AUDITORIA EXTERNA PARECERES

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1 1 AUDITORIA EXTERNA PARECERES Breve conceito Auditoria externa é uma ramificação da contabilidade que dentre seus objetivos esta a análise das demonstrações contábeis/financeiras da empresa auditada. Por meio das análises de tais demonstrações, das quais se pode citar: DMPL Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido; DFC Demonstração do Fluxo de Caixa; Notas Explicativas, etc... Ao final dos trabalhos o auditor expressa sua opinião através de um parecer que pode ser exprimido de quatro formas, a saber: Introdução: A emissão do parecer reflete o entendimento do auditor acerca dos dados em exame, de uma forma padrão e resumida que dê, aos leitores, em geral, uma noção exata dos trabalhos que realizou e o que concluiu. Divisão do parecer de auditoria: O parecer do auditor, em condições normais, contém três parágrafos: 1º parágrafo: determina e referencia o propósito de trabalho do auditor e a responsabilidade por ele assumida. 2º parágrafo: determina a abrangência do trabalho de auditoria e a forma pelo qual o trabalho foi direcionado. 3º parágrafo: determina a opinião do auditor sobre o trabalho realizado. Primeiro parágrafo: É denominado de parágrafo de introdução, em que o auditor identifica o objeto do trabalho, no caso as demonstrações financeiras em exame que, via de regra, são comparativos de 2 anos, e a empresa à qual o auditor se refere. O modelo recomendado pela Resolução CFC nº 820, de 17/12/1997, revogado pela Resolução nº 1.203/09, contempla a seguinte redação: (1) Examinamos os balanços patrimoniais da empresa ABC levantados em 31 de dezembro de 19XX e 19XX, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaboradas sob a responsabilidade de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. Segundo parágrafo: É determinado de parágrafo de extensão do trabalho do auditor referenciado principalmente pela obediência às normas de auditoria, codificadas pela Norma Brasileira de Contabilidade NBCT -11. O modelo recomendado pela Resolução CFC nº 820 contempla a seguinte redação: (2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as afirmações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

2 2 Terceiro parágrafo: É determinado de parágrafo da opinião do auditor quanto às demonstrações financeiras examinadas e descritas no primeiro parágrafo do parecer. O modelo recomendado pela Resolução CFC nº 820 contempla a seguinte redação: (3) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da empresa ABC em 31 de dezembro de 19XX e de 19XX, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Classificação do parecer de auditoria: As normas do parecer dos auditores independentes determinados pela Resolução CFC nº 820, de 17/12/97, revogada pela Resolução nº 1.203/09, indicam que o parecer classifica-se, segundo a natureza da opinião que contém, em: Parecer sem ressalva; Parecer com ressalva. Parecer adverso; Parecer com abstenção de opinião Como se contempla da classificação determinada pela Resolução do Conselho Federal de Contabilidade, ou o auditor concorda com as demonstrações financeiras e emite um parecer sem ressalva, de integral concordância em relação às mesmas, ou determina sua discordância com base em informações factuais e as expõe por intermédio de sua opinião. Tipos de parecer de auditoria Parecer sem ressalva O parecer sem ressalva é emitido quando as demonstrações financeiras da empresa examinadas pelo auditor representam adequadamente a posição patrimonial e financeira e o resultado das operações de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. O parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações financeiras foram elaboradas consoante a Normas Brasileiras de Contabilidade e a legislação específica em todos os seus aspectos relevantes. O auditor, quando emite um parecer sem ressalva, afirma que não há efeitos relevantes que afetem a demonstração financeira, uma vez que foram estes avaliados e considerados não significativos em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. Parecer com ressalva O parecer com ressalva é emitido quando um ou mais de um valor nas demonstrações financeiras não refletem adequadamente a posição correta, de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade, ou quando o auditor não consegue obter evidências adequadas que permitam a comprovação desses valores. Na redação da ressalva é recomendado o uso das seguintes expressões: "Com ressalva"; "Ressalvando"; "Exceto quanto"; "Com exceção de"; ou expressões similares. A utilização da expressão "Sujeito a" é considerada adequada apenas nos casos em que exista incerteza quanto ao resultado final de assunto pendente de definição.

