PESQUISA SOBRE A EVIDENCIAÇÃO CONTÁBIL NAS COMPANHIAS DE CAPITAL ABERTO COM ATUAÇÃO NO BRASIL

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1 IX CONVENÇÃO DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL 13 a 15 de agosto de 2003 GRAMADO RS PESQUISA SOBRE A EVIDENCIAÇÃO CONTÁBIL NAS COMPANHIAS DE CAPITAL ABERTO COM ATUAÇÃO NO BRASIL ODAIR GONÇALVES Contador CRCRS nº Av. Unisinos, São Leopoldo RS (51) Ramal 1569 ERNANI OTT Contador CRCRS nº Av. Unisinos, São Leopoldo RS (51) Ramal 1569

2 2 Pesquisa Sobre a Evidenciação Contábil nas Companhias de Capital Aberto com Atuação no Brasil Resumo: Um dos temas de grande interesse para os teóricos da contabilidade ao longo dos tempos, diz respeito ao processo de divulgação das informações sobre a gestão das empresas aos usuários externos. Este inclui, além das demonstrações contábeis exigidas pela legislação vigente, uma série de outros demonstrativos ou relatórios que permitem aos usuários conhecer os resultados das atividades, bem como traçar tendências em relação ao futuro das mesmas. A esse processo dá-se o nome de evidenciação (disclosure), objeto deste trabalho. Para cumpri-lo, fez-se uma abordagem teórica dos principais aspectos envolvidos, bem como realizou-se uma investigação sobre o seu uso pelas companhias abertas brasileiras, tendo por base a página da internet da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), onde foi possível encontrar a divulgação de demonstrações contábeis e demais demonstrativos e relatórios por uma população de 744 companhias, os quais foram analisados visando identificar àquelas informações que visam contribuir com o processo decisório dos usuários, e que são apresentadas em complemento às informações obrigatórias. Especialmente, analisou-se as respostas das companhias a um questionário sobre os seus posicionamentos em relação ao tema. O maior número de evidenciações se referiam aos recursos humanos, avaliação da gestão, investimentos, indicadores de desempenho e informações sobre o mercado. As respostas aos questionários permitem concluir que as companhias, de modo geral, vêm observando repercussões favoráveis dos investidores às evidenciações praticadas. 1 Introdução A contabilidade, responsável pela divulgação das informações relacionadas à gestão das entidades, vem enfrentando importante desafio no sentido de cada vez mais fornecer estas informações aos distintos usuários de forma clara, diversificada, em maior quantidade e com mais qualidade. O processo de globalização da economia e o ingresso definitivo na era da informação, tem feito com que as empresas se vejam obrigadas a seguir tendências mundiais no campo da divulgação de seus atos e, também, da evolução de seu patrimônio, o qual não mais lhe pertence mas sim à sociedade onde se encontra inserida, dando cumprimento à prestação de contas com responsabilidade, pois quanto mais credibilidade a empresa transmite à sociedade como um todo, mais compromisso assume com a mesma e mais respeito obtém desta.

3 3 2 Referências Teóricas 2.1 Evidenciação Conceito Tem sido amplamente discutido que um dos mais importantes papéis da contabilidade é prestar informações aos seus usuários (acionistas, administradores, credores, fornecedores, clientes, empregados, governo, sociedade, etc.) e, associado à informação, está o termo evidenciação (disclosure) que se identifica com os próprios objetivos da contabilidade, a qual se vale daquela ao comunicar aos usuários informações relevantes para orientar suas decisões. Para Iudícibus (1997, p.115), a evidenciação é um compromisso inalienável da contabilidade com seus usuários e com os seus próprios objetivos (...) ocultar ou fornecer informação demasiadamente resumida é tão prejudicial quanto fornecer informação em excesso. Nesse sentido, o autor menciona que as empresas podem adotar diferentes formas de evidenciação, mas devem fornecer informações em quantidade e qualidade que atendam às necessidades dos usuários das demonstrações contábeis. Na verdade, a evidenciação deve adotar uma forma tal que atenda as necessidades informativas dos usuários, respeitando seus interesses e características, e levando em consideração os aspectos da materialidade e da relevância. Para tal, espera-se que seja justa, adequada e plena, e permita uma clara compreensão de todos os elementos contábeis que possam influenciar nas decisões (Iudícibus, 1997). No que se refere à quantidade de informação a ser divulgada, esta depende, pelo menos em parte, do leitor que a receberá. Para o Financial Accounting Standard Board - FASB (SFAC 1, 34), a informação divulgada em relatórios financeiros deve apresentar-se compreensível àqueles que possuem um razoável conhecimento de negócios e atividades econômicas, e têm interesse em estudá-los com diligência (HENDRIKSEN & VAN BREDA, 1999) Fatores que influenciam a evidenciação Choi e Mueller (1992) assinalam que foram observadas quatro categorias de influência na evidenciação praticada: (1) o ambiente em que a empresa está inserida (estágio de desenvolvimento econômico do país-sede, história colonial, etc.), (2) o mercado de capitais (competição por recursos de menor custo), (3) influências não-financeiras (como os sindicatos), e (4) a resposta corporativa às demandas por maior transparência. A divulgação de informações não precisa ser, necessariamente, legal ou formal, podendo ser voluntária ou informal, mas é fundamental que as informações sejam divulgadas para todos, evitando-se práticas condenáveis como, por exemplo, de acesso à informações privilegiadas (BUENO, 1999). Um importante veículo para a divulgação voluntária de informações por parte de empresas multinacionais tem sido o Relatório Anual, na medida em que oferece a oportunidade para que

