos feudos, bem como a educação corporal. Estava primitivamente reservado aos samurais, casta de guerreiros, como já vimos repousando cada vez mais sôbre conhecimentos de mecânica humana, descobrindo os segredos da anatomia do homem e desvendando os mistérios da fisiologia, o jiú-jitsú torna os samurais invencíveis nas lutas corpo a corpo (Accioly & Marinho, 1956, p.38). Conforme Ramos (1982, p.56) relata alguns povos e suas atividades, com modalidades esportivas conhecidas nos dias de hoje: Lacrosse, espécie de hóquei [ ] prática recreativa dos índios norte-mericano ; os maias e astecas com o jogo de pelotas [ ] semelhante ao atual basquetebol. A arte egípcia, cheia de majestade e beleza, revela, por meio de preciosos testemunhos, que a prática dos exercícios físicos, muito antes dos milagres gregos, ocupou importante lugar na brilhante civilização que floresceu na terra dos faraós. A luta livre, o boxe, a esgrima com bastão, disputando primazia com a natação e o remo, foram, talvez, os desportos de maior aceitação. Os romanos, mais tarde, aperfeiçoaram muitos golpes egípcios e estabeleceram regras 84

19 de competição, criando assim a luta greco-romana (Ibid, p.17). Na Grécia antiga, o mais importante não era a vitória esportiva, mas o preparo a cidadania. Deve ser lembrado que era considerado cidadão aqueles que defendiam e lutavam pela sua cidade. Em Lachés II, Aristóteles (apud Pereira, 1960, p.42) mostra duas atividades, de caráter guerreiro, que devem ser praticadas em função de resguardar a cidade: A prática da luta, do pugilato, e, sobretudo da esgrima, devem ser preconizadas, não para obter uma vitória desportiva, mas para o treino do indivíduo e para o maior de todos os concursos, - a defesa da Pátria. Numa análise mais contemporânea, o livro O que é esporte, do professor Manoel J. G. Tubino, explica que durante longo período o esporte foi compreendido pela valorização do rendimento. Desta forma, na tentativa de ampliar esta compreensão, surgiram três movimentos: o da intelectualidade inconformada com os rumos perversos que o esporte vinha tomando; o dos organismos internacionais ligados ao esporte, que passam a publicar manifestos; e o Trimm [...] Esporte para Todos (Tubino, 1999, pp ). Em comum, os três 85

20 movimentos, pareciam desejar atender as idéias de ampliação em defesa do esporte como Direito de Todos. Em 1978 a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança a Carta Internacional da Educação Física e do Esporte, onde em seu primeiro artigo estabelece que A prática da Educação Física e do Esporte é um direito fundamental de todos, embasado nos seguintes itens: (a) é indispensável à expansão das personalidades das pessoas; (b) propicia meio para desenvolver nos praticantes aptidões físicas e esportivas nos sistemas educativos e na vida social; (c) possibilita adequações às tradições esportivas dos países, aprimoramento das condições físicas das pessoas e ainda pode levá-las a alcançar níveis de performances correspondentes aos talentos pessoais; (d) deve ser oferecido, através de condições particulares adaptadas às necessidades específicas, aos jovens, até mesmo às crianças de idade pré-escolar, às pessoas idosas e aos deficientes, permitindo o desenvolvimento integral de suas personalidades. (apud Fédération Internationale D Éducation Physique, 2000, p. 8). 86

21 Ainda seguindo o entendimento de Tubino, as formas de exercícios deste direito constituem-se nas efetivas dimensões do esporte: 1- Esporte Educação (hoje, dividido em escolar e educacional); 2- Esporte Participação (Popular ou Lazer); e 3- Esporte Performance ou Rendimento. 7. Lazer Quando os horários de trabalho foram vistos como abusivos, foi catarseada a revolução do tempo livre, que de imediato muitos identificaram como tempo do preguiçoso. O tempo livre é sobre tudo um tempo de expressão, tempo de democracia. Uma liberação pessoal mais profunda de sensações, de sentimentos, desejos e sonhos reprimidos. Quanto mais nos afastamos do tempo livre de lazer, mais nos aproximamos da escravidão (imposições do sistema). As pessoas parecem tender, em toda sua vivencia, a pouca existência autônoma. Elas devem estar integradas a sociedade, caso contrário serão tratadas como marginais. 87

22 A utilização do termo tempo livre, parece inclinar a uma total autonomia de qualquer exigência social, o que se crê como utópico, pois nenhuma liberdade será plena tal qual não seja atingida pelas pressões sociais. Já a expressão tempo disponível, poderia ser interpretada como o momento em que é permitida a utilização do tempo. Assim, poderia ser proposto o termo tempo da opcionalidade, pois este seria utilizado conforme a necessidade. O sujeito deveria ser capaz de optar pelo que é adequado cumprir. Ou seja, ninguém deve continuar um trabalho se for observado, pelo próprio agente, que, naquele momento, é preciso uma pausa (para alimentação ou descanso). O tempo da opcionalidade deve ser favorável a autonomia. Compreender a autonomia é estar ciente das leis, é dar importância a deontologia e a diceologia, assim, utilizando a Constituição da Republica Federativa do Brasil (1988), observase que no artigo 6º, o lazer é considerado como um direito social, bem como a educação, a saúde, o trabalho, a segurança, entre outros. Contemplado no artigo 227º, o lazer, bem como o direito à vida, à alimentação, à dignidade e ao respeito, é posto como dever da 88