3 3 Modelo do parecer com ressalva, utilizando a expressão "exceto quanto": (Parágrafo adicional) De acordo com suas instruções, não solicitamos a nenhum cliente que confirmasse seus saldos, relativos a débitos acumulados de contas a receber. Como conseqüência, não expressamos opinião sobre as contas a receber acumuladas, no total de R$ , as quais, pelo seu montante, têm influência na determinação da posição patrimonial e financeira e na demonstração do resultado. Em nossa opinião, exceto quanto ao fato comentado no parágrafo anterior, as demonstrações financeiras... Modelo do parecer com ressalva, utilizando a expressão "sujeito a": (Parágrafo adicional ou inclusão em nota explicativa) A companhia está, atualmente, contestando certas incorreções no cálculo do imposto de renda que a Secretaria da Receita Federal arbitrou para os anos de 19X9 e 19XO no montante de R$ , excluídos de juros e correção monetária. O ponto de discórdia refere-se a decisões conflitantes emanadas da Secretaria da Receita Federal, sobre as quais poderão ampliar-se as discussões. Como conseqüência, é impossível determinar, nesta ocasião, o montante da dívida da companhia, se alguma, e nenhuma provisão foi constituída para atender a esse passivo contingente. Em nossa opinião, sujeitas a quaisquer ajustes nas demonstrações financeiras que possam advir da solução final da dívida de responsabilidade da empresa, relativa ao imposto de renda de exercícios anteriores, conforme exposto no parágrafo anterior (ou na nota explicativa), as demonstrações financeiras... Parecer adverso O parecer adverso é emitido quando o auditor verificar efeitos e condições que, em sua opinião, comprometem substancialmente as demonstrações financeiras examinadas, a ponto de não ser suficiente a simples ressalva no parecer. O parecer adverso exprime a opinião do auditor de que as demonstrações financeiras não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira e/ou o resultado das operações e/ou as mutações patrimoniais, e/ou as origens e aplicação dos recursos de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. Nestas circunstâncias, uma abstenção de opinião não é considerada apropriada, uma vez que o auditor possui informações suficientes para declarar que, em sua opinião, as demonstrações financeiras não estão adequadamente apresentadas. Sempre que o auditor emitir um parecer adverso, é recomendável a explicação de todas as razões ponderáveis que o levaram a assim proceder, referindo-se, normalmente, ao parágrafo adicional, no qual ele descreve as circunstâncias. Exemplo do parecer adverso (Parágrafos adicionais) (3) No exercício de 19X2, a companhia deixou de contabilizar depreciações do imobilizado no montante aproximado de R$ Desta forma, também não foi contabilizada a correção monetária que envolve o valor aproximado de R$ (4) No exercício de 19X1, a companhia deixou de contabilizar em regime de competência o valor de R$ relativos a juros sobre empréstimos, que foram reconhecidos neste exercício. Os

4 4 juros devidos no exercício de 19X2, no valor de R$ não foram contabilizados pela companhia neste exercício. (5) A companhia não procedeu à contabilização da amortização do ativo diferido, que, se calculada à taxa máxima permitida pela legislação do imposto de renda relativo ao exercício de 19X2, seria de R$ Conseqüentemente, também não foi reconhecida a correção monetária sobre essa amortização no valor aproximado de R$ (6) As atividades industriais não estão proporcionando resultados suficientes para a cobertura dos custos e despesas incorridos, principalmente dos encargos financeiros, e para a amortização do ativo diferido. Para a continuidade das atividades da companhia, é necessário aporte de recursos na forma de capital próprio. (7) Em nossa opinião, em decorrência do mencionado nos parágrafos 3 a 5 e sujeito aos possíveis efeitos relacionados ao disposto no parágrafo 6, as demonstrações financeiras acima referidas, tomadas em conjunto, não representam adequadamente a posição... Parecer com abstenção de opinião Quando o auditor não conseguir obter comprovação suficiente para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações financeiras tomadas em conjunto, ele deve declarar que está impossibilitado de expressar sua opinião sobre estas. Como regra geral, esta impossibilidade de expressão de opinião do auditor é resultante dos seguintes aspectos: a) limitação imposta ao objetivo do exame; b) existência de fato que afete consideravelmente a posição patrimonial e financeira ou resultado das operações; c) existência de incerteza substancial em relação ao montante de um item, impedindo ao auditor a formação de opinião sobre as demonstrações financeiras tomadas em conjunto; d) preparação de demonstrações financeiras não auditadas. Exemplo de parecer com obstrução de opinião (Parágrafo adicional) De acordo com instruções recebidas da administração da Cia. Bronze, não estivemos presentes à contagem física do inventário realizada em 31 de dezembro de 19X2. Como conseqüência, não podemos expressar qualquer opinião com respeito a esse inventário, que monta a R$ Em virtude do inventário de 31 de dezembro de 19X2 ter importância substancial na determinação da posição patrimonial e financeira e do resultado das operações da Cia. Bronze, não podemos expressar opinião sobre as demonstrações financeiras anexas, tomadas em conjunto. Data do parecer Como regra geral, a data do parecer do auditor é a do término de todos os procedimentos importantes de auditoria, que, na maioria dos casos, coincide com o encerramento dos trabalhos de campo.

5 5 ANEXOS: (A) EXEMPLO DE PARECER RESSALVANDO INVESTIMENTOS: PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Ilmos. Srs. Diretores da COMPANHIA ABC S.A. SÃO PAULO - SP 1. Examinamos os Balanços Patrimoniais da COMPANHIA ABC S.A. encerrados em 31 de dezembro de 2000 e 1999, e as respectivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido e das Origens e Aplicações de Recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. 2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil, exceto quanto ao mencionado no parágrafo 3, e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Empresa; b) a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Empresa, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. 3. Não examinamos, nem foram examinadas por outros auditores independentes, as demonstrações contábeis da controlada FFT Comércio, Importação e Exportação Ltda. em 31 de dezembro de 2000 e Por esse motivo, não emitimos opinião sobre os investimentos nessa Empresa e seus reflexos nas demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2000 e 1999, respectivamente. 4. Em nossa opinião, exceto quanto a eventuais efeitos do mencionado no parágrafo 3, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da COMPANHIA ABC S.A. em 31 de dezembro de 2000 e 1999, os resultados de suas operações, as mutações do seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos nos exercícios findos naquelas datas, de acordo com práticas contábeis previstas na legislação societária brasileira. São Paulo, 25 de maio de PLP Auditores Independentes S/C CNPJ / CRC-1-SP 04300/O-9 J RODRIGUES CRC-1-SP /O-0

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