4 4 sejam comunicadas informações sobre os seus planos de ação para o futuro. A divulgação é pautada pelas influências culturais, pressões do mercado internacional, pressões do governo e organismos reguladores (RADEBAYGH & GRAY apud BUENO, 1999). Quando estas pressões não estão presentes, há uma tendência das empresas em não realizar uma divulgação integral das informações, argumentando que (HENDRIKSEN & VAN BREDA, 1999): a) a divulgação poderá prejudicar os acionistas na medida em que ajuda os concorrentes; b) os investidores, em geral, têm pouca capacidade de compreender as políticas e procedimentos contábeis, e estão, portanto, mais sujeitos a confusão que propriamente esclarecimento; c) podem existir outras fontes de informação cujo custo seja mais baixo do que se esta fosse fornecida nas demonstrações contábeis da empresa; d) o desconhecimento das necessidades dos investidores. Estes argumentos com exceção, talvez, do mencionado na letra c), são bastante discutíveis. Nesse sentido Hendriksen e Van Breda (1999, p.517), comentam que um estudo divulgado já em 1977, realizado por M. Edgar Barrett, denominado the extent of disclosure in annual reports of large companies in seven countries, e que comparava relatórios contábeis das 15 maiores companhias abertas dos Estados Unidos, Reino Unido, Japão, França, Alemanha, Holanda e Suécia, concluiu pela evidência de uma relação entre o grau e a qualidade de divulgação financeira e o grau de eficiência dos mercados nacionais de ações Métodos de Evidenciação Os métodos de divulgação não se resumem apenas às demonstrações contábeis, mas informações relevantes podem se disseminadas através do Relatório da Administração, em Notas Explicativas, boletins, reuniões com analistas de mercado/acionistas, entre outros. Mais importante que o método de divulgação, é a decisão acerca do que deve ser divulgado e sua tempestividade/ oportunidade (BUENO, 1999). Embora a evidenciação se refira a todo o quadro das demonstrações contábeis, vários métodos de realizá-la estão disponíveis (IUDÍCIBUS, 1997; HENDRIKSEN & VAN BREDA, 1999): 1. forma e apresentação das demonstrações contábeis; 2. informações entre parênteses; 3. notas explicativas; 4. quadros e demonstrativos suplementares; 5. parecer de auditoria; e 6. relatório da diretoria.

5 Forma e apresentação das demonstrações contábeis Pela própria natureza, as demonstrações contábeis contém a maior quantidade de evidenciação podendo-se, contudo, melhorar a qualidade das informações das mesmas evidenciando no balanço patrimonial, por exemplo, relações relevantes mediante reorganização de classificações básicas, ou seja, o passivo circulante pode ser subtraído do ativo circulante para evidenciar o capital circulante líquido. Outra alternativa seria separar os ativos e passivos monetários dos não monetários, ou efetuar o agrupamento dos recursos da empresa em função dos diversos segmentos em que são utilizados. Na demonstração de resultados poderiam ser apresentadas as despesas classificadas em fixas e variáveis, de maior utilidade para o usuário na medida em que lhe permite fazer predições sobre resultados futuros em função de variações no volume de vendas Informações entre parênteses Mesmo no corpo dos demonstrativos tradicionais podem ser apresentados entre parênteses, dados não quantitativos como: a) indicação de algum procedimento ou método específico de avaliação adotado; b) características especiais que fazem como que determinado item tenha uma maior importância relativa frente aos demais; c) uso de avaliações alternativas como, por exemplo, custo de reposição dos estoques; d) referências a possíveis informações correlacionadas, que constam em outras demonstrações ou outras partes do relatório Notas explicativas As notas explicativas são bastante conhecidas e têm o objetivo de evidenciar informação que não pode ser apresentada no corpo das demonstrações contábeis, sob pena de comprometer sua clareza. Segundo Hendriksen e Van Breda (1999) as principais vantagens das notas explicativas são: a) apresentam informação não quantitativa como parte integrante dos relatórios contábeis; b) evidenciam maior volume de detalhes do que aqueles que poderiam ser apresentados nos demonstrativos; c) evidenciam qualificações e/ou restrições para certos itens nos demonstrativos; e d) apresentam informação quantitativa ou descritiva de importância secundária. Como desvantagens, os autores assinalam as seguintes: a) tendem a ser de difícil leitura e entendimento sem um estudo considerável e, portanto, podem vir a ser ignoradas;