23 família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade (Brasil, 1988, p.101). Cabe salientar, que apesar do direito ao lazer estar previsto no artigo 7º, inciso IV, através do salário mínimo digno ao trabalhador, dando a este lazer o status de necessidade vital básica ; as políticas públicas parecem não contemplar esses integrantes da sociedade. As políticas elaboram e realizam programas que atendem aos anseios das crianças, adolescentes e idosos, porém, sem lembrar dos que sofrem com a maximização do estresse pelas longínquas e aceleradas jornadas de trabalho o jovem adulto. É forte a idéia de que o stress no trabalho e na vida diária tem aumentado significativamente, particularmente nos últimos anos com o aumento da competição entre as empresas, do aumento da insegurança profissional e das pressões em direção ao aumento de produtividade. É possível afirmar que praticamente todos os trabalhadores estão ou estarão submetidos a estas pressões e stress em maior ou menor grau, absorvendo ou somatizando estes conflitos [ ] A maior fonte de stress para os adultos é o 89

24 stress profissional, descrito pela OMS como uma epidemia global (Lipp, 1996). A idéia de lazer poderia ser confundida com a do ócio, e assumiria um caráter negativo. Considerando que trabalhar é fazer algo em benefício próprio e/ou coletivo, o ócio seria o não fazer nada. De Masi emprega o termo, que parece ser mais adequado - ócio criativo. Para este autor, futuramente o lazer será confundido com o rabalho e o estudo 6, pois o ócio que deve existir é um ócio de utilização do tempo a seu favor, de maneira criativa e favorável aos seus desejos. Neste olhar ao ócio, De Masi (2000, p ) escreve ainda que: O ócio requer uma escolha atenta dos lugares justos: para se repousar, para se distrair e para se divertir. Portanto é preciso ensinar aos jovens não só como se virar nos meandros do trabalho, mas também pelos meandros dos vários possíveis lazeres. Significa educar para a solidão e para a companhia, para a solidariedade e para o voluntariado [ ]. Significa ensinar como se evita a alienação que pode ser provocada 6 Informação fornecida em entrevista realizada no programa Roda Viva da TV Cultura de São Paulo, em

25 pelo tempo vago, tão perigosa quanto a alienação derivada do trabalho. Corroborando a reflexão da utilização deste tempo, De Masi (1999) diz em sua oratória que: O século 21 será dominado pelos países que souberem gerenciar o tempo livre.[ ]. É preciso educar as pessoas para o tempo livre. Se no século 20 vivemos principalmente de trabalho, no próximo viveremos sobretudo de tempo livre. E a maioria dos países não está preparada para isso, pois está tão imersa no frenesi do trabalho que já não sabe o que fazer do tempo livre. Vivemos em uma sociedade em pleno desenvolvimento tecnológico que vem permitindo ao ser humano uma 'reserva' de tempo até então inexistente. Num mundo que sobrevaloriza o trabalho, as obrigações de todas as naturezas, o relógio, a eficiência, a produtividade, vivenciar esses momentos de descanso, divertimento e pleno desenvolvimento, tanto pessoal como social, de forma desinteressada', poderá trazer o equilíbrio tão necessário para que uma pessoa possa viver, nesta virada de século, uma verdadeira qualidade de vida. 91

26 O trabalho não pode apresentar-se como a primeira necessidade humana, mesmo trazendo satisfações no plano das tarefas técnicas, e no plano das relações sociais; pois a qualidade de vida depende da relação do tempo de trabalho e do tempo de livre escolha. 8. Esporte-lazer O Esporte-Lazer é a dimensão social do esporte referenciado com o princípio do prazer lúdico, e que tem como finalidade o bem-estar social dos seus praticantes (Tubino, 2001, p.38). Sua realização se dá através de uma livre escolha onde encontrase embutida a ação voluntária e a ação opcional denotada pela liberdade de realização. Esta manifestação, que ocorre em espaços não comprometidos com o tempo e fora das obrigações da vida diária, de um modo geral, tem como propósito a descontração, a diversão, o desenvolvimento pessoal e as relações entre as pessoas. Também oferece oportunidades de liberdade a cada praticante, a qual se inicia na própria participação voluntária (Ibid., pp ). 92

27 A prática do esporte-lazer pode ser entendida através do espaço imaginário, ou seja, de criação ou materialização dos desejos. Trata-se do momento em que lhe é permitido, através de uma prática de convivência esportiva, alguns instantes distante das teias sociais de nossa identidade. Acredita-se que quando se tem liberdade de ação, toda vitalidade do praticante explode, contribuindo com o bem-estar e, consecutivamente, com a qualidade de vida. O espetáculo esportivo, já é algo tão grandioso que poderia sobreviver facilmente através das magníficas disputas; como era no período do Ideário Olímpico, em que prevalecia o ideal de esporte (a disputa sem cobrança de ganhar a qualquer custo, ou a necessidade de se apresentar como o melhor). No esporte participação, ou esporte-lazer, o espetáculo fica por conta da socialização, da inclusão, do prazer lúdico, da comunicação fluida, do direito a desistir caso não sinta mais desejo. Segundo Tubino (1999, p.27-28) o esporte-lazer proporciona o desenvolvimento de um espírito comunitário, de integração social, fortalecendo parcerias e relações pessoais propiciadas 93

