A PRÁTICA DE JOGOS PARA A INTERIORIZAÇÃO DOS NOMES DE CAPITAIS E ESTADOS DO BRASIL NO ENSINO FUNDAMENTAL II

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1 A PRÁTICA DE JOGOS PARA A INTERIORIZAÇÃO DOS NOMES DE CAPITAIS E ESTADOS DO BRASIL NO ENSINO FUNDAMENTAL II Rafael Krupiniski 1 Lia Dorotea Pfluck 2 Eliane Liecheski 3 Introdução Influenciado principalmente pela cultura europeia, nasceram primeiramente no Brasil, às vilas e após as cidades, que com o tempo sofreram transitoriedades e perenidades e foram se desenvolvendo, delimitando estados e confins. Atualmente, as cidades fazem a vida da maioria dos os seres humanos. Elas possuem histórias, características e vidas diferentes uma das outras. E dentro de um Estado, em termos políticos, sociais e econômicos, as Capitais são consideradas uma das mais importantes cidades, também por possuir todo o poder centrado que o Estado tem. Na frente destas informações, ao tratarmos sobre diferentes assuntos no contexto nacional, é obrigação da Geografia em transpor aos alunos o nome das Capitais e Estados do Brasil, para quando falar sobre os mesmos, os alunos tenham noção de espaço, ou seja, a localização das mesmas para servir como abertura do entendimento dos assuntos e também, o grau de abrangência da escala na qual estão inseridas, se é mais próximo ou longe da realidade dos alunos e nisso também, O professor precisa ter consciência da escala em que está produzindo a geografia com seus alunos: local, regional, nacional ou internacional, pois, como vivemos em uma sociedade desigual do ponto de vista social e econômico, esse aspecto torna-se importante, já que cada parcela do espaço geográfico não se explica por si mesma. O estudo de qualquer parte da realidade não deve restringir aos seus limites, mas estar inserido no interior de um contexto maior que é 1 Acadêmico do 2º ano do curso de Geografia/UNIOESTE/MCR - Bolsista PIBID/CAPES/UNIOESTE. Participante do Subprojeto: O Ensino da Geografia: da teoria à prática, do PIBID, 2011/ Professora da rede estadual de Ensino Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta - Bolsista PIBID/CAPES/UNIOESTE. Participante do Subprojeto: O Ensino da Geografia: da teoria à prática, do PIBID, 2011/ Docente do curso de Geografia/UNIOESTE/MCR Orientadora do Subprojeto: O Ensino da Geografia: da teoria à prática, do PIBID, 2011/2013. Membro Líder do ENGEO.

2 social, [cultural] político, econômico e espacial. Desse modo, o jogo racional das escalas é importante para a compreensão entre os fenômenos sociais da mesma escala e sua articulação com escalas de outras dimensões. (PONTUSCHKA, 1999, p. 135) A partir deste entendimento, foi aplicado no 7º D, do colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta, em Marechal Cândido Rondon, um jogo de tabuleiros de Capitais e Estados, para melhor compreender as colocações de cada um nas diferentes regiões do Brasil. Este trabalho é um relato experiência desenvolvido no Grupo de pesquisa ENGEO - Grupo de Pesquisa em Ensino e Práticas de Geografia atrelado ao PIBID Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência por um acadêmico do segundo ano do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE Campus Marechal Cândido Rondon, e pela professora regente da turma, sendo esta também supervisora do subprojeto no devido colégio. Objetivo O principal objetivo desta atividade é em reforçar e incentivar os conhecimentos sobre as Capitais e Estados brasileiros, através de um jogo de tabuleiro, que na maioria dos alunos e jovens, despertam curiosidades e atenção, sendo mais um recurso didático que auxilie no processo de aprendizagem dos alunos para melhor entender a organização do espaço brasileiro e suas regiões, facilitando a compreensão no estudo de questões geográficas e também de outras áreas ao falar sobre um determinado espaço e suas relações. Metodologia Nos dias dois (02) e quatro (04) do mês de abril, a professora da turma trabalhou com os alunos o estudo das capitais e dos estados. Foi utilizado o livro didático e um mapa do Brasil sem dados, apenas com as linhas mostrando os limites do território brasileiro e dos estados, que então foi pintado pelos alunos e no qual colocaram no mapa os nomes dos respectivos Estados e Capitais. Com a atividade pronta, a professora aplicou uma prova para saber o que eles apreenderam (Figura 1). Sendo assim, no dia 18 de abril, o acadêmico bolsista foi em sala aplicar um jogo de tabuleiro para incentivar o aprendizado sobre Capitais e Estados, principalmente para motivar os alunos que tiveram dificuldades em aprender (Figura 2). A Atividade foi realizada em grupos, cada grupo com um jogo de tabuleiro, no qual a atividade aconteceu da seguinte maneira: o primeiro desafio aconteceu na primeira aula e os