6 6 b) as descrições textuais são mais difíceis em termos de utilização para a tomada de decisões, do que resumos de dados quantitativos nas demonstrações; e c) face a crescente complexidade das empresas, há o risco de abuso das notas explicativas, em lugar do desenvolvimento apropriado dos princípios, visando à incorporação de novas relações e novos eventos nas demonstrações propriamente ditas. Os tipos mais comuns de notas explicativas incluem: a) explanações sobre técnicas ou mudanças nos métodos; b) explanações sobre direitos de credores e ativos específicos ou direitos de prioridade; c) evidenciação de ativos ou passivos contingentes; d) evidenciação de restrições para o pagamento de dividendos; e) descrições de transações que afetam o capital e os direitos dos acionistas; e f) descrição de contratos. Hendriksen e Van Breda (1999, p.525) chamam a atenção para o fato de que o uso generalizado de notas explicativas tem dificultado o desenvolvimento adequado das próprias demonstrações Demonstrativos e quadros suplementares Nestes, podem ser apresentados detalhes de itens que constam nas demonstrações tradicionais, mas que não cabem no seu corpo. Normalmente são incluídos entre as notas explicativas como, por exemplo, detalhes sobre empréstimos estrangeiros. Para Iudícibus (1997), estes demonstrativos poderiam ter uma utilização mais ambiciosa, servindo para apresentar, por exemplo, as demonstrações contábeis corrigidas pelo nível geral de preço ou a custos de reposição Parecer de auditoria O parecer de auditoria serve apenas como fonte adicional de evidenciação, devendo ser utilizado para divulgação de: a) efeito relevante decorrente da utilização de métodos contábeis distintos dos geralmente aceitos; b) efeito relevante decorrente de mudança de um princípio para outro; e c) diferença de opinião entre o auditor e o cliente com relação à aceitabilidade de um ou mais de um, dos métodos contábeis utilizados nos relatórios. As duas primeiras formas de divulgação estão contidas nos próprios relatórios, tratando-se de dupla evidenciação para maior segurança do usuário. A terceira, será utilizada caso o auditor não consiga persuadir o cliente a utilizar o critério preconizado e desde que a mudança de critério não esteja declarada em notas explicativas.

7 Relatório da Diretoria Esta forma de evidenciação engloba, normalmente, informações de caráter não-financeiro que afetam as operações da empresa, como: a) expectativas futuras em relação à empresa e ao setor; b) planos de crescimento da companhia; c) valor dos gastos em investimentos, efetuados ou a efetuar; e d) valor dos gastos previstos com pesquisa e desenvolvimento. O FASB, através do SFAC 1, parágrafo 54, menciona: A administração sabe mais sobre a empresa e suas atividades do que os investidores, credores e outras pessoas fora da empresa, e muitas vezes pode aumentar a utilidade de informações financeiras identificando certas transações, outros eventos e circunstâncias que afetam a empresa, explicando seu impacto financeiro. Estas evidenciações são de importância relativa, uma vez que não são auditadas ou não estão sujeitas à revisão pelo auditor, e estão muitas vezes repletas de otimismo. Isso, no entanto, não significa que as mesmas não sejam interessantes, pois permitem observar-se indícios de políticas da empresa que podem auxiliar o usuário a formar uma tendência sobre o futuro da mesma. 3 A Pesquisa Para realização da pesquisa, recorreu-se à página da internet da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no sentido de identificar todas as companhias de capital aberto e, em seguida, colher as informações a partir das demonstrações contábeis e demais relatórios publicados pelas mesmas, correspondentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de Foram examinadas as informações publicadas por 744 companhias. Com base nos dados colhidos, foram elaborados o quadro n. o 1 e o quadro n.º 2, apresentados a seguir, tendo-se selecionado as 20 (vinte) companhias com o maior número de observações apontadas e as 20 (vinte) companhias sem nenhuma observação apontada, às quais foram enviados questionários. Do primeiro grupo retornaram 7 (sete) questionários respondidos, e do segundo grupo somente 1 (uma) companhia respondeu e outra lamentou não poder ajudar por não ser mais companhia aberta e não prestar informações ao mercado. Nesse caso, analisou-se somente os questionários respondidos pelo primeiro grupo. 3.1 Itens Observados Para um melhor entendimento do que foi considerado como ponto de evidenciação elaborou-se o quadro n.º 1, como segue:

8 8 QUADRO N 1 DEMONSTRATIVO DOS ITENS OBSERVADOS Item Observado Nº de Observações Participação Programas de Recursos Humanos ,4% Avaliação ,2% EBITDA/LAJIDA Lucro Antes dos Juros, Imposto de ,6% Renda, Depreciações e Amortizações Investimentos ,8% Indicadores de Desempenho 93 12,5% Receita por Produto, Mercado ou Setor 89 12,0% Informações sobre o Mercado 82 11,0% Demonstração do Valor Adicionado 75 10,1% Relatório Social 62 8,3% Detalhes Operacionais 59 7,9% Descontinuidade 58 7,8% Balanço Social 45 6,0% Medidas Tomadas 43 5,8% Certificados de Qualidade 41 5,5% Demonstração dos Fluxos de Caixa 38 5,1% Informações sobre a Gestão 35 4,7% Novos Produtos 27 3,6% Balanço Ambiental 23 3,1% Planos 22 3,0% Resultado por Atividade/Segmento 20 2,7% Desempenho das Ações 19 2,6% Pesquisa & Desenvolvimento 17 2,3% Reestruturação 16 2,2% Tecnologia 16 2,2% Incentivos Fiscais Recebidos 15 2,0% Parecer do Conselho Fiscal 13 1,7% Demonstrações Contábeis em Moeda 12 1,6% Constante/Correção Integral Missão, Visão e Valores 9 1,2% Objetivos 9 1,2% Fatores que Contribuíram para o Resultado 6 0,8% Abstenção de Opinião 5 0,7% Histórico 5 0,7% Contratos e Pedidos em Carteira 4 0,5% CPV por Produto, Mercado ou Setor 4 0,5% Calendário de Acontecimentos 3 0,4% Valor Econômico Agregado/Adicionado 3 0,4% Avaliação de Investimentos 2 0,3% Continuidade 2 0,3% Informações sobre Suprimento 2 0,3% Previsões 2 0,3% Cenário 1 0,1% Demonstrativo do Capital de Giro 1 0,1% Demonstrações Financeiras Padronizadas Consolidadas 1 0,1% Falta de Evidenciação 1 0,1% Fatores Inibidores 1 0,1% Goodwill 1 0,1% Não Auditado 1 0,1% Princípios de Atuação do Conselho de Administração 1 0,1% 3.2 Quantidade de Evidenciação por Companhia Para facilitar a análise, elaborou-se, com base nas demonstrações contábeis, o quadro n 2, como segue.

9 9 QUADRO N 2 RESUMO DA QUANTIDADE DE EVIDENCIAÇÃO POR COMPANHIA NÚMERO DE OBSERVAÇÕES QUANTIDADE DE EMPRESAS , , , , , , , , , , , , , , , , ,13 TOTAL ,00 PERCENTUAL EM RELAÇÃO AO TOTAL Examinando o quadro n 2, verifica-se que em 287 (38,58%) das 744 companhias analisadas não foi encontrado nenhum dos itens de evidenciação ou falta de evidenciação considerados nesta pesquisa e descritos anteriormente e, em 121, representando 16,26% das analisadas, foi identificado apenas 1 item. Por outro lado, nota-se que em 12 empresas, representando 1,61% das analisadas, foram identificados 10 ou mais itens, uma das quais com 16 itens. Foram identificadas, ainda, 8 empresas com 9 observações; 17 com 8; 19 com 7; 26 com 6; 44 com 5; 58 com 4; 67 com 3 e 85 empresas com 2 observações. 3.3 Respostas Recebidas das Companhias com Maior Evidenciação As respostas aos questionários encaminhados às empresas, estão analisadas a seguir: Questão 1: A primeira questão pretendia saber como as companhias julgam a obrigatoriedade de divulgar determinadas demonstrações ou relatórios (demonstrações contábeis, notas explicativas etc.). Das 7 respostas obtidas, todas consideram muito importante as divulgações obrigatórias. Como tratam-se de empresas que, segundo o estudo, cumpriram as determinações quanto às divulgações obrigatórias, pode-se concluir que as respostas reforçam o posicionamento das mesmas.