28 pelos ares democráticos, onde não deve ser privilegiado o talentoso. O ganhar a qualquer custo ou chauvinismo de vitória (Tubino 1999, p.21), assim como no esporte de alto rendimento/performance, pui a fronteira da conduta ética com a falta desta. O praticante do esporte-lazer deve estar em sintonia com a ética esportiva, mais do que isso, por se tratar de uma atividade opcional, deve estar em plenitude com o espírito esportivo 10, pois desta forma estará sempre em paz com a sua consciência moral. O que se sabe é que a nova ética esportiva deriva da ética geral e que o equilíbrio entre a atitude ética e a atitude esportiva deve resultar a formação de um renovado espírito esportivo [ ] no esporte-participação, a referência ética será o bem-estar social e a qualidade de vida (Ibid, 1999, pp ). Analisa-se que a Ética ocorre pelo cumprimento do associacionismo, em sua codificação, e pode ser exemplificada na carta do fair play; entretanto, no jogo do lazer as normas podem ser convencionadas de forma a incentivar o espírito esportivo, onde o incontestável é a permanente presença da 94

29 realização ao bem (Platão), e ao respeito à coletividade (moral). Assim, o concordar ou discordar das condutas esportivas poderá ser ajustado por uma capacidade de convivência; caso ela não exista, seus protagonistas deverão entrar num acordo (convenção) em prol da continuidade do momento de prazer, e do bem-estar social. Analisando a prática do frescobol arrisca-se nomeá-lo como esporte símbolo do esporte-lazer, pois este tem sua continuidade ou ininterrupção quando o jogador mais hábil realiza suas jogadas em função de estimular a permanência das jogadas do seu adversário. A intenção é que haja um equilíbrio entre as jogadas, em função de que haja jogo (continuidade). Desta forma, o esporte-lazer deve ser compreendido por alguns princípios: 1- Princípio do prazer lúdico; seu praticante, no intuito de jogar, deve sentir que esta na presença de algo prazeroso (lembrando o hedonismo (Doutrina filosófica que faz do prazer o fim da vida (Bueno, 1960, p.610); 2- Princípio da Inclusão; deve ser oportunizado independente do talento do praticante, tendo como lema o direito de todos, sem que haja qualquer tipo de descriminação; 3- Princípio da opcionalidade; 95

30 cada um tem o direito por optar a modalidade que deseja realizar, e uma vez realizando-a, optar por sua continuidade, ou não, a qualquer momento. Caminhando em sentido contrário a qualquer imposição feita ao Homem, ocorrências desde a idade da pedra, onde a necessidade de sobreviver não era uma mera opção, o lazer aparece em prol de suavizar e qualificar a vida. Expressão utilizada aludindo ao esportista que não se permite obter vantagem em desrespeito a regra questões morais no que tange as normas codificadas do esporte. Segundo Gonçalves (1989, apud Tubino, 2001, p.62) o espírito esportivo é de difícil definição, mas de fácil percepção, e deve ser entendido como um código de atitudes, um respeito às normas derivadas de um código de ética, e ainda como um comportamento moral para o meio esportivo. 9. Esporte-lazer realizado na cidade do Rio de Janeiro Na cidade do Rio de Janeiro, o esporte surgiu, no início do século XIX, colaborando com a vida social, através do lazer realizado pelos imigrantes. As práticas mais evidenciadas eram as individuais (turfe, remo, natação, atletismo, ginástica de aparelhos, patinação sobre rodas, bilhar, bocha e ciclismo). Suas 96

31 práticas atendiam a intenção de ter prestígio social, bem como o modismo. O lazer da época é compreendido, neste estudo, por entretenimento esportivo 7. Logo o assistir daria desejo ao também praticar, numa progressão social lógica, o também praticar precisa receber um nivelamento (rankeado), e assim o competir traria a rivalidade. Outro fator que veio caracterizar a época, fora a presença de clubes. Segundo Garrido (2005, p.527) nas últimas décadas do século XX, o Rio de Janeiro já tinha o esporte como uma de suas principais identidades culturais, marcando e simbolizando seu estilo de vida, quer no sentido de espetáculo ou na sua prática. Este autor ainda escreve que esta cidade captou, na mesma época, a influencia internacional, do que viria se consolidar como esportes-radicais. O Rio de Janeiro serviu como uma porta de entrada destas atividades ao Brasil. Timidamente, surgiram os banhos de mar e se consolidou a percepção da utilização de logradouros públicos, como praças e 7 A interferência e interação de quem pratica o entretenimento ocorre sem contato com a pratica vislumbrada 97