3 alunos tinham que colocar as Capitais em seus respectivos lugares; o segundo desafio que aconteceu na segunda aula, os alunos tinham que descobrir os nomes dos Estados pela sua imagem, sendo que eles poderiam saber o nome das Capitais dos respectivos Estados. O participante do grupo que conseguir acertar mais capitais e estados é o maior Explorador do Brasil (Figura 3). No final da segunda aula foi aplicado num tempo de dez minutos, uma atividade avaliativa, no qual tinha três questões: a primeira era para dizer qual era a Capital dos respectivos Estados, a segunda era para escrever qual era o Estado das respectivas Capitais e a terceira era para escrever a abreviação dos respectivos Estados abaixo. Cada questão contou com cinco alternativas. Figura 1 Mapa do Brasil mostrando os Estados e suas respectivas capitais Fonte: Figura 2 Jogo Explorando o Brasil que foi aplicado aos alunos Figura 3 Alunos realizando a atividade

4 Resultados e Discussões O resultado final foi bem visível. Os alunos que mostravam dificuldades em saber quais eram os Estados e Capitais do Brasil, conseguiram melhorar adquirindo um pouco mais de conhecimento sobre o assunto após a prática do jogo (Gráfico 1). Gráfico 1 Relação entre as notas e os alunos que realizaram as atividades No gráfico: (Atv. 1) foi realizada antes da aplicação do jogo pela professora do Colégio Estadual Antônio Maximiliano Ceretta; (Atv. 2) foi realizada após a aplicação do jogo pelo acadêmico do PIBID presente. No Gráfico percebe-se um aumento de acertos da atividade 1 para atividade 2. Ressalta-se também que, a atividade aplicada 1 foi feita com todas as capitais e estados do Brasil. A atividade aplicada 2 foi feita apenas com cinco (5) Capitais e cinco (5) Estados específicos em cada prova. Também na atividade 2 foi realizada 5 questões para os alunos

5 escreverem as abreviações dos Estados. Porém, esta última não foi considerada ao gráfico acima, pois não foi a mesma realizada também na atividade 1. Da atividade avaliativa realizada pelo acadêmico bolsista, para a construção do gráfico foi levado em conta apenas as duas primeiras questões da prova, pelo motivo de que não foi realizado pela professora anteriormente questões sobre abreviações das siglas dos Estados do Brasil. Conclusão Com o desenvolvimento da atividade comprovou-se que houve contribuição com a aplicação do jogo para reforçar o conhecimento sobre Capitais e Estados com os alunos e os alunos se mostraram abertos para a prática em sala de aula. A interação entre o acadêmico, a professora e os alunos foi positiva. Foi comprovado que para os alunos do 7 D do colégio Antônio Maximiliano Cerreta, de forma geral, a prática dos jogos despertou atenção no conteúdo. Contudo, na efetivação da atividade, alguns alunos mostraram dificuldades e os próprios alunos do grupo ajudaram na realização da atividade. Assim, todos participaram para a aprendizagem das Capitas e dos Estados. Como diz Selbach (2010, p. 42): em um bom ensino e Geografia é essencial que o aluno possa transformar as informações que ouve em conhecimento. E com a prática, o conteúdo fica bem mais claro e o aprendizado finaliza-se com mais sucesso. Finalizando, vale destacar que na Geografia é necessário e indispensável à memorização de determinados conteúdos, pois a Geografia, como as demais ciências possui seu alfabeto próprio, sendo outra característica que faz da Geografia uma disciplina original. Esta alfabetização geográfica é importante desde as séries iniciais. A partir dela que o aluno começa a entender as complexidades dos assuntos que vem a estudar. Assim, para que os alunos realmente interiorizam esse alfabeto, é preciso que o professor auxilie nesse processo, trabalhando o conteúdo de forma subjetiva e interpretando a necessidade do aprendizado para os alunos, para que a memorização não seja apenas mecânica, no qual não leva a formação de opiniões críticas sobre o espaço geográfico. A prática dos jogos aqui, se faz na parte final do processo, no qual os alunos já possuem o conhecimento que os levam a exercitar o que foi apreendido. Referências PONTUSCHKA, Nídia Nacib. O perfil do professor e o ensino/aprendizagem da geografia. In: Cadernos CEDES. N.º 39. Campinas: Papirus, SELBACH, Simone. História e Didática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.

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