10 10 Questão 2: A questão 2 foi elaborada para identificar qual a importância que as empresas dão às divulgações espontâneas (DVA, Balanço Social, etc.). Das respostas obtidas, 4 consideram muito importante e 3 consideram importante tais divulgações. Assim, tratando-se de companhias que praticaram evidenciações espontâneas, as respostas obtidas indicam que as mesmas as praticam por considerá-las importantes. Questão 3: Na questão 3, elaborada com o objetivo de identificar o que influencia a evidenciação nas companhias, perguntou-se se o grau de evidenciação adotado pela companhia é definido pela iniciativa da administração, pela imagem da empresa, em função dos acionistas ou do mercado de ações, do mercado internacional ou por outros fatores. Uma companhia respondeu que o mercado de ações é que define o seu grau de evidenciação. Uma segunda companhia respondeu qu: o nível de disclosure usado é uma iniciativa pró-ativa da Companhia de se antecipar a melhores prática de governança, assim como de seus administradores e, também, uma maneira de seguir as tendências do mercado internacional. Todas as opções listadas contam para a decisão de disseminação das informações ao mercado, acionistas e comunidade. Duas companhias consideram que a sua imagem é que define o grau de evidenciação adotado. Além de considerar todos os fatores listados (iniciativa da administração, imagem da empresa, acionistas, mercado de ações e o mercado internacional) como definidores do grau de evidenciação, uma companhia entende, também, que o mercado de dívida deve ser considerado. Outra menciona que o que define o grau de evidenciação adotado, é a imagem da empresa e os acionistas. Por fim, uma companhia entende que a iniciativa da administração, a imagem da empresa e os acionistas, é que definem o grau de evidenciação adotado. Pelo posicionamento das companhias, pode-se considerar que todos os fatores listados na questão são influenciadores da evidenciação praticada pelas mesmas, acrescentando-se ainda o mercado de dívida que foi citado por uma delas. Questão 4: Nesta questão procurou-se saber se as empresas identificam uma relação entre a divulgação efetuada e o valor de cotação de suas ações no mercado, obtendo-se as seguintes respostas: Quatro empresas responderam positivamente a questão, indicando que identificam uma relação entre o valor de cotação de suas ações e as divulgações efetuadas, sendo que uma sugere o

11 11 acompanhamento dessa relação na página da empresa na internet. Já outras 3 afirmam não identificar uma relação entre o valor de suas ações e a divulgação adotada. Uma delas justifica que o capital da empresa está concentrado em um único acionista e outra entende que a longo prazo a qualidade das informações poderá influenciar na avaliação da companhia. Como das sete respostas, quatro indicam que identificam uma relação entre o valor da cotação de suas ações e as divulgações efetuadas, e uma outra entende a longo prazo a qualidade das informações poderá afetar a avaliação da companhias, pode-se inferir que existe tal relação. Questão 5: Complementando a questão 4, o objetivo desta questão foi saber se as empresas têm observado alguma repercussão pelas divulgações espontâneas efetuadas. As respostas recebidas dão conta que somente uma empresa afirma não observar repercussão pelas divulgações efetuadas, sendo que as demais responderam afirmativamente. Como o complemento da pergunta tinha como objetivo saber quais as repercussões observadas, três das que responderam afirmativamente a questão, indicaram as repercussões observadas como segue: 1. Maior valorização do patrimônio dos acionistas; e redução do custo de captação. 2. Maior transparência percebida pelos investidores 3. Crença de que a longo-prazo as divulgações espontâneas contribuam para a melhoria da imagem institucional e melhor avaliação da Cia, devido a melhor transparência. 4. Basicamente em relação ao Balanço Social, que retrata a postura que a Empresa adotou de Empresa-Cidadã. Basicamente pode-se concluir que as repercussões apontadas referem-se à transparência e imagem da empresa. Questão 6: O objetivo desta questão era saber se na concepção da empresa o relatório da administração é elaborado para atender determinações legais, expectativas do mercado, expectativas dos acionistas, expectativas dos credores, aumentar a qualidade das informações ou por outros motivos. Quatro empresas responderam que o objetivo do relatório da administração é aumentar a qualidade das informações, sendo que uma delas complementou a resposta da seguinte forma: Além de cumprir exigências legais, o Relatório da Administração deve conter informações sobre as estratégias e planos da Empresa. A empresa vê estes relatórios como mais uma forma de atender as expectativas do mercado. Uma companhia entende que o objetivo do relatório da administração é atender determinações legais e as expectativas dos acionistas, e uma outra entende que além destes objetivos ele atende também expectativas do mercado. Já, uma outra companhia entende que, além