32 parques, para a prática esportiva com fins de recreio e higiene [ ] Desde 1857, discutia-se a importância de espaços públicos para essa finalidade (Id., p.529). Entra para a história o início da relação entre esporte e poder público, no Rio de Janeiro, em benefício da população, mesmo que os locais públicos fossem visados como fonte de negócio. Nas décadas de 1900 a 1920 ocorre a popularização do futebol carioca: o futebol no Rio de Janeiro passou a ser jogado livremente nas ruas, várzeas, praias e escolas, independente de classe social e com qualquer tipo de bola. Sob a forma de pelada, era uma atividade livre, uma forma de lazer. [ ] Outra conseqüência da popularização do futebol foi a aceitação do esporte como prática social em logradouros públicos, o que nas décadas seguintes anos de 1970 em diante viria a facilitar a adoção das atividades físicas em geral da população carioca. [ ] os banhos de mar praticados pelas elites inicialmente começaram a se popularizar com a chegada dos bondes elétricos na zona sul do Rio de Janeiro via túnel Alaor Prata, aberto na década de 1910 (Garrido, 2005, p. 529 passim). 98

33 As classes sociais eram organizadas e, consecutivamente, controladas pelo Estado, que por sua vez permitia a classe dos trabalhadores à conquista de salário mínimo, contrato coletivo, jornadas de no máximo oito horas de trabalho, e criação de sindicatos. Tais fatos proporcionavam um tempo que poderia ser destinado a assistir e praticar esporte (favorecimento ao lazer). Nos estudos de Garrido (Ibid., p.530, grifos nossos), o autor atesta que existem (2005) testemunhos orais de que o futebol se instalou nas areias das praias do Rio de Janeiro assumindo um cunho típico destes locais. Mais uma vez, o RJ fez-se constar como locais de experimentações de esportes ajustados ao meio social e físico local. Nas décadas de 1950 e 1960 o crescimento urbano industrial estimula o aumento da densidade populacional, o que, para a época, alavanca o desenvolvimento econômico. Na educação, bem como a eletrificação, as rodovias, a cultura (música, poesia, teatro e cinema), o desenvolvimento continua crescente. Em particular a Educação Física, com intercambio de seus profissionais e a elaboração de cursos técnico-pedagógicos, que renovava o emprego da pedagogia. 99

34 Neste sentido, o Método Desportiva Generalizada MDG abriria perspectivas para um maior desenvolvimento do esporte na escola, principalmente dos coletivos (esportes de massa). Tal contexto favorável levou a instituição da Campanha Nacional de Educação Física pela Divisão de Educação Física-MEC, cujo Diretor era o professor Alfredo Colombo. Essa Campanha realizada nas praças, ruas e praias, proporcionou uma iniciação esportiva à população, segundo comunicação pessoal do professor José Ferreira da Silva (1997). Reconhecido como Ruas de Recreio, Praias de Recreio e Ruas de Lazer [ ] (Id., p.530). Conforme a cidade crescia, em termos viários e habitacionais, aumentava também o número de espaços destinados à prática esportiva pública, como por exemplo o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes (Aterro do Flamengo). Com uma urbanização capaz de atender os desejos de uma prática esportiva no intuito de lazer, ou mesmo satisfazer o imaginário como jogador profissional, entre as décadas de 1970 e 1980, o que restava ser desenvolvido eram as elaborações (ou cópia) das atividades a serem realizadas. O primeiro 100

35 experimento bem sucedido foi o chamado Método Cooper, trazido ao país por Néri Nascimento, Manoel Tubino e Cláudio Coutinho (Ibid., p.530). Outra manifestação de nível internacional, na época, foi o EPT (Esporte para todos). Neste, não eram privilegiados os talentos, e sim o experimentar por parte das pessoas que em muitas das vezes eram apenas expectadoras. O movimento, que primeiro foi chamado de Trimm, na Noruega, recebeu diversos nomes pelo mundo: Participation no Canadá, Éducation Physique pour Tous na França, Trimm na Alemanha, Deporte com Todos na Argentina (Tubino, 1999, p. 25). A adesão do Esporte Para Todos ampliou a oferta da prática esportiva à sociedade. Como conseqüência deste movimento, no Rio de Janeiro, acentua-se a necessidade de fechamento do transito em ruas espaçosas e atrativas ao lazer. Vale relatar que a Campanha MEXA-SE, promovida nacionalmente pela TV Globo e que antecedeu o Movimento EPT, foi promovida no RJ, também deixando como herança à própria denominação que se fixou na 101

36 língua falada no Brasil como sinônimo de atividade física de lazer (Garrido, op. cit., p. 530). Era o prenuncio de que o esporte seria reconhecido como direito de todos pela Constituição da República Federativa do Brasil, e assim foi através do artigo 217. No parágrafo 3º do inciso IV, o Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social (Brasil, 1988, p. 97). Não é por acaso que se tem tanta oportunidade a realização do esporte, ele promove a maior união entre os membros sociais, e isso se dá justamente por ser um direito de todos, e por existir em nossa sociedade um Homo Sportivus (fato). No final do século XX, das práticas esportivas regulares e esporádicas, surgiram os Homo sportivus, que são aquelas pessoas que de alguma forma incorporaram a atividade física ao seu cotidiano. Podem ser pessoas de qualquer faixa etária, sexo, raça, nível social, e engajada em qualquer uma das três dimensões do esporte [ ] (Tubino, 1999, p.47). A figura do Homo Sportivus parece fazer parte naturalmente da sociedade carioca 8. O desejo de competir está presente, e é posto 8 Casa Branca; natural da cidade do Rio de Janeiro. 102

37 em prática sem o afastamento da solidariedade, do companheirismo e do espírito esportivo. Mesmo, geograficamente, localizando-se a privilegiar a Zona Sul da cidade, talvez seja a praia o lugar mais central do Rio de Janeiro, para todas as camadas sociais, sendo um lugar de representação e de reprodução ritual ideal miniaturizada da sociedade carioca (Goldenberg, 2002, p.7) Praticar o esporte-lazer numa das praias (orla) da cidade do Rio de Janeiro deve ser compreendido como uma prática num espaço de cobranças estéticas. O que poderia fazer deste espaço democrático, um espaço de privações. Segundo Goldenberg (Ibid, p.7) uma simples caminhada nas areias das praias da cidade do Rio de Janeiro, em um domingo de sol, pode se transformar em uma rica etnografia do corpo carioca [ ] No Rio de Janeiro, o nu também é moda. O Esporte-lazer não é complementar ou compensatório ao trabalho, é realizado em suas íntimas necessidades em função de gozar de momentos prazerosos. O carioca, naturalmente, desfruta das belas paisagens por onde passa; seja indo para o trabalho, seja voltando cansado das compras, o que provavelmente configura um estimulo natural ao desejo de ter 103

38 contato. As praias acabam servindo de praças públicas, extensão do próprio lar de cada habitante (Ibid., p.51). É intensa a utilização de espaços não convencionais 9 a prática esportiva, no intuito do lazer. Facilita por demais a realização desta prática, o fato da cidade ter uma estrutura física convidativa. Os moradores e os turistas sentem-se interessados em ter um contato mais próximo com a natureza disponibilizada, com a cordialidade e a prestatividade de seus integrantes. Trata-se de uma cidade cuja apreciação e valorização, mundialmente, encontram-se nas estampas de seus cartões postais, onde são apresentados os significantes, duplo produto: paisagens naturais e práticas esportivas. É mister perceber que a cidade do Rio de Janeiro favorece uma ambiência a pratica do esporte-lazer. Na tentativa de conceituar a prática do esporte-lazer realizado na cidade do Rio de Janeiro, Lames (2005), observa que: Trata-se da higiene física e mental realizada através de uma modalidade esportiva, a fim de atingir, de forma consciente ou não, uma melhora na qualidade de vida, na certeza de 9 Espaços que são aproveitados para a prática esportiva do lazer, sem terem sido criados exclusivamente com essa finalidade. 104

39 estar praticando algo prazeroso, e capaz de ser seguido como estilo de vida ativa. Cabe evidenciar que a expressão Esporte-Lazer Realizado na Cidade do Rio de Janeiro é pertinente ao estudo, não pela intenção de que a amostra pretenda representar um quantitativo estatístico da cidade do Rio de Janeiro, mas por estar tratando de uma prática esportiva realizada por características próprias da vivencia do carioca. 10. Políticas públicas As políticas públicas do esporte e lazer parecem desejar cumprir um nobre papel a sociedade, entretanto esquecem que para uma proveitosa realização desta prática é preciso se educar para o lazer. Ao educar para o lazer, possibilita-se, uma futura educação através do lazer, ou seja, pelo lazer. Entretanto, na atual conjuntura do cenário político mundial as coisas, mesmo em diferentes dimensões, são transformadas em mercadoria. Identificar o lazer como mercadoria significa aceitalo como mais uma mercadoria. Vender o lazer é possível, contudo não se deve, através desta venda, criar uma exclusão 105

40 social, ou seja, o lazer, por sua importância e benefício ao Ser humano, deve ser oportunizado e subsidiado. O esporte-lazer é capaz de favorecer algo que transcende o entretenimento e a educação a qualidade de vida. Esta afirmativa é feita ao se considerar conclusões advindas da Declaração de Alma-Ata (1978) 10, onde foi entendido que o Homem pode viver sem educação, mas não sem saúde. E ainda, que é direito e dever dos povos participar individualmente e coletivamente no planejamento e na execução de seus cuidados de saúde. Tal execução parece ser viável, também, a partir da autonomia prática do esporte-lazer. A melhora da qualidade de vida poderá ser proporcionada através da elaboração de uma política pública que reorganize os espaços esportivos na cidade; redistribua o tempo destinado ao trabalho; desenvolva um programa de lazer direcionado à criança, ao trabalhador (20 a 40 anos jovem adulto) e ao aposentado, resguardando suas necessidades; e o planejamento de férias que possam ser desfrutadas, ou seja, que a remuneração possa ser proporcional às necessidades deste momento particular. 10 (http://www.opas.org.br/coletiva/uploadarq/alma-ata.pdf) 106