12 12 de atender determinações legais, o relatório da administração é elaborado para atender todos os públicos relacionados à empresa. Assim, pode-se afirmar que o maior objetivo do relatório da administração, segundo as empresas pesquisadas, é aumentar a qualidade das informações. Questão 7: A questão em pauta teve como objetivo saber se as companhias utilizam algum veículo para divulgação, além da CVM e dos jornais. Seis companhias responderam afirmativamente esta questão. Somente uma respondeu negativamente. Questão 8: Esta questão foi dirigida para as companhias que responderam afirmativamente a questão anterior. Foi-lhes solicitado que identificassem quais os veículos que têm utilizado para efetuar as divulgações. Perguntou-se se são utilizados encartes, boletins, reuniões, comunicados ou ainda outros meios. Das seis empresas que responderam que se utilizam de outros meios para efetuar divulgações, todas mencionaram a sua da página da internet (site), cinco delas utilizam-se também de comunicados, quatro de reuniões, duas de teleconferências, uma de encartes, uma de press releases, uma de televisão, uma de conference calls e uma se utiliza também de road shows, seminários e da ABAMEC Associação Brasileira de Administradores de Mercado de Capitais. A seguir, reproduz-se as respostas obtidas: 1. Reuniões e outros (Site da Internet, televisão) 2. Teleconferências, road shows, seminários, ABAMEC, homepage, etc. 3. Reuniões e comunicados (A empresa utiliza-se do site de Relações com Investidores para a divulgação de suas informações. Além disto fazemos 2 vezes por ano reuniões com analistas de mercado e conference calls a cada encerramento de trimestre. Todos os materiais divulgados pela Empresa assim como o áudio e a transcrição das teleconferências e as apresentações efetuadas podem ser acessadas no site da empresa. Todos os documentos estão disponíveis em inglês e português.) 4. Comunicados, press releases e divulgação através do site da empresa 5. As demonstrações são divulgadas no site da empresa 6. Encartes, reuniões, comunicados e web site Portanto, outros meios são utilizados pelas companhias para fazer divulgações, destacandose a página da internet, seguida de comunicados e reuniões. Questão 9: A questão em pauta teve como objetivo conhecer a opinião das companhias sobre a utilização da evidenciação num sentido mais amplo, isto é, além das demonstrações contábeis.

13 13 Duas companhias não opinaram sobre o assunto, as demais mostraram-se preocupadas com o assunto e mencionaram que já vêm utilizando alguma forma de evidenciação mais ampla. As respostas foram as seguintes: 1. Tudo que possa contribuir para a transparência da empresa deve ser divulgado juntamente com as demonstrações contábeis, sem comprometer estratégias que possam vir a ser adotadas e que, para serem bem sucedidas, não devem ser antecipadas pelos concorrentes. 2. A empresa tem como premissa disponibilizar o máximo de informações a todos os seus acionistas e investidores, assim como para a comunidade em geral. Por isso, além das informações obrigatórias, a empresa costuma divulgar comunicados e fatos relevantes sempre que necessário. Em nosso site é possível encontrar a área de Informações ao Mercado, trazendo releases sobre todos os acontecimentos importantes. Também há uma área do site voltada aos acionistas, onde são disponibilizados todos os Comunicados aos Acionistas. A empresa participa do Nível 1 de Governança Corporativa da Bovespa e busca sempre se antecipar as melhores práticas de Governança Corporativa (por exemplo, apresentação dos fluxos de caixa e tag along de 100%). 3. A empresa já pratica uma divulgação mais ampla, sempre preocupada em posicionar o mercado em relação a qualquer acontecimento que possa ser importante para a sua avaliação. 4. Atualmente, o setor elétrico está passando por reformas e reestruturações bastante significativas e a sociedade, os acionistas e o mercado em geral, têm uma necessidade maior de que as informações estejam cada vez mais evidenciadas. Dessa maneira, a empresa se esforça para traduzir esses anseios. 5. Acreditamos que quanto mais transparente a Cia for em todas as suas divulgações, obrigatórias ou não, melhor a avaliação por parte do mercado em geral e maior a confiança na mesma. Também significa informar o mercado sobre diretrizes e direção estratégica de mercado, feitos extra-contábeis, tais como ação social, ambiental e cultural, expectativas econômicas, previsão de investimentos, etc. A maioria das respostas indica que as companhias pesquisadas demonstram uma preocupação com a evidenciação num sentido mais amplo, e que já a praticam não restringindo-se às demonstrações contábeis, embora uma delas aponta para a preocupação de não antecipar informações aos concorrentes. Questão 10: Na questão 10 buscou-se conhecer como as empresas encaram o aparente conflito entre a divulgação de informações (sigilo) e a necessidade e interesse dos usuários em obter o maior número possível de informações (decisão de investimento). As empresas responderam da seguinte forma: 1. É importante manter todos os investidores e acionistas informados sobre os negócios do Grupo. Porém, também é de suma importância para o andamento do negócio que algumas informações sejam tratadas com sigilo até que realmente se efetivem. São decisões estratégicas que merecem algum tipo de resguardo. 2. A empresa faz divulgação da estratégia, mas é importante a manutenção do sigilo em relação a ações específicas, para que sejam divulgadas ao mercado como um todo no mesmo momento.