41 É notório que o jovem adulto não pode ser excluído deste benefício é essa faixa etária que parece sofrer mais com os ritmos frenéticos de trabalho urbano. Consoante ao termo espaço, vale lembrar que tal noção delineou-se a partir do momento em que o homem teve necessidade de deslocar-se e de retornar aos locais de origem (Cunha, 1997, p.40). Tal continuidade, até por novas exigências, ampliou a gestão de recursos necessários à vida de um sujeito, uma comunidade ou uma nação, localizados dentro de uma determinada extensão territorial (Ibid, p.40, grifos nossos). Os espaços de civilização definem-se a partir do conjunto de atividades pertencentes ao modo de vida de um povo, que expressam uma certa maneira de viver no mundo, com concepções próprias sobre ele, traduzidas pelas suas instituições-normas que as perpetuam e as projetam no seu futuro e que são visíveis em espaços construídos e organizados que são as cidades. Os povos que não construíram cidades, não originaram civilizações (Ibid, p. 42). 107

42 O espaço de interação humana, ou espaço social, é um espaço de convívio, afirmação entre as pessoas e auto-afirmação, e definidos a partir de organizações sociais. A estrutura de uma cidade, bem como seus habitantes, organizam seu desenvolvimento a procura da utilização do tempo livre, tendente a realização de atividades mais nobres, como sejam aquelas que estão mais ligadas aos lazeres e a cultura (Ibid, p.52). Pela sua localização, nas zonas nobres ou periféricas das cidades, pela sua envolvência e pela sua arquitetura, as instalações desportivas espelham o modo como um povo valoriza o seu corpo, o desporto e de como organiza no espaço e no tempo essa valorização. (Ibid, p.52, grifos nossos). Arrisca-se apontar que o praticante do esporte-lazer, da orla marítima, por se valer de um espaço onde a liberdade de expressão é convidativa, conduz seu corpo a gozar do prazer da liberdade, da sensação de estar ao ar livre, do natural, do realizar sem obrigatoriedade, mas em quanto houver prazer; todos, itens que configuram o esporte lazer. 108

43 Assim pensa-se que a idéia de estar na praia é uma idéia compatível a de estar praticando o esporte-lazer. Contribuindo na justificativa da utilização da orla marítima como espaço destinado ao esporte, Luiz Cunha, passim, escreve uma delimitação a ser analisada: Os espaços naturais ou ao ar livre, também podem ser incluídos dentro deste conceito de instalações desportivas. Contudo, eles só são considerados, na medida em que a sua utilização continuada pelas populações se verifique através da identificação de pequenas estruturas de apoio às actividades desportivas, que localizam a atividade, dão significado desportivo ao espaço natural em presença e oferecem mais um espaço de prática desportiva (Ibid, p.52). O espaço esportivo contribui como palco da convivência humana. Ele não pode ser entendido como um mero espaço destinado à competição e a análise de uma ordenação hierárquica. Ele é também o grande espaço descodificado onde, em contacto com a natureza, o praticante procura novas possibilidades (Ibid, p. 51). Para Cunha (Ibid p. 48) o desporto é claramente um produto da civilização urbana e industrial e todos os seus sub-produtos 109

44 revelam essas características. O esporte-lazer parece advir de uma necessidade de realizar a determinada modalidade esportiva para sentir um fantasiar que lhe permite uma inclusão e/ou sensação de também ser capaz. Entretanto, não se pode negar a necessidade urbana de ser capaz de transformar um determinado espaço num espaço democrático onde as normas são um pouco mais liberada, na verdade convencionadas. 9. Bem-estar social Segundo Da Costa (2002, p.56), repensando questões referentes ao conceito de bem-estar: em termos de civilização ocidental, são correntes vários nexos de bem estar pessoal mas todos revelando fundamentações determinadas historicamente. Nestes termos, a trajetória histórica constitui, em tese, uma metodologia hábil para se pesquisar, debater e dar maior compreensão à categoria bem estar quer pessoal ou social [ ]. 110

45 A palavra poiesis configura uma expressão grega com significado de produção e ao mesmo tempo de realização humana (Ibid, p. 57). E, nestas circunstâncias, concluiu-se que o fio condutor da qualidade determinado historicamente era a exibição pública de informações sobre o produto que almejava ser de excelência para consumo ou serviço. Tal disponibilidade pro bono publico seria em última análise uma expressão teatral e ritualista de desejáveis atitudes éticas e estéticas por parte daqueles que buscavam a excelência nas relações sociais e/ ou comerciais. Na perspectiva de Juran (1995 apud Da Costa, 2002, italicos nossos), dispôs-se como uma qualidade externa aos indivíduos, mas vinculada a eles por uma manifestação interna de realização pessoal. Este seria também o caso de se obter a excelência em atos de guerra ou de competição esportiva. Os gregos utilizavam a denominação arete para definir uma virtude a ser desenvolvida e voltada para o alcance do bem, belo e bom. E as disputas que desenvolveriam o aretê seriam meios de exposição e verificação tal como a observação da qualidade de sentidos interno e externo vinculados aos indivíduos. 111

46 Em síntese, o bem estar dos dias presentes é essencialmente uma manifestação de obtenção contínua de qualidade no fazer e viver, ora revelada por trocas profissionais e sociais, ora por confrontação comparativa nas relações pessoais (Ibid, p. 57). O tentar conceituar ou redefinir, este termo, vem crescendo nas últimas décadas, embora tais não se afastem das tradições filosóficas e pedagógicas dos gregos e romanos, voltada para a saúde mental e física como forma ideal de vida. Recapitulando, houve entre os pensadores da Grécia Antiga uma busca de sentido da vida e do agir coletivo, a qual os romanos herdaram e denominaram de bem supremo (summum bonum). Aconteceu, nestes termos, uma passagem do bem comum ao estilo do modo de viver grego para um bem de aperfeiçoamento individual tipicamente romano [ ]. Esta fusão do bem comum com o supremo bem chegou ao século 17 assumindo uma interpretação de prolongamento da vida (Ibid, p. 58). Segundo Lovisolo (1996, apud Da Costa, 2002) esta fundamentação encontra-se na Didática Magna de Comenius, uma obra que vinculava educação com a saúde e esta com o 112

47 modo de conduzir hábitos sadios, isto é, com o sentido e o uso da vida. Acredita-se que quando se vive em meio ao bem-estar, prolonga-se a vida. Contudo, a definição da expressão bem-estar, segundo o Dicionário do Pensamento Social do Século XX está ligada a teoria economia: ela é a análise dos juízos de valore no contexto de tomada de decisão econômicas (Outhwaite & Bottomore, 1996, p.42). 11. Analise de dados Entende-se que a diversidade das modalidades esportivas pesquisadas é representativa da diversidade de modalidades esportivas que atualmente ocorrem no local pesquisado. Acredita-se que pesquisar o esporte-lazer pretenso neste estudo seja pesquisar suas diversas atividades que configuram o grupo entendido como praticantes do esporte-lazer no Aterro do Flamengo. Foram entrevistados praticantes das seguintes modalidades: Caminhada, Ciclismo, corrida, frescobol, futebol, futevôlei, patins, pesca, remo, skateboard, tênis e vôlei. Cabe informar que 113

48 essas modalidades foram as que se apresentaram como mais praticadas, salvo melhor juízo, nos dias da entrevista. A Análise de Discurso (AD) pode ser aplicada na linha americana ou na linha francesa de estudos. Perante o que tange a francesa, foi escolhido trabalhar nos ideais de Michel Pêcheux, aqui fundamentados por Eni Orlandi (2003). Deve-se evidenciar a importância entre os sentidos e suas vias percorridas, a influencia histórica, seja na esfera da linguagem, seja na esfera da imagem (que podem ser transformadas em texto), assim segundo Costa (1999, p.41), introduzindo a Analise de Discurso, informa que o discurso: Como o efeito de sentidos entre interlocutores cuja relação é regulada historicamente entre as muitas formações discursivas. A AD investiga seus processos de produção de sentidos, ou seja, que caminhos, que vias os sentidos percorrem para sua formação. Orlandi (1996) desenvolve uma noção de discurso (fala, pintura, imagem, escrita) na qual este é uma das instâncias materiais (concretas) da relação que o homem estabelece entre o pensamento, a linguagem e o mundo. Para ela, interpretar o discurso é dar sentido a essa linguagem. O texto se apresenta como o lugar 114

49 mais adequado para se observar a linguagem, uma vez que contém inúmeras relações de sentidos. A Análise de Discurso se interessa pela linguagem tomada como prática: mediação, trabalho simbólico, e não instrumento de comunicação (Orlandi, 2004, p. 28). Orlandi (Ibid, p. 24) explica que a AD se forma no lugar em que a linguagem tem de ser referida necessariamente à sua exterioridade, para que se apreenda seu funcionamento, enquanto processo significativo. 12. O Cenário do lazer esportivo: aterro do Flamengo Acredita-se que o cenário adequado à prática do esporte-lazer deva apresentar, em sua imagem, uma límpida sensação de liberdade. A beleza estrutural também deve estar presente, auxiliando a sensação de prazer contínuo. Entretanto o movimento (ação) dos seus personagens, também na imagem, deve transmitir um harmonioso convívio social, dotado de respeito interpessoal e ambiental Acredita-se que o respeito por si mesmo, nesta prática, já existe naturalmente, uma vez realizada pelo princípio da opcionalidade, ou seja, não existe nenhuma obrigação por realizar (somente com o prazer). 115

50 O Aterro do Flamengo (Parque Brigadeiro Eduardo Gomes) apresenta imagens que parece atender os critérios listados. Além disso, seus gramados altos, que separam as pistas de trânsito da área destinada ao lazer, proporcionam um isolamento acústico e consecutivamente um ambiente que contempla o respeito sonoro, de tranqüilidade e paz, onde quase se escuta o balançar das ondas de uma praia onde elas praticamente não se formam. Normalmente para se chegar a este recanto, em plena zona sul da Cidade do Rio de Janeiro, devem-se atravessar as vias de trânsito por passarelas ou por passagens subterrâneas (sob as pistas de transito). Apelidada de Cidade Maravilhosa, vê-se que o Aterro do Flamengo situa-se numa parte que realiza uma considerável contribuição ao apelido. Consegue-se observar, além do projeto paisagístico do parque, o Pão de Açúcar, a enseada por onde passam os remos e os barcos à vela, e ao longe a ponte Rio- Niteroi. O espaço, como um todo, não apresenta um ar bucólico, apenas apresenta-se mais reservado em determinados trechos. Aos finais de semana fica bastante movimentado, com pessoas passando por todos os locais, entretanto existe uma certa 116