14 14 3. Sem opinião. 4. Tudo que possa contribuir para a transparência da empresa deve ser divulgado juntamente com as demonstrações contábeis, sem comprometer estratégias que possam vir a ser adotadas e que, para serem bem sucedidas, não devem ser antecipadas pelos concorrentes. 5. A empresa sempre procura se resguardar para que somente sejam divulgadas informações que sejam úteis para os usuários, observando as características do mercado competitivo onde atua. 6. Informações sigilosas são tratadas com menor número possível de pessoas e assim que se tornam publicáveis, imediatamente, providenciamos sua disseminação no mercado para que nenhum grupo se privilegie das informações. 7. A empresa faz um balanço entre as vantagens de divulgação e o risco de sofrer prejuízo de concorrentes ou outras pessoas como agências governamentais, interesses estrangeiros, etc. É função principal do especialista de relações com investidores determinar a conveniência da divulgação. Nota-se pelas respostas obtidas, que as companhias procuram tratar assuntos sigilosos com o máximo de cuidado para não comprometer estratégias, mas sempre que a informação se torna publicável e for de interesse dos usuários e, ainda, se a mesma contribui para a transparência das companhias, estas promovem a sua divulgação. Chama a atenção a preocupação de uma companhia com a disseminação da informação sem privilégios. Questão 11: As abordagens do referencial teórico a respeito da divulgação dos planos das companhias enfocam pelo menos dois sentidos. Um diz respeito à decisão em relação a materialidade, ou seja, se é interessante divulgar os planos de ação, isto é, a divulgação dos mesmos ajudaria à tomada de decisão? Uma outra abordagem é a de que é mais uma oportunidade de divulgar informações sobre o futuro da companhia. Assim, elaborou-se esta questão no sentido de saber a opinião das companhias quanto à importância para os usuários, da divulgação de planos de ação da entidade para o futuro. Das empresas que responderam o questionário, duas consideram muito importante a divulgação dos planos de ação, enquanto que cinco delas consideram importante tais divulgações. Uma das empresas que considera importante a divulgação de planos observou que a CVM não concorda com a divulgação de projeções. Observa-se, a partir das respostas obtidas, que as companhias consideram importante a divulgação de planos de ação da entidade para o futuro. Questão 12: Tramita no Congresso Nacional um projeto de Lei (PL nº 3.741/2000) que propõe a substituição da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos pela Demonstração dos Fluxos

15 15 de Caixa. Perguntou-se às companhias se, em termos de evidenciação, haveria ganho, perda ou tal substituição não causaria qualquer alteração em relação à situação atual. Quatro entre as sete companhias que responderam ao questionário acreditam que haverá ganho na substituição da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos pela Demonstração dos Fluxos de Caixa, já outras duas entendem que não haverá alteração. Uma empresa não respondeu diretamente a questão, mas observou: Entendemos que uma Demonstração dos Fluxos de Caixa, somente pela ótica contábil, não traz ganhos para efeitos de análise. Duas das empresas que responderam que tal substituição traria ganho, observaram o seguinte: 1. A empresa, desde 1996, divulga espontaneamente seu fluxo de caixa. 2. A substituição traria, principalmente, maior transparência com os financiadores. Assim, pelas respostas obtidas não é possível saber, pelas opiniões das companhias, se haverá ganho ou perda no caso de substituição da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos pela Demonstração dos Fluxos de Caixa. Ressalta-se a opinião de uma das companhias que entende que uma Demonstração dos Fluxos de Caixa pela ótica contábil não traria ganhos para efeito de análise. Questão 13: Nesta questão, comentou-se acerca do significativo número de empresas que estão elaborando e divulgando a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e o Balanço Social (modelo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - IBASE), buscando-se saber a importância que as companhias dão a estas demonstrações e suas divulgações. Cinco das empresas que responderam o questionário, consideram importante a DVA e duas a consideram muito importante. Uma das empresas que considera muito importante a DVA observou o seguinte: Desde 1999, a empresa divulga em seus Balanços Anuais as Demonstrações do Valor Adicionado. Os Balanços estão disponíveis também no site da empresa. Em relação ao Balanço Social, as opiniões se inverteram, pois cinco companhias consideram-no muito importante, enquanto duas consideram-no importante. Das que consideram o Balanço Social muito importante, uma fez o seguinte comentário:

16 16 Há muitos anos a empresa divulga seu Balanço Social. A partir de 1991, a empresa passou a disponibilizar cópias impressas deste material. Atualmente o Balanço Social é parte integrante do Relatório Anual, divulgado ao encerramento do exercício. Os Relatórios Anuais estão disponíveis no site da Empresa. Tomando-se por base as respostas obtidas, pode-se concluir que as companhias consideram importante a divulgação da DVA e do Balanço Social. Questão 14: A questão 14 buscou saber a opinião das empresas quanto a obrigatoriedade de divulgação da Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e do Balanço Social. Três empresas responderam que a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e o Balanço Social deveriam ser obrigatórias, duas responderam que tais demonstrações não deveriam ser obrigatórias, uma afirmou não ter opinião formada sobre o assunto e uma empresa não opinou. Como somente três das sete companhias entendem que deveria ser obrigatória a divulgação da DVA e do Balanço Social, não se pode concluir que há opinião favorável à obrigatoriedade de tais divulgações. De maneira geral, nota-se que os questionários respondidos ratificaram a importância dada a este tema pelos estudiosos, e retratada nas referências teóricas deste trabalho, pois mostraram a importância que as companhias objeto dos questionários dão à evidenciação, pois a grande maioria delas considera muito importante ou importante tanto as divulgações obrigatórias como as espontâneas. Pela respostas recebidas, observa-se, também, que as companhias utilizam vários meios para praticar divulgações e procuram divulgar informações relevantes de forma ampla para todos os públicos interessados, sem privilégios. Quanto à divulgação de planos e projeções, e da prática da evidenciação de forma mais ampla, observa-se a preocupação das companhias quanto às estratégias que possam ser antecipadas aos concorrentes, mas uma vez consolidadas, tais informações são divulgadas visando uma maior transparência. Por fim, algumas companhias dizem notar repercussões positivas como resposta as divulgações efetuadas.

17 17 4 Conclusão Sabe-se que a divulgação e transparência de informações provoca nos dirigentes e/ou controladores um permanente conflito com os analistas de mercado, pois muitos dos dados solicitados pelos últimos são considerados estratégicos e que podem expor aos concorrentes pontos fracos das companhias. A prática do disclosure, ou seja, a divulgação deliberada de informação da empresa para o mercado, seja quantitativa ou qualitativa, obrigatória ou voluntária, via canais formais ou informais, é uma tendência e está cada vez mais sendo requerida. A contabilidade não pode ser um fim em si mesma, mas através da divulgação por meio das demonstrações contábeis e outros relatórios, em apoio às administrações das entidades, deve dar a conhecer o atual estágio de determinado empreendimento, tanto em termos patrimoniais e financeiros, como de lucratividade e aplicação de recursos. Deve ainda permitir ao usuário da informação, a partir de uma adequada evidenciação, conhecer o passado, o presente e ao mesmo tempo propiciar a este inferir sobre as possibilidades futuras, deixando-o assim, em condições de tomar a decisão de investir ou não neste empreendimento. O Relatório Anual, por exemplo, é uma excelente oportunidade para comunicar mais informações de orientação futura sobre os planos de ação da corporação. Constatou-se que, das 744 companhias analisadas, 450 (60,0%) praticaram algum tipo de evidenciação considerada como espontânea, dentre as quais 20 companhias tiveram 9 itens ou mais apontados, sendo que numa delas foram identificados 16 itens de evidenciação espontânea. Por outro lado constatou-se, também, 287 (38,6%) companhias que não praticaram nenhum tipo de evidenciação considerada como espontânea, restringindo-se somente às evidenciações obrigatórias. Constatou-se, igualmente, 5 casos de abstenção de opinião por parte dos auditores, 1 caso em que as demonstrações contábeis não foram auditadas e 1 caso de falta de evidenciação obrigatória. Nas respostas recebidas dos questionários enviados às companhias com maior número de itens de evidenciação apontados, verificou-se que o grau de importância dada por estas companhias à evidenciação é alto, pois se posicionam favoravelmente tanto às evidenciações obrigatórias quanto às espontâneas e se utilizam de diversos meios (página da internet, press release, comunicados, teleconferências, reuniões, etc.) para efetuar divulgações de informações (obrigatórias e espontâneas) relevantes e úteis para os usuários, apontando vários fatores como influenciadores (mercado de ações, acionistas, imagem da empresa, iniciativa da administração, etc.) da evidenciação praticada. Algumas companhias vêm observando repercussões positivas a partir das evidenciações praticadas, especialmente no valor de suas ações no mercado. Embora este estudo tenha apontado um número significativo de evidenciações espontâneas, a maioria foi praticada por um número reduzido de companhias, as quais observaram repercussões favoráveis pelas divulgações efetuadas.

18 18 5 Referências Bibliográficas BUENO, Artur F. Problemas de Disclosure no Brasil: o caso das empresas com ações no exterior. Caderno de Estudos, São Paulo: Fipecafi, nº 20, jan/abr 1999, p CHOI, Frederick D.S. e MUELLER, Gerhard D. International Accounting. 2ª ed. Prentice Hall, COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM). Deliberação nº 29/86.. Disponível em: Acesso em 07 set FINANCIAL Accounting Standards Board (FASB). SFAC, 1978 e HENDRIKSEN, Eldon S. e VAN BREDA, Michael F. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 1997.

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