51 exigência por manter uma certa privacidade. Isso é compreensível, pois a prática esportiva e o lazer são atividades em que seus praticantes parecem buscar uma desvinculação da obrigatoriedade e um poder realizar 12 sem serem tolhidos (atrapalhados). 13. Interpretando a associação de idéias realizadas pelos entrevistados A interpretação da Associação de Idéias foi feita através da técnica projetiva, que é utilizada pela psicanálise com a finalidade de estudar as associações mentais, ajudando a penetrar na subjetividade do sujeito em questão. Este recurso foi acrescentado ao estudo, vislumbrando, junto a Análise de Discurso, um decifrar no mundo lingüístico dos praticantes do esporte-lazer do Aterro do Flamengo. Segundo Sousa (2004, p.158) este método ajuda o pesquisador a penetrar na subjetividade do individuo, ela é oriunda do discurso dos pesquisados e está relacionada com a intensidade das escolhas. Assim, estes procedimentos favorecem a 12 Discurso que apareceu na fala de um dos entrevistados. 117

52 manifestação dos laços emotivos latentes, que servem para a interpretação dos sentidos, dos símbolos evocados (Costa, 2004, p. 85). Os entrevistados, jovens adultos praticantes do esporte-lazer no Aterro do Flamengo, foram convidados a expressar verbalmente (Questão 11 do roteiro de entrevista) a associação que lhe vinha ao pensamento quando apresentada uma determinada palavra (ou expressão), pelo entrevistador, a sua prática esportiva. Caso não ocorresse nenhuma associação o entrevistado deveria levantar a mão, indicando que o entrevistador deveria passar para a próxima palavra. Cada uma das palavras (expressão) foi apresentada isoladamente, sem a indução de vincular a algo que não o pretenso pela formulação da questão, entretanto deve-se evidenciar que a seleção de tais palavras se deu por estas configurarem a representação das categorias do bem-estar social do praticante do esporte-lazer. São elas, na ordem que foram apresentadas: Liberdade; Prazer; Estilo de Vida; e Convivência (Palavras Indutoras). Intenção deste estudo, a identificação, através do que é percebido subjetivamente pelo praticante do esporte-lazer, da 118

53 promoção de um bem-estar social foi incentivada também a partir desta associação de idéias, inclusive originando a representação do Mapa de Associação de Idéias (Figura 1). Foi observado que a condução deste tipo de questão (pela liberdade de expressão) ajuda na identificação do não-dito, outrora não permitida por perguntas um pouco mais objetivas. Foram consideradas as cognições prontamente lembradas, adotando-se os critérios de natureza coletiva (freqüência de indicação) e o de natureza individual. A reação dos entrevistados foi, normalmente, de alegria por poder expressar a determinada associação. Não houve nenhum estímulo a fala do entrevistado. Nenhum levantou a mão para indicar que não sabia associar a palavra a sua prática esportiva de lazer. A relação detectada entre as respostas e as palavras indutoras é de significação, e não de causa, o que permite ter acesso ao cimento que as mantém aglutinadas (Ulson, 1988), auxiliando no dêsvendar do tom ideológico-afetivo que as configura. 119

54 14. Conclusão Após o tratamento das informações geradas pelos entrevistados, cabe concluir que, dentre estes, praticantes do esporte-lazer no Aterro do Flamengo, fica evidenciado: Essas três divisões permitem um melhor desenvolvimento dos fatos percebidos. Pode-se inferir que dentre os desejos dos entrevistados, ficam evidenciados o afastar-se da obrigação cotidiana ; o realizar novas amizades, um desvincular da obrigação rotineira. Mas também um contemplar da paisagem natural, ampla e pública que deriva na sensação de liberdade e prazer (bem-estar social). Em contato com a natureza, este praticante, respira aliviado por não estar na clausura que restringe, de forma impositiva, o seu viver. Quanto aos proveitos derivado desta prática esportiva, percebido e discursado pelos entrevistados, identificou-se a realização de novas amizades, um afastar-se do que é nocivo à vida saudável (contrário ao bem-estar social), o priorizar o prazer 120

55 sobre a condição de realização, sendo este prazer resultante de um bem-estar individual que se alonga ao coletivo. A convivência pretensa a partir da prática, pode até servir para melhorar o autocontrole de suas ações (você com você), entretanto é contrária a este benefício caso precise realizar um isolamento para atingi-lo. Existe uma valorização do estar junto. 121

56 Figura 1- Os desejos deste esportista; Os proveitos derivados desta prática esportiva; e A convivência pretensa. 